Hidrogênio 229
Políticas Públicas e Financiamentos
Brasil: ABIHV propõe agenda para destravar H2V
A ABIHV apresentou aos candidatos à Presidência uma agenda para acelerar o desenvolvimento do hidrogênio verde (H2V) no Brasil, estruturada em cinco eixos: previsibilidade regulatória e incentivos; competitividade e modernização do setor elétrico; demanda, contratos e financiamento; infraestrutura, política industrial e desenvolvimento regional; e certificação e inserção internacional. Segundo estimativas da LCA Consultores, a cadeia de hidrogênio de baixo carbono pode mobilizar R$ 135 bilhões em investimentos produtivos até 2034, adicionar R$ 301 bilhões ao PIB, gerar R$ 32 bilhões em arrecadação líquida e criar até 608 mil ocupações. A entidade propõe contratos de compra de longo prazo, maior atuação de bancos públicos e fundos climáticos e estímulos à demanda em fertilizantes, siderurgia, refino, química, aviação e transporte marítimo. Como a eletricidade representa de 60% a 70% do custo nivelado do hidrogênio, a ABIHV também defende integrar eletrolisadores ao planejamento energético e da transmissão, reconhecê-los como cargas flexíveis e aperfeiçoar regras de PLD e curtailment. (Agência iNFRA - 04.09.2026)
Brasil: ZPE de Parnaíba recebe projeto de pesquisa em H2
O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação autorizou a instalação da Nebra Hydrogen Research and Development S.A. na ZPE de Parnaíba, no litoral do Piauí, para executar pesquisa, desenvolvimento e testes operacionais relacionados à produção de hidrogênio. A aprovação, publicada no Diário Oficial da União, não permite ainda a produção industrial do insumo, limitando a atuação da empresa à etapa experimental. O governo também aprovou a instalação da Hymetalx Ltda., que poderá fabricar ferro-gusa na mesma ZPE e terá acesso, por 20 anos, ao regime tributário, cambial e administrativo específico dessas áreas, desde que cumpra as exigências legais. A Secretaria Executiva do CZPE acompanhará a implantação, a operação e o desempenho dos dois projetos para verificar o atendimento às condições estabelecidas. A iniciativa amplia a presença de projetos ligados ao hidrogênio no Piauí e associa pesquisa tecnológica à expansão industrial da ZPE de Parnaíba. (Portal O Dia - 01.09.2026)
Brasil: H2V pode reduzir dependência de fertilizantes no RS
O hidrogênio verde (H2V) desponta como alternativa para reduzir custos e a dependência de fertilizantes nitrogenados importados no Rio Grande do Sul, que atualmente responde por cerca de 90% da demanda estadual. Produzido por eletrólise da água com eletricidade de fontes renováveis, como eólica e solar, o combustível poderá ser convertido em amônia verde, insumo básico para fertilizantes e estratégico para a descarbonização do agronegócio. Um projeto desenvolvido na Universidade Federal de Passo Fundo prevê produzir 7.000 toneladas anuais de fertilizante foliar, com substituição de energia fóssil por renovável no processo e transporte realizado por caminhões movidos a hidrogênio verde ou eletricidade. A iniciativa também prevê rastreabilidade digital e certificação segundo padrões europeus, possibilitando geração de créditos de carbono e produção de grãos com carbono negativo. Entre os principais desafios estão o elevado custo inicial de adoção e a necessidade de políticas públicas que estimulem investimentos e a expansão dessa cadeia. (Canal Rural - 31.08.2026)
Brasil: RS busca investimentos em H2V e armazenamento na China
A Missão do Rio Grande do Sul à China avançou em acordos para semicondutores, hidrogênio verde e armazenamento de energia. O estado mantém 31 projetos de transição energética entre 80 iniciativas em carteira, com R$ 18 bilhões em investimentos projetados e potencial de 29 mil empregos. Ademais, o RS possui mais de 47 GW de projetos eólicos offshore em licenciamento no Ibama e já apoia plantas de hidrogênio, amônia e ureia verdes. A comitiva visitou a Envision Energy para discutir BESS, H2V e buscou integrar armazenamento e eletrólise à expansão de renováveis. Para viabilizar novos investimentos, o estado estruturou o Fundo Estratégico com um aporte inicial de R$ 5 bilhões e potencial de mobilizar até R$ 25 bilhões por meio de blended finance, crédito, equity e garantias. (Agência CanalEnergia - 04.09.2026)
Estônia: Stargate Hydrogen garante € 21 milhões do Fundo de Inovação da UE para ampliar suas operações
A Stargate Hydrogen anunciou a assinatura de um acordo de subvenção com a European Climate, Infrastructure and Environment Executive Agency (CINEA) para 20,6 milhões de euros do Fundo de Inovação da UE, verba que será destinada à expansão de sua unidade fabril em Tallinn, Estônia. A nova planta, a ser desenvolvida por fases, terá capacidade anual de produção de 250 MW de eletrodos para eletrólise alcalina, 150 MW de stacks alcalinos pressurizados e 66 MW de sistemas de eletrólise. O projeto busca reduzir uma barreira central à adoção em larga escala do hidrogênio verde por meio de inovações como desenho de stacks proprietários e eletrodos revestidos com um catalisador cerâmico patenteado. Além disso, destaca-se sua substituição de metais preciosos que diminui a dependência de matérias‑primas críticas importadas e permite a produção de hidrogênio mais eficiente. (Hydrogen Europe - 15.09.2026)
Disparada no preço do petróleo reaviva interesse por H2 de baixo carbono
Os efeitos do choque deste ano no mercado de petróleo levaram governos de todo o mundo a voltar sua atenção para o hidrogênio limpo, apesar de ele ser mais caro que os combustíveis convencionais, segundo um dos maiores fornecedores do setor. François Jackow, presidente-executivo da Air Liquide, afirmou que a empresa, sediada em Paris, conversou com autoridades em Bruxelas, na França, nos Países Baixos, no Japão e na Coreia do Sul sobre o uso de hidrogênio limpo como alternativa aos combustíveis fósseis, desde que o ataque dos EUA e de Israel ao Irã fez os preços do petróleo e do gás dispararem. Em conjunto, os países importadores de energia "gastaram mais de US$ 100 bilhões além do previsto" com os preços inflacionados dos combustíveis nos dois primeiros meses do conflito, afirmou ele, acrescentando um novo senso de urgência. Além disso, a maioria dos executivos consultados pelo Hydrogen Council, em relatório de 10 de setembro, apontaram a segurança energética e a resiliência como fatores de interesse. (Folha de São Paulo - 13.09.2026)
Produção
Brasil: Planta-piloto de H2 no RN de R$ 90 milhões ruma para operacionalização
A planta-piloto de hidrogênio renovável em construção na Usina Termelétrica do Vale do Açu (Termoaçu), em Alto do Rodrigues, Rio Grande do Norte, Brasil, recebeu visita do presidente da FIERN, Roberto Serquiz. Liderado pela Petrobras e desenvolvido em cooperação com o SENAI-RN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), o projeto recebe cerca de R$ 90 milhões e se aproxima do início das operações. A unidade testará a produção de hidrogênio por eletrólise da água com energia solar, além da mistura com gás natural e da geração elétrica em microturbinas e células de combustível. A estrutura terá eletrolisador PEM de 2 MW, enquanto a usina fotovoltaica do complexo será ampliada para 2,5 MWp. O projeto tem caráter de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sem previsão de produção comercial em larga escala nesta etapa. Os estudos deverão avaliar viabilidade técnica e econômica, gerar conhecimento sobre produção, armazenamento e uso do hidrogênio e subsidiar futuros projetos industriais no estado. (FIERN – 04.09.2026)
Brasil: RN licencia segunda planta de H2 e amônia verde
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) concedeu Licença de Instalação à Atlântico Empreendimentos Imobiliários para uma planta de hidrogênio verde e amônia verde em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. O projeto terá capacidade estimada de 35,2 mil toneladas de hidrogênio e 200 mil toneladas de amônia por ano e se torna o segundo empreendimento de maior porte do segmento a avançar no licenciamento ambiental estadual. A autorização, válida por quatro anos, permite a construção da unidade, mas a produção dependerá de futura Licença de Operação. Entre as condicionantes estão o uso de eletricidade 100% renovável e a previsão de água de reúso no processo industrial. O empreendimento se soma ao projeto Morro Pintado, da Brazil Green Energy, em Areia Branca, que recebeu licença prévia em abril, prevê 500 MW de capacidade, produção anual de 80 mil toneladas e investimento anunciado de € 2 bilhões. (Radar do Hidrogênio - 15.09.2026)
Bélgica: Power to Hydrogen inicia produção comercial de H2V
A Power to Hydrogen (P2H2) iniciou a produção comercial de hidrogênio verde no NextGen District do Porto de Antuérpia-Bruges, em Antuérpia, Bélgica. O sistema tem 500 kW de capacidade, composto por duas pilhas de eletrólise por membrana de troca aniônica (AEM) de 250 kW, e poderá produzir inicialmente até 70 toneladas de hidrogênio por ano. O combustível será fornecido à Holthausen e a outros clientes regionais, com foco principal em mobilidade e potencial uso industrial. Segundo a empresa, a unidade pode operar entre 10% e 100% da capacidade, acompanhando os preços de eletricidade do mercado diário belga para produzir mais quando a energia renovável estiver mais barata. O projeto recebeu apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e do fundo flamengo de inovação administrado pela VLAIO. A P2H2 afirma que a operação em Antuérpia servirá de base para sistemas maiores, inclusive plataformas de múltiplos megawatts, e prepara uma segunda unidade comercial de 500 kW para o projeto europeu PYROCO2, na Noruega. (Hydrogen Central - 18.09.2026)
Canadá: Element One e Mantle8 avançam na exploração de H2 natural
A Element One Hydrogen & Critical Minerals e a francesa Mantle8 assinaram uma carta de intenções para avaliar e desenvolver oportunidades de exploração de hidrogênio natural no oeste do Canadá, com foco inicial nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta. A parceria proposta combinará a plataforma tecnológica da Mantle8, voltada a modelagem geológica, avaliação de sistemas de hidrogênio e imageamento 4D do subsolo, com a experiência regional da Element One em licenciamento, operações de campo e relacionamento com comunidades e autoridades. As empresas pretendem identificar e classificar alvos, analisar oportunidades de aquisição de áreas e estruturar futuros programas de exploração, perfuração e eventual desenvolvimento. A área inicial de interesse deverá ser definida em até 30 dias e ficará restrita a ocorrências de hidrogênio natural sem estimulação. A carta prevê exclusividade inicial de 120 dias, prorrogável por 60 dias, mas ainda não estabelece participação societária, compromissos de investimento, governança ou direitos de comercialização. (Hydrogen Central - 19.09.2026)
Coreia do Sul: Amogy e LOTTE avançam em soluções de amônia para H2
A Amogy e a LOTTE Fine Chemical (LFC) assinaram um memorando de entendimento para desenvolver soluções de conversão de amônia em hidrogênio e em eletricidade na Coreia do Sul. A parceria combina a infraestrutura da LFC, que opera uma das maiores redes asiáticas de importação, armazenamento e distribuição de amônia, com a tecnologia de craqueamento de amônia da Amogy. O acordo prevê três frentes prioritárias: abastecimento de estações de hidrogênio, com conversão local de amônia verde em hidrogênio de alta pureza; geração distribuída de energia com módulos da Amogy, incluindo configurações com células a combustível ou motores de combustão interna; e abastecimento marítimo de amônia, aproveitando o terminal da LFC no Porto de Ulsan. As empresas também estudarão novas oportunidades comerciais e técnicas nessas áreas. Escopo, cronograma e condições de execução dos futuros projetos ainda serão definidos. (Hydrogen Central - 15.09.2026)
Coreia do Sul: Hyundai E&C lidera projeto para plantas de H2V de mais de 100 MW
A Hyundai Engineering & Construction (Hyundai E&C) liderará um projeto apoiado pelo governo da Coreia do Sul para desenvolver o projeto de engenharia de plantas de hidrogênio verde com capacidade superior a 100 MW. A iniciativa, promovida pelo Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente, será conduzida pelo HMG Construction Research Institute e busca levar a tecnologia a estágio de demonstração e comercialização. O consórcio reúne Hyundai Engineering, Hyundai Motor, Hanwha Global, Korea Midland Power, Mirae Standards Research Institute, Seoul National University e Korea University. A Hyundai E&C ficará responsável pelo pacote básico de engenharia e pela avaliação de viabilidade econômica. O trabalho também utilizará inteligência artificial e modelos de simulação dinâmica para lidar com as oscilações da geração renovável e aumentar a estabilidade operacional. A empresa já atua em projetos de hidrogênio em Buan, na província de Jeolla do Norte, e desenvolve em Jeju um sistema de eletrólise PEM de 5 MW.(Hydrogen Central - 18.09.2026)
Espanha: Moeve inicia construção de megaprojeto de H2V
A Moeve iniciou em Palos de la Frontera, na província de Huelva, Espanha, a construção da primeira fase do Vale Andaluz de Hidrogênio Verde, projeto apresentado pela empresa como o maior da Europa. Batizada de Onuba, a etapa terá inicialmente 300 MW de eletrólise, com possibilidade de acréscimo de 105 MW, e exigirá investimento superior a € 1 bilhão, incluindo infraestrutura associada e uma usina fotovoltaica para autoconsumo. A expectativa é produzir cerca de 45 mil toneladas de hidrogênio renovável por ano e evitar aproximadamente 250 mil toneladas anuais de CO₂. A Moeve estima mais de 8 mil empregos diretos nas fases de desenvolvimento, construção e comissionamento, além de impacto sobre mais de 400 pequenas e médias empresas e trabalhadores autônomos locais. A companhia lidera o projeto com 51% de participação; Hy24 e Cofides somam 29%, enquanto Enagás Renovable e Alter Enersun detêm os 20% restantes. O empreendimento recebeu € 304 milhões do governo espanhol por meio do plano financiado pelo NextGenerationEU. (Hydrogen Central - 18.09.2026)
EUA: Projeto da LCH2 busca converter resíduos florestais em H2
A Lewis County Hydrogen Alliance (LCH2) iniciou a Fase 1 de avaliação de um projeto para converter resíduos florestais em hidrogênio de grau combustível, dióxido de carbono capturado ou produtos de carbono e energia limpa despachável em Lewis County, no estado de Washington, Estados Unidos. A etapa recebeu US$ 400 mil do Centralia Coal Transition Board e inclui estudos de local, engenharia conceitual, licenciamento, comercialização e preparação para captação de capital. A iniciativa prevê o uso de conversão termoquímica sem queima direta da biomassa e mira aplicações em frotas de transporte, indústrias e operações de alto consumo energético, incluindo infraestrutura de data centers. A LCH2 coordena o projeto, com participação do Devonshire Group, responsável por gestão e cadeia de suprimento de biomassa; da Ways2H, fornecedora da tecnologia e suporte de engenharia; e da HydrogenXT, que atuará em desenvolvimento comercial, estratégia de offtake e integração com clientes de hidrogênio e energia. (Hydrogen Central - 31.08.2026)
Air Products cancela projeto de H2 azul de até US$ 9 bilhões
A Air Products cancelou, no fim de junho, o Louisiana Clean Energy Complex (LCEC), projeto de hidrogênio e amônia azul previsto para Ascension Parish, na Louisiana, Estados Unidos. Anunciado em 2021, o empreendimento planejava produzir cerca de 600 mil toneladas de hidrogênio por ano, com captura de 95% do CO₂ gerado no processo, equivalente a aproximadamente 5 milhões de toneladas anuais. O custo estimado passou de US$ 4,5 bilhões para até US$ 9 bilhões. Em 2025, a Air Products buscou reduzir riscos por meio de uma parceria com a Yara International, que compraria 80% do hidrogênio de baixo carbono e operaria a produção de amônia. A Yara, porém, decidiu não avançar com o acordo. A matéria associa o cancelamento à combinação de custos elevados, demanda insuficiente e dependência de incentivos, como o crédito fiscal 45Q, além da necessidade de contratos de longo prazo e mecanismos de estímulo à compra de produtos de menor carbono. (Hydrogen Central - 31.08.2026)
Suécia: Google fecha acordo com Stegra para apoiar aço verde
A Google e a Stegra firmaram parceria para apoiar a entrada em operação da planta siderúrgica de larga escala da Stegra em Boden, na Suécia, que utilizará hidrogênio verde produzido com eletricidade renovável no lugar do carvão para reduzir o minério de ferro. Segundo a empresa, a rota tecnológica pode cortar em até 95% as emissões em comparação com a produção tradicional em altos-fornos. Pelo acordo, o Google receberá certificados de atributos ambientais vinculados a uma parcela de até 91 mil toneladas métricas do aço produzido no primeiro ano da unidade. A iniciativa busca estimular a demanda por materiais de menor emissão, ajudar no financiamento de tecnologias em estágio inicial e reduzir as emissões incorporadas à construção de data centers. O Google estima que o uso de materiais mais sustentáveis pode diminuir em até 40% as emissões de carbono incorporadas à infraestrutura desses centros e afirma ter utilizado concreto e aço de menor carbono em mais de 20 projetos de construção em 2025. (Hydrogen Central - 18.09.2026)
Armazenamento e Transporte
Alemanha: Hy24 compra participação da Uniper em corredor de H2
A Hy24 assinou acordo para adquirir os 20% da Uniper na OPAL, corredor regulado de cerca de 470 km entre Lubmin, no nordeste da Alemanha, e Brandov, na fronteira com a República Tcheca. A transação será realizada pelo Clean Hydrogen Infrastructure Fund, por meio da compra de 100% da Lubmin-Brandov Assets GmbH & Co. KG, e ainda depende de aprovações regulatórias e condições usuais de fechamento. O ativo, originalmente destinado ao gás natural, integra a Rede Central de Hidrogênio da Alemanha, cuja infraestrutura deverá alcançar aproximadamente 9.000 km. A seção norte da OPAL foi convertida para hidrogênio em dezembro de 2025, e a adaptação integral está prevista até o fim de 2030. A Hy24 considera a operação seu primeiro investimento em infraestrutura regulada de transmissão e destaca o papel do corredor na segurança energética europeia. A Uniper informou que a venda decorre de compromissos assumidos com a Comissão Europeia no pacote de estabilização aprovado em dezembro de 2022. (Hydrogen Central - 15.09.2026)
Alemanha: Uniper avança com terminal de H2 em Wilhelmshaven
A Uniper Hydrogen concluiu a primeira fase do processo de Open Season para o terminal de importação de hidrogênio de Wilhelmshaven, na Alemanha, após receber manifestações de interesse e reservas de capacidade suficientes para avançar com o projeto. A etapa confirma a demanda do mercado e permite iniciar a fase seguinte, que prevê a emissão de Heads of Terms e o desenvolvimento do Terminal Use Agreement com os participantes. O terminal terá configuração modular e poderá ampliar sua capacidade até um máximo anual de 2,6 milhões de toneladas de amônia, equivalentes a cerca de 350 mil toneladas de hidrogênio. A infraestrutura permitirá importar hidrogênio na forma de amônia, realizar o craqueamento em grande escala no próprio local e injetar o produto na futura rede central alemã de hidrogênio. Caso a demanda justifique expansão adicional, a Uniper poderá promover novas rodadas de Open Season, preservando os direitos e condições dos participantes da atual fase comercial. (Uniper - 04.09.2026)
EUA: Hyroad inaugura estação móvel de H2 na Califórnia
A Hyroad Energy colocou em operação uma estação móvel de abastecimento de hidrogênio líquido em Santa Fe Springs, na Califórnia, nos Estados Unidos, ampliando a infraestrutura disponível para frotas de caminhões movidos a hidrogênio no sul do estado. Instalada nas dependências da Tom’s Truck Center, a unidade da Taylor-Wharton reúne em um único sistema móvel tanque de 1.000 kg de hidrogênio líquido, bomba, dispensador, controles e dispositivos de segurança. A solução foi concebida para adicionar capacidade de abastecimento rapidamente enquanto estações permanentes são desenvolvidas. Na primeira semana completa de operação, o ponto realizou 45 abastecimentos, com tempos consistentemente inferiores a 25 minutos, desempenho comparável ao reabastecimento de caminhões a diesel. A Hyroad afirma que a implantação demonstra a possibilidade de instalar infraestrutura de hidrogênio com rapidez, confiabilidade e capacidade de expansão conforme a demanda, reduzindo um dos principais entraves à adoção da tecnologia por transportadoras, fabricantes e operadores logísticos. (Hydrogen Central - 31.08.2026)
Yokogawa fornecerá automação para navios de hidrogênio da Kawasaki
A Yokogawa Electric Corporation recebeu da Kawasaki Heavy Industries pedidos para fornecer sistemas integrados de automação a um navio transportador de hidrogênio liquefeito com capacidade de 40.000 m³, apontado como o maior do mundo nessa categoria, e a duas embarcações movidas a hidrogênio. As soluções permitirão monitoramento e controle unificados dos equipamentos de bordo, incluirão funções de parada de emergência e recursos avançados voltados à melhoria do desempenho operacional e à redução da carga de trabalho das tripulações ao longo do ciclo de vida dos navios. O fornecimento também abrangerá sistemas para marine hydrogen fuel systems (MHFS), que integram tanques de hidrogênio liquefeito e equipamentos de abastecimento. As embarcações fazem parte de projeto do Green Innovation Fund, liderado pela NEDO, destinado a viabilizar o transporte marítimo seguro e em larga escala de hidrogênio, fortalecer sua cadeia de suprimento e apoiar demonstrações no Japão voltadas à futura comercialização do combustível liquefeito. (Hydrogen Central - 15.09.2026)
Uso Final
Coreia do Sul: Montadoras retomam planos com H2 para veículos pesados
Montadoras globais voltam a incluir o hidrogênio em seus planos para o transporte pesado, enquanto a Coreia do Sul busca ampliar simultaneamente demanda e infraestrutura para a tecnologia. O movimento é impulsionado pelas limitações percebidas dos veículos elétricos a bateria em aplicações de longa distância e alta carga, segmentos nos quais as células a combustível ganham espaço, especialmente em ônibus e caminhões. A Hyundai Motor já comercializa modelos como o SUV NEXO e o caminhão Xcient e anunciou, em fevereiro, planos para desenvolver uma cidade de hidrogênio apoiada por inteligência artificial na região de Saemangeum, em Jeolla do Norte, Coreia do Sul. No Fórum de Política de Hidrogênio Coreia-China de 2026, realizado em Seul, representantes chineses defenderam a expansão do uso do hidrogênio também para setores industriais e energéticos. A Hyundai ressaltou a necessidade de políticas previsíveis e de desenvolvimento conjunto de oferta e demanda para sustentar investimentos de longo prazo. (Hydrogen Central - 18.09.2026)
EUA: THS e Hyroad firmam acordo para abastecimento de frotas a H2 no Texas
A Total Hydrogen Solutions (THS), divisão da Pneumatic and Hydraulic Company, firmou acordo comercial com a Hyroad Energy para apoiar uma nova estação de abastecimento de hidrogênio em Katy, no Texas, Estados Unidos. Pelo contrato de longo prazo, a Hyroad comprometeu toda a capacidade de abastecimento da unidade para atender sua frota em expansão no estado. Projetada, construída e operada pela THS, a estação produzirá hidrogênio no próprio local por eletrólise, estratégia que busca reduzir custos de transporte e simplificar a cadeia de suprimento. A instalação terá abastecimento rápido para caminhões pesados e carretas movidos a células a combustível. O acordo resulta de quase dois anos de colaboração entre as empresas, e a expectativa é que a estação esteja plenamente operacional ainda em 2026. A THS afirma que o projeto faz parte de sua estratégia de ampliar infraestrutura de hidrogênio conectando diretamente a produção do combustível às aplicações comerciais de transporte. (Hydrogen Central - 16.09.2026)
Países Baixos: Air Products amplia logística de H2 sem emissões em Roterdã
A Air Products ampliou sua capacidade de entregas com emissão zero no Porto de Roterdã, nos Países Baixos, com a incorporação de veículos de distribuição movidos a hidrogênio e de uma estação de abastecimento dedicada. A instalação é suprida com hidrogênio produzido pela unidade da empresa em Botlek, incluindo volumes certificados como combustível renovável de origem não biológica (RFNBO). A iniciativa busca reduzir as emissões associadas ao transporte de gases industriais e, segundo a companhia, já está sendo aplicada em contratos com clientes. Com a adoção de veículos de emissão zero, a Air Products pretende contribuir para a redução das emissões de Escopo 3 relacionadas à logística e apoiar metas de descarbonização de seus consumidores industriais. A empresa também afirma que a nova infraestrutura pode favorecer a expansão do transporte de emissão zero no ecossistema regional e reforçar o papel de Roterdã, nos Países Baixos, como um dos principais polos europeus de hidrogênio e energia. (Hydrogen Europe - 14.09.2026)
ABS e entidades coreanas avançam em padrões para navios a H2
A American Bureau of Shipping (ABS) assinou um memorando de entendimento com três organizações marítimas da Coreia do Sul para desenvolver padrões internacionais voltados a navios e estaleiros de nova geração. O acordo reúne Korea Marine Equipment Research Institute (KOMERI), Korean Offshore & Shipbuilding Association (KOSHIPA) e Research Institute of Medium & Small Shipbuilding (RIMS) em uma cooperação de cinco anos. Entre as frentes já em desenvolvimento estão requisitos para produção digital e rastreabilidade de componentes navais fabricados por manufatura aditiva, além de critérios preliminares para o projeto de mastros de ventilação em embarcações movidas a hidrogênio. A iniciativa também abrange tecnologias de digitalização, manufatura inteligente e sistemas marítimos avançados. O memorando dá continuidade a um acordo anterior entre ABS e a Korean Agency for Technology and Standards (KATS), alinhado à estratégia da Coreia do Sul de liderar o desenvolvimento de embarcações de alto valor agregado. (Hydrogen Central - 18.09.2026)
eCap Marine fornecerá sistemas de H2 para dois graneleiros
A alemã eCap Marine recebeu novo contrato da GMI para fornecer sistemas integrados de energia a hidrogênio a dois graneleiros de aproximadamente 3 mil toneladas de porte bruto cada. As embarcações serão construídas pela Showgule Shipyards Ltd., na Índia, e têm entrada em operação prevista para 2029, com atuação principalmente em águas costeiras da Noruega. O pacote da eCap Marine incluirá sistemas de armazenamento de hidrogênio comprimido, células a combustível PEM com potência de 1,2 MW por navio e os sistemas necessários de gerenciamento de energia, controle e segurança para aplicações marítimas. O acordo amplia a colaboração já existente entre eCap Marine e GMI em projetos de navegação de emissão zero. A iniciativa também reforça o uso do hidrogênio como alternativa de propulsão no transporte marítimo costeiro, especialmente em regiões norueguesas de fiordes e áreas ambientalmente sensíveis. (Hydrogen Central - 19.09.2026)
Tecnologia e Inovação
Brasil: IPEN cria núcleo para tecnologias de baixo carbono
O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN) criou quatro Núcleos Temáticos de Desenvolvimento dentro do projeto IPEN do Futuro, lançado nas comemorações de seus 70 anos. O Núcleo de Transição Energética concentrará pesquisas em tecnologias de baixo carbono, incluindo hidrogênio verde, eletrolisadores, sistemas eletroquímicos, novos combustíveis, armazenamento e conversão de energia. A iniciativa pretende aproximar ciência, indústria e empresas, ampliar parcerias internacionais e promover compartilhamento de infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e intercâmbio de pesquisadores. Os demais núcleos abordarão terras raras, meio ambiente e clima e radiofármacos. Entre as linhas previstas estão separação e purificação de minerais críticos, biochar, agricultura regenerativa, aproveitamento de resíduos agrícolas e florestais, hidrogênio e amônia verdes e desenvolvimento de aplicações teranósticas e terapias mais precisas. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)
Europa: Nel e Hydrasun ampliam integração de eletrolisadores PEM
A Nel ASA firmou acordo-quadro com a Hydrasun para criar capacidade dedicada de montagem e integração, na Europa, da série MC, plataforma modular de eletrolisadores PEM da companhia norueguesa. A Hydrasun desenvolverá em Aberdeen, na Escócia, Reino Unido, a estrutura para adquirir, fabricar e integrar os sistemas auxiliares ao redor das pilhas, permitindo a entrega de unidades completas, modulares e conteinerizadas. A produção das pilhas PEM continuará na fábrica da Nel em Wallingford, Connecticut, Estados Unidos. Segundo as empresas, a parceria ampliará a flexibilidade industrial da Nel, reforçará a resiliência da cadeia de suprimentos e aproximará a capacidade produtiva dos mercados europeus. A iniciativa da Hydrasun conta com apoio do Just Transition Fund, do governo escocês, e prevê investimentos para modernizar suas instalações em Aberdeen. O projeto poderá criar até 12 empregos e preservar outros 11 postos existentes. (Hydrogen Central - 15.09.2026)
China: lcogen e HyEnergy avançam com células de óxido sólido
A Elcogen e a Shanghai HyEnergy Technology avançaram na colaboração voltada à implantação comercial de tecnologias de células de óxido sólido no mercado chinês. A parceria pretende acelerar a chegada dessas soluções à escala comercial na China, combinando as capacidades tecnológicas e industriais das duas empresas em aplicações associadas ao hidrogênio e à conversão eletroquímica de energia. As células de óxido sólido podem atuar tanto na geração de eletricidade quanto em processos de eletrólise, o que amplia seu potencial em sistemas energéticos de baixo carbono e em cadeias de hidrogênio. O avanço da cooperação busca transformar desenvolvimento tecnológico em projetos comerciais, apoiando a expansão dessa classe de equipamentos em um dos maiores mercados de energia do mundo. A iniciativa reforça o esforço das companhias para ampliar a adoção de tecnologias de alta eficiência e contribuir para a descarbonização de aplicações industriais e energéticas na China. (Hydrogen Central - 16.09.2026)
Romênia: Delgaz Grid valida mistura de gás com até 30% de H2
A Delgaz Grid concluiu na Romênia o projeto piloto 30HyGrid, que validou o uso seguro de misturas de gás natural com até 30% em volume de hidrogênio em instalações e equipamentos existentes, sem necessidade de modificações técnicas significativas. Na primeira etapa, em Mediaș, aparelhos domésticos foram testados por períodos curtos com misturas de até 35% de H2. Na segunda, equipamentos não domésticos de 100 kW, 120 kW, 320 kW e 1.120 kW operaram inicialmente com 23% e depois com 30% de hidrogênio, mantendo comportamento de combustão semelhante ao do gás natural e sem riscos técnicos relevantes. As medições também indicaram redução de CO e NOx. Os testes foram conduzidos por especialistas certificados pela DVGW/EBI, e os resultados deverão subsidiar o desenvolvimento regulatório e a preparação da infraestrutura para gases de baixo carbono. A empresa também conduz os projetos BlendUp30, BioMethanMix e HyGrid100, este último voltado a testes com 100% de H2. (Hydrogen Central - 15.09.2026)
SiC Systems integra IA multiagente à produção de H2
A SiC Systems firmou acordo de cooperação com a CarbonLume para aplicar sua plataforma adaptativa de engenharia baseada em inteligência artificial multiagente à arquitetura modular de reatores fotônicos que converte metano, em uma única etapa, em hidrogênio limpo e nanotubos de carbono ajustáveis. A iniciativa busca reduzir prazos de engenharia, intensidade de capital e tempo até a primeira produção de plantas pioneiras. A solução integra dados físicos de catalisadores e reatores à síntese automatizada de fluxogramas, avalia configurações de módulos, matrizes de LED e reciclo de gás, executa em paralelo dimensionamento, simulações e análises técnico-econômicas e cria gêmeos digitais conectados a dados operacionais para controle preditivo. Segundo as empresas, a combinação de IA, reatores fotocatalíticos e produção simultânea de dois produtos comerciais poderá servir de referência para acelerar processos industriais de baixo carbono ligados à transição energética. (Hydrogen Central - 18.09.2026)
Eventos
PUC-Rio leva hidrogênio e transição energética à ROG.e
Cinco trabalhos feitos por pesquisadores do Instituto de Energia da PUC-Rio (IEPUC) foramapresentados na Rio Oil & Gas Energy 2026. Os estudos fazem parte do eixo “Diversificação Energética & Soluções de Baixo Carbono”, e abordam diferentes possibilidades para ampliar a participação de novas tecnologias no sistema energético brasileiro, com destaque para o hidrogênio e as usinas híbridas. Realizado de 21 a 24 de setembro, no Riocentro (RJ), o evento reuniu pesquisas do IEPUC em sessões dedicadas a temas como integração energética, descarbonização, planejamento, diversificação e segurança energética. Ao longo dos quatro dias, os trabalhos trataram de questões que estão no centro da discussão sobre o futuro da energia: como aproveitar melhor fontes renováveis, quais modelos podem tornar a produção de hidrogênio mais viável e de que maneira novas soluções podem ser aplicadas em regiões que operam com sistemas isolados. (Brasil Energia - 11.09.2026)
Webinar debate inteligência de mercado para H2
A Mission Hydrogen realizou em 16 de setembro o webinar Hydrogen Market Intelligence, dedicado ao uso de dados estruturados para avaliar projetos, empresas, tecnologias e oportunidades na cadeia global de hidrogênio. O encontro teve a participação de Lukas Strohmeier, fundador da Delphi Data Labs, empresa que mantém uma plataforma de inteligência de mercado voltada ao acompanhamento de produção, fornecedores de eletrolisadores, contratos de offtake, aplicações industriais e decisões finais de investimento. Tal abordagem busca diferenciar projetos efetivamente financiados e em execução de anúncios ainda sem compromissos comerciais vinculantes, um dos principais desafios do setor. A solução da Delphi também acompanha rotas de hidrogênio verde, azul e turquesa, além de aplicações em amônia, metanol, refino, siderurgia, mobilidade e geração de energia, oferecendo indicadores para análise de mercado, investimentos e desenvolvimento de negócios. (Mission Hydrogen - 16.09.2026)
Evento debate armazenamento de H2 em grande escala
A Mission Hydrogen realizou em 23 de setembro um webinar dedicado ao armazenamento de 10 a 100 toneladas de hidrogênio, escala relevante para projetos industriais que precisam compatibilizar produção, consumo e disponibilidade do combustível. O encontro reuniu especialistas em engenharia, desenvolvimento de negócios e soluções de armazenamento, entre eles David Wenger, fundador e CEO da Wenger Engineering; Vincent Designolle, diretor de armazenamento de hidrogênio da Delphy; Katrine Hagege, responsável por desenvolvimento de negócios; e Omar Elshamy, engenheiro de processos. A discussão ocorreu em um momento em que a expansão de projetos de hidrogênio exige soluções capazes de estocar volumes maiores com segurança, flexibilidade operacional e menor ocupação de área. O evento também contou com participação de empresas ligadas à produção, segurança e automação para aplicações de hidrogênio, incluindo Bosch, Dräger Safety, MSA Safety e Pilz. (Mission Hydrogen - 23.09.2026)
Artigos e Estudos
Global Hydrogen Compass 2026 indica que investimentos em H2 limpo superam US$ 130 bilhões no mundo
Os investimentos comprometidos em hidrogênio limpo superaram US$ 130 bilhões em mais de 570 projetos no mundo, segundo o Global Hydrogen Compass 2026, do Hydrogen Council, elaborado com a McKinsey & Company. O volume corresponde a 6,9 milhões de toneladas anuais de capacidade comprometida, e 90% dos projetos já estão em construção ou operação. A China lidera em hidrogênio renovável, com mais da metade da capacidade global comprometida e 90% da nova capacidade operacional adicionada desde 2025. A Europa ocupa a segunda posição em tamanho de mercado e registrou crescimento de 35% nos investimentos desde 2025, enquanto os Estados Unidos concentram cerca de 75% da capacidade global comprometida de hidrogênio e amônia de baixo carbono. O relatório destaca que segurança energética, resiliência econômica e crescimento industrial elevaram a relevância estratégica do hidrogênio. Também aponta que políticas atuais podem destravar 11 milhões de toneladas anuais de demanda até 2030, mas apenas 6 milhões já estão respaldadas por medidas implementadas. (Hydrogen Central - 15.09.2026)
Brasil: Estudo aponta que a indústria do H2 pode mobilizar R$ 135 bi até 2034
A indústria brasileira de hidrogênio de baixo carbono pode mobilizar R$ 135 bilhões em investimentos produtivos até 2034 com as políticas já vigentes, segundo estudo da LCA Consultores apresentado pela ABIHV. O potencial inclui impacto adicional de R$ 301 bilhões no PIB, R$ 32 bilhões em arrecadação líquida e até 608 mil ocupações, embora os números sejam condicionais e não constituam previsão. A associação propõe segurança jurídica, contratos de longo prazo, financiamento público e privado, infraestrutura e integração entre políticas energética, industrial e climática. A eletricidade representa de 60% a 70% do custo nivelado do hidrogênio, o que torna decisivos o planejamento da transmissão, o aperfeiçoamento do PLD e regras para cortes de renováveis. Para os primeiros 24 meses do próximo governo, a entidade sugere seis prioridades regulatórias e de formação de mercado. (Agência CanalEnergia - 08.09.2026)
Estudo frisa papel do H2V como vetor de descarbonização no Brasil
O Brasil reúne condições técnicas, econômicas e naturais para ampliar sua participação no mercado de hidrogênio de baixa emissão de carbono, segundo estudo dos pesquisadores Pedro Henrique Rosan Silva e Victor Hugo Souza de Abreu. A análise dos Complexos Chafariz e Luzia indica que a integração entre geração solar e eólica pode elevar a eficiência da eletrólise, reduzir os efeitos da intermitência e levar o custo nivelado do hidrogênio a cerca de US$ 2,70 por quilo. O combustível pode apoiar a descarbonização de transportes, indústria pesada e produção de fertilizantes, além de atuar no armazenamento de energia. O estudo ressalta, porém, que transformar esse potencial em liderança para o Brasil dependerá de políticas públicas, infraestrutura, segurança jurídica e atração de capital. Nesse contexto, a Lei nº 14.948/2024, que instituiu o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, é apontada como avanço, embora ainda sejam necessárias regulamentações complementares e parcerias estratégicas. (Radar do Hidrogênio - 01.09.2026)
Montadoras automotivas podem destravar mercado de aço verde na Europa
Um estudo do Oxford Institute for Energy Studies avalia o papel das montadoras europeias na criação de demanda para o aço verde, cuja produção primária depende de investimentos elevados em tecnologias baseadas em hidrogênio. O setor automotivo, maior consumidor de aços planos da Europa, poderia funcionar como mercado inicial para esses produtos, mas enfrenta limitações decorrentes dos custos da eletrificação, da concorrência chinesa e de margens reduzidas. Segundo o trabalho, o principal entrave não é a falta de interesse, mas a ausência de demanda firme e previsível capaz de viabilizar grandes investimentos. A análise também aponta problemas de coordenação entre montadoras, siderúrgicas, financiadores e fornecedores de infraestrutura. Embora as políticas da União Europeia indiquem uma direção para a descarbonização, ainda não oferecem segurança suficiente ao mercado. O estudo destaca ainda a necessidade de uma definição comum para aço verde e vê frotas corporativas, pressionadas por metas de emissões de Escopo 3, como potenciais compradoras iniciais. (Oxford Institute for Energy Studies - 02.09.2026)