Data Center 40
Tendências de Mercado
Brasil: Avanço de data centers exige seguros contra interrupções e falhas críticas
Especialistas do mercado de seguros defendem que a proteção de data centers seja definida ainda na fase de engenharia, incluindo riscos patrimoniais, responsabilidade civil e interrupção de negócios. Segundo Yuri Romão, da Plury Seguros, falhas nessas instalações podem afetar simultaneamente operações bancárias, comércio eletrônico, serviços públicos e sistemas de inteligência artificial, ampliando perdas para operadores e clientes. A relevância do tema cresce com a expansão brasileira: Dados da JLL indicam que o país concentra 48% da capacidade operacional e 71% da capacidade em construção na América Latina. A consultoria projeta duplicação do mercado até 2030, com investimentos estimados em US$ 17,4 bilhões, e entregas de 134 MW em 2026. A orientação é integrar avaliação de risco, redundância elétrica, combate a incêndios, cibersegurança e cobertura contratual desde o início dos empreendimentos. (Data Center Dynamics - 09.10.2026)
Brasil: Estudo propõe avaliar data centers além da eficiência energética
Pesquisa apresentada em 9 de outubro no AI4SDG 2026, na Eslovênia, defende que a sustentabilidade dos data centers brasileiros seja analisada por indicadores ambientais, econômicos, sociais e de soberania digital. O autor, Leonardo David Quintiliano, da Faculdade ESEG, argumenta que o uso de fontes renováveis não basta para caracterizar um empreendimento como sustentável: Também é necessário examinar consumo e origem da água, segurança das informações, controle dos dados e benefícios efetivamente entregues às comunidades. O debate ganhou relevância após a sanção da lei do Redata, que vincula incentivos tributários a contrapartidas ambientais, pesquisa e desenvolvimento e oferta de processamento ao mercado interno. A proposta busca evitar avaliações restritas a energia e emissões e reforça que projetos digitais de grande porte devem ser examinados pelos impactos locais e pela contribuição de longo prazo à economia nacional. (Data Center Dynamics - 15.10.2026)
Brasil: Pesquisa global aponta risco de soberania de dados para 88% dos executivos
O Global Data Sovereignty Report 2026, encomendado pela Everpure à Vanson Bourne, identificou que 88% dos executivos de grandes empresas temem perder o emprego diante de falhas na soberania dos dados, enquanto 91% receiam danos financeiros e reputacionais. Apesar disso, 64% das organizações pesquisadas não possuem estratégia formal para o tema. O levantamento ouviu 2.100 executivos e líderes de TI em oito países, entre eles Reino Unido, França, Alemanha, Índia e Japão. No Brasil, a Everpure observa aumento das discussões sobre onde processar e armazenar informações sensíveis à medida que a inteligência artificial entra em produção. Empresas avaliam a combinação de infraestrutura própria, nuvem e data centers de terceiros para preservar governança e atender a exigências legais. O tema também ganha peso no setor público, com iniciativas para ampliar o processamento em ambientes considerados soberanos. (Data Center Dynamics - 16.10.2026)
EUA: Data center de IA de 1 GW pode custar US$ 30 bi
Estimativa apresentada pela Bloomberg aponta que construir e equipar um data center de inteligência artificial de 1 GW na região de Abilene, no Texas, pode alcançar US$ 30 bilhões; o número representa um cenário de custos, não investimento já executado. Desse total, US$ 17,1 bilhões corresponderiam a chips e servidores, US$ 3 bilhões à infraestrutura elétrica, US$ 1,66 bilhão à refrigeração e US$ 2,79 bilhões a contingências. Estudo da Cushman & Wakefield indica aumento médio de 21% nos custos de construção por MW e desenvolvimento de US$ 17,6 milhões por MW em instalações novas nos Estados Unidos e no Canadá, excluindo equipamentos computacionais. A consultoria estima carteira global de aproximadamente US$ 2,3 trilhões em projetos. O custo de acesso à energia, a escassez de componentes e os prazos de conexão representam barreiras relevantes à expansão do setor. (Exame - 17.10.2026)
EUA: Dívida de US$ 72 bi da CoreWeave expõe riscos do boom de IA
A expansão dos data centers e da infraestrutura de inteligência artificial, financiada em grande parte por crédito, enfrenta crescente escrutínio de investidores. Segundo a reportagem, a CoreWeave acumulou US$ 72 bilhões em passivos para sustentar 51 data centers, e seus títulos de dívida sofreram forte desvalorização diante de dúvidas sobre a capacidade de pagamento. O mercado passou a atribuir probabilidade superior a 60% de inadimplência à empresa, enquanto papéis de outros grupos ligados à IA, incluindo a Oracle, também recuaram. O episódio evidencia a dependência de contratos futuros, financiamento contínuo e receitas suficientemente altas para cobrir instalações, chips e consumo de eletricidade. O ritmo de expansão pode ser comprometido caso os juros e o custo de capital aumentem ou a demanda por computação fique abaixo das expectativas. A reportagem associa o movimento a riscos financeiros crescentes em todo o ecossistema de data centers. (O Globo - 18.10.2026)
EUA: Gartner alerta para risco de perda de US$ 3,5 tri em infraestrutura de IA
Estudo do Gartner aponta que mais de US$ 3,5 trilhões aplicados em infraestrutura de inteligência artificial podem perder valor até 2030 caso o ritmo de investimentos continue superior à capacidade de monetização do setor. A consultoria estima aportes de quase US$ 1 trilhão em 2026 e outros US$ 6 trilhões entre 2027 e 2030. Para remunerar esses recursos e atingir retorno sobre capital investido de 12%, os proprietários de data centers de IA precisariam gerar receita acumulada de aproximadamente US$ 8,5 trilhões até 2030. A estimativa de faturamento atribuível à IA nas instalações, entretanto, não ultrapassaria US$ 3,6 trilhões no período. A diferença expõe riscos de capacidade ociosa, depreciação de chips e ativos, custos financeiros e contratos insuficientes para sustentar a expansão. As projeções representam cenários de mercado e não perdas já efetivamente registradas. (Data Center Dynamics - 19.10.2026)
EUA: Mudanças na VMware elevam riscos para infraestrutura de data centers
Alterações comerciais realizadas após a aquisição da VMware pela Broadcom ampliaram a preocupação de clientes corporativos com custos de licenciamento, requisitos de hardware e previsibilidade de suporte. A análise destaca que a virtualização integra a operação de ambientes de computação hospedados em data centers próprios e de terceiros, tornando mudanças contratuais capazes de afetar orçamentos, investimentos e estratégias de continuidade. Empresas que estruturaram sua governança e suas ferramentas em torno da plataforma enfrentam dificuldades para comparar alternativas e planejar migrações sem interromper serviços críticos. O texto recomenda avaliar cuidadosamente dependências tecnológicas e realizar eventual desacoplamento de forma gradual, em vez de substituir integralmente o ambiente de maneira precipitada. A discussão mostra que riscos da infraestrutura digital também podem decorrer de modelos comerciais e concentração de fornecedores, não apenas de energia ou conectividade. (Data Center Dynamics - 13.10.2026)
Global: Gartner projeta US$ 1,1 bi em computação quântica para 2027
O Gartner estima que a receita mundial de computação quântica alcance US$ 1,1 bilhão em 2027, após movimentar aproximadamente US$ 869,9 milhões em 2026, avanço de 22,9% sobre o ano anterior. A projeção para 2027 representa crescimento próximo de 26% e reflete investimentos em pesquisa, capacitação profissional, patentes e experimentação por governos e empresas. A consultoria aponta avanços em algoritmos, velocidade das portas lógicas e técnicas de mitigação de erros, embora reconheça que os sistemas atuais ainda apresentam limitações. A evolução tecnológica pode ampliar a necessidade de infraestruturas computacionais especializadas e integração com ambientes convencionais de dados e nuvem. No Brasil, a reportagem menciona projetos de pesquisa desenvolvidos por instituições financeiras, universidades e laboratórios públicos. Trata-se de uma perspectiva para a indústria quântica, não de projeção específica de receita para data centers. (Data Center Dynamics - 14.10.2026)
Reino Unido: Data centers menores de colocation preservam espaço na era da IA
Enquanto grandes campi de inteligência artificial concentram anúncios de investimentos, operadores de colocation de varejo continuam relevantes para empresas que precisam de hospedagem próxima aos usuários, baixa latência e flexibilidade contratual. Reportagem sobre o setor utiliza o data center da Netwise, no leste de Londres, para mostrar um modelo de infraestrutura de menor porte, distinto dos complexos hiperescaláveis de alta densidade. A demanda abrange aplicações tradicionais, interconexão, redundância, recuperação de desastres e cargas que não justificam instalações dedicadas de grande escala. A escolha entre formatos depende de localização, consumo elétrico por rack, conectividade, requisitos de disponibilidade e perfil de custo. O crescimento da IA pode ampliar a necessidade de processamento, mas não elimina o mercado atendido por centros regionais e de borda. A tendência é de coexistência entre diferentes arquiteturas de hospedagem de dados. (Data Center Dynamics - 14.10.2026)
Rússia: Drones atingem maior data center do país e ameaçam infraestrutura de IA
Ataques de drones ucranianos atingiram o data center do Sberbank em Balakovo, considerado o maior da Rússia, após três investidas contra instalações da Yandex. O banco afirmou que seus serviços permaneceram operacionais, mas não esclareceu se houve danos aos equipamentos de inteligência artificial. O complexo, próximo à usina nuclear de Balakovo, abrigaria o maior supercomputador russo, com operação prevista para 2027. Sberbank e Yandex disputam o mercado nacional de IA com os modelos GigaChat e YandexGPT, embora estimem atraso de até nove meses frente a concorrentes dos Estados Unidos e da China. Sanções dificultam a aquisição de GPUs avançadas, encarecem a reposição de componentes e ampliam o risco de interrupções. O governo russo discute reforço da proteção física, inclusive instalações subterrâneas, diante da crescente exposição dos data centers ao conflito. (Valor Econômico - 14.10.2026)
Expansão e Investimentos
Argentina: Governo busca data centers com projeto de até 500 MW e US$ 25 bi
A administração Javier Milei procura atrair operadores internacionais de data centers de inteligência artificial por meio de incentivos tributários e oferta de energia. A DayOne mantém conversas com o governo, mas ainda não anunciou empreendimento com localização, capacidade ou orçamento definidos. A Pampa Energía propôs destinar cerca de 780 MW de geração disponível a um possível complexo em Vaca Muerta, iniciativa ainda dependente de operador e financiamento. O programa Super RIGI, pendente de aprovação definitiva, prevê benefícios para projetos a partir de US$ 1 bilhão, alíquota de imposto de renda de 15% e estabilidade fiscal por 30 anos. Já o Stargate Argentina, anunciado por OpenAI e Sur Energy, contempla potencial investimento de US$ 25 bilhões em instalação de até 500 MW em Neuquén. A reportagem ressalta que cartas de intenção e negociações não equivalem a decisões finais de investimento. (Data Center Dynamics - 19.10.2026)
Brasil: EVEO amplia operação no Nordeste e registra crescimento de 75%
A EVEO anunciou que passará a ocupar um novo data center Tier III em Recife, ampliando a oferta regional de servidores dedicados, nuvem privada e processamento com GPUs para inteligência artificial. A empresa já opera em instalação Tier III em Fortaleza e destaca a importância da proximidade com clientes do Nordeste para reduzir a latência. Segundo a companhia, a base regional de clientes cresceu 62% em um ano e 272% desde 2024. No primeiro semestre de 2026, a receita da EVEO avançou aproximadamente 75% frente ao mesmo período de 2025, enquanto a receita recorrente subiu 70%, a base total de clientes cresceu 63% e o valor médio dos novos contratos aumentou 55%. A empresa também expandiu os serviços de IA com GPUs Nvidia H200 e Blackwell e mantém a meta de alcançar R$ 500 milhões em receita até 2030. (Data Center Dynamics - 13.10.2026)
Brasil: FIDC de R$ 70 mi financiará pequenos data centers no interior paulista
A Desenvolve SP e a Möbius Capital anunciaram a criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de R$ 70 milhões voltado a empresas de infraestrutura digital do estado de São Paulo. O instrumento atenderá provedores regionais de internet e operadores de data centers de pequeno porte, especialmente em cidades do interior com menor cobertura tecnológica. A agência de fomento investirá R$ 50 milhões em cotas seniores, equivalentes a 71,4% do fundo, enquanto a gestora aportará R$ 20 milhões em cotas subordinadas, responsáveis por absorver primeiro eventuais perdas. Os recursos poderão financiar equipamentos, expansão de instalações, antecipação de recebíveis e operações de aquisição ou fusão. A iniciativa combina capital público e privado para ampliar o acesso ao crédito e apoiar a interiorização de redes de comunicação e serviços de processamento de dados. (Valor Econômico - 14.10.2026)
Brasil: ForceOne fecha parceria de três anos com AWS para modernizar ambientes de nuvem
A consultoria brasileira ForceOne firmou acordo de colaboração estratégica de três anos com a Amazon Web Services para ampliar serviços de migração, modernização, segurança e gestão de infraestrutura em nuvem. A empresa administra mais de R$ 70 milhões em consumo de serviços AWS, distribuídos entre mais de 100 clientes, e informa crescimento de 650% em dois anos. A parceria ocorre em um mercado no qual a AWS anunciou investimentos superiores a R$ 10 bilhões para expandir sua infraestrutura no Brasil. Segundo a ForceOne, a demanda corporativa está deixando de se concentrar apenas na transferência de cargas de data centers tradicionais para incluir governança, controle de despesas, desempenho, inteligência artificial e operação contínua. O acordo pretende acelerar projetos de modernização e apoiar clientes na avaliação de arquiteturas e custos ao longo do ciclo de uso dos serviços digitais. Não foram detalhados aportes financeiros específicos da nova parceria. (Data Center Dynamics - 19.10.2026)
Brasil: Interiorização de data centers exige energia firme, fibra e redundância
A instalação de data centers fora dos principais polos urbanos depende de critérios técnicos que vão além do preço dos terrenos, segundo Henrique Reis, fundador da Sourei. A empresa inaugurou em setembro de 2025, em Varginha (MG), uma unidade de processamento, colocation e armazenamento, com aportes previstos de R$ 23 milhões em dois anos. O executivo destaca a necessidade de oferta elétrica estável, redundância de alimentação, rotas independentes de fibra óptica, climatização, segurança e capacidade de expansão. A discussão ocorre em um contexto de pedidos de conexão de grandes cargas eletrointensivas que, segundo a EPE, somam 54,2 GW até 2038. Embora cidades médias possam se beneficiar da descentralização, projetos mal localizados enfrentam custos de infraestrutura e maior exposição a interrupções. A viabilidade exige compatibilizar demanda computacional, recursos energéticos, conectividade e disponibilidade de profissionais qualificados. (Data Center Dynamics - 14.10.2026)
Brasil: Locaweb prioriza data center próprio e amplia oferta de nuvem nacional
A Locaweb pretende expandir seus serviços de nuvem utilizando principalmente a estrutura de data center que já opera na zona sul de São Paulo, sem aderir à corrida por campi de gigawatts. Segundo o vice-presidente Higor Franco, a instalação construída entre 2008 e 2010 dispõe de capacidade energética adicional e permite diluir despesas operacionais entre as empresas do grupo. A companhia planeja ampliar produtos até 2027 e aposta em faturamento em reais, baixa latência e processamento local para disputar clientes com provedores internacionais. Sua plataforma Locaweb Cloud atende também operações internas, com economias estimadas pela empresa entre 40% e 70% frente a serviços globais. O executivo considera o Redata um incentivo à competitividade nacional, mas alerta para altas de tarifas elétricas, custos de hardware e insegurança jurídica. Dados citados indicam que 60% das cargas digitais brasileiras são processadas no exterior. (Data Center Dynamics - 16.10.2026)
Brasil: Nordeste atrai quase 30% dos novos investimentos em grandes data centers
A combinação de energia renovável, conectividade e projetos de infraestrutura consolida o Nordeste como polo de expansão dos data centers brasileiros. Segundo a EPE, a região poderá receber quase 30% dos novos investimentos em instalações de grande porte. No país, há 660 MW em construção, com 56% da capacidade já pré-locada, e o mercado poderá dobrar até 2030. Em Fortaleza, o TFOR3, da Tecto, tem capacidade final prevista de 20 MW e deverá ampliar a potência inicial de 4 MW para 8 MW no começo de 2027. A empresa prevê investir US$ 2 bilhões na América Latina entre 2026 e 2028. No Pecém, a Omnia desenvolve um complexo para a ByteDance, com primeira fase de 200 MW. Geradoras avaliam que o consumo contínuo desses empreendimentos pode reduzir cortes de geração eólica e solar, mas alertam que gargalos de transmissão e acesso à rede ameaçam a implantação. (CNN Brasil - 16.10.2026)
Brasil: Scala expande campus Tamboré com infraestrutura elétrica de 600 MW
O Campus Tamboré, da Scala Data Centers, em Barueri (SP), avança na expansão de um complexo planejado para até 17 edifícios e três subestações que somam 600 MW. Em área superior a 220 mil m², a empresa informa ter cerca de 150 mil m² construídos, dez prédios concluídos e oito em operação, além de três subestações energizadas. A expansão utiliza engenharia modular e industrializada para reduzir prazos, com infraestrutura preparada para refrigeração líquida em ambientes de alta densidade, embora atualmente também adote resfriamento a ar. A Scala afirma contratar energia de fontes eólicas e solares para suas operações. A reportagem também apresenta a Scala AI City, em Eldorado do Sul (RS), com potência inicial prevista de 54 MW de TI e possibilidade de alcançar até 4,75 GW na configuração final. O projeto gaúcho recebeu autorização de conexão de 5 GW em 2025, evidenciando a escala das novas cargas digitais. (Revista O Empreiteiro - 15.10.2026)
Brasil: TJMA prevê inauguração de data center com alimentação redundante e proteção térmica
O Tribunal de Justiça do Maranhão programou para 20 de outubro a inauguração de um novo data center em São Luís, destinado a ampliar a capacidade de processamento e armazenamento dos sistemas judiciais e administrativos. A instalação substitui uma estrutura utilizada há mais de 15 anos e funcionará de forma integrada ao centro de dados do Fórum da capital. O projeto incorpora arquitetura modular, alimentação elétrica ininterrupta e dualizada, climatização de precisão, conectividade de alta velocidade e possibilidade de expansão para aplicações de inteligência artificial. Entre os mecanismos de proteção estão manutenção elétrica ou mecânica sem desligamento dos sistemas, contenção de fogo e calor externo de até 1.000 °C por pelo menos 120 minutos e resiliência contra alagamentos. O objetivo é elevar a disponibilidade do Processo Judicial Eletrônico, preservar informações e reduzir falhas associadas a instabilidades elétricas ou superaquecimento. (Tribunal de Justiça - 14.10.2026)
Canadá: Anthropic contrata data center de 420 MW em projeto de US$ 7,1 bi
A Anthropic firmou seu primeiro contrato de locação de data center no Canadá para utilizar capacidade de um complexo desenvolvido pela EverWind Fuels em Point Tupper, na província de Nova Escócia. O investimento total anunciado supera US$ 7,1 bilhões, dos quais mais de US$ 5,6 bilhões serão destinados à infraestrutura de processamento e aproximadamente US$ 1,4 bilhão à expansão de geração eólica terrestre. A primeira etapa terá 95 MW e deve operar no fim de 2027; outra fase acrescentará 325 MW em 2028, totalizando 420 MW. A EverWind afirma que pretende proteger os consumidores existentes de aumentos tarifários, preservar recursos hídricos e criar um programa de benefícios comunitários. A previsão é de 2 mil empregos ao longo da construção e 215 postos permanentes. O empreendimento busca aproximar a capacidade computacional da demanda canadense por serviços de inteligência artificial. (O Globo - 16.10.2026)
EUA: Anthropic contrata ex-líder global de construção de data centers do Google
A Anthropic contratou John M. Wilson, responsável anteriormente pela área global de design e construção de data centers do Google, para integrar sua equipe técnica e liderar a entrega de infraestrutura na região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA). Wilson trabalhou por seis anos no Google e participou de programas de instalações de processamento de dados e infraestrutura submarina. A mudança reforça a disputa por profissionais especializados em projetos de grande escala, cuja execução envolve engenharia elétrica, disponibilidade de energia, conectividade e cronogramas de obras complexos. A Anthropic busca ampliar a infraestrutura necessária ao desenvolvimento e à operação de modelos de inteligência artificial, em um setor marcado por investimentos intensivos em capacidade computacional. A reportagem descreve uma contratação estratégica, sem anunciar orçamento, potência ou localização de novos empreendimentos vinculados ao executivo. (Data Center Dynamics - 13.10.2026)
EUA: Blackstone eleva exposição a data centers para US$ 200 bi
Sob a liderança de Jon Gray, a Blackstone transformou a infraestrutura de inteligência artificial em uma das principais frentes de investimento. Considerando dívidas e projetos em construção, a exposição da gestora a data centers alcançou US$ 200 bilhões em julho de 2026, ante US$ 55 bilhões em junho de 2024. A estratégia ganhou escala após a aquisição da QTS Realty Trust por US$ 10 bilhões em 2021 e a entrada na AirTrunk, na Ásia-Pacífico. A empresa também financia chips, geração elétrica, refrigeração e serviços em nuvem, incluindo parceria com o Google para a Crux AI. A BloombergNEF estima que data centers poderão representar 20% do consumo elétrico dos Estados Unidos em 2035, ante 5,9% atualmente. Apesar da expansão, a Blackstone enfrenta oposição local, atrasos de fornecimento e riscos associados aos contratos de locação, à valorização dos ativos e à dependência de grandes clientes de IA. (Bloomberg Línea Brasil - 17.10.2026)
Uruguai: Solaria anuncia US$ 5,7 bi para data centers de 500 MW
O governo uruguaio firmou acordo com a empresa espanhola Solaria para desenvolver um parque tecnológico de data centers com capacidade prevista de 500 MW e investimento anunciado de US$ 5,7 bilhões. Desse montante, US$ 5,5 bilhões serão destinados às instalações de processamento e US$ 200 milhões à implantação de 350 MW de geração fotovoltaica. O projeto utilizará regime de zona franca e será distribuído por três departamentos do país. A primeira fase contempla 200 MW de data centers e a usina solar associada, com conclusão estimada entre 2029 e 2030; uma segunda etapa acrescentará 300 MW de capacidade computacional. A reportagem ressalta que 350 MW solares não asseguram fornecimento contínuo para uma carga de 500 MW, tornando relevantes a conexão à rede e outras alternativas energéticas. A execução dependerá de contratos, infraestrutura e etapas posteriores de investimento. (Data Center Dynamics - 15.10.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: ABDI e CPQD preparam diagnóstico para orientar data centers sustentáveis
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e o CPQD desenvolvem o Diagnóstico Setorial de Data Centers no Brasil, voltado a identificar oportunidades, gargalos e prioridades para políticas públicas e investimentos em infraestrutura digital. O estudo integra o Projeto ECOS – Data Centers Sustentáveis, lançado em março, com duração prevista de 24 meses. A iniciativa combina levantamento de informações sobre o setor e uma jornada de inovação aplicada, destinada a aproximar problemas enfrentados por operadores de soluções testadas em ambientes reais. O diagnóstico examina aspectos como energia, conectividade, sustentabilidade, competitividade, cadeia de fornecedores, formação de profissionais e distribuição territorial dos empreendimentos. As instituições pretendem produzir evidências úteis ao planejamento regional e ao desenvolvimento tecnológico, evitando que a expansão dos centros de dados ocorra sem avaliação das condições de infraestrutura e dos impactos socioambientais. (Data Center Dynamics - 13.10.2026)
Brasil: Atraso na regulamentação do Redata retém expectativa de R$ 90 bi
A demora na regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) mantém em espera projetos com investimentos estimados em R$ 90 bilhões ao longo de cinco anos a partir de 2027, segundo reportagem do NeoFeed. A lei foi sancionada em setembro de 2026, mas ainda depende de decreto e normas complementares para definir fontes de energia elegíveis, equipamentos beneficiados e documentos exigidos das empresas. A divergência sobre a inclusão do gás natural no suprimento, somada às prioridades do período eleitoral, é apontada como motivo do atraso. Em 15 de outubro, 32 entidades e nove frentes parlamentares pediram urgência e neutralidade tecnológica, incluindo opções de baixa emissão. O setor também aguarda eventual redução de ICMS sobre componentes, a ser discutida no Confaz. Empresários avaliam que as adesões efetivas ao programa poderão ocorrer apenas em 2027. (NeoFeed - 15.10.2026)
Brasil: Câmara de Belém cobra informações sobre data center BEL1 de R$ 250 mi
A Câmara Municipal de Belém aprovou por unanimidade a realização de sessão especial para discutir o data center BEL1, previsto para a área portuária de Miramar, no bairro do Barreiro. O empreendimento da Elea Data Centers tem investimento anunciado de R$ 250 milhões, demanda elétrica inicial estimada em 7,5 MW e possibilidade de expansão para até 100 MW. A vereadora Marinor Brito solicitou esclarecimentos sobre licenciamento ambiental, consumo de água e energia, refrigeração, ruído e impactos sobre comunidades próximas. Em resposta a requerimento parlamentar, a prefeitura informou que, até 29 de setembro, não havia processo de licenciamento instaurado na secretaria municipal de meio ambiente e que buscava identificar o órgão competente para conduzir a análise. A sessão pretende reunir empresa, órgãos públicos, especialistas e moradores para avaliar riscos e medidas de mitigação antes do avanço do projeto. (Ponto de Pauta - 15.10.2026)
Brasil: Curitiba flexibiliza proposta ambiental para data centers em novo substitutivo
A Câmara Municipal de Curitiba analisa novo substitutivo de projeto que estabelece diretrizes ambientais para a instalação e operação de data centers na cidade. A versão original, apresentada em 2025, previa autossuficiência hídrica e energética, obrigando empreendimentos a dispensar fontes externas de abastecimento. Após reformulações, o texto passou a priorizar boas práticas de eficiência, monitoramento de consumo, reúso de água, uso de fontes renováveis e adequação às normas ambientais, respeitando a viabilidade técnica e econômica. O segundo substitutivo também altera dispositivos relativos à emissão e renovação de alvarás e à adaptação de instalações existentes. A mudança pretende conciliar atração de infraestrutura digital com proteção de recursos locais, evitando exigências consideradas excessivamente rígidas. As regras propostas ainda dependem de tramitação legislativa e não constituem obrigações já aprovadas para o setor. (Câmara Municipal de Curitiba - 16.10.2026)
Brasil: Estados apresentam 16 propostas sobre data centers em 2026
Levantamento da Innova Assuntos Públicos identificou 20 projetos de lei e de lei complementar relacionados a data centers em 11 assembleias legislativas entre 2025 e outubro de 2026. Foram quatro iniciativas em 2025 e 16 neste ano, das quais oito impõem restrições ou ônus aos empreendimentos. No total, nove propostas são restritivas, sete favoráveis, duas combinam incentivos e exigências e duas são neutras. Ceará e Goiás já aprovaram medidas de atração, enquanto outras unidades discutem licenciamento, uso de água, transparência e limites de potência. No Rio Grande do Sul, uma proposta exige estudo ambiental para cargas acima de 2 MW e estabelece condicionantes para grandes consumidores. Em São Paulo, textos preveem água de reúso e multas de R$ 50 mil mensais. O estudo aponta que previsibilidade regulatória e diálogo com comunidades serão fatores crescentes na decisão locacional. (Valor Econômico - 13.10.2026)
Brasil: Lula defende reserva de 10% dos dados de novos data centers ao governo
Durante debate presidencial realizado em 18 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que novos data centers instalados no Brasil reservem ao governo brasileiro 10% dos dados, segundo a formulação do candidato à reeleição, sem que o alcance técnico dessa exigência tenha sido detalhado. A proposta foi associada à criação de bases nacionais de informação e à intenção de ampliar o controle do país sobre sua infraestrutura digital. Lula também afirmou existir expectativa de atração de R$ 500 bilhões em investimentos para o setor de centros de processamento de dados. A reportagem registra a declaração como posicionamento político em campanha, sem informar a apresentação de projeto de lei ou detalhar os mecanismos operacionais para essa exigência. O debate ocorre em meio à discussão sobre soberania digital, capacidade nacional de processamento e condições regulatórias para receber empreendimentos de grande porte, que dependem de energia, conectividade e segurança dos dados. (UOL - 18.10.2026)
Brasil: Redata pode estimular cadeia industrial ligada à construção de data centers
Artigo sobre a Lei nº 15.504/2026 argumenta que o Redata deve ser avaliado também por seu potencial de fortalecer a indústria brasileira que fornece equipamentos e serviços aos data centers. Além de servidores, cada instalação exige transformadores, painéis, sistemas de distribuição, UPS, barramentos, climatização, automação, cabos, engenharia especializada e manutenção. Estudo da FGV Projetos baseado na matriz insumo-produto do IBGE indica que cada R$ 1 de demanda final do setor pode gerar R$ 1,45 em valor de produção na economia, considerando efeitos diretos e indiretos. O texto defende políticas capazes de combinar atração de capacidade computacional, formação profissional e aumento de conteúdo produtivo local, evitando que benefícios tributários se concentrem apenas na importação de componentes. A competitividade da cadeia industrial é apresentada como condição para capturar empregos, conhecimento técnico e renda associados à expansão digital. (Exame - 13.10.2026)
Brasil: Vivo e Claro contestam data centers obrigatórios no leilão de 6 GHz
A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, e a Claro questionaram na audiência pública da Anatel de 16 de outubro a proposta de impor investimentos em data centers aos vencedores do futuro leilão da faixa superior de 6 GHz. O edital em discussão inclui infraestrutura regional de processamento de dados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de compromissos de cobertura móvel e redes de transporte. As operadoras defendem prioridade para a conectividade e para a qualidade dos serviços de telecomunicações, alegando dúvidas sobre a aderência da obrigação às diretrizes legais e regulatórias do certame. Representantes apontaram que instalações de processamento costumam ser viabilizadas por modelos próprios de mercado ou parcerias público-privadas. A proposta permanece em consulta e busca reduzir a concentração territorial de infraestrutura digital, mas enfrenta debate sobre custos e pertinência das contrapartidas. (Valor Econômico - 16.10.2026)
EUA: Cidades suspendem licenças para avaliar impactos de data centers
A rápida expansão de data centers destinados à inteligência artificial está levando governos locais dos Estados Unidos a revisar critérios de licenciamento e participação comunitária. Em 6 de outubro, Raleigh aprovou por 7 votos a 1 uma moratória de seis meses para instalações de maior porte; legisladores de 16 estados também examinavam proibições ou suspensões, segundo levantamento citado na reportagem. Prefeituras precisam avaliar simultaneamente demanda elétrica, abastecimento de água, refrigeração, geradores de emergência, ruído, transporte e benefícios fiscais. Projetos enfrentam contestações judiciais por licenciamento ambiental e emissões, com casos em Minnesota e Mississippi. A discussão inclui maior transparência nas negociações, aproveitamento de áreas industriais desativadas e contrapartidas locais, como empregos e infraestrutura. Especialistas defendem que as pausas sirvam para criar regras técnicas previsíveis, em vez de apenas postergar decisões. (Forbes Brasil - 17.10.2026)
Oferta de Energia Elétrica
América do Norte: Enerflex fecha contrato para fornecer mais de 1 GW a data center norte-americano
A canadense Enerflex anunciou contrato para projetar, fabricar e montar mais de 1 GW de equipamentos de geração de energia a gás natural destinados a um data center em desenvolvimento na América do Norte. A solução será implantada atrás do medidor, com fornecimento direto à instalação e menor dependência da rede elétrica convencional para essa geração. A companhia informou que o acordo, somado a encomendas anteriores, elevou sua carteira de projetos de geração a gás para grandes consumidores a mais de 1,75 GW. Entre os contratos recentes estão aproximadamente 450 MW anunciados em 1º de outubro, e as entregas da carteira devem continuar até 2028. As ações da Enerflex registraram alta de 5% nas negociações pré-mercado após o anúncio. O fornecedor não divulgou valor do negócio, localização exata ou identidade do operador e tampouco apresentou dados quantitativos para comprovar a classificação de baixas emissões. (ADVFN - 13.10.2026)
Brasil: CloudHQ pede 11,53 MW adicionais de transmissão fora da disputa da PNAST
A Pahlavan Ventures One, controlada pela CloudHQ, solicitou à Aneel o direito de contratar mais 11,53 MW de capacidade de transmissão em 2029 sob regras de transição, sem submeter esse volume ao novo processo competitivo da PNAST. O pedido, reformulado em 15 de outubro, envolve o barramento de 440 kV da subestação Replan, em São Paulo. A companhia sustenta que a expansão constava do parecer original do ONS e foi solicitada antes do prazo de 22 de janeiro de 2026. Como alternativa à utilização de capacidade remanescente, propõe enquadrar os 11,53 MW dentro dos aproximadamente 101 MW conquistados no primeiro certame, preservando a capacidade total atribuída aos vencedores. Se o prêmio já tiver sido pago integralmente, pede devolução proporcional. O TRF1 determinou que a agência analisasse pedido cautelar, mas não assegurou a contratação adicional. (MegaWhat - 16.10.2026)
Brasil: CPFL recebe pedidos de conexão de 8 GW para data centers em 18 meses
A CPFL Energia informou ter recebido, em 18 meses, solicitações de conexão de data centers que totalizam aproximadamente 8 GW, frente a cerca de 1 GW de capacidade já em operação no país, segundo a associação setorial citada. No segundo trimestre de 2026, os centros de dados consumiram 313 GWh nas distribuidoras do grupo, aumento de 35,8% em um ano; no primeiro semestre, o volume atingiu 589 GWh, alta de 30%. A companhia identifica oportunidades na venda de energia, expansão de subestações e linhas de transmissão, mas ressalta que a disponibilidade da rede básica limita a conversão de pedidos em contratos. Paralelamente, pretende disputar leilões de baterias e usinas reversíveis, para ampliar a flexibilidade do sistema. A CPFL projeta investir R$ 31 bilhões entre 2026 e 2030, incluindo R$ 25,3 bilhões em distribuição, em um cenário de curtailment elevado para fontes renováveis. (NeoFeed - 14.10.2026)
Brasil: Demanda de data centers pode atingir 10,7 GW em 2029, aponta EPE
A expansão de instalações de processamento para redes sociais e inteligência artificial exige reforços no planejamento elétrico brasileiro. Segundo dados da EPE citados na reportagem, a demanda dos data centers deverá crescer aproximadamente 12% ao ano a partir de 2027, e projetos com pedidos de conexão podem representar até 10.721 MW em 2029. O segmento poderá tornar-se o quinto maior consumidor de eletricidade do país até 2030, com perspectiva de duplicação da demanda até 2038. Especialistas apontam a necessidade de modernizar a gestão da rede, antecipar obras de transmissão e coordenar novos consumidores com a disponibilidade de geração. Em outros países, atrasos de conexão têm levado operadores a instalar usinas próprias ou geração temporária a gás. No Brasil, o aumento de cargas estáveis pode contribuir para aproveitar excedentes renováveis, desde que redes, contratos de energia e custos sejam adequadamente planejados. (Diário do Nordeste - 15.10.2026)
Brasil: EPE aponta descompasso entre data centers e obras de transmissão de até sete anos
Durante o Data Center World Brasil 2026, realizado de 6 a 8 de outubro em São Paulo, a Empresa de Pesquisa Energética destacou que a disponibilidade de eletricidade e de margem de conexão é decisiva para viabilizar grandes data centers. Segundo a instituição, uma instalação pode entrar em operação em dois ou três anos, enquanto obras de transmissão normalmente exigem pelo menos cinco anos e podem levar sete anos quando considerados estudos e planejamento. Para São Paulo, a EPE recomendou mais de R$ 7 bilhões em obras para criar margem de conexão próxima de 7 GW. No Nordeste, indicou R$ 5,7 bilhões em investimentos com potencial de viabilizar 4 GW para grandes cargas. A empresa acompanha pedidos de acesso, inclusive no âmbito da PNAST, e mantém diálogo com operadores para avaliar a localização, o cronograma e a probabilidade de execução dos projetos. (EPE - 14.10.2026)
Brasil: ISA Energia pede à Aneel critérios de prioridade para conexão de data centers
A ISA Energia Brasil solicitou à Aneel orientações sobre a ordem de atendimento de grandes consumidores quando a capacidade elétrica indicada pelo ONS não corresponde ao espaço físico disponível nas subestações. A transmissora relata casos em que diferentes pareceres de acesso são considerados sistemicamente viáveis, mas não podem ser executados simultaneamente por falta de posições, instalações ou área suficiente. O problema ganhou importância com a multiplicação de pedidos de data centers, que demandam potência elevada e cronogramas de implantação relativamente curtos. A empresa cita a subestação Anhanguera como exemplo de instalações capazes de acomodar apenas parte das conexões pretendidas. O pedido busca esclarecer procedimentos para compatibilizar direitos de acesso, prioridades e necessidades de ampliação física, reduzindo incerteza para operadores, transmissoras e investidores diante da escassez de infraestrutura. (MegaWhat - 19.10.2026)
Brasil: ONS aloca 228 MW a três data centers na primeira disputa da PNAST
O Operador Nacional do Sistema Elétrico atribuiu 228 MW de capacidade da Rede Básica a três projetos de data centers em São Paulo na primeira temporada competitiva da PNAST, realizada em outubro de 2026. Sete projetos disputaram os quatro pontos de conexão disponíveis, com demanda habilitada de 451 MW. Os vencedores foram Pahlavan One, Pahlavan Three e Digital DC Brasil. As duas primeiras integram o campus GRU da CloudHQ, em Paulínia, cuja expansão prevê três instalações de 48 MW; a Digital DC utilizará a capacidade no campus da NextStream em Tamboré. A temporada recebeu 367 projetos com pedidos superiores a 20 GW em 64 barramentos do sistema nacional. Considerando também a fase de transição, o ONS avaliou mais de 43 GW, dos quais cerca de 30,7 GW foram considerados viáveis ou habilitados. A partir de 2027, o operador prevê duas temporadas de acesso por ano. (Data Center Dynamics - 12.10.2026)
Brasil: Pequenos reatores nucleares para data centers podem chegar por volta de 2040
O presidente da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), Renan Alves, considera possível que pequenos reatores nucleares modulares, conhecidos como SMRs, passem a atender instalações brasileiras de processamento de dados aproximadamente em 2040. Segundo o dirigente, a tecnologia pode fornecer potência contínua próxima aos consumidores e reduzir a necessidade de reforços extensos na transmissão, hoje apontada como um dos principais gargalos para novos empreendimentos. A associação participa de debates internacionais sobre aplicações nucleares na infraestrutura digital, mas avalia que custos de implantação, licenciamento e condições regulatórias ainda dificultam a adoção local. A perspectiva está relacionada ao aumento da demanda elétrica de data centers para inteligência artificial, que exige suprimento constante e alta confiabilidade. Trata-se de uma estimativa setorial de longo prazo, e não do anúncio de projeto brasileiro já contratado ou autorizado. (TeleSíntese - 19.10.2026)
Brasil: Redata abre debate sobre baterias e flexibilidade de data centers no SIN
A Lei nº 15.504/2026, que instituiu o Redata, exige que a demanda elétrica dos data centers beneficiados seja atendida por contratos ou autoprodução de fontes renováveis ou de baixa emissão. Artigo de especialistas ressalta que essas instalações também podem contribuir para a operação do Sistema Interligado Nacional, além de consumir energia continuamente. A gestão de tarefas computacionais não críticas permite deslocar parte da carga para horários mais favoráveis, enquanto baterias, UPS e sistemas de armazenamento dedicados podem suavizar picos e oferecer flexibilidade. O texto observa que o regime tributário não cria regras específicas para essa atuação, mas mecanismos já existentes, como a resposta da demanda do ONS, podem permitir participação mediante habilitação. Em 2026, o produto de resposta da demanda por disponibilidade contratou 344 MW. A viabilidade depende das regras de conexão, medição e comercialização. (CNN Brasil - 16.10.2026)
EUA: Google propõe data center de 780 MW com 1,9 GW de recursos energéticos, incluindo baterias
O Google propõe implantar um data center de inteligência artificial de 780 MW em Pine Island, Minnesota, associado a um acordo de expansão do sistema da Xcel Energy. O arranjo prevê adicionar 1.400 MW de geração eólica, 200 MW de energia solar e 300 MW de armazenamento em baterias, totalizando 1.900 MW de recursos energéticos (geração e armazenamento). A empresa ajudaria a financiar os investimentos e continuaria pagando pela capacidade contratada mesmo quando não a utilizasse integralmente. Segundo a concessionária, os novos recursos atenderiam à rede regional, e não apenas ao empreendimento. A iniciativa integra a meta do Google de operar com eletricidade livre de carbono 24 horas por dia até 2030. Especialistas, porém, questionam a distribuição de custos e os impactos sobre a comunidade. Pesquisa Gallup citada na reportagem mostra oposição de 71% dos americanos à construção de data centers próximos de suas residências. (Times Brasil - 19.10.2026)
EUA: Microsoft fecha acordo de 20 anos para 1,1 GW com a NiSource
A NiSource e a Microsoft firmaram contrato de 20 anos para disponibilizar aproximadamente 1.100 MW de recursos de geração elétrica a um complexo de data centers no noroeste de Indiana. O início do fornecimento está previsto para 2028. O modelo será executado pela subsidiária NiSource Generation Company e determina que a Microsoft financie a infraestrutura de geração e transmissão necessária ao empreendimento, sem repassar os custos incrementais aos demais clientes da distribuidora NIPSCO. A companhia elevou para cerca de US$ 1,75 bilhão a economia projetada para consumidores vinculada aos contratos de data centers, ante estimativa anterior de US$ 1,4 bilhão. Ainda não foram divulgados o valor total do investimento nem a composição tecnológica dos recursos energéticos. O acordo busca garantir suprimento firme para computação em nuvem e inteligência artificial, com repartição explícita dos custos de expansão. (ADVFN - 16.10.2026)
Reino Unido: Restrições elétricas levam Microsoft a desistir de data center de 50 MW
A Microsoft cancelou a locação de capacidade em um data center da Nscale em Loughton, nos arredores de Londres, devido a limitações da rede elétrica britânica. O acordo previa instalações de 50 MW equipadas com cerca de 23 mil chips Nvidia GB300 para atender a operações do Azure, com início originalmente esperado até o fim de 2026. A Nscale confirmou que os problemas de fornecimento inviabilizaram o cronograma, mas afirmou continuar comprometida com o local, avaliar fontes alternativas de energia e procurar outras áreas de expansão. A Microsoft informou que a decisão se restringe a essa unidade e não encerra a parceria entre as empresas. O episódio expõe o risco de atrasos de conexão para projetos intensivos em computação, especialmente porque a Nscale se prepara para abrir capital. A companhia captou US$ 3,36 bilhões em financiamento pré-IPO e havia levantado US$ 2 bilhões anteriormente. (Valor Econômico - 19.10.2026)
Inovação e Tecnologia
Brasil: Cloudera anuncia gestão de 30 exabytes e amplia soluções de IA soberana
Durante o evento EVOLVE26, realizado em São Paulo, a Cloudera informou administrar 30 exabytes de dados e apresentou iniciativas para levar inteligência artificial aos ambientes onde as informações já estão armazenadas. Segundo o CEO Charles Sansbury, a soberania tornou-se fator central nas decisões de infraestrutura, especialmente para governos e grandes empresas que precisam de controle sobre dados críticos. A companhia lançou a versão 7.3 da plataforma Kona e apresentou a Cloudera Anywhere Cloud, que, segundo suas estimativas, reduz de 60 dias para 60 minutos o prazo de implantação de ambientes de dados e IA. Anunciou ainda parceria com a Mistral AI para oferecer a Private AI Factory, voltada à execução de modelos em estruturas privadas e soberanas. A estratégia combina processamento em nuvem, instalações próprias e data centers de terceiros, buscando reduzir a necessidade de mover informações sensíveis entre ambientes e jurisdições. (Data Center Dynamics - 15.10.2026)
Brasil: Eletronet lança rede óptica com criptografia pós-quântica para hiperescalas
A Eletronet, controlada pela Axia Energia, passou a oferecer transporte óptico de dados com proteção criptográfica pós-quântica, destinada inicialmente a operadores de hiperescala, bancos, órgãos públicos e instituições de pesquisa. A solução atua na camada física da rede, conhecida como camada 1, complementando mecanismos de segurança aplicados em níveis superiores. Segundo o diretor comercial Cassio Ricardo Lehmann, a empresa identificou a tecnologia em contatos com laboratórios e fornecedores internacionais e decidiu antecipar sua oferta no mercado brasileiro. A demanda tende a crescer com a concentração de aplicações críticas e informações sensíveis em grandes data centers, além dos riscos associados a futuras capacidades de computação quântica. A Eletronet também inaugurou um ponto de presença em Lisboa para ampliar a conectividade internacional. O objetivo é proteger enlaces de alta capacidade e fortalecer a segurança da infraestrutura digital. (Data Center Dynamics - 13.10.2026)
Brasil: Engetron lança UPS modular de 600 kW em gabinete de 600 mm
A Engetron apresentou o DWTT Modular 600 kW, sistema de alimentação ininterrupta projetado para data centers de alta densidade e outras instalações de missão crítica. Segundo a fabricante brasileira, o equipamento concentra 600 kW em um rack de apenas 600 milímetros de largura, com arquitetura formada por módulos independentes de 100 kW. A configuração permite instalar inicialmente uma potência menor e ampliar a capacidade à medida que a demanda cresce. A tecnologia hot-swap possibilita substituir ou acrescentar módulos sem interromper a alimentação. Até dez gabinetes podem operar em paralelo, alcançando 6 MW. A solução busca reduzir ocupação de espaço e investimentos antecipados, preservando a continuidade dos serviços durante expansão e manutenção. O lançamento responde ao aumento da densidade elétrica associado à inteligência artificial e à necessidade de proteger servidores contra oscilações e falhas no fornecimento de energia. (Data Center Dynamics - 14.10.2026)
Brasil: Racks de alta densidade exigem redes elétricas e conectividade redesenhadas
O aumento da potência concentrada em servidores para inteligência artificial está transformando o projeto elétrico e de comunicação dos data centers. A infraestrutura precisa transportar mais energia e dados por áreas menores, elevando a importância de cabos, barramentos, painéis, transformadores, unidades de distribuição, fibras e interfaces de conexão. A reportagem ressalta que contratar potência na entrada da instalação não garante sua entrega aos racks: Dimensionamento térmico, perdas elétricas, manutenção, redundância e ocupação física podem limitar a capacidade efetivamente utilizável. Projetos de alta densidade exigem maior coordenação entre equipes de energia, refrigeração e redes, especialmente diante de equipamentos com demandas concentradas e ciclos de atualização rápidos. O planejamento integrado busca evitar que gargalos internos comprometam investimentos já realizados em acesso à rede, servidores e infraestrutura de processamento. (Data Center Dynamics - 14.10.2026)
Brasil: Refrigeração eficiente ganha peso com racks de IA de até 130 kW
A expansão dos data centers de inteligência artificial aumenta a pressão sobre sistemas de refrigeração e consumo hídrico. Reportagem sobre tecnologias da Danfoss destaca a exigência de eficiência de água de até 0,05 litro por kWh atribuída ao Redata e a diferença entre racks convencionais, com cerca de 8 kW, e plataformas Nvidia GB200 NVL72, que chegam a 125–130 kW. O indicador global médio de eficiência energética PUE está em 1,56, segundo o Uptime Institute; a Danfoss calcula que sua redução para 1,15 poderia diminuir em aproximadamente 41 MW o consumo total de uma instalação, mantendo fixa a carga de TI em 100 MW. A fabricante apresenta compressores Turbocor sem óleo e com mancais magnéticos, utilizados em chillers que dispensam água e, segundo a empresa, reduzem de 20% a 30% o uso de eletricidade frente a modelos convencionais. A escolha dos equipamentos condiciona despesas operacionais por 15 a 20 anos. (Data Center Dynamics - 16.10.2026)
Brasil: TIVIT integra pesquisa de IA do Almawave Labs à infraestrutura de nuvem
A TIVIT, empresa do Grupo Almaviva, anunciou a incorporação de tecnologias e plataformas do Almawave Labs à sua estratégia de inteligência artificial na América Latina. A unidade de pesquisa reúne aproximadamente 100 especialistas, incluindo mais de 30 profissionais com doutorado, e utiliza competências desenvolvidas pelo grupo ao longo de mais de 15 anos. Nos últimos três anos, foram investidos mais de R$ 600 milhões em tecnologias proprietárias de IA, segundo a companhia. O projeto busca combinar modelos, agentes, dados e conhecimento setorial com os serviços já oferecidos pela TIVIT em nuvem, infraestrutura, segurança cibernética, aplicações e integração. A empresa pretende ampliar o desenvolvimento de soluções especializadas para organizações que precisam executar sistemas de IA em ambientes corporativos de dados. Embora não haja anúncio de construção de novo data center, a estratégia reforça a demanda por infraestrutura computacional e plataformas de processamento empresarial. (Data Center Dynamics - 12.10.2026)
EUA: Microsoft apresenta Maia 300 para data centers de múltiplos GW em 2027
A Microsoft anunciou o Maia 300, terceira geração de sua plataforma própria de aceleração de inteligência artificial, com início de implantação em produção previsto para 2027. A empresa pretende ampliar o Azure Maia para infraestrutura de múltiplos gigawatts e transformá-lo em seu principal sistema de inferência. Segundo suas projeções, a nova arquitetura poderá produzir até 40% mais tokens por MW do que sistemas de referência baseados em GPUs e alcançar throughput por rack até sete vezes superior ao Maia 200 em configuração de 96 aceleradores. O chip utiliza arquitetura de múltiplos chiplets, fabricação de 2 nanômetros pela TSMC e memória HBM4 com largura de banda de pico de 18 TB/s por acelerador. O projeto foi otimizado para raciocínio, contextos longos e tarefas de IA contínuas. O desempenho anunciado ainda depende de validação em operação, mas sinaliza a crescente relevância da eficiência computacional por unidade de energia nos data centers. (Data Center Dynamics - 14.10.2026)