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IFE
01/09/2026

Hidrogênio 227

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
01/09/2026

IFE nº 227

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 227

Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil: Decreto regulamenta política de H2 de baixo carbono

O governo brasileiro publicou o Decreto 13.096, que regulamenta a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono e estabelece bases para sua implementação no país. A norma detalha mecanismos de governança, certificação, incentivos fiscais e estímulo a investimentos. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil possui potencial técnico para produzir até 1,8 gigatonelada de hidrogênio de baixa emissão de carbono por ano. O decreto também estrutura o Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio, com participação institucional da ANP, da CCEE e do Inmetro. A certificação será fundamentada em análise de ciclo de vida, com rastreabilidade dos certificados e mecanismos para evitar dupla contagem das reduções de emissões. O governo afirma que o modelo buscará compatibilidade com padrões internacionais, condição considerada relevante para inserção do produto brasileiro em cadeias globais de baixo carbono (Broadcast Energia - 13.08.2026).

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Brasil: ABH2 vê decreto como impulso ao H2 de baixo carbono

A Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2) considera a regulamentação do Programa Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono um passo decisivo para ampliar a competitividade brasileira no mercado global. Um levantamento da ABH2 identificou 34 projetos com entrada prevista até 2035 e capacidade potencial de 4,3 milhões de toneladas por ano, sendo 88% concentrados no Nordeste. A demanda potencialmente contratada alcança 3,7 milhões de toneladas, equivalente a cerca de 86% da produção projetada. Apesar do potencial, 81% da capacidade anunciada ainda está em fase conceitual ou de viabilidade, pouco mais de 18% chegaram ao detalhamento e apenas 0,04% está em construção ou operação. A entidade defende neutralidade tecnológica, permitindo rotas como eletrólise, reforma de gás natural com captura de carbono, biogás, etanol e, futuramente, hidrogênio natural (Broadcast Energia - 12.08.2026).

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Brasil: Senado debate políticas para H2 de baixo carbono

O Senado Federal realizou uma sessão de debates sobre políticas públicas para energias renováveis e o papel do hidrogênio de baixo carbono na estratégia brasileira de transição energética. A iniciativa, proposta pelo senador Laércio Oliveira, reune governo, associações setoriais, organismos internacionais e empresas para discutir medidas capazes de acelerar a descarbonização. A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde foi representada por sua CEO, Fernanda Delgado, que defendeu o ambiente regulatório competitivo, preços de energia favoráveis à indústria e instrumentos que ampliem investimentos, empregos qualificados e a economia de baixo carbono. Também participaram ABEEólica, ABRAGE, ABSOLAR, GWEC, Global Renewables Alliance, Atlas Agro Brasil, Hitachi Energy e Instituto E+ Transição Energética. (Petronotícias - 10.08.2026).

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Brasil: H2V avança para fase de negócios

O mercado brasileiro de hidrogênio verde (H2V) avança para uma fase de negócios, com novos aportes estrangeiros e projetos voltados tanto à exportação quanto ao consumo interno, embora o custo de produção ainda seja um dos principais gargalos. A União Europeia anunciou € 3 milhões para nove projetos no Brasil por meio do programa H2Uppp, que se somam a outras oito iniciativas apoiadas no país. Um estudo da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2) mapeou 34 projetos com potencial para produzir até 4,6 milhões de toneladas anuais de hidrogênio de baixa emissão a partir de 2035, diante de demanda estimada em 3,7 milhões de toneladas. Cerca de 95% das iniciativas também preveem produção de amônia. Destaca-se, ainda, que eletrólise da água apresenta custo entre R$ 10 e R$ 70 por quilo, enquanto rotas baseadas em biomassa variam de R$ 7 a R$ 20. Especialistas apontam demanda, escala, financiamento e compradores como fatores decisivos para reduzir custos e consolidar o mercado (O Globo - 11.08.2026).

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Brasil: Observatório do Ceará consulta especialistas para priorizar tecnologias em H2V

O projeto Rede Verdes, conduzido pelo Observatório da Indústria do Ceará, lançou uma consulta a pesquisadores para priorizar tecnologias emergentes ligadas à cadeia do Hidrogênio Verde (H2V). A iniciativa ficará aberta entre 3 e 18 de agosto de 2026 e leva cerca de cinco minutos para ser respondida. O levantamento reúne tecnologias identificadas na publicação Educação e Competências para o Futuro – H2V, organizadas em cinco blocos temáticos, e busca captar a visão de especialistas sobre as tendências de maior relevância e potencial de desenvolvimento científico e tecnológico no setor. Segundo os organizadores, as tecnologias priorizadas na consulta subsidiarão uma análise patentométrica de alcance internacional, que servirá de base para um artigo científico sobre o estado da arte e as oportunidades de inovação em Hidrogênio Verde. As respostas serão tratadas de forma agregada e usadas exclusivamente para fins de pesquisa e prospecção (Redes Verde – 03.08.2026).

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Brasil e Filipinas assinam acordo para colaboração em energia

Brasil e Filipinas assinaram, em Brasília, um memorando de entendimento para ampliar a cooperação bilateral no setor de energia. Firmado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pelo Departamento de Energia da República das Filipinas, o acordo abrange bioenergia, fontes renováveis, hidrogênio de baixa emissão de carbono, transmissão de energia, petróleo e gás natural, além de políticas e regulação. A parceria também prevê o compartilhamento de metodologias para certificação de biocombustíveis e de informações sobre contabilização de carbono. Com vigência inicial de cinco anos e possibilidade de prorrogação, a cooperação poderá envolver intercâmbio de conhecimentos, visitas de especialistas, conferências, seminários, capacitações e assistência técnica. Um grupo de trabalho com representantes dos dois países será responsável por coordenar a implementação das iniciativas. Segundo o MME, a parceria reforça o diálogo do Brasil com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). (Eixos - 11.08.2026)

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Escócia: Governo destina £755,7 mil a polo de hidrogênio e e-metanol em Shetland

O governo da Escócia anunciou investimento de £755,72 mil na terceira fase do desenvolvimento de um polo de combustíveis limpos no Terminal de Sullom Voe, em Shetland, na Escócia, Reino Unido. Desenvolvida pela Veri Energy, a instalação produzirá hidrogênio e e-metanol e tem como objetivo contribuir para a manutenção e requalificação de trabalhadores do setor de petróleo e gás, em um contexto de redução das atividades no terminal, cujo operador anunciou cerca de 30 cortes de empregos. Segundo o CEO da Veri Energy, Gavin Templeton, o projeto poderá transformar o local em um centro de produção de e-fuels, aproveitando a experiência industrial da região. O governo escocês também aponta que, futuramente, o e-metanol produzido em Shetland poderá abastecer uma planta proposta de combustível sustentável de aviação em Grangemouth. O ministro de Energia, Stephen Gethins, destacou as oportunidades econômicas associadas aos investimentos verdes. A previsão é que o polo entre em operação até 2030. (Hydrogen Central - 09.08.2026)

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Espanha: Aporte de €150 milhões a projeto de aço a H2V

A Hydnum Steel garantiu um compromisso de investimento de €150 milhões do Fundo de Coinvestimento (FOCO), administrado pela COFIDES, para avançar na construção de seu complexo industrial em Puertollano, na província de Ciudad Real, Espanha. O empreendimento pretende se tornar a primeira planta de aço limpo da Península Ibérica e utilizar hidrogênio verde (H2V) em seu processo produtivo. O aporte integra um plano financeiro que prevê mobilizar mais de €1,5 bilhão, dos quais aproximadamente €600 milhões serão aportados como capital próprio e cerca de €1 bilhão virá de dívida. O projeto conta ainda com apoio institucional da COFIDES e do PERTE II de Descarbonização Industrial. A iniciativa é liderada pela Russula, empresa promotora da Hydnum Steel, em conjunto com parceiros industriais e financeiros. O novo compromisso amplia a capacidade financeira para a implantação do complexo e reforça o respaldo institucional ao projeto de descarbonização da siderurgia espanhola. (Hydrogen Europe - 05.08.2026)

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Noruega: GreenH recebe NOK 600 milhões da UE para polo de H2 em Rogaland

A GreenH recebeu cerca de NOK 600 milhões do Fundo de Inovação da União Europeia para desenvolver um novo polo de hidrogênio em Rogaland, na Noruega. A planta, prevista para entrar em operação por volta de 2030, terá capacidade de eletrólise de 12,5 MW e poderá produzir aproximadamente cinco toneladas de hidrogênio verde por dia, com possibilidade de expansão. O combustível será destinado ao transporte marítimo, à indústria local e ao transporte pesado. Segundo a empresa, a localização foi escolhida pela proximidade com a principal rota de navegação ao longo da costa norueguesa, favorecendo o abastecimento de embarcações offshore e outros navios. O projeto integra a estratégia da GreenH de desenvolver infraestrutura de hidrogênio ao longo da costa do país, juntamente com iniciativas em Slagentangen, Kristiansund, Sandnessjøen, Bodø e Hammerfest. Para o CEO Morten Solberg Watle, o apoio europeu reduz os riscos do investimento e contribui para ampliar a oferta de hidrogênio diante de exigências mais rígidas de emissão zero no transporte marítimo. (Hydrogen Central - 08.08.2026)

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Produção

Bélgica: Power to Hydrogen instala o primeiro eletrolisador AEM em escala industrial

A Power to Hydrogen (P2H2) entregou e iniciou a instalação de um eletrolisador AEM de 0,5 MW no Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica. O projeto será o primeiro do mundo a utilizar stacks AEM de 250 kW e, após o comissionamento, deverá demonstrar a produção de hidrogênio renovável em escala industrial e sob condições reais de operação portuária. A instalação representa a primeira aplicação comercial dos eletrolisadores híbridos AEM da linha M-Class da empresa, projetados para alcançar sistemas de até 25 MW. A tecnologia foi desenvolvida para acompanhar variações na geração renovável, com resposta inferior a 50 milissegundos, e operar de forma pressurizada, reduzindo necessidades de compressão posterior. Segundo a P2H2, o uso de materiais de menor custo, como aço e níquel, em substituição a metais preciosos empregados em eletrolisadores PEM, pode reduzir em até 65% o Capex frente a equipamentos PEM comparáveis. O lançamento público do sistema está previsto para setembro de 2026. (Hydrogen Europe - 11.08.2026)

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Canadá: Benton e Metals Creek iniciam amostragem de gases em busca de H2 e hélio

A Benton Resources e a Metals Creek Resources iniciaram dois programas regionais de amostragem de gases do solo nos projetos Smoking Gun e Parson’s Pond, no Canadá. As empresas, parceiras em partes iguais nos ativos, planejam coletar entre 650 e 750 amostras ao longo de duas a três semanas, sob supervisão da Rudiger Re-Chem. O material será analisado para detectar hidrogênio, hélio, neônio, CO₂ e hidrocarbonetos C1-C4. No projeto Smoking Gun, dados históricos indicaram concentrações de hélio de até 8.900 partes por bilhão em água de um antigo poço, além de registros de gás sob alta pressão em perfurações próximas. Em Parson’s Pond, registros históricos identificaram gás em poços separados por 14,2 km e concentrações de metano de até 72%. A geologia local, que inclui rochas com serpentina e cromita e presença de glauconita, é considerada pelas companhias favorável à formação de hidrogênio natural. A campanha busca definir alvos para as próximas etapas de exploração. (Hydrogen Central - 09.08.2026)

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EUA: Cadiz e RIC Energy avançam no desenvolvimento de energia solar e H2V

A Cadiz e a RIC Energy assinaram um memorando de entendimento para ampliar o desenvolvimento de energia solar e hidrogênio verde (H2V) no Cadiz Ranch, na Califórnia, nos Estados Unidos. O acordo prevê que a RIC desenvolva instalações solares no local para abastecer as operações agrícolas da Cadiz, enquanto as empresas avançam nos planos de produção, armazenamento e distribuição de hidrogênio. A iniciativa amplia a parceria iniciada em outubro de 2024 e estabelece a geração solar como primeira etapa de uma plataforma integrada de energia renovável. As companhias também avaliarão o licenciamento e a construção de infraestrutura dedicada ao transporte de hidrogênio, incluindo gasodutos, aproveitando o corredor de 220 milhas do Northern Pipeline e outros direitos de passagem da Cadiz. O objetivo é viabilizar futuramente o fornecimento do combustível a mercados regionais e clientes externos, além de apoiar o Mojave Groundwater Bank e outros projetos de abastecimento de água e energia na região. O acordo ainda prevê a negociação de um contrato de compra de energia para a eletricidade gerada pelas novas instalações solares. (Hydrogen Central - 08.08.2026)

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Filipinas: Koloma expande operações de exploração de H2 natural

A Koloma recebeu do governo das Filipinas direitos exclusivos para explorar hidrogênio natural no oeste da província de Zambales, por meio do Contrato de Serviço 92. A concessão amplia a presença da empresa no país, onde já conduz atividades de exploração em duas áreas de Luzon Central, obtidas em outubro de 2025 na primeira rodada competitiva do mundo voltada ao hidrogênio natural. Com o novo contrato, as três áreas da Koloma nas Filipinas somam mais de 4.100 km². Segundo a companhia, o país reúne alguns dos conjuntos de dados mais bem documentados sobre ocorrências naturais de hidrogênio, o que reforça seu potencial exploratório. A secretária de Energia filipina, Sharon S. Garin, afirmou que uma eventual descoberta em escala comercial poderia fortalecer a segurança energética nacional sem custos aos contribuintes e fornecer combustível de emissão zero para a geração elétrica, a indústria e a agricultura. A Koloma também mantém parcerias e operações de exploração em quatro continentes. (Hydrogen Central - 08.08.2026)

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Índia: Hystar e BHEL fecham parceria para fabricar eletrolisadores PEM para H2V

A norueguesa Hystar e a Bharat Heavy Electricals Limited (BHEL), uma das maiores empresas estatais de engenharia e manufatura da Índia, assinaram um acordo de colaboração estratégica para viabilizar a fabricação local, de forma gradual, de eletrolisadores PEM de alta eficiência baseados na tecnologia da Hystar. Os equipamentos serão destinados a projetos de hidrogênio verde (H2V) na Índia. A parceria combina a tecnologia de eletrólise da Hystar com a capacidade da BHEL em engenharia, produção industrial e execução de projetos, com o objetivo de desenvolver sistemas PEM fabricados localmente e com custos competitivos para o mercado indiano. O acordo também representa um avanço na expansão internacional da Hystar, ao inserir sua tecnologia em um dos principais mercados emergentes de hidrogênio verde do mundo e posicionar a empresa como parceira tecnológica internacional preferencial da BHEL no segmento. (Hydrogen Europe - 13.08.2026)

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Armazenamento e Transporte

Brasil: GWM projeta R$ 20 milhões em vendas de caminhões movidos a H2 em 2026

A GWM Brasil inaugurou um novo ciclo de sua estratégia de mobilidade a hidrogênio ao realizar, em Camaçari (BA), o primeiro abastecimento do caminhão GWM Hydrogen desenvolvido pela FTXT com hidrogênio verde produzido no novo Centro de Referência em Tecnologias de Hidrogênio Verde e Baixo Carbono do Senai Cimatec. A companhia projeta R$ 20 milhões em vendas de caminhões e soluções com células a combustível no Brasil em 2026, além de mirar R$ 200 milhões em 2027, reforçando o país como prioridade fora da China, onde GWM Hydrogen mantém sua única outra operação. O veículo, um FCEV equipado com bateria de 105 kWh, sistema de frenagem regenerativa e cilindros de fibra de carbono para até 40 kg de hidrogênio a 350 bar, já rodou mais de 500 km e deve superar 1.000 km nos próximos dois meses no parque tecnológico. Com uma entrega de até 400 kW e 2.300 Nm, autonomia de 500 km, reabastecimento em minutos e operação contínua por mais de 10 horas, com robustez testada em baixas temperaturas, atributos suportados pela experiência da FTXT na China o resultado integra veículo, infraestrutura e produção renovável no mesmo ambiente de inovação. (Hydrogen Central - 09.08.2026)

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Reino Unido: Aeroporto de Birmingham integra projeto de infraestrutura de H2

O Aeroporto de Birmingham (BHX), no Reino Unido, passou a integrar o projeto HyPRIME, voltado ao desenvolvimento de infraestrutura de hidrogênio para a aviação. A iniciativa reúne ainda ULEMCO, GeoPura e Aeroporto de Bristol e prevê o projeto, construção e teste de uma unidade móvel de abastecimento capaz de atender aeronaves elétricas a hidrogênio dentro dos tempos operacionais de voos comerciais. O sistema também fornecerá hidrogênio para equipamentos de apoio em solo e geração de energia no aeroporto. O HyPRIME será testado em ambientes aeroportuários reais para avaliar procedimentos, requisitos de segurança, aspectos econômicos e impactos operacionais relacionados ao uso de hidrogênio líquido. A participação do BHX amplia sua parceria com a ZeroAvia e permitirá testar processos de manuseio, armazenamento e abastecimento. O aeroporto também informou ter reduzido em 11% suas emissões de gases de efeito estufa baseadas na localização em 2025/26 e mantém a meta de zerar as emissões de carbono de suas operações diretas até 2033. (Hydrogen Central - 08.08.2026)

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HRS e Baker Hughes miram infraestrutura de hidrogênio em grande escala

A Hydrogen Refueling Solutions (HRS) e a Baker Hughes firmaram uma parceria de três anos para desenvolver infraestrutura de distribuição e abastecimento de hidrogênio em grande escala. O acordo combinará a capacidade da HRS na integração de estações de abastecimento com as tecnologias industriais de compressão da Baker Hughes, com foco inicial na França e em outros mercados europeus, além da possibilidade de atuação conjunta em projetos internacionais. A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios comerciais da cadeia do hidrogênio: a falta de infraestrutura adequada para acompanhar a expansão da capacidade de produção. Segundo as empresas, muitos mercados ainda não dispõem de sistemas suficientes para comprimir, armazenar, transportar e fornecer hidrogênio em escala. A parceria pretende, assim, apoiar o desenvolvimento de hubs e redes capazes de conectar a oferta crescente do energético à demanda em diferentes aplicações e regiões. (Hydrogen Europe - 10.08.2026)

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Uso Final

Reino Unido: Festival Boomtown abasteceu palco principal com H2V

O festival Boomtown passou a utilizar hidrogênio verde produzido no Reino Unido para abastecer integralmente seu palco principal, o HydroXL, em Hampshire, Reino Unido. A estrutura utiliza geradores que produzem eletricidade por meio de células a combustível de hidrogênio, combinados a baterias autocarregáveis do tipo Hydrogen Power Unit (HPU). Segundo os organizadores, o sistema gera apenas água e calor como subprodutos, eliminando emissões de carbono, fumaça e o ruído associado a geradores a diesel. Ruby Handy, gerente de operações do festival, afirmou que a iniciativa faz parte dos esforços do evento para avançar em soluções de sustentabilidade. O palco HydroXL foi aberto ao público na sexta-feira e integra uma arena com capacidade para até 20 mil pessoas, demonstrando a aplicação do hidrogênio renovável no fornecimento de energia para eventos de grande porte. (Hydrogen Europe - 14.08.2026)

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Genevos e Koedood avançam no uso de células a combustível no setor marítimo

A Genevos e a Koedood Marine Group assinaram uma carta de intenção para avaliar a implantação de sistemas marítimos de células a combustível de hidrogênio em embarcações de transporte fluvial e costeiro. O acordo foi firmado por Phil Sharp, cofundador e diretor de tecnologia da Genevos, e Mühlheim, diretor de desenvolvimento de negócios da Koedood, durante a Advanced Maritime Technology Show 2026, em Amsterdã, nos Países Baixos. A parceria analisará como sistemas prontos para uso podem apoiar armadores e estaleiros na transição para operações de emissão zero. A iniciativa aproveitará a experiência da Koedood em projetos marítimos de hidrogênio, incluindo trabalhos com a Mitsubishi Heavy Industries e a organização de pesquisa TNO no desenvolvimento de motores a hidrogênio. As empresas pretendem ampliar a adoção de soluções escaláveis de energia limpa e fortalecer a oferta de tecnologias de hidrogênio para aplicações marítimas. (Hydrogen Central - 08.08.2026)

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JCB Hydromax bate recorde mundial de velocidade para veículo movido a H2

O britânico Andy Green, ex-piloto de caça e atual detentor do recorde absoluto de velocidade terrestre, estabeleceu um novo recorde mundial para veículos movidos a hidrogênio ao conduzir o JCB Hydromax nas salinas de Bonneville, no estado de Utah, Estados Unidos. O veículo alcançou velocidade média combinada de 406,320 milhas por hora, equivalente a 653,909 km/h, considerando duas passagens realizadas na pista. O Hydromax utiliza dois motores derivados de modelos de produção empregados em escavadeiras da fabricante britânica JCB, adaptados para operar com hidrogênio. A tentativa foi supervisionada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), entidade responsável pela homologação de recordes automobilísticos internacionais. Apesar do resultado alcançado, a marca ainda depende de ratificação formal pela Comissão de Recordes de Velocidade Terrestre da FIA para ser reconhecida oficialmente. (Hydrogen Europe - 12.08.2026)

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MTU avança em sistema de propulsão aérea com célula a combustível

A MTU Aero Engines avançou no desenvolvimento do Flying Fuel Cell (FFC), sistema de propulsão para aeronaves baseado em hidrogênio e células a combustível. Em Munique, na Alemanha, a empresa concluiu com sucesso os testes dos sistemas de fornecimento de hidrogênio líquido, hidrogênio gasoso e ar, que servirão de base para a integração dos primeiros demonstradores. A MTU está construindo uma pilha de células a combustível de 350 kW próxima da configuração de produção e um demonstrador completo, cujos testes devem começar ainda em 2026. Paralelamente, o projeto europeu HEROPS desenvolve um sistema de 1,8 MW, projetado para demonstrar a possibilidade de expansão modular para potências entre 2 MW e 4 MW e apoiar aeronaves regionais a partir de 2035. A MTU também pretende criar uma joint venture com a Airbus para industrializar a tecnologia e renovou sua parceria com a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), com foco na definição dos requisitos necessários à futura certificação do sistema. (Hydrogen Central - 08.08.2026)

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Tecnologia e Inovação

Alemanha: Pesquisadores testaram turbina a H2 sem compressor por mais de cinco minutos

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha, operaram por 303 segundos uma turbina a gás movida a hidrogênio que dispensa compressor mecânico, superando o recorde anterior de 250 segundos obtido pela NASA. O sistema utiliza combustão com ganho de pressão, na qual ondas de detonação geram dentro da própria câmara a pressão necessária para movimentar a turbina. Segundo o KIT, turbinas convencionais podem consumir cerca de 50% da potência produzida apenas para comprimir o ar antes da combustão, parcela que a nova configuração busca eliminar. A equipe também afirma ter sido a primeira a gerar eletricidade com uma turbina a hidrogênio sem compressor mecânico. Os testes anteriores duravam apenas frações de segundo devido ao risco de fusão das câmaras de combustão. Embora possa operar com outros combustíveis, a tecnologia se beneficia da alta velocidade de reação do hidrogênio. O instituto avalia que a solução poderá resultar em turbinas mais leves, baratas e eficientes, com aplicações futuras na geração elétrica e na aviação. (Science Daily - 04.08.2026)

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Coreia do Sul: Investimento em P&D de trens a H2 com autonomia de 600 km

A Coreia do Sul avança na comercialização de trens a hidrogênio com um projeto de pesquisa e desenvolvimento que receberá 32,1 bilhões de won até 2027. Liderada pela Korail e pelo Korea Railroad Research Institute, a iniciativa prevê instalar infraestrutura de abastecimento e manutenção em linhas ferroviárias não eletrificadas e realizar testes antes do início da operação comercial, previsto para 2028. O veículo demonstrador terá potência de 1,2 MW, velocidade operacional máxima de 150 km/h e autonomia superior a 600 km, em composição de dois carros. A unidade deverá ser construída em 2027 e percorrer mais de 70 mil km em cerca de um ano de testes nas linhas Gyeongwon e Gyooe. Também está prevista uma estação multipropósito de hidrogênio em Yeoncheon, com capacidade máxima de fornecimento de 1.300 kg por dia. Paralelamente, o instituto desenvolve um trem movido a hidrogênio líquido, tecnologia que busca ampliar a autonomia e reduzir o tempo de reabastecimento, com foco na substituição de locomotivas a diesel em rotas não eletrificadas. (Hydrogen Central - 09.08.2026)

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Coreia do Sul: LG Chem duplica vida útil de eletrodo para H2V

A LG Chem desenvolveu uma tecnologia para eletrodos de eletrólise de água por membrana de troca de prótons (PEM) que mais que dobra o período de produção estável de hidrogênio e reduz em mais de 50% o uso de irídio, metal raro e de alto custo empregado como catalisador. A solução, criada pelo Instituto de Pesquisa de Tecnologia Básica da companhia em colaboração com uma equipe liderada por Jae-hyun Ko, do Korea Institute of Science and Technology (KIST), utiliza uma camada de revestimento em escala atômica para estabilizar a interface do catalisador. A tecnologia busca enfrentar um dos principais entraves econômicos da eletrólise PEM, já que a redução do irídio normalmente provoca perda de desempenho durante operações prolongadas. A LG Chem também concluiu a fabricação e a verificação de desempenho de eletrodos de grande porte, indicando potencial para produção em massa e comercialização. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature Communications. (Hydrogen Central - 09.08.2026)

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EUA: Pesquisadores desenvolvem solução para catalisador que amplia o uso de células a combustível em data centers

Pesquisadores da Washington University in St. Louis, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova estrutura de carbono para aumentar a eficiência e a durabilidade de catalisadores usados em células a combustível. Liderado por Gang Wu, o estudo criou esferas ocas de carbono com nano-canais radiais capazes de manter nanopartículas intermetálicas de platina e cobalto pequenas e uniformemente distribuídas, mesmo após tratamento térmico a 1.000 °C. Nos testes, o material preservou 85% do desempenho após 150 mil ciclos severos de tensão, resultado que os pesquisadores estimam equivaler a cerca de 25 mil horas de operação. A solução também permite reduzir o uso de platina, metal de alto custo, sem comprometer atividade e estabilidade. O avanço pode favorecer células a combustível para veículos e geração elétrica, incluindo data centers, que poderiam produzir eletricidade diretamente a partir de hidrogênio e aliviar a demanda sobre a rede. O trabalho contou com instituições como Brookhaven, Berkeley Lab, Northeastern University e University of Pittsburgh. (Science Daily - 08.08.2026)

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Nanocatalisador de prata pode elevar eficiência do H2V

Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul (SNU), do KAIST e do Instituto Coreano de Ciências Básicas (KBSI), na Coreia do Sul, identificaram que nanocatalisadores de prata podem alterar o local e o mecanismo das reações em células de óxido sólido conforme o equipamento gera eletricidade ou produz hidrogênio. Nos testes, a prata apresentou o melhor desempenho catalítico entre os metais avaliados, superando cobalto, paládio e platina. Durante a geração elétrica, a principal atividade ocorreu na interface entre as nanopartículas de prata e o eletrodo. Já na produção de hidrogênio, a reação se concentrou na superfície das próprias partículas. A descoberta pode orientar novos projetos de células a combustível e de eletrólise de óxido sólido, com otimização distinta para cada modo de operação. Segundo os pesquisadores, a abordagem poderá aumentar a eficiência da geração distribuída e reduzir a eletricidade necessária para produzir hidrogênio verde por eletrólise, além de favorecer o desenvolvimento de células reversíveis capazes de alternar entre geração de energia e produção de hidrogênio. (Science Daily - 10.08.2026)

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Novo aço pode reduzir custos da produção de H2V

Pesquisadores da Universidade de Hong Kong (HKU), em Hong Kong, China, desenvolveram um aço inoxidável resistente à corrosão que pode reduzir significativamente os custos de equipamentos para produção de hidrogênio verde. Batizado de SS-H₂, o material foi projetado para suportar ambientes com cloretos e altos potenciais elétricos, alcançando resistência de até 1.700 mV, acima dos cerca de 1.600 mV necessários para a oxidação da água na eletrólise. O avanço decorre de um mecanismo de dupla passivação, no qual uma camada protetora à base de manganês se soma à proteção convencional de óxido de cromo. Em eletrolisadores com água salgada, o aço apresentou desempenho comparável ao de componentes estruturais de titânio. Segundo os pesquisadores, a substituição de peças de titânio revestidas com ouro ou platina poderia reduzir em cerca de 40 vezes o custo dos materiais estruturais. Em um sistema PEM de 10 MW, estimado em HK$ 17,8 milhões, esses componentes podem representar até 53% do custo total. A equipe já produziu toneladas de fios de SS-H₂ em parceria com uma fábrica da China continental, avançando em direção à aplicação industrial. (Science Daily - Fuel Cells - 11.08.2026)

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Eventos

Brasil: Curitiba sedia seminário nacional sobre H2

Curitiba recebe em 13 e 14 de agosto o 1º Seminário Brasileiro do Hidrogênio, promovido pela Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2) para aproximar academia, indústria, governo, startups e centros tecnológicos em torno da cadeia de hidrogênio de baixa emissão de carbono. Com o tema “Ciência para Inovação e Empreendedorismo”, o encontro discutirá pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico, financiamento, certificação, regulação, produção, armazenamento, transporte, segurança e usos industriais do hidrogênio. A tecnologia é apontada como alternativa para acelerar a transição energética e apoiar a neutralidade climática até 2050, especialmente em segmentos de difícil abatimento de emissões. A programação terá sessões técnicas, apresentações de pesquisas, pôsteres digitais, mesas-redondas e exposição de empresas, além de espaços de networking destinados à formação de parcerias e projetos de PD&I. O evento conta com apoio do UK Partnering for Accelerated Climate Transitions (UK PACT) (Petronotícias - 12.08.2026).

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CNI debate aço de baixo carbono e combustíveis sustentáveis

A CNI e o Orbis Instituto promoveram, durante a Semana do Clima de São Paulo 2026, debates sobre aço de baixo carbono e combustíveis sustentáveis, com foco em tecnologias, regulação e competitividade. Representantes da indústria destacaram que ferro e aço correspondem a 60% da massa de um veículo e defenderam integração entre políticas públicas e investimentos privados para reduzir emissões. Entre as rotas citadas para a siderurgia estão gás natural, carvão vegetal de florestas renováveis, hidrogênio verde, eletrólise, reciclagem de sucata e inteligência artificial para eficiência energética. A Saint-Gobain relatou redução de quase 50% das emissões diretas e indiretas de energia em unidades regionais. No debate sobre combustíveis, participantes defenderam marcos regulatórios para setores de difícil eletrificação, como aviação, com SAF, e transporte marítimo, além de medidas para superar barreiras comerciais e ampliar a escala dos biocombustíveis avançados (CNN Brasil - 06.08.2026).

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H2V: Promessa, aposta estratégica ou hype?

O papel do hidrogênio verde (H2V) na transição energética brasileira será debatido em evento virtual da série Transição Energética. A iniciativa do O GLOBO e Valor Econômico, possui o foco nos obstáculos técnicos, logísticos e econômicos que ainda limitam a expansão da tecnologia. Entre os pontos centrais estão a infraestrutura necessária para armazenamento e transporte do H2V, os custos de produção frente a alternativas renováveis e as condições para que o Brasil se consolide como produtor e exportador competitivo. O debate também avaliará a aplicação do hidrogênio em setores de difícil eletrificação e a necessidade de articular escala produtiva, demanda, logística e viabilidade econômica. Participam Isabela Santos, coordenadora do H2UPPP Brasil na GIZ Brasil, e Paulo Emilio Valadão de Miranda, diretor-presidente da Associação Brasileira do Hidrogênio e professor da Coppe, com mediação de Ana Lucia Azevedo. (Jornal O Globo - 11.08.2026)

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Artigos e Estudos

EPE: Hidrogênio abre série de Fact Sheets temáticos da Inova-e

O primeiro Fact Sheet temático da plataforma Inova-e apresenta um panorama dos investimentos em PD&I em hidrogênio e células a combustível no Brasil, destacando sua evolução, os principais financiadores, a distribuição dos recursos por natureza, maturidade e categoria tecnológica, além da distribuição regional dos investimentos. Nesse sentido, o hidrogênio ocupa posição estratégica na transição energética e tem impulsionado investimentos em pesquisa, desenvolvimento e demonstração (PD&D) em diferentes segmentos da cadeia de valor. Por fim, a publicação reúne indicadores e análises que contribuem para ampliar a compreensão sobre a dinâmica dos investimentos e o desenvolvimento tecnológico do hidrogênio no país. (EPE - 05.08.2026)

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