ESCONDER ÍNDICE
IFE
26/05/2026

IECC 373

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
26/05/2026

IFE nº 373

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

Ver índice

IECC 373

Marco Institucional

GESEL participa do ENASE 2026

O ENASE é o principal evento estratégico do setor elétrico brasileiro, reunindo CEOs, líderes, reguladores e empresas para debater e definir os rumos da energia no país. Em sua 23ª edição, nos dias 17 e 18 de junho de 2026, no Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca – RJ, o ENASE reafirma sua posição como o principal evento onde as grandes decisões e inovações do setor elétrico ganham forma e avançam para transformar o futuro da energia no Brasil. Com o Brasil liderando a transição energética global, graças à sua matriz predominantemente limpa e ao sistema interligado robusto, o ENASE deste ano será palco de discussões essenciais sobre modernização, digitalização, sustentabilidade e abertura total do mercado de energia até 2027. Aqui, desafios são transformados em oportunidades e soluções estratégicas que impulsionam o futuro da energia. Mais do que um congresso, o ENASE é o ponto de encontro para quem está à frente das mudanças. O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) participará do ENASE 2026 com representantes em dois painéis estratégicos da programação do evento. No dia 17 de junho, às 14h, o professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo, Nivalde de Castro, integrará a trilha “Planejamento e Expansão do Setor”, no painel “Visão Sistêmica do Setor: Superando defesas setoriais individuais”, que discutirá temas como planejamento da expansão energética, cortes de geração, reindustrialização, armazenamento de energia e o papel das hidrelétricas na segurança energética nacional. Já no dia 18 de junho, também às 14h, o diretor técnico-científico do GESEL, Roberto Brandão, participará da trilha “Planejamento e Expansão do Sistema”, no painel “Repotenciação e Ampliação das UHEs e UHReversíveis”. O debate abordará os desafios técnicos, econômicos, ambientais e regulatórios da modernização do parque hidrelétrico brasileiro, além da contribuição das hidrelétricas para a transição energética e a segurança do sistema elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 13.05.2026)

Link Externo

GESEL: Em evento do Valor e O Globo, Nivalde Castro defende armazenamento para destravar avanço das renováveis

O Brasil tem potencial para se tornar protagonista global no setor de minerais críticos e energias renováveis, mas especialistas defendem que isso depende de políticas públicas, segurança jurídica, ambiente regulatório estável e instrumentos de financiamento. Em evento promovido pelo Valor e O Globo, executivos destacaram que a crescente demanda por minerais estratégicos para a transição energética coloca o país em posição geopolítica privilegiada, sobretudo diante da busca de EUA e Europa por reduzir a dependência da China. Representantes do Ibram, Cebri e BNDES ressaltaram vantagens brasileiras como diversidade mineral, infraestrutura e capacidade produtiva, além da necessidade de agregar valor internamente por meio de industrialização, inovação e geração de empregos. O BNDES informou iniciativas para acelerar investimentos, incluindo fundos, parcerias com a Finep e mecanismos de garantia. Nesse contexto, Nivalde de Castro, coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) da UFRJ, chamou atenção para os impactos do crescimento acelerado das fontes renováveis sobre a infraestrutura elétrica, afirmando que os gargalos de transmissão e os episódios de “curtailment” revelam distorções no sistema. Como soluções, ele destacou investimentos em armazenamento de energia, como fábricas de baterias químicas, e a construção de usinas hidrelétricas reversíveis para dar maior estabilidade e eficiência à matriz elétrica brasileira. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Valor Econômico - 20.05.2026)

Link Externo

Câmara debate impacto de MPs dos combustíveis sobre concorrência e abastecimento

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizará audiência pública para discutir os efeitos das Medidas Provisórias 1340/26, 1343/26 e 1349/26, além de decretos relacionados às políticas emergenciais para combustíveis. Os parlamentares autores do requerimento questionam impactos sobre segurança jurídica, concorrência e abastecimento, especialmente em razão das medidas que preveem subvenções ao diesel e alterações no financiamento de políticas públicas para estabilização de preços. Segundo os deputados, a MP 1340/26 transfere temporariamente ao setor privado os custos financeiros da política de subsídios ao exigir descontos antes do ressarcimento aos agentes econômicos, pressionando o caixa das empresas e podendo afetar a reposição de estoques em um mercado dependente de importações. Também serão debatidos os efeitos da MP 1349/26 sobre o diesel importado e os impactos logísticos e concorrenciais das medidas adotadas pelo governo federal diante da crise internacional dos combustíveis. (Agência Câmara - 19.05.2026)

Link Externo

MME prepara decreto para abertura da baixa tensão

O Ministério de Minas e Energia deve concluir ainda no primeiro semestre a proposta de decreto com diretrizes para abertura do mercado livre de energia aos consumidores de baixa tensão. O mesmo normativo deverá regulamentar o supridor de última instância, mecanismo de proteção temporária para pequenos consumidores caso o comercializador varejista perca habilitação ou deixe o mercado. A legislação sancionada em novembro de 2025 permite que consumidores em tensão inferior a 2,3 kV escolham seu fornecedor de energia a partir dos próximos anos, negociando preço, prazo, fonte e volume contratado. O cronograma prevê abertura para consumidores industriais e comerciais de baixa tensão até novembro de 2027 e para residenciais até novembro de 2028, embora o MME estime abertura total até o fim de 2027. A CCEE desenvolve sistemas para receber milhões de novos consumidores e viabilizar operações no ambiente livre. (Broadcast Energia - 21.05.2026)

Link Externo

Novos diretores do ONS destacam desafios da diversificação da matriz elétrica

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) empossou Hugo Dantas e Valter Cardeal como novos diretores para o mandato 2026-2030, em um contexto marcado pela crescente complexidade operacional do sistema elétrico brasileiro. Hugo Dantas assumiu a diretoria de assuntos corporativos e Valter Cardeal passou a comandar a diretoria de operação. Durante a cerimônia realizada no Rio de Janeiro, os executivos destacaram os desafios decorrentes da diversificação da matriz elétrica, da expansão das fontes renováveis e da necessidade de maior coordenação técnica no Sistema Interligado Nacional. Dantas comparou o atual momento do setor ao período da crise hídrica de 2001, ressaltando a importância de segurança jurídica e redução da judicialização. Cardeal enfatizou a necessidade de valorização do conhecimento técnico, capacitação contínua e integração entre engenharia e tecnologia para garantir excelência operacional em um ambiente de crescente complexidade energética. (CNN Brasil - 19.05.2026)

Link Externo

Itaipu Binacional tem novos conselheiros nomeados

O Conselho de Administração da Itaipu Binacional passou a contar com novos integrantes indicados pelo governo brasileiro. Foram nomeados, até 16 de maio de 2028, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira, 13 de maio. A nomeação segue a Nota Diplomática nº 439, de 20 de dezembro de 1993, e dispositivos do Estatuto da Itaipu Binacional, anexo ao Tratado entre Brasil e Paraguai. Durigan e Belchior substituem, respectivamente, Fernando Haddad e Rui Costa nas cadeiras relacionadas às pastas que assumiram. O conselho é composto por 12 membros, seis brasileiros e seis paraguaios, e já incluía Alexandre Silveira, Esther Dweck e Iggor Gomes Rocha. (Brasil Energia – 18.05.2026)

Link Externo

Regulação

Aneel aprova uso de R$ 5,5 bi para aliviar tarifas

A Aneel aprovou regras para destinar até R$ 5,5 bilhões à redução das contas de luz de consumidores atendidos por 22 distribuidoras, com desconto tarifário médio estimado em 4,51% em 2026. Os recursos vêm da repactuação de parcelas vincendas do Uso de Bem Público (UBP), encargo pago por geradores hidrelétricos à União, e serão direcionados a áreas da Sudam e da Sudene, incluindo Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de Minas Gerais e Espírito Santo. A estimativa inicial era de R$ 7,9 bilhões, mas nem todos os agentes aderiram. O valor final dependerá da arrecadação efetiva. A Amazonas Energia, por exemplo, recebeu R$ 735 milhões, o que limitou seu reajuste médio a 6,58%; sem o aporte, a alta seria de 23,15%. (Folha de São Paulo – 19.05.2026)

Link Externo

Aneel ajusta receita de transmissoras após reforma tributária

A Aneel aprovou adequação da Receita Anual Permitida das transmissoras com contratos assinados até dezembro de 2005 para refletir os impactos da reforma tributária sobre o consumo. A partir de julho de 2026, deixarão de integrar a base da RAP os valores destinados à cobertura de PIS/Pasep e Cofins, tributos que serão substituídos pela CBS e pelo IBS. Segundo a agência, manter esses montantes incorporados à receita regulada geraria remuneração indevida, já que as contribuições deixarão de representar custos efetivamente suportados pelas concessionárias. O ajuste se aplica apenas aos contratos mais antigos, pois nas concessões firmadas a partir de 2006 esses tributos já não compõem a base de cálculo da RAP. (Agência Eixos - 19.05.2026)

Link Externo

Aneel fixa prazo para autoavaliação de usinas

A Aneel frisou que a campanha de preenchimento da Declaração de Autoavaliação Regulatória e de Desempenho Operacional, realizada pela plataforma DARDOWeb, tem prazo final em 29 de maio. A ação contempla usinas despachadas centralizadamente do Tipo I e foi estruturada em dois ciclos, um para hidrelétricas e outro para termelétricas, ambos referentes ao exercício de 2025. A metodologia DARDO integra a fiscalização à distância da agência e busca estimular a autoavaliação, a conformidade regulatória e a autorregularização dos agentes de geração. Nesta edição, a principal novidade é a inclusão das UTEs no mesmo modelo aplicado às UHEs, ampliando a coleta de dados técnicos, operacionais e regulatórios para subsidiar o acompanhamento permanente do setor. (Aneel – 15.05.2026)

Link Externo

Aneel lança boletim trimestral do PEE

A Aneel lançou a primeira edição de 2026 do Boletim Trimestral do Programa de Eficiência Energética (PEE), com informações sobre projetos iniciados, concluídos e avaliados entre janeiro e março. A publicação, de periodicidade trimestral, tem o objetivo de ampliar a transparência e o acompanhamento das ações realizadas pelas distribuidoras no âmbito do programa. O documento consolida investimentos e iniciativas por empresa e por segmento de consumo, indicadores do período, dados relevantes e destaques das ações de eficiência energética. Também informa os recursos disponibilizados em Chamadas Públicas de Projetos, conforme a obrigação anual de publicação de editais por concessão. A edição traz ainda informes sobre iniciativas em andamento a partir de dados enviados ao Observatório do Programa de Eficiência Energética (OPEE). Acesse o estudo aqui. (Aneel – 19.05.2026)

Link Externo

Aneel inaugura gerência regional em São Paulo

A Aneel inaugurou uma gerência regional de fiscalização em São Paulo, com atuação em todo o Sudeste, e prevê abrir mais três unidades regionais no Sul, Nordeste e Norte até o fim de 2026. Instalada no prédio compartilhado com a Anatel, na Vila Mariana, a estrutura começa com um gerente regional e quatro especialistas responsáveis por acompanhar 2.240 usinas em operação, 228 subestações, 35 mil quilômetros de linhas de transmissão e 29 distribuidoras que atendem 40,3 milhões de unidades consumidoras na região. Segundo o diretor-geral Sandoval Feitosa, a ampliação das estruturas depende de reforço orçamentário da agência. A criação da regional ganhou força após cobranças por fiscalização mais rigorosa sobre distribuidoras, especialmente a Enel São Paulo, cujo contrato está sob análise da agência após sucessivos problemas operacionais. (Valor Econômico - 20.05.2026)

Link Externo

Aneel cobra definição rápida sobre futuro da Enel SP

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, defendeu maior rapidez na análise dos processos regulatórios envolvendo a Enel São Paulo, afirmando que a agência precisa dar uma resposta definitiva à sociedade sobre a capacidade da distribuidora de continuar prestando o serviço. A Aneel analisa dois processos relacionados à concessionária: um recurso contra a abertura de processo de caducidade e a defesa apresentada pela empresa na recomendação de caducidade. Feitosa afirmou que a agência é a única instituição com competência técnica e legal para decidir sobre a continuidade da operação da distribuidora. Durante a inauguração do escritório regional da Aneel em São Paulo, o diretor também destacou os desafios estruturais do mercado elétrico, associados ao crescimento acelerado da geração distribuída e das renováveis, que vêm provocando desequilíbrios no mercado de comercialização de energia e pressionando o sistema elétrico nacional. (Agência CanalEnergia - 20.05.2026)

Link Externo

Pauta da 10ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria de 2026

A pauta da 10ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel, divulgada em 19 de maio de 2026, reúne 32 processos com temas estratégicos para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Willamy Moreira Frota, Agnes Maria de Aragão da Costa, Gentil Nogueira de Sá Júnior, Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva, Ludimila Lima da Silva e Sandoval de Araújo Feitosa Neto. Entre os destaques estão o reajuste tarifário anual da Amazonas Energia, o resultado da Consulta Pública nº 47/2025 sobre o critério de rateio dos recursos da CDE relacionados à repactuação de parcelas de Uso de Bem Público – UBP, pedidos de reconsideração envolvendo a CSN e medidas cautelares apresentadas por Scala Data Centers e Consórcio Solar Trinergy MS. Em bloco, a diretoria apreciará temas ligados à adequação da RAP em razão da reforma tributária, extensão de outorgas de usinas hidrelétricas, reclassificação de ativos de transmissão, regulamentações para sistemas fotovoltaicos, além de diversos recursos administrativos envolvendo Enel, Copel, Caucaia Solar, Paulista Geradora, Voltalia, Marlim Azul e Termopernambuco. A pauta inclui ainda medidas cautelares relacionadas à geração renovável, acesso à Rede Básica, monitoramento prudencial, comercialização de energia e contratos de transmissão, além de processos sobre revogação de autorizações de termelétricas, prorrogação de outorgas da Cemig GT, declarações de utilidade pública para implantação de PCHs e ampliação de subestações, e definição de novos valores de REIDI para cálculo da RAP. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 18.05.2026)

Link Externo

Empresas

Petrobras prevê R$ 37 bi em investimentos em São Paulo até 2030

A Petrobras detalhou plano de investimentos de R$ 37 bilhões no estado de São Paulo até 2030, com foco em transição energética, expansão do refino e desenvolvimento de novas áreas no pré-sal. Na área elétrica, a companhia destinará R$ 100 milhões à implantação de uma usina fotovoltaica de 20 MW na Refinaria de Paulínia, com contrato já assinado e início previsto para o fim de 2026. A Replan também receberá projetos para produção de SAF por duas rotas: coprocessamento de óleo vegetal em unidades existentes, com início previsto em dezembro de 2026, e rota Alcohol-to-Jet, baseada em etanol, com licitação estimada para 2027. Aproximadamente R$ 6 bilhões serão aplicados na própria refinaria, que terá sua capacidade elevada de 434 mil para 459 mil barris por dia. A Petrobras também prevê investimentos no campo de Aram, no pré-sal da Bacia de Santos, e nas áreas STS-08A e STS-08 do Porto de Santos. (Agência CanalEnergia - 18.05.2026)

Link Externo

Petrobras investirá R$ 3,3 bi para vender bunker renovável em Santos

A Petrobras anunciou investimento de R$ 3,3 bilhões na segunda área contratada no Porto de Santos para ampliar sua capacidade de tancagem e viabilizar a oferta de bunker com teor renovável em São Paulo. O aporte será destinado à expansão do terminal aquaviário, à construção de um novo píer e ao aumento da área de armazenamento. Com a estrutura, a companhia poderá comercializar combustível marítimo com 24% de biodiesel, produto que já vende em Singapura. A presidente da estatal, Magda Chambriard, também anunciou R$ 37 bilhões em investimentos no estado de São Paulo até 2030, incluindo R$ 6 bilhões para a Replan. A refinaria deverá elevar sua capacidade de processamento de 434 mil para 459 mil barris por dia, com conclusão prevista para 2026, contribuindo para a meta de autossuficiência nacional em diesel até 2030. A Petrobras também lançou edital de R$ 18 milhões para cooperativas recolherem óleo de cozinha usado para produção de SAF com 5% de conteúdo renovável. (Agência Eixos - 18.05.2026)

Link Externo

Petrobras abre programa de estágio com 150 vagas em 12 estados

A Petrobras lançou o Programa de Estágio de Estudantes 2026, com cerca de 150 vagas distribuídas por 12 estados. As inscrições ficarão abertas de 21 de maio a 3 de junho de 2026. O estágio terá carga de 20 horas semanais, de segunda a sexta-feira, com possibilidade de regime híbrido conforme critério da companhia. Para estudantes com deficiência, poderá haver teletrabalho integral, desde que compatível com o plano de atividades. A matéria também aponta oportunidades em outras empresas do setor, como Equatorial, Energisa e Supergasbras, que somam mais de 500 vagas em aberto. O Grupo Equatorial abriu inscrições para novas turmas de seu programa, enquanto a Energisa mantém processo seletivo disponível em plataforma própria. A movimentação reforça a demanda por formação de novos profissionais em energia, infraestrutura e serviços associados ao setor elétrico e de óleo e gás. (Agência CanalEnergia - 18.05.2026)

Link Externo

Cemig e Axia Energia anunciam investimentos bilionários em Minas Gerais

A Cemig e a Axia Energia anunciaram investimentos bilionários para reforçar e modernizar o sistema elétrico de Minas Gerais, com foco em expansão da transmissão, aumento da confiabilidade operacional e ampliação da resiliência das redes. A Axia prevê investir R$ 1,979 bilhão até 2030 em reforços e melhorias de subestações e linhas de transmissão, incluindo aportes de R$ 542,27 milhões na subestação Nova Ponte 3 e R$ 282,82 milhões na SE Paracatu 4. Já a Cemig informou que implantou o sistema de dupla alimentação em 700 municípios mineiros, beneficiando cerca de 90% das cidades atendidas pela distribuidora. O projeto recebeu R$ 243 milhões em investimentos desde 2023 e busca reduzir o tempo de interrupções no fornecimento em situações de falha ou eventos climáticos severos. A companhia também anunciou mais R$ 150 milhões em 2026 para expansão da tecnologia e integração das redes de distribuição no estado. (Petronotícias - 18.05.2026)

Link Externo

Banco Clássico amplia participação na Cemig

A Cemig informou que o Banco Clássico adquiriu 7,4 milhões de ações preferenciais de emissão da companhia, ampliando sua participação acionária total para 17,63% do capital social. Após a operação, o banco passou a deter 313.988.379 ações ordinárias, equivalentes a 32,82% dessa classe, e 190.614.480 ações preferenciais, correspondentes a 10% das ações PN. A movimentação reforça a posição do investidor no capital da elétrica mineira e foi comunicada ao mercado em meio a um período de mudanças societárias e estratégicas relevantes no setor elétrico brasileiro. A Cemig, uma das principais companhias integradas de energia do país, tem atraído atenção de investidores por sua atuação em geração, transmissão, distribuição e comercialização, além de sua política de governança e planos de expansão em Minas Gerais. (Broadcast Energia - 20.05.2026)

Link Externo

Ciberataque expõe dados de 135 mil clientes da Cemig

A Cemig confirmou incidente de segurança cibernética que expôs dados pessoais de cerca de 135 mil clientes, após acesso não autorizado a banco de dados mantido em ambiente de empresa parceira de atendimento. As informações afetadas incluem nome completo, CPF, filiação, endereço residencial, e-mail, telefone e dados sobre débitos, sem registro de comprometimento de senhas ou dados bancários até o momento. A companhia informou que bloqueou o acesso indevido, corrigiu a vulnerabilidade e mantém investigação com especialistas para delimitar a extensão do vazamento. O caso foi comunicado à ANPD, à Aneel e às autoridades policiais. A empresa também orienta consumidores a desconfiar de mensagens urgentes, links curtos e pedidos de senhas, códigos, cartões ou pagamentos fora dos canais oficiais. (Brasil Energia – 15.05.2026)

Link Externo

Leilões

Aneel homologa LRCAPs com entrega de potência em 2026

A diretoria da Aneel homologou os dois leilões de reserva de capacidade na forma de potência realizados em março, relativos às entregas programadas para 2026, ainda restando a homologação dos produtos de 2027 a 2031. Segundo a agência, não há entrave jurídico, judicial, administrativo ou de controle externo que impeça a adjudicação dos certames. No 2º LRCAP, de 18 de março, foram negociados 18,97 GW em hidrelétricas e termelétricas a gás natural e carvão, com investimentos estimados em R$ 64,5 bilhões e deságio de 5,52%, equivalente a economia de R$ 33,64 bilhões. No 3º LRCAP, de 20 de março, foram contratados 501,321 MW em usinas a óleo combustível, diesel e biodiesel, com contratos de três anos, deságio de 50,14% e economia estimada em R$ 1,83 bilhão. (Aneel – 21.05.2026)

Link Externo

Aneel oficializa parte do megaleilão de R$ 515 bi

A Aneel homologou a etapa do Leilão de Reserva de Capacidade referente às usinas com operação prevista para 2026, oficializando parte do certame que contratou ao menos R$ 515 bilhões em energia de reserva. O processo envolve grupos como J&F, Eneva e Petrobras e prevê contratação de 19 GW de potência de térmicas a gás, carvão e hidrelétricas para os próximos 15 anos. O diretor relator Fernando Mosna defendeu que a competência da Aneel se limita à operacionalização do leilão, sem análise da modelagem econômica elaborada pelo MME e pela EPE. A decisão ocorre em meio a investigações do TCU, questionamentos do MPF e ações judiciais sobre alterações no preço-teto do certame, que praticamente dobrou em poucos dias, além do baixo deságio médio, em torno de 5%. A AudElétrica avalia que houve baixa rivalidade e contratação de elevado custo para os consumidores. (Folha de São Paulo - 21.05.2026)

Link Externo

Homologação reduz incerteza, mas LRCAP ainda tem desafios

A homologação dos primeiros contratos do Leilão de Reserva de Capacidade pela Aneel reduziu incertezas jurídicas e regulatórias sobre o certame, mas os projetos ainda enfrentam obstáculos relevantes até a entrada em operação. Entre os desafios estão a contratação de equipamentos para novas usinas e expansões, em um mercado global pressionado pela expansão de data centers, além da necessidade de garantir suprimento de gás natural e possíveis negociações de parcerias ou transferências de titularidade. O leilão contratou 100 projetos, sobretudo termelétricas, somando 19 GW, e continua alvo de críticas sobre impactos tarifários, elevação dos preços-teto e falta de esclarecimentos técnicos sobre a urgência do volume contratado. A newsletter também destacou a compra de concessões de transmissão da Energisa pela Taesa por R$ 2,3 bilhões e a decisão de investimento da Acelen em planta de SAF na Bahia. (Agência Eixos - 22.05.2026)

Link Externo

Homologação do LRCAP divide entidades setoriais

A homologação dos resultados e a adjudicação dos produtos do LRCAP 2026 pela Aneel provocaram reações opostas entre entidades do setor elétrico. A Abraget classificou a decisão como acertada e necessária, afirmando que o leilão de reserva é essencial para a segurança do sistema elétrico nacional e citando estimativa de custo de R$ 970 bilhões com blecautes e racionamentos em 15 anos caso a medida não avance. O IBP também defendeu a homologação, sustentando que o mecanismo garante confiabilidade ao SIN e complementa a variabilidade de fontes como solar e eólica. Em sentido contrário, o Inel afirmou que permanecem dúvidas sobre governança regulatória, preços-teto, volume contratado e impactos tarifários, especialmente diante de aumentos de 73% a 100% em menos de 48 horas, segundo manifestação do MPF. (Brasil Energia – 21.05.2026)

Link Externo

Justiça mantém validade do leilão bilionário de energia

A Justiça Federal do Distrito Federal negou pedido de liminar que buscava suspender o resultado do Leilão de Reserva de Capacidade realizado em março, mantendo aberto o caminho para homologação dos contratos pela Aneel. O certame negociou quase 20 GW em contratos de termelétricas e hidrelétricas, com custo estimado superior a R$ 515 bilhões. Em sua decisão, o juiz entendeu que União e Aneel demonstraram que o volume contratado não foi superdimensionado e que o processo envolveu estudos técnicos, consultas públicas e deliberações colegiadas. O magistrado também considerou justificativas apresentadas pelo governo para a elevação dos preços-teto das térmicas, como aumento global de custos de equipamentos e necessidade de modernização de usinas. Apesar da decisão, o certame segue sob questionamento no TCU e em outras ações judiciais. (Folha de São Paulo - 21.05.2026)

Link Externo

Aneel diz ao TCU que leilão ocorreu sem falhas da agência

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou ter realizado reunião considerada excelente com o ministro Jorge Oliveira, do TCU, relator do processo de acompanhamento do Leilão de Reserva de Capacidade. Segundo Feitosa, foi esclarecido que os questionamentos sobre eventuais irregularidades não dizem respeito à atuação da agência, ponto que também deverá constar na resposta formal ao TCU em até cinco dias úteis. A Corte havia solicitado informações sobre possíveis problemas no certame, mas não atendeu pedido de suspensão parcial recomendado pela área técnica. Feitosa afirmou que o leilão ocorreu de forma adequada e que o resultado decorre das premissas estabelecidas. O diretor destacou que paralisar ou revogar o certame sem alternativa criaria situação complexa para o suprimento, já que há entrega de potência prevista ainda para 2026 e risco de contratação emergencial mais cara. (Broadcast Energia - 21.05.2026)

Link Externo

Aneel recebe contribuições para leilão de transmissão nº 4/2026

A Aneel mantém aberta até 25 de maio a consulta pública da minuta do edital do Segundo Leilão de Transmissão de 2026, o Leilão nº 4/2026. As contribuições devem ser enviadas ao e-mail cp006\_2026@aneel.gov.br. A agência também divulgou nova versão do Anexo Técnico Específico do Lote 4, com requisitos para a conversora Back-to-Back de 500 kV, baseada em tecnologia VSC, prevista para viabilizar a futura interligação elétrica entre Brasil e Bolívia. A atualização busca ampliar a transparência técnica do certame e assegurar que agentes interessados tenham acesso às informações necessárias para avaliar os empreendimentos, preparar contribuições e acompanhar a estruturação do processo competitivo de transmissão. (Aneel – 15.05.2026)

Link Externo

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

EPE inicia coleta de dados para planejamento dos Sistemas Isolados

A EPE iniciou, em 15 de maio, a coleta de informações do Planejamento dos Sistemas Isolados, no Ciclo 2026, etapa que subsidia estudos de atendimento energético em regiões não conectadas ao Sistema Interligado Nacional. Em 21 de maio, a empresa realizou workshop com distribuidoras que atuam no SISOL, representantes do MME e outros agentes setoriais para apresentar os resultados do ciclo anterior e orientar as diretrizes do novo processo. O planejamento é conduzido anualmente pela EPE para apoiar o MME na definição de estratégias de suprimento, considerando segurança, economicidade e sustentabilidade. Conforme a Portaria Normativa nº 59/GM/MME, de dezembro de 2022, as informações devem ser enviadas pelo Sistema de Acompanhamento dos Sistemas Isolados até 30 de junho de 2026. (EPE – 21.05.2026)

Link Externo

CCEE vê PLD menor com térmicas do LRCAP

A CCEE projetou que a incorporação das termelétricas contratadas no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 ao modelo matemático que calcula o PLD reduz o preço médio esperado para este ano. Segundo a estimativa, o PLD médio de 2026 ficaria em R$ 240,97/MWh com as usinas do certame, ante R$ 339,65/MWh sem essas contratações, em projeção baseada em redes neurais artificiais. A diferença se amplia no segundo semestre, quando a queda sazonal dos reservatórios tende a elevar custos de atendimento da carga. Em agosto, o PLD seria de R$ 178/MWh com as usinas, contra R$ 356/MWh sem elas. A projeção oficial indicaria pico de R$ 466/MWh em novembro, ante R$ 269/MWh com as contratações. A CCEE explicou que a maior disponibilidade futura permitiria reduzir geração no presente, com diminuição estimada de 1.451 MW médios de térmicas. (Broadcast Energia - 20.05.2026)

Link Externo

Consumidores

Grandes consumidores pedem revisão de parâmetros que elevam preços no mercado livre

Cerca de cem grandes consumidores de energia, entre eles Ambev e MBRF, encaminharam carta ao Ministério de Minas e Energia defendendo mudanças nos parâmetros utilizados na formação de preços do Mercado Livre de Energia. As empresas questionam o atual nível de aversão a risco adotado nos modelos computacionais do setor elétrico, argumentando que o desenho vigente eleva os preços da energia, reduz a liquidez do mercado e prejudica a competitividade da indústria nacional. Segundo estudos técnicos mencionados no documento, ajustes nos parâmetros poderiam reduzir os preços da energia em mais de 30% sem comprometer a segurança do sistema elétrico. O tema será analisado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, responsável por deliberar sobre a metodologia de formação de preços no país. A discussão ocorre em meio à ampliação do mercado livre e ao aumento da pressão de consumidores industriais por maior previsibilidade e competitividade no custo da energia. (O Globo - 18.05.2026)

Link Externo

CCEE registra 90 mil exportações em ferramenta de contratos

A CCEE concluiu a modernização da funcionalidade de exportação de dados de contratos no CliqCCEE, ampliando agilidade, autonomia e segurança para agentes do mercado. Entre abril de 2025 e março de 2026, a ferramenta somou mais de 90 mil exportações, e recentemente superou 10 mil extrações mensais. A reformulação trouxe relatórios mais completos, com separação por tipo de contrato, exportação em lote por agente ou com modulação declarada, acompanhamento em tempo real das extrações e interface mais intuitiva, com filtros otimizados. As mudanças reduzem tarefas operacionais e apoiam decisões mais rápidas. A nova arquitetura tecnológica opera de forma mais moderna e independente, permitindo atualizações frequentes sem afetar outros módulos, maior resposta às demandas e menor dependência de sistemas legados. A iniciativa integra a transformação digital da Câmara e a preparação para a abertura total do mercado livre. (CCEE – 18.05.2026)

Link Externo

CCEE divulga o relatório de sustentabilidade 2025

A CCEE publicou o Relatório de Sustentabilidade 2025, elaborado conforme os padrões da Global Reporting Initiative, com balanço de resultados, impactos e prioridades estratégicas da instituição. O documento é voltado a agentes de mercado, parceiros institucionais, colaboradores, academia e sociedade, e reforça a prestação de contas da Câmara em governança, integridade, operação, meio ambiente, responsabilidade social, finanças e gestão de pessoas. Entre os destaques estão a expansão do mercado livre, a modernização da infraestrutura digital, iniciativas de certificação de energia renovável, o lançamento da CCEE Academy e ações de diversidade e desenvolvimento humano. A publicação também enfatiza segurança de mercado, inovação e transição energética como eixos da atuação da entidade. (CCEE – 15.05.2026)

Link Externo

Especialistas recomendam análise técnica antes da migração ao mercado livre

Especialistas do setor elétrico defendem que empresas interessadas em migrar para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) realizem avaliações técnicas e econômicas detalhadas antes de aderir ao mercado livre de energia. Desde 2024, consumidores de médio porte passaram a ter acesso ampliado ao ACL, mas o cenário de 2026 é marcado por maior cautela diante da alta dos preços de energia e da crise de liquidez em parte das comercializadoras. A Abraceel e a CCEE recomendam que as empresas analisem inicialmente a demanda contratada: consumidores acima de 500 kW podem migrar diretamente ou via comercializador varejista, enquanto cargas inferiores precisam obrigatoriamente atuar por agente varejista ou comunhão de cargas. Também é considerada essencial a comparação entre os custos no mercado regulado e as propostas no ambiente livre, além da regularidade financeira junto à distribuidora. O processo exige comunicação formal à distribuidora com antecedência mínima de 180 dias para encerramento do contrato regulado. Após a migração, o consumidor passa a receber cobranças separadas pela energia adquirida e pelo uso da rede de distribuição. As entidades alertam ainda para a necessidade de acompanhamento de prazos e eventuais obstáculos regulatórios durante o processo. (Valor Econômico - 15.05.2026)

Link Externo

Prefeitura do Rio usará ferramenta da BBCE para compra de energia

A Prefeitura do Rio de Janeiro firmou acordo com a BBCE para usar a Curva Forward na precificação da energia destinada a prédios públicos, com base em referências praticadas no ambiente de contratação livre. A iniciativa permitirá a realização de leilões de fontes limpas e renováveis com valores competitivos e integra o Programa de Eficiência Energética lançado em 2023. Considerando fases já migradas, contratadas ou em licitação, o município soma mais de 500.000 MWh de energia 100% limpa e renovável no mercado livre, com economia superior a R$ 100 milhões em contratos de 60 meses e redução de mais de 170 mil toneladas de CO2. A ferramenta, também utilizada por EPE e CCEE, reúne cotações futuras de energia para todas as regiões do país e horizontes de até 21 anos. (Brasil Energia – 21.05.2026)

Link Externo

Aneel dispensa menores consumidores de monitoramento prudencial da CCEE

A Aneel aprovou proposta da CCEE para suspender a obrigação de consumidores com consumo inferior a 9 MW médios de participar do monitoramento prudencial, até a análise definitiva da Consulta Pública nº 33/2025 e a publicação da nova resolução normativa. A medida foi baseada em estudos do período sombra do modelo, segundo os quais mais de 12 mil pequenos consumidores representam menos de 10% da inadimplência nas operações do mercado. Em contraste, empresas com consumo acima de 80 MW médios concentram 67% do montante financeiro inadimplido entre consumidores. Para a CCEE, a fiscalização deve ser proporcional à exposição financeira de cada grupo, concentrando esforços nas faixas de maior risco. A decisão simplifica processos para consumidores de menor porte e pode facilitar a participação de pequenas e médias empresas na expansão do mercado livre de energia. (Brasil Energia – 19.05.2026)

Link Externo

Axia recebe aval da B3 para migrar ao Novo Mercado

A Axia Energia informou que a B3 aprovou seu pedido de migração ao Novo Mercado, etapa considerada relevante para simplificar sua estrutura de capital, ampliar liquidez e aprimorar práticas de governança corporativa. Com a mudança, a companhia passará a ter exclusivamente ações ordinárias, negociadas sob o código AXIA3, e ações preferenciais classe C, sob o ticker AXIA7, conversíveis ou resgatáveis integralmente até 2031. As ações preferenciais classes A1 e B1 serão convertidas até 5 de junho em ações ordinárias na proporção de 1,1 ação ON para cada ação PNA1 ou PNB1. Os ADRs lastreados em ações PNB1 também serão convertidos em ADRs de ações ordinárias na mesma proporção. As novas ações ON começarão a ser negociadas em 8 de junho, com crédito previsto aos acionistas em 10 de junho. (Broadcast Energia - 20.05.2026)

Link Externo

Biblioteca Virtual

GESEL publica TDSE 156 “The Geography of Decarbonization: Distorted Relative Prices and the Misallocation of Global Green Investment”

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 156, intitulado “The Geography of Decarbonization: Distorted Relative Prices and the Misallocation of Global Green Investment”. O estudo, publicado em língua inglesa, analisa como a transição para uma economia de baixo carbono está promovendo uma reorganização profunda na geografia da produção mundial e na estrutura de preços relativos, considerando a emergência de novos fatores de produção como a energia limpa, o capital natural e os ativos geograficamente fixos. Foram quatro eixos centrais de discussão: a redefinição das vantagens comparativas sob a ótica da descarbonização; o papel das características físicas dos sistemas renováveis no retorno da importância da geografia; os impactos das intervenções de política industrial verde na distorção da competitividade efetiva; e os desafios impostos pela incerteza da demanda e pelas restrições de bancabilidade de projetos. O trabalho examinou como a divergência entre a competitividade estrutural (baseada em fundamentos de custo) e a competitividade efetiva (moldada por subsídios e barreiras) pode subsidiar a compreensão de por que o investimento verde ainda não flui massivamente para economias ricas em recursos renováveis. Os debates concentraram-se em temas como o impacto dos subsídios massivos dos Estados Unidos (IRA) e das barreiras regulatórias da União Europeia (CBAM) na manutenção da produção em locais estruturalmente ineficientes; o fenômeno da “rematerialização” da economia, que aumenta a dependência de ativos físicos como minerais críticos e infraestrutura de transmissão; e o potencial do powershoring para atrair etapas eletrointensivas de cadeias globais de valor para regiões com energia limpa abundante. O estudo acena para a complexidade dessa integração, que exige reconfigurações profundas na governança global e uma articulação institucional coordenada para harmonizar sistemas de certificação e padrões técnicos interoperáveis. Conclui-se que o principal desafio será alinhar as metas climáticas à eficiência econômica global, de modo que o sucesso da transição energética dependerá de arranjos capazes de permitir que a produção se desloque para onde a geografia e a física indicam ser mais barato e menos intensivo em emissões, garantindo uma descarbonização rápida e inclusiva. Acesse o estudo aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 18.05.2026)

Link Externo

Artigo de Rafael Figueiredo: “Contratos no setor de energia e saneamento: segurança regulatória, eficiência operacional e rastreabilidade para o setor de infraestrutura”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Rafael Figueiredo (CEO e fundador da D4Sign) analisa os desafios da gestão contratual nos setores de energia e saneamento, destacando a importância da digitalização para garantir segurança regulatória, eficiência operacional e rastreabilidade em atividades de infraestrutura. O autor argumenta que esses segmentos, marcados por contratos complexos, parcerias público-privadas e forte regulação, exigem processos cada vez mais estruturados de compliance e governança corporativa. O texto ressalta que a adoção de soluções digitais, como plataformas de assinatura eletrônica e sistemas de gestão documental, contribui para centralizar informações, reduzir gargalos burocráticos, aumentar a transparência e fortalecer a segurança jurídica das operações. Também enfatiza que processos tradicionais baseados em papel podem gerar atrasos, retrabalho e dificuldades operacionais, comprometendo obras, manutenção e fornecimento de serviços essenciais. Ao relacionar o tema à necessidade de modernização do setor, o autor conclui que a transformação digital da gestão contratual representa um passo estratégico para ampliar a resiliência, a governança e a sustentabilidade das empresas de infraestrutura. (GESEL-IE-UFRJ – 18.05.2026)

Link Externo

Artigo de Alexandre Uhlig: “Mercado de carbono e o papel estratégico do setor elétrico”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Alexandre Uhlig (diretor de Sustentabilidade no Instituto Acende Brasil) analisa os desafios da regulamentação do mercado de carbono no Brasil e defende que o desenho do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) considere as particularidades da matriz elétrica nacional. O autor argumenta que, diferentemente de outros países, o setor elétrico brasileiro possui predominância de fontes renováveis, com 88,2% da matriz elétrica baseada em energia limpa, o que lhe confere vantagem comparativa estratégica. Nesse contexto, sustenta que a inclusão imediata e rígida do setor em mecanismos de cap-and-trade pode gerar sinais econômicos inadequados e penalizar justamente um segmento essencial para a descarbonização da economia. Uhlig destaca ainda o papel das usinas termelétricas na garantia da confiabilidade e da segurança energética, alertando para os riscos operacionais de uma precificação de carbono mal calibrada. O artigo conclui que o mercado de carbono deve funcionar como instrumento de desenvolvimento econômico e fortalecimento competitivo do país, valorizando o setor elétrico como plataforma central da transição energética brasileira. (GESEL-IE-UFRJ – 18.05.2026)

Link Externo

Artigo de Carlos Nobre e Mauricio Bianco: “Florestas, o limite climático crítico”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Carlos Nobre (climatologista, pesquisador titular da Cátedra Clima e Sustentabilidade, do Instituto de Estudos Avançados (IEA), da USP, e copresidente do Painel Científico para a Amazônia-SPA) e Mauricio Bianco (vice-presidente sênior da Conservação Internacional (CI-Brasil)) analisam o papel decisivo das florestas no enfrentamento da crise climática global. Os autores argumentam que a COP30, realizada em Belém, consolidou a necessidade de integrar o combate ao desmatamento à eliminação gradual dos combustíveis fósseis, destacando que ambos respondem pela maior parte das emissões globais de gases de efeito estufa. O texto alerta para a proximidade da Amazônia de um ponto de não retorno, impulsionado pelo avanço do desmatamento e pelo aumento da temperatura global, o que comprometeria os ciclos hidrológicos, os “rios voadores” e a estabilidade climática da América do Sul. Também enfatiza a importância dos Povos Indígenas e das comunidades tradicionais na preservação ambiental, defendendo instrumentos como pagamento por serviços ecossistêmicos, regularização fundiária, fortalecimento das leis ambientais e financiamento climático internacional. Os autores concluem que preservar as florestas tropicais é condição indispensável para manter o equilíbrio climático e garantir um modelo sustentável de desenvolvimento. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2026)

Link Externo

Artigo de João Carlos Mello: “Contratação do LRCAP é essencial para a confiabilidade elétrica e energética do Brasil”

Em artigo publicado pela CanalEnergia, João Carlos Mello (CEO e fundador da Thymos Energia) defende a contratação de capacidade no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026\) como medida indispensável para assegurar a confiabilidade elétrica e energética do Brasil. O autor argumenta que a expansão acelerada das fontes renováveis variáveis, como solar e eólica, ampliou a necessidade de recursos capazes de fornecer potência firme e flexibilidade operativa em momentos críticos do sistema. Sustenta que a revisão dos preços-teto promovida pelo Ministério de Minas e Energia foi necessária para adequar o certame à realidade dos custos de investimento e financiamento, viabilizando a participação de agentes aptos a entregar segurança operativa ao Sistema Interligado Nacional. O texto ressalta ainda o risco de descontratação de cerca de 14 GW de usinas até 2028 e apresenta estudos da Thymos Energia que indicam a necessidade de expansão da capacidade instalada para preservar a estabilidade do sistema. Ao final, conclui que o LRCAP deve ser compreendido como instrumento estratégico de planejamento e confiabilidade, permitindo que a transição energética brasileira ocorra de forma segura, eficiente e sustentável. (Agência CanalEnergia – 15.05.2026)

Link Externo

Artigo de Frederico Accon e Mariana Saragoça: “Modicidade tarifária nos contratos da distribuição”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Frederico Accon (head de Energia do Stocche Forbes Advogados) e Mariana Saragoça (sócia do escritório Stocche Forbes Advogados) tratam da necessidade de preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão de distribuição de energia elétrica diante das pressões por contenção tarifária. Os autores argumentam que as distribuidoras ocupam posição central na modernização do setor, pois viabilizam investimentos em redes, resiliência, digitalização, geração distribuída, armazenamento e novas cargas, ao mesmo tempo em que arrecadam e repassam recursos a diversos agentes. Ainda, o sustentam que atrasos, diferimentos ou sobrestamentos de reajustes e revisões tarifárias, ainda que motivados pela busca de modicidade, ampliam a insegurança jurídica, comprometem indicadores financeiros e transferem ônus relevante às concessionárias. O artigo conclui que medidas de mitigação devem ser estruturais, transparentes e tempestivas, sem fragilizar garantias legais e contratuais essenciais à sustentabilidade do setor elétrico brasileiro (GESEL-IE-UFRJ – 20.05.2026)

Link Externo

Artigo de Joisa Dutra: “Cancelar leilão de energia seria remédio pior que a doença”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Joisa Dutra (diretora do FGV-Ceri) analisa as críticas ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado pela Aneel e argumenta que sua anulação representaria um erro com potenciais consequências negativas para a segurança energética e o ambiente regulatório brasileiro. A autora explica que o certame contratou cerca de 19 GW de potência para reforçar a confiabilidade do sistema elétrico e viabilizar a integração de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Embora reconheça questionamentos sobre os custos projetados para os consumidores, Dutra sustenta que o desenho de leilões exige previsibilidade institucional e ampla concorrência, alertando que mudanças posteriores às regras previamente discutidas geram insegurança e elevam o custo de capital do setor. O texto destaca ainda os riscos climáticos associados a eventos como o El Niño e os impactos geopolíticos sobre combustíveis fósseis, defendendo a diversificação da matriz energética com respaldo térmico flexível, baterias e usinas reversíveis. A autora conclui que a homologação do LRCAP é essencial para garantir estabilidade regulatória, segurança de suprimento e continuidade da transição energética brasileira. (GESEL-IE-UFRJ – 20.05.2026)

Link Externo

Artigo de Xisto Vieira Filho: “Um LRCAP para tirar dúvidas – O da PJM (Pensilvania – Jersey – Maryland Interconnection)”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Xisto Vieira Filho (presidente da ABRAGET) defende o modelo brasileiro do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP-2026) a partir da comparação com o sistema adotado pela PJM Interconnection, nos Estados Unidos. O autor argumenta que a experiência norte-americana demonstra que leilões de confiabilidade devem considerar a efetiva contribuição de cada tecnologia para a segurança do sistema elétrico, e não aplicar uma “neutralidade tecnológica” irrestrita. Segundo o texto, a PJM atribui diferentes pesos de capacidade para cada fonte energética, reconhecendo maior confiabilidade das termelétricas em relação às renováveis e aos sistemas de armazenamento. Vieira Filho destaca que, no leilão da PJM, fontes firmes e despacháveis representaram mais de 90% da capacidade contratada, enquanto fontes renováveis tiveram participação reduzida. O artigo critica propostas de equiparação entre tecnologias com diferentes níveis de confiabilidade e sustenta que o LRCAP brasileiro seguiu boas práticas internacionais ao priorizar segurança energética e adequabilidade do sistema. O autor conclui que o Brasil deve preservar leilões voltados à confiabilidade e, se necessário, estruturar mecanismos específicos para renováveis e armazenamento, evitando custos adicionais ao consumidor decorrentes de critérios inadequados de contratação. (GESEL-IE-UFRJ – 20.05.2026)

Link Externo

Artigo de Renata Menescal: “O novo papel das hidrelétricas de pequeno porte como política pública”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Renata Menescal (diretora jurídico/regulatório da Abragel) analisa a importância estratégica das hidrelétricas de pequeno porte no contexto da transição energética brasileira e defende sua valorização como política pública estruturante para a segurança do sistema elétrico. A autora argumenta que o avanço acelerado das fontes solar e eólica amplia a necessidade de recursos capazes de oferecer previsibilidade, potência firme e flexibilidade operacional, atributos que as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) conseguem fornecer de forma renovável e contínua. O texto destaca que a Lei nº 14.182/2021, atualizada pela Lei nº 15.269/2025, instituiu uma política de contratação de até 4,9 GW adicionais dessas usinas por meio de leilões de reserva de capacidade com contratos de longo prazo, reconhecendo explicitamente os serviços sistêmicos prestados por essas fontes. Menescal enfatiza ainda os benefícios da descentralização regional da geração, a redução de perdas elétricas, o fortalecimento da indústria nacional associada ao setor hidrelétrico e a complementaridade dessas usinas às renováveis intermitentes. O artigo conclui que as hidrelétricas de pequeno porte podem se consolidar como pilares de uma matriz elétrica mais resiliente, segura e sustentável, conciliando expansão renovável, confiabilidade operacional e desenvolvimento econômico. (GESEL-IE-UFRJ – 20.05.2026)

Link Externo

Artigo de Daniel Steffens: “Biometano: Uma molécula, dois mercados”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Daniel Steffens (sócio da Área de Energia do Urbano Vitalino Advogados) analisa a evolução regulatória do mercado brasileiro de biometano e argumenta que o setor passa a operar sob uma lógica dual, na qual a molécula física do gás e seus atributos ambientais adquirem trajetórias econômicas distintas. O autor destaca que a Lei nº 14.993/2024, o Decreto nº 12.614/2025 e as recentes resoluções da ANP consolidaram um modelo em que os Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs) passam a representar ativos ambientais independentes, criando novas possibilidades de monetização para os empreendimentos. Segundo o texto, essa transformação altera profundamente a estrutura contratual do setor, exigindo maior sofisticação na definição de titularidade, transferência, rastreabilidade e integridade ambiental dos certificados. Steffens observa que o mercado de gás possui dinâmica mais descentralizada e contratual do que outros segmentos da infraestrutura energética, favorecendo soluções adaptadas às relações econômicas entre os agentes. O artigo conclui que os atributos ambientais do biometano tendem a ganhar crescente relevância financeira, influenciando valuation, garantias, financiamentos e estratégias de investimento, consolidando um novo paradigma para a expansão desse mercado no Brasil. (GESEL-IE-UFRJ – 20.05.2026)

Link Externo

Artigo de Diogo Olm Ferreira: “Geração Distribuída nos regulamentos de IBS e CBS: déjà vu de preocupações para estruturas compartilhadas”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Diogo Olm Ferreira (sócio da área de Direito Tributário do VBSO Advogados) analisa os impactos dos regulamentos do IBS e da CBS sobre a geração distribuída compartilhada de energia elétrica. O autor argumenta que os novos regulamentos reproduzem discussões já enfrentadas no âmbito do ICMS, especialmente em relação à tributação de estruturas de autoconsumo e geração compartilhada. O texto explica que a Lei Complementar nº 214/2025 incorporou lógica semelhante à do Convênio ICMS nº 16/2015 ao prever exclusões da base de cálculo apenas para hipóteses específicas de autoconsumo local. A partir disso, Ferreira examina a interpretação dos regulamentos recentes, que afastam esse ajuste para modalidades compartilhadas, como consórcios e cooperativas. O autor sustenta, contudo, que isso não implica automaticamente tributação integral dessas operações, defendendo que o autofornecimento de energia não configura operação onerosa sujeita ao IBS e à CBS. Ao final, propõe maior clareza regulatória para evitar judicializações futuras e garantir segurança jurídica ao setor de geração distribuída. (GESEL-IE-UFRJ – 21.05.2026)

Link Externo

Artigo de Rafael Chaves: “Brasil precisa escolher: segurança elétrica ou o retrocesso?”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Rafael Chaves (professor da FGV-EPGE) analisa a importância do leilão de reserva de capacidade (LRCAP-2026) para garantir a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro diante da crescente participação de fontes renováveis intermitentes. O autor contextualiza a criação do mecanismo a partir da crise hídrica de 2021 e descreve a evolução regulatória que levou à efetivação do segundo leilão em 2026, responsável pela contratação de 19,5 GW de potência. Segundo o texto, o avanço de fontes eólica e solar amplia a necessidade de capacidade firme para assegurar estabilidade ao sistema, especialmente em momentos críticos. Chaves argumenta que a previsibilidade contratual é essencial para atrair investimentos privados em infraestrutura, sobretudo em um cenário de juros elevados e baixa capacidade de investimento público. O artigo também compara o custo preventivo da contratação de energia firme às perdas econômicas provocadas por apagões, defendendo que mecanismos como o LRCAP funcionam como instrumentos de segurança econômica e energética para o país. (GESEL-IE-UFRJ – 21.05.2026)

Link Externo

Artigo de Juan Collado: “A transmissão de energia como vetor do crescimento dos data centers”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Juan Collado (Country Manager da Redinter no Brasil) analisa como a expansão dos data centers no Nordeste brasileiro está diretamente condicionada à capacidade de ampliação da infraestrutura de transmissão elétrica. O autor argumenta que, apesar da abundância de energia renovável na região e dos incentivos voltados à atração de investimentos digitais, o verdadeiro gargalo encontra-se na demora para construir subestações e linhas de transmissão compatíveis com a crescente demanda energética dos centros de processamento de dados. O texto destaca que o avanço da inteligência artificial elevou drasticamente o consumo elétrico desses empreendimentos, tornando-os comparáveis a grandes cargas industriais. Collado também aponta problemas de especulação na reserva de capacidade de conexão e ressalta que o desafio não é apenas financeiro, mas operacional e logístico, especialmente no Nordeste. Ao concluir, sustenta que a experiência acumulada na implantação de infraestrutura de transmissão será decisiva para transformar o potencial energético regional em vantagem estratégica na economia digital global. (Agência CanalEnergia – 22.05.2026)

Link Externo