IFE
11/01/2023

IFE 5.641

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
11/01/2023

IFE nº 5.641

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.641

Regulação

GESEL: Nivalde de Castro fala sobre recentes atos de sabotagem ao setor elétrico

O sistema elétrico nacional sofreu ataque nas últimas horas com a derrubada de três linhas de transmissão no Paraná e em Rondônia, sendo duas delas capazes de transportar grandes volumes de eletricidade. O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, avalia que os órgãos do setor elétrico, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério de Minas e Energia (MME) e as próprias empresas têm condições de suportar atos de sabotagem e terrorismo por causa da qualificação técnica que apresentam. “Obviamente isso desperta uma preocupação grande sobre a sociedade, já que eventualmente se uma destas linhas de transmissão for interrompida em algum horário de alta demanda pode gerar um efeito em cascata e causar um apagão em cidades, Estados e regiões, criando problemas de ordem múltiplas não só de atividade econômica, mas de hospitais”, diz Castro. (ValorEconômico – 11.01.2023)
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GESEL no Webinar “Análise da proposta do H2 Global sobre amônia” da AHK

Os pesquisadores do GESEL estarão presentes, no próximo dia 16/01, às 14h, no Webinar “Análise da proposta do H2 Global sobre amônia”, promovido pela AHK. No evento serão apresentados e debatidos os pré-requisitos e requisitos básicos para o primeiro leilão em duas etapas para a promoção da economia do hidrogênio fora da Europa, no sentido de atualizar o conhecimento sobre o tema. A abertura do evento será do Prof. Nivalde de Castro (Coordenador do GESEL). Os palestrantes, pesquisadores associados do GESEL, serão: Professor Nelson Siffert (ICT RESEL e GESEL) e Professora Thereza Aquino – (POLI/ UFRJ e GESEL). Inscrições podem ser feitas aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 10.01.2023)  
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Governo instala gabinete de crise contra ataques a instalações de energia 

O Ministério de Minas e Energia instalou um gabinete de crise com a participação da Agência Nacional de Energia Elétrica para acompanhar a situação do sistema elétrico brasileiro. O grupo responsável pelo monitoramento foi instalado nesta segunda-feira, 9 de janeiro, após o registro de ocorrências de vandalismo em instalações de transmissão por manifestantes golpistas, praticadas entre a noite de domingo, 8 de janeiro, e a madrugada de segunda. A Aneel enviou no dia 9 de janeiro ofícios ao Operador Nacional do Sistema Elétrico e às concessionárias de geração, transmissão e distribuição, com instruções relacionadas à manutenção da integridade física e cibernética dos ativos mapeados como infraestruturas críticas do Sistema Interligado Nacional. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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ONS adotará medidas especiais para operação de gabinete de crise

O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que está adotando medidas que costumam ser aplicadas em eventos especiais como eleições, Copa do Mundo e Olimpíadas. A decisão veio após a instalação de um Gabinete de Acompanhamento da Situação do Sistema Elétrico Brasileiro, criado para manter a segurança do Sistema Interligado Nacional. O gabinete foi criado depois de ocorrências registradas em linhas de transmissão em diferentes localidades que ocorreram entre a noite de domingo e a madrugada da última segunda-feira. Horas antes, grupos bolsonaristas atacaram as sedes dos poderes Executivos, Legislativo e Judiciário em Brasília (DF). (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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Itaipu: produção de energia elétrica está normal depois de derrubada de torre

A usina hidrelétrica binacional de Itaipu afirmou, em nota, que sua produção “segue normal”. A companhia foi questionada a respeito da derrubada de uma torre de transmissão que leva energia do empreendimento à subestação de Ibiúna, em São Paulo, a 50 quilômetros da subestação de Furnas, durante a madrugada da segunda-feira, 09. A ocorrência consta em um dos boletins do gabinete de acompanhamento da situação do Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), que reúne Ministério de Minas e Energia (MME), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O grupo foi criado para monitorar a segurança de instalações do setor, após a queda de três torres de transmissão de energia: esta no Paraná e outras duas em Rondônia. As empresas reportarem indícios de vandalismo e sabotagem. (BroadCast Energia – 10.01.2023)  
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Transição Energética

Japão e EUA cooperarão no desenvolvimento de reator avançado

Os dois países planejam trabalhar juntos no desenvolvimento e construção de reatores avançados de próxima geração, incluindo pequenos reatores modulares, disseram o ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Yasutoshi Nishimura, e a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, após reunião em Washington DC. Os ministros discutiram a situação da segurança energética global e o fortalecimento da cooperação em energia limpa, bem como a importância das transições de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética, energia nuclear, energia geotérmica e produção e uso de hidrogênio e amônia. (World Nuclear News – 10.01.2023) 
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EUA: Grandes data centers poderão usar a energia gerada de pequenos reatores nucleares para abastecimento 

O uso da fonte nuclear pode ser uma opção viável para fornecer energia limpa a alguns dos maiores centros de dados do mundo. Os analistas da empresa de pesquisa de tecnologia Omdia argumentam que pequenos reatores modulares (SMRs) podem se tornar predominantes nos próximos anos, substituindo a necessidade de centros de dados de extrair energia da rede por sua própria alternativa ecológica. Esses reatores têm sido usados em certas indústrias por muitos anos, como a propulsão de submarinos da Marinha dos Estados Unidos, que tem mais de 80 navios empregando a tecnologia. As SMRs produzem muito menos energia do que as instalações nucleares padrão, medidas em megawatts em vez de gigawatts. (Petronotícias - 10.01.2023) 
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EUA: Administração Biden-Harris lança o primeiro projeto para descarbonizar o setor de transporte

A Administração Biden-Harris divulgou no dia 10 de janeiro o Plano Nacional dos EUA para a Descarbonização do Transporte. Desenvolvido pelos departamentos de Energia, Transporte, Habitação e Desenvolvimento Urbano e pela Agência de Proteção Ambiental, o Blueprint é uma estratégia histórica para cortar todas as emissões de gases do efeito estufa do setor de transporte até 2050. Ele exemplifica todo o governo da administração Biden-Harris abordagem para lidar com a crise climática e cumprir as metas do presidente Biden de garantir uma rede elétrica 100% limpa até 2035 e atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050. no futuro de nossa nação que transformará a maneira como nos movemos e vivemos enquanto construímos a espinha dorsal de um sistema de transporte mais seguro e sustentável. (EE Online – 10.01.2023) 
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Transição energética em 2023: para uma nova era 

2022 marcou o fim de uma era na transição energética de baixo carbono, em mais de uma maneira. No início do ano, já estava claro que os custos de energia limpa estavam aumentando pela primeira vez na memória, e as questões da cadeia de suprimentos surgiram como um desafio fundamental para a transição. Os custos da dívida finalmente começaram a subir depois de muitos anos de dinheiro barato e com isso os custos de financiamento de projetos renováveis. A crise global de energia e a guerra na Ucrânia puseram fim à era de baixos preços de energia e commodities que muitos pensavam que duraria anos, enquanto a inflação, as flutuações cambiais e as recessões iminentes criaram um novo e desafiador ambiente de investimento, apertando os cofres públicos. O risco geopolítico e a interrupção estão agora mais interligados com as questões de transição energética do que nunca. (BNEF – 10.01.2023) 
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Empresas

CPFL investirá R$ 25,4 bi até 2027

A CPFL Energia informou nesta terça-feira, 10 de janeiro, que o conselho de administração aprovou a proposta de investimentos no valor de R$ 25,4 bilhões para o período de 2023 até 2027. Do total, R$ 20,5 bilhões serão destinados ao segmento de distribuição, R$ 3,1 bilhões para transmissão, cerca de R$ 1,2 bilhão a geração e R$ 412 milhões em comercialização e serviços. Dentre as subsidiárias, a CPFL Paulista receberá cerca de R$ 8,4 bilhões durante o período de 2023 a 2027, RGE Sul com R$ 8,3 bilhões e a CPFL com R$ 2,3 bilhões. Para o ano de 2023, os investimentos estão previstos da seguinte forma: R$ 3,9 bilhões para o segmento de distribuição, R$ 642 milhões para transmissão, R$ 519 milhões serão destinados ao segmento de geração e R$ 125 para a comercialização e serviços. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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CPFL Energia divulga projeções para 2023-2027

A CPFL Energia comunica que seu Conselho de Administração aprovou a proposta da Diretoria Executiva para as Projeções Plurianuais 2023-2027 da companhia, a qual foi previamente debatida com o Comitê de Finanças e Gestão de Riscos. Dentre as Projeções, incluem-se as novas estimativas de investimentos totalizando R$ 25,382 bilhões, a serem executados até 2027. Desse valor, R$ 20,588 bilhões seriam destinados à Distribuição, R$ 3,178 bilhões à Transmissão, R$ 1,204 bilhão à Geração, e R$ 412 milhões a Comercialização e Serviços. Apenas no ano de 2023, a companhia espera um investimento total de R$ 5,215 bilhões, 7,37% menor do que o investimento realizado em 2022 até o mês de setembro (R$ 5,630 bilhões). (BroadCast Energia – 10.01.2023) 
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EDP: Transmissão, o caminho da energia renovável

Projeções indicam grande impulso da energia renovável no Brasil nos próximos anos, estimulado pela queda dos custos e pelos benefícios ambientais. A EDP vem participando ativamente desse processo, com investimento global de 24 bilhões de euros (o equivalente a R$ 132 bilhões) em transição energética. Apenas no Brasil, dos R$ 18,2 bilhões de investimentos que o grupo fará até 2025, R$ 5,7 bilhões serão direcionados para a geração de energia solar. Para que a expansão das renováveis se materialize na matriz energética brasileira, no entanto, é preciso investir na infraestrutura de transmissão, que viabiliza o transporte de energia das regiões geradoras para todo o Brasil. No último dia 16, a empresa arrematou o Lote 2 do Leilão de Transmissão 02/2022, realizado pela Aneel, ao apresentar proposta de recei ta anual permitida (RAP) de R$ 24,9 milhões para a construção de 188 quilômetros de redes de transmissão que ligarão as cidades de Porto Velho a Abunã, no Estado de Rondônia. Em 2023, a previsão da companhia é participar dos próximos leilões, além de continuar atenta às oportunidades também no mercado secundário. Desde 2017, a EDP já investiu R$ 4,7 bilhões em obras e projetos de transmissão no Brasil, chegando a 2.616 km de linhas em seu portfólio. A empresa trabalha para manter o nível de excelência na execução das obras, com entregas antecipadas frente aos cronogramas regulatórios estabelecidos pela Aneel, uma característica da EDP nos lotes já concluídos. (O Estado de São Paulo – 11.01.2023) 
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Equatorial tem prejuízo de R$ 7 mi com furto de cabos no RS

A CEEE Equatorial registrou um prejuízo de aproximadamente R$ 7 milhões com o furto de 110 toneladas de cabos da concessão gaúcha ao longo de 2022. A companhia informou ter identificado 6.875 casos em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Entre as cidades mais impactadas estão Rio Grande, no litoral Sul, a capital Porto Alegre, além das praias de Tramandaí, Capão da Canoa e Pinhal, no litoral Norte. Em geral, os cabos são retirados para a extração do cobre, produto comumente vendido em ferros-velhos. No ano anterior foram 51,5 toneladas furtadas, representando prejuízo aproximado de R$ 5 milhões. De acordo com a companhia, a prática em Porto Alegre caracteriza-se pelo furto pequeno, de cerca de 30 m a 40 m de cobre. Em 2022 foram 2.381 ocorrências na capital, resultando em 71,4 km de cabos furtados ou 26 toneladas do produto, com prejuízo de aproximadamente R$ 1,7 milhão e afetando 900 mil clientes. Este número só é superado por Rio Grande, que chega a 2.731 casos. Já no litoral norte os furtos são maiores, com subtração de até três ou quatro km de cabos por ocorrência e cinco casos por dia, em média. No ano passado as equipes flagraram 1.763 ocorrências na região, com um total de 145 km de cabos furtados ou 53,7 toneladas do produto e prejuízo de cerca de R$ 3,35 milhões afetando 345 mil consumidores. Além dos balneários referidos anteriormente, São José do Norte, Tavares, Mostardas, Osório e Arroio do Sal também integram os municípios com mais casos no litoral. São impactos de até 60% na Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e na Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC). Ao mesmo tempo, a empresa ressaltou que vem substituindo os cabos de cobre pelos de alumínio, produto menos procurado no mercado, tendo já efetuado a troca em 150 km no ano que passou. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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Coelba abre inscrições para monitoramento do consumo em tempo real

A Neoenergia Coelba abriu inscrições para que consumidores residenciais possam monitorar o seu consumo de energia em tempo real. A expectativa é que 600 clientes sejam contemplados e recebam, gratuitamente, o equipamento que possibilita acesso à plataforma de acompanhamento. Dentre as principais funcionalidades, o sistema apresenta o consumo de alguns equipamentos, a estimativa do valor da próxima fatura e dicas para economizar energia. Para participar, os clientes devem estar adimplentes com a distribuidora, serem consumidores residenciais com consumo mínimo de 200 kWh/mês e terem bom sinal de wi-fi no medidor de energia. As inscrições serão realizadas por lotes até o preenchimento das vagas. Após encerramento de cada lote, os clientes interessados poderão cadastrar seus contatos no site para notificação da data de abertura de novos lotes. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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Neoenergia Pernambuco: Promove aulas de energia

A Neoenergia Pernambuco está promovendo até o dia 3 de fevereiro aulas de energia no Espaço Ciência, localizado no Parque Memorial Arcoverde, em Olinda. As aulas acontecem de forma gratuita, interativa e tecnológica para crianças e adolescentes. Na programação, sempre realizada de segunda a sexta, das 8h às 17h, são apresentados aos visitantes os conceitos da eficiência energética, meio ambiente e segurança de forma lúdica. As interações estão acontecendo na recepção da entrada de visitação do Espaço Ciência. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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Arcelormittal comemora reconhecimento internacional à área de sustentabilidade da unidade de Monlevade

A unidade da ArcelorMittal localizada em João Monlevade (MG) recebeu um importante reconhecimento internacional na área de sustentabilidade. A planta industrial, que completou 87 anos de atividades, teve suas operações certificadas de acordo com padrão ResponsibleSteel, uma iniciativa global de normalização e certificação que trabalha para maximizar a produção sustentável de aço. Durante um ano, a Unidade passou por um processo de auditoria que incluiu o levantamento de informações detalhadas sobre as práticas sustentáveis desenvolvidas. “Esta conquista demonstra que o aço foi produzido de maneira responsável em todas as etapas na unidade de Monlevade – desde o recebimento da matéria-prima até a entrega de soluções para o mercado. Além disso, reforça o fato de que a ArcelorMittal tem as melhores práticas de sustentabilidade no mundo”, disse o Diretor de Operações da unidade, Fabiano Cristeli. Os auditores da DNV Brasil visitaram todas as instalações da Unidade de Monlevade para avaliar as operações e processos disseram que a certificação ResponsibleSteel é uma das mais complexas a serem conquistadas. (Petronotícias - 11.01.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

PLD médio diário mantém-se em R$ 69,04 por MWh, valor mínimo regulatório, para 11/01

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) válido para esta quarta-feira, 11, é de R$ 69,04 por MWh em todos os subsistemas do País. O montante equivale ao patamar mínimo regulatório de 2023.O indicador está no valor mínimo desde 14 de setembro, mas, em 2022, o montante mínimo fixado era R$ 55,70 por MWh. O preço praticado ao longo do dia não apresentou oscilações de modo que os valores médios, mínimos e máximos foram coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas sobre os reservatórios e o nível de armazenamento nas usinas hidrelétricas. (BroadCast Energia – 11.01.2023) 
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Reservatórios do Sul recuam e operam com 85% de sua capacidade

Os reservatórios do Sul tiveram queda de 0,1 ponto percentual na última segunda-feira, 9 de janeiro, segundo o boletim do ONS. O subsistema trabalha com 85,1% de sua capacidade. A energia armazenada marca 17.410 MW mês e ENA é de 5.613 MW med, equivalente a 77% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A região Nordeste contou com crescimento de 0,7 p.p e está operando com 73,9% de sua capacidade. A energia retida é de 38.179 MW mês e ENA aponta 13.917 MW med, valor que corresponde a 106% da MLT. Já o submercado do Sudeste/Centro-Oeste subiu 1 p.p e operava com 59,4% do armazenamento. A energia armazenada mostrava 121.420 MW mês e a ENA aparecia com 92.138 MW med, o mesmo que 101% da MLT. A região Norte teve elevação de 1,4 p.p e trabalhava com 71,8%. A energia armazenada indicava 10.981MW mês e a energia natural afluente computava 19.939 MW med, correspondendo a 121% da MLT. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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Chesf inicia controle de cheia no São Francisco

A Chesf anunciou que irá aumentar gradativamente a saída de água dos reservatórios de duas hidrelétricas a UHE Sobradinho (BA, 1.050 MW) e a UHE Xingó (AL/SE, 3.162 MW) até a próxima sexta-feira, devido à declaração de situação de controle de cheia na Bacia do Rio do São Francisco pelo ONS. A empresa esclareceu que o reservatório de Sobradinho iniciou nesta segunda-feira, 9 de janeiro, a liberação de 1.800 m³/s, com aumentos gradativos de 500 m³/s por dia, atingindo na quinta-feira (12 de janeiro) 3.000 m³/s. Xingó terá o mesmo aumento gradual de vazão, indo de 1.500 m³/s até atingir 3.000 m³/s, conforme tabela de programação abaixo. A companhia destacou ainda que os valores informados são médios diários e que a Bacia do São Francisco se encontra no período úmido. (CanalEnergia - 10.01.2023) 
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BCE prevê que a alta dos preços de energia deve pesar no consumo nos próximos trimestres

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a alta nos preços de energia, resultante da guerra da Rússia na Ucrânia, vai continuar pesando nos gastos com consumo da zona do euro nos próximos trimestres, segundo análise integrante do boletim econômico do BCE publicado nesta quarta-feira. "Uma vez que os preços de energia e a incerteza se mantêm elevados, o rendimento disponível real das famílias (deve ter diminuído) ainda mais na virada do ano, com efeitos negativos nas despesas com consumo e, em particular, nos bens duráveis, apesar do provável impacto positivo de um novo abrandamento de gargalos de oferta", diz o BCE. O consumo de serviços também deverá se enfraquecer, apesar de sua relativa resiliência a aumentos nos preços de energia, à medida que os efeitos da reabertura econômica diminuírem gradualmente, acrescenta o BCE. (BroadCast Energia – 11.01.2023) 
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Mobilidade Elétrica

Brasil ocupa a posição 20 em ranking sobre infraestrutura para VEs

O segmento e a infraestrutura de carregamento para veículos elétricos permanecem como exceção à regra na indústria automotiva global, que ainda passa por um momento delicado em meio a vários desafios de ordem econômica e política. Essa é a conclusão da 3ª edição da análise 'EV Charging', compartilhada pela Roland Berger. Em linhas gerais, o estudo mostra que as vendas de carros elétricos e o desenvolvimento da infraestrutura de carregamento têm avançado em quase todas as regiões do planeta. Esta terceira edição cobre os 30 principais mercados, representando mais de 93% do total das vendas globais de veículos elétricos. O ranking pontua cada um dos 30 mercados participantes com base em 27 indicadores. A pontuação total variou entre 16 e 81 pontos (de um total de 100), com a China novamente ocupando o primeiro lugar. Alemanha (71) e Holanda (69) ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, tirando os EUA (68) do pódio. Enquanto isso, o Reino Unido (66) recuperou sua posição entre os cinco primeiros. O Brasil, presente a partir da segunda análise, ficou na 20ª posição neste terceiro estudo da consultoria europeia. O estudo conclui que houve um forte aumento de interesse pelos carros elétricos na Europa inicialmente, mas que caiu bastante nos últimos meses por conta dos altos preços de energia por lá. Os países emergentes e o sudeste asiático continuam impulsionando a demanda global. (Inside EVs - 10.01.2023)  
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Reciclagem de VEs já é uma realidade no Brasil

Nos últimos meses, a BMW Group Brasil, a metalúrgica Tupy e o Senai Paraná fecharam uma parceria para criar processos sustentáveis que garantam a recuperação de compostos químicos das baterias de carros elétricos. Com investimentos iniciais de R$3,4 milhões, cada empresa trará conhecimentos específicos para os estudos dentro da sua área de atuação. A missão da parceria é desenvolver a reciclagem de baterias de lítio por hidrometalurgia, sendo o processo mais ecológico para reciclagem de carros elétricos. Além de emitir menos gases de efeito estufa, ela também não depende grosseiramente da extração de minerais. A iniciativa prevê um novo cenário para o uso de minerais reciclados na fabricação de baterias novas. Assim, a dependência de matéria-prima mineral primária seja consideravelmente reduzida. Com duração de 2 anos, é esperado que os primeiros resultados saiam ainda no primeiro trimestre deste ano. Por fim, o projeto tem como missão a reciclagem de baterias de carros elétricos, para garantir a ressíntese do material ativo de uma bateria, para garantir 100% de reciclagem. Além disso, todo o processo deverá ser ecológico, para assegurar o potencial sustentável da iniciativa. (Click Petróleo e Gás - 10.01.2023) 
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Paulo Sales/Moura: “Eletrificação dos automóveis é uma ameaça à indústria das baterias de chumbo, mas também traz oportunidades”

Para o presidente do conselho de administração da Moura, Paulo Sales, a eletrificação dos automóveis é uma ameaça à indústria das baterias de chumbo, mas também traz oportunidades. O executivo não vê a possibilidade de produção de baterias de lítio no Brasil tão cedo. “Não há escala”, afirma. “A fabricação de células de lítio envolve altos investimentos”, completa. Já as oportunidades aparecerão, segundo ele, a partir da perspectiva de desenvolvimento e produção de carros híbridos no país. O híbrido funciona com dois motores. Um a combustão ajuda a carregar o elétrico e também entra em ação em determinadas circunstâncias de direção. Mas o avanço tecnológico dos automóveis também abre portas. Alguns dos novos equipamentos dos carros precisam de baterias. A Moura participou, por exemplo, do desenvolvimento da tecnologia chamada “start/stop”, usada em veículos que desligam automaticamente quando o carro está parado, num semáforo, por exemplo. “Mais de 70% dos veículos que contam com esse aparato e circulam no país têm uma bateria Moura de fábrica”, afirma Sérgio Moura, presidente do conselho de acumuladores da companhia. Enquanto a eletrificação não avança na produção de veículos no Brasil, a empresa dá alguns passos nessa direção. Um dos mais importantes é o fornecimento dos conjuntos de baterias para o caminhão elétrico da Volkswagen. Sales esteve na China para negociar a importação de células de lítio. Apesar de a bateria de chumbo ainda ser a mais usada em setores como industrial, ferroviário e barcos, o lítio começa também a aparecer, segundo a Moura, em alguns segmentos. Na área industrial, o metal passou a ser uma opção para a produção de empilhadeiras mais leves. De um jeito ou de outro, o grupo tenta perseguir inovação e novos hábitos. (Valor Econômico - 11.01.2023) 
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GM lançará VEs com plataforma Ultium na China em 2023

O mercado chinês é de extrema importância para a General Motors (GM), tanto que a empresa anunciou que lançará nada menos do que quatro carros 100% elétricos baseados na moderna plataforma Ultium. As próximas novidades chegarão logo depois da empresa terminar de introduzir o novo SUV Cadillac Lyriq por lá, que é o primeiro modelo da GM com a nova tecnologia livre de emissões de carbono na China. Quem comandará a nova ofensiva de lançamentos no maior mercado de carros eletrificados do mundo será a SAIC-GM, principal joint venture da montadora na China. Vale dizer que estão previstos modelos que vão além da marca Cadillac, sendo esperados carros feitos sobre a plataforma Ultium com as marcas Chevrolet e Buick – essa última com bastante importância mercadológica para a GM na China. (Inside EVs - 11.01.2023) 
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Empresas investem na atividade de reciclagem das baterias dos VEs

A reciclagem de carros elétricos é mais difícil do que os carros convencionais. Isso porque a reciclagem comum de sucata é fácil, e os carros a combustão possuem grandes corpos de aço e peças fundidas de transmissão de alumínio. Por outro lado, quando analisamos os componentes e minerais nos motores, percebemos que as baterias de carros elétricos são mais difíceis de separar, atrasando a reciclagem. No entanto, esse processo não é impossível. Aliás, por serem extremamente valiosos, a reciclagem de carros elétricos acaba valendo muito a pena. Mesmo que seja mais difícil, a reciclagem de carros elétricos deve ser um tema essencial para montadoras e interessados na situação ecológica do planeta. Sendo assim, JB Straubel, que ficou famoso por inventar o hardware significativo da Tesla, agora possui a sua própria empresa – a Redwood Materials – para começar a reciclagem de carros elétricos. Além disso, outras empresas já estão de olho no segmento para sair na frente da concorrência. A Northolt, uma das maiores empresas no fornecimento de baterias para carros elétricos na Europa, está criando uma usina de reciclagem. Por outro lado, a Renault está transformando a Flins, uma fábrica histórica de fabricação de carros, em um conglomerado para reciclagem de carros elétricos. Lentamente, os processos de reciclagem serão aprimorados. Atualmente, existem dois sistemas para isso: a pirometalurgia que, ao usar calor, consome energia – que precisa ser renovável. E temos também a hidrometalurgia, que usa produtos químicos, ou seja, é necessário limpar os resíduos. Em ambos os casos, é esperado que a reciclagem de carros elétricos seja acelerada para combater problemas ecológicos de sua fabricação. (Click Petróleo e Gás - 10.01.2023) 
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Grupo Moura produzirá bicicletas elétricas

O Grupo Moura se prepara para começar a produzir bicicletas elétricas. Desta vez, porém, a empresa pernambucana deixará suas origens, em Belo Jardim, para instalar a nova linha em Manaus. O presidente do conselho de administração da rede, Paulo Sales, bem que gostaria que, assim como as baterias, também as bicicletas fossem produzidas no agreste pernambucano. Mas seria impossível enfrentar os concorrentes, instalados em Manaus para aproveitar os incentivos oferecidos na Zona Franca. Segundo Sales, inicialmente, a produção das bicicletas elétricas será totalmente feita com peças importadas da China. A direção da Moura não fornece, ainda, detalhes do projeto. Nem a data de lançamento. O nome da bicicleta também é mantido em segredo. (Valor Econômico - 11.01.2023)  
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Inovação e Tecnologia

Cepel apoia elaboração do Programa Nacional do Hidrogênio até 2025

O Cepel participou da elaboração do Plano de Trabalho Trienal do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), recentemente disponibilizado pelo Ministério de Minas e Energia para consulta pública. O documento está estruturado em cinco Câmaras Temáticas, cada uma delas focada em ações no período de 2023 a 2025. Dentre os vários temas abordados, os especialistas enfatizaram as contribuições e possíveis futuros desdobramentos no âmbito do PNH2 relacionados principalmente com os eixos de Tecnologia e de Mercado. Foram destaques as análises tecnológicas, os estudos de eficiência e a integração energéticas, as análises técnico-econômicas e as atividades de certificação e de segurança, segmentos nos quais a entidade já atuou em projetos na área de Tecnologias do Hidrogênio. (CanalEnergia - 09.01.2023)
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Patentes de hidrogênio indicam mudança para tecnologias limpas, como eletrólise, de acordo com novo estudo conjunto da IEA e EPO

O desenvolvimento da tecnologia de hidrogênio está mudando para soluções de baixa emissão, como a eletrólise, de acordo com um estudo conjunto de patentes do Escritório Europeu de Patentes (EPO) e da Agência Internacional de Energia (IEA). O relatório é o primeiro de seu tipo e usa dados de patentes globais para fornecer uma análise abrangente e atualizada da inovação em todas as tecnologias de hidrogênio. Abrange toda a gama de tecnologias, desde o fornecimento de hidrogênio até o armazenamento, distribuição e transformação, bem como aplicações de uso final. O estudo apresenta as principais tendências em tecnologias de hidrogênio de 2011 a 2020, medidas em termos de famílias de patentes internacionais (IPFs), cada uma representando uma invenção de alto valor para a qual os pedidos de patente foram arquivados em dois ou mais escritórios de patentes em todo o mundo. (EE Online – 10.01.2023) 
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Atualização tecnológica de Itaipu deve avançar em 2023

O plano de atualização tecnológica de Itaipu, que começou a ser executado em 2022, terá uma série de atividades programadas para 2023. Entre elas, a elaboração dos projetos executivos dos geradores a diesel, do sistema Scada e da rede de tecnologia de automação (RTA). Além disso, estão previstos avanços nas obras dos novos almoxarifados e dos centros de integração de sistemas e capacitação, que serão realizadas por empresas paraguaias. Também está prevista para 2023 a conclusão das especificações técnicas, o início do processo de licitação da atualização tecnológica da subestação da margem direita e a contratação dos serviços de apoio de engenharia. (CanalEnergia - 09.01.2023)
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Energias Renováveis

Proposta prevê política de ampliação da GD para baixa renda

A criação de um programa que possibilite o acesso de consumidores vulneráveis ao sistemas de geração distribuída, especialmente a energia solar fotovoltaica, é uma das medidas emergenciais recomendadas pela equipe de transição ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A política pública deverá contemplar, prioritariamente, escolas públicas e postos de saúde, consumidores de baixa renda, imóveis populares do Programa Minha Casa Minha Vida, favelas e cortiços, populações tradicionais, agricultura familiar, população atingida por barragens e assentamentos de reforma agrária. A proposta incluída no relatório final do grupo técnico de Minas e Energia prevê a aplicação de recursos nesse processo, sem a criação de novos custos para a Conta de Desenvolvimento Energético. (CanalEnergia - 09.01.2023)
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ABGD quer entrar na Justiça para garantir acesso de projetos de GD ao Reidi

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) pretende levar à sua assembleia geral ordinária no próximo dia 24, uma proposta de entrar com ação judicial contra a Secretaria da Receita Federal para que os projetos de associados da entidade sejam enquadrados no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura (Reidi), independentemente de outorga do Ministério de Minas e Energia (MME). O Reidi foi criado em 2007 pelo governo e prevê a desoneração para a implantação de projetos de infraestrutura no País. (BroadCast Energia – 09.01.2023)
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BNDES aprova financiamentos para 1,5 GW eólicos e solares

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou neste mês financiamentos para a implantação de dois complexos eólicos e um solar, assim como as linhas de transmissão associadas na Bahia e em Minas Gerais. Somando 1,5 GW em capacidade instalada, os investimentos totais alcançam R$ 10,6 bilhões, com empréstimo de R$ 3,5 bilhões por meio do programa BNDES Finem. Segundo a instituição, a energia gerada pelas plantas será equivalente a necessária para atender cerca de 2,6 milhões de residências e a mais de 8,6 milhões toneladas de CO2 de emissões evitadas ao longo da vida útil dos projetos. Além da capacidade instalada renovável, os projetos contribuem também para o desenvolvimento do mercado livre de energia no país. (CanalEnergia - 09.01.2023)
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Gás e Termelétricas

Petrobras: gás natural terá redução de 11,1% em R$/m3 de novembro 2022 a janeiro 2023

A Petrobras reduziu em 11,1% por R$/m3 o gás natural transportado e distribuído por dutos de novembro de 2022 a janeiro de 2023. Os reajustes do gás natural da estatal são trimestrais e obedecem a contratos com as distribuidoras. "Tais contratos preveem atualizações trimestrais e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Durante esse período, o petróleo teve queda de 11,9%; e o câmbio teve depreciação de 0,2%", informou a estatal em nota. A Petrobras destacou também, que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. (BroadCast Energia – 10.01.2023) 
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Abegás vê como positiva redução de 11,1% no preço do gás vendido pela Petrobras

A Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) avalia que a redução de 11,1% no preço do gás natural anunciada pela Petrobras é extremamente positiva, e que o movimento reflete uma redução nos itens que compõem e impactam nesses preços, especialmente a queda no custo da molécula no mercado internacional. A previsão é que a diminuição no preço seja aplicada em fevereiro. Em nota a entidade disse que as empresas de distribuição não se beneficiam das variações nos preços, que "providenciarão o repasse aos consumidores, de acordo com as classes tarifárias praticadas e definidas por cada agência reguladora estadual". A Abegás, contudo, pontuou que as distribuidoras também possuem contratos de suprimento em menor escala com outros supridores, que não refletem as mesmas condições comerciais dos contratos firmados com a Petrobrás. (BroadCast Energia – 10.01.2023) 
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