IFE
04/04/2023

IFE 5.694

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
04/04/2023

IFE nº 5.694

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.694

Regulação

Bandeira verde segue em abril, aponta Aneel

A bandeira tarifária para o mês de abril de 2023, como esperado, continuará verde e chega ao 13° mês seguido nesse patamar. Essa sinalização reflete as condições favoráveis para a geração no país e indica que não haverá custo adicional nas contas de energia elétrica dos consumidores. A bandeira verde, válida para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN), reflete o atual nível dos reservatórios das UHEs, beneficiados com o período de chuvas. De acordo com a agência reguladora, é bastante provável o acionamento da bandeira verde para todo o ano de 2023, tomando como base a atualização constante de suas projeções de acionamento das bandeiras tarifárias. (CanalEnergia - 31.03.2023)
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Governo retira de tramitação PL que regulamenta exploração de UHEs em terras indígenas

O governo solicitou nesta sexta-feira, 31 de março, ao Congresso Nacional a retirada de tramitação do Projeto de Lei 191/20, que regulamenta a exploração de minérios, petróleo e geração hidrelétrica em terras indígenas demarcadas. O PL em questão define condições específicas para pesquisa e lavra de recursos minerais, petróleo e gás natural e para o aproveitamento hídrico de rios para geração de energia nas reservas indígenas. A solicitação foi publicada no Diário Oficial da União e não informa os motivos da retirada. O projeto, apresentado pelo governo Bolsonaro, tramitava em regime de urgência no Plenário da Câmara dos Deputados desde o ano passado. Segundo a Constituição, as atividades citadas no PL só podem ser realizadas em solo indígena com prévia autorização do Congresso, através de decreto legislativo e mediante consulta às comunidades afetadas.  (CanalEnergia - 31.03.2023)
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MME prorroga regras para exportação de energia para Argentina e Uruguai

O Ministério de Minas e Energia publicou nesta sexta-feira, 31 de março, a portaria 62/2023, que altera a portaria 418/2019, que traz diretrizes para a exportação de energia para a Argentina e Uruguai de térmicas em operação comercial. As diretrizes de exportação, que expiravam hoje, foram prorrogadas até 30 de setembro de 2023. Os comercializadores apresentarão ofertas de montante, preço e respectiva duração, de até 60 dias, da exportação de energia, considerando a entrega na fronteira do Brasil ou na Conversora em que ocorrer a exportação e a contabilização no Centro de Gravidade do Sistema. As Portarias de autorização para exportação de energia permanecem válidas até 30 de setembro de 2023. De acordo com o MME , a portaria evidencia o compromisso com as pautas relacionadas à integração regional com países vizinhos, que têm beneficiado o setor elétrico, promovendo competitividade econômica e permitindo a exploração das riquezas energéticas do país. (CanalEnergia - 31.03.2023)
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Conta Bandeiras calcula cerca de R$ 107 mi para distribuidoras

A Superintendência de Gestão Tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica fixou os valores da Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias (Conta Bandeiras), para fins da Liquidação das operações do mercado de curto prazo junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, referente à contabilização de fevereiro de 2023. De acordo com Despacho Nº 866, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 31 de março, os valores a serem repassados à Conta Bandeiras, pelas concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica devedoras, até 03 de abril de 2023, tem o total de R$ 626,95. Já os valores a serem repassados às concessionárias de distribuição de energia elétrica credoras, pela Conta Bandeiras, até 05 de abril de 2023, tem o total de R$ 107.407.121,89, nas contas correntes vinculadas à liquidação das operações do mercado de curto prazo das distribuidoras.A publicação destaca ainda que as concessionárias inadimplentes e credoras nesta liquidação terão seus créditos retidos para abatimento dos débitos de competências anteriores, atualizados nos termos do Submódulo 6.8 dos Procedimentos de Regulação Tarifária – Proret. (CanalEnergia - 31.03.2023)
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Justiça obriga Aneel a desconsiderar TEO Itaipu do PLD mínimo

A disputa acerca do valor do PLD Mínimo ganhou um novo capítulo na última quinta-feira, 30 de março. O desembargador federal Daniel Paes Ribeiro, do TRF-1, derrubou os embargos de declaração e determinou que a Agência Nacional de Energia Elétrica cumpra a decisão de retirar a TEO de Itaipu da composição do preço mínimo. Caso a decisão não seja obedecida a agência terá a penalidade de multa diária. Contudo, até o final da manhã desta sexta-feira, 31, a agência afirmou que não tinha sido notificada oficialmente dessa decisão judicial. Esse questionamento foi iniciado com uma ação da comercializadora Enercore que recorreu ao judiciário contra a consideração da tarifa de otimização da usina binacional como o valor mínimo do PLD ante o que a lei estabelece que é a média das usinas hidrelétricas. Com isso, o piso do PLD para este ano ficou em R$ 69,04 ante um cálculo que indicaria um patamar de cerca de R$ 15 por MWh uma vez que os reservatórios estavam cheios e até mesmo com vertimento de água em muitas usinas. (CanalEnergia - 31.03.2023)
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Transição Energética

Senado analisará estímulo a mercado de carbono na gestão de florestas

O Senado vai analisar a medida provisória que muda regras da lei de gestão de florestas públicas por concessão (Lei 11.284, de 2006), permitindo a exploração de outras atividades não madeireiras e o aproveitamento e comercialização de créditos de carbono. A MP 1.151/2022 foi aprovada nessa quinta-feira (30) na Câmara dos Deputados, na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Zé Vitor (PL-MG). A proposta permite a outorga de direitos sobre acesso ao patrimônio genético para fins de pesquisa, desenvolvimento e bioprospecção e sobre a exploração de recursos pesqueiros ou da fauna silvestre. Segundo o texto, no edital da concessão para exploração das florestas poderá ser incluído o direito de comercializar créditos de carbono e outros instrumentos congêneres de mitigação de emissões de gases do efeito estufa, inclusive com percentual de participação do poder concedente. (Senado Notícias - 31.03.2023)
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Presidente das Filipinas diz que armazenamento de energia tem um papel de infraestrutura 'vital' a desempenhar

É “vital” que os sistemas de armazenamento de energia (ESS) sejam incorporados à infraestrutura energética das Filipinas, disse o presidente do país. Falando na inauguração de um projeto de sistema de armazenamento de energia de bateria em larga escala (BESS) há alguns dias, o presidente Ferdinand Marcos Jr apontou a tecnologia como uma solução para os desafios de segurança energética nacional. Além da segurança energética, o armazenamento pode ajudar o setor energético filipino a se tornar mais sustentável e limpo, além de tornar a energia mais acessível e criar oportunidades de emprego, segundo o político. (Energy Storage – 03.04.2023)
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Empresas

Petrobras: Novas propostas para o Plano Estratégico da estatal

O presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, fez um novo movimento que pode ser o início de mudanças no futuro da empresa, especialmente no que diz respeito ao refino e às energias renováveis. Juntamente com a Diretoria Executiva da empresa, Prates validou um conjunto de seis propostas que poderão ser consideradas no Planejamento Estratégico da petroleira. Um dos principais pontos apresentados diz que a companhia dará ênfase na adequação e aprimoramento do parque atual de refino por meio do ganho de eficiência e conjugação de matérias-primas de matriz renovável no desenvolvimento de processos industriais resilientes e produtos sustentáveis. A empresa promete ainda priorizar o desenvolvimento, retenção e requalificação de talentos de forma a prover à companhia um corpo técnico cada vez mais inclusivo, diverso e habilitado a atender às demandas dinâmicas do mercado, em especial da transição energética. O terceiro ponto aprovado por Prates e pela Diretoria Executiva diz que a Petrobrás aproveitará diferentes potencialidades do Brasil como país de dimensões continentais e capacidades energéticas que favorecem o desenvolvimento sustentável, através da regionalização das atividades da empresa baseadas em cadeias produtivas e unidades operacionais locais. Outra proposta aponta que a Petrobrás buscará uma transição energética justa, em linha com as empresas congêneres internacionais, prioritariamente por meio de parcerias de excelência técnica e por programas de responsabilidade social que mitiguem as externalidades da atuação da companhia e fomentem cadeias produtivas locais. Como já era esperado, a companhia também vai manter o foco em suas operações de exploração e produção, focando em ativos rentáveis e na descarbonização crescente das operações da empresa e de seus fornecedores. Por fim, o planejamento estratégico da companhia também vai fortalecer o acesso a mercados e buscar a vanguarda global na transição energética, através da atuação internacional por meio de parcerias tecnológicas e operacionais. (Petronotícias - 03.04.2023) 
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Eletrobras: Acordo com Alupar visando controle do Linhão de Roraima

A Eletrobras e a Alupar firmaram acordo que prevê compra da participação da ex-estatal de energia no chamado Linhão de Roraima. As empresas firmaram acordo de acionistas na Sociedade de Propósito Específico (SPE) Transnorte Energia (TNE), que detém a concessão da linha de transmissão 500 kV, Circuito Duplo, Manaus-Boa Vista. Segundo a Eletrobras, o acordo prevê o aumento progressivo da participação da Eletronorte (subsidiária da ex-estatal) na SPE nos próximos anos, “observadas as anuências que se fizerem necessárias, com uma opção de compra do empreendimento após sua entrada em operação”. Atualmente, a Eletronorte possui 49% de participação na SPE e a Alupar, 51%. O linhão de Roraima foi leiloado pela Aneel em 2011, mas a implantação ficou travada por muitos anos por causa de restrições ambientais. A linha de transmissão conectará Roraima - o único Estado que ainda se encontra fora da rede de transmissão de energia elétrica - ao SIN. (Valor Econômico - 03.04.2023)
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Itaipu: Comportas de vertedouro são fechadas depois de 80 dias

Depois de 80 dias com as comportas abertas, a hidrelétrica de Itaipu Binacional fechou totalmente o vertedouro da usina. Por conta do regime hidrológico favorável, a estatal precisou abrir o vertedouro para controlar o nível do reservatório e manter a segurança da barragem. O vertimento máximo foi de 12.361 m³/s, observado no dia 19 de fevereiro, quando estavam abertas as duas calhas. Como comparação, a quantidade de água não utilizada deste dia equivale a mais de oito vezes e meia a vazão média das Cataratas do Iguaçu. Este volume de água, no entanto, poderia estar sendo usado para gerar energia, mas a baixa demanda de energia, a sobreoferta de energia causada pela entrada de usinas eólicas e solares, a falta de reservatórios para armazenamento e a restrição para exportação de energia excedente a países vizinhos fizeram com que a binacional liberasse água sem gerar energia (vertimento turbinável). A última vez que o vertedouro permaneceu operando por tanto tempo foi em maio de 2001, quando apenas 18 das 20 as unidades geradoras estavam em operação. (Valor Econômico - 03.04.2023)
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Cemig vai leiloar 41,2 MW entre 15 PCHs

Conforme antecipado pela Agência CanalEnergia na semana passada, a Cemig lançou nessa segunda-feira, 3 de abril, um edital para alienação de 15 Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas com capacidade total de 41,2 MW. Será ofertado um lote único, composto de ativos da Cemig GT e da Horizontes Energia, sua subsidiária integral, localizados em Minas Gerais e em Santa Catarina. O leilão acontecerá em 10 de agosto a um valor mínimo para de R$ 48,2 milhões. De acordo com o planejamento estratégico da estatal mineira, a venda tem por objetivo melhorar a eficiência operacional e a alocação de capital da companhia, que foca em projetos de usinas maiores como Emborcação (1.192 MW) e Três Marias (396 MW). Os empreendimentos que compõem o lote serão alienados sem vínculos contratuais de fornecimento da energia gerada. Também é proposto, a critério do comprador, manter operação assistida por três meses, mediante celebração de contrato de prestação de serviços. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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Moody’s rebaixa rating da Light e deixa com perspectiva negativa

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou as classificações de risco de crédito da Light e suas subsidiárias Light SESA e Light Energia. O rating foi rebaixado de B.br para CCC-.br em escala nacional e possui perspectiva negativa. Segundo a Moody’s, o rebaixamento dos ratings segue a divulgação por parte da companhia de que irá efetivamente buscar extensão de prazos junto a fornecedores e credores financeiros. A agência de risco ainda ressaltou que a Light, listou uma série de estratégias para permitir a continuidade operacional, dentre as quais, a obtenção de extensão de prazos de pagamento junto a fornecedores e credores, cuja extensão não está sob o controle da administração do Grupo Light e pode implicar em custos financeiros adicionais em decorrência de multas, custos para obtenção de waivers, novos encargos financeiros ou na declaração de vencimentos antecipados. Uma solicitação formal de renegociação junto a credores, que contemple termos como extensão de prazo, pode se enquadrar na definição da Moody’s de renegociação de dívida forçada e caracterizaria um default. De acordo com o comunicado da Moody´s, a liquidez da Light se enfraqueceu ainda mais após a realização do resgate antecipado da totalidade das debêntures referente a 8ª Emissão da Light SESA e da 3ª Emissão da Light Energia, aliado a uma perspectiva de elevado capex na casa de R$ 1 bilhão por ano até o fim da concessão em 2026. E ainda destacou que a perspectiva negativa reflete a expectativa de que poderá ocorrer alteração material na recuperação esperada dos credores nos próximos 12 ou 18 meses. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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Taesa assina contratos de concessão dos lotes 3 e 5

A Taesa informou que assinou na última sexta-feira, 31 de março, os contratos de concessão dos lotes 3 e 5 referentes ao Leilão de Transmissão da Aneel nº 02/2022. Segundo o comunicado, como parte do valor do investimento do lote 5, a companhia realizou o pagamento da indenização de R$ 870,6 milhões à concessionária anterior, passando a realizar toda a operação e manutenção do lote 5. Como subsidiária integral da Taesa, o empreendimento garante a partir da data de sexta-feira o recebimento de 72,2% da sua RAP total, equivalente a R$121,1 milhões. Uma vez concluídas as obras de revitalização, cujo prazo regulatório para conclusão é de 60 meses, serão acrescentados os 27,8% remanescentes da sua RAP total para a Companhia. De acordo com a companhia, o lote 5 é chamado de Saíra Transmissora de Energia Elétrica e fica situado entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com extensão já construída de 743 km de linha e três subestações, sendo a SE Garabi uma conversora denominada de back-to-back que possibilita a exportação e importação de energia elétrica para Argentina. O empreendimento tem um investimento previsto de R$ 1.176 milhões (Capex Aneel), que incluiu a indenização paga a antiga concessionária, e uma RAP de R$ 167,7 milhões já adicionada de PIS/COFINS. Já o lote 3 é chamado de Tangará Transmissora de Energia Elétrica e fica situado nos Estados do Maranhão e Pará, com 279 km de extensão sendo 72 km de circuito duplo. Tangará tem um investimento previsto de R$ 1,117 bilhão (Capex Aneel) com prazo regulatório de conclusão da obra de 60 meses e acrescentará uma RAP de R$ 100,7 milhões, já adicionada de PIS/COFINS, a partir da sua entrada em operação. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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Produto da Enel Trading deverá reduzir em até 30% os gastos com a conta de energia

A Enel Trading lançou no mercado brasileiro um produto voltado às empresas que estarão habilitadas a migrar para o mercado livre de energia a partir de 2024. O produto prevê contratos de, em média, 3 anos, e o processo de adesão é simples, sem burocracia e sem riscos. Atualmente, apenas consumidores com demanda contratada igual ou superior a 500 kW, em geral grandes indústrias, podem comprar energia elétrica de qualquer fornecedor. A partir do primeiro dia de 2024, consumidores conectados em alta ou média tensão com demanda inferior a 500 kW, também poderão escolher diretamente o seu fornecedor de energia, o que abrirá as portas do ambiente de livre negociação para pequenos e médios negócios. O público-alvo do novo produto são empresas de diversos setores da indústria (fabricação de produtos alimentícios, plásticos e químicos, por exemplo), de serviços (captação, tratamento e distribuição de água, condomínios corporativos e hotéis) e do comércio (supermercados, grandes restaurantes, padarias, shoppings e postos de gasolina), entre outros, desde que a demanda contratada seja inferior aos 500 kW. As empresas poderão garantir, desde já, a energia que irão consumir nos próximos anos, com descontos fixos mensais de até 30% nas contas de luz, na comparação com os valores que elas pagariam no mercado regulado. Os consumidores interessados em reduzir os custos associados à sua cadeia produtiva poderão contratar energia com valores competitivos, total previsibilidade e segurança. Além de todos os benefícios, ao contratar energia no mercado livre com a Enel Trading, as empresas ainda podem contar com a energia renovável proveniente das usinas de geração do Grupo Enel. Toda a energia própria produzida pela Enel no Brasil é de fonte renovável. O portfólio nacional da empresa conta com 27 usinas hidrelétricas, 13 parques eólicos e sete parques solares. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário começa abril no patamar mínimo regulatório de R$ 69,04 por MWh

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para esta segunda-feira, 03, é de R$ 69,04 por MWh, em todo o País, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O valor é o patamar mínimo regulatório estabelecido pela Aneel. O indicador segue no montante mínimo desde 14 de setembro do ano passado, quando era fixado em R$ 55,70 por MWh. O preço praticado ao longo do dia não apresenta oscilações de modo que os valores médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 03.04.2023) 
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Região Norte conta com 97,8% da capacidade

A Região Norte contou com níveis estáveis, no último domingo, 02 de abril, segundo o boletim do ONS. O subsistema está operando com 97,8% da capacidade. A energia armazenada mostra 14.961 MW mês e a ENA aparece com 31.362 MW med, o mesmo que 74% da MLT. O subsistema do Nordeste também teve níveis estáveis e opera com 91,2% da sua capacidade. A energia armazenada indica 47.146 MW mês e a energia natural afluente computa 5.244 MW med, correspondendo a 47% da MLT. A região Sudeste e Centro-Oeste teve elevação de 0,2 p.p e está com 83,5%. A energia armazenada mostra 170.937 MW mês e a ENA aparece com 55.478 MW med, o mesmo que 80% da MLT. A Região Sul subiu 0,1 p.p e está operando com 83,1% da capacidade. A energia armazenada marca 16.992 MW mês e ENA é de 4.903 MW med, equivalente a 76% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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Mobilidade Elétrica

Porsche inaugura concessionária em São Paulo com oficina de elétricos 

A Porsche inaugurou a sua segunda concessionária na cidade de São Paulo. Utilizando conceitos modernos de arquitetura, mescla soluções sustentáveis e já está preparada com oficina específica para manutenção de carros elétricos da marca e reparos em baterias. Localizada na Vila Madalena, a nova concessionária da Porsche é operada pelo grupo BEXP e oferece um ambiente moderno já alinhado ao padrão "Destination Porsche". Além de todo o ambiente sofisticado onde estão os showroom e salas especiais para atendimento, a nova Porsche Center São Paulo Oeste possui ainda ambiente para coworking e até um bar para eventos reservados aos clientes. Os pavimentos superiores estão reservados para os serviços. Em um ambiente limpo e extremamente organizado, os carros recebem os serviços de manutenção e reparos. No terceiro pavimento, a BEXP instalou uma área reservada para consertos de carros elétricos. Com profissionais qualificados e altamente treinados, os veículos elétricos e eletrificados serão atendidos em nível internacional. Em um ambiente controle, a unidade oferece até mesmo reparos para baterias, inclusive com troca de módulos. Para que o atendimento aos veículos elétricos da marca sejam rápidos, a BEXP instalou dois carregadores ultrarrápidos no local. Com potência de 350 kW, são capazes de recarregar de 5% a 80% as baterias de um Porsche Taycan em 23 minutos. Um está instalado na área externa enquanto o outro fica dentro da oficina. Existem também outros carregadores disponíveis, com potências mais baixas, como os de 22 kW. (Inside EVs - 03.04.2023) 
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Caminhão elétrico brasileiro VW e-Delivery é destaque na Argentina

Desenvolvido no Brasil, o Volkswagen e-Delivery se prepara para desembarcar em novos mercados. Nesse processo, o caminhão elétrico marca presença em vários eventos e feiras, como a Bioferia, o mais importante encontro de sustentabilidade e consumo responsável da América Latina, que aconteceu de 31 de março a 02 de abril em Buenos Aires (Argentina). A apresentação para o público argentino no evento de sustentabilidade acontece poucas semanas após a divisão local anunciar que o e-Delivery tem lançamento confirmado na Argentina para 2023. O espaço da Volkswagen Caminhões e Ônibus onde o e-Delivery estava exposto também contava com atividades de conscientização ambiental. Produzido na fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) em Resende (RJ), o caminhão elétrico com proposta urbana começa a ser exportado para outros países da região. Recentemente, a VWCO anunciou que o e-Delivery começou a ser exportado para a Guatemala, mais um país a receber o modelo depois do Paraguai e México – que recebeu algumas unidades no final do ano passado. Aqui no Brasil, o e-Delivery está equipado com um motor elétrico WEG de 300 kW (408 cv) e 220 kgfm de torque montado na parte traseira do caminhão. O sistema elétrico de 650 volts é alimentado por baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) da chinesa CATL importadas e montadas pela Moura. (Inside EVs - 04.04.2023) 
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Wan Gang/Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia: Carros elétricos têm quatro novos desafios principais

A China é um dos países com crescimento mais rápido nas vendas de carros elétricos, mas ao mesmo tempo isso implica em novos desafios inerentes à transição energética. O tema foi alvo de discussão no Forum China Electric Vehicle. No evento, Wan Gang, presidente da Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia, fez um discurso de abertura que pode ser traduzido como "Uma nova jornada para a indústria automotiva da China". Em sua apresentação, Wan disse que a indústria automotiva de veículos New Energy (100% elétricos, híbridos plug-in e FCEV) entrou em um período de forte expansão orientado para o mercado interno e já atingiu a meta prevista para 2025. No entanto, para continuar avançando, o especialista enxerga quatro desafios principais. Wang destaca que: i. o desenvolvimento do mercado não é uniforme e suficiente, e o desempenho atual do produto e a qualidade dos veículos eletrificados ainda precisam avançar para atingir as metas dos consumidores em todos os ambientes e cenários; ii. o progresso dos veículos comerciais é lento. Eles representam uma pequena proporção, mas respondem por mais de 50% do dióxido de carbono emitido. Em 2022, os veículos comerciais representavam apenas 10,2% da frota total, dos quais a taxa de penetração de eletrificação dos veículos médios e pesados comerciais era menos de 2,7%, muito inferior à taxa de penetração dos veículos de passageiros 'new energy' de 25,6%; iii. em comparação com o rápido crescimento da procura orientada para o mercado de veículos eletrificados, as instalações de carregamento, pontos de troca de baterias, rede de reabastecimento de hidrogênio, comunicação veículo-estrada e uma série de infraestruturas ainda estão relativamente atrasadas. A dificuldade de carregar para viagens longos ainda é um problema muito importante e comum; e iv. o desenvolvimento industrial encontrou estrangulamentos, embora o preço dos recursos básicos tenha caído um pouco, ainda é elevado, a cadeia de abastecimento não seja sanada e existam algumas restrições técnicas graves. O próximo passo é continuar a reforçar a investigação e o desenvolvimento de tecnologias-chave de veículos eletrificados.(Inside EVs - 04.04.2023) 
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Tesla supera meta de vendas de carros elétricos no 1º trimestre de 2023 

A Tesla estabeleceu um novo patamar para as entregas no primeiro trimestre de 2023. Entre janeiro e março deste ano, atingiu 422.875 carros elétricos. O resultado superou até mesmo as expectativas, que ficaram - por assim dizer - em 420.000 unidades. Com este resultado, a Tesla supera seus próprios números mais uma vez. O recorde anterior, que remonta ao quarto trimestre de 2022, foi de 405.278 carros vendidos. Se o número de carros elétricos entregues pela Tesla no primeiro trimestre de 2023 é impressionante, ainda mais surpreendente é o número de carros produzidos: 440.808. Como sempre, por razões óbvias de preço e capacidade de produção, a maior parte dos números foi feita pelo Model 3 e Model Y (421.371 unidades produzidas), enquanto o Model S e o Model X chegaram perto de 20.000 unidades (19.437). A montadora de Elon Musk, entretanto, não está baixando a guarda. Pelo contrário, acaba de elevar a produção em sua fábrica Texas Gigafactory, sediada em Austin, para 4.000 carros por semana. Isto se soma à Gigafactory alemã, que já atingiu 5.000 carros por semana. Segundo analistas, a empresa poderia encerrar o ano com 1,8 milhão de carros. Outros pensam, mesmo considerando o resultado recém alcançado, que poderia chegar a 2 milhões. Uma grande conquista, considerando que em 2022 manteve a liderança entre os fabricantes de carros elétricos com 1,3 milhão de carros entregues. (Inside EVs - 03.04.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Etanol: Toyota firma parceria com Shell, Raízen, USP e Senai para produzir hidrogênio renovável

A Toyota Brasil fechou parceria com Shell Brasil, Raízen, Hytron, USP, RCGI e Senai-CETIQT para produzir hidrogênio renovável a partir do etanol. A companhia oferecerá o Mirai para testes de performance e o investimento no projeto é previsto em cerca de R$ 50 milhões. A tecnologia híbrida-flex é produzida no Brasil, em parceria com o Japão, e o país tem forte vocação para biocombustíveis. O hidrogênio renovável também abastecerá três ônibus que circularão na Cidade Universitária da USP. (Broadcast Energia - 31.03.2023)
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Energias Renováveis

Brasil apresenta a maior produção de energia limpa dos últimos 12 anos

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do Brasil informou que, no primeiro trimestre de 2023, o país teve a maior produção de energia limpa dos últimos 12 anos. Mais de 90% da energia gerada e utilizada pela sociedade veio de fontes renováveis, como hidroelétricas, eólicas, biomassa e solar, devido ao bom uso dos recursos e à expansão de usinas de energia eólica e solar no país. O ONS prevê cenários positivos para os próximos meses, com a expectativa de que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste alcance altos níveis de armazenamento de energia. O sistema elétrico sustentável do país é suportado por fontes renováveis que garantem segurança energética, atendendo a carga e a demanda de energia. O Ministério de Minas e Energia do Brasil planeja investir em energia limpa e renovável, com expectativas de um recorde histórico de expansão na capacidade de geração de eletricidade instalada em 2023, principalmente de energia solar e eólica. O governo pretende investir aproximadamente R$50 bilhões na construção de mais linhas de transmissão para suportar a geração de energia solar e eólica. O Plano de Expansão Decenal estima que até R$119 bilhões serão investidos em geração centralizada de energia renovável até 2031, com energia solar e eólica representando 60% do total. (CanalEnergia - 31.03.2023)
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Böno Fotovoltaico inaugura a primeira usina de energia solar em aterro sanitário da América Latina

A empresa Böno Fotovoltaico inaugurou a primeira usina solar construída em cima de um aterro sanitário já desativado na capital paranaense, com investimento de R$ 28 milhões e potência instalada de 4,55 megawatts. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Rede C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), e visa transformar um passivo ambiental em energia limpa e renovável, gerando uma economia de R$ 3,5 milhões ao ano nos gastos com eletricidade dos prédios públicos do município. Com cerca de 8,6 mil painéis solares, a usina pode abastecer mais de 30% dos prédios públicos de Curitiba, reduzindo a emissão de 2 mil toneladas de CO2 na atmosfera. O projeto é parte do Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas de Curitiba e busca tornar a cidade referência nacional no consumo de energia limpa. (Petronotícias - 02.04.2023)
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BNDES: Financiamento para construção de parques eólicos no Nordeste

O BNDES aprovou um financiamento de R$ 907 milhões para a Casa dos Ventos implementar quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte (RN), com capacidade total de 202,5 MW. Os parques Ventos de Santa Luzia 11, 12 e 13 e o Ventos de Santo Antônio formam Complexo Eólico de Umari, que, segundo o BNDES, será responsável por gerar energia suficiente para atender cerca de 500 mil domicílios. O financiamento corresponde a 69% do total previsto de R$ 1,3 bilhão, informou o banco. Os recursos serão empregados na aquisição e instalação de aerogeradores e na realização de obras civis, além da implantação de sistema de transmissão associado ao projeto. As obras começaram em setembro de 2022 e a previsão é que todo o complexo entre em operação comercial plena em agosto de 2024. Durante o período de construção dos parques, estima-se que cerca de mil empregos sejam gerados. (Valor Econômico - 03.04.2023)
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Casa dos Ventos e a Vestas fazem acordo para a instalação de 1,3 GW em dois complexos eólicos no Nordeste

A Casa dos Ventos e a Vestas assinaram um acordo para a aquisição e manutenção de equipamentos que somam 1,3 GW de capacidade instalada, o maior acordo comercial onshore feito pela Vestas globalmente. O contrato envolve dois projetos localizados no Nordeste brasileiro e receberá investimento total da ordem de R$ 9 bilhões, gerando aproximadamente 3 mil empregos diretos e 6 mil indiretos. Essa capacidade seria suficiente para atender o consumo de Estados como Alagoas e Piauí, evitando a emissão de 3,2 milhões de toneladas de CO2 por ano. A parceria entre as duas empresas já dura cinco anos e a Vestas também se tornou cliente da Casa dos Ventos desde 2022. (Petronotícias - 31.03.2023)
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IBP diz que sinergia com indústria de óleo e gás pode ser diferencial para eólicas offshore no Brasil

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) destaca em nota técnica a importância da integração das fontes de energia eólica offshore com o setor de óleo e gás no Brasil. O conhecimento da indústria petrolífera no ambiente offshore pode reduzir custos e acelerar a difusão das eólicas nesse ambiente, além de contribuir em questões regulatórias e ambientais. O IBP reforça a necessidade de criação de um arcabouço regulatório no segmento de eólicas offshore para o país avançar nesta área, sem perda de oportunidades para ampliar o desenvolvimento de fontes de energias renováveis. O Congresso está conduzindo discussões para a construção de uma regulamentação da atividade. (Petronotícias - 31.03.2023)
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Aneel libera 46 MW para eólicas

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou o início da operação comercial da usina EOL Ventos de São Roque 04, com capacidade instalada de 5,5 MW, no estado do Piauí, e seis unidades geradoras da EOL Ventos de São Januário 19, com capacidade instalada de 27 MW, no estado da Bahia. Juntos, os projetos somam 32,5 MW de capacidade instalada. Além disso, a Aneel permitiu a operação em teste das unidades geradoras de 1 a 3 da EOL Aura Tanque Novo 03, com capacidade instalada de 13,5 MW, também localizada na Bahia. (CanalEnergia - 31.03.2023)
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Tereos irá investir cerca de R$ 30 mi em biogás

A Tereos Brasil, produtora de açúcar, etanol e energia a partir da biomassa da cana-de-açúcar, prevê dobrar o investimento em sua planta de biogás na unidade Cruz Alta, em Olímpia (SP), na safra 2023/24. O valor investido na unidade será de cerca de R$ 30 milhões e prevê garantir a maturidade do projeto e ampliar a produção de energia, afirmou a companhia em comunicado. A unidade foi inaugurada na safra passada e tem capacidade de produção anual de 1,6 milhão de metros cúbicos do produto em condições normais de temperatura e pressão. O biogás é obtido pela conversão da biomassa em energia e produzido pela Tereos a partir da biodigestão da vinhaça, resíduo resultante da destilação do etanol a partir da cana, por bactérias. Em julho do ano passado a companhia fechou uma parceria com a Lemon Energia, que atua no segmento de Geração Distribuída (GD) de energia elétrica, para fornecer o produto gerado pela unidade. Desde setembro, o biogás abastece 85 clientes comerciais de baixa tensão, o equivalente a mil clientes residenciais. (Broadcast Energia - 03.04.2023) 
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Gás e Termelétricas

Opep+: Produção menor de petróleo pode pressionar Petrobras

O corte de 1,1 milhão de barris ao dia na produção de petróleo dos países que formam a Opep+, a partir de maio, joga mais pressão sobre a Petrobras. A empresa passa a ser observada sobre qual decisão tomará em relação aos preços dos combustíveis no país caso as cotações da commodity se mantenham altas por mais tempo. A redução da produção do cartel, anunciada no domingo (2), provocou forte alta nas cotações internacionais da commodity ontem e o preço do barril do tipo Brent fechou a segunda-feira em alta de 6,31%, a US$ 84,93, depois de subir até 8% no dia. O Goldman Sachs prevê que o Brent encerre o ano a US$ 95, chegando aos US$ 100 no fim de 2024. O ex-diretor da ANP, Décio Oddone, diz que ainda não há certeza sobre o comportamento do barril em prazos mais longos. Ele ressalta que atualmente há forças operando no mercado que puxam as cotações para cima e para baixo. Entre as forças de baixa, cita o desvio da produção russa para a China e outros países do Oriente e o risco de recessão global. A principal incerteza, no Brasil é qual cenário a Petrobras enfrentará diante das pressões para abandonar o PPI como referência para o mercado interno. Em diversas ocasiões, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, tem dito que não aceita o PPI como um “dogma”. Ele se alinha ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende “abrasileirar” o cálculo dos preços dos combustíveis, criando temores de que a estatal volte a subsidiar os preços. (Valor Econômico - 04.04.2023)
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Eletrobras terá ressarcimento de R$ 42,8 mi por operação excepcional de termelétricas

A Aneel aprovou um ressarcimento total de R$ 42,8 milhões à Eletrobras por conta dos custos relativos à operação "excepcional e temporária" das usinas termelétricas Santa Rita, Santana e Santana II entre novembro de 2020 a maio de 2021. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 31. Segundo a resolução, o repasse é autorizado por conta da requisição de geração por até 180 dias "quando houver reconhecimento pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de condição satisfatória de atendimento ao Estado". No período em questão, o País passava por restrição hídrica que afetava os reservatórios das usinas hidrelétricas e, portanto, dificultava as condições de fornecimento de energia. O pagamento será feito pela CCEE, por meio do Encargo de Serviços do Sistema (ESS), em parcela única. A CCEE foi autorizada ainda a atualizar o valor, quando for realizar o repasse, pelo IPCA acumulado entre maio de 2021 e o mês anterior ao da contabilização do ressarcimento. (Broadcast Energia - 31.03.2023) 
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Terceira unidade da central nuclear do Egito recebe licença para iniciar a instalação de mais um reator da Rosatom

A Autoridade Reguladora Nuclear e Radiológica do Egito emitiu uma licença de construção para a unidade 3 da usina nuclear de El Dabaa, que abrigará quatro reatores fornecidos pela Rússia. A construção da unidade 3 está prevista para começar nos próximos meses. A usina nuclear de El Dabaa é baseada em contratos entre a NPPA e a estatal nuclear russa Rosatom. Os contratos estipulam que a Rosatom não apenas construirá a usina, mas também fornecerá combustível nuclear russo para todo o seu ciclo de vida. A Rosatom também foi contratada para construir uma instalação especial de armazenamento e fornecer contêineres para armazenar combustível nuclear usado. (Petronotícias - 02.04.2023)
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Rosatom começa os primeiros testes no segundo reator da usina nuclear da Bielorrússia

O reator da Unidade de Energia 2 da Usina Nuclear da Bielorrússia, construído pela Rosatom, alcançou o nível mínimo de energia controlável, o que permite avançar para a parte final dos testes de arranque físico. Serão realizadas medições para confirmar a conformidade com o projeto e verificar a confiabilidade do funcionamento das proteções e sistemas de segurança. Os resultados serão submetidos aos órgãos autorizados para obter uma licença para o arranque da energia da Unidade. A Usina Nuclear da Bielorrússia tem dois reatores VVER-1200 com capacidade total de 2.400 MW e está sendo construída em Ostrovets. A Rosatom é a única empresa no mundo a implementar a construção em série de usinas nucleares no exterior e tem 34 unidades VVER em 11 países em vários estágios de implementação. A Unidade de Energia 1 da UN Belarus, construída com tecnologia russa, foi colocada em operação comercial em junho de 2021. (Petronotícias - 31.03.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

CCEE aposta em reposicionamento de marca

A CCEE anunciou seu reposicionamento de marca, com identidade visual e o tom de voz modernizados. Segundo o presidente do conselho de administração da entidade, Rui Altieri, além de simbolizar a busca por melhorias constantes nas soluções e serviços oferecidos ao setor, a campanha sintetiza o desejo da Câmara de manter a posição de facilitadora de um segmento que está cada vez mais dinâmico, com maior volume de operações e que pode ser menos burocrático sem deixar de ser seguro. A perspectiva do futuro levou a CCEE a colocar em prática diversos aprimoramentos. Processos como a recontabilização express, uma alternativa mais rápida para a revisão e o recálculo caso haja mudança nos dados reportados pelos agentes durante a liquidação das suas posições financeiras no mercado de curto prazo. Até 2021, a tarefa podia levar mais de seis meses, até que o associado pudesse perceber o resultado da operação. Hoje, em boa parte dos casos, é possível observar os efeitos do reprocessamento já no mês seguinte ao da solicitação. Só em 2022, mais de 200 associados utilizaram o serviço. Outra solução importante disponibilizada pela Câmara é a plataforma de integração, que funciona como uma ponte entre os sistemas da organização e os do agente, ou uma API, na sigla em inglês. A ferramenta permite a automatização de rotinas e o acesso a dados com rapidez, segurança e confiabilidade, reduzindo custo e risco operacional das empresas. A CCEE também facilitou o processo de checagem da validade das certidões de adimplemento que emite, por meio da tecnologia Blockchain. Também abriu a possibilidade para que os agentes optem por um processo de migração de carga simplificada, o que agiliza o procedimento de saída do contrato com a distribuidora e a entrada no ambiente livre. Para 2023, a Câmara de Comercialização definiu como um de seus temas estratégicos o que tem chamado de “evolução das operações de mercado.” Na prática, tem estudado maneiras de reduzir os tempos necessários para a contabilização e a liquidação financeira das suas operações, o que ajudará a tornar o setor ainda mais dinâmico. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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CMU quer conquistar 1% do ‘novo ACL’ em um ano

A CMU Energia, que comemora 20 anos em 2023, vem se preparando para o próximo passo que o setor elétrico dará, a partir de janeiro de 2024: a abertura do ACL a toda alta tensão. A empresa já alocou 60 MW médios de energia na sua comercializadora varejista, que começa a tomar forma e espera chegar a 1 mil clientes em 12 meses, ou 1% do mercado potencial de novos consumidores que chegarão ao mercado livre. O presidente da CMU, Walter Fróes, conta que um grande desafio é o de captação de clientes, pois essa é uma faixa onde o ticket médio varia entre 0,1 a 0,2 kW de demanda. Além disso, é necessário investimentos em tecnologia para atendimento no dia a dia. Uma ação que a empresa vem tomando para ampliar seu alcance, diz Froes, é por meio de um convênio com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). Essa parceria tem como meta a apresentação por meio de palestras como funciona o mercado livre e suas vantagens àqueles que ainda não migraram e que se tornarão elegíveis a partir de janeiro. A comercializadora da empresa, disse o executivo, está com dois clientes atualmente e foi autorizada a operar nessa modalidade pela CCEE ainda em 2019. Contudo, agora com a perspectiva da alta tensão é que deverá receber mais destaque dentro do portfólio da empresa. Essa questão do preço não limita a questão da contratação apenas a novos consumidores de pequeno porte. Fróes diz que a empresa vem trabalhando com dois novos investidores visando novos ativos de geração na modalidade de autoprodução de energia. E mais, a parceria visa a produção no futuro de hidrogênio verde por meio da fonte solar fotovoltaica. Contudo, esses projetos são classificados por ele como embrionários. Os estudos apontam para um ativo de produção do insumo em um porto para a exportação. O segundo no estado do Mato Grosso para a produção de amônia destinado a fertilizantes para o agronegócio nacional. Segundo Fróes, a maturidade desses projetos deverá ser alcançada entre 2025 e 2026 apenas. Enquanto esse momento não chega, estima o executivo, a varejista e autoprodução poderá ajudar a alavancar o faturamento. (CanalEnergia - 03.04.2023) 
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