IFE
10/01/2023

IFE 5.640

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
10/01/2023

IFE nº 5.640

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.640

Regulação

GESEL: geração distribuída pode reduzir o custo do orçamento familiar, afirma Castro

O MME, se seguir recomendação do relatório da equipe de transição, poderá propor ao Ministério das Cidades o financiamento da habitação popular equipada com painel solar. “A geração distribuída tem um benefício muito grande de reduzir o custo e, consequentemente, aumentar o poder aquisitivo do orçamento familiar”, disse o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel/UFRJ), Nivalde de Castro. Ele destaca que a iniciativa aumentaria a demanda por serviços especializados de instalação, manutenção e limpeza de painéis, que poderia contar com a capacitação profissional do Sistema S, e a própria indústria seria estimulada pela nova demanda por equipamentos. (Valor Econômico – 06.01.2023)
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Governo cria gabinete de crise após ataques de bolsonaristas radicais a instalações de energia elétrica

Após tentativas de ataques de bolsonaristas radicais em refinarias de todo o Brasil para impedir a saída de caminhões e impactar o suprimento da demanda de derivados, agora a infraestrutura crítica de energia elétrica é atacada. Na madrugada desta segunda-feira (9), uma torre da linha de transmissão de Furnas que interliga a hidrelétrica de Itaipu ao sistema elétrico brasileiro foi derrubada. Houve registro de tentativas de vandalismo em outras instalações. Por conta dos recentes ataques, o Ministério de Minas e Energia (MME) montou gabinete de crise, coordenado pela Aneel, do qual também participam diretores de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição para processar informações referentes à tentativa de ataque ou efetivo vandalismo, tanto sob o aspecto de integridade física como também cibernética das instalações mapeadas como infraestruturas críticas do Sistema Interligado Nacional (SIN). (Valor Econômico - 10.01.2023) 
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Governo estuda diretoria de fontes renováveis de energia na Petrobras

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende criar uma diretoria na Petrobras voltada para o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. Porém, qualquer mudança terá de passar pelo conselho de administração da estatal. A diretoria de Transição Energética já existe em outras petrolíferas. Uma alternativa seria dividir a área de Refino e Gás em duas: uma de Refino e Petroquímica e outra de Gás, que poderia incluir áreas de energia e fontes renováveis, inspirada na empresa francesa Total. Essa sugestão é defendida por parte do governo. (BroadCast Energia – 06.01.2023)
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IPCA em 2022 teria sido de 9,56% se desconsiderasse gasolina e energia, diz IBGE

Caso fossem desconsiderados os itens gasolina e energia elétrica no cálculo da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teria encerrado 2022 com alta de 9,56% e não de 5,79%, como ocorreu. O exercício foi feito pelo analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) André Filipe Guedes, que apontou que a redução de preços de gasolina e energia elétrica ajudou a conter inflação em 2022. André Filipe disse que o cálculo mostra o impacto da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre esses itens, embora este não seja o único fator a influenciar a variação de preços desses produtos. (Valor Econômico - 10.01.2023) 
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Transição Energética

Reativação do Fundo Amazônia traz oportunidade para outras fontes de financiamento

A reativação do Fundo Amazônia e a guinada na política ambiental com a mudança de governo federal deverão aumentar os fluxos de financiamento para preservação florestal e combate ao desmatamento. O Fundo Amazônia tem cerca de R$ 3,7 bilhões e poderá receber novas doações. A nova política ambiental deverá facilitar o lançamento de créditos de carbono nos mercados voluntários e o acesso a recursos de outras iniciativas, como a Coalizão Leaf, com US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) em doações de governos e corporações. Se a oferta de recursos pode aumentar, a demanda potencial do Brasil é gigantesca. Considerando o preço mínimo de US$ 10 por crédito de carbono (1 crédito é igual a evitar a emissão de 1 tonelada de gases do efeito estufa na atmosfera), a eliminação do desmatamento, legal e ilegal, na Amazônia permitiria ao País levantar US$ 18,2 bilhões (cerca de R$ 95,3 bilhões) em dez anos. (BroadCast Energia – 09.01.2023) 
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É preciso dar preço para o carbono, diz BCG 

Aos governos e empresas não faltam desafios hoje em dia quando se fala em sustentabilidade, eficiência, menos poluidores e metas inclusivas. Para o presidente-global da consultoria americana BCG (ex-Boston Consulting Group), Rich Lesser, porém, estamos menos avançados é no entender como colocar um preço no carbono, o que, segundo ele, será um elemento-chave para desacelerar emissões e minimizar o aquecimento global. Entre os desafios políticos, ele destaca a politização e polarização em torno da agenda climática. Cita os Estados Unidos como exemplo para dizer que há dois grandes grupos de pessoas: de um lado, quem questiona se a mudança climática é importante, não a prioriza e não quer fazer concessões necessárias para apoiar investimentos; de outro, “pessoas profundamente comprometidas com a causa, mas que tendem a demonizar alguns como os principais causadores do problema e não usam maneiras colaborativas de encontrar soluções”. (Valor Econômico - 09.01.2023)   
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Transporte marítimo se mostra vacilante em transição para a energia verde 

O setor de transporte marítimo está fazendo sua maior transição desde que trocou o carvão pelo petróleo décadas atrás, mas a mudança para os combustíveis de baixa ou nenhuma emissão de carbono até agora tem sido confusa. Os armadores estão divididos sobre qual combustível deve ser o novo padrão do setor e a rapidez com que eles conseguirão recuperar os investimentos para atender as metas ambientais estabelecidas por governos e órgãos reguladores. Os investimentos necessários em novos navios, produção de combustíveis alternativos e outras infraestruturas é estimado em US$ 3 trilhões nas próximas décadas, segundo a prestadora de serviços de transporte marítimo Clarksons. (Valor Econômico - 07.01.2023) 
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JP Morgan: transição energética demandará investimento extra de US$ 1,3 tri até 2030 

Em meio a um cenário de eletrificação das coisas e de transição energética, atender à demanda mundial por energia nos próximos oito anos demandará US$ 1,3 trilhão em investimentos incrementais para as áreas de infraestrutura e distribuição, sendo US$ 400 bilhões apenas para petróleo e gás, estima o estrategista chefe para a área de óleo e gás do banco JP Morgan, Christyan Malek. Segundo ele, os atuais volumes de investimentos no setor elétrico não têm sido suficientes, e embora as fontes renováveis eólica e solar estejam recebendo mais investimentos por estarem no centro da transição energética, é possível que haja ainda um descompasso entre oferta e demanda de energia até o final da década. (BroadCast Energia – 09.01.2023) 
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Setor fora da rede surge para preencher as lacunas de acesso à energia 

Globalmente, a porcentagem de pessoas com acesso à eletricidade aumentou gradualmente nas últimas décadas, mas mais de 733 milhões de pessoas permanecem sem acesso básico, de acordo com os números mais recentes do Tracking SDG 7: The Energy Progress Report 2022, novo relatório da IRENA. Os sistemas de energia fora da rede e descentralizados surgiram como uma alternativa para facilitar o acesso à energia e a resiliência de maneira flexível e adaptável, especialmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia, que enfrentam algumas das maiores lacunas do mundo nas taxas de acesso à energia. O novo relatório Off-grid Renewable Energy Statistics 2022 da IRENA mostra que as energias renováveis fora da rede continuam a crescer, apesar dos desafios da pandemia de Covid-19. O relatório fornece estatísticas para o período 2012-2021 cobrindo mini-redes, biogás para cozinhar e iluminação, luzes solares fora da rede, bombas e sistemas solares domésticos em toda a África, Ásia, América Central e do Sul, Oceania, Oriente Médio e o caribenho. (EE Online – 10.01.2023) 
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Produção industrial na França tem forte alta em novembro 

A produção industrial francesa aumentou em novembro, com a atividade voltando à normalidade depois que greves nas refinarias causaram uma queda acentuada na produção de outubro, mas o setor continua enfrentando ventos contrários devido aos altos custos de energia e ao enfraquecimento da demanda. A produção industrial - incluindo produção em manufatura, energia e construção - subiu 2,0% no mês, mostraram dados do escritório de estatísticas do país, o Insee, na manhã desta terça-feira, superando o aumento de 0,8% esperado de economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. Em outubro, a produção industrial caiu 2,5% no mês, impulsionada por quedas acentuadas no setor de refino de coque, já que os trabalhadores entraram em greve em algumas das maiores refinarias do país. (Valor Econômico - 10.01.2023) 
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Empresas

IHP instala placas solares para captação e tratamento de água

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) conseguiu substituir todo o sistema de captação das três áreas que gere na Serra do Amolar, as RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) Acurizal, Engenheiro Eliezer Batista e o Sítio Serra Negra, bem como o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense por geração solar fotovoltaica. O projeto contou com o apoio da Agromamoré, CENEGED e Energisa. Com a mudança, toda a energia usada para o bombeamento e tratamento da água é feito com o uso de energia limpa. Até então, eram utilizadas bombas e geradores que dependiam de combustível líquido para funcionar. A estimativa da entidade é de que essa instalação do sistema de geração de energia para o bombeamento e tratamento da água vai proporcionar uma economia anual de mais de R$ 50 mil. A iniciativa também será fundamental para o reflorestamento das áreas atingidas pelos incêndios de 2020. A água bombeada tem sido utilizada no viveiro de mudas instalado na Serra do Amolar, que tem produzido as mudas que serão plantadas para recuperação da vegetação local. (CanalEnergia - 09.01.2023) 
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Rede D’Or avalia que o ingresso no Índice de Sustentabilidade Empresarial

A Rede D'Or, apenas dois anos após o IPO, foi selecionada para integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, que é o principal indicador de sustentabilidade das empresas brasileiras listadas na Bolsa de Valores. Ao todo, 70 organizações com ações na Bolsa foram reconhecidas pela adoção de práticas mais sustentáveis no modelo de negócio. A direção da Rede D'Or avalia que o ingresso no ISE, que mede o comprometimento com as práticas Ambiental, Social e de Governança, comprova o sucesso do planejamento estratégico ESG, que norteia as ações do grupo até 2030. Entre as metas estabelecidas está a migração, até o final de 2023, de todos os hospitais para o mercado livre de energia. Com isso, 99% do consumo de energia será por fontes renováveis. (O Globo – 09.01.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

PLD médio diário continua no patamar mínimo regulatório para 10/01

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) válido para esta terça-feira, 10, segue em R$ 69,04 por MWh por todo o País. O montante equivale ao patamar mínimo regulatório válido para 2023. O indicador está no valor mínimo desde 14 de setembro, mas era de R$ 55,70 por MWh em 2022. O preço praticado ao longo do dia não apresentou oscilações de modo que os valores médios, mínimos e máximos foram coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas sobre os reservatórios e o nível de armazenamento nas usinas hidrelétricas. (BroadCast Energia – 10.01.2023) 
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Região Norte conta com 70,4% da capacidade

Os reservatórios da Região Norte tiveram crescimento de 1,5 ponto percentual, no último domingo, 8 de janeiro, segundo o boletim do ONS. O subsistema está operando com 70,4% da capacidade. A energia armazenada mostra 10.775 MW mês e a ENA aparece com 20.769 MW med, o mesmo que 121% da MLT. Já o subsistema do Nordeste teve aumento de 0,8 p.p e opera com 73,2% da sua capacidade. A energia armazenada indica 37.847 MW mês e a energia natural afluente computa 13.564 MW med, correspondendo a 106% da MLT. A região Sudeste e Centro-Oeste subiu 1 p.p e está com 58,4%. A energia armazenada mostra 119.520 MW mês e a ENA aparece com 83.963 MW med, o mesmo que 98% da MLT. Na Região Sul houve queda de 0,2 p.p e está operando com 85,2% da capacidade. A energia armazenada marca 17.441 MW mês e ENA é de 5.808 MW med, equivalente a 78% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. (CanalEnergia - 09.01.2023) 
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Mobilidade Elétrica

Tendência de crescimento no mercado de VEs

O comércio de veículos elétricos segue em constante crescente nos últimos anos. Em 2021, as vendas dobraram em relação a 2020, alcançando o recorde de 6,6 milhões de veículos elétricos vendidos no mundo. Os números de 2021 representam 10% das vendas globais de carros. Segundo Clemente Gauer, responsável por Corporate Affairs da Tupinambá, um estudo da consultora AlixPartners estima que a participação dos elétricos nas vendas pode chegar a 33% em todo o mundo até 2028 e a 54% até 2035. No Brasil, as vendas ainda são bem mais modestas do que nos principais centros, como Europa e Estados Unidos, porém os números também estão crescendo. No primeiro semestre de 2022, foram emplacados 3.395 veículos elétricos no País, em aumento de 19% em relação às vendas totais de 2021. Para o representante da Tupinambá, alguns dados ajudam a explicar o aumento das vendas de elétricos no Brasil. Há crescimento expressivo de investimentos nas infraestruturas pública e semipública para veículos elétricos e já existem 2 mil pontos de recarga (eletropostos) nas principais cidades e rodovias do País. Esse número deve chegar a 3 mil no fim de 2022 e a 10 mil nos próximos três anos. A maioria desses eletropostos é encontrada no aplicativo da Tupinambá, que pode ser baixado gratuitamente. Ainda segundo o Corporate Affairs da Tupinambá, um estudo divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê que, até 2035, dois terços dos veículos vendidos no País serão eletrificados, caso as empresas por aqui sigam as tendências internacionais. (Summit Mobilidade - 09.01.2023) 
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Clemente Gauer/Tupinambá: “A emissão de poluentes na produção de veículos realmente é um problema”

Os veículos elétricos são apresentados como uma das grandes soluções para problemas ambientais, mas estudos recentes mostram um grande poder poluidor durante a produção deles. Perguntamos a Clemente Gauer, responsável por Corporate Affairs da Tupinambá, sobre as medidas que as empresas do mercado elétrico têm tomado para diminuir a pegada de carbono. Para o especialista, é preciso olhar a vida do produto de forma total, desde a extração da matéria-prima, a fonte de energia, a produção e o uso do veículo até o fim da vida e a reciclagem dele. A emissão de poluentes na produção de veículos realmente é um problema, e há esforços para mitigar a poluição durante o processo, porém carros a combustão também poluem na produção e continuam poluindo durante a vida útil, dependendo de extração, transporte, refino e distribuição de petróleo. Já os veículos elétricos não emitem poluentes e, quando carregados com energia de matrizes limpas, não causam maiores impactos ambientais durante a vida útil. Segundo Gauer, veículos elétricos em países com energia de matrizes limpas poluem 70% menos do que veículos a combustão. (Summit Mobilidade - 09.01.2023) 
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Clemente Gauer/Tupinambá: Problemas para reciclagem de baterias dos VEs

Um gargalo da indústria de veículos elétricos é a questão das baterias. A reciclagem é considerada difícil e, normalmente, não reutiliza todos os componentes (os muito tóxicos precisam ser descartados). Além disso, a produção das baterias gera considerável impacto ambiental. Mesmo a partir desses fatores, o especialista responde de forma positiva sobre os veículos elétricos serem uma solução para a poluição urbana. Para ele, a indústria tem avançado na qualidade da reciclagem realizada, e muitas empresas especializadas em reciclagem de baterias de veículos elétricos surgiram nos últimos anos. Assim, as inovações podem extrair materiais valiosos existentes nas baterias e garantir uma reciclagem bem-sucedida para a produção de novos veículos. Além disso, Clemente Gauer, responsável por Corporate Affairs da Tupinambá, lembra que “A reciclagem é o último estágio da vida da bateria, e elas ainda podem armazenar pelo menos 70% da capacidade original. Dito isso, há a possibilidade de reutilização como armazenamento de energia solar fotovoltaica (segunda vida)”. (Summit Mobilidade - 09.01.2023) 
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Sodexo inicia operação com VUC elétrico em Curitiba

A Sodexo On-site, empresa de serviços de alimentação corporativa e facilities, em parceria com a Coopercarga Logística Curitiba, inicia a operação do primeiro Veículo Urbano de Carga (VUC) refrigerado 100% elétrico, visando reforçar o compromisso ESG, sigla que resume os objetivos de governança ambiental, social e corporativa da empresa. O veículo realizará a distribuição entre o centro logístico da Coopercarga e os pontos de atendimento da Sodexo na região, como hospitais e instalações de indústrias de engenharia e eletrônica. Responsável por trazer a iniciativa para dentro da companhia, Marina Baptista Zanin, Gerente de Logística e Abastecimento da Sodexo On-site Brasil, conta que além dos benefícios sustentáveis que o veículo elétrico entrega, à frente da condução do veículo estará uma mulher, trazendo ainda mais diversidade para o mercado de transporte. (Mobilidade Sampa - 09.01.2023) 
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ABB mostra carregador que detecta fontes renováveis automaticamente

A ABB apresentou nova solução de carregamento residencial batizada de AC Terra Home, na CES, em Los Angeles. De acordo com a empresa, que é líder em tecnologia de transformação digital nas indústrias, o sistema é capaz de priorizar automaticamente a eletricidade de fontes renováveis na hora do carregamento. "Isso permitirá que os usuários façam o melhor uso possível de suas fontes de energia renováveis para reduzir ainda mais sua pegada de carbono", diz a fabricante. Segundo a ABB, o Terra Home identifica e prioriza automaticamente fontes domésticas renováveis, como energia solar, e foi desenvolvido a partir de pesquisas que identificaram a preferência de consumidores por soluções do tipo. Além disso, recursos inteligentes como o Plug N Charge permitem o reconhecimento instantâneo e automático entre o carro e o carregador, tornando a autorização de carregamento completamente perfeita. (Inside EVs - 10.01.2023) 
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Renault quer produzir carros elétricos na Índia

A Renault está realmente considerando produzir carros elétricos na Índia. Essa confirmação pode vir a acontecer em um cenário de transição energética da montadora, uma estratégia global e que está atenta ao país asiático. A montadora francesa estaria interessada em acelerar a adoção de carros elétricos no país, um mercado onde a eletrificação ainda é incipiente. A Renault também aponta para a mudança de percepção sobre o segmento automotivo da Índia, que apresentou o maior crescimento de produção em 2022 entre os grandes mercados mundiais, atingindo 4,4 milhões de unidades no ano passado, um aumento de 22% sobre o ano anterior. No entanto, ainda se trata de um estudo, onde a empresa estaria avaliando a demanda potencial, custos e preços a serem praticados e a capacidade de produzir o carro elétrico, Renault Kwid E-Tech, com um alto percentual de componentes locais, acrescentando que um possível lançamento só ocorreria a partir do final de 2024 e com a anuência da parceria Nissan. (Inside EVs - 09.01.2023) 
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Empresas japonesas apostam em integração da bateria dos VEs às residências

Espera-se que o uso de veículos elétricos (EVs) como baterias domésticas aumente no Japão este ano, à medida que a Panasonic e outras empresas entram no mercado de sistemas de energia e os players já estabelecidos expandem a produção. A Panasonic, que lidera o mercado japonês de carregadores EV padrão e painéis solares, inicia as vendas de seu sistema de veículo para casa (V2H) em fevereiro. A empresa comercializará o produto por meio de 5 mil parceiros de negócios, de empreiteiros elétricos a construtoras residenciais. Os sistemas V2H incluem carregadores bidirecionais, que permitem que a eletricidade flua para dentro e para fora das baterias, bem como condicionadores de energia que transformam a corrente contínua das baterias em corrente alternada para uso dentro de casa. Os proprietários que provavelmente usarão a tecnologia V2H já possuem painéis solares e baterias de armazenamento em casa, disse a Panasonic. Adicionar um VE ao sistema permite que os clientes consumam mais - cerca de 90% - da eletricidade produzida por seus painéis solares, reduzindo a necessidade de compras da rede em um momento em que os preços da energia estão subindo. A fabricante de eletrônicos Omron traz seu sistema V2H para o mercado em maio. Já a Sharp planeja entrar no mercado V2H dentro de alguns anos também. A Nichicon está investindo cerca de 2 bilhões de ienes para ampliar sua fábrica Kameoka, na província de Kyoto, para sistemas V2H e baterias domésticas. Pretende abrir as portas em 2023. A empresa também pretende este ano dobrar a capacidade de produção de carregadores bidirecionais para sistemas V2H, atualmente em torno de 1 mil unidades por mês. No entanto, os fabricantes de sistemas V2H dizem que a expansão representará um desafio devido à falta de padrões universais. (Valor Econômico - 10.01.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Combustível limpo: novo método é capaz de produzir hidrogênio a partir da água com energia solar

O hidrogênio é um combustível poderoso e limpo. Sua queima na presença de oxigênio libera energia na forma de calor capaz de mover carros, navios e cozinhar nossa comida. Além disso, o hidrogênio tem uma enorme vantagem: sua queima na presença de oxigênio produz água, a mais inofensiva molécula que podemos liberar na atmosfera. Contudo, produzir hidrogênio em larga escala é difícil e caro. A grande novidade é que agora foi descoberto um método capaz de produzir hidrogênio a partir da água usando energia solar, e com uma eficiência de mais de 9%. O próximo passo será aumentar esse sistema de modo a produzir quantidades comerciais de hidrogênio e oxigênio. Caso os cientistas tenham sucesso nessa etapa, é possível imaginar que a humanidade poderá usar luz e água para produzir um combustível que, ao ser queimado, produzirá água. Um ciclo totalmente limpo do ponto de vista ambiental (O Estado de São Paulo – 07.01.2023).
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Equinor e RWE anunciam parceria para trocar usinas a carvão por empreendimentos a hidrogênio

A Equinor e a empresa alemã RWE assinaram um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) para desenvolver cadeias de valor agregado de energia renovável em larga escala, contribuindo para fortalecer a parceria entre a Noruega e a Alemanha. Entre as frentes de atuação, está a substituição na Alemanha de usinas a carvão por empreendimento a gás natural, mas que estarão prontas para uso de hidrogênio e deverão optar por esta fonte quando toda a tecnologia necessária estiver disponível. De acordo com o presidente da RWE, Markus Krebber, a ideia é que o uso do hidrogênio azul, gerado via gás natural, amadureça a cadeia de hidrogênio para um posterior uso do hidrogênio verde, com fontes renováveis. (BroadCast Energia – 06.01.2023)
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Energias Renováveis

GD deve continuar crescendo mesmo com o fim do prazo para concessão de subsídios

O término do prazo para que novos sistemas de geração distribuída (GD) tivessem direito ao desconto de 50% na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) provocou uma corrida para a conexão de projetos até esta sexta-feira, 06, disse ao Broadcast Energia o presidente do Conselho da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Guilherme Chrispim. O prazo limite para o acesso ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), estava previsto na Lei 14.300/2022, sancionada no início do ano passado. Ela estabelecia o prazo de um ano para que os novos sistemas obtivessem direito ao benefício até 2045, e visava estancar o crescimento do custo de subsídios e incentivos que pressionavam para cima o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que neste ano deve ficar em R$ 33,4 bilhões. A lei também estabeleceu uma etapa de transição para a cobrança de tarifas de uso dos sistemas de distribuição por parte de micro e minigeradores. Até 2045, micro e minigeradores existentes pagarão os componentes da tarifa somente sobre a diferença - se positiva - entre o consumido e o gerado e injetado na rede de distribuição. (BroadCast Energia – 06.01.2023)
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Iberdrola anuncia construção de primeira usina solar flutuante em Fernando de Noronha

A Iberdrola anunciou que construirá, por meio da Neoenergia, sua filial no Brasil, a primeira usina fotovoltaica flutuante do grupo no País. A instalação cerca de 940 painéis será feita no espelho d'água do Açude do Xaréu, na ilha de Fernando de Noronha. O projeto será realizado em parceria com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que opera a rede de água e esgoto na ilha, e com o apoio do Programa de Eficiência Energética da Aneel. Com uma potência de 630 kW, a usina flutuante gerará cerca de 1.240 MWh de energia por ano. Com a construção prevista para começar ainda este ano, a iniciativa demandará investimento de dois milhões de euros. (BroadCast Energia – 06.01.2023)
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Brasil tem grande potencial para uso da biomassa além da geração, diz PSR

O novo governo assumiu e temas como transição energética, economia de baixo carbono e desenvolvimento sustentável estão em evidência. Os discursos de posse do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sugerem uma proximidade entre as pastas. O vasto uso de opções energéticas além da geração renovável para a biomassa no Brasil pode levar o país à linha de frente dos combustíveis verdes e produtos relacionados. Há uma situação considerada excepcional para a descarbonização tanto para a eletrificação via energia renovável quanto para a produção de combustíveis e fertilizantes verdes através desse recurso. Esse cenário favorável vem devido a uma rede integrada com a base de UHEs, que permitiu a expansão de eólicas e solares, aliada ao forte potencial do agronegócio brasileiro. De acordo com a PSR, haverá um forte crescimento das áreas de eletricidade e biomassa, culminando em resiliência energética, exportação de produtos verdes com alto valor agregado e oferta de vagas. (CanalEnergia - 06.01.2023)
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Energia eólica enfrenta inesperado obstáculo na Europa: o setor de turismo

Os planos da Europa para construir mais instalações de energia eólica e solar se aceleraram depois da invasão da Ucrânia, que elevou drasticamente os preços do gás. Contudo, a oposição de moradores e autoridades, afirmam que uma onda de novos projetos causará danos às paisagens, aos locais de interesse cultural e ao importante setor do turismo em suas regiões. O governo da comunidade autônoma da Galícia aprovou a construção do parque eólico em novembro, apesar da oposição local, e o designou como um projeto de interesse estratégico para a região. O parque também precisa da aprovação do governo nacional da Espanha, por causa do seu grande tamanho. Os críticos do projeto reclamam que as turbinas acabam com a paisagem, fazem barulho e ensombrecem o entorno. “Ninguém pode viver assim tão perto de um parque eólico, provavelmente meu negócio, meu estilo de vida, vai desaparecer”, disse Maria Martin, proprietária de uma pousada no município costeiro de Foz (Valor Econômico - 07.01.2023).
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Gás e Termelétricas

Petrobras anunciou uma queda de 11,1% no preço do gás natural vendido nos postos e canalizado nas residências

O preço do gás canalizado terá uma importante queda no seu preço. A Petrobras informou que vai reduzir o preço para as distribuidoras em 11,1% em reais por metro cúbico a partir de fevereiro. A variação se refere ao comportamento do dólar e do petróleo nos meses de novembro a janeiro. Mas esta redução não se aplica ao gás de botijão, mas ao gás vendido pelas distribuidoras para as residências, comércio, além do gás natural veicular (GNV) vendido nos postos. Em outubro, a estatal havia anunciado redução em 5% para o trimestre de novembro e janeiro. A Petrobras diz que os contratos preveem atualizações trimestrais e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo tipo Brent e da taxa de câmbio: “Durante esse período, o petróleo teve queda de 11,9%; e o câmbio teve depreciação de 0,2%.” (Petronotícias - 10.01.2023) 
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