IECC 378
Marco Institucional
ONS recebe 223 pedidos no segundo ciclo do “Dia do Perdão”
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recebeu 223 solicitações de adesão ao segundo ciclo do mecanismo excepcional para rescisão amigável de Contratos de Uso do Sistema de Transmissão (CUST), conhecido no setor como “Dia do Perdão”. A iniciativa, aprovada pela Aneel, permite que empreendimentos que não iniciaram obras ou não entraram em operação comercial desistam formalmente dos contratos, liberando capacidade de transmissão para novos projetos. Os pedidos somam 11,5 GW de potência instalada distribuídos em nove estados, com destaque para Minas Gerais, responsável por 4 GW, e Bahia, com 2,8 GW. A fonte solar lidera amplamente as solicitações, concentrando 211 projetos e 9,3 GW, seguida por empreendimentos eólicos, com 0,3 GW, e térmicos, com 1,9 GW. Após análise técnica do ONS e decisão da Aneel sobre a revogação das outorgas, os contratos serão rescindidos, permitindo melhor aproveitamento da infraestrutura de transmissão disponível no sistema elétrico. (Agência CanalEnergia - 19.06.2026)
CNI defende redução de encargos e tributos na conta de luz
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) colocará a redução dos encargos e tributos incidentes sobre a tarifa de energia elétrica entre as prioridades de sua agenda para os candidatos à Presidência da República. No documento “Construindo o Brasil 2050”, a entidade estima que encargos setoriais, subsídios e impostos representarão mais de R$ 72 bilhões em 2026, equivalentes a 44% do valor pago pelos consumidores. A proposta inclui a revisão gradual de subsídios considerados maduros, mudanças nos incentivos à geração distribuída e a transferência para o Tesouro Nacional de políticas públicas atualmente financiadas pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), como a Tarifa Social e o programa Luz para Todos. A agenda também defende investimentos em hidrelétricas, modernização do modelo setorial e medidas para reduzir o curtailment. Para a indústria, a diminuição dos custos associados à energia é essencial para elevar a competitividade da produção nacional e ampliar investimentos. (Agência CanalEnergia - 19.06.2026)
CNI propõe blindagem orçamentária para agências reguladoras
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) incluiu a proteção orçamentária das agências reguladoras entre as propostas que serão apresentadas aos pré-candidatos à Presidência da República. A entidade defende que as despesas finalísticas dessas autarquias sejam excluídas das limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, garantindo que as taxas de fiscalização arrecadadas sejam integralmente destinadas às atividades regulatórias. Segundo a CNI, o contingenciamento recorrente desses recursos compromete a autonomia financeira dos órgãos, reduz a capacidade de fiscalização, atrasa projetos de modernização tecnológica e afeta a qualidade da regulação. O tema ganhou relevância após decreto federal que promoveu bloqueio de R$ 22,1 bilhões no orçamento da União de 2026, incluindo corte de 18% na dotação das agências. A proposta encontra respaldo também no Congresso Nacional, onde avança projeto que impede contingenciamentos para custeio dessas instituições. Para a indústria, o fortalecimento da capacidade regulatória é essencial para ampliar a segurança jurídica, estimular investimentos e melhorar a percepção empresarial sobre o ambiente regulatório brasileiro. (Agência CanalEnergia - 22.06.2026)
Consumidores arcam R$ 7,8bi por furtos e fraudes de energia
Dados da Aneel e das distribuidoras de energia, apresentados em 17 de junho, durante audiência na Comissão Externa da Agenda “Brasil Legal” na Câmara dos Deputados, mostram que os consumidores pagaram R$ 7 bi por ano, em 2024 e 2025, em “perdas não técnicas” do setor elétrico. O valor é resultado dos furtos de energia, além da adulteração de medidores. A Abradee registrou R$ 11,3 bi de prejuízos em 2025, dos quais R$ 7,8 bi foram repassados para as tarifas, e a Aneel informou que, em 2024, as perdas chegaram a 40 TWh, 6,6% da energia injetada no país. O custo alcançou R$ 10,3 bi, rateados entre consumidores (R$ 7,1 bi), distribuidoras (R$ 3,3 bi) e poder público (R$ 1 bi, em tributos não recolhidos). O problema está mais concentrado nas regiões Norte, com 19,5% dos casos, e Sudeste, com 6,6%. Segundo exemplo da gerente de regulação econômica da Aneel, Flávia Pederneiras, a tarifa residencial da Light poderia ser 9,1% menor, e, de acordo com o assessor em regulação da Abradee, Onofre Neto, foram 25 mil ocorrências de furtos de cabos elétricos em 2025, com prejuízo de R$ 97 milhões. (Brasil Energia - 19.06.2026)
Especialistas projetam manutenção da bandeira amarela em julho
Consultorias e agentes do mercado elétrico projetam manutenção da bandeira tarifária amarela em julho, mantendo cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A expectativa reflete condições hidrológicas melhores do que as observadas em 2025, porém inferiores às previsões registradas na semana anterior, quando parte do mercado cogitava retorno da bandeira verde. A revisão decorre da piora das projeções hidrológicas para o Sul e da expectativa de menor geração eólica, fatores que elevaram o PLD para próximo de R$ 200/MWh. Especialistas avaliam que o segundo semestre deverá permanecer sob bandeiras mais onerosas em razão do período seco, embora existam divergências sobre a intensidade das sinalizações tarifárias e o impacto futuro do El Niño sobre o risco hidrológico e os preços da energia. (Broadcast Energia - 25.06.2026)
Bônus de Itaipu deve distribuir R$ 767,2 mi aos consumidores
A Aneel deverá aprovar a distribuição de R$ 767,2 milhões referentes ao bônus de Itaipu, valor que será concedido entre 1º e 31 de agosto por meio de descontos nas contas de energia de consumidores residenciais e rurais com consumo inferior a 350 kWh em pelo menos um mês de 2025. O montante decorre do saldo positivo da conta de comercialização da usina, que totalizou R$ 1,29 bilhão, dos quais R$ 524,4 milhões serão destinados à reserva técnica financeira de 2026. Segundo cálculos da área técnica da agência, um consumidor com consumo médio de 116 kWh poderá receber crédito aproximado de R$ 9,16, embora o valor final varie conforme o histórico individual de consumo. O mecanismo foi criado para reduzir impactos de oscilações financeiras e suavizar variações futuras na tarifa de repasse da energia de Itaipu. (Valor Econômico - 26.06.2026)
Setor elétrico prepara agenda para regulamentação da Lei de Modernização
Entidades do setor elétrico estão estruturando uma agenda de prioridades para apresentar aos candidatos à Presidência da República, tendo como principal objetivo acelerar a regulamentação da Lei 15.269/2025, que ainda possui 42 dispositivos pendentes de regulamentação. Entre os temas considerados prioritários estão abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão, armazenamento de energia, curtailment e encargos tarifários. O setor também pretende defender o fortalecimento institucional da Aneel, com descontingenciamento orçamentário e recomposição do quadro de pessoal. Paralelamente, o ONS atualizou suas projeções de carga para julho, agosto e para todo o ano, revisando o crescimento anual para 2,74%, e alertou para a alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre outubro de 2026 e janeiro de 2027, embora sem relação direta com a intensidade de seus impactos no sistema elétrico brasileiro. (Broadcast Energia - 26.06.2026)
TCU recomenda mudanças nas regras da autoprodução de energia
Auditoria do Tribunal de Contas da União concluiu que a política de autoprodução de energia elétrica apresenta baixa maturidade e gera distorções na distribuição dos encargos setoriais, especialmente após a expansão da autoprodução por equiparação. O volume dessa modalidade alcançou 2.883 MW médios em 2024, crescimento de 40% sobre 2023, após avanço de 70,91% entre 2022 e 2023. O TCU avalia que consumidores obtêm benefícios sem investimentos proporcionais em geração, reduzindo a base de arrecadação dos encargos e transferindo custos aos demais usuários. Entre as recomendações estão a definição de estratégia formal pelo MME, revisão do Decreto nº 5.163/2004 para alterar a cobrança do ESS com base no consumo medido, monitoramento de novas ondas de migração e estudos da Aneel sobre ESS e EER, com inclusão do tema na agenda regulatória 2026-2027. O tribunal também alerta para riscos decorrentes da abertura do mercado e da ampliação de modelos de autoprodução por arrendamento e participação societária. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
Regulação
Pauta do 10º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria de 2026
A pauta do 10º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel reúne 14 processos com temas relevantes para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva, Willamy Moreira Frota, Gentil Nogueira de Sá Júnior e Agnes Maria de Aragão da Costa. Entre os destaques estão o resultado da Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Copel Distribuição, a proposta de abertura de consulta pública para aprimoramento do Programa de Eficiência Energética voltado à Transição Energética e recursos administrativos relacionados à fiscalização da qualidade do fornecimento de energia e ao descumprimento de cronograma de implantação de empreendimentos de geração. A diretoria também analisará diversos pedidos de medidas cautelares envolvendo contratos de uso dos sistemas de distribuição e transmissão, conexão de usinas fotovoltaicas, penalidades aplicadas por distribuidoras e comercialização de energia. A pauta inclui ainda requerimentos administrativos sobre devolução de valores faturados indevidamente a consumidores, processos de fiscalização relacionados à manutenção de autorizações de comercializadoras de energia, além da prorrogação das autorizações das UHEs Nova Ponte e Theodomiro Carneiro Santiago (Emborcação), de titularidade da Cemig GT, tema que contará com voto-vista do diretor Gentil Nogueira de Sá Júnior. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 22.06.2026)
Aneel adia decisão sobre regras para cortes de geração
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou novamente a votação das regras que definirão o ordenamento e o rateio dos cortes de geração elétrica, após pedido de vista do diretor Fernando Mosna. O processo trata especialmente dos cortes por razão energética, associados à sobreoferta de energia no sistema. A proposta da relatora Agnes da Costa estabelece uma hierarquização de blocos de usinas, priorizando a redução de custos para os consumidores e definindo critérios para compartilhamento dos impactos dos cortes. O modelo prevê que hidrelétricas com energia vertida turbinável (EVT), parques eólicos e usinas solares integrem o mesmo bloco de rateio, posição contestada por investidores em renováveis. A proposta também institui um período de operação sombra de um ano para testes operacionais conduzidos por ONS e CCEE antes da aplicação definitiva das regras. A norma integra um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas ao enfrentamento do curtailment e à adaptação do setor à crescente participação das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira. (Agência CanalEnergia - 22.06.2026)
Aneel aprova receitas e tarifas de transmissão para 2026/2027
A Aneel concluiu o processo de cálculo das Receitas Anuais Permitidas (RAP) das transmissoras e das Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) para o ciclo 2026/2027, com vigência de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027. Para o ciclo 2026/2027, as receitas referentes às instalações de transmissão em operação comercial totalizam R$ 54,95 bilhões, crescimento de 9,41% em relação ao ciclo anterior. A receita total considerada no processo da TUST passou para R$ 56,5 bilhões, elevação de 9,3%, explicada principalmente pela atualização contratual das receitas, pela expansão da rede de transmissão e por componentes financeiros regulatórios. Entretanto, o efeito médio estimado para os consumidores finais é de 1,1%, demonstrando maior estabilidade no repasse dos custos. Além disso, outro destaque do ciclo 2026/2027 é o avanço na aplicação da nova metodologia de sinal locacional da TUST. Com isso, o sinal econômico passa a refletir mais claramente a realidade elétrica do sistema, barateando o consumo onde há maior geração, como no Norte e Nordeste, e orientando a expansão de maneira mais eficiente. (Aneel - 24.06.2026)
Aneel aprova aumento de 9,4% nas tarifas de transmissão
A Aneel aprovou um reajuste médio de 9,4% nas tarifas de transmissão de energia elétrica, atualização que impactará os custos do sistema e poderá influenciar as tarifas pagas pelos consumidores. O reajuste considera mecanismos regulatórios previstos para remunerar os investimentos realizados pelas transmissoras e garantir a manutenção da infraestrutura elétrica nacional. Especialistas destacam que a expansão da rede de transmissão é fundamental para integrar novas fontes renováveis e assegurar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional. A decisão acompanha a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura diante do crescimento da geração elétrica e da demanda por maior capacidade de escoamento da energia produzida. (CNN Brasil - 24.06.2026)
Aneel publica edital para recrutamento para contratação por tempo determinado
A Aneel publicou, em 24 de junho, o Edital nº 1/2026 – SGP/ANEEL, que trata do recrutamento e chamamento de candidatos para contratação por tempo determinado (CDT) no âmbito da Agência. O edital destina-se à convocação de candidatos aprovados no Banco de Candidatos em Lista de Espera (BACALE) do CPNU 1 (2024), visando ao atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público. Estão previstas 45 vagas de nível superior, para atuação em diferentes perfis técnicos, com jornada de 40 horas semanais e contratos com duração inicial de 1 ano, prorrogáveis conforme a legislação vigente. As contratações destinam-se ao apoio a atividades técnicas especializadas, projetos temporários e demandas de aumento transitório de trabalho, não abrangendo atividades típicas permanentes da Agência, conforme as regras da contratação temporária. Os atos e comunicados referentes ao edital serão divulgados no portal da Aneel. Confira aqui as informações para os candidatos que querem concorrer às vagas. (Aneel - 24.06.2026)
Aneel abre Consulta Pública para aperfeiçoar Programa de Eficiência Energética
A CP 018/2026, aprovada em 23 de junho pela Aneel, pretende aprimorar o Programa de Eficiência Energética (PEE) para a transição energética. A Análise de Impacto Regulatório (AIR) identificou a necessidade de revisão estrutural do modelo atual do PEE. A proposta consiste em classificar as ações de eficiência energética conforme sua contribuição estratégica para os objetivos do programa alinhados às prioridades do setor elétrico em uma estrutura integrada para quantificação dos benefícios e resultados globais. A sugestão em Consulta Pública também pressupõe a mudança da lógica regulatória, que atualmente é centrada na análise individualizada de projetos e no atendimento predominantemente transacional de requisitos de conformidade e métricas isoladas, como a Relação Custo-Benefício (RCB). Além disso, a atividade está prevista na Agenda Regulatória da Aneel para o biênio 2026-2027. Os interessados deverão enviar contribuições do dia 25 de junho até 10 de agosto de 2026. (Aneel - 23.06.2026)
Aneel propõe revisão da metodologia do Fator X
A Aneel abrirá consulta pública para discutir mudanças na metodologia do Fator X, mecanismo que compartilha ganhos de eficiência das distribuidoras com os consumidores e deverá ser aplicado já nos processos tarifários de 2027. A proposta substitui o cálculo atual do componente de produtividade por uma fórmula que combina, em partes iguais, a Produtividade Total dos Fatores do segmento e da distribuidora analisada nos últimos seis anos. A agência avalia que o novo modelo representa melhor a realidade do setor, incorpora diferenças entre concessionárias e acompanha a necessidade de modernização, resiliência e melhoria da qualidade do serviço diante do crescimento mais lento da carga e da expansão da geração distribuída. Em contrapartida, reconhece que a revisão pode aumentar a volatilidade da Parcela B e reduzir a previsibilidade tarifária, enquanto o modelo vigente preserva maior estabilidade, porém responde menos às mudanças estruturais do segmento. (Agência CanalEnergia - 24.06.2026)
Aneel identifica 88 MW de geração distribuída instalada de forma irregular
A Aneel informou que distribuidoras de energia identificaram 88 MW de geração distribuída em situação irregular durante ações de fiscalização realizadas em diferentes regiões do país. As inconsistências envolvem instalações que não atendiam plenamente às exigências regulatórias aplicáveis ao segmento. A agência destaca que as inspeções buscam preservar a segurança operacional do sistema elétrico, garantir isonomia entre os agentes e assegurar o correto funcionamento das regras de compensação de energia. Especialistas ressaltam que o fortalecimento da fiscalização torna-se cada vez mais importante diante da rápida expansão da geração distribuída no Brasil. O setor acompanha o tema por seus impactos sobre a qualidade das instalações e a segurança jurídica do mercado. (CNN Brasil - 24.06.2026)
Aneel eleva receitas das transmissoras em 9,41%
A Aneel aprovou aumento de 9,41% nas Receitas Anuais Permitidas das transmissoras de energia para o ciclo 2026-2027, elevando o total para R$ 54,95 bilhões. A agência estima impacto médio de apenas 1,1% nas tarifas dos consumidores atendidos pelas distribuidoras. O cálculo abrange 356 contratos de concessão de 258 empresas e considera atualização contratual, expansão da rede, orçamento do ONS e componentes financeiros regulatórios, elevando a receita total considerada na TUST para R$ 56,5 bilhões. O ciclo também marca a consolidação da nova metodologia de sinal locacional das tarifas de transmissão, que busca refletir de forma mais precisa os custos associados ao uso da infraestrutura, favorecendo regiões com maior disponibilidade de geração, especialmente Norte e Nordeste, e orientando decisões mais eficientes de consumo, geração e expansão do sistema elétrico. (Valor Econômico - 24.06.2026)
Aneel: Assinatura de termos aditivos para quitação antecipada do saldo devedor de UBP
A Aneel realiza em 26 de junho a assinatura dos Termos Aditivos aos Contratos de Concessão – Repactuação das Parcelas Vincendas de Uso do Bem Público (UBP). Os termos formalizam a adesão dos agentes à sistemática aprovada pela Agência para quitação antecipada do saldo devedor de UBP. O mecanismo foi instituído pela Lei nº 15.235/2025. A cerimônia está marcada para 15h na sede da Aneel, em Brasília. Com a repactuação do saldo devedor, o recurso arrecadado será direcionado para a CDE. O objetivo da lei nº 15.235/2025 é antecipar fluxos de pagamento e reverter em economia para o consumidor. Pela sistemática definida na norma, os valores arrecadados devem ser recolhidos à CDE e utilizados para fins de modicidade tarifária, nos anos de 2025 e 2026, em benefício dos consumidores do ambiente regulado situados nas regiões abrangidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). (Aneel - 25.06.2026)
Aneel celebra convênio com Adasa para descentralização de atividades
A Aneel assinará Convênio de Cooperação com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA) em 26 de junho, às 17h, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, em Brasília. De acordo com o termo do convênio, a Agência poderá delegar competências para a execução de atividades descentralizadas em regime de gestão associada de serviços públicos, sempre em alinhamento com as diretrizes técnicas e regulatórias estabelecidas pela Aneel. O convênio de descentralização também faz parte de uma estratégia para estreitar o relacionamento institucional entre as agências reguladoras, além de potencializar a atuação conjunta no acompanhamento dos serviços prestados à população do Distrito Federal. Atualmente, Além do Distrito Federal, a Agência mantém convênios de cooperação firmados com os estados de Alagoas, Amapá, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. (Aneel - 25.06.2026)
Empresas
Petrobras amplia investimentos para elevar eficiência operacional
A Petrobras vem intensificando iniciativas voltadas ao aumento da eficiência operacional e à otimização de seus ativos de exploração e produção, buscando ampliar competitividade e geração de valor em um cenário de transformação do mercado energético. A companhia tem priorizado projetos capazes de reduzir custos, aumentar produtividade e melhorar o aproveitamento da infraestrutura existente. Especialistas avaliam que os esforços de eficiência continuam sendo um dos principais pilares da estratégia corporativa da empresa, especialmente diante da necessidade de equilibrar crescimento, rentabilidade e transição energética. O movimento também acompanha a busca por maior disciplina de capital e fortalecimento da capacidade de geração de caixa. A evolução dessas iniciativas é acompanhada de perto pelo mercado devido ao impacto potencial sobre resultados financeiros e investimentos futuros. (Petronotícias - 20.06.2026)
Axia aprova emissão de até R$ 1 bi em debêntures
A Axia aprovou a 9ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor inicial de R$ 800 milhões. A operação poderá contar com lote adicional de até 25%, elevando o montante total para até R$ 1 bilhão, conforme a demanda apurada no procedimento de bookbuilding. Os títulos terão prazo de dez anos, com vencimento em 15 de junho de 2036. A remuneração será definida no bookbuilding, limitada à maior taxa entre a NTN-B 2035 e IPCA mais 7,66% ao ano. O pagamento de juros ocorrerá semestralmente, sem período de carência, enquanto a amortização do principal será realizada em três parcelas anuais, entre 2034 e 2036. A emissão contará com os incentivos fiscais previstos na Lei 12.431/2011 e será distribuída por meio de oferta pública sob rito de registro automático, destinada exclusivamente a investidores profissionais. Além disso, segundo a companhia, a oferta ainda não foi registrada na CVM, e a divulgação serve apenas para comunicar a aprovação da operação. (Brasil Energia - 23.06.2026)
União, PI e Axia negociam indenização de R$ 3,5 bi da Cepisa
A União, a Axia Energia e o Estado do Piauí concordaram em continuar as negociações para construir um acordo sobre o pagamento da indenização devida ao estado pela demora na privatização da Companhia Energética do Piauí S.A. (Cepisa). O compromisso foi firmado em 23 de junho, em audiência de conciliação conduzida pelo ministro Luiz Fux, do STF, relator da ação. Uma nova audiência de mediação foi marcada para o dia 18 de agosto, às 15h. A audiência ocorreu no âmbito da Ação Civil Originária (ACO) 3024. Além disso, no processo, o STF determinou que a União e a Eletrobras (hoje Axia) indenizem o Estado do Piauí em R$ 3,5 bilhões pelos prejuízos decorrentes da demora de 14 anos na venda da Cepisa (2002 a 2016). Em junho de 2024, o governo do estado requereu o cumprimento provisório da decisão, e a Eletrobras, por sua vez, informou ao Tribunal que não poderia arcar com o valor - que considera “exorbitante” -, especialmente diante dos investimentos de R$ 700 milhões feitos na empresa. O ministro Luiz Fux suspendeu, então, o pagamento até o julgamento dos recursos apresentados no caso. (Brasil Energia - 24.06.2026)
Axia Energia lança emissão de até R$ 1 bi em debêntures
A Axia Energia anunciou sua 9ª emissão de debêntures, com captação inicial de R$ 800 milhões e possibilidade de ampliação para R$ 1 bilhão por meio de lote adicional de até 25%. A operação, coordenada pelo BTG Pactual e XP Investimentos sob rito de registro automático da CVM, é destinada exclusivamente a investidores profissionais. Os recursos serão direcionados à implantação, operação, manutenção e modernização da UHE Santo Antônio, localizada no rio Madeira, em Rondônia, cujo contrato de concessão vigora até outubro de 2047. As debêntures serão simples, quirografárias e não conversíveis em ações, com valor nominal unitário de R$ 1.000. A definição da remuneração ocorrerá por meio de procedimento de bookbuilding, enquanto a liquidação financeira está prevista para 3 de julho de 2026, reforçando o plano de investimentos da companhia em geração renovável. (Agência CanalEnergia - 23.06.2026)
Axia prepara emissão de debêntures de até R$ 2 bi
A Axia Energia anunciou sua décima emissão de debêntures simples, quirografárias e não conversíveis em ações, no valor inicial de R$ 1,6 bilhão, com possibilidade de ampliação para até R$ 2 bilhões por meio de lote adicional de 25%. A operação será dividida em duas séries, com estruturas distintas de amortização. A primeira terá pagamento único em julho de 2033, enquanto a segunda será amortizada anualmente entre 2034 e 2036. A remuneração será limitada à Taxa DI acrescida de 0,80% ao ano na primeira série e de 0,90% ao ano na segunda. A emissão reforça a estratégia de captação da companhia para financiar suas atividades e ampliar sua capacidade de investimentos, mantendo acesso ao mercado de capitais em condições competitivas. (Broadcast Energia - 25.06.2026)
Axia defende redução de subsídios e fortalecimento dos sinais de preço
A Axia Energia avalia que a regulamentação da Lei 15.269 representa uma oportunidade para aperfeiçoar o funcionamento do setor elétrico por meio da redução gradual de subsídios e do fortalecimento dos sinais econômicos na formação de preços. Segundo o diretor de Regulação da empresa, Luiz Laércio, a expansão acelerada das fontes renováveis ocorreu com forte apoio de incentivos, como descontos nas tarifas de transmissão e distribuição e mecanismos de autoprodução, resultando em crescimento da oferta acima da demanda, aumento do curtailment, restrições ao escoamento entre submercados e maior pressão tarifária. Para a companhia, caberá à Aneel implementar regras que orientem investimentos e operação do sistema com base em critérios econômicos mais claros, além de revisar incentivos que perderam racionalidade. A empresa também considera positivas as recentes decisões do CMSE sobre o CVaR e o aprimoramento dos modelos de formação de preços, defendendo futuras discussões sobre o desenho do mercado e novos mecanismos de contabilização. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
Cemig reforça gestão de risco após crise da Gold Energia
A Cemig revisou sua política de gestão de riscos no mercado livre de energia após a crise da Gold Energia, endurecendo critérios para contratação de comercializadoras, reforçando controles internos e transferindo a área de risco para a vice-presidência financeira. Segundo o vice-presidente de Comercialização, Sérgio Lopes, a companhia reduziu o número de contrapartes para priorizar segurança, cumprimento contratual e estabilidade das operações em um ambiente marcado pelo aumento de recuperações judiciais entre comercializadoras. O executivo também destacou que a volatilidade dos preços continua elevada, embora as chuvas recentes possam aliviar as cotações, e afirmou que a empresa defendera posição diferente na discussão sobre o CVaR, mas seguirá adaptada às regras aprovadas. A Cemig informou ainda que está preparada para a abertura do mercado de baixa tensão em 2027, avaliando que o principal desafio será orientar consumidores sobre o funcionamento e os benefícios da migração ao mercado livre. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
Leilões
Aneel habilita térmica Monte Fuji M1 para leilão de capacidade
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) habilitou a Eletricidade do Brasil S.A. (EBRASIL) a participar do Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência de 2026, revertendo decisão anterior que havia inabilitado o empreendimento. Com a medida, o Consórcio EBRASIL/CELNE poderá ofertar a UTE Monte Fuji M1, localizada em Pernambuco, com potência instalada de 290,613 MW movida a gás natural. O empreendimento apresentou lance de R$ 2,32 milhões por MW por ano e tem previsão de entrada em operação em 2028. A decisão foi baseada em parecer jurídico e em avaliação técnica da Comissão Permanente de Leilões da agência reguladora. A habilitação amplia o número de projetos aptos a disputar o certame, considerado estratégico para a contratação de potência destinada a reforçar a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro nos próximos anos. (Agência CanalEnergia - 19.06.2026)
Leilão de baterias avança, mas enfrenta disputa sobre custos
O armazenamento de energia por baterias ganha espaço como uma das principais alternativas para aumentar a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro e reduzir impactos do crescimento da geração eólica e solar, além de mitigar os efeitos do curtailment, que já alcança cerca de 30% neste ano segundo o ONS. O avanço regulatório promovido pelo MME e pela Aneel, incluindo a preparação de um leilão específico para a tecnologia, ampliou a previsibilidade do segmento e estimulou novos investimentos. A Absae estima aportes de aproximadamente R$ 8 bilhões a partir da futura licitação, enquanto estudos da Deloitte apontam potencial superior a R$ 57 bilhões em dez anos. O interesse do mercado também foi reforçado pelo anúncio da BYD de até R$ 500 milhões para produzir equipamentos no país. Entretanto, permanece a controvérsia sobre quem deverá arcar com os custos da contratação. A Lei 15.269/2025 prevê rateio apenas entre geradores, o que provoca resistência do setor e pode levar a disputas regulatórias e judiciais antes da realização do certame. (Valor Econômico - 21.06.2026)
Aneel aprova edital de leilão de transmissão com previsão de R$ 8,9 bi
A Aneel aprovou o edital do próximo leilão de transmissão de energia, que prevê investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões na expansão e modernização da infraestrutura elétrica brasileira. O certame tem como objetivo ampliar a capacidade de escoamento da geração, aumentar a confiabilidade do sistema e acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade em diferentes regiões do país. Especialistas destacam que os investimentos em transmissão são fundamentais para integrar novas usinas renováveis, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a segurança energética nacional. O leilão também deverá gerar oportunidades para empresas de engenharia, construção e operação de ativos de infraestrutura, reforçando a importância do segmento para o planejamento de longo prazo do setor elétrico. (Petronotícias - 22.06.2026)
Aneel envia ao TCU o edital do leilão de transmissão previsto para outubro
O Leilão de Transmissão 4/2026, previsto para 30 de outubro, já possui uma prévia de seu edital de realização, aprovada em 22 de junho pela Aneel e encaminhada para verificação do TCU, seguindo o rito. O leilão visa a contratação de empresas para a construção e posterior gestão de empreendimentos em sete estados, reunindo 1.866 km de novas linhas de transmissão e seccionamentos e 13.564 MVA em capacidade de transformação. O investimento previsto é de R$ 8,9 bilhões e os sete estados são: BA, GO, MS, PB, PR, RO e SP. O lote com avaliação mais alta é o Lote 4, com investimento estimado de R$ 4,1 bilhões e previsão de construção de linhas de transmissão e subestações nos estados de GO, PR e MS. Os prazos para conclusão dos projetos variam entre 36 e 60 meses, e 20.500 empregos diretos devem ser gerados durante as obras. Além disso, o edital recebeu sugestões dentro da Consulta Pública nº 006/2026, que recebeu 258 contribuições de 33 participantes. Dúvidas podem ser enviadas até 6 de agosto. A posição do TCU sobre o edital e a deliberação final da Aneel estão previstos para setembro. (Aneel - 22.06.2026)
EPE e ONS publicam NT com os requisitos mínimos para o LRCAP Armazenamento 2026
A EPE e o ONS publicaram, em 23 de junho, a Nota Técnica NT-ONS DPL 0111/2025 / EPE-DEE-NT-095/2025, que estabelece os requisitos técnicos mínimos para a conexão de sistemas de armazenamento de energia via baterias. O atendimento a esses requisitos deverá ser observado nas soluções apresentadas no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de Armazenamento, previsto para 2026. A publicação atende às diretrizes da Portaria Normativa MME nº 136/2026, que referencia a atuação do ONS e da EPE quanto aos requisitos para a conexão às instalações de transmissão, e detalha os requisitos aplicáveis aos empreendimentos, incluindo aspectos de supervisão, controle, proteção e telecomunicações. Além disso, a Nota estabelece parâmetros para os conversores eletrônicos das baterias, com funcionalidades como controle de tensão e frequência, além da operação na estratégia grid forming. Para acessar a nota, clique aqui. (EPE - 23.06.2026)
TCU confirma resultado do leilão de transmissão de março
O Tribunal de Contas da União ratificou o resultado do leilão de transmissão realizado em 27 de março, concluindo que a Aneel observou os requisitos formais da licitação, embora a decisão tenha sido publicada após a homologação definitiva do certame pela agência em maio. O acórdão recomenda a exclusão do Lote 6, mantido com a MEZ Energia após acordo consensual, e a inclusão dos lotes 7, 8, 9 e 10 em novo processo licitatório, que será realizado em 3 de julho. O leilão contratou cinco lotes, vencidos por Cymi, Engie e Consórcio BR2ET Transmissora, totalizando investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões e deságio médio de 50,69%, com empreendimentos distribuídos por diversos estados. O TCU também acompanha a preparação do leilão previsto para 30 de outubro, que ofertará nove lotes com investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões, condicionando a manutenção do último lote à conclusão do processo de caducidade envolvendo a Jaçanã Transmissora. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
Consumo de eletricidade recua apesar do crescimento da economia
O consumo de energia elétrica no Brasil caiu 0,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com igual período do ano anterior, marcando a terceira retração trimestral consecutiva, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O principal fator foi a queda de 1,4% na demanda industrial, mesmo em um cenário de expansão econômica, com crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto e alta de 1,6% da indústria em geral. Em contrapartida, o consumo residencial avançou 1,3%, alcançando o maior volume já registrado para um primeiro trimestre na série histórica da EPE, impulsionado pela melhora do mercado de trabalho, aumento da renda e expansão do consumo das famílias. O setor comercial também registrou recuperação, com crescimento de 0,7%, revertendo a sequência de retrações observada anteriormente. O mercado livre ampliou sua participação para 44,1% do consumo nacional, com alta de 2,8%, enquanto o mercado regulado apresentou retração de 2,6%, refletindo a migração contínua de consumidores para o ambiente de contratação livre. (Agência CanalEnergia - 19.06.2026)
ONS mantém projeção de crescimento da carga em junho
A quarta revisão semanal do Programa Mensal de Operação (PMO) de junho manteve a expectativa de crescimento de 0,9% na carga de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional em relação ao mesmo período de 2025. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a expansão continua sendo liderada pelas regiões Norte e Nordeste, com altas projetadas de 5,5% e 5,3%, respectivamente, enquanto o Sul deverá registrar retração de 1,7% e o Sudeste/Centro-Oeste ligeira queda de 0,1%. O cenário operacional segue confortável, com previsão de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste encerrando o mês com 65,6% da capacidade, Nordeste com 89,5%, Norte com 97% e Sul com 59%. O despacho térmico estimado permanece em 9.231 MW médios, dos quais 5.312 MW médios correspondem à inflexibilidade operacional. O relatório também aponta elevação do Custo Marginal de Operação nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste para R$ 240,20/MWh, alta de aproximadamente 21,6%, enquanto o Norte permanece em R$ 289,25/MWh, o maior valor entre os subsistemas. (Agência CanalEnergia - 19.06.2026)
Consumo de energia cai até 9,6% durante jogo do Brasil na Copa
O consumo de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional registrou forte redução durante a partida entre Brasil e Haiti pela Copa, realizada na noite de 19 de junho, segundo monitoramento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A partir das 20h30, a carga do sistema apresentou queda de 6.700 MW em relação aos níveis observados em uma sexta-feira típica, volume equivalente ao consumo médio do estado do Rio de Janeiro. Ao longo do primeiro tempo, a redução chegou a cerca de 7.500 MW abaixo do padrão habitual, refletindo a concentração da população diante da partida. No intervalo, houve aumento repentino de 2.279 MW, ou 3% da carga, em apenas nove minutos, enquanto após o apito final ocorreu novo repique de 2.420 MW, equivalente à carga média do Maranhão, representando alta de 3,3% em 17 minutos. O ONS informou que manteve operação especial para administrar as oscilações e garantiu a estabilidade do sistema durante todo o evento, com o consumo retornando ao comportamento típico de uma madrugada de sábado por volta da meia-noite. (Agência Eixos - 21.06.2026)
Tarifa horária pode estimular baterias e deslocar consumo
O avanço da medição eletrônica e das discussões regulatórias sobre a tarifa branca está criando condições para ampliar a adoção de tarifas horárias entre consumidores de baixa tensão, avalia a TR Soluções. Segundo a empresa, a combinação de sinais econômicos mais aderentes aos custos reais da rede com a expansão dos veículos elétricos poderá incentivar o deslocamento do consumo para horários de menor demanda, reduzindo pressões sobre o sistema elétrico. A Aneel estuda tornar a tarifa branca obrigatória inicialmente para consumidores com consumo superior a 1.000 kWh por mês e, posteriormente, para aqueles acima de 600 kWh. A expectativa é que a medida estimule uma gestão mais eficiente da carga, reduza a necessidade de investimentos em expansão da rede e favoreça a adoção de sistemas de armazenamento por baterias. Para especialistas, a resposta da demanda deve ser tratada como um recurso de capacidade capaz de aumentar a flexibilidade operacional e contribuir para a integração das novas tecnologias energéticas. (Agência CanalEnergia - 19.06.2026)
Aneel recomenda adiar conversora da ligação elétrica com a Bolívia
A área técnica da Aneel recomendou a retirada do sublote 4C do Leilão de Transmissão nº 4/2026, que previa a implantação de uma estação conversora back-to-back em corrente contínua (VSC). A conversora prevista no sublote 4C permitiria a conexão entre o sistema brasileiro de 60 Hz e a futura interligação boliviana em 50 Hz. O projeto previa uma conversora VSC-MMC com potência de 420 MW instalada na subestação Corumbá 2. Segundo a nota técnica conjunta nº 8/2026, ainda não existem informações suficientes, a exemplo da ausência de dados detalhados no lado boliviano. Além disso, o acordo internacional de interligação ainda não foi ratificado pelos poderes legislativos de Brasil e Bolívia. A recomendação surgiu após a análise das contribuições recebidas na consulta pública nº 6/2026. Na avaliação da área técnica da Aneel, a postergação permitirá reduzir incertezas técnicas e regulatórias antes de uma futura licitação do empreendimento. Caso a proposta seja aprovada pela diretoria da agência, o Leilão de Transmissão nº 4/2026 seguirá com nove lotes, incluindo os sublotes 4A e 4B. (Brasil Energia - 22.06.2026)
ONS: Demanda caiu 7.500 MW durante jogo do Brasil contra Haiti
O ONS informou que, durante a segunda partida da seleção brasileira na Copa do Mundo, diante do Haiti, realizada em 19 de junho, manteve o esquema de operação especial adotado para o evento, com monitoramento do comportamento da carga no sistema elétrico. Segundo o Operador, antes do início do jogo, a partir das 20h30, foi observada uma redução de aproximadamente 6.700 MW na carga – o equivalente à demanda média do estado do Rio de Janeiro. Durante o primeiro tempo, a carga continuou no processo de redução esperado para o horário, porém cerca de 7.500 MW abaixo de um dia típico. No intervalo do jogo, por volta de 22h25, a demanda apresentou uma recuperação de cerca de 2.279 MW em apenas 9 minutos – equivalente à demanda média do estado do Ceará. Após o encerramento do jogo, às 23h33, houve um novo crescimento da carga, da ordem de 2.420 MW em aproximadamente 17 minutos – equivalente à demanda média do estado do Maranhão. Por volta de 23h59, o consumo de energia retornou ao comportamento típico. (Brasil Energia - 22.06.2026)
ONS: Três regiões terão EAR acima de 60%
Três subsistemas do SIN deverão contar com Energia Armazenada (EAR) acima de 60% para a semana entre os dias 20 e 26 de junho, de acordo com projeções do boletim do PMO. A EAR, na Região Norte, está prevista em 97%; no Nordeste, em 89,5%; no Sudeste/Centro-Oeste, em 65,6%; e no Sul, em 59%. As estimativas para ENA indicam que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, região que abriga 70% dos reservatórios do país, tem previsão de 89% da Média de Longo Termo (MLT). No Sul, a estimativa é de 64% da MLT; no Norte, de 59%; e no Nordeste, de 57% da MLT. Em relação à carga, no SIN, o avanço previsto é de 0,9% (77.774 MWmed); no Norte, a alta pode chegar a 5,5% (8.530 MWmed); e no Nordeste, a 5,3% (13.441 MWmed). Já no subsistema Sul, é previsto recuo de 1,7% (13.349 MWmed), assim como no Sudeste/Centro-Oeste, de 0,1% (42.641 MWmed). Os números são comparações entre junho de 2026 ante o mesmo período de 2025. O Custo Marginal de Operação (CMO) aparece com valores equivalentes no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, em R$ 240,20; no Norte, a projeção é de R$ 289,25. (Brasil Energia - 22.06.2026)
EPE propõe solução de transmissão para incrementar 4GW no Ceará e Piauí
Em “Estudo Prospectivo para Inserção de Cargas Eletrointensivas na Região Nordeste”, a EPE recomenda soluções estruturantes para permitir a conexão de cargas eletrointensivas, como data centers e plantas de produção de hidrogênio via eletrólise, nos estados do Ceará e Piauí a partir do ano 2032. O objetivo principal do estudo, conforme diretrizes do MME, é possibilitar um incremento de 4 GW na capacidade existente do sistema de transmissão das regiões de Parnaíba (Piauí) e Pecém (Ceará) para a conexão de cargas de grande porte. A solução recomendada, que é flexível e escalonável, contempla a implantação de uma nova subestação denominada SE 500 kV Pecém IV, a ser implantada nas proximidades da SE Pecém II e da SE Pecém III, e a construção de 1.848 km de linhas de transmissão em 500 kV, ligando os estados do RN, CE e PI. O valor total de investimentos da recomendação é de R$ 5,68 bilhões em novas instalações de Rede Básica, sendo R$ 1,09 bilhões recomendados para o ano inicial de análise (2032). Assim, a EPE contribui para a segurança eletroenergética, transição energética e industrialização no país. (EPE - 19.06.2026)
EPE propõe solução de transmissão para atendimento à região Sudeste do Pará
Em “Estudo de Atendimento ao Sudeste do Pará", a EPE apresenta soluções estruturantes voltadas a superar o esgotamento da capacidade de transmissão e as limitações de controle de tensão no sistema elétrico local, além de viabilizar o atendimento às demandas de expansão de carga e às solicitações de novos acessos ao sistema. O setor de mineração da região sudeste do Pará é responsável pela maior parcela das cargas industriais atuais e futuras. O estudo foi estruturado em duas etapas: a primeira referente ao período de 2032 a 2035, contemplando 113 MW de carga adicional; e a segunda de 2036 a 2039, com 489 MW adicionais. A solução recomendada inclui uma nova subestação denominada Ourilândia do Norte 230 kV, 369 km de novas linhas de transmissão e 1550 MVA de capacidade adicional de transformação entre os anos de 2032 e 2036. A proposta visa atender a 602 MW de carga adicional prevista para a região, com um investimento total de R$ 1,35 bilhão, dos quais R$ 1,14 bilhão correspondem à Rede Básica e Rede Básica de Fronteira, enquanto R$ 175 milhões estão associados à rede de distribuição. (EPE - 22.06.2026)
Furto de energia elevou contas de luz em quase 3%, aponta Abradee
As perdas provocadas por furtos de energia, conhecidas como “gatos”, elevaram em quase 3% o valor das contas de luz no Brasil, segundo levantamento da Abradee. O estudo destaca que as ligações clandestinas geram prejuízos bilionários para o setor elétrico e acabam sendo parcialmente repassadas às tarifas pagas pelos consumidores regulares. Especialistas ressaltam que o combate às perdas não técnicas é fundamental para melhorar a eficiência do sistema, reduzir custos e aumentar a qualidade do serviço, além disso, o problema também afeta a segurança das instalações elétricas e pode provocar acidentes graves. O setor defende reforço na fiscalização, uso de tecnologias de monitoramento e ações integradas com autoridades públicas para enfrentar o problema. (CNN Brasil - 23.06.2026)
Aumento da produtividade ganha espaço no debate sobre competitividade energética
Especialistas defendem que o aumento da produtividade precisa ocupar papel central nas discussões sobre competitividade econômica e desenvolvimento energético. A avaliação é que ganhos de eficiência podem gerar impactos mais duradouros sobre crescimento econômico, competitividade industrial e uso racional dos recursos energéticos do que medidas focadas exclusivamente na expansão da oferta. O debate ocorre em um contexto de transformação tecnológica acelerada, digitalização de processos e busca por maior eficiência operacional em diversos setores produtivos. Analistas destacam que produtividade e energia estão cada vez mais conectadas, especialmente diante da necessidade de conciliar crescimento econômico, sustentabilidade e competitividade internacional. O tema também envolve inovação, qualificação profissional e modernização da infraestrutura produtiva brasileira. (CNN Brasil - 23.06.2026)
ONS volta a alertar para possível corte emergencial de geração
O Operador Nacional do Sistema Elétrico emitiu sinal amarelo para eventual acionamento do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição no próximo domingo, diante da possibilidade de excesso de geração em período de baixa demanda e elevada produção solar. A confirmação da medida será realizada na véspera da operação. O plano, criado no fim de 2025, determina que distribuidoras comuniquem pequenas usinas conectadas à rede de distribuição, principalmente PCHs e termelétricas a biomassa, sobre a necessidade de redução temporária da geração quando outros recursos operativos já tiverem sido utilizados. Até o momento, o mecanismo foi acionado apenas uma vez, mas especialistas avaliam que novos episódios poderão ocorrer durante domingos e feriados dos meses de inverno, quando a combinação de menor consumo e elevada geração fotovoltaica amplia os excedentes de energia. (Broadcast Energia - 25.06.2026)
ONS projeta estabilidade da carga e dos reservatórios em junho
O Operador Nacional do Sistema Elétrico estima que a carga do Sistema Interligado Nacional alcance 77.327 MW médios em junho, crescimento de 0,3% frente ao mesmo período de 2025 e retração de 5,6% em relação a maio. Cerca de 90% dessa demanda deverá ser atendida por fontes renováveis, sendo 61% de hidrelétricas, 17% de eólicas e 12% de geração solar. Segundo o ONS, a combinação entre consumo moderado e precipitações favoráveis em parte das bacias hidrográficas permitiu manter os níveis dos reservatórios praticamente estáveis em três dos quatro submercados. Apenas o Nordeste deverá apresentar redução mais expressiva da energia armazenada, de 4,02 pontos percentuais, em razão da Energia Natural Afluente equivalente a apenas 57% da Média de Longo Termo durante o mês. (Broadcast Energia - 25.06.2026)
ONS projeta crescimento de 1,95% da carga do SIN em julho
O Operador Nacional do Sistema Elétrico estima que a carga do Sistema Interligado Nacional alcance 77.737 MW médios em julho, avanço de 1,95% frente ao mesmo período do ano anterior. A previsão indica crescimento de 0,47% no Sudeste/Centro-Oeste, 7,47% no Nordeste e 6,33% no Norte, enquanto a região Sul deverá registrar retração de 1,13%. Para junho, a carga deve encerrar em 77.327 MW médios, alta anual de 0,3% e queda de 5,6% em relação a maio. O ONS projeta energia natural afluente equivalente a 76% da média de longo termo e armazenamento médio de 71%, com reservatórios em 66% no Sudeste/Centro-Oeste, 97% no Norte, 90% no Nordeste e 59% no Sul. O operador também aponta a configuração do El Niño em junho, com expectativa de intensificação entre primavera e verão, ressaltando possíveis impactos sobre precipitações e temperaturas nas diferentes regiões do país. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
ONS confirma padrão de queda e retomada da carga durante jogos do Brasil
O Operador Nacional do Sistema Elétrico verificou que os três primeiros jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo repetiram o padrão histórico de redução da carga elétrica durante as partidas e rápida recuperação após o apito final. No confronto contra a Escócia, a demanda caiu de cerca de 98 mil MW para 82.100 MW no primeiro tempo, registrando redução máxima de aproximadamente 9.058 MW, seguida por recuperação de 5.632 MW em apenas nove minutos no intervalo e nova elevação de 8.546 MW em cerca de 18 minutos após o encerramento do jogo. A Itaipu Binacional ajustou sua geração para acompanhar essas oscilações, enquanto a CPFL identificou comportamento semelhante em suas áreas de concessão, com retração expressiva da demanda durante os momentos de maior audiência e recuperação imediata ao fim das partidas. Segundo o ONS, esses eventos exigem planejamento operacional contínuo para assegurar o equilíbrio entre oferta e consumo de energia no sistema elétrico brasileiro. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
ONS descarta riscos para operação durante jogo da seleção
O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que não prevê dificuldades para manter a estabilidade do Sistema Interligado Nacional durante a partida da seleção brasileira marcada para as 14 horas de 29 de junho. A expectativa é repetir os procedimentos adotados nos jogos anteriores da Copa de 2026, quando foram registradas quedas expressivas de carga seguidas por rápida recuperação após o término das partidas. No confronto realizado em 24 de junho, a demanda chegou a recuar 14,4% em relação ao dia de referência, correspondendo a aproximadamente 13 mil MW médios, com redução de 7 mil MW apenas nos 45 minutos anteriores ao início do jogo. Segundo o ONS, as oscilações previstas permanecem compatíveis com a capacidade operacional do sistema e poderão ser administradas com segurança pelos recursos disponíveis de controle da geração. (Broadcast Energia - 25.06.2026)
Consumidores
Aneel revoga autorizações de duas comercializadoras
A Aneel revogou as autorizações da Zur Comercializadora e da Sião Energia por descumprimento de obrigações regulatórias relacionadas à manutenção das outorgas e à apresentação de documentação exigida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). As duas empresas permaneceram sujeitas aos termos de intimação emitidos pela fiscalização da agência, que poderão resultar em sanções adicionais. A Zur, autorizada desde 2022, apresentou documentação incompleta nos processos de manutenção de 2024 e 2025, enquanto a Sião acumulava pendências referentes aos exercícios de 2023, 2024 e 2025. Em processo distinto, a Aneel arquivou o termo de intimação da Faro Energia por perda de objeto, após a empresa solicitar desligamento voluntário da CCEE e ter sua autorização revogada. As decisões foram tomadas em circuito deliberativo e reforçam a atuação regulatória da agência na fiscalização das condições técnicas, organizacionais e financeiras exigidas para atuação no mercado de comercialização de energia elétrica. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)
Preços futuros da energia voltam a subir na BBCE
Os preços futuros da energia elétrica interromperam a trajetória de queda observada desde meados de maio e encerraram a última semana predominantemente em alta na plataforma de negociação da BBCE. O principal destaque foi o contrato de energia convencional para entrega em julho no Sudeste/Centro-Oeste, que avançou 12,4%, alcançando R$ 174,50/MWh e registrando o maior volume de negociações do período, com 265 GWh movimentados e giro financeiro de R$ 42,28 milhões. Também apresentaram valorização os contratos de agosto, setembro, terceiro trimestre e segundo semestre de 2026. O único produto com variação negativa foi o contrato anual de 2029, que recuou 0,02%. O maior volume financeiro concentrou-se nos contratos anuais de 2027 para os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, que movimentaram quase R$ 200 milhões. O desempenho reflete mudanças nas expectativas dos agentes em relação às condições hidrológicas, ao comportamento da demanda e aos custos futuros de operação do sistema elétrico. (Broadcast Energia - 22.06.2026)
EPE propõe expansão da transmissão para atender data centers e hidrogênio verde
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou investimentos de R$ 5,68 bilhões para ampliar em 4 GW a capacidade de conexão de grandes consumidores no Nordeste, com foco em data centers e projetos de hidrogênio verde nos polos de Pecém, no Ceará, e Parnaíba, no Piauí. O estudo, desenvolvido a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia, propõe a construção da subestação Pecém IV em 500 kV e a implantação de 1.848 quilômetros de novas linhas de transmissão interligando Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. A primeira etapa, prevista para 2032, demandaria R$ 1,09 bilhão, enquanto os investimentos adicionais dependerão da efetiva materialização dos projetos de carga. A proposta busca eliminar gargalos de transmissão, permitir a conexão simultânea dos novos empreendimentos e criar condições para a expansão de atividades intensivas em energia, reforçando a integração entre desenvolvimento industrial, infraestrutura elétrica e novas tecnologias associadas à transição energética. (Agência CanalEnergia - 22.06.2026)
Biblioteca Virtual
Artigo de Tiago Kümmel Figueiró: “Risco de contraparte no mercado livre de energia: o que falta proteger”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Tiago Kümmel Figueiró (sócio do Souto Correa Advogados) analisa as fragilidades do mercado livre de energia diante das recentes recuperações judiciais de comercializadoras, demonstrando que os compradores permanecem excessivamente expostos ao risco de crédito de suas contrapartes. O autor sustenta que o atual arcabouço regulatório, embora tenha avançado com a criação do Monitoramento Prudencial pela Resolução Normativa ANEEL nº 1.072/2023, ainda não oferece mecanismos suficientes para prevenir insolvências ou proteger efetivamente os contratantes. São apontadas limitações como o período de transição do sistema, a autodeclaração de informações, a insuficiente consideração dos riscos de crédito e liquidez, a defasagem dos dados patrimoniais e a confidencialidade da Análise de Risco Integrada. Como alternativa, defende a adoção de garantias dinâmicas, colaterais ajustados à exposição, reforço das cláusulas contratuais e práticas de gestão inspiradas no mercado internacional de derivativos, concluindo que, enquanto o modelo regulatório não amadurecer, a principal proteção do comprador continuará sendo a qualidade do contrato firmado. (GESEL-IE-UFRJ – 26.06.2026)
Artigo de Giovane Rosa: “Segurança energética exige diversificação e renovabilidade”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Giovane Rosa (diretor da vertical energia da ACATE) defende que a segurança energética depende da diversificação da matriz e da ampliação do uso de fontes renováveis, especialmente diante das instabilidades geopolíticas que afetam o mercado global de combustíveis fósseis. O autor argumenta que o Brasil reúne condições privilegiadas para reduzir sua dependência externa por meio da expansão dos biocombustíveis, destacando etanol, biodiesel, SAF, biogás e, sobretudo, o biometano, cuja produção aproveita resíduos da agroindústria, da pecuária e de processos industriais. Além de fortalecer o abastecimento, essa estratégia favorece a descarbonização, contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e amplia a competitividade nacional. O texto também enfatiza o potencial de Santa Catarina para liderar esse movimento e ressalta que a crescente demanda energética decorrente da expansão de data centers e da inteligência artificial exige soluções resilientes, descentralizadas e alinhadas às capacidades produtivas brasileiras. Conclui que investir em uma política energética baseada nos recursos nacionais representa uma vantagem econômica e ambiental de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 26.06.2026)