IECC 383
Marco Institucional
Aneel debate estudos do GESEL sobre inovação regulatória
O professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL, Nivalde de Castro, participará, no dia 30 de julho, às 15h30, de uma reunião na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para discutir os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) desenvolvidos pelo GESEL-UFRJ que envolvem inovações regulatórias. O encontro, promovido pela Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da Aneel, sob a coordenação do superintendente Leandro Caixeta Moreira, integra a agenda de diálogo entre a academia e o órgão regulador. (GESEL-IE-UFRJ – 30.07.2026)
MPDFT pede R$ 86 mi da Neoenergia por falhas no fornecimento
O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios ajuizou ação civil pública contra a Neoenergia Brasília, pedindo a condenação da distribuidora ao pagamento de R$ 86 milhões por danos morais coletivos. O processo decorre de inquérito instaurado em fevereiro de 2026 após reclamações de consumidores sobre suposta deficiência sistêmica na qualidade do fornecimento de energia nas 33 regiões administrativas do Distrito Federal. O MPDFT cita dados da Aneel e informa que as queixas registradas na plataforma Consumidor.gov.br quase dobraram entre 2024 e 2025, passando de 1.049 para 2.078. Entre os problemas relatados estão interrupções recorrentes, demora na recomposição do serviço, queima de eletrodomésticos, prejuízos à produção agrícola e dificuldades de atendimento. Para o órgão, a abrangência das ocorrências indica falhas estruturais, e não episódios isolados, na prestação do serviço pela concessionária. (Broadcast Energia - 24.07.2026)
Projeto amplia subsídios e pode elevar conta de luz em R$ 1 tri
O projeto de lei 5.017 nasceu na Câmara dos Deputados em 2019 com dois artigos para alterar uma única lei e ampliar o desconto na tarifa de energia para irrigação e poços semiartesianos, mas o resultado final é uma proposta de política energética que modifica sete legislações e cria um custo extra de R$ 1 trilhão, em cálculo da Abrace, entidade que representa grandes empresas consumidoras de energia. A penca de jabutis —como são chamadas essas alterações sem relação com o tema original da proposta— mexe na Lei de Desestatização da Eletrobras, na Lei do Petróleo e na legislação da micro geração distribuída, por exemplo. Como resultado, amplia subsídios, obriga a contratação de térmicas e pequenas hidrelétricas, impõe a expansão da infraestrutura de gás natural, entre outras mudanças no marco legal do setor elétrico. Assim, se aprovadas, as novas medidas criarão uma despesa anual inesperada de R$ 44,2 bilhões na conta de luz a partir de 2032, segundo a Abrace. Por fim, o processo ocorreu no apagar das luzes dos trabalhos legislativos em 14 de julho, antes do recesso parlamentar, de 18 a 31 de julho. (Folha de São Paulo - 27.07.2026)
Associações do setor elétrico criticam mudanças no PL 5.017 e pedem revisão
Nove das principais associações do setor elétrico - Abeeólica, Abiape, Abrace, Abraceel, Abradee, Abrage, Abrate, Anace e Apine - encaminharam ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma carta conjunta na qual pedem a retirada dos dispositivos incluídos no substitutivo ao Projeto de Lei 5.017/2019, aprovado em 14 de julho pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) da Casa. Na avaliação das entidades, as alterações, que agora aguardam votação no Plenário, extrapolam o objeto original da proposta e introduzem mudanças estruturais na legislação do setor sem a devida discussão técnica. Apontam ainda que o projeto, originalmente apresentado para outro fim, passou a incorporar um conjunto amplo de alterações na legislação do setor elétrico, com potencial impacto sobre o planejamento da expansão, a modicidade tarifária e a competitividade da economia brasileira. Uma das principais preocupações das associações é a possibilidade de que a expansão da oferta de geração seja definida diretamente por lei, por meio de contratações compulsórias, em substituição ao planejamento técnico realizado pelos órgãos do setor. (Brasil Energia - 27.07.2026)
Abrace estima custo de R$ 1,5 tri com PL do setor elétrico
A Abrace Energia (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) estima que o Projeto de Lei 5.017/2019 poderá gerar custo acumulado de até R$ 1,5 trilhão para os consumidores de energia entre 2027 e 2057. O texto original tratava de descontos tarifários para exploração de poços de água, mas recebeu emendas que determinam a contratação obrigatória de usinas termelétricas a gás e pequenas centrais hidrelétricas. A maior parcela, calculada em R$ 902,5 bilhões ao longo de 30 anos, decorre de leilões para térmicas na Região Norte abastecidas com gás natural de origem amazônica. A contratação de 2,5 GW de usinas a gás com inflexibilidade mínima de 70% adicionaria outros R$ 301 bilhões. Já a contratação de 4,9 GW de hidrelétricas com até 50 MW representaria R$ 255 bilhões. Para a associação, as medidas ampliariam os encargos setoriais, reduziriam a competitividade da indústria nacional e poderiam fazer com que esses custos superassem o próprio gasto com aquisição de energia. (Broadcast Energia - 27.07.2026)
ONS pede ajustes na minuta de rateio de cortes de geração à Aneel
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) enviou contribuições à minuta de resolução da consulta pública 45/2019, sobre novas regras de rateio dos cortes de geração (curtailment), pedindo que fique explícito que, durante o período de transição de 15 meses — incluindo a fase de "operação sombra" —, os cortes por razão elétrica continuem rateados por submercado, sem aplicação do critério de sensibilidade. O operador argumenta que seus sistemas ainda não conseguem associar cada corte à matriz de sensibilidade com a granularidade necessária, exigindo desenvolvimento de novas ferramentas computacionais. O ONS também pediu que o novo rito de impugnação de cortes só entre em vigor após a aprovação de critérios objetivos nos Procedimentos de Rede. (MegaWhat – 27.07.2026)
Advogados avaliam prazos e riscos da portaria de ressarcimento por curtailment
Especialistas jurídicos avaliam que a portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre ressarcimento por cortes de geração renovável (curtailment) trouxe alívio ao setor, mas levanta questionamentos sobre prazos apertados — como os 20 dias para manifestação de interesse, considerados curtos para empresas globais consultarem suas matrizes — e mais de 200 dias de etapas até a definição final dos valores. Segundo o advogado Raphael Zaratini, do Felsberg, uma concessão bem recebida pelo mercado foi a regra de que, em cortes com classificações simultâneas, prevalece a que não envolve sobreoferta (não elegível a ressarcimento). Para a advogada Valéria de Souza Rosa, do LCFC, a adesão dependerá da realidade individual de cada gerador conforme sua localização no Sistema Interligado Nacional (SIN); o tema segue também na pauta da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 28 de julho, sob relatoria do diretor Fernando Mosna, para tratar da regulamentação dos cortes fora do período coberto pela lei. (Valor Econômico – 28.07.2026)
FASE propõe agenda para setor elétrico
O Fórum das Associações do Setor Elétrico apresentou a “Agenda FASE 2026: Energia para Desenvolver o Brasil”, documento com propostas aos presidenciáveis para orientar medidas prioritárias nos primeiros 100 dias do próximo governo. Elaborada em colaboração com a Volt Robotics, a agenda reúne temas como descontingenciamento de recursos das agências reguladoras, fortalecimento da regulação, transparência nas decisões do CNPE e do CMSE, aplicação de critérios técnicos para dirigentes setoriais e regulamentação da Lei 15.269/2025. Segundo o presidente do FASE, Mário Menel, o setor enfrenta gargalos relevantes, como curtailment, falta de liquidez no mercado livre, desafios na transmissão, custos de segurança energética e necessidade de melhor governança. A entidade defende neutralidade tecnológica em leilões, plano nacional de segurança energética com custo explícito, painel público sobre carregamento das linhas de transmissão e remuneração adequada aos serviços prestados pelas hidrelétricas. (Petronotícias – 28.07.2026)
Entidade defende prioridade da Cosip para iluminação
A Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública e Cidades Inteligentes defende que a arrecadação da Cosip continue destinada prioritariamente à modernização e à operação da iluminação pública. A Reforma Tributária ampliou o uso da contribuição municipal para sistemas de segurança, conectividade e preservação dos espaços públicos, como videomonitoramento, wi-fi, sensores, radares e semáforos inteligentes. Para a entidade, a flexibilização pode estimular cidades inteligentes, mas também desviar recursos e retardar projetos de eficiência energética. A Abcip afirma que a substituição de luminárias antigas por tecnologia LED pode reduzir em até 70% o consumo de eletricidade, enquanto mais de 80% do parque brasileiro ainda não foi modernizado. O País possui 158 contratos de concessão, estruturados por PPPs, que cobrem apenas 20% do parque e atendem 187 dos cerca de 5.500 municípios, com maior concentração em cidades de maior capacidade técnica e financeira. (Agência CanalEnergia - 27.07.2026)
Distribuidoras removem 2 mil toneladas de cabos irregulares dos postes em 2025
As distribuidoras de energia elétrica retiraram mais de 2 mil toneladas de cabos instalados irregularmente em postes de todo o país em 2025, alta de 117% frente às 918 toneladas removidas no ano anterior. A maior parte do material corresponde a cabos de telecomunicações, caixas e equipamentos instalados sem autorização ou fora dos padrões técnicos — os números não incluem furtos de energia elétrica (os chamados "gatos"). O problema vai além da poluição visual, já que a ocupação desordenada dos postes compromete a infraestrutura, dificulta a manutenção das redes e cria riscos a pedestres, motoristas e trabalhadores do setor elétrico. (MegaWhat – 27.07.2026)
Entidades defendem energia mais competitiva no Brasil
Um grupo de entidades que representam geradores de energia limpa e grandes consumidores publicou, em 28 de julho, uma carta aberta dirigia aos candidatos à Presidência da República alertando-os sobre a necessidade de tornar a eletricidade mais competitiva no país. O manifesto destaca que o país vive um paradoxo: conta com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, ao mesmo tempo em que empresas e investidores convivem com um ambiente de crescente instabilidade regulatória, aumento de custos e perda de competitividade. Assim, “se essa trajetória não for revertida, o país corre o risco perder uma oportunidade histórica ao desperdiçar sua maior vantagem comparativa justamente quando o mundo disputa investimentos intensivos em energia”, afirma a carta. Entre os pontos destacados, estão a alta dos preços da energia, a volatilidade de preços, o desafio de adequação ao perfil temporal da oferta e demanda, e a pressão exercida sobre as tarifas por subsídios, encargos e mecanismos de socialização de custos. (Brasil Energia - 28.07.2026)
Caducidade da Enel SP será analisada em agosto
O diretor da Aneel Fernando Mosna informou que pretende pautar, em 11 de agosto, o voto no processo que pode levar à recomendação de caducidade da concessão da Enel São Paulo. A deliberação ocorrerá na última reunião de Mosna antes do encerramento de seu mandato na diretoria da agência. No início de julho, a área técnica recomendou a continuidade do processo após examinar o pedido de reconsideração apresentado pela distribuidora. Segundo a nota técnica, os argumentos da companhia não afastaram as evidências de descumprimento das obrigações previstas no contrato de fornecimento de energia. Em sua defesa, a Enel SP alegou possível alteração dos critérios adotados durante a instrução, especialmente pela exigência de desempenho superior ao de outras concessionárias paulistas. A empresa sustenta que esse parâmetro não constava do Termo de Intimação original nem do Plano de Recuperação e que sua utilização comprometeria a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica. (Broadcast Energia - 28.07.2026)
Energia elétrica pressiona IPCA-15 de julho
O IPCA-15 registrou alta de 0,06% em julho, resultado 0,35 ponto percentual inferior aos 0,41% apurados em junho. A energia elétrica residencial avançou 3,03% e respondeu pelo maior impacto individual no índice, com contribuição de 0,12 ponto percentual. O grupo Habitação apresentou a maior variação do mês, de 0,97%, e impacto de 0,15 ponto. Segundo o IBGE, o aumento refletiu a vigência da bandeira tarifária amarela e reajustes concedidos em diferentes capitais. Foram incorporadas altas de 19,55% em Curitiba, 14,89% em uma concessionária de Porto Alegre, 8,85% em uma distribuidora de São Paulo e 5,21% em Belo Horizonte. No Rio de Janeiro, a variação de 4,88% decorreu da retomada de reajuste de 15,1% aplicado sobre as tarifas de março. No acumulado de 2026, o IPCA-15 alcançou 3,51%, enquanto a taxa em 12 meses ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% observados no período imediatamente anterior. (Agência CanalEnergia - 28.07.2026)
Energia elétrica lidera alta do IPCA-15 em julho
O IPCA-15 subiu 0,06% em julho, menor variação para o mês desde 2023, puxado pela maior deflação de alimentos em quase dois anos (-0,66%), o que fortaleceu as expectativas de corte da Selic pelo Copom. Apesar do resultado geral benigno, a energia elétrica foi a maior contribuição individual de alta, com variação de 3,03% e impacto de 0,12 ponto percentual, refletindo os vários reajustes tarifários concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ao longo do ano. Das nove classes de despesas pesquisadas, apenas habitação (0,97%) e transportes (0,11%) registraram aceleração frente a junho, enquanto sete recuaram, incluindo forte queda em alimentação e bebidas. Em 12 meses, o índice acumula 4,52%, ainda acima do teto da meta de inflação do Banco Central. Diversas casas de análise revisaram para baixo suas projeções de inflação para 2026 após o dado, com o Barclays já projetando corte adicional de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Copom, para 14%. (Valor Econômico – 29.07.2026)
Silveira defende retirada de subsídios da conta de luz
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que defende a adoção de uma política de “subsídio zero” na conta de energia em eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a maioria das fontes de geração já não necessita de incentivos e os custos associados aos subsídios pressionam tanto consumidores regulados quanto a indústria. A declaração foi feita após reunião extraordinária do CNPE, que aprovou uma resolução para reorganizar a comercialização do gás natural da União e permitir sua venda direta ao mercado livre. O MME estima que a medida possa reduzir o preço do insumo em mais de 50%. Silveira também elogiou a gestão da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, citando mudanças na política de preços, retomada de investimentos em fertilizantes e manutenção da governança da estatal. O ministro ainda abordou o cenário eleitoral de 2026 e manifestou confiança na reeleição de Lula. (Broadcast Energia - 30.07.2026)
Armor prevê manutenção da bandeira amarela para agosto
A Armor Energia projeta a manutenção da bandeira tarifária amarela em agosto, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz. Essa projeção é feita diante do cenário de chuvas registradas no subsistema Sul, que têm contribuído para limitar a alta dos preços de energia no mercado livre. Outro ponto favorável é o comportamento da demanda durante o inverno: com temperaturas mais baixas há uma redução no uso de equipamentos de climatização. Além disso, para a Armor, a entrada em operação dos contratos do LRCAP 2026 também amplia a disponibilidade de potência do sistema, pois, a partir de agosto, parte das usinas contratadas pelo mecanismo passa a estar disponível para atendimento quando houver necessidade. Assim, a Armor Energia indica que o PLD deve ficar entre R$ 100 e R$ 160/MWh em agosto, R$ 150 e R$ 250/MWh em setembro e entre R$ 200 e R$ 300/MWh a partir de outubro. Já para outubro e novembro, permanece a possibilidade da bandeira tarifária vermelha patamar 1, pela expectativa de chuvas restritas e os impactos do El Niño. (Brasil Energia - 30.07.2026)
EPE apresenta setor elétrico brasileiro para Consulado Geral do Japão no RJ
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu, em 28 de julho, a Cônsul Kayo Yoshida e a assessora econômica Rebecca Souza, do Consulado Geral do Japão no RJ. O encontro teve como objetivo apresentar uma visão geral do setor elétrico brasileiro, abordando seus principais desafios, perspectivas e políticas de desenvolvimento. Entre os temas discutidos, destacaram-se o papel da EPE e estrutura do setor energético brasileiro, o contexto energético brasileiro, a expansão das fontes renováveis, o planejamento da rede de transmissão e os desafios relacionados ao fornecimento de energia para data centers. Além disso, o encontro também permitiu a troca de percepções sobre temas estratégicos de interesse comum, reforçando as possibilidades de cooperação e intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Japão na área de energia. Pela EPE, participaram da reunião Juliana Velloso, representando o Gabinete da Presidência, Marcelo Moreira e Roney Nakano, da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica, e Allex Yukizaki, da Diretoria de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais. (EPE - 28.07.2026)
ABGD nomeia Roseane Santos como nova presidente-executiva a partir de setembro
A Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos (ABGD) anunciou a nomeação de Roseane Santos como presidente-executiva, com mandato a partir de 1º de setembro, sucedendo Luiz Fernando Vianna, que estava à frente da entidade interinamente desde janeiro. Advogada com mais de 20 anos de experiência no setor elétrico, Roseane já foi conselheira e diretora da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e atuou na Neoenergia e na Âmbar Energia, com foco em regulação, comercialização de energia, armazenamento e descarbonização. Segundo a executiva, o desafio da associação agora é integrar novas tecnologias como armazenamento, digitalização das redes e resposta da demanda ao debate sobre geração distribuída. (MegaWhat – 30.07.2026)
Bandeira, carga e térmicas pautam o setor
A agenda do setor elétrico nesta sexta-feira inclui a divulgação da bandeira tarifária de agosto e o segundo dia da reunião do PMO. Em julho, permanece a bandeira amarela, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh. O ONS elevou a projeção de carga para agosto a 81.580 MW médios, alta de 4,76% sobre 2025 e acréscimo superior a 1.800 MW médios frente à estimativa anterior. A geração térmica por inflexibilidade cresceu quase 40% entre junho e julho, para 5.144,6 MW médios, enquanto o despacho por mérito caiu cerca de 50%, para 1.096 MW médios. A pauta também inclui leilões de gás da União, com preços esperados entre US$ 5 e US$ 5,20/MMBtu, e a solução consensual para quatro térmicas da Eneva, cujo modelo deve ser concluído em agosto. (Broadcast Energia - 31.07.2026)
Regulação
Pauta da 16ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel de 2026
A pauta da 16ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel reúne 29 processos com temas relevantes para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Agnes Maria de Aragão da Costa, Willamy Moreira Frota, Gentil Nogueira de Sá Júnior e Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva. Entre os destaques estão o Reajuste Tarifário Anual da Equatorial Pará Distribuidora, a proposta de abertura de consulta pública para a prestação de contas do 5º Plano de Aplicação de Recursos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (5º PAR PROCEL) e a análise de medida excepcional para recondução de presidentes dos Conselhos de Consumidores. A diretoria também analisará recursos administrativos envolvendo fiscalização de distribuidoras, transmissão, comercialização de energia, contratos de potência de reserva, geração distribuída e processos relacionados à Enel Ceará, Energisa, Delta Geração, ISA Energia Brasil e Argo VI Transmissão. A pauta inclui ainda pedidos de reconsideração, impugnações e diversas medidas cautelares referentes à comercialização de energia, micro e minigeração distribuída, reembolsos da CCEE, conexão de empreendimentos e preservação do enquadramento de usinas fotovoltaicas, além de requerimentos administrativos, revogação de autorização de usina termelétrica, transferência de concessão de hidrelétrica, alteração contratual de PCH e declarações de utilidade pública para implantação de empreendimentos de geração e transmissão. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 31.07.2026)
Aneel lança cadernos temáticos sobre o setor elétrico
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponibilizou, em 28 de julho, os dois primeiros volumes de uma série de cadernos temáticos com informações sobre o setor elétrico brasileiro. As publicações abordam o relacionamento com o consumidor de energia elétrica e a Compensação Financeira pelo Uso dos Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica (CFURH). Em primeiro lugar, o caderno Relacionamento com o Consumidor apresenta informações sobre mecanismos de atendimento ao cidadão, participação social, indicadores de satisfação dos consumidores, canais de registro de demandas e instrumentos utilizados no acompanhamento da prestação do serviço de distribuição de energia elétrica. Já o caderno Compensação Financeira pelo Uso dos Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica (CFURH) reúne informações sobre a arrecadação e a distribuição de recursos decorrentes da utilização do potencial hidráulico para geração de energia, incluindo dados sobre a compensação financeira e os royalties de Itaipu. Acesse aqui o estudo. (Aneel - 28.07.2026)
Aneel adia decisão sobre acesso à transmissão
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, pediu vista do processo sobre a regulamentação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), após debate sobre a proposta do relator Fernando Mosna de criar regra de transição que preserve a prioridade de acessantes que já tinham Parecer de Acesso, portaria e Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (Cust) antes da mudança para o modelo de Temporadas de Acesso. O diretor Gentil Nogueira questionou se a redação poderia abranger indevidamente novos acessos, além dos casos de aumento de carga já tratados em medidas cautelares anteriores. A discussão envolve diretamente projetos de data centers — incluindo os casos DC Pahlavan One, Two e Three — que pedem ampliação do Montante de Uso do Sistema de Transmissão (Must), e Mosna apontou que o tema pode alcançar também outros grandes consumidores, como projetos de hidrogênio verde. (MegaWhat - 28.07.2026)
Aneel: Mosna propõe manter rateio do curtailment por fonte
O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Fernando Mosna apresentou voto-vista na consulta pública 45/2019 sobre rateio de cortes de geração (curtailment), propondo manter o rateio dos cortes por razão energética separado por fonte (eólicas com eólicas, solares com solares) e testar cinco cenários em operação sombra antes de decidir sobre rateio conjunto com hidrelétricas — incluindo simulações com usinas com energia vertida turbinável (EVT), com todas as hidrelétricas, e versões com desconto da geração hidrelétrica mínima (GHmin). A principal divergência com o voto da relatora Agnes da Costa está no período pós-15º mês: enquanto Agnes previa que o rateio conjunto entre eólicas, solares e hidrelétricas com EVT passasse a valer automaticamente, Mosna propõe mantê-lo separado até nova deliberação da diretoria, atendendo pedido de Abeeólica, Absolar, Apine e Abiape. O voto também retira o rateio financeiro dos cortes elétricos e a reclassificação posterior de cortes pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), propondo novo rito para questionamentos excepcionais dos agentes diretamente à Aneel. A proposta ainda depende de deliberação do colegiado. (MegaWhat -28.07.2026)
Aneel adia mais uma vez definição de regras para rateio de cortes de geração
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou novamente a definição das regras de ordenamento dos cortes de geração no Sistema Interligado Nacional (SIN), após pedido de vista do diretor Gentil Nogueira sobre o voto-vista do diretor Fernando Mosna — cujo mandato termina no mês seguinte. Mosna propôs um modelo transitório de 15 meses, mantendo o rateio de cortes separado por fonte de geração (eólicas com eólicas, solares com solares), com testes de rateio conjunto entre eólicas, solares e hidrelétricas apenas no período de "operação sombra", citando a necessidade de mais dados sobre a energia vertida turbinável (EVT) das hidrelétricas. A proposta foi bem recebida pelas associações do setor, que consideram a junção das três fontes ainda carente de maturação técnica. (Valor Econômico – 28.07.2026)
Aneel homologa receitas das hidrelétricas do Regime de Cotas
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou as Receitas Anuais de Geração (RAG) das 59 usinas hidrelétricas do Regime de Cotas, a vigorar de julho de 2026 a junho de 2027. O principal impacto no resultado é a aplicação do último passo da descotização das 13 usinas da Axia Energia, que teve início em 2023 com a redução de 20% ao ano da garantia física de energia e de potência alocada no Regime de Cotas. A Axia receberá RAG dessas usinas até dezembro de 2026. Assim, com a descotização das 13 usinas, o novo valor de RAG é de R$ 8,122 bilhões, o que representa uma redução de 6,34% na receita destinada às usinas cotistas. Entretanto, a tarifa teve um aumento de 19,80% e passou para R$ 257,54/MWh (com PIS/Cofins), pois a redução do montante de garantia física alocada no regime de cotas é proporcionalmente maior do que a redução da receita. Além disso, essa tarifa é utilizada para a definição da cobertura tarifária das distribuidoras cotistas e a partir de janeiro de 2027 será aplicada sem PIS/Cofins, resultando no valor de 233,72/MWh, decorrente da extinção desse tributo com a reforma tributária. (Aneel - 29.07.2026)
Empresas
Axia convoca assembleia para incorporar controladas
O Conselho de Administração da Axia Energia convocou Assembleia Geral Extraordinária para 28 de agosto de 2026, com o objetivo de deliberar sobre a incorporação de quatro controladas: Juno Participações e Investimentos, Tijoá Participações e Investimentos, Retiro Baixo Energética e SPE Nova Era Janapu Transmissora. A operação integra a estratégia de simplificação societária da antiga Eletrobras. A Juno controla a Tijoá, responsável pela UHE Três Irmãos, em São Paulo, com 808 MW. A Retiro Baixo Energética opera a hidrelétrica homônima, de 82 MW, em Minas Gerais, enquanto a Nova Era Janapu administra a linha de transmissão de 500 kV Janaúba 6–Presidente Juscelino. Como todas as empresas são integralmente detidas, direta ou indiretamente, pela Axia, a incorporação não resultará em aumento de capital, emissão de ações ou direito de recesso. A conclusão dependerá da aprovação da AGE e de autorização da Aneel. (Agência CanalEnergia - 24.07.2026)
Axia cria edital para apoiar equipes de engenharia
A Axia lançou na última semana o edital piloto do Programa de Apoio a Equipes Universitárias de Competição em Engenharia 2026. A iniciativa apoia equipes acadêmicas em competições de engenharia nacionais e internacionais, e tem suas inscrições abertas até 30 de julho, e o resultado será divulgado em 17 de agosto. Assim, o programa piloto pretende desenvolver um modelo estruturado e consolidar uma agenda permanente e anual, impulsionando o aprendizado prático e aproximando universidades e mercado. O edital contempla, ainda, três competições: modalidade foguetes, no Latin American Space Challenge (LASC); modalidade drones, no International Micro Air Vehicles Conference and Competition (IMAV); e modalidade aeromodelismo, na 28ª Competição SAE BRASIL de AeroDesign. Além disso, a participação no edital é restrita a equipes vinculadas a instituições de ensino superior brasileiras, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Entre os critérios de avaliação, estão o alinhamento estratégico, a qualidade técnica, a capacidade de execução e a adequação orçamentária. (Brasil Energia - 27.07.2026)
Leilões
Aneel habilita vencedores do Leilão de Transmissão 1/2026
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou no Diário Oficial da União de 24 de julho a habilitação das empresas vencedoras da segunda sessão pública do Leilão de Transmissão nº 1/2026, referente aos Lotes 7 a 10, com deságio médio de 53,20% e investimento estimado de R$1,75 bilhão. O lote 7 foi arrematado pelo Consórcio Olympus XX e os lotes de 8 a 10 pela Axia Energia Sul S.A. O certame foi realizado no dia 3 de julho de 2026, na sede da B3, na cidade de São Paulo, e contratou concessões do serviço público de transmissão de energia elétrica com instalações localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. (Aneel - 24.07.2026)
Aneel endurece regras para leilão de baterias
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou em 23 de julho nota técnica que fundamenta a abertura da consulta pública do edital do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência para sistemas de armazenamento por baterias (LRCAP Baterias 2026). O documento propõe um conjunto de regras que tende a elevar as exigências para os empreendedores e reduzir o espaço para projetos considerados especulativos. Entre as principais mudanças está a exclusão dos sistemas de armazenamento colocalizados com usinas de geração, além de novas exigências para equipamentos, garantias financeiras e conteúdo nacional. Além disso, a nota técnica também reconhece que a Aneel ainda não definiu como será operacionalizado o rateio dos custos da contratação entre os geradores de energia, conforme previsto na Lei nº 15.269/2025. Diante dessa lacuna, a área técnica propõe que o edital estabeleça regras transitórias até a edição de regulamentação específica. Pela minuta, há a participação apenas de Sistemas de Armazenamento de Energia (SAEs) autônomos, excluindo os colocalizados. (Brasil Energia - 24.07.2026)
Aneel propõe manter rateio de custos para leilão de baterias
A área técnica da Aneel recomendou manter entre os geradores o rateio dos custos dos leilões de reserva de capacidade para baterias, conforme determinação da Lei 15.269. A agência deverá votar em 28 de julho a abertura de consulta pública sobre os editais dos certames de 2 e 4 de dezembro, ambos com contratos de 15 anos. O primeiro terá exigência de conteúdo nacional e início de suprimento em agosto de 2028; o segundo será aberto a projetos sem essa obrigação. A proposta fixa garantia de participação em 1% do investimento, ou R$ 100 mil/MW, e garantia de fiel cumprimento de R$ 1 milhão/MW, tomando como referência investimento de R$ 10 milhões/MW. O patrimônio líquido mínimo também seria de R$ 1 milhão/MW. Os técnicos defendem unidades novas, sistemas autônomos, despacho centralizado pelo ONS e restrições a projetos associados a contratos regulados. A transferência de controle seria permitida somente após a operação comercial, salvo exceções previstas no edital. (Agência CanalEnergia - 24.07.2026)
Aneel concentra agenda em cortes e leilões de baterias
A semana regulatória terá como foco a definição de novas regras para cortes de geração e a abertura de consultas públicas sobre dois leilões de sistemas de armazenamento em baterias, previstos para 2 e 4 de dezembro de 2026. Após o MME regulamentar compensações por curtailment entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025, o setor discute uma regra de transição até a futura resolução da Aneel, o que poderá criar nova janela de ressarcimento. A diretoria da agência também analisará os editais do LRCAP Armazenamento Nacional, com exigência de conteúdo local, e do LRCAP Armazenamento, aberto a todos os projetos. A pauta inclui ainda revisão tarifária da Neoenergia Brasília, reajuste da EDP Espírito Santo, ajustes nas regras de comercialização dos leilões de capacidade de março, adjudicação de produto do Leilão nº 2/2026 e transferência de controle de transmissora. O ONS realizará o PMO de agosto e a Aneel divulgará a bandeira tarifária do mês. (Broadcast Energia - 27.07.2026)
CCEE propõe novo agente para leilões de reserva de capacidade
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) propôs a criação do Agente Associado à Contratação de Reserva de Capacidade (ACAP), que representará no Mercado de Curto Prazo (MCP) a geração de usinas contratadas no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) durante períodos de parada programada, destinando os resultados financeiros à Conta de Potência para Reserva de Capacidade (Concap), em vez de às próprias usinas — mudança em relação ao modelo do LRCap de 2021. A proposta segue o modelo já usado para energia de reserva (ACER/Coner) e será discutida em consulta pública de 30 dias, com aplicação provisória imediata, já que parte dos contratos começa a ser suprida em 1º de agosto. Inicialmente, a mudança abrange térmicas a gás natural, carvão, óleo combustível e diesel. (MegaWhat – 24.07.2026)
Aneel pauta curtailment e leilões de baterias
A agenda do setor elétrico nesta terça-feira reúne decisões sobre ressarcimento por cortes de geração, consultas públicas dos leilões de baterias e o debate no Senado sobre o PL 5.017/2019. A Abrace estima que as contratações obrigatórias previstas no projeto possam adicionar até R$ 1,5 trilhão à conta de luz entre 2027 e 2057. O cálculo considera R$ 902,5 bilhões para térmicas a gás amazônico no Norte, R$ 301 bilhões para 2,5 GW de usinas a gás com inflexibilidade mínima de 70% e R$ 255 bilhões para 4,9 GW de pequenas hidrelétricas. Na Aneel, a pauta inclui os editais do LRCAP Armazenamento Nacional e do LRCAP Armazenamento, além da regulamentação das limitações de geração. Também serão analisados temas tarifários, regras de comercialização, adjudicação de produto do Leilão nº 2/2026 e transferência de controle de uma transmissora. Brasil e Coreia do Sul ainda firmaram acordo de cooperação energética com vigência inicial de cinco anos. (Broadcast Energia - 28.07.2026)
Agência homologa parcialmente resultado do LRCAP 2/2026
A homologação parcial do resultado e adjudicação do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2/2026, na forma de potência proveniente de usinas hidrelétricas e termelétricas a gás natural e carvão mineral, foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 28 de julho. A proponente vencedora foi o Consórcio EBRASIL/CELNE, composto pelas empresas Eletricidade do Brasil S.A. – EBRASIL e Centrais Elétricas do Nordeste – CELNE Ltda., habilitadas pela Comissão Permanente de Leilões (CPL) por meio do Despacho nº 2.230/2026. Em perspectiva, o objetivo do LRCAP é atender a necessidade de potência requerida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de empreendimentos novos ou existentes. Além disso, o processo de habilitação das empresas vencedoras pela CPL foi estruturado em etapas, sendo uma relativa às proponentes do Produto Potência Termelétrica 2026 e outra relativa às demais proponentes selecionadas na fase de lances. Por fim, o certame foi realizado em 18 de março de 2026, por meio da plataforma de negociação. Consulte aqui os resultados e o edital. (Aneel - 28.07.2026)
Aneel abre consulta sobre regras do LRCAP 2026
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou em 28 de julho a abertura de Consulta Pública (CP 25/2026) para alterações nas Regras de Comercialização para inclusão dos Leilões de Reserva da Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026). A proposta, encaminhada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) à Aneel, prevê mudanças nos módulos 9 (Encargos); 10 (Consolidação de Resultados); 11 (Liquidação); 16 (Reajuste dos Parâmetros da Receita de CCEAR); e 27 (Contratação de Reserva de Capacidade) das Regras de Comercialização. A Aneel também estabeleceu que as inovações nas Regras tenham sua vigência na data de abertura da Consulta Pública provisoriamente, devido ao início do suprimento dos contratos de Usinas Termelétricas (UTEs) a gás natural, carvão mineral, óleo combustível e óleo diesel, a partir de 1º de agosto. Por outro lado, o suprimento de Usinas Hidrelétricas (UHEs) e de UTEs a biodiesel começa em 2030. Assim, interessados poderão enviar sugestões para o email cp025_2026@aneel.gov.br de 30 de julho a 12 de setembro de 2026. Mais informações disponíveis aqui.(Aneel - 28.07.2026)
Aneel abre consulta para leilões de baterias
A Aneel aprovou a abertura de consultas públicas sobre as minutas dos editais dos dois primeiros leilões brasileiros para contratação de sistemas de armazenamento de energia com baterias de alta potência. Os certames estão marcados para 2 e 4 de dezembro e contratarão disponibilidade de potência por meio de Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica autônomos. O Leilão de Armazenamento Nacional será exclusivo para projetos com baterias de fabricação nacional, requisito certificado pelo BNDES, enquanto o Leilão de Armazenamento Geral aceitará também equipamentos importados. Os contratos terão prazo de 15 anos, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. Os projetos deverão ter potência mínima de 30 MW, capacidade de operação por quatro horas e despacho centralizado pelo ONS. As regras permitem até dois acionamentos diários, com seis horas para recomposição total da carga. As contribuições às consultas públicas 22/2026 e 23/2026 poderão ser enviadas de 30 de julho a 14 de setembro. (Petronotícias – 28.07.2026)
Aneel endurece regras para leilões de baterias
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, em 28 de julho, colocar em consulta pública o edital dos primeiros leilões de baterias, com regras mais duras para evitar especulação e "aventureiros" na primeira contratação do gênero para o sistema elétrico brasileiro. A proposta de edital aumenta as exigências para as garantias que os investidores terão de aportar para participar da disputa e executar os projetos e inclui um dispositivo polêmico para os interessados: a alocação dos custos da contratação das baterias nos geradores de energia, sem que haja definição sobre a divisão do pagamento. Dessa forma, por sugestão da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a Aneel mudou o cálculo de garantias: a garantia de proposta, para participar do leilão, passa a corresponder a 1% do valor estimado do investimento no projeto de baterias. Já a garantia de fiel cumprimento, exigida para a execução do empreendimento, passa a ser de 10% do investimento. Assim, as definições buscam desincentivar comportamento especulativo no leilão, afastando aqueles sem capacidade técnica e financeira para entrega dos projetos. (Folha de São Paulo - 28.07.2026)
Reconhecida insegurança jurídica sobre rateio de custos no leilão de baterias
O diretor-relator da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Gentil Nogueira, reconheceu que o modelo de custeio do primeiro leilão de baterias do país — marcado para dezembro, em duas etapas — segue sendo "a matéria mais controversa ainda em disputa", já que a Lei 15.269/2025 atribui o custo aos geradores, mas ainda não define como será dividido entre eles. Apesar da indefinição, Nogueira defendeu que os processos avancem, com consulta pública entre 30 de julho e 14 de setembro e audiência pública em 1º de setembro. O relator divergiu da área técnica quanto ao valor das garantias financeiras, propondo parâmetro de R$ 9,8 milhões por MW (ante os R$ 10 milhões sugeridos pela equipe técnica), por considerar o valor mais alto capaz de elevar barreiras à entrada de investidores. As minutas também exigem baterias novas, certificação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) antes da operação comercial e vedam a participação de sistemas acoplados a usinas eólicas e solares; os contratos terão prazo de 15 anos, com início do suprimento previsto para agosto de 2028. (Valor Econômico – 28.07.2026)
Aneel: Aprovadas consultas sobre editais de baterias e adiada definição do rateio de custos
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou por unanimidade a abertura de consultas públicas sobre os editais do leilão de reserva de capacidade em baterias, entre 30 de julho e 14 de setembro, com audiência pública em 1º de setembro, mas decidiu tratar a definição do rateio do Encargo de Potência para Reserva de Capacidade (Ercap) em processo regulatório à parte, incluindo consulta à Procuradoria Federal sobre riscos de judicialização. O diretor Gentil Nogueira propôs reduzir as garantias financeiras exigidas dos participantes, usando como referência a estimativa de R$ 9,8 milhões por MW da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) — ante os R$ 10 milhões sugeridos pela área técnica —, além de estabelecer prazos de 90 dias para solicitação e mais 90 dias para certificação técnica pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O diretor Fernando Mosna defendeu que o processo sobre o custeio seja distribuído antecipadamente a um relator, para avançar em paralelo à consulta pública dos editais. (MegaWhat – 28.07.2026)
Aneel homologa vitória de térmica a gás do consórcio EBrasil/Celne no LRCap
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou por unanimidade a vitória do consórcio formado pela Eletricidade do Brasil (EBrasil) e a Centrais Elétricas do Nordeste (Celne) no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCap), com a oferta da UTE Monte Fuji M1, movida a gás natural, com 290 MW e investimento de R$ 1,6 bilhão, entrada em operação prevista para 2028. O consórcio havia sido inabilitado em maio por patrimônio insuficiente da Celne, mas a Procuradoria Federal junto à Aneel entendeu que a EBrasil, com patrimônio suficiente, poderia se beneficiar do entendimento que equipara sociedades de propósito específico a subsidiárias integrais, revertendo a inabilitação. O diretor Willamy Frota, que havia pedido vista para esclarecer dúvidas sobre esse entendimento, acompanhou o voto do relator Fernando Mosna; a decisão será oficiada ao Tribunal de Contas da União (TCU). (MegaWhat – 28.07.2026)
CPL da Aneel mantém inabilitação dos consórcios ION no LRCap
A Comissão Permanente de Leilões (CPL) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomendou negar o recurso da Evolution Power Partners (EPP) e manter a inabilitação de seis consórcios ION no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCap), após identificar dupla contagem de ativos entre empresas controladoras e controladas na comprovação do patrimônio líquido exigido. Caso confirmada pela diretoria, a decisão pode convocar dois projetos da Eneva (790,95 MW somados) para a etapa de habilitação, além de outros dois da Global Participações em Energia — juntos, os quatro projetos remanescentes somam 1.346 MW, volume inferior aos 1.773 MW retirados dos consórcios ION e da UTE Garuva (TermoG, cujo recurso também foi negado por insuficiência patrimonial). Segundo o Itaú BBA, a possível convocação da Eneva ainda é incerta, já que a empresa já utilizou os equipamentos previamente contratados para os projetos vencedores originais do leilão. (MegaWhat – 29.07.2026)
CNPE define leilões de gás da União
O Conselho Nacional de Política Energética aprovou resolução que define diretrizes para a comercialização do gás natural da União por meio de leilões conduzidos pela Pré-Sal Petróleo S.A. Os certames serão organizados em duas modalidades: curto prazo, de 2026 a 2030, e longo prazo, a partir de 2030. O primeiro leilão deve ocorrer no último bimestre de 2026, com foco na produção da União prevista para 2027, e a expectativa é realizar certames anuais até 2029 para vender a produção do ano seguinte. A medida abre caminho para venda direta ao mercado livre, priorizando a indústria de base, especialmente química e siderurgia, e busca reduzir em pelo menos 50% o preço do insumo. Segundo o MME, o gás hoje vendido pela Petrobras a cerca de US$ 12 por milhão de BTU poderá chegar à indústria a aproximadamente US$ 5 por milhão de BTU. Estudos da EPE estimam potencial de 436 mil empregos diretos e indiretos, R$ 95 bilhões em investimentos e acréscimo de R$ 79 bilhões ao PIB. (Petronotícias – 30.07.2026)
Silveira detalha leilões de gás da União, com preço estimado em US$ 5/MBTU
Após a aprovação da resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a política de gás natural da União, o ministro Alexandre Silveira detalhou que os leilões de longo prazo (pós-2030) atenderão a indústria de base nacional, enquanto os de curto prazo (2026-2030) serão abertos e poderão suprir também térmicas do setor elétrico. O primeiro leilão deve ocorrer no último bimestre de 2026, com preço estimado entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU — um terço do valor atual cobrado à indústria — segundo cálculos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da secretaria e da Pré-Sal Petróleo (PPSA). Silveira afirmou que o objetivo principal não é arrecadação, mas competitividade industrial, e que os volumes de gás da União devem crescer "exponencialmente" com a produção do pré-sal. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace Energia) avaliou a medida como potencialmente "revolucionária" para o mercado de gás, mas defendeu avanços complementares, como o gás release e a regulamentação de acesso a infraestruturas. (MegaWhat – 30.07.2026)
Primeiro leilão de gás da União deve ocorrer em 2026
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, projeta para o fim de 2026 o primeiro leilão de gás natural da União, após o CNPE aprovar resolução que reorganiza a política de comercialização do insumo. A expectativa oficial é de preço entre US$ 5 e US$ 5,20 por MMBtu, abaixo dos cerca de US$ 12 por MMBtu usados como referência nos estudos do grupo de trabalho criado em 2023. A PPSA ficará responsável pela comercialização, com certames de curto prazo entre 2026 e 2030 e contratos de longo prazo a partir de 2030. O gás poderá ser destinado prioritariamente a indústrias intensivas, como química, petroquímica, fertilizantes e siderurgia. Silveira afirmou que o objetivo principal é ampliar oferta, competição e competitividade industrial, e não maximizar a arrecadação tributária. A estimativa de receitas caberá ao Ministério da Fazenda. (Broadcast Energia - 30.07.2026)
Leilões de gás poderão abastecer termelétricas
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os leilões de curto prazo do gás natural da União poderão abastecer usinas termelétricas, com expectativa de preço entre US$ 5 e US$ 5,20 por MMBtu. A resolução aprovada pelo CNPE disciplina a comercialização do insumo pela PPSA e prevê certames de curto prazo entre 2026 e 2030 e de longo prazo a partir de 2030. O gás poderá ser direcionado prioritariamente a segmentos industriais intensivos, como os setores químico, petroquímico, de fertilizantes e siderúrgico. Silveira também destacou a necessidade de a ANP assegurar acesso não discriminatório às infraestruturas de escoamento e processamento e ampliar a transparência do mercado. A indústria cobra regras para o uso de instalações da Petrobras, apontando que o acesso de terceiros ainda ocorre de forma limitada, o que restringe competição, oferta e redução de preços ao consumidor. (Broadcast Energia - 30.07.2026)
Comissão mantém térmicas da EPP fora do LRCAP
A Comissão Permanente de Leilões da Aneel manteve a inabilitação dos consórcios vinculados à Evolution Power Partners no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, decisão ainda sujeita à ratificação da diretoria da agência. A medida exclui nove termelétricas a gás com contratos negociados para os produtos de 2028 e 2029, que somam 1.773 MW de disponibilidade de potência. Segundo a comissão, houve descumprimento do patrimônio líquido mínimo exigido, inconsistências na documentação financeira e aplicação inadequada do Método de Equivalência Patrimonial, com duplicidade na contabilização de recursos. Caso a decisão seja confirmada, poderão ser convocados projetos da Eneva e da Global Participações em Energia que apresentaram lances válidos, totalizando 1.346 MW. A CPL também rejeitou recurso da Termog, responsável pela UTE Garuva, de 88,2 MW, por insuficiência patrimonial. O TCU acompanha o caso para apurar a participação de empresas sem lastro financeiro no certame. (Agência CanalEnergia - 30.07.2026)
Baterias ganham papel central nos leilões de capacidade
Os primeiros leilões brasileiros de reserva de capacidade para baterias, previstos para dezembro no LRCAP 2026, deverão contratar sistemas com quatro horas de fornecimento contínuo, capacidade grid-forming e contratos de 15 anos, com início de suprimento em agosto de 2028. Um certame será voltado a projetos com conteúdo local e outro terá participação mais ampla. O avanço ocorre em meio ao crescimento do curtailment, provocado por gargalos de transmissão, restrições de segurança e descasamento entre geração renovável e demanda. A Nextpower defende que o valor dos projetos dependerá não apenas da capacidade instalada, mas também de controles inteligentes, cibersegurança e suporte de longo prazo. Após incorporar a Prevalon Energy, a empresa passou a reunir mais de 6 GWh em sistemas implantados e soluções de BMS, EMS, black start, operação ilhada e ressincronização. A tecnologia pode absorver excedentes renováveis, devolver energia nos momentos de maior valor e prestar serviços de estabilidade ao SIN. (Agência CanalEnergia - 31.07.2026)
ONS eleva projeção de carga do SIN em julho
O Operador Nacional do Sistema Elétrico revisou para 78.061 MW médios a estimativa de carga de energia do Sistema Interligado Nacional em julho de 2026, considerando consumo e perdas. O volume representa crescimento de 2,4% em relação ao mesmo mês de 2025 e supera a projeção de 77.862 MW médios divulgada na semana anterior. No Sudeste/Centro-Oeste, a carga deve alcançar 42.261 MW médios, com avanço anual de 0,4%. Para o Sul, o operador projeta 13.631 MW médios, praticamente estáveis, com redução de 0,1% na comparação interanual. O Nordeste apresenta a maior expansão percentual entre os subsistemas, de 8,3%, para 13.488 MW médios. No Norte, a carga estimada é de 8.682 MW médios, alta de 7,8% ante julho de 2025. Os dados indicam que o crescimento do consumo nacional está concentrado principalmente nas regiões Nordeste e Norte. (Broadcast Energia - 24.07.2026)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
Verde Transmissora pede à Aneel e ao MME agilizar licenciamento em Minas Gerais
A Verde Transmissora de Energia, controlada pela Cymi Brasil, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia (MME) que atuem junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) de Minas Gerais para acelerar o licenciamento da linha de transmissão de 500 kV Itabirito 2–Santos Dumont 2 (140 km), apontada como principal gargalo do lote 1 do leilão de transmissão de 2022 (R$ 4 bilhões, 1.620 km). Segundo a empresa, o processo acumulava 683 dias de tramitação até junho, com exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) formalizada apenas 842 dias após a abertura do processo original. A Cymi Brasil informou que os blocos 1 e 2 do projeto já foram energizados, o bloco 3 está em construção (energização prevista para dezembro de 2026), e o bloco 4 segue em fase final de licenciamento. (MegaWhat – 30.07.2026)
EPE publica Estudo de Atendimento Elétrico à Região Sul de Roraima
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou, em 30 de julho, um novo estudo que recomenda a expansão da rede de transmissão da região Sul de Roraima, proporcionando maior confiabilidade no atendimento às cargas locais. Dentre as obras recomendadas, destaca-se a futura subestação (SE) Novo Paraiso II 500/230/69 kV, que irá seccionar um dos circuitos da linha de transmissão (LT) 500 kV Equador – Boa Vista, evitando dessa forma impactos ambientais associados à implantação de novas linhas. As obras recomendadas totalizam R$ 535 milhões em investimentos, sendo R$ 515 milhões referentes às obras de Rede Básica e Rede Básica de Fronteira e R$ 20 milhões associados às obras de distribuição. Além disso, o estudo contou com colaboração ativa da Roraima Energia, que forneceu informações e análises para a EPE. Clique aqui para acessar as análises técnico-econômica e socioambiental que integram este Relatório R1. (EPE - 30.07.2026)
EPE publica NTs de cálculo e revisão de garantia física do 2° tri 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publica, em 30 de julho, as notas técnicas de cálculo e revisão referentes às garantias físicas definidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) de abril a junho de 2026, com base nos cálculos e revisões realizados pela EPE, assim como a base de garantias físicas vigentes atualizada. De abril a junho, foram publicadas pelo MME, com base nos cálculos e revisões realizados pela EPE, garantias físicas novas ou revistas para 18 usinas eólicas, 19 usinas fotovoltaicas e 101 usinas termelétricas, com base nos cálculos realizados pela EPE e registrados nas referidas notas técnicas. Além disso, a nota técnica de cálculo e revisão de garantia física de energia dos empreendimentos termelétricos vencedores dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de 2026, realizados nos dias 18 e 20 de março de 2026, já está disponível desde 27 de abril nesta página. Já as notas técnicas das usinas eólicas e fotovoltaicas passam a compor o acervo desta página. A base de garantias físicas vigentes e futuras, com referência ao dia 30 de junho de 2026, pode ser consultada aqui. (EPE - 30.07.2026)
ONS prevê forte melhora das afluências em agosto
O ONS projeta melhora das afluências aos reservatórios ao longo de agosto, com a Energia Natural Afluente do Sistema Interligado Nacional avançando de 95% da média de longo termo no primeiro quartil para 116% no segundo e 139% no terceiro. O subsistema Sul deve liderar a recuperação, com ENA estimada em 114% da MLT no primeiro período, 167% no segundo e 251% no terceiro. No Sudeste/Centro-Oeste, as projeções indicam evolução de 87% para 107% e depois 133% da média histórica. Para o Norte, o intervalo esperado varia de 42% a 101% da MLT, enquanto o Nordeste deve ficar entre 55% e 89%. O cenário sugere condições hidrológicas mais favoráveis ao sistema no decorrer do mês, com contribuição especialmente elevada do Sul e melhora relevante também no principal centro de armazenamento do país. (Broadcast Energia - 31.07.2026)
ONS projeta alta de 4,76% na carga em agosto
O ONS estima que a carga do Sistema Interligado Nacional crescerá 4,76% em agosto, acima dos 2,35% previstos na segunda revisão do PMO, mas abaixo dos 5,02% considerados no planejamento. Para setembro, a projeção é de alta de 5,93%, e, no conjunto de 2026, de expansão de 3,25%. No Sudeste/Centro-Oeste, o aumento esperado para agosto é de 3,69%; no Sul, de 4,13%; no Nordeste, de 7,32%; e no Norte, de 7,33%. O operador também prevê temperaturas entre a média e acima do normal em todo o país e chuvas acima da média nas bacias do Sul. Em julho, o Brasil exportou até 1.100 MW para a Argentina e até 500 MW para o Uruguai. A política operativa de agosto deverá considerar controle de níveis dos reservatórios, atendimento à ponta e limites de intercâmbio, com estratégias diferenciadas para cada subsistema conforme a hidrologia e a participação das demais fontes de geração. (Agência CanalEnergia - 30.07.2026)
Consumo nacional de eletricidade cresce 2% em junho de 2026
Esta Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica mostra que o consumo nacional de energia elétrica foi de 46.219 gigawatts-hora (GWh) em junho de 2026, aumento de 2,0% comparado a junho de 2025. Este é o terceiro aumento consecutivo no consumo nacional mensal, impulsionado pelas classes residencial e comercial. As classes residencial, comercial e outros tiveram aumentos no consumo de 4,3%, 4,0% e 0,3%, respectivamente. Somente a classe industrial apresentou queda no de 0,2%. Todas as regiões expandiram seu consumo: Norte (+4,3%), Centro-Oeste (+4,0%), Sul (+3,6%), Nordeste (+2,5%) e Sudeste (+0,5%). O consumo nacional acumulado nos últimos 12 meses foi de 570.514 GWh, um aumento de 0,8%. O ambiente de contratação livre, com 21.491 GWh, respondeu por 46,5% em junho de 2026, com crescimentos de 2,9% no consumo e de 20,0% no número de consumidores. Já no mercado regulado das distribuidoras, com 24.729 GWh, respondendo por 53,5% do consumo nacional, houve aumentos no consumo de 1,2% e no número de consumidores de 1,9% em junho de 2026. Acesse a Resenha e o podcast. (EPE - 30.07.2026)
ONS emite alerta para possível corte emergencial de geração no próximo domingo
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu sinal amarelo para a possibilidade de acionar o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na rede de distribuição no domingo, 2 de agosto, indicando estado de atenção para eventual redução da geração de usinas Tipo III conectadas às redes de distribuidoras — mecanismo que só foi ativado uma vez desde sua criação, em junho, quando restringiu 1 GW. A confirmação será feita até as 14h de sábado. O operador prevê baixa necessidade de despacho termelétrico adicional na semana, com uso de geração hidráulica e folgas de potência nos subsistemas Norte, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, além de energia vertida turbinável (EVT) nos períodos de menor carga, cuja exportação dependerá dos limites de intercâmbio entre subsistemas. (MegaWhat – 30.07.2026)
Preços trimestrais de energia recuam 6,34%
Os preços de referência da energia elétrica para entrega entre agosto e outubro de 2026 caíram pela segunda semana consecutiva, segundo a Dcide. O índice trimestral da fonte convencional recuou 6,34%, de R$ 210,19/MWh para R$ 196,87/MWh, acumulando queda de 4,41% em um mês e de 18,63% em 12 meses. Para a energia incentivada, proveniente de fontes como eólica, solar, biomassa e pequenas hidrelétricas, o indicador diminuiu 5,59% na semana, para R$ 225,65/MWh, com retrações de 3,79% no mês e 16,67% no ano. Na curva de longo prazo, referente ao período de 2027 a 2030, o índice convencional subiu 0,13%, para R$ 242,46/MWh, enquanto o incentivado avançou 0,03%, para R$ 270,66/MWh. Os preços são apurados semanalmente com agentes do mercado e refletem a marcação a mercado para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, principal centro de carga do SIN. (Broadcast Energia - 29.07.2026)
Vendaval desliga subestação e causa apagão no Rio
O Rio de Janeiro enfrentou uma tarde caótica em 29 de julho após um vendaval com rajadas acima de 100 km/h atingir a capital e cidades da Região Metropolitana, provocando duas mortes em Santa Teresa, falta de energia e interrupções no transporte. A Light informou que uma ocorrência externa afetou o fornecimento para Zona Sul, Tijuca e Centro, com restabelecimento gradual a partir das 17h. O ONS relatou que, em função dos fortes ventos, houve desligamentos nas redes de distribuição e transmissão com impacto no Sistema Interligado Nacional que atende a área Rio. Às 16h38, ocorreu o desligamento da Subestação Grajaú, e às 17h35 todas as cargas haviam sido normalizadas. Segundo o operador, a redução de carga chegou a cerca de 1.500 MW desde o início da ocorrência. A ventania derrubou teto de posto de gasolina em Campo Grande, destelhou casas, derrubou árvores e interrompeu temporariamente metrô, trens e operações do Aeroporto Santos Dumont. (Petronotícias – 29.07.2026)
Fitch prevê compensação do curtailment em 2027
A Fitch Ratings estima que as novas regras de compensação por cortes de geração deverão produzir efeito financeiro apenas em 2027, quando os valores forem definidos e recontabilizados. Auren, Engie Brasil e Serena Geração aparecem como as principais beneficiárias. Nos 12 meses encerrados em março de 2026, o curtailment atingiu cerca de 18% dos portfólios de Auren e Engie e 9% do portfólio da Serena. O impacto estimado no Ebitda de 2026 é de 17% para a Auren, 9% para a Engie e 12% para a Serena. A compensação é especialmente relevante para a Auren, cuja relação dívida líquida/Ebitda deve alcançar 5,7 vezes no fim de 2026 e recuar para 4,8 vezes em 2027, sem considerar os créditos. Cortes por sobreoferta continuarão inelegíveis, salvo quando ocorrerem simultaneamente eventos de confiabilidade ou indisponibilidade externa. A Fitch prevê redução estrutural das restrições a partir de 2030, apoiada por transmissão, baterias e maior demanda. (Agência CanalEnergia - 28.07.2026)
Desligamento geral interrompe 140 MW no Amapá
Um desligamento geral em quatro subestações da Equatorial Amapá (Santana, Santa Rita, Equatorial e Central) interrompeu 140 MW de carga na madrugada de sábado, provocando também o desligamento automático da hidrelétrica Coaracy Nunes (Axia Energia Norte). Segundo o Operador Nacional do Sistema, a causa ainda está sendo investigada; a recomposição do sistema começou 12 minutos após a ocorrência e foi concluída em 42 minutos, com o sincronismo da usina restabelecido na sequência. (MegaWhat – 27.07.2026)
Desligamento na subestação Leste interrompe 275 MW em São Paulo
Um desligamento na subestação Leste, da ISA Energia Brasil, interrompeu 275 MW de carga na região metropolitana de São Paulo, afetando parcialmente o fornecimento da Enel São Paulo, com causas ainda em apuração. A Braskem informou que seu sistema de segurança (flare) foi acionado automaticamente para queima controlada de gases, gerando clarões que assustaram moradores. Segundo o Operador Nacional do Sistema, o restabelecimento das cargas começou às 5h39 e foi concluído às 5h42. (MegaWhat – 27.07.2026)
ONS coloca térmicas em prontidão
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitou aos proprietários de usinas termelétricas providências para maximizar a disponibilidade de geração durante o período mais crítico do ano, de setembro à primeira quinzena de dezembro, diante dos riscos associados ao El Niño. A expectativa para o segundo semestre é de seca no centro-sul, menor volume nos reservatórios hidrelétricos, redução de chuvas, aumento de temperatura e maior demanda de energia, além de riscos de enchentes na Região Sul. O ONS pediu que as empresas antecipem informações sobre manutenções programadas, possíveis postergações de intervenções em andamento, paralisações temporárias e falta de combustível, para evitar frustrações no planejamento da operação. O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico, tende a intensificar chuvas no Sul, reduzir precipitações no Norte-Nordeste e elevar temperaturas no Sudeste. Para o operador, o uso complementar de térmicas será necessário durante o período seco. (O Globo – 28.07.2026)
Demanda por energia crescerá mais rapidamente, prevê AIE
A demanda global por eletricidade deve crescer em um ritmo mais acelerado este ano em comparação ao anterior, mesmo com os sistemas elétricos de todo o mundo enfrentando turbulências no mercado de energia e preços voláteis, prevê novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE). Embora as recentes perturbações nos mercados globais de gás natural decorrentes da guerra no Oriente Médio tenham elevado os custos de geração de eletricidade em muitas regiões, espera-se que a forte demanda subjacente - proveniente da indústria, de eletrodomésticos, sistemas de refrigeração, veículos elétricos e centros de dados - mantenha o consumo global de eletricidade em uma trajetória de crescimento consistente. Publicado em 23 de julho, o levantamento semestral da AIE prevê que a demanda global por eletricidade crescerá 3,6% em 2026 e mais 3,8% em 2027, indicando um incremento em relação à taxa de crescimento de 3% prevista para 2025. Assim, a expectativa é que o consumo global de eletricidade atinja 30.700 TWh em 2027, frente aos 28.600 TWh de 2025. (Brasil Energia - 24.07.2026)
ONS projeta afluência de 308% da média no Sul
O Operador Nacional do Sistema Elétrico projeta Energia Natural Afluente de 34.150 MW médios no subsistema Sul entre 25 e 31 de julho, volume equivalente a 308% da média histórica. A estimativa supera amplamente a previsão da semana anterior, que indicava afluência correspondente a 80% da média. No consolidado de julho, a projeção para o Sul aumentou 88 pontos percentuais, para 256% da média de longo termo, ou 28.476 MW médios, com armazenamento esperado de 88,4% ao fim do mês. Para o Sudeste/Centro-Oeste, a previsão semanal é de 20.828 MW médios, ou 82% da média, enquanto a estimativa mensal subiu para 91%, com energia armazenada projetada em 63,1%. No Norte, a afluência mensal deve atingir 65% da média e o armazenamento, 90,8%. No Nordeste, a ENA permanece estimada em 61%, com reservatórios previstos em 83,3% da capacidade ao final de julho. (Broadcast Energia - 24.07.2026)
EPE recomenda primeira aplicação de HVDC-VSC no SIN
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou, durante o IEEE Power & Energy Society General Meeting 2026, realizado entre 19 e 23 de julho, em Montreal, no Canadá, os principais resultados do Estudo de Expansão das Interligações Regionais, que recomendou a primeira aplicação da tecnologia HVDC-VSC no Sistema Interligado Nacional (SIN). A apresentação, intitulada “Planning Study for the First HVDC-VSC Application in Brazil”, destacou a metodologia adotada pela EPE para avaliar a expansão das interligações regionais, desde o diagnóstico das necessidades do sistema e a análise de diferentes alternativas tecnológicas até a definição da solução de referência. O trabalho também abordou os desafios associados à proteção de sistemas HVDC-VSC com linhas aéreas e as estratégias utilizadas para reduzir os riscos relacionados à evolução tecnológica, à capacidade da cadeia global de fornecimento e à competição no futuro leilão de transmissão. Assim, a expansão proposta permitirá elevar a capacidade de exportação de energia do Norte e Nordeste e ampliar a importação do Sudeste e Sul. (EPE - 24.07.2026)
Consumidores
Novo marco amplia mercado livre de energia
A Lei 15.269/2025, que moderniza o Marco do Setor Elétrico, é apontada como avanço regulatório para ampliar a segurança energética e a expansão do mercado livre no Brasil. A norma estabelece regras para a abertura gradual do ambiente de livre contratação a consumidores de menor porte, reforçando a autonomia do consumidor e a transformação da energia em variável estratégica para empresas. Segundo a CCEE, em 2025 o mercado livre totalizou cerca de 85 mil consumidores, responsáveis por aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no país. No Ambiente de Contratação Livre, empresas negociam diretamente o fornecimento de energia e passam a ter maior visibilidade sobre custo da energia contratada, tarifa de uso do sistema de distribuição, encargos setoriais e taxas de gestão. A legislação ainda depende de regulamentações, mas sinaliza maior transparência, previsibilidade de custos, flexibilidade contratual e possibilidade de contratação de energia renovável. (CNN Brasil – 27.07.2026)
Voltera cresce com avanço do mercado livre de energia
A Voltera registrou crescimento de 147% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando mais de R$60 milhões. O resultado foi alavancado pela expansão da base de clientes, pelo aumento do volume de energia comercializada e por um cenário de maior movimentação no mercado livre de energia. No período, a empresa mais que dobrou o volume de energia vendido a consumidores finais, passando de aproximadamente 70 mil MWh para cerca de 147 mil MWh, crescimento de 110%. Como comercializadora, passou de 200 para mais de 425 unidades consumidoras atendidas e, como gestora, o número cresceu de 87 para 105 unidades consumidoras. Essa movimentação ocorreu em um contexto marcado por desafios como preços elevados, redução da liquidez e eventos de curtailment. Diante disso, segundo a empresa, os consumidores passaram a priorizar não apenas preços competitivos, mas também fatores como solidez financeira, disciplina de risco e previsibilidade contratual na escolha de seus fornecedores. (Brasil Energia - 24.07.2026)
Trafigura estreia no mercado elétrico brasileiro
A Trafigura concluiu sua primeira operação no mercado brasileiro de energia elétrica ao celebrar contrato de compra de longo prazo com a CGN Brasil Energia. Pelo acordo, a companhia assumiu um contrato de R$ 750 milhões para aquisição de energia da CGN que antes pertencia ao Grupo Bolt. A Trafigura comercializará e venderá essa energia a clientes do Ambiente de Contratação Livre, segmento em que grandes consumidores, comercializadoras e geradores negociam contratos fora do regime de tarifas reguladas. A operação ocorre após a aprovação, no início de 2026, da licença da companhia para atuar na comercialização atacadista de energia elétrica no Brasil. Com sede no Rio de Janeiro, a Trafigura passa a atuar no sexto maior mercado elétrico do mundo, onde a geração hidrelétrica responde por cerca de dois terços da produção de eletricidade. A entrada da empresa é vista como reforço à liquidez, à competitividade e ao amadurecimento do mercado livre brasileiro. (Petronotícias – 25.07.2026)
Energia para 2026 recua e contratos de 2027 avançam
Os preços de energia para entrega em 2026 recuaram na última semana na plataforma da BBCE, enquanto os contratos de 2027 apresentaram alta predominante. O produto para setembro, com 239 operações, caiu 8,56%, de R$ 220,46/MWh para R$ 201,58/MWh. Também houve reduções em agosto de 2026, de 7,66%, para R$ 148,50/MWh; no terceiro trimestre, de 6,62%, para R$ 162,71/MWh; no segundo semestre, de 4,08%, para R$ 221,03/MWh; e em outubro, de 3,77%, para R$ 254,53/MWh. A BBCE associa o movimento às chuvas no Sul, onde a afluência chegou a 255% da média histórica e a previsão semanal do ONS alcançou 308%. Já os contratos para o primeiro trimestre de 2027 subiram 1,41%, para R$ 298,95/MWh, diante da expectativa de intensificação do El Niño e de menor precipitação no Norte. Decisões recentes do CMSE também influenciaram a curva futura. (Broadcast Energia - 27.07.2026)
CCEE renova compromisso com o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial da CGU
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) renovou seu compromisso com o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU). A organização apresentou uma evolução significativa no novo processo de adesão e autoavaliação, passando de 81,90 pontos em 2025 para 93,75 pontos em 2026. O crescimento reflete o fortalecimento das práticas de compliance, governança, políticas internas, diligências de terceiros, monitoramento e ações voltadas à ética e à transparência. Além disso, a autoavaliação é uma etapa importante para acompanhar a maturidade do Programa de Integridade da Câmara e identificar oportunidades de melhoria. O processo permite ainda avaliar, de forma estruturada, a aderência da organização aos princípios do pacto e apoiar o aprimoramento contínuo das práticas internas. Entre os principais avanços observados neste ciclo, destacam-se as melhorias relacionadas a Código de Ética, políticas e procedimentos de integridade. (CCEE - 27.07.2026)
Estruturados chegam a 30% das operações da Armor
Os produtos estruturados já representam 30% do volume mensal negociado pela Armor Energia, refletindo a busca de consumidores e geradores por proteção contra a volatilidade do mercado livre. O portfólio inclui swap de modulação, antecipação de caixa com contratos de energia como lastro e outras soluções personalizadas para reduzir exposição, otimizar posições e aumentar a previsibilidade financeira. Em 10 de maio de 2026, os preços de curto prazo chegaram a cerca de R$ 214/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste e a R$ 228/MWh no Sul, ante R$ 158/MWh, R$ 83/MWh e R$ 160/MWh, respectivamente, um ano antes. Estudo da Abraceel mostra que, entre janeiro de 2024 e março de 2026, contratos de quatro anos subiram 59%, de R$ 147/MWh para R$ 233/MWh, enquanto os trimestrais avançaram 121%, de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh, diante de IPCA acumulado de 5%. A Armor também se prepara para a abertura total do mercado prevista na Lei 15.269/2025. (Agência CanalEnergia - 27.07.2026)
Aneel nega recursos e preserva multas no mercado de energia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou recursos da Maracanaú Geradora de Energia (controlada da Bolognesi, R$ 15,8 milhões), da Cosanpa (R$ 2,66 milhões), do Metrô-SP (R$ 1,5 milhão) e da IBS Comercializadora (R$ 410,8 mil), mantendo penalidades por insuficiência de lastro que somam mais de R$ 20 milhões. Em todos os casos, a agência reafirmou que inadimplemento ou rescisão de contratos por comercializadoras — como a Boven, no caso do Metrô-SP, e a Kroma, no caso da Cosanpa — não afastam a responsabilidade regulatória dos agentes perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), cabendo eventual disputa à esfera contratual ou judicial. (MegaWhat – 28.07.2026)
Voltera cresce 147% no 1º semestre de 2026
A Voltera registrou crescimento de 147% no faturamento no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, superando R$ 60 milhões, impulsionada pelo aumento do volume de energia comercializada e pela expansão da base de clientes. Segundo o CEO Alan Henn, parte do avanço decorreu da alta nos preços da energia e da entrada de clientes que ficaram descontratados após a saída ou redução de atuação de outros fornecedores. A empresa projeta encerrar 2026 com mais de 600 unidades consumidoras atendidas, com forte crescimento também em plataforma, gestão e consultoria para clientes de grande porte. Henn avalia que a Lei 15.269/2025 deve transformar o mercado livre, com abertura para empresas até o fim de 2027 e pessoas físicas até o fim de 2028, ampliando o universo de clientes de cerca de 90 mil para 7 milhões no próximo ano e 65 milhões até 2028. A Voltera aposta em educação, tecnologia, IA e robustez financeira para escalar a operação. (Petronotícias – 29.07.2026)
Mercado livre e preços de energia marcam agenda do setor
A agenda setorial reúne discussões sobre a comercialização de gás natural, preços de energia, mercado livre e desempenho empresarial. O CNPE analisa mudança na política de destinação do gás da União, enquanto a CCEE registrou PLD máximo de R$ 597/MWh às 18h em todo o país. Entre as empresas, a Shell divulgou lucro acima do esperado e destacou produção recorde no Brasil, ao passo que a Petrobras adiou para o fim de agosto a conclusão de um poço na Foz do Amazonas. No segmento de infraestrutura, o Ministério Público tenta anular contrato de R$ 6,9 bilhões relacionado à iluminação pública. A CNI informou que 41% das indústrias migraram para o mercado livre desde 2024, com redução de custos percebida por parte relevante das empresas. O Citi apontou alta de 4,7% na energia bruta injetada pela Equatorial no segundo trimestre, e a companhia informou crescimento de 5,4% no volume distribuído, para 15.714 GWh. (Broadcast Energia - 30.07.2026)
Indústrias ampliam adesão ao mercado livre de energia
Levantamento da CNI aponta que 41% das indústrias brasileiras aderiram ao mercado livre de energia desde 2024, quando uma norma do MME ampliou o acesso ao ambiente de contratação livre. Entre as companhias migrantes, 73% perceberam redução dos custos com eletricidade, e 30% consideram essa mudança a principal medida para diminuir a conta de luz. A sondagem também revela que 79% das empresas utilizam energia elétrica como principal insumo e que 62% sentiram os efeitos das oscilações de preço nos últimos 12 meses. O setor calçadista liderou a migração, com participação de 47%. Entre as empresas de baixa tensão que ainda permanecem no mercado regulado, 37% têm interesse em mudar de fornecedor. Pela legislação, consumidores industriais e comerciais de baixa tensão poderão acessar o mercado livre até novembro de 2027, enquanto a abertura para residências deverá ocorrer até novembro de 2028. O estudo ouviu 1.498 indústrias em abril. (Broadcast Energia - 30.07.2026)
Nova Sala Técnica fortalece relacionamento da CCEE com agentes
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), operadora do mercado brasileiro, realizou em julho a primeira edição da Sala Técnica da Operação. A iniciativa, idealizada pela Diretoria de Operação de Mercado e implementada em parceria com a equipe da Gerência Executiva de Relacionamento, reforça o compromisso da organização com a centralidade no cliente e tem uma proposta clara: estar cada vez mais próximo ao agente de mercado nas suas rotinas. Assim, o projeto convida os associados para encontros temáticos e periódicos junto aos times técnicos da Câmara, e o foco principal é esclarecer sobre as inovações que impactam diretamente o dia a dia do mercado. Essa proximidade, além de contribuir para maior clareza nas operações dos agentes, permite captar contribuições valiosas para a evolução do setor e construir soluções de futuro colaborativas. Por fim, a primeira Sala Técnica da Operação contou com 103 participantes, que contribuíram ativamente no debate e esclarecimento de dúvidas. A edição também trouxe aprendizados importantes para a evolução da iniciativa. (CCEE - 29.07.2026)
Neoenergia cobra proteção na abertura do mercado
A Neoenergia defende a criação do Supridor de Última Instância e regras mais rígidas para a entrada de comercializadoras na abertura do mercado livre de energia. Para a diretora comercial Rita Knop, a expansão do ambiente livre exige garantias financeiras, processos robustos e critérios capazes de evitar que consumidores, especialmente pequenas empresas, fiquem sem atendimento em caso de insolvência ou falhas de fornecedores. A executiva também destaca a necessidade de comunicação simples sobre as responsabilidades de cada agente e de sistemas confiáveis para impedir problemas durante a migração. Com base na experiência da Iberdrola em mercados europeus, a companhia avalia que setores intensivos em capital tendem à consolidação e exigem participantes com capacidade de honrar contratos. A estratégia comercial da Neoenergia inclui contratos de longo prazo, previsibilidade de preços, proteção contra bandeiras tarifárias e serviços de eficiência energética, modernização de equipamentos e eletrificação das operações dos clientes. (Agência CanalEnergia - 29.07.2026)
CCEE alcança desempenho histórico dos sistemas no 2º tri 2026
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) encerrou o segundo trimestre de 2026 com avanços importantes em sua agenda de aprimoramento tecnológico, reforçando a confiabilidade dos sistemas. Entre abril e junho, a Câmara manteve 99,84% de disponibilidade dos sistemas operacionais, inclusive em datas críticas para a operação do mercado. Outro destaque foi a performance histórica registrada pelos sistemas da CCEE em junho, que registrou 93,75% das transações concluídas em até três segundos. O resultado demonstra a evolução contínua das aplicações e da infraestrutura tecnológica, bem como os avanços na arquitetura e na engenharia de soluções, reforçando o compromisso da organização com a eficiência operacional. Além disso, 25 demandas tecnológicas foram desenvolvidas para atender necessidades regulatórias, operacionais e de evolução do mercado, enquanto os mecanismos de segurança repeliram mais de 381 milhões de tentativas de ataque. Os resultados refletem, ainda, a evolução de projetos estratégicos ligados à inteligência artificial, à integração de sistemas e à inovação. (CCEE - 30.07.2026)
41% das indústrias brasileiras já migraram para o mercado livre, aponta CNI
Segundo a Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 41% das indústrias já migraram para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) mais de dois anos após a abertura do mercado livre a todos os consumidores em alta tensão, com 73% relatando redução de custos após a mudança. Entre as grandes empresas, 63% já compram no mercado livre; entre as pequenas, apenas 22%. A pesquisa mostra que 83% das empresas consideram o custo de energia determinante para a competitividade, e 62% relataram algum impacto de variação de preços nos últimos 12 meses. Segundo o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira, os resultados reforçam a necessidade de tarifas dinâmicas e revisão de subsídios do setor elétrico; a migração ao mercado livre foi a estratégia mais citada (30%) entre as empresas que adotaram medidas de redução de custo energético, à frente de autogeração (13%) e eficiência energética (13%). (MegaWhat – 30.07.2026)
Biblioteca Virtual
Artigo de Luiz Cesar Costa Raymundo: “O setor elétrico brasileiro precisa entregar resultados, não discursos”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Luiz Cesar Costa Raymundo (Especialista em Gestão Pública) argumenta que a modernização do setor elétrico brasileiro deve ser avaliada por resultados concretos, e não por anúncios ou discursos institucionais. O autor critica a crescente complexidade e falta de transparência da conta de luz, destaca o impacto do alto custo da energia sobre a competitividade da indústria nacional e questiona a destinação dos recursos arrecadados pela Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica (TFSEE). Também defende maior transparência quanto aos investimentos das distribuidoras, com metas e indicadores públicos que permitam aferir ganhos efetivos de eficiência e qualidade. Além disso, propõe diferenciar administrativamente erros operacionais e furtos de energia, ampliar a fiscalização e adotar práticas internacionais de avaliação de desempenho. Conclui que a liderança brasileira na transição energética dependerá da capacidade de converter investimentos em eficiência, transparência, competitividade e confiança dos consumidores e investidores. (GESEL-IE-UFRJ – 27.07.2026)
Artigo de Mario Maia Nevares: “Infraestrutura: peça estratégica no portfólio”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, o Mario Maia Nevares (Head de International Investments da G5 Partners) comenta sobre estudo da PwC (rede global de serviços de auditoria, consultoria de negócios e assessoria) segundo o qual o mundo precisará investir US$ 151 trilhões em infraestrutura até 2050 — mais que todo o PIB global atual —, abrangendo desde rodovias e portos até redes elétricas e data centers. O autor argumenta que a infraestrutura segue subalocada nos portfólios globais (menos de 1% das famílias têm exposição, segundo o J.P. Morgan), apesar de oferecer baixa correlação com ações e renda fixa, proteção inflacionária e exposição a megatendências como eletrificação, digitalização e transição energética. O texto defende maior atenção a mercados privados (private equity e private credit) para captar essa criação de valor, concluindo que infraestrutura deve deixar de ser alocação marginal para se tornar componente estratégico de portfólios de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 27.07.2026)
Artigo de Paula Lima: “Crescimento, Energia e o desafio da Coerência Sistêmica”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Paula Lima (Coordenadora Administrativa e Financeira da Abragel) analisa a relação entre crescimento econômico moderado e os desafios estruturais do setor elétrico brasileiro. A autora sustenta que a expansão das fontes renováveis, embora essencial para a transição energética, precisa ocorrer de forma coordenada com o planejamento, a transmissão, a operação e a segurança do sistema, evitando ineficiências e aumento de custos ao consumidor. Destaca o papel estratégico da base hídrica nacional, especialmente das pequenas e médias hidrelétricas, na estabilidade operativa, na confiabilidade das redes e na resiliência diante da variabilidade climática. Argumenta ainda que a competitividade industrial depende de uma matriz elétrica eficiente, integrada e racional, em que a diversificação das fontes seja acompanhada de adequada gestão sistêmica. Conclui que o futuro do setor será definido menos pelo volume de expansão da geração e mais pela capacidade de sustentá-la com equilíbrio operacional, confiabilidade e coerência econômica. (GESEL-IE-UFRJ – 27.07.2026)
Artigo de Jerson Kelman: “Metade Curtailment ou Meta de Curtailment?”
Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Jerson Kelman (Professor aposentado da Coppe-UFRJ) trata da regulação em torno do curtailment, conforme ressarcimento retroativo previsto na Portaria Normativa nº 140/2026. O autor argumenta que a regulação faz uma clara distinção entre restrições elétricas/confiabilidade e restrições energéticas. Destaca que a frustração de mercado por falta de demanda constitui risco empresarial do gerador, não sendo passível de indenização. Também ressalta que há dúvidas se a metodologia de classificação dos curtailments, que resulta em indenizar aproximadamente a metade da energia ceifada, decorre de uma análise técnico-operacional sólida da física do sistema, ou se trata de uma conveniente "meta de curtailment", moldada pelas limitações contábeis da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pelo receio do impacto tarifário ao consumidor. Conclui que uma solução mais racional seria um rearranjo regulatório que fizesse o preço horário da energia (PLD) flutuar livremente, conforme varia o custo marginal de operação, sem estar limitado inferiormente pelo PLDmin. (GESEL-IE-UFRJ – 28.07.2026)
Artigo de Marina Grossi: “O Brasil que planeja e cuida, cresce”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Marina Grossi (presidente do CEBDS) defende que a riqueza natural brasileira deve ser tratada como infraestrutura econômica e convertida, por meio de planejamento de longo prazo, em prosperidade duradoura. A autora argumenta que energia limpa, biodiversidade, biocombustíveis, terras raras e capacidade agropecuária oferecem ao país vantagens decisivas na transição para uma economia de baixo carbono, mas ressalta que esses ativos não produzem desenvolvimento de forma automática. Para enfrentar a crise climática e ampliar a competitividade, apresenta uma agenda empresarial estruturada em três prioridades: proteger e restaurar a natureza; acelerar a economia verde, com renováveis, bioeconomia e indústria de baixo carbono; e criar instrumentos de financiamento, segurança jurídica e previsibilidade para atrair capital privado. Com exemplos como o Proálcool, a matriz elétrica limpa e os avanços do agronegócio, conclui que políticas estáveis, capazes de atravessar governos, são essenciais para transformar o desenvolvimento sustentável em estratégia permanente de crescimento, geração de empregos e bem-estar. (GESEL-IE-UFRJ – 30.07.2026)
Artigo de Pedro Cafardo: “Arroubos privatistas revelam descuido ou anacronismo”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Pedro Cafardo (jornalista do Valor Econômico) analisa discussão sobre privatizações no Brasil, motivada pela declaração recente de um pré-candidato à Presidência a favor de privatizações "em larga escala" de estatais. O autor argumenta que o cenário geopolítico atual não comporta mais o "cérebro dos anos 1980/90", citando artigo do economista Nicholas Mulder (Cornell University), publicado na F&D Magazine do FMI, segundo o qual o mundo vive a quarta onda de nacionalizações em um século. Além disso, destaca exemplos citados por Mulder, atribuindo essas movimentações a fatores como instabilidade geopolítica, disrupções em commodities e avanço da transição energética. O artigo conclui que, embora privatizações em áreas não estratégicas possam gerar eficiência, dados históricos mostram que nacionalizações também trazem benefícios ao ampliar o controle político sobre prioridades de investimento, citando pesquisa Datafolha que mostra crescimento da rejeição a privatizações em São Paulo. (GESEL-IE-UFRJ – 29.07.2026)
Artigo de Juan Cruz Peña: “Las energéticas españolas se preparan para liderar la creación de grandes campeones transeuropeos?”
Em matéria publicada pelo El País, Juan Cruz Peña (jornalista do El País) examina o movimento das grandes empresas energéticas espanholas em direção à consolidação de grupos transeuropeus capazes de competir em escala global. O texto mostra como companhias como Iberdrola, Naturgy, Enagás, Acciona, Repsol, Moeve e Exolum vêm reduzindo sua exposição na América para concentrar investimentos na Europa, alinhando-se às recomendações dos relatórios Draghi e Letta sobre integração e competitividade. A reportagem destaca aquisições, alianças estratégicas, captação de recursos e mudanças societárias voltadas ao fortalecimento dessas empresas, além de discutir os obstáculos regulatórios e a fragmentação do mercado energético europeu. Ao concluir, sustenta que a consolidação dependerá de maior integração institucional e regulatória, mas ressalta que a Espanha reúne condições favoráveis para liderar esse processo de transformação do setor energético europeu. (GESEL-IE-UFRJ – 29.07.2026)
Artigo de Marlla Sabino: “Corte de energia é desafio no Brasil, diz EDP”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Marlla Sabino (repórter responsável pela cobertura dos setores de infraestrutura do Valor, em Brasília) analisa o avanço do problema dos cortes de geração de energia renovável (“curtailment”) no Brasil, apontado pela EDP como o principal desafio para a expansão de projetos eólicos e solares. A reportagem apresenta a avaliação do presidente-executivo global da empresa, Miguel Stilwell d’Andrade, segundo a qual a solução depende da ampliação da infraestrutura de transmissão, do armazenamento por baterias, da atração de grandes consumidores para regiões com excesso de oferta e de ajustes regulatórios. O texto também aborda iniciativas do governo para mitigar o problema, experiências internacionais da companhia com sistemas de armazenamento, a suspensão de novos investimentos da EDP em geração renovável no Brasil enquanto persistirem as incertezas e a manutenção dos aportes em transmissão e distribuição, reforçando o compromisso de longo prazo da empresa com o mercado brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 29.07.2026)
Artigo de Vittorio Quaglione: “O custo de não construir centros de dados”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Vittorio Quaglione (assistente de pesquisa na Universidade Bocconi e fundador e editor da MOPS, um newsletter sobre macrofinanças, tecnologia e políticas públicas) trata da onda de cancelamentos de projetos de data centers nos EUA (ao menos US$ 85 bilhões em três anos), motivada por preocupações ambientais e econômicas locais, com Nova York se tornando o primeiro estado a aprovar moratória para novas instalações. O autor argumenta que os EUA correm o risco de repetir erros históricos de subestimar a importância estratégica de infraestrutura crítica, citando os casos da dependência energética dos anos 1970 e a perda de autossuficiência em minerais de terras raras para a China nos anos 2000. Além disso, o texto destaca a proposta de economistas como Mariana Mazzucato e Dani Rodrik de parcerias público-privadas com "condicionalidades", em que big techs de IA receberiam benefícios governamentais em troca de compromissos como cofinanciamento de expansões da rede elétrica e gestão hídrica. O artigo conclui defendendo que a construção de data centers nos EUA se torne uma pauta bipartidária, com parcerias bem desenhadas entre governo e mercado. (GESEL-IE-UFRJ – 29.07.2026)
Artigo de André Sih: “Segurança energética na era dos dados: monitorar não é suficiente”
Em artigo publicado pelo MegaWhat, André Sih (founder & managing partner da Fu2re) trata do descompasso entre a capacidade de monitoramento do setor de energia — refinarias, usinas, subestações e centros de distribuição hoje cercados de sensores e câmeras — e a incapacidade operacional de transformar esses dados em ação preventiva em tempo real. O autor argumenta que, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026, da Abracopel, o Brasil registrou cerca de 917 acidentes e 646 mortes por choques elétricos, incêndios e raios em 2025, a maioria evitável com medidas técnicas adequadas. Além disso, o texto destaca tecnologias como Internet das Coisas (IoT), visão computacional e gêmeos digitais como formas de transformar o monitoramento passivo em inteligência estratégica, permitindo acompanhar mais de 100 equipes de campo diariamente e identificar comportamentos de risco antes de acidentes graves. O artigo conclui que empresas capazes de integrar essa análise avançada de dados tendem a operar com maior previsibilidade e se destacar competitivamente no setor. (GESEL-IE-UFRJ – 30.07.2026)
Artigo de Marvin Menezes, Bianca Wolf, Patricia Dayrell e Nathalia Moraes: “Expansão da IA e de data centers desafiam a gestão do sistema elétrico brasileiro”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Marvin Menezes (Sócio e titular da área de Energia), Bianca Wolf (Sócia da área de Energia), Patricia Dayrell (Associada da área de Energia do TAGD Advogados) e Nathalia Moraes (Associada da área de Energia do TAGD Advogados) analisam como a rápida expansão da inteligência artificial e dos data centers vem transformando o planejamento do sistema elétrico brasileiro. As autoras e o autor demonstram que o aumento expressivo dos pedidos de conexão à rede básica de transmissão impõe novos desafios regulatórios, especialmente quanto ao uso eficiente da infraestrutura disponível e à priorização de projetos efetivamente viáveis. O texto examina a criação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), os debates em torno do Redata e do Projeto de Lei nº 278/2026, destacando a busca por conciliar incentivos à infraestrutura digital com a segurança operativa do Sistema Interligado Nacional. Conclui que o sucesso da estratégia brasileira dependerá da coordenação entre a expansão das cargas, o planejamento da transmissão e mecanismos regulatórios capazes de assegurar o desenvolvimento sustentável do setor. (GESEL-IE-UFRJ – 31.07.2026)