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IFE
03/07/2026

Hidrogênio 222

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
03/07/2026

IFE nº 222

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 222

Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil e China fortalecem cooperação na cadeia de H2

A Protium Dynamics, a GWM Hydrogen-FTXT e a H2helium Energy Projects assinaram um Memorando de Entendimento em Baoding, na China, para fortalecer a cooperação entre Brasil e China na cadeia do hidrogênio. O acordo estabelece bases para o desenvolvimento conjunto de soluções voltadas à mobilidade sustentável, à infraestrutura energética e a aplicações industriais no Brasil e na América Latina. A parceria reúne a experiência da Protium Dynamics em integração de sistemas e engenharia aplicada ao hidrogênio, a atuação da H2helium na estruturação financeira e implantação de projetos, e a tecnologia da GWM Hydrogen-FTXT em células a combustível e sistemas energéticos. Segundo as empresas, a iniciativa busca acelerar a adoção de tecnologias limpas em setores de alta demanda energética, como transporte pesado, logística urbana, saneamento e indústria, além de conectar projetos brasileiros a soluções globais de baixo carbono. (Radar do Hidrogênio - 16.06.2026)

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Brasil e Países Baixos ampliam cooperação em H2 e SAF

O Brasil e os Países Baixos firmaram o Plano de Trabalho 2026-2028 para aprofundar a cooperação bilateral em transição energética, com foco em hidrogênio, combustível sustentável de aviação (SAF), bioenergia, biorrefinarias, captura e armazenamento de carbono, biocombustíveis e recursos renováveis. O acordo é um desdobramento do memorando assinado durante a COP30 e prevê intercâmbio técnico entre governos, instituições de pesquisa e setor produtivo. Entre as ações planejadas estão missões internacionais conjuntas, projetos de pesquisa e inovação e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas ligadas à economia de baixo carbono. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a cooperação também busca ampliar oportunidades de atração de investimentos e transferência tecnológica, fortalecendo a posição brasileira em segmentos estratégicos associados à descarbonização e ao aproveitamento de recursos renováveis. (Agência Eixos - 16.06.2026)

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Brasil: Primeiro leilão de hidrogênio fica para 2027, indica Fazenda

O primeiro leilão brasileiro destinado à concessão de incentivos para projetos de hidrogênio de baixo carbono deverá ocorrer em 2027, segundo cronograma apresentado pelo Ministério da Fazenda. A previsão atual indica consulta pública sobre as regras do certame até novembro de 2026 e publicação do edital em janeiro de 2027, adiando expectativas anteriores que apontavam para realização ainda este ano. O processo está ligado à operacionalização do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixo Carbono, que prevê R$ 18,3 bilhões em incentivos. O governo também informou que o decreto regulamentador do marco legal do hidrogênio deverá ser publicado em breve. Representantes da indústria alertam que a demora regulatória pode comprometer investimentos estimados em R$ 188,7 bilhões e reduzir a competitividade do país em uma disputa global cada vez mais intensa por projetos ligados à produção de hidrogênio renovável e de baixa emissão. (Agência Eixos - 17.06.2026)

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Brasil: Petrobras e Finep lançam edital de R$ 150 milhões para eletrolisadores

A Petrobras e a Finep lançaram edital de R$ 150 milhões para desenvolver no Brasil um eletrolisador em escala industrial destinado à produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono. O programa contará com R$ 75 milhões de cada instituição, além das contrapartidas das empresas participantes, e exigirá conteúdo nacional mínimo de 50%. Em resumo, o objetivo é reduzir a dependência tecnológica externa, desenvolver a fabricação local do stack, além de diminuir os custos da eletrólise, considerada uma das principais barreiras para a expansão do hidrogênio de baixo carbono. O projeto deverá envolver ao menos três empresas e uma instituição científica ou tecnológica, abrangendo desde a engenharia básica até a construção de protótipos pré-comerciais. A iniciativa integra a estratégia de transição energética da Petrobras e está alinhada ao plano de negócios 2026-2030, que prevê investimentos de US$ 4 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação. (Agência Eixos - 16.06.2026)

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Brasil: H2V enfrenta desafios, mas mantém atratividade de investimentos

A indústria brasileira de hidrogênio de baixa emissão atravessa um período de ajuste de expectativas marcado por custos elevados e dificuldades para firmar contratos de longo prazo, mas continua atraindo investidores devido às vantagens competitivas do país. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, fatores como disponibilidade de recursos renováveis, matriz elétrica limpa e potencial de escala mantêm o Brasil entre os principais candidatos a protagonizar o mercado global. O presidente do conselho da entidade e executivo da Fortescue, Luis Viga, afirmou que o principal entrave atual está na consolidação de contratos de compra de longo prazo com consumidores internacionais, especialmente na Europa, onde ainda faltam mecanismos regulatórios que deem previsibilidade aos investimentos. Esses contratos são considerados essenciais para garantir financiamento e viabilizar a implantação dos projetos. A expectativa é que a redução gradual de custos e o amadurecimento regulatório fortaleçam a cadeia produtiva nos próximos anos (Agência CanalEnergia - 18.06.2026).

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UE: Novo Banco de Descarbonização pode reforçar H2

Em 7 de maio de 2026 foram publicados os resultados da terceira edição do European Hydrogen Bank (EHB). Foram alocados €1,09 bilhão em nove projetos com capacidade combinada de eletrolisadores de 1,1 GW. Ao longo dos primeiros dez anos esses projetos devem produzir 1,3 milhão de toneladas de RFNBO e hidrogênio de baixo carbono e evitar cerca de 9 Mt de emissões de gases de efeito estufa. O EHB dispõe de um orçamento total de €3,3 bilhões alocado pela Comissão Europeia, embora nem todo esse montante tenha sido ou venha a ser desembolsado. Após os aprendizados e melhorias das rodadas anteriores, o mecanismo mostra-se uma ferramenta valiosa para projetos pioneiros de hidrogênio, razão pela qual sua renovação é considerada necessária. O futuro, todavia, é incerto e a recém-anunciada EU Industrial Decarbonisation Bank (IDB) coloca um novo e interessante ângulo a ser considerado na articulação do financiamento à descarbonização industrial e ao setor de hidrogênio. (Hydrogen Europe - 16.06.2026)

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UE mira estreitar cooperação em H2 com a Coreia

A União Europeia pretende ampliar a cooperação em produção de energia limpa com a Coreia do Sul, com destaque para hidrogênio e energia eólica offshore. A sinalização foi feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 11 de junho de 2026, ao afirmar que a agenda não é apenas uma exigência climática, mas também estratégica. Segundo ela, há forte potencial para avançar em parcerias nessas áreas e no setor nuclear, incluindo pequenos reatores modulares. A aproximação, de acordo com Von der Leyen, deve contribuir para reforçar a segurança energética europeia em um momento considerado crítico, diante da crise no Oriente Médio, além de elevar a competitividade no longo prazo. Semicondutores também estarão entre os focos da cooperação. A presidente destacou que, com base nas capacidades já existentes, a União Europeia buscará aprofundar o trabalho conjunto em pesquisa, inovação e inteligência artificial. (Hydrogen Europe - 11.06.2026)

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Itália: Comissão Europeia aprova regime de auxílios estatais de € 23 bilhões para renováveis

A Comissão Europeia aprovou um regime de auxílio estatal de € 23 bilhões da Itália para apoiar a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis, em linha com os objetivos do Clean Industrial Deal. A medida, no âmbito do Clean Industrial Deal State Aid Framework, busca contribuir para a transição a uma economia de emissões líquidas zero e para o cumprimento da meta europeia de energia renovável até 2030. O programa financiará a construção de instalações de geração com energia eólica onshore, solar, hidrelétrica e gás de esgoto. Segundo a Comissão, os projetos devem acrescentar 37,15 GW de capacidade renovável, volume equivalente a cerca de 48% da atual capacidade de fontes renováveis na Itália. A iniciativa também deverá apoiar a meta italiana de alcançar 39,4% de participação de renováveis no consumo final bruto de energia até 2030, além de reduzir preços da eletricidade e a dependência da União Europeia de importações energéticas. (Hydrogen Europe - 08.06.2026)

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H2 ganha protagonismo na nova ordem geopolítica e reforça agenda global de segurança energética

A instabilidade geopolítica internacional, agravada por tensões no Oriente Médio e pela volatilidade nos mercados de petróleo e gás natural, está acelerando mudanças na forma como países estruturam sua segurança energética. Nesse cenário, o hidrogênio de baixa emissão ganha relevância como instrumento para ampliar resiliência, reduzir dependências externas e fortalecer a competitividade industrial. A economia global do hidrogênio entra em fase de execução, com mais de 500 projetos em construção ou operação no mundo e cerca de US$ 110 bilhões em investimentos comprometidos, conforme dados do International Green Hydrogen Report 2026. Mercados como União Europeia, Alemanha e China avançam em marcos regulatórios e mecanismos de criação de demanda, ao passo que a instabilidade em incentivos nos Estados Unidos é citada como fator de risco para investimentos. (Radar do Hidrogênio - 18.06.2026)

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Produção

Brasil: Planta piloto de H2V com aporte de R$ 40 milhões foi inaugurada na Bahia

A Petrogal Brasil, joint venture entre Galp e Sinopec, o Senai Cimatec e a Hytron inauguraram uma planta piloto de hidrogênio verde em Camaçari, na Bahia. O projeto, denominado Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, recebeu investimento superior a R$ 40 milhões e busca acelerar o desenvolvimento da cadeia produtiva do H2V, fomentar inovação tecnológica e apoiar a transição energética no país. A iniciativa teve fomento financeiro da ANP, por meio da cláusula de participação especial, e da Embrapii. A infraestrutura reúne planta de eletrólise da água, microrrede de energia renovável, estação de abastecimento veicular, laboratórios de combustão e planta de amônia. A estrutura permitirá testar aplicações do hidrogênio na indústria, na geração de energia e na mobilidade, além de avaliar o uso da amônia para armazenamento e transporte em larga escala. A Toyota, GWM Hydrogen e Hytron também participaram com veículo, caminhão, equipamentos e suporte técnico para validação das tecnologias. (Megawatt - 18.06.2026)

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Alemanha: Salzgitter AG e EWE finalizam contrato para fornecimento de H2V

A EWE e a Salzgitter Flachstahl GmbH, subsidiária da Salzgitter AG, firmaram contrato de longo prazo para o fornecimento de hidrogênio verde na Alemanha. O acordo prevê a entrega de 10 mil toneladas por ano do energético, produzido em Emden, para abastecer o programa Salzgitter Low CO₂ Steelmaking, voltado à produção de aço com menores emissões de carbono. O contrato foi assinado em Berlim, com a participação da secretária de Estado parlamentar Gitta Connemann e do ministro-presidente da Baixa Saxônia, Olaf Lies. Segundo as empresas, a iniciativa representa um marco para a estruturação da economia do hidrogênio no país e um primeiro passo relevante para viabilizar a produção siderúrgica baseada no insumo renovável. Destaca-se também que a cadeia do hidrogênio pode contribuir para a resiliência e a independência de longo prazo da Europa como polo de negócios, embora o avanço do mercado ainda dependa de regras confiáveis e medidas políticas de apoio. (Hydrogen Europe - 09.06.2026)

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Alemanha: Lhyfe e STRABAG fazem aliança para o desenvolvimento de projetos de H2V

A Lhyfe, produtora de hidrogênio verde (H2V) voltado à descarbonização da indústria e da mobilidade, e a STRABAG, grupo europeu de tecnologia para serviços de construção, assinaram um acordo de parceria estratégica para o desenvolvimento conjunto de projetos de hidrogênio na Alemanha. O contrato-quadro busca acelerar a implementação de empreendimentos ligados ao hidrogênio verde no país, em um momento de transposição da Diretiva de Energias Renováveis III (RED III) para a legislação nacional. A Alemanha se posiciona entre os mercados mais avançados da Europa na estruturação da demanda por hidrogênio renovável, classificado como RFNBO. A cooperação poderá, ao longo do tempo, ser ampliada para outros países europeus. Para as empresas, a iniciativa ocorre em um momento decisivo para o setor, diante da necessidade de criar condições regulatórias e comerciais para ampliar o uso do energético de baixo carbono. (Hydrogen Europe - 19.06.2026)

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Canadá: Vema Hydrogen e First Atlantic alinham intenções de desenvolver hidrogênio mineral

A Vema Hydrogen e a First Atlantic Nickel & Cobalt assinaram uma carta de intenção não vinculante para desenvolver hidrogênio mineral projetado no projeto Pipestone XL, em Newfoundland, no Canadá. A proposta prevê a criação de uma joint venture para produzir hidrogênio de baixo carbono em paralelo ao programa de níquel-cobalto com awaruite da First Atlantic. O projeto está localizado em um cinturão ultramáfico de 30 quilômetros no centro de Newfoundland, no Complexo Ofiolítico de Pipestone. A Vema avaliou dados geológicos, geofísicos e de infraestrutura da área ao longo de 12 meses, e testes com amostras de rochas em seu laboratório em Orléans, na França, confirmaram a produção de hidrogênio por serpentinização estimulada. A tecnologia busca gerar hidrogênio a partir de rochas ricas em ferro, sem necessidade de eletricidade da rede, com potencial para atender atividades de mineração, indústrias associadas, produção de amônia e mercados de exportação marítima. (Hydrogen Central - 19.06.2026)

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Coreia do Sul: Utility Global e SAMJIN E&I assinam acordo para projeto comercial de H2

A Utility Global, empresa dos Estados Unidos voltada à descarbonização industrial, e a SAMJIN E&I, companhia sul-coreana de manufatura industrial e desenvolvimento de projetos, anunciaram um acordo de serviços de engenharia para o projeto H2Gen em Daejeon, na Coreia do Sul. A iniciativa dá sequência a uma colaboração estratégica já firmada entre as empresas e permitirá avançar o empreendimento das etapas iniciais de engenharia até a decisão final de investimento, prevista para junho de 2027. A planta será a primeira implantação comercial em escala da Utility no país e marca sua expansão internacional em combustíveis de baixo carbono fora dos Estados Unidos. Quando operacional, a unidade deverá produzir 3,5 toneladas por dia de hidrogênio em grau para células a combustível, com destino a uma frota de bondes movidos a hidrogênio. A tecnologia H2Gen converte água em hidrogênio limpo e dióxido de carbono de alta pureza sem uso de eletricidade, utilizando gases residuais industriais e biogases. (Hydrogen Central - 20.06.2026)

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Dinamarca: Engie entra em projeto de H2V de 150 MW da European Energy

A Engie e a European Energy, da Dinamarca, anunciaram uma parceria para avançar no desenvolvimento de um projeto de hidrogênio verde de até 150 MW em território dinamarquês. A iniciativa, localizada perto de Kassø, no município de Aabenraa, na Dinamarca, foi originada pela European Energy e tem como objetivo atender à demanda de setores industriais e de mobilidade na Alemanha. O empreendimento recebeu recentemente subsídios em um leilão alemão de hidrogênio realizado no âmbito do Banco Europeu do Hidrogênio (EHB). A cooperação com a Engie estabelece uma estrutura para conduzir as próximas etapas de desenvolvimento, incluindo estudos técnicos e atividades relacionadas ao transporte do hidrogênio. O acordo reforça a integração entre projetos renováveis na Dinamarca e consumidores industriais alemães, em linha com os esforços europeus para ampliar a produção e o uso de hidrogênio de baixo carbono. (Hydrogen Europe - 09.06.2026)

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Índia: Hygenco capta US$ 105 milhões para projetos de H2V e IFC, Siemens e Fullerton apoiam a construção

A Hygenco Green Energies concluiu uma rodada de investimento de US$ 105 milhões para ampliar seus projetos de hidrogênio verde na Índia. O aporte reúne recursos da International Finance Corporation (IFC), da Siemens Financial Services e do Fullerton Carbon Action Fund, marcando o primeiro investimento direto das três instituições no setor indiano de hidrogênio verde. A IFC e a Siemens aportarão US$ 25 milhões cada, enquanto o Fullerton Carbon Action Fund comprometerá até US$ 30 milhões, totalizando US$ 80 milhões em capital direto. Os US$ 25 milhões restantes virão de duas estruturas de financiamento misto administradas pela IFC: US$ 20 milhões do Clean Technology Fund, no âmbito do programa Climate Investment Funds, e US$ 5 milhões do Frontier Opportunities Fund, apoiado pelo governo da Alemanha. Os recursos financiarão três a quatro novas plantas, com início de construção previsto para 2026 e 2027, além de apoiar a expansão do modelo Hydrogen-as-a-Service da Hygenco, já em operação em duas unidades comerciais. (Hydrogen Europe - 15.06.2026)

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Itália: Primeiro projeto de H2V da Sicília recebe autorização para instalação

A Duferco Energia recebeu aprovação ambiental das autoridades da Sicília, na Itália, para construir a primeira instalação de hidrogênio verde da ilha. O projeto, com capacidade de 1 MW, conta com apoio de € 10 milhões, equivalentes a US$ 11,6 milhões, provenientes do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência da Itália. A unidade poderá produzir até 100 toneladas de hidrogênio verde por ano, com destinação prevista a setores industriais como siderurgia, logística e mobilidade. Ainda não há cronograma confirmado para o início das obras. A estatal Ansaldo Green Tech já havia informado anteriormente que fornecerá um eletrolisador AEM para o empreendimento. A autorização representa avanço para a cadeia italiana de hidrogênio renovável e insere a Sicília no mapa dos projetos voltados à descarbonização industrial. (Hydrogen Europe - 17.06.2026)

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Armazenamento e Transporte

Índia: H2Global assina MoU com a VOCPA para avaliar leilão para combustíveis limpos

A H2Global Foundation e sua subsidiária Hintco GmbH assinaram um Memorando de Entendimento com a V.O. Chidambaranar Port Authority (VOCPA), na Índia, para avaliar como um modelo de leilão duplo, apoiado por infraestrutura portuária, pode impulsionar cadeias de valor de combustíveis limpos para navegação. A cooperação terá foco no possível papel da VOCPA no desenvolvimento de rotas para derivados de hidrogênio verde, incluindo logística, armazenamento, abastecimento marítimo, certificação, segurança e funções ligadas à exportação. A iniciativa está alinhada à Missão Nacional de Hidrogênio Verde da Índia e reforça a relevância dos portos como polos para produção, comércio e exportação de derivados de hidrogênio, além da descarbonização marítima. O acordo é exploratório, não comercial e sem obrigações financeiras ou legais. (H2 Global - 19.06.2026)

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Portugal: Projeto GreenH2Atlantic é aprovado

A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu parecer favorável condicionado ao projeto GreenH2Atlantic, voltado à produção de hidrogênio em Sines, na região de Setúbal, em Portugal. A decisão, registrada na Declaração de Impacto Ambiental publicada no fim de maio e consultada pela agência Lusa, determina que a água usada nos processos de produção e resfriamento seja reutilizada ou proveniente do mar. Considerado de Potencial Interesse Nacional, o empreendimento integra iniciativas associadas ao consórcio Hytlantic, liderado pelas empresas portuguesas EDP e Galp, com participação de acionistas como Bondalti, Martifer e Vestas. O objetivo é produzir hidrogênio por eletrólise da água na área da antiga central termoelétrica de Sines. A aprovação ambiental condicionada representa um avanço para o desenvolvimento do projeto, que busca aproveitar a infraestrutura industrial existente no complexo de Sines e apoiar a expansão da cadeia de hidrogênio renovável em Portugal. (Hydrogen Europe - 10.06.2026)

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Uso Final

Coreia do Sul: Amogy fornecerá sistema para usina de amônia comercial da Amun

A Amogy e a Amun Energy, subsidiária da GS Engineering & Construction, firmaram um acordo de fornecimento para apoiar o desenvolvimento de um projeto comercial de geração distribuída de energia a partir de amônia em Pohang, na Coreia do Sul. Pelo contrato, a Amogy fornecerá seus sistemas ammonia-to-power para a iniciativa, que começará com uma planta-piloto de 1 MW e deverá chegar a 40 MW de capacidade instalada até 2029. O acordo dá sequência a uma iniciativa-piloto anunciada anteriormente pela Amogy e pela GS E&C em Pohang e estabelece a estrutura para a expansão gradual rumo à operação comercial. A tecnologia proprietária da Amogy faz o craqueamento da amônia, convertendo-a em hidrogênio, que então é usado para gerar energia sem carbono em aplicações estacionárias e distribuídas. Segundo as empresas, o projeto cria um modelo operacional e comercial para acelerar a adoção de geração distribuída baseada em amônia na Coreia do Sul e em outros mercados. (Hydrogen Central - 20.06.2026)

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EUA: Base aérea testa gerador de H2 para o abastecimento de água

O Departamento da Força Aérea dos Estados Unidos e a Prometheus Hydrogen implantaram um gerador de backup a hidrogênio para o sistema de abastecimento de água da Cannon Air Force Base, no Novo México, Estados Unidos. O projeto-piloto Hydrogen Energy Generation and Optimization, conhecido como HEGO, utiliza tecnologia inovadora de geração de energia como fonte confiável, segura e escalável para manter operações de infraestrutura crítica durante interrupções no fornecimento elétrico. Segundo Nancy Balkus, subsecretária adjunta da Força Aérea para Infraestrutura, Energia e Meio Ambiente, a iniciativa busca responder aos desafios impostos pelo envelhecimento da infraestrutura energética e demonstrar benefícios financeiros, técnicos e operacionais da tecnologia. O sistema, compacto e durável, foi projetado, instalado, operado e mantido pela Prometheus. A base foi escolhida por sua missão específica e por desafios de segurança hídrica, em uma avaliação que também busca reduzir riscos de cadeia de suprimentos e dependência externa. (Hydrogen Central - 19.06.2026)

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Indonésia: RINA avaliará segurança de hub de H2V

A RINA foi contratada para prestar serviços de avaliação de segurança ao Green Hydrogen Hub Project H2WATT, iniciativa liderada pela PLN Puslitbang, braço de pesquisa e desenvolvimento da estatal de eletricidade PT PLN (Persero), na Indonésia. O trabalho abrangerá a análise de riscos de incêndio e explosão em toda a instalação, com o objetivo de apoiar o desenho e a operação seguros da infraestrutura de hidrogênio. A consultoria realizará a identificação de possíveis cenários de liberação de hidrogênio, avaliação da probabilidade de incidentes e modelagem de consequências, como fogo ou explosão. Com metodologias reconhecidas internacionalmente e ferramentas avançadas de simulação, a RINA deverá elaborar um perfil detalhado de risco e recomendar medidas de mitigação, incluindo requisitos para ventilação e sistemas de detecção de gás. A empresa também discute com a PLN Puslitbang a certificação voluntária ISCC PLUS para o posto de abastecimento de hidrogênio verde dentro da planta. (Hydrogen Central - 20.06.2026)

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BMW avança em testes de veículo movido a hidrogênio para 2028

A BMW entrou na fase final de testes de sua futura versão do X5 equipada com célula de combustível a hidrogênio, com lançamento previsto para 2028. A iniciativa reforça a estratégia da montadora de explorar alternativas tecnológicas complementares à eletrificação baseada em baterias, especialmente para aplicações que exigem maior autonomia e rapidez de abastecimento. A tecnologia utiliza hidrogênio para gerar eletricidade a bordo, emitindo apenas vapor d’água durante a operação. Especialistas avaliam que os veículos movidos a hidrogênio poderão desempenhar papel relevante em determinados segmentos do transporte, embora ainda enfrentem desafios relacionados à infraestrutura de abastecimento e aos custos de produção. O projeto evidencia a busca da indústria automotiva por múltiplas rotas tecnológicas para reduzir emissões e acelerar a descarbonização da mobilidade. (CNN Brasil - 17.06.2026)

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Balão a hidrogênio completa primeiro voo transatlântico tripulado

O balão tripulado a hidrogênio Atlantic Explorer concluiu a primeira travessia transatlântica bem-sucedida desse tipo ao pousar em Bastendorf, em Luxemburgo. A tripulação foi formada pelos pilotos Bert Padelt e Peter Cuneo, dos Estados Unidos, e Alicia Hempleman-Adams, do Reino Unido, recebidos pela comunidade luxemburguesa de balonismo, com apoio de colegas da Alemanha e da França. A viagem percorreu 5.252 quilômetros e durou 70 horas e 11 minutos. O lançamento ocorreu em Presque Isle, no estado do Maine, nos Estados Unidos, e a rota passou pelas províncias canadenses da Nova Escócia e de Terra Nova antes da etapa sobre o Atlântico, que levou cerca de 36 horas. Segundo a notícia, o voo estabeleceu três recordes: primeira travessia transatlântica em balão movido apenas por hidrogênio, maior voo transatlântico em balão a gás e maior voo transatlântico em balão a gás com uma mulher britânica a bordo. (Hydrogen Central - 20.06.2026)

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Tecnologia e Inovação

Turbina da Baker Hughes que opera com H2 é certificada para uso marítimo

A RINA concedeu à Baker Hughes a certificação Type Approval para a turbina a gás NovaLT™ 16, validando sua aplicação em propulsão marítima com operação a gás natural e até 100% hidrogênio. O anúncio foi feito durante a Posidonia 2026, em Atenas, na Grécia, como parte da colaboração entre as duas empresas para avaliar o uso de turbinas a gás avançadas no setor naval. Segundo a RINA, a certificação demonstra a importância da cooperação antecipada entre desenvolvedores de tecnologia e sociedades classificadoras para garantir segurança, desempenho e aderência regulatória. Originalmente criada para geração industrial de energia, a família NovaLT™ opera na faixa de 12 MW a 17 MW em ciclo simples e até 22 MW em ciclo combinado, com intervalos de manutenção de até 35 mil horas. A validação marítima permite sua integração a sistemas embarcados e a arquiteturas de propulsão elétrica ou híbrida, apoiando a redução de emissões no transporte marítimo. (Hydrogen Central - 19.06.2026)

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Artigos e Estudos

IEA: Global Hydrogen Review 2026 pontua avanço do H2, mas alerta para entraves

A Agência Internacional de Energia (IEA) afirma, no Global Hydrogen Review 2026, que o mercado de hidrogênio de baixas emissões avançou em 2025, mas ainda enfrenta barreiras para ganhar escala. A demanda global por hidrogênio superou 100 milhões de toneladas no ano, concentrada em usos tradicionais na indústria e no refino. Já a produção de baixo carbono cresceu 20%, para quase 1 milhão de toneladas, e deve ultrapassar 1% da oferta global em 2026. O relatório, publicado em Paris, na França, também aponta que o pipeline de projetos anunciados para 2030 caiu para 27 milhões de toneladas, com atrasos e cancelamentos, enquanto os empreendimentos comprometidos ou com forte potencial de operação até o fim da década recuaram para pouco mais de 6 milhões de toneladas. Para a IEA, custos elevados, demanda incerta, regras complexas e falta de infraestrutura seguem limitando investimentos. A agência recomenda acelerar políticas de criação de demanda, apoiar projetos prontos para construção e integrar o hidrogênio aos planos de segurança energética. (IEA – 18.06.2026)

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Livro do SENAI-SP apresenta o H2 como protagonista da nova economia de baixo carbono

A Editora SENAI-SP lançou o livro “Hidrogênio Verde”, apresentado como contribuição ao debate sobre a transição energética global e a economia de baixo carbono. A obra reúne análise sobre os desafios climáticos, a evolução das fontes de energia e o papel estratégico do hidrogênio renovável na descarbonização da indústria, dos transportes e dos sistemas energéticos. Segundo os autores, o hidrogênio de baixa emissão, produzido por eletrólise da água com energia renovável, pode substituir combustíveis fósseis em setores de difícil eletrificação, como siderurgia, fertilizantes, transporte pesado, navegação e aviação. O livro também aponta o potencial do energético para armazenamento de energia em larga escala, reforçando a resiliência de sistemas elétricos com elevada participação de fontes intermitentes, como solar e eólica. A publicação destaca ainda o posicionamento estratégico do Brasil, favorecido por uma matriz elétrica predominantemente renovável, e ressalta desafios tecnológicos, logísticos, regulatórios e econômicos para consolidar a cadeia produtiva. (Radar do Hidrogênio - 12.06.2026)

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Artigo de Groth et al.: “Segurança do hidrogênio para produção, infraestruturas, veículos e aviação”

Em artigo de revisão publicado na Nature Reviews Clean Technology, Groth et al. apontam que a expansão do hidrogênio como vetor da transição energética exige uma abordagem integrada de segurança em toda a cadeia de valor, da produção ao uso final. O estudo analisa riscos em eletrolisadores, gasodutos, estações de abastecimento, veículos e aviação a hidrogênio. Destaca-se que a avaliação quantitativa de risco é essencial para orientar decisões, mas ainda depende de dados de confiabilidade específicos para o hidrogênio, especialmente em aplicações emergentes de grande escala. Além disso, o texto aponta desafios adicionais para o hidrogênio líquido, devido à escassez de informações sobre componentes criogênicos e modelos de dispersão. Os autores defendem o uso de gêmeos digitais, sensores e monitoramento em tempo real, além de ação coordenada entre governos, reguladores, indústria e academia para padronização, testes, capacitação e compartilhamento de dados. (Nature - 08.06.2026)

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Moeve estima que moléculas verdes podem reduzir a dependência energética europeia pela metade até 2040

A Moeve apresentou um relatório elaborado com a PwC segundo o qual moléculas verdes, como hidrogênio renovável, amônia, metanol, biocombustíveis avançados e biometano, podem reduzir em até 50% a dependência energética da Europa até 2040. O estudo “Why does Europe need green molecules?” estima que a dependência europeia cairia de 57%, registrada em 2024, para 28% em 2040, no cenário de maior implantação dessas soluções produzidas no próprio continente. Até 2050, esses combustíveis poderiam substituir entre 30% e 50% da atual demanda por fósseis e representar cerca de um terço da matriz energética da União Europeia. O documento destaca a relevância das moléculas verdes para setores de difícil eletrificação, como indústria pesada, química e transporte de longa distância, responsáveis por 20% a 25% da demanda primária de energia na Europa. Segundo a Moeve, seu uso poderia cortar até 22% das emissões de CO₂ do continente até 2050. O estudo também projeta a criação de 1,7 milhão de empregos e ganho de até € 145 bilhões no PIB da União Europeia e do Reino Unido até 2040. (Hydrogen Central - 19.06.2026)

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