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IFE
10/04/2026

IECC 366

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
10/04/2026

IFE nº 366

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 366

Marco Institucional

Presidente Lula anuncia reforço na fiscalização dos preços de combustíveis

O presidente Lula afirmou que o governo intensificará a fiscalização sobre preços de combustíveis e pode responsabilizar criminalmente agentes por aumentos considerados abusivos. A medida ocorre após alta acumulada de 24,3% no diesel desde o início da guerra no Oriente Médio, com preço médio de R$ 7,57 por litro. O governo já zerou PIS/Cofins, com impacto de R$ 0,32 por litro, e negocia subsídio temporário de até R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados. Mais de 20 estados aderiram à proposta, que deve durar até dois meses. Lula criticou a privatização da Vibra Energia e afirmou que as reduções não chegam ao consumidor devido a intermediários. A ação envolve PF, ANP e Procons e busca conter repasses indevidos em meio à volatilidade internacional do petróleo. (Petronotícias - 01.04.2026)

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Crédito para conter tarifas pode elevar conta de luz no futuro

A utilização de linhas de crédito para suavizar reajustes tarifários de energia pode gerar aumento das contas no longo prazo, ao incorporar custos financeiros com juros. O governo avalia nova operação entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões via BNDES, além do uso de recursos do bônus de Itaipu para postergar reajustes. Especialistas apontam que a medida não reduz estruturalmente os custos e pode repetir experiências anteriores, como empréstimos superiores a R$ 20 bilhões em 2014 e operações posteriores como a Conta-Covid. Técnicos alertam para caráter recorrente da estratégia e ausência de justificativa emergencial atual. Embora alivie o impacto imediato, o mecanismo transfere encargos ao consumidor no futuro, podendo elevar tarifas e mascarar problemas estruturais do setor elétrico. (Valor Econômico - 30.03.2026)

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Governo prepara renovação de concessões com investimentos de R$ 120 bi

O Ministério de Minas e Energia anunciou que a renovação das concessões de distribuidoras será formalizada na próxima semana, com extensão por mais 30 anos e investimentos estimados em R$ 120 bilhões até 2027. Das 17 empresas autorizadas pela Aneel, apenas duas concluíram a assinatura até o momento, enquanto outras seguem em processo, incluindo a Enel São Paulo. A renovação está baseada em decreto de 2024 que estabelece diretrizes para prorrogação e licitação, visando maior segurança jurídica e modernização do setor. O governo pretende anunciar investimentos em 19 estados, reforçando a expansão da infraestrutura e melhoria da qualidade do serviço. A medida é considerada estratégica para garantir continuidade do fornecimento e estimular novos aportes no segmento de distribuição de energia elétrica. (Broadcast Energia - 30.03.2026)

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Silveira desiste de eleição e permanece no comando do MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que não disputará as eleições de 2026, indicando sua permanência à frente da pasta em um momento considerado estratégico para o setor energético. A decisão reforça a continuidade das políticas públicas em áreas como transição energética, petróleo, gás e setor elétrico, que representam cerca de 40% da economia nacional, segundo o próprio ministro. Silveira seguirá no PSD, apesar do partido lançar candidatura própria em Minas Gerais, e reafirmou alinhamento com o governo federal. A permanência ocorre em um contexto de desafios regulatórios e geopolíticos relevantes, incluindo a volatilidade do mercado internacional de energia e a necessidade de expansão da infraestrutura. A definição também reduz incertezas institucionais e sinaliza estabilidade na condução das diretrizes energéticas no curto prazo. (Agência Eixos - 30.03.2026)

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Câmara: Comissão aprova projeto sobre desconto rural na conta de luz

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4.860/23, de autoria do deputado Benes Leocádio, com emenda do relator Joaquim Passarinho, para simplificar a renovação dos descontos tarifários concedidos a agricultores que utilizam irrigação e aquicultura. O texto altera a Lei do Setor Elétrico ao determinar que a Aneel obtenha diretamente, junto aos órgãos competentes, os licenciamentos ambientais e as outorgas de uso de água, vedando a exigência desses documentos dos consumidores no processo de manutenção do benefício. A proposta busca evitar interrupções por entraves burocráticos e reduzir custos operacionais da produção de alimentos. O relator rejeitou o PL 6.501/19 e apensados por entender que ampliavam subsídios sem indicar fonte de custeio nem avaliar efeitos sobre os demais consumidores e sobre o equilíbrio econômico-financeiro do setor. Hoje, o desconto é concedido por 8 horas e 30 minutos diários, em horário negociado entre distribuidoras e usuários. O projeto seguirá, em caráter conclusivo, para as comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Brasil Energia – 30.03.2026)

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CNPE retoma agenda e discute armazenamento, offshore e combustíveis

Após sucessivos adiamentos, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realizou em 1º de abril sua primeira reunião de 2026 com uma pauta acumulada desde o fim do ano passado, centrada em temas estratégicos para a política energética. Entre os assuntos discutidos estavam as diretrizes para estudos e contratação de sistemas de armazenamento hidráulico, a regulamentação do aproveitamento de energia elétrica offshore e a proposta de classificar como de interesse da política energética a exigência de que ao menos 80% do biodiesel comercializado contenha o Selo Biocombustível Social. A reunião ocorreu em meio à pressão do governo para conter a alta dos combustíveis fósseis, com previsão de subvenção de R$ 1,20 por litro ao diesel importado e estudos do MME para enfrentar a escalada do GLP, após leilão da Petrobras com ágio de 54,5% em lote para Belém. O encontro também aconteceu num contexto de revisão tarifária da Energisa Minas Rio e de desaceleração no consumo nacional de eletricidade em fevereiro, o que ampliou a relevância das discussões sobre planejamento e modicidade energética. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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CNPE recoloca hidrelétricas com reservatório no planejamento energético

O CNPE aprovou resolução que devolve status formal à possibilidade de construção de novas hidrelétricas com reservatório no planejamento energético nacional, obrigando a EPE a considerar essa alternativa nos próximos Planos Decenais de Expansão e no Plano Nacional de Energia, com horizonte de 30 anos. A medida ocorre em meio ao avanço das fontes intermitentes e busca reforçar a segurança do sistema com maior capacidade de regularização hídrica. Segundo o MME, os estudos deverão priorizar reservatórios de usos múltiplos, articulando geração elétrica com irrigação, abastecimento, controle de cheias e outros benefícios regionais, o que pode elevar a viabilidade socioeconômica dos projetos. A resolução também prevê acompanhamento pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, conectando os estudos às metas de descarbonização. Embora a EPE nunca tenha abandonado totalmente tais análises, elas perderam peso diante das restrições socioambientais. Os últimos grandes projetos construídos no país, como Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires, foram a fio d’água. Já iniciativas incluídas no PPI em 2019 não avançaram, e a UHE Castanheira foi declarada extinta em dezembro de 2024. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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CNPE define diretrizes para armazenamento hidráulico no SIN

O CNPE aprovou resolução com diretrizes para o desenvolvimento e a contratação de Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) no SIN, estabelecendo base para a inserção desse tipo de empreendimento no planejamento e na expansão do sistema. Os SAHs permitem armazenar energia em momentos de menor demanda e disponibilizá-la nos períodos de maior necessidade, ampliando a oferta de potência, elevando a flexibilidade operativa, favorecendo a integração de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, e aumentando a resiliência elétrica. Pela resolução, esses sistemas passarão a ser considerados nos instrumentos de planejamento de curto, médio e longo prazos. O texto também prevê que a contratação ocorra por meio de leilões e outros mecanismos competitivos, com contratos compatíveis com a natureza de longo prazo dos investimentos. A remuneração deverá refletir disponibilidade de potência e desempenho operacional, assegurando previsibilidade de receita e sustentação econômica aos projetos. Os requisitos técnicos serão definidos pelo MME, com apoio de Aneel, ONS e EPE, que deverão detalhar parâmetros para viabilizar a implementação dos empreendimentos. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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CNPE traça bases regulatórias para eólicas offshore

O CNPE aprovou resolução com diretrizes para regulamentar a Lei 15.097/2025, que trata das eólicas offshore, consolidando bases para planejamento, seleção de áreas, digitalização de processos e elaboração de estudos técnicos. Entre os parâmetros definidos está a adoção inicial do afastamento de 12 milhas náuticas da costa, passível de revisão a partir de estudos da EPE e das diretrizes do Planejamento Espacial Marinho do Brasil. A resolução também prevê que o CNPE poderá definir áreas prioritárias para constituição de prismas e que a gestão dessas áreas ocorrerá por meio do Portal Único de Gestão de Áreas Offshore (PUG Offshore), cuja entidade gestora será indicada em decreto. Segundo o MME, a regulamentação atende ao marco legal sancionado em janeiro de 2025 e às entregas do grupo de trabalho criado em 2025, incluindo proposta de decreto e fluxo de emissão da Declaração de Interferência Prévia até maio de 2026. A pasta estima potencial de 1.200 GW no Nordeste, Sudeste e Sul e geração de mais de 500 mil empregos até 2050. Para a Coppe/UFRJ, as diretrizes abrem caminho para futuros leilões e para a estruturação da cadeia produtiva do setor. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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CNPE fixa meta de redução de 0,5% nas emissões do mercado de gás natural para 2026

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em 1º de abril de 2026, uma resolução que fixa a meta de redução de 0,5% nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no mercado de gás natural para o ano de 2026. Essa meta deverá ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da participação do biometano no consumo, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. A decisão do CNPE se baseia no balanço atualizado da oferta e demanda de biometano, bem como na análise do cenário regulatório e das opções disponíveis para a implementação da política pública. O Conselho justificou que a meta de 0,5% representa um ponto inicial adequado, pois equilibra a viabilidade técnica, a previsibilidade regulatória e o estímulo ao desenvolvimento do mercado de biometano. Essa porcentagem está abaixo do piso legal de 1% previsto na lei, mas foi autorizada excepcionalmente para evitar onerar excessivamente o cumprimento da meta ou inviabilizá-la devido ao volume ainda limitado de produção de biometano. A Lei do Combustível do Futuro estabelece que a meta de redução de emissões de GEE no setor de gás natural deve começar em 1% e não ultrapassar 10% até 2030. Entretanto, o CNPE tem a prerrogativa de definir metas inferiores a 1% em casos de justificativa de interesse público ou dificuldades relacionadas à produção de biometano. O Conselho indicou que o acompanhamento contínuo da evolução do mercado de biometano permitirá o ajuste da meta para o piso legal de 1%, assim que as condições de mercado forem favoráveis. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Regulação

Aneel mantém bandeira verde e evita cobrança extra em abril

A Aneel confirmou a manutenção da bandeira tarifária verde para abril, garantindo ausência de cobrança adicional nas contas de energia elétrica. A decisão reflete o volume de chuvas registrado em março, que assegurou níveis satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas e condições favoráveis de geração. A bandeira verde está em vigor desde janeiro, após período de oscilação entre níveis amarelo e vermelho ao longo de 2025, sendo a primeira sequência prolongada desde abril daquele ano. O sistema de bandeiras tarifárias, implementado há dez anos, permite o repasse mensal das variações de custo da geração de energia ao consumidor, funcionando como mecanismo de sinalização econômica e transparência. A manutenção do cenário atual indica continuidade da estabilidade operacional no curto prazo, sem necessidade de acionamento intensivo de fontes mais caras. (Folha de São Paulo – 27.03.2026)

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Aneel aprova repactuação de UBP; consumidores do Norte e Nordeste receberão R$ 7,87 bi

O governo Lula está avaliando a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especificamente as concessionárias com maiores reajustes tarifários neste ano. O foco nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocorre no cenário de menor impacto esperado para o Norte e Nordeste. A diretoria da Agência Nacional de Energia (Aneel) já aprovou a repactuação de parcelas devidas a título de Uso do Bem Público (UBP). A previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia das regiões Norte e Nordeste. Os recursos, após a repactuação, deverão ser usados exclusivamente para garantir a modicidade tarifária dos consumidores do mercado regulado nas regiões atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). (Estadão - 27.03.2026)

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Aneel abre Consulta Pública sobre Tarifa Bônus de Itaipu

A Aneel aprovou a abertura da Consulta Pública 003/2026 para discutir ajustes no Submódulo 6.2 dos Procedimentos de Regulação Tarifária, em razão da criação da Reserva Técnica Financeira da Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu pelo Decreto nº 12.390/2025. A proposta também contempla aperfeiçoamentos nos procedimentos da Tarifa Bônus de Itaipu, sem alterar a essência da metodologia de cálculo nem os valores de repasse às distribuidoras, sendo classificada como de baixo impacto regulatório. Entre os pontos em análise estão a homologação da nova reserva, a revisão de prazos processuais, a atualização do resultado da Conta de Itaipu pela ENPAr e o procedimento de devolução de valores não aplicados. As contribuições poderão ser enviadas entre 1º de abril e 18 de maio por e-mail. (Aneel – 31.03.2026)

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AGU conclui que a Aneel não perde competências com temporadas de acesso

Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) concluiu que o Decreto 12.772/2025, que institui as temporadas de acesso à rede básica, não reduz as competências regulatórias da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nem transfere poder decisório ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A manifestação foi motivada por consulta interna da diretoria da agência, a partir de questionamentos sobre eventual sobreposição de funções entre Aneel e ONS. Segundo a análise jurídica, o decreto tem natureza essencialmente operacional, ao organizar em janelas periódicas o envio, a estruturação e o processamento dos pedidos de acesso ao sistema de transmissão. Pelo modelo, caberá ao ONS coordenar e executar os procedimentos, inclusive cronograma e recebimento das solicitações, enquanto a Aneel permanece responsável por regular as condições de acesso, tarifas e fiscalizar a atuação do operador. O parecer também afirma que dispositivos que permitem temporadas sem regulação específica servem para evitar paralisação administrativa, sem afastar a supervisão da agência. (Brasil Energia - 27.03.2026)

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Feitosa cobra reforma estrutural e freio aos subsídios no setor

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, defendeu a continuidade da reforma do setor elétrico com foco estrutural no combate aos subsídios e na racionalização tarifária. Segundo ele, o desenho atual desorganiza os sinais econômicos, sustenta incentivos que pesam sobre a conta de luz e impede que o mercado reaja adequadamente ao cenário de sobreoferta. Entre as propostas debatidas está um projeto de responsabilidade tarifária para conter reajustes desordenados, além da revisão da incidência de tributos sobre encargos setoriais já pagos pelo consumidor. Feitosa afirmou que a Lei 15.269 representou avanço, mas teve alcance limitado, e sustentou que ainda é necessário rediscutir incentivos, remuneração das distribuidoras e o modelo econômico das concessões. Ele destacou que os subsídios já oneram cerca de 20% da tarifa e que os consumidores desembolsaram R$ 53 bilhões em encargos, valor semelhante ao esperado neste ano. O executivo também classificou como conjuntural a eventual medida provisória para aliviar reajustes em 2026, sem atacar a raiz do problema. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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Feitosa alerta para risco de desarranjo no modelo setorial

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, avaliou que o modelo regulatório do setor elétrico brasileiro se tornou insustentável e pode levar a um desarranjo caso não sejam promovidas reformas estruturais. Embora reconheça avanços da Lei 15.269/2025, ele afirmou que o desenho atual, baseado em regras formuladas após o racionamento do início dos anos 2000, foi sendo remendado ao longo do tempo sem resolver distorções centrais. Entre elas, destacou o peso crescente dos subsídios embutidos nas tarifas, que já representam cerca de 20% da conta de luz, patamar comparável ao custo da rede de transmissão. Segundo Feitosa, esses incentivos continuam beneficiando segmentos já competitivos, como parte das renováveis e da geração distribuída, distorcendo sinais econômicos, estimulando migração para alternativas mais baratas e agravando fenômenos como a sobreoferta e o curtailment. Ele também defendeu a revisão do modelo econômico das distribuidoras diante da abertura do mercado, da descentralização da geração e das novas exigências de qualidade e resiliência das redes. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Pauta do 4º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel

A pauta do 4º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel, a ser realizado no dia 31/03/2026, reúne 25 processos, voltados principalmente à regulação tarifária, julgamento de recursos administrativos, fiscalização técnica, concessões e autorizações do setor elétrico. Entre os temas tratados estão propostas de consultas públicas sobre o PRORET e revisões tarifárias, recursos de distribuidoras, consumidores e geradoras contra decisões de agências reguladoras e superintendências da Aneel, pedidos de reconsideração sobre equilíbrio econômico-financeiro de contratos de concessão, termos de intimação por atraso na implantação de usinas, declarações de utilidade pública para implantação de subestações e autorização de reforços em instalações de transmissão, além da prorrogação de prazo de pedido de vista sobre regulação para armazenamento de energia elétrica. Os processos envolvem principalmente as superintendências STR, SMA, SFT, SCE, STD e a Diretoria Colegiada, com relatoria distribuída entre os diretores Agnes da Costa, Gentil Nogueira, Willamy Frota e Fernando Mosna, responsáveis pela condução das análises e deliberações. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2026)

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Aneel debate sandboxes para energia em comunidades amazônicas

A Aneel realizou, em Brasília, o 1º Seminário Energias da Floresta: Inovação e Sustentabilidade Energética, reunindo cerca de 170 participantes presencialmente e por transmissão no YouTube para discutir experiências de projetos-piloto de experimentação regulatória, os chamados sandboxes, em territórios de povos e comunidades tradicionais da Amazônia. O evento reuniu equipe técnica da agência, agentes do setor e representantes de organizações governamentais e não governamentais para avaliar como esses modelos podem aperfeiçoar a regulação, qualificar a escuta comunitária, reduzir riscos regulatórios e elevar a satisfação dos consumidores com os serviços de energia elétrica na região. O diretor-geral Sandoval Feitosa destacou a necessidade de construir soluções com respeito às especificidades de comunidades indígenas e quilombolas, enquanto a diretora Agnes da Costa ressaltou o objetivo de levar energia com qualidade, preços justos e melhor percepção de atendimento, além do ganho de aprendizado institucional. A iniciativa ocorre em momento considerado estratégico para a transição energética justa e o avanço da acessibilidade elétrica na Amazônia Legal. (Aneel – 30.03.2026)

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Empresas

Itaipu aprova orçamento de US$ 3,055 bi para 2026

A Itaipu Binacional definiu orçamento de US$ 3,055 bilhões para 2026, valor próximo aos patamares de 2024, de US$ 3,091 bilhões, e de 2025, de US$ 3,074 bilhões, mantendo a diretriz de modicidade tarifária para consumidores brasileiros e paraguaios. Segundo a empresa, o demonstrativo foi elaborado de acordo com o Tratado de Itaipu e aprovado consensualmente pelas margens brasileira e paraguaia. Do total previsto, US$ 2,170 bilhões serão destinados às despesas de exploração, divididos igualmente entre margem direita e esquerda, com US$ 1,085 bilhão para cada lado. Na parcela da margem brasileira, estão previstos US$ 178 milhões para pessoal, US$ 12 milhões para custos previdenciários, US$ 11,5 milhões para instalações de produção de energia, US$ 41,720 milhões para atualização e modernização tecnológica e US$ 841,987 milhões na rubrica “Outros”. A companhia ressaltou que os números completos poderão ser consultados nas demonstrações contábeis e no Portal de Transparência. Responsável por cerca de 6,7% da energia consumida no Brasil e 87,6% da usada no Paraguai, Itaipu reforçou seu papel estratégico na matriz elétrica e na transição energética dos dois países. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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Lula exonera Haddad do conselho da Itaipu Binacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou, a pedido, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do cargo de conselheiro da Itaipu Binacional, em decreto publicado em 1º de abril no Diário Oficial da União. No mesmo ato, também foi formalizada a saída de Gleide Andrade de Oliveira do conselho da hidrelétrica. As exonerações seguem o estatuto da empresa binacional, vinculado ao Tratado de Itaipu firmado entre Brasil e Paraguai para o aproveitamento hidrelétrico do rio Paraná. Segundo a reportagem, ambos os nomes são ligados ao PT e deixam funções públicas por pretenderem disputar as eleições deste ano. No caso de Haddad, o movimento está associado à intenção de concorrer ao governo do estado de São Paulo. Os decretos foram assinados por Lula e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A mudança altera a composição do colegiado de uma das principais empresas do setor elétrico brasileiro, em meio a discussões relevantes sobre gestão da conta de Itaipu, bônus tarifário e repasses ao consumidor. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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Axia planeja investir R$ 1,5 bi até 2029 na modernização de Tucuruí

A Axia Energia planeja investir R$ 1,5 bilhão até 2029 na modernização da usina hidrelétrica de Tucuruí, com foco em confiabilidade, digitalização e segurança operacional. O projeto abrange as duas casas de força, que somam 25 unidades geradoras, e inclui substituição de equipamentos, ampliação da infraestrutura e integração digital. Em 2024, foram investidos R$ 230 milhões, além de aportes em subestações, transformadores e redes de comunicação. A usina também recebe tecnologia Wi-Fi 6E, com 450 pontos, e ampliação da capacidade de transmissão de dados para até 10 Gbps. O programa inclui instalação de cabos e fibras ópticas e viabiliza uso de inteligência artificial em manutenção e operação. Apesar das melhorias, a capacidade instalada permanece em 8.535 MW. A estratégia busca elevar a eficiência sem alterar o limite estrutural do empreendimento. (Agência CanalEnergia – 27.03.2026)

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Leilões

1º Leilão de Transmissão de 2026 gera economia de R$ 7,6 bi

O primeiro Leilão de Transmissão de 2026, realizado em 27 de março na B3, em São Paulo, terminou com os cinco lotes ofertados arrematados, R$ 3,3 bilhões em investimentos contratados e deságio recorde de 50,69% sobre a Receita Anual Permitida máxima definida pela Aneel. As propostas vencedoras somaram RAP de R$ 286.195.529,00, ante teto de R$ 580.439.277,31, o que, segundo a Agência, resultará em economia de R$ 7,6 bilhões aos consumidores ao longo da vigência dos contratos. O certame prevê a implantação e manutenção de 798 km em linhas de transmissão e a ampliação de 2.150 MVA de capacidade, com potencial de gerar mais de 8.498 empregos em empreendimentos distribuídos por 11 estados. Os prazos de conclusão variam entre 42 e 60 meses. A Aneel informou ainda que os lotes 7 a 12 serão licitados em segunda sessão futura e que o lote 6 foi retirado do edital. (Aneel - 27.03.2026)

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Leilão de transmissão tem deságio de 50,69% e forte competição

O primeiro leilão de transmissão de 2026 registrou deságio médio de 50,69% sobre a RAP máxima de R$ 885 milhões, com todos os cinco lotes arrematados após intensa disputa. Engie e Cymi foram os principais vencedores, com dois lotes cada, enquanto o consórcio BR2ET ficou com um. Os projetos incluem linhas de transmissão, subestações e compensações síncronas em diversas regiões do país. As RAPs ofertadas variaram entre R$ 18,1 milhões e R$ 91,1 milhões, com deságios superiores a 50% em alguns casos. O resultado demonstra elevada competitividade e interesse do mercado, consolidando tendência de redução de custos para consumidores e avanço na expansão da infraestrutura de transmissão no Brasil. (Agência CanalEnergia – 27.03.2026)

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Leilões de infraestrutura somam até R$ 80 bi em março

O Brasil registrou forte atividade em leilões de infraestrutura em março, com nove certames e investimentos que podem alcançar R$ 80 bilhões ao incluir o leilão de capacidade de energia. Apenas nos projetos tradicionais, os aportes somam cerca de R$ 15 bilhões. O movimento é impulsionado pelo calendário eleitoral e pela antecipação de projetos antes de prazos legais. O leilão de transmissão da Aneel teve destaque, com investimentos de R$ 3,3 bilhões e Engie e Cymi como principais vencedoras. Especialistas avaliam que o país está bem posicionado para atrair capital estrangeiro, embora alertem para riscos de modelagens aceleradas, que podem comprometer projetos. Casos de cancelamentos e baixa concorrência reforçam a necessidade de maior maturação dos processos para garantir eficiência e competitividade. (Valor Econômico - 30.03.2026)

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Aneel estima leilão de transmissão de R$ 22 bi em outubro de 2026

A Aneel estima que o próximo leilão de transmissão de energia, previsto para o fim de outubro de 2026, poderá movimentar cerca de R$ 22 bilhões em investimentos, superando certames anteriores. A consulta pública deve ser aberta no início de abril, enquanto a realização do leilão depende de deliberação do TCU, esperada em até 30 dias. Segundo o secretário de leilões, Ivo Nazareno, o certame contará com lotes ainda em definição, mas deve atrair forte interesse do mercado. O anúncio ocorre após o leilão realizado em 27 de março, que movimentou R$ 3,3 bilhões e registrou deságio médio de 50,69%, o maior desde 2020. Empresas como Engie, Cymi e o consórcio BR2 Transmissora foram vencedoras. A expectativa é de manutenção da elevada competitividade e ampliação dos investimentos em infraestrutura elétrica. (CNN Brasil - 30.03.2026)

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Petrobras e Eneva defendem resultado de leilão contra recurso

Petrobras e Eneva solicitaram à Aneel a rejeição dos recursos apresentados pela J&F contra o resultado do Leilão de Reserva de Capacidade, que contratou 19 GW. As empresas argumentam que os questionamentos não procedem e que eventual revisão traria insegurança jurídica e regulatória, além de riscos à segurança energética. A J&F alega falhas operacionais no sistema do leilão, incluindo impedimento de participação da usina Santa Cruz em contratos de 2027 e erro de classificação do projeto Araucária 2. Petrobras e Eneva sustentam que as regras eram claras e que os participantes tiveram prazo para validação dos dados. O caso levanta preocupações sobre atrasos em projetos e reforça a relevância da estabilidade regulatória para o ambiente de contratação de energia no país. (Folha de São Paulo - 31.03.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Consumo de energia recua 1,1% no Brasil em fevereiro de 2026

A Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica da EPE apontou consumo nacional de 47.343 GWh em fevereiro de 2026, volume 1,1% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025 e suficiente para interromper a sequência de alta observada nos três meses anteriores. Apenas a classe comercial avançou, com crescimento de 0,3%, enquanto os segmentos residencial, industrial e outros recuaram 1,2%, 1,1% e 2,6%, respectivamente. Regionalmente, Norte (+4,7%) e Nordeste (+0,3%) expandiram o consumo, ao passo que Centro-Oeste (-0,5%), Sul (-1,3%) e Sudeste (-2,4%) registraram retração. Nos 12 meses acumulados, o mercado somou 564.222 GWh, alta de 0,1%. O mercado livre respondeu por 20.952 GWh, ou 44,3% do total, com avanço de 2,9% no consumo e de 28,3% no número de consumidores, enquanto o mercado regulado das distribuidoras, com 26.391 GWh e participação de 55,7%, caiu 4,0%, apesar do aumento de 1,3% na base atendida. A EPE lembra que, após a abertura para todo o grupo A em janeiro de 2024, 26 mil consumidores migraram ao ACL em 2024 e outros 19 mil em 2025. (EPE – 30.03.2026)

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BBCE: Preço da energia elétrica para abril cai 24,43% em semana de PMO

Em meio à realização da reunião do Programa Mensal de Operação (PMO) para o mês de abril, os preços dos contratos de fornecimento de energia elétrica registraram expressivas quedas na plataforma de negociações da BBCE. O destaque ficou para o megawatt-hora (MWh) destinado ao submercado Sudeste/Centro-Oeste, que fechou a última sexta-feira, 27 de março, cotado a R$ 235,53, apresentando uma queda de 24,43% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 311,68. Além do contrato de abril, outros prazos também sofreram retrações significativas. O vencimento para maio caiu 18,63%, enquanto o contrato de junho recuou 7,90%. O fornecimento de energia para o segundo trimestre registrou uma redução de 14,48%, sendo negociado a R$ 237,11/MWh, e o contrato trimestral para o período de julho a setembro apresentou queda de 4,85%. Em termos de volume e movimentação financeira, os contratos para o segundo semestre de 2026 foram bastante negociados, com 83 operações que totalizaram 773 gigawatts-hora (GWh), equivalentes a R$ 215,75 milhões. O preço médio da energia para esse contrato encerrou a semana em R$ 284,57 por MWh, com uma redução de 3,53%. As retrações nos preços refletem as atualizações divulgadas durante o PMO referentes às projeções de carga e afluências, que impactam diretamente a oferta e demanda no mercado de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo a previsão de crescimento do consumo de energia no Sudeste/Centro-Oeste para abril, reduzindo-a de 5,38% para apenas 0,5%. (Broadcast Energia - 31.03.2026)

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ONS reprograma manutenções no Sul por risco hidrológico

A piora das condições hidrológicas no Sul e a previsão de chuvas na média ou abaixo dela em abril levaram o ONS a reprogramar parte relevante das manutenções de geração previstas para o mês, sobretudo na região meridional. Entre os casos citados estão as intervenções na UHE Salto Santiago, da Engie, e na subestação da Axia, antes previstas de 14 de abril a 15 de maio, e a parada da UG 4 da UHE Segredo, da Copel, programada entre 31 de março e 26 de abril. Em Salto Santiago, a indisponibilidade das UGs 1 e 2 retiraria 710 MW do sistema, metade da capacidade da usina, o que motivou o adiamento para período mais favorável, possivelmente em maio. Situação semelhante atingiu Dona Francisca, Campos Novos e a UG 4 de São Simão. No total, o operador reprogramou 37 obras de um universo de 114 programações apresentadas por 24 agentes; 57 foram liberadas sem restrições e 20 aprovadas com condicionantes, em geral ligadas à análise elétrica. Das unidades envolvidas, 109 são hidrelétricas e cinco térmicas. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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Capacidade renovável global atinge 5.149 GW

A capacidade global de energias renováveis alcançou 5.149 GW em 2025, após a adição recorde de 692 GW, crescimento anual de 15,5%, segundo a Irena. A expansão foi liderada pela energia solar, responsável por 511 GW das novas instalações, seguida pela eólica, com 159 GW, enquanto as fontes renováveis representaram 85,6% de toda a capacidade adicionada no período. A Ásia concentrou 74,2% das adições, com destaque para a China, que respondeu por quase três quartos da expansão eólica e pela maior parte do crescimento hidrelétrico. O relatório destaca que a ampliação das renováveis reforça a resiliência dos sistemas energéticos diante de choques geopolíticos e volatilidade dos combustíveis fósseis, cujos preços foram pressionados por conflitos internacionais. No consolidado, solar e eólica representaram 96,8% das adições líquidas, refletindo ganhos de escala e redução de custos, enquanto bioenergia e geotermia apresentaram crescimento mais moderado. (Agência Eixos - 01.04.2026)

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Consumidores

Aneel vai apurar possível abuso econômico no mercado livre

A Aneel está atenta à possibilidade de abuso de poder econômico no mercado livre de energia diante da aceleração recente dos preços e da redução relevante da liquidez, segundo afirmou o diretor-geral Sandoval Feitosa. A agência poderá investigar se grandes geradoras estariam restringindo estrategicamente a oferta, em meio a reclamações de comercializadoras e à percepção de que parte da energia estaria sendo retida. Feitosa ponderou que o ambiente livre admite oscilações e estratégias comerciais, mas destacou que cabe ao regulador verificar se esses movimentos configuram concentração indevida ou prática abusiva. A autarquia solicitou que agentes encaminhem informações que possam subsidiar a apuração e ressaltou que dispõe de instrumentos e parcerias com Cade e CVM para conduzir análises técnicas aprofundadas, incluindo avaliação de volumes negociados, exposição dos agentes e comportamento dos vendedores. O posicionamento ocorre em um momento de maior volatilidade no ACL, em que fatores estruturais, cautela comercial e restrições de oferta pressionam a formação de preços e exigem acompanhamento mais próximo do regulador. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Abertura do mercado livre deve atrair até 40% dos consumidores em três anos

A abertura do mercado livre de energia no Brasil deverá ocorrer gradualmente, com uma migração estimada de 35% a 40% dos consumidores em um período de até três anos. A avaliação foi feita por Luiz Fernando Vianna, vice-presidente institucional e regulatório do Grupo Delta Energia, durante entrevista ao Capital Insights. De acordo com a legislação promulgada no ano passado, o cronograma prevê que comércios poderão acessar o mercado livre a partir de 2027, enquanto residências e outros públicos terão essa possibilidade em 2028. Entretanto, Vianna destaca que nem todos irão se adaptar. Dos aproximadamente 90 milhões de unidades consumidoras que poderão migrar para o mercado livre, Vianna estima que cerca de 60% permanecerão no mercado regulado. Entre os motivos para esse fenômeno, ele menciona consumidores de baixa renda e que possuem isenção do pagamento. (CNN Brasil - 27.03.2026)

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Alta de preços no mercado livre pressiona modelo e oferta

A escalada dos preços no mercado livre de energia tem intensificado o debate sobre o modelo de formação de preços no Brasil, em meio à expansão do ambiente que já responde por 42% do consumo nacional e 95% da demanda industrial. Entre janeiro de 2024 e março de 2026, contratos de quatro anos subiram 59%, de R$ 147 para R$ 233/MWh, enquanto contratos de curto prazo avançaram 121%, atingindo R$ 317/MWh, muito acima da inflação média de 5%. A diferença de preços em relação ao mercado cativo caiu significativamente, chegando a apenas 4% em contratos recentes. O cenário inclui escassez de oferta para contratos de longo prazo, maior percepção de risco de crédito e retração das comercializadoras independentes. Especialistas também apontam limitações do modelo do PLD, que não reflete adequadamente a crescente participação de fontes renováveis, contribuindo para distorções e volatilidade. (Folha de São Paulo - 31.03.2026)

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BBCE registra mais negócios com queda de preços

O mercado da BBCE encerrou a última semana com novo recuo de preços, especialmente em contratos mensais e trimestrais com entrega ao longo de 2026, movimento que estimulou aumento dos volumes energético e financeiro negociados. A maior queda foi observada no contrato para abril, com retração de 24,43% e movimentação de R$ 126,25 milhões em tela. Também recuaram maio, com 18,63%, o produto 2T2026, com 14,48%, além de junho, com 7,90%, e 3T2026, com 4,85%. No médio prazo, o contrato 2S2026 caiu 3,56% e permaneceu entre os ativos mais líquidos. Na Safra SE, os preços voltaram a se ajustar para baixo, com quedas entre 4,20% e 7,06%. Já no longo prazo, os contratos anuais de 2027 e 2028 concentraram atividade relevante, com destaque para 2027, que somou R$ 267 milhões e 1.069 GWh negociados. (Brasil Energia – 31.03.2026)

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CCEE avança na internacionalização com delegações do Quênia e Nigéria

A CCEE ampliou sua agenda de internacionalização ao receber, nesta semana, comitivas da Energy & Petroleum Regulatory Authority (EPRA), do Quênia, e da National Power Training Institute of Nigeria (NAPTIN), da Nigéria, em alinhamento à estratégia de se consolidar, até 2030, como referência global na operação de mercados de energia. No encontro com a EPRA, representantes da reguladora queniana discutiram com o diretor de Gestão de Mercado, Ricardo Simabuku, executivos e equipe técnica da Câmara temas ligados a modelos de negócio, regulação, energias renováveis e desafios comuns do setor. A agenda incluiu ainda apresentação da CCEE Academy e de projetos das áreas de Inovação e Novos Negócios, com participação do presidente Alexandre Ramos. Na visita da NAPTIN, a entidade brasileira recebeu dirigentes e técnicos para intercâmbio sobre capacitação, governança e desenvolvimento setorial, reforçando o interesse mútuo em futuras parcerias e troca de conhecimento. (CCEE - 27.03.2026)

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CCEE: Migração para o mercado livre de energia desacelera com queda de 32,3% no bimestre

A migração para o mercado livre de energia desacelerou no início de 2026, com queda de 15,9% em janeiro e 52,6% em fevereiro na comparação anual, segundo a CCEE. No bimestre, a retração foi de 32,3%, refletindo a redução da competitividade do Ambiente de Contratação Livre. Após forte expansão em 2025, quando 21,7 mil consumidores migraram, o aumento dos preços de energia e a maior volatilidade reduziram os ganhos econômicos, que passaram de 20% a 28% para cerca de 2%. A menor oferta de contratos de longo prazo e a concentração de energia no curto prazo, com PLD elevado, contribuem para o cenário. Além disso, o fim de benefícios regulatórios, como descontos na TUSD, reduziu a atratividade. O resultado é um mercado mais cauteloso, com comercializadoras revisando metas e consumidores adiando decisões de migração. (CNN Brasil - 31.03.2026)

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Biblioteca Virtual

Artigo de Paula Lima: “A Era da Eletricidade e o que o modelo regulatório ainda não entendeu”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Paula Lima (coordenadora administrativa e financeira da Abragel) analisa as transformações estruturais do setor elétrico global a partir do relatório Electricity 2026 da Agência Internacional de Energia, que identifica o ingresso na chamada Era da Eletricidade. A autora sustenta que o crescimento acelerado da demanda, impulsionado por eletrificação, data centers e mudanças no perfil de consumo, desloca o foco do setor da expansão da geração para a operação eficiente dos sistemas. Nesse contexto, redes elétricas, flexibilidade e confiabilidade tornam-se centrais, sendo a limitação da transmissão um dos principais gargalos globais, evidenciado pelo aumento do curtailment. O texto destaca que o Brasil possui vantagem estrutural pela base hidrelétrica, capaz de oferecer atributos operacionais essenciais, mas critica o modelo regulatório por ainda valorizar predominantemente a energia produzida, e não os serviços sistêmicos. Conclui que o desafio nacional é regulatório e estratégico, exigindo alinhamento com as novas demandas operacionais do setor (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2026)

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Artigo de Wagner Ferreira: “As transmissoras têm direito a indenização dos ativos não amortizados ou não depreciados?”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Wagner Ferreira (sócio do Caputo Bastos e Serra Advogados) examina a controvérsia regulatória acerca do direito das transmissoras à indenização de ativos não amortizados ou não depreciados, no contexto da Consulta Pública nº 43/2025 da Aneel. O autor sustenta que a legislação vigente, especialmente as leis de 1995 e 2013, estabelece de forma clara o direito à indenização com base no valor novo de reposição, abrangendo tanto ativos tangíveis quanto intangíveis. Critica o decreto de 2022 por restringir esse direito apenas aos ativos não amortizados, argumentando que tal limitação contraria a hierarquia normativa e os contratos de concessão anteriores a 2019. O texto rebate ainda justificativas regulatórias que negam a indenização integral, apontando inconsistências jurídicas e riscos à segurança regulatória. Conclui que a observância estrita da lei é essencial para preservar a confiança dos investidores e garantir estabilidade institucional no setor elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2026)

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Artigo de Glauco Freitas: “O gargalo da transmissão põe em xeque a transição energética”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Glauco Freitas (head da Região Sul da América Latina e presidente Brasil na Hitachi Energy) analisa o descompasso entre a rápida expansão da geração renovável e o crescimento insuficiente da infraestrutura de transmissão no Brasil. O autor argumenta que, embora o país seja referência global em energia limpa, com forte aumento da capacidade instalada entre 2020 e 2025, a malha de transmissão não acompanhou esse ritmo, criando um gargalo estrutural que compromete a eficiência do sistema. Esse desequilíbrio resulta em congestionamentos, perdas econômicas relevantes e fenômenos como o curtailment, evidenciando limitações no escoamento da energia. O texto destaca ainda os riscos dessa situação para a atração de investimentos, a industrialização e a competitividade internacional, defendendo que a superação do problema exige planejamento integrado, investimentos em redes, digitalização e coordenação institucional, sob pena de comprometer a transição energética em curso (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2026)

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Artigo de Marcela Souza: “O elo crítico da expansão energética no Brasil”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Marcela Souza (vice-presidente sênior da Siemens Energy para a América Latina) analisa a crescente centralidade do segmento de transmissão no setor elétrico brasileiro, destacando sua transformação de componente técnico secundário para elemento estratégico da expansão energética. A autora argumenta que a transmissão tornou-se determinante para a integração de fontes renováveis e para a confiabilidade do sistema, sendo hoje um dos principais gargalos globais, conforme alertas internacionais. O fenômeno do curtailment ilustra perdas decorrentes da limitação da infraestrutura. O texto também discute o novo perfil dos leilões de transmissão, marcados pelo desafio da execução eficiente diante de pressões logísticas e operacionais. Por fim, aponta três frentes prioritárias: ampliação da interconexão regional, aumento da resiliência climática da infraestrutura e aprimoramento dos processos institucionais, concluindo que o fortalecimento da transmissão é essencial para sustentar a ambição energética do país (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2026)

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Artigo de Wenderson Ferreira: “Curtailment no Nordeste: entraves à transição energética e o papel estratégico do Leilão de Transmissão 01/2026”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Wenderson Ferreira (CEO da Concert Engenharia) analisa o paradoxo do setor elétrico brasileiro, em que a elevada geração renovável no Nordeste contrasta com limitações na infraestrutura de transmissão que impedem o pleno escoamento dessa energia. O autor destaca que esse descompasso resulta no fenômeno do curtailment, com impactos econômicos relevantes, como perda de receita para geradores e desestímulo a novos investimentos, além de implicações sistêmicas que mantêm a dependência de fontes fósseis. O texto enfatiza o papel estratégico do Leilão de Transmissão 01/2026 como instrumento de expansão da rede, embora ressalte que seus efeitos não são imediatos devido aos longos prazos de implantação. Defende, assim, a adoção complementar de soluções tecnológicas, como armazenamento em baterias, Dynamic Line Rating e inteligência artificial, para aumentar a eficiência operacional. Conclui que a superação do problema exige integração entre infraestrutura, inovação e regulação, sendo decisiva para o avanço da transição energética no país (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2026)

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Artigo de Tiago Lopes de Andrade Lima: “Da guerra fiscal ao incentivo climático”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Tiago Lopes de Andrade Lima (sócio de Queiroz Cavalcanti Advocacia) analisa a transformação promovida pela reforma tributária ao substituir a lógica da guerra fiscal pelo potencial de incentivo climático por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). O autor sustenta que o fundo, além de reduzir desigualdades regionais, pode atuar como instrumento central da transição ecológica, ao induzir investimentos orientados por critérios socioambientais. Argumenta que a nova dinâmica competitiva entre os Estados dependerá da qualidade técnica e sustentável dos projetos apresentados, em substituição à renúncia fiscal. Contudo, alerta para riscos de distorção, como tentativas de replicar práticas antigas ou flexibilizar critérios técnicos, o que comprometeria seus objetivos. Defende, portanto, a necessidade de governança robusta, transparência e alinhamento com padrões internacionais de sustentabilidade, de modo a garantir que o FNDR promova desenvolvimento equilibrado, inovação e justiça climática. Conclui que o fundo representa uma oportunidade estratégica para integrar política fiscal e sustentabilidade no Brasil. (GESEL-IE-UFRJ – 01.04.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “Assimetria entre regulador e regulado afeta concorrência em leilões”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Jerson Kelman (ex-dirigente da Aneel) discute como a assimetria de informações entre regulador e agentes regulados compromete a efetividade da concorrência em leilões públicos. A partir da experiência no leilão da usina hidrelétrica Santo Antônio, o autor demonstra como estratégias empresariais podem tentar restringir a competição, como contratos de exclusividade com fornecedores, e como a atuação institucional foi essencial para evitar distorções. Argumenta que, embora leilões bem estruturados possam revelar custos reais e gerar eficiência, a interferência indevida de órgãos de controle em questões regulatórias pode prejudicar o processo. Destaca ainda que a assimetria favorece os agentes privados, que detêm mais informações e capacidade de influência, podendo elevar custos ao consumidor caso não haja regulação eficaz. Ao comparar com leilões recentes, observa menor competitividade, evidenciada por baixos deságios, indicando fragilidade no ambiente concorrencial. Conclui que é necessário fortalecer a governança regulatória para mitigar assimetrias e assegurar resultados mais eficientes e justos. (GESEL-IE-UFRJ – 01.04.2026)

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Artigo de Mayra Mega Itaborahy: “Angra 3: responsabilidade jurídica e oportunidade energética”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Mayra Mega Itaborahy (sócia do Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados) analisa a controvérsia sobre a retomada ou o abandono do projeto da usina nuclear Angra 3, destacando que a decisão não deve se restringir a aspectos técnicos ou políticos, mas incorporar uma avaliação jurídica abrangente. A autora argumenta que tanto a continuidade quanto a desistência implicam elevados custos e riscos para a União, que recaem, em última instância, sobre os contribuintes. A retomada exigiria estrutura contratual complexa, com licitações rigorosas e mecanismos de governança, transparência e compliance para evitar irregularidades passadas. Por outro lado, a paralisação definitiva envolveria perdas financeiras, indenizações, passivos judiciais e desafios técnicos relacionados ao descomissionamento. Inserido em um contexto de crescente demanda energética e de valorização da energia nuclear como alternativa estratégica, o projeto também representa uma oportunidade de expansão da capacidade nacional. Conclui que a decisão demanda responsabilidade institucional, planejamento jurídico sólido e compromisso com o interesse público. (GESEL-IE-UFRJ – 01.04.2026)

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Artigo de Ricardo Franchi: “Infraestrutura crítica conectada: o papel estratégico da tecnologia operacional e da segurança nas utilities modernas”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ricardo Franchi (gerente de pré-vendas na SONDA do Brasil) analisa como a digitalização das utilities transformou a gestão de infraestruturas críticas, destacando a convergência entre tecnologia da informação e tecnologia operacional. O autor sustenta que sistemas OT, responsáveis pelo controle direto de processos físicos, tornaram-se centrais para a operação de serviços essenciais, mas também mais vulneráveis diante da crescente integração digital. Argumenta que, historicamente projetados com foco em disponibilidade e confiabilidade, esses sistemas passaram a enfrentar riscos cibernéticos significativos, ampliando a superfície de exposição. Ao examinar setores como energia, saneamento e gás, evidencia desafios específicos relacionados à distribuição dos ativos, uso de tecnologias legadas e impacto direto de falhas sobre a sociedade. Defende que a segurança em OT exige abordagem distinta da segurança tradicional de TI, com foco em continuidade operacional, monitoramento constante e segmentação de redes. Conclui que a proteção desses ambientes é elemento estratégico indispensável para garantir estabilidade, confiança e sustentabilidade nas operações das utilities modernas. (GESEL-IE-UFRJ – 02.04.2026)

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