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IFE
14/10/2026

Data Center 39

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
14/10/2026

IFE nº 39

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 39

Tendências de Mercado

Brasil: Candidatos defendem data centers enquanto cresce rejeição nos EUA

A atração de data centers integra propostas de candidatos à Presidência do Brasil, enquanto a expansão dessas instalações enfrenta crescente resistência social nos Estados Unidos. Segundo o Data Center Map, os norte-americanos possuem mais de 4.700 unidades, contra 218 no Brasil. A menor capacidade doméstica contribui para a contratação de serviços no exterior; em 2025, o déficit brasileiro em serviços de computação e informação chegou a US$ 8 bilhões, conforme a Brasscom. Pesquisa Reuters/Ipsos apontou que 64% dos entrevistados nos EUA discordam dos benefícios de uma expansão acelerada e 57% rejeitam instalações próximas às suas residências. No Brasil, o Redata condiciona incentivos ao uso de energia renovável ou de baixo carbono, limite de consumo hídrico de 50 ml/kWh, destinação de 10% da capacidade ao mercado interno e investimento de 2% do valor dos equipamentos em pesquisa. A definição de fontes de baixa emissão ainda depende de regulamentação. (G1 - 03.10.2026)

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Brasil: Capacidade de data centers pode dobrar até 2030

O mercado brasileiro de data centers poderá dobrar sua capacidade até 2030, segundo a consultoria JLL, impulsionado pela demanda por computação em nuvem e inteligência artificial. Dos 660 MW em construção, 56% já estão pré-locados, enquanto a ocupação das instalações existentes alcançou 96% no primeiro semestre de 2026. O país adicionou 106 MW nesse período e prevê outros 134 MW até dezembro. Tito Costa, executivo da Tecto Data Centers, projeta crescimento ainda mais acelerado e informa investimentos de US$ 2 bilhões entre 2026 e 2028, incluindo um complexo de 200 MW em Santana de Parnaíba. O setor busca aproveitar parte dos aproximadamente 4 GW de geração renovável sujeitos a cortes operacionais, mas enfrenta restrições de transmissão, custos tributários e impactos ambientais. A flexibilidade do consumo e os incentivos do Redata são apontados como instrumentos para ampliar a competitividade nacional. (CNN Brasil - 30.09.2026)

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Brasil: Capacidade operacional de data centers em São Paulo cresce 91%

O mercado de data centers de São Paulo registrou expansão anual de 91% na capacidade operacional, que passou de 346 MW no primeiro semestre de 2025 para 661 MW no mesmo período de 2026, segundo a Cushman & Wakefield. Com esse resultado, São Paulo tornou-se o terceiro maior mercado primário das Américas, atrás de Atlanta e da Virgínia, nos Estados Unidos. No eixo São Paulo-Campinas, a capacidade em construção avançou de 148 MW para 250 MW, enquanto os projetos planejados totalizam 2.066 MW. Apesar do crescimento da oferta, a taxa de vacância permaneceu em 4,1%, indicando elevada utilização das instalações existentes. A consultoria avalia que o Redata, sancionado em setembro, poderá melhorar a viabilidade econômica de parte dos projetos ao reduzir custos tributários de equipamentos. A concretização da expansão continuará condicionada ao acesso à energia, conectividade, licenciamento e contratação por clientes. (Agência iNFRA - 28.09.2026)

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Brasil: Curso gratuito oferece 35 vagas para formar profissionais de data centers

A Generation Brasil abriu inscrições para 35 vagas gratuitas na segunda turma do Programa de Empregabilidade em Data Center e Suporte de TI, destinado a moradores de São Paulo e região. A formação dura 14 semanas, combina aulas on-line ao vivo com uma semana presencial obrigatória e exige disponibilidade de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. O conteúdo abrange servidores, cabeamento, redes, sistemas Windows e Linux, computação em nuvem, monitoramento, segurança e gestão de incidentes. Os participantes recebem dupla certificação e preparação para funções de entrada em operações de data centers e suporte técnico. A iniciativa reúne Generation, Equinix, Cisco Foundation, ODATA, Vertiv e Cummins, além de oferecer mentoria e apoio à inserção profissional. Podem participar pessoas com pelo menos 18 anos, ensino médio completo e sem vínculo empregatício, mesmo sem experiência prévia em tecnologia. (Convergência Digital - 29.09.2026)

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Brasil: Expansão de data centers exige investimento em ciência e IA nacional

O professor Allan Kardec defende que a atração de data centers deve integrar uma estratégia de desenvolvimento científico e tecnológico, e não se limitar à instalação de equipamentos e à contratação de energia. Segundo sua análise, o Redata avançou ao prever contrapartidas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, mas o Brasil precisa formar pesquisadores, criar algoritmos, desenvolver semicondutores e ampliar o acesso das universidades à capacidade computacional. O autor destaca a evolução da eficiência dos sistemas de alto desempenho: Tomando como referência o consumo energético de determinada tarefa em 2008, o índice teria caído para aproximadamente 1% em 2023. Uma extrapolação matemática aponta 0,13% em 2030, sem constituir previsão. O artigo também ressalta que ganhos de eficiência podem estimular mais processamento e que o suprimento dos data centers exige potência contínua e diversificação energética. (Poder360 - 04.10.2026)

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Brasil: FIERN sediará conferência sobre infraestrutura e mercado de data centers

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) receberá, em 23 de outubro de 2026, a DATA Center Conference 2026, encontro dedicado às perspectivas de desenvolvimento da infraestrutura digital. Organizado pelo Grupo FRG Mídias e Eventos, o evento reunirá operadores de data centers, investidores, desenvolvedores, construtoras, fornecedores, concessionárias de energia e representantes do poder público. A programação de um dia prevê palestras, reuniões e painéis sobre inteligência artificial, computação em nuvem, conectividade, refrigeração, eficiência operacional e sustentabilidade. Também serão abordados mecanismos de financiamento, regulamentação e atração de investimentos. A realização no Rio Grande do Norte amplia o espaço de discussão sobre oportunidades para o setor fora dos polos tradicionais. O anúncio não apresenta projetos específicos, volumes de investimento ou compromissos comerciais decorrentes da conferência. (Território Livre - 02.10.2026)

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Brasil: IA amplia demanda por profissionais especializados em data centers

A expansão da inteligência artificial tem impulsionado os investimentos globais em data centers, que podem alcançar US$ 6,7 trilhões até 2030, com cerca de 70% destinados à infraestrutura de IA. No Brasil, estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) estima que um data center de 100 MW pode demandar investimentos de R$ 25 bilhões, acrescentar R$ 1,5 bilhão ao PIB e mobilizar aproximadamente 12,5 mil empregos diretos e indiretos durante sua implantação. Apesar do potencial econômico, o crescimento do setor exige planejamento estratégico, especialmente em relação à disponibilidade de energia, conectividade, custos e atualização tecnológica. Com o aumento da densidade computacional e das exigências de resfriamento, a infraestrutura energética torna-se determinante para a localização e a viabilidade dos empreendimentos. Nesse contexto, especialistas destacam a importância de projetos flexíveis e escaláveis, capazes de acompanhar a evolução tecnológica, evitar capacidade ociosa e reduzir a necessidade de reinvestimentos em curto prazo. (Data Center Dynamics - 30.09.2026)

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Brasil: IA redefine localização e demanda imobiliária de data centers

O crescimento da inteligência artificial está alterando os critérios de desenvolvimento imobiliário dos data centers, com maior importância para disponibilidade energética, velocidade de implantação e descentralização das instalações. Em debate realizado pela JLL, executivos destacaram que as quatro maiores empresas norte-americanas de tecnologia poderão investir aproximadamente US$ 690 bilhões em IA durante 2026, com parcela relevante direcionada à infraestrutura. Nos Estados Unidos, os hyperscalers respondem por 59% da demanda de capacidade, seguidos por provedores especializados e empresas que utilizam aplicações de inferência. Segundo a JLL, as cargas de IA já representam cerca de 25% da capacidade instalada nos data centers e poderão alcançar pelo menos 50% nos próximos anos. O avanço reforça a importância de terrenos com acesso à eletricidade, conectividade e possibilidade de expansão, além de favorecer novos polos fora dos mercados tradicionais mais congestionados. (Data Center Dynamics - 02.10.2026)

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Brasil: Ministério Público apura impactos hídricos de data centers em Salto

O Ministério Público de São Paulo instaurou procedimento para investigar os possíveis impactos ambientais e hídricos de dois data centers previstos em Salto, município que enfrenta problemas recorrentes de abastecimento de água. A apuração decorre de representação da deputada Erika Hilton e da ativista Sofia Favero, que também alertaram para riscos relacionados ao consumo elétrico e ao descarte de equipamentos. A Aneel autorizou, em agosto de 2025, o acesso à Rede Básica dos projetos BEP Data Center Salto I e II, cada um com 180 MW. As instalações exigiriam linhas de transmissão de aproximadamente 3 km, em circuito duplo de 440 kV. Um fundo ligado à Casa dos Ventos adquiriu participação nos projetos, mas a companhia afirma atuar apenas no fornecimento de energia renovável. Ainda não havia confirmação pública de licenciamento ambiental ou início das obras. (G1 - 01.10.2026)

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EUA: AWS destina mais de US$ 1 bi a comunidades próximas de data centers

A Amazon Web Services anunciou que investirá mais de US 276 bilhões em infraestrutura de data centers entre 2011 e 2025, com empreendimentos e expansões em estados como Indiana, Louisiana, Carolina do Norte, Virgínia e Mississippi. Segundo a empresa, mais de 100 propostas de moratória para novas instalações estavam em discussão no país. A AWS também reiterou a meta de tornar suas operações positivas em água até 2030, devolvendo às comunidades mais água do que consome, e afirmou ter alcançado 75% desse objetivo. A iniciativa ocorre diante da maior oposição social à expansão da capacidade de inteligência artificial. (Valor Econômico - 02.10.2026)

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EUA: Resistência aos data centers se amplia para Europa e Ásia

A expansão dos data centers impulsionada pela inteligência artificial enfrenta crescente resistência de comunidades nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, devido a preocupações relacionadas ao elevado consumo de energia e água, à ocupação territorial e aos impactos sobre os preços da eletricidade. Segundo levantamento citado pela CNBC, atrasos e cancelamentos associados à oposição pública já afetaram aproximadamente US$ 77 bilhões em investimentos nos Estados Unidos e US$ 42 bilhões na Europa. Países como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul vêm adotando ou propondo regras mais rígidas para a instalação dessas infraestruturas, incluindo restrições de acesso à rede elétrica, exigências de energia renovável e maior participação das comunidades nas decisões. Apesar dos obstáculos regulatórios e financeiros, a demanda por infraestrutura de inteligência artificial continua crescendo, evidenciando a necessidade de conciliar a expansão dos data centers com a disponibilidade energética, a sustentabilidade ambiental e a aceitação social dos empreendimentos. (Times Brasil - 03.10.2026)

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Ucrânia: Ataques russos atingem operadoras de telecomunicações e data centers

Ataques russos realizados em 27 de setembro atingiram instalações de telecomunicações em Kiev e colocaram data centers ucranianos entre os alvos da ofensiva. A Kyivstar, maior operadora móvel da Ucrânia, confirmou um ataque à sua sede sem vítimas. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atingido também um data center da Vodafone, segunda maior operadora do país, mas a empresa não confirmou a informação. Outro centro de dados na capital teria sido atingido, provocando ferimentos em um adulto e duas crianças, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. O governo ucraniano acusa Moscou de atacar infraestrutura digital para prejudicar comunicações e o fluxo de informações. O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que redes de dados são essenciais para a transmissão de alertas sobre mísseis e drones. A ofensiva demonstra a importância estratégica dos data centers para a continuidade dos serviços civis e de segurança durante conflitos armados. (Estadão - 28.09.2026)

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Expansão e Investimentos

Brasil: Angola Cables reavalia segundo data center no Ceará para atender IA

A Angola Cables está reformulando o projeto de seu segundo data center no Ceará, que poderá alcançar escala de hiperescala diante do crescimento da procura por processamento de inteligência artificial, plataformas digitais e jogos. A companhia opera uma instalação na Praia do Futuro, em Fortaleza, desde 2019 e havia anunciado, em 2022, parceria com o governo estadual para um novo empreendimento, inicialmente associado a US$ 40 milhões. Segundo Samuel Carvalho, CEO da Angola Cables Europa, a empresa avalia modelos de infraestrutura própria ou compartilhada conforme as necessidades dos clientes. A operadora dispõe de aproximadamente 33 mil quilômetros de cabos submarinos nos sistemas WACS, SACS e MONET, com conexões estratégicas entre Fortaleza, São Paulo, Miami, Europa e África. A concentração de conectividade na Praia do Futuro é considerada fundamental para a atração de novas operações de processamento de dados. (Diário do Nordeste - 02.10.2026)

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Brasil: Atlético-MG contrata Huawei para infraestrutura de dados da Arena MRV

O Atlético-MG firmou parceria de cinco anos com a Huawei para modernizar a infraestrutura de processamento e armazenamento de dados da Arena MRV, em Belo Horizonte. O contrato prevê o fornecimento de servidores, soluções de armazenamento e sistemas de backup, com início da instalação programado para novembro de 2026. A integradora SYX-AI, parceira tecnológica da fabricante chinesa no Brasil, será responsável pela implantação e pelo acompanhamento operacional. Com o acordo, o estádio passará a utilizar integralmente tecnologia Huawei nessa área. Executivos do clube visitaram instalações da fornecedora na China e avaliam futuras aplicações de inteligência artificial, incluindo monitoramento do público durante partidas. A parceria também poderá ser ampliada para atividades esportivas, como análise de desempenho de atletas, tratamento de informações e prospecção de jogadores. Não foram divulgados valores financeiros. (TELETIME News - 28.09.2026)

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Brasil: Elea prevê data center de até 100 MW em Belém com energia renovável

A Elea Data Centers planeja implantar o BEL1 na região portuária de Belém, com investimento inicial estimado em R$ 250 milhões e capacidade de partida de 7,5 MW. O empreendimento poderá alcançar 100 MW, mas a ampliação dependerá de contratos com clientes, demanda efetiva e autorizações ambientais. A companhia pretende concluir estudos antes de iniciar o licenciamento e trabalha com implantação no fim de 2028. O projeto será abastecido por energia integralmente renovável mediante contrato de compra com a Axia e, segundo a empresa, utilizará refrigeração sem consumo de água. O Ministério Público do Pará instaurou inquérito civil sobre possíveis impactos nas comunidades, incluindo ruídos e formação de ilhas de calor. O CEO Alessandro Lombardi reconheceu falhas no diálogo inicial com moradores e afirmou que a companhia intensificou os esclarecimentos. Ainda não há clientes contratados para a instalação. (Agência Eixos - 30.09.2026)

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Brasil: Parks prevê duas etapas para data center em Cachoeirinha

A Parks planeja desenvolver em duas etapas seu data center em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, com possibilidade de expansão futura para serviços vinculados à inteligência artificial. O título da reportagem indica um projeto escalonado, cuja evolução poderá acompanhar diferentes necessidades de capacidade computacional. Entretanto, o material disponibilizado na coleta não contém o corpo jornalístico da notícia: Após a identificação do empreendimento, aparecem apenas avisos de assinatura, cadastro e privacidade do veículo. Dessa forma, não é possível confirmar, com base nesse texto específico, a potência prevista, o investimento, os prazos de cada fase, as características de refrigeração ou a capacidade destinada à IA. O registro permite identificar a estratégia de implantação por etapas, mas não oferece elementos suficientes para avaliar tecnicamente a dimensão do empreendimento ou seu cronograma operacional. (Jornal do Comércio - 29.09.2026)

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Colômbia: Agência dos EUA financiará estudo para data center de hiperescala

A Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA) financiará assistência técnica para avaliar um projeto de data center de hiperescala voltado à inteligência artificial, acompanhado de uma rede de fibra óptica, no departamento colombiano de Atlántico. O estudo examinará viabilidade técnica e financeira, localização das instalações, disponibilidade de eletricidade e custos de terrenos. A iniciativa permanece em estruturação, sem divulgação de investimento total, capacidade em megawatts ou orçamento de construção. Barranquilla, capital do departamento, apresenta vantagens de conectividade internacional por abrigar pontos de chegada de cabos submarinos, além de localização estratégica no Caribe. Entre os sistemas existentes estão AMX-1, CSN-1, GlobeNet e SAm-1, aos quais deverá se somar o TAM-1, previsto para entrar em operação no fim de 2026. O financiamento anunciado destina-se aos estudos preparatórios, não à construção já aprovada do empreendimento. (BNamericas - 01.10.2026)

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Espanha: Blackfuel escolhe data center da Digital Realty para ampliar serviços de IA

A Blackfuel selecionou o data center BCN1, da Digital Realty, em Barcelona, para implantar e expandir sua plataforma de inferência de inteligência artificial. A instalação utilizará a infraestrutura AI Factory da Dell Technologies, com refrigeração líquida e processadores gráficos da AMD. A solução será integrada ao ServiceFabric, plataforma de interconexão definida por software da Digital Realty, que alcança mais de 800 data centers mundialmente. A parceria pretende disponibilizar serviços de IA próximos aos dados e às aplicações corporativas, utilizando conexões privadas para reduzir a necessidade de transferir grandes volumes de informações para nuvens públicas. A arquitetura busca diminuir a latência até a geração do primeiro token e melhorar os tempos de resposta. A Digital Realty opera mais de 300 instalações em 55 regiões metropolitanas de mais de 30 países. Barcelona será a primeira etapa de uma expansão internacional planejada pela Blackfuel. (Investing - 30.09.2026)

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EUA: Contratos de aquisição vinculam pagamento à entrega futura de potência elétrica

O crescimento dos investimentos em data centers, impulsionado pela inteligência artificial, tem transformado a disponibilidade de energia elétrica em um dos principais fatores de valorização dos ativos e de negociação nas operações de fusões e aquisições do setor. Nesse contexto, ganha relevância o mecanismo de earn-out, que estabelece pagamentos adicionais condicionados ao cumprimento de metas futuras, como obtenção de contratos de fornecimento de energia, aprovação de conexões à rede elétrica, conclusão de obras, licenciamento e contratação de clientes. Diferentemente de outros setores, nos quais esses pagamentos costumam estar vinculados a indicadores financeiros, nos data centers o valor dos empreendimentos depende frequentemente da capacidade energética efetivamente disponibilizada. Um exemplo é a transação entre Unifi e Enovum, em 2025, que previu pagamento adicional de US$ 8 milhões condicionado à obtenção de pelo menos 99 MW de fornecimento elétrico em dois anos. Embora esses mecanismos permitam compartilhar riscos entre compradores e vendedores e reduzir incertezas na avaliação dos projetos, exigem contratos com critérios objetivos para evitar disputas futuras. Assim, o acesso à energia, a viabilidade de conexão e a capacidade de execução dos empreendimentos tornam-se elementos centrais na estruturação financeira e na valorização dos investimentos em infraestrutura digital. (Data Center Dynamics - 29.09.2026)

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Japão: SoftBank conclui aquisição de US$ 3,1 bi da DigitalBridge

O grupo japonês SoftBank concluiu a aquisição das ações ordinárias da DigitalBridge por aproximadamente US 16,1 bilhões, ampliando sua exposição ao mercado global de infraestrutura digital e data centers. A gestora norte-americana tornou-se subsidiária controlada pela SoftBank, mas continuará operando de forma independente, sob a liderança do CEO Marc Ganzi. A transação não envolve a aquisição direta das empresas integrantes do portfólio da DigitalBridge. A gestora administra mais de US 560,5 bilhões, com participações em operadoras de data centers como AIMS, AtlasEdge, DataBank, Switch, Takanock, Vantage Data Centers e Yondr Group, além de torres de telecomunicações e fibra óptica. O acordo havia sido anunciado em dezembro de 2025. Com sua privatização, a DigitalBridge deixará de ser negociada na Bolsa de Nova York e seus resultados passarão a integrar as demonstrações consolidadas da SoftBank. (Data Center Dynamics - 01.10.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Aneel propõe transição para acesso escalonado de data centers à transmissão

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, apresentou proposta de regra de transição para a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast), com possível aplicação até 2029. A medida busca atender projetos de data centers cuja demanda elétrica aumenta gradualmente ao longo das etapas de implantação. Pelo voto-vista apresentado em setembro, o ONS deveria priorizar empreendimentos que já possuíam parecer favorável de viabilidade técnica antes da entrada em vigor das novas regras, em dezembro de 2025. A Pnast substituiu a tramitação predominantemente cronológica dos pedidos pelo mecanismo de Temporadas de Acesso, criando dificuldades para consumidores que já planejavam ampliações escalonadas. A proposta pretende preservar condições anteriormente reconhecidas sem afastar a análise da capacidade da rede. Caso aprovada pela diretoria da agência, será submetida a consulta pública por 45 dias. (TAGD Advogados - 28.09.2026)

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Brasil: Campinas concede benefícios fiscais para atrair novo data center

A Prefeitura de Campinas aprovou incentivos tributários para a instalação de um data center da Twenty Forty Seven no distrito de Barão Geraldo, consolidando o município como destino de novos investimentos em infraestrutura digital. O empreendimento obteve 89 pontos na avaliação prevista pela legislação e poderá receber redução ou isenção de IPTU, ISS, ITBI, tributos sobre construção e taxas administrativas. A concessão foi publicada no Diário Oficial em 14 de setembro e depende do atendimento às obrigações legais e da prestação anual de contas. O projeto se soma ao complexo de R$ 5 bilhões planejado para a Fazenda Pau d’Alho, anunciado como potencialmente um dos maiores da América Latina. Campinas não recebia a inauguração de um novo data center havia 14 anos, período em que instalações se concentraram em municípios vizinhos. O vereador Wagner Romão solicitou esclarecimentos sobre consumo de energia, água e impactos sonoros antes da implantação. (Correio - 01.10.2026)

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Brasil: Elea defende renováveis como diferencial competitivo do Redata

O CEO da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi, reconhece que o gás natural pode contribuir para a confiabilidade de data centers, especialmente em situações de interrupção do suprimento, mas considera a exigência exclusiva de energia renovável uma vantagem competitiva para o Brasil. O executivo avalia que a substituição da expressão fontes limpas por fontes de baixa emissão no Redata abriu espaço para soluções não renováveis, cujo enquadramento ainda depende de regulamentação. O regime prevê suspensão de tributos federais sobre equipamentos mediante contrapartidas energéticas, hídricas, tecnológicas e de atendimento ao mercado nacional. A Elea mantém nove instalações em operação, que afirma abastecer integralmente com fontes renováveis. Entre seus projetos está o Rio AI City, com capacidade inicial planejada de 1,5 GW e potencial de alcançar 3,2 GW, associado a energia renovável certificada e refrigeração sem consumo de água. (Agência Eixos - 30.09.2026)

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Brasil: Expansão de data centers no Nordeste expõe lacunas eleitorais e ambientais

A expansão dos data centers no Nordeste recebe atenção limitada nos programas eleitorais, apesar de seus impactos sobre energia, água e comunidades. Em Caucaia, no Ceará, um projeto de 300 MW associado à Casa dos Ventos, à Omnia e ao TikTok ocupa área de 70 hectares próxima ao território indígena Anacé, onde há escassez hídrica. O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União questionam judicialmente o licenciamento simplificado e solicitam a elaboração de EIA/Rima. A reportagem identifica diferenças entre candidaturas quanto à atração de investimentos, à proteção ambiental e à soberania tecnológica. Embora o Redata ofereça benefícios tributários condicionados à contratação de energia renovável ou de baixa emissão, especialistas criticam a ausência de garantias suficientes de consulta prévia e participação social. Pernambuco possui três data centers de borda em operação, todos no Recife. (Marco Zero Conteúdo - 01.10.2026)

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Brasil: Positivo vê Redata como estímulo à fabricação nacional de servidores

O presidente da Positivo Tecnologia, Hélio Bruck Rotenberg, considera o Redata um avanço para ampliar a competitividade brasileira na atração de data centers e desenvolver a indústria local de equipamentos computacionais. O regime reduz tributos federais sobre produtos destinados aos empreendimentos habilitados e prevê a participação de fabricantes nacionais por meio da coabilitação. A Positivo não opera data centers, mas produz servidores e presta serviços de engenharia, integração, configuração, montagem e suporte. Segundo o executivo, o programa pode acelerar projetos de ampliação de capacidade anteriormente adiados por custos tributários, preservando oportunidades para fornecedores nacionais. Processadores e GPUs ainda dependem de cadeias globais, mas a companhia entende que o país pode fortalecer etapas de industrialização e desenvolvimento de sistemas. A Positivo pretende solicitar adesão após a regulamentação, enquanto aponta energia, conectividade, segurança jurídica e qualificação profissional como desafios adicionais. (Exame - 29.09.2026)

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Brasil: Secretários estaduais defendem gás natural e neutralidade tecnológica no Redata

O Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Minas e Energia solicitou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva participação dos estados na regulamentação do Redata e reconhecimento do gás natural como fonte potencialmente elegível aos incentivos para data centers. A entidade defende critérios de desempenho e neutralidade tecnológica, permitindo combinações de gás, renováveis, armazenamento e outros recursos conforme a realidade de cada região. Também sustenta que os empreendimentos devem assumir os custos de conexão, disponibilidade de potência e reforços elétricos necessários, evitando repasses aos consumidores. O posicionamento ocorre em meio a divergências no governo federal sobre a inclusão do combustível. O Rio Grande do Sul, que abriga o projeto Scala AI City, de até 4,8 GW, avalia alternativas para diversificar o abastecimento de gás, incluindo suprimento argentino de Vaca Muerta e terminais de GNL. Amazonas e Sergipe também haviam solicitado a inclusão do gás na regulamentação. (Agência Eixos - 30.09.2026)

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Brasil: Setor cobra regulamentação do Redata para destravar data centers e reduzir dependência externa

Entidades de tecnologia e especialistas defendem que o próximo governo brasileiro avance na regulamentação da inteligência artificial, na soberania digital e na implantação do Redata para estimular investimentos em data centers. O país registrou déficit de US$ 7,9 bilhões na balança de serviços de computação em 2025, indicador associado à contratação de capacidade computacional no exterior. A Brasscom e outras oito entidades encaminharam ofício ao governo solicitando urgência na regulamentação do regime tributário. Segundo Sérgio Sgobbi, da Brasscom, embora 14 pontos dependam de definição, dois são considerados essenciais para liberar investimentos: As condições de habilitação e coabilitação das empresas e a lista de equipamentos beneficiados com suspensão tributária. Os especialistas argumentam que infraestrutura nacional e regras previsíveis podem reduzir dependência externa e ampliar a capacidade brasileira de desenvolver tecnologias, serviços digitais e aplicações de IA. (Bloomberg Línea Brasil - 04.10.2026)

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EUA: Trump defende expansão de data centers e autorregulação da inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de criar um comitê de dez integrantes para supervisionar o setor de inteligência artificial, após reunião com executivos de empresas de tecnologia na Casa Branca, em 29 de setembro. Segundo o presidente, os participantes firmaram um compromisso de caráter moral, cujos detalhes não foram apresentados. Trump também defendeu a expansão dos data centers e afirmou que as companhias deverão buscar soluções para atender às preocupações das comunidades próximas aos empreendimentos. A instalação de grandes centros de processamento enfrenta resistência nos Estados Unidos devido ao consumo de eletricidade, à possibilidade de aumento das tarifas e a impactos locais. Entre os executivos presentes estavam representantes da Anthropic, Meta, Google, Nvidia e Palantir. O governo defende a manutenção da liderança tecnológica norte-americana, enquanto cresce a pressão por regras sobre segurança e responsabilidade dos sistemas de IA. (Convergência Digital - 29.09.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Data center de 100 MW depende de reforços elétricos no Paraná

O projeto Bricklin, da DataSpots, prevê um data center de 100 MW em Campo Largo, com conexão à subestação Bateias, no Paraná, a partir de dezembro de 2030. Parecer do ONS condiciona a viabilidade à instalação de um terceiro transformador de 150 MVA, prevista para janeiro de 2028. Com fator de potência de 0,95, a carga representaria cerca de 105 MVA, equivalentes a 35% da capacidade atual de transformação, de 300 MVA, ou 23% após a ampliação para 450 MVA. Mesmo com o reforço, o operador identificou riscos de sobrecarga em contingências. A reportagem também examina disputas regulatórias envolvendo o Polaris, de 100 MW em Ponta Grossa, e uma garantia financeira de R$ 60,8 milhões exigida pela Copel. Documentos analisados não comprovaram a assinatura dos contratos de uso da rede para os projetos paranaenses, apesar de declarações da desenvolvedora sobre o avanço de seu portfólio. (Plural - 01.10.2026)

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Brasil: Expansão de data centers exige potência firme e definição de custos

A atração de data centers para o Brasil depende de planejamento energético que assegure fornecimento contínuo, confiabilidade e distribuição transparente dos custos de infraestrutura. A Lei nº 15.504/2026, que instituiu o Redata, condiciona os incentivos à contratação ou autoprodução de energia renovável ou de baixa emissão, mas a regulamentação deverá distinguir o volume energético contratado da potência efetivamente disponível em cada momento. O artigo defende avaliação tecnológica baseada em emissões verificáveis, segurança do suprimento e impactos sobre a rede. Sergipe aparece como possível polo de infraestrutura digital, com estudos para um complexo de até 1 GW em sua Zona de Processamento de Exportação. O estado dispõe de terminal de GNL, geração termelétrica e perspectiva de oferta adicional de 18 milhões de m³ diários de gás pelo projeto Sergipe Águas Profundas. Soluções híbridas com renováveis, baterias e biometano são consideradas possibilidades. (Agência Eixos - 28.09.2026)

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Brasil: Expansão de data centers exigirá R$ 128,6 bi em transmissão até 2034

A expansão da demanda elétrica dos data centers exige planejamento conjunto de novos empreendimentos e infraestrutura de transmissão para preservar a confiabilidade do sistema brasileiro. Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética citadas pela Deloitte, serão necessários R$ 128,6 bilhões em investimentos até 2034, associados à construção de aproximadamente 30 mil quilômetros de linhas de transmissão e à instalação de 82 mil MVA em subestações. O principal descompasso está nos prazos: Um data center leva, em média, de 18 a 24 meses para ser implantado no Brasil, enquanto obras de transmissão de grande porte podem demandar períodos mais longos. A energia representa entre 40% e 60% dos custos operacionais dessas instalações, tornando preço e confiabilidade determinantes para sua viabilidade. A oferta renovável do país e os incentivos do Redata ampliam a atratividade, mas o acesso à rede, a segurança do suprimento e os impactos sobre água e comunidades exigem avaliação prévia. (Valor Econômico - 30.09.2026)

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Brasil: Flexibilidade dos data centers pode reduzir investimentos elétricos e impactos locais

A expansão de data centers poderá ser compatível com menores custos elétricos e impactos ambientais caso os projetos incorporem modulação de consumo, localização adequada e critérios de eficiência, segundo análise da economista Joísa Dutra. O consumo mundial do setor deve aumentar de 415 TWh em 2024 para 945 TWh em 2030, enquanto o Brasil registra 38 GW em solicitações de conexão. Estudo do Nicholas Institute, da Universidade Duke, aponta que a flexibilidade durante cerca de 1% das horas anuais poderia reduzir de 10% a 15% a necessidade de novas termelétricas a gás nos Estados Unidos, com economias de US$40bilhõesUS$150 bilhões em dez anos. No Brasil, cortes de geração poderão superar 10% da produção eólica e 20% do solar até 2029, segundo projeções mencionadas do ONS. A autora defende priorizar conexões de data centers que contribuam para absorver energia renovável excedente e respeitem restrições hídricas e sociais. (Folha de São Paulo - 29.09.2026)

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Brasil: Governo avalia risco de alta nas tarifas com expansão de data centers

O governo federal discute como atender à expansão dos data centers sem transferir aos demais consumidores os custos adicionais de geração e transmissão. Estimativas de agentes do setor apontam possível impacto de R$ 7 bilhões anuais nas contas de luz, considerando aumento de 3,5 GW na demanda em 2026 e contratação de novas fontes eólicas e solares. Nesse cálculo, 70% dos custos seriam atribuídos ao mercado regulado e 30% ao mercado livre. A Fazenda defende o aproveitamento das renováveis e o armazenamento em baterias, enquanto o Ministério de Minas e Energia considera o gás natural uma alternativa para garantir potência firme. A Brasscom contesta a hipótese de pressão tarifária generalizada e estima que os data centers representem atualmente cerca de 2% do consumo elétrico brasileiro, podendo chegar a 4% ou 5% em cinco anos. O debate inclui aproveitamento do excedente renovável, reforços da rede e alocação dos encargos aos novos usuários. (Valor Econômico - 28.09.2026)

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Brasil: Pedidos de conexão de data centers superam 56 GW, aponta EPE

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, informou que os pedidos de acesso à rede elétrica associados a projetos de data centers ultrapassaram 56 GW no Brasil. O volume representa demanda potencial, não capacidade confirmada de instalação, pois parte dos empreendimentos poderá não alcançar viabilidade técnica, financeira ou comercial. A evolução foi acelerada desde 2025: Os projetos que solicitaram estudos de conexão ao Ministério de Minas e Energia passaram de 19,8 GW em setembro para 26,2 GW em novembro daquele ano, aumento de 6,4 GW. A sanção do Redata, em 15 de setembro de 2026, melhorou as condições tributárias para aquisição e importação de equipamentos, mas não eliminou restrições de transmissão e disponibilidade de potência. A EPE procura identificar o estágio real das iniciativas antes de recomendar reforços na infraestrutura, evitando investimentos baseados exclusivamente em solicitações ainda incertas. (VEJA - 30.09.2026)

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Brasil: Polaris busca autorização de rede para viabilizar data center de 100 MW

A Polaris SPE, representada pela DataSpots, solicitou à Aneel orientações para obter autorização de uma rede particular destinada à conexão de seu futuro data center de 100 MW em Ponta Grossa, no Paraná. O parecer de acesso DTA-2025-PA-0146-R0, emitido pelo ONS em agosto de 2025, prevê ligação ao setor de 138 kV da subestação Ponta Grossa Sul, operada pela Copel. A validade das condições técnicas depende do cumprimento do artigo 653 da Resolução Normativa Aneel nº 1.000/2021, que exige documentação fundiária, declarações técnicas e informações contratuais. A empresa questiona quais instrumentos jurídicos poderão assegurar a passagem da rede, incluindo servidões, aquisição de terrenos e desapropriação, além das responsabilidades de cada agente. O empreendimento também enfrenta controvérsias sobre garantias financeiras de acesso. A DataSpots informa possuir pareceres emitidos para outros sete projetos distribuídos em cinco estados brasileiros. (BNamericas - 30.09.2026)

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Brasil: PSR propõe conexão flexível à transmissão para acelerar data centers

A PSR defende aperfeiçoamentos nas regras brasileiras de acesso à transmissão para acomodar grandes consumidores, especialmente data centers, com maior flexibilidade técnica e econômica. Segundo Rafael Kelman, estudos de conexão poderiam indicar faixas de potência disponíveis, permitindo que uma solicitação de 100 MW fosse ajustada, por exemplo, para 98 MW, sem reiniciar todo o procedimento. Outra possibilidade seria admitir acesso sujeito a cortes limitados por horas anuais ou volume de energia, além de permitir que o interessado financie antecipações de obras previstas apenas para 2035. As propostas são discutidas durante a implantação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão, criada pelo Decreto nº 12.772/2025. O CEO Luiz Augusto Barroso também destaca o crescimento da geração atrás do medidor, frequentemente combinando gás natural e baterias, e os riscos que essa alternativa pode representar para o planejamento futuro da rede. (MegaWhat - 29.09.2026)

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Brasil: Tecnologias de descarbonização entram no debate sobre gás para data centers

A expansão dos data centers impulsionada pela inteligência artificial tem intensificado o debate sobre as fontes energéticas capazes de atender à crescente demanda por eletricidade, especialmente no Brasil, onde a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) enfrenta divergências quanto à inclusão do gás natural como fonte de baixa emissão. O programa busca atrair aproximadamente R$ 500 bilhões em investimentos, condicionando os benefícios fiscais à contratação de energia renovável ou de baixa emissão. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), os pedidos de conexão de data centers à rede elétrica já somam 38 GW, evidenciando a necessidade de ampliar a oferta de energia firme. Nesse contexto, tecnologias como células a combustível, biometano e captura e armazenamento de carbono (CCS) surgem como alternativas para reduzir as emissões associadas ao uso do gás natural. Entre os exemplos internacionais, destacam-se o acordo de US$ 2,65 bilhões da American Electric Power para implantação de até 1 GW em células a combustível da Bloom Energy e o projeto do Google para capturar aproximadamente 90% das emissões de CO₂ de geradores a gás. Apesar do potencial dessas soluções, sua adoção em larga escala ainda depende de avanços tecnológicos, infraestrutura adequada, financiamento e mecanismos de precificação de carbono, reforçando os desafios de conciliar segurança energética, expansão da infraestrutura digital e descarbonização. (Agência Eixos - 28.09.2026)

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Espanha: Alibaba negocia energia renovável com Solaria para data center

A Alibaba iniciou conversas preliminares com a espanhola Solaria Energía y Medio Ambiente para avaliar o fornecimento de eletricidade renovável a um possível data center na Espanha, segundo informações divulgadas pela Bloomberg e reproduzidas pelo Investing. A negociação envolve uma instalação de geração situada em Puertollano, aproximadamente 240 quilômetros ao sul de Madri. O empreendimento ainda está em estágio inicial, e a companhia chinesa também mantém contatos com outros potenciais fornecedores de energia. A iniciativa integra sua expansão de infraestrutura digital na Europa, que inclui projetos anunciados na Alemanha e na França. O contexto regulatório espanhol acrescenta exigências ao planejamento: O governo prepara regras sobre operação de data centers por empresas sediadas na União Europeia, armazenamento regional de dados e compensação de novas cargas elétricas por capacidade adicional de geração limpa. A publicação das normas era prevista até o fim de 2026. (Investing - 02.10.2026)

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EUA: Conexão elétrica pode atrasar data center da Oracle em Wisconsin

O campus de inteligência artificial desenvolvido pela Vantage Data Centers para a Oracle em Port Washington, Wisconsin, pode enfrentar atrasos devido à necessidade de uma nova linha de transmissão de alta tensão. Segundo a Aterio, o Projeto Lighthouse ocupa aproximadamente 500 acres e prevê quatro edifícios, dos quais dois já estariam concluídos. A conexão depende de obras da American Transmission Co. e de revisão regulatória conduzida pela Comissão de Serviços Públicos de Wisconsin. O órgão reiniciou a análise após alterações apresentadas pelos desenvolvedores no projeto elétrico. Embora a Oracle tenha como objetivo iniciar atividades no segundo semestre de 2027, a Aterio estima que o fornecimento significativo de eletricidade poderá ocorrer somente no início de 2028. Em um cenário de análise mais prolongada, a disponibilidade plena poderia ser postergada até abril de 2029. As estimativas não foram confirmadas pela Oracle. (ADVFN - 30.09.2026)

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EUA: Oracle contratará energia nuclear para data center em Wisconsin

A Oracle anunciou um acordo para contratar parte da geração da usina nuclear de Point Beach, em Wisconsin, como estratégia de suprimento do data center que desenvolve em Port Washington. A operação envolve participação em um contrato de compra e venda de energia de uma unidade nuclear já existente, em vez da construção imediata de uma nova instalação de geração. Segundo a empresa, o arranjo poderá proporcionar economia estimada em US$ 300 milhões em custos de combustíveis aos consumidores atendidos pelas concessionárias estaduais. A Oracle também afirma que assumirá integralmente as despesas energéticas de seu empreendimento, buscando impedir que os investimentos necessários à operação provoquem repasses às contas de luz locais. A iniciativa pretende reforçar a confiabilidade da rede e responder às preocupações tarifárias associadas a grandes cargas computacionais. A contratação ainda depende de homologação pela Comissão de Serviços Públicos de Wisconsin. (Valor Econômico - 02.10.2026)

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EUA: Usinas virtuais ampliam alternativas elétricas para data centers

A integração de data centers a usinas virtuais de energia (VPPs) surge como alternativa à construção de novas usinas para atender à demanda da inteligência artificial. Nos Estados Unidos, Vertiv e CPower trabalham na conexão de baterias instaladas em centros de dados a programas de resposta da demanda. Google e Voltus firmaram contrato de três anos para agregar até 100 MW anuais de capacidade distribuída na região do PJM, remunerando a flexibilidade de recursos existentes. Em outro teste, CPower, Bentaus e Supermicro demonstraram resposta de servidores de IA a sinais elétricos em menos de 20 milissegundos, com redução de consumo de até 75%, segundo as empresas. No Brasil, a EPE estima potencial de 8,8 GW de resposta da demanda industrial e cogeração. A adoção de VPPs depende de regras para agregadores, medição verificável, remuneração e acesso a mercados de serviços elétricos. (Agência Eixos - 28.09.2026)

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Finlândia: Contrato de 4 TWh com Google valoriza estratégia da Fortum para data centers

O banco UBS elevou de Venda para Neutro sua recomendação para a Fortum, companhia finlandesa de energia, após a assinatura de um contrato de compra de eletricidade de 4 TWh com o Google, associado à demanda de data centers. O preço-alvo das ações passou de € 14,60 para € 24,50. O acordo foi interpretado como evidência da capacidade da empresa de monetizar a expansão de cargas computacionais por meio de contratos de longo prazo. O UBS elevou em 45% sua projeção de lucro por ação da Fortum para 2030 e passou a estimar crescimento médio anual de 13% entre 2025 e 2030. A avaliação também incorpora a possibilidade de novos contratos totalizando 11 TWh, com revisão positiva de 16% a 36% nas estimativas de EBITDA para 2027 a 2030. Os preços futuros de eletricidade nos mercados nórdicos registraram altas acumuladas de 44%, 25% e 17% para entregas em 2027, 2028 e 2029, respectivamente. (Investing - 02.10.2026)

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Paraguai: Complexo de IA de US$ 12 bi pode reduzir excedente de Itaipu ao Brasil

A Araico Corporation desenvolve o projeto Iguazú AI City, no Alto Paraná, com investimentos estimados em US$ 12 bilhões e capacidade prevista de até 1,3 GW em data centers de inteligência artificial. A empresa negocia com a estatal ANDE o suprimento inicial de aproximadamente 280 MW, utilizando a disponibilidade elétrica do Paraguai, especialmente a geração da usina binacional de Itaipu. O aumento da demanda paraguaia tende a diminuir a parcela de energia não consumida pelo país e disponibilizada ao Brasil. Esse movimento ocorre durante as discussões sobre a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, cujo entendimento político de 2024 prevê mudanças na contratação a partir de 2027. O efeito tarifário brasileiro não é automático, pois a menor cessão também reduz pagamentos associados à energia paraguaia. Entretanto, a necessidade de substituir volumes hidrelétricos por outras fontes pode elevar custos e diminuir a disponibilidade de potência flexível em horários críticos. (VEJA - 01.10.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: ALGcompany lança solução modular de micro data center

A ALGcompany apresentou um Micro Data Center destinado à implantação compacta de infraestrutura de tecnologia da informação em ambientes corporativos e distribuídos. A solução concentra energia, climatização, monitoramento e segurança em uma única estrutura, reduzindo a necessidade de desenvolver separadamente os sistemas fundamentais à operação. Segundo a fabricante, a arquitetura modular permite adaptar o equipamento a diferentes cenários, facilitando a instalação, a expansão e o controle dos recursos. O produto atende aplicações que exigem processamento próximo da origem dos dados, como redes de comunicação, sistemas empresariais e operações de borda. A proposta também busca organizar os componentes de TI, simplificar a manutenção e aumentar a previsibilidade operacional. A empresa atua há mais de duas décadas nos setores de telecomunicações, energia e data centers e mantém equipe própria de engenharia para desenvolver soluções destinadas a ambientes críticos. (Data Center Dynamics - 02.10.2026)

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Brasil: Everest Digital conquista prêmio latino-americano por data center de borda

A Everest Digital, empresa de Goiás, venceu a categoria Projeto do Ano em Edge Data Center no DCD Latam Awards 2026 com a iniciativa Everest Edge Connect, destinada a conectar o Centro-Oeste brasileiro à infraestrutura global de nuvem. A companhia também foi finalista em outras quatro categorias da premiação, que reuniu mais de 170 projetos apresentados por 73 empresas de 14 países. A cerimônia ocorreu durante o DCD Connect Latam 2026, na Riviera Maya, no México. Segundo Vinicius Souza, sócio da Everest Digital, a arquitetura de computação de borda permite distribuir capacidade de processamento regionalmente, aproximando os serviços das operações dos clientes e favorecendo aplicações que necessitam de menor latência. Com três anos de atividade, a empresa destaca o reconhecimento internacional como estímulo à ampliação de soluções de infraestrutura digital em Goiás. Representantes da Federação das Indústrias estadual também ressaltaram o potencial de inovação e competitividade regional. (Notícia Toda Hora - 02.10.2026)

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Brasil: Nutanix amplia atuação regional diante da demanda por infraestrutura híbrida

A Nutanix ampliou as responsabilidades de Leonel Oliveira, diretor-geral da companhia no Brasil, que também assumirá a gestão de vendas para o Sul da América Latina. A reorganização reúne a operação brasileira e outros mercados regionais sob a mesma liderança comercial, em um momento de crescente demanda por modernização de infraestrutura, inteligência artificial e ambientes híbridos de computação. Oliveira está à frente da subsidiária brasileira há mais de 12 anos e acompanhará a expansão das soluções de virtualização, hiperconvergência, multicloud e gerenciamento de aplicações distribuídas. Segundo o Enterprise Cloud Index divulgado pela empresa em junho de 2026, 86% dos executivos brasileiros entrevistados consideram que a inteligência artificial acelera significativamente a adoção de contêineres. A companhia identifica oportunidades para simplificar operações tecnológicas e integrar aplicações e dados distribuídos entre infraestruturas locais, ambientes privados e plataformas de nuvem. (Data Center Dynamics - 01.10.2026)

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Brasil: Portex apresenta portas certificadas para ambientes críticos de data centers

A Portex participará do Data Center World Brasil 2026, de 6 a 8 de outubro, no São Paulo Expo, apresentando soluções de engenharia nacional destinadas à proteção física e operacional de data centers. A companhia informa ser a única fornecedora brasileira de portas certificadas especificamente para esse segmento. Seus equipamentos são projetados para atender requisitos de segurança contra incêndio, controle de acesso, automação e integração com sistemas de infraestrutura crítica. As soluções consideram normas como ABNT NBR 11742, UL 10C e NFPA 80, além das especificações de cada empreendimento. A empresa destaca a importância da compatibilidade entre proteção e continuidade operacional em instalações de missão crítica. A perspectiva de expansão fundamenta-se em projeções da Brasscom, que apontam crescimento de aproximadamente 2,5 vezes na capacidade brasileira de data centers até 2030 e potencial de quase R$ 400 bilhões em investimentos. (G7 ABC - 01.10.2026)

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Brasil: Redes ópticas passivas prometem simplificar gestão de data centers

A Ciena apresenta uma arquitetura de gerenciamento fora de banda (OOB) baseada em redes ópticas passivas (PON), destinada a reduzir a complexidade operacional de data centers utilizados para inteligência artificial, nuvem e computação de borda. A solução DCOM substitui parte das estruturas convencionais de switches Ethernet e cabeamento de cobre por conexões ópticas ponto a multiponto. O portfólio inclui os chassis 3822, de 1RU, e 3823, de 3RU, associados à ONU 3824, além da plataforma compacta 3826, de 1RU. O DCOM Controller centraliza provisionamento, monitoramento, integração e atualizações de software. A redução de equipamentos ativos pode diminuir consumo elétrico, necessidade de refrigeração e ocupação física, mantendo acesso remoto em situações de falha da rede principal. A tecnologia será demonstrada durante a Futurecom 2026, realizada de 6 a 8 de outubro em São Paulo. (TeleSíntese - 01.10.2026)

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Coreia do Sul: LG desenvolve chiller para refrigeração de data centers de IA

A LG desenvolveu um equipamento de refrigeração do tipo chiller voltado às exigências térmicas dos data centers destinados à inteligência artificial, conforme identificado no título da notícia publicada pelo portal Marcas pelo Mundo. A iniciativa está relacionada à necessidade de gerenciamento térmico em instalações que concentram servidores e processadores de elevado desempenho. Entretanto, o conteúdo disponível na coleta não apresenta os detalhes técnicos da solução anunciada. O corpo associado à notícia contém material sobre uma iniciativa de formação de entregadores, sem relação com o equipamento da LG. Assim, não é possível confirmar capacidade frigorífica, potência elétrica, eficiência energética, fluido refrigerante, tecnologia de compressão, estágio de comercialização ou previsão de instalação em centros de dados. O registro comprova apenas o anúncio de desenvolvimento do chiller, sem elementos suficientes para quantificar seus possíveis benefícios operacionais. (Marcas pelo Mundo - 29.09.2026)

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EUA: Cargas de IA exigem análise dinâmica dos sistemas elétricos de data centers

A infraestrutura elétrica de data centers dedicados à inteligência artificial passa a exigir análises de estabilidade dinâmica além dos procedimentos tradicionais de redundância e proteção. As cargas computacionais podem variar intensamente em milissegundos, enquanto sistemas de alimentação ininterrupta (UPS), inversores, baterias de íons de lítio e controladores digitais respondem de maneira simultânea. Mesmo instalações com equipamentos redundantes e proteções adequadamente coordenadas podem apresentar comportamentos transitórios indesejados devido à interação entre sistemas que permanecem individualmente operacionais. A análise destaca a importância de incorporar simulações de eventos transitórios, gêmeos digitais, monitoramento da qualidade da energia, proteção adaptativa e avaliação avançada de controles. Também recomenda que os testes de comissionamento considerem recuperação após perturbações e oscilações, não apenas desempenho em regime permanente. A resiliência dependerá da compreensão integrada desses fenômenos. (Data Center Dynamics - 28.09.2026)

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EUA: Google enviará quatro chips ao espaço para testar data centers orbitais

O Google planeja enviar quatro unidades de processamento tensorial (TPUs) à órbita baixa da Terra na missão Transporter 18, da SpaceX, como parte do projeto Suncatcher, desenvolvido em parceria com a Planet Labs. O experimento não executará aplicações completas de inteligência artificial, mas avaliará a resistência dos processadores às condições de lançamento e operação espacial. Os equipamentos enfrentarão acelerações de até 10 g, com picos localizados de 100 g, além de vibração e exposição à radiação. Testes laboratoriais anteriores simularam uma dose equivalente a cinco anos em órbita. A proposta de data centers espaciais considera o aproveitamento da energia solar, mas enfrenta obstáculos relacionados à dissipação térmica por radiação, latência de comunicação, largura de banda e impossibilidade de manutenção convencional. Os resultados deverão orientar a viabilidade de arquiteturas computacionais maiores fora da Terra. (iMasters - 29.09.2026)

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EUA: IBM permite executar plataforma de IA em infraestrutura própria

A IBM anunciou uma modalidade de implantação local do IBM Bob, plataforma de inteligência artificial agêntica destinada ao desenvolvimento e à modernização de software. A solução poderá funcionar em servidores próprios, nuvens privadas, ambientes soberanos e instalações isoladas de redes externas, ampliando o controle das organizações sobre seus dados e aplicações. A iniciativa busca atender empresas com código-fonte sensível, informações regulamentadas e operações de missão crítica, para as quais a infraestrutura pública de IA pode apresentar restrições de segurança ou conformidade. Segundo estudo da Futurum Research citado pela companhia, ambientes híbridos e de borda representarão 44% da infraestrutura de IA até 2030, enquanto a nuvem pública responderá por 46%. Outra pesquisa, do IBM Institute for Business Value, aponta que 68% dos executivos consideram desafiador cumprir requisitos de soberania e residência de dados em diferentes países. A plataforma admite modelos locais ou conexões híbridas. (Data Center Dynamics - 01.10.2026)

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EUA: NetApp lança armazenamento para fábricas de IA com vazão de 100 TB/s

A NetApp anunciou o Novus, arquitetura de armazenamento destinada a grandes data centers de inteligência artificial e provedores de GPUs como serviço. A solução foi projetada para suportar sistemas de arquivos em escala de zettabytes e fornecer dados continuamente a centenas de milhares de processadores gráficos. Segundo a companhia, limitações de armazenamento podem reduzir a utilização das GPUs para menos de 30%, comprometendo o retorno dos investimentos. O Novus separa metadados e fluxos de dados, permitindo expansão independente de desempenho, capacidade e concorrência em um namespace único, acessado por NFS. Sua primeira configuração combina o software Novus Data Director em servidores Supermicro com os serviços NetApp ONTAP, executados em sistemas AFF A90. A empresa projeta vazão superior a 100 TB/s e possibilidade de reduzir espaço físico, consumo energético e custos operacionais. A arquitetura já está disponível para pedidos. (Data Center Dynamics - 02.10.2026)

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EUA: Operadoras estudam integração de órbitas para data centers espaciais

Executivos da Astranis e da Eutelsat avaliam que futuras arquiteturas de data centers espaciais poderão combinar satélites de baixa órbita terrestre (LEO) e geoestacionários (GEO). A proposta prevê processar dados captados no espaço antes de transmiti-los à Terra, reduzindo o envio de informações brutas e aproveitando equipamentos GEO como retransmissores. A Eutelsat já prevê ampliação da capacidade de processamento embarcado na nova geração de satélites OneWeb, embora ressalte que essas soluções deverão complementar, e não substituir, os data centers terrestres. O debate ocorre após a SpaceX solicitar à Comissão Federal de Comunicações dos EUA autorização para operar um sistema não geoestacionário de até 1 milhão de satélites destinados à computação orbital. A FCC aceitou analisar o pedido, contestado pela Amazon. A viabilidade econômica e a implantação de estruturas maiores permanecem questões de longo prazo. (TELETIME News - 01.10.2026)

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Reino Unido: IA amplia exigências de governança e conectividade em data centers

A disseminação de sistemas de inteligência artificial, especialmente aplicações autônomas que utilizam informações em tempo real, está transformando os requisitos técnicos dos data centers. Além de disponibilidade e capacidade de armazenamento, os operadores precisam assegurar baixa latência, circulação contínua dos dados, rastreabilidade e governança integrada à infraestrutura. Pesquisa internacional citada pela reportagem aponta taxa de sucesso de 79% nos projetos de IA no Reino Unido, ante média global de 75%. Entre as organizações britânicas, 58% classificam sua infraestrutura de dados como gerenciada ou otimizada, comparativamente a 41% no conjunto mundial. O avanço reforça a adoção de arquiteturas híbridas, capazes de manter informações sensíveis em ambientes privados e utilizar capacidade computacional escalável. A soberania dos dados e a aplicação automatizada de políticas de acesso passam a integrar os critérios de desempenho dos centros de processamento. (Data Center Dynamics - 30.09.2026)

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