IFE
30/03/2023

IFE 5.691

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
30/03/2023

IFE nº 5.691

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.691

Regulação

Artigo GESEL/AHK: visão geral de projetos de H2 e principais stakeholders

Foi publicado novo artigo GESEL no Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O texto é assinado por Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Vinicius José da Costa (Pesquisador Júnior do GESEL) e intitulado “Hidrogênio verde no Brasil: Uma visão geral de projetos e principais stakeholders”. Segundo os autores, o H2V tem potencial de desempenhar um papel crítico e estratégico na transição energética e o "Brasil já conta com diversos projetos relacionados ao desenvolvimento de H2V anunciados ou em andamento, envolvendo uma ampla gama de stakeholders que, de fato, têm o objetivo comum de criar um mercado e cadeia de valor de H2V confiável e sustentável, gerando renda e emprego". Para ler o artigo na íntegra, acesse: https://www.h2verdebrasil.com.br/noticia/hidrogenio-verde-no-brasil-uma-visao-geral-de-projetos-e-principais-stakeholders/ (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2023)    
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Aneel aprova alterações em processo tarifário das transmissoras em 2022

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica analisou recursos apresentados por 47 transmissoras, solicitando a revisão de valores homologados no processo tarifário de 2022. Dos 121 pedidos apresentados, 39 foram integralmente aceitos, 13 parcialmente acatados e 69 negados. As maiores alterações ocorrerão na Parcela de Ajuste(PA), na Receita Anual Permitida (RAP) e em regularizações, e o valor adicional será reconhecido no ciclo tarifário 2023/2024, que começa em 1º de julho. De acordo com a Aneel, os ajustes contribuirão para uma variação de 0,06% nas RAPs do ciclo 2022/2023, na comparação com o valor previsto na Resolução Homologatória 3.067, de 2022. Somando todos os pleitos atendidos, o efeito total chega a 0,81%, dos quais 0,68 ponto percentual é reflexo de decisão judicial favorável à Norte Brasil Transmissora de Energia – NBTE e 0,13 ponto percentual é resultante dos pedidos de reconsideração feitos pelas demais transmissoras. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Subconcessão poderá ser saída para distribuidoras na renovação, diz CBIE

A adoção de subconcessões pode ser debatida como uma solução para as distribuidoras que enfrentam sérios problemas de perda de energia, já que o processo de renovação das concessões no Brasil deve ser iniciado ainda este ano. Essa operação do governo poderia se dar por meio de uma Parceria Público-Privada, que deixaria a atual área de concessão sem os obstáculos atuais e a colocaria em pé de igualdade com as demais. O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Bruno Pascon, sugere que essa possibilidade possa ser aplicada em empresas como Light (RJ), Enel Rio (RJ) e Amazonas Energia (AM). Segundo Pascon, as soluções usuais, como aumento de tarifas para cobrir prejuízos, estão se mostrando insuficientes. Pascon vê riscos para a renovação, incluindo a inclusão da cobrança de mesada, a convergência com o IPCA. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Transição Energética

O futuro da energia limpa mundial

Mais de 300 representantes de 25 países se reuniram no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 de março para discutir o futuro das energias limpas e renováveis no planeta. O encontro foi organizado pelo Ministério de Minas e Energia e pelo Ministério de Relações Exteriores em parceria com outras organizações e patrocinado pela Itaipu Binacional. A reunião foi um evento preparatório para a Reunião Ministerial da Clean Energy Ministerial (CEM) e da Mission Innovation (MI), que acontecerá em julho em Goa, Índia. Em 2024, a reunião será realizada no Brasil, na usina hidrelétrica de Itaipu, reconhecendo o protagonismo do país no tema das energias renováveis. Durante o encontro, as lideranças discutiram prioridades e identificaram pontos e lacunas de investimentos na área das energias limpas. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Canadá faz investimentos para construir a economia limpa e combater as mudanças climáticas

Em 28 de março, a Ministra das Finanças do Canadá, Chrystia Freeland, divulgou o Orçamento 2023 intitulado "Um Plano Feito no Canadá: Classe Média Forte, Economia Acessível, Futuro Saudável". O Canadá tem tido uma recuperação notável da recessão causada pela pandemia, com o crescimento econômico mais forte do G7 no ano passado e uma taxa de desemprego próxima do seu nível mais baixo. O orçamento inclui um novo desconto de supermercado para oferecer alívio da inflação a 11 milhões de canadenses e medidas para reduzir taxas ocultas e empréstimos predatórios. Para fortalecer o sistema de saúde pública, o orçamento inclui US$ 198,3 bilhões para reduzir atrasos e expandir o acesso a serviços de saúde familiar, além de um novo plano de assistência odontológica para até nove milhões de canadenses. O orçamento também faz investimentos transformadores na economia limpa do Canadá e medidas para combater a mudança climática e criar novas oportunidades de emprego bem remunerado. O orçamento tem um plano fiscal responsável que manterá o menor déficit e a menor relação dívida líquida/PIB no G7. O objetivo é construir um Canadá mais seguro, sustentável e acessível para as pessoas em todo o país. (EE Online – 29.03.2023)
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Irena: Transição energética exigirá 7 mil GW e US$ 35 tri até 2030

O diretor-geral da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) afirmou que a transição energética global está fora dos trilhos e que são necessárias medidas ousadas e transformadoras para investir pelo menos US$ 35 trilhões nos próximos oito anos para aumentar a implantação das energias renováveis e cumprir as metas globais de limitação do aumento da temperatura global em 1,5°C. Embora o investimento global em novas tecnologias tenha atingido um novo recorde de US$ 1,3 trilhão no ano passado, é necessário redirecionar US$ 1 trilhão do orçamento anual planejado em combustíveis fósseis até 2030 para tecnologias de transição e infraestrutura para manter a meta de 1,5°C ao alcance. A prévia da Irena descreve três pilares prioritários da transição energética: infraestrutura física, facilitadores políticos e regulatórios, e força de trabalho bem qualificada. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Empresas

Agência propõe redução nas tarifas da Enel SP, mas não para consumidores residenciais

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs no dia 28 de março uma redução média de 1% nas tarifas da Enel Distribuição São Paulo. A Enel é a segunda maior distribuidora de energia elétrica do Brasil e atende 7,5 milhões de clientes em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a cidade de São Paulo. A redução proposta afetará diferentes grupos de consumidores de diferentes formas, sendo que os consumidores de alta tensão, como indústrias, terão uma redução média de 4,19%, enquanto os consumidores de baixa tensão, incluindo os residenciais, provavelmente não sofrerão redução, com reajuste médio proposto de 0,06%, e um aumento de 0,11% para clientes residenciais. As alterações propostas fazem parte do processo de revisão tarifária do órgão regulador. (O Estado de São Paulo – 28.03.2023)
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Light tem prejuízo de R$ 5,6 bi em 2022

A Light apresentou prejuízo líquido de R$ 5,6 bilhões no ano de 2022. A empresa destaca que esse resultado foi inflado por provisões com destaque para a devolução de créditos de PIS e Cofins e que no total impactou negativamente em pouco mais de R$ 5 bilhões. O resultado financeiro da empresa ficou em R$ 3,5 bilhões negativos ante R$ 1,1 bilhão negativo de 2021. Já o resultado Ebitda também ficou no vermelho em R$ 1,1 bilhão. Já na linha dos resultados ajustados, excluindo os efeitos não recorrentes a Light reportou Ebitda positivo em R$ 1,7 bilhão um aumento de 27,7%. Ainda assim houve perdas no ano, de R$ 510 milhões, ante o lucro de R$ 397 milhões de 2021. A receita operacional bruta da companhia foi de quase R$ 21 bilhões um montante 8,5% menor do que em 2021. Já a receita operacional líquida anual caiu mais, 13% menor com R$ 12,5 bilhões. Em 2022, o ebitda ajustado da distribuidora foi de R$ 955,6 milhões, o que representou um aumento de 47,1% em relação a 2021 quando registrou R$ 649,6 milhões. O mercado total de energia em 2022 foi de 24.979 GWh, 0,2% a mais do que no ano anterior. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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Light renegocia dívida e tenta tratamento diferenciado em renovação da concessão

A companhia elétrica Light iniciou conversas com credores para renegociar dívidas e, em paralelo, tenta antecipar a renovação do contrato de sua distribuidora com um tratamento "diferenciado" para questões particulares de sua área de concessão, disse nesta quarta-feira o CEO da companhia, Octavio Lopes. Em teleconferência para comentar os resultados financeiros, ele disse ver um cenário desafiador pela frente para que a Light consiga restabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro. A companhia vem sofrendo não só com questões estruturais de sua concessão, como um índice de furtos de energia persistentemente elevado, mas também com uma saída de caixa bilionária pela devolução de créditos fiscais aos consumidores de energia. Segundo Lopes, o combate a furtos de energia e inadimplência é "inviável" nas chamadas Áreas de Severas Restrições à Operação (ASRO), onde a companhia não consegue entrar para cortar conexões irregulares e cobrar faturas retroativas. Como boa parte de sua base de consumidores está em ASROs, a empresa vem defendendo um "tratamento diferenciado" para os parâmetros regulatórios de perdas por furtos de energia e inadimplência. "De forma a garantir a sustentabilidade de longo prazo da concessão... Temos que ter, no caso da Light, esse tratamento diferenciado para as ASROs", disse Lopes. A elétrica já iniciou conversas com a Aneel e com o poder concedente sobre a renovação da concessão da distribuidora, que expira em maio de 2026. A intenção da empresa é antecipar esse processo para trazer mais clareza sobre o futuro de seus negócios, ajudando-a em seu processo de reestruturação de capital e renegociação de dívidas. (Folha de São Paulo – 29.03.2023) 
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Light realiza resgate antecipado de debêntures no valor de R$ 175 mi

A Light, a Light SESA e a Light Energia realizaram em conjunto o resgate antecipado da totalidade de debêntures emitidas pelas companhias. O valor total do resgate ficou em R$ 175 milhões e inclui a escritura de 8ª Emissão da Light SESA e a 3ª Emissão da Light Energia. De acordo com as empresas, o resgate está em linha com as melhores práticas de governança corporativa. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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Renova: Com lucro inédito, 2023 deve ser positivo

A Renova Energia apresentou um lucro líquido de R$ 777 milhões em 2022, um salto de 2.432% em relação ao ano anterior, quando registrou R$ 30 milhões. Já no trimestre, a companhia apresentou resultado positivo de R$ 750 milhões, um crescimento de 368,3% em comparação com o período antecedente, decorrente da reversão da provisão do valor recuperável do complexo eólico Alto Sertão III. Com a entrada em operação comercial ao longo do ano de 2022 do seu único ativo, a receita operacional líquida de 2022 foi de R$ 206 milhões, representando um aumento de 120% em relação a 2021. Nos últimos três meses do ano, a receita atingiu os R$ 64 milhões, um crescimento de 111,9% em relação ao período anterior. No ano de 2022, o ebitda ajustado foi positivo em R$ 75 milhões saindo do campo negativo de R$ 70 milhões do ano anterior, principalmente devido ao impacto da entrada em operação dos complexo eólico e de operações de comercialização de energia. Durante teleconferência com investidores realizada nesta quarta-feira, 29 de março, o CEO da Renova, Daniel Gallo, afirmou que a previsão de resultados para 2023 é positiva. Segundo o executivo, “os indicadores são bons e mostram que a companhia segue forte no processo diante do tempo atual que é desafiador com juros altos que seguem pressionando a dívida remanescente da empresa”. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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2W reorganiza atividades para ampliar alcance no ACL

A 2W inaugurou há cerca de 20 dias uma nova identidade corporativa e que direciona a companhia a um novo conceito. A empresa trocou o sobrenome Energia por Ecobank. Essa mudança pretende ser o marco de uma nova fase da organização depois de quatro anos que colocou em prática o plano de se aproximar do médio e pequeno consumidor. Um dos passos principais da estratégia ocorreu com a entrada em operação de seu primeiro projeto de geração, o parque eólico Anemus. Essa lupa colocada sobre esse perfil de consumidor, diz o CEO da empresa, Cláudio Ribeiro, vem do fato que a carga dos consumidores que migram ao mercado livre vem caindo, hoje está na faixa de 0,2 a 0,3 MW. E a estimativa é de que esse volume continue a linha descendente e que apresentam uma especificidade muito grande para ser convencido de que o ACL é um bom negócio. Por isso, a empresa avançou mais um ponto desse plano que sempre foi o de oferecer serviços que se parecem mais com uma instituição financeira do que com uma comercializadora. A empresa oferece uma plataforma digital que se assemelha a um banco digital, com algumas especificidades como consultoria e produtos direcionados à questão de sustentabilidade. Contudo, os primeiros contatos são feitos por uma equipe de consultores que atuam em todo o país. Essa nova fase da 2W segue à entrada em operação do primeiro ativo de geração não à toa. Esse foi o plano inicial da companhia que terá o segundo parque eólico, Kairós, em atividade em meados de 2023. Juntos, os projetos possuem 400 MW de capacidade instalada e atribuem um valor intangível que é credibilidade junto aos seus clientes que veem as duas usinas existentes. O plano da empresa é de ter até 1 GW, mas esse plano pode sofrer algum atraso por conta do atual cenário de preços baixos e disponibilidade de energia mais barata no mercado. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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CEEE Equatorial inaugura nova sede em Porto Alegre

A CEEE Equatorial inaugurou na última terça-feira, 28 de março, sua nova sede na Rua Clóvis Paim Grivot, Humaitá, Zona Norte de Porto Alegre, onde funcionava o antigo escritório da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O prédio já vinha sendo ocupado desde dezembro de 2022, mas agora alguns detalhes foram finalizados. A unidade substitui a antiga localizada no bairro Jardim do Salso, de propriedade do estado gaúcho e entregue em janeiro. A nova sede conta com o Centro de Operação Integrada (COI), que monitora todo o sistema elétrico nos 72 municípios da concessão, além de um moderno Data Center e refeitório. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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Neoenergia: Rita Knop é a nova diretora comercial

Rita Knop assume o cargo de diretora comercial da Neoenergia com o objetivo de ampliar a entrega de soluções energéticas criadas pela empresa e fortalecer a estratégia pela busca por novas oportunidades, incluindo tecnologias do futuro, como eólica offshore e hidrogênio verde. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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Leilões

Aneel confirma habilitação da última vencedora do A-5 de 2022

A Agência Nacional de Energia Elétrica homologou o resultado do leilão A-5 de 2022 para a Usina de Energia Fotovoltaica Janaúba 138 Ltda. A empresa é responsável pelas centrais geradoras Professora Heley de Abreu e Silva Batista 1 e 2 e foi a última das 21 vencedoras do certame a ter sua habilitação ratificada. Em fevereiro, a Aneel ja tinha confirmado o resultado para as outras 20 vendedoras do leilão. Foram contratados no certame de energia nova 22 empreendimentos, sendo uma usina hidrelétrica; nove pequenas centrais hidrelétricas; duas centrais geradoras hidrelétricas de capacidade reduzida; três projetos eólicos; quatro solar fotovoltaicos e três termelétricas – sendo duas a biomassa e uma a Resíduos Sólidos Urbanos. O preço médio de venda foi de de R$ 237,48/MWh, com deságio médio foi de 26,38%. O investimento previsto é de R$ 2,9 bilhões. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Dcide: Preço de energia convencional de longo prazo segue caindo e chega aos R$ 95,71 por MWh

O preço de referência para a energia de longo prazo calculado pela consultoria Dcide segue, mais uma vez, a tendência de queda, e rompeu um novo patamar nesta semana de R$ 95 por MWh, de acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira, 29. O índice convencional de longo prazo - que considera o período de 2024 a 2027 - ficou em R$ 95,71 por MWh, com redução de 1,49% em relação aos R$ 97,16 por MWh calculados na semana passada. Em um mês, a baixa acumulada é de 5,15%. Em um ano, a queda foi de 47,76%. No indicador para a energia incentivada - proveniente de usinas eólicas, solares, a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas com desconto de 50% no fio - também de longo prazo, o valor ficou em R$ 123,14 por MWh nesta semana, baixa de 1,08% frente aos R$ 124,48 por MWh da anterior. A variação mensal foi de -4,45%, enquanto na comparação anual foi de -44,30%. (Broadcast Energia - 29.03.2023) 
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CCEE: PLD médio diário continua em R$ 69,04 por MWh em todo o País

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) continua no patamar regulatório mínimo, estabelecido em R$ 69,04 por MWh, nesta quarta-feira, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O valor era fixado em R$ 55,70 por MWh em 2022. O preço é praticado em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) não apresenta oscilações ao longo do dia. Com isso, os valores médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do País. O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 29.03.2023) 
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ONS: Geração solar registra quatro recordes em março

A geração de energia via fonte solar registrou quatro novos recordes ao longo do mês de março, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Dois dos registros foram no Sistema Interligado Nacional (SIN), que atende todo o País, e outros dois centralizados no subsistema Sudeste/Centro-Oeste. No sistema nacional, a recorde mais recente foi registrada em 24 de março quando 6.404 megawatts (MW) foram gerados, o que representou 8,4% da demanda no momento da marcação. Antes desta marca, o registro mais elevado havia sido feito em 10 de março, quando o montante chegou a 6.197 MW. No submercado Sudeste/Centro-Oeste, o maior do País, a geração fotovoltaica atingiu, em 20 de março, às 11h49, a 2.646 MW na geração instantânea, representando 6% da demanda no instante do recorde. No dia seguinte, porém, o patamar foi ultrapassado, às 10h30, quando a geração instantânea chegou a 2.808 MW, o que equivale a 6,4% da demanda do subsistema naquele momento. (Broadcast Energia - 29.03.2023) 
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Previsão de carga para este ano é reduzida para 71.569 MWm, alta de 2,6% ante 2022

As autoridades do setor elétrico reduziram a projeção de carga para este ano e os próximos, na 1ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética (PLAN) 2023-2027. Agora, a expectativa é de que a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançará 71.569 MWm, montante 166 MWm menor que o indicado inicialmente, no final do ano passado. Em termos percentuais, houve uma redução de 0,1 ponto, com previsão de crescimento passando a ser de 2,6% em relação ao verificado no ano passado. A estimativa, divulgada pelo ONS, a CCEE e a EPE, não considera a carga das micro e miniusinas geração distribuída (MMGD). A partir desta 1ª revisão quadrimestral, o PLAN passa a representar separadamente a base de MMGD existente na parcela de carga. O bloco apurado é de 3.155 Mwm. Considerando essa carga atendida por sistemas de geração distribuída, a carga no SIN chega a 74.724 MWm. (Broadcast Energia - 29.03.2023) 
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Região SE/CO tem aumento de 0,2 p.p e opera com 82,7% da capacidade

O submercado do Sudeste/Centro-Oeste apresentou aumento de 0,2 ponto percentual e a capacidade está em 82,7% na última terça-feira, 28 de março, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia armazenada mostra 169.121 MW mês e a ENA é de 61.233 MW med, valor que corresponde a 73% da MLT. A Região Sul contou com queda de 0,2 p.p e está operando com 83,3% da capacidade. A energia armazenada marca 17.044 MW mês e ENA é de 5.173 MW med, equivalente a 98% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. Os reservatórios do Norte subiram 0,1 p.p e estão com 97,7% da capacidade. A energia armazenada marca 14.950 MW mês e ENA é de 32.770 MW med, equivalente a 62% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A Região Nordeste contou com crescimento de 0,1 p.p e operava com 91,6% da sua capacidade. A energia armazenada indica 47.346 MW mês e a energia natural afluente computa 6.753 MW med, correspondendo a 55% da MLT. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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Mobilidade Elétrica

Enel X Way celebra marco de 500 carregadores públicos no Brasil

No exterior, a Enel X e a Toyota fecharam recentemente uma parceria para fornecimento de carregamento doméstico. Já no Brasil, a linha de negócios dedicada exclusivamente à mobilidade elétrica do Grupo Enel celebra um importante marco de 500 carregadores elétricos públicos e semi-públicos para veículos eletrificados, algo que foi conquistado em 2022, primeiro ano de atuação da Enel X no mercado nacional. Entre esses 500 carregadores, parte destes equipamentos da Enel X contam com carregamento inteligente semi-rápido, tanto que podem abastecer 80% da bateria de elétricos e híbridos plug-in num período de aproximadamente 3 horas, tempo que varia obviamente dependendo do modelo do veículo. Esse montante inclui também carregadores rápidos em diversas localidades Brasil afora, sendo encontrados em pontos de parada em estradas, postos de combustíveis, indústria, comércio e residências em parcerias com montadoras, concessionários, distribuidores de combustível e redes de estacionamentos. A empresa de energia e mobilidade elétrica também destaca os mais de 3.000 carregadores entregues para o setor privado. (Inside EVs - 30.03.2023) 
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Burger King anuncia que terá apenas VEs na frota até 2030

O Burger King anunciou que até 2030 quer fazer a transição de toda a sua frota de equipes de campo norte-americana para VEs. A rede de fast food de hambúrgueres disse em um comunicado recente que, até agora, 31% de sua frota de equipe de campo já fez a transição para veículos elétricos em 16 estados, com o objetivo final de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030 em comparação com 2019. No passado, o Burger King se comprometeu a alcançar emissões líquidas zero até 2050 e este último desenvolvimento prova que a empresa está no caminho certo para reduzir sua pegada de carbono. Em 2020, a Blink Charging assinou um acordo com a rede de fast-food para instalar várias estações de carregamento de VEs em pontos do Burger King no Nordeste do país. (Inside EVs - 29.03.2023) 
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Energias Renováveis

Fonte solar atingiu a marca de 27 GW de potência instalada no Brasil

A energia solar fotovoltaica alcançou o patamar de 27 GW de potência instalada no Brasil, levando em consideração as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Assim, a fonte equivale agora a 11,6 % da matriz elétrica do país. Os dados foram apresentados nesta semana pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). De acordo com a entidade, desde 2012, a fonte solar já garantiu cerca de R$ 134,5 bilhões em novos investimentos no Brasil. Além disso, a tecnologia também resultou em mais de R$ 41,2 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 811,4 mil empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 35,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. (Petronotícias - 29.03.2023) 
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GD atinge 19 GW e 70% da capacidade solar no país

O Brasil alcançou a marca de 19 GW em geração própria de energia elétrica, impulsionado em 98,6% pela energia solar, além de outras fontes como biomassa, biogás, energia eólica, hidráulica e cogeração a gás natural. A geração distribuída responde por cerca de 70% da energia solar do país, com potencial para adicionar mais de 8 GW ao longo do ano. Atualmente, há 1,8 milhão de usinas de microgeração e minigeração distribuídas e 2,3 milhões de unidades consumidoras que usam tecnologia de fontes renováveis, sendo a maioria residencial (48,5%). (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Investimentos em eólica offshore e eletromobilidade

O Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), localizado em Natal (RN), anunciou investimentos de quase R$ 500 mil em parceria com o Banco do Nordeste e a Maersk Training Brasil. A parceria com a Maersk visa qualificar profissionais para trabalhar em futuros parques eólicos offshore, com a oferta de certificações que ainda não são oferecidas no Brasil. Já a parceria com o Banco do Nordeste irá criar um laboratório didático de conversão e reparação de veículos elétricos, visando atender a crescente demanda por veículos elétricos no país. O CTGAS-ER já formou mais de 160 mil profissionais para atuar em indústrias de vários segmentos e agora busca expandir para áreas estratégicas como a eletromobilidade e a indústria eólica offshore. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Aneel autoriza 17,38 MW de PCH e eólicas

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para início da operação em teste a UG4, da PCH Bela Vista, com 0,48 MW de capacidade instalada, localizada no estado do Paraná; as UG2 e UG3, da EOL Santo Agostinho, com 12,4 MW; e por último, a UG6, da EOL Ventos de Santa Leia 05, ambas localizadas no estado do Rio Grande do Norte. Juntos, os empreendimentos somam 17,38 MW de capacidade instalada. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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CBIE vê preços para renováveis mais altos no longo prazo

O preço de longo prazo para fonte incentivada é de R$ 244,43/MWh, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). O aumento dos preços de minerais como níquel, cobre e alumínio usados na produção de equipamentos, além do gargalo de fornecedores de equipamentos, são fatores que impulsionam a alta nos preços de construção de usinas eólicas e solares. A fonte eólica offshore é a mais cara do mundo, com valor em torno de R$ 600/MWh. O CBIE acredita que a alta nos preços das renováveis deverá entrar em debate, uma vez que se há a necessidade da transição, a mineração deveria ser multiplicada para dar conta da demanda e o custo dos equipamentos vem subindo. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Gás e Termelétricas

Eneva faz descoberta de gás natural em poço na Bacia do Amazonas

A Eneva notificou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta semana sobre uma descoberta de gás natural no bloco AM-T-85, na Bacia do Amazonas, por meio do poço terrestre 3-ENV-39D-AM. A perfuração do poço começou no mês de fevereiro. O bloco AM-T-85 foi adquirido pela empresa no final de 2020. Segundo dados da empresa de dezembro de 2022, as suas reservas na Bacia do Amazonas somam 14,8 bilhões de m³. Em meados deste mês, a Eneva também informou que encontrou indícios de gás natural no poço 1-ENV-36-MA, localizado no bloco PN-T-67A, na Bacia do Parnaíba. A perfuração do poço foi iniciada pela companhia em julho do ano passado. O bloco PN-T-67A foi arrematado pela Eneva em setembro de 2019. Ainda durante março, a empresa revelou planos para investir R$ 11 bilhões até 2030. As cifras ilustram a estratégia atual da empresa, que visa diversificação de portfólio, maior acesso ao mercado livre de energia e gás natural, criação de hubs regionais de gás e ampliação da geração de energia térmica e renovável. (Petronotícias - 29.03.2023) 
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Surgem novas informações nas investigações sobre as explosões que destruíram parte do gasoduto Nord Stream 2

Surgiu uma informação nas investigações de que um comboio de seis navios da marinha russa foi avistado perto do oleoduto Nord Stream apenas cinco dias antes de ser sabotado e explodido sob o Mar Báltico, perto da ilha dinamarquesa de Bornholm, em 26 de setembro do ano passado, interrompendo o abastecimento de gás para vários países europeus. Três dos quatro gasodutos que transportam gás russo para a Alemanha foram seriamente danificados pelas explosões. A Rússia sempre negou qualquer responsabilidade pelo ataque e culpou as potências ocidentais, mas novas informações agora sugerem que seus navios estiveram na área nos dias anteriores às grandes explosões. Mas agora foi afirmado que um navio de guerra sueco pode ter avistado o comboio russo e o rastreado, possivelmente estando ciente dele por até três dias. Essas alegações, reveladas pela primeira vez no site de notícias alemão T-Online, originaram-se de fontes dos serviços de segurança e detalhavam o comboio, incluindo dois rebocadores russos, um navio de vigilância e um submarino de resgate. (Petronotícias - 28.03.2023) 
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Curva forward da BBCE aumenta para seis anos

A Câmara Brasileira de Comercialização de Energia Elétrica (BBCE) divulgou uma curva de preços futuros de seis anos como referência para o mercado de energia, estendendo sua curva anterior de quatro anos. A curva indica uma tendência de preços mais baixos devido à atual baixa demanda, altos níveis dos reservatórios, expansão da capacidade e mudança esperada dos padrões climáticos de La Niña para El Niño. A extensão da duração do contrato deve-se à crescente demanda por contratos de maior prazo e ao desejo de estabilidade e menor volatilidade no mercado. O diretor de Produtos, Comunicação e Marketing do BBCE, Felipe Nasciben, acredita que a tendência de contratos mais longos continuará, e que a curva tende a aumentar com o tempo devido à inflação e aos juros. No entanto, os valores atuais indicam que a oferta supera a demanda, levando a preços mais baixos. (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Mercado Livre já atende a 90% da indústria brasileira

A participação do mercado livre de energia no Brasil chegou a 38% da carga do Brasil. A previsão é de que neste ano esse índice alcance 40% com o atendimento de 89% do consumo de energia elétrica da indústria nacional. Os dados são do presidente executivo da Abraceel, Rodrigo Ferreira. Ele diz enxergar uma convergência de todos os agentes do setor para a abertura total como um caminho inexorável, primando pelo equilíbrio, segurança jurídica e o respeito aos contratos legados. Destacou que o mercado livre vive um momento especial de baixíssima volatilidade e que o período do monitoramento prudencial do tipo sombra, a ser implementado pela CCEE, deve fazer com que os agentes participem com a melhor informação possível, ainda que dado o momento atual de mercado talvez não reflita a engrenagem de acontecimentos e estrutura dos últimos anos. (CanalEnergia - 29.03.2023) 
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Biblioteca Virtual

CASTRO, Nivalde de; LEAL, Luiza Masseno; COSTA, Vinicius José da. "Hidrogênio verde no Brasil: Uma visão geral de projetos e principais stakeholders".

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