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IFE
01/06/2026

Hidrogênio 220

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
01/06/2026

IFE nº 220

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 220

Artigos e Estudos

Artigo de Fernanda Delgado: “Hidrogênio verde e resiliência energética na nova ordem geopolítica”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Fernanda Delgado (Diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde) analisa o papel estratégico do hidrogênio verde diante da instabilidade geopolítica internacional e da necessidade de fortalecimento da segurança energética. O texto argumenta que as recentes tensões no Oriente Médio reforçam a vulnerabilidade de um sistema energético ainda dependente de combustíveis fósseis e concentrado em regiões politicamente sensíveis. Nesse contexto, o hidrogênio verde surge como alternativa capaz de ampliar a resiliência econômica, diversificar fontes de suprimento e impulsionar uma nova dinâmica industrial baseada em energia limpa. A autora destaca o avanço de políticas públicas e marcos regulatórios na União Europeia voltados à expansão do mercado de hidrogênio, incluindo metas para combustíveis renováveis e incentivos regulatórios destinados à criação de demanda e previsibilidade para investidores. O artigo também examina experiências internacionais, como os modelos europeu, chinês e norte-americano, evidenciando que a estabilidade regulatória e a coordenação entre políticas energéticas são fatores decisivos para o desenvolvimento do setor. A conclusão sustenta que países capazes de criar ambientes regulatórios previsíveis e favoráveis aos investimentos em hidrogênio verde terão vantagens competitivas e maior capacidade de enfrentar crises energéticas globais. (GESEL-IE-UFRJ - 25.05.2026)

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IEEFA alerta para custo público do H2 na Alemanha

Um relatório do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA) aponta que a estratégia da Alemanha para liderar a transição baseada em hidrogênio enfrenta riscos de demanda insuficiente, infraestrutura superdimensionada e aumento de custos para os contribuintes. O estudo pontua que o consumo alemão de hidrogênio deve ficar no limite inferior, ou até abaixo, das projeções oficiais, já que a eletrificação direta tende a ser mais competitiva em aquecimento, transporte e geração elétrica. O documento destaca que a rede central de hidrogênio do país, muitas vezes apresentada como um projeto de € 19,8 bilhões, pode se aproximar de € 50 bilhões quando incluídos financiamento, ativos reaproveitados e manutenção. Com apenas 4% dos gasodutos concluídos, operadores já projetam ao menos € 5 bilhões em sobrecustos. Segundo o IEEFA, caso a demanda não avance conforme previsto, a necessidade adicional de financiamento público pode chegar a € 45 bilhões, cerca de € 1 mil por contribuinte alemão. O instituto recomenda priorizar importações de derivados, como e-amônia, e-metanol e ferro verde, para reduzir infraestrutura e preservar a competitividade industrial da Alemanha. (IEEFA – 07.05.2026)

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H2V pode substituir diesel em ilhas do Sudeste Asiático

Um estudo conduzido pela EGS-plan e pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), no âmbito do International Hydrogen Ramp-up Programme (H2Uppp), avaliou o uso de hidrogênio verde para substituir geradores a diesel em ilhas remotas do Sudeste Asiático. O projeto teve como foco Koh Munnork, resort privado na província de Rayong, na Tailândia, hoje abastecido apenas por diesel. A ilha consome cerca de 266 MWh de eletricidade por ano e emite quase 290 toneladas de CO₂, além de enfrentar ruídos, riscos de vazamento de combustível e exposição a poluentes. A alternativa proposta combina energia solar fotovoltaica, baterias e armazenamento em hidrogênio, produzido por eletrólise e reconvertido em eletricidade por células a combustível. Segundo o estudo, o sistema híbrido apresenta maior investimento inicial, mas menor custo ao longo do ciclo de vida, com o hidrogênio garantindo segurança energética em períodos de baixa insolação. A análise também apontou viabilidade técnica em ilhas da Indonésia, Filipinas e Vietnã, e o projeto seguirá para uma fase de demonstração real. (International PtX Hub - 18.05.2026)

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Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil e Holanda avançam em cooperação para H2V

A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) e a NLHydrogen assinaram memorando de entendimentos para acelerar investimentos, projetos e parcerias comerciais em hidrogênio renovável e derivados, como amônia, e-metanol e combustíveis sustentáveis, entre Brasil e Holanda. O acordo foi firmado durante o World Hydrogen Summit e prevê cooperação em desenvolvimento de projetos e hubs, padrões de certificação, mercado e contratos de offtake. A parceria inclui mapeamento de oportunidades no Brasil, especialmente em portos e polos industriais, e conexão com a demanda europeia por rotas logísticas via portos holandeses. O memorando também prevê alinhamento em metodologias de pegada de carbono, garantias de origem e rastreabilidade, além da estruturação de instrumentos de demanda, como contratos por diferença e leilões, para tornar projetos bancáveis (Agência Eixos - 21.05.2026).

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Espanha: Coalizão cobra financiamento público para eSAF

Um grupo de 21 empresas, associações e instituições dos setores de aviação, combustíveis renováveis e sociedade civil enviou carta ao governo espanhol pedindo que o país converta sua adesão à eSAF Early Movers Coalition em compromisso financeiro concreto antes da próxima reunião do Conselho de Ministros dos Transportes, em 8 de junho. O documento, enviado aos ministérios dos Transportes, da Transição Ecológica e da Indústria, solicita contribuição ativa à coalizão e sugere o uso de recursos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, além de receitas do Sistema de Comércio de Emissões aplicadas ao setor aéreo, para financiar leilões bilaterais destinados ao eSAF. Coordenada pela Transport & Environment Spain e apoiada pela Hydrogen Europe, a carta ocorre após o lançamento da coalizão, em dezembro de 2025, no âmbito do Sustainable Transport Investment Plan da Comissão Europeia. A Áustria, Finlândia, França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Espanha já haviam se comprometido a apoiar a ampliação da produção do combustível. (Hydrogen Europe - 18.05.2026)

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Hydrogen Council cobra ação global para acelerar H2 em meio a crises recorrentes

O Hydrogen Council lançou, em Roterdã, nos Países Baixos, a chamada à ação “Hydrogen for a Resilient World”, liderada por CEOs, para pressionar governos a acelerar a implantação do hidrogênio diante de crises recorrentes de segurança energética. A iniciativa foi apresentada em 20 de maio, durante mesa-redonda ministerial do International Hydrogen Trade Forum (IHTF). O encontro reuniu autoridades de quase duas dezenas de países e executivos globais do setor, liderados por François Jackow, CEO da Air Liquide e copresidente do Hydrogen Council. O documento conjunto defende políticas mais ambiciosas, pragmáticas e neutras em tecnologia, com três prioridades: incluir hidrogênio e derivados em respostas emergenciais a crises, criar instrumentos de demanda, como contratos por diferença, garantias de compra, compras públicas e cotas para produtos industriais limpos, e ampliar investimentos em infraestrutura, incluindo eletrolisadores, armazenamento, gasodutos, terminais portuários e redes transfronteiriças. (Hydrogen Council - 20.05.2026)

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Thyssenkrupp: H2V não veio de forma avassaladora como se pensou e é solução de nicho

O CEO da Thyssenkrupp na América do Sul, Paulo Alvarenga, afirmou que o hidrogênio verde deve ocupar um espaço mais restrito do que o inicialmente projetado na transição energética global, destacando que a tecnologia é uma solução “de nicho” e ainda enfrenta limitações econômicas para aplicação em larga escala na indústria e no transporte. Durante painel no São Paulo Innovation Week, o executivo avaliou que a adoção dependerá de políticas públicas, precificação de carbono, financiamentos e desenvolvimento de infraestrutura e cadeias produtivas. O vice-presidente da Axia Energia, Ítalo Carvalho, alertou para os desafios operacionais provocados pela expansão acelerada da geração solar intermitente, citando a necessidade de sistemas de armazenamento e fontes despacháveis para garantir estabilidade ao sistema elétrico. Já a Baterias Moura destacou investimentos em soluções de armazenamento com baterias de lítio, incluindo sistemas BESS voltados à integração com fontes renováveis e mitigação de gargalos de transmissão (Estadão -15.05.2026).

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Produção

África do Sul: Coega escolhe Topsoe como fornecedora para projeto de amônia verde

O projeto de amônia verde de Coega, na África do Sul, selecionou a dinamarquesa Topsoe para fornecer tecnologia de células eletrolisadoras e outros equipamentos em um contrato avaliado em cerca de US$ 1 bilhão, ou R$ 16,66 bilhões. A planta, orçada em R$ 96,64 bilhões, tem como meta produzir 1 milhão de toneladas de amônia verde até 2030. Localizado no porto de Coega, o empreendimento é desenvolvido em conjunto pela britânica Hive Energy e pela sul-africana BuiltAfrica. A iniciativa busca atender à demanda crescente por hidrogênio e amônia na Europa e na Ásia, em competição com projetos de países como Marrocos e Namíbia. Usada na fabricação de fertilizantes e na indústria química, a amônia é classificada como verde por ser produzida com energia renovável, como solar e eólica. Segundo Giles Redpath, CEO da Hive Energy, a tecnologia da Topsoe permitirá reduzir em mais de € 500 milhões o investimento em energia renovável. O projeto está em fase final de desenvolvimento, com início do FEED previsto para o terceiro trimestre de 2026 e decisão final de investimento até o terceiro trimestre de 2027.(Hydrogen Central - 20.05.2026)

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Canadá: Cientistas identificam fonte natural de H2 em rochas antigas

Pesquisadores da Universidade de Toronto e da Universidade de Ottawa identificaram a liberação natural e contínua de hidrogênio em rochas antigas do Escudo Canadense, apontando potencial para uma nova fonte de energia limpa conhecida como hidrogênio branco. O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, analisou dados de uma mina ativa perto de Timmins, em Ontário, onde furos de sondagem liberam, em média, 0,008 tonelada de hidrogênio por ano, cerca de 8 kg. Segundo os cientistas, o fluxo pode se manter por ao menos uma década. Considerando quase 15 mil furos no local, a produção estimada supera 140 toneladas anuais, volume capaz de gerar aproximadamente 4,7 milhões de kWh por ano, energia suficiente para mais de 400 residências. Liderado por Barbara Sherwood Lollar, o trabalho indica que áreas de mineração no norte de Ontário, Quebec, Nunavut e Territórios do Noroeste podem concentrar recursos semelhantes, com potencial para atender indústrias e comunidades remotas, reduzir emissões e diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados. (Science Daily - 20.05.2026)

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Canadá: GeoRedox e Canada Nickel lançam projeto de H2 geológico

A GeoRedox Corporation e a Canada Nickel Company assinaram um memorando de entendimento para desenvolver o que afirmam ser o primeiro poço estimulado de hidrogênio geológico do mundo no Crawford Nickel Project, próximo a Timmins, em Ontário, no Canadá. O programa testará a tecnologia proprietária da GeoRedox para produzir hidrogênio sem carbono a partir de reações químicas naturais em formações de rochas ultramáficas, a mesma geologia presente em mais de 20 projetos da Canada Nickel no Timmins Nickel District. A GeoRedox financiará integralmente a demonstração, enquanto a Canada Nickel fornecerá acesso ao local, amostras de rocha, dados, conhecimento técnico e outros recursos necessários ao planejamento e à execução. Segundo as empresas, a iniciativa pode criar uma fonte de hidrogênio em larga escala e livre de carbono para apoiar a visão de um cluster industrial de emissão zero no nordeste de Ontário. (Hydrogen Central - 21.05.2026)

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Espanha: BrightHy fará projeto industrial de H2V para a produção cimento

A Fusion Fuel Green anunciou que sua subsidiária integral Bright Hydrogen Solutions, a BrightHy Solutions, fornecerá serviços de instalação, suprimento, engenharia e operação para uma planta de produção de hidrogênio verde de 2 MW em uma unidade cimenteira da Çimsa Cementos España, em Buñol, na Espanha. Os serviços de construção serão realizados por meio da filial espanhola Bright Hydrogen Solutions Limited EP ESP, enquanto as demais atividades serão prestadas no âmbito de acordos ligados a uma empresa de projeto gerida pela Bright Hydrogen Holding Company. A iniciativa busca reduzir emissões de carbono na produção de cimento com a integração do hidrogênio como combustível alternativo em processos industriais de alta temperatura. Segundo a Fusion Fuel, o projeto pode gerar valor de longo prazo para BrightHy Solutions e Fusion Fuel, além de abrir caminho para novos contratos com a Çimsa, já em fase de proposta. A operação também utilizará acordo de agência da BrightHy com a Sungrow Hydrogen, fornecedora global de equipamentos para hidrogênio. (Hydrogen Central - 21.05.2026)

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Finlândia: Fortum testa eletrolisador da Stargate em planta de H2

A Stargate Hydrogen anunciou a entrega bem-sucedida de um eletrolisador alcalino de 1 MW para o Kalla Test Center, nova instalação de produção de hidrogênio em escala piloto da Fortum em Loviisa, na Finlândia. Inaugurado pela Fortum, o centro foi criado para testar tecnologias de hidrogênio em condições reais de operação e servirá como plataforma para aprendizado operacional, validação tecnológica e desenvolvimento de projetos futuros até 2028. Segundo a empresa, a instalação representa um marco para as duas companhias: enquanto a Stargate Hydrogen busca comprovar a confiabilidade de sua tecnologia, a Fortum inicia testes operacionais de longo prazo para produção de hidrogênio. O eletrolisador da Stargate é um dos dois sistemas em operação no local, o que coloca o Kalla Test Center entre os primeiros projetos de hidrogênio dos países nórdicos a avaliar, lado a lado, múltiplas tecnologias de eletrólise. (Hydrogen Europe - 19.05.2026)

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Empresas aceleram busca por H2 geológico

Empresas e startups intensificam pesquisas para produção de hidrogênio geológico, tecnologia que busca obter combustível limpo diretamente do subsolo por meio de reações naturais entre água e minerais ricos em ferro. No Canadá, a Vema Hydrogen iniciou testes em Quebec com poços de 300 metros de profundidade para acelerar processos de serpentinização em formações rochosas capazes de gerar hidrogênio sem emissões. A companhia pretende iniciar produção comercial em 2028. Estudos recentes apontam que reservatórios subterrâneos podem abastecer a demanda global por centenas de anos, enquanto o Departamento de Energia dos EUA estima custos inferiores a US$ 1 por quilo, abaixo do hidrogênio produzido com gás natural ou eletrólise renovável. O setor atrai investimentos bilionários de empresas como Koloma e HyTerra, embora ainda existam desafios ligados à viabilidade econômica, licenciamento, vazamentos e riscos geológicos. (Folha de São Paulo - 19.05.2026)

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Armazenamento e Transporte

Holanda: Comissionamento de gasoduto de H2 de 32 km

A operadora holandesa de infraestrutura de gás Gasunie inaugurou o primeiro trecho importante de seu backbone de hidrogênio no Porto de Rotterdam: um gasoduto de 32 km que reforça a emergente rede de hidrogênio da região ao ligar, inteiramente dentro da área portuária industrial da província de South Holland, a área de Maasvlakte e a Pernis. A nova conexão une duas zonas energéticas-chave, uma em Maasvlakte que avança no desenvolvimento em grande escala para produção de hidrogênio verde e um em Pernis onde em Energy and Chemicals Park Rotterdam o hidrogênio já é amplamente utilizado em processos de refino e químicos. Essa união permite o transporte de hidrogênio de baixo carbono de futuros locais de produção diretamente para usuários industriais existentes e assim apoiar a substituição do hidrogênio fóssil. (Hydrogen Europe - 22.05.2026)

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EcoLog e Kawasaki assinam aliança estratégica em H2 liquefeito midstream

No World Hydrogen Summit & Exhibition em Rotterdam, a Kawasaki Heavy Industries e a EcoLog anunciaram uma aliança estratégica para o segmento midstream da cadeia de suprimento de hidrogênio liquefeito com o objetivo de apoiar o corredor de hidrogênio liquefeito da EcoLog em desenvolvimento no porto de Amsterdã. A Kawasaki fornecerá equipamentos centrais e know-how operacional, apoiando-se em seu histórico como o primeiro construtor mundial de navio-tanque de hidrogênio liquefeito e em sua capacidade de projetar e construir terminais de exportação/importação e interfaces ship-to-shore. Já a EcoLog, com sua expertise em transporte criogênico oriunda de operações com GNL, atuará como potencial proprietária e operadora de navios e terminais de importação. A parceria visa viabilizar o fornecimento seguro e estável de hidrogênio a centros de demanda na Europa por rotas diversificadas a partir de origens como Omã, Arábia Saudita, Espanha e Brasil, mitigando riscos geopolíticos, além de acelerar a adoção do hidrogênio na mobilidade pesada (caminhões) e em setores industriais e de infraestrutura digital. Em última instância, as empresas esperam estender essas cadeias internacionais até a Ásia, incluindo o Japão, contribuindo para a descarbonização e a segurança energética. (Hydrogen Central - 21.05.2026)

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Firjan reuniu empresários para discutir a ampliação do Hub de Hidrogênio no Porto do Açu

A Firjan reuniu líderes empresariais de Campos dos Goytacazes e Macaé, no Rio de Janeiro, em uma reunião estratégica para apresentar os planos de expansão do Hydrogen and Low-Carbon Derivatives Hub no Porto do Açu, iniciativa que reforça o papel do Norte Fluminense na agenda de transição energética do Brasil e amplia o debate sobre novos vetores industriais de baixa emissão. Atualmente estruturado em 102,3 hectares com capacidade estimada de eletrólise de 3,7 GW, o projeto reúne iniciativas para produção de hidrogênio renovável, e‑metanol, amônia de baixo carbono, SAF, diesel renovável e soluções associadas à captura de CO₂. Além disso, a nova fase prevê a incorporação de mais de 6 milhões de metros quadrados ao complexo industrial e amplia a capacidade produtiva em mais de 3.000 kilotons por ano, com uma infraestrutura dedicada de eletricidade, água industrial e sistemas logísticos integrados, o que consolida o Açu como um dos principais polos latino-americanos de combustíveis de baixo carbono. Por fim, no encontro também foram debatidos os impactos econômicos de possíveis mudanças na redistribuição dos royalties do petróleo, tema sensível para a região estratégica de produção offshore da Bacia de Campos. (Radar do Hidrogênio - 19.05.2026)

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Gasunie, Open Grid Europe e Thyssengas assinam acordo para desenvolver um corredor de H2 entre a Holanda e a Alemanha

A Gasunie, Open Grid Europe e Thyssengas assinaram em Roterdã, durante a “Hydrogen Milestone Ceremony” do World Hydrogen Summit, um acordo para desenvolver uma rede transfronteiriça de transporte de hidrogênio que conectará as redes nacionais da Holanda e da Alemanha no ponto de cruzamento Zevenaar (NL) / Elten, com a meta de concluir a ligação até 2031. O acordo prioriza inicialmente a conexão da região do Reno-Ruhr e conta com o corredor Delta-Rhine como elo entre o porto de Roterdã e a rede alemã, posicionando a Holanda como país importador, produtor e de trânsito para garantir fornecimento confiável à Alemanha.(Hydrogen Central - 21.05.2026)

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Uso Final

Europa: TRIATHLON avança em propulsão a H2 para aviação

O projeto europeu TRIATHLON, financiado pela União Europeia e coordenado pelo Stichting Materials Innovation Institute, dos Países Baixos, alcançou um marco na pesquisa de sistemas integrados de propulsão hidrogênio-elétrica para aviação regional e de curta distância de baixa emissão. Após dois anos de um programa previsto para quatro anos, o consórcio avançou em áreas essenciais para aeronaves de classe megawatt, como combustão, armazenamento, gestão térmica e integração completa do trem de força. A Delft University of Technology, dos Países Baixos, validou simulações para um combustor abastecido com 100% de hidrogênio, com operação estável e controle de emissões de óxidos de nitrogênio. Na Alemanha, a Dresden University of Technology e a Cryomotive trabalham na otimização do armazenamento em hidrogênio gasoso, líquido e criocomprimido. Já Lithoz, da Áustria, Ergon Research, da Itália, e Sabancı University, da Turquia, desenvolvem trocadores de calor cerâmicos em nitreto de alumínio, enquanto a Ergon integra os componentes em um sistema completo para futura aplicação industrial. (Hydrogen Central - 22.05.2026)

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Países Baixos: Power2X aprova investimento em planta de H2V de 20 MW

A desenvolvedora holandesa de e-combustíveis Power2X tomou a decisão final de investimento para uma planta de hidrogênio verde de 20 MW em Delfzijl, nos Países Baixos. O projeto Djewels deverá produzir 2 mil toneladas de hidrogênio por ano a partir de meados de 2028. A iniciativa avançou após a entrada da John Cockerill no empreendimento, por meio da Rely, joint venture formada pela Technip Energies e pela própria John Cockerill. A Rely será responsável pelo desenvolvimento do projeto e pelo fornecimento dos eletrolisadores que serão instalados na unidade. Originalmente lançado pela HyCC, o projeto havia sofrido atraso em relação ao cronograma de construção previsto para 2024, depois da liquidação da McPhy, empresa inicialmente indicada para fornecer os eletrolisadores. A decisão de investimento marca a retomada do Djewels e reforça a aposta da Power2X na produção de hidrogênio renovável como insumo para combustíveis sintéticos e processos industriais de menor emissão. (Hydrogen Europe - 22.05.2026)

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Singapura: Itochu recebe aval para testar abastecimento marítimo com amônia

A Itochu Corporation anunciou que a Maritime and Port Authority of Singapore autorizou sua subsidiária integral ZETA Bunkering Pte. Ltd. a realizar testes de abastecimento marítimo com amônia em Singapura. A autorização foi concedida em 27 de abril de 2026 e entrou em vigor em 15 de maio, com validade de até dois anos, sujeita ao marco regulatório da autoridade portuária. A decisão ocorreu após análise de estudos de segurança, avaliações de risco e planos de negócios apresentados pela ZETA. Os testes devem verificar a prontidão técnica, os protocolos operacionais, a infraestrutura e as tecnologias necessárias para práticas seguras e ambientalmente sustentáveis de bunkering de amônia. A iniciativa integra o projeto da Itochu para desenvolver navios movidos a amônia e estruturar uma cadeia global do combustível marítimo. A empresa encomendou, em junho de 2025, o primeiro navio novo de abastecimento de amônia do mundo, com entrega prevista para setembro de 2027. No último trimestre de 2027, a Itochu planeja demonstrações com a Mitsui O.S.K. Lines, abastecendo graneleiros Capesize bicombustíveis no porto de Singapura, mediante aprovações regulatórias. (Hydrogen Central - 21.05.2026)

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Tecnologia e Inovação

Alemanha: Startup H2 Core Systems usa Siemens Xcelerator para sistemas modulares de H2

A Siemens anunciou que a H2 Core Systems, startup sediada em Heide, na Alemanha, está utilizando a plataforma Siemens Xcelerator para projetar e fabricar sistemas modulares de energia baseados em hidrogênio. O portfólio de softwares e automação inclui o Designcenter X Solid Edge, usado como base do desenvolvimento digital de produtos, e o Teamcenter Share, voltado à colaboração em nuvem. Segundo a Siemens, o fluxo digital permitiu à H2 Core Systems reduzir o tempo de produção em 50%, acelerar em 20% os ciclos de design e customização e atingir crescimento de 70%. Fundada em 2019, a empresa desenvolve, fabrica e mantém sistemas configuráveis que combinam eletrólise, armazenamento, compressão e células a combustível, com aplicação em redes elétricas ou junto a fontes solar e eólica. A companhia também usa controladores programáveis S7-1200 e o TIA Portal para automação. Entre os projetos recentes, a H2 Core Systems construiu um sistema autônomo para uma escola no Níger, com energia solar convertida em hidrogênio verde e depois reconvertida em eletricidade, sem uso de diesel. (Hydrogen Central - 22.05.2026)

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EUA: Pesquisadores do Texas avançam em tecnologia para gerar H2 e capturar CO2 em formações rochosas

Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, desenvolveram um método experimental que combina a produção geológica de hidrogênio com o armazenamento permanente de dióxido de carbono em rochas basálticas. O estudo utilizou basaltos alcalinos da Província Ígnea de Balcones, no Texas, e avaliou interações entre rocha, água e gases em condições controladas de alta pressão e temperatura, simulando ambientes geológicos profundos. Os experimentos mostraram que a presença de CO₂, associada ao uso de cloreto de níquel (NiCl₂) como catalisador, ampliou de forma significativa a geração abiótica de hidrogênio e, ao mesmo tempo, favoreceu a formação de minerais carbonáticos, responsáveis pela mineralização permanente do carbono. A pesquisa reforça o potencial de formações máficas, menos estudadas que sistemas ultramáficos ligados à serpentinização, como ativos estratégicos para uma economia de baixo carbono. Os resultados indicam aplicações futuras em captura e armazenamento de carbono, energia limpa e segurança energética de longo prazo. (Radar do Hidrogênio - 22.05.2026)

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