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IFE
29/04/2026

IECC 369

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
29/04/2026

IFE nº 369

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 369

Marco Institucional

Governo aprova Plano de Outorgas de Transmissão 2025

O Ministério de Minas e Energia aprovou a quarta edição do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE 2025), visando ampliar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional. O plano detalha reforços prioritários, como a nova Subestação Iaciara 2 em Goiás (230/138 kV) e a modernização de transformadores em Itapaci e Goiânia Leste. No Rio Grande do Sul, os investimentos focam na Subestação Passo Real e na linha Cruz Alta-Panambi, enquanto no Paraná a prioridade é a ampliação da Subestação Iguaçu. No Sudeste, o POTEE 2025 contempla a expansão da infraestrutura para suportar a conexão de novos data centers ao sistema. O documento orienta futuras licitações e autorizações da Aneel, consolidando intervenções necessárias para acompanhar o crescimento da demanda e a modernização de equipamentos em subestações estratégicas. A planilha técnica detalhada, com cronogramas e especificações de cada obra, será disponibilizada no portal oficial do MME. (Agência CanalEnergia - 17.04.2026)

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Reajustes de energia atingem 40% dos consumidores e superam inflação em 2026

Reajustes nas tarifas de energia elétrica devem impactar cerca de 35 milhões de unidades consumidoras em 2026, o equivalente a quase 40% do total no país, segundo levantamento com base em dados da Aneel. Em diversos casos, os aumentos superam a inflação e chegam a quase 20%, especialmente em distribuidoras como CPFL Paulista, Coelba, Enel Rio e Copel. O cenário contrasta com a previsão média de alta de 8%. Regiões Norte e Nordeste tiveram alívio parcial com uso de recursos do UBP, enquanto Sul e Sudeste registram aumentos mais expressivos. A Copel, por exemplo, projeta reajuste médio de 19,2%. Entre os fatores estruturais estão encargos setoriais, como a CDE, que financia políticas públicas e pressiona as tarifas. O quadro evidencia desafios persistentes na modicidade tarifária no setor elétrico. (CNN Brasil – 21.04.2026)

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Falhas operacionais deixam 7,9 milhões de pessoas fora da tarifa social de energia

Cerca de 7,9 milhões de famílias que atendem aos critérios da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) ainda não recebem o benefício, apesar de estarem no CadÚnico, segundo dados da Aneel e do MME. O programa atende atualmente 16,4 milhões de famílias, mas poderia alcançar 24,3 milhões. Entre os principais entraves estão falhas no cruzamento de dados, cadastros desatualizados, inconsistências de endereço e baixa inclusão digital. Especialistas apontam que o problema é operacional, não jurídico, com distribuidoras ainda dependentes de processos manuais essa dificuldade de acesso afeta principalmente idosos e populações vulneráveis, criando efeito regressivo. As distribuidoras afirmam realizar busca ativa, mas destacam que a atualização cadastral depende dos beneficiários nos CRAS. (O Globo – 22.04.2026)

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Regulação

Pauta da 8ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel

A pauta da 8ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel reúne 42 processos com temas relevantes para a regulação do setor elétrico, abrangendo desde procedimentos deliberativos até decisões envolvendo agentes do setor. Entre os destaques estão os reajustes tarifários de distribuidoras como Energisa (MS, MT, SE), Coelba, CPFL Paulista, Cosern e Enel CE, além do resultado da revisão tarifária da CPFL Santa Cruz. A diretoria também apreciará propostas de abertura de consultas públicas relacionadas à revisão da Energisa Sul Sudeste e aprimoramentos na rede de distribuição, além de diversos recursos administrativos e pedidos de medidas cautelares sobre garantias financeiras, CUST e conexões de microgeração. A pauta inclui ainda temas de outorgas e fiscalização, como a possível revogação de autorizações de usinas fotovoltaicas e térmicas (Aratinga e Usina Xavantes), extinção de concessão de PCH, além de múltiplas declarações de utilidade pública para implantação de subestações e infraestrutura em estados como RS, MG, SC e PE. Por fim, a reunião, conduzida pelos diretores Agnes da Costa, Gentil Nogueira, Fernando Mosna e Willamy Moreira Frota, contará com itens deliberados individualmente e em bloco. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 20.04.2026)

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Empresas

Gestão de Magda na Petrobras equilibra pressão política e financeira

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, conduz a estatal em meio à volatilidade dos preços do petróleo provocada por conflitos geopolíticos, adotando estratégia alinhada ao governo para evitar repasses integrais ao consumidor. O planejamento da empresa é articular com autoridades medidas para redução de tributos e subvenções, preservando caixa e evitando perdas bilionárias, observando um cenário que inclui alta do barril de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, exigindo ajustes na política de preços implementada em 2023. Com isso, a atuação conjunta com o governo também gerou críticas de agentes privados, enquanto episódios internos, como mudanças na diretoria após leilão de gás, evidenciam tensões operacionais. A gestão busca equilibrar interesses políticos e financeiros, mantendo estabilidade em um ambiente de forte pressão sobre combustíveis. (O Globo – 19.04.2026)

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Petrobras define novo conselho e remuneração complementar

Em Assembleia Geral Ordinária, os acionistas da Petrobras elegeram Guilherme Santos Mello como presidente do Conselho de Administração e definiram a nova composição do colegiado e do Conselho Fiscal. Foram aprovadas as contas de 2025, o orçamento de capital para 2026 e a destinação do lucro líquido. Ficou estabelecido o pagamento de remuneração complementar aos acionistas em duas parcelas de R$ 0,32626409 por ação, previstas para maio e junho de 2026. A assembleia fixou ainda o limite de remuneração global para o período entre abril de 2026 e março de 2027, destinando até R$ 57,2 milhões para administradores e valores específicos para conselheiros fiscais e comitês estatutários, como o de auditoria. Entre os conselheiros independentes eleitos estão nomes como Marcelo Gasparino da Silva e Renato Campos Galuppo, consolidando a governança para o novo ciclo operativo da estatal sob a gestão do acionista controlador e minoritários ordinários e preferenciais. (Agência CanalEnergia - 17.04.2026)

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Axia destina R$ 2 mi a campanha contra desligamentos

A Axia Energia investirá R$ 2 milhões no primeiro semestre de 2026 em campanhas de conscientização para reduzir desligamentos em linhas de transmissão provocados por queimadas, balões, pipas e outras interferências externas, em iniciativa vinculada a compromisso firmado com a Aneel. Em 2025, o sistema de monitoramento da empresa registrou 216 interrupções no fornecimento em diferentes regiões do país decorrentes desse tipo de ocorrência, o que elevou a preocupação com segurança operacional e prevenção. As ações começaram neste mês e seguirão até junho, com inserções em rádios, distribuição de materiais gráficos, carros de som, outdoors e, pela primeira vez, veiculações no Spotify. A companhia identificou que 90% do público-alvo está concentrado em áreas urbanas, onde os canais digitais tendem a ser mais efetivos. Com a campanha, a transmissora busca reduzir impactos à continuidade do serviço, ampliar a percepção de risco da população em torno das LTs e atacar uma das principais fontes de desligamentos não associados a falhas intrínsecas da rede. (Brasil Energia - 17.04.2026)

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Cemig investe R$ 100 mi em plataforma avançada de gestão

A Cemig planeja concluir em 2026 a implementação do Advanced Distribution Management System (ADMS), plataforma de gestão de redes elétricas considerada uma das mais modernas globalmente. O projeto recebe investimentos superiores a R$ 100 milhões e tem como finalidade permitir o monitoramento e controle em tempo real de toda a infraestrutura de distribuição da concessionária mineira. A tecnologia integrará fontes renováveis e descentralizadas, oferecendo funcionalidades como automação da recomposição do sistema e gerenciamento dinâmico de carga. Paralelamente, o Grupo Voltxs finalizou cinco usinas fotovoltaicas para a TIM com aporte de R$ 25 milhões, enquanto a Enel SP destina R$ 9,7 milhões para modernização de quatro hospitais públicos. No setor de refino, a Acelen reduziu seu consumo energético em 11% em 2025 frente a 2022, e a Light lançou um espaço de telemedicina na Zona Sul do Rio de Janeiro, subsidiando 50% das consultas para clientes adimplentes. (Agência CanalEnergia - 20.04.2026)

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Leilões

MDIC propõe conteúdo local em leilão de baterias com apoio do Finame

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) que o leilão de baterias de 2026 inclua exigências de conteúdo local, com comprovação por meio do credenciamento Finame, do BNDES, como forma de estimular a indústria nacional e estruturar a cadeia de armazenamento de energia no Brasil. A proposta, alinhada à política da Nova Indústria Brasil, prevê usar o certame como indutor de demanda para reduzir a dependência de importações e ampliar investimentos produtivos e tecnológicos. Segundo a pasta, o mercado brasileiro de sistemas de armazenamento em baterias cresceu 89% em 2024, com 269 MWh instalados, e pode alcançar 7,3 GWh até 2030. O ministro Alexandre Silveira afirmou que o leilão deve ocorrer até junho de 2026 e contar com cláusulas iniciais de conteúdo local. O governo avalia que a medida pode fortalecer fornecedores nacionais, reduzir a fragmentação regulatória e aumentar a previsibilidade para o setor no Brasil. (Megawhat - 17.04.2026)

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Leilão de reserva de capacidade enfrenta contestações no TCU e Aneel

O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), realizado em março de 2026, enfrenta instabilidade jurídica após o Ministério Público junto ao TCU pedir a suspensão do certame por indícios de irregularidades na fixação dos preços-teto. A investigação aponta que o Ministério de Minas e Energia elevou os valores iniciais em até 100% poucos dias antes da disputa, gerando questionamentos sobre a transparência do planejamento. O certame contratou 19 GW de potência, movimentando R$ 65 bilhões em investimentos de fontes térmicas e hidrelétricas. Paralelamente, a Âmbar Energia ingressou com recurso na Aneel alegando erros sistêmicos que teriam prejudicado a contratação das térmicas Araucária II e Santa Cruz, solicitando a anulação parcial de resultados. Enquanto o governo descarta riscos de impugnação, especialistas do Instituto Acende Brasil reforçam a necessidade de critérios mais claros na definição dos produtos contratados para garantir a segurança energética sem comprometer a modicidade tarifária. (Valor Econômico - 18.04.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Carga do SIN registra desaceleração e cresce 0,7% em abril

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou a previsão de carga para abril de 2026, indicando um crescimento de 0,7% para o Sistema Interligado Nacional (SIN), uma queda frente aos 1,9% estimados na semana anterior. Regionalmente, o Sudeste/Centro-Oeste deve apresentar recuo de 0,8% e o Nordeste de 0,2%, enquanto o Sul projeta alta de 6,3% e o Norte de 1,3%. Quanto aos reservatórios, a expectativa é que o Sudeste encerre o mês com 68,2% de capacidade, o Sul com 28,7%, o Nordeste com 94,4% e o Norte com 96,3%. A Energia Natural Afluente (ENA) no Sudeste deve atingir 83% da média histórica. O despacho térmico semanal foi fixado em 7.413 MW médios, sendo 5.365 MW por inflexibilidade. O Custo Marginal da Operação (CMO) médio foi calculado em R$ 310,33/MWh para o Sudeste e R$ 317,75/MWh para o Sul, refletindo as condições operativas e a desaceleração da demanda observada no período. (Agência CanalEnergia - 17.04.2026)

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ONS projeta estabilidade nas afluências de abril de 2026

O boletim do Programa Mensal de Operação para a semana de 18 a 24 de abril de 2026 indica estabilidade nas projeções de Energia Natural Afluente para o fechamento do mês, mantendo um quadro relativamente favorável em parte do Sistema Interligado Nacional, embora o Sul siga em situação mais pressionada. Entre os subsistemas, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste aparecem acima de 80% da Média de Longo Termo, com 85% e 83%, respectivamente, enquanto o Norte deve atingir 77% e o Sul apenas 45%. Nas projeções de Energia Armazenada ao fim de abril, o destaque é o Norte, com 96,3%, seguido de Nordeste, com 94,4%, Sudeste/Centro-Oeste, com 68,2%, e Sul, com 28,7%. A carga do SIN deve crescer 0,7%, para 82.239 MWmed, com alta de 6,3% no Sul e de 1,3% no Norte, mas recuo de 0,8% no Sudeste/Centro-Oeste e de 0,2% no Nordeste, na comparação com abril de 2025. O CMO está em R$ 302,89 no Norte e Nordeste, R$ 317,75 no Sul e R$ 310,33 no Sudeste/Centro-Oeste. (Brasil Energia - 17.04.2026)

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ONS abre consulta sobre 1ª temporada de acesso da PNAST

O ONS abriu consulta externa para receber contribuições da sociedade sobre a sistemática da 1ª Temporada de Acesso 2026, etapa que viabilizará a operacionalização da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A discussão envolve critérios, etapas e procedimentos para organizar o ingresso de agentes na rede básica e o uso da capacidade de transmissão. Segundo o diretor-geral do operador, Marcio Rea, o objetivo é construir um modelo que promova acesso mais racional à infraestrutura, melhore a alocação dos usuários na rede e contribua para a modicidade tarifária. Os interessados poderão enviar manifestações até 27 de abril por meio da Central de Atendimento do ONS. As temporadas de acesso foram previstas no Decreto 12.772, de 5 de dezembro do ano passado, que instituiu a PNAST para agentes de geração e unidades consumidoras que pretendam acessar a rede básica em caráter permanente ou ampliar o montante contratado de uso do sistema de transmissão. (Brasil Energia – 20.04.2026)

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Axia consolida operação de 94% da transmissão que abastece Brasília

A Axia Energia passou a operar 94% do sistema de transmissão associado ao suprimento da distribuição que atende Brasília, após incorporar a Vale do São Bartolomeu Transmissora de Energia ao seu portfólio e concluir a integração dos principais ativos da região. A companhia já era responsável pelas subestações Brasília Sul, Brasília Geral e Samambaia e, com a nova etapa, assumiu também a subestação Brasília Leste, em 500/138 kV. O ativo tem função estratégica por conectar o sistema à subestação de Luziânia e assegurar o atendimento das cargas da rede de distribuição local por meio de linhas em 138 kV. A ampliação reforça a presença operacional da empresa em um ponto crítico do sistema regional, mantendo a coordenação da operação sob responsabilidade do ONS, conforme os protocolos do Sistema Interligado Nacional. (Brasil Energia – 20.04.2026)

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Novo POTEE amplia reforços em transmissão e conexão de carga

O Ministério de Minas e Energia publicou a quarta edição do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica, detalhando novas linhas, subestações, reforços e modernização de equipamentos em várias regiões, com destaque para Goiás, Sul do país e a preparação da rede para novas cargas como data centers. Em Goiás, o plano prevê a subestação Iaciara 2, em 230/138 kV, associada à nova LT 230 kV Rio das Éguas–Iaciara 2, além da substituição de transformadores em Itapaci, Águas Lindas, Xavantes e Goiânia Leste, e melhorias adicionais na SE Serra da Mesa. No Rio Grande do Sul, estão previstas a SE Passo Real 230/138 kV, a LT 69 kV Cruz Alta 1–Panambi C1 e reforços em DITs nas subestações Panambi 1 e Cruz Alta 1. No Paraná, o foco recai sobre a ampliação da SE Iguaçu 230/138 kV para atender ao crescimento projetado. Já no Sudeste, as outorgas visam criar infraestrutura capaz de suportar a conexão de data centers ao SIN. Acesse o estudo aqui. (Brasil Energia - 17.04.2026)

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Consumidores

Mercado livre de gás natural já responde por 30,8 milhões de m³/dia

O consumo de gás natural no Brasil alcançou 54,464 milhões de m³/dia em 2025, alta de 3,8% frente a 2024, segundo a Abegás. Em resumo, o crescimento foi impulsionado principalmente pela indústria, que avançou 5,3% e atingiu 29,903 milhões de m³/dia, refletindo maior atividade econômica e competitividade de preços associada ao mercado livre. A geração elétrica também cresceu 4,5%, totalizando 15,327 milhões de m³/dia, enquanto o segmento residencial subiu 8,8%. Em contrapartida, o consumo automotivo caiu 11,5% e a cogeração recuou 7,1%. Por fim, destaca-se que o número de consumidores superou 5 milhões, com destaque para o Sudeste e o mercado livre ganhou relevância, com 189 consumidores e uma demanda de 30,825 milhões de m³/dia, evidenciando a expansão da abertura do setor e maior flexibilidade na contratação. (Petronotícias – 17.04.2026)

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CCEE põe Tradener em regime de operação balanceada

A diretoria da CCEE aprovou, em reunião extraordinária, a inclusão da Tradener no regime de operação balanceada após monitoramento que avaliou exposição, consistência e evolução do perfil operacional da comercializadora, concluindo pela necessidade de acompanhamento mais próximo de suas movimentações. Nesse regime, novos registros, ajustes e validações de contratos de compra e venda de energia só podem ocorrer após verificação da câmara, com o objetivo de evitar exposição financeira negativa e preservar a estabilidade econômica do mercado. A medida se insere no arcabouço da Resolução Normativa 957 da Aneel, do Estatuto Social da CCEE e dos submódulos 1.7 e 1.4 dos Procedimentos de Comercialização. No campo judicial, a Tradener havia obtido liminar para cumprir entregas de energia considerando a curva de carga pelo prazo de 60 dias, mas o Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu essa autorização e determinou o cumprimento integral dos contratos na forma originalmente pactuada. A CCEE informou ter solicitado dados para eventuais ajustes ainda na contabilização e liquidação de março de 2026. (Brasil Energia - 17.04.2026)

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Biblioteca Virtual

Artigo de Victor Rezende e Gabriel Roca: “No FMI, Brasil se torna o novo ‘queridinho’ dos mercados globais”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, Victor Rezende e Gabriel Roca (jornalistas do Valor Econômico) tratam da ascensão do Brasil ao posto de destino favorito dos investidores globais durante as reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI). O otimismo é impulsionado pelo desempenho do real, que se consolidou como a moeda de melhor performance no ano, e por recordes nominais da bolsa de valores, atraindo um fluxo intenso de capital estrangeiro. Apesar das preocupações persistentes com o cenário fiscal e as taxas de juros, o país é visto como um "porto seguro" e um fornecedor estratégico de commodities em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. Grandes instituições como J.P. Morgan, Bank of America e Société Générale mantêm recomendações otimistas para os ativos brasileiros, destacando que o Brasil possui o maior número de alocações acima da média entre os principais fundos de mercados emergentes. (GESEL-IE-UFRJ – 20.04.2026)

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Artigo de Laura Albuquerque: “Crédito de carbono e combustível: o que um mercado maduro revela sobre a ilusão da perfeição regulatória”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Laura Albuquerque (engenheira química e professora no Ibmec) trata da necessidade de encarar o mercado de crédito de carbono sob uma ótica realista, combatendo a expectativa de "perfeição regulatória" que muitas vezes desqualifica o instrumento diante de falhas pontuais. A autora estabelece um paralelo com o setor de combustíveis no Brasil, que, apesar de possuir um arcabouço institucional denso composto por órgãos como ANP e Inmetro, ainda convive com fraudes e inconformidades sem que isso invalide o mercado em si. Com a consolidação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), Albuquerque argumenta que a integridade dos créditos dependerá de uma governança robusta, rigor técnico e fiscalização estatal, ressaltando que eventuais erros de processo devem elevar a exigência regulatória em vez de servir como pretexto para abandonar uma ferramenta essencial à descarbonização. (GESEL-IE-UFRJ – 20.04.2026)

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Artigo de Gillian Tett: “Bem-vindo à era do acúmulo”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico , Gillian Tett (colunista e membro do conselho editorial do Financial Times), trata da crescente tendência global de "estocagem preventiva" como resposta à incerteza geoeconômica e aos choques causados por conflitos, como a guerra no Irã. A autora utiliza o exemplo do Paquistão, que busca criar reservas estratégicas de fertilizantes e combustíveis para mitigar o bloqueio de rotas comerciais , e aponta que potências como China, Japão e Estados Unidos já adotam estratégias semelhantes para garantir materiais essenciais e terras raras. Embora instituições como o FMI alertem que o acúmulo de estoques pode prejudicar o crescimento global e a eficiência dos mercados , Tett argumenta que a perda de confiança na abertura das rotas marítimas e nos mercados globais torna a acumulação uma medida de autodefesa e resiliência que dificilmente desaparecerá no curto prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 20.04.2026)

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Artigo de Newton Hamatsu, Eliane Araujo e Lea Vidigal: “Transição ecológica, política industrial e desenvolvimento”

Em artigo publicado pela Brasil Energia, Newton Hamatsu (Superintendente de Transição Energética e Infraestrutura da Finep), Eliane Araujo (Professora da UEM e da UFRGS) e Lea Vidigal (Doutora em Direito Econômico pela USP) tratam da centralidade da transição ecológica na redefinição das estratégias de desenvolvimento e da política industrial contemporânea. Os autores sustentam que a passagem para uma economia de baixo carbono exige coordenação estatal, apoio à inovação e instrumentos capazes de reduzir riscos tecnológicos e mobilizar investimento privado em setores estratégicos. Nesse quadro, destacam a Nova Indústria Brasil e o papel da Finep no financiamento de projetos inovadores, sobretudo aqueles voltados à descarbonização, à energia renovável, aos biocombustíveis, ao hidrogênio de baixa emissão, à mobilidade sustentável, à economia circular e aos minerais críticos. Argumentam que o Brasil dispõe de vantagens competitivas relevantes, mas que seu desafio decisivo é transformar esse potencial em resultados produtivos, tecnológicos e sociais duradouros. Concluem que o fortalecimento do financiamento público é condição estratégica para ampliar a autonomia tecnológica, a soberania nacional e a inserção do país nas cadeias globais de valor. (GESEL-IE-UFRJ – 22.04.2026)

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Artigo de Vanessa Falco: “Blockchain na prática: o que aprender com o setor de energia e o que isso significa para o mercado de seguros”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Vanessa Falco (diretora de Riscos e Seguros na Horiens) analisa como a aplicação do blockchain no setor elétrico oferece lições relevantes para o mercado de seguros, destacando a necessidade comum de dados confiáveis, auditáveis e compartilhados entre múltiplos agentes. A autora explica que a tecnologia funciona como um registro distribuído e imutável, capaz de reduzir inconsistências e disputas técnicas ao eliminar intermediários e garantir uma única fonte de verdade. No setor de energia, já se observam usos práticos, como registro de contratos, medições e liquidações financeiras. Essa lógica pode ser replicada nos seguros, sobretudo na regulação de sinistros e em apólices paramétricas, por meio de contratos inteligentes que automatizam pagamentos com base em dados objetivos. O texto também enfatiza ganhos em eficiência, redução de fraudes e maior previsibilidade para projetos financiados, ao mesmo tempo em que reconhece desafios como integração sistêmica e governança. Conclui que o blockchain representa uma resposta estratégica à necessidade de confiança operacional, tornando-se um diferencial competitivo tanto para empresas de energia quanto para o setor segurador. (GESEL-IE-UFRJ – 22.04.2026)

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Entrevista com Cristina Reis: “‘Mercado de carbono é instrumento poderoso para indústria mais competitiva’, diz secretária da Fazenda”

Em entrevista ao Valor Econômico, Cristina Reis(secretária extraordinária do Mercado de Carbono), afirma que o Brasil estrutura seu sistema de emissões para transformar a descarbonização em vantagem competitiva, utilizando o modelo cap-and-trade para incentivar tecnologias de baixo carbono enquanto protege a indústria nacional. O equilíbrio entre o rigor ambiental e a competitividade é buscado através da "reciclagem de receitas", onde a arrecadação dos leilões de cotas — estimada em até R$ 80 bilhões em 2040 — é reinvestida no financiamento da transição produtiva via Fundo Clima, evitando o ônus fiscal direto sobre as empresas. Paralelamente, o governo atua na frente internacional por meio da Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono para garantir a interoperabilidade entre sistemas e questionar barreiras unilaterais como o CBAM europeu, assegurando que as vantagens brasileiras, como a matriz energética limpa e soluções baseadas na natureza, sejam devidamente reconhecidas e valorizadas no comércio global. (GESEL-IE-UFRJ – 20.04.2026)

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