IFE
28/11/2022

IFE 5.620

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
28/11/2022

IFE nº 5.620

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.620

Regulação

Congresso vota na terça-feira (06/12) projetos que podem aumentar conta de luz 

Na terça-feira (06/12) o congresso decide sobre dois projetos que podem encarecer ainda mais a conta de luz dos brasileiros. O primeiro se trata da redefinição do custo de transmissão para geradores de energia. O segundo sobre a postergação por 12 meses de subsídios dado à geração de energia própria (geração distribuída). Geradores de energia do Sudeste e Nordeste se dividem sobre a redefinição nos custos de transmissão, conhecida pelo jargão “sinal locacional”. A mudança na metodologia foi medida aprovada pela Aneel após três consultas públicas com os agentes do setor e prevê maiores encargos para os agentes que mais onerem o sistema de transmissão, no caso os que estão no Nordeste. Isto porque os centros consumidores estão principalmente no Sudeste, a energia produzida no Norte e Nordeste precisa percorrer milhares de quilômetros de linhas. (Valor Econômico - 28.11.2022) 
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Lobistas empurram benefícios regressivos para consumidores do mercado regulado de energia

Corremos o risco de ver aprovado o PL 2.703/22, que pede mais 12 meses de subsídios para a geração distribuída. A principal fonte beneficiada será a energia solar. De lobby em lobby, vão empurrando para os consumidores do mercado regulado benefícios dispensáveis e regressivos. Começou com a enganosa propaganda de “taxar o sol”. Ninguém defendia qualquer tipo de tributo sobre energia solar, só que incentivos não eram mais necessários. As fontes solar e eólica no Brasil são eficientes, têm alto fator de produtividade. O retorno dos investimentos realizados é bom e rápido. Como são fontes intermitentes, precisam de baterias para garantir segurança a todo sistema elétrico. Essa função pode ser assumida tanto pelas usinas térmicas a gás quanto pelas hidrelétricas, que não são remuneradas por esse serviço prestado. Por isso, uma nova regra tarifária, que leve em consideração os atributos de cada fonte, deveria estar em discussão. Custos e benefícios contabilizados, sem espaço para subsídios desnecessários e distorcivos. (O Estado de São Paulo – 25.11.2022)    
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Aneel anuncia bandeira tarifária verde para dezembro 

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira (25) a manutenção da bandeira tarifária verde no mês de dezembro para as contas de luz dos consumidores conectados ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Com isso, não haverá cobrança extra na conta de luz pelo oitavo mês seguido. A justificativa da agência é que as condições de geração de energia no país estão boas. "Com a chegada do período chuvoso, melhoram os níveis dos reservatórios e as condições de geração das usinas hidrelétricas, as quais possuem um custo mais baixo. Dessa forma, não é necessário acionar empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas", afirmou a Aneel, em nota. (Folha de São Paulo – 25.11.2022) 
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Tarifa de energia deve subir, em média, 5,6% em 2023, estima Aneel 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a tarifa de energia vai subir 5,6%, em média, em 2023. O dado foi informado pela agência na quarta-feira ao grupo de Minas e Energia do governo de transição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi a primeira reunião entre os diretores da Aneel e a equipe do governo eleito que trata do assunto. O reajuste nas tarifas de energia leva em conta os custos de transmissão, distribuição, subsídios e a energia propriamente dita. Isso varia conforme o nível de chuvas e o dólar, por exemplo, entre outros fatores. Os reajustes são anuais e variam entre cada distribuidora. Segundo as estimativas da Aneel, sete distribuidoras devem ter reajuste superior a 10%; 15 distribuidoras com reajuste entre 5% e 10%; 17 distribuidoras devem ter reajuste entre 0% e 5%; 13 distribuidoras devem ter reajuste inferior a 0%, ou seja, uma redução. Eles não informaram os nomes das distribuidoras que terão cada aumento. (O Globo – 24.11.2022) 
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Comissão aprova projeto que autoriza assentado da reforma agrária a explorar energia renovável

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei do Senado que permite a exploração de energia renovável (eólica, solar, hídrica e bioenergia) pelos assentados da reforma agrária, mediante autorização do Incra. Pelo texto, a produção de energia renovável deve ocorrer de forma complementar ao cultivo da terra, e poderá ser feita diretamente pelo assentado ou por meio de contrato com terceiros. Neste último caso, a celebração de contrato será acompanhada por sindicato de trabalhadores rurais. O Projeto de Lei 3266/21 foi relatado pela deputada Silvia Cristina (PL-RO), que deu parecer favorável. Ela afirmou que a proposta promove a justiça social e é estratégica para o setor energético. (Câmara Notícias – 24.11.2022) 
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ALPR aprova lei que permite privatização da Copel em 2023

Levou apenas três dias para que o governador do Paraná, Ratinho Júnior, conseguisse a aprovação da Assembleia Legislativa para avançar com a privatização da Copel. Na última segunda-feira, 21, o chefe do Executivo paranaense havia encaminhado ao Legislativo o Projeto de Lei (PL) 493/2022, que na prática permite tornar a empresa uma corporação na qual nenhum acionista poderá deter mais do que 10% de seu capital votante. Ontem, 24, os deputados já haviam aprovado a proposta por maioria de votos. O texto segue agora para a sanção do governador e sinaliza que a companhia poderá ser privada em 2023. Na avaliação de analistas de mercado, a privatização da estatal eliminará o risco político que pesa sobre as estatais e destravará valor nas ações da empresa. (BroadCast Energia – 24.11.2022) 
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Transição Energética

UE continua na vanguarda da investigação sobre energias limpas 

O rápido desenvolvimento e implantação de tecnologias domésticas de energia limpa na UE é fundamental para a resposta à atual crise energética, informa a Comissão Europeia. No último relatório de progresso sobre a competitividade das tecnologias de energia limpa na região, a Comissão afirma que o investimento em I&I está em constante crescimento e que, a nível mundial, a UE continua a liderar as invenções «verdes» e as patentes de elevado valor com aplicações em as áreas de clima e meio ambiente (23%), energia (22%) e transporte (28%). No entanto, é preciso haver esforços contínuos para reduzir a dependência e efetivamente diversificar o fornecimento de matérias-primas, com seus preços crescentes afetando gravemente a competitividade das tecnologias de energia limpa. (Smart Energy – 28.11.2022) 
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Crise de energia na UE deve durar anos, diz indústria 

A crise energética da Europa pode persistir por anos se a região não conseguir reduzir a demanda e garantir novos suprimentos de gás, de acordo com novas advertências de executivos e analistas do setor de energia. A Europa deve ser capaz de lidar com a crise no fornecimento de gás natural nos próximos meses graças às reservas consideráveis, embora o continente possa enfrentar uma crise energética maior no próximo inverno, disse Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Birol disse que, salvo imprevistos, “a Europa passará por este inverno com algumas dores de cabeça econômicas e sociais, contusões aqui e ali” como resultado dos esforços para se livrar do gás russo e da escalada dos custos de energia resultantes da guerra na Ucrânia. (Valor Econômico - 25.11.2022) 
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Indústria de energia limpa pronta para capitalizar com a aprovação do IRA, mas problemas persistentes de política levam ao trimestre mais lento em 3 anos 

Armazenamento de energia continua com crescimento significativo Enquanto a indústria de energia limpa comemorou a aprovação em agosto da Lei de Redução da Inflação (IRA), o maior investimento em energia limpa na história dos EUA, os desafios políticos continuaram a limitar o crescimento da energia limpa no terceiro trimestre, de acordo com um novo relatório divulgado pela American Clean Associação de Energia (ACP). De julho a setembro de 2022, foram instalados 3,4 gigawatts (GW) de nova capacidade de energia limpa em escala de serviços públicos, elevando as instalações acumuladas no ano de 2022 para 14,2 GW, de acordo com o Relatório trimestral de mercado de energia limpa . As instalações caíram 22% em comparação com o terceiro trimestre de 2021 e 18% no acumulado do ano. As instalações eólicas trimestrais caíram 78%, enquanto as instalações solares caíram 23%. Apenas o armazenamento por bateria, que comissionou 1,2 GW neste trimestre, aumentou as instalações em comparação com o terceiro trimestre de 2021. (EE Online – 28.11.2022) 
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Empresas

Governo do PR planeja privatização da Copel para o 2º semestre de 2023

A Copel ditou o ritmo do mercado na última semana. A decisão do governo do Paraná de vender parte substancial do capital da companhia, anunciada na segunda-feira (21), foi seguida pela aprovação da Assembleia Legislativa do Estado dois dias depois. O presidente da empresa, Daniel Slaviero, revelou, na sexta-feira, que o plano é concluir a operação no segundo semestre de 2023. Nesta semana, começam as negociações com o BNDES, também acionista, para avaliar a possibilidade de venda conjunta. A base da operação, como foi anunciado, é uma oferta secundária. Mas não está descartada uma operação casada, com oferta primária e secundária de ações. ”O arcabouço jurídico que a gente copiou foi inspirado na Eletrobras, de true corporation com umas travas para manter o controle disperso e o acréscimo da golden share para desinvestimentos em distribuição. Em relação a uma eventual oportunidade de fazer (oferta) primária para a companhia, para alguns investimentos ou mesmo para pagar o bônus de outorga de Foz do Areia, de R$ 1,830 bilhão, vamos analisar a partir de agora. Não temos ainda opinião formada sobre isso”, explica o executivo. No BNDES, a informação é que a instituição ainda não foi procurada para uma eventual orientação na modelagem da operação. O BNDES seria o caminho natural para a execução do modelo da oferta pública, que necessita de uma série de cuidados por ser um ativo do governo. O principal objetivo da operação é manter a competitividade da companhia, preservando seus ativos de geração. Leia-se aí, principalmente, preservar 100% da usina de Foz do Areia. De acordo com a Lei 9074/95, o prazo do contrato entre União e Copel para o uso da hidrelétrica, com capacidade de geração de 1,67 gigawatts de energia, se encerra no ano que vem. A mudança da natureza jurídica da Copel, transformada em corporação, ou seja, companhia pública de capital pulverizado, invalidaria a regra, pela interpretação jurídica do governo do Paraná. Esta seria, portanto, a primeira renovação da “nova” Copel. (O Estado de São Paulo – 27.11.2022)
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Anúncio de venda da Enel Ceará atrai atenção das elétricas

Menos de uma semana após colocar à venda sua concessionária de distribuição de energia no Ceará, o grupo italiano Enel já viu ao menos dois grandes concorrentes do setor manifestarem publicamente interesse pelo ativo. Pouco após o anúncio, executivos da Copel e da CPFL disseram que pretendem avaliar a distribuidora, o que pode ser considerado um bom sinal para a companhia, que neste ano já acertou a venda de sua distribuidora em Goiás por R$ 1,6 bilhão mais passivos da concessionária. Segundo fontes, a Equatorial também se mostra disposta a avaliar a distribuidora cearense. Hoje a Enel Ceará (antiga Coelce) é uma das poucas oportunidades deste setor que se encontra disponível no mercado, e a tendência é que outras empresas do setor também entrem no páreo. Há especulações que a concessão também atraia interesse da Energisa, EDP e Neoenergia. O ativo é considerado “redondo” e lucrativo. No acumulado em nove meses, a distribuidora obteve lucro líquido de R$ 389,5 milhões e Ebitda de R$ 1,07 bilhão, com margem de 16,85%. Com alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda de 2,56 vezes. Se por um lado a Enel poderá encontrar um comprador sem tanto sofrimento, o mesmo não pode ser dito da Amazonas Energia, que pertence ao consórcio Oliveira Energia/Atem. Com dívidas e dificuldades operacionais, a concessão é tratada por analistas e empresários do setor como o patinho feio das distribuidoras e deve encontrar mais dificuldades para ser vendida. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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Gerdau vai investir até R$ 1,5 bi na Newave Energia

A Gerdau anunciou na última sexta-feira (25) que sua empresa de tecnologia e inovação Gerdau Next vai investir até R$ 1,5 bilhão para ter 33% da geradora de eletricidade Newave Energia, segundo comunicado ao mercado. O grupo siderúrgico vai investir em uma primeira etapa, em 2023, R$ 500 milhões no negócio, com o restante vinculado ao cumprimento de metas, informou a companhia. Além da Gerdau, a NW Capital e fundos da XP vão investir até R$ 3 bilhões para terem o restante da Newave Energia. Os investimentos vão financiar projetos novos da Newave Energia com capacidade de cerca de 2,5 gigawatts, exclusivamente de fontes solar e eólica, disse a siderúrgica. A expectativa de início de geração é nos anos de 2025 e 2026. Os recursos serão usados também em projetos existentes e em comercialização de eletricidade, informou a Gerdau, que vai comprar 30% da energia gerada pela Newave em regime de autoprodução. (Folha de São Paulo – 25.11.2022) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário segue em R$ 55,70 por MWh em todos os submercados do País

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) desta sexta-feira,25, é de R$ 55,70 MWh em todo o País, segundo informações da CCEE. O indicador segue no mesmo patamar, o mínimo regulatório, desde 14 de setembro. Não há oscilação no valor praticado ao longo do dia, de modo que os preços médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas sobre os reservatórios e o nível de armazenamento nas usinas hidrelétricas. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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Aneel mantém bandeira verde em dezembro, sem taxa adicional na conta de luz

A Aneel informou nesta sexta-feira, 25, que manterá a bandeira verde acionada em dezembro para todos os consumidores conectados ao setor elétrico nacional. Com a decisão, as contas de luz seguem sem cobrança adicional. A bandeira verde está em vigor para todos os consumidores desde 16 de abril. De acordo com a agência, o patamar reflete o nível dos reservatórios das hidrelétricas, devido ao período de chuvas. "Com a chegada do período chuvoso, melhoram os níveis dos reservatórios e as condições de geração das usinas hidrelétricas, as quais possuem um custo mais baixo. Dessa forma, não é necessário acionar empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas", diz a nota. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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Carga deve crescer 1,2% em dezembro, aponta ONS

As projeções de carga do ONS apresentadas na primeira reunião da Programação Mensal da Operação (PMO) de dezembro, apontam para uma expectativa de crescimento de 1,2% para o mês de dezembro, atingindo 71.334 MW médios. Para final de novembro, a previsão é de queda de 3,7% para 67.717 MW médios na comparação anual e a perspectiva para o próximo janeiro indica alta de 3%, chegando a 74.431 MW médios. Na comparação anual, a revisão quadrimestral apontava para aumento de 2,1%, volume que baixou para 0,8% ou 70.064 MW médios. (CanalEnergia - 24.11.2022) 
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ONS: Custo Marginal da Operação sai do valor nulo e vai a R$ 0,07 por MWh

O Custo Marginal da Operação (CMO) foi estabelecido em R$ 0,07 por MWh para todos os submercados, saindo do valor nulo estabelecido até a semana passada, informou há pouco o ONS, durante reunião do Programa Mensal de Operação (PMO) referente a dezembro. Conforme projeção do ONS, a perspectiva é que o CMO permaneça em R$ 0,07/MWh pelas próximas quatro semanas, recuando nas duas semanas seguintes. O CMO é o custo para se produzir 1 MWh para atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN). (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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ONS: ENA do Sudeste/Centro-Oeste deve ficar em 95% da média histórica em dezembro

A Energia Natural Afluente (ENA) nos reservatórios das hidrelétricas deve se manter abaixo da média histórica em dezembro na maior parte do SIN, informou o ONS durante reunião do Programa Mensal da Operação (PMO). No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que responde por grande parte da capacidade de armazenamento do SIN, a ENA deve ficar em 95% da média de longo prazo (MLT), com possibilidade de ficar em ENA mínima de 69% e máxima de 121%. O Sul, que tem uma característica de maior volatilidade, deve ter afluências em 81% da média de longo termo (MLT), com perspectiva de piso de 46% e teto de 124%. O Nordeste também tem previsão de ENA de 81%, mas com cenário de limite inferior de 56% e superior de 106%. Já o Norte, que vem registrando vazões acima da média em novembro, deve seguir com grande volume de ENA em dezembro, de 159% da MLT, com oscilação entre 127% e 192%. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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ONS: Reservatórios do Sudeste e Nordeste devem ter recuperação em dezembro

Dezembro deve marcar a retomada do movimento de recuperação de reservatórios das hidrelétricas do País, após um mês de novembro que ainda mostrou algum consumo dos volumes armazenados em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo projeções do ONS, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra cerca de 70% da capacidade de armazenamento do SIN, deve encerrar o ano com armazenamento em 52,1%, alta de 5,3 pontos porcentuais (p.p.) em relação aos atuais 46,8%. O volume de Energia Armazenada no Nordeste deve aumentar 7,4 p.p., passando dos 58,6% anotados hoje para 66% ao fim de dezembro. Já o Norte deve ter oscilação negativa de 2 p.p. no nível de armazenamento, dos atuais 51,5% para 49,5%. A maior baixa deve ser verificada no Sul, onde a Energia Armazenada deve cair 7,9%, para 74%. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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Região Nordeste está com 59,3% da capacidade dos reservatórios

Operando com 59,3% de sua capacidade de armazenamento, os reservatórios do Nordeste apresentaram queda de 0,2 ponto percentual na última quarta-feira, 23 de novembro, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia armazenada marca 30.638 MW mês e ENA de 3.749 MW med, equivalente a 58% da MLT. A região Norte teve recuo de 0,4 p.p e os reservatórios trabalham com 52,7% da capacidade. A energia retida é de 8.070 MW mês e ENA de 3.661 MW med, valor que corresponde a 85% da MLT. O submercado do Sudeste/Centro-Oeste teve redução de 0,2 p.p e a capacidade está em 47,3%. A energia armazenada mostra 96.806 MW mês e a ENA é de 22.601 MW med, valor que corresponde a 76% da MLT. Os reservatórios da Região Sul contaram com diminuição de 1 p.p e operam com 82,7%. A energia armazenada é de 16.914 MW mês e a energia natural afluente marca 5.277 MW med, correspondendo a 79% da MLT. (CanalEnergia - 24.11.2022) 
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ONS: Nova curva de representação de condicionantes para São Francisco será usada em 2023

O ONS adotará a partir de 2023 uma nova Curva de Representação dos Condicionantes Hidráulicos (CRCH) para a bacia do rio São Francisco. A nova metodologia já será utilizada em dezembro, em uma aplicação "sombra", com implementação operacional a partir do Programa Mensal de Operação (PMO) de janeiro. A curva limita a defluência máxima mensal da hidrelétrica Xingó nos modelos energéticos utilizados no setor (DESSEM, DECOMP e NEWAVE) diante da perspectiva de operação da usina de Sobradinho na faixa de normalidade, ou seja, acima de 60% de armazenamento. Anteriormente, não havia esse limite máximo para essa condição. Pela nova regra, a defluência máxima mensal para a usina será de 2,6 mil m³/d em janeiro e fevereiro, reduzindo a 2,3 mil m³/d em março e chegando a um mínimo de 1,5 mil m³/d entre maio e junho. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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ONS: Carga de energia cai 7,2 GW durante jogo da seleção brasileira

A carga de energia caiu 7,2 GW no primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar, nesta quinta-feira, 24, o que corresponde a cerca de 10% em relação à carga média do Sistema Interligado Nacional (SIN) de um dia típico, informou o ONS. A queda foi observada a partir das 14h20 e ocorreu em um ritmo menor do que o esperado pelo operador, comentaram técnicos do ONS durante reunião do Programa Mensal da Operação (PMO). A expectativa era de uma redução da carga da ordem de 15 GW. Segundo os técnicos, a queda ficou em linha com o esperado no Sudeste/Centro-Oeste, mas ficou abaixo do previsto no Sul, Nordeste e Norte. Na retomada da carga, houve um aumento de 9,6 GW, ou 13%, em uma hora após a partida. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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Mobilidade Elétrica

Osten instala pontos de recarga gratuita para VEs

A Osten Group instalou 15 carregadores elétricos do tipo wallbox na cidade de São Paulo , Baixada Santista e no Vale do Paraiba, sempre em estabelecimentos públicos , e com as recargas sendo realizadas de forma gratuita. Em 2021, a empresa realizou uma parceria com shopping centers e supermercados para realizar a instalação dos carregadores públicos, e após os novos equipamentos instalados, a empresa planeja encerrar 2022 com 25 pontos de recarga em funcionamento. Os equipamentos escolhidos são fornecidos pela BMW , e contam com o padrão Tipo 2 , mais comum nos veículos importados de mercados europeus, e apesar de conter o logotipo da marca alemã, os carregadores podem fornecer energia para qualquer veículo elétrico, desde que tenha o plug de carregamento compatível. (IG - 26.11.2022)
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GM promete VEs a preços acessíveis como política de longo prazo

A estratégia de eletrificação da GM será bem agressiva para avançar na participação de mercado, com os executivos da empresa afirmando que não serão praticados preços "oportunistas" para seus próximos lançamentos de veículos elétricos. Será uma abordagem de longo prazo e com valores 'honestos' para a realidade de cada segmento, segundo as palavras da própria marca. O executivo Mark Reuss no começo do mês em um evento para investidores da empresa em Nova York disse que a missão da GM é oferecer: "veículos realmente bons a preços de segmento apropriados que não custam a ninguém mais caro do que o que eles estavam pagando para ter um modelo equivalente a combustão." E acrescentou: "É nosso trabalho entregar o valor comercial, ser capaz de fazer isso em margens que eram semelhantes – ou, em alguns casos, acima – do que fizemos em um veículo a combustão.” Além disso, a empresa afirma que estará atenta aos clientes e quantidade de pedidos para modelos novos para evitar a cobrança de ágio e práticas afins, nem que para isso tenha que limitar as reservas e perder vendas. O plano estratégico da GM prevê o lançamento de vários carros elétricos, incluindo a marca Chevrolet, que verá a estreia de modelos como o Equinox EV, Blazer EV e Silverado EV já nos próximos meses. (Inside EVs - 26.11.2022) 
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Índia na estratégia de carros elétricos da Stellantis

A Stellantis está de olho na Índia. Devido aos custos de produção de carros elétricos cada vez mais altos na Europa, o grupo automotivo já considera o país asiático como uma alternativa de baixo custo para fabricar modelos zero combustão. A revelação partiu do próprio CEO da Stellantis, Carlos Tavares, em entrevista à Reuters. De acordo com a agência de notícias, a montadora se mostra interessada em especial nos baixos custos trabalhistas e de produção da Índia. A produção em solo indiano serviria para abastecer o mercado europeu. E seria uma alternativa não só aos altos custos de fabricação na Europa, mas também em relação à concorrência feroz da China. "Até agora, a Europa não consegue fabricar veículos elétricos acessíveis. Então, a grande oportunidade para a Índia seria poder vender carros compactos elétricos a um preço acessível. Ainda não decidimos sobre essa questão, mas é no que estamos trabalhando", afirmou Tavares à Reuters. (Automotive Business - 25.11.2022)
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Energias Renováveis

Andrade Gutierrez inicia execução de um novo projeto de geração de energia eólica na Bahia

A Andrade Gutierrez (AG) tem se consolidado na execução de obras de energia renovável pelo Brasil e já é uma das maiores construtoras de parques solares da América Latina. Atualmente, executa de forma simultânea os dois maiores complexos solares das Américas, um na Bahia e outro em Minas Gerais. Recentemente, a companhia iniciou a construção do primeiro projeto eólico gerido 100% por ela mesma, localizado na Bahia. Desde 2015, a empresa também atua na fabricação de torres metálicas em sua fábrica em Jacobina (BA), região central de desenvolvimento e implantação de novos projetos de energia eólica. A obra do novo projeto eólico na Bahia concluiu as etapas iniciais de mobilização de recursos e atualmente executa as atividades de terraplanagem dos acessos, iniciando a concretagem das bases dos aerogeradores do parque, que tem potência instalada de 423 MW e conta com 94 aerogeradores Vestas de 4,5MW. A previsão é que o empreendimento entre em operação no primeiro semestre de 2024. (Petronotícias - 25.11.2022) 
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Gerdau e NW Capital anunciam investimento em plataforma de energia renovável

A Gerdau Next, controlada pela Gerdau, e o Fundo de Investimentos Newave Energia I Advisory (NW Capital) assinaram dois instrumentos vinculantes para investimentos de até R$ 4,5 bilhões com a Newave Energia relacionados a uma nova plataforma de geração de energia renovável. O aporte visa projetos greenfield de geração de energia elétrica com capacidade de aproximadamente 2,5 GW. Essa energia será de fonte solar ou eólica e a expectativa é que a geração se inicie nos anos de 2025 e 2026, em projetos brownfield e em atividades de comercialização de energia elétrica, seja na modalidade varejista, direcional ou transações de pré-pagamento. De sua parte, a Gerdau Next investirá até R$ 1,5 bilhão, distribuído em duas etapas. Inicialmente R$ 500 milhões serão destinados a subscrições e integralizações ao longo de 2023. Já o R$ 1 bilhão restante será condicionado ao cumprimento de determinadas metas. (Valor Econômico - 25.11.2022) 
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Resolução oficializa mistura do biodiesel de 10% até março de 2023

O presidente Jair Bolsonaro publicou a resolução do CNPE que mantém a mistura do biodiesel ao diesel fóssil em 10% até 31 de março de 2023. No despacho, o governo rejeitou o artigo que permitia a participação de produtos de outras rotas tecnológicas, como os coprocessados, no mandato do biocombustível. A resolução foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (25/11). A medida desagradou ao setor produtivo de biodiesel. A indústria e o Ministério da Agricultura defenderam teor de 12% a partir de janeiro, mas tiveram voto vencido na reunião desta semana do CNPE. Além disso, os produtores também reclamam de interferência do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e do presidente Jair Bolsonaro em temas que já estavam em debate com a equipe de transição. O grupo técnico de agricultura do governo eleito condenou a decisão do CNPE. (Valor Econômico - 25.11.2022) 
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Alemanha estabelece imposto de 90% sobre lucros inesperados de energias renováveis

O governo planeja reduzir 90% dos ganhos acima de € 130 por megawatt-hora para energia solar, eólica e nuclear, de acordo com um projeto de lei visto pela Bloomberg News. O governo está tentando recuperar alguns dos lucros que empresas estão obtendo com os altos preços da energia. O imposto inesperado será aplicado aos produtores de eletricidade em uma escala móvel com base no combustível que eles usam. As usinas de lenhite serão tributadas sobre ganhos acima de € 52 por megawatt-hora e as usinas de petróleo, € 28. As medidas serão aplicadas por 10 meses, retroativos ao início de setembro de 2022, até o final de junho de 2023 e podem ser prorrogadas até o final de 2024. A Alemanha estabeleceu um pacote de 54 bilhões de euros em 22 de novembro que impõe um teto aos preços do gás para empresas e residências a partir do próximo ano, com mais destinados à eletricidade. A ajuda para as contas será parcialmente financiada pelo imposto inesperado, do qual o governo espera arrecadar bilhões de euros, segundo autoridades. (Valor Econômico - 24.11.2022) 
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Gás e Termelétricas

EPE: GNL em pequena escala é mais vantajoso por rodovias

Um dos maiores desafios para desenvolver o mercado nacional de gás natural no Brasil é aumentar a capilaridade do transporte do insumo energético a preços competitivos para regiões sem atendimento, principalmente no interior do País. Em estudo para tentar apontar soluções para o problema, a EPE concluiu que o transporte rodoviário do Gás Natural Liquefeito (GNL) em pequena escala (cerca de 2 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural) seria a melhor solução logística de suprimento nesse processo de interiorização do gás do que o aquaviário, como também para viabilizar a monetização de recursos de gás em terra, a depender da distância e do volume da demanda a ser atendida. De acordo com a EPE, o GNL em pequena escala tem se popularizado cada vez mais no País, à medida que a tecnologia e a logística vêm amadurecendo e os respectivos custos se reduzindo. (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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EPE publica o Informe de Monitoramento da Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural

A EPE divulga a atualização do Informe de Monitoramento da Política de E&P, baseado na Resolução nº 17 de 8 de junho de 2017 aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que estabelece, por fim, a nova Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, que define suas diretrizes e orienta o planejamento e a realização de licitações. O art. 7º da Resolução CNPE nº 17/2017, trata do monitoramento da eficácia de implementação da nova política de E&P, sob responsabilidade do MME, em assessoramento ao CNPE, com o apoio da ANP e da EPE. O monitoramento, segundo a Resolução, está sendo por meio do acompanhamento da evolução de alguns indicadores que sinalizam a abrangência e efetividade da Política. A elaboração dos indicadores propostos na Resolução foi apresentada ao longo da Nota Técnica DPG-SPT n.º 02/2018 denominada Indicadores de Monitoramento da Política de E&P. (EPE – 24.11.2022) 
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Aneel aplica nova multa à Âmbar Energia por conta de atraso para implantação de usina de PCS

A Aneel aplicou mais uma multa à Âmbar Energia, do grupo J&F, por conta do descumprimento dos prazos para que as usinas contratadas no leilão emergencial, realizado pelo governo no ano passado, entrassem em operação comercial. Desta vez, a agência multou a empresa sobre o atraso da usina termelétrica (UTE) Rio de Janeiro I em R$ 46,59 milhões. Na quinta-feira, 24, a companhia foi multada por conta do mesmo problema em outros três empreendimentos que venceram o certame, chamado formalmente de Procedimento de Contratação Simplificado (PCS). (BroadCast Energia – 25.11.2022) 
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Teto do preço do gás não chega a um acordo

Os ministros da Energia da União Europeia (UE) não conseguiram chegar a acordo sobre o limite de preços na compra do gás esta quinta-feira, pelo que terão de se reunir novamente em reunião extraordinária a 13 de dezembro. Os ministros confirmaram suas diferenças em relação ao teto de 275 euros por megawatt-hora proposto pela Comissão Europeia para a reunião desta quinta-feira, 24, cujos países de chegada como Espanha ou Polônia descartaram como uma "brincadeira", enquanto Alemanha e Holanda alertaram para os riscos que representa para o abastecimento. Segundo fontes da UE, o objetivo da presidência do Conselho Tcheco é adotar formalmente ambos os textos durante a próxima reunião extraordinária sobre Energia. (Energías Renovables - 24.11.2022) 
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Previsão de recontabilizações para os próximos meses é divulgada pela CCEE

Com o objetivo de antecipar cada vez mais os efeitos financeiros das recontabilizações, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE tem atuado continuamente no aprimoramento deste serviço. Tendo em vista o aumento na quantidade de reprocessamentos, a CCEE está divulgando a previsão dos períodos que serão recontabilizados nos próximos dois ciclos. A iniciativa visa dar mais previsibilidade aos agentes sobre os impactos das recontabilizações, visto que os resultados da operação mensal podem sofrer alterações com os reprocessamentos. Caso você não tenha visto, o documento é disponibilizado nos Comunicados Operacionais sobre a Disponibilização da Memória de Recontabilização e Divulgação de Resultados de Recontabilizações. (CCEE – 25.11.2022) 
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