IFE
03/02/2023

IFE 5.657

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
03/02/2023

IFE nº 5.657

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.657

Regulação

GESEL publica Observatório de Mobilidade Elétrica N° 9

O GESEL está lançando o relatório Observatório de Mobilidade Elétrica número nove. O Observatório de Mobilidade Elétrica do GESEL busca contribuir com a sistematização e divulgação do conhecimento através da identificação de melhores práticas, lacunas, desafios e perspectivas para a trajetória de uma mobilidade de baixo carbono nos âmbitos nacional e internacional.  Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 03.02.2023)
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Lula pede retirada de duas indicações de Bolsonaro à autoridade nuclear 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva apresentou proposta ao Congresso Nacional para a retirada de tramitação de nomes indicados pelo governo passado a posições em agências reguladoras. Além dos casos já relacionados à Aneel e ANM, envolvem ainda dois nomes enviados para posições na Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). Os pedidos foram publicados na edição de 31 de janeiro do Diário Oficial da União. Um deles é José Mauro Esteves dos Santos, indicado ainda em junho do ano passado pelo governo anterior para ser o diretor-Presidente da autarquia que tratará de segurança nuclear e que teria mandato de quatro anos. O segundo nome também foi enviado na mesma data, na mensagem do ex-presidente Nº 274, referente à indicação de outro diretor, Jefferson Borges Araújo, para exercer cargo com mandato de três anos na mesma autarquia. (CanalEnergia - 01.02.2023) 
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MME prorroga CP do Plano Trienal do Programa Nacional do Hidrogênio 

O Ministério de Minas e Energia divulgou que foi prorrogado o prazo da Consulta pública nº 147/2022 sobre o Plano de Trabalho Trienal 2023-2025 do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2). Os interessados em participar da CP poderão enviar as contribuições até o dia 28 de fevereiro. O objetivo, segundo o MME, é ampliar ainda mais a participação da sociedade neste plano que vai nortear as ações do governo federal no desenvolvimento do setor de hidrogênio nos próximos anos. No site de consultas públicas do MME está disponível a primeira proposta de Plano Trienal, apresentada, em dezembro do ano passado, em um webinar, no canal do MME no Youtube. Trata-se do resultado das atividades desenvolvidas no âmbito do PNH2 ao longo do ano de 2022 – um trabalho conjunto das cinco Câmaras, câmaras de Arcabouço Legal e Regulatório-Normativo (MME), de Capacitação de Recursos Humanos (Ministério da Educação), de Planejamento Energético (MME), de Abertura e Crescimento do Mercado e Competitividade (Ministério da Economia) e de Fortalecimento das Bases Científico-Tecnológicas (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), além de representantes do setor, incluindo instituições do setor público, privado e academia. Ao final da consulta pública, as contribuições serão devidamente divulgadas e analisadas pelo Comitê Gestor e Câmaras Temáticas do PNH2. (CanalEnergia - 01.02.2023) 
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EPE divulga Caderno de Estudos de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do ano de 2022

Rotineiramente a EPE publica uma série de estudos e pesquisas sobre geração e transmissão de energia elétrica, destinados a subsidiar o planejamento energético setoriaL. Alguns desses relatórios são de publicação periódica, como aqueles sobre os leilões de energia e de transmissão, enquanto outros buscam responder questões específicas, como aqueles sobre determinadas tecnologias. Embora tais estudos já tenham sido publicados no site da EPE à medida em que foram concluídos, busca-se com o Caderno de Estudos resumir em um único documento os trabalhos desenvolvidos ao longo de um ano, facilitando a busca pelos mesmos e ampliando a sua divulgação. (EPE – 02.01.2023) 
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Transição Energética

Cotado para cargo na Petrobras, Tolmasquim diz que vai lutar pela transição energética

Mauricio Tolmasquim, professor da do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), disse na quinta-feira (2) que vai militar pelo setor elétrico "onde quer que esteja". Ao participar de uma transmissão pela internet, Tolmasquim disse acreditar na transição energética e que vai lutar para que ela ocorra no país, estando ele no governo ou na universidade. Tolmasquim é cotado para ocupar diretoria nova na Petrobras voltada para a transição energética. Tolmasquim participou ontem do primeiro programa “Vozes da Energia”, promovido na internet pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Tolmasquim falou antes da divulgação, pela Petrobras, da indicação do presidente Jean Paul Prates de novos nomes para cinco das oito diretorias da companhia. Tolmasquim defendeu o uso do gás natural como elemento da transição energética, especialmente pelo setor industrial, cuja adoção é “fundamental”. Na visão dele, a utilização do gás pelo setor elétrico é complementar, sem fazer sentido o uso de geração térmica na base, que é o acionamento permanente das termelétricas. Para ele, o gás natural tem o papel de concatenar os agentes do mercado para viabilizar a transição energética. Tolmasquim também defendeu mais diálogo com os Estados para destravar a competição no mercado de gás, que tem novo marco legal, mas ainda sem efeitos práticos sobre os preços do insumo. Ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Tolmasquim disse ser preciso recuperar a governança do setor elétrico. Para ele, o planejamento energético tem sido trocado por acordos com o Congresso para atender a interesses pontuais. (Valor Econômico - 02.02.2023)
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‘Política verde’ na China ajuda a derrubar preços na metalurgia, aponta IBGE 

A intensificação de políticas em prol da melhora ambiental pelo governo da China, ao longo do ano passado, pode ter contribuído para queda recorde de preços no setor de metalurgia no Brasil apurados pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise é de Felipe Câmara, pesquisador do instituto e gerente do IPP, que mensura a chamada inflação “porta de fábrica”, sem impostos e fretes. O IBGE anunciou nessa quarta-feira (1º) o IPP de dezembro de 2022, que teve queda de 1,29%. No indicador, os preços de metalurgia caíram 1,30% no último mês do ano passado, sétima queda consecutiva no setor e o mais forte recuo desde começo da série do índice, em 2014. O técnico do IBGE lembrou que, no ano passado, a China fez fortes direcionamentos ao aumentar presença de energia renovável. Segundo ele, as siderúrgicas chinesas, emissoras de gás carbônico, diminuíram o ritmo de compra de minério de ferro, matéria-prima usada para compor aço e outros produtos metalúrgicos. (Valor Econômico - 01.02.2023) 
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Bilionário australiano mira energia e mineração na Argentina 

O bilionário australiano James Packer avalia um investimento nos setores de energia ou mineração da Argentina, segundo pessoas a par do assunto. Packer explorou opções de investimento, durante um jantar no final do ano em Buenos Aires com empresários e políticos, incluindo o ministro da Economia, Sergio Massa, disseram as fontes, que pediram anonimato. Ele herdou um império empresarial multibilionário quando seu pai Kerry morreu em 2005, e está com fundos de sobra após a venda, no ano passado, de sua participação na operadora de cassinos australiana Crown Resorts para a Blackstone por quase 9 bilhões de dólares australianos (US$ 6,4 bilhões). Ele tinha mais de um terço da Crown. (Valor Econômico - 02.02.2023) 
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Atraso em plano de energia pode comprometer crescimento econômico do Vietnã

O governo do Vietnã está mais de dois anos atrasado na decisão de um plano de energia de dez anos até 2030, já que os custos vertiginosos do gás natural liquefeito (GNL) deixam as autoridades sem um caminho acessível para a neutralidade de carbono. "Não pensei que demoraria tanto", disse um funcionário de uma empresa estrangeira relacionada à energia, reunindo o sentimento entre os expatriados no Vietnã. O plano de energia precisava ser aprovado até o fim de 2020, mas mais de dois anos depois, as autoridades ainda estão em desacordo sobre a estratégia correta. O Vietnã implementa políticas econômicas com base em planos decididos pelo Partido Comunista. Como regra geral, as autoridades não permitem que as empresas façam os investimentos necessários para um plano até que ele seja aprovado. (Valor Econômico - 02.02.2023) 
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Empresas

Petrobras: Presidente Jean Prates indica os primeiros nomes para empresa

Uma semana depois de ser aprovado como presidente da Petrobras pelo conselho de administração da empresa, Jean Paul Prates indicou A lista é formada por nomes técnicos e quatro dos indicados têm carreira na própria petroleira. Entre as indicações, a diretoria de exploração e produção será comandada pelo engenheiro mecânico Joelson Falcão, que foi gerente-executivo de águas profundas e de águas ultraprofundas da estatal. Além de Joelson Falcão, os seguintes nomes foram nomeados: Claudio Schlosser, para a diretoria-executiva de comercialização e logística; Carlos Travassos, para a área de desenvolvimento da produção; e William França, no refino e gás natural. Todos são funcionários de carreira da Petrobras. O quinto indicado, Carlos Augusto Barreto, será diretor-executivo de transformação digital e inovação. Além disso, fontes indicam que o ex-presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, será o diretor-executivo de transição energética e descarbonização. (Valor Econômico - 03.02.2023)
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Eletrobras confirma nova estrutura administrativa

A Eletrobras confirmou ao Valor a nova estrutura administrativa que deve ser anunciada ainda em fevereiro. O Valor apurou que a perspectiva é que o anúncio aconteça na semana que vem. A empresa contará com 11 vice-presidências, criadas ou surgidas no lugar das atuais diretorias. São elas: Operações e Segurança Operacional; Engenharia de Expansão; Comercialização; Estratégia e Desenvolvimento de Negócios; Regulação e Relações Institucionais; Financeiro e Relações com Investidores; Governança, Riscos e Conformidade; Suprimentos e Serviços; Gente e Cultura; Jurídico; e Inovação, P&D e TI. Além disso, a estrutura conta com duas diretorias, também ligadas à presidência da companhia: Sustentabilidade e Comunicação. A nova estrutura foi apresentada aos empregados da companhia no fim de dezembro e, desde então, a Eletrobras promoveu um processo de identificação de potenciais líderes para ocupar a chamada estrutura de topo. As subsidiárias da Eletrobras – Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul – terão três diretorias, cada uma: operação e manutenção (O&M), de comercialização e financeira, que se reportarão às respectivas vice-presidências da Eletrobras, reduzindo postos de gerência. (Valor Econômico - 02.02.2023) 
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Eletrobras contrata 1.000 funcionários e prevê novo PDV até 2024

A Eletrobras está avançando com a renovação de sua força de trabalho a partir da contratação de mil funcionários, buscando trazer mais jovens para seu quadro de pessoal em meio à reestruturação em curso após a privatização da empresa, disse nesta quarta-feira (1º) o CEO da elétrica, Wilson Ferreira Júnior. Em evento do banco Credit Suisse, ele ressaltou ainda que outro foco da companhia ao longo de 2023 será a organização de sua área de comercialização de energia no mercado livre, uma atividade que não era uma "expertise" da Eletrobras e que se torna ainda mais importante diante do atual cenário de preços baixos da energia. Do lado organizacional, Ferreira Júnior lembrou que a Eletrobras lançou um PDV (programa de demissão voluntária) no ano passado, que teve adesão de cerca de 2,5 mil empregados, principalmente da área operacional. Agora, a Eletrobras tem buscado "oxigenar" sua força de trabalho e está apostando no crescimento de áreas que serão importantes para o novo momento da companhia, como as digital e de M&A (fusões e aquisições, na sigla em inglês), afirmou o executivo. Segundo a CFO da Eletrobras, Elvira Presta, um acordo já firmado com o sindicato permitirá a abertura de um segundo PDV, até abril de 2024, envolvendo 20% de sua força de trabalho. (Folha de São Paulo – 01.02.2023) 
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Light: Dúvida sobre futuro faz ações derreterem

A confirmação da contratação da consultoria Laplace pela Light, a mesma que cuidou da recuperação judicial da Oi, em um momento em que o mercado ainda digere a crise da Americanas, levantou suspeitas sobre a distribuidora de energia elétrica carioca e sua saúde financeira. A concessão da companhia termina em 2026, e a percepção é que possa estar enfrentando problemas para rolar suas dívidas antes da renovação. As ações da Light, já abatidas desde a mudança de comando há cinco meses, voltaram a despencar esta semana. A cotação caiu pela metade com a saída de Raimundo Nonato de Castro, em agosto do ano passado. Derreteu ainda mais com a notícia da contratação da consultoria sem comunicado ao mercado, o que a companhia fez na terça-feira, 31, após pressão da Comissão de Valores Mobiliários. Ontem, o papel perdeu mais de 10%, movimento repetido na quarta-feira. O valor de mercado da Light, que chegou a atingir R$ 4 bilhões há um ano, hoje está abaixo de R$ 1,5 bilhão. O preço da ação da elética caiu de cerca de R$ 10 para um pouco mais de R$ 3 esta semana. (O Estado de São Paulo – 01.02.2023) 
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ESG: Cultura das empresas é ponto central da governança

A integridade e a cultura das empresas são pontos fundamentais para serem desenvolvidos na governança corporativa das empresas, avaliaram palestrantes do evento “ESG Fórum 2023″, realizado nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro de forma online. Os especialistas destacaram que os temas têm que partir dos executivos e conselheiros e permear o dia a dia das organizações. No fórum, realizado pelo site focado em profissionais de tecnologia TI Inside, cada dia foi focado em uma das letras da pauta ESG - o primeiro dia para as questões ambientais, o segundo para as sociais e o terceiro, para a governança corporativa. Em relação à governança, as palestras trataram sobre a relação com a temática ESG, com a avaliação de riscos e com a inovação. Em todas, a principal preocupação foi com a cultura da empresa, que deve estar presente em todos os momentos como o fio condutor das ações, sejam voltadas ao impacto, à mitigação de problemas ou a como criar coisas novas e mudanças. No primeiro dia, as palestras trataram de descarbonização (a caminhada rumo a uma economia que emita poucos gases de efeito estufa e compense o restante), transição energética e tratamento de resíduos sólidos. A tônica das conversas trouxe a urgência da pauta, necessária para evitar o desastre climático que poderia causar extinções de espécies e afetar a vida de bilhões de pessoas.BEntre as soluções citadas, a principal foi a cooperação entre governos e empresas. O papel dos governos foi visto tanto como o de agente como o de regulador. “Precisamos de políticas públicas que incentivem e demandem eficiência energética”, afirmou Luiza Junqueira, da consultoria StraubJunqueira. Em relação à transição energética, o tom foi mais esperançoso. “Em qualquer cenário, conservador ou otimista, percebe-se uma evolução”, afirmou Alexandre Rodrigues Tavares, da Vibra Energia. O Brasil é visto como um país de grande potencial para a geração de energia renovável - além das capacidades já instaladas de eólica e solar, pode aumentar o parque dessas fontes e liderar o hidrogênio verde. (O Estado de São Paulo – 02.01.2023)   
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Leilões

BTG Pactual promoverá leilão de energia em 09/02, com preços abaixo do PLD

O BTG Pactual promoverá na próxima quinta-feira, 09, um leilão para compra e venda de energia com preços abaixo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) mínimo, de R$ 69,04 por MWh. Podem participar compradores e vendedores de fonte convencional, provenientes de qualquer submercado, com períodos de suprimento no segundo, terceiro e quarto trimestres de 2023. Estão aptos a participar do leilão todos os participantes do mercado de energia elétrica autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). (Broadcast Energia - 02.02.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

PLD médio diário permanece no patamar mínimo regulatório, de R$ 69,04 por MWh, em todo o País

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) permanece no patamar mínimo regulatório, de R$ 69,04 por MWh, em todo o País para esta sexta-feira, 03. O indicador está no valor mínimo - que era de R$ 55,70 por MWh em 2022 - desde 14 de setembro do ano passado. O preço praticado ao longo do dia não apresenta oscilações de modo que os valores médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 03.02.2023)
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Geração de energia elétrica a partir de fonte renovável é recorde em 2022

O Brasil atingiu recorde de geração de energia a partir de fontes renováveis em 2022. 92% de toda eletricidade no SIN veio de usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa, segundo dados da CCEE. Este é o maior percentual dos últimos dez anos - desde que a matriz deixou de ser praticamente hídrica - e acontece no ano seguinte da pior crise hídrica em 91 anos, em que o Brasil quase enfrentou novo racionamento por falta de água nos reservatórios. O levantamento da CCEE aponta que dos 67,3 mil MWm produzidos no ano, quase 62 mil MWm foram gerados a partir de fontes renováveis - reflexo direto do cenário hídrico mais favorável e da expansão das usinas eólicas e solares fotovoltaicas. De acordo com o presidente do conselho de administração da CCEE, Rui Altieri, este resultado é fruto de uma matriz elétrica diversificada, característica que coloca o Brasil à frente de quase todos os países do mundo. Além do ganho ambiental, Altieri acrescenta que isso traz oportunidades em novos mercados, como o de créditos de carbono e de hidrogênio renovável. O professor do IE/UFRJ e coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, acrescenta que o resultado corrobora o potencial que o país possui em relação à transição energética e reforça Além do ganho ambiental, Altieri acrescenta que isso traz oportunidades em novos mercados, como o de créditos de carbono e de hidrogênio renovável. “O Brasil está quase três décadas à frente da Europa e do mundo que quer chegar a 2050 com 85% ou 90% de energia elétrica renovável. Isso é um vetor de competitividade imenso e temos que nos aproveitar dessa vantagem competitiva formulando uma política de reindustrialização (...), já que a competição entre os países vai se dar pela pegada de carbono entre os produtos", declarou Nivalde de Castro. (Valor Econômico - 01.02.2023)
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EPE: Consumo de energia elétrica pela indústria fecha 2022 em leve alta, mas cai em dezembro

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 1,2% no ano passado, para 508.576 GWh, segundo a EPE. Apenas o subsistema Nordeste registrou queda no consumo, de 0,2%, enquanto o consumo de energia do Norte subiu 6,9%. A indústria fechou 2022 com leve alta, de 0,4%, enquanto o setor comercial liderou o consumo de energia elétrica, com alta de 5,4% na comparação com 2021. Segundo a Resenha Mensal da EPE referente a dezembro, no último mês do ano passado, o consumo disparou nas residências, registrando alta de 4,6%, para 13.347 GWh. Já o setor industrial teve queda de 1% (14.930 GWh), o que não ocorria desde março, enquanto o comercial teve alta de 1,7% (8.095 GWh). No total, o consumo de energia elétrica em dezembro ficou em 43.347 GWh no Brasil, alta de 1% contra 2021. (Broadcast Energia - 02.02.2023)
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Mobilidade Elétrica

MME e EPE publicam novo caderno do PDE 2032: Eletromobilidade

O MME e a EPE publicaram o novo caderno do PDE 2032. Em relação a eletromobilidade, apontou-se que a eletrificação do transporte rodoviário no Brasil deve expandir-se continuamente ao longo da próxima década, avançando de forma significativa em certos nichos de aplicação. A penetração de motorizações alternativas no licenciamento de novos veículos semileves e leves, para uso com o transporte cargas, deve ser particularmente elevada, alcançando, em 2032, cerca de 20% para elétricos e 15% para híbridos. Contribuem para isso a eletrificação de nichos como da entrega em última milha, estimulada por compromissos ESG de grandes empresas, e por crescentes restrições às emissões e à circulação de veículos poluentes em áreas urbanas, principalmente metrópoles. A eletrificação de frotas de transporte público de massa também deve ancorar a disseminação da eletrificação em ônibus, elevando as projeções de licenciamentos de veículos elétricos novos para cerca de 10% em 2032. Observa-se que a eletrificação ainda enfrenta barreiras no curto prazo, especialmente em função do preço de aquisição dos ônibus e da infraestrutura de carregamento. Os licenciamentos de automóveis elétricos privados devem ser inicialmente limitados aos segmentos de maior renda, em função dos níveis de renda, do comprometimento da renda com o serviço da dívida, e dos patamares de preços de veículos novos. Para caminhões semipesados e pesados, a significância do peso e do custo das baterias torna a eletrificação mais difícil e onerosa, restringindo sua aplicação para distâncias menores. O desequilíbrio entre oferta e demanda tende a se refletir nos preços, dificultando a adoção generalizada da eletrificação. Clique aqui e acesse o Caderno de Eletromobilidade do PDE 2032. (EPE – 01.02.2023)  
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ACEA: Vendas de veículos elétricos na Europa fecham 2022 com alta de quase 30%

Segundo dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), as entregas de veículos eletrificados no último mês do ano atingiram 572.434 unidades. No último ano, foi atingido um volume de 1,57 milhões de unidades, que compara com os 1,21 milhões de unidades registados em 2021. O mercado europeu de veículos híbridos plug-in diminuiu 2,7% em termos homólogos, com 1,01 milhões de unidades, embora teve alta de 22,5% em dezembro, com volume de 325.916 unidades. Por seu turno, foram vendidos 18.421 veículos movidos a gás natural em todo o ano de 2022, o que representa um decréscimo de 57,6%. As matrículas de veículos elétricos na Europa cresceram 29,3% no último ano, com um volume de 1,57 milhões de unidades face às 1,21 milhões de unidades registadas em 2021. (Energías Renovables - 01.02.2023) 
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General Motors anuncia investimento no desenvolvimento da terceira maior mina de lítio do mundo

A General Motors e a empresa mineira Lithium Americas anunciaram ontem que vão realizar um investimento conjunto, no valor de 650 milhões de dólares (598 milhões de euros), para desenvolver a produção de lítio na mina de Thacker Pass, a maior jazida deste material em Estados Unidos e a terceira maior do mundo. Ambas as empresas anunciaram este investimento conjunto na terça-feira, o que representa o maior valor de uma montadora para produzir matérias-primas para baterias. De acordo com a Lithium Americas, o lítio extraído e processado desta mina pode suportar a produção de até um milhão de veículos elétricos por ano. Carbonato de lítio Thacker Pass será usado em células de bateria Ultium de propriedade da General Motors. Atualmente, a montadora está lançando uma oferta “ampla” de modelos elétricos que utilizam essas células de bateria. O investimento - informa a Europa Press - será dividido em duas parcelas. Os fundos para a primeira parcela serão mantidos sob custódia até que certas condições sejam atendidas. Se forem cumpridos, os fundos serão liberados e a General Motors se tornará acionista da Lithium Americas no máximo até o final de 2023. A segunda parcela ocorrerá depois que a Lithium Americas separar seus negócios nos EUA e na Argentina e depende de condições semelhantes , incluindo que a Lithium Americas garanta capital suficiente para financiar despesas de desenvolvimento para apoiar Thacker Pass. Assim, a produção em Thacker Pass começaria no segundo semestre de 2026. (Energías Renovables - 01.02.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Siemens/André Clark: Reindustrialização do Brasil passa pelo hidrogênio verde e Alemanha vê isso

A reindustrialização brasileira pretendida pelo governo Lula passa pelo hidrogênio verde, e a visita do chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil esta semana teve tudo a ver com isso, avaliou o presidente da Siemens Energy no Brasil, André Clark. Em entrevista, Clark explicou que a produção do hidrogênio verde virá em duas ondas. A primeira seria a produção de produtos com essa fonte de energia e, a segunda, o transporte do combustível, o que ainda é “tecnologicamente, tecnicamente e economicamente muito difícil”, informou. “Ao olhar o Brasil, a Alemanha enxerga uma potência de energias renováveis, com eólicas e solares, e com potencial de ir muito além. Temos 150 GW só no eólico offshore. Isso chama a atenção de qualquer nação no mundo, principalmente a Alemanha, que monta sua estratégia para o hidrogênio verde”, disse Clark. (Broadcast Energia - 01.02.2023)
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Energias Renováveis

Greener: Energia solar continuará competitiva mesmo sem subsídios

A consultoria Greener estimou que a geração distribuída solar fotovoltaica permanecerá competitiva mesmo com a retirada gradual dos subsídios. O marco legal da geração distribuída garantiu a gratuidade no uso das redes das distribuidoras até 2045 para projetos que pediram conexão à rede elétrica até 6 de janeiro de 2023. Após este prazo, a lei prevê a cobrança gradual pelo uso da rede até chegar a 29% em 2030. As mudanças fizeram o setor dar um salto, com 67,4% de crescimento na capacidade instalada em 2022 frente ao ano anterior. Com as novas regras para a compensação da energia injetada na rede de distribuição pelos sistemas de MMGD, alguns componentes, a depender da modalidade e porte do empreendimento de geração, deixarão de ser compensados de forma gradativa ao longo dos próximos anos. No entanto, a consultoria aponta que a diferença não é significativa a ponto de inviabilizar os empreendimentos. "Gerar a própria energia elétrica por meio desses sistemas e reduzir as despesas com as contas de luz ainda se mostra um tipo de investimento de alta rentabilidade e baixo risco", sublinha o relatório elaborado pela consultoria Greener. (Valor Econômico - 01.02.2023)
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Delta: Ingresso no segmento de geração solar

O grupo Delta Energia confirmou recentemente o ingresso no segmento de geração solar e irá acrescentar 100 MW ao seu portfólio. O foco do empreendimento será a geração distribuída (projetos com até 5 MW de capacidade), que vem apresentando um forte crescimento em boa medida pelos subsídios que garantiram gratuidade, até 2045, no uso da rede das distribuidoras (Tusd) para empreendimentos que pediram conexão à rede elétrica até 6 de janeiro de 2023. O vice-presidente institucional e regulatório da empresa, Luiz Fernando Leone Vianna, declarou que o momento agora é mais favorável e a empresa já tem garantido todos os pareceres de acesso, o que faz com que a empresa se enquadre na janela regulatória do benefício de isenção. O prazo para entrada de operação das usinas é um ano após a outorga da Aneel. Para o primeiro semestre, a previsão é que entrem em operação 10 MW. E mais 50 MW até o fim deste ano. O restante deverá funcionar até 2024. (Valor Econômico - 03.02.2023)
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Chesf e Goldwin: Acordo para fornecimento de aerogeradores

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras no Nordeste, e a empresa chinesa Goldwind assinaram recentemente um contrato no valor de R$ 66,6 milhões para fornecimento de equipamentos para a conclusão do Parque Eólico Casa Nova B, na Bahia. O projeto foi paralisado em 2014 com 60% de avanço físico, devido à falência do antigo fornecedor, a fabricante argentina Impsa, mas no final de 2021 a empresa anunciou que iria retomar o projeto. O Parque terá 27 MW de potência instalada distribuídos em 18 aerogeradores. Com a contratação, o Parque Eólico Casa Nova B, que já possui estruturas erguidas, terá obras retomadas a partir do segundo semestre deste ano e deve entrar em operação comercial em 2025. O contrato prevê a recuperação de aerogeradores instalados no município de Casa Nova (BA), beneficiando a comunidade local, inclusive os arrendantes, que passarão a receber um percentual da receita da energia gerada. (Valor Econômico - 02.02.2023)
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BBF: Emissão de debêntures para projetos de energia renovável

A Brasil BioFuels (BBF) informou recentemente que concluiu a captação de R$ 133,4 milhões por meio de emissão de debêntures, com o objetivo de finalizar a implantação de usinas termelétricas para a geração de energia renovável em Roraima. “Estamos captando investimentos e trazendo parceiros para um projeto completamente sustentável, que une descarbonização da Amazônia e desenvolvimento socioeconômico da região com foco em geração de emprego e renda no Norte do país”, afirma Milton Steagall, CEO da BBF. A BBF produz biocombustíveis e biomassa a partir da palma de óleo cultivada em plantio próprio. A empresa conta com uma usina para produção de biodiesel em Rondônia e, até 2025, pretende inaugurar a primeira biorrefinaria do país na Zona Franca de Manaus, para produção do diesel verde e combustível sustentável de aviação. (Valor Econômico - 01.02.2023)
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São Martinho: Início das operações de usina de etanol em GO

A usina de etanol de milho da São Martinho, localizada em Quirinópolis (GO), está em fase de testes e deve começar a operar com o grão em meados de fevereiro, afirmou Fábio Venturelli, CEO da companhia. O executivo está otimista com a capacidade que o etanol do milho terá para a redução da pegada de carbono da produção da Usina Boa Vista, que já produz o biocombustível a partir da cana-de-açúcar. O diferencial ambiental do etanol da unidade, explicou, deverá ser pelo uso da biomassa da cana para a geração da energia gasta na planta e pelo uso de milho safrinha, cujo cultivo representa um segundo uso do solo em uma mesma safra. “Abarcando o biometano, pode ser uma das intensidades de carbono mais baixas do mundo”, disse Venturelli. A produção de etanol a partir do milho terá capacidade de adicionar aproximadamente 220 milhões de litros ao ano, elevando a capacidade da Boa Vista para 660 milhões de litros anuais. Os investimentos da São Martinho no novo projeto chegam a R$ 740 milhões. (Valor Econômico - 01.02.2023)
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Camex: Fim da isenção da tarifa sobre o etanol de fora do Mercosul

A Camex decidiu não prorrogar a isenção do imposto de importação de etanol de países de fora do Mercosul. A taxa de 18%, que foi zerada em março do ano passado como tentativa de reduzir o preço da gasolina aos consumidores, voltará a vigorar no fim deste ano. Até lá, a alíquota será de 16%. O prazo da desoneração terminaria em 31 de dezembro de 2022, mas, depois, foi estendido até o fim de janeiro. Segundo o Ministério da Agricultura, o país está prestes a iniciar uma nova safra de cana-de-açúcar e tem capacidade para atender a demanda doméstica por etanol. “Essa desoneração, feita de forma despreparada, prejudicava a indústria nacional de etanol, que é responsável pela geração de empregos, oportunidades e energia limpa e que precisa ser valorizada”, afirmou, em nota, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. (Valor Econômico - 01.02.2023)
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Construir novas usinas eólicas e solares já é mais barato nos EUA do que manter usinas a carvão

As energias renováveis estão superando economicamente o carvão nos Estados Unidos a ponto de ser mais caro operar 99% das usinas de carvão do país do que construir uma nova usina solar ou eólica, de acordo com uma nova análise da Think Tank Energy. De acordo com o estudo Energy Innovation, relatado pela Bloomberg, a queda no custo da energia renovável, estimulada pela Lei de Redução da Inflação do ano passado, tornou mais barato construir um conjunto de painéis solares ou um grupo de novas turbinas eólicas e conectá-los à rede do que manter em operação as 210 usinas a carvão dos Estados Unidos. A nova análise compara o custo de abastecimento, operação e manutenção da frota de carvão dos EUA com a construção de novas usinas solares ou eólicas do zero na mesma região. Em média, o custo marginal das usinas a carvão é de US$ 36 por megawatt/hora, enquanto o da nova energia solar é de cerca de US$ 24 por megawatt/hora, ou um quarto mais barato. "O carvão é inequivocamente mais caro do que os recursos eólicos e solares, não é mais competitivo com as energias renováveis", disse Michelle Solomon, analista de políticas da Energy Innovation, que conduziu a análise. (Energías Renovables - 01.02.2023)
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Maior complexo fotovoltaico da Europa ficará em Portugal

O projeto Fernando Pessoa, localizado no concelho de Santiago do Cacém, perto de Sines, um hub logístico no sul da Europa, terá 1.200 megawatts de potência. Será o maior de toda a Europa e o quinto maior do mundo. O projeto é promovido pela Iberdrola, que terá como parceira a Prosolia Energy. Segundo os cálculos dos seus promotores, o complexo solar entrará em funcionamento em 2025 e vai gerar eletricidade suficiente para satisfazer a procura “de cerca de 430 mil habitações, uma população equivalente a quase o dobro da cidade do Porto”. José Ignacio Sánchez Galán, presidente da Iberdrola, afirma que, “a instalação solar de Fernando Pessoa representa um novo marco na Europa ao combinar as ambições de energia limpa com a geração de impactos ambientais e sociais positivos e tangíveis. Temos que reduzir nossa exposição aos combustíveis fósseis”. (Energías Renovables - 01.02.2023)
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Espanha 2023, onde o vento gera mais eletricidade do que toda a energia nuclear

A Wind Business Association (AEE) apresentou ontem um primeiro balanço do que foi o mês de janeiro em termos de eletricidade, e dois itens se destacam: "em janeiro - explicam da AEE - as renováveis geram 59,4% da eletricidade e baixam o preço spot do mercado em 65% em relação a janeiro de 2022, marcando o preço mensal mais barato desde maio de 2021". Segundo os dados fornecidos pela Associação, o preço da tarifa PVPC foi reduzido em 54% "devido ao aumento da substituição da geração com combustíveis fósseis por geração renovável indígena". A energia eólica tem sido a tecnologia que mais contribuiu com eletricidade para o mix, com 32,4% do total (7,5 terawatts-hora). El Sol de Enero, além disso, gerou mais eletricidade do que carvão, motores a diesel e cogeração (que usa principalmente gás natural) juntos. (Energías Renovables - 01.02.2023)
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Gás e Termelétricas

Sanções à Rússia mudam mapa de fornecedores de diesel ao Brasil

O perfil das importações brasileiras de diesel pode mudar com a entrada em vigor de novas sanções da União Europeia à Rússia, que vão incluir embargos a derivados de petróleo. A menor disponibilidade de diesel no mercado internacional, fruto das restrições, deve levar países importadores, como o Brasil, a diversificarem a sua base de fornecedores. Arábia Saudita e Emirados Árabes podem ser alternativas a fornecedores tradicionais como os Estados Unidos. As sanções podem fazer com que os EUA, principal supridor de diesel para o Braisl, prefiram vender mais para a Europa, que pode pagar mais pelas cargas. A demanda por diesel no Brasil em 2023 ainda é incerta, mas a tendência é que os importadores continuem a buscar diversificação de supridores: “Com o embargo, pode haver menor disponibilidade de diesel no mercado internacional e o Brasil pode ter que partir em busca de novos fornecedores”, diz Bruno Cordeiro, analista de petróleo e gás da consultoria StoneX. (Valor Econômico - 02.02.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Consumidores do mercado livre já economizaram R$ 339 bi em tarifas de energia

Os consumidores de energia que aderiram ao mercado livre (ACL) economizaram o total de R$ 339 bilhões em custos com energia, ao longo dos últimos 20 anos, em comparação com o que pagariam se fossem atendidos pelas concessionárias de distribuição, conforme dados compilados pela Abraceel na calculadora digital Economizômetro. Segundo a entidade, somente no ano passado a redução de custos foi de R$ 41 bilhões, tendo em vista que o preço energia comprada no ACL ficou, em média, 49% menor em comparação com as tarifas praticadas no mercado regulado (ACR). A significativa diferença foi impulsionada pelos baixos valores do megawatt-hora observados no ano passado, diante da melhora do cenário hidrológico do País a partir de 2022. (Broadcast Energia - 02.02.2023)
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Abradee: PL 414 deve andar nos próximos meses e permitirá abertura de mercado justa

 O diretor-presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira, voltou a cobrar que a abertura total do mercado livre de energia aconteça por meio do Projeto de Lei (PL) 414/2021, que na visão dele deve ser destravado nos próximos meses. "Até pelas interações que tivemos com a equipe de transição, existe [no governo] um entendimento sobre a importância do projeto", disse ele ao Broadcast Energia. Segundo ele, a aprovação da proposta poderá dar garantias tanto ao consumidor que migra para o mercado livre, quanto para aquele que se mantém nas distribuidoras. "Esse negócio de que quando sai do sistema deixa de pagar, acaba deixando a conta para aqueles que ficam", comentou. (Broadcast Energia - 02.02.2023)
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CNI: 56% das indústrias atendidas por distribuidoras desejam migrar para mercado livre

A permissão do governo para que todos os consumidores de energia atendidos em alta tensão possam migrar para o mercado livre, onde negociam os contratos diretamente com geradores e comercializadores, atraiu a atenção do setor industrial. Segundo pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 56% das indústrias que estão conectadas em alta tensão e estão no mercado regulado, onde são atendidas por distribuidoras, confirmaram que há possibilidade de migrar a partir de 2024. (Broadcast Energia - 03.02.2023)
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