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IFE
10/03/2025

IECC 314

Assinatura:

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón, Fabiano Lacombe e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
10/03/2025

IFE nº 314

Assinatura:

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón, Fabiano Lacombe e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IECC 314

Marco Institucional

Seminário Internacional GESEL: “Desafios Convergentes da Transição Energética: Espanha e Brasil”

No dia 26 de fevereiro, o GESEL realizou, em parceria com a Fundação Conselho Espanha-Brasil, o Seminário Internacional “Desafios Convergentes da Transição Energética: Espanha e Brasil”, reunindo especialistas e autoridades para debater inovações regulatórias e perspectivas de investimentos em energias renováveis. O Seminário, que aconteceu na Casa de América (Palácio Linares), em Madrid, Espanha, teve dois painéis (“Inovações Regulatórias e Políticas Inclusivas” e “Perspectivas para os Investimentos em Energias Renováveis”) e contou com as presenças de Sandoval Feitosa (Diretor-Geral da ANEEL), Sergio Cotrin (Casa Civil da Presidência da República), Cássio Giuliani Carvalho (Ministério de Minas e Energia) e Consuelo Alvarez Peña (Grupo Iberdrola), Felix Hernando Matellano (Grupo Iberdrola), Fabiano da Rosa Carvalho (Diretor da Neoenergia), Thiago Guilherme Ferreira Prado (Presidente da EPE), Maria Cândida Lima (ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico), Orlando Leite Ribeiro (Embaixador brasileiro na Espanha), Mario Ruiz-Tagle (Presidente da Fundação Conselho Espanha-Brasil e CEO da Iberdrola), Nivalde de Castro (Coordenador do GESEL-UFRJ), Roberto Brandão (Pesquisador do GESEL-UFRJ) e um representante da Secretaria de Estado de Energia da Espanha. O evento aconteceu no âmbito de uma Missão Técnica promovida pelo GESEL, que ocorrerá entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março na Espanha e em Portugal. . Acesse a programação do evento aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.02.2025)
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Eletrobras e União chegam a acordo sobre poder de voto e investimentos em Angra 3

A Eletrobras e a União chegaram a um acordo sobre o poder de voto do governo na estatal, que estava em disputa há meses. O acordo determina que nenhum acionista ou grupo de acionistas poderá exercer mais de 10% dos votos na companhia, e a União poderá indicar três dos 10 membros do conselho de administração e um dos cinco membros do conselho fiscal, enquanto sua participação for superior a 30%. O acordo também suspende o pacto de investimentos com a ENBPar relacionado à Eletronuclear e à usina nuclear de Angra 3, estabelecendo que, caso a construção de Angra 3 seja retomada, será necessário um novo projeto de viabilidade econômica. Além disso, a Eletrobras emitirá debêntures para financiar a extensão da vida útil de Angra 1, com aprovação do STF. (Valor Econômico - 28.02.2025) 
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Governo 'desliga' geradores de energia solar e eólica no Nordeste e briga vai parar na Justiça

Em Brasília, o aumento das temperaturas e a sobra de eletricidade estão gerando um conflito entre geradores de energia eólica e solar, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS). As empresas defendem que os consumidores paguem pela energia excedente, mas a Aneel discorda. No ano passado, geradoras no Nordeste foram impedidas de produzir, resultando em perdas milionárias. Agora, buscam indenização e uma solução para evitar cortes em 2025. O Ministério de Minas e Energia promete buscar soluções e destaca investimentos em transmissão de energia. A Abeeólica argumenta que os cortes foram injustos e alerta para o impacto financeiro. O presidente Lula ordenou a busca por soluções e criou um grupo de trabalho. Governadores do Nordeste e associações empresariais alertam para os riscos econômicos e propõem medidas como barateamento da energia em horários de pico e aumento da exportação. Grandes consumidores defendem estimular o consumo de energia limpa pela indústria. O setor aguarda respostas do governo para resolver o impasse e evitar prejuízos futuros. (Broadcast Energia – 25.02.2025) 
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Governo está consultando STF sobre prazo final para acordo com Eletrobras

O governo federal está buscando esclarecimentos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o prazo final para a conclusão do acordo de conciliação com a Eletrobras. O ministro Nunes Marques estendeu por mais 60 dias as negociações entre as partes, visando resolver a questão do poder de voto do governo no conselho da empresa. A dúvida surge em relação ao impacto do recesso do judiciário na contagem dos dias. Se considerado o recesso, o prazo para o acordo está próximo do fim; caso contrário, a interpretação é que o prazo final seria 6 de março. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a incerteza em uma coletiva de imprensa, afirmando que o prazo não se encerrava naquele momento. A ação em questão, a ADI 7385, questiona a limitação do direito de voto da União para menos de 10% do capital votante, sendo que o governo detém cerca de 42% das ações ordinárias da Eletrobras. O governo argumenta que tal restrição é desproporcional. A situação demonstra a complexidade das negociações e a importância do desfecho desse acordo para as partes envolvidas e para o setor energético como um todo. (Broadcast Energia – 23.02.2025) 
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MME/Silveira: Brasil vai aderir fórum da OPEP+; não há adesão à Organização

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou neste domingo (23/02) que o Brasil foi aprovado para aderir ao Fórum de Diálogo da Opep+, um grupo de países aliados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A decisão foi tomada durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética. Silveira esclareceu que o Brasil não se tornará membro da Opep+ em si, mas participará do fórum para discutir estratégias dos países produtores de petróleo. Ele enfatizou a importância do setor petrolífero para o desenvolvimento econômico do Brasil, argumentando que é fundamental para gerar renda, empregos e recursos para investir em áreas como educação, segurança e saúde. A adesão ao Fórum de Diálogo da Opep+ não implica em obrigações vinculantes para o Brasil, sendo uma oportunidade para cooperação e troca de informações. Silveira destacou que a participação do Brasil no fórum foi um convite e ressaltou a relevância global do petróleo como fonte de energia. (Broadcast Energia – 23.02.2025) 
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Ministra Marina defende fim dos combustíveis fósseis e triplicação da energia renovável

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defendeu o fim do consumo de combustíveis fósseis como parte crucial da transição energética para combater as mudanças climáticas. Ela destacou a necessidade de triplicar a oferta de energia renovável e duplicar a eficiência energética. Em seu discurso no evento “Adaptação como Prioridade para a COP30”, a ministra reafirmou a urgência da agenda climática, independentemente das resistências ao enfrentamento do aquecimento global. Ela ressaltou a importância de adaptar o modelo de desenvolvimento para lidar com as mudanças climáticas e mencionou os compromissos assumidos pela “Missão 1.5”, que visa evitar que a temperatura global ultrapasse 1,5°C. Marina também destacou as vantagens comparativas do Brasil, que já possui uma matriz energética limpa, e comentou sobre o processo de licenciamento da exploração de petróleo na Bacia da Foz do Rio Amazonas, mencionando que a decisão sobre o tema será técnica, sob a responsabilidade do Ibama. (Valor Econômico - 25.02.2025) 
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Marcos Rogério (PL) assume Comissão de Infraestrutura e promete acelerar sabatinas de reguladoras

O senador Marcos Rogério (PL-RO) foi eleito presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, destacando-se por sua oposição ao governo e sua preocupação com a vacância de diretores em agências reguladoras. Ele promete revisar as políticas dos setores de energia elétrica e ferrovias, buscando agilizar as indicações para preencher as vagas em aberto. Marcos Rogério enfatizou a importância de reformar o setor elétrico, especialmente o Projeto de Lei 414/2021, que precisa de revisões após anos de tramitação. Ele planeja dialogar com o presidente da Câmara e o próximo presidente da Comissão de Minas e Energia para destravar o projeto. Além disso, o senador pretende investigar a eficácia do Marco Legal das Ferrovias, aprovado em 2021, através de diligências realizadas pela Comissão. Suas prioridades incluem garantir o pleno funcionamento das agências reguladoras e promover melhorias nos setores de energia e ferrovias, visando o desenvolvimento e a eficiência dessas áreas no país. (Broadcast Energia – 24.02.2025) 
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MME prevê instalação de compensadores síncronos no Nordeste e Norte

O Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) de 2024, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), prevê a instalação prioritária de compensadores síncronos em três subestações do Nordeste e Norte, visando reforçar a segurança elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN). As subestações selecionadas são Açu III e João Câmara III, no Rio Grande do Norte, e Macapá, no Amapá, local da falha que causou o apagão em 2020. A medida, considerada de necessidade imediata, visa melhorar a contribuição de reativos, o desempenho dinâmico e a inércia do sistema, conforme os estudos do Plano de Ampliações e Reforços de 2024. (Agência CanalEnergia - 21.02.2025) 
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TRF 1 suspende determinação do Ibama que limitava geração de Belo Monte desde janeiro

A Justiça Federal da 1ª Região no Amazonas suspendeu a decisão do Ibama que reduzia a vazão da hidrelétrica Belo Monte até 15 de março, visando a reprodução dos peixes no Rio Xingu. A medida foi tomada após a queda de linhas de transmissão que atendiam a usina, o que aumentou a vazão no rio e permitiu a piracema. A redução de 2,4 mil MWmed na produção de energia da usina em atendimento à ponta de carga gerou preocupações com a confiabilidade do sistema elétrico nacional. O diretor do ONS alertou sobre possíveis impactos nos custos da energia para os consumidores. A decisão do TRF1 destacou que as ações do Ibama devem considerar a segurança do setor elétrico. A suspensão da redução da vazão da usina traz alívio para a garantia de fornecimento de energia, mas também levanta questões sobre o equilíbrio entre a preservação ambiental e a geração de energia no Brasil. (Broadcast Energia – 24.02.2025) 
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Estudo revela que consumidores pagam quase o dobro do valor justo pela energia de Itaipu

Um estudo da Frente Nacional dos Consumidores de Energia revelou que, em 2024, consumidores residenciais e comerciais de dez estados e do Distrito Federal pagaram quase o dobro do valor justo pela energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu. A pesquisa apontou que os consumidores estão sendo cobrados acima do estipulado no Tratado de Itaipu, que determina uma tarifa baseada nos custos operacionais da usina. A situação é vista como uma violação do tratado, com custos excessivos impostos aos consumidores, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido a políticas tarifárias e gastos não previstos no acordo. Embora a usina tenha quitado sua dívida histórica em 2023, os custos aumentaram devido a gastos paralelos e negociações tarifárias entre os governos brasileiro e paraguaio, resultando em tarifas mais altas do que o estipulado. Empresários e especialistas defendem que a tarifa deve ser ajustada conforme os critérios técnicos do tratado para evitar repasses indevidos e melhorar a competitividade. (Valor Econômico - 27.02.2025) 
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Regulação

Aneel: Termo aditivo aos contratos de concessão de distribuição é aprovado

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o termo aditivo ao contrato de concessão do serviço público de distribuição. Com a assinatura do TA, as distribuidoras de energia formalizarão a prorrogação por 30 anos do contrato de concessão, a partir do final da vigência do contrato atual. Ao todo, 19 distribuidoras possuem contratos a vencer entre os anos de 2025 e 2031. Os principais tópicos presentes no documento são: sustentabilidade econômico-financeira, satisfação dos consumidores, indicadores de continuidade, resiliência de redes, menor volatilidade das tarifas, tarifas modernizadas, expansão e ampliação dos sistemas elétricos, áreas de severas restrições operativas (ASRO), e renúncia de ações judiciais. (Aneel – 25.02.2025)
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Aneel define quotas da CDE e Proinfa para 2024 e 2025 com prazos de recolhimento até março

A Superintendência de Gestão Tarifária da Aneel determinou os valores das quotas para o encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de dezembro de 2024, totalizando R$ 106.109.086,87, com prazo de recolhimento até 10 de março de 2025, aplicáveis às concessionárias de transmissão que atendem consumidores livres e autoprodutores conectados à Rede Básica do SIN. Além disso, a Aneel fixou os valores das quotas para o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para abril de 2025, no montante de R$ 31.679.846,78, a serem recolhidas até 10 de março de 2025 à Eletrobras. (Agência CanalEnergia - 25.02.2025) 
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Aneel: Resultado da CP que trata da consolidação do estoque regulatório é aprovado

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em 25 de fevereiro, o resultado da Consulta Pública nº 31/2024, que debateu a proposta de consolidação dos atos normativos da Agência para melhorar a consistência e a coerência do estoque regulatório. A proposta apresentada pela Agência abrange a revogação integral de 62 atos normativos, além da parcial de dispositivos de 10 atos, que exauriram seus efeitos, perderam o seu objeto ou encontram-se tacitamente revogados. Também foi ponderada a atualização da classificação temática do estoque regulatório do órgão regulador, para melhor refletir os temas tratados nos atos normativos. (Aneel – 25.02.2025)
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Aneel: Aprovação de CP para aprimorar regras relacionadas à compensação de UFVs

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, em 25 de fevereiro, a abertura de Consulta Pública para a aprovação de versão de módulos de Regras de Comercialização que estabelecem procedimentos e critérios para apuração e pagamento de constrained-off de usinas fotovoltaicas (UFV). O objetivo da CP 009/25 é regular o que consta do Título II-A da Resolução Normativa 1.030/2022. A proposta discute limites de indisponibilidades de transmissão sem direito à compensação, determinação da geração frustrada por usina; determinação da energia contratada; e compensações internas aos contratos regulados. Os módulos a serem aprimorados são Encargos, Consolidação de Resultados, Receita de Venda de Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR) e Contratação de Energia de Reserva das Regras de Comercialização. As contribuições poderão ser enviadas até 11 de abril. (Aneel – 25.02.2025)
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Aneel: CP 008/2025 discutirá regulação de financeiros de diferimento em processos tarifários

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abrirá consulta pública para tratar da regulação de financeiros de diferimento em processos tarifários de distribuição. Uma das motivações para a CP 008/2025 foi o Acórdão 1.376/2022 do Tribunal de Contas da União (TCU), que recomendou à Aneel analisar os impactos futuros quando realizar medidas de diferimento tarifário e avaliar seus custos-benefícios. Além disso, a agência visa reduzir volatilidade das tarifas e promover mecanismos de gestão tarifária que melhorem a previsibilidade, a estabilidade e a equalização tarifária. A proposta em discussão sugere que haja três critérios para a análise de admissibilidade de diferimento tarifário. O primeiro trata da excepcionalidade do efeito médio para o reajuste ou revisão em processamento; o segundo trata da excepcionalidade dos resultados de dois processos tarifários consecutivos; e o terceiro compreende a caracterização da excepcionalidade na análise do impacto do processo tarifário subsequente. As contribuições para a CP podem ser enviadas de 26 de fevereiro a 11 de abril de 2025. (Aneel – 25.02.2025)
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Aneel: Publicação de REN sobre comunicação ante inadimplência de encargo de transmissão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou a Resolução Normativa nº 1.113, de 18 de fevereiro de 2025, que estabelece a obrigação da comunicação prévia do agente credor ao agente inadimplente em caso de inadimplência da obrigação relativa aos Encargos do Uso do Sistema de Transmissão (EUST). Ainda, a norma prevê que o credor só poderá realizar registro no Cadastro de Inadimplentes após três dias contados do recebimento da notificação. Da mesma forma, é necessário prazo máximo de três dias para remoção dos devedores do cadastro após comprovação da normalização da situação pelo agente devedor. (Aneel – 27.02.2025)
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Empresas

Petrobras registra prejuízo de R$ 17 bi no 4º tri 2024

A Petrobras registrou um prejuízo de R$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2024, comparado ao lucro líquido de R$ 31 bilhões no mesmo período de 2023. O resultado negativo foi impulsionado pela alta do dólar, queda da cotação do petróleo e das margens de refino. Em 2024, a estatal teve lucro de R$ 36,6 bilhões, uma redução de 70,6% em relação aos R$ 124,6 bilhões de 2023. A receita líquida caiu 4,1%, totalizando R$ 490,8 bilhões, e o Ebitda recuou 18,2%, alcançando R$ 214,4 bilhões. Além disso, o conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 9,1 bilhões em dividendos relativos ao quarto trimestre. (Valor Econômico - 27.02.2025) 
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Petrobras: Operações com o BB para gestão de passivos e promoção da descarbonização

A Petrobras comunicou a assinatura de uma série de operações com o Banco do Brasil. Foram contratadas duas Notas de Crédito à Exportação com compromissos de sustentabilidade, sendo uma no valor de R$ 3,5 bilhões, e a outra de R$ 3 bilhões, ambas com vencimento em 2032. A estatal também acertou a renovação de Linha de Crédito Compromissada no valor de R$ 2 bilhões, que teve o vencimento prorrogado para 2030. As operações estão alinhadas à estratégia de gestão de passivos da Petrobras, com o objetivo de melhorar o perfil da dívida e reduzir custos. Além disso, firmou um Protocolo de Intenções visando à cooperação técnica no desenvolvimento de projetos voltados à descarbonização e à preservação de biodiversidade, o que permitirá a amplificação das ações de transição energética previstas no Plano Estratégico da petroleira. (Agência CanalEnergia - 21.02.2025)
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Eletrobras: Investimento de R$ 700 mi em sistema de transmissão no Nordeste em 2024

A Eletrobras, em 2024, investiu cerca de R$ 700 milhões no sistema de transmissão de energia elétrica do Nordeste, mirando reforçar a segurança e a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica, bem como ampliar a capacidade para acompanhar o crescimento da demanda. Os aportes foram divididos entre os empreendimentos no sistema existente, chamados de intervenções de pequeno porte, que ultrapassaram a cifra de R$ 530 milhões, e em ampliações - reforços e melhorias de grande porte -, que ficaram na ordem de R$ 167 milhões. E dentre os estados da região que mais receberam investimentos, destaca-se a Bahia, com R$ 334 milhões, seguido de Pernambuco e Ceará com R$ 159 milhões e R$ 152 milhões, respectivamente. Nesses estados houve, por exemplo, a implantação de novos transformadores nas subestações de Governador Mangabeira (BA), Icó (CE) e Bongi (PE), entre as ações de modernização da infraestrutura. (Agência CanalEnergia - 21.02.2025)
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Eletrobras discute mudanças no estatuto para melhorar governança na AGE

Na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Eletrobras, marcada para o dia 26 de fevereiro, os acionistas irão deliberar sobre mudanças no estatuto social da empresa, visando melhorar a governança. Entre as propostas estão o aumento do número de assentos no conselho de administração de nove para dez, e o aumento do mínimo de membros independentes de cinco para seis, para acomodar um novo comitê de sustentabilidade. Além disso, será discutida a limitação de empresas nas quais um conselheiro pode atuar, com um máximo de quatro, e a restrição para presidentes do conselho, que poderiam atuar em no máximo três empresas. A AGE também prevê a inclusão da atividade de comercialização varejista de energia no estatuto, possibilitando a criação de um segmento para negociar energia com pequenos consumidores no mercado livre. Essas mudanças ocorrem no contexto de negociações sobre o poder de voto do governo na empresa, mas não estão diretamente relacionadas a essas discussões. (Valor Econômico - 25.02.2025) 
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Eletrobras: AGE aprova aumento do número de cadeiras no Conselho de Administração

A assembleia geral extraordinária (AGE) de acionistas da Eletrobrás, de 26 de fevereiro, aprovou o aumento do número de vagas no Conselho de Administração da empresa. O colegiado, agora, passará a ter 10 assentos, com o intento de aprimorar suas práticas de governança. Segundo a companhia, a medida não tem relação direta com as negociações com a União, que quer ampliar sua participação nas decisões do CA. Outras propostas votadas na oportunidade incluíram: a criação de um quinto comitê de assessoramento; a restrição da participação externa nos comitês estatuários; o aumento do número mínimo de membros independentes; e a limitação do número de empresas nas quais os conselheiros da Eletrobras podem participar em paralelo. (Petronotícias – 26.02.2025)
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ENBPar solicita à Aneel manutenção da tarifa de repasse de energia de Itaipu em US$ 17,6

A ENBPar, estatal responsável pela parte brasileira de Itaipu Binacional, enviou um ofício à Aneel pedindo uma manifestação formal sobre as medidas para manter a tarifa de repasse de energia de Itaipu em US$ 17,6 por kW até março de 2025. A solicitação visa corrigir um erro de cálculo que resultou em um rombo de US$ 120,9 milhões nas Contas de Comercialização da usina, o que, sem um aporte financeiro, poderia aumentar em 5,99% a tarifa de repasse. A ENBPar apoiou alternativas, como o aumento do aporte de Itaipu ou a alteração no Decreto nº 11.027/2022, permitindo a criação de uma conta de reserva para mitigar déficits futuros. A proposta de alteração já foi enviada à Casa Civil, mas especialistas alertam que essa medida pode impactar negativamente as tarifas para os consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. (Valor Econômico - 24.02.2025)
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Copel vende hidrelétrica Baixo Iguaçu por R$ 1,5 bi

A Copel Geração e Transmissão, subsidiária do grupo paranaense Copel, adquiriu a participação da Neoenergia na Geração Céu Azul por R$ 984 milhões, utilizando seu direito de preferência no ativo. Posteriormente, a empresa vendeu a usina Baixo Iguaçu à DK Holding Investment. A Geração Céu Azul, que recentemente se juntou à Copel, detinha 70% do consórcio proprietário da usina. A participação de 30% da Copel no consórcio foi avaliada em R$ 570 milhões, resultando em uma transação total de R$ 1,554 bilhão. Como parte do acordo, a Copel recebeu um sinal de 10% do valor total à vista. Essa movimentação no setor energético demonstra a estratégia de expansão e otimização de portfólio da Copel, consolidando sua presença e participação no mercado. A transação também evidencia o interesse de investidores no segmento de geração de energia no Brasil, destacando a importância e o potencial desse setor para o crescimento econômico do país. A Copel, com sua atuação e decisões estratégicas, busca reforçar sua posição como uma das principais empresas do setor elétrico no país, alinhada com as tendências e necessidades do mercado. (Broadcast Energia – 25.02.2025) 
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Leilões

MME adia leilão de energia A-5 para agosto e o de sistemas isolados para setembro

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou uma portaria que traz modificações significativas para o Leilão de Energia Nova 'A-5' e para o certame de atendimento para sistemas isolados. Inicialmente previsto para 25 de julho, o leilão para contratação de novos empreendimentos hidrelétricos foi adiado para 22 de agosto. Além disso, o prazo para o cadastramento de projetos para esse certame foi estendido até 10 de março, às 12 horas. Uma novidade é a possibilidade de negociação dos lotes do certame para atendimento de sistemas isolados em sessões públicas distintas, as quais devem ocorrer em setembro deste ano. Essas mudanças representam um adiamento significativo em relação ao cronograma original, que previa o leilão para maio. Com essas alterações, o governo busca promover uma dinâmica mais flexível e adaptada às demandas do setor energético, permitindo uma melhor organização e participação dos interessados no certame. (Broadcast Energia – 24.02.2025) 
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Leilão de Reserva de Capacidade de 2025 pode incluir gás natural argentino no mercado brasileiro

O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2025 pode marcar a entrada do gás natural argentino no mercado brasileiro, com empresas como o grupo J&F buscando diversificar seus portfólios de suprimento. O leilão será competitivo, com projetos de gás de várias fontes, como Argentina, Bolívia, gás nacional e GNL, com destaque para grandes players como Petrobras, Eneva e J&F, que possuem usinas a gás no Brasil. A diversidade inclui gás próprio, biometano e GNL importado, além da busca por novos terminais de regaseificação. Com 5 GW de usinas a gás sem contrato, o LRCAP oferece uma oportunidade para a recontratação de térmicas e expansão de capacidade, atraindo forte concorrência, especialmente para térmicas novas. O leilão também enfrenta desafios regulatórios, como a falta de diretrizes sobre tarifas de transporte de gás, que podem impactar as propostas. (Agência Eixos - 22.02.2025) 
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Aneel: Edital do leilão de reserva de capacidade será debatido em CP

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abrirá em 27 de fevereiro a consulta pública para sugestões ao edital do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de 2025. O certame, marcado para 27 de junho, se destina à contratação de potência elétrica a partir de empreendimentos de geração, novos e existentes, provenientes de usinas hidrelétricas e termelétricas a gás natural e a biocombustíveis. A contratação do leilão, por sua vez, será por disponibilidade de potência. Os empreendimentos de geração termelétrica a gás natural e biocombustíveis serão separados em nove produtos: seis para empreendimentos existentes, um para início do suprimento a cada ano de 2025 a 2030, com duração de 10 anos; e três para empreendimentos novos, com início da disponibilidade em 2028, 2029 e 2030, com duração de 15 anos. Ainda, um décimo produto, com 15 anos de suprimento a partir de 2030, será exclusivo para ampliação de capacidade instalada de usinas hidrelétricas existentes que agreguem capacidade adicional de potência despachável ao Sistema Interligado Nacional (SIN). As contribuições para a CP 010/2025 poderão ser enviadas até 14 de abril. (Aneel – 25.02.2025)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Brasil atinge recorde de consumo de energia elétrica em 2025, com 105.475 MW

Em 2025, o consumo de energia elétrica no Brasil atingiu um novo recorde de 105.475 MW, refletindo o impacto das altas temperaturas sobre a demanda. Esse foi o quinto recorde do ano, com destaque para o mês de fevereiro, que registrou quatro máximas. O aumento no consumo é diretamente influenciado pelas condições climáticas e temperaturas elevadas em diversas regiões do país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou a robustez e a capacidade do sistema elétrico brasileiro em atender a essa crescente demanda, garantindo a segurança operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN).(O Globo - 24.02.2025) 
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Sistema elétrico brasileiro bate recorde de demanda de 104.732 MW em fevereiro

O sistema elétrico brasileiro registrou um novo recorde de demanda em 21 de fevereiro de 2025, com 104.732 MW, impulsionado pelas altas temperaturas e pelo aumento no uso de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores. Este foi o quarto recorde de demanda do ano, seguindo os picos registrados em 12 de fevereiro (103.754 MW), 11 de fevereiro (103.335 MW) e 22 de janeiro (102.810 MW). Apesar da pressão no consumo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) garantiu que o Sistema Interligado Nacional está operando de forma segura e sem risco de desabastecimento. A sequência de recordes estava prevista nos estudos de planejamento, e a previsão de novas altas temperaturas pode continuar a aumentar a demanda. Além disso, o país está enfrentando uma terceira onda de calor, com temperaturas que podem chegar a 40°C no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. (Valor Econômico - 24.02.2025)
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EPE: Consumo nacional de energia elétrica cresce 0,6% em janeiro de 2025

Um levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acerca do consumo nacional de energia elétrica em janeiro de 2025 acusou que o volume total correspondeu a 47.143 GWh, um aumento de 0,6% em relação ao mesmo período de 2024. A classe industrial liderou a alta com taxa interanual de 3% consumo residencial (+1,4%) também apresentou expansão, enquanto o comercial (-1,7%) teve contração. Entre as regiões do país, o Norte (+4,3%) registrou o maior aumento, seguido pelo Nordeste (+0,8%) e o Sudeste (+0,8%). O Sul (-0,3%) e o Centro-Oeste (-2,2%), por outro lado, retraíram. Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre respondeu por 43,2% do consumo nacional no período, com 20.374 GWh, enquanto o mercado regulado das distribuidoras compreendeu a quota de 56,8%, ou 26.769 GWh. (EPE – 27.02.2025)
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CCEE: Consumo de eletricidade cresceu 3,9% em 2024

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) publicou um estudo de apuração do consumo de energia elétrica no Brasil em 2024. O levantamento aponta que o país consumiu 3,9% mais eletricidade no ano passado do que em 2023, ultrapassando, pela primeira vez, a marca de 70 mil MW. Dois grandes fatores explicam o resultado: as altas temperaturas médias do ano e a maior atividade industrial e comercial. No mercado regulado, o consumo teve uma alta sensível de 0,1%; já no mercado livre, o crescimento foi de 10,5% na comparação anual. Quanto ao acompanhamento dos setores que compram energia no ambiente de contratação livre (ACL), os que registraram maior avanço foram saneamento (47,9%), serviços (21,7%) e comércio (20,1%). Além disso, quase todos os estados brasileiros registraram consumo maior em 2024. As exceções foram o Amapá (-2,3%) e o Distrito Federal (-0,7%). (CCEE – 27.02.2025)
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ONS realiza cortes em 1.445 usinas eólicas e solares

Em 2024, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realizou cortes de geração em 1.445 usinas eólicas e solares, totalizando 400 mil horas de produção, o equivalente a 50 anos de eletricidade, resultando em um prejuízo financeiro superior a R$ 1,6 bilhão. A maior parte dos cortes ocorreu na região Nordeste, especialmente nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, e foi causada principalmente por problemas na infraestrutura de transmissão, como subdimensionamento das linhas e atrasos em obras, além de falhas na geração e instabilidades. Esses cortes, conhecidos como "curtailment", ocorrem para evitar apagões, mas com o aumento da geração renovável, há situações de excesso de oferta, levando o ONS a cortar a geração de eólicas e solares. Como essas usinas possuem contratos de entrega de 100% da energia acordada, os geradores pedem compensações pelos custos gerados pela redução de produção. (Valor Econômico - 26.02.2025) 
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Brasil alcança 36,90 GW de potência instalada com micro e minigeração distribuída

Em janeiro, cerca de 65 mil consumidores brasileiros instalaram sistemas de micro e minigeração distribuída de energia elétrica (MMGD), adicionando 725 MW de potência, principalmente com painéis solares fotovoltaicos. No total, 112 mil unidades consumidoras passaram a aproveitar a energia excedente gerada por eles mesmos. São Paulo liderou tanto em número de instalações quanto em potência, com 13.463 usinas e 122 MW. Goiás e Minas Gerais foram os estados seguintes, com 76 MW e 75 MW, respectivamente. O Brasil agora conta com 3,28 milhões de sistemas MMGD, totalizando 36,90 GW de potência instalada, sendo os consumidores residenciais responsáveis pela maior parte das instalações e potência gerada. (Agência CanalEnergia - 21.02.2025) 
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Interrupções na geração de energia renovável podem afetar a conta de luz no Brasil

O aumento das interrupções na geração de energia de fontes renováveis, como solar e eólica, tem gerado uma disputa no setor elétrico e pode afetar a conta de luz dos brasileiros. Essas interrupções, chamadas de "curtailment", ocorrem quando a geração excede a demanda ou há falta de infraestrutura de transmissão, e resultam em cortes de produção, principalmente no Nordeste. Empresas afetadas pelos cortes exigem maior ressarcimento, enquanto as regras atuais são mais rígidas. O governo busca equilíbrio entre ressarcimentos e custos, ciente da saturação da capacidade de transmissão, mas o impacto nos investimentos e no custo da energia continua a ser um problema. (O Globo- 23.02.2025) 
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ONS: Indisponibilidade em linha afeta importação de energia da Venezuela

No dia 24 de fevereiro, em São Paulo, uma falha na linha de transmissão em 230 kV Boa Vista/Santa Elena causou a interrupção do intercâmbio de energia com a Venezuela, apenas uma semana após a ligação da linha para importações. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reportou que a falha ocorreu às 16h22 do dia 21, resultando em um volume de energia importada abaixo do programado, de 5 MW em vez dos 15 MW planejados. No dia seguinte, embora estivesse programada a importação de 15 MW, nenhum intercâmbio foi registrado devido àindisponibilidade da linha. Isso levou a uma geração térmica acima do previsto em Roraima, com as termelétricas locais produzindo 170 MW em vez dos 160 MW estimados. O ONS não previa intercâmbio para o dia 23 e ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. A situação ressalta a vulnerabilidade das redes de transmissão e a importância de medidas para garantir a segurança energética da região. (Broadcast Energia - 27.02.2025)
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Inovação e Tecnologia

Marco legal do hidrogênio brasileiro gera discussões sobre emissões

A definição de uma taxonomia clara e robusta para o hidrogênio de baixo carbono é crucial para a descarbonização, e o recente marco legal brasileiro, que permite até 7 kg de CO₂eq por kg de hidrogênio, gerou discussões sobre a discrepância em relação aos padrões internacionais, onde a média é de 4 kg de CO₂eq. A falta de alinhamento pode prejudicar a competitividade do hidrogênio brasileiro no mercado global, apesar das oportunidades de financiamento e transição energética que uma taxonomia mais rigorosa poderia proporcionar. A taxonomia também deve considerar as diferentes rotas de produção, como eletrólise e reforma de gás natural com captura de carbono (CCS), evitando que incentivos favoreçam métodos poluentes. Além disso, é necessário definir uma metodologia de ciclo de vida das emissões e considerar os impactos sociais e ambientais, como o uso de água e a geração de empregos. O Brasil precisa alinhar sua taxonomia com padrões internacionais para garantir competitividade e viabilizar a participação em mercados globais de hidrogênio. (Agência Eixos – 23.02.2025) 
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Consumidores

Mercado livre de energia no Brasil registra R$ 88,4 bi negociados em 2024

Em 2024, a liquidez no mercado livre de energia elétrica no Brasil aumentou significativamente, com o índice de liquidez subindo de 5,13 para 6,33 vezes, indicando maior dinamismo no setor. Isso reflete a ampliação do mercado, com a adesão de 25.966 novas unidades consumidoras, um aumento de 67% em relação ao ano anterior. O volume total de energia transacionada em dezembro atingiu 177.466 MWm, representando 79% de toda a energia negociada no país. Esse crescimento é acompanhado pela evolução do mercado, com o Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) registrando R$ 88,4 bilhões negociados, um aumento de 198% em relação a 2023. O ano também marcou a chegada de novos produtos e plataformas de negociação, como o SWAP Físico Energia e a N5X, que expandem as opções de transações e contratos no mercado. (Agência Eixos – 23.02.2025) 
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Mercado livre de energia tem recorde de migrações em 2024

O perfil dos clientes no mercado livre de energia tornou-se mais diversificado em 2024, com recorde de migrações de consumidores, incluindo setores como varejo, agronegócio e hospitais. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam que 92% das migrações de 2024 envolvem cargas menores que 500 kW, refletindo a adaptação das comercializadoras, como a Engie Brasil, para atender consumidores de menor porte. A principal motivação para a migração é a economia, com a estabilidade tarifária também atraindo esses clientes. Embora a migração de consumidores menores esteja em crescimento, ainda há falta de conhecimento sobre o mercado livre por parte dos pequenos consumidores, mas a abertura do mercado para todos, incluindo residenciais, está próxima, com a expectativa de uma maior competição e redução nos preços. (Agência Eixos – 23.02.2025)
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Biblioteca Virtual

Artigo GESEL: “A renovação das concessões de distribuição de energia elétrica e a proposta de renúncia jurídica”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Henrique Reis (sócio do Demarest Advogados) tratam da ilegalidade e os riscos da cláusula de renúncia a direitos e ações judiciais proposta pela Aneel na renovação das concessões de distribuição de energia elétrica. A Consulta Pública nº 027/2024, da Aneel, discute a renovação de 19 concessões de distribuição de energia por 30 anos. A proposta inclui uma cláusula que exige a renúncia irrestrita a direitos e ações judiciais pelas concessionárias, o que é considerado inconstitucional por violar o direito à tutela jurisdicional (art. 5º, XXXV, da Constituição). (GESEL-IE-UFRJ – 25.02.2025)
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Artigo GESEL: "O hidrogênio verde no contexto global da transição energética"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Fernanda Delgado (diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde [ABIHV]) tratam da transição energética global, destacando a importância de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar a segurança energética, com foco no papel do hidrogênio verde (H2V). Os autores explicam que a inovação tecnológica é crucial para o sucesso da transição, gerando novos investimentos e negócios, além de acelerar a descarbonização. No Brasil, o setor elétrico, com sua matriz energética renovável, possui vantagens competitivas para impulsionar a produção de H2V, uma alternativa energética de baixo carbono. O artigo ainda menciona como o Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI) da Aneel tem contribuído para o avanço de projetos inovadores, reforçando o potencial do Brasil no desenvolvimento dessa nova cadeia produtiva. (GESEL-IE-UFRJ – 26.02.2025)
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Artigo de Alvaro Gribel: "Desligamento das eólicas e solares é reflexo do crescimento desordenado do setor elétrico brasileiro"

Em artigo publicado pelo Estadão, Alvaro Gribel (colunista do Estadão em Brasília) trata da situação em que o consumidor de energia no Brasil paga mais tanto em períodos de escassez quanto de sobra de energia, devido ao desligamento de usinas eólicas e solares pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que opta por acionar fontes mais caras, como termelétricas e hidrelétricas, para garantir a segurança do sistema. As usinas renováveis questionam essa prática na Justiça, pois consideram-se prejudicadas. O cenário reflete um setor elétrico em crescimento desordenado, com lobbies influenciando decisões e um sistema que carece de uma reformulação profunda, prometida mas ainda não concretizada pelo atual governo. A falta de planejamento e os subsídios para fontes renováveis, junto ao crescimento de termelétricas inflexíveis, ampliam o risco de aumento no custo da energia e deixam o ONS com pouca flexibilidade. (GESEL-IE-UFRJ – 21.02.2025)
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Artigo de José Eli da Veiga: "Como descarbonizar?"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, José Eli da Veiga (professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP) trata da realidade da "transição energética", questionando a eficácia da substituição de fontes fósseis por energias renováveis, como a solar e a eólica, quando o consumo de petróleo, carvão e gás continua a aumentar. Ele aponta que, embora a produção dessas energias renováveis tenha crescido, a dependência de combustíveis fósseis ainda é forte, principalmente devido aos subsídios e à rentabilidade do setor. A expectativa de uma descarbonização global até meados deste século é vista como irrealista, e a solução mais promissora seria a inovação tecnológica, com a fusão nuclear controlada (FNC), uma alternativa limpa e potencialmente transformadora. O autor destaca os progressos em pesquisas de fusão nuclear, que já atraem investimentos e apoio de instituições internacionais, sugerindo que esta tecnologia pode ser a chave para a descarbonização efetiva, embora ainda se saiba pouco sobre quando ela se tornará viável comercialmente. (GESEL-IE-UFRJ – 28.02.2025)
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Artigo de Bráulio Borges e Eduardo Assad: "Brasil não pode perder o agro para as mudanças climáticas"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Bráulio Borges (pesquisador do Ibre/FGV) e Eduardo Assad (pesquisador da FGV/GV Agro) tratam dos desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro devido aos impactos da mudança climática. Embora o setor agropecuário seja responsável por cerca de 22% do PIB nacional, eventos climáticos extremos, como seca e estiagem, têm causado perdas significativas na produtividade, elevando o custo dos alimentos e comprometendo a segurança alimentar. Estimativas apontam que as perdas pela mudança climática chegaram a R$ 300 bilhões entre 2013 e 2022. Para mitigar esses efeitos, os autores defendem a adoção de políticas públicas e práticas agrícolas que integrem adaptação e mitigação, como a agricultura regenerativa e o uso de tecnologias para ajustar os períodos de plantio, a fim de garantir maior resiliência ao setor e aumentar a segurança alimentar. (GESEL-IE-UFRJ – 28.02.2025)
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Artigo Annelise Vendramini: "Mudança climática e riscos geopolíticos"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Annelise Vendramini (coordenadora do programa de Finanças Sustentáveis do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas [FGVces]) trata da relação entre mudanças climáticas, economia e geopolítica, destacando como as alterações climáticas podem intensificar os riscos geopolíticos. As mudanças climáticas impactam a disponibilidade de recursos naturais e geram migrações forçadas, aumentando as tensões sociais e criando um ambiente propício a conflitos. Um estudo de 2024 revela que países mais vulneráveis às mudanças climáticas também enfrentam maior risco de conflitos geopolíticos, embora países com boa governança climática possam mitigar esses impactos. Vendramini argumenta que políticas públicas e estratégias empresariais que integrem os riscos climáticos são essenciais para a segurança nacional e para a estabilidade econômica, ressaltando que a adaptação às mudanças climáticas é crucial tanto para o Brasil quanto para o setor corporativo. (GESEL-IE-UFRJ – 28.02.2025)
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