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IFE
16/03/2026

IECC 363

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
16/03/2026

IFE nº 363

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 363

Marco Institucional

Curso GESEL “Modernização do Setor Elétrico e Impactos para os Agentes Setoriais"

Diante da reforma do modelo do setor elétrico brasileiro, consolidada pela Lei nº 15.269/2025, e das mudanças estruturais que ela introduz no funcionamento do mercado, o GESEL oferece um curso executivo voltado à capacitação de agentes do setor. A nova legislação representa a mais ampla modernização regulatória desde 2004 e traz impactos relevantes para a abertura do mercado livre, a reorganização de encargos e subsídios, a formação de preços e os mecanismos de adequação e segurança do SIN. O curso apresenta uma análise técnica e integrada da reforma, abordando fundamentos, vetos presidenciais e implicações econômicas e regulatórias. Entre os temas discutidos estão a abertura para consumidores de baixa tensão, o Supridor de Última Instância (SUI), mudanças no mercado atacadista, autoprodução, armazenamento de energia, encargos setoriais, curtailment e alterações institucionais envolvendo ANEEL, CCEE e EPE. O início do curso está previsto para o dia 6 de abril de 2026, com carga horária total de 14 horas, distribuídas em 7 aulas de 2 horas, sempre às segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h. Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/pJhaTF6MgKcfF5od7 (GESEL-IE-UFRJ – 09.03.2026)

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GESEL: Para Nivalde de Castro, a expansão da energia nuclear no Brasil se justifica mais por desenvolvimento tecnológico

Quinze anos após o acidente de Fukushima, a energia nuclear volta a ganhar espaço global como alternativa para reduzir emissões e garantir segurança energética, apesar de críticas ligadas a acidentes e resíduos radioativos. No Brasil, porém, especialistas avaliam que seu papel deve continuar complementar devido à predominância de fontes renováveis e aos custos da tecnologia. Para Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico - GESEL, o debate brasileiro difere do de países mais dependentes de combustíveis fósseis. Segundo ele, a expansão da energia nuclear no país se justificaria principalmente pelo desenvolvimento tecnológico e pela cadeia produtiva ligada às reservas de urânio, já que o Brasil possui uma matriz elétrica relativamente limpa. No cenário internacional, a geração nuclear deve crescer até 2030, impulsionada pela demanda por energia e por projetos em países como China, Índia e Japão. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Valor Econômico - 11.03.2026)

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Governo envia pedido ao Senado para financiar energia renovável no Nordeste

O governo federal encaminhou ao Senado um pedido de autorização para viabilizar financiamento voltado a projetos de energia renovável na região Nordeste. A iniciativa busca ampliar investimentos em geração de energia limpa e fortalecer a infraestrutura energética regional. O Nordeste tem se consolidado como uma das principais regiões produtoras de energia renovável do país, especialmente em projetos eólicos e solares. O financiamento pode contribuir para acelerar a implantação de novos empreendimentos e ampliar a capacidade de geração de energia limpa no Brasil. (Agência Canal Energia - 11.03.2026)

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Câmara dos Deputados: Novo comando da CME quer cobrar da GD e barrar novos custos na CDE

Ao assumir a presidência da Comissão de Minas e Energia, Joaquim Passarinho afirmou que pretende destravar projetos parados, rejeitar propostas que ampliem despesas da Conta de Desenvolvimento Energético e recolocar em debate uma cobrança sobre consumidores com micro e minigeração distribuída. O deputado considera que a GD precisa começar a contribuir para aliviar subsídios pagos nas tarifas e citou a possibilidade de um encargo escalonado por 100 kWh, após a rejeição, na tramitação da MP 1304, da proposta de R$ 20 a cada 100 kWh apresentada por Eduardo Braga. Passarinho defende um acordo setorial para evitar colapso do sistema e disse que a comissão terá atuação mais dura contra pedidos sucessivos de vista e retirada de pauta, com limite de projetos por relator. Também pressionará o ministro Alexandre Silveira a comparecer voluntariamente à CME, quer avançar com o novo Código de Mineração, incluindo capítulo sobre minerais raros, e promete cobrar o Ibama e Marina Silva pela exploração de petróleo na Margem Equatorial. (Agência Eixos – 10.03.2026)

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Comissão aprova indenização de distribuidoras a produtores rurais por perdas

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1.940/24, que estabelece a obrigação de concessionárias de distribuição de energia elétrica indenizarem produtores rurais por perdas de produtos perecíveis decorrentes de interrupções no fornecimento ou oscilações de tensão na rede. De autoria do deputado Marx Beltrão (PP-AL), a proposta busca responder a prejuízos recorrentes enfrentados por agricultores em diversas regiões do país. O relator, deputado Tião Medeiros (PP-PR), destacou que a medida fortalece incentivos para atuação mais preventiva das distribuidoras, ao mesmo tempo em que atende demandas do setor produtivo. Pelo texto aprovado, o produtor deverá apresentar documentação técnica que comprove a relação entre a falta de energia e a perda da produção. O ressarcimento será calculado com base no valor de mercado regional dos produtos afetados. O pedido deverá ser analisado pela concessionária em até 30 dias; caso o prazo não seja cumprido, será aplicada multa correspondente a 10% do valor devido. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação final no Congresso. (Brasil Energia - 06.03.2026)

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Ministro Silveira defende rediscussão do papel nuclear na soberania nacional

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender a reabertura do debate sobre o papel da indústria nuclear brasileira também sob a ótica da defesa e da soberania nacional. Em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara, afirmou compreender a opção constitucional de 1988 por restringir o uso do potencial nuclear à geração de energia, mas disse divergir desse entendimento diante do atual cenário geopolítico, marcado por disputas por petróleo, minerais críticos e recursos estratégicos. Para ele, um país com as riquezas naturais do Brasil precisa discutir, democraticamente e dentro das instituições, como fortalecer sua capacidade de defesa. O ministro também reiterou posição favorável à conclusão de Angra 3, desde que acompanhada de modernização da Eletronuclear e de outras estatais do setor. Silveira ainda destacou o potencial de pequenos reatores nucleares para suprir sistemas isolados e substituir combustíveis fósseis. (Valor Econômico - 11.03.2026)

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Silveira defende freio às renováveis diante do avanço do curtailment

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o avanço acelerado da geração renovável no Brasil exige ajustes no ritmo de expansão para evitar problemas operacionais no sistema elétrico, especialmente relacionados ao aumento do curtailment. O fenômeno ocorre quando usinas, principalmente eólicas e solares, precisam reduzir ou interromper a geração de energia por limitações da rede de transmissão ou excesso de oferta em determinados momentos. Segundo o ministro, a expansão das renováveis deve ocorrer de forma planejada para garantir que o sistema elétrico tenha capacidade de escoar a energia produzida. A discussão reflete desafios estruturais enfrentados pelo setor elétrico brasileiro, que tem registrado crescimento expressivo de projetos de geração renovável nos últimos anos. O debate também envolve a necessidade de ampliar investimentos em transmissão, armazenamento de energia e mecanismos de flexibilidade do sistema. Especialistas apontam que soluções como baterias e maior integração regional podem ajudar a reduzir os impactos do curtailment e permitir maior aproveitamento da geração renovável. (MegaWhat - 11.03.2026)

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Silveira aciona PF contra especulação de combustíveis

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a Polícia Federal atuará na fiscalização da “especulação criminosa” de combustíveis envolvendo distribuidoras, refinarias e postos, em resposta às distorções observadas após o agravamento da crise no Oriente Médio. Segundo o ministro, não há risco de desabastecimento nos postos e o problema estaria concentrado na cadeia de comercialização, avaliação alinhada à ANP. A fala ocorreu após audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara, em meio a relatos de dificuldades no fornecimento de diesel, especialmente no Rio Grande do Sul, e ao pedido do Ministério da Justiça para que o Cade analise aumentos recentes de preços na Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Silveira reiterou que o governo não pretende intervir na Petrobras, por se tratar de companhia aberta com governança própria, mas defendeu maior rigor contra abusos e criticou a privatização da antiga BR Distribuidora. (Agência Eixos - 11.03.2026)

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Silveira afirma que MME não determinou posição da Aneel no caso da Enel

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou que não existe determinação do Ministério de Minas e Energia (MME) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o caso da Enel São Paulo, destacando que a decisão cabe exclusivamente ao processo regulatório conduzido pela autarquia. A discussão ocorre no contexto da renovação das concessões de distribuidoras com vencimento entre 2025 e 2031, que envolve 19 empresas responsáveis por mais de 60% do mercado nacional de distribuição de energia. Segundo o ministro, 17 concessionárias já receberam sinal positivo da Aneel para renovar seus contratos, restando apenas as análises das distribuidoras da Enel em São Paulo e no Ceará. Silveira informou que o governo realizará reunião com todas as distribuidoras para avançar na formalização dos novos contratos. Durante a audiência na Câmara, ele também criticou declarações do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmando que o tema tem sido tratado com “politicagem” e que a discussão precisa permanecer no âmbito técnico. O ministro ainda mencionou preocupações sobre a independência das agências reguladoras e defendeu critérios rigorosos nas indicações para esses órgãos. (Broadcast Energia - 11.03.2026)

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Silveira critica Nunes por “politicagem” no caso Enel em São Paulo

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, acusou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, de fazer “politicagem” ao tratar das falhas no fornecimento de energia da capital envolvendo a Enel. Embora tenha reiterado críticas à atuação da distribuidora, o ministro sinalizou a possibilidade de renovação da concessão, ao defender a segurança jurídica dos contratos e a necessidade de cooperação entre prefeitura e concessionária para enfrentar os efeitos de eventos climáticos extremos e da arborização urbana sobre a rede elétrica. Silveira afirmou que a centralização da gestão da empresa na Itália contribui para respostas mais lentas no Brasil. Ricardo Nunes reagiu dizendo que o ministro havia prometido apoiar a caducidade do contrato. O tema segue em análise pela Aneel, enquanto o MME tenta despolitizar a discussão e avançar na renovação, apesar do desgaste reputacional da empresa no país. (Valor Econômico - 11.03.2026)

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TCU cobra explicações sobre critérios utilizados na indenização de ativos da RBSE

O Tribunal de Contas da União solicitou esclarecimentos sobre os critérios utilizados para calcular indenizações relacionadas aos ativos da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), tema que tem gerado discussões relevantes entre agentes do setor elétrico e órgãos reguladores. O tribunal busca entender de que forma foram definidos os parâmetros adotados nos processos de compensação financeira para concessionárias de transmissão que tiveram investimentos realizados antes da renovação das concessões. A análise do TCU ocorre em um contexto de preocupações sobre transparência e adequação dos cálculos utilizados para determinar valores indenizatórios. O tema tem impacto direto na sustentabilidade econômica das concessionárias e nas tarifas pagas pelos consumidores, já que eventuais revisões podem alterar o equilíbrio financeiro dos contratos. O processo também reforça a importância da supervisão institucional sobre decisões regulatórias que envolvem valores expressivos e afetam o funcionamento do sistema elétrico nacional. (Agência CanalEnergia - 09.03.2026)

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TCU autoriza renovação de três concessões de distribuição

O Tribunal de Contas da União deu aval à renovação, por mais 30 anos, das concessões da Energisa Paraíba, Energisa Mato Grosso do Sul e RGE Sul, em decisão tomada no âmbito do acompanhamento dos processos conduzidos pelo Ministério de Minas e Energia. Ao todo, 19 distribuidoras com contratos próximos do vencimento pediram prorrogação, mas apenas duas renovações haviam sido formalizadas até agora, referentes a empresas que atuam no Espírito Santo e em Pernambuco. O TCU também considerou improcedente a denúncia do Instituto Nacional de Energia Limpa, que apontava supostas irregularidades pela existência de multas pendentes junto à Aneel. O relator, ministro Antonio Anastasia, acompanhou a área técnica e concluiu que a inadimplência de multas não configura, por si só, serviço inadequado irreversível capaz de impedir a renovação. A decisão reforça a continuidade do processo de prorrogação das concessões no setor elétrico. (Valor Econômico - 11.03.2026)

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Conta Bandeiras irá repassar R$ 95 mi para distribuidoras

A Conta Bandeiras Tarifárias realizará repasse de aproximadamente R$ 95 milhões às distribuidoras de energia, com o objetivo de compensar custos associados ao acionamento de usinas termelétricas durante períodos de maior pressão sobre o sistema elétrico. O mecanismo busca equilibrar financeiramente as distribuidoras e evitar impactos excessivos nas tarifas cobradas dos consumidores. As bandeiras tarifárias funcionam como um instrumento de sinalização do custo real de geração de energia, indicando aos consumidores quando o sistema opera com custos mais elevados. O repasse ajuda a estabilizar o fluxo financeiro das concessionárias e a manter o equilíbrio econômico do setor elétrico. A medida também reforça a importância de instrumentos regulatórios que permitam administrar variações nos custos de geração e garantir previsibilidade para agentes e consumidores. (Agência CanalEnergia - 05.03.2026)

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CCEE convoca assembleia geral para eleição do novo conselho

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) convocou uma assembleia geral com o objetivo de eleger o novo conselho de administração da entidade, responsável por definir diretrizes estratégicas e supervisionar o funcionamento da organização que opera o mercado de energia no Brasil. A eleição ocorre em um momento importante para o setor elétrico, marcado por discussões sobre abertura do mercado livre para consumidores de menor porte e pela necessidade de aprimoramento das estruturas de governança do setor. O novo conselho terá papel relevante na condução de temas estratégicos, incluindo a modernização das regras de comercialização de energia, o fortalecimento da transparência nas transações e a adaptação do mercado às transformações do sistema elétrico. A assembleia também representa oportunidade para os agentes do setor participarem diretamente das decisões institucionais da CCEE. (Agência CanalEnergia - 06.03.2026)

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Deputado Lindbergh Farias entra com ação popular contra reajustes de energia no Rio

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma ação popular contra os reajustes tarifários aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para as distribuidoras Enel Rio e Light, que atendem milhões de consumidores no Estado do Rio de Janeiro. A decisão da agência estabeleceu aumento médio de 15,46% para a Enel Rio e de 8,59% para a Light, com vigência a partir de 15 de março de 2026. Segundo o parlamentar, os reajustes são excessivos e superam a inflação, podendo gerar impactos significativos no orçamento de famílias e empresas fluminenses. A Enel Rio atende cerca de 2,79 milhões de unidades consumidoras, enquanto a Light fornece energia para aproximadamente 3,96 milhões. Em manifestações públicas, Lindbergh classificou os aumentos como “absurdos” e anunciou também um abaixo-assinado para mobilizar a população contra os novos valores tarifários. A ação popular busca suspender ou anular a decisão da Aneel, sob argumento de que os reajustes prejudicam o interesse coletivo. O episódio amplia o debate sobre equilíbrio entre sustentabilidade econômico-financeira das distribuidoras e proteção ao consumidor no setor elétrico. (Broadcast Energia - 11.03.2026)

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GESEL realiza seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”

No dia 19 de março, das 9h às 16h30, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, o GESEL realizará o seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro marca o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”. O evento contará com a participação de representantes do MME, ANEEL, BNDES e EPE, além de executivos da EDP e da Energia Pecém, bem como pesquisadores da USP e da PUC, sob moderação da ABIHV. Mais informações e inscrições aqui: https://forms.gle/kkqsFk24GUDj5ezC9 (GESEL-UFRJ – 24.02.2026)

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Regulação

Aneel adia decisão sobre regras para armazenamento de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a deliberação sobre a regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia após divergências entre os diretores sobre o tratamento tarifário das baterias e as regras para hidrelétricas reversíveis. O processo é acompanhado de perto pelo mercado porque a definição afeta a viabilidade do primeiro leilão de reserva de capacidade com participação de baterias, cuja consulta pública foi lançada pelo MME em novembro de 2025. Em voto apresentado na terça-feira, Fernando Mosna defendeu que o armazenamento autônomo pague apenas tarifas próprias de geração no momento da injeção na rede, rejeitando a dupla cobrança também no carregamento da bateria. Para ele, impor tarifa de consumo elevaria os lances do certame e o custo final ao consumidor. Sandoval Feitosa discordou e afirmou que, sem cobrança no carregamento, o custo da rede seria transferido aos demais usuários. O debate ocorreu à luz da Lei 15.269/2025, que deu competência explícita à agência para regular o tema, e foi retirado de pauta para nova análise da Procuradoria Federal. (Valor Econômico - 11.03.2026)

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Aneel alerta para risco de paralisação e pede antecipação de orçamento ao governo

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou ao Ministério do Planejamento e Orçamento que suas atividades correm risco de paralisação caso não haja antecipação dos limites de empenho previstos para 2026. Em ofício assinado pela direção-geral, a agência pediu liberação de R$ 43,3 milhões até março e de R$ 152,2 milhões até novembro, dentro de um orçamento anual de R$ 177,8 milhões. O órgão argumenta que as despesas superaram a programação inicial por causa do aumento de contratos e da necessidade de reforçar áreas críticas, sobretudo segurança da informação, tecnologia, manutenção predial e deslocamentos de fiscalização. A Aneel lembra que, em 2024, já precisou remanejar recursos da fiscalização para evitar a interrupção do sistema que monitora cerca de 43 mil quilômetros de linhas de transmissão. Sem a antecipação, a agência vê risco para a continuidade de funções essenciais de regulação, supervisão e monitoramento do setor elétrico. (Broadcast Energia - 08.03.2026)

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Agentes pedem reavaliação de regras para indenização de transmissão

Empresas e agentes do setor elétrico solicitaram à Agência Nacional de Energia Elétrica a reavaliação das regras que tratam da indenização de ativos de transmissão, argumentando que os critérios atuais podem gerar insegurança regulatória e dificuldades financeiras para concessionárias. O pedido ocorre em meio ao debate sobre a forma de cálculo das compensações em casos de alterações contratuais ou mudanças regulatórias que afetam investimentos realizados pelas empresas. Representantes do setor defendem maior previsibilidade e clareza nos mecanismos de indenização para garantir equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão e manter o ambiente atrativo para novos investimentos em infraestrutura elétrica. A discussão também está relacionada ao processo de expansão do sistema de transmissão brasileiro, que precisa acompanhar o crescimento da geração renovável e da demanda por energia.

(Agência CanalEnergia - 09.03.2026)

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Pauta da 5ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel de 2026

A pauta da 5ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneelde 2026, a ser realizada em 10/03/2026, é composta por 5 processos que tratam principalmente de regulação tarifária, aperfeiçoamento regulatório e recursos administrativos no setor elétrico. Entre os temas estão os reajustes tarifários anuais da Enel Distribuição Rio e da Light Serviços de Eletricidade, ambos sob responsabilidade da Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) e com relatoria do diretor Gentil Nogueira. A pauta também inclui o resultado da Consulta Pública nº 39/2023, voltada ao aprimoramento da regulação para armazenamento de energia elétrica, envolvendo diversas superintendências da Aneel (STR, SCE, SFT, STD, SGM e STE), com relatoria dos diretores Daniel Danna e Fernando Mosna (voto-vista). Outro item trata do resultado da Consulta Pública nº 47/2025, referente ao critério de rateio de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) ligados ao Uso de Bem Público (UBP), relatado pela diretora Agnes da Costa. Por fim, consta um pedido de reconsideração dos consórcios Enliv Energia I e II contra decisão sobre demonstrativos de micro e minigeração distribuída (MMGD) apresentados pela Neoenergia Pernambuco, sob análise da Diretoria Colegiada da Aneel e com relatoria do diretor Fernando Mosna. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 09.03.2026)

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PSR: Debate regulatório pode redefinir expansão da GD no Brasil

A Procuradoria Federal junto à Aneel emitiu parecer jurídico indicando que usinas de micro e minigeração distribuída (MMGD) podem sofrer cortes físicos de geração por razões operativas para garantir a segurança do Sistema Interligado Nacional, mas não podem ser submetidas a cortes contábeis que reduzam os créditos de energia injetada na rede sem alteração legislativa. O entendimento foi solicitado pela diretora Agnes da Costa no contexto da Consulta Pública 045/2019, que trata do curtailment e do rateio de impactos entre geradores. Segundo análise da consultoria PSR Energy, a interpretação jurídica ultrapassa o debate imediato e tende a influenciar outras frentes regulatórias relevantes na Aneel em 2026, como a Tomada de Subsídios nº 23/2025, sobre a valoração dos custos e benefícios da geração distribuída, a Consulta Pública nº 46/2025, que discute a migração automática para a tarifa branca, e a Consulta Pública nº 01/2026, voltada à medição inteligente. O tema chegou a ser pautado na reunião da diretoria da agência em 24 de fevereiro, mas foi retirado da agenda diante da sensibilidade técnica e regulatória envolvida. (Broadcast Energia – 09.03.2026)

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Empresas

Petrobras reverte prejuízo e lucra R$ 15,56 bi no 4º tri 2025

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo registrado no período anterior e reforçando sua posição como uma das principais empresas do setor energético na América Latina. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás, pela recuperação de margens operacionais e pela estratégia de otimização de custos implementada pela companhia. A melhora no desempenho financeiro também reflete o cenário internacional de preços do petróleo e a eficiência operacional alcançada em suas unidades de produção e refino. O desempenho positivo fortalece a capacidade de investimento da empresa e reforça sua estratégia de expansão em projetos estratégicos, incluindo exploração offshore e investimentos em infraestrutura energética. A companhia segue acompanhando a evolução da demanda global por energia e as transformações do mercado energético, equilibrando sua atuação entre combustíveis fósseis e iniciativas ligadas à transição energética.

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Petrobras mantém foco em segurança e disciplina de capital após reversão de resultado em 2025

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia seguirá acelerando entregas em 2026 com foco em segurança, geração de valor e disciplina de capital, após um ano marcado por maior execução operacional e reversão de resultados. Ao comentar o desempenho do quarto trimestre de 2025, a executiva destacou que a estatal mostrou resiliência diante da queda do petróleo de US$ 80 para US$ 50 e ainda assim elevou a conexão de novos poços para 77, acima da média de 46 no triênio anterior, além de ampliar a capacidade de plataformas e refinarias. No consolidado de 2025, a Petrobras registrou lucro líquido de US$ 2,899 bilhões, após prejuízo de US$ 2,780 bilhões em 2024. Magda também ressaltou o papel fiscal e social da empresa, com pagamento de R$ 227,6 bilhões em tributos e cerca de R$ 2 bilhões destinados a iniciativas socioambientais, reforçando a posição estratégica da estatal para a economia brasileira. (Broadcast Energia - 08.03.2026)

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Silveira descarta intervenção na Petrobras e reforça governança da estatal

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou nesta quarta-feira (11) qualquer tentativa de intervenção na Petrobras em função da alta no preço do petróleo. Ele reforçou que a companhia tem governança própria. O tema foi tratado após discussão sobre os impactos diretos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira. O ministro também fez reiterados elogios à atual gestão da Petrobras. (CNN Brasil – 11.03.2026)

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Cemig deve registrar queda de 6,8% no lucro líquido do 4º tri 2025

A Cemig deve reportar lucro líquido de aproximadamente R$ 930 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representaria queda de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024, segundo média das estimativas de BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Safra compiladas pela Broadcast. O desempenho mais fraco é atribuído principalmente ao segmento de distribuição, afetado pela redução do volume faturado após a perda de dois grandes clientes no período. Apesar disso, analistas indicam que despesas relacionadas a perdas de energia e inadimplência devem permanecer sob controle. No segmento de geração, transmissão e comercialização, os resultados tendem a sofrer pressão devido ao aumento dos custos de energia comprada, influenciados pelo risco hidrológico (GSF). Por outro lado, a reversão de custos associados ao plano de saúde dos empregados, estimada em R$ 1,2 bilhão, deve contribuir para atenuar o impacto negativo nos resultados. As projeções indicam Ebitda de cerca de R$ 1,65 bilhão no trimestre, queda anual de 13,8%, e receita líquida média de R$ 8,62 bilhões. A companhia divulgará os resultados em 19 de março, após o fechamento do mercado. (Broadcast Energia - 11.03.2026)

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Leilões

MME publicará em abril regras do leilão de baterias

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a portaria com as regras do primeiro leilão de baterias para armazenamento de energia será publicada em abril, com realização do certame ainda em 2026. Segundo ele, o governo discute com representantes da China o grau de conteúdo local que poderá ser exigido e pretende assegurar uma reserva de mercado, ainda que pequena, para empresas nacionais, como forma de estimular ciência, tecnologia e desenvolvimento industrial no país. Silveira ressaltou que a contratação de sistemas de armazenamento é condição para o avanço das fontes renováveis, diante dos desafios operacionais impostos ao ONS pela expansão da geração solar e eólica. O ministro também indicou que, no médio prazo, novas usinas renováveis poderão ser obrigadas a incorporar um percentual mínimo de baterias, enquanto o MME aprofunda estudos técnicos sobre o papel do armazenamento para reduzir riscos sistêmicos associados à geração distribuída. (Valor Econômico - 11.03.2026)

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Silveira defende preço teto e prevê disputa feroz no LRCAP

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a adoção de um preço teto para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), destacando que a medida pode garantir competitividade e atrair investimentos para a expansão da oferta de energia no país. Segundo o ministro, a expectativa é de forte disputa entre os agentes participantes, o que pode resultar em preços mais competitivos e maior eficiência no processo de contratação de capacidade de geração. O LRCAP é considerado um instrumento importante para garantir segurança energética, pois busca assegurar que o sistema elétrico tenha capacidade suficiente para atender à demanda futura. A definição de regras claras e parâmetros econômicos adequados é considerada essencial para estimular a participação dos investidores e garantir equilíbrio entre custos e segurança do sistema. (Agência CanalEnergia - 11.03.2026)

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Petrobras confirma interesse em disputar LRCAP com 2,9 GW em projetos

A Petrobras reafirmou interesse em participar do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) previsto para 18 de março, segundo o gerente de Energia e Gás da companhia, Álvaro Tupiassu. A estatal pretende disputar o certame com até 2,9 GW em projetos e avalia ainda incluir uma nova usina termelétrica no Complexo de Energias Boaventura, antigo Comperj e Gaslub, no Rio de Janeiro. Atualmente, a Petrobras possui 13 usinas térmicas que somam 4,9 GW de capacidade instalada. O executivo destacou que a realização do leilão é fundamental para garantir segurança energética no horizonte entre 2026 e 2031. O certame, entretanto, enfrenta questionamentos após o Ministério de Minas e Energia revisar os preços-teto inicialmente estabelecidos, decisão que motivou análise do Tribunal de Contas da União. Paralelamente, o Instituto Arayara ingressou com ação civil pública contra a União, MME, EPE e Aneel contestando a participação de termelétricas a carvão, alegando incompatibilidade com compromissos climáticos do país. (Brasil Energia – 06.03.2026)

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Guerra eleva risco para projetos a GNL no leilão de capacidade

A escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã aumentou a percepção de risco para projetos de usinas termelétricas movidas a gás natural liquefeito (GNL) que buscam viabilização no próximo leilão de capacidade do setor elétrico brasileiro. Analistas avaliam que as turbulências no mercado global do combustível podem afetar pré-acordos de fornecimento firmados para ancorar empreendimentos que disputarão o certame, sobretudo se o conflito se prolongar ou provocar danos à infraestrutura energética no Oriente Médio. O Catar, segundo maior exportador mundial de GNL, suspendeu a produção em uma instalação e declarou força maior em embarques, medida também adotada pela Shell em cargas adquiridas da QatarEnergy. O leilão, previsto para a próxima semana, pode negociar cerca de 20 GW em contratos para novas usinas e ativos existentes e é visto como crucial para garantir investimentos bilionários e ampliar a segurança do fornecimento de energia no país. (Folha de São Paulo - 12.03.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Matriz elétrica cresceu 1,2 GW no 1° bimestre de 2026

A capacidade de geração elétrica do Brasil aumentou 1.286 MW no primeiro bimestre de 2026, segundo levantamento das áreas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Apenas em fevereiro foram adicionados 743 MW ao sistema com a entrada em operação comercial de 16 usinas, sendo 14 solares fotovoltaicas, responsáveis por 677 MW, uma usina eólica com 59 MW e uma pequena central hidrelétrica de 7 MW. A expansão no mês ocorreu em três estados: Rio Grande do Norte, com 640 MW provenientes de 13 empreendimentos; Minas Gerais, com 96 MW de duas usinas; e Paraná, com 7 MW de uma unidade. Considerando todo o primeiro bimestre, novas usinas foram liberadas para operação em sete estados distribuídos pelas cinco regiões do país. O Rio Grande do Norte lidera a expansão no período, seguido por Minas Gerais, que acumulou 505 MW adicionais. Em 4 de março, a potência fiscalizada total do parque gerador brasileiro atingiu 217.921 MW, conforme dados do Sistema de Informações de Geração da Aneel (SIGA), dos quais 84,73% correspondem a fontes renováveis. (Aneel - 06.03.2026)

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ONS aumenta previsão de afluência sobre reservatórios de usinas em três dos quatro submercados

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou no dia 06/03/2026, uma atualização na previsão de afluência dos reservatórios das usinas hidrelétricas para o mês de março, indicando uma melhora em três dos quatro submercados do Brasil, com exceção da região Sul, que apresenta queda nos índices. No Sudeste/Centro-Oeste, considerado o principal reservatório hídrico do país, a previsão de Energia Natural Afluente (ENA) foi elevada para 59.179 megawatts médios (MWmed), representando 86% da série histórica para março. Este número supera a estimativa anterior de 80% da Média de Longo Prazo (MLT) divulgada na semana passada. Consequentemente, o armazenamento previsto para o fim do mês nessa região subiu para 65,2% da capacidade total, um aumento de 0,7 ponto percentual em relação à previsão anterior e 8,1 pontos percentuais acima do nível atual. No Nordeste, a expectativa de afluência também foi revista para cima, passando para 16.125 MWmed, equivalente a 115% da média histórica de 96 anos. Esse ajuste representa um incremento de 11 pontos percentuais em relação à previsão anterior. Quanto ao armazenamento, a projeção para o final de março foi ajustada de 84,9% para 85,7%, superando os atuais 77,4%. A região Norte também apresentou melhora significativa nas estimativas. A afluência foi reajustada para 25.685 MWmed, correspondendo a 95% da MLT, ante 83% na previsão da semana passada. Em consequência, o armazenamento esperado para o encerramento de março subiu para 96%, um aumento de quase 20 pontos percentuais em relação ao nível atual. Por outro lado, o Sul do país é a única região que apresenta uma revisão negativa. (Broadcast Energia - 08.03.2026)

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ONS corta 12,6 GW de eólica e solar no Nordeste para equilibrar sistema; volume supera Belo Monte

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou no último domingo (8) restrições significativas na geração de energia eólica e solar no Nordeste para manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO), o corte máximo chegou a 12.609 MW de potência. A limitação da geração renovável ocorreu entre 0h e 3h33 e novamente entre 4h19 e 16h54. O volume de geração restringida é superior a capacidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, uma das maiores do país. Em resumo, os cortes ocorrem por três motivos: a falta de infraestrutura de transmissão, a limitação dessa transmissão e o excesso de oferta de energia em relação à demanda. Por fim, em comunicado, a ONS ainda informou que não houve ocorrências relevantes na rede de distribuição ao longo do dia. A carga do sistema ficou em 75.803 MW médios, com predominância da geração hidráulica na matriz elétrica diária. (CNN Brasil – 09.03.2026)

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ONS: Reservatórios devem encerrar março acima de 60% em três subsistemas

O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) elaborado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para a semana de 7 a 13 de março indica cenário de Energia Armazenada (EAR) superior a 60% em três subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) ao fim do mês. A maior projeção é para o Norte, com 96,0%, seguido pelo Nordeste, com 85,7%, e pelo Sudeste/Centro-Oeste, com 65,2%. O Sul permanece em situação mais restrita, com expectativa de 32,1%. As projeções de Energia Natural Afluente (ENA) apontam níveis acima de 80% da Média de Longo Termo (MLT) em três regiões: Nordeste com 115% da MLT, Norte com 95% e Sudeste/Centro-Oeste com 86%, enquanto o Sul deve registrar 33% da MLT em 31 de março. Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, apesar da melhora nos indicadores, o operador segue monitorando de perto os reservatórios, especialmente no Sul. Ainda, a demanda de carga apresenta desaceleração no SIN, com alta de 0,5% (85.761 MWmed), enquanto o Custo Marginal de Operação (CMO) varia entre R$ 152,71 e R$ 434,62 nos subsistemas. (Brasil Energia - 09.03.2026)

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Melhora da chuva puxa preço de energia para baixo na BBCE

Os preços futuros da energia elétrica negociados na plataforma da BBCE sofreram quedas expressivas na última semana, refletindo o impacto das condições hidrológicas mais favoráveis e ajustes na demanda elétrica. Em especial, o contrato para fornecimento em março teve uma redução de 24,48%, caindo de R$ 421,09 por megawatt-hora (MWh) no final de fevereiro para R$ 318,02 por MWh em 6 de março, tornando-se o produto mais negociado da plataforma, com 353 operações que movimentaram 557 gigawatts-hora, equivalentes a R$ 194,33 milhões. Essa queda nos preços está diretamente relacionada à atualização das projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que revisou para cima o volume de água esperado nos reservatórios das hidrelétricas e, simultaneamente, diminuiu as previsões de carga, especialmente na região Sudeste/Centro-Oeste. Essa combinação de maior oferta hídrica e menor demanda reduz a pressão sobre o sistema, permitindo preços mais baixos no mercado futuro. No âmbito regulatório, a Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) emitiu parecer sobre a possibilidade de cortes de geração em mini e micro usinas de geração distribuída (MMGD). Segundo o relatório, cortes físicos podem ser aplicados a essas unidades para garantir a segurança operacional da rede elétrica, mas cortes contábeis só seriam permitidos mediante alteração legislativa. (Broadcast Energia - 10.03.2026)

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MME: Crise hídrica de 2021 orienta debate sobre gestão de reservatórios

A experiência de coordenação institucional adotada durante a crise hídrica de 2021 foi destacada por especialistas como referência para aprimorar a gestão dos reservatórios do sistema elétrico brasileiro. Durante workshop promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o diretor de programa da Secretaria Nacional de Energia, Guilherme Godoi, apontou que a atuação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) permitiu preservar cerca de 14 pontos percentuais do armazenamento no subsistema Sudeste/Centro-Oeste em meio à severa seca. O evento discutiu mecanismos para fortalecer a governança e a articulação entre órgãos responsáveis pela operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). Técnicos também ressaltaram mudanças no padrão hidrológico do país: segundo o ONS, desde 2014 as vazões médias mensais em períodos secos permanecem abaixo da Média de Longo Termo em quase todas as regiões. O debate integra ações do Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização de Usinas Hidrelétricas do País (PRR). (Brasil Energia – 12.03.2026)

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Dcide: Preços trimestrais de eletricidade passam a apresentar queda anual

Os preços trimestrais de eletricidade no Brasil, calculados pela consultoria Dcide para o período de abril a junho, passaram a registrar queda anual, refletindo a melhora das condições hidrológicas e a redução na expectativa de consumo de energia no país. De acordo com o índice convencional de curto prazo, que considera a energia elétrica a ser entregue entre abril e junho, o preço médio foi de R$ 269,53 por megawatt-hora (MWh), o que representa uma queda de 20,42% em relação ao valor de R$ 338,69 por MWh registrado na semana anterior. Em um mês, a retração é ainda mais significativa, atingindo 30,48%. Comparando com o mesmo período do ano anterior, o índice apresenta uma redução anual de 3,52%. No segmento de energia incentivada, o preço trimestral também apresentou queda relevante. O indicador caiu 18,80% em uma semana, passando de R$ 367,10 para R$ 298,10 por MWh. Em um mês, a desvalorização chegou a 28,24%, enquanto a redução anual foi de 3,73%. Quanto ao horizonte de longo prazo, o preço de referência foi medido em R$ 229,60 por MWh, apresentando uma queda semanal de 2,92% em relação aos R$ 236,51 por MWh da semana anterior. No acumulado mensal, a redução é de 5,50%. Contudo, no comparativo anual, o preço de longo prazo da energia convencional registra alta expressiva de 35,62%. O indicador de longo prazo para a energia incentivada também caiu 2,73% na última semana, situando-se em R$ 258,06 por MWh. No acumulado de um mês, houve redução de 4,81%, porém, no intervalo de um ano, observa-se um aumento de 28,42%. Quando se analisam apenas os componentes comuns, o aumento anual chega a 51,22% para a energia convencional e 40,99% para a incentivada. (Broadcast Energia - 11.03.2026)

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ePowerBay: Perdas do curtailment já equivalem ao consumo anual de 26 mi de residências

As perdas acumuladas de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) decorrentes de restrições operativas, conhecidas como curtailment, já se aproximam de 50 milhões de MWh, segundo levantamento da ePowerBay. Esse volume seria suficiente para abastecer cerca de 26 milhões de residências brasileiras durante um ano, considerando consumo médio mensal de aproximadamente 160 kWh por domicílio, conforme dados da EPE e da Aneel. Apenas em janeiro de 2026, os cortes somaram 2,86 milhões de MWh, alta de 45% em relação a dezembro, quando o volume havia sido de 1,96 milhões de MWh. No mês, a maior parcela das restrições ocorreu por constrained-off (CNF), com mais de 1,26 milhões de MWh, equivalentes a 44,1% do total. As perdas por energia não escoada (ENE) representaram 31,6%, enquanto as restrições elétricas (REL) responderam por 24,3%, sendo estas últimas ressarcidas aos geradores por meio do Encargo de Serviços do Sistema (ESS). No acumulado histórico, ENE lidera com 22,8 milhões de MWh (47%), seguida por CNF com 19,5 milhões de MWh (40%) e REL com 6,3 milhões de MWh (13%). (Canal Solar – 09.03.2026)

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Consumidores

CCEE: Mercado livre alcançou participação de 42% do consumo de energia em 2025

O consumo de energia elétrica no mercado livre brasileiro avançou 7,3% em 2025, enquanto o mercado regulado registrou retração de 5,1%, segundo a nova edição do EstudoCCEE: Cenários do Mercado Brasileiro de Energia. No mesmo período, o consumo total do Sistema Interligado Nacional apresentou leve queda de 0,2%. Com o avanço, o Ambiente de Contratação Livre passou a responder por 42% de toda a eletricidade consumida no país, refletindo o movimento crescente de migração de consumidores em busca de previsibilidade de custos e acesso a fontes renováveis. Entre os setores econômicos, o saneamento liderou a expansão com alta de 28,3%, impulsionada pelo novo marco legal e pela intensificação de investimentos em infraestrutura, seguido por serviços (20,6%) e comércio (15%). Regionalmente, estados como Pará, Minas Gerais e Paraná já registram participação majoritária do mercado livre no consumo. O estudo também aponta que 90% da geração elétrica nacional em 2025 veio de fontes renováveis, com expansão relevante de eólica e solar. (CCEE – 06.03.2026)

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BBCE registra R$ 6,5 bi negociados em fevereiro de 2026

O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) movimentou R$ 6,5 bilhões em negociações de energia elétrica em fevereiro de 2026, período marcado por elevada volatilidade de preços e maior cautela dos agentes do mercado. Alguns ativos chegaram a atingir cerca de R$ 500/MWh, o que elevou o valor médio por contrato para R$ 1,5 milhão e resultou no menor número de operações dos últimos quatro meses. No total, foram negociados 19,5 mil GWh, volume 32,9% inferior ao registrado em janeiro e 59,8% abaixo do observado no mesmo mês do ano passado. Segundo o diretor-executivo do BBCE, Eduardo Rossetti, as negociações foram influenciadas por incertezas relacionadas ao modelo de formação de preços de energia e também pela redução de dias úteis em razão do Carnaval. Um destaque foi o aumento da liquidez de ativos para entrega na região Sul, que pela primeira vez superou o Sudeste em volume em uma semana, impulsionado por reservatórios baixos e preços cerca de R$ 60/MWh superiores. (Brasil Energia – 12.03.2026)

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Energia futura cai até 24% na Bolsa Brasileira de Comercialização de Energia

Os preços futuros da energia elétrica negociados na Bolsa Brasileira de Comercialização de Energia (BBCE) registraram quedas expressivas na última semana, refletindo as recentes alterações nas condições do sistema elétrico nacional. Os recuos nos valores chegaram a superar 24%, em um cenário marcado pelo aumento das chuvas e pela redução da demanda prevista para os próximos meses. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou suas projeções para o volume de água que chegará aos reservatórios das hidrelétricas, conhecido como Energia Natural Afluente (ENA), indicando um aumento significativo. Paralelamente, a previsão de carga, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, foi reduzida. Esses dois fatores são determinantes para a formação dos preços futuros da energia. O contrato de energia com vencimento em março foi o que apresentou a maior queda, recuando 24,48%. O preço do megawatt-hora (MWh) passou de R$ 421,09, registrado no final de fevereiro, para R$ 318,02 na última sexta-feira (06). Esse contrato também foi o mais negociado na BBCE na semana, com 353 operações que totalizaram 557 gigawatts-hora (GWh), movimentando aproximadamente R$ 194,33 milhões. Os contratos para os meses seguintes também tiveram quedas significativas. A energia para abril caiu 18,69%, chegando a R$ 299,47 por MWh; maio registrou baixa de 20,04%, com preço de R$ 283,25 por MWh; e junho apresentou redução de 19,24%, cotada a R$ 292,96 por MWh. O contrato referente ao segundo trimestre do ano recuou 19%, fixando-se em R$ 294,77 por MWh. (Broadcast Energia - 09.03.2026)

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CCEE conclui reestruturação e elege novo conselho com mandato de dois anos

A CCEE concluiu a etapa final de sua reestruturação iniciada em 2023 ao eleger, em 12 de março, os integrantes do novo conselho de administração, que terão mandato de dois anos com possibilidade de uma recondução. A nova governança separa de forma mais clara funções estratégicas e executivas: o conselho passa a ter oito membros, enquanto a diretoria-executiva terá seis integrantes. O governo ocupa quatro assentos e os segmentos de geração, distribuição, comercialização e consumidores indicam um representante cada. Foram eleitos Arthur Valério, Ricardo Tili, Carlos Eduardo Zarzur e Alexandre Ramos, este último escolhido presidente do conselho; também integram o colegiado Bilac Pinto, Ítalo Freitas, Rodrigo Ferreira e Gustavo Checcucci. Os antigos conselheiros passam a ocupar cargos de diretoria, e Ramos acumulará, por seis meses, a presidência do conselho com a diretoria executiva, até a definição de sucessor. (Valor Econômico - 12.03.2026)

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Biblioteca Virtual

Artigo de Daniel Araujo Carneiro: "DHC, EER e a Nova Sensibilidade do Mercado: O Alerta que o Setor não Pode Ignorar"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Daniel Araujo Carneiro (Diretor da DAC Consultoria e pesquisador associado do GESEL) trata das implicações da janela extraordinária aberta pela CCEE para correção da Declaração de Histórico de Consumo (DHC), episódio que evidenciou uma mudança estrutural no funcionamento do mercado livre de energia. O autor explica que erros aparentemente simples de cadastro, como declarações em unidades incorretas, geraram encargos inesperados no Encargo de Energia de Reserva (EER), revelando fragilidades de governança, integração sistêmica e compreensão das novas regras regulatórias. Com a nova metodologia, a DHC deixou de ser apenas um registro histórico e passou a influenciar diretamente a alocação de custos, transformando a qualidade dos dados em fator financeiro crítico. Carneiro argumenta que, diante da expansão do mercado livre e do modelo varejista, comercializadoras, distribuidoras e demais agentes precisarão fortalecer controles internos, integração entre áreas e gestão de dados, que passa a ser um elemento estratégico para reduzir riscos financeiros e operacionais no setor elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Wilson Ferreira Jr.: "O armazenamento de energia das renováveis"

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Wilson Ferreira Jr. (presidente do conselho de administração da Matrix) trata da modernização do setor elétrico brasileiro a partir da Lei nº 15.269/25, que estabelece um novo marco regulatório e promove a maior abertura de mercado de energia do mundo, permitindo que consumidores escolham seus fornecedores de forma gradual até 2028. O autor destaca que a mudança ampliará a competição e exigirá soluções para desafios operacionais do sistema elétrico, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica. Nesse contexto, ganham relevância tecnologias de armazenamento de energia, como sistemas de baterias (BESS), capazes de reduzir problemas como o curtailment e equilibrar oferta e demanda, além de apoiar aplicações como backup energético e redução de picos de consumo. Embora o Brasil ainda tenha baixa capacidade instalada de baterias, o potencial de expansão é elevado, acompanhando a expansão das renováveis e contribuindo para maior eficiência, segurança energética e avanço da transição energética. (GESEL-IE-UFRJ – 09.03.2026)

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Artigo de Rica Legname: “O modelo de negócios dos CPOs no Brasil: da infraestrutura à economia da recarga”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Rica Legname (sócio-fundador da Spott) trata do papel estratégico dos operadores de pontos de recarga (CPOs) para a expansão da mobilidade elétrica no Brasil, destacando que o sucesso da eletromobilidade depende menos apenas da venda de energia e mais da construção de modelos de negócios sustentáveis e baseados em tecnologia. O autor argumenta que, em um mercado ainda em formação e com infraestrutura insuficiente diante do crescimento da frota de veículos elétricos, os CPOs precisam transformar os carregadores em plataformas de serviços digitais capazes de operar, monitorar e monetizar redes de recarga de forma eficiente. Nesse contexto, sistemas de gestão, análise de dados, integração com pagamentos e estratégias inteligentes de precificação tornam-se essenciais para melhorar a experiência do usuário e garantir rentabilidade. Além disso, desafios regulatórios e operacionais ligados à conexão com o sistema elétrico exigem soluções padronizadas e redes interoperáveis, indicando que o futuro do setor dependerá da capacidade de operar infraestrutura de recarga como um serviço tecnológico e escalável. (GESEL-IE-UFRJ – 09.03.2026)

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Artigo de Clarissa Lins: “(In)Segurança energética em tempos de guerra”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Clarissa Lins (sócia fundadora da Catavento Consultoria) trata dos impactos geopolíticos recentes no mercado global de energia, destacando como o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel difere de choques tradicionais de oferta, embora também gere forte volatilidade nos preços. A autora explica que, apesar de ainda não haver escassez generalizada de petróleo e gás, a ameaça ao fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de óleo, derivados e GNL, e os danos a infraestruturas energéticas no Oriente Médio elevam os riscos para o abastecimento global e pressionam os preços. Nesse contexto, cresce a preocupação com a segurança energética, sobretudo em países altamente dependentes de importações de combustíveis fósseis, como na Ásia e na Europa. Lins argumenta que o cenário reforça a necessidade de sistemas energéticos mais resilientes, baseados na diversificação de fontes e fornecedores, no fortalecimento de infraestruturas e na ampliação de fontes domésticas, especialmente renováveis. (GESEL-IE-UFRJ – 09.03.2026)

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Artigo de Edvaldo Santana: "Ousadias elétricas"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana (ex-diretor da Aneel) trata do dilema moral do “bonde desgovernado” para discutir decisões éticas envolvendo algoritmos, empresas e a gestão do setor elétrico. Partindo do experimento filosófico e de sua adaptação ao caso de veículos autônomos, ele mostra como escolhas entre agir ou se omitir podem gerar consequências graves. O autor usa exemplos recentes, como falhas de veículos autônomos e declarações do CEO da Enel sobre apagões, para criticar decisões que evitam assumir responsabilidades técnicas. No centro do argumento está uma consulta pública sobre modelos de operação do sistema elétrico que, apesar de extensa análise, não apresenta recomendações claras, o que ele interpreta como uma omissão motivada por conflitos de interesse e pressões econômicas. Para Santana, essa falta de posicionamento aumenta a incerteza e enfraquece a governança do setor, sendo preferível manter a política conservadora atual de operação até que mudanças sejam feitas de forma transparente e institucional. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Edvaldo Santana: "Ousadias elétricas"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana (ex-diretor da Aneel) trata do dilema moral do “bonde desgovernado” para discutir decisões éticas envolvendo algoritmos, empresas e a gestão do setor elétrico. Partindo do experimento filosófico e de sua adaptação ao caso de veículos autônomos, ele mostra como escolhas entre agir ou se omitir podem gerar consequências graves. O autor usa exemplos recentes, como falhas de veículos autônomos e declarações do CEO da Enel sobre apagões, para criticar decisões que evitam assumir responsabilidades técnicas. No centro do argumento está uma consulta pública sobre modelos de operação do sistema elétrico que, apesar de extensa análise, não apresenta recomendações claras, o que ele interpreta como uma omissão motivada por conflitos de interesse e pressões econômicas. Para Santana, essa falta de posicionamento aumenta a incerteza e enfraquece a governança do setor, sendo preferível manter a política conservadora atual de operação até que mudanças sejam feitas de forma transparente e institucional. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Marcelo Gauto: "China e a muralha da transição energética"

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Marcelo Gauto (químico industrial e especialista em petróleo e gás) trata da ascensão da China como potência industrial central da transição energética global, resultado de uma estratégia construída ao longo de duas décadas baseada na integração de cadeias produtivas, financiamento público e formação de grandes polos industriais. O autor explica que o país estruturou um sistema altamente integrado que domina desde a produção de silício e painéis fotovoltaicos até baterias e veículos elétricos, o que reduziu drasticamente custos e acelerou a inovação tecnológica, mas também criou uma forte dependência global dessas cadeias chinesas. Essa liderança industrial gera tensões geopolíticas, levando Estados Unidos e Europa a adotarem políticas de incentivo doméstico e barreiras comerciais para reduzir a dependência. Enquanto o Ocidente tenta recuperar competitividade, a China já avança para novas tecnologias, como baterias de estado sólido e células fotovoltaicas mais avançadas, evidenciando que a disputa pela liderança na transição energética envolve não apenas tecnologia e clima, mas também estratégia industrial e geopolítica. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Joisa Dutra: "A (muito alta) conta de enterrar redes aéreas"

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Joisa Dutra (Diretora do FGV-Ceri) trata do debate sobre a possível caducidade da concessão da Enel em São Paulo e das propostas para enfrentar os frequentes apagões na cidade, destacando que soluções aparentemente simples, como o enterramento das redes elétricas, podem ser equivocadas diante da complexidade do problema. A autora argumenta que transformar redes aéreas em subterrâneas envolve obras urbanas caras e disruptivas, cujos custos tenderiam a ser repassados a consumidores e contribuintes, citando estudo do estado de Nova York que indica que a conversão integral geraria perdas econômicas e forte aumento nas tarifas. Dutra defende que o enterramento pode ser adequado apenas em áreas específicas e se implementado gradualmente, com governança clara para a divisão de custos entre usuários e poder público. Conclui que aumentar a resiliência do sistema elétrico exige um conjunto de medidas, como melhor gestão da vegetação urbana, modernização da rede e planejamento urbano integrado, e não uma solução única. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Jean Paul Prates e Darlan Santos: "Quando o ambiente de desinformação compromete o desenvolvimento regional"

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Jean Paul Prates (chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia) e Darlan Santos (presidente do Cerne) tratam da expansão da energia eólica no Nordeste, que se consolidou como principal polo do setor no Brasil, mas passou a enfrentar crescente contestação social ao longo dos últimos anos. Os autores mostram que, embora a capacidade instalada tenha crescido rapidamente e gerado investimentos, aumento do PIB municipal e renda local, a narrativa pública mudou: de inicialmente positiva, focada em desenvolvimento e empregos, passou a enfatizar conflitos ambientais, disputas fundiárias e acusações de “green grabbing”. Segundo a análise de notícias entre 2009 e 2025, o setor falhou em comunicar de forma eficaz seus benefícios e em dialogar com comunidades e instituições, criando um descompasso entre resultados econômicos e percepção social. Para os autores, é urgente que empresas e governos aprimorem a comunicação e o diálogo com a sociedade para evitar crises de imagem e garantir que a transição energética ocorra de forma socialmente justa. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Veronica Vara: "Transição, substantivo feminino"

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Veronica Vara (Deputy CEO e Chief HR & Communication Officer da EDF power solutions no Brasil) trata da necessidade de que a transição energética, além da mudança tecnológica rumo às fontes renováveis, promova também uma transformação na estrutura do capital humano do setor, ampliando a participação e a liderança das mulheres. Embora elas representem cerca de 32% dos empregos em energias renováveis no mundo e apenas 20% no setor elétrico brasileiro, ainda estão concentradas em áreas administrativas e ocupam somente 5,55% dos cargos de alta liderança, reflexo de barreiras educacionais, culturais e corporativas, além de desafios como assédio e sobrecarga de responsabilidades. A autora defende que políticas de incentivo à formação em áreas STEM, ambientes de trabalho seguros e ações de retenção são essenciais para ampliar a presença feminina e garantir uma transição energética verdadeiramente justa, inovadora e socialmente inteligente. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2026)

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Artigo de Guilherme Porazza Dias: "Direito à recarga elétrica em prédios no estado de São Paulo: o que é importante saber antes de fazer"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Guilherme Porazza Dias (gerente de Mobilidade na TÜV Rheinland Brasil) trata dos cuidados técnicos e regulatórios necessários para a instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em condomínios após a sanção da Lei nº 18.403/2026, em São Paulo, que garante aos proprietários o direito de instalar carregadores. O autor destaca que, diante do rápido crescimento da frota de veículos eletrificados e da expansão da infraestrutura de recarga no Brasil, é essencial que as instalações sigam normas técnicas, sejam realizadas por profissionais habilitados e utilizem equipamentos certificados, a fim de evitar riscos como sobrecargas elétricas, danos aos veículos, choques ou incêndios. Também ressalta que o carregamento doméstico exige dimensionamento adequado da rede elétrica e conformidade com normas da ABNT, defendendo que a segurança do processo depende do planejamento técnico, do uso de equipamentos homologados e do cumprimento das regulamentações, garantindo um uso confiável da mobilidade elétrica. (GESEL-IE-UFRJ – 11.03.2026)

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Artigo de Edson Takinaga: “O Brasil precisa repensar a refrigeração de seus datacenters”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Edson Takinaga (gerente de Produto da xFusion no Brasil) argumenta que o Brasil precisa repensar os sistemas de refrigeração de datacenters diante da combinação de ondas de calor mais intensas e crescimento acelerado da economia digital. O autor pontua que, à medida que aplicações como inteligência artificial e high performance computing (HPC) aumentam a densidade computacional, cresce também a quantidade de calor gerada pelos equipamentos. Historicamente, a refrigeração a ar foi suficiente, mas o aumento da dissipação térmica está aproximando esse modelo de seus limites técnicos e econômicos. Diante disso, o resfriamento líquido é apontado como alternativa tecnológica capaz de aumentar significativamente a eficiência energética. Ao remover calor diretamente da fonte por meio de fluidos refrigerantes em circuitos fechados, esse sistema elimina a necessidade de resfriar grandes volumes de ar e permite operar em temperaturas próximas de 25 °C. com consumo energético reduzido. Além da economia operacional, a tecnologia melhora a previsibilidade de custos e reduz a intensidade de carbono das operações, aspecto cada vez mais relevante para metas de ESG e sustentabilidade corporativa. O artigo conclui que a expansão da infraestrutura digital brasileira exigirá mudanças estruturais na engenharia de datacenters, e a adoção de soluções mais eficientes de refrigeração será fundamental para sustentar o crescimento da IA e da economia digital sem ampliar desnecessariamente o consumo de energia e os impactos ambientais. (GESEL-IE-UFRJ – 11.03.2026)

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Artigo de Luciana Maciel, Patricia Dias e Eduardo Pinho: "Data centers avançam e revelam gargalos críticos da infraestrutura brasileira"

Em artigo publicado pela Agência, Luciana Maciel, Patricia Mendanha Dias e Eduardo Borges Pinho (sócios do Bichara Advogados) tratam do potencial do Brasil para se consolidar como polo global de data centers, impulsionado por sua matriz elétrica majoritariamente renovável e pela crescente demanda por infraestrutura digital. Os autores destacam, contudo, que o avanço do setor depende de soluções para garantir energia firme e estável, como sistemas de armazenamento em baterias (BESS), reforços na transmissão e fontes complementares como gás natural e biometano, além da superação de entraves regulatórios, tributários e ambientais. Embora iniciativas como a Lei 15.269/2025, investimentos em transmissão e a discussão sobre incentivos fiscais para data centers indiquem avanços, incertezas regulatórias e tributárias ainda afetam a viabilidade de projetos; ainda assim, o país reúne condições favoráveis para liderar a próxima geração de data centers sustentáveis, desde que haja coordenação entre governo e iniciativa privada para destravar gargalos estruturais. (GESEL-IE-UFRJ – 11.03.2026)

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Artigo de Heber Galarce: "O PDE 2035 consolida a geração distribuída como premissa: a agenda agora é integração, flexibilidade e eficiência econômica"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Heber Galarce (presidente do Instituto Nacional de Energia Limpa) trata da crescente centralidade da geração distribuída no planejamento energético brasileiro, destacada no PDE 2035, que passa a considerá-la como componente estrutural do sistema elétrico. O autor argumenta que esse reconhecimento representa avanço institucional ao incorporar a geração próxima do consumo, especialmente solar, no cálculo da expansão do sistema, refletindo uma trajetória construída com estabilidade regulatória e debate público desde o marco legal da geração distribuída. Segundo Galarce, o desafio agora não é mais justificar sua existência, mas integrá-la com eficiência econômica e segurança operativa, o que exige maior coordenação entre geração, transmissão e distribuição, além de digitalização e novos critérios operacionais. Nesse contexto, ele defende o desenvolvimento de instrumentos regulatórios que valorizem atributos como flexibilidade e armazenamento de energia, evitando conflitos regulatórios e permitindo que o Brasil aproveite a oportunidade de se tornar referência global em planejamento energético descentralizado, com maior participação do consumidor e uma transição energética mais competitiva e resiliente. (GESEL-IE-UFRJ – 12.03.2026)

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Artigo de Jorge Arbache: "Mudança do clima e as MPMEs"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Jorge Arbache (professor de economia da Universidade de Brasília) trata da necessidade de integrar micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) à transição climática no Brasil, argumentando que ignorá-las compromete a eficácia econômica da agenda climática, já que representam a maioria das empresas e grande parte do emprego formal. O autor sustenta que a mudança do clima é um choque econômico estrutural que altera padrões de investimento, custos e competitividade, afetando desproporcionalmente as pequenas empresas, e defende que sua inserção deve ocorrer por meio de instrumentos que traduzam sustentabilidade em decisões empresariais concretas. Para isso, propõe seis pilares: enquadrar a sustentabilidade como estratégia de competitividade; garantir proporcionalidade regulatória; integrar MPMEs às cadeias de valor em descarbonização; promover coordenação territorial para aproveitar oportunidades locais; ampliar o acesso a financiamento adequado; e oferecer informação prática para orientar decisões. Segundo Arbache, apenas com essa integração a transição climática poderá fortalecer produtividade, emprego e desenvolvimento regional no país. (GESEL-IE-UFRJ – 12.03.2026)

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Artigo de Iony Patriota, Pedro Melo, Roberto Gomes, Sérgio Balaban e José Altino: "Data Centers no Brasil - Oportunidades e Ameaças"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Iony Patriota, Pedro Melo, Roberto Gomes, Sérgio Balaban e José Altino (pesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas para Integração do São Francisco) tratam da rápida expansão dos data centers no Brasil, impulsionada por inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, e de seus impactos estruturais sobre o sistema elétrico nacional. Os autores destacam que essa nova carga, caracterizada por elevada potência, operação contínua e alto fator de carga, pode alterar significativamente a curva de demanda e pressionar a infraestrutura de transmissão e geração, especialmente diante da concentração de projetos no Sudeste e da necessidade de transportar energia renovável do Nordeste. O texto também discute desafios ambientais, como o uso intensivo de água para refrigeração e o possível aumento do despacho térmico, além de apontar oportunidades associadas à atração de investimentos, inovação tecnológica e contratos de energia renovável. Por outro lado, alerta para riscos como a volatilidade locacional da carga digital, que pode ser redistribuída globalmente conforme preços de energia, a incerteza no planejamento do sistema e a possibilidade de o país tornar-se apenas fornecedor de recursos energéticos e naturais se não houver coordenação adequada entre políticas energéticas, digitais e de infraestrutura. (GESEL-IE-UFRJ – 13.03.2026)

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