IFE
29/09/2022

IFE 5.582

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Matheus Balmas, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
29/09/2022

IFE nº 5.582

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Felipe Gama Diniz, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Maria Luísa Michilin, Matheus Balmas, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.582

Regulação

Governo planeja consulta pública sobre abertura do mercado livre para todos os consumidores

O governo planeja abrir uma nova consulta pública para discutir com o setor elétrico e sociedade a permissão para que todos os consumidores do País possam escolher o próprio fornecedor de energia elétrica, no chamado mercado livre. O Ministério de Minas e Energia (MME), no entanto, não indicou um cronograma. Em nota, a pasta afirmou nesta quarta-feira, 28, que "em breve" o tema será discutido. Em 1º de agosto, em entrevista à Jovem Pan, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, já havia sinalizado que o governo planeja discutir a abertura para os consumidores atendidos na baixa tensão, como os residenciais, em uma consulta pública específica. Na ocasião, ele afirmou que já havia solicitado a elaboração para a equipe técnica. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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MME publica portaria com abertura do mercado de energia para alta tensão a partir de 2024

O Ministério de Minas e Energia publicou nessa quarta-feira, 28, portaria autorizando os consumidores do chamado “grupo A” a comprar energia no mercado livre a partir de 2024. Na prática, trata-se da abertura do mercado para os consumidores em alta tensão, aqueles conectados a partir de 2,3 kV. O tema foi objeto de consulta pública encerrada em agosto. Nela, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pediu ajuste na minuta de portaria a fim de manter o direito já vigente de que a necessidade a contratação de varejista seja necessária apenas obrigatória apenas a consumidores com carga inferior a 500 kW, no que foi atendida. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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IPCA-15: Com efeito do ICMS, queda do grupo comunicação acelera em setembro

Os preços do grupo comunicação recuaram 2,74% em setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo tinha registrado baixa de 0,30% pelo IPCA-15 de agosto e agora, em setembro, teve a retração mais intensa entre as três classes de despesas que ficaram no campo negativo no mês (alimentação e bebidas, com -0,47%, e transportes, com -2,35%). O movimento foi puxado pela redução nos planos de telefonia fixa (-6,58%) e de telefonia móvel (-1,36%) e também pelos pacotes de acesso à internet (-10,57%) e os combos de telefonia, internet e tv por assinatura (-2,72%). Além disso, houve queda nos preços dos aparelhos telefônicos (-0,99%). A influência vem da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para combustíveis, energia elétrica e comunicações. (Valor Econômico - 27.09.2022)
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IPCA-15 teria subido em setembro, sem queda da gasolina

O preço da gasolina caiu 9,78% em setembro, segundo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15). Foi a maior influência individual no índice do mês, com impacto negativo de 0,52 ponto percentual. O IPCA-15 teve queda de 0,37% em setembro. Isso significa que, se não fosse o recuo na gasolina, o IPCA-15 teria ficado no campo positivo em setembro, com alta de 0,15%. Este é o quarto mês seguido de queda no preço do combustível pelo IPCA-15. As taxas foram negativas em 0,27% em junho, em 5,01% em julho, em 16,80% em agosto e em 9,78% em setembro. No fim de junho, foi promulgada a lei que reduziu o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte público. Além disso, a Petrobras tem avançado em uma política de redução dos preços de combustíveis como um todo, especialmente da gasolina. (Valor Econômico - 27.09.2022)
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Aneel libera 160,4 MW entre operações comercial e em teste

A Aneel autorizou para início da operação comercial, a partir de 28 de setembro, as unidades geradoras UG19 e UG20 da UTE Asja Jaboatão, que juntas somam 2,8 MW de capacidade instalada. Além dessas, as unidades UG1 a UG32 da usina fotovoltaica Lar do Sol 10, que totalizam 49,5 MW de capacidade instalada. Também ficou estabelecida a operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG294 da usina solar Janaúba 6, que juntas somam 51,4 MW de capacidade instalada. E a UG19 e UG30 da usina solar Serra do Mel II, totalizando 41,2 MW de capacidade instalada. Para operação em teste, a Aneel liberou a unidade geradora UG3, de 4,5 MW, da EOL Ventos de São Januário 15 e as unidades geradoras UG1 e UG2, que juntas somam 11 MW de capacidade instalada, da EOL Oitis 8. (CanalEnergia – 28.09.2022) 
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Transição Energética

Painéis solares se acumulam em meio à crise energética na Europa

Enquanto a Europa enfrenta uma crise energética, dezenas de milhares de painéis solares estão empilhados em depósitos na região. O salto dos preços da eletricidade após a invasão da Ucrânia pela Rússia reforça o argumento para uma transição mais rápida rumo a fontes renováveis. A demanda por energia solar de residências e empresas está em alta, e a oferta de painéis aumenta para atendê-la. Mas falta uma peça-chave do quebra-cabeça: não há engenheiros suficientes para instalar os módulos em telhados com a rapidez necessária para atender aos pedidos. “A energia solar é infraestrutura, e você não pode simplesmente estalar os dedos e fazer a infraestrutura acontecer”, disse Jenny Chase, analista de energia solar da BloombergNEF. Empresas de energia solar “começam a perceber que, na verdade, não estão instalando tão rápido quanto as pessoas estão comprando”. (Valor Econômico - 27.09.2022)
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Piloto virtual de gerenciamento de energia coordena o uso comercial de energia

Com a esperança de permitir que as empresas nos EUA otimizem como e quando seus edifícios usam energia, uma concessionária, um desenvolvedor de tecnologia de modernização de rede e um provedor de serviços digitais se uniram em um piloto virtual de gerenciamento de energia para otimizar a eficiência energética. A GridPoint, desenvolvedora de tecnologia de otimização e gerenciamento de energia de edifícios, anunciou a parceria com a Evergy, uma concessionária de energia elétrica que atende o oeste do Missouri e o leste do Kansas, e o provedor global de consultoria e serviços digitais ICF, para lançar o programa para pequenas e médias empresas (SMBs) . O novo programa fornecerá aos clientes empresariais da Evergy Missouri suporte e treinamento de consultoria em energia, com o objetivo de ajudá-los a diminuir os custos de energia, reduzir as emissões de carbono e aplicar informações de dados às suas estratégias de energia. O objetivo final é acelerar as operações de construção sustentável. (Smart Energy – 29.09.2022) 
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Tribos mapeiam seus futuros energéticos com planejamento estratégico de energia

O planejamento estratégico de energia é um exercício de visão colaborativo no qual as comunidades tribais identificam seus recursos energéticos, exploram suas opções e traçam um caminho para o futuro energético que imaginam para si mesmas. O planejamento estratégico de energia tribal é um esforço comunitário facilitado por especialistas do Departamento de Energia dos EUA Escritório de Energia Indiana (DOE), laboratórios nacionais do DOE e outras organizações parceiras. Como uma das categorias de assistência técnica oferecida pelo Escritório de Energia da Índia, o planejamento estratégico de energia está disponível mediante solicitação para: Tribos indígenas reconhecidas pelo governo federal, incluindo aldeias nativas do Alasca; Entidades tribais, incluindo corporações regionais e de aldeias nativas do Alasca, organizações intertribais e organizações tribais de desenvolvimento de energia. (EE Online – 29.09.2022) 
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PPL Corporation descreve estratégia de energia limpa e desempenho de sustentabilidade

A PPL Corporation destacou a estratégia de energia limpa da empresa e o desempenho geral de sustentabilidade em uma divulgação voluntária publicada em seu site. A divulgação inclui a mais recente versão do relatório do Edison Electric Institute e da American Gas Association da PPL. Esses relatórios fornecem aos investidores acesso às métricas mais solicitadas sobre o desempenho ambiental, social e de governança (ESG) das concessionárias de propriedade do investidor. Além disso, a PPL publicou sua última resposta à Pesquisa de Clima do CDP. Este documento divulga a transição de energia limpa da empresa e os riscos e oportunidades relacionados ao clima. (Daily Energy Insider – 29.09.2022) 
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Parceria net-zero da OPG e da Microsoft inclui créditos de energia limpa hidrelétrica

A Ontario Power Generation (OPG) e a Microsoft anunciaram uma parceria estratégica para combater as mudanças climáticas e impulsionar o crescimento sustentável em Ontário. As empresas trabalharão juntas em iniciativas focadas no fornecimento de soluções inovadoras de energia limpa e programas de qualificação digital. A Microsoft adquirirá Créditos de Energia Limpa (CECs) provenientes dos ativos hidrelétricos e nucleares livres de carbono da OPG em Ontário por hora. Isso permitirá que a Microsoft avance em sua meta de 100/100/0 até 2030, pela qual a Microsoft está comprometida em alimentar seus data centers globalmente com energia livre de carbono, 24 horas por dia. A receita arrecadada com a venda de CECs pode ser usada para beneficiar os contribuintes e apoiar investimentos em nova geração limpa na província, ajudando a atender ao aumento da demanda por eletricidade para impulsionar o crescimento econômico.(Renewable Energy World – 29.09.2022)
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Empresas

Engie: Abertura da alta tensão é decisão "extremamente acertada", diz Sattamini

O diretor presidente e de Relações com Investidores da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, classificou como "extremamente acertada" a decisão do governo federal de ampliar o acesso ao mercado livre para todos os consumidores atendidos em alta tensão. Na sua avaliação, o dia é "um marco direcionador para o futuro", tendo em vista a publicação nesta quarta-feira, 28, da portaria nº50/2022, que autoriza os consumidores do chamado “grupo A” a comprar energia no mercado livre a partir de 2024. "Nós sempre fomos defensores da abertura de mercado, ter mercado cativo através das distribuidoras leva um risco desnecessário às distribuidoras, que não têm como gerenciá-lo", disse o executivo. Segundo ele, a liberdade de escolha do fornecedor tende a trazer mais eficiência econômica para setor elétrico e para o País. "Esse é mais um importante avanço que aquece a dinâmica de mercado, favorece a competitividade saudável e, inclusive, beneficia o desenvolvimento de projetos de geração renovável", disse. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Proposta da Engie é a vencedora do leilão de PPP para gerir sistema de iluminação municipal de Curitiba

A Engie foi a escolhida para modernizar e gerir o sistema de iluminação pública de Curitiba, após oferecer R$ 1,1 milhão em contraprestação em leilão realizado no dia 23 de setembro na B3, em São Paulo. O valor corresponde a um deságio de 71,32% em relação aos R$ 3,84 milhões, o teto estipulado no edital. Pelo contrato, a Engie será a administradora do sistema por 23 anos. Nesse período a empresa deve modernizar os pontos de iluminação municipal e adotar tecnologias de eficiência energética. O certame contou ainda com a participação de empresas como a Comerc e a Enel, que entraram na disputa por meio de consórcios. Ao todo foram oferecidas sete propostas pelo ativo, mas a variação mínima entre as propostas não foi suficiente para que a disputa fosse a viva-voz. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Engie quer avançar com projetos de cidades inteligentes junto às PPPs de iluminação

A Engie Soluções, braço do grupo francês de mesmo nome, pretende avançar com serviços de cidades inteligentes nas cidades onde possui contrato de Parceria Público-Privada (PPPs) para gerir a iluminação pública. Essa é a expectativa que a empresa tem para sua atuação em Curitiba, concessão obtida na tarde da última quarta-feira, após oferecer proposta de R$ 1,1 milhão mensais a título de contraprestação, com um deságio de 71% frente ao limite máximo de R$ 3,84 milhões definido no edital da licitação. Com isso, a empresa vai gerir 160 mil pontos de iluminação da cidade por 23 anos. A Engie já tem dialogado com os municípios onde faz a gestão da iluminação municipal, como Uberlândia (MG) e Petrolina (PE), para aumentar o escopo de serviços prestados, que podem incluir também tecnologia, telecomunicações, além de monitoramento e segurança. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Fitch: Venda da Enel Goiás reforça capacidade de investimentos da Enel Brasil

De acordo com a agência de classificação de risco Fitch Ratings, a venda da Enel Goiás beneficia a estrutura de capital do grupo Enel e possibilita fazer frente aos esperados fluxos de caixa livre (FCFs) negativos de 2022 e 2023. Segundo a agência, os recursos da transação permitem que a Enel Brasil mantenha sua estratégia de investir em geração através de fontes renováveis e em suas outras distribuidoras, com necessidades menores de novas captações. Atualmente, a Fitch classifica a Enel Brasil e suas demais subsidiárias com o rating nacional de longo prazo AAA(bra), com perspectiva estável. A Fitch afirmou que a entrada de R$ 4,8 bilhões no caixa da Enel Brasil fortalece a liquidez do grupo e o ajudará a financiar os FCF negativos de R$ 2,4 bilhões e R$ 1,8 bilhão esperados para 2022 e 2023, respectivamente. Ainda de acordo com a agência, o movimento segue a estratégia da empresa de foco em distribuidoras com atuação em grandes áreas urbanas e de crescimento em geração de energia de fontes renováveis. (CanalEnergia – 27.09.2022) 
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Fitch: Rating da Enel Goiás

A Fitch colocou em observação negativa o rating nacional de longo prazo AAA(bra) da Enel Goiás. A ação de rating veio após o anúncio da venda das ações para a Equatorial Energia. De acordo com a Fitch, caso a transação seja concluída, o rating da Enel Goiás passará a ser avaliado de acordo com os incentivos legais, estratégicos e operacionais que o grupo Equatorial terá para suportá-la, caso necessário. Em bases isoladas, o rating da Enel Goiás seria diversos graus inferior ao do grupo Equatorial. O rating atual da Enel Goiás reflete estes incentivos em relação à Enel Brasil. (CanalEnergia – 27.09.2022) 
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Práticas ESG e transição energética nas empresas

Diversas empresas estão caminhando para melhorar sua performance em sustentabilidade, ESG e transição energética. A postura das companhias precisa ser cada vez mais claras na direção para uma transição justa e inclusiva e suas ações alinhadas aos seus valores e propósito. Na quarta-feira, 28 de setembro, a Rio Oil & Gas debateu como tem sido os compromissos e a transparência das empresas com a performance em ESG e as metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Para que os riscos sociais, ambientais e de governança sejam identificados e mitigados, garantindo a manutenção dos investimentos e a importância dessa indústria na geração de benefícios, torna-se necessário compreender quais são os indicadores e modelos de relato e transparência que devem servir de benchmark (parâmetro usado como referência para análise de desempenho do investimento em relação a um indicador) no setor de óleo e gás, garantindo a sustentabilidade da evolução desses compromissos até o atingimento de suas metas. Para Ana Buchaim, gestora de Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da B3, não é possível falar em indução e boas práticas se a empresa não estiver engajada realmente nesse propósito. “Transparência é fundamental em qualquer papel de governança. Temos compromissos públicos com práticas ESG”, destacou. Toda empresa, de uma forma ou de outra, será impactada pela transição energética, é preciso identificar a área onde o rendimento é mais satisfatório. O ponto de partida das empresas deveria ser o casamento da estratégia e a sustentabilidade. “Quando uma companhia quer fazer um projeto, deve iniciar pela materialidade e sua governança. Olhar a gestão, a sustentabilidade e o lado social. Esse é ponto chave para iniciar uma agenda ESG. E claro, ter engajamento dos acionistas é outro ponto fundamental”, finalizou Ana Buchaim. (CanalEnergia – 28.09.2022) 
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Neoenergia e Prumo assinam acordo para o desenvolvimento de eólicas offshore e hidrogênio

A Neoenergia e a Prumo assinaram nesta quarta-feira um memorando de entendimentos (MoU, na sigla em inglês) para realização de estudos para o desenvolvimento de eólica offshore e produção de hidrogênio verde no Porto de Açu, no Estado do Rio de Janeiro. Segundo as empresas, o acordo leva em conta aspectos socioeconômico, ambientais, cadeia de suprimentos e logística do complexo industrial e portuário daquela região. "Com a expansão de novas tecnologias de geração de energia renovável, como a eólica offshore, o Brasil tem condições de se tornar protagonista na produção de hidrogênio verde para atendimento à demanda interna e exportação", disse a Neoenergia em comunicado. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Galp quer investir US$ 5 bi no Brasil nos próximos 15 anos

A petroleira portuguesa Galp pretende investir US$ 5 bilhões no Brasil no horizonte de dez a 15 anos. De acordo com o CEO Andy Brown, o país responde por metade do caixa global da empresa. Na última década, já foram investidos cerca de US$ 5 bilhões. No momento, 50% do capex tem sido destinado a óleo e gás e os outros 50% às energias renováveis, o que vai permitir um crescimento mais acelerado nesse segmento que a empresa tem se dedicado nos últimos anos. “Assim, aumentamos a produção de petróleo, mas estamos aumentando nossa posição de Renováveis ​​muito mais rápido”, explica o executivo, que esteve na última terça-feira, 27 de setembro, na Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro (RJ). A Galp possui uma carteira de 5,2 GW em projetos renováveis que estão em análise ou em construção no Brasil. Desse total, cerca de 200 MW são eólicos. Os valores fazem parte de uma carteira de 4,8 GW de projetos solares da SER Energia e da Casa dos Ventos adquirida em maio deste ano. Segundo Brown, muitos desse projetos estão bem próximos de iniciar a implantação. O Brasil é considerado pela empresa portuguesa um mercado atrativo no campo renovável. Em outubro do ano passado, a Galp anunciou que iria investir cerca de US$ 400 milhões em dois projetos solares que somam 594 MW e ficam localizados nos estados da Bahia e Rio Grande do Norte. As plantas devem iniciar a operação antes de 2025 e até 2030, a Galp quer ter no mundo 12 GW renováveis. (CanalEnergia – 28.09.2022) 
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Divisão fotovoltaica da Ourolux quer manter pegada de crescimento em 2022

Já tradicional e líder no ramo da iluminação, a divisão para equipamentos fotovoltaicos da Ourolux já rivaliza em resultados com o segmento original da empresa. Com investimentos de R$ 100 milhões nos últimos anos, a meta para 2022 é ter um crescimento 140% acima de 2021. De acordo com Marcelo Nogueira, Gerente Nacional de Vendas da divisão, o crescimento até julho desse ano já é maior que o de todo 2021 e em agosto a divisão chegou a ultrapassar a de iluminação. Nogueira conta que o direcionamento para a área de fotovoltaica também foi motivado por pedidos dos clientes. A Ourolux enxergou o novo mercado como estratégico para oferecer mais opções aos seus clientes e também para entrar em setor que se apresenta em franca expansão. A venda de kits geradores atende aos clientes comerciais, residenciais e industriais. Com dois Centros de Distribuição, um em Guarulhos (SC) e outro em Santa Catarina, o CD paulista ficou reservado para os equipamentos solares, por exigir um manuseio diferente das lâmpadas. Atuando em todo o Brasil, o perfil do cliente varia conforme a região e o alcance dos integradores. (CanalEnergia – 28.09.2022) 
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Simulado de evacuação é realizado na PCH Santa Laura

A Statkraft, em parceria com as defesas civis municipais de Faxinal dos Guedes, Ouro Verde, Bom Jesus e a regional de Xanxerê, promove na próxima quinta-feira, 29 de setembro, o simulado de evacuação do plano de ação de emergência (PAE) da barragem da PCH Santa Laura, localizada entre Bom Jesus, Faxinal dos Guedes e Ouro Verde, municípios do oeste catarinense, cujo objetivo é treinar a população local situada na Zona de Autossalvamento (ZAS), região abaixo da barragem. De acordo com a gerente de segurança de barragens da Statkraft Brasil, Marcela Jeiss, possíveis situações de emergências com a estrutura da barragem podem requerer uma atuação imediata, organizada e conjunta entre as partes envolvidas. Segundo a companhia, para o dia do treinamento com a população local, as sirenes serão acionadas, emitindo alertas sonoros longos e em volume alto. A Statkraft ressalta que a PCH Santa Laura se encontra em condições normais de operação, sendo, como todos os ativos da empresa, acompanhada 24 horas por dia, sete dias por semana, por equipe especializada, que realiza monitoramento por câmeras de vídeo e pelo Centro de Operações da empresa. (CanalEnergia – 28.09.2022) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário permanece no valor mínimo regulatório de R$ 55,70 por MWh

O valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) segue em R$ 55,70 por MWh para todos os submercados do País nesta quarta-feira, 28 de setembro, segundo dados da CCEE. O montante se mantém no patamar mínimo regulatório há duas semanas. Não há oscilação no valor praticado ao longo do dia, de modo que os preços médios, mínimos e máximos são coincidentes em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN). O PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que consideram fatores como carga, incidência de chuvas sobre os reservatórios e o nível de armazenamento nas usinas hidrelétricas. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Reservatórios do SE/CO registram 51,2% da capacidade

Os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste apresentaram recuou de 0,1%, na comparação com o dia anterior, para 51,2% na última segunda-feira, 26 de setembro, segundo o ONS. A energia armazenada chega a 104.655 MW mês e a energia afluente armazenável alcançou 75% da média de longo termo. Na região Nordeste, os reservatórios tiveram recuo de 0,4% para 66,8% da capacidade. A energia armazenada ficou em 34.543 MW mês e a ENA armazenável em 64% da MLT. Já na região Sul, a baixa dos reservatórios foi de 0,1% para 83,5% da capacidade. A energia armazenada alcançou 17.085 MW mês e a ENA armazenável em 81% da média. Os reservatórios da região Norte estão com 76,8% da capacidade, com redução de 0,2%. A energia armazenada alcançou 11.757 MW mês. E a energia armazenável em 75% da MLT. (CanalEnergia – 27.09.2022) 
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Omega: Produção de energia aumenta 0,6% em agosto para 662,6 MWh

A produção de energia nas usinas da Omega Energia aumentou 0,6% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 662,6 MWh. A informação foi divulgada pela empresa na noite de ontem. Deste montante, o Complexo Delta totalizou produção de 249,7 MWh, o Complexo Bahia gerou 223,1 MWh, no Complexo SE/CO teve geração de 59,2 MWh, e o Complexo Chuí produziu 130,5 Mwh. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Mobilidade Elétrica

Grande Vitória (ES) recebe o primeiro ônibus elétrico 100% brasileiro

Na manhã da terça-feira, dia 27 de setembro de 2022, a Eletra entregou o primeiro dos quatro ônibus elétricos adquiridos pelo Governo do Estado do Espírito Santo. O evento aconteceu no Parque da Cidade, no município de Serra, e contou com a presença de empresários, secretários de Estado e funcionários do Sistema Transcol. O e-Bus Eletra 12,5 metros é um ônibus 100% elétrico inteiramente fabricado no Brasil, com tecnologia nacional, inclusive as baterias. O ônibus começará a circular a partir de outubro, após emplacamento e vistoria da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb). De acordo com o Secretário de Mobilidade Urbana do Espírito Santo (Semobi), Fábio Damasceno, os novos ônibus elétricos servirão para melhorar a qualidade de vida da população. (Mobilidade Sampa - 28.09.2022) 
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Jaguar Land Rover capacita funcionários para trabalhar com VEs

A Jaguar Land Rover lançou uma campanha global para qualificar 29 mil funcionários nos próximos três anos em engenharia e fabricação de carros elétricos, digitalizados e autônomos. O chamado “Programa Future Skill” vai qualificar 10 mil funcionários no Reino Unido e 19 mil outros no mundo nas principais competências para projetar, construir e fazer a manutenção desses veículos do futuro. Serão 11.450 técnicos em concessionárias treinados em eletrificação, a maioria ainda este ano. Atualmente, 80% dos cerca de 1.300 revendas da Jaguar Land Rover em todo o mundo já oferecem manutenção de veículos elétricos. Além de milhares de engenheiros automotivos e funcionários de produção e todas as fábricas que receberão qualificação para garantir que possam trabalhar em segurança com sistemas de alta tensão em veículos elétricos. A campanha global de qualificação é parte da estratégia Reimagine da Jaguar Land Rover, que tem como meta substituir os seus modelos de luxo a combustão por versões 100% elétricas até 2030. (Automotive Business - 28.09.2022) 
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BYD passa a focar sua produção nos VEs com tecnologia da bateria de lâmina

A BYD está deixando de lado a bateria de lítio para focar na bateria de lâmina, que consegue oferecer mais segurança aos carros elétricos e 50% a mais de eficiência. Devido à sua estrutura de bateria otimizada, a BYD afirmou que o uso de bateria de lâmina (Blade Battery) também é 50% maior se comparada aos produtos anteriores, com sua autonomia atingindo o mesmo nível das baterias de lítio ternárias. Além disso, os elétricos equipados com a nova bateria de lâmina seriam muito menos suscetíveis a incêndios quando severamente danificados. A bateria de lâmina para VEs da empresa chinesa é produzida na unidade de baterias FinDreams da BYD, situada no distrito de Bishan, em Chonqing, na China. (Click Petróleo e Gás - 28.09.2022) 
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Energias Renováveis

Banrisul e parceiros lançam selo que promove uso de energias renováveis

O Banrisul criou, juntamente com alguns parceiros, o Selo + energia sustentável, que atesta o trabalho de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e que atuam no setor de energia solar. Fazem parte da iniciativa a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae RS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS). O projeto vai destacar até 30 negócios conhecidos como integradores, no segmento fotovoltáico do Rio Grande do Sul. O Banrisul projeta um incremento de, pelo menos, R$ 15 milhões na carteira de financiamento de sistemas geradores de energia fotovoltáica para pessoas físicas, em instalações residenciais. Isso considerando somente as 30 empresas selecionadas para participarem do programa. Considerando projetos de Pessoa Jurídica, com tíquetes maiores, o incremento esperado, no total, é de R$ 150 milhões. (Valor Econômico - 27.09.2022) 
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Guerra entre Rússia e Ucrânia acende alerta sobre a necessidade de energias renováveis

A guerra deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia ganhou destaque durante o painel “Custos e oportunidades sociais na descarbonização” apresentado na última terça-feira, 27 de setembro, na Rio Oil & Gas. A segurança energética foi discutida e ganhou contornos sobre a segurança no suprimento de energia, principalmente no aumento da volatilidade do preço, que atingiu os países mais pobres. A guerra da Rússia tem ajudado a evidenciar a importância do papel da segurança energética no caminho a uma economia ambientalmente sustentável. “A geração distribuída tem crescido em todo o mundo e não somente no Brasil. Essa é a oportunidade que temos de colocar as coisas em ordem”, destacou Rodrigo Vilanova, vice-presidente da Galp. E quando falamos em fontes renováveis na transição energética, a energia eólica ganha grande destaque nesse assunto. Com 23 GW de potência instalada, a região Nordeste do Brasil possui 80% dos parques eólicos, sendo os outros 20% situados na região Sul. (CanalEnergia – 28.09.2022) 
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Artigo de Marisa Zampolli: “Da produção ao cliente: a expansão nas cadeias de fornecimento de energia limpa”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Marisa Zampolli, CEO da MM Soluções Integradas, engenheira elétrica e especialista em Gestão de Ativos trata da expansão nas cadeias de fornecimento de energia limpa. Segundo a autora, “investir em energia renovável é o melhor caminho para interromper as mudanças climáticas e alcançar a tão almejada transição energética, mas não é suficiente se não houver o desenvolvimento da cadeia produtiva na sua totalidade”. Ela conclui que “as cadeias de fornecimento devem ser expandidas e organizadas das melhores formas, até que todo o processo se torne seguro e eficaz. Esse é um ponto fundamental para a mudança sustentável que debatemos há anos no setor elétrico.” (GESEL-IE-UFRJ – 29.09.2022)
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Gás e Termelétricas

Petrobras assina contrato com Keppel Shipyard para construção da plataforma P-83

A Petrobras informa que assinou contrato com a empresa Keppel Shipyard Limited para a construção da plataforma P-83, como resultado do avanço do projeto de desenvolvimento do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A P-83 terá capacidade para produzir até 225 mil barris de óleo por dia, processar até 12 milhões de m³ de gás por dia e estocar mais de 1,6 milhão de barris, informa a companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O projeto prevê a interligação de 15 poços, sendo 8 produtores de óleo e 7 injetores. A plataforma será a décima primeira unidade a ser instalada em Búzios. A construção da P-83 será realizada por estaleiros em Cingapura, China e Brasil, e atingirá o porcentual de conteúdo local de 25%. A plataforma iniciará a sua produção em 2027 e contribuirá para ampliar a capacidade instalada do campo, dos atuais 600 mil bpd para 2 milhões bpd. A estatal diz ainda que a plataforma será equipada com a tecnologia CCUS - Captura, Uso e Armazenamento geológico de CO2. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Eneva: Modelo de comercialização de gás pode ser replicado no Nordeste

O modelo de comercialização de gás natural da Eneva aplicado nos campos de Parnaíba pode ser repetido na região Nordeste, assim como no Azulão. Este ano, a empresa comprou a Celse, em Sergipe, em um negócio bilionário de mais de R$ 6 bilhões. A aquisição deixa a Eneva em posição privilegiada na região. De acordo com a Gerente Geral de Comercialização de Energia da empresa, Gás Natural e Líquidos, Camila Schoti, a Celse trará acesso aos gasodutos de transporte, tendo como consequência entregas em outros estados. Ainda de acordo com a executiva, o acesso ao GNL também permite a interiorização do energético em pequena escala. Ela lembra que o gás da Eneva é interiorizado e que há planos da empresa para interiorizar ainda mais. Em julho, a Eneva fechou contrato com a Vale para fornecer gás no Maranhão a partir de 2024. O suprimento virá de concessões de exploração e produção na Bacia do Parnaíba, onde será instalada uma unidade adicional de liquefação com capacidade instalada de 300 mil m³/dia. Em maio, já havia sido anunciado com a Suzano o primeiro contrato de suprimento de GNL do Brasil de um produtor diretamente para um cliente industrial, por meio de uma unidade exclusiva para o atendimento. A primeira entrega também será em 2024 e os dois contratos demandam investimentos para a implantação das duas unidades de R$ 1 bilhão. (CanalEnergia – 27.09.2022) 
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Coalizão Gás pede que Justiça cancele leilão de Reserva de Capacidade

A Coalizão Gás entrou com uma ação na Justiça pedindo o cancelamento do leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia, marcado para a próxima sexta-feira, 30. No certame devem ser contratados 2 GW, dos 8 GW de geração termelétrica previstos na Lei 14.182, que permitiu a privatização da Eletrobras. A coalizão é formada por um grupo de cinco organizações que defendem a transição energética socialmente justa e ambientalmente sustentável, entre elas a ClimaInfo, Arayara, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA). Segundo essas organizações, a contratação das termelétricas pode acrescentar um custo de R$ 111 bilhões às tarifas de energia, considerando os gastos com operação e manutenção das usinas entre 2022 e 2036. As entidades também alegam que a entrada dessas usinas teria como consequência a redução do espaço para a contratação de fontes renováveis como eólica e solar fotovoltaica, consideradas mais limpas e baratas em relação às térmicas. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Eneva foca Norte em leilão de térmicas e não disputa Nordeste por falta de gás excedente

O diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Cruz Lopes, confirmou que a companhia só vai disputar o leilão de novas termelétricas a gás natural com projetos na Região Norte, utilizando insumo do campo de Azulão, no Amazonas. Lopes já havia indicado a estratégia da Eneva para o certame durante teleconferência a investidores sobre os resultados do segundo trimestre, em meados de agosto. A disputa acontece nesta sexta-feira. Lopes explicou que a Eneva optou por não disputar os lotes do Nordeste, que preveem a instalação de usinas nas regiões metropolitanas de São Luís (MA) e Teresina (PI) porque a companhia não tem reserva excedente no Parnaíba para um novo projeto e, mesmo que fosse o caso, a competitividade de projetos não seria tão grande devido ao termos do edital e à distância entre os campos produtores e os locais previstos para as usinas. (BroadCast Energia – 28.09.2022)  
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Europa reforça proteção a infraestrutura de energia após suspeita de sabotagem em gasodutos

Os governos europeus agilizaram a proteção da infraestrutura de energia depois de detectar vazamentos em dois grandes gasodutos russos que, segundo autoridades, foram alvo de sabotagem. A União Europeia ameaçou uma retaliação por qualquer novo ataque às instalações de energia da Europa, após os incidentes nos oleodutos Nord Stream e Nord Stream 2. As tubulações sofreram uma queda de pressão significativa na segunda-feira e começaram a vazar gás no mar. Embora os incidentes não afetem o suprimento de gás da Europa porque os gasodutos não estão em uso no momento, levantaram temores sobre a segurança dos sistemas de energia do continente já que os governos estão correndo para reforçar seus suprimentos de gás para o inverno. Redes, tubulações, cabos de telecomunicações e outras infraestruturas vitais são normalmente construídas para resistir aos acidentes, mas não a ataques deliberados. Protegê-los aumentaria o custo financeiro e logístico que a Europa enfrenta ao tentar se proteger de seu vizinho agressivo. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Europa promete resposta 'robusta e unida' contra ataques em gasodutos russos

A União Europeia (UE) prometeu dar “uma resposta robusta e unida” aos vazamentos nos gasodutos Nord Stream I e II. O bloco chamou as ações de um “ato deliberado”, com Alemanha, Dinamarca e Polônia considerando a possibilidade de sabotagem. O incidente aumentou as preocupações sobre a vulnerabilidade da infraestrutura energética da Europa em meio à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Apesar dos gasodutos não estarem em funcionamento no momento, os ataques podem inutilizar para sempre as infraestruturas. “Qualquer interrupção deliberada da infraestrutura energética europeia é totalmente inaceitável e será recebida com uma resposta robusta e unida”, disse Josep Borrell, diplomata-chefe da UE, em comunicado na quarta-feira. “Todas as informações disponíveis indicam que esses vazamentos são resultado de um ato deliberado. Apoiaremos qualquer investigação destinada a obter total clareza sobre o que aconteceu e por que, e tomaremos outras medidas para aumentar nossa resiliência na segurança energética”, disse Borrell. (Valor Econômico - 28.09.2022)
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Rússia: porta-voz nega que Kremlin esteja por trás de problemas em gasodutos para Europa

Porta-voz do presidente da Rússia, Vladimir Putin, Dmitry Peskov negou nesta quarta-feira as especulações de que o governo do país possa estar por trás de danos ocorridos em dois gasodutos subterrâneos que levam gás natural à Europa. O porta-voz do Kremlin disse que essas alegações eram "previsíveis e estúpidas", e lembrou que a Rússia tem sofrido grande prejuízo econômico com esses incidentes. Sismólogos reportaram na terça-feira que explosões atingiram o Mar Báltico antes de vazamentos não usuais terem sido descobertos nos gasodutos. Alguns líderes europeus e especialistas apontaram para possível sabotagem, em meio ao impasse no setor de energia com a Rússia, provocado pela guerra na Ucrânia. Três vazamentos foram reportados nos gasodutos Nord Stream 1 e 2. Peskov disse que os dutos estavam "cheios de gás, todos os sistemas estavam prontos para bombeá-lo e o gás é muito caro". (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Em meio à crise energética, Alemanha mantém a operação de duas usinas nucleares para enfrentar o próximo inverno

Em nome da segurança energética, a Alemanha decidiu manter duas de suas três usinas nucleares até pelo menos abril. O anúncio foi feito nesta semana pelo ministro da Economia do país, Robert Habeck (foto). Os dois reatores que vão continuar operando estão localizados nos estados do sul do país, Isar 2, na Baviera, e Neckarwestheim, em Baden-Württemberg. Como já é de conhecimento do mercado, após o acidente de Fukushima, no Japão, a Alemanha decidiu desativar todas as suas centrais nucleares. Atualmente, os investimentos em energia no país estão concentrado em outras fontes, tais como eólica e solar. Contudo, com o recente fechamento do gasoduto Nord Stream 1 e as sanções econômicas contra a Rússia (grande fornecedor de gás), a Alemanha viu a necessidade de ampliar o leque de opções de fornecimento de energia para enfrentar o próximo inverno com segurança. (Petronotícias - 28.09.2022)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Abradee: Ampliação de mercado livre custará 7,2 bi nas tarifas de consumidores cativos em 2024

A permissão para que consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias e comércios, entrem no Mercado Livre (ML) pode aumentar a conta de luz. Cálculos da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) apontam que a medida, prevista em portaria publicada nesta quarta-feira, 28, irá gerar um impacto de R$ 7,2 bilhões em 2024 para os consumidores cativos, ou seja, aqueles atendidos pelas distribuidoras, como os residenciais. Pelas regras vigentes, apenas grandes consumidores podem negociar energia no mercado livre. Mas, a portaria publicada pelo MME, autoriza os consumidores do chamado "grupo A" a acessar esse ambiente de negociação a partir de 2024, independentemente da quantidade de energia consumida. "Ampliar a abertura de mercado, sem os devidos ajustes regulatórios para mitigação do desequilíbrio de custos entre o ML e o Regulado, gera transferência de custos e beneficia consumidores que migrarem às custas dos que se mantiverem no mercado regulado", diz a nota. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Abraceel: abertura para alta tensão pode tornar mercado livre responsável por 48% do consumo

A autorização para que todos os consumidores em alta tensão comprem energia elétrica no mercado livre a partir de 2024, conforme definido em portaria do MME, pode fazer com que o Ambiente de Contratação Livre (ACL) seja responsável por quase metade do consumo de energia elétrica do País. A projeção é da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e considera a adesão dos consumidores que já podem migrar, mas que não o fazem, além das outras 106 mil unidades consumidoras que poderão ingressar nesse mercado daqui a dois anos. O mercado livre conta hoje com 30 mil unidades consumidoras que já respondem por 38% do consumo nacional no qual, segundo a Abraceel, pagam preços entre 30% e 40% menores do que os registrados no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), em que a aquisição é feita via distribuidoras. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Abrace: Abertura de mercado é movimento importante, mas é preciso reduzir encargos e subsídios

A abertura do mercado para consumidores em alta tensão a partir de 2024, autorizada por portaria do MME, é considerada "um importante movimento para garantir maior eficiência a todos consumidores, inclusive o industrial" pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace). A associação defende, no entanto, o avanço de outras pautas. "Também precisamos avançar na redução dos encargos e subsídios para garantir a verdadeira modernização do setor elétrico. Não podemos retroagir, principalmente nos debates no Congresso sobre o [projeto de lei] PL 414 que busca uma reforma estrutural", avaliou o diretor de Energia da Abrace, Victor Iocca. O diretor faz referência ao Projeto de Lei 414/2021, que está em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta trata da abertura de mercado, mas também de outros temas do setor como a separação de lastro e energia e outras agendas de modernização. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Anace: Abertura para alta tensão é meritória, mas não pode implicar reserva de mercado

A liberação para que consumidores em alta tensão possam adquirir energia no mercado livre a partir de 2024, viabilizada em portaria doMME, é "meritória", mas traz risco de reserva de mercado para varejistas, na avaliação da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace). "Nossa principal preocupação diz respeito à representação varejista dos consumidores com carga inferior a 500 quilowatts (kW) na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse processo não pode criar uma reserva de mercado para a atuação de comercializadoras varejistas. Caso contrário, de pouco adiantaria abrir o mercado e obrigar, na prática, o consumidor a trocar a distribuidora por um comercializador para representá-lo", avalia a diretora de Assuntos Técnicos e Regulatórios da Anace, Mariana Amim. O tema foi um dos que mais causou discussão na consulta pública sobre o tema (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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ABCE: abertura de mercado era esperada, mas traz preocupação sem impacto para consumidores

A portaria que flexibiliza as restrições para acesso ao mercado livre, publicada pelo MME, era “esperada e desejada” pelo setor, na avaliação do diretor-presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Alexei Vivian. Ele ressalta, no entanto, que há preocupações sobre o custo que a medida, eventualmente, terá para os consumidores que permanecerem no mercado regulado. “Essa saída dos consumidores de Alta Tensão para o mercado livre pode impactar na tarifa para os consumidores que permanecerem como cativos. A preocupação é que essa abertura seja feita de forma a não impactar os consumidores cativos, porque isso pode trazer um risco de sustentabilidade para as distribuidoras”, afirmou. Como um dos impactos já conhecidos, Vivian cita a sobrecontratação das distribuidoras. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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PSR: Difusão do conhecimento e análise de crédito devem ditar velocidade da abertura do mercado

A difusão do conhecimento a respeito do mercado livre de energia elétrica e suas operações, bem como as soluções de análise de crédito dos novos entrantes, devem ser os dois principais fatores que ditarão a velocidade da adesão dos novos entrantes a partir de 2024 na avaliação da consultoria PSR. Para o gerente de projetos da PSR, Mateus Cavaliere, é preciso considerar que nas empresas de médio porte, que poderão participar desse ambiente de contratação por conta da portaria divulgada hoje, o responsável pela compra de energia provavelmente é o que adquire também outros insumos e não um especialista em energia. "A gente brinca que quem vai comprar energia é o mesmo cara que vai comprar parafuso, papel toalha, enfim, que eventualmente vai fazer outros tipos de compra. Então, existe um tempo, que é até difícil precisar, de difusão da informação. Como é que eu faço essa compra? Posso aderir? Quais são as condições que eu tenho", avaliou em entrevista. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Abertura de mercado é positiva e deve acontecer em três anos, preveem especialistas

A abertura do mercado livre (ACL) a consumidores atendidos em alta tensão, o chamado "Grupo A", a partir de 2024, foi considerada por agentes e especialistas do setor elétrico ouvidos pelos Broadcast Energia um passo importante para a aguardada modernização do mercado. Projeção feita pela Abraceel, aponta que com a abertura de mercado aproximadamente 106 mil unidades estariam aptas a aderir ao mercado livre. "Interrompe décadas de infindáveis discussões e aguardada há muito tempo por todos aqueles que desejam que o mercado de energia elétrica se volte cada vez mais para os anseios dos consumidores", comentou o presidente executivo da Abraceel, Rodrigo Ferreira. Apesar do otimismo da entidade em relação ao aumento do mercado potencial, especialistas do setor apontam que entre 70% e 80% desses consumidores tendem entrar no mercado livre de maneira escalonada até 2026. Para o sócio-diretor da Thymos, Alexandre Vianna, haverá uma onda mais forte de adesão ao ACL logo no primeiro momento, e as demais adesões acontecerão no decorrer do tempo. "Apostamos num ciclo de três anos", disse. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Comercializadoras se preparam para atender novos clientes da alta tensão

A abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores atendidos em alta tensão a partir de 2024, como definido em portaria publicada nesta quarta-feira, 28, representará um novo momento para o segmento, com desafios e novas oportunidades para as comercializadoras, segundo diversas empresas da área consultadas pelo Broadcast Energia. Com um grande contingente de novos consumidores que passarão a poder acessar o ambiente de contratação livre (ACL), estimados em 106 mil unidades consumidoras, as empresas precisarão investir em novas formas de relacionamento com clientes, cada vez mais digitais, ao mesmo tempo em que passarão a exercer um papel mais relevante de suporte e instrução, tendo em vista a característica de menor conhecimento das tecnicidades que envolvem a compra e venda livre de energia. Para o sócio-diretor da Ecom Energia, Paulo Toledo, a abertura para toda a alta tensão representa a maior ampliação do mercado livre desde a sua criação, no final dos anos 1990, e vai exigir inovações. (BroadCast Energia – 28.09.2022) 
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Biblioteca Virtual

ZAMPOLLI, Marisa. "Da produção ao cliente: a expansão nas cadeias de fornecimento de energia limpa".

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