IFE
22/03/2023

IFE 5.685

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
22/03/2023

IFE nº 5.685

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

Ver índice

IFE 5.685

Regulação

Receita de transmissoras licitadas pode ter redução de 1,87%

A Aneel vai abrir consulta pública com a revisão parcial da Receita Anual Permitida de 58 contratos de concessão de empreendimentos licitados. A proposta inicial de revisão estabelece redução de 1,87% da RAP para esse conjunto de transmissoras, com o valor passando de R$ 4,046 bilhões para R$ 3,971 bilhões. Além da instalações leiloadas, estava prevista para 2023 a revisão das nove concessionárias (Furnas, Eletrosul, Eletronorte, Chesf, CTEEP, Copel GT, CEEE GT, Cemig GT e Celg GT) com contratos prorrogados em 2013. Como não haveria tempo para concluir o processo, devido à quantidade elevada de cálculos a serem feitos, a agência atendeu a um pedido da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia e adiou o processo. Somente nas concessionárias prorrogadas teriam que ser valoradas 15 mil obras. Pela mesma razão, também ficou para 2024 a revisão da parcela dos 58 contratos licitados referente a reforços e melhorias nas instalações. E, ainda, a parte do item Outras Receitas de algumas das empresas. A consulta pública de revisão ficará aberta entre 22 de março e 8 de maio. O cálculo final será homologado provavelmente em junho, para que os índices sejam aplicados a partir de 1º de julho desse ano. (CanalEnergia – 21.03.2023)  
Link Externo

Diretor-geral rebate críticas à Aneel sobre definição de PLD mínimo

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, defendeu a atuação da agência reguladora na definição do limite mínimo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) em 2023 e rebateu as acusações feitas em ação judicial. Ao questionar a decisão da agência na Justiça, a comercializadora Enercore Trading afirmou que a Aneel estaria agindo com "intuito protelatório" e "interpretação estapafúrdia". Em dezembro, a agência estabeleceu o PLD mínimo de 2023 em R$ 69,04 por MWh. Dias depois, a Enercore recorreu ao Poder Judiciário para obter uma liminar para reduzir o valor do PLD mínimo de 2023. A empresa alega que utilizar as tarifas da Itaipu como valor mínimo não observa os parâmetros legais. Sandoval afirmou que os custos da Itaipu são utilizados na formação do PLD mínimo há 20 anos e que não houve mudanças. Segundo ele, o cálculo é baseado nos normativos da agência e no Anexo C do Tratado de Itaipu. Em um discurso duro, ele defendeu que o sistema elétrico não deve conviver com "sobressaltos" de agentes que recorrem aos Poderes Judiciários ou Legislativo quando não concordam com os normativos vigentes. (Broadcast Energia - 21.03.2023) 
Link Externo

Operações de fusão e aquisição no setor energético do país podem alcançar até R$ 30 bi

Em um ano que começou marcado pela alta volatilidade dos mercados, as operações de fusões e aquisições no setor de energia no Brasil seguem firmes, com vários ativos à venda, devendo movimentar nos próximos meses entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões. Nos últimos meses, gigantes do setor elétrico e gestoras de investimentos colocaram negócios à venda, sobretudo na área de geração e distribuição de energia, sendo que os ativos de renováveis são a maioria. No pacote dos bancos de investimentos, há pelo menos sete importantes negócios que podem trocar de mãos ou receber aporte de novos investidores. A gestora canadense Brookfield, por exemplo, anunciou que vai se desfazer de parte de seus negócios de renováveis, agrupada na Elera. A europeia Enel também está vendendo a Coelce, uma transação que pode girar entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões (sem incluir dívida). (Valor Econômico - 22.03.2023)
Link Externo

Projeto de gás retoma ideia do 'Brasduto', anteriormente rejeitada pelo Congresso

Na primeira reunião do CNPE do novo governo, o MME anunciou um plano para a “reindustrialização do país” com gás natural que recupera, em grande parte, iniciativas barradas pelo Congresso na legislatura passada. O anúncio do plano ganhou relevância pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião do CNPE. Durante a reunião foi anunciado um grupo de trabalho para propor a minuta de uma medida provisória para o setor de gás. Esse grupo de trabalho, segundo comunicado do MME, estudará a permuta (“swap”) do óleo da União por gás natural. A proposta é que esta operação seja feita pela PPSA, estatal criada para comercializar o óleo obtido pela Petrobras nos contratos firmados em regime de partilha. O financiamento da PPSA foi a saída prevista depois da rejeição, durante a tramitação da MP da Eletrobras, de uma emenda que previa a oneração das contas de luz para a construção dos gasodutos. Os parlamentares avaliaram que os consumidores já haviam sido excessivamente onerados pela contratação obrigatória 8.000 MW de térmicas em localidades onde não existe suprimento de gás natural. Face à resistência do Congresso e do TCU em relação a novas onerações do consumidor, o MME resolveu bater à porta da PPSA. (GESEL-IE-UFRJ – 22.03.2023)
Ver PDF

Transição Energética

Agenda ESG impulsiona venda de ativos de energias renováveis por bancos de investimento

Nos últimos meses, gestoras de investimentos vêm colocando diversos negócios do setor de energia a venda, sobretudo na área de geração e distribuição de energia, sendo que os ativos de renováveis são a maioria. "A temática de transição energética e a consequente maior demanda por ativos de renováveis fizeram com que muitas empresas colocassem ativos à venda”, afirma o corresponsável pelo banco de investimento do Bank of America, Hans Lin. É por essa razão, segundo o presidente do UBS BB, Daniel Bassan, que investidores europeus tendem a ser compradores e têm apetite pelos ativos ligados ao ESG, tal como as renováveis. “Na Europa, desde 2022, não há 'net new money’ que não seja verde”. (Valor Econômico - 22.03.2023)
Link Externo

IPCC: as emissões globais podem e devem cair pela metade até 2030

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou seu Sexto Relatório de Avaliação sobre mudanças climáticas. O relatório enfatiza a urgência da situação, afirmando que o mundo está aquecendo mais rápido do que o previsto, e as consequências podem ser irreversíveis se medidas não forem tomadas rapidamente. O relatório destaca a necessidade de se afastar dos combustíveis fósseis, acelerar o uso de energia renovável e reduzir as emissões pela metade nos próximos dez anos. O relatório oferece esperança de que as soluções para a crise climática já existam, mas é necessário que governos de todo o mundo as implementem. O relatório também destaca que a COP28, a próxima cúpula do clima nos Emirados Árabes Unidos, deve levar em consideração o relatório do IPCC e tomar medidas para acabar com a dependência do mundo dos combustíveis fósseis e fazer a transição para um futuro justo e sustentável. A Greenpeace participou da reunião do IPCC como observadora oficial e destaca a necessidade de priorizar a eliminação de combustíveis fósseis e obrigar os poluidores a pagarem pelos danos causados pelas mudanças climáticas. (Energias Renovables – 20.03.2023)
Link Externo

Empresas

Eletrobras compra participação de 23% da Madeira Energia por R$ 168 mi

A Eletrobras formalizou a aquisição, por meio de sua controlada Furnas, das participações diretas e indiretas remanescentes que a Cemig GT, Andrade Gutierrez e Novonor detêm na Madeira Energia (Mesa), correspondentes a 22,9% da companhia, por R$ 168 milhões. Com a conclusão do negócio, a holding passará a deter, indiretamente, 95,2% de participação no capital social da Mesa, única acionista da Santo Antônio Energia (Saesa), que opera a hidrelétrica de Santo Antônio, localizada no Rio Madeira (RO) e com potência instalada mínima de 3,5 GW e 2.313,3 MW médios de produção de energia. Segundo a companhia, a aquisição está alinhada com o objetivo estratégico da Eletrobras em simplificar sua estrutura e reforçando seu papel de liderança nas suas subsidiárias. O fechamento da operação está condicionado ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais, incluindo as anuências cabíveis, tais como regulatórias e a observância de direitos de preferência de acionistas, diretos ou indiretos da Mesa. Pelo lado da Cemig, a alienação acontece por R$ 55,4 milhões, com Furnas se comprometendo a assumir as garantias apresentadas pela companhia mineira junto ao BNDES e demais credores, no âmbito dos instrumentos de financiamento da SAE. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

Venda não avança e Eletrobras é obrigada a comprar resto de SPE gaúcha

A Eletrobras informou que não concretizou a venda de 78% do capital social da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Livramento Holding S.A, detida pela CGT Eletrosul, afirmando em nota que “determinados fatores precedentes previstos no contrato não foram atendidos pelo comprador” na primeira parcela do preço de compra, no valor de R$ 185,4 mil. Além disso, a companhia teve que adquirir o restante da participação, passando a deter a totalidade dos papéis da SPE. A empresa ressaltou que no decorrer do processo de obtenção das anuências e confirmação das condições precedentes, a subsidiária se obrigou perante o acionista minoritário da sociedade, Brasil Energia Renovável-Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (BER-FIP), a adquirir suas ações, equivalente a 22% do capital social da SPE, caso a operação não fosse concluída, dada o direito de tag along previsto no Acordo de Acionistas da SPE. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

CPFL Santa Cruz: Tarifas terão aumento médio de 9,02%

As tarifas da Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz) terão aumento médio de 9,02% na quarta-feira, 22 de março, com efeito médio a ser percebido pelos consumidores de 12,67% na alta tensão e de 6,85% para os consumidores em baixa tensão. O reajuste anual da concessionária foi autorizado pela Aneel. A distribuidora resultante da fusão das áreas de concessão de cinco empresas do grupo CPFL tem sede em Jaguariúna, interior de São Paulo, e atende aproximadamente 496 mil de unidades consumidoras. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

Revisão da RGE projeta aumento de tarifa de 6,03%

A proposta de revisão tarifária da RGE Sul Distribuidora de Energia prevê aumento médio de 6,03% para os consumidores. Para a alta tensão, é esperada redução média de 1,87%, enquanto na baixa tensão a tarifa deve aumentar em média 10,14%. O processo com o resultado preliminar ficará disponível para contribuições entre 22 de março e 12 de maio, com reunião presencial no Rio Grande do Sul em data que ainda será anunciada. O índice definitivo vai vigorar a partir de 19 de junho. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

Grupo Safira fatura R$ 1 bi em 2022 e mira no mercado varejista

O Grupo Safira faturou R$ 1 bilhão em 2022 e a companhia lançou duas plataformas digitais, disponíveis no modelo SaaS (Software as a Service) para apoiar os consumidores em todas as etapas de compra e venda de energia, e na gestão de contratos no mercado livre ou ambiente de contratação livre (ACL). Segundo o CEO do Grupo Safira, Mikio Kawai Jr, a companhia é protagonista da intersecção entre o ecossistema de energia e de inovação no Brasil. Entre os fatores que contribuíram para o avanço dos resultados e do valuation do grupo em 2022 estão a inovação no modelo de negócio de comercialização no varejo, seja geração distribuída, seja no mercado livre, novos serviços aos clientes e certificação de impacto ambiental. Em torno de 40% dos resultados são investidos em inovação, tecnologia e geração qualificada de vagas. No último ano, mais de 22% de investimento foi em tecnologia. Embora o grupo detenha parques de geração, a estratégia é estar em linha com o estado da arte mundial: asset light. Além disso, um dos objetivos do Grupo Safira é ampliar sua oferta de energia para outros grupos de consumidores, um dos fatores que viabiliza tal oferta é a expansão do mercado livre para toda alta tensão, a partir de 2024. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

Empresas de energia colocam negócios a venda

Gigantes do setor elétrico estão colocando à venda parte de seus negócios, sobretudo na área de geração (com destaque para as renováveis) e de distribuição. Uma das empresas que busca vender parte de seus negócios é a Neoenergia, da espanhola Iberdrola, que contratou bancos para buscar um investidor em seu negócio de transmissão, operação de M&A de mais de R$ 2 bilhões, ainda conforme interlocutores que acompanham o processo. A Eneva, por sua vez, também dá corpo a esse movimento. A companhia está em busca de um sócio estratégico ou financeiro para sua plataforma de ativos de energia renovável. A operação visa abrir espaço para capturar futuras oportunidade no mercado. A PEC Energia também quer atrair um investidor para poder fazer aportes em novos projetos eólicos. Além disso, a francesa EDF também busca comprador para seu projeto eólico Folha Larga, assim como a Atlas, que quer se desfazer de seu portfólio solar. (Valor Econômico - 22.03.2023)
Link Externo

Ativos de energia se destacam nas operações dos bancos de investimento

Considerado mais resiliente, o setor de energia não está sendo contaminado pelo pessimismo de mercado, sobretudo o de capitais, e pelas perspectivas menos otimistas de crescimento do país, uma vez que são projetos de longo prazo. Na mesa dos bancos da Faria Lima com diferentes formatos de venda ou na busca de investidores, empresas de energia devem manter firmes os negócios de fusões e aquisições no país. Enquanto a Enel está se desfazendo de ativos não estratégicos na América Latina e Europa para reduzir suas pesadas dívidas, a gestora Brookfield busca renovação de seu portfólio com a venda de ativos mais maduros. O chefe do banco de investimento do Bradesco BBI, Felipe Thut, diz que o setor de energia é hoje, no mercado, o mais quente para M&A. “Há vários mandatos para a venda de ativos, com muita coisa focada em energia renovável. Isso porque existe uma reciclagem de capital e investidores europeus vendendo ativos no Brasil”, afirma Felipe Thut. O chefe do banco de investimento do Bradesco BBI, Felipe Thut, diz que o setor de energia é hoje, no mercado, o mais quente para M&A. “Há vários mandatos para a venda de ativos, com muita coisa focada em energia renovável. Isso porque existe uma reciclagem de capital e investidores europeus vendendo ativos no Brasil”, comenta. (Valor Econômico - 22.03.2023)
Link Externo

São Martinho mira novos negócios e investe em Centro de inovação

Com o objetivo de criar novos produtos e negócios e otimizar as operações de açúcar, etanol e bioenergia, a São Martinho inaugura, em Pradópolis (SP), um Centro de Inovação dedicado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas em parceria com startups, empresas e universidades. A companhia investiu mais de R$ 150 milhões para levar conectividade aos 350 mil hectares de lavoura de cana-de-açúcar das quatro usinas no Brasil e pretende utilizar a capacidade de gerenciar suas operações de forma online e em tempo real como matéria-prima para o hub. Em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro, o vice-presidente e superintendente agroindustrial da companhia, Agenor Cunha Pavan, detalhou o projeto e ressaltou que a iniciativa poderá, até mesmo, favorecer a interação da empresa com agentes financiadores. “Quando houver interesse em investimentos, certamente, seremos olhados como uma iniciativa inovadora diferenciada”, afirmou o executivo. A ideia do Centro de Inovação derivou de um planejamento estratégico da companhia elaborado para até 2030. Segundo Pavan, a São Martinho decidiu mirar no desenvolvimento de tecnologias e em novos negócios e, para atingir o objetivo, aproveitou sua “essência inovadora”. Para acessar a entrevista na íntegra, clique aqui. (Broadcast Energia - 20.03.2023)  
Link Externo

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário segue no patamar mínimo regulatório de R$ 69,04 por MWh em todo o País

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) segue no patamar mínimo regulatório, estabelecido atualmente em R$ 69,04 por MWh, nesta terça-feira, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já são mais de seis meses no patamar mínimo regulatório que, em 2022, era de R$ 55,70 por MWh. O montante praticado não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os valores médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do País. O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 21.03.2023) 
Link Externo

Níveis sobem e Nordeste atinge 89% da capacidade

Os reservatórios nordestinos apresentaram aumento de 0,3 ponto percentual na última segunda-feira, 20 de março, em relação ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia retida é de 46.002 MW mês e ENA aponta 6.594 MW med, valor que corresponde a 53% da MLT. A região Sudeste/Centro-Oeste ficou estável e admite 81,9% de sua capacidade. A energia armazenada mostra 167.637 MW mês e a ENA aparece com 75.360 MW med, o mesmo que 74% da MLT. Já o subsistema Sul diminuiu 0,2 p.p e operava com 83,9% do armazenamento. A energia armazenada marca 17.170 MW mês e ENA é de 6.823 M MW med, equivalente a 104% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. No Norte do país foi registrado recuo de 0,1 p.p e o submercado trabalha com 98,5%. A energia armazenada indica 15.072 MW mês e a energia natural afluente computa 29.533 MW med, correspondendo a 60% da MLT. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

Chesf aumenta vazão do reservatório da UHE Boa Esperança

A Chesf aumentou na terça-feira, 21 de março, a vazão de saída no reservatório da UHE Boa Esperança, localizado na Bacia do Rio Parnaíba. Segundo a companhia, o novo patamar passará de 800 m³/s para 1.300 m³/s, devendo permanecer neste valor até nova reavaliação. A Chesf afirma que a ação acontece em virtude da previsão de ocorrência de precipitações na região, e da necessidade de seguir a curva de volume de espera do reservatório de Boa Esperança estabelecida para o período, controlando seu armazenamento, que se encontra, com medição em 19 de março, no nível de 66.6% do volume útil. A Chesf ressalta que seja fortemente evitada pelas comunidades ribeirinhas a ocupação de áreas situadas nas planícies de inundação, e destaca que a situação hidrológica está sendo permanentemente avaliada. (CanalEnergia – 21.03.2023) 
Link Externo

Mobilidade Elétrica

Gigafábrica de carros elétricos no Brasil terá parceria da ABB

Anunciado no ano passado, o projeto para a fábrica de carros elétricos e baterias da Bravo Motor Company no Brasil teve uma nova parceria anunciada. O acordo com a ABB prevê o desenvolvimento de projetos de robótica e eletrificação para a linha de produção e infraestrutura de carregamento. O projeto é chamado de Colossus Cluster, localizado em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com investimentos estimados em R$ 25 bilhões em 10 anos, o complexo irá produzir veículos elétricos, baterias e demais componentes para a mobilidade elétrica, atendendo ao mercado interno e exportação - o início da produção piloto está previsto para 2024. Nesse projeto pioneiro para o estado de Minas Gerais e para o Brasil, a ABB participará com suas divisões de Robótica e Eletrificação. (Inside EVs - 21.03.2023) 
Link Externo

GWM sinaliza investimento em motor híbrido flex para o Brasil

A Great Wall Motor Brasil engrossou o discurso pelo híbrido flex. Com uma estratégia pensada de forma detalhada para o nosso mercado, a GWM anuncia que pretende brigar com marcas como Toyota, Volkswagen e Jeep, trazendo modelos eletrificados. E diferentemente da BYD, onde os carros elétricos serão maioria no portfólio, a empresa terá um cronograma mais progressivo em termos de eletrificação, começando com veículos híbridos e híbridos plug-in e deixando os totalmente elétricos para um segundo momento. Nesse processo, a GWM trabalha com mais possibilidades para a 'eletrificação intermediária', incluindo os motores híbridos flex, além dos híbridos tradicionais e híbridos plug-in que já estão no cronograma. (Inside EVs - 22.03.2023) 
Link Externo

Waze começa a mostrar postos de recarga após atualização

Conforme as vendas de carros elétricos e híbridos plug-in continuam a crescer no Brasil, a rede de carregadores aumenta na mesma proporção, tanto que a estimativa é de que o país teria 3 mil postos no final de 2022. Para ajudar os motoristas, o Waze lançou uma atualização que começa a mostrar as estações, não só pela busca específica do local, como também durante a criação de uma rota. A função já está disponível para os brasileiros. Para ver os postos de recarga, é necessário ir até as opções no Meu Waze -> Configurações -> Detalhes do Veículo. Para alguns usuários, a opção está no menu Típo de Veículo, sendo necessário mudar para elétrico. Para outros, há um menu específico para veículos elétricos, onde é possívle ativar as funções para carros elétricos e selecionar o tipo de plugue do seu carro. Com a opção ativa, o Waze incluirá a opção de estações de recarga entre as categorias, listando os postos mais próximos. (Inside EVs - 21.03.2023) 
Link Externo

Hyundai: Crescimento de 70% nas vendas de elétricos e híbridos em fevereiro

A Hyundai Motor Company (marcas Hyundai e Genesis) informa que suas vendas globais de veículos em fevereiro totalizaram 327.718 unidades, um aumento de 7,3% na comparação ano a no. No acumulado de 2023, a empresa vendeu 637.841 veículos. Mas o foco aqui é a rápida expansão das vendas de carros elétricos e híbridos plug-in, que no mês passado atingiram novos recordes relevantes. De acordo com a Hyundai Motor Company, no mês passado, os embarques por atacado combinados (estreitamente relacionados à produção) de carros eletrificados plug-in das marcas Hyundai e Genesis totalizaram 30.364 (aumento de 70% em relação ao ano anterior). Vale ressaltar que a empresa reporta mais de 20.000 vendas de veículos totalmente elétricos. (Inside EVs - 21.03.2023) 
Link Externo

Inovação e Tecnologia

SAP e GIZ auxiliam empresas brasileiras a exportarem H2 Verde

A SAP se uniu ao programa H2Uppp para ajudar empresas brasileiras a exportarem hidrogênio verde para a Alemanha, por meio da solução GreenToken by SAP. A ferramenta usa blockchain para coletar informações sobre a sustentabilidade da produção do hidrogênio, permitindo certificar a origem verde e rastrear a pegada de carbono associada à cadeia de valor até o cliente final. (CanalEnergia – 20.03.2023)
Link Externo

Thyssenkrupp debaterá uso do hidrogênio verde em encontro internacional

A thyssenkrupp, empresa alemã líder em tecnologia de eletrólise da água para produção de hidrogênio verde, participará do Fichtner Forum Hydrogen 2023 no Chile para discutir a importância do hidrogênio verde e da amônia verde para a descarbonização da indústria e geração de energia. A empresa também assinou um memorando de entendimento com a Unigel para aumentar a capacidade da primeira planta de hidrogênio verde em escala industrial do Brasil, que terá uma capacidade de eletrólise de água de 240 MW. O evento contará com apresentações de autoridades, executivos e profissionais especializados em energia sobre a produção e comercialização do hidrogênio verde. (Petronotícias - 20.03.2023)
Link Externo

Energias Renováveis

Governo do Pará quer ampliar uso da fonte solar no estado

O Governo do Pará discutiu a criação de um programa para aumentar o uso de energia solar fotovoltaica na região em reunião com representantes da Absolar. Atualmente, mais de 51,2 mil consumidores no estado utilizam a geração própria solar, com mais de 44,7 mil sistemas instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos. A proposta da Absolar inclui estratégias para atrair novos investimentos, gerar empregos e reduzir gastos com eletricidade em prédios públicos estaduais. A Absolar também apoiou a candidatura do Pará para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em 2025. Desde 2012, o setor solar trouxe mais de R$ 2,6 bilhões em novos investimentos, gerou mais de 15,1 mil empregos e arrecadou mais de R$ 690 milhões aos cofres públicos. (CanalEnergia – 20.03.2023)
Link Externo

Neoenergia: Integração de energia solar e eólica no sertão da Paraíba

A Neoenergia inaugurou recentemente o primeiro complexo de geração associada de energia renovável no Brasil. Com investimentos que somam R$ 3,5 bilhões, o Complexo Renovável Neoenergia integra de forma inédita três ativos: o parque eólico Neoenergia Chafariz, o conjunto solar Neoenergia Luzia e ativos de transmissão. A potência instalada pelo complexo é de 0,6 GW, o suficiente para abastecer 1,3 milhão de residências por ano. O Neoenergia Chafariz compreende 15 parques eólicos e 136 aerogeradores, com capacidade instalada de 471,2 MW, já em operação plena desde o início de 2022. Já as duas plantas de Neoenergia Luzia têm 228 mil painéis e potência instalada de 149,2 MWp e marcam a estreia da companhia na geração fotovoltaica centralizada. O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, explica que a ideia é que a energia do projeto solar complemente a produção do parque eólico, cuja geração é mais intensa no período noturno devido à característica dos ventos na região. Ou seja, uma fonte gera quando a outra está menos disponível. (Valor Econômico - 22.03.2023)
Link Externo

Aneel libera operação de 85,3 MW eólicos no Nordeste

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a operação comercial de energia renovável em diferentes regiões do Brasil. A Neoenergia recebeu autorização para operar uma unidade no parque Oitis 4 e nove em Oitis 5, ambos no município de Dom Inocêncio, com capacidade instalada de 55 MW. A AES Brasil obteve liberação para quatro aerogeradores de 6,2 MW no empreendimento Tucano III, em Tucano (BA), totalizando 24,8 MW. A EDF Renewables Brasil também recebeu parecer positivo para uma turbina de 5,5 MW na EOL Serra do Seridó VI, em Junco do Seridó (PB). A Vale obteve autorização para oito módulos fotovoltaicos na planta AC X, somando 19,7 MW de potência instalada em Jaíba (MG). Finalmente, a Casa dos Ventos recebeu autorização para nove aerogeradores em Caiçara do Rio do Vento (RN) para testes, com um total de 40,5 MW no parque Ventos de Santa Leia 05. (CanalEnergia – 20.03.2023)
Link Externo

Instituto Brasileiro do Petróleo reage à decisão do CNPE de aumentar a mistura do biodiesel no óleo diesel

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) reagiu à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que aumentou a mistura de biodiesel ao diesel vendido no Brasil e afirmou que é necessário revisar as especificações atuais do biodiesel, além de adotar novas rotas tecnológicas de produção de biocombustíveis ciclo diesel. O IBP acredita que a medida pode fomentar a competição, inovação e eficiência, e contribuir para reduzir a dependência do país em relação às importações de diesel. O instituto também afirmou estar aberto ao diálogo com órgãos públicos e setores ligados à produção de biocombustíveis para promover um mercado aberto e competitivo. (Petronotícias - 20.03.2023)
Link Externo

Indústria eólica europeia concorda em produzir 36.000 megawatts por ano

A WindEurope, associação da indústria eólica europeia, criticou o Plano Industrial Verde da Comissão Europeia, argumentando que ele não fornece apoio suficiente para a cadeia de suprimentos de tecnologia verde em expansão na Europa. A associação apontou que, embora o proposto Ato da Indústria com Emissão Zero da Comissão estabeleça uma meta de produção de 36.000 MW, ele não especifica como os fundos serão disponibilizados ao setor para permitir que ele alcance essa meta. A WindEurope pediu por um aumento no investimento na cadeia de suprimentos de energia eólica, incluindo fábricas, redes, portos, embarcações e mão de obra qualificada, e alertou que a cadeia atual da Europa é insuficiente para produzir os volumes necessários para atender às metas climáticas e energéticas da UE. (Energias Renovables – 18.03.2023)
Link Externo