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IFE Hidrogênio 190
Políticas Públicas e Financiamentos
Leilão de hidrogênio no Brasil deve estar atento à demanda doméstica
O Brasil está estruturando um processo concorrencial para distribuir R$ 18,3 bilhões em subsídios dentro do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), com uma consulta pública do Ministério da Fazenda para definir os critérios do leilão. Um dos desafios centrais é fomentar a demanda doméstica, evitando que toda a produção seja exportada. Modelos como consórcios entre produtores e consumidores e leilões setoriais para fertilizantes e geração térmica estão em discussão. A experiência com leilões de energia renovável no Brasil pode ser replicada para estruturar o mercado de hidrogênio. No cenário internacional, a UE e a Coreia do Sul utilizam modelos de leilão para equilibrar oferta e demanda, enquanto o programa H2Global subsidia hidrogênio no mercado global. O desenho do leilão brasileiro precisará equilibrar preços competitivos com incentivos à produção nacional e inclusão de pequenos produtores. (Eixos - 03.03.2025)
Link Externo Brasil tem grandes chances no leilão global de hidrogênio verde, avalia especialista
A criação de um lote regional para América do Sul e Austrália no segundo leilão H2Global pode aumentar as chances de um projeto brasileiro vencer. Segundo Bruno Galvão, especialista da Blomstein, essa divisão equilibra a concorrência entre regiões com desafios similares. O leilão, financiado por Alemanha e Países Baixos, terá cinco lotes, com pelo menos 484 milhões de euros para cada um. O Brasil se destaca pela maturidade dos projetos e pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), mas enfrenta desafios regulatórios na União Europeia quanto à certificação de hidrogênio renovável. A participação brasileira no leilão é vista como uma oportunidade para consolidar o país no mercado global de hidrogênio verde. (Eixos - 26.02.2025)
Link Externo Marrocos fornece investimento de US$ 32.5 bilhões para projetos de hidrogênio
O Marrocos aprovou um investimento de US$ 32,5 bilhões em projetos de hidrogênio verde, visando impulsionar a produção de amônia, aço sustentável e combustíveis alternativos. O país busca se tornar um fornecedor estratégico para a União Europeia, alinhando-se ao Pacto Ecológico Europeu. Empresas como Acciona, Taqa e Acwa Power estão envolvidas no projeto, que prevê a alocação de grandes áreas de terra para viabilizar a produção de 10 milhões de toneladas de hidrogênio renovável até 2030. (Click Petróleo e Gás - 10.03.2025)
Link Externo UE investe € 436 milhões em hidrogênio renovável na Áustria e na Lituânia
A Comissão Europeia aprovou dois programas de auxílio estatal para impulsionar a produção de hidrogênio renovável na Áustria e na Lituânia, totalizando € 436 milhões em financiamento. Esses projetos fazem parte do Plano REPowerEU e visam produzir 125.000 toneladas de hidrogênio, reduzindo significativamente as emissões de CO₂. O apoio será distribuído via leilões competitivos do Banco Europeu do Hidrogênio, garantindo eficiência na alocação de recursos e promovendo a descarbonização do setor industrial europeu. (Innovation News - 10.03.2025)
Link Externo Segundo leilão do Banco Europeu de Hidrogênio recebe 61 propostas
Em comunicado oficial, a Comissão Europeia informou que o segundo leilão do Banco Europeu de Hidrogênio recebeu propostas que totalizam € 4,8 bilhões, superando em quatro vezes o orçamento disponível de € 1,2 bilhão do Fundo de Inovação. Os projetos apresentados somam 6,3 GWe de capacidade de eletrolisadores, com potencial de produção de 7,3 milhões de toneladas de hidrogênio renovável em dez anos. A Comissão divulgará os resultados até maio de 2025, com assinatura dos acordos prevista para novembro. Os projetos selecionados deverão iniciar a produção em até cinco anos. (Offshore Energy - 10.03.2025)
Link Externo Vietnã estabelece metas ambiciosas de produção de hidrogênio em meio a desafios
O Vietnã estabeleceu a meta de produzir entre 100 mil e 500 mil toneladas de hidrogênio verde por ano até 2030, com um objetivo de longo prazo de até 20 milhões de toneladas anuais até 2050. Apesar do potencial reconhecido, o setor enfrenta desafios como infraestrutura limitada, altos custos e falta de diretrizes claras. A demanda atual está concentrada na indústria de fertilizantes e refinarias de petróleo. O governo pretende desenvolver hidrogênio azul e verde para consumo interno e exportação, com projetos em diversas províncias e cooperação internacional para reduzir custos e expandir o mercado. (Solar Quarter - 10.03.2025)
Link Externo Hyundai Motor reforça aliança de hidrogênio com o Japão
A Hyundai Motor está participando de uma visita oficial ao Japão para fortalecer parcerias no setor de hidrogênio, alinhada à colaboração entre Coreia do Sul e Japão. Durante o evento, representantes governamentais e organizações como o Global Green Growth Institute e a Korea Hydrogen Alliance discutiram padronização tecnológica, produção de hidrogênio via craqueamento de amônia e certificação de hidrogênio limpo. A Hyundai destacou que essa cooperação visa impulsionar políticas e regulamentações conjuntas para fortalecer o mercado de hidrogênio. A empresa segue investindo na tecnologia, tendo lançado o carro-conceito Initium, movido a célula de combustível, em novembro de 2024. (Korean Herald - 10.03.2025)
Link Externo Produção
Projetos de hidrogênio verde travam com impasse sobre quem vai pagar a conta
Mais de uma dúzia de projetos de hidrogênio verde no Brasil, totalizando mais de R$ 1,4 bilhão, estão paralisados devido a um impasse entre a ANEEL e a ANP sobre o financiamento. A ANEEL aprovou 13 projetos que seriam majoritariamente custeados pelo Programa de PD&I da agência, mas há questionamentos sobre o alto volume de recursos alocados e a baixa contrapartida das empresas. A ANP, que regula o hidrogênio de baixo carbono, também busca participação na coordenação. As agências avaliam publicar uma portaria conjunta para definir financiamento e priorizar projetos. Empresas como Petrobras, Neoenergia e Eneva estão entre as beneficiadas. (Folha de São Paulo - 28.02.2025)
Link Externo Blue Economy lança instalação de produção e pesquisa de hidrogênio da Tasmânia
A unidade da BOC Austrália em Hobart, parte da Blue Economy, está focada na pesquisa e no desenvolvimento de treinamento para indústrias da economia azul, além de fornecer hidrogênio verde em escala comercial para aplicações industriais e de transporte. A planta, equipada com um dos maiores eletrolisadores da Austrália, gera 262 kg de hidrogênio por dia, suficiente para operar duas balsas de passageiros movidas a células a combustível de hidrogênio. O projeto visa não somente produzir hidrogênio, mas também responder a questões sobre seu papel na economia e seu uso em sistemas de energia renovável. O governo da Tasmânia está comprometido com a meta de gerar 200% de eletricidade renovável até 2040, com o projeto ajudando a descarbonizar o setor de transporte. A BOC Austrália e parceiros como o governo local e universidades estão colaborando para avançar na pesquisa e aplicação do hidrogênio renovável. (Offshore Energy - 10.03.2025)
Link Externo Armazenamento e Transporte
Infraestrutura de transmissão preocupa indústria de hidrogênio verde
A Associação Brasileira do Hidrogênio Verde (Abihv) destaca a preocupação com o desalinhamento entre o cronograma de expansão das linhas de transmissão de energia e os subsídios previstos no Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixo Carbono (PHBC), essencial para viabilizar projetos no setor de hidrogênio verde. A falta de conexão à rede elétrica pode comprometer a transição energética do Brasil, afetando diretamente o desenvolvimento de projetos de hidrogênio. A Abihv está solicitando a antecipação do cronograma de expansão das redes de transmissão para alinhar com os investimentos previstos. A associação também acompanha a regulamentação de incentivos para o setor, incluindo o Rehidro e o PHBC, e a criação de um mercado de carbono que favoreça a competitividade do hidrogênio verde. Além disso, a Abihv apoia a criação de programas para estimular a produção nacional de amônia verde e a regulamentação de combustíveis marítimos verdes, como o e-metanol. (Eixos - 25.02.2025)
Link Externo UKEn assina acordos de armazenamento e importação de hidrogênio com o Porto de Portland.
A UK Oil & Gas PLC (UKOG), por meio de sua subsidiária integral UK Energy Storage Ltd (UKEn), assinou Memorandos de Entendimento (MOUs) com o Porto de Portland para explorar oportunidades no setor de hidrogênio verde, incluindo importação, armazenamento e geração de energia. Esses acordos visam desenvolver soluções de armazenamento de energia prontas para o futuro, utilizando cavernas de sal subterrâneas para armazenar hidrogênio. A parceria almeja posicionar o Porto de Portland como um hub estratégico para o hidrogênio no Reino Unido, contribuindo para a descarbonização da matriz energética e alinhando-se às metas de sustentabilidade do país. Além disso, essa iniciativa busca fortalecer a infraestrutura necessária para a transição energética, promovendo o uso de fontes renováveis e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. (Fuel Cell Works - 11.03.2025)
Link Externo Porto de Newcastle seleciona MHI para estudos de centro de exportação de hidrogênio em NSW
O Porto de Newcastle, na Austrália, firmou um acordo de consultoria com a Mitsubishi Heavy Industries (MHI) para avançar em seu projeto de Polo de Energia Limpa (CEP). Este projeto visa transformar uma área de 220 hectares em Kooragang Island em um centro de produção, armazenamento e exportação de hidrogênio e amônia verdes. A MHI, reconhecida por seu Takasago Hydrogen Park no Japão, fornecerá expertise técnica para os estudos de engenharia e design do CEP. O governo australiano apoia a iniciativa com um subsídio de AUD $100 milhões. O CEO do Porto de Newcastle, Craig Carmody, destacou que a colaboração com a MHI será crucial para posicionar a região de Hunter como um futuro hub global de hidrogênio. Espera-se que o CEP contribua com AUD $4,2 bilhões para a economia e gere milhares de empregos na região até 2040. (H2 view - 11.03.2025)
Link Externo Uso Final
Tata Motors lidera os testes de caminhões de hidrogênio na Índia
A Tata Motors, maior fabricante de veículos comerciais da Índia, deu um passo significativo para a transição energética do país com o lançamento de testes de caminhões pesados movidos a hidrogênio. Essa iniciativa visa apoiar os objetivos da Índia de alcançar emissões líquidas zero até 2070 e destaca o crescimento das tecnologias elétricas e de combustíveis alternativos no setor automotivo indiano. O teste envolve 16 caminhões movidos a hidrogênio, que serão avaliados em rotas de longa distância, utilizando tecnologias como motores a hidrogênio (H2-ICE) e células de combustível a hidrogênio (H2-FCEV). O projeto tem apoio do Ministério de Energia Nova e Renovável, como parte da Missão Nacional de Hidrogênio Verde, e é visto como um passo crucial para o desenvolvimento de uma infraestrutura de transporte sustentável e de baixo carbono. Além disso, a Tata Motors tem sido uma líder na introdução de veículos elétricos na Índia, com um portfólio diversificado que inclui ônibus movidos a hidrogênio e outros veículos de emissão zero. A empresa busca consolidar sua posição no mercado de veículos elétricos, que deve crescer significativamente até 2030. (Ev Magazine - 10.03.2025)
Link Externo Utility produz hidrogênio a partir de gás de usina siderúrgica em implantação na América do Norte
A Utility, com sede no Texas, iniciou a produção de hidrogênio em uma siderúrgica norte-americana usando gases gerados por alto-fornos com seu sistema H2Gen, baseado na plataforma eXERO. Este processo eletroquímico, sem a necessidade de eletricidade externa, converte vapor e gases residuais em hidrogênio e CO2 enriquecido. O sistema demonstrou flexibilidade, operando por mais de 3.000 horas e podendo alternar entre produção e espera em 20 minutos. A tecnologia é modular, versátil e de baixo custo, embora não inclua captura de carbono. Em setembro de 2024, a Utility levantou US$ 53 milhões em financiamento da Série C e está focada em comercializar rapidamente a tecnologia, com o ex-chefe da Hyzon, Parker Meeks, nomeado CEO. Meeks destacou a capacidade do H2Gen em fornecer hidrogênio limpo e econômico para indústrias de difícil descarbonização, como a siderurgia. (H2 View - 10.03.2025)
Link Externo TotalEnergies e RWE firmam acordo para descarbonizar refinaria na Alemanha com hidrogênio verde
A TotalEnergies e a RWE firmaram um contrato de 15 anos, com início em 2030, para o fornecimento anual de 30 mil toneladas de hidrogênio verde à refinaria de Leuna, na Alemanha. Este acordo é considerado o maior de fornecimento de hidrogênio por eletrólise já estabelecido no país. A RWE construirá e operará um eletrolisador de 300 MW em Lingen, com armazenamento local, e o hidrogênio será transportado por um gasoduto de 600 km até a refinaria. A iniciativa prevê a redução de aproximadamente 300 mil toneladas de CO₂ por ano a partir de 2030. Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, destacou que este contrato é um marco na redução das emissões de CO₂ na refinaria de Leuna. Além disso, a TotalEnergies já contratou mais de 200 mil toneladas anuais de hidrogênio renovável para outras unidades na Europa, incluindo La Mède, Grandpuits e Normandia, na França, e refinarias na Bélgica e Holanda. (Eixos - 13.03.2025)
Link Externo Tecnologia e Inovação
Cientistas coreanos desenvolvem tecnologia inovadora para produzir combustível limpo em larga escala utilizando resíduos orgânicos
Pesquisadores sul-coreanos desenvolveram uma tecnologia inovadora para melhorar a produção de hidrogênio a partir do esgoto, utilizando células bioeletroquímicas (BECs) com microrganismos especializados. O novo sistema, chamado Zero-Gap, aprimora a eficiência do processo ao reduzir a distância entre os eletrodos e o separador de células, resultando em maior transferência de elétrons. Além disso, a tecnologia é projetada para manter desempenho consistente em larga escala, eliminando desequilíbrios de pressão que afetavam sistemas anteriores. Em testes certificados, a nova tecnologia produziu 180% mais elétrons e 120% mais hidrogênio que os métodos tradicionais. Essa inovação oferece uma solução mais sustentável e viável economicamente para a produção de hidrogênio, utilizando resíduos orgânicos como águas residuais, biomassa e resíduos agrícolas, sem a necessidade de transporte de materiais. A tecnologia tem o potencial de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e contribuir para a transição energética, embora desafios como as taxas de produção ainda precisem ser superados. Iniciativas semelhantes também estão sendo exploradas no Brasil, como o uso do gás gerado no tratamento de esgoto doméstico para a produção de hidrogênio renovável. (Click Petróleo e Gás - 09.03.2025)
Link Externo Finep financia solução para produção de hidrogênio renovável a partir de biogás
A Finep está financiando um projeto inédito para a produção de hidrogênio renovável a partir de biogás, desenvolvido pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás). O projeto, com apoio de cerca de R$ 6,2 milhões da Finep, busca transformar o biogás gerado no tratamento de esgoto doméstico em hidrogênio renovável, utilizando uma reforma catalítica a seco. A iniciativa visa avaliar a viabilidade técnica e comercial dessa tecnologia, com foco no uso de hidrogênio para eletromobilidade e em sua replicabilidade em outras regiões do Brasil, contribuindo para a economia circular e a transição energética no setor de transportes. O projeto será desenvolvido em uma estação de tratamento de esgoto no Paraná e está alinhado com a política industrial Nova Indústria Brasil (NIB), que visa investir R$ 300 bilhões até 2026 em setores estratégicos, incluindo a transição energética. A planta piloto, com capacidade para produzir 14,5 kg de hidrogênio renovável por dia, deverá começar a operar nos próximos dois anos. (FINEP - 26.02.2025)
Link Externo Catalisador da Universidade de Tohoku avança na produção de hidrogênio
Pesquisadores da Universidade de Tohoku desenvolveram um catalisador altamente eficiente e estável para a produção de hidrogênio a partir da divisão da água, alcançando uma eficiência Faradaica de 99,9%. O catalisador, formado pela transformação do Co2Mo3O8 em Co(OH)2@Co2Mo3O8, demonstrou desempenho superior e estabilidade por mais de um mês. Essa inovação resolve desafios de eficiência e durabilidade, aproximando a produção de hidrogênio em larga escala. Com isso, a tecnologia pode acelerar a adoção de hidrogênio como fonte de energia limpa, ajudando na transição para um futuro de neutralidade de carbono. (Innovation News Networks - 10.03.2025)
Link Externo Eventos
A Review of the Safety-related Physical and Combustion Properties of Hydrogen Compared to Natural Gas
O evento "A Review of the Safety-related Physical and Combustion Properties of Hydrogen Compared to Natural Gas" será apresentado por Dr. Lennie Klebanoff, do Sandia National Laboratories, no dia 26 de março de 2025, às 12:00 (horário local). O seminário abordará a tecnologia do hidrogênio e revisará suas propriedades físicas e de combustão relevantes para o seu uso seguro. Serão discutidos aspectos como produção e armazenamento de hidrogênio, suas características físicas durante vazamentos, propriedades de combustão, chamas de hidrogênio, fragilidade, permeabilidade e dispersão no ar, comparando com o gás natural. O evento é aberto a todos, sem necessidade de conhecimento prévio sobre hidrogênio.
Link Externo 1 MW Containerized Alkaline Electrolyzer
O evento "1 MW Containerized Alkaline Electrolyzer" é uma apresentação online organizada pela Mission Hydrogen, com o apoio da ST Engineering. O palestrante principal é Michael Gauglitz, Vice-Presidente da ST Engineering. O evento está programado para ocorrer em 19 de março de 2025.
Link Externo Artigos
Artigo de Rafaela Calçada da Cruz: "Reforma tributária e produção de hidrogênio"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Rafaela Calçada da Cruz (advogada tributarista) trata da reforma tributária aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023, que substitui cinco tributos por três e estabelece princípios como a simplicidade, transparência, justiça tributária e defesa do meio ambiente. A reforma prevê regime fiscal favorecido para biocombustíveis e Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (HBC), mas não esclarece o tratamento específico do HBC no contexto tributário. A Lei nº 14.948/2024, conhecida como "Marco Legal do Hidrogênio", institui incentivos fiscais para a produção de HBC, mas há incertezas sobre os benefícios fiscais para toda a cadeia produtiva devido à interpretação restritiva da Receita Federal. Isso pode gerar insegurança jurídica e tornar a produção de HBC mais cara, comprometendo a transição energética e o cumprimento das metas ambientais do Brasil no Acordo de Paris. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2025)
Link Externo O potencial de reutilização da infraestrutura de gás natural offshore na plataforma continental holandesa para produção e transporte de hidrogênio
A transição para fontes de energia limpa é crucial no combate à mudança climática, e a Holanda tem metas ambiciosas de instalar 21 GW de capacidade eólica offshore até 2030 e 72 GW até 2050. No entanto, transportar essa energia para a costa envolve desafios de custos elevados e congestionamento das redes terrestres. A produção de hidrogênio offshore pode ser uma solução, utilizando a infraestrutura de gás natural já existente. Estudo revela que 84 plataformas de gás natural na Plataforma Continental Holandesa podem ser adaptadas para acomodar sistemas de eletrólise PEM, com uma capacidade potencial de produção de hidrogênio entre 23 e 42 GW. As plataformas também podem usar seus gasodutos existentes para transportar hidrogênio a pressões de 50 a 60 bar, criando sinergias com parques eólicos nas áreas de Nederwiek Noord e Nederwiek Zuid. (International Journal of Hydrogen Energy - abril, 2025)
Link Externo Análise de adequação de local para produção de hidrogênio verde usando métodos de tomada de decisão multicritério: um estudo de caso no estado do Ceará, Brasil
O Brasil está investindo em seu potencial de energia solar, eólica e hidrelétrica para se posicionar como líder na produção de hidrogênio verde, essencial para a transição energética global. Este estudo avalia a viabilidade da produção de hidrogênio verde no Estado do Ceará, utilizando métodos de decisão multicritério (MCDM) para priorizar critérios conflitantes. A análise considerou fatores como recursos renováveis, espaço para parques solares e eólicos, disponibilidade hídrica, temperatura da superfície, infraestrutura elétrica, e PIB local. Os municípios com maior potencial foram Tauá, Araripe e Beberibe, com Araripe sendo identificado como o mais adequado para a produção de hidrogênio verde no estado. (International Journal of Hydrogen Energy - janeiro, 2025)
Link Externo Desafios e oportunidades colocados pela meta de 42% de hidrogênio renovável da UE até 2030
O hidrogênio renovável é central para o plano da União Europeia (UE) de descarbonizar setores difíceis de abater. A nova Diretiva de Energia Renovável (RED III), em vigor desde novembro de 2023, estabelece metas ambiciosas para combustíveis renováveis de origem não biológica (RFNBOs), incluindo o hidrogênio renovável, com objetivos de 42% de participação no uso industrial até 2030 e 60% até 2035. No entanto, a implementação dessa meta enfrenta desafios, incluindo a incerteza sobre como será transposta para os países da UE e a flexibilidade concedida a alguns setores para reduzir ou isentar essa obrigação. Além disso, o custo elevado do hidrogênio renovável e a necessidade de infraestrutura de transporte adequada são obstáculos significativos. A demanda por hidrogênio renovável no setor industrial europeu deve ser limitada, possivelmente abaixo da meta do REPowerEU de 20 Mt até 2030, devido a essas incertezas e à crise energética que afeta a competitividade da indústria europeia. A implementação eficiente dessas metas e a construção de infraestrutura adequada serão cruciais para o sucesso do plano da UE. (Oxford Institute for Energy Studies — 06.03.2025)
Link Externo O Mercado do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil: Perspectivas e Desafios até 2030
O estudo "O Mercado do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil: Perspectivas e Desafios até 2030", publicado pelo Ipea em fevereiro de 2025, analisa o potencial brasileiro na produção de hidrogênio de baixo carbono (HBC). As projeções da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que, até 2030, a produção mundial de hidrogênio aumentará 54%, atingindo 150 milhões de toneladas (Mt), das quais 70 Mt serão de HBC. Para o Brasil, estima-se uma produção entre 200 mil e 800 mil toneladas anuais de HBC até 2030, com o mercado interno sendo o principal impulsionador inicial desse crescimento. A competitividade brasileira é reforçada pelas condições favoráveis de geração de energias renováveis, essenciais para a produção de HBC via eletrólise. Entretanto, desafios como a necessidade de políticas públicas de estímulo à demanda, precificação das emissões de carbono e investimentos em infraestrutura adequada são destacados como cruciais para o desenvolvimento desse mercado no país. (IPEA - fevereiro 2025)
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