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IFE
23/03/2026

IECC 364

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
23/03/2026

IFE nº 364

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 364

Marco Institucional

GESEL: Nivalde de Castro vê leilão como “mal necessário” diante da intermitência das renováveis

O leilão de reserva de capacidade de energia foi considerado bem-sucedido pelo governo e pelas empresas, ao garantir cerca de R$ 64,5 bilhões em investimentos e contratação próxima de 19 GW, com destaque para companhias como Eneva e Copel, mas gerou divergências entre especialistas devido ao impacto nas tarifas. Embora o volume contratado estivesse dentro das expectativas do mercado, há dúvidas sobre sua real necessidade, já que projeções indicam aumento nas contas de luz de 0,6% neste ano até quase 16% em 2032. Segundo Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), o certame foi caro devido ao atraso em sua realização, ao contexto de crise energética global e à previsibilidade da demanda, já que ONS e EPE tornaram públicas as necessidades do sistema, favorecendo os ofertantes. Ainda assim, ele avalia que a contratação foi um “mal necessário” para garantir segurança energética, diante da crescente intermitência das fontes renováveis e do aumento da necessidade de potência para evitar riscos ao sistema. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Valor Econômico - 20.03.2026)

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Brasil: Eficiência energética avança nas residências com alta da tarifa

O aumento das tarifas de energia elétrica tem incentivado consumidores residenciais a adotar medidas de eficiência energética para reduzir o consumo e controlar gastos com eletricidade. Entre as iniciativas observadas estão a substituição de equipamentos por modelos mais eficientes, o uso de tecnologias de automação doméstica e a adoção de sistemas de geração distribuída, como painéis solares. A tendência contribui para reduzir a demanda no sistema elétrico e ampliar o uso racional da energia, além de refletir maior conscientização dos consumidores sobre custos energéticos e sustentabilidade. (Agência CanalEnergia - 11.03.2026)

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MME amplia prazo das consultas públicas do PDE 2035 e do PNE 2055

O Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou até 29 de março o prazo para envio de contribuições às consultas públicas do PDE 2035, de número 214, e do PNE 2055, de número 215, ambos elaborados pela EPE e disponibilizados nos portais do MME e do Participa + Brasil. O PDE 2035, de caráter indicativo e horizonte de dez anos, reúne projeções e análises sobre segurança do suprimento e necessidades de expansão do setor energético, sendo atualizado anualmente com aprimoramentos metodológicos e cadernos temáticos. Já o PNE 2055 tem natureza estratégica, horizonte de 30 anos e publicação quinquenal. Nesta edição, o plano incorpora avanços metodológicos, incluindo modelagem integrada para otimização dos custos totais do sistema e maior coerência entre oferta, demanda e infraestrutura. Os dois estudos estão alinhados à Política Nacional de Transição Energética e servem de base técnica para instrumentos como o Plante e o Fonte. (Brasil Energia – 13.03.2026)

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MME e MMA firmam acordo para energia na Amazônia

Os ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) assinaram acordo de cooperação para ampliar a infraestrutura energética em 60 unidades de conservação de uso sustentável apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Região Amazônica. A iniciativa integra os programas Luz para Todos e Energias da Amazônia ao ARPA Comunidades e prevê o atendimento com eletricidade limpa a residências, escolas, igrejas e empreendimentos localizados nessas áreas. O entendimento também reconhece os dois programas federais de energia como componentes estratégicos da política nacional de descarbonização e de uma transição energética justa e inclusiva. Pelo arranjo, caberá ao MME planejar, executar os atendimentos e acompanhar os investimentos realizados nas unidades contempladas, enquanto o MMA ficará responsável pela articulação com as comunidades, pelo levantamento das demandas energéticas e pelo fortalecimento das organizações locais. Com vigência de cinco anos, o acordo busca conciliar desenvolvimento sustentável, geração de renda, inclusão social e proteção florestal, com protagonismo das populações tradicionais da Amazônia. (Brasil Energia – 19.03.2026)

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TCU dá aval à prorrogação de concessões de distribuidoras

O Tribunal de Contas da União aprovou a possibilidade de prorrogação das concessões de distribuidoras de energia elétrica, decisão considerada relevante para garantir estabilidade regulatória e continuidade dos serviços prestados no setor elétrico. A análise do tribunal avaliou aspectos jurídicos e econômicos relacionados à renovação dos contratos de concessão, que envolvem compromissos de investimento, qualidade do serviço e atendimento aos consumidores. A prorrogação das concessões permite que empresas mantenham a operação das redes de distribuição por novos períodos contratuais, desde que atendam aos requisitos estabelecidos pelo governo e pelos órgãos reguladores. A decisão também contribui para reduzir incertezas regulatórias e dar previsibilidade aos investimentos no segmento de distribuição, considerado essencial para garantir a expansão e modernização das redes elétricas no país. (Agência CanalEnergia - 13.03.2026)

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TCU conclui auditoria de 8 concessões vincendas

O TCU já concluiu a auditoria de 8 das 19 concessões de distribuição vincendas e segue examinando a documentação das renovações com base no decreto que estabeleceu as regras do processo, segundo informou Marcelo Leite, auditor-chefe da unidade especializada em energia elétrica e nuclear. Os casos da Enel São Paulo e da Enel Ceará ainda não chegaram ao tribunal porque a Aneel não finalizou sua decisão técnica, impedindo o envio do material necessário ao início da análise. O trabalho do TCU envolve o exame de notas técnicas, votos da diretoria da agência e pareceres jurídicos do MME para verificar aderência legal e robustez das decisões, agregando segurança jurídica ao processo, embora a renovação não dependa de liberação formal do órgão. Leite também citou a mediação do lote 6 da MEZ Energia, conduzida pela SecexConsenso a pedido do ministério, após a caducidade decretada pela Aneel em cinco lotes vencidos pela transmissora. O tribunal ainda atua de forma preventiva na auditoria de editais de leilões, com foco em habilitação técnica e financeira, conformidade de cálculos e impactos sistêmicos de novas tecnologias, como compensadores síncronos. (Brasil Energia – 16.03.2026)

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Setor aponta intervenção de Silveira na eleição da CCEE

A eleição do conselho da CCEE passou a ser cercada por questionamentos de agentes do setor, que apontaram possível intervenção do ministro de Minas e Energia no processo, reacendendo o debate sobre governança, autonomia institucional e equilíbrio entre política pública e funcionamento de entidades centrais do mercado elétrico. A CCEE exerce papel essencial na contabilização, liquidação e organização das operações de comercialização de energia, e qualquer percepção de ingerência política em sua governança pode produzir ruído relevante entre investidores, comercializadores, geradores e consumidores livres. O tema ganha ainda mais peso em um momento de expansão do mercado livre, de sofisticação das operações financeiras do setor e de crescente necessidade de segurança institucional para sustentar novos investimentos. Na prática, a controvérsia não se limita à eleição em si: ela toca em um ponto sensível do setor elétrico brasileiro, que é a relação entre o desenho institucional do mercado e a atuação do poder público. Quando há percepção de interferência, o efeito pode ser aumento de incerteza, pressão reputacional e questionamentos sobre a previsibilidade das regras do jogo. Por isso, a discussão em torno da CCEE tende a extrapolar o episódio específico e a influenciar o debate mais amplo sobre governança, independência decisória e confiança no ambiente de negócios do setor elétrico. (Agência CanalEnergia - 17.03.2026)

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EPE atinge nota máxima no Indicador de Conformidade das Estatais

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu nota máxima no Indicador de Conformidade das Estatais (IC-Sest) 2025, instrumento do governo federal que mede aderência a normas legais e qualidade das informações prestadas por empresas estatais. A pontuação de 1.000 pontos, atribuída pelo Ministério da Gestão e da Inovação por meio da Sest, foi apresentada pela EPE como reflexo do fortalecimento de sua governança, da integridade de seus processos e da consistência de sua prestação de contas. A empresa também destacou desempenho de liderança no IG-Sest, com 99,39 pontos em Políticas Públicas e 95,83 pontos em Governança Corporativa, além de 64,15 pontos em Boas Práticas e Inovação, resultado que lhe garantiu a segunda colocação entre empresas de petróleo, gás e energia. No Programa Nacional de Transparência Pública, conduzido pelo TCU, alcançou 97,56% e obteve classificação Diamante. Para a estatal, o desempenho reafirma sua capacidade institucional e o compromisso com transparência, conformidade e geração de valor público. (EPE – 19.03.2026)

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ONS confirma novas diretorias a partir de maio

A Assembleia Geral Ordinária do ONS aprovou Valter Cardeal e Hugo Dantas Silva Nascimento para assumir diretorias a partir de 17 de maio, ambos com mandato de quatro anos, em decisão que consolidou mudanças relevantes na cúpula do operador do sistema elétrico. Cardeal ficará com a diretoria de Operações, substituindo Christiano Vieira em uma escolha aprovada por maioria, algo incomum na história recente do órgão, e que gerou desconforto no setor por ocorrer em momento de forte desafio operacional, marcado por excesso de geração em alguns horários e cortes crescentes de energia, o chamado curtailment. Vieira, elogiado nos bastidores pela condução do sistema, havia indicado que o ONS adota até medidas heterodoxas para lidar com esse cenário. Já Hugo Dantas assumirá a diretoria de Assuntos Corporativos. O advogado já atuou na Presidência da República por 20 anos, hoje integra comissões da OAB e é irmão do ministro do TCU Bruno Dantas. O ONS, criado em 1998, coordena a operação do SIN e reúne agentes setoriais, governo e representantes de consumidores. (Valor Econômico - 20.03.2026)

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Prefeitura de São Paulo quer reverter liminar pró-Enel

A Prefeitura de São Paulo anunciou que adotará as medidas cabíveis para tentar reverter a decisão judicial que suspendeu o processo administrativo da Aneel capaz de levar ao rompimento da concessão da Enel na região metropolitana. Em nota, a gestão Ricardo Nunes classificou o serviço da distribuidora como péssimo, citou deficiência técnica e falta de compromisso com a cidade e afirmou que a liminar pode causar sérios prejuízos à qualidade do fornecimento de energia. A decisão da juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves interrompeu a tramitação do caso na agência e anulou provisoriamente o voto de Sandoval Feitosa, que havia recomendado a caducidade do contrato. A magistrada entendeu que houve afronta ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, pois o voto antecipou juízo condenatório antes do encerramento do prazo de defesa da empresa. O processo foi aberto após sucessivos apagões desde 2023 e a rescisão da concessão é defendida tanto pela prefeitura quanto pelo governo paulista há mais de dois anos. (Folha de São Paulo - 19.03.2026)

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Justiça paralisa processo da Aneel contra a Enel SP

A Justiça Federal do Distrito Federal concedeu liminar suspendendo o processo administrativo da Aneel que analisava a caducidade da concessão da Enel São Paulo e tornou provisoriamente sem efeito o voto do diretor-geral Sandoval Feitosa, favorável à cassação do contrato. A juíza Pollyanna Martins Alves acolheu argumentos da distribuidora de que houve violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, ao apontar que a agência antecipou juízo condenatório dois dias antes do término do prazo legal para manifestação da empresa, que se encerrava em 26 de fevereiro. A decisão também apontou indícios de irregularidades procedimentais na inclusão de fatos recentes sem observância do rito de comunicação detalhada dos descumprimentos. Segundo a magistrada, o avanço deliberativo sobre base processual maculada poderia causar danos de difícil reparação à prestação do serviço, aos usuários e à concessionária. Com a liminar, a Aneel fica impedida de votar o caso até o julgamento do mérito da ação. (Valor Econômico - 19.03.2026)

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Regulação

Aneel projeta alta de 8% nas tarifas de energia em 2026

A Aneel estima aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica em 2026, percentual superior ao dobro da inflação projetada de 3,9%. A principal pressão vem da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cujo orçamento proposto é de R$ 52,7 bilhões, com R$ 47,8 bilhões custeados pelos consumidores, alta de 15,4%. Medidas aprovadas pelo Congresso, como o uso de R$ 7,9 bilhões da repactuação de usinas, podem reduzir tarifas em até 10,6% para consumidores residenciais em regiões específicas e 2,9% na média nacional. Ainda há R$ 9,8 bilhões em créditos de PIS/Cofins a serem devolvidos até 2027. O teto para subsídios da CDE só entra em vigor em 2027, mantendo pressão tarifária no curto prazo, enquanto regras de distribuição dos benefícios ainda estão em análise pela agência. (Valor Econômico - 17.03.2026)

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Aneel: Sandbox tarifário aponta desafio de compreensão do consumidor

Os resultados do primeiro sandbox tarifário concluído no Brasil foram apresentados em Brasília, no contexto da abertura do mercado de energia para consumidores da baixa tensão, indicando que a compreensão sobre a formação da conta de luz ainda é um obstáculo relevante para ampliar a participação dos usuários. O experimento foi conduzido por permissionárias de distribuição no âmbito do projeto de P&D Governança de Sandboxes Tarifários, acompanhado pela Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Aneel, com coordenação da consultoria Consultar e da Infracoop, apoio do Sescoop e execução das cooperativas Cerbranorte, Certaja, Certel e Coprel. Durante a iniciativa, foram avaliados 19 modelos tarifários distintos, envolvendo diferentes fontes de energia e estruturas de preço. O estudo mostrou adesão positiva e baixa desistência, mas apontou que parte das recusas decorreu da falta de informação clara sobre o funcionamento do mercado livre. Outro ponto destacado é a necessidade de comunicar melhor que, na migração, a distribuidora permanece a mesma e apenas o fornecedor de energia é alterado. O relatório final seguirá para avaliação no projeto de governança e posterior envio à Aneel. (Aneel - 16.03.2026)

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Aneel prorroga análise sobre possível caducidade da Enel em São Paulo

A diretoria colegiada da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prorrogou no último dia 24 de fevereiro o prazo da vista do processo que pode levar à caducidade da distribuidora de energia Enel em São Paulo. De acordo com Joisa Dutra, especialista em infraestrutura e colunista do CNN Infra, a decisão não representa um julgamento de mérito sobre a caducidade, mas sim uma extensão do prazo para que a companhia possa comprovar o atendimento das condições nas quais presta serviço. Além disso, a discussão ocorre em meio a uma série de apagões registrados nos últimos três anos na região metropolitana de São Paulo. A especialista ressaltou que os problemas enfrentados pela distribuidora refletem uma questão estrutural mais ampla. Por fim, após o período adicional concedido pela Aneel, os elementos técnicos apresentados servirão de base para a recomendação final. (CNN Brasil – 17.03.2026)

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Aneel prepara recurso contra ação da Enel SP

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou que a agência recorrerá do mandado de segurança apresentado pela Enel São Paulo assim que for formalmente acionada pela Justiça. A concessionária busca suspender a votação marcada para 24 de março, que analisará a prestação do serviço da distribuidora e pode culminar na recomendação de caducidade da concessão, válida em 24 municípios da região metropolitana, incluindo a capital paulista. Feitosa informou que a agência já mantém interlocução com o Judiciário para expor os fundamentos do processo e defendeu a atuação da reguladora como rígida, transparente e previsível. Ele ressaltou que seu voto pela extinção do contrato ainda pode ser revisto, que os demais diretores podem divergir e que a decisão final cabe à União, via Ministério de Minas e Energia. O dirigente também criticou a estratégia da empresa, ao afirmar que a Enel deveria priorizar investimentos na qualidade do serviço, e não em disputas judiciais. (Valor Econômico - 18.03.2026)

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Pauta do 3° Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel de 2026

A pauta do 3º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel de 2026, a ser realizado em 17/03/2026, reúne 20 processos (pautas) que tratam principalmente de temas regulatórios do setor elétrico, como revisões e reajustes tarifários, recursos administrativos, pedidos de reconsideração, medidas cautelares, fiscalização econômica e técnica, penalidades do mercado de energia e autorizações para instalações de transmissão. Entre os casos estão a revisão tarifária da CPFL Santa Cruz, pedidos de revisão tarifária extraordinária de distribuidoras afetadas pela pandemia, recursos administrativos de empresas como Cemig-D e CEEE-G, além de diversos pedidos de reconsideração de empresas do grupo CPFL, RGE, e outras geradoras e transmissoras. A análise envolve diferentes áreas responsáveis da Aneel, como a Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR), Superintendência de Mediação Administrativa e Relações de Consumo (SMA), Superintendência de Fiscalização Técnica (SFT), Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e Mercado de Energia (SGM), Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado (SFF) e Superintendência de Concessões e Autorizações (SCE). Os processos são relatados principalmente pelos diretores Fernando Mosna, Willamy Frota, Gentil Nogueira e Agnes da Costa, que conduzem a análise e votação das matérias na diretoria colegiada. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.03.2026)

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Empresas

Axia marca assembleias para 15 de abril

A Axia Energia convocou para 15 de abril sua assembleia geral ordinária anual e, na mesma data, uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre mudanças societárias e estatutárias. Entre os principais temas está a alteração da denominação social de Centrais Elétricas Brasileiras S.A. para Axia Energia S.A., consolidando formalmente a nova identidade da ex-estatal. A companhia também propõe ajustes no estatuto social para promover, segundo a administração, “ajustes pontuais e sistemáticos” na disciplina das atribuições executivas dos administradores. A convocação ocorre em momento de reorganização institucional e de redefinição de governança da empresa, com foco em alinhar a estrutura formal ao reposicionamento corporativo. Embora o comunicado divulgado pelo Valor não detalhe outras pautas financeiras ou operacionais da assembleia ordinária, a iniciativa sinaliza avanço do processo de transição de marca e aperfeiçoamento das regras internas de gestão e tomada de decisão no comando da empresa. (Valor Econômico - 16.03.2026)

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Cemig lucra R$ 1,87 bi no 4º tri 2025

A Cemig registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,87 bilhão no quarto trimestre de 2025, avanço de 88,1% frente aos R$ 997,1 milhões apurados no mesmo período de 2024. O resultado foi impulsionado por efeitos não recorrentes e ajustes contábeis e tributários, com destaque para o acordo que encerrou obrigações pós-emprego relacionadas aos planos de saúde e odontológico, responsável por adicionar R$ 788,1 milhões ao lucro, além da revisão do tratamento tributário de despesas com compensações regulatórias, que reduziu em R$ 103,6 milhões a despesa com Imposto de Renda. A receita líquida cresceu 2,9%, para R$ 11,5 bilhões, enquanto o Ebitda avançou 54%, alcançando R$ 2,94 bilhões. A companhia também detalhou distribuição relevante de proventos, incluindo R$ 2,42 bilhões em juros sobre capital próprio declarados ao longo de 2025, R$ 417 milhões em dividendos pagos em dezembro, R$ 676 milhões a serem submetidos à assembleia de abril de 2026 e parcelas adicionais ligadas à reserva de lucros e dividendos mínimos obrigatórios. (Valor Econômico - 20.03.2026)

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Leilões

LRCAP: Produto para 2026 termina com 29,7% de deságio

O produto negociado no LRCAP para 2026 encerrou o certame com deságio de 29,7%, resultado que sinaliza competição relevante entre os agentes e sugere esforço do mercado para ajustar preço e oferta às condições estabelecidas no leilão de capacidade. O deságio chama atenção porque esse tipo de contratação busca assegurar potência e confiabilidade ao sistema, e não apenas energia a menor custo, o que torna a dinâmica econômica mais sensível ao desenho do produto, ao preço-teto e à percepção de risco dos participantes. Um desconto expressivo pode ser lido, por um lado, como evidência de competição saudável e apetite dos agentes; por outro, também levanta questões sobre quão sustentável será a entrega econômica dos compromissos assumidos, dependendo de custos, cronogramas e condições operacionais futuras. O resultado reforça a importância do LRCAP como instrumento de segurança energética em um sistema cada vez mais dependente de fontes renováveis intermitentes. Além disso, o comportamento dos preços serve como referência para futuros certames e para a calibração de políticas de contratação de capacidade. Em termos de sinalização ao mercado, o deságio mostra que há disposição competitiva, mas também exige acompanhamento regulatório e operacional para garantir que preços mais baixos não se traduzam em dificuldades futuras de execução ou em pressões adicionais sobre a confiabilidade do sistema. (Agência CanalEnergia - 17.03.2026)

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LRCAP soma 100 vencedores e R$ 64,5 bi

O maior leilão de reserva de capacidade já realizado no país terminou após pouco mais de seis horas com 100 usinas vencedoras, sendo 95 térmicas e cinco hidrelétricas, e investimento projetado de R$ 64,5 bilhões, dos quais R$ 54,6 bilhões em térmicas e R$ 11 bilhões em ampliações hídricas. As contratações devem adicionar cerca de 19 GW de potência flexível ao sistema nos próximos sete anos. O deságio médio foi de 5,52%, com preço médio de R$ 2.334.731,34 por MW ao ano e receitas estimadas de R$ 515,7 bilhões ao longo dos contratos. Entre as hidrelétricas, a Copel liderou com as ampliações de Foz do Areia e Segredo, somando 2.098,97 MW e R$ 7,3 bilhões em investimentos. Também venceram Axia, SPIC Brasil e Engie. Segundo a CCEE, 40% da potência contratada vieram de térmicas existentes, 47% de térmicas novas e 13% de hidrelétricas. O governo destacou ganhos de modernização do parque térmico e possível impacto positivo de 24% sobre tarifas. (Brasil Energia – 18.03.2026)

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LRCAP: Primeiro produto de potência hídrica termina em 21 minutos

O primeiro leilão de reserva de capacidade do Sistema Interligado Nacional dedicado ao produto potência hidrelétrica foi concluído em apenas 21 minutos, tornando-se o mais curto entre os certames realizados no dia. O menor preço ofertado foi de R$ 1.381.050,00, o que representa deságio de 1,35% frente ao preço-teto de R$ 1,4 milhão por MW ao ano. Para essa disputa, os agentes hidrelétricos habilitaram aproximadamente 6 GW em projetos de ampliação de usinas existentes, quase todos apoiados em barragens já dotadas de poços para instalação de novas unidades geradoras. Essa característica pode reduzir significativamente prazos de licenciamento e execução das obras em comparação com empreendimentos hidrelétricos convencionais. O produto leiloado prevê disponibilização da potência a partir de agosto de 2030, reforçando a estratégia de contratação de capacidade firme por meio da expansão de ativos já instalados no sistema elétrico brasileiro. (Brasil Energia – 18.03.2026)

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LRCAP: Primeiras rodadas fecharam com preços menores

As duas primeiras rodadas do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência para térmicas existentes terminaram com preços abaixo do valor inicial de R$ 2,25 milhões por MW ao ano. Para entrega em 2026, o preço final ficou em R$ 2.183.167,90/MW.ano, equivalente a deságio de cerca de 3,0%. No produto com entrega em 2027, o valor encerrou em R$ 2.227.495,05/MW.ano, com redução de aproximadamente 1,0%. Os vencedores e os montantes contratados não são divulgados ao término de cada rodada, segundo as regras do certame. A Thymos Energia estima que o LRCap 2026 poderá movimentar cerca de R$ 60 bilhões em investimentos e destaca o leilão como instrumento relevante para evitar a descontratação de usinas existentes e preservar potência em momentos críticos. No debate setorial, a Absae defendeu que um leilão de baterias deveria ter antecedido o certame térmico, enquanto especialistas apontaram pendências regulatórias, como curtailment, modelagem tarifária e sinais de preço ao consumidor. (Brasil Energia – 18.03.2026)

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LRCAP: Produto térmico de 2028 tem deságio de 7,18%

A terceira etapa do Leilão de Reserva de Capacidade de 18 de março, destinada à contratação de potência termelétrica para entrega a partir de outubro de 2028, registrou deságio de 7,18% em relação ao preço-teto. Nessa fase, concorreram usinas novas ou existentes a gás natural, conectadas ou não à malha de dutos, além de térmicas a carvão existentes, mas não houve lances de usinas já em operação. Apenas projetos novos a gás natural ofertaram potência, e o menor preço final ficou em R$ 2.691.809,38 por MW ao ano, ante teto inicial de R$ 2,9 milhões/MW.ano. Na quarta rodada, para fornecimento a partir de agosto de 2029, o deságio foi bem menor, de 1,35%, com menor preço de R$ 2.861.100,00 para usinas novas. As contratações efetivas, contudo, dependerão da combinação entre preço, potência ofertada e disponibilidade de escoamento na rede de transmissão da área em que cada empreendimento estiver localizado. (Brasil Energia – 18.03.2026)

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LRCAP: Térmicas de 2031 encerram com maior deságio

O produto de geração termelétrica nova para entrega a partir de agosto de 2031 encerrou o LRCap do dia com o maior deságio do certame, de 17,9% frente ao preço-teto de R$ 2,9 milhões por MW ao ano. A disputa foi concluída em 50 minutos na sede da CCEE, em São Paulo. No mesmo certame, também foi ofertado o produto hidrelétrica-ampliação para o mesmo prazo, cujo preço mínimo atingiu R$ 1.386.000,00, correspondente a deságio de 2,29% sobre o teto de R$ 1,4 milhão. Enquanto a fase competitiva das térmicas se prolongou por 35 minutos após a etapa inicial de pré-seleção que combina preço, potência e disponibilidade de transmissão, no segmento hidrelétrico não houve disputa na segunda fase. A potência hidrelétrica vencedora será contratada por 15 anos, e a térmica, por dez anos. Na etapa anterior, para agosto de 2030, não houve oferta de geração termelétrica. Novo leilão ocorrerá em 20 de março para térmicas a biodiesel, óleo combustível e óleo diesel. (Brasil Energia – 18.03.2026)

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LRCAP contrata 19 GW com domínio térmico e baixa disputa

O primeiro Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 contratou 19 GW de potência em 100 projetos, em operação considerada ampla, cara e marcada por competição limitada. As termelétricas responderam por 86% do volume negociado, com predominância de novas usinas, sobretudo a gás natural, mas também com projetos a biometano e a carvão. A potência ficou alinhada à necessidade indicada pela EPE no PDE 2035 e equivale a quase 10% do parque gerador atual do SIN. Os investimentos estimados somam R$ 64 bilhões. O preço médio atingiu R$ 2.334.731/MW ano, e a Abrace calcula impacto de R$ 40 bilhões anuais, com potencial alta de 10% nas tarifas ao consumidor. O certame também viabilizou ampliações hidrelétricas e consolidou a contratação de agentes como Petrobras, Eneva e J&F, após um processo cercado por judicialização, troca de equipe e revisão de regras. (Agência Eixos - 19.03.2026)

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LRCAP movimenta R$ 515,7 bi

O segundo Leilão de Reserva de Capacidade para contratação de potência, realizado em 18 de março, tornou-se o maior certame de geração de energia do país ao contratar 100 usinas que somam 18,997 GW de disponibilidade. A operação movimentou R$ 515,7 bilhões em receita total, com deságio médio de 5,52%, o que representa economia superior a R$ 33,64 bilhões aos consumidores ao longo dos contratos, além de viabilizar R$ 64,5 bilhões em investimentos. Foram contratadas 60 termelétricas novas, com 8,86 GW, 35 térmicas existentes, com 7,61 GW, e cinco ampliações de hidrelétricas, que acrescentarão 2,5 GW ao SIN. Segundo a CCEE, o resultado reforça a segurança energética, amplia a estabilidade do sistema em períodos de baixa hidrologia e dá suporte à expansão renovável com fontes despacháveis. A agenda continua em 20 de março, com o 3º LRCAP voltado a térmicas a diesel, óleo combustível e biodiesel. (CCEE – 19.03.2026)

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LRCAP contrata 18,977 GW com 100 vencedores e deságio de 5,52%

O 2º Leilão de Reserva de Capacidade contratou 18,977 GW de disponibilidade de potência, com deságio de 5,52%, e teve 100 empreendimentos vencedores. A cobertura informa que as usinas somam 29 GW de capacidade instalada, mas ressalta correção editorial: a disponibilidade efetivamente contratada foi de 18,977 GW, e não os 29 GW inicialmente mencionados. O certame consolidou uma contratação expressiva de potência para reforço da segurança do sistema, em meio ao avanço das fontes renováveis intermitentes e à necessidade de respaldo operacional. A combinação de elevado volume negociado, ampla participação de termelétricas e preço médio elevado reforçou o debate sobre custo, modicidade tarifária e desenho regulatório do leilão. Embora o texto-base seja sintético, o resultado do LRCAP se insere em um contexto maior de revisão de preços, aumento da contratação térmica e preocupação do setor com efeitos sobre tarifas futuras, estrutura de oferta e remuneração dos investimentos associados à potência firme. (Agência Eixos - 18.03.2026)

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2º LRCAP de 2026 contrata 18,97 GW

O 2º Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, realizado pela Aneel, MME e CCEE em São Paulo, terminou após sete rodadas com a contratação de 18,97 GW, predominantemente de usinas termelétricas a gás natural. Os investimentos somam R$ 64,5 bilhões, com entregas previstas entre 2026 e 2031, enquanto a economia estimada alcança R$ 33,64 bilhões, com deságio médio de 5,52%. No produto POTT-2026, venceram dez usinas a gás do Sudeste; no POTT-2027, foram quatro vencedores, sendo três a gás e uma a carvão; no POTT-2028, 51 projetos, majoritariamente a gás e um a biometano; no POTT-2029, 22 usinas a gás; no POTH-2030, quatro hidrelétricas; no POTT-2031, seis térmicas a gás, duas a carvão; e, por fim, uma hidrelétrica no POTH-2031. Não houve negociação no POTT-2030. Em 20 de março, ocorrerá o 3º LRCAP, voltado a usinas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel. (Aneel – 18.03.2026)

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Leilões de energia em 2026 podem movimentar R$ 123 bi, projeta EPE

O governo federal projeta que somente os leilões de geração de energia previstos para 2026 podem movimentar cerca de R$ 123 bilhões em investimentos. O cálculo foi realizado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), estatal vinculada ao MME (Ministério de Minas e Energia), a pedido da CNN. O volume expressivo se deve principalmente ao adiamento do leilão de reserva de capacidade, que deveria ter ocorrido em 2024 e criou uma demanda reprimida. A previsão é que ocorram até quatro leilões de reserva de capacidade, com a realização de dois deles já previstos em portaria do MME para essa semana. O primeiro está previsto para o dia 18 e vai contratar potência de usinas hidrelétricas e termelétricas a carvão mineral e gás natural. O segundo, marcado para o dia 20, será voltado para termelétricas movidas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel. Por fim, o presidente da EPE, Thiago Prado, disse que o foco dos leilões é ampliar a segurança energética e garantir potência firme para atravessar períodos críticos. (CNN Brasil - 15.03.2026)

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Leilão de capacidade busca reforçar segurança do sistema elétrico

O governo federal realiza em 18 de março a primeira etapa do principal leilão de energia do ano, o certame de reserva de capacidade, voltado à contratação de usinas que assegurem suprimento em momentos críticos, sobretudo no início da noite, quando a geração solar recua e a demanda cresce. Nesta fase, poderão ser contratadas hidrelétricas e termelétricas movidas a gás natural e carvão mineral, com início de suprimento já em agosto para térmicas existentes e expansão gradual até 2031. As hidrelétricas participarão com entregas em 2030 e 2031, enquanto os contratos terão duração de 10 anos para térmicas e 15 anos para hidrelétricas. Segundo a Aneel, 330 projetos foram inscritos, somando 120.386 MW, mais de oito vezes Itaipu. Analistas estimam contratação entre 5 GW e 10 GW. O certame ocorre após disputas judiciais e revisões de preços-teto, em meio à alta do gás natural provocada pela guerra com o Irã e pelas tensões em Ormuz, o que pode elevar o custo futuro da eletricidade quando essas usinas forem despachadas. (Folha de São Paulo – 17.03.2026)

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Leilão contrata 18,98 GW e acende alerta tarifário

O governo federal contratou 18,98 GW de disponibilidade de potência no leilão de reserva de capacidade realizado em 18 de março, em operação classificada pelo Ministério de Minas e Energia como a maior da história do país. Foram selecionadas 100 usinas entre térmicas existentes a gás natural e carvão, novos projetos térmicos a gás natural e biometano e ampliações hidrelétricas, com receita fixa total de R$ 38,96 bilhões por ano. O preço médio negociado ficou em R$ 2,34 milhões por MW ao ano, com deságio de 5,52%, percentual bem inferior ao observado no leilão de 2021, quando o desconto médio foi de 15,34%. A Abrace Energia e a Frente Nacional de Consumidores de Energia reagiram com preocupação, afirmando que o certame poderá elevar a tarifa média em até 10%, diante do grande volume contratado e da baixa competição. O MME, por sua vez, defendeu que a medida substitui usinas inflexíveis e caras por ativos mais eficientes e evitará uma alta ainda maior nas contas de luz, enquanto a EPE indicou benefício preliminar anual de R$ 6 bilhões. (Valor Econômico - 19.03.2026)

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Governo realiza leilão de capacidade com 368 projetos cadastrados

O governo realiza o leilão de reserva de capacidade (LRCap), considerado estratégico para garantir segurança energética, com 368 projetos inscritos e contratos entre 3 e 15 anos. Dividido em duas etapas, o certame inclui térmicas a gás, carvão, diesel, óleo e biodiesel, além de hidrelétricas. Os projetos devem estar disponíveis entre 2026 e 2031. O leilão ocorre em meio a controvérsias regulatórias e investigação do TCU sobre aumento de até 100% nos preços-teto definidos pelo MME. O ONS alertou que eventual atraso pode levar a operação estruturalmente desequilibrada, especialmente no horário de pico, quando até 60 GW de geração solar deixam o sistema. Sem contratação, o operador sugere medidas emergenciais como acionamento de térmicas sem contrato e importação de energia de países vizinhos. (Valor Econômico - 17.03.2026)

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ONS alerta TCU para alta de custos sem o LRCAP

O Operador Nacional do Sistema Elétrico avaliou, em ofício enviado ao Tribunal de Contas da União em 13 de março, que eventual atraso ou não realização do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 expõe o Sistema Interligado Nacional a soluções mais caras e estruturalmente menos robustas para assegurar potência. Segundo o órgão, a ausência de contratação estrutural elevaria a dependência de medidas conjunturais, com risco de comprometimento do atendimento à ponta de carga noturna, sobretudo em dias de demanda elevada, baixa geração eólica e hidrologia desfavorável, especialmente entre setembro e dezembro. Para 2028, quando deveriam entrar em operação novas térmicas contratadas no certame, o ONS vê risco de atendimento à demanda, o que coloca a possibilidade de déficit de suprimento no radar. A manifestação foi apresentada no contexto da análise do TCU sobre o leilão, após a elevação dos preços-teto, e reforça a avaliação de que adiar o certame pode encarecer a energia e reduzir a integridade operativa do sistema. (Agência Eixos - 16.03.2026)

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Alta do consumo pode ampliar contratação no leilão de potência

O avanço do consumo de energia no Brasil pode levar o governo a contratar volume maior do que o inicialmente previsto no leilão de potência firme marcado para 18 de março, segundo avaliação da PSR Energy Consulting. De acordo com a consultoria, a demanda média mensal do Sistema Interligado Nacional registra elevação próxima de 4,5 GW médios, o que pressiona a necessidade de reforço estrutural da oferta. O Ministério de Minas e Energia também avalia reduzir a tolerância de risco do sistema de 5% para até 2%, cenário em que a contratação de potência poderia variar de 19,9 GW a 54 GW, conforme as premissas adotadas. O debate setorial inclui ainda a participação das baterias, cuja fatia no leilão vem sendo disputada por entidades ligadas à tecnologia. Embora especialistas reconheçam o potencial desses sistemas para absorver excedentes de energia solar e eólica, há ressalvas quanto à maturidade da solução. Para Adriano Pires, do CBIE, os leilões de potência têm foco na segurança energética, e as térmicas seguem sendo a alternativa mais confiável para assegurar operação contínua e atendimento à demanda em momentos críticos. (Folha de São Paulo – 17.03.2026)

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Primeira etapa do LRCap fecha com deságio de 3,1%

A primeira rodada do leilão de reserva de capacidade, o LRCap, foi encerrada em 18 de março com preço corrente de R$ 2,18 milhões por megawatt ao ano, o que representa deságio de 3,1% em relação ao preço-teto definido para essa fase. A etapa visava contratar usinas termelétricas já existentes movidas a gás natural e carvão mineral para fornecer disponibilidade ao Sistema Interligado Nacional a partir de agosto deste ano. Os empreendimentos vencedores, porém, só serão conhecidos ao fim de todo o certame, quando também se concluirão as demais etapas de contratação. Na sequência, o leilão avançaria para a rodada destinada a térmicas com início de contrato em agosto de 2027. Em ambos os casos, os contratos têm duração de 10 anos. O resultado parcial é acompanhado de perto pelo mercado por se tratar do principal mecanismo de contratação de potência firme em 2026, em um contexto de crescente necessidade de flexibilidade e segurança operativa do sistema, marcado por disputas judiciais, revisão de preços-teto e preocupação com o custo do gás natural no cenário internacional. (Valor Econômico - 18.03.2026)

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Revisão do LRCAP 2026 amplia viabilidade do leilão de potência

A revisão dos preços-teto do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) 2026 é apresentada como medida decisiva para viabilizar um certame considerado essencial à segurança do Sistema Interligado Nacional. O governo elevou a Receita Fixa para térmicas novas de R$ 1,6 milhão/MW.ano para R$ 2,9 milhões/MW.ano e, para usinas existentes, de R$ 1,12 milhão/MW.ano para R$ 2,25 milhões/MW.ano, mantendo em R$ 1,4 milhão/MW.ano o teto das hidrelétricas. O texto argumenta que o reajuste corrige defasagens frente ao aumento dos custos de capital, equipamentos, financiamento e operação, além de melhorar a aderência econômica dos projetos. Num cenário de expansão acelerada de fontes intermitentes, o leilão ganha caráter estrutural para contratar potência firme e despachável. A preocupação cresce porque cerca de 14,3 GW de térmicas podem perder contratos até 2028 e estudos indicam necessidade de 23 GW a 30 GW adicionais para preservar a confiabilidade. O novo desenho também amplia espaço para soluções flexíveis a gás, óleo e biodiesel. (Agência Eixos - 17.03.2026)

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TCU vê fragilidades no LRCap, mas não recomenda barrar leilão

Um parecer da AudElétrica, unidade especializada do TCU em energia elétrica e nuclear, apontou fragilidades na metodologia de definição dos preços-teto do LRCap 2026, mas concluiu que não seria conveniente adotar medidas imediatas para interromper o certame. A análise decorre de representação sobre possíveis irregularidades relacionadas aos preços-teto e à inclusão de cláusulas possivelmente anticompetitivas. Segundo os técnicos, as informações fornecidas pela EPE evidenciam fragilidades metodológicas, com parâmetros baseados principalmente em dados declarados pelos geradores, pouco aderentes a referências internacionais e incapazes de capturar tempestivamente oscilações relevantes de mercado. O parecer também questiona a opção do MME de financiar a malha de transporte de gás por meio da tarifa de energia elétrica sem estudos, projeções ou estimativas que justificassem a decisão. Ainda assim, o órgão avaliou que eventual adiamento poderia elevar o risco de insuficiência de potência para atendimento da demanda, com base em documentos do ONS. O TCU apontou oportunidades de aperfeiçoamento, mas manteve posição favorável à realização do leilão no prazo previsto. (Brasil Energia – 17.03.2026)

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Leilão de baterias deve ficar para o 2º semestre de 2026

O leilão de baterias no Brasil, esperado como um marco importante para a inserção de sistemas de armazenamento de energia (BESS) no setor elétrico, deve ser realizado apenas no segundo semestre de 2026. O adiamento reflete a complexidade regulatória e técnica envolvida na definição de um modelo de contratação adequado para essa tecnologia, que ainda não possui um framework totalmente consolidado no país. O armazenamento é considerado peça-chave para lidar com a crescente participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, pois permite maior flexibilidade operacional e segurança no atendimento à demanda. A postergação também sugere que o governo e os reguladores buscam amadurecer melhor os critérios do leilão, incluindo remuneração, serviços ancilares e integração com o sistema elétrico. Para o mercado, o atraso pode representar uma frustração no curto prazo, mas também uma oportunidade de estruturar um modelo mais robusto e sustentável. Investidores seguem atentos, já que o Brasil é visto como um mercado promissor para BESS devido à expansão acelerada das renováveis. A realização do leilão será determinante para destravar investimentos e consolidar o armazenamento como ativo estratégico no sistema elétrico nacional. (Agência CanalEnergia - 18.03.2026)

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Governo realiza 2ª etapa de leilão de reserva para termelétricas a óleo e biodiesel em meio a críticas

O governo realiza nesta sexta-feira (20) a segunda rodada do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026, focada na contratação de usinas termelétricas a óleo e biodiesel. O evento ocorre em meio a críticas de entidades que representam consumidores, que apontam aumento de custos e baixo nível de competição na etapa realizada na quarta-feira (18). Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), esta rodada contará com três produtos voltados a usinas existentes movidas a óleo e biodiesel, com prazos contratuais de até 10 anos. Ao todo, foram cadastrados 38 projetos, somando cerca de 5,9 GW de potência, sendo 18 empreendimentos a óleo, com 2.843 MW, e 20 projetos a biodiesel, com 3.047 MW. O deságio médio da primeira rodada foi de 5,52% e foi considerado estratégico pelo governo. Apesar disso, o resultado foi alvo de críticas. A FNCE e a Abrace afirmaram que o volume contratado foi excessivo e pode elevar a conta de luz em até 10%. Para especialistas, a segunda etapa do leilão reforça a estratégia do governo de ampliar a capacidade despachável do sistema, especialmente em momentos de pico de demanda. (CNN Brasil – 20.03.2026)

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Silveira diz que leilão pode encerrar ciclo fóssil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o leilão de reserva de capacidade realizado em 18 de março pode ser o último voltado a termelétricas de fontes não renováveis ou não limpas, em meio ao avanço da transição energética no país. Segundo ele, o certame garante segurança energética para a próxima década e representa a maior contratação de térmicas da história brasileira. Silveira sustentou que a medida também preserva a modicidade tarifária, por substituir contratações emergenciais no modelo merchant, mais caras, por contratos antecipados de longo prazo. Ao comentar a alta dos combustíveis em razão da guerra no Oriente Médio, o ministro afirmou que o governo atua além da esfera tributária e intensificou a fiscalização sobre possíveis abusos e cartéis no varejo de combustíveis. Ele citou ações coordenadas entre Polícia Federal, ANP, Receita Federal, Senacom e Procons estaduais para coibir práticas irregulares e reforçou que não haverá trégua no combate a crimes contra a economia popular. (Valor Econômico - 18.03.2026)

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Ministro do TCU rejeita novo pedido de suspensão do LRCAP

O ministro do Tribunal de Contas da União rejeitou um novo pedido de suspensão do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), permitindo a continuidade do certame e reforçando a segurança institucional do processo. A decisão é relevante porque o leilão tem papel estratégico na garantia da segurança energética do país, ao contratar potência disponível para momentos críticos do sistema. A tentativa de suspensão refletia preocupações de agentes do setor quanto a aspectos do modelo, incluindo custos, desenho do produto e impactos tarifários. Ao rejeitar o pedido, o TCU sinaliza que, ao menos neste momento, não identificou elementos suficientes para interromper o processo. Isso traz maior previsibilidade para investidores e participantes do leilão, que dependem de estabilidade regulatória para tomar decisões de investimento. O episódio evidencia a crescente judicialização e fiscalização de grandes decisões do setor elétrico, especialmente em um contexto de transformação da matriz energética. A continuidade do LRCAP também reforça a prioridade dada pelo governo à segurança do suprimento, diante da expansão de fontes intermitentes. Para o mercado, a decisão reduz incertezas no curto prazo, embora o debate sobre o modelo de contratação permaneça ativo. (Agência Canal Energia - 19.03.2026)

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Térmicas a gás dominam leilão e confirmam baixa competição

As termelétricas a gás natural concentraram 80% da potência contratada no 2º LRCAP, que negociou 18,977 GW com deságio de 5,52%. O leilão reuniu 100 empreendimentos vencedores, mas ficou marcado pela baixa competição, já que muitos produtos registraram descontos pequenos ou inexistentes em relação ao preço-teto. O volume elevado de projetos cadastrados, superior a 126 GW térmicos, não se traduziu em disputa efetiva pela demanda contratada, contrariando a expectativa de que o excedente de oferta aumentaria a rivalidade entre agentes. O resultado consolidou a centralidade das usinas a gás no atendimento à necessidade de potência do sistema e evidenciou a preferência do desenho do certame por essa tecnologia, em meio a críticas sobre custo, concentração e efeitos tarifários. A divulgação da lista de vencedores reforçou o protagonismo de grandes grupos térmicos e confirmou a contratação residual de outras fontes frente ao domínio do parque termelétrico. (Agência Eixos - 18.03.2026)

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Resultado do LRCap reforça expectativa para leilão de BESS

O resultado do LRCap realizado em 18 de março elevou a expectativa do mercado para o primeiro leilão brasileiro de sistemas de armazenamento em baterias, o BESS, cuja realização foi sinalizada pelo governo para junho. Para Débora Yanasse, sócia do Tauil & Chequer, a contratação de 18,97 GW no certame, perto da faixa esperada de 20 GW a 25 GW, sugere que o residual de demanda poderá abrir espaço para até 6 GW em disponibilidade contratada no futuro leilão de baterias, acima da expectativa inicial de 2 GW. A avaliação é compartilhada pela Absae, que argumenta que os sistemas BESS podem oferecer potência, flexibilidade e controle a custos fixos até 44% inferiores ao preço médio de R$ 2,33 milhões por MW/ano observado no LRCap, sem necessidade de nova receita a cada acionamento. A associação alerta, porém, que o leilão de térmicas a diesel não deve esgotar a demanda até 2028. O certame de potência contratou cerca de 19 GW, com predominância térmica a gás e preços próximos ao teto em vários produtos, indicando forte pressão por capacidade firme. (Brasil Energia – 19.03.2026)

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PSR: Preços do LRCAP indicam forte demanda por potência

A PSR avaliou que os preços obtidos no leilão de reserva de capacidade realizado em 18 de março sinalizam forte demanda por potência no sistema elétrico brasileiro. Durante painel do workshop PSR/Canal Energia, Jairo Terra, head de Regulação e Litígio da consultoria, afirmou que todos os produtos foram contratados a preços muito próximos do teto, em uma faixa aproximada entre R$ 1.400 e R$ 2.900 por kW, o que evidencia pressão por capacidade firme e desafios no desenho dos produtos. Segundo ele, tecnologias como baterias ainda não competem diretamente com térmicas no modelo atual, porque os requisitos de disponibilidade são de 24 horas por dia, sete dias por semana, enquanto os sistemas de armazenamento costumam descarregar por cerca de quatro horas. No mesmo evento, Mario Veiga e Luiz Barroso destacaram que a transição energética global deixou de seguir trajetória linear e passou a refletir disputas geopolíticas, pressões econômicas e preocupações com segurança energética. Para os executivos, a volatilidade dos combustíveis fósseis, os riscos nas cadeias de suprimento e a eletrificação no Sul Global devem ampliar o debate sobre renováveis, armazenamento e energia nuclear. (Brasil Energia – 19.03.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Brasil e Bolívia assinam acordo para interligação elétrica

Brasil e Bolívia firmaram acordo para viabilizar uma nova interconexão elétrica entre os dois países, com pontos de conexão na província de Germán Busch, em Santa Cruz, e em Corumbá (MS). O entendimento prevê a construção de linhas de transmissão, estruturas e equipamentos de grande capacidade para integrar os sistemas elétricos e ampliar o intercâmbio de energia, a segurança do suprimento e a qualidade do serviço aos consumidores. Durante a assinatura, o presidente Lula afirmou que a medida permitirá otimizar recursos existentes e levar eletricidade a áreas ainda dependentes do diesel. A integração energética bilateral já vinha sendo discutida em iniciativas anteriores, incluindo o acordo de 2024 envolvendo Guajará-Mirim e Guayaramerín e o memorando de 2025 sobre a elevação da cota do reservatório de Jirau, com compensação à Bolívia. O encontro também reforçou a agenda de cooperação em gás natural, biocombustíveis e renováveis, em meio à busca regional por maior segurança energética e integração do Cone Sul. (Agência Eixos - 16.03.2026)

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Curtailment escala e preço da energia triplica impacto no setor

O aumento do curtailment — situação em que usinas precisam reduzir ou interromper a geração por restrições do sistema elétrico ou excesso de oferta — tem ampliado significativamente seus impactos econômicos no setor elétrico brasileiro. A expansão acelerada da geração eólica e solar, combinada com limitações na infraestrutura de transmissão e queda nos preços da energia, tem intensificado o fenômeno e aumentado as perdas financeiras associadas à interrupção de geração renovável. Especialistas apontam que o problema evidencia a necessidade de ampliar a rede de transmissão, desenvolver soluções de armazenamento e aperfeiçoar mecanismos de mercado que aumentem a flexibilidade do sistema elétrico. (Agência CanalEnergia - 11.03.2026)

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BBCE: Preços da energia para julho voltam ser negociados abaixo dos R$ 300 por MW

No mercado brasileiro de energia elétrica, os preços negociados na plataforma BBCE registraram uma significativa correção na última semana, refletindo a melhora nas condições hidrológicas e o consequente alívio nas preocupações do setor para o próximo período seco. O destaque ficou para o contrato de fornecimento de energia para julho de 2026, que apresentou a maior queda entre os vencimentos mais líquidos, com uma desvalorização de 10,40%, fechando a última sexta-feira (13) aos R$ 292,71 por megawatt-hora (MWh), voltando a ser negociado abaixo da marca dos R$ 300/MWh. Essa redução nos preços tem como principal motivação as recentes chuvas que favoreceram os reservatórios, diminuindo o pessimismo do mercado quanto à capacidade de atendimento da demanda durante o período seco que se aproxima. O contrato para o terceiro trimestre do ano também acompanhou essa tendência de queda, com uma redução de 6,62%, fechando a semana aos R$ 298 por MWh, também abaixo dos R$ 300/MWh. No entanto, o fornecimento previsto para o quarto trimestre manteve-se em patamar mais elevado, encerrando a sexta-feira a R$ 320,46 por MWh, embora tenha sofrido uma queda de 4,35%. Além desses, outros contratos de curto prazo evidenciaram movimentações relevantes. A energia para entrega em maio caiu 5,74%, sendo negociada a R$ 267 por MWh, e manteve-se entre os produtos mais negociados da plataforma com 229 operações realizadas. Os contratos destaque foram os de abril e março. Por fim, no segmento dos contratos anuais, a energia para entrega em 2027 teve o maior volume energético negociado na semana, com 654 GWh. (Broadcast Energia - 16.03.2026)

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Expansão de renováveis pressiona limites do Sistema Interligado Nacional

A transição energética brasileira entrou em uma fase crítica. A rápida expansão das fontes renováveis, sobretudo eólica e solar, passou a pressionar os limites operacionais do SIN (Sistema Interligado Nacional), uma das maiores redes elétricas integradas do mundo. O SIN conecta praticamente todo o território nacional por meio de uma malha de transmissão de escala continental que permite transferir energia entre regiões. Essa arquitetura foi decisiva para o Brasil desenvolver uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta. Porém, nos últimos anos, a velocidade de expansão dessas fontes começou a superar o ritmo de ampliação da infraestrutura elétrica e as mudanças estruturais na matriz hidrelétrica reduziram parte da flexibilidade histórica do sistema. Diante desse cenário, especialistas convergem para três prioridades estratégicas. A primeira é ampliar e modernizar a rede, a segunda é aumentar a flexibilidade do sistema e a terceira é a criação de novos modelos de governança com integração de GD. Se essas mudanças forem implementadas com rapidez, o país pode transformar o atual desafio em vantagem competitiva global. (CNN Brasil -17.03.2026)

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MME: Aprovação de 18 projetos de GD em regime de incentivos

O Ministério de Minas e Energia aprovou 18 projetos de geração distribuída em regime de incentivos, reforçando a expansão desse segmento em um momento de forte transformação do consumo elétrico e de maior descentralização da matriz. A aprovação é relevante porque a geração distribuída, especialmente solar, vem se consolidando como uma das principais portas de entrada da transição energética no Brasil, combinando redução de custos para consumidores, diversificação da matriz e estímulo à cadeia produtiva local. Ao mesmo tempo, o tema permanece sensível do ponto de vista regulatório, já que o crescimento acelerado da GD levanta discussões sobre uso da rede, alocação de custos e equilíbrio entre agentes do mercado regulado e do mercado descentralizado. A aprovação desses projetos mostra que, apesar dos debates sobre subsídios e sustentabilidade do modelo, o governo continua reconhecendo a importância da GD como instrumento de expansão renovável. Para investidores e desenvolvedores, a sinalização é positiva porque preserva dinamismo em um segmento que continua atraindo capital e inovação. Em termos sistêmicos, o avanço da geração distribuída ajuda a aproximar produção e consumo, mas também aumenta a necessidade de modernização das redes e de novos instrumentos de coordenação operacional. O movimento, portanto, reforça tanto o potencial quanto os desafios da descentralização energética. (MegaWhat - 17.03.2026)

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Consumidores

Mercado livre de energia avança em consumo, consumidores e receita em 2025

O consumo médio no Ambiente de Contratação Livre (ACL) no Brasil atingiu 30.575 MW médios em 2025, crescimento de 8% na comparação anual, segundo a Abraceel, levando o mercado livre a responder por cerca de 42% de toda a eletricidade consumida no país. O segmento incorporou 18.928 novas unidades consumidoras e encerrou o ano com 83.425 unidades, alta de 29%, além de movimentar R$ 283 bilhões, expansão nominal de 46% sobre 2024. O ACL também concentrou 62% da geração eólica, 91% da solar centralizada, 92% da biomassa e 57% das PCHs, fazendo com que, em conjunto, essas quatro fontes renováveis destinassem 70% de sua produção ao ambiente livre. São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro lideraram a migração de consumidores, somando 61% das adesões registradas no ano. (Brasil Energia – 13.03.2026)

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Mercado livre mantém ritmo de crescimento em 2026

O mercado livre de energia elétrica no Brasil segue apresentando expansão consistente em 2026, consolidando sua relevância dentro do setor elétrico nacional. O Ambiente de Contratação Livre (ACL) tem atraído um número crescente de consumidores, especialmente empresas de médio porte, que buscam maior previsibilidade de custos e condições mais competitivas na contratação de energia. Esse crescimento é impulsionado pela abertura gradual do mercado, avanços regulatórios e maior maturidade dos agentes envolvidos. A expansão do ACL também tem estimulado a inovação em produtos energéticos, como contratos flexíveis, soluções integradas com geração distribuída e estratégias de hedge energético. Ao mesmo tempo, o avanço do mercado livre traz desafios relacionados à governança, à liquidez e à necessidade de maior transparência nas operações. Especialistas apontam que o crescimento contínuo do ACL pode transformar estruturalmente o setor elétrico brasileiro, reduzindo a participação do mercado cativo e aumentando a eficiência econômica do sistema. O movimento também reforça a importância de políticas que garantam equilíbrio entre os ambientes regulado e livre, evitando distorções e assegurando competição justa entre os agentes. (Agência CanalEnergia - 17.03.2026)

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CCEE terá participação de destaque na Agenda Setorial 2026

A CCEE confirmou presença na Agenda Setorial 2026, evento promovido pela Informa Markets e marcado para 19 de março, no Rio de Janeiro, no qual pretende ampliar sua contribuição aos debates estratégicos sobre o futuro do setor elétrico brasileiro. A programação prevê a participação do diretor de Gestão de Mercado, Ricardo Simabuku, no painel de abertura, das 9h30 às 11h, para discutir o contexto atual e as perspectivas de desenvolvimento do setor em meio a mudanças regulatórias e estruturais. À tarde, das 14h30 às 16h, o gerente executivo de Preços e Estudos Energéticos, Rodrigo Sacchi, integrará o painel “Preços 2026: as principais discussões”, dedicado a temas ligados à formação de preços, desafios operacionais, evolução dos modelos e impactos para os agentes. Em sua 13ª edição, a Agenda Setorial se consolidou como fórum de referência para decisões estratégicas e, neste ano, deverá concentrar discussões sobre regulação, planejamento, flexibilidade operativa, expansão do SIN e sustentabilidade. Para a CCEE, a participação reforça o compromisso institucional com o aperfeiçoamento do mercado de energia e a construção de soluções técnicas para um setor mais eficiente, inovador e sustentável. (CCEE – 16.03.2026)

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Contratos futuros de energia recuam na BBCE com foco em 2026

O pregão da BBCE encerrou a semana passada com predominância de queda nos preços futuros de energia, especialmente entre os contratos mensais e trimestrais com entrega ao longo de 2026. Apesar do viés baixista, abril se destacou com alta de 0,91%, tornando-se o contrato mais negociado em tela e registrando o segundo maior volume energético e financeiro do período. Março também avançou, com valorização de 1,62% e presença relevante nas negociações. Na direção oposta, os principais recuos foram observados em julho, com baixa de 10,40%, no produto 3T2026, com retração de 6,62%, em maio, com queda de 5,74%, além do 2T2026, que cedeu 4,78%, e do 4T2026, com desvalorização de 4,35%. No médio prazo, o 2S2026 recuou 3,57% e permaneceu entre os ativos de maior liquidez. Já no longo prazo, os contratos anuais seguiram com negociações ativas ao longo da curva. Na Safra SE, os preços voltaram a cair, com variações negativas entre 9,14% e 10,11%. (Brasil Energia – 17.03.2026)

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Crise no mercado livre de energia acende alerta econômico

O mercado livre de energia no Brasil enfrenta sinais de crise que começam a gerar preocupação entre agentes e analistas, indicando possíveis impactos econômicos mais amplos. O alerta está associado a fatores como volatilidade de preços, inadimplência de agentes, desequilíbrios contratuais e desafios na gestão de riscos. O crescimento acelerado do mercado livre nos últimos anos trouxe maior dinamismo, mas também aumentou a complexidade das operações e a exposição a riscos financeiros. A crise pode afetar não apenas comercializadores, mas também consumidores que migraram para o ambiente livre em busca de economia. O cenário reforça a necessidade de aprimoramento das regras de governança, mecanismos de garantias e supervisão do mercado. Para o setor elétrico como um todo, o episódio levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do modelo atual e a necessidade de ajustes regulatórios. O impacto potencial sobre a economia decorre da relevância crescente do mercado livre no consumo total de energia do país. (Agência CanalEnergia - 19.03.2026)

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Biblioteca Virtual

Artigo GESEL: “Sistemas de armazenamento hidráulico”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL]), Angela Livino (pesquisadora associada do GESEL-UFRJ), Roberto Brandão (diretor técnico-científico do GESEL-UFRJ) e Ana Carolina Chaves (pesquisadora plena do GESEL-UFRJ) tratam do papel estratégico do armazenamento hidráulico na transição energética brasileira, destacando que a matriz elétrica nacional, fortemente renovável e baseada em hidrelétricas, é uma vantagem ainda subestimada. Argumentam que a expansão de eólicas e solares exige soluções de flexibilidade e confiabilidade, sendo os Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) essenciais por funcionarem como “baterias de água” capazes de armazenar energia em larga escala e por longos períodos. O Brasil reúne condições únicas para liderar esse modelo, mas enfrenta entraves regulatórios, econômicos e institucionais que dificultam investimentos. O artigo defende a criação de mecanismos de remuneração, ajustes legais e coordenação entre órgãos para viabilizar os SAH, transformando-os em infraestrutura central para garantir segurança energética, competitividade e sustentabilidade no longo prazo. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 18.03.2026)

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Artigo de Daniel Araujo Carneiro: “Além do PLD Horário: A Urgência do Rigor Regulatório na Aplicação da TUSD Incentivada”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Daniel Araujo Carneiro (pesquisador associado do GESEL-UFRJ.) trata de uma falha operacional relevante no mercado livre de energia brasileiro relacionada à aplicação do desconto da TUSD para fontes incentivadas, apesar do alto nível de sofisticação do setor em modelagem e precificação. O autor destaca que o problema não decorre de lacunas regulatórias, mas da adoção de práticas obsoletas, especialmente na ordem de cálculo em sistemas de shadow billing. Um erro recorrente envolve a dedução antecipada da Cota de Angra, que não é energia incentivada, reduzindo indevidamente a base de cálculo do benefício. Essa distorção resulta de confusão entre bases física, contratual e tarifária, gerando perdas financeiras silenciosas para consumidores. Carneiro defende maior rigor na governança e alinhamento às normas da ANEEL e do PRODIST, ressaltando que eficiência no ACL depende também da correta aplicação técnica das regras tarifárias. (Agência CanalEnergia – 18.03.2026)

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Artigo de Rodrigo Regis: “A Década da Engenharia Sistêmica: o que o PDE 2035 nos obriga a enxergar”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Rodrigo Regis (diretor de Negócios e Laboratórios do CEPEL) trata argumenta que o setor elétrico brasileiro atravessa uma mudança estrutural, deixando de focar na expansão linear de ativos para enfrentar desafios sistêmicos que exigem coordenação, flexibilidade e integração. A partir do PDE 2035, o autor destaca que o sistema passa a ser entendido como uma rede de interdependências, entre geração, consumo, clima e regulação, alinhando-se ao pensamento sistêmico de Capra e à Teoria U de Scharmer, que apontam para transformações baseadas em novas formas de percepção e organização. Nesse contexto, o principal desafio deixa de ser ampliar a oferta de energia e passa a ser garantir atributos como estabilidade e resiliência em um cenário de maior complexidade e volatilidade, exigindo mudanças técnicas, institucionais e econômicas para integrar eficientemente os diversos elementos do sistema. (GESEL-IE-UFRJ – 17.03.2026)

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Artigo de Marcos Vilela: “Adeus, kWh! No novo varejo de energia, o relacionamento é o principal ativo”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Marcos Vilela (engenheiro de Soluções da Salesforce) trata da abertura do mercado livre de energia na baixa tensão como um ponto de inflexão que transforma profundamente o setor, exigindo a substituição de modelos centrados em ativos por uma abordagem focada no cliente e na hiperpersonalização em escala. Com milhões de consumidores ganhando poder de escolha, o kWh deixa de ser o produto final e passa a integrar uma oferta mais ampla de serviços, cujo valor está na experiência e na eficiência proporcionadas. Nesse contexto, a combinação de dados, medidores inteligentes e Inteligência Artificial torna-se essencial para entender o comportamento do consumidor, antecipar necessidades e oferecer soluções integradas, tornando as empresas mais consultivas e competitivas. Assim, o diferencial no novo varejo de energia não estará apenas no preço, mas na capacidade de construir relacionamentos contínuos e personalizados com os clientes. (GESEL-IE-UFRJ – 17.03.2026)

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Artigo de Jorge Alcaide: “LRCap: Por que olhar além do preço é essencial?”

Em artigo publicado no Brasil Energia, Jorge Alcaide (diretor executivo da Wärtsilä Brasil) argumenta que o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) não deve ser julgado apenas pelo menor preço, pois sua finalidade é assegurar potência disponível e confiável em momentos críticos do sistema, e não simplesmente contratar a energia mais barata. Nessa linha, o autor destaca a diferença entre leilões de capacidade e de energia, pontuando que a ênfase exclusiva no capex pode resultar na contratação de ativos menos robustos, com maior risco de indisponibilidade e, no futuro, culiminar em custos associados a despachos fora da ordem de mérito, encargos adicionais e medidas emergenciais. O texto também aponta que, em um sistema com crescente participação de fontes solar e eólica, a flexibilidade operacional se torna atributo central, já que não basta dispor de megawatts médios, mas de capacidade firme, resposta rápida e operação aderente às necessidades do ONS. Os episódios de curtailment no Nordeste reforçam esse diagnóstico ao evidenciar que o desafio não é apenas de volume de energia, mas de flexibilidade para absorver ou repor geração. O artigo conlcui que considerar atributos técnicos além do preço é indispensável para que o LRCap sustente a transição energética com segurança, estabilidade e previsibilidade, evitando custos maiores e menor confiabilidade no futuro. (GESEL-IE-URFJ – 18.03.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “Há necessidade de térmicas a carvão?”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Jerson Kelman (ex-professor da Coppe-UFRJ) trata das distorções no setor elétrico brasileiro causadas por subsídios mantidos por decisões do Congresso, que privatizam benefícios e socializam custos. O autor destaca riscos de apagões decorrentes tanto do excesso quanto da falta de geração, agravados pela expansão de fontes intermitentes. Critica o desenho do Leilão de Reserva de Capacidade, que restringe a competição e pode favorecer usinas ineficientes, como as térmicas a carvão, inadequadas para atender picos de demanda e altamente poluentes. Segundo Kelman, a inclusão dessas usinas não atende a necessidades técnicas do sistema, mas configura um subsídio disfarçado para sustentar economias regionais. Ele defende que questões sociais sejam tratadas via orçamento público, com transparência, e não por meio da conta de luz, preservando a eficiência do setor elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 18.03.2026)

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Artigo de André Tokarski: “Potência comprada, tecnologia importada: os limites do LRCAP 2026 para fortalecer a indústria brasileira de baterias”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, André Tokarski (coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Alves Faria) trata do leilão de reserva de capacidade por baterias (LRCAP 2026) como uma iniciativa relevante para aumentar a estabilidade do sistema elétrico brasileiro e integrar melhor as fontes renováveis, mas critica seu desenho regulatório por não incorporar instrumentos de política industrial. O autor argumenta que, apesar de criar um novo mercado estratégico para armazenamento de energia, o modelo tende a favorecer fornecedores estrangeiros, já que não prevê exigências de conteúdo local, transferência de tecnologia ou fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Assim, o Brasil corre o risco de arcar com os custos, socializados via encargos aos consumidores, enquanto o valor tecnológico é apropriado no exterior. Tokarski defende ajustes no leilão para alinhá-lo à política industrial brasileira, com incentivos à produção local, inovação, capacitação e parcerias com instituições nacionais, de modo a transformar a política energética também em vetor de desenvolvimento industrial. (GESEL-IE-UFRJ – 20.03.2026)

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Artigo de Eduardo Honorato: “IA na Cibersegurança do Setor Elétrico: antecipar ataques antes que virem apagões”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Eduardo Honorato (Head of OT Cybersecurity LATAM na NovaRed) trata do papel crescente da Inteligência Artificial na cibersegurança do setor elétrico, destacando que a digitalização e a integração entre TI e TO ampliaram tanto a eficiência quanto a superfície de ataque das redes. O autor argumenta que ferramentas tradicionais já não são suficientes para lidar com ameaças complexas e que a IA surge como complemento essencial, atuando na detecção preditiva de anomalias, resposta automatizada a incidentes, correlação de dados e aprendizado contínuo. Ao exemplificar casos práticos, mostra como a antecipação de ataques pode evitar falhas graves, como apagões, ao permitir respostas mais rápidas e precisas. Contudo, ressalta desafios na implementação, como limitações de sistemas legados, necessidade de explicabilidade das decisões e equilíbrio entre segurança e continuidade operacional, defendendo que a IA deve ser integrada de forma gradual, assistida e alinhada a normas e à governança do setor, como ferramenta de apoio, e não substituição, à estratégia de segurança. (GESEL-IE-UFRJ – 20.03.2026)

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Artigo de Ruan Gubolin Batista: “Redes privativas: a nova base da transformação digital do setor elétrico”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ruan Gubolin Batista (Gerente Senior de Vendas da Hughes do Brasil) trata das redes privativas como elemento central da transformação digital no setor elétrico, destacando que a crescente complexidade das operações exige uma infraestrutura de conectividade mais robusta, segura e previsível do que os modelos fragmentados tradicionais. O autor argumenta que essas redes, especialmente as LTE e 5G em faixas como 450 MHz, permitem viabilizar aplicações críticas como automação, telemedição e monitoramento em tempo real, além de preparar o setor para inovações como manutenção preditiva e integração de geração distribuída. Ressalta ainda que esse movimento, já consolidado em outros países, traz ganhos operacionais e benefícios diretos aos consumidores, como maior confiabilidade e rapidez na resposta a falhas, ao mesmo tempo em que ajuda as concessionárias a cumprir exigências regulatórias e melhorar indicadores de qualidade, consolidando a conectividade dedicada como um habilitador estratégico para eficiência, segurança e modernização do setor. (GESEL-IE-UFRJ – 20.03.2026)

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Artigo de Marisete Pereira: “O Brasil já tem uma matriz limpa, o desafio agora é outro”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Marisete Pereira (presidente executiva da Abrage) trata da transformação do sistema elétrico brasileiro, destacando que, embora o país já possua uma matriz majoritariamente limpa, o principal desafio atual está na forma de expansão dessa matriz, especialmente diante do crescimento das fontes eólica e solar, que são intermitentes. A autora argumenta que a segurança do suprimento depende não apenas da quantidade de energia gerada, mas da capacidade de resposta do sistema às variações de oferta e demanda, papel hoje desempenhado sobretudo pelas hidrelétricas, cujos atributos, como flexibilidade, capacidade e armazenamento, não são devidamente valorizados ou remunerados. O texto também critica distorções no modelo atual, agravadas pela expansão da geração distribuída e por falhas na formação de preços, e defende avanços regulatórios, como os previstos na Lei nº 15.269/2025, para garantir maior alinhamento entre operação, preços e confiabilidade, de modo a preservar a segurança energética e evitar custos maiores no futuro. (GESEL-IE-UFRJ – 20.03.2026)

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Artigo de Pedro Dante: “O mercado livre de energia e seu processo natural de amadurecimento: crise ou oportunidade?”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Pedro Dante (sócio de energia do Lefosse Advogados) trata da recente volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e dos episódios de saída de comercializadoras do mercado livre de energia como parte de um processo natural de amadurecimento do Ambiente de Contratação Livre (ACL), e não como sinal de falha estrutural. O autor argumenta que choques de preço funcionam como testes de estresse que revelam fragilidades na gestão de risco, liquidez e garantias, promovendo uma “depuração” do mercado após um período de expansão acelerada. Comparando com o setor financeiro, defende que a evolução institucional passa pela criação de mecanismos mais robustos de mitigação de risco, como câmaras de compensação, maior exigência de garantias e maior transparência. Assim, a volatilidade deve ser vista como um sinal econômico que induz aperfeiçoamentos regulatórios e contratuais, contribuindo para tornar o mercado mais resiliente, previsível e sustentável no longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 20.03.2026)

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