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IFE
18/09/2026

Data Center 38

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
18/09/2026

IFE nº 38

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 38

Tendências de Mercado

Bahrein e Emirados Árabes Unidos: Conflito impede recuperação completa de data centers da AWS

A Amazon Web Services ainda não conseguiu restaurar integralmente sua infraestrutura no Bahrein e em uma das três zonas de disponibilidade dos Emirados Árabes Unidos após danos causados durante o conflito com o Irã. No Bahrein, a AWS informou que múltiplas zonas foram afetadas e que os estragos superaram a tolerância prevista para serviços regionais e multi-AZ, levando a empresa a auxiliar clientes na migração para outras regiões. Nos Emirados, a companhia não conseguiu recuperar recursos e dados hospedados exclusivamente na zona “mec1-az2”, embora continue trabalhando nas demais áreas impactadas. As interrupções começaram em março, após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã e retaliações com mísseis e drones em países do Golfo. O episódio evidencia o risco geopolítico para infraestrutura digital crítica e a necessidade de redundância entre regiões. (Valor Econômico - 15.09.2026)

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Brasil: Avanço de data centers no Nordeste combina empregos, energia e desafios territoriais

A expansão de data centers no Nordeste está criando um novo ecossistema digital, mas também amplia discussões sobre emprego, sustentabilidade, uso de recursos e impactos territoriais. Em Caucaia, o projeto da Omnia para a ByteDance é apresentado como exemplo do potencial regional, apoiado por disponibilidade energética, cabos submarinos e pela ZPE. A empresa informou que 72% da mão de obra da primeira fase é cearense, já qualificou mais de 100 pessoas e abriu outras 350 vagas, com meta de formar mais de 1.500 profissionais. Especialistas, porém, alertam para empregos temporários, pressão social e necessidade de contrapartidas locais. O debate também inclui consumo de água, uso de energia renovável e a falta de coordenação entre órgãos responsáveis por energia, conectividade e proteção de dados, apontada como risco à segurança jurídica. (Valor Econômico - 15.09.2026)

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Brasil: Expansão de data centers pode ampliar capacidade de IA, mas exige integração tecnológica

O artigo sustenta que a expansão da inteligência artificial depende diretamente de data centers, infraestrutura física que reúne computação, energia, água, refrigeração e conectividade. Nesse contexto, o Redata é apresentado como oportunidade para reduzir o custo de implantação e ampliar a capacidade de processamento dentro do Brasil, diminuindo latência e apoiando setores como indústria, mineração, agronegócio, saúde e serviços públicos. O texto alerta, porém, que receber data centers não garante desenvolvimento tecnológico: A regulamentação precisaria aproximar projetos de universidades, centros de pesquisa, startups e fornecedores locais. Também são destacados requisitos ambientais, especialmente energia e água, e a governança de dados sensíveis. O sucesso do regime, segundo o autor, deveria ser medido pela formação profissional, pesquisa aplicada, participação de empresas brasileiras e conhecimento retido no país. (CNN Brasil - 16.09.2026)

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Brasil: Inferência de IA e Redata podem abrir novo ciclo de data centers

A Intel avalia que o Brasil pode entrar em um novo ciclo de expansão de data centers impulsionado pela inteligência artificial, pela crescente inferência fora dos grandes centros de processamento e pelos incentivos do Redata. A companhia destaca que o parque instalado de servidores no país é relativamente antigo, criando oportunidade para renovação tecnológica: Segundo o executivo João Bortone, processadores mais modernos podem reduzir o consumo de energia em até 30% e liberar até 70% do espaço físico ocupado. A empresa também vê forte avanço de edge AI, com o Brasil concentrando cerca de metade dos investimentos em computação de borda na América Latina, e argumenta que inferência e hiperescala são complementares. O Redata, com vigência de cinco anos, é citado como instrumento capaz de atrair projetos globais, embora energia, custo de componentes e políticas públicas consistentes permaneçam fatores decisivos. (Data Center Dynamics - 04.09.2026)

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Brasil: Projeto de 1 GW em Paracatu amplia debate sobre água e expansão de data centers

Um projeto da Atlas Renewable Energy em Paracatu, Minas Gerais, prevê data center de 1 GW, investimento de R$ 35 bilhões, operação parcial a partir de dezembro de 2027 e conclusão até 2030. A escala supera a soma aproximada de 800 MW atribuída aos data centers atualmente instalados no país e insere o município em um movimento nacional que, segundo levantamento citado, envolve ao menos 68 projetos em 37 cidades. O empreendimento é planejado em região marcada por conflitos hídricos e próximo a áreas com restrições ao uso de águas subterrâneas. No limite de eficiência hídrica previsto pelo Redata, a instalação poderia consumir até 1,2 milhão de litros por dia, ou 438 milhões de litros por ano. A Atlas afirma que o projeto está em estudos preliminares e condiciona decisões à disponibilidade de recursos e à viabilidade socioambiental. (Intercept Brasil - 10.09.2026)

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Brasil: Redata tenta transformar vantagem energética em competitividade para data centers

O artigo analisa o Redata como instrumento para reduzir a desvantagem tributária do Brasil na disputa global por data centers, destacando que equipamentos importados representam parcela relevante do custo de implantação. O regime combina suspensão de tributos com contrapartidas de 10% de capacidade ao mercado interno, investimentos locais equivalentes a 2% das compras incentivadas e exigências ambientais, como energia renovável e eficiência hídrica de até 0,05 litro/kWh. O texto ressalta que 86,8% da eletricidade brasileira veio de fontes renováveis em 2025, mas alerta para intermitência, necessidade de reforços no SIN e riscos hídricos. Também aponta oportunidade de exportar capacidade computacional por ZPEs, ao mesmo tempo em que observa que data centers são intensivos em capital e exigem políticas para gerar fornecedores, pesquisa e empregos qualificados. (Estadão - 14.09.2026)

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Colômbia: Mercado de data centers cresce, mas expansão depende de nova oferta elétrica

A Colômbia busca consolidar-se como polo regional de data centers, apoiada pelo crescimento de nuvem, análise de dados e inteligência artificial. O país possui 42 instalações em operação e estimativas apontam mais de US$ 1,16 bilhão em investimentos até 2030; outra projeção indica que o mercado pode crescer de cerca de US$ 450 milhões em 2025 para US$ 1,45 bilhão em 2031, com taxa anual composta de 21,46%. O principal desafio é energético. O governo defende ampliar a produção de eletricidade no Alto Caribe, pois a infraestrutura atual e a capacidade já planejada seriam insuficientes para atender grandes projetos de hiperescala e clusters de GPUs. Além de energia firme, a expansão dependerá de fibra óptica, cabos submarinos, profissionais especializados, sustentabilidade e regras previsíveis. A estratégia é converter maior capacidade energética em capacidade computacional. (Data Center Dynamics - 04.09.2026)

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EUA: Boom de data centers amplia litígios e cria mercado para escritórios de advocacia

A rápida expansão de data centers de inteligência artificial nos Estados Unidos está aumentando disputas locais sobre uso do solo, ruído, água e energia e criando uma nova área de atuação para escritórios de advocacia. Em Phoenix, um advogado especializado em licenciamento passou de cerca de 10% para 70% do tempo dedicado a projetos do setor. A reportagem afirma que mais de 300 jurisdições em 44 Estados já adotaram moratórias contra data centers. De um lado, advogados auxiliam comunidades e grupos de defesa a contestar projetos; de outro, equipes especializadas representam operadores e investidores em processos regulatórios e judiciais. Cerca de um terço dos grandes escritórios já teria prática específica para data centers. O aumento da resistência pode levar empresas a buscar leis estaduais ou federais que limitem a capacidade de municípios bloquearem novos empreendimentos. (CNN Brasil - 13.09.2026)

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Global: Consumo elétrico de servidores de IA pode dobrar até 2030

O estudo Data Center Demand Index, da Kearney, projeta que o consumo de energia por servidores de inteligência artificial em data centers deverá dobrar até 2030. Em 2025, esses servidores já respondiam por 23% a 27% da eletricidade consumida pelos centros de dados. A pressão também aparece na densidade por rack: Cargas de inferência demandam de 10 a 30 kW, enquanto treinamento de modelos varia de 30 a 100 kW; ambientes tradicionais de hiperescala ficam entre 10 e 14 kW. A consultoria avalia que essas diferenças influenciarão a localização dos empreendimentos e deverão segmentar o mercado conforme o perfil da carga. Para países continentais e com matrizes energéticas limpas, como o Brasil, a descentralização e a busca por energia escalável ganham importância na expansão da infraestrutura digital. (Agência Eixos - 15.09.2026)

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Global: Infraestrutura de IA pode exigir mais de US$ 31 tri até 2050

A PwC projeta que o investimento global em infraestrutura de inteligência artificial pode superar US$ 31 trilhões até 2050 no cenário central de seu Global Data Centre Outlook, com faixa estimada entre US$ 22 trilhões e quase US$ 50 trilhões. O gasto anual de capital com data centers poderia subir de cerca de US$ 800 bilhões atualmente para US$ 1,8 trilhão por ano em 2050. Os Estados Unidos devem concentrar 48% do total, ou US$ 15,1 trilhões, reforçando sua posição em chips avançados, hyperscalers e desenvolvedores de modelos. As Américas somariam US$ 16,5 trilhões, enquanto a Ásia-Pacífico aparece na sequência com US$ 8,2 trilhões. A consultoria ressalta que comércio de semicondutores, políticas de soberania em IA, disponibilidade de energia e capacidade de construir infraestrutura em escala podem alterar significativamente o volume e a distribuição desses investimentos. (Exame - 09.09.2026)

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Global: Receita de componentes para data centers cresce 182% com avanço da IA

A receita mundial de semicondutores e componentes de TI destinados a servidores e sistemas de armazenamento de data centers cresceu 182% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Dell’Oro Group. O desempenho acelerou frente aos 116% registrados no primeiro trimestre e foi impulsionado pela alta dos preços de memória e armazenamento e pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. DRAM e unidades de armazenamento tiveram expansão de receita em três dígitos, enquanto o preço médio por bit mais que dobrou na comparação anual. O avanço de servidores acelerados elevou também a demanda por HBM, CPUs, memória convencional e interfaces de rede de alta velocidade. Plataformas Blackwell, da Nvidia, e aceleradores personalizados de Google e Amazon ampliaram os efeitos do ciclo de IA sobre toda a cadeia de componentes de data centers. (TeleSíntese - 09.09.2026)

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Expansão e Investimentos

América Latina: Mais de 20 projetos de data centers avançam para operação

A América Latina reúne mais de 20 data centers e expansões em construção, comissionamento ou planejamento avançado, com parte das entregas prevista até o fim de 2026. O Brasil concentra vários projetos, como duas unidades de 36 MW da Scala em Barueri, avaliadas em US$ 400 milhões cada, o RIO2 da Cirion, com 80 MW e orçamento de US$ 450,4 milhões, e a ampliação de Vinhedo 2, da Ascenty, de 50 MW para 80 MW. No Chile, a AWS prepara sua terceira região de nuvem na América Latina dentro de compromisso de US$ 4 bilhões, enquanto a Colômbia possui projetos da Odata de 24 MW e 120 MW. Equinix, NextStream, Telconet, KIO, Elea e Tecto também aparecem no pipeline. O conjunto mostra aceleração regional de capacidade, com cronogramas distribuídos entre o quarto trimestre de 2026 e os anos seguintes. (BNamericas - 15.09.2026)

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Argentina: Patagônia atrai projetos de mega data centers com energia e grandes áreas

Empresas de tecnologia e energia passaram a avaliar a Patagônia argentina para mega data centers, atraídas por clima ameno, disponibilidade de terra, renováveis e gás de Vaca Muerta. A Pampa Energia estuda um projeto de até 500 MW próximo à termelétrica de Loma de la Lata, enquanto a Capital Verde planeja uma primeira fase de 300 MW, com investimento de US$ 3 bilhões e possibilidade de expansão para 3.000 MW, apoiada por parques eólicos e solares fora da rede nacional. A OpenAI também anunciou parceria com a Sur Energy para um projeto estimado em até US$ 25 bilhões. O interesse é favorecido pelo regime de incentivos RIGI e pela maior estabilidade macroeconômica, mas especialistas alertam que conectividade, infraestrutura, financiamento e definição de clientes ainda são obstáculos. Parte dos projetos permanece em fase preliminar e sem decisão final de investimento. (CNN Brasil - 07.09.2026)

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Austrália: Big techs avaliam novos data centers atraídas por renováveis e proximidade da Ásia

Grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos aumentaram o interesse em construir data centers na Austrália, segundo a operadora AirTrunk. Google, Apple, Meta, Amazon e Microsoft estariam avaliando oportunidades apoiadas por estabilidade política, disponibilidade de terras, energia renovável e proximidade com mercados asiáticos. O Commonwealth Bank of Australia estima que o setor pode atrair US$ 108 bilhões em investimentos até 2030. Ao mesmo tempo, a demanda elétrica cresce rapidamente: O operador do mercado projeta que data centers de IA poderão representar 13% do consumo de eletricidade do país em 2035-36, ante 3% atualmente. O governo estuda padrões nacionais que podem obrigar grandes instalações a financiar sua própria geração. A expansão ainda enfrenta risco de atrasos em conexões à rede, aprovações e novas manifestações locais contra o avanço dos projetos. (O Globo - 07.09.2026)

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Brasil: 4EDGE inaugura data center de borda no interior de São Paulo

A Trusted Data concluiu e entregou um novo edge data center da 4EDGE/Informo em Santa Cruz do Rio Pardo, ampliando a oferta de processamento, armazenamento e conectividade no centro-oeste paulista. A unidade foi projetada para aplicações críticas que exigem baixa latência, alta disponibilidade e maior controle sobre os dados, aproximando capacidade computacional de empresas, indústrias e provedores regionais. A infraestrutura é apresentada como Tier-3 Based, com redundância em energia, refrigeração e conectividade e disponibilidade declarada superior a 99,98%, além de NOC 24x7, ASN próprio e acordos de peering. O projeto utiliza contenção, climatização de precisão, racks padronizados, UPS e monitoramento digital. A 4EDGE afirma operar em modelo OPEX e pretende ampliar gradualmente sua presença com novos sites no interior paulista. (TeleSíntese - 15.09.2026)

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Brasil: Geyser Data prevê US$ 100 mi para armazenamento de dados frios em Campinas

A americana Geyser Data iniciou operações no Brasil com estratégia voltada ao armazenamento de dados frios e plano de investir US$ 100 milhões em Campinas até 2029. O modelo busca atender empresas que precisam preservar grandes volumes de informações por longos períodos, com ênfase em soberania de dados e em uma política comercial que, segundo a companhia, não cobra pelo acesso às informações armazenadas. O movimento ocorre em meio ao crescimento do mercado brasileiro de data centers e à expectativa de novos investimentos estimulados por incentivos fiscais como o Redata. O material também registra preocupações ambientais e fiscais levantadas por organizações da sociedade civil e menciona o Complexo do Pecém, no Ceará, como referência de grande projeto em construção. O foco da Geyser acrescenta uma nova frente à expansão da infraestrutura digital nacional, voltada a armazenamento de longo prazo. (Estadão - 10.09.2026)

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Brasil: Governo amplia infraestrutura soberana e prepara novo data center em Brasília

O governo brasileiro pretende direcionar parte das bases de dados estratégicas à futura nuvem soberana e ampliar a capacidade de Serpro e Dataprev. A ministra Esther Dweck afirmou que a solução deverá priorizar informações sensíveis, como dados tributários e de saúde, sem substituir integralmente os serviços de nuvem contratados de fornecedores internacionais. Segundo ela, Serpro e Dataprev passaram de capacidade ociosa para operação próxima do limite, o que motivou a construção de um novo data center em Brasília, com investimento de aproximadamente R$ 1,8 bilhão. O plano também inclui novas etapas de expansão, aquisição de supercomputadores e eventual oferta dessa infraestrutura a Estados, municípios e universidades. A estratégia busca reforçar soberania de dados, capacidade operacional e domínio tecnológico para reduzir a dependência de processamento no exterior. (Data Center Dynamics - 15.09.2026)

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Finlândia: Google anuncia € 13 bi para novos data centers e energia limpa

O Google planeja investir pelo menos € 13 bilhões na Finlândia ao longo de dois anos, maior aporte individual da empresa na Europa, para construir três novos data centers e ampliar a instalação existente em Hamina. Os novos projetos serão implantados em Kajaani, Muhos e Vaala e aproveitam clima frio, disponibilidade de água, conectividade e uma matriz em que 96% da eletricidade vem de fontes livres de carbono. A empresa estima mais de 37 mil empregos durante a construção e cerca de 7 mil postos associados às operações e fornecedores após a conclusão. O plano inclui novos contratos de energia eólica, bateria de 94 MW em Kajaani para apoio à rede e acordo de compra de energia de 22 anos com a Fortum, cobrindo 50% da capacidade da usina nuclear de Loviisa entre 2030 e 2049. Os data centers também serão preparados para recuperação de calor. (Bloomberg Línea Brasil - 09.09.2026)

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Finlândia: TikTok planeja 150 MW de capacidade em novo data center

O TikTok planeja utilizar até 150 MW de capacidade em um novo data center em Kouvola, na Finlândia, dentro do Project Clover, programa de € 12 bilhões voltado à segurança dos dados de usuários europeus. Segundo relatório de impacto econômico encomendado pelo TikTok e pela Hyperco, responsável pela construção, a primeira fase terá 50 MW, começou em setembro de 2025 e deve ser concluída em 2027. Uma segunda etapa acrescentará 100 MW. A empresa informou que se tornará locatária quando a instalação estiver disponível. O projeto integra uma onda de investimentos em infraestrutura digital na Finlândia, impulsionada por hyperscalers e neoclouds e favorecida por energia, clima e políticas para data centers. A expansão reforça a estratégia da ByteDance de manter capacidade computacional e armazenamento de dados de usuários da União Europeia dentro da região. (Times Brasil - 08.09.2026)

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Global: Oracle adiciona 850 MW e acelera expansão de data centers para IA

A Oracle ampliou sua capacidade de data centers para atender uma demanda de inteligência artificial que, segundo a companhia, continua crescendo mais rapidamente do que a oferta de treinamento e inferência em nuvem. No primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a empresa entregou 850 MW adicionais e registrou aumento de 121% na receita de infraestrutura em nuvem, para US$ 7,4 bilhões. Desde o trimestre anterior, mais de 300 mil GPUs foram disponibilizadas a clientes de IA, quase o triplo da entrega anterior. A contratação futura também avançou: A empresa fechou mais de US$ 30 bilhões em novos contratos de nuvem de IA e reportou obrigações de desempenho remanescentes de US$ 664 bilhões, aumento de US$ 209 bilhões em um ano. A expansão exige forte investimento em infraestrutura e reforça a corrida por capacidade computacional de grande escala. (TeleSíntese - 10.09.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Anatel propõe metas de edge data centers no leilão de 6 GHz

A Anatel abriu consulta pública sobre a minuta do leilão da faixa de 6 GHz, entre 6.425 MHz e 7.125 MHz, incluindo compromissos de infraestrutura digital com edge data centers nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A proposta combina blocos nacionais e regionais e ficará aberta a contribuições por 45 dias. A agência também prevê audiências públicas em São Paulo e Brasília e trabalha com horizonte de realização da licitação até 2028. A inclusão de data centers de borda transforma a política de espectro em instrumento de indução de capacidade computacional regional, aproximando processamento e conectividade dos usuários. A proposta foi aprovada por quatro votos no Conselho Diretor, embora tenha havido divergência sobre o rito de deliberação, diante da complexidade do tema e das obrigações associadas ao futuro edital. (TELETIME News - 08.09.2026)

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Brasil: Data center de IA em Campinas avança, mas ainda depende de licenças ambientais

O data center de inteligência artificial planejado pela Terranova em Campinas ainda depende de licenças ambientais para a implantação do complexo, apesar de já possuir autorizações para a subestação elétrica, primeira etapa prevista para conclusão em 2027. O projeto ocupará cerca de 944 mil m², terá aproximadamente 115 mil m² de área construída e investimento inicial de US$ 500 milhões, com previsão de 3 mil empregos diretos e indiretos. Quando concluído, em 2029, poderá alcançar 400 MW, equivalente a 40% da atual capacidade comissionada do país, segundo referência apresentada pela reportagem. O Comdema pediu suspensão dos licenciamentos ligados à subestação, enquanto a Prefeitura sustenta que o rito municipal foi seguido. A empresa afirma adotar resfriamento em circuito fechado e reservar quase um terço da área para preservação e doação ao município. (G1 - 04.09.2026)

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Brasil: Especialista critica obrigação de edge data center em leilão de 6 GHz

O presidente da Teleco, Eduardo Tude, criticou a proposta de incluir a construção de edge data centers entre as obrigações do leilão da faixa de 6 GHz. Para ele, compromissos de espectro deveriam priorizar cobertura, atendimento de escolas e expansão de redes em áreas rurais, enquanto investimentos em infraestrutura computacional deveriam acompanhar a demanda e os planos de negócio das operadoras. Tude defende neutralidade tecnológica e alerta para o risco de antecipar capacidade sem mercado suficiente. Ao mesmo tempo, reconhece que a inteligência artificial tende a alterar o perfil do tráfego, com fluxos mais simétricos de upload e download e aplicações de baixa latência, o que pode ampliar a necessidade de processamento próximo aos usuários. O consultor avalia que conectividade seguirá como base dos serviços, acompanhada por nuvem, cibersegurança e edge computing. (TeleSíntese - 07.09.2026)

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Brasil: Fazenda e MME divergem sobre uso de gás natural em data centers

A regulamentação energética do Redata expôs divergência entre o Ministério da Fazenda e o Ministério de Minas e Energia sobre a inclusão do gás natural entre as fontes de baixa emissão permitidas para data centers. A Fazenda avalia que o combustível não se enquadra nos critérios da Taxonomia Sustentável Brasileira e discute exigir compensações por meio de CCUS ou créditos de carbono. O MME, por sua vez, defende publicamente a inclusão do gás para ampliar a atratividade dos projetos e garantir segurança de suprimento. O primeiro decreto do programa não deverá discriminar as fontes, que ficarão para uma portaria interministerial. Representantes do setor de gás pressionam para evitar exigências adicionais, e o senador Laércio Oliveira afirmou que poderá apresentar projeto para sustar a regulamentação caso o combustível seja excluído. (Agência iNFRA - 16.09.2026)

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Brasil: MPF e DPU pedem suspensão da operação do data center do Pecém

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União ajuizaram ação para impedir o início da operação do Data Center Pecém, em Caucaia, antes da consulta livre, prévia e informada ao povo indígena Anacé e da elaboração de EIA/Rima. O projeto da Omnia prevê cerca de 70 hectares, duas edificações principais, 120 geradores a diesel, subestação elétrica, captação de água subterrânea e potência instalada de 300 MW. As instituições questionam o enquadramento do empreendimento como de baixo ou médio impacto e pedem monitoramento de efeitos hídricos, energéticos, de ruído e sobre comunidades do entorno. Também solicitam testes de bombeamento, validação do modelo hidrogeológico, indicadores de eficiência hídrica e energética e comprovação de conformidade elétrica perante o ONS. Duas das três etapas do licenciamento já haviam sido concedidas. (Ministério Público Federal - 10.09.2026)

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Brasil: Redata suspende tributos e condiciona incentivos a energia e eficiência hídrica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Redata, regime que suspende PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos destinados a data centers, com impacto fiscal estimado em R$ 5,2 bilhões em 2026, R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028. O governo projeta entre R$ 500 bilhões e R$ 1 trilhão em investimentos. Para aderir, as empresas deverão reservar ao menos 10% da capacidade ao mercado interno, investir no país o equivalente a 2% das compras beneficiadas e cumprir requisitos de sustentabilidade, incluindo índice hídrico de até 0,05 litro/kWh. A energia contratada deverá vir de fontes renováveis ou de baixa emissão, mas a regulamentação sobre a possível inclusão do gás natural ainda depende de definição entre Fazenda e MME. (Valor Econômico - 15.09.2026)

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Brasil: Redução de ICMS para data centers enfrenta resistência no Confaz

Empresas do setor de data centers negociam com os governos estaduais uma isenção ou redução de ICMS sobre servidores, componentes e outros equipamentos, buscando complementar os incentivos federais do Redata. A proposta depende de convênio no Confaz e enfrenta resistência de unidades da Federação, com destaque para São Paulo. Pela legislação, benefícios de ICMS exigem decisão unânime dos Estados representados e posterior ratificação, o que impede concessões isoladas. Também será necessário definir se haverá isenção total ou redução, quais produtos serão abrangidos e por quanto tempo. O ICMS seguirá integral até 2028 e começará a ser reduzido em 2029, durante a transição da reforma tributária, até sua extinção em 2033. Especialistas defendem alinhamento entre listas federal e estadual para facilitar a análise de projetos e reduzir incertezas. (Poder360 - 06.09.2026)

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Brasil: Setor cobra regulamentação do Redata, redução de ICMS e expansão de backbone

A sanção do Redata reduziu parte do custo de equipamentos para data centers, mas o Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais avalia que a competitividade do Brasil ainda depende da regulamentação operacional do regime, de procedimentos claros para habilitação e da expansão da infraestrutura de transporte de dados. O IBTD também estuda, a pedido da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, a criação do Refibra, regime especial voltado a investimentos em backbone, diante do aumento esperado do volume de dados processados no país. Especialistas destacam ainda dois gargalos: Disponibilidade e capacidade de transmissão de energia elétrica e a necessidade de o Confaz aprovar eventual redução de ICMS sobre servidores e equipamentos, medida vista pelo setor como complementar aos incentivos federais. (TELETIME News - 15.09.2026)

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EUA: Reação a data centers ganha peso político e pressiona novas regras

A expansão acelerada de data centers de inteligência artificial transformou-se em tema político nos Estados Unidos, com governos locais e estaduais criando restrições diante de preocupações com tarifas de eletricidade, uso de água e pressão sobre redes. Em julho, a Ratepayer Protection Act avançou em comissão na Câmara com objetivo de limitar impactos dos centros de dados sobre consumidores de energia. O debate também entrou nas eleições de meio de mandato e passou a tensionar alianças partidárias tradicionais. Estados que antes ofereciam incentivos passaram a discutir novas exigências, enquanto empresas de tecnologia e investidores acompanham o risco regulatório. A reportagem mostra que a resistência não elimina a demanda por infraestrutura de IA, mas pode alterar onde, como e em que ritmo os projetos são construídos, elevando a importância de regras sobre energia, custos locais e licenciamento. (Estadão - 09.09.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Aneel autoriza conexão do Scala AI City diretamente à Rede Básica

A Aneel autorizou a Scala Data Centers a acessar diretamente a Rede Básica do Sistema Interligado Nacional para atender o Scala AI City, em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul. O empreendimento prevê demanda de 1,8 GW até 2033, equivalente a 15,8 TWh por ano caso toda a potência fosse usada continuamente, embora a reportagem ressalte que essa comparação não representa consumo efetivo. O MME trabalha ainda com potencial de expansão para 5 GW, hipótese que dependerá de novos estudos da EPE e corresponderia a cerca de 20% da carga máxima atual da Região Sul. O acesso será viabilizado pelo seccionamento da linha Guaíba em 525 kV e por futura subestação própria. A decisão coloca um grande data center diretamente na infraestrutura de alta tensão e evidencia a escala das novas cargas associadas à inteligência artificial. (Convergência Digital - 10.09.2026)

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Brasil: Nordeste reúne 30 projetos de data centers e 8,3 GW de demanda até 2038

O Nordeste reúne 30 projetos de data centers em estudo, com demanda conjunta de 8,3 GW até 2038, segundo levantamento prospectivo da EPE. A região atrai empreendimentos pela oferta de energia eólica e solar, conectividade por cabos submarinos e infraestrutura portuária, mas enfrenta limitações de transmissão e competição por capacidade com outros grandes consumidores, como projetos de hidrogênio que somam 26,7 GW. A EPE destaca que potencial de geração não significa energia disponível no ponto e no momento exigidos pelo data center, pois o atendimento depende de linhas, subestações e estabilidade do sistema. O governo também relaciona a expansão a baterias, biomassa e hidrelétricas para complementar fontes intermitentes. Em São Paulo, estudos recomendam R$ 1,6 bilhão em reforços para abrir cerca de 4 GW de margem de conexão. (Times Brasil | CNBC - 16.09.2026)

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Brasil: Taesa vê data centers como nova carga para equilibrar geração e consumo

A Taesa avalia que a expansão dos data centers pode ajudar a reduzir o desbalanceamento entre oferta e consumo de energia elétrica no Brasil, especialmente em regiões com forte geração renovável e menor concentração de carga. A companhia cita Norte e Nordeste como áreas com potencial para aproximar grandes consumidores de parques eólicos e solares, reduzindo parte da distância entre produção e demanda. A avaliação ganha relevância com o avanço do Redata, que condiciona os incentivos ao atendimento da demanda elétrica por fontes renováveis ou de baixa emissão. A empresa também destaca que data centers voltados à inteligência artificial podem ter maior flexibilidade geográfica do que instalações de cloud e armazenamento, tradicionalmente próximas a grandes centros urbanos. A Taesa opera 16.600 km de linhas de transmissão em 19 Estados e vê novas cargas como oportunidade para o sistema. (Poder360 - 04.09.2026)

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EUA: Aliança propõe data centers de IA como cargas flexíveis da rede

Nvidia, Google e Emerald AI lançaram a AI Energy Management Alliance, iniciativa voltada a desenvolver data centers de inteligência artificial capazes de ajustar dinamicamente seu consumo de eletricidade às condições da rede dos Estados Unidos. O objetivo é acelerar conexões de novas instalações e, ao mesmo tempo, preservar a confiabilidade do sistema e limitar pressões sobre custos. A proposta prevê deslocamento de cargas computacionais, uso de armazenamento e geração local e redução temporária do consumo em períodos de estresse. A aliança pretende adotar métricas de desempenho para velocidade de resposta, duração, previsibilidade e comportamento em emergências, além de defender padronização técnica, compartilhamento de dados e processos de conexão mais rápidos para projetos que assumam compromissos verificáveis de flexibilidade. O grupo reunirá empresas de tecnologia, data centers, geradores, utilities e operadores de rede. (CNN Brasil - 16.09.2026)

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EUA: Vertiv compra especialista em microrredes por US$ 1,45 bi

A Vertiv anunciou a aquisição da UtilityInnovation Group por aproximadamente US$ 1,45 bilhão, com pagamento adicional de até US$ 1,15 bilhão condicionado a metas de EBITDA. A operação busca ampliar soluções energéticas para data centers pressionados por restrições de acesso à rede, especialmente projetos ligados à inteligência artificial. A UIG desenvolve controles de microrredes, orquestração de geração e armazenamento no local e arquiteturas atrás do medidor. Com a compra, a Vertiv pretende oferecer uma cadeia integrada desde a interconexão com o sistema elétrico até a alimentação dos chips, sem limitar clientes a uma única tecnologia de geração. A empresa relaciona a vantagem competitiva dos operadores à velocidade entre a escolha do terreno e o início da computação, e espera que a aquisição tenha efeito positivo no lucro por ação ajustado já no primeiro ano após a conclusão. (IT Forum - 09.09.2026)

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Inovação e Tecnologia

China: Huawei apresenta arquitetura 3D para data centers de inteligência artificial

A Huawei apresentou em Wuhu, na província chinesa de Anhui, uma arquitetura 3D para grandes data centers de inteligência artificial. O modelo reorganiza verticalmente quatro camadas — refrigeração, equipamentos de TI, fornecimento de energia e energia de backup — para reduzir ocupação horizontal e responder ao aumento da densidade dos racks. Segundo a empresa, sistemas que antes operavam com alguns ou dezenas de quilowatts agora chegam a 100 ou 200 kW por rack, pressionando espaço, alimentação elétrica e dissipação térmica. A solução separa áreas de energia e computação, cria zonas capazes de isolar falhas, distribui a refrigeração e encurta trajetos entre subsistemas. Componentes padronizados e pré-fabricados podem reduzir pela metade o prazo da etapa eletromecânica. A Huawei já implantou o conceito em três grandes hubs de nuvem na China. (Exame - 15.09.2026)

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EUA: Qualcomm e Amazon fecham parceria de até US$ 60 bi em chips de IA

A Qualcomm informou que a Amazon poderá comprar até US$ 60 bilhões em chips de inteligência artificial para data centers e produtos relacionados em uma parceria de longo prazo. O acordo inclui garantias de aproximadamente US$ 4 bilhões que permitem à Amazon adquirir ações da fabricante por preço fixo de US$ 161,26, condicionado à compra de produtos. As empresas trabalharão no desenvolvimento de chips voltados à inferência de IA e de conectividade óptica de alta velocidade, com soluções de até 1,6 terabit por segundo para atender a demanda de largura de banda dos centros de dados. A Qualcomm busca diversificar além de smartphones e espera elevar sua receita de chips para data centers a US$ 15 bilhões até 2029. A Amazon se junta a Microsoft e Meta entre os clientes da iniciativa, enquanto a própria AWS amplia rapidamente seu negócio de chips personalizados. (CNN Brasil - 08.09.2026)

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Global: Refrigeração líquida ganha espaço diante da alta densidade dos data centers de IA

A expansão de cargas de inteligência artificial está elevando a densidade dos racks e pressionando os sistemas tradicionais de refrigeração a ar. O texto cita estimativas de que data centers poderão responder por até 3% da demanda mundial de eletricidade em 2030 e que o resfriamento já representa normalmente 30% a 40% do consumo elétrico de uma instalação. Nesse contexto, tecnologias líquidas, como direct-to-chip e imersão, ganham espaço por transferirem calor com maior eficiência, reduzirem o uso de ventiladores e chillers e ajudarem a controlar o PUE. A recuperação de calor residual também aparece como oportunidade, com exemplos nos países nórdicos que abastecem redes de aquecimento urbano. O artigo destaca ainda gestão proativa dos fluidos térmicos, análises laboratoriais e manutenção preditiva como elementos para reduzir perdas, corrosão e paradas não planejadas. (Data Center Dynamics - 08.09.2026)

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Global: Schneider lança módulos de energia de até 2,5 MW para data centers de IA

A Schneider Electric lançou módulos e skids de energia pré-fabricados para data centers de hiperescala, neocloud e colocation, com configurações de 2 MW, 2,25 MW e 2,5 MW. A versão de 2,5 MW é a maior já produzida pela empresa e utiliza a tecnologia UPS Galaxy VXL. O desenvolvimento aproveita projetos de referência elaborados com a Nvidia, incluindo gestão integrada de energia e controles de refrigeração líquida para plataformas de alta densidade como a GB300 NVL72. A Schneider afirma que a padronização pode reduzir a fabricação da infraestrutura elétrica para cerca de seis meses. Os módulos integram UPS, quadros, refrigeração, baterias de íons de lítio, busway e distribuição de energia em conjuntos testados em fábrica. A proposta busca acelerar a implantação de capacidade elétrica adequada aos racks de IA, reduzindo etapas de engenharia e construção em campo. (Data Center Dynamics - 16.09.2026)

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