IFE
14/03/2023

IFE 5.679

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
14/03/2023

IFE nº 5.679

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.679

Regulação

Artigo GESEL/AHK: inovação na cadeia de valor do hidrogênio

Em artigo publicado pelo Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Vinicius José da Costa (Pesquisador Júnior do GESEL) analisam a cadeia de valor do hidrogênio. Segundo os autores, "verifica-se que programas de promoção do H2R com destaque para o H2V se tornam cada vez mais presentes no mundo, diante das necessidades de acelerar o processo de descarbonização, reduzir a dependência energética de importação de combustíveis fósseis e garantir a competitividade da economia nacional". Para ler o artigo na íntegra, acesse: https://www.h2verdebrasil.com.br/noticia/inovacao-na-cadeia-de-valor-do-hidrogenio/ (GESEL-IE-UFRJ – 14.03.2023)
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42ª edição do CINASE

A 42ª edição do CINASE acontecerá nos dias 10 e 11 de maio na cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de levar conhecimento técnico e atualizado para os profissionais da região. O congresso, que tem apoio do GESEL, reunirá autoridades e especialistas para discutir as principais técnicas e tecnologias envolvendo toda a cadeia do setor elétrico, desde a geração até a instalação elétrica final de baixa e média tensão. Para mais informções e inscrições, acesse: https://jacredenciei.com.br/e/EdicaoRiodeJaneiro (GESEL-IE-UFRJ – 14.03.2023)
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Em janeiro, Mercado de Curto Prazo movimentou R$ 540 mi

O Mercado de Prazo Curto do setor elétrico brasileiro registrou um total de R$ 1,66 bilhão em operações referentes a janeiro de 2023, sendo que R$ 540,6 milhões foram liquidados. No entanto, ainda há R$ 947 milhões represados devido a liminares contra o pagamento do risco hidrológico no mercado livre. Os parcelamentos e inadimplência efetiva somaram, respectivamente, R$ 173 milhões e R$ 647 mil. Aqueles com decisões judiciais vigentes para não participar do rateio da inadimplência tiveram uma adimplência próxima a 89%, enquanto aqueles que seguem amparados por decisões que impõem o pagamento proporcional verificaram uma adimplência próxima de 27%. Os créditos sem liminares receberam cerca de 25% de seus créditos. (CCEE – 10.03.2023)
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EPE: Consumo de eletricidade por faixa de renda mostra que Brasil vai do Marrocos ao Japão

O consumo brasileiro de energia elétrica é desigual, e esse fato tem se agravado nos últimos anos, mostra estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sobre o consumo de energia elétrica por classe de renda, que traz informações fundamentais para o planejamento do setor. Segundo o levantamento, o perfil do consumo de energia elétrica no Brasil vai do equivalente ao consumo residencial per capita do Marrocos, com 371 KWh, ao do Japão, de 2.221 KWh. "Quanto melhor o diagnóstico da situação atual, ou seja, quanto mais e melhor se conhece a demanda energética dos diferentes extratos de consumo, mais subsídios se tem para a elaboração de um planejamento energético cada vez mais adequado às reais necessidades da sociedade, contemplando ações e indicações de políticas públicas mais bem direcionadas", diz o estudo. (Broadcast Energia - 13.03.2023) 
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Boletim Anual de Transmissão - 2022

Em 2022, a EPE realizou análises técnico-econômicas e socioambientais que resultaram na recomendação de diversos novos empreendimentos de transmissão de eletricidade. Essas futuras instalações irão agregar maior confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional, aumentando a qualidade no atendimento elétrico aos consumidores brasileiros. Além disso, as instalações ajudarão o país a aproveitar os seus melhores recursos energéticos e levar energia aos consumidores a preços competitivos. (EPE – 10.03.2023)
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EPE publica Boletim Trimestral de Consumo de Eletricidade Nº12

A EPE disponibiliza ao seu público o Boletim Trimestral do Consumo de Eletricidade, que em conjunto com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, ampliam a disseminação de informação sobre os principais movimentos do mercado de eletricidade no País. Nesta edição do Boletim Trimestral, são analisados os principais movimentos ocorridos de outubro a dezembro de 2022 nas classes de consumo industrial, residencial e comercial, bem como a sua associação com a conjuntura econômica verificada no período. (EPE – 13.03.2023) 
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Transição Energética

Jean Paul Prates se reúne com ministra de minas e energia da Colômbia em busca de novas parcerias

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, teve uma reunião com a ministra de Minas e Energia da Colômbia, Irene Vélez Torres, para discutir as parcerias sustentáveis em energias renováveis e a preservação da Floresta Amazônica, que ocupa o território dos dois países. Prates mencionou os projetos ambientais da Petrobras para proteção da floresta e destacou o sucesso da operação da petroleira em Urucu, na Amazônia. Outro tópico discutido foi a perspectiva de desenvolvimento da produção de gás natural no bloco Tayrona, na Colômbia, uma área prioritária em que a Petrobras mantém parceria com a Ecopetrol. Em julho de 2022, foi descoberta uma célula de gás natural no local por meio do poço Uchuva-1. (Petronotícias - 10.03.2023)
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Ipiranga atualiza seus postos para a transição energética

A rede de postos de combustível Ipiranga - que pertence ao Grupo Ultra - decidiu atualizar, após quase 20 anos, sua marca, lançando um novo logo para a companhia e mudando a disposição de como as suas mais de 6,5 mil unidades são organizadas. A mudança de visual na companhia inaugura uma nova fase do negócio, que olha para a transição energética no País e traz novas opções de serviços de mobilidade urbana. Segundo a companhia, a mudança de layout nos postos deve ocorrer de maneira gradual, mas com início ainda em 2023. Entre as alterações, além das que são estéticas, o novo projeto da rede prevê áreas para ciclistas, pedestres, carregamento de veículos elétricos, entre outras mudanças na área da conveniência Am Pm. O presidente da rede Ipiranga, Leonardo Linden, afirmou que a companhia vem se preparando para essa mudança há dois anos, um processo que vai desde “revisitar” a marca, até preparar o terreno para mudanças pelas quais o mercado de varejo de combustíveis pode ter no futuro próximo. “O intuito de mexer na marca é evoluir, não revolucionar”, afirma. Linden afirma ainda que a companhia está atenta às mudanças do setor e vem tentando se atualizar para continuar a oferecer produtos relevantes. “O posto é um ponto para atender a mobilidade das pessoas, então, vai ter o abastecimento elétrico, o abastecimento à combustão - ainda por muito tempo - e também outras formas de abastecer a necessidade de mobilidade dessas pessoas no futuro”, afirma. Na avaliação do executivo, apesar dos desafios, a situação de marcas brasileiras deve ser mais tranquila na pauta de transição energética, uma vez que, por aqui, os modelos de biocombustível - como o etanol - já fazem parte da realidade dos negócios, o que facilitaria a introdução de mais opções. “O nosso papel é entender que essa transição vai acontecer e nós vamos participar dessa transição,” diz o CEO. Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, afirma que a atualização da marca e do propósito da rede de postos é importante porque mostra uma preocupação com a sustentabilidade desse modelo de negócio. Um dos desafios, segundo acredita Rebetez, será sensibilizar os franqueados sobre a necessidade de expandir a oferta de serviços dentro das unidades, com as conveniências, os postos de carregamento, ou os novos bicicletários, por exemplo. (Broadcast Energia - 12.03.2023) 
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Armazenamento de energia recebe 'tratamento legislativo mais forte até agora' em projeto de mercado de eletricidade vazado da Comissão Europeia

A União Europeia está buscando reformar a forma como a energia é adquirida e entregue por meio do Electricity Market Design (EMD) para integrar o crescimento de fontes de geração variável, como energia solar fotovoltaica e eólica. O processamento de energia e outros recursos, como resposta à demanda, são vistos como essenciais para a flexibilidade e o equilíbrio de recursos necessários para integrar essas fontes de energia renovável. O EMD propõe que os Estados-Membros avaliem os requisitos de flexibilidade do sistema elétrico a cada dois anos e definam objetivos nacionais para a utilização de recursos de flexibilidade, como o armazenamento de energia. A participação do armazenamento de energia nos mercados de capacidade também foi incentivada. (Energy Storage – 13.03.2023)
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Nova estrutura da CE facilita o apoio a energias renováveis

A Comissão Europeia adotou um Quadro Temporário de Crise e Transição para acelerar o investimento e o financiamento para a produção de tecnologia limpa na Europa. O quadro atualizado se estende até o final de 2025 e permite que os estados membros apoiem medidas de transição para a neutralidade de carbono, como acelerar a implantação de energias renováveis e armazenamento de energia, e a descarbonização da produção industrial. O quadro alterado simplifica as condições para a prestação de ajuda estatal a projetos pequenos e tecnologias menos maduras, incluindo o hidrogênio renovável, e elimina a necessidade de um processo de licitação competitivo. Também adiciona novas medidas para apoiar a fabricação de equipamentos estratégicos e matérias-primas críticas, incluindo baterias, painéis solares, turbinas eólicas e tecnologias de armazenamento e uso de captura de carbono. (Renewables Now – 10.03.2023)
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Empresas

Eletrobras: Lucro cai 36% em 2022

A Eletrobras fechou 2022 com lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, retração de 36% quando comparado ao ano de 2021. O resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em de R$ 11,3 bilhões e o ebitda recorrente no ano foi de R$ 17,8 bilhões. No quarto trimestre de 2022 a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 479 milhões, revertendo o o lucro líquido de R$ 610 milhões obtido no quarto trimestre de 2021. O ebtida no trimestre ficou em R$ 1,4 bilhão, queda de 30%. Segundo a empresa, o resultado foi impactado negativamente pela contabilização das despesas previstas para o plano de demissão voluntária realizado em dezembro de 2022 que soma R$ 1,26 bilhão e contou com a adesão de 2.494 empregados, com 13 meses de pay back) e também pelo aumento de R$ 4,5 bilhões nas provisões para crédito de Liquidação duvidosa, que passaram de pouco mais de R$1 bilhão em 2021 para R$ 5 bilhões, com destaque para provisão de R$ 3,3 bilhões feita pela Holding relativa aos recebíveis da Amazonas Energia. Outro ponto de destaque nesse sentido também foi a deflação ocorrida no período, que resultou em uma redução de R$ 1,7 bilhão nas receitas de transmissão. No trimestre o efeito teve ainda a participação do aumento das despesas financeiras com a consolidação da Santo Antônio Energia. O volume de energia vendida no ano passado somou 127,6 GWh, 1% menos do que em 2021. Já no trimestre foram negociados 32,7 GWh, ou 0,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Em seu primeiro ano mais privada do que pública, a Eletrobras realizou R$ 5,6 bilhões de investimentos, representando 108% do orçado, o que em suas palavras representam a recuperação de sua capacidade de investimento no setor, com destaque para reforços e melhorias de transmissão de grande porte, que proporcionarão uma agregação de receita anual de cerca de R$ 150 milhões. Foram investidos, no quarto trimestre, R$ 563 milhões em geração de energia, R$ 827 milhões em transmissão e R$ 19 milhões em Sociedades de Propósito Específico (SPE). (CanalEnergia - 14.03.2023) 
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Emae investe R$ 11 mi em atualização tecnológica da usina Porto Góes

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) vai investir um total de R$ 11,1 milhões na atualização tecnológica de uma das três unidades de geração de energia elétrica da usina Porto Góes, localizada em Salto, no interior de São Paulo. Até o fim do ano, serão realizados trabalhos de modernização dos sistemas de automação, proteção, regulação de velocidade e regulação de tensão da unidade de geração, o que deve proporcionar mais agilidade na manutenção da usina e maior confiabilidade operacional. "Condições adversas do leito do rio deixam as máquinas sujeitas à corrosão e oxidação, exposição à umidade, agentes agressivos e poluentes, o que causa dificuldades nos processos de operação e manutenção, comprometendo a operação da unidade", explicou a empresa, em nota. (Broadcast Energia - 13.03.2023) 
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CPFL divulga calendário de chamada pública de eficiência energética

A CPFL Energia divulgou o calendário da chamada pública de projetos de eficiência energética (CPP) de 2023. Clientes da companhia, nos 687 municípios atendidos por uma das distribuidoras do grupo, poderão submeter suas propostas a partir de 15 de maio. Por meio deste programa, a CPFL avalia a viabilidade dos projetos apresentados e, no ano seguinte, financia a sua execução. De acordo com a empresa, os projetos podem ser apresentados por prefeituras e câmaras municipais, hospitais e outras casas de saúde, serviços de água, esgoto e transporte público, empresas públicas e privadas, entre outras entidades. O critério central é que as ideias busquem executar projetos de eficiência energética nos locais. O edital com todas as exigências para submissão dos projetos será divulgado em 15 de maio. (CanalEnergia – 13.03.2023) 
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Instituto CPFL investe R$ 17,9 mi em projetos sociais

O Instituto CPFL investirá R$ 17,9 milhões em projetos com foco na transformação social. Além da agenda social, a temporada 2023 prevê uma programação diversificada de cultura, incluindo ações especiais que celebram os 20 anos do Café Filosófico CPFL. As atividades apoiadas vão alcançar cerca de 180 municípios dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Norte. De acordo com a empresa, somando a este escopo os investimentos em atividades que geram benefício às comunidades no entorno das operações do Grupo CPFL Energia, o total destinado para a criação de valores compartilhados com a sociedade será de R$ 19,6 milhões. No total, os investimentos realizados pelo Instituto CPFL em suas cinco frentes de atuação para 2023 somam R$ 29,3 milhões via leis de incentivo fiscal. (CanalEnergia - 14.03.2023) 
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EDP Brasil: Ana Paula Marques deverá assumir a presidência do CA

Miguel Setas comunicou a sua renúncia à presidência do conselho da EDP a partir de 12 de abril, uma vez que assumirá novos desafios fora do Grupo EDP. Em substituição, o grupo tem a intenção de recomendar Ana Paula Marques, atual responsável por áreas como geração, regulatório, stakeholders e inovação. Miguel Setas foi vice-presidente da companhia de 2008 a 2014 com a responsabilidade por diversas áreas, dentre as quais se destaca o negócio de distribuição. Em 2014 assumiu o cargo de CEO da EDP Brasil, posição na qual esteve por 7 anos, e desde fevereiro de 2021 exercia as funções de presidente do conselho. (CanalEnergia - 14.03.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário permanece em R$ 69,04 por MWh em todos os submercados do País

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) começa mais uma semana no valor mínimo regulatório, estabelecido atualmente em R$ 69,04 por MWh pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O montante praticado não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os valores médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do País. O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 13.03.2023) 
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ONS: Reservatórios das hidrelétricas estão acima de 80% em todo País

Os reservatórios das hidrelétricas de todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) encerraram neste domingo, 12, acima dos 80%, patamar que deve se manter até o fim deste mês, segundo projeções do ONS. De acordo com a mais recente revisão do Programa Mensal de Operação (PMO), divulgada na última sexta-feira, 10, a EAR do Sudeste/Centro-Oeste deve atingir 84,5% ao fim de março. Se confirmado, será o nível mais elevado para o mês na região em 16 anos. O Sul registrava ontem armazenamento em 85,19%, ligeiramente abaixo dos 86,89% anotados há um mês. A projeção do PMO indica que a EAR da região deve seguir no patamar atual, chegando a 85,5% no fim do mês. No Nordeste, o nível dos reservatórios chegou a 87,44%, alta de 8,38 p.p. em um mês. A expectativa do ONS para o fim do mês é de leve alta, para 88,6%. Por fim, no Norte a EAR chegou a 98,11% neste domingo, alta de 5,72 p.p. em um mês e estabilidade frente a 2022. O ONS projeta chegar que a região chegará no próximo dia 31 com 100%, o mais elevado porcentual registrado para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 2000. (Broadcast Energia - 13.03.2023) 
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Mobilidade Elétrica

Marcas mais veteranas apostam nos veículos híbridos para o mercado brasileiro

Com mais de 50 anos de Brasil, a japonesa Toyota foi pioneira na produção local de eletrificados com os híbridos flex Corolla (lançado em 2019) e Corolla Cross (2021). Os dois respondem hoje por 10% das vendas da marca no País e por 30% do mercado nacional de eletrificados, que somou 49,3 mil unidades em 2022. Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, avalia que os híbridos são, por enquanto, a principal opção para as fabricantes mais antigas porque o custo da bateria, que é maior nos carros elétricos, ainda é alto e torna o produto menos acessível. Em sua opinião, a produção local das marcas veteranas será mais voltada a modelos mais baratos em relação aos anúncios que têm sido feitos até agora, inclusive pelas chinesas. “Outra grande vantagem é que serão veículos híbridos flex que, quando abastecidos com etanol, têm impacto reduzido no meio ambiente”, diz. A Stellantis, dona das marcas Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, por enquanto importa o elétrico Fiat 500e e o Jeep Compass híbrido plug-in. A companhia trabalha no desenvolvimento da tecnologia híbrida flex, mas um carro com essa opção ainda não tem data para produção local. Outras marcas também importam modelos elétricos e híbridos, como Renault, General Motors, Honda, Nissan e BMW, mas nenhuma anunciou plano efetivo de produção nacional. A Volkswagen, que também trabalha no desenvolvimento da propulsão híbrida flex, não tem nenhum produto importado à venda, embora teste no País há algum tempo o elétrico ID.4. O grupo brasileiro Caoa também produz, em parceria com a chinesa Chery, dois híbridos em Anápolis (GO), o Tiggo 5 e o Tiggo 7, e seu presidente, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, afirma que haverá novos produtos dessa linha na fábrica de Goiás e de Jacareí (SP). A planta está parada desde o ano passado e deverá retomar operações em 2025. (O Estado de São Paulo – 13.03.2023) 
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Volvo anuncia segunda expansão em postos de recarga no Brasil

Desde que começou a apostar nos carros híbridos plug-in e 100% elétricos a Volvo vem trabalhando para expandir os postos de recarga no Brasil, sendo que o último anúncio veio no final de junho do ano passado, ocasião em que prometeu a instalação de 13 postos de recarga rápida espalhados por Minas Gerais e São Paulo. Agora eis a segunda fase de expansão de eletropostos da Volvo em outros estados do país. No anúncio da segunda-feira (13) a Volvo trouxe alguns dados que mostram o cenário atual, onde pelo país temos 1.000 carregadores AC de conveniência urbana, ou seja, aqueles localizados em supermercados, shoppings, concessionárias, entre outros. A infraestrutura da Volvo em si passa por mais de 43 carregadores DC nas concessionárias da marca, bem como outros 13 pontos de recarga DC. Nesta segunda fase, os eletropostos da Volvo agregam outros estados fora do eixo São Paulo-Minas. Com isso, estão previstos pontos de recarga nas cidades de Angra dos Reis, Cabio Frio e Paraty (RJ); em Imbaú (PR), Balneário Camboriú e São José (SC); em Anápolis e Campo Alegre de Goiás (GO), além de Rondonópolis e Nova Mutum (MT). Minas Gerais ganhará ainda mais postos nos municípios de Juiz de Fora e Matipó, idem para São Paulo, que receberá pontos de recarga também em Marília, Penápolis e Castilho. A Volvo não revelou uma data de quando será atingida esta expansão. (Inside EVs - 13.03.2023) 
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Montadoras asiáticas lideram corrida dos VEs no Brasil

Empresas asiáticas, em especial as chinesas, estão liderando o processo de eletrificação dos automóveis no Brasil, com anúncios de fábricas para produção exclusiva de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in. Os grupos europeus e americanos mais tradicionais aguardam decisões sobre uma política industrial com foco na descarbonização e o aval das matrizes para investimentos locais nas novas tecnologias de mobilidade. Líder global no desenvolvimento da tecnologia de veículos eletrificados e com eficiência na produção de baterias e semicondutores, a China registrou, em 2022, participação de quase 30% de eletrificados nas vendas totais de automóveis no mercado local, fatia inicialmente projetada para 2025. Com o consumo em crescimento acelerado, as fabricantes chinesas passaram a escolher outros países para expandir a tecnologia elétrica, e o Brasil entrou nessa rota. A aposta dos asiáticos é de alta constante do mercado, apesar de o segmento participar de apenas 2,5% das vendas de automóveis e não ter subsídios governamentais para a compra, como em outros países. Além disso, tem o etanol, considerado um “combustível verde” para amenizar os índices de emissão de carbono. Adalberto Maluf, presidente da ABVE, avalia que as chinesas, por serem competitivas, estarem à frente do ponto de vista tecnológico e produzirem as próprias baterias e semicondutores, não vão atrás apenas de mercados que têm estímulos e política pública, mas daquele que também não têm, como o Brasil. “Elas sabem que seus produtos podem competir inclusive com aqueles à combustão”, afirma. (O Estado de São Paulo – 13.03.2023) 
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Montadoras asiáticas anunciam planos para o mercado sulamericano

A GWM (Great Wall Motor) e a BYD anunciaram investimentos de R$ 10 bilhões e R$ 3 bilhões, respectivamente, em operações no País. A primeira comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP), e a segunda está prestes a fechar a aquisição da planta da Ford em Camaçari (BA), ambas desativadas. A previsão é que, acertada a compra da fábrica na Bahia, a produção comece no fim de 2024 ou início de 2025. “O certo é que vamos produzir veículos de alta tecnologia e desenvolver uma cadeia produtiva local”, informa Segundo Henrique Antunes, diretor de vendas e marketing da BYD. “Queremos estar na vanguarda da eletrificação brasileira.” Já com a fábrica em Iracemápolis (SP) passando por adaptações, a GWM pretende iniciar a produção de híbridos flex na primeira metade do próximo ano. O Brasil entrou no radar de investimentos da companhia em razão de suas energias verdes, como a hidrelétrica e a solar, afirma James Yang, CEO da empresa no Brasil e na América Latina. A Chery escolheu a vizinha Argentina e deve investir R$ 2 bilhões para produzir carros elétricos e baterias, segundo fontes locais. Entre as montadoras instaladas no Brasil há mais tempo, só a japonesa Toyota e a Caoa Chery produzem modelos híbridos flex (com motor elétrico que auxilia o motor principal a etanol ou gasolina). (O Estado de São Paulo – 13.03.2023) 
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VW anuncia 1º gigafábrica de baterias para VEs fora da Europa

A Volkswagen já decidiu: sua primeira gigafábrica fora da Europa será construída no Canadá. Depois de muitos rumores, o anúncio oficial finalmente chegou. A fábrica será localizada, mais precisamente, em St. Thomas, na província de Ontário. Com a nova fábrica, embora não esteja localizada estritamente dentro do território dos Estados Unidos, a Volkswagen espera poder ter acesso ao crédito fiscal de US$ 7.500 proposto pela administração Biden para apoiar a mobilidade elétrica no país. A nova Volkswagen Gigafactory será gerenciada por uma joint venture criada pela Volkswagen e Power Co, a empresa fabricante de baterias do grupo que está gerenciando o plano de US$ 20 bilhões que Wolfsburg está perseguindo nesta área e que também levará à criação de 20.000 empregos. A fábrica St. Thomas Gigafactory será a terceira a ser construída pela Volkswagen. As duas primeiras fábricas serão construídas em Salzgitter, Alemanha, e Valência, Espanha. A decisão de construir uma Gigafactory em Ontário foi tomada como resultado do acordo alcançado com o governo canadense, com o qual a Volkswagen assinou um memorando de entendimento para "a criação de valor no setor de baterias e a segurança das matérias-primas a fim de promover a mobilidade elétrica no país". Na nova gigafábrica canadense, a Volkswagen produzirá células de próxima geração. Estas são as células unificadas prismáticas que o grupo utilizará para a grande maioria dos veículos elétricos a serem produzidos no futuro próximo. (Inside EVs - 14.03.2023) 
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Energias Renováveis

Solar de 50 MW tem operação comercial aprovada em MG

A Elera Renováveis obteve o parecer da Aneel e já pode iniciar a operação comercial do parque Janaúba 16. O provimento vale para 252 módulos instalados situados no município de Janaúba (MG) e perfazendo 50 MW de potência. Já para testes o regulador aprovou 0,5 MW entre cinco unidades geradoras da planta fotovoltaica Mercochem, de posse da Mercochem Agro Industrial e Comercial Eireli em Caxias do Sul (RS). (CanalEnergia – 10.03.2023)
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Lemon e Navi acertam parceria para gestão de usinas solares

A Lemon Energia e a Navi Energias Sustentáveis firmaram uma parceria para a gestão de oito fazendas solares em três estados brasileiros, o que permite que a NES conte com gestão digital e especializada de parte do seu portfólio de usinas solares. Com a operação, a Lemon estreia em Goiás e reforça sua atuação em três distribuidoras em que já opera. As empresas têm uma meta conjunta de levar energia limpa para 250 mil pontos de venda da Ambev. As oito fazendas solares estão em construção avançada e totalizam até 41 MWp de geração de energia, o que equivale ao consumo de 42 mil residências, aproximadamente. (CanalEnergia – 10.03.2023)
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Enel Brasil irá fornecer energia renovável para metade do consumo do Portobello Grupo

A Enel Brasil vai suprir com energia renovável metade de todo o consumo do Portobello Grupo no Brasil. O contrato, com duração de 15 anos, prevê o fornecimento de um volume máximo de 10 Megawatts Médios (MWm), o que equivale ao consumo de 87,6 GWh/ ano. A parceria entre o Portobello Grupo e a Enel Brasil segue o modelo de autoprodução por equiparação. Nesta modalidade de negócio, o consumidor, neste caso o Portobello Grupo, detém uma participação acionária na usina de geração limpa responsável pela produção da energia necessária para atender parcial ou integralmente o seu consumo. Com isso, o Portobello Grupo se tornou sócio da Enel Brasil na usina eólica Ventos de Santa Esperança 21, que pertence ao Complexo eólico Morro do Chapéu Sul II, construído e operado pela Enel Green Power, braço de geração renovável da Enel. Com capacidade instalada de 353 MW, Morro do Chapéu Sul II está localizado nos municípios de Morro do Chapéu e Cafarnaum, na Bahia, e possui ao todo 84 aerogeradores. A negociação com o Portobello Grupo foi conduzida pela Enel Trading, comercializadora da Enel no mercado livre de energia. O modelo de negócio formatado pelas empresas prevê que a Enel Trading pode comercializar no mercado livre o excedente de energia produzida pela usina, após o atendimento do volume contratado pelo Portobello Grupo. (CanalEnergia - 14.03.2023) 
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Raízen recebe o selo Bonsucro para o seu parque de bioenergia em Morro Agudo, São Paulo

A Raízen, uma empresa do setor sucroenergético, acaba de receber o selo Bonsucro, ampliando o número de unidades da Raízen. Atualmente, 24 unidades já possuem a certificação, reforçando a posição da companhia como líder em sustentabilidade no setor. A certificação garante que a cana utilizada é produzida de acordo com práticas ambientais, sociais e econômicas rigorosas. Para obter a certificação, a Raízen submete seus bioparques a uma auditoria independente que analisa diversos critérios. A Raízen acredita que incorporar sustentabilidade às operações não é apenas uma prática comum, mas também uma vantagem competitiva e um bom negócio para a empresa. (Petronotícias - 10.03.2023)
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Enio Verri, o novo diretor geral da usina hidrelétrica de Itaipu

Enio Verri, economista paranaense, foi nomeado como o novo diretor geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu, substituindo Almirante Anatalicio Risden Junior. Verri é especialista em Teoria Econômica e tem mestrado em Economia pela UEM e doutorado em Integração da América Latina pela USP. Ele já atuou como secretário municipal de Fazenda e Governo em Maringá e chefiou o gabinete do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os membros da Diretoria Executiva são nomeados para um período de cinco anos, podendo ser reconduzidos ou substituídos a qualquer momento pelos governos do Brasil ou do Paraguai. (Petronotícias - 10.03.2023)
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Governo alemão revela estratégia para expansão solar acelerada

O Ministro da Economia e Ação Climática da Alemanha, Robert Habeck, apresentou um projeto de estratégia para acelerar a implantação da energia solar. O projeto inclui medidas para apoiar a expansão da capacidade de geração fotovoltaica (PV) em telhados residenciais, simplificações nos códigos de construção. O objetivo é aumentar a capacidade instalada de energia solar da Alemanha para 215 GW até 2030, o que exigirá a triplicação das novas instalações solares para 22 GW anualmente. O projeto está aberto para consulta até 24 de março de 2023, com a versão final esperada para ser apresentada no início de maio. (Renewables Now – 10.03.2023)
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Irlanda apresenta política para a segunda fase da energia eólica offshore

O governo irlandês publicou o quadro e a política para a chamada Fase Dois do desenvolvimento de energia eólica offshore na Irlanda, que foi aprovada em 7 de março, com críticas da associação setorial Wind Energy Ireland (WEI). A Fase Dois permitirá a realização de leilões de energia eólica offshore e será lançada no final de 2023. No entanto, a WEI afirma que as mudanças na política governamental ameaçam o cumprimento das metas de energia eólica offshore de 2030, especialmente devido à exigência de que todas as futuras fazendas de energia eólica offshore sejam construídas em áreas marinhas designadas que ainda não foram identificadas e a proposta de que futuras fazendas de energia eólica offshore não se conectem a pontos em terra. (Renewables Now – 10.03.2023)
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Gás e Termelétricas

Preço do diesel e da gasolina atingiu seu recorde histórico em 2022

A Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) publicou um relatório sobre a distribuição de combustíveis em postos de abastecimento em 2022 na Espanha. O relatório destaca que o preço dos combustíveis atingiu seu máximo histórico, devido à guerra na Ucrânia e às sanções às refinarias russas. O preço médio na Península Ibérica e Baleares foi de 1,790 euros por litro para a gasolina 95 e de 1,807 euros por litro para o gasóleo A. Em junho, os preços atingiram o máximo, ultrapassando os dois euros por litro. Os preços mais altos foram observados na BP, Cepsa e Repsol. As instalações independentes apresentaram os preços mais baixos. (Energias Renovables – 10.03.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Louis Dreyfus Company inicia operação de comercialização no mercado livre de energia

A Louis Dreyfus Company (LDC) começou a operar como comercializadora no mercado livre de energia brasileiro. A companhia vê como positiva essa movimentação, pois, além de participar desse mercado em expansão no Brasil, a operação contribui para fortalecer a atuação sustentável da empresa, com a comercialização de energia limpa. Atualmente, as instalações brasileiras da LDC já adquirem 90% da energia que consomem do mercado livre, com cerca de 35 MW médios mensais. Para atender a uma demanda crescente no país, a proposta da companhia é expandir a atuação do negócio de açúcar e etanol, abrangendo também a energia cogerada pelas usinas a partir da biomassa da cana. A LDC espera suprir assim a demanda da empresa e de seus clientes, aumentando a participação de energia renováveis na composição de uma matriz energética mais competitiva e sustentável. (CanalEnergia – 13.03.2023) 
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Biblioteca Virtual

CASTRO, Nivalde de; LEAL, Luiza Masseno; COSTA, Vinicius José da. "Inovação na cadeia de valor do hidrogênio".

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