IFE
04/01/2023

IFE 5.636

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
04/01/2023

IFE nº 5.636

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.636

Regulação

Alckmin se reúne com presidente da CNI e recebe pauta prioritária da indústria 

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, esteve nesta terça-feira (3) na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin recebeu das mãos do presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, um conjunto de 14 propostas prioritárias do setor para os cem primeiros dias de governo. Além disso, Andrade repassou a Alckmin uma lista com 18 projetos prioritários em tramitação no Congresso Nacional. Dentre os projetos, estão a reforma tributária (PEC 110/2019), a modernização do setor elétrico (PL 414/2021), a regulamentação do mercado de carbono (PL 2148/2015) e o marco legal do licenciamento ambiental (PL 2159/2021). Segundo a entidade, as propostas entregues a Alckmin “contêm medidas importantes e de implementação rápida, além de ações mais complexas, que precisam ser iniciadas o mais rapidamente possível para acelerar o crescimento econômico”. (Valor Econômico - 03.01.2023) 
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Tomada de Subsídios recebe contribuições para aprimorar apuração de perdas de energia 

Até 3 de fevereiro próximo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) receberá contribuições em Tomada de Subsídios (TS028/2022) com o objetivo de aprimorar dados do balanço energético para apuração de perdas de energia e consequente homologação das perdas não técnicas sobre o mercado de baixa tensão medido. A Agência pretende padronizar o envio de dados de perdas pelas concessionárias de distribuição, além de eliminar distorções constatadas com o crescimento recente do mercado de mini e microgeração distribuída entre o mercado de baixa tensão faturado e medido refletindo nas perdas medidas e faturadas. De acordo com a área técnica, a homologação das perdas não técnicas sobre o mercado de baixa tensão medido, com consequente incorporação do mercado medido à planilha de processos tarifários, apresentaria vantagens como a maior precisão no envio dessas informações pelas distribuidoras. (Aneel - 03.01.2022) 
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Transição Energética

Presidente Lula: "O mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática"

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo (1), que “o mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática e um exemplo de país social e ambientalmente responsável, capaz de promover o crescimento econômico com distribuição de renda, combater a fome e a pobreza, dentro do processo democrático”. “Os olhos do mundo estiveram voltados para o Brasil nestas eleições”, afirmou em discurso na sessão solene de posse, no Congresso Nacional. De acordo com ele, o “protagonismo” do Brasil “se concretizará pela retomada da integração sul-americana, a partir do Mercosul, da revitalização da Unasul e demais instâncias de articulação soberana da região”. Lula afirmou que o “Brasil tem de ser dono de si mesmo, dono de seu destino” e “voltar a ser um país soberano”. “Somos responsáveis pela maior parte da Amazônia e por vastos biomas, grandes aquíferos, jazidas de minérios, petróleo e fontes de energia limpa”, disse. (Valor Econômico - 01.01.2023) 
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Conheça os instrumentos financeiros que ajudam o agronegócio a fazer transição para a economia de baixo carbono 

As transformações necessárias para se chegar a uma economia mais sustentável e de baixo carbono passam pela adoção de medidas que levem a esse objetivo. A implantação dessas providências, no entanto, depende, na maioria dos casos, de financiamento. E o setor agropecuário já tem hoje à sua disposição uma gama de instrumentos para ajudar nessa passagem. Entre eles, se destacam os títulos verdes (chamados de green bonds), que são títulos de dívida tradicionais atrelados a projetos de transição energética ou sustentabilidade; as Cédulas de Produto Rural (CPR) Verde, instrumento de pagamento por serviços ambientais relacionados à conservação de florestas e biomas no campo; e até a possibilidade de geração de créditos de carbono, ligados a projetos de absorção de gases poluentes da atmosfera com a preservação e restauração de matas nativas. (Valor Econômico - 02.01.2023) 
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Gestão de portfólio com transição para baixo carbono preocupa CEOs do setor de óleo e gás

A adoção de novas tecnologias e a gestão de portfólio no contexto de uma transição para uma economia de baixo carbono estão entre as principais preocupações dos presidentes de companhias de petróleo e gás, segundo uma pesquisa realizada pela KPMG com CEOs de empresas de energia. O uso do hidrogênio como nova fonte de energia e a captura e estocagem de carbono foram citados durante a pesquisa como exemplos de temas que têm ocupado a mente dos CEOs, de acordo com o sócio responsável pela área de petróleo e gás da KPMG no Brasil, Anderson Dutra. Na edição da pesquisa de 2022, é possível perceber mudanças em relação ao ano passado no tema do ESG. Entre os líderes de empresas entrevistados no Brasil, 66% relatam, por exemplo, um aumento da demanda de investidores, órgãos reguladores e clientes na divulgação de informações e transparência sobre questões ambientais, sociais e de governança. (Valor Econômico - 25.12.2022) 
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UE estuda alterar seu sistema de precificação de energia

A União Europeia (UE) estuda mudar seu sistema de precificação de energia para priorizar as fontes de energia renovável, segundo o “Financial Times” (FT). A ideia é que a alteração acabe com o sistema de “ordem de mérito”, que define o preço da eletricidade do bloco baseado no custo do combustível mais caro usado na região. Por muito tempo o sistema funcionou bem devido ao baixo custo do gás natural, porém com o corte de fornecimento do combustível pela Rússia, a alta do gás puxou o custo de todas as outras fontes de eletricidade da UE. Segundo o “FT”, a comissária da UE para assuntos de energia, Kadri Simson, disse que a ideia é que o novo sistema não acabe com a geração de energia pela queima de combustíveis fósseis, mas que ele permita que a geração de eletricidade por essas fontes não sejam necessárias a todo momento. (Valor Econômico - 02.01.2023) 
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Berlim e Paris defendem subsídios a indústrias verdes da UE 

A Alemanha e a França deram seu apoio ontem aos apelos para que a União Europeia (UE) subsidie as indústrias verdes do bloco para fazer frente à ajuda financeira que os EUA estão oferecendo aos fabricantes americanos. Em declaração conjunta, Berlim e Paris disseram que querem “garantir a base industrial na Europa, em particular as indústrias verdes críticas”. O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, e seu colega francês, Bruno Le Maire, sugeriram “subsídios direcionados e créditos fiscais” para setores como geração de energia eólica e solar, fabricação de bombas de calor e produção de hidrogênio. Ao mesmo tempo, eles instaram a Comissão Europeia a negociar com Washington para que os fabricantes europeus obtenham as mesmas isenções que os EUA concedem ao México e ao Canadá, que são parceiros de livre comércio. (Valor Econômico - 20.12.2022) 
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Catar alerta UE que investigação pode afetar acordos de energia 

O Catar alertou que uma investigação das autoridades europeias sobre seu papel em um suposto esquema de influência e suborno pode afetar negativamente os acordos de energia com a Europa e condenou uma pressão do Parlamento Europeu para suspender as negociações com o país. A medida do Parlamento europeu “terá um efeito negativo na cooperação de segurança regional e global, bem como nas discussões em andamento sobre pobreza e segurança energética global”, disse ontem um diplomata do Catar para a União Europeia (UE), observando que seu país é um importante fornecedor de gás natural liquefeito (GNL) para a Bélgica. Com a invasão da Ucrânia pela Rússia, o Catar emergiu como uma das maiores esperanças da Europa para se livrar do gás natural russo. Alemanha, França, Bélgica e Itália estão em negociações com o Catar para comprar GNL a longo prazo. (Valor Econômico - 19.12.2022) 
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Carvão ajuda Europa a superar falta de gás 

A Europa superou seu primeiro teste de inverno sem a energia russa ao manter as luzes acesas durante a frente fria que atingiu o continente neste mês. O segredo do sucesso foi ter queimado mais carvão do que em muitos anos. Consumir grandes volumes de carvão é uma escolha difícil para países europeus que, em nome do combate às mudanças climáticas, haviam prometido se livrar do combustível, cuja queima gera altas emissões de dióxido de carbono. O renascimento do carvão veio do corte no fornecimento de gás natural pela Rússia após invadir a Ucrânia e da paralisação temporária das usinas nucleares na França. A demanda europeia por carvão é uma das razões pelas quais o mundo ruma a um consumo recorde do combustível em 2022, segundo estimativa da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgada neste mês. (Valor Econômico - 26.12.2022) 
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Aumento de casos tumultua mercados de energia e cadeias de suprimentos na China 

A reabertura da China está provocando rupturas nos mercados de energia, com a súbita mudança na política de covid-zero levando ao fechamento de fábricas e perturbando o fluxo de commodities. Um aumento dramático nos casos de covid-19 está tendo um impacto de curto prazo na cadeia de suprimentos para empresas de energia solar, disse a Associação da Indústria de Silício da China em um comunicado. Muitos fabricantes de wafers usados em painéis solares reduziram a produção, com alguns operando com 60% a 70% da capacidade. O choque de oferta ocorre no fim de um ano recorde para instalações solares na China. Para manter a produção, algumas empresas, como a Longi Green Energy Technology Co, estão operando circuitos fechados em suas fábricas para manter o vírus sob controle. (Valor Econômico - 23.12.2022) 
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Empresas

Petrobras recebe nível alto da Sest

A Petrobras recebeu o nível mais alto na certificação do Índice de Governança da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (IG-Sest), informou a estatal. A companhia alcançou a nota 9,79 em 2022, melhorando o resultado do ano anterior (2021), no qual obteve 9,39. A classificação acontece às vésperas de esperadas mudanças na empresa pelo novo governo, e apesar de indicações polêmicas para o Conselho de Administração da companhia feitas pelo governo Bolsonaro. O IG-Sest é o indicador utilizado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para estimular a implementação e o desenvolvimento de boas práticas de governança nas empresas estatais. A 6ª Certificação do Indicador de Governança IG-Sest avaliou 55 estatais. Dentre as estatais avaliadas, 14 foram classificadas no grau de governança de nível 1, incluindo a Petrobras, e outras 14, no nível 2. "A certificação da Petrobras demonstra um reconhecimento externo das melhorias implementadas na governança da Petrobras nos últimos anos e serve de incentivo para continuarmos nos aprimorando", destacou o diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan. Normas mais rígidas para a nomeação de cargos relevantes da Petrobras foram implantadas após a Operação Lava Jato, que apurou crimes de desvio de recursos da empresa por diretores oriundos de indicações políticas. Além da avaliação do cumprimento de diversos dispositivos legais, infralegais e de boas práticas aplicáveis às empresas, o 6° ciclo do IG-SEST incorporou novos aspectos de governança baseados em recomendações e diretrizes da OCDE, em particular itens relacionados à questões ambientais e sustentabilidade. (BroadCast Energia – 03.01.2023)  
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Eletrobras aprova permuta entre Eletronorte e Neoenergia para ‘racionalização de participações’

O conselho de administração da Eletrobras aprovou hoje a aquisição, por parte de sua controlada Eletronorte, da participação de 24,5% do capital social da Energética Águas de Pedra (Eapsa – UHE Dardanelos) detida pela controlada Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). De acordo com a companhia, a transação foi feita para concentrar as participações na Eletronorte, abrindo caminho para um contrato de permuta com a Neoenergia no valor total de R$ 787,82 milhões – sem entrada e saída e caixa. Segundo a companhia, com a permuta, a Eletrobras consolidará 872 MW de capacidade instalada, R$ 2,6 bilhões de dívida líquida e obter um aumento do lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) anual estimado em cerca de R$ 397 milhões. O fechamento das transações está sujeito às anuências cabíveis, incluindo regulatórias, credores e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com o acordo, a Neoenergia transferiu à Eletronorte ações que representam 50,56% do capital social total da Teles Pires Participações, cujo valor foi definido em R$ 327,95 milhões. A Neoenergia também transferiu à Eletronorte ações ordinárias que correspondem a 0,9% do capital social da Companhia Hidrelétrica Teles Pires, por R$ 5,89 milhões, e 100% do capital social da Baguari I Geração de Energia Elétrica – titular de 51% do Consórcio UHE Barueri – por R$ 453,98 milhões. Em contrapartida, a Eletronorte transferiu à Neoenergia ações ordinárias que representam 49% do capital social total da Eapsa (UHE Dardanelos) por R$ 784,5 milhões. A empresa também passou 95.981 ações ordinárias, 10.885 ações preferenciais classe A (PNA) e 20 ações preferenciais classe B (PNB) emitidas pela Neoenergia Coelba, no valor de R$ 2,6 milhões. Além disso, transferiu à Neoenergia 46.654 ações ordinárias, 8.901 ações PNA e 9.473 ações PNB da Neoenergia Cosern pelo valor de R$ 603,7 mil. Também foram transferidas 26.328 ações ordinárias da Neoenergia Afluente T no valor de R$ 112.675,99. As participações da Eletronorte eram detidas, em conjunto, pelas controladas Furnas e CGT Eletrosul. (Valor Econômico - 16.12.2022)   
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Consumo da Energisa cai 0,2% em novembro, puxado por classes rural, industrial e comercial

O consumo consolidado da Energisa caiu 0,2% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 3.134,1 GWh, considerando os mercados cativo e livre. A companhia destaca que as classes que mais contribuíram para o resultado foram a rural, industrial e comercial. No mês passado, 8 de 11 distribuidoras apresentaram alta no consumo de energia em suas áreas de concessão, com destaque, em especial a Energisa Tocantins (ETO), que cresceu 7,7% ou 16,1 GWh, assim como a Energisa Mato Grosso (EMT), que expandiu 1,9% ou 15,0 GWh, e a Energisa Rondônia (ERO), que aumentou 3,5% ou 10,1 GWh. No acumulado do ano até novembro, o consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre foi de 34.272,6 GWh, o que representa um aumento anual de 1,5%. (Valor Econômico - 23.12.2022) 
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Copel abre chamada de R$ 30 mi para eficiência energética

A Copel abriu chamada pública para o financiamento de ações de eficiência energética. As submissões podem ser feitas até o dia 17 de março de 2023. Podem inscrever-se na Chamada Pública PEE COPEL 006/2022 órgãos do poder público e municípios que queiram tornar mais eficiente sua iluminação pública; e ainda prestadores de serviços públicos e propriedades rurais, áreas comuns de condomínios, clientes comerciais e industriais. Ao todo, são R$30 milhões disponíveis para a troca de lâmpadas, eletrodomésticos, maquinário industrial e outros equipamentos movidos a eletricidade, desde que eles substituam similares antigos trazendo ganhos de eficiência. Esgotadas as possibilidades de tornar o consumo mais eficiente, também poderão ser inscritos na chamada projetos de instalação de sistemas solares para geração própria. Os recursos são do Programa de Eficiência Energética regulado pela Aneel. Caso haja dúvidas sobre o edital, até o dia 15 de fevereiro o Portal do Proponente aceita pedidos de esclarecimentos. (CanalEnergia - 03.01.2022) 
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Mitsubishi Electric e Mitsubishi Heavy Industries planejam fundir negócios de geração de energia

A Mitsubishi Electric e a Mitsubishi Heavy Industries disseram que planejam fundir seus negócios de geração de energia, em uma tentativa de melhorar a competitividade do mercado. A Mitsubishi Electric deverá ser a acionista majoritária da nova empresa combinada. A Mitsubishi Electric e a Mitsubishi Heavy Industries pretendem fortalecer sua competitividade no mercado, integrando seus respectivos negócios e combinando suas tecnologias e ativos, disseram eles. Os esforços para alcançar a neutralidade de carbono estão se acelerando em todo o mundo, enquanto a demanda por eletricidade deve aumentar devido ao crescimento econômico, principalmente nos países emergentes, e a conscientização sobre a segurança energética aumentou, disseram eles. A Mitsubishi Electric e a Mitsubishi Heavy Industries disseram que planejam assinar um acordo definitivo no fim de maio de 2023 e concluir a fusão de seus negócios de geradores de energia em 1º de abril de 2024. (Valor Econômico - 26.12.2022) 
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General Electric começa a 'dissolver' negócio de energia

A General Electric começa o ano de 2023 separando sua unidade de saúde, concluindo, assim, uma etapa fundamental no desmembramento gradual da gigante da indústria. A GE HealthCare Technologies começará a ser negociada esta semana, deixando o amplo conglomerado com três divisões: motores a jato, turbinas movidas a gás natural e turbinas eólicas. Espera-se que os negócios de turbinas a gás e eólicas sejam combinados a outros segmentos de energia da GE em uma nova empresa chamada GE Vernova, que será desmembrada no início de 2024. O negócio de geração de energia, tão antigo quanto a própria GE e que já foi fonte de lucro, produziu prejuízos, dores de cabeça e preocupações com o futuro da queima de combustíveis fósseis nos últimos anos, no momento em que o mundo migra para fontes de energia mais verdes. Enquanto isso, o negócio de turbinas eólicas onshore enfrenta dificuldades resultantes da inflação de custos e problemas na cadeia de suprimentos. A questão para os investidores é se a GE será considerada uma "história de aviação investível" no início do ano ou se os riscos da GE Vernova devem afastar os investidores ao longo de 2023, disse ele. Desse modo, Scott Strazik, CEO da GE Vernova, tem cerca de um ano para prepará-la para a abertura de capital. Ele conseguiu reverter o fluxo de caixa do negócio de energia, que consumiu cerca de US$ 2,7 bilhões em 2018, e que agora passou a ser positivo. Agora, o executivo conduz a reestruturação do negócio de energias renováveis, que deve registrar prejuízo de cerca de US$ 2 bilhões este ano. A divisão em três partes do conglomerado de Boston acontece após anos de reestruturação que venderam divisões inteiras e refizeram a filosofia de gestão da empresa, que já é um ícone norte-americano. (BroadCast Energia – 03.01.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

PLD médio diário continua em R$ 69,04 por MWh em todos os submercados do País

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) válido para esta quarta-feira, 04, é de R$ 69,04 por MWh em todo o País. O montante equivale ao patamar mínimo regulatório válido para este ano. O indicador está no valor mínimo desde 14 de setembro, mas, em 2022, o montante fixado era de R$ 55,70 por Mwh. O preço praticado ao longo do dia não apresentou oscilações de modo que os valores médios, mínimos e máximos foram coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas sobre os reservatórios e o nível de armazenamento nas usinas hidrelétricas. (BroadCast Energia – 04.01.2023) 
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Aneel: Brasil tem segundo maior crescimento anual da matriz elétrica em 2022 com 8,2 GW

A Aneel informou nesta terça-feira, 03, que o Brasil apresentou em 2022 o segundo maior crescimento de sua matriz elétrica desde a fundação da autarquia, em 1996. No ano passado, o País incorporou 8,2 GW de capacidade instalada. O montante está abaixo apenas do aumento registrado em 2016, de 9,5 GW. A meta estabelecida para o ano passado pela própria Aneel era de mais 7,6 GW e foi ultrapassada em 21 de dezembro com a entrada em operação das unidades geradoras 1 a 9 da usina eólica Oitis 22, que somam 49,5 MW, empreendimento da Neonergia. As usinas eólicas e fotovoltaicas responderam, respectivamente, por 2,9 GW e 2,7 GW. Já as termelétricas a biomassa representaram 0,9 GW. As termelétricas convencionais, contribuíram com 1,4 GW enquanto as centrais hidrelétricas somaram 0,4 GW. (BroadCast Energia – 03.01.2023) 
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Carga de energia no País deve crescer 1,6% na primeira semana de 2023, aponta ONS

A carga de energia deve crescer 1,6% na primeira semana operativa de 2023, na comparação com o mesmo período em 2022, projetou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A semana operativa, que teve início no ultimo 31 e vai até sexta-feira (6), deve registrar carga (consumo de energia mais perdas) de 73.353 MW médios no Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com o ONS, os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Norte e Nordeste também apresentam perspectiva de aumento da carga, que serão de, respectivamente, de 1,0% (41.900 MW médios), de 15,5% (6.605 MW médios) e de 3,1% (11.600 MW médios). O submercado Sul terá um comportamento distinto, com redução de 3,8% na carga, para 13.248 MW médios. (Valor Econômico - 31.12.2022) 
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SP ultrapassa Minas em consumidores que geram sua própria energia, diz setor

O estado ultrapassou Minas Gerais em dezembro e tem hoje o maior número de consumidores que geram sua própria energia. Conforme os dados da ABGD, são mais de 243 mil unidades consumidoras de microgeração ou minigeração distribuídas que fazem parte do sistema de compensação de energia. O estado foi o que agregou mais potência ao sistema elétrico no ano, ainda segundo a ABGD, quando se considera apenas a geração própria de energia, com 954 MW. Em capacidade instalada, com 2,1 GW, os paulistas seguem abaixo de Minas (2,3 GW), mas a associação também projeta ultrapassagem em breve. (Valor Econômico - 25.12.2022) 
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GSF de abril pode chegar a 106,7%, projeta Ampere

A Ampere Consultoria divulgou uma projeção onde estima que o risco hidrológico (GSF) das usinas hidrelétricas para o ano de 2023 deve ficar entre 67%, previsto para setembro a até 106,7%, esperado para abril. As estimativas indicam uma melhora significativa na comparação com o ano passado, devido à recomposição dos reservatórios e da falta de geração térmica fora da ordem de mérito. Mas a consultoria alerta que o segundo semestre tem uma expectativa mais pessimista, ocasionada pela maior produção de usinas eólicas. O ápice do indicador, como apontado, acontece em abril e nos meses posteriores fica abaixo de 100%, em razão do começo do período seco. Os patamares menores devem ser registrados no inverno, entre os meses de julho, com perspectiva de 70% e setembro. De acordo com André de Oliveira, diretor da Ampere, a chamada “safra dos ventos” toma forma e aumenta a produção dos ventos do Nordeste, deslocando a energia hidráulica, assim como a produção de biomassa. O executivo lembra que o pico sazonal da fonte eólica acontece em agosto e setembro, enquanto a baixa fica nos meses de dezembro e fevereiro. Já a fonte solar não tem essa variação anual, sendo relativamente constante. Outro ponto abordado pela Ampere é que a alocação de garantia física tende a se concentrar no segundo semestre, o que colabora para valores mais pessimistas nesse período. A redução da carga normalmente observada nos meses mais frios, pelo menor uso de ar-condicionado em todo o país, favorece a retração no indicador. As estimativas da Ampere já consideram os efeitos da revisão de Garantia Física de Energia das UHEs despachadas centralizadamente, concluída recentemente pelo Ministério de Minas e Energia. Ainda segundo ele, essa ‘extremização’ do índice, com valores muito altos no período úmido e muito baixos no seco deve perdurar no futuro, já que as fontes intermitentes continuam entrando em expansão, ao contrário da hidráulica. Quanto à aparente tranquilidade por conta de 2023 vir em seguida a um bom ano hídrico, Oliveira lembra que até março de 2022, mesmo com boa estimativa havia apreensão, por uma ambiente situação crítica. Só após as chuvas desse período houve a confirmação da tranquilidade de fato. (CanalEnergia - 03.01.2022) 
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Mobilidade Elétrica

Brasil vai estrear no mercado mundial de lítio para bateria

Entre as maiores do mundo, a indústria brasileira de mineração e metais estreia em 2023 na produção de um dos minerais mais importantes desta década, o lítio, que ganhou projeção global ao se tornar primordial para a onda de eletromobilidade. O projeto, em fase final de implantação em Minas Gerais pela Sigma Lithium, deve se consolidar em escala global, posicionando a empresa entre as quatro maiores fabricantes mundiais. A demanda por lítio cresce em ritmo frenético para uso na fabricação de baterias elétricas de automóveis e outros veículos. Com a demanda em alta e oferta apertada, os preços do lítio no mercado global - na forma de concentrado, carbonato ou de hidróxido - foram às alturas. O valor médio do carbonato de lítio saiu de US$ 13.890 a tonelada em 2021 e bateu em US$ 84,071 neste ano - seis vezes mais. O valor médio previsto para 2022 é de US$ 71.245 por tonelada. O Brasil está bem posicionado para ocupar espaço nessa nova onda de consumo, com reservas de relevância mundial. Por exemplo, o nióbio, que tem a maior do mundo. Há ainda níquel, manganês, ferro, grafita e outras. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão estatal de pesquisas, as reservas no país desse mineral, que se tornou estratégico para a transição energética global, estão localizadas no Ceará, no eixo Rio Grande do Norte/Paraíba, no sul de Tocantins com o nordeste de Goiás, na Bahia e em Minas Gerais - no chamado médio Jequitinhonha, na região leste e São João del Rei. Segundo as informações, o Brasil detém uma importante reserva de minério de lítio, espalhada nessas regiões, principalmente no Norte de Minas. Até agora, apenas duas empresas produzem lítio no Brasil: a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) e a AMG Brasil. Mas trata-se de lítio para outras aplicações, como graxas e lubrificantes. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), os requerimentos para autorização de pesquisa do mineral de lítio passou de 35, em 2017, para 417 neste ano (até novembro), estimulados pela corrida global para atender a demanda por lítio voltado à eletrificação de veículos. (Valor Econômico - 20.12.2022) 
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Sigma Lithium: Extração de lítio no Brasil

No plano de negócios da Sigma, de origem canadense, com sede em Vancouver e negociada nas bolsas de Toronto e Nova York (Nasdaq), a produção começa com 270 mil toneladas de concentrado de lítio (tipo espodumênio, “grau bateria”), e saltará, com expansões, a 768,2 mil toneladas ao final de 2024. O volume de carbonato de lítio contido no concentrado foi ajustado para 104 mil toneladas ao final de 2024. A mineradora começa com capacidade de 36,7 mil toneladas no próximo ano. Ao todo, são cerca de R$ 2 bilhões de investimentos nas três fases de produção - a segunda e a terceiras estão sendo aceleradas pela empresa em 2023 e 2024. Foram adicionados quase R$ 800 milhões de aportes para a terceira fase, que foi antecipada. Com esse projeto, cuja vida útil das operações no atual escopo é de 13 anos, a empresa prevê receita líquida de R$ 1,55 bilhão no primeiro ano (2023), US$ 3,52 bilhões do segundo ao oitavo ano (quando terá as três fases de produção), e de US$ 1 bilhão nos cinco anos restantes. Será 100% voltado ao mercado externo. A Sigma diz que seu produto, de grau bateria, tem pureza acima de 99% e já conta com contratos de fornecimento fechados com a fabricante de baterias sul-coreana LG Energy Solution, além da trading japonesa Mitsui. O principal site mineral do projeto da Sigma está na propriedade Grota do Cirilo (adjacente ao rio Jequitinhonha), apontado como o maior depósito de rocha dura (hard rock) de lítio das Américas. O empreendimento começou a ser explorado em escala piloto em 2018. As reservas totais de minério atuais - medidas e provadas -, foram reavaliadas para 77 milhões de toneladas. As 28 áreas de concessão da empresa estão localizadas nos municípios de Araçuaí e Itinga, no chamado Vale do Jequitinhonha - rio que corta a região, uma das mais pobres do país. A operação em escala industrial deve ter início ao longo do primeiro trimestre e as entregas dos primeiros lotes comerciais do concentrado estão previstas para o mês de abril. As instalações de beneficiamento do minério estão em fase final de montagem. (Valor Econômico - 20.12.2022) 
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Novo paradigma do setor automobilístico é marcado por VEs, conectados e autônomos

A Accenture destaca a eletrificação, autonomia, conectividade e compartilhamento como pilares do setor. A busca de sustentabilidade vai mais longe. Mesmo no Brasil, com pressão abrandada pelo etanol, a eletrificação será essencial para participação na cadeia global de suprimentos e mereceria uma agenda de incentivos. A Stellantis anunciou em setembro um acordo, no Brasil, com a empresa de tecnologia LexisNexis para seguros desenhados a partir dos dados de carros conectados. A Tesla inaugurou o modelo de cobrança por atualização de softwares pela internet para liberação de funções ou atualização de modelos mais antigos. No quesito autonomia, montadoras já oferecem até nível 4 - em que o motorista pode se ocupar de outras atividades além de dirigir - e começam a surgir experiências de nível 5, sem motoristas, já em uso em taxis nos Estados Unidos com marcas como Cruise (GM) e Waymo (Google e Stellantis). Serviços de compartilhamento já se tornam mais comuns. No Brasil incluem de veículos pesados, como os da Scania por meio da Lots, com cobrança por volume transportado, até assinaturas no segmento premium, como Audi Luxury Signature. A Audi anunciou a eletrificação de todos lançamentos a partir de 2026 e o fim da produção de veículos a combustão em 2033. Sua família Sphere, apresentada em 2021, já alcançou características como propulsor elétrico com aceleração de 0 a 100 km por hora em quatro segundos, autonomia elétrica superior a 500 km, direção autônoma nível 4 com recolhimento de volante, pedais e displays e capacidade para tarefas como fazer compras ou reservar um jantar de dentro do carro. A Toyota está criando no Japão o protótipo de cidade inteligente Woven City para testar soluções de mobilidade. Além de futuro elétrico, a sensorização de pessoas, edifícios e veículos contará com caminhos sobre o solo para mobilidade automatizada, pessoal e pedestres, e no subsolo, para mercadorias e rede logística da cidade. A GM apresentou em 2021 o conceito Cadillac VTOL, autônomo, elétrico e para um passageiro, sem previsão de comercialização. Segundo o diretor de estratégia de comunicação da GM América do Sul, Nelson Silveira, o objetivo da marca é lançar só elétricos a partir de 2035, enquanto investimentos privados, políticas públicas e ganhos de escala reduzirão custos de conectividade e autonomia. Hoje a marca oferece tecnologias semiautônomas, como frenagem automática de emergência, assistência de manutenção em taxa de rolagem e alerta de ponto cego, e deve aplicar o sistema de condução Super Cruise, capaz até de ultrapassagens em estradas mapeadas, em 22 veículos até 2023. (Valor Econômico - 19.12.2022) 
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Brasil: Carros elétricos e híbridos avançaram 41% nas vendas em 2022

As vendas de carros eletrificados (híbridos, híbridos plug-in e elétricos) no Brasil encerraram 2022 registrando um novo recorde. Segundo os dados compilados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), foram emplacados 49.245 veículos, um crescimento de 41% na comparação com o ano anterior (34.990). O último mês do ano foi o segundo melhor da série histórica da ABVE (iniciada em 2012), com 5.587 emplacamentos, só superado por setembro de 2022 (6.391). Graças a esses resultados, a frota circulante de veículos eletrificados no país é de 126.504 unidades, incluindo automóveis e comerciais leves híbridos (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e totalmente elétricos (BEV). Os carros elétricos (BEV) foram destaque dentro do segmento de eletrificados, encerrando o ano com 8.460 unidades emplacadas, o que representa 17% de participação entre os eletrificados, sendo que apenas em dezembro foram vendidos 898 modelos totalmente elétricos. A ABVE destaca a oportunidade que o Brasil tem de construir um novo parque industrial para veículos elétricos e híbridos, o que seria benéfico do ponto de vista de geração de empregos e também em termos de incorporação de tecnologia. Por fim, a entidade ressalta a confiança com os primeiros discursos do novo governo e o compromisso em promover a Economia Verde. (Inside EVs - 04.01.2023) 
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Empresa de logística farmacêutica inicia operação com caminhão elétrico

Como já dissemos algumas vezes por aqui, a transição energética irá ocorrer de forma mais acelerada entre as empresas, e o setor logística será um dos grandes impulsionadores da eletrificação no país. Um exemplo disso é a operadora Luft Logistics, que iniciou a operação do seu primeiro caminhão elétrico. Medida adotada dentro do programa de ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) da empresa, o projeto contempla a frota da Luft Healthcare - voltada à área da Saúde -, que trabalhou em parceria com o laboratório farmacêutico e de dermocosméticos francês Expanscience. E o primeiro caminhão elétrico da frota Luft Healthcare é um modelo JAC iEV1200T, que está sendo dirigido pela motorista Edna Leite, rodando nas operações urbanas na cidade de São Paulo e na região metropolitana. (Inside EVs - 03.01.2023) 
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Tesla fica aquém da meta de entrega de 2022 e crescimento diminui

A Tesla entregou menos veículos em 2022 do que inicialmente planejado, encerrando um ano em que as ações sofreram seu pior desempenho anual, já que a demanda pareceu diminuir e as interrupções de produção relacionadas à Covid-19 persistiram. A fabricante de veículos elétricos de Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (02) que entregou cerca de 1,31 milhão de veículos no ano passado, um aumento de aproximadamente 40% em relação a 2021. A empresa precisaria entregar mais de 1,4 milhão de veículos para atingir sua meta inicial de aumentar as entregas em 50% ou mais. A Tesla sinalizou em outubro que provavelmente ficaria aquém de sua meta, e Wall Street já havia moderado suas expectativas de entrega para cerca de 1,34 milhão para 2022, de acordo com o FactSet. (O Estado de São Paulo - 03.01.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Nestlé Waters será pioneira na adoção de um trem de carga a hidrogênio

A partir de 2025, a Nestlé Waters, uma filial do grupo Nestlé localizada na França, passará a usar o primeiro trem de carga movido a hidrogênio. O veículo ferroviário conta com um vagão de hidrogênio renovável, projetado pela Alstom. O H2 renovável é fornecido pela ENGIE. Com isso, a expectativa é de que a Nestlé Waters reduza 10.000 toneladas equivalentes de CO2 por ano, em comparação com a locomotiva atual, movida a diesel. A solução será capaz de transportar mercadorias por longas distâncias, tanto em escala nacional, na França, quanto para outros países europeus. Nesses trechos mais longos, o trem será movido a eletricidade da rede ferroviária e a hidrogênio em locais não eletrificados. A perspectiva é de que, a partir de 2025, o veículo transporte água mineral da marca VITTEL entre a sede da companhia, localizada em Vosgos, no Leste da França, e seus vários centros de distribuição no país, em distâncias superiores a 600 km. (Além da energia – 03.01.2023) 
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Projeto de flexibilidade de Roma começa 

RomeFlex, um projeto de flexibilidade da italiana DSO Areti, começou. O projeto visa impulsionar redes de distribuição mais inteligentes na cidade de Roma. De acordo com o DSO, RomeFlex (Reshaping Operational MEthods to run grid FLEXibility) permite a criação de um mercado de flexibilidade local em algumas áreas da cidade. O projeto foi desenvolvido em resposta à Resolução 352/21 da Autoridade Reguladora de Energia, Redes e Ambiente (ARERA), que visa o avanço de projetos-piloto que permitam aos distribuidores experimentar a oferta de serviços flexíveis locais. Os clientes de baixa e média tensão cujas usinas se enquadrem nas áreas identificadas poderão modular seu consumo/produção e poderão participar do projeto oferecendo seus serviços de flexibilidade à Areti. Os clientes da RomeFlex poderão assim se tornar um provedor de serviços de flexibilidade e participar ativamente de sua gestão. (Smart Energy – 04.01.2023) 
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Energias Renováveis

BNDES aprova R$ 3,5 bi para financiar projetos de geração de energia renovável

No apagar das luzes de 2022, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 3,5 bilhões para projetos de geração de energia renovável nas fontes eólica e solar fotovoltaica, para os grupos Pan American Energy, Atlas Renewable Energy e Engie. O crédito será por meio da linha BNDES Finem Geração de Energia, com prazo de 24 anos. Somadas, as usinas terão capacidade instalada de 1,5 gigawatts (GW), energia suficiente para atender 2,6 milhões de residências. Dos projetos que serão financiados, R$ 1,1 bilhão serão para o complexo Solar Boa Sorte, que o grupo Atlas está implantando em Paracatu, no estado de Minas Gerais. A usina terá 438 megawatts (MW) de capacidade e fornecerá parte da energia gerada para a Hydro Rein e a Albras, por meio de acordos de autoprodução. O complexo contará com 778 mil painéis solares e deve entrar em operação comercial em janeiro de 2025. Outros R$ 900 milhões serão destinados a oito das dez usinas do Complexo Eólico Novo Horizonte, do grupo Pan American Energy. O empreendimento de 423 MW de capacidade ficará entre os municípios baianos de Novo Horizonte, Boninal, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Piatã. Ainda na Bahia, o banco financiará R$ 1,5 bilhão do Complexo Eólico Serra do Assuruá, que a Engie está construindo em Gentio do Ouro. O complexo é formado por 24 parques eólicos com 188 aerogeradores da Vestas e terá capacidade instalada total de 846 MW. A entrada em operação comercial acontecerá de forma escalonada entre julho de 2024 e junho de 2025. (BroadCast Energia – 04.01.2023) 
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Absolar: energia solar atinge 23,9 GW e se torna 2ª maior fonte do país, à frente de eólica

A energia solar fotovoltaica acaba de atingir 23,9 gigawatts (GW) de capacidade instalada no País, ultrapassando a energia eólica, que registra 23,8 GW, informa a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O grande impulso da fonte de energia gerada pelo sol vem sendo dado pela Geração Distribuída (GD), sistema de geração de energia elétrica instalado em telhados, empresas e terrenos, e que possui prazo para aproveitar benefícios carregados desde o início da implantação da fonte no Brasil, em 2012, como a não cobrança do serviço de transmissão pelas distribuidoras. “A tecnologia ajuda a diversificar a matriz elétrica do País, aumentar a segurança de suprimento, reduzir a pressão sobre os recursos hídricos e proteger a população contra mais aumentos na conta de luz”, afirma em nota Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar. “O crescimento da fonte solar fortalece também a sustentabilidade, a transição energética e a competitividade dos setores produtivos”, acrescentou. (BroadCast Energia – 03.01.2023) 
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Gás e Termelétricas

ANP e Agenersa fecham acordo para estudos sobre regulação de gás natural

A ANP fechou um acordo de cooperação técnica com a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) para desenvolver estudos a respeito da regulação de atividades de gás natural. As agências vão aprofundar debates sobre as regulações federais e estaduais, além de debater o Novo Mercado de Gás, programa do governo federal para a abertura do mercado e atração de novos investimentos. Em nota, a ANP afirmou que a cooperação prevê também treinamento e formação na área de regulação do gás natural canalizado, gás natural comprimido (GNC) e gás natural liquefeito (GNL), além da troca de informações relevantes e estudos sobre a regulamentação do transporte, distribuição e comercialização do gás. Devem ocorrer ainda estudos sobre as fronteiras de competência da regulação do biogás de distintas origens. (Valor Econômico - 22.12.2022) 
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DOU: Superintendência/Cade vai aprofundar análise de consórcio entre Ultragaz e Supergasbras

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou "complexo" o ato de concentração que prevê a formação de um consórcio das empresas Ultragaz e Bahiana, do Grupo Ultrapar, com Supergasbras Energia e Minasgás, do Grupo SHV, para compartilhamento de parte de suas operações e de sua infraestrutura de bases de armazenamento e envase de GLP. Com isso, o departamento do Cade determinou a realização de novas diligências para aprofundar a análise do caso. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira. No documento, a Superintendência diz que "resguarda a sua faculdade de posteriormente, se for o caso, requerer ao Tribunal Administrativo do Cade a dilação do prazo" para conclusão da análise do ato de concentração, notificado ao Cade em julho passado. (BroadCast Energia – 04.01.2023) 
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Copel fecha novo contrato de fornecimento de gás natural da usina de Araucária com Petrobras

A Copel comunicou que a sua subsidiária indireta UEG Araucária (UEGA) fechou com a Petrobras um novo contrato de compra e venda de gás natural para geração termelétrica, na modalidade interruptível. O contrato prevê o fornecimento de 2,15 milhões de metros cúbicos de combustível por dia e será válido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2023. Assim, segundo a companhia, a termelétrica permanece disponível ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e pode ser despachada a critério do Operador Nacional do Sistema (ONS). Além disso, a Copel também informou que a UEGA celebrou um contrato de prestação de serviço de distribuição de gás com a Compagas, para movimentação do ponto de recebimento até o ponto de entrega para a usina. (Valor Econômico - 26.12.2022) 
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GNLink e Tradener assinam acordo para projeto de liquefação de gás natural no Paraná

A GNLink Distribuidora de Gás Natural e a Tradener firmaram um memorando de entendimentos para implantação de projeto de liquefação de gás natural no campo de Barra Bonita, no município de Pitanga, no Paraná, para suprimento de até 100 mil m³ por dia de gás natural e até 5 MWh de energia elétrica, já a partir do último trimestre de 2023. Segundo as empresas, o volume garante a disponibilidade do energético ao mercado para fornecimento de GNL a potenciais clientes nos estados do Sul do Brasil. A Tradener ficará responsável pelo suprimento de gás natural e energia elétrica no campo de Barra Bonita, enquanto a GNLink será responsável pelo projeto, construção e operação da liquefação, enchimento, armazenamento, transporte e regaseificação do GNL nos pontos de entrega. (Valor Econômico - 03.01.2023) 
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No setor de óleo e gás, a preferência é por empresas de exploração e produção

Empresas de exploração e produção (E&Ps) podem alcançar melhor performance dentro do segmento de óleo e gás, com destaque para a Petro Rio e 3R Petroleum, segundo relatório do Santander divulgado. A exceção à regra é a Petrobras, que o banco vê com cautela em função de possíveis mudanças que podem impactar os resultados da estatal. A empresa favorita do Santander para o segmento continua sendo a PetroRio, em função do ambiente de altos preços globais do petróleo, tendência contínua de fusões e aquisições e qualidade operacional, segundo o banco. (BroadCast Energia – 03.01.2023) 
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Alemanha reduz consumo de gás da Rússia em mais da metade

Antes da guerra da Ucrânia, a Rússia fornecia cerca de 55% do gás natural usado na Alemanha. Porém, o conflito alterou a dinâmica do mercado de energia da Europa após a interrupção do fornecimento de gás por Moscou e as sanções contra o petróleo russo pela União Europeia. Diante do cenário desafiador, a Alemanha conseguiu reduzir em mais da metade o gás importado da Rússia, segundo a BDEW, grupo empresarial alemão de empresas de energia. O estudo revelou que a porcentagem de gás russo usado na Alemanha passou de 55% em 2021 para 20% neste ano graças à importação de gás liquefeito. Holanda e Bélgica também começaram a enviar mais gás via tubulação para a Alemanha, o que ajudou na substituição das importações. (Valor Econômico - 20.12.2022) 
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Japão usará Forças de Autodefesa para proteger usinas nucleares

O governo japonês encarregará as Forças de Autodefesa do país de proteger a infraestrutura crítica, como usinas nucleares. De acordo com fontes do governo, as autoridades revisarão a política operacional das FDS, que atualmente está limitada a responder a emergências, e realizarão exercícios em tempo de paz com a polícia e a Guarda Costeira do Japão nos municípios onde as FDS estão localizadas para praticar a interceptação de mísseis. (BroadCast Energia – 03.01.2023) 
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