IFE
24/03/2023

IFE 5.687

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
24/03/2023

IFE nº 5.687

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.687

Regulação

Silveira será convidado a apresentar planos para o ministério na CME

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento convidando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para apresentar suas propostas para a pasta, além de discutir em audiência pública a regulamentação da Lei 14.300, conhecida como o marco legal da micro e minigeração distribuída. O deputado Eduardo da Fonte, autor do requerimento, defendeu a regulamentação pela Câmara da remuneração a ser paga aos proprietários de sistemas de micro e minigeração pela energia excedente injetada na rede. A CME votou ainda pela realização de duas audiências públicas sobre o desenvolvimento e modernização do setor fotovoltaico e a produção de energia da fonte no Brasil, além de outros debates ao longo do semestre. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Silveira confirma convite a Bruno Eustáquio para equipe do MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que convidou Bruno Eustáquio para a equipe do MME. Ele ocuparia a chefia gabinete de Silveira ou a assessoria especial da pasta. “Está convidado para o cargo. Estou aguardando resposta dele. É um grande quadro do setor energético nacional e gostaria de contar com ele”, revelou o ministro, que participou da inauguração do complexo de energia associada da Neoenergia em Santa Luzia (PB), nesta quarta-feira, 22 de março. Sobre as nomeações que ainda faltam ser definidas na pasta, como a presidência da Empresa de Pesquisa Energética e os conselhos de Itaipu Binacional, além da EnBPar, ele disse que as nomeações seguirão critérios técnicos, considerando o aspecto político. “Isso tudo está sendo feito à medida da responsabilidade, da tranquilidade, considerando a tecnicidade e o equilíbrio político. Precisamos construir maioria no Congresso, ouvir todo mundo”, pondera. Durante a cerimónia, o ministro sinalizou que a PPSA devera apoiar um novo programa para o gás, com gasodutos de escoamento. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Aneel deverá divulgar nova estrutura no início de abril

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentará sua nova estrutura em abril, com mudanças nas superintendências para atender melhor às demandas do setor elétrico brasileiro. Segundo o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, a interligação dos sistemas e a Geração Distribuída justifica a necessidade de maior velocidade nas demandas da Aneel. Feitosa também espera que o governo prossiga com o processo de renovação das concessões na distribuição, e ressalta que a aprovação do PL 414 traria menos dúvidas sobre o processo. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Norma transfere para o ONS liberação da operação em teste e comercial de usinas

Uma nova norma aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica transfere a responsabilidade pela aprovação da operação de novas usinas para o Operador Nacional do Sistema Elétrico. Anteriormente, essa função era desempenhada pela agência. O novo processo cria uma “porta de entrada única” para todas as solicitações das geradoras, com colaboração entre a operadora, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, as distribuidoras de energia e a agência. A mudança visa reduzir custos e eliminar a sobreposição entre agências. A economia estimada com o processo centralizado é de aproximadamente R$ 53 milhões em cinco anos, embora o orçamento da operadora precise ser fortalecido de acordo. A regra será refletida em novos Procedimentos de Rede e Regras e Procedimentos de Comercialização. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Aneel suspende empresas por inexecução de obras de transmissão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu por dois anos os transmissores Paraíso, KF/JAAC SC, KF/JAAC AM, KF/JAP MTPA, KF/JAP BA e seus acionistas controladores. As empresas não poderão participar nesse período de licitações para obtenção de novas concessões, permissões ou autorizações, e estão impedidas de contratar com a Aneel e de receber autorização para serviços e instalações de energia elétrica. A dedução foi aplicada por conta do descumprimento dos prazos de implantação de empreendimentos de transmissão nos estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Bahia. Os contratos de concessão arrematados em leilões de transmissão pelo grupo tiveram sua caducidade decretada pelo Ministério de Minas e Energia em janeiro de 2022. A inexecução total das obrigações contratuais pode trazer prejuízo às atividades do setor elétrico. As empresas eram responsáveis por diversas instalações de transmissão nos estados mencionados. (CanalEnergia – 23.03.2023)
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CGH, EOL e UFV somam 7,7 MW para teste

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para início da operação em teste, a partir de 22 de março, as UG1 e UG2, da CGH Figueira do Tigre, com 2,2 MW de capacidade instalada; a UG6, da EOL Ventos de São Januário 18, com 4,5 MW; e por fim, a UG2, da UFV Cherta – Industria de Alimentos, com 1 MW. Juntos, os empreendimentos somam 7,7 MW de capacidade instalada. Para operação comercial a Aneel autorizou as UG1 a UG4, da UFV Luzia 2, com 6,4 MW de capacidade instalada. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 22 de março. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Transição Energética

Petrobras reutilizou 30% de água nas suas operações em 2022

A Petrobras reaproveitou no ano passado 30% da água que utiliza, informou a estatal na quarta-feira, Dia da Água, na Conferência Mundial da ONU sobre água, em Nova York (EUA). A empresa chegou ao marco de 51 milhões de metros cúbicos reaproveitados em 2022, e prevê chegar à redução de 60 milhões de m3 de água doce captada até 2030, uma queda de 40% em relação ao ano-base de 2021. A trajetória de redução no uso de água até 2030 é pautada em pesquisa e desenvolvimento, redução de perdas e aumento de eficiência, e novos projetos de reúso, que vão permitir avanços significativos na gestão ambiental e nos compromissos de sustentabilidade da estatal. Essa meta vem impulsionando um conjunto de iniciativas, incluindo projetos de reúso de água, como forma de substituição à captação de água doce do ambiente, informou a Petrobras. (Broadcast Energia - 22.03.2023)  
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Iberdrola será a aliada fiel do Brasil na transição energética

O Presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, assegurou ao Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que a Iberdrola apoiará a transição energética do Brasil, durante sua visita ao Complexo de Energia Renovável Neoenergia na Paraíba, Brasil. O complexo é um projeto híbrido que integra a geração de energia eólica e solar, com capacidade de 600 MW, um investimento de € 630 milhões e fornecerá energia limpa para 1,3 milhão de lares. O projeto criou mais de 3.600 empregos diretos e indiretos, com 40% preenchidos por trabalhadores locais. Galán comprometeu-se a investir € 5,3 bilhões nos próximos três anos no país, para continuar desenvolvendo novos projetos renováveis e de rede, energia eólica offshore e hidrogênio verde. A Neoenergia, subsidiária da Iberdrola no Brasil, está em operação desde 1997, é líder no setor elétrico do Brasil e atende a mais de 16 milhões de clientes. (EV Wind – 22.03.2023)
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Transição energética apresenta oportunidades para o Brasil

A transição energética oferece ao Brasil, especialmente em relação à geração de energia limpa e ao potencial das tecnologias renováveis. O CEO da BloombergNEF, Jon Moore, enfatiza que o país está bem posicionado nesse quesito, e destaca o potencial do hidrogênio verde no Brasil, embora seja necessário maior competitividade. A global head of energy transitions da BloombergNEF, Luiza Demôro, afirma que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e um grande potencial para produzir baixo carbono, com destaque para as energias eólica e solar. Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica, destaca a importância de se preparar o mercado brasileiro para as novas soluções energéticas, como o hidrogênio e a energia solar, considerando o mercado global. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Votorantim e CPP Investments criam joint-venture para transição energética

A Votorantim S.A. e o CPP Investments anunciaram a criação da Floen, uma empresa com o propósito de acelerar os negócios envolvendo a transição energética global. Por meio de parcerias estratégicas, a joint-venture apoiará o desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócios inovadores. A empresa também ressaltou que buscará parceiros com tecnologias comprovadas e modelos de negócios de alto crescimento que atendam à demanda crescente por energia acessível e confiável em áreas como geração e armazenamento, hidrogênio verde, combustíveis e materiais alternativos, soluções de mobilidade e digitais, eficiência e gestão de carbono. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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EUA: Administração Biden-Harris anuncia US$ 250 mi para agências federais para promover projetos Net-Zero e economizar dinheiro dos contribuintes

O Departamento de Energia dos EUA anunciou US$ 250 milhões em financiamento para ajudar as agências federais a implementar projetos de construção com zero impacto e dar o exemplo em sustentabilidade. O programa de financiamento Auxiliando Instalações Federais com Tecnologias de Conservação de Energia (AFFECT) faz parte da agenda Investing in America do governo Biden-Harris, que aborda a crise climática de uma forma que cria empregos bem remunerados, desenvolve indústrias e torna o país mais competitivo economicamente. A agenda visa transformar os 300.000 prédios do governo federal para serem mais eficientes em termos de energia e resilientes ao clima. (EE Online – 24.03.2023)
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Uganda é mais um país africano a optar por desenvolver a energia nuclear para geração de energia

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, afirmou que a escolha da energia nuclear para aumentar a produção de energia do país é muito sábia. Uganda assinou memorandos de entendimento com parceiros do setor de energia nuclear da Argentina e da Coreia do Sul para desenvolver todos os recursos disponíveis, incluindo a energia nuclear, como forma de atender às necessidades de eletricidade do país. Uganda está avaliando recursos nacionais de urânio como parte do planejamento de longo prazo para adicionar energia nuclear à sua matriz energética futura. O país quer incluir a energia nuclear em seu mix de geração para garantir a segurança energética e fornecer eletricidade suficiente para a industrialização. Uganda está trabalhando para implementar as recomendações e sugestões de uma missão de revisão da infraestrutura nuclear integrada (INIR) da AIEA em 2021 para avaliar o status do desenvolvimento da infraestrutura nuclear. O país selecionou um local na vila de Kasaato, no subcondado de Kidera no distrito de Buyende, como proposta para uma usina nuclear, com locais alternativos nos distritos de Nakasongola e Kiruhura, e a primeira usina de 1000 MW está prevista para conexão à rede até 2031. (Petronotícias - 21.03.2023)
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Wood Mackenzie vê expansão no apoio à política global para energia nuclear, reduzindo custos da fonte

Um novo relatório da Wood Mackenzie aponta que muitos países estão ajustando suas políticas energéticas para apoiar novos projetos nucleares e desenvolver tecnologias que tornem a energia nuclear mais competitiva em termos de custo. O relatório destaca que o apoio à energia nuclear está se expandindo em mercados que representam 50% da capacidade nuclear global em 2022, incluindo os Estados Unidos, Índia, Japão e especialmente a China. A energia nuclear é vista como crítica para caminhos de emissões líquidas zero a longo prazo e como uma parte fundamental da abordagem do trilema da energia. O investimento em tecnologias nucleares convencionais e emergentes precisará se expandir para atender à demanda por mais energias de baixo carbono a um preço competitivo. Com o crescimento da capacidade nuclear, também haverá mais demanda por urânio, que a Wood Mackenzie projeta que quase dobrará para atender à perspectiva de ETO e triplicará para atender ao cenário AET-2. A segurança operacional contínua, revisões regulatórias mais rápidas e expansão contínua da rede são várias áreas prioritárias que a indústria nuclear e os governos nacionais precisam abordar. Se essas áreas forem abordadas, um renascimento da energia nuclear é possível. (Petronotícias - 22.03.2023)
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Novo relatório da ONU: limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius requer descarbonização profunda em todos os setores

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou seu Sexto Relatório de Avaliação esta semana, com uma mensagem importante de que limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais exigirá uma redução severa das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Para conseguir isso, o mundo precisa adotar energia renovável, como solar e eólica, transporte elétrico, sistemas de eficiência energética, combustíveis alternativos e tecnologias de captura e armazenamento de carbono em todos os setores. O relatório fornece aos formuladores de políticas o conhecimento mais recente sobre mudanças climáticas, seus impactos e riscos futuros, juntamente com estratégias para mitigar esses riscos. Sete cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley contribuíram para o relatório, incluindo os Grupos de Trabalho de Bases da Ciência Física, Mitigação das Mudanças Climáticas e Aquecimento Global de 1,5°C. (Berkely Lab – 22.03.2023)
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UE: Reciclagem será fundamental na Lei de Matérias-Primas

A Federação Espanhola de Recuperação e Reciclagem (FER) recebeu o esboço do Regulamento de Matérias-Primas Críticas apresentado pela Comissão Europeia. O regulamento reconhece a importância da reciclagem para garantir o acesso da União Europeia a um fornecimento seguro, diversificado, acessível e sustentável de matérias-primas críticas (CRM). A regulamentação estabelece que pelo menos 40% do consumo anual de matérias-primas críticas deve vir de processos de transformação realizados na União Europeia e que 10% do consumo de matérias-primas estratégicas deve ser extraído na UE. Além disso, a indústria europeia de reciclagem deve ser capaz de produzir pelo menos 15% do consumo anual da UE de cada matéria-prima estratégica. A UE atualmente depende de outros países para importar certas matérias-primas críticas, como a China para 93% de seu magnésio e 86% de suas terras raras. Portanto, o regulamento procura estabelecer um ponto de referência para não depender de um único país terceiro em mais de 70% das importações de qualquer matéria-prima estratégica até 2030. O regulamento também contém medidas nacionais sobre circularidade, como aumentar a coleta de resíduos de produtos e componentes que contenham quantidades relevantes de CRM e promover a reutilização e o aumento da preparação para a reutilização de resíduos e componentes que contenham CRM. (Energias Renovables – 22.03.2023)
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Seguradora Chubb exige cortes nas emissões de metano das empresas de petróleo e gás

A seguradora global Chubb está endurecendo as exigências sobre apólices de seguro para produtores de petróleo e gás, exigindo que reduzam as emissões de metano, um gás de efeito estufa. A Chubb, uma das 10 principais seguradoras no mercado mundial de petróleo e gás em volume de prêmios, também vai interromper os seguros em projetos em áreas de proteção ambiental. A empresa está sob pressão de ativistas climáticos, que têm como alvo bancos e seguradoras para cortar financiamento e cobertura de seguros para empresas de combustíveis fósseis. O CEO da Chubb, Evan Greenberg, negou que a mudança tenha sido motivada pela pressão de ativistas. O plano da seguradora é uma "forma técnica e baseada na ciência" para ajudar na redução de carbono. Ele disse que muitos dos clientes de petróleo e gás da empresa têm tecnologia para reduzir as emissões de metano "e aqueles que não têm, estamos dando a eles um período de carência para colocar um plano em prática". (Broadcast Energia - 23.03.2023) 
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Empresas

Petrobras define nova diretoria executiva

O conselho de administração da Petrobras elegeu na noite da última quarta-feira, 22 de março, a nova diretoria executiva da companhia. Conforme o Fato Relevante divulgado na página da petroleira, Jean Paul Prates será conduzido a presidência para um mandato de dois anos, indo até 13 de abril de 2025. Assim, a partir de 29 de março, Sergio Caetano Leite assume como novo diretor executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores; Joelson Falcão Mendes na Exploração e Produção; Carlos José do Nascimento Travassos para o Desenvolvimento da Produção; Claudio Romeo Schlosser vai para Comercialização e Logística; William França da Silva para Refino e Gás Natural e Carlos Augusto Burgos Barreto para Transformação Digital e Inovação. Já Clarice Coppetti, única mulher presente na lista, irá liderar a área de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade. As indicações foram submetidas aos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da companhia, incluindo a apreciação do Comitê de Pessoas para em seguida a deliberação do conselho. (CanalEnergia – 23.03.2023)  
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Engenheiros da Petrobras também criticam decisão do CNPE em aumentar a mistura do biodiesel no óleo diesel

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) criticou a decisão do Conselho Nacional de Política Energética de aumentar o teor de biodiesel no óleo diesel para 12%, com previsão de aumento para 15% até 2025. Os engenheiros afirmam que isso pode piorar a qualidade da queima e aumentar as emissões e depósitos, mas ressalta que isso depende da qualidade do motor e da tecnologia de injeção. A AEPET também destaca que o biodiesel é mais caro que o diesel, elevando o preço ao consumidor, e que a agricultura familiar tem pouca participação na produção de matérias-primas para biodiesel. A manutenção da política de Preços Paritários de Importação (PPI) beneficia grandes corporações do agronegócio, frigoríficos, agroindústria, refinadores e produtores de etanol dos EUA, importadores de combustíveis e operadores portuários, enquanto prejudica os brasileiros, a economia brasileira e aumenta a inflação. (Petronotícias - 21.03.2023)
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Itaipu autoriza repasse para estudo de viabilidade

A Itaipu Binacional autorizou na última terça-feira, 21 de março, o repasse da primeira parcela de um convênio para a contratação de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) visando a construção de uma nova ponte entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul. O valor repassado será de R$ 2,6 milhões, que representam mais de 80% do total conveniado, de R$ 3,2 milhões. De acordo com a Binacional, a nova ponte deverá ter dois quilômetros de extensão sobre o Rio Paraná, e vai conectar o distrito de Porto São José, em São Pedro do Paraná, no Noroeste do Estado, a Taquarussu (MS). O projeto é uma parceria entre Itaipu, governo do Paraná, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), e governo do Mato Grosso do Sul. Além da nova ponte, o projeto prevê a restauração de 19,8 km da PR-577, no lado paranaense, e a construção de um contorno em Porto São José. No Mato Grosso do Sul, serão implantados 30 km da rodovia MS-473, além de um viaduto de acesso em Taquarussu. (CanalEnergia – 23.03.2023)  
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CTG Brasil: Lucro cresce e atinge R$ 2,3 bi 2022

A CTG Brasil apresentou lucro líquido de R$ 2,3 bilhões em 2022, valor 30,5% superior em comparação ao desempenho do ano anterior. Outro crescimento verificado foi de 11,3% na produção de energia, totalizando 23.714,50 GWh no período. O Ebitda teve alta 2,4% na comparação anual, ficando em R$ 99,9 milhões, levando em conta os impactos pontuais e não recorrentes do ano. Já a receita líquida computou redução de 1,6% ou R$ 96,2 milhões. A variação ocorreu sobretudo pela diminuição do IPCA considerado na remuneração futura do saldo do ativo financeiro da controlada Rio Paraná (ICPC-01), além da queda de R$ 240,8 milhões na receita bruta do Mercado de Curto Prazo (MCP), em função da redução do Preço de Liquidação (PLD). Em contrapartida, a empresa registrou elevação de R$ 223,7 milhões na receita operacional bruta do mercado livre e incremento de R$ 152 milhões no mesmo item levando em consideração o ambiente regulado, somado ao crescimento de R$ 125,8 milhões nas receitas brutas de comercialização, em virtude de um maior volume de energia vendido. Mais detalhes podem ser encontrados nas demonstrações financeiras da companhia. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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Copel vai investir R$ 2,2 bi em 2023

A Copel deve investir ao longo deste ano um total de R$ 2,2 bilhões, informou há pouco o presidente da companhia, Daniel Slaviero, na abertura da teleconferência com analistas e investidores para discutir os resultados do quarto trimestre do ano passado. Desse montante total, cerca de R$ 1,9 bilhão será destinado à concessionária de distribuição do grupo, Copel D, e R$ 275 milhões estão previstos para os ativos de geração. De acordo com Slaviero, os investimentos deverão ser focados no crescimento da base de remuneração regulatória da distribuidora e em medidas visando ganho de eficiência. O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Copel, Adriano Rudek de Moura, salientou que o montante aprovado não inclui valores com aquisições e com potenciais pagamentos de bônus de outorga pela renovação das usinas hidrelétricas da companhia. (Broadcast Energia - 22.03.2023)  
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Cemig vai distribuir R$ 424,2 mi em JCP

A diretoria executiva da Cemig deliberou o pagamento de R$ 424,2 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP), com o valor bruto por ação perfazendo R$0,19278403644, a ser compensado com o dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2023 e retenção de 15% de imposto de renda na fonte, a não ser para os acionistas dispensados desse item. A liquidação acontecerá em duas parcelas iguais, a primeira em 30 de junho de 2024 e a segunda em 30 de dezembro do mesmo ano. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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Fitch: Venda da Saesa fortalece perfil de crédito da Cemig

A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou que a venda da participação acionária na Madeira Energia (Mesa), controladora da Santo Antônio Energia (Saesa), fortalece o perfil de crédito Cemig em seus ratings atuais. A análise recai na companhia mineira e suas subsidiárias integrais com IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência de Emissor) em Moeda Estrangeira e Local ‘BB’ e Nacional Longo Prazo ‘AA+(bra)’, ambos com perspectiva estável. Em 20 de março a Cemig vendeu sua participação direta e indireta de 7,53% na Saesa para Furnas, gerando uma entrada de caixa de R$ 55 milhões, e liberando o grupo de uma garantia de dívida da Saesa de R$ 1,5 bilhão (valor de setembro de 2022). O montante corresponde a uma redução de 9% da dívida ajustada consolidada da empresa. Mesmo neutra para os ratings, a Fitch aponta que a combinação de entrada de caixa e queda de garantias de dívida fora do balanço aumenta ligeiramente o headroom de alavancagem da estatal. A avaliação é de que a alienação do ativo é positiva e faz parte do Programa de Desinvestimentos da Cemig, inserindo-se na atual estratégia de realocação de capital. O plano prevê R$ 15 bilhões entre 2023-2025, sendo R$ 4,1 bilhões nesse ano. Segundo a agência, os ratings refletem a sólida base de ativos do grupo, alavancagem baixa a moderada, sólida liquidez e desempenho operacional positivo. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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Isa Cteep inaugura projeto de armazenamento de energia em baterias

A Isa Cteep inaugurou na quinta-feira, 23 de março, o primeiro projeto de armazenamento de energia em baterias em larga escala no sistema de transmissão brasileiro, recém-energizado na subestação Registro (SP), uma das responsáveis pelo abastecimento do litoral sul de São Paulo. Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas sejam beneficiadas pela nova tecnologia. Os sistemas de baterias têm 30 MW de potência, que são capazes de entregar energia de 60 MWh por duas horas e atuam nos momentos de pico de consumo do litoral sul paulista, durante o verão, como um reforço à rede elétrica. Energizado em novembro do ano passado, no dia 31 de dezembro, às 19h21, já realizou o primeiro peak shaving, ou seja, a primeira descarga de energia armazenada no sistema de transmissão para reduzir o pico de carga e evitar a interrupção no fornecimento. De acordo com o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, com maior inserção das fontes eólica e solar e da geração distribuída, precisaremos cada vez mais da utilização de inovadores recursos de armazenamento como este para o equilíbrio entre oferta e demanda. Para o diretor-presidente da Isa Cteep, Rui Chammas, os sistemas de armazenamento são considerados a próxima fronteira tecnológica na transição energética, capazes de contribuir com a descarbonização, a descentralização e a digitalização. Além disso, o executivo afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar líder global no desenvolvimento de inovações essenciais para a transição energética. Para a Isa Cteep, o projeto servirá como laboratório de inovação setorial, com promoção de debates sobre o armazenamento de energia, sobretudo em razão da capacidade de resposta imediata e da elevada flexibilidade operativa das baterias, necessárias à rede de transmissão para reduzir os custos de operação e expansão do sistema, já que a solução pode ser reutilizada em outros pontos do País que precisem de reforço. Além das baterias, o escopo do projeto traz inversores, transformadores, softwares de gestão de energia e sistemas de automação, proteção e controle. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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Enel conclui linha subterrânea de 3 km em São Paulo

A Enel concluiu a obra de construção da linha de transmissão subterrânea Milton Fornasaro-Jaguaré 3-4 e uma Estação de Transição (ETR) no Jaguaré, zona Oeste da capital paulista. O projeto iniciou em novembro de 2021 e contou com investimentos de R$ 102,2 milhões em benefício a 216 mil clientes comerciais, residenciais e do poder público em mais de 30 bairros. A linha subterrânea possui 3,1 km de extensão e 300 MVA de capacidade de transporte de energia e tensão de 88 kV. O reforço no sistema de subtransmissão traz mais confiabilidade e segurança ao sistema elétrico, melhorando a qualidade do fornecimento, reduzindo as interrupções de energia com manobras remotas feitas diretamente pela Central de Operações da distribuidora, além de viabilizar o desenvolvimento socioeconômico da região ao permitir a instalação de novos prédios residenciais e estabelecimentos comerciais e públicos na localidade. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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Vibra/Pousada: Queremos transformar plataforma de energia para que gere receita expressiva

Embora ressalte que o seu core business continue inalterado, a Vibra Energia já trabalha sob a perspectiva de gerar maiores receitas através do seu negócio de energias renováveis, ganhando relevância dentro da sua atuação. “Queremos transformar a plataforma de energia para que gere receita expressiva”, afirmou Ernesto Pousada, CEO da Vibra Energia, nesta quarta-feira, durante a teleconferência para apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2023. O portfólio de renováveis da Vibra, composto por Comerc, Evolua e Zeg Biogás, gerou uma receita líquida ajustada de R$ 1,555 bilhão no quarto trimestre e Ebitda ajustado de R$ 79 milhões no período. Como comparativo, a empresa teve receita de R$ 45,077 bilhões e Ebitda R$ 1,581 bilhão no mesmo período. Os números, ainda modestos, devem crescer ao longo de 2023, de acordo com Pousada, especialmente aqueles envolvendo a Comerc. A expectativa é de que o seu portfólio de projetos de geração a partir de fontes renováveis culmine na implementação de capacidade de ao menos 1.876 MWp em energia solar e 281 MW em eólica até 2024. (Broadcast Energia - 22.03.2023)  
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD diário segue no valor regulatório mínimo em todo País

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) segue em R$ 69,04 por MWh nesta quinta-feira, 23, em todo o País, segundo informações da CCEE. O indicador mantém-se no patamar regulatório mínimo desde 14 de setembro de 2022, quando era fixado em R$ 55,70 por MWh. A forte hidrologia registrada desde o ano passado, que permitiu a recuperação do armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas, bem como o fraco desempenho da carga explicam a manutenção do PLD no valor mínimo. O preço praticado não apresenta oscilações ao longo do dia, de modo que os valores médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 23.03.2023) 
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BofA: Preços de energia devem continuar baixos até o final da década

Os preços de energia no Brasil devem se manter em patamares considerados baixos nos próximos anos, chegando a um patamar de R$ 110,00 por MWh no horizonte até 2030, e avançando a R$ 135,00 por MWh a partir de 2031. A estimativa é dos analistas do Bank of America (Bofa), Arthur Pereira e Gustavo Faria. "Acreditamos que os preços da energia no Brasil devem ser derivados de uma combinação de custos marginais de operação e expansão", disseram os analistas do BofA, em relatório. Na avaliação deles, no cenário atual de hidrologia favorável, os consumidores de energia do mercado livre devem ter uma maior aversão a riscos, sobreponderando os preços spot no curto prazo e o custo de expansão no longo prazo. A expectativa dos analistas é que o custo da expansão nos próximos anos seja decrescente, passando dos atuais R$ 220,00 por MWh para R$ 160,00 por MWh, com os avanços tecnológicos reduzindo a demanda por investimentos. (Broadcast Energia - 23.03.2023) 
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Região Nordeste opera com 90% da capacidade

Os reservatórios do Nordeste aumentaram 0,5 ponto percentual e estão operando com 90% de sua capacidade de armazenamento, na última quarta-feira, 22 de março, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia armazenada marca 46.541 MW mês e ENA de 8.234 MW med, equivalente a 54% da MLT. A região Norte teve recuo de 0,2 p.p e os reservatórios trabalham com 98,4% da capacidade. A energia retida é de 15.055 MW mês e ENA de 31.707 MW med, valor que corresponde a 61% da MLT. O submercado do Sudeste/Centro-Oeste cresceu 0,1 p.p e a capacidade está em 82%. A energia armazenada mostra 167.804 MW mês e a ENA é de 72.479 MW med, valor que corresponde a 74% da MLT. Os reservatórios da Região Sul tiveram queda de 0,2 p.p e operam com 83,5%. A energia armazenada é de 17.088 MW mês e a energia natural afluente marca 6.119 MW med, correspondendo a 102% da MLT. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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ONS informa retorno da operação de LTs

O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou em seu boletim diário, IPDO, que na última terça-feira, 21 de março, às 11h58min retornou à operação a LT 500kV Paranatinga/Cláudia C1 e, às 12h09 min, retornou à operação a LT 500 kV Paranatinga/Sinop. Os circuitos estavam indisponíveis desde 03h32min do dia 17 de março de 2023, devido à queda de torre. O boletim destacou ainda que às 15h58min retornou à operação a LT 230 kV Ceará Mirim II/João Câmara II. O equipamento estava indisponível desde 12h48min do dia 15 de março de 2023, também devido à queda de torre. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Mobilidade Elétrica

Brasil: Expansão da mobilidade elétrica vai exigir melhor infraestrutura

A chegada de um maior volume de automóveis elétricos, contudo, depende da melhora na infraestrutura. Os pontos de recarga seguem em expansão, mas ainda não é possível rodar por todo o Brasil com um veículo que não tem tanque de combustível. Sudeste e Sul possuem a melhor capilaridade de eletropostos, mas o interesse é grande em outras regiões, como mostra estudo feito pela Tupinambá Energia em setembro de 2022. Atualmente, uma das mudanças em curso é a cobrança pela recarga. "Eletropostos gratuitos são viáveis apenas em períodos iniciais de transição, quando o mercado de carros elétricos ainda é incipiente", afirma Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa especializada em soluções para a eletromobilidade. Os postos Shell Recharge já cobram pelo serviço, mas os preços são menores que o custo dos combustíveis. Já a Vibra Energia, que é como a BR Distribuidora passou a se chamar em 2021, planeja expandir sua rede de recarga. A empresa prevê a instalação de um total de 70 eletropostos Petrobras até o fim de 2023, cobrindo cerca de 9.000 quilômetros em corredores rodoviários. (Folha de São Paulo – 23.03.2023) 
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Carros elétricos terão produção nacional e preços mais atraentes

Para que a presença dos VEs se torne relevante no mercado nacional, será necessário oferecer opções mais em conta e produzidas localmente. É um processo lento, mas, pelos movimentos de hoje, os chineses saem na frente. A BYD, que produz ônibus 100% elétricos em Campinas (interior de São Paulo), está prestes a anunciar sua primeira fábrica nacional de carros de passeio. O local mais provável é o complexo industrial desativado que pertence à Ford, em Camaçari (BA). As negociações estão avançadas, mas o acordo ainda não foi confirmado pelas empresas. A produção nacional vai buscar reduzir essa diferença, tornando o modelo 100% elétrico mais atraente para o consumidor. A GM, uma das mais empenhadas na transição energética, vê o Brasil como um cenário ideal para os automóveis eletrificados. Diante dos custos envolvidos, ainda que exista incentivos fiscais aos elétricos importados, estes ainda não são suficientes para que os modelos cheguem ao país com preços competitivos. Desse modo, a produção localizada deve reduzir as despesas logísticas e acelerar a redução dos valores, e uma das possibilidades é a futura fábrica da chinesa Chery na Argentina. Os carros 100% elétricos também estão no horizonte da GWM, que inicia a produção nacional em 2024. A tendência mundial é que os valores dos VEs caiam de acordo com o ganho de escala, a amortização dos investimentos e a regularização do fornecimento de semicondutores. Esses fatores, somados à produção regional, vão ajudar o Brasil a se tornar mais relevante no longo processo de eletrificação dos carros. (Folha de São Paulo – 23.03.2023) 
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Enel X/Scroffa: Eletrificação do transporte público deve ser foco nos próximos meses

O presidente da Enel X Brasil, Francisco Scroffa, afirmou que a eletrificação do transporte público é uma das principais frentes de atuação rumo às cidades inteligentes e deve avançar muito nos próximos meses, em especial, na cidade de São Paulo. Ao Broadcast Energia, ele citou como exemplo o anúncio recente feito pelo prefeito da capital paulista de que pretende aumentar a frota de ônibus elétricos do município para 20% em 2024. O executivo afirmou que, além dos anúncios feitos por autoridades públicas, o Brasil conta com fabricantes de diferentes países proporcionando diferentes tecnologias e geração de empregos com a eletrificação do transporte no Brasil além de instituições de financiamento de modo que há "todas as condições para poder fazer". (Broadcast Energia - 22.03.2023)  
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Estudo apresenta cenário do mercado de VEs para o último ano

As vendas totais de veículos elétricos e híbridos plug-in ao redor do globo tiveram um grande aumento em 2022, com mais um recorde. Foram mais de 10 milhões de veículos foram vendidos ano passado, o que corresponde a um elétrico para cada sete carros entregues, por exemplo, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). Segundo o relatório da AIE, 13% dos novos veículos vendidos ano passado tem motores elétricos. Caso o crescimento nas vendas continue, existe a possibilidade de que se alcance o cenário de Zero Emissões Líquidas até 2050. No entanto, a produção de VEs gera cerca de 16% das emissões mundiais de carbono na atmosfera. Mas as fabricantes estão reduzindo emissões nos processos. No caso da América Latina, os emplacamentos de híbridos plug-in e elétricos aumentaram 21,7% nos últimos dois anos. Com o crescimento dos carros que recarregam em tomadas, a América Latina atrai investidores. O México receberá uma fábrica da Tesla na região de Nuevo León, além de recentes investimentos de empresas como General Motors, BMW e Ford, por exemplo. No Brasil, ainda não há um plano claro do Governo Federal para a transição da matriz energética dos carros. Entretanto, o bom ritmo de crescimento de vendas de elétricos no país é animador. Sobretudo ao somar os emplacamentos de híbridos. (O Estado de São Paulo – 23.03.2023) 
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Energias Renováveis

Neoenergia inaugura projeto híbrido de geração solar e eólica de R$ 3,5 bi em pleno sertão da Paraíba

A Neoenergia lançou o primeiro complexo de geração associada de energia renovável do Brasil. Localizado no sertão da Paraíba, o Complexo Renovável Neoenergia integra a geração de energia eólica e solar. O projeto destaca-se pela sinergia entre os ativos dos parques eólico e solar com a linha de transmissão e a subestação, otimizando o uso da rede de transmissão em função da complementariedade das fontes. A energia gerada pelo Complexo Renovável Neoenergia é de 0,6GW, suficiente para abastecer 1,3 milhão de residências por ano. O projeto foi financiado por instituições nacionais e internacionais e representa uma visão integrada dos negócios da empresa, que acredita no caminho para um futuro mais econômico e sustentável por meio da geração de energia por fontes renováveis integradas através de redes inteligentes. O Complexo Renovável Neoenergia se soma aos demais negócios da Neoenergia que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro. O desempenho em Renováveis contribuiu para a boa performance em 2022 da Neoenergia, que teve lucro de R$ 4,7 bilhões, 20% a mais na comparação com 2021. (Petronotícias - 22.03.2023)  
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Cemig coloca eólica Volta do Rio em operação com todos os aerogeradores

A Cemig, empresa brasileira de energia, anunciou o funcionamento dos 28 geradores do Parque Eólico Volta do Rio, que aumentou em cerca de 78% a receita do empreendimento. A usina, localizada no Ceará, é a única fonte geradora da companhia fora de Minas Gerais e foi recuperada e reformada desde que a Cemig assumiu sua gestão em 2018. A geração do parque é comercializada em Minas Gerais e é renumerada pela tarifa do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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Aneel libera operação comercial e testes de eólicas no Nordeste

A Aneel aprovou a operação comercial e testes de diversas usinas eólicas e hidrelétricas espalhadas pelo Nordeste e Sul do país. A Enel Green Power obteve o parecer para três unidades do parque Ventos de São Roque 18, em Dom Inocêncio (PI), a Engie teve um aerogerador aprovado em Pedro Avelino (RN) e a AES Brasil teve uma unidade contemplada em Tucano (BA), além de ser autorizada a testar turbinas em usinas potiguares. A Casa dos Ventos também obteve a autorização para operar unidades em parques eólicos da Bahia e Rio Grande do Norte. Por fim, a Aneel deliberou a operação de duas turbinas da pequena central hidrelétrica Cavernoso III, no Paraná. (CanalEnergia – 23.03.2023)
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Banrisul prepara novo edital para contratar sistema de GD para atender 400 agências

O Banrisul lançará neste semestre um edital para contratar um fornecedor de energia renovável no modelo de geração distribuída, para atender 400 agências da rede bancária que operam em baixa tensão. Trata-se do segundo edital desta modalidade feito pelo banco. No final do ano passado, a instituição contratou a 2W Ecobank como fornecedora da primeira etapa, que já atende aproximadamente 30 unidades do banco, incluindo o prédio que abriga o datacenter da instituição financeira, em Porto Alegre. Até o final deste ano, 100 unidades do Banrisul serão atendidas com energia renovável da 2W. (Broadcast Energia - 22.03.2023) 
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Heléxia conecta usina de 4.9 MWp para atender à Vivo em geração distribuída

A Heléxia deu mais um passo em seu objetivo de implantar 110 megawatts-pico (MWp) em usinas fotovoltaicas de geração distribuída até o início de 2024, e conectou um empreendimento de 4.9 MWp em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul, para atender à operadora de telecomunicações Vivo. Até o fim de abril, a empresa espera conectar outras quatro usinas nos Estados de Rondônia e Paraná que, somadas, adicionarão 20 MWp. Esses cinco primeiros empreendimentos têm investimento total de R$ 150 milhões, sendo que R$ 90 milhões desse aporte foi captado junto ao BNDES. Nos próximos meses, as inaugurações de usinas de GD devem continuar, com mais 62 MWp para a Vivo, em projetos localizados nos Estados de São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Tocantins e Amazonas. Há, ainda, contratos assinados com outros clientes, para projetos que entrarão em construção este ano. (Broadcast Energia - 22.03.2023) 
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Green Yellow projeta investimentos de R$ 500 mi em 2023

O ano de 2023 será o primeiro período completo da Green Yellow sob o guarda chuva do fundo de private equity de infraestrutura da Ardian, que adquiriu a participação majoritária do Casino em 2022. E os planos da empresa que está em 16 países colocam a operação local sob os holofotes da companhia. A previsão deste ano é de um investimentos de R$ 500 milhões em todas as suas linhas de atuação, inclusive a recém revelada atuação em geração centralizada. “O grande crescimento da Green Yellow está na América do Sul. Para 2023 o Brasil tem 25% de todo o investimento da empresa no mundo em termos de capex, esse valor representa a maior participação que a operação local já teve no grupo”, revelou o diretor presidente da empresa, Marcelo Xavier. A companhia tem em seu portfolio de projetos 140 MWp já outorgados que foi viabilizado na modalidade de autoprodução em Goiás e que a empresa está realizando a prospecção de clientes. Além disso, há 450 MWp em projetos que a empresa solicitou o parecer de acesso de acordo com as regras da Lei 14.300. A previsão é de que este ano a companhia faça a conexão de 60 MWp, mais da metade desse volume deriva e um contrato com a 2W Ecobank (ex-2W Energia), com quem assinou contrato para a construção de 7 usinas solares de 5 MW cada. (CanalEnergia – 23.03.2023) 
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Expansão da energia eólica na Alemanha

O governo alemão está buscando uma expansão acelerada da energia eólica onshore, mas a indústria enfrenta obstáculos que precisam ser resolvidos. Uma estratégia de energia eólica onshore está sendo planejada, inclui melhores incentivos, financiamento e disponibilidade de terras. O objetivo é alcançar um aumento anual de dez gigawatts até meados da década para cumprir as metas climáticas do país. No entanto, a indústria eólica não está satisfeita com o progresso lento e os procedimentos de aprovação, que ainda são muito longos. O governo planeja alcançar 80% da eletricidade do país a partir de fontes renováveis até 2030. (EV Wind – 22.03.2023)
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Gás e Termelétricas

Magda Chambriard vê Petrobras e ANP em papéis centrais no avanço da oferta nacional de gás natural

A coordenadora de pesquisa de óleo e gás da FGV Energia, Magda Chambriard, vê avanços no setor brasileiro de gás natural desde o novo marco legal do segmento. Contudo, há muitos desafios para que o insumo seja disponibilizado em maiores volumes para os consumidores. Magda participou do lançamento do “Caderno FGV Energia de Gás Natural”, na sede da FGV, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, ela ressaltou a importância que a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) terão no desenvolvimento do mercado nacional de gás natural. Magda destacou que a produção de gás do país não para de crescer. Citando dados de janeiro, ela lembrou que o Brasil produziu 143 milhões de metros cúbicos por dia de gás – volume mais do que suficiente para atender toda a demanda do país, incluindo o consumo nas plataformas de petróleo, das Unidades de Processamento de Gás Natural e de todas as refinarias brasileiras. Contudo, frisou a pesquisadora, esse gás ainda não consegue chegar completamente ao consumidor final por falta de infraestrutura. (Petronotícias - 23.03.2023) 
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Eneva divulga balanço do 4Tri22 com menor geração nas termelétricas

A Eneva divulga, após o fechamento do mercado, seus resultados corporativos do quarto trimestre de 2022. A expectativa é que o balanço da empresa reflita o cenário no qual as térmicas foram menos acionadas devido às melhores condições para a geração de energia em hidrelétricas. Em prévia operacional divulgada no fim de fevereiro, a empresa informou que a produção total de energia em suas usinas alcançou 1.555 GWh no último trimestre do ano passado, queda de 73,8% em relação ao mesmo período de 2021. No período, o despacho ponderado médio pela capacidade instalada das térmicas da companhia foi de 19%, ante 79% um ano antes. (Broadcast Energia - 23.03.2023) 
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Usina nuclear de Angra 1 registrou vazamento de água radioativa em setembro de 2022

A estatal brasileira Eletronuclear, que opera as usinas nucleares do país, foi multada por levar 21 dias para informar a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) sobre um vazamento de material radioativo do Usina nuclear Angra 1, na Baía de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). A empresa, que afirma que o material vazado era de baixa radioatividade, lançou uma pequena quantidade de água contaminada no mar. A Eletronuclear prometeu recorrer da multa. A empresa foi acusada pelo Ministério Público Federal de falta de transparência na condução do incidente, o que levantou preocupações sobre seu compromisso com a segurança e o relato de incidentes. O tribunal condenou a Eletronuclear a fazer uma avaliação completa dos danos causados pelo vazamento, incluindo a potencial contaminação da água, do solo e do ar, e qualquer impacto na saúde e na vida humana. A empresa também deve fornecer informações objetivas sobre o incidente e cumprir as regras e licenças regulatórias. (O Estado de São Paulo – 23.03.2023) 
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Justiça de Angra dá 30 dias para Eletronuclear avaliar impacto de vazamento ocorrido em 2022

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal em Angra dos Reis (RJ) determinou que a empresa Eletronuclear, que opera a usina nuclear de Angra 1, realize, em até 30 dias, avaliação completa dos danos causados por acidente que lançou água contaminada por material radioativo na baía de Itaorna, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. O vazamento ocorreu em setembro do ano passado, mas a empresa só comunicou o ocorrido aos órgãos de fiscalização 21 dias depois, informou o MPF. De acordo com a decisão, a Eletronuclear deve fazer a análise completa da possível contaminação de água, solo e ar, bem como de eventuais impactos na saúde humana e na vida das pessoas decorrentes do vazamento. Também deverá divulgar, em 30 dias, informações objetivas sobre o acidente e possíveis impactos, além de seguir as normas e licenças estabelecidas pelos órgãos regulatórios. (Broadcast Energia - 23.03.2023) 
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Eletronuclear vai recorrer sobre multa por vazamento com teor radioativo

A Eletronuclear vai recorrer contra a autuação recebida pelo vazamento de água com teor de radioatividade ocorrido em setembro de 2022, informou a estatal. De acordo com a empresa, no dia 16 de setembro do ano passado, a usina Angra 1 fez uma liberação não programada de um pequeno volume de água contendo substâncias de baixo teor de radioatividade. "Como os valores da liberação se encontravam abaixo dos limites da legislação que caracterizam a ocorrência de um acidente, a empresa tratou o evento como incidente operacional e informou o assunto nos relatórios regulares previstos", disse a estatal em nota. "Inicialmente, por conta própria e depois sob demanda do Ibama, a empresa intensificou a monitoração radiológica no local de despejo das águas fluviais sem encontrar nenhum resultado significativo", completou. Na semana passada, a Eletronuclear recebeu do Ministério do Meio Ambiente os relatórios de fiscalização e autos de infração provenientes referentes ao assunto. (Broadcast Energia - 23.03.2023) 
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Mercado Livre de Energia Elétrica

CCEE vai repassar R$ 99,5 mi à Companhia Energética de Roraima

A superintendência de fiscalização econômica e financeira da Aneel definiu que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pague aproximadamente R$ 99,5 milhões à Companhia Energética de Roraima (CERR), referente ao resultado da fiscalização da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) entre julho de 2009 a dezembro de 2016. Segundo a publicação no Diário Oficial da União dessa quarta-feira, 22 de março, o débito deverá ser realizado em 12 parcelas mensais e iguais, com a devida atualização mensal através do IPCA e no âmbito da execução orçamentária da CDE do exercício de 2023. A primeira parcela deverá ser reembolsada até 30 de abril desse ano, contendo as competências de janeiro a abril. (CanalEnergia – 22.03.2023)
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