IECC 389
Marco Institucional
Curso GESEL “Transição Energética com foco nas fontes renováveis”
A expansão das fontes renováveis, os avanços tecnológicos e a necessidade de descarbonização têm impulsionado profundas transformações no setor energético mundial. Nesse contexto, o GESEL oferece o curso “Transição Energética com foco nas Fontes Renováveis”, voltado a profissionais que desejam compreender os fundamentos da transição energética, seus principais vetores e os desafios e oportunidades para o setor elétrico brasileiro. A capacitação apresenta os cenários nacional e internacional das energias solar, eólica, biomassa e biocombustíveis e hidrelétrica, abordando seus fundamentos, tecnologias e perspectivas de desenvolvimento. A programação também contempla tecnologias de armazenamento de energia, além de políticas públicas e aspectos regulatórios associados às diferentes fontes, proporcionando uma visão integrada sobre o papel das energias renováveis e das novas tecnologias na modernização e na transição do sistema energético. O início do curso está previsto para o dia 1º de outubro de 2026, sempre às segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h. Serão 6 aulas de 2 horas, totalizando 12 horas de carga horária total. Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/mgqGESTeRf4Yb3TMA (GESEL-IE-UFRJ – 09.09.2026)
BNDES amplia financiamento para projetos de infraestrutura
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem ampliando sua atuação no financiamento de projetos de infraestrutura em um cenário de crédito restrito e necessidade elevada de investimentos de longo prazo. O banco busca combinar recursos próprios com instrumentos do mercado de capitais e instituições financeiras privadas para viabilizar projetos de grande porte. A estratégia inclui estruturas de financiamento de longo prazo e mecanismos como o project finance non-recourse. Segundo representantes do banco, infraestrutura e energia demandam capital paciente e investimentos que nem sempre conseguem ser mobilizados apenas pelo setor privado. O BNDES prevê um pipeline mais aquecido e aumento das aprovações no segundo semestre, com destaque para projetos de infraestrutura e energia. (Valor Econômico – 08.09.2026)
MME inclui 16 empreendimentos de transmissão em regime de incentivos
O Ministério de Minas e Energia (MME) enquadrou 16 projetos de transmissão de energia elétrica em regime de incentivos voltado à captação de recursos para investimentos em infraestrutura. Os empreendimentos poderão acessar mecanismos destinados ao financiamento das obras, contribuindo para a expansão e o reforço da rede elétrica. Os projetos integram iniciativas de ampliação da infraestrutura de transmissão necessárias para atender ao crescimento da demanda e melhorar o escoamento da geração em diferentes regiões do país. O enquadramento permite que os empreendedores utilizem instrumentos financeiros previstos para projetos considerados prioritários pelo governo federal. (MegaWhat – 08.09.2026)
Sistema elétrico passa a exigir análise além dos indicadores médios
A expansão da eletrificação, das fontes renováveis, das baterias, dos veículos elétricos, da digitalização e de novas tecnologias exige uma leitura cada vez mais horária e sistêmica do setor elétrico. A crescente dependência da eletricidade amplia a necessidade de sistemas flexíveis, capazes de lidar com padrões de consumo variáveis, restrições locais e mudanças rápidas na carga líquida. Nesse contexto, potência, tempo, localização, flexibilidade e capacidade de resposta passam a ter peso crescente na avaliação dos recursos energéticos. No Brasil, a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) combina hidrologia, transmissão de longa distância, intercâmbios regionais e expansão da geração distribuída. A análise da carga líquida, das rampas e das restrições de geração renovável ganha relevância para o planejamento, a operação e a gestão de riscos. (MegaWhat – 04.09.2026)
CMSE cria grupo para avaliar MMGD não declarada
O CMSE aprovou a criação de um grupo de trabalho para aprofundar a análise de instalações de micro e minigeração distribuída que estariam fora do controle das distribuidoras. Coordenado pela Aneel e integrado pelas demais instituições do comitê, o grupo deverá avaliar dados preliminares que indicam divergências sobre a capacidade efetivamente instalada, situação que pode comprometer o planejamento e a operação do sistema elétrico. A suspeita é de que a potência existente seja superior à declarada, especialmente na minigeração, cujo limite chega a 5 MW. A Aneel já abriu consulta pública para aperfeiçoar a regulação e combater alterações não informadas em instalações conectadas à distribuição. A agência pretende ampliar o monitoramento contínuo, reforçar o papel das distribuidoras na identificação e triagem dos casos e realizar fiscalizações para verificar procedimentos e possíveis impactos sobre as redes. (Agência CanalEnergia - 04.09.2026)
Enel contesta possível caducidade e invoca tratado Brasil-Itália
A Enel São Paulo apresentou novas alegações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contra uma eventual recomendação de caducidade da concessão, citando inclusive o tratado firmado entre Brasil e Itália. A empresa afirma receber tratamento diferente de outras distribuidoras e pede que sejam avaliados os impactos tarifários, a continuidade do serviço e os efeitos para cerca de 20 milhões de consumidores. A companhia defende o arquivamento do processo ou, alternativamente, medidas como novas obrigações e um plano de recuperação com metas e prazos. A Enel também contesta o critério de restabelecimento de 80% dos consumidores em até 24 horas e afirma ter melhorado seu desempenho em 2026. Segundo a empresa, entre 2023 e julho de 2026 houve redução de 71% no tempo de preparação, 63% no tempo médio de atendimento e 97% nas interrupções superiores a 24 horas. (MegaWhat – 04.09.2026)
Regulação
Aneel aprova primeira revisão da Agenda Regulatória para o biênio 2026-2027
Em 8 de setembro, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, durante Reunião Pública Ordinária, a primeira revisão da Agenda Regulatória para o biênio 2025-2026. A Agenda Regulatória 2026-2027 inicialmente previa 59 atividades divididas em quatro eixos temáticos, sendo 32 atividades prioritárias e com previsão de norma para execução em 2026 e outras 27 em 2027. Diante do crescente conjunto de demandas em relação à quantidade limitada de recursos humanos, a Agência verificou a necessidade de priorizar entregas e identificou atividades da Agenda Regulatória 2026-2027 que precisam de remanejamento. Dessa forma, as áreas técnicas indicaram os ajustes necessários em 33 atividades regulatórias. Com a inclusão de cinco novas atividades, remanejamento de nove atividades para 2028 e a exclusão de duas, a Agenda foi atualizada para 54 atividades. Sendo previstas 21 atividades para conclusão em 2026 e 31 atividades em 2027. Assim, a nova divisão é: Geração & Mercado, 25; Transmissão & Distribuição, 16; Regulação tarifária e Financeira, 9; Eficiência Energética & Consumidor, 4. (Aneel - 09.09.2026)
Aneel lança Portal de Estudos Técnicos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresenta o Portal de Estudos Técnicos Aprovados, plataforma digital que reúne estudos de inventário hidrelétrico e de viabilidade aprovados pela Agência. Antes da implantação do portal, o acesso a esses documentos era realizado mediante solicitação à Biblioteca da Aneel, responsável por localizar e encaminhar os estudos aos interessados. Com a plataforma, as consultas e o acesso aos documentos passaram a ser realizados diretamente pelos usuários no endereço estudos.aneel.gov.br. O Portal de Estudos Técnicos Aprovados é destinado a pesquisadores, agentes do setor elétrico, empresas, consultorias, instituições de ensino, órgãos públicos e demais interessados. Assim, a plataforma permite pesquisas por nome do rio, número de processo, ato de aprovação e outros critérios. Também é possível consultar informações dos empreendimentos e documentos técnicos associados aos estudos disponíveis. Conheça o Portal de Estudos Técnicos Aprovados da Aneel e explore o acervo. Acesse o portal aqui. (Aneel - 08.09.2026)
Aneel moderniza regras para recursos distribuídos
A Aneel abrirá consulta pública para modernizar as regras de conexão às redes de distribuição e incorporar, de forma integrada, Recursos Energéticos Distribuídos, como geração solar, sistemas de armazenamento, veículos elétricos e cargas capazes de ajustar o consumo às condições da rede. A proposta atualiza o Prodist e busca preparar o sistema para o avanço da produção e do armazenamento de eletricidade pelos próprios consumidores. Desenvolvido pelo ONS em articulação com a Aneel e universidades, o novo modelo pretende ampliar a visibilidade das distribuidoras sobre as condições da rede e estabelecer requisitos de monitoramento, comunicação e resposta a comandos. As contribuições poderão ser enviadas até 9 de novembro. A iniciativa procura criar parâmetros técnicos compatíveis com uma rede mais descentralizada, flexível e digitalizada. (Agência Eixos - 09.09.2026)
Aneel pode restringir distribuidoras na comercialização
Parecer da Procuradoria Federal junto à Aneel reconhece a competência da agência para impor restrições à atuação de distribuidoras na comercialização de energia, em processo relacionado à abertura do mercado para consumidores do Grupo A. A discussão envolve limites ao compartilhamento de recursos e de identidade visual entre distribuidora e comercializadora do mesmo grupo econômico. A Procuradoria sustenta que a Aneel pode disciplinar migração, varejo, compartilhamento de dados e salvaguardas concorrenciais, sem invadir as atribuições do Cade. A consulta pública nº 07/2025 aborda 12 temas, incluindo migração, retorno ao mercado regulado, faturamento, descontos tarifários, MMGD, Open Energy e práticas anticoncorrenciais. As normas também deverão incorporar o Decreto 13.097, que regulamenta a abertura da baixa tensão a partir de novembro de 2027 e determina informação prévia sobre perda de benefícios tarifários na migração ao ACL. (Agência CanalEnergia - 04.09.2026)
Aneel propõe novas regras para preparar a rede para solar, baterias e VEs
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu Consulta Pública (CP 033/2026) para debater a modernização das regras de conexão de tecnologias como geração solar distribuída, sistemas de armazenamento, veículos elétricos e cargas que podem ajustar seu consumo conforme as condições da rede. A iniciativa busca preparar o sistema elétrico para uma realidade em que consumidores deixam de apenas receber energia e passam também a produzir e armazenar eletricidade. A proposta, derivada de trabalho desenvolvido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em articulação com a Aneel e com especialistas de universidades de Santa Maria (UFSM), de Uberlândia (UFU) e do Paraná (Unioeste), atualiza o Módulo 3 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica (PRODIST) no Sistema Elétrico Nacional e cria uma abordagem integrada para os chamados Recursos Energéticos Distribuídos (REDs). Além disso, a proposta estabelece requisitos de monitoramento, comunicação e resposta a comandos, além de regras relacionadas à proteção, à qualidade da energia e ao controle da potência injetada. Por fim, a CP 033/2026 ficará aberta de 10 de setembro a 9 de novembro de 2026. (Aneel - 08.09.2026)
Aneel reduz agenda regulatória para 54 atividades
A Aneel aprovou a primeira revisão da Agenda Regulatória 2026-2027, reduzindo de 59 para 54 o número de atividades para priorizar entregas diante da limitação de recursos humanos. Entre os novos temas estão a regulamentação do Suprimento de Última Instância, relevante para a abertura do mercado de baixa tensão a partir de novembro de 2027, as regras sobre custos de contratação de sistemas de armazenamento por baterias e a implementação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão. Ao todo, 24 atividades foram ajustadas e 32 têm conclusão prevista em 2026. A agência decidiu não incluir a revisão do WACC da distribuição, mantendo prioridades como Fator X, perdas não técnicas, receitas irrecuperáveis e base de remuneração regulatória. A avaliação é de que não há risco de curto ou médio prazo à sustentabilidade econômico-financeira das distribuidoras. (Agência CanalEnergia - 08.09.2026)
Aneel rejeita revisão do WACC das distribuidoras
A Aneel rejeitou incluir a revisão da Taxa de Remuneração Regulatória, o WACC, na Agenda Regulatória 2026-2027, apesar de pedido da Abradee. A associação argumenta que a taxa atual pode subestimar o custo de capital das distribuidoras diante dos riscos do segmento e ser incompatível com a previsão de R$ 260 bilhões em investimentos até 2030. O diretor-geral Sandoval Feitosa afirmou, porém, que o acompanhamento econômico-financeiro não indica ameaça à sustentabilidade das concessionárias nem à capacidade de cumprir compromissos com o nível atual de remuneração. Na revisão da agenda, a agência manteve como prioridades metodologias do Fator X, perdas não técnicas, receitas irrecuperáveis e base de remuneração regulatória. A Aneel considera que esses temas exigem atenção antes de uma eventual rediscussão do WACC. (Broadcast Energia - 08.09.2026)
Pauta do 16º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria de 2026
A pauta do 16º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel, previsto para 15 de setembro de 2026, reúne 25 processos com temas relevantes para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Agnes Maria de Aragão da Costa, Gentil Nogueira de Sá Júnior, Ludimila Lima da Silva e Willamy Moreira Frota. Entre os destaques estão o Reajuste Tarifário Anual da Equatorial Pará, o resultado da Consulta Pública nº 2/2026 sobre a regulamentação do Projeto Energias da Floresta e a proposta de abertura de consulta pública para revisão da classificação das modalidades de operação de usinas nos Procedimentos de Rede. A diretoria também analisará requerimentos e recursos relacionados a transmissão, minigeração distribuída, estudos de inventário hidrelétrico, reforços com estabelecimento de Receita Anual Permitida – RAP e encargos de uso do sistema de transmissão, além de pedido de reconsideração referente ao reajuste tarifário da Energisa Mato Grosso do Sul. A pauta inclui ainda pedidos de impugnação perante a CCEE, medidas cautelares envolvendo conexão de geração fotovoltaica e a UTE Portocém I, revisão de valores de Uso do Bem Público – UBP, extinção de concessões de pequenas centrais hidrelétricas e diversos processos de declaração de utilidade pública para subestações e instalações nos estados de São Paulo, Bahia, Tocantins e Piauí. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 10.09.2026)
Empresas
Axia aprova resgate de R$ 6,2 bi e debêntures de até R$ 3,5 bi
A Axia aprovou, entre 2 e 3 de setembro, uma série de operações financeiras que envolvem R$ 6,2 bilhões em ações preferenciais e até R$ 3,5 bilhões em novas debêntures. As medidas incluem o resgate de 111,59 milhões de ações preferenciais classe C (PNC), equivalente a 19,61% dessa classe de papéis, e a 12ª e a 13ª emissões de debêntures da companhia. No caso das ações PNC, o Conselho de Administração aprovou o resgate pelo valor de R$ 55,56 por ação, correspondente à cotação de fechamento das ações ordinárias da companhia no pregão de 2 de setembro. Os acionistas poderão optar, total ou parcialmente, pela conversão dos papéis que seriam resgatados em ações ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada PNC. O período para manifestação sobre a conversão será de 10 a 14 de setembro. Paralelamente à operação com as ações preferenciais, o CA da companhia também aprovou, em 2 de setembro, a 12ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 1,5 bilhão, com vencimento em 2033. (Brasil Energia - 03.09.2026)
Cemig GT capta R$ 1 bi em debêntures
A Cemig GT concluiu sua 13ª emissão de debêntures, captando R$ 1 bilhão no mercado de capitais com participação de 92 investidores. A operação foi realizada pelo rito de registro automático na Comissão de Valores Mobiliários e envolveu 1 milhão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, cada uma com valor nominal de R$ 1.000. Os títulos contam com garantia fidejussória adicional da Cemig, controladora da companhia. A emissão recebeu classificação AAA(bra) em escala nacional pela Fitch Ratings Brasil, indicando elevada qualidade de crédito no mercado doméstico. A oferta foi coordenada pela XP Investimentos, como coordenador líder, além de ABC Brasil Distribuidora e Itaú BBA. Os recursos serão utilizados na gestão do fluxo de caixa da Cemig GT, incluindo operações da empresa e reembolso de investimentos já realizados. (Agência CanalEnergia - 10.09.2026)
Leilões
Adiamento de leilão de baterias ameaça potência em 2028
A Absae alerta que um eventual adiamento dos primeiros leilões de baterias, previstos para 2 e 4 de dezembro, pode provocar déficit de potência no sistema elétrico em 2028. A EPE estima necessidade adicional de 5,5 GW naquele ano, e a associação sustenta que o certame precisa ocorrer em 2026 para que os projetos tenham tempo de entrar em operação. O mercado discute a regra que concentra nos geradores o rateio dos custos das baterias, com pressão para incluir consumidores na divisão. Embora concorde com a revisão, o diretor-executivo da Absae, Fábio Lima, considera que o modelo atual não justifica postergar o leilão. Segundo ele, sem armazenamento o sistema poderá depender de maior despacho termelétrico, elevando encargos, e, em situação extrema de insuficiência de potência, poderá haver necessidade de corte de carga. (Agência Eixos - 10.09.2026)
Aneel avança em proposta de rateio de baterias por flexibilidade
A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avançou na proposta de dividir os custos das baterias dos leilões de reserva de capacidade de acordo com o grau de flexibilidade dos geradores. A minuta de resolução elaborada pela Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica (SGM) prevê quatro patamares de flexibilidade, cada um associado a um coeficiente para o cálculo do Encargo de Reserva de Capacidade dos sistemas de armazenamento (ERCAP-SAE). A proposta foi encaminhada, em 8 de setembro, ao diretor-relator do processo, Gentil Nogueira de Sá, e materializa a alternativa recomendada pela SGM na Análise de Impacto Regulatório (AIR). A área técnica recomenda que a minuta e a AIR sejam submetidas a consulta pública por 30 dias, específica para definir a base e a metodologia de rateio do ERCAP-SAE, após deliberação da diretoria da Aneel. Além disso, pelo modelo proposto, todos os geradores custeariam as baterias, mas sua participação seria conforme a flexibilidade. Caberia ao Operador apurar e divulgar anualmente o enquadramento das usinas. (Brasil Energia - 09.09.2026)
Aneel formaliza contratos de geração e transmissão
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) formalizou, em 10 de setembro, os contratos decorrentes do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2/2026) e da segunda etapa do Leilão de Transmissão 1/2026. A assinatura foi realizada em Brasília e dá sequência aos investimentos previstos para a expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN). Convém lembrar que, no LRCAP 2/2026, realizado em 18 de março, foram contratadas, entre outras iniciativas, ampliações de cinco usinas hidrelétricas, que somam 2,5 GW de disponibilidade de potência. Já a segunda etapa do Leilão de Transmissão 1/2026 resultou na concessão de quatro lotes, com investimentos estimados em R$ 1,75 bilhão, deságio médio de 53,20% e previsão de mais de 4 mil empregos. Além disso, os projetos de transmissão estão localizados em SP, MS e MT. (Brasil Energia - 10.09.2026)
Aneel promete rapidez em recursos de térmicas do LRCAP
A diretoria da Aneel deverá avaliar com brevidade os recursos das empresas inabilitadas no Leilão de Reserva de Capacidade, segundo o diretor-geral Sandoval Feitosa. Entre os processos pendentes está o do Consórcio IONs, liderado pela Evolution Power Partners, cuja habilitação voltou a receber manifestação técnica contrária por questões relacionadas à comprovação do patrimônio líquido mínimo exigido pelo edital. Caso a inabilitação seja confirmada, o segundo colocado do respectivo lote poderá ser chamado. Paralelamente, a agência assinou cinco contratos para ampliação das UHEs Foz do Areia, Jaguara, Luiz Gonzaga, Segredo e São Simão, vencedoras do LRCAP nº 2/2026. Feitosa afirmou que novas formalizações ocorrerão à medida que os processos forem concluídos. (Broadcast Energia - 10.09.2026)
BNDES credencia sete fornecedores para disputa de baterias
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) credenciou sete empresas como fornecedoras de sistemas de armazenamento de energia para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de baterias com exigência de conteúdo nacional. As brasileiras WEG, Moura e You.On e as chinesas TBEA, Gotion, Trina e BYD concluíram a primeira etapa do processo. Nenhum sistema completo, porém, havia sido credenciado até o momento para comprovar o atendimento às exigências do Produto Potência Armazenamento 2028 A. O primeiro leilão, previsto para 2 de dezembro, será reservado a sistemas que atendam aos critérios de nacionalização definidos pelo banco. Um segundo certame, marcado para 4 de dezembro, não terá exigência de conteúdo local. (MegaWhat – 09.09.2026)
Contratos formalizam expansão de cinco hidrelétricas
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinou os contratos decorrentes do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência para a ampliação de usinas hidrelétricas. As cinco hidrelétricas contratadas no certame, realizado em março, representam juntas 2,5 gigawatts (GW) de disponibilidade de potência para o Sistema Interligado Nacional (SIN), com investimentos da ordem de R$ 10 bilhões. Segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, os contratos fortalecem a segurança do suprimento ao remunerar a disponibilidade de potência das usinas para operação nos momentos de maior necessidade do sistema. O diretor afirmou que a assinatura inaugura uma nova etapa, marcada pela execução dos investimentos, manutenção da disponibilidade contratada e cumprimento das regras aplicáveis. (Valor Econômico – 10.09.2026)
Entra em CP leilão de abril de 2027, o primeiro com contratação de baterias na transmissão
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) inicia, em 10 de setembro, a Consulta Pública nº 032/2026, com uma versão inicial do edital do Leilão de Transmissão nº 01/2027. O texto em análise se destaca por apresentar, entre os 12 lotes ofertados (detalhados no fim desta nota), o primeiro voltado à contratação de armazenamento por baterias no segmento de transmissão. O certame possui expectativa de investimento de R$ 12,9 bilhões e está marcado para 30 de abril de 2027 na sede da B3, em São Paulo. O leilão visa a construção de 3.245 quilômetros (km) em linhas de transmissão novas e 1.386 mega-volt-ampères (MVA) de capacidade de transformação, em 13 estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Após a assinatura do contrato, as empresas vencedoras terão entre 36 e 60 meses para a conclusão das obras. Segundo cálculos da Aneel, serão criados 29,5 mil novos empregos diretos e indiretos. Por fim, a CP nº 032/2026 estará aberta para contribuições entre 10 de setembro e 26 de outubro. (Aneel - 08.09.2026)
Interligação com a Bolívia entra no planejamento do leilão de transmissão
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluiu a interligação elétrica entre Brasil e Bolívia entre os projetos previstos para o primeiro leilão de transmissão de 2027, marcado para 30 de abril. O empreendimento integra o lote 11 e prevê uma linha de transmissão de 500 quilovolts (kV) entre a Subestação Corumbá 2, em Mato Grosso do Sul, e a fronteira boliviana, além de uma estação conversora e outras instalações. A participação definitiva do projeto, porém, depende das aprovações legislativas necessárias ao acordo internacional entre os dois países. Caso os instrumentos não estejam concluídos até a publicação do edital, o empreendimento poderá ser retirado do certame. O leilão foi estruturado com 12 lotes, cerca de 3.245 quilômetros de linhas, investimentos estimados em R$ 12,9 bilhões e previsão de 29,5 mil empregos. (Valor Econômico – 08.09.2026)
Leilão de baterias pode movimentar R$ 25 bi
O primeiro leilão brasileiro de sistemas de armazenamento em baterias atraiu Petrobras, Axia, Engie, Taesa, Isa Energia, Auren, Atlas, Hydro Rein, Comerc e outras companhias. A EPE recebeu 6.091 projetos, somando cerca de 300 GW, embora a ABSAE estime contratação efetiva de 4 GW a 5 GW, equivalente a 16 GWh a 20 GWh para quatro horas de operação, com investimentos próximos de R$ 25 bilhões. O edital é esperado para outubro, a habilitação deve ser concluída até novembro e os certames estão previstos para dezembro de 2026. A principal incerteza envolve o rateio do ERCAP-SAE, cujo custeio foi atribuído aos geradores pela Lei 15.269/2025, sem detalhamento operacional. A Aneel discute o universo de pagadores e a metodologia. Para a ABSAE, as dúvidas precisam ser resolvidas, mas não justificam adiar a contratação, considerada urgente para a operabilidade do SIN. (Broadcast Energia - 04.09.2026)
Leilão do gás da União terá teto de 160 mil m³ por empresa
O MME propôs limitar a 160 mil m³ por dia o volume de gás natural da União que cada empresa poderá adquirir nos futuros leilões do insumo. A minuta em análise estabelece as regras para ofertas de gás processado com entregas entre 2026 e 2030 e prevê que cada participante possa contratar até oito lotes de 20 mil m³ diários. Consumidores livres industriais poderão participar, com prioridade para os segmentos químico e petroquímico, fertilizantes, siderurgia, metalurgia, mineração, cerâmica e vidro. O governo estima que a venda direta ao mercado livre possa reduzir o custo do gás em mais de 50%. Segundo o ministro Alexandre Silveira, o preço poderia recuar de cerca de US$ 12 por milhão de BTU, praticado pela Petrobras, para aproximadamente US$ 5 por milhão de BTU para a indústria. (Broadcast Energia - 10.09.2026)
Leilão testará demanda industrial pelo gás da União
A PPSA prepara o primeiro leilão anual de gás natural da União, previsto para o quarto trimestre, com oferta de 1 milhão de m³/dia para 2027. O certame será o primeiro teste de precificação da molécula e do apetite da indústria, enquanto o MME trabalha em portaria para detalhar elegibilidade e comercialização. O CNPE definiu a indústria de base como destino prioritário, mas ainda há discussão sobre a inclusão de segmentos como vidro e cerâmica e sobre a participação de comercializadores na gestão do transporte. Química, petroquímica, fertilizantes e siderurgia estão entre os alvos. Para o leilão de curto prazo, a Petrobras deve atuar como agente comercializador e assegurar acesso às infraestruturas e entrega firme. Já o leilão estruturante de 2027 buscará contratos de longo prazo e nova demanda industrial, em cenário no qual o governo pretende aproximar o gás de US$ 5 por milhão de BTU. (Agência Eixos - 05.09.2026)
MME prevê primeiro leilão de gás da União em outubro
O MME abriu consulta pública, até 14 de setembro, sobre as normas complementares dos leilões de gás natural da União administrados pela PPSA. A minuta antecipa o primeiro certame para outubro de 2026 e permite a participação de consumidores livres industriais, com prioridade para setores químico, petroquímico, fertilizantes, cerâmica, vidro, siderurgia, metalurgia e mineração. Cada contrato terá volume fixo de 20 mil m³ por dia, com limite inicial de oito contratos, ou 160 mil m³ diários, por empresa. Os volumes serão distribuídos igualmente entre os setores prioritários. Se houver sobra, novas rodadas poderão flexibilizar o teto e a segmentação, até alcançar outros consumidores. A proposta prevê leilões anuais com entregas entre 2026 e 2030 e também autoriza certames complementares para fornecimento no mesmo ano. (Agência Eixos - 10.09.2026)
Petrobras será intermediária no leilão de gás da União
A PPSA fechou acordo de três anos com a Petrobras para que a petroleira exerça a função de agente comercializador no primeiro leilão anual de gás natural da União, previsto para outubro. O acerto contempla operações de compra e venda de gás rico e processado entre as duas empresas, permitindo que a PPSA ofereça diretamente ao mercado volumes firmes já processados. O pré-edital deverá ser divulgado nos próximos dias, enquanto as regras complementares permanecem em consulta pública no MME. A negociação ocorre após cerca de quatro anos de discussões envolvendo o acesso da PPSA aos sistemas de escoamento e às unidades de processamento operadas pela Petrobras. A ANP criou em agosto uma comissão para apurar controvérsias sobre tarifas, penalidades e possíveis condutas anticoncorrenciais, em paralelo à revisão regulatória do acesso de terceiros a essas infraestruturas. (Agência Eixos - 11.09.2026)
Regras detalham repasse dos custos das baterias aos consumidores
Uma minuta de resolução detalha a forma de repasse aos consumidores dos encargos associados à contratação de sistemas de armazenamento de energia por baterias. A proposta está relacionada à estruturação do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) e à definição dos mecanismos para distribuir os custos da contratação no setor elétrico. As regras buscam estabelecer como os encargos decorrentes dos projetos de armazenamento serão considerados na cadeia de pagamentos do sistema. O tema integra a regulamentação necessária para a realização dos certames voltados à contratação de potência por meio de baterias e para a inserção dessa tecnologia na operação do sistema elétrico brasileiro. (MegaWhat – 09.09.2026)
Sandoval Feitosa defende atuação da Aneel durante turbulência do LRCap
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, defendeu a atuação da agência durante as discussões que marcaram a homologação e a adjudicação do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCap), realizado em março de 2026. Segundo ele, a agência atuou dentro de suas competências apesar das polêmicas e da turbulência envolvendo o processo. Durante cerimônia para assinatura de contratos das hidrelétricas vencedoras, Sandoval destacou a complexidade do certame e o trabalho técnico realizado pela Aneel. No produto hidrelétrico com início de suprimento em 2030, foram contratadas ampliações que somam 2,3 gigawatts (GW) de disponibilidade de potência e cerca de R$ 10 bilhões em investimentos. (MegaWhat – 10.09.2026)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
CMSE determina aprimoramento da resposta da demanda
O CMSE determinou que Aneel e ONS deem continuidade ao aprimoramento dos mecanismos de resposta da demanda, com cronograma regulatório para 2027. Entre os pontos a revisar estão metodologias de linha de base, diversificação de produtos, prazos, previsibilidade de contratação e acionamento, remuneração, acompanhamento de desempenho e ampliação da participação no SIN. O mecanismo permite que grandes consumidores reduzam ou desloquem voluntariamente sua carga, mediante remuneração fixa por disponibilidade e variável pela energia reduzida. O colegiado também avaliou os riscos do El Niño. Em cenário de demanda elevada e hidrologia adversa, o ONS prevê geração térmica complementar, operação otimizada das hidrelétricas do São Francisco e uso estratégico de Itaipu. O armazenamento do SIN fechou agosto em cerca de 64% e pode terminar setembro entre 57% e 59,7%. (Agência CanalEnergia - 04.09.2026)
Geração distribuída amplia desafios ao equilíbrio do sistema elétrico
A expansão da geração distribuída, que já alcança 4,6 milhões de consumidores e micro ou minigeradores no Brasil, aumenta os desafios para equilibrar oferta e demanda no sistema elétrico. Em 23 de agosto, o ONS determinou às distribuidoras corte de cerca de 1 GW de geração entre 11h e 13h30, segunda utilização do mecanismo após acionamento em junho. A sobreoferta ocorre sobretudo em períodos de elevada produção solar e menor consumo, enquanto os cortes de eólicas e solares causaram perdas estimadas em R$ 6,5 bilhões em 2025. A CDE está projetada em R$ 52,7 bilhões para 2026, dos quais R$ 47,8 bilhões serão pagos via tarifa. Entre as soluções avaliadas estão armazenamento, expansão da transmissão, controle da geração distribuída e novas cargas eletrointensivas, como data centers, além de eletrificação, mobilidade elétrica e hidrogênio verde. (G1 - 29.08.2026)
Índices trimestrais de energia recuam cerca de 20%
Os preços de referência de energia para os próximos meses recuaram aproximadamente 20% na semana, desconsiderado o efeito da troca de produtos no início do mês, segundo a Dcide. O índice trimestral convencional, composto por outubro a dezembro de 2026, ficou em R$ 217,20/MWh, baixa nominal de 2,95% na semana e de 8,26% no mês. Sem o efeito sazonal, as quedas foram de 20,73% e 26,20%, respectivamente, além de retração anual de 27,43%. Para a energia Incentivada 50%, o índice alcançou R$ 246,50/MWh, com recuo nominal semanal de 2,36% e mensal de 6,85%. Eliminada a troca de produtos, as reduções chegaram a 18,41% na semana e 23,25% no mês. Em relação ao mesmo período de 2025, o indicador caiu 24,78%, refletindo a forte descompressão recente da curva de preços futuros. (Broadcast Energia - 10.09.2026)
MME retoma tratativas para acordo sobre cortes de geração
O Ministério de Minas e Energia (MME) acelerou as tratativas para um acordo relacionado aos cortes de geração, conhecidos como curtailment, e determinou a retomada de cobranças pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A medida está relacionada à operacionalização de um termo de compromisso destinado a tratar das controvérsias envolvendo os agentes afetados pelas restrições de geração. O ministério determinou que a CCEE e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deem continuidade às medidas necessárias para a implementação do mecanismo e mantenham o governo informado sobre o andamento das atividades. O processo busca avançar na solução das discussões relacionadas aos impactos financeiros dos cortes de geração sobre os empreendimentos participantes. (MegaWhat – 09.09.2026)
ONS projeta alta de 6,5% da carga em setembro
A revisão do PMO de setembro projeta crescimento de 6,5% da carga do Sistema Interligado Nacional ante o mesmo mês de 2025. O avanço estimado é de 9,3% no Nordeste, 7,3% no Norte, 5,7% no Sudeste/Centro-Oeste e 5,5% no Sul. Para o fim do mês, o ONS prevê reservatórios em 94,3% no Sul, 74,1% no Norte, 66,4% no Nordeste e 55,7% no Sudeste/Centro-Oeste. A Energia Natural Afluente deve alcançar 253% da MLT no Sul, 114% no Sudeste/Centro-Oeste, 69% no Nordeste e 49% no Norte. O despacho térmico semanal soma 7.446 MWmed, sendo 6.553 MWmed por inflexibilidade e 893 MWmed por ordem de mérito. O custo de operação esperado para as próximas semanas é de R$ 442,6 milhões. O CMO médio fica em R$ 125,13/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste e em R$ 289,25/MWh no Norte. (Agência CanalEnergia - 04.09.2026)
ONS restringe manutenções de geradoras durante período seco
Com o início da etapa mais aguda do período seco, compreendendo os meses de setembro, outubro e, eventualmente, novembro, este quando as chuvas atrasam, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) iniciou a fase de aperto nas autorizações para obras de manutenção em unidades geradoras. Para setembro, de 159 programações feitas por 27 agentes, apenas 43 foram aprovadas sem restrições e 68 foram reprogramadas. Assim, com a presença de El Niño e a expectativa de que seus efeitos se aprofundem no próximo verão, o operador decidiu reprogramar para a festiva segunda quinzena de dezembro ou para abril e até maio de 2027 um grande número de serviços mais longos que estavam previstos para este mês. Além disso, o operador reprogramou para a segunda quinzena de dezembro, quando a parada geral para as festas reduz a pressão sobre o consumo, um grande número de serviços programados pelas geradoras. Por fim, em vários casos de reprogramações, os agentes pediram reuniões bilaterais com o operador para reavaliação das decisões. (Brasil Energia - 03.09.2026)
ONS vê cenário menos favorável para atender demanda
O ONS avalia que o cenário menos favorável para atendimento da demanda até fevereiro de 2027 piorou, sobretudo no Sudeste/Centro-Oeste, devido à combinação de maior carga e condições hidroenergéticas adversas. Nessa hipótese, pode ser necessário despachar todos os recursos termelétricos e utilizar a reserva de potência operativa já a partir de setembro. As afluências do SIN entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027 podem variar de 111% a 80% da Média de Longo Termo, conforme o cenário. No Sudeste/Centro-Oeste, a energia armazenada ao fim de fevereiro poderá ficar 13,2 pontos percentuais acima do nível de 2026 no caso otimista ou 13,7 p.p. abaixo no desfavorável. Para o SIN, a faixa vai de 15,3 p.p. acima a 10,6 p.p. abaixo. O CMSE também criou grupo de trabalho sobre MMGD e decidiu aperfeiçoar a Resposta da Demanda. (Agência CanalEnergia - 08.09.2026)
Consumidores
Aneel avalia limites a distribuidoras no mercado livre
A Aneel deve avaliar restrições à atuação integrada de distribuidoras e comercializadoras do mesmo grupo econômico, incluindo eventual proibição de marcas e logotipos comuns e limites ao compartilhamento de pessoal e infraestrutura. A Procuradoria Federal junto à agência concluiu que a reguladora possui competência para estabelecer salvaguardas concorrenciais na abertura do mercado livre, inclusive sobre migração de consumidores, comercialização varejista e compartilhamento de dados. Embora nota técnica do Cade não tenha identificado concentração na comercialização varejista, a Procuradoria entende que isso não afasta a competência setorial da Aneel. O tema integra processo sobre abertura do mercado para consumidores do Grupo A e instituição do Open Energy. A pauta regulatória também inclui consultas sobre transmissão, recursos energéticos distribuídos, tarifas, CDE, LRCAP e regras de comercialização. (Broadcast Energia - 08.09.2026)
CCEE cria recertificação continuada para operadores
A CCEE realizará em 18 de outubro a 14ª edição da prova de certificação de operador de mercado, com inscrições até 18 de setembro e divulgação dos resultados em 11 de novembro. A principal novidade de 2026 é a recertificação continuada: profissionais que antes precisavam refazer a prova a cada quatro anos poderão optar por novo exame ou comprovar estudo contínuo durante o período. A avaliação será 100% online, dividida em três blocos e com duração total de aproximadamente seis horas. Atualmente, a CCEE registra 203 profissionais com certificados válidos e mais de 80 empresas reconhecidas com selo específico; a taxa média de aprovação é de cerca de 35%, variando entre 30% e 50%. A iniciativa ganha relevância com a abertura do mercado livre à baixa tensão, começando por comércio e indústria a partir de novembro de 2026. (Agência CanalEnergia - 08.09.2026)
CCEE integra Ranking Melhores Empresas para Trabalhar em São Paulo pela primeira vez
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), operadora do mercado brasileiro de energia, passou a integrar, pela primeira vez, o Ranking Melhores Empresas para Trabalhar em São Paulo, promovido pelo Great Place to Work (GPTW), na categoria de empresas de médio porte da Região Metropolitana de São Paulo. Em sua estreia, a organização já figura entre as 20 melhores empresas de médio porte da Região Metropolitana de São Paulo, resultado que evidencia a força da sua cultura e o compromisso contínuo com as pessoas. Assim, o reconhecimento é resultado da percepção dos próprios colaboradores, que avaliaram aspectos relacionados ao ambiente de trabalho, confiança, desenvolvimento profissional e qualidade das relações internas. Em 2026, a CCEE conquistou sua sexta certificação GPTW consecutiva, alcançando 86% de aprovação na pesquisa realizada com os colaboradores. O resultado também está alinhado aos avanços da organização em temas como diversidade, inclusão, segurança e inovação. (CCEE - 04.09.2026)
CCEE simula modelo híbrido de formação de preços no mercado de energia
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), operadora do mercado de energia brasileiro, realizou, em 25 de agosto, a segunda edição dos Jogos de Mercado. A iniciativa, que contou com o apoio da consultoria PSR, reuniu representantes de associações setoriais e colaboradores de Itaipu Binacional para uma experiência prática sobre os aprimoramentos estudados no âmbito do Projeto META II – Formação de Preços e recentemente discutidos na Consulta Pública MME 218/2026. Participaram da rodada representantes de ABCE, Abiape, Abraceel, Abradee, Abrage, Abragel e Cogen. Durante a dinâmica, eles puderam submeter ofertas de energia e acompanhar os resultados simulados desse processo, em uma aproximação do que ocorreria caso o Brasil adotasse um modelo híbrido, combinando elementos do atual preço por custo com mecanismos de ofertas, contando com a participação ativa dos agentes. Assim, a atividade reforça o compromisso da CCEE com a construção transparente e colaborativa das transformações propostas para o mercado de energia. (CCEE - 09.09.2026)
Distribuidoras contestam separação de marcas no mercado livre
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) criticou as propostas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para restringir o uso de marcas comuns e o compartilhamento de recursos entre distribuidoras e comercializadoras pertencentes ao mesmo grupo econômico. A entidade defende que medidas mais rigorosas devem ser sustentadas por evidências concretas de danos à concorrência e cita posicionamento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que recomendou cautela com restrições mais severas. As áreas técnicas da Aneel propõem limitar o compartilhamento de recursos humanos e infraestrutura e ampliar a separação entre marcas e logotipos. A Abradee argumenta que existem mais de 140 comercializadores varejistas em operação e que a identificação clara das empresas seria suficiente para evitar confusão entre distribuidora e comercializadora. (MegaWhat – 04.09.2026)
Procuradoria apoia salvaguardas para distribuidoras no mercado livre
A Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluiu que a agência possui competência para estabelecer salvaguardas concorrenciais entre distribuidoras e comercializadoras do mesmo grupo econômico no mercado livre. Entre as propostas estão a separação no uso de pessoal e infraestrutura, distinção de marcas e logotipos e proibição de favorecimento de consumidores que migrem para comercializadoras vinculadas. O parecer também considerou legal uma regra transitória para reclamações entre consumidores e comercializadores varejistas, com atendimento inicial pela empresa, passagem pelo Consumidor.gov.br e eventual análise pela Aneel ou agência estadual conveniada. O processo integra a Consulta Pública 7/2025 e deverá ser analisado pela diretoria da Aneel em 8 de setembro. A Procuradoria ressaltou que a agência deverá justificar eventuais restrições mantidas diante das ressalvas apresentadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (MegaWhat – 04.09.2026)
Suspensa decisão sobre marcas na abertura do mercado
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a decisão sobre as regras para o compartilhamento de marcas entre distribuidoras e comercializadoras do mesmo grupo econômico durante a abertura do mercado livre de energia. A análise foi interrompida após pedido de vista do diretor Willamy Frota, motivado por divergências entre os integrantes da agência. A relatora, Agnes da Costa, propôs permitir o uso da mesma marca e logotipo mediante medidas para diferenciar as empresas e evitar práticas anticoncorrenciais, posição acompanhada pelo diretor Gentil Nogueira. A diretora Ludimila Lima apresentou divergência e defendeu maior separação entre as identidades das empresas. A decisão deverá definir regras com impacto sobre a abertura do mercado para um universo estimado em 90 milhões de consumidores. (Valor Econômico – 08.09.2026)
Biblioteca Virtual
Artigo de Edvaldo Santana: “A explosão dos custos fixos elétricos”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana (doutor em Engenharia de Produção e ex-diretor da Aneel) trata da crescente rigidez dos custos do setor elétrico e dos riscos de investimentos em infraestrutura associados à expansão dos data centers e da inteligência artificial. O autor destaca que a tarifa média residencial alcança R$ 839/MWh, variando entre R$ 702/MWh e R$ 1.061/MWh, e argumenta que os custos da energia contratada e das redes são essencialmente fixos, permanecendo mesmo diante da redução do consumo. Nesse contexto, alerta que a expansão da demanda dos data centers pode exigir investimentos expressivos em transmissão, posteriormente repassados aos consumidores. O texto aponta, contudo, uma possível mudança tecnológica: microrredes off-grid, autoprodução com gás, eólica, solar e baterias, além da computação neuromórfica e em memória, podem reduzir drasticamente a demanda energética da inteligência artificial. Estudos citados indicam economia de até 98% no consumo energético dessas cargas. Assim, projetos de transmissão contratados por 30 anos para atender data centers de 6.000 MW a 10.000 MW podem enfrentar elevada ociosidade caso a demanda caia para 500 MW ou 1.000 MW, transferindo custos futuros aos consumidores. (GESEL-IE-UFRJ – 08.09.2026)
Artigo de Érico Varjão: “Dono da obra não é garantidor de dívidas da empreiteira”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Érico Varjão (Sócio gestor do Queiroz Cavalcanti Advocacia) trata dos limites da responsabilidade do dono da obra por dívidas comerciais assumidas por empreiteiras e subempreiteiras em projetos de infraestrutura. O autor destaca que, conforme o art. 265 do Código Civil, a solidariedade não se presume e depende de previsão legal ou manifestação expressa das partes, razão pela qual fornecedores devem, em regra, cobrar obrigações de quem efetivamente os contratou. Varjão apresenta decisões recentes do TJRS, TJPR e TJMG que afastaram a responsabilização de empresas sem vínculo contratual direto e argumenta que benefício econômico indireto, fiscalização da obra ou inserção na cadeia produtiva não bastam para transferir dívidas ao contratante principal. Ressalta ainda que a teoria do risco-proveito não se aplica automaticamente ao simples inadimplemento entre empresas privadas. Conclui que responsabilizar o dono da obra deve permanecer excepcional, exigindo lei, contrato, garantia expressa ou conduta concreta, de modo a preservar segurança jurídica, autonomia contratual e previsibilidade dos investimentos em infraestrutura. (GESEL-IE-UFRJ – 11.09.2026)
Artigo de Fábio Bortoluzo e Sérgio Falcão: “O que as baterias de longa duração do Atacama revelam sobre o futuro do armazenamento de energia no Brasil”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Fábio Bortoluzo (Presidente da Atlas Renewable Energy Brasil) e Sérgio Falcão (Head de assuntos de interconexão da Atlas Renewable Energy Brasil) tratam dos aprendizados do BESS Del Desierto, no Chile, para a expansão do armazenamento de energia no Brasil. O sistema possui 200 MW de potência e 800 MWh de capacidade, podendo operar na potência máxima por quatro horas e apresentando disponibilidade próxima de 98%. Embora projetado para um ciclo diário, permanece ativo entre 18 e 20 horas por dia, combinando arbitragem, controle de frequência e redução de curtailment. A usina solar associada deixou de aproveitar 244 mil MWh em 2024 e cerca de 280 mil MWh em 2025, enquanto a bateria pode contribuir para reduzir os cortes em aproximadamente 53% em três anos e 76% até 2037. Os autores defendem regulação que reconheça o BESS como ativo simultaneamente consumidor e gerador e remunere disponibilidade, desempenho e serviços sistêmicos. Concluem que tecnologia, regulação e modelos de negócio devem avançar conjuntamente para maximizar o valor do armazenamento ao sistema brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 09.09.2026)
Artigo de Felipe Feres e Rômulo Sampaio: “Gás não convencional: um preconceito regulatório que o Brasil precisa abandonar”
Em artigo publicado pela Agência Eixos, Felipe Feres (Sócio da área de Óleo, Gás Natural e Energia do Mattos Filho) e Rômulo Sampaio (Sócio da área Ambiental do Mattos Filho) tratam do gás não convencional como alternativa para ampliar a competição e reduzir estruturalmente os preços do gás natural no Brasil. Os autores destacam que 89,7% da produção nacional no terceiro trimestre de 2025 era de gás associado e que o pré-sal respondia por 78% da produção, vinculando a oferta do combustível ao ciclo do petróleo. Defendem o fraturamento hidráulico como rota independente de suprimento, citando os Estados Unidos, onde o Henry Hub caiu de mais de US$ 10/MMBtu para US$ 2 a US$ 4/MMBtu, e a Argentina, cuja produção em Neuquén atingiu 139 milhões de m³/dia em fevereiro de 2026. O Brasil teria potencial técnico de 245 Tcf de gás de xisto, mas enfrenta proibições em mais de 500 municípios de pelo menos 17 estados. Concluem que segurança jurídica, licenciamento coordenado e regulação federal previsível são essenciais para transformar esse potencial em competição, investimentos e desenvolvimento econômico. (GESEL-IE-UFRJ – 09.09.2026)
Artigo de Felipe Figueiró: “A era da eletricidade exige olhar além da energia média”
Em artigo publicado pela MegaWhat, Felipe Figueiró (engenheiro eletricista, consultor e pesquisador independente de energia, com atuação em inteligência de mercado, estratégia, regulação e análise do setor elétrico) analisa como a transição energética exige uma leitura mais horária, física e sistêmica do setor. O autor destaca que a eletrificação da indústria, dos transportes, dos edifícios, dos data centers e da inteligência artificial amplia a demanda por sistemas flexíveis e capazes de lidar com padrões de consumo menos previsíveis. Nesse contexto, energia e preço médios deixam de ser suficientes para avaliar riscos, pois potência, tempo, localização, rede, flexibilidade e capacidade de absorção passam a determinar o valor sistêmico dos recursos. No Brasil, a combinação entre hidrologia, transmissão de longa distância, expansão renovável e geração distribuída torna essa abordagem especialmente relevante. A carga líquida horária evidencia os efeitos de solar, eólica e geração distribuída, enquanto rampas, curtailment e armazenamento ganham importância para a operação. O artigo conclui que a transição aumenta, e não reduz, a importância dos fundamentos físicos, operacionais, regulatórios e econômicos do sistema. (GESEL-IE-UFRJ – 08.09.2026)
Artigo de Gabriela Mello e Rafaela Santiago: “Licenciamento ambiental da minigeração solar distribuída”
Em artigo publicado pela Brasil Energia, Gabriela Mello (head da área Ambiental no Stocche Forbes Advogados) e Rafaela Santiago (atua na área de Direito Ambiental do Stocche Forbes Advogados) defendem que, no caso específico da minigeração solar distribuída, observa-se ausência de uniformidade entre os critérios adotados por estados e municípios para definir a necessidade de licenciamento ambiental e o rito aplicável. As autoras argumentam que isso gera insegurança jurídica e impõe desafios à implantação desses empreendimentos, com maiores custos transacionais e prazos de desenvolvimento. Destacam que inexiste, entre os estados brasileiros, padrão único de enquadramento da minigeração solar distribuída, sobretudo quanto à exigência ou dispensa de licenciamento ambiental, com critérios ora baseados na potência, ora na área ocupada. Também ressaltam que a atuação municipal acrescenta outra camada de complexidade. Concluem que a expansão sustentável da energia solar depende de atuação integrada entre as políticas energética e ambiental, sendo a coordenação federativa essencial. (GESEL-IE-UFRJ – 09.09.2026)
Artigo de Jorge Arbache: “Como transformar o verde em asset class”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Jorge Arbache (professor da Universidade de Brasília e da Fundação Dom Cabral e senior fellow do Instituto Clima e Sociedade) trata do desafio de transformar as vantagens ambientais e produtivas brasileiras em ativos efetivamente investíveis. O autor argumenta que florestas, biodiversidade, água, minerais críticos e energia renovável são recursos valiosos, mas não constituem automaticamente uma asset class. Para atrair capital institucional, é necessário converter vantagens comparativas em projetos, negócios, fluxos de caixa e ativos padronizados, com riscos identificados, contratos confiáveis, métricas comparáveis e referências de preço. O texto identifica a existência de “missing markets”, nos quais há recursos e capital disponíveis, mas faltam instrumentos, instituições e mecanismos capazes de conectá-los. Taxonomias, certificações, mensuração, ratings, seguros, garantias, contratos de longo prazo, blended finance e mercados secundários são apresentados como infraestrutura essencial para reduzir assimetrias e tornar os ativos negociáveis. O autor destaca iniciativas como a taxonomia sustentável, o Eco Invest Brasil e o mercado de carbono, mas conclui que o país precisa de uma arquitetura integrada para transformar seu potencial verde em investimentos, emprego, tecnologia e maior valor agregado. (GESEL-IE-UFRJ – 10.09.2026)
Artigo de Marcelo Coimbra e Yuri Schmitke: “Na corrida pelos data centers, a energia firme será o principal diferencial competitivo do Brasil”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Marcelo Coimbra (Presidente do WtERT Brasil) e Yuri Schmitke (Presidente-Executivo da Associação Brasileira de Energia de Resíduos) tratam da energia firme como fator decisivo para o Brasil competir pela instalação de data centers de inteligência artificial. Os autores destacam que o consumo global dessas instalações deve superar 945 TWh em 2030 e que pedidos de acesso ao sistema brasileiro já somavam 38 GW em junho de 2026, dos quais 7,1 GW associados a R$ 159 bilhões em investimentos. Defendem uma arquitetura híbrida com conexão ao SIN, contratos renováveis, geração própria firme, armazenamento, microgrids e fontes como biogás, biometano, biomassa e gás eficiente. Também apontam gargalos de transmissão, tributação, licenciamento e conexão, além da necessidade de critérios ambientais objetivos. Concluem que o país poderá se tornar destino global para infraestrutura digital se combinar energia firme de baixo carbono, segurança jurídica, conexão rápida e planejamento integrado. (GESEL-IE-UFRJ – 08.09.2026)
Artigo de Paulo Henrique Spirandeli Dantas: “Curtailment e os limites do acordo administrativo”
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Paulo Henrique Spirandeli Dantas (advogado especializado em Infraestrutura e Direito Administrativo) trata dos limites jurídicos do acordo criado para liquidar o passivo de curtailment de usinas eólicas e solares. Segundo o MME, 1.539 usinas, equivalentes a cerca de 53 GW, manifestaram interesse, embora os valores ainda dependam de apuração pelo ONS e pela CCEE e a adesão implique renúncia às discussões administrativa, arbitral e judicial. O autor questiona a alocação das perdas aos geradores, argumentando que os cortes decorrem de decisões estatais de planejamento, outorga e expansão da rede. Destaca que as perdas acumuladas já superam 58 milhões de MWh e que o passivo do período abrangido pelo acordo é estimado em R$ 3,3 bilhões. Sustenta que o acordo resolve apenas o estoque anterior a 25 de novembro de 2025, enquanto novos cortes permanecem sem solução estrutural. Conclui que a responsabilidade pelos custos deve ser definida por lei conforme a causa do corte, e não apenas por sua classificação operacional. (GESEL-IE-UFRJ – 09.09.2026)
Artigo de Rachel Maia: “Transição energética: oportunidade para o Brasil”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Rachel Maia (CEO da RM Cia 360) trata da transição energética como uma estratégia de competitividade e desenvolvimento econômico para o Brasil. A autora destaca que, segundo o BEN 2026, as fontes renováveis responderam por 49,4% da matriz energética brasileira em 2025, enquanto a matriz elétrica alcançou 86,8% de renovabilidade e as fontes eólica e solar representaram conjuntamente 26,4% da geração de eletricidade. Esse patrimônio pode impulsionar a reindustrialização, atrair investimentos e desenvolver cadeias de hidrogênio e derivados de baixo carbono, combustíveis sustentáveis, bioeconomia e novos materiais. O governo estima a necessidade de R$ 3,2 trilhões em investimentos em energia e infraestrutura na próxima década. Em 2025, foram adicionados 7.467 MW de geração centralizada, dos quais 76% provenientes de fontes renováveis. A autora alerta, contudo, para gargalos de transmissão, armazenamento, flexibilidade, custos de capital e coordenação entre políticas energética, industrial e ambiental. Conclui que a transição deve ser integrada a uma estratégia nacional capaz de transformar a riqueza renovável brasileira em inovação, indústria e competitividade. (GESEL-IE-UFRJ – 10.09.2026)
Artigo GESEL: “O advento do mercado livre de energia elétrica no Brasil”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Daniel Araujo Carneiro (pesquisador associado do GESEL-UFRJ) tratam da etapa final da liberalização do mercado elétrico brasileiro, marcada pelo Decreto nº 13.097/2026, publicado em 12 de agosto. A medida prevê a abertura gradual do mercado livre aos consumidores de baixa tensão: em 25 de novembro de 2027 poderão ingressar consumidores comerciais e industriais atendidos em tensão inferior a 2,3 kV e, em 25 de novembro de 2028, a possibilidade será estendida aos consumidores residenciais e rurais. A mudança permitirá a escolha da comercializadora, enquanto a distribuição continuará sob tarifas reguladas pela Aneel, por se tratar de monopólio natural. O processo envolve mais de 90 milhões de unidades consumidoras e exigirá um novo marco regulatório, transparência e participação social. Os autores destacam o papel das comercializadoras varejistas, da digitalização, da portabilidade e da proteção ao consumidor, além da criação do Supridor de Última Instância, função que permanecerá exclusivamente com as distribuidoras até o fim de 2030. Concluem que o principal desafio passa a ser operacional e tecnológico, visando estruturar um mercado varejista seguro, competitivo e eficiente até o fim de 2028. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 10.09.2026)
Editorial Valor Econômico: “Estouro da meta de 1,5º C aumenta o desafio climático”
Em editorial publicado pelo Valor Econômico, o jornal trata do agravamento do desafio climático global após o reconhecimento de que já não é possível garantir o limite de 1,5º C de aquecimento acima dos níveis pré-industriais neste século. Alguns estudos indicam que esse patamar poderá ser ultrapassado em 2029 ou no início da década de 2030, ampliando os gastos necessários para adaptação aos eventos extremos. Segundo o Pnuma, mesmo no cenário de implementação integral das políticas prometidas, o aquecimento poderá alcançar cerca de 1,8º C, enquanto as políticas atuais apontam para 2,6º C até o fim do século. O aquecimento médio já está em aproximadamente 1,4º C e intensifica ondas de calor, inundações, secas e perdas de ecossistemas. Entre 2020 e 2024, a cobertura mundial de recifes de coral caiu 9,5%, com 87% dos recifes afetados somente em 2024. O editorial defende que o reconhecimento do “overshoot” não interrompa a mitigação, exigindo simultaneamente redução de emissões, adaptação, captura de carbono e reflorestamento. Para o Brasil, aponta a possibilidade de alcançar emissões líquidas zero até 2040 mediante fim do desmatamento até 2030, restauração florestal e agricultura sustentável. (GESEL-IE-UFRJ – 09.09.2026)