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Tendências de Mercado
América Latina: Capacidade de data centers salta de 1,3 GW para 12,7 GW
A capacidade contratada e em desenvolvimento de data centers na América Latina avançou de 1,3 GW no fim de 2021 para 12,7 GW em 2026, segundo levantamento da DCByte, refletindo a expansão de hyperscalers, serviços de nuvem e cargas de inteligência artificial. O crescimento é apoiado pela ampliação das redes terrestres e de cabos submarinos, incluindo o projeto Humboldt, que deverá conectar Chile e Austrália. Brasil, México e Chile continuam como os principais polos regionais, mas limitações de energia, disponibilidade hídrica e custos começam a deslocar parte dos investimentos para uma segunda onda de mercados. A Colômbia já soma 338 MW de capacidade e possui quase 300 MW adicionais projetados no curto e médio prazo, com aproximadamente 98% da atividade concentrada em Bogotá e Cundinamarca. Barranquilla ganha relevância pela conectividade submarina, enquanto Peru também amplia sua participação no desenvolvimento regional da infraestrutura digital. (Data Center Dynamics - 01.09.2026)
Ásia-Pacífico: Ativos de data centers podem superar US$ 950 bi até 2030
O valor dos ativos operacionais de data centers na Ásia-Pacífico deverá ultrapassar US$ 950 bilhões até 2030, enquanto a região precisará de mais de US$ 280 bilhões em novos investimentos, segundo a Cushman & Wakefield. Apesar de concentrar mais de 60% da população mundial, a Ásia-Pacífico possui apenas 22% da capacidade global do setor. A infraestrutura instalada deve crescer 2,7 vezes até 2030, acima das Américas, com 2,6 vezes, e da região EMEA, com 2,3 vezes. Atualmente, existem 26.455 MW em desenvolvimento, ante 15.135 MW em operação. Japão, Malásia, Austrália, Índia e Indonésia deverão concentrar 77% dos aportes projetados, cerca de US$ 215 bilhões. O financiamento por empréstimos e dívida superou US$ 43 bilhões em 2025-2026, enquanto o volume de pré-locações avançou 115% em um ano, refletindo a corrida por capacidade para IA e nuvem. (Vietnam VN - 28.08.2026)
Brasil: Data centers entregam 106 MW no semestre e preveem mais 134 MW em 2026
O Brasil caminha para registrar o maior ano de sua história em nova capacidade de data centers, após a entrega de 106 MW no primeiro semestre de 2026 e com outros 134 MW previstos até dezembro, segundo levantamento da JLL. O país encerrou junho com 706 MW instalados, volume mais de seis vezes superior ao de 2012 e equivalente a cerca de metade da capacidade latino-americana. A ocupação chegou a 96%, com vacância geral de apenas 4%. Hyperscalers elevaram a contratação em colocation de cerca de 230 MW em 2021 para aproximadamente 780 MW no primeiro semestre de 2026, alta de 64% apenas desde 2025. Considerando ativos entregues, em construção e planejados, a Scala soma cerca de 800 MW, sem incluir o projeto AI City de 1,5 GW, seguida por Ascenty, com 520 MW, Omnia, 500 MW, Odata, 480 MW, e Elea, 430 MW. (BNamericas - 28.08.2026)
Brasil: Disputa por terreno de data center de R$ 6 bi avança em Uberlândia
Uma área de 96,76 hectares em Uberlândia, anteriormente associada a um projeto de data center de inteligência artificial, tornou-se foco de conflito fundiário após a retirada de famílias ligadas ao Movimento Terra, Trabalho e Liberdade. Cerca de 500 famílias participaram da ocupação, das quais 301 estariam cadastradas pelo Incra-MG. O terreno havia sido destinado ao que foi anunciado pela prefeitura como primeiro data center de IA do Sudeste, com investimento de R$ 6 bilhões e expectativa de mais de 2 mil empregos, mas a reportagem afirma que o empreendimento não possuía licenciamento ambiental e estaria localizado em área com nascentes do Rio das Pedras. O imóvel pertence ao Fundo de Investimento Imobiliário Bacuri, que o adquiriu em 2019 por R$ 14 milhões e o reavaliou para R$ 76 milhões em 2025; para fins de ITR, o valor informado é de R$ 1.781.916. A gestora WNT Capital é investigada pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. (Brasil de Fato - 01.09.2026)
Brasil: Energia limpa pode sustentar estratégia para atrair data centers globais
O Brasil pode aproveitar a nova onda tecnológica da inteligência artificial para ampliar sua posição como provedor internacional de infraestrutura de processamento, segundo análise do economista Paulo Feldmann. A avaliação considera que competir diretamente com Estados Unidos e China no desenvolvimento de grandes modelos de IA é mais difícil do que explorar vantagens brasileiras em data centers. Essas instalações exigem grandes volumes de eletricidade, conectividade, água, refrigeração, hardware e software, áreas em que o país reúne ativos relevantes, sobretudo pela disponibilidade de fontes de energia limpa. O autor defende que a atração de centros de dados internacionais depende, entretanto, de planejamento, políticas públicas, incentivos fiscais, legislação e financiamento. A estratégia permitiria ao Brasil combinar sua experiência como usuário avançado de tecnologia com a oferta de infraestrutura digital baseada em energia de menor impacto climático. (Folha de São Paulo - 01.09.2026)
Brasil: Perda da corrida por data centers pode pressionar serviços e câmbio
A incapacidade de ampliar a capacidade doméstica de data centers pode aumentar a dependência brasileira de processamento realizado no exterior e pressionar a conta de serviços e o câmbio, segundo avaliação da Azul Wealth Management. Entre janeiro e julho de 2026, o déficit brasileiro de serviços cresceu 8%, de US$ 30,3 bilhões para US$ 32,7 bilhões, enquanto as despesas ligadas a propriedade intelectual e a telecomunicações, computação e informação avançaram mais de 15% em relação ao mesmo período anterior. Para o economista-chefe João Henrique da Fonseca, o Brasil não precisa necessariamente competir na criação dos maiores modelos de IA, mas deveria buscar escala no processamento de dados. A resistência social e propostas de moratória a novos data centers em mercados desenvolvidos abririam uma janela para economias emergentes; se ela for perdida, o país poderá importar simultaneamente tecnologia, propriedade intelectual e capacidade computacional. (Valor Econômico - 30.08.2026)
EUA: Data centers sustentam avanço modesto da economia americana
O Federal Reserve apontou a demanda associada a data centers como um dos vetores do crescimento modesto da economia dos Estados Unidos desde o início de julho. Segundo o Livro Bege, 10 das 12 regiões acompanhadas pelo banco central registraram expansão modesta da atividade, enquanto duas permaneceram estáveis. A indústria avançou na maioria dos distritos, apoiada por encomendas ligadas à defesa e aos centros de dados, e a construção não residencial ganhou força em áreas com elevada concentração dessas instalações, onde os projetos de data centers assumiram papel de destaque. O emprego cresceu muito ligeiramente e os preços aceleraram moderadamente. Embora as perspectivas para os próximos meses permaneçam positivas, os agentes consultados pelo Fed demonstraram incerteza quanto aos custos de energia, às políticas governamentais e aos conflitos internacionais, fatores relevantes para investimentos intensivos em infraestrutura. (Monitor Mercantil - 02.09.2026)
EUA: Investimentos em infraestrutura de IA ampliam distância para a Europa
Os investimentos empresariais dos Estados Unidos em equipamentos e instalações devem crescer 40% em termos reais entre 2021 e o fim de 2027, mais de três vezes o avanço projetado de 12% para a zona do euro, segundo a Oxford Economics. A expansão americana é impulsionada especialmente pela infraestrutura necessária à inteligência artificial. Google, Meta, Microsoft e Amazon devem investir juntas mais de US$ 725 bilhões, equivalentes a R$ 3,7 trilhões, em 2026, ampliando instalações e capacidade computacional. Na Alemanha, o investimento empresarial deve permanecer praticamente estagnado no período analisado. A diferença reforça a vantagem dos EUA na implantação de infraestrutura digital, embora o Banco de Compensações Internacionais alerte para o risco de uma crise prolongada de investimentos caso os retornos econômicos da IA não correspondam às expectativas criadas pelo atual ciclo de capital. (Folha de São Paulo - 24.08.2026)
EUA: Resistência política a data centers fortalece tese de computação orbital da SpaceX
A crescente oposição política e social à construção de data centers nos Estados Unidos está reforçando, segundo a Evercore ISI, o argumento econômico da SpaceX para desenvolver computação orbital. O Texas suspendeu até 1.800 projetos à espera de auditorias, enquanto a Pensilvânia passou a reter licenças até que desenvolvedores obtenham todas as aprovações locais. Pesquisas citadas pela instituição indicam que 75% dos americanos se oporiam a um data center próximo de suas residências, ante 42% um ano antes. Em instalações terrestres, a SpaceX busca reduzir resistência com geração atrás do medidor e financiamento de melhorias na rede, embora ainda enfrente questionamentos sobre licenciamento, emissões e justiça ambiental. Para a Evercore, uma solução orbital poderia reduzir custos e prazos de entrada e evitar a pressão política sobre novas instalações terrestres, caso a tecnologia se torne viável em escala. (Investing - 27.08.2026)
Global: 20 mercados concentram 60% da capacidade mundial de data centers de hiperescala
A capacidade global de data centers de hiperescala permanece fortemente concentrada geograficamente: apenas 20 mercados estaduais ou metropolitanos respondem por 60% do total mundial, segundo o Synergy Research Group. A Virgínia do Norte lidera com 11% da capacidade, seguida por Pequim, com 6%. Entre os 20 maiores mercados, 15 estão nos Estados Unidos; quatro ficam na Ásia-Pacífico, incluindo três áreas chinesas e Singapura, enquanto Dublin é o único representante europeu. Guangdong, Indiana e Tennessee ingressaram no grupo, substituindo Tóquio, Sydney e Carolina do Sul. Os 20 mercados seguintes concentram outros 19% da capacidade. O estudo aponta que disponibilidade e custo de energia, conectividade, imóveis, incentivos, estabilidade e ambiente de negócios orientam decisões de localização, com a expansão da IA tornando o acesso à eletricidade e a resistência das comunidades fatores cada vez mais relevantes. (Data Center Dynamics - 24.08.2026)
Global: Data centers de IA podem exigir US$ 31,6 tri até 2050
Os gastos globais com data centers poderão alcançar US$ 31,6 trilhões até 2050 para atender à expansão da inteligência artificial, segundo o Global Data Center Outlook da PwC, elaborado com apoio da Oxford Economics. Em um cenário de adoção mais intensa de IA, o montante pode chegar a US$ 50 trilhões. Os Estados Unidos concentrariam US$ 15,1 trilhões do total, seguidos por Ásia-Pacífico, com US$ 8,2 trilhões, Europa, com US$ 5,6 trilhões, Oriente Médio, com US$ 1,1 trilhão, e África, com US$ 255 bilhões. Em base anual, os gastos devem subir de cerca de US$ 800 bilhões em 2026 para US$ 1,1 trilhão em 2030 e US$ 1,8 trilhão em 2050. A renovação recorrente de GPUs, servidores, armazenamento e equipamentos de rede responderão por parcela relevante do capital. Energia, soberania de dados e oferta de semicondutores serão determinantes para a localização dos projetos, e restrições na cadeia de chips podem reduzir os investimentos globais em quase 20%. (Folha de São Paulo - 02.09.2026)
Global: Everpure cresce 38% com avanço da infraestrutura de data centers
A Everpure registrou receita recorde de US$ 1,2 bilhão, ou R$ 6,2 bilhões, no segundo trimestre, crescimento de 38% frente ao mesmo período do ano anterior, em meio à expansão da demanda global por infraestrutura de dados. O lucro operacional avançou 77%. A receita com produtos alcançou US$ 687 milhões, ou R$ 3,5 bilhões, alta anual de 54%, enquanto serviços por assinatura somaram US$ 499 milhões, equivalentes a R$ 2,6 bilhões, avanço de 20%. A receita recorrente anual de assinaturas chegou a US$ 2,1 bilhões, 20% acima do ano anterior, e as obrigações de desempenho remanescentes atingiram US$ 4,1 bilhões, alta de 44%, ampliando a visibilidade de receitas futuras. A margem bruta GAAP foi de 68,4%, ante 69,9% na métrica não GAAP, e o lucro operacional não GAAP alcançou US$ 230 milhões. Após superar suas projeções, a companhia elevou as estimativas para o restante do exercício fiscal. (Data Center Dynamics - 28.08.2026)
Global: Expansão de data centers de IA amplia pressão sobre energia e água
A expansão acelerada da inteligência artificial e dos data centers é apontada como novo vetor de pressão socioambiental, devido à crescente demanda por eletricidade, água e infraestrutura física. O artigo cita projeção do Shift Project segundo a qual o consumo elétrico dos data centers pode alcançar 1.500 TWh por ano em 2030; se o setor fosse tratado como um país, seria o 11º maior consumidor de eletricidade em 2025 e poderia chegar à 6ª posição até o fim da década. Também destaca que 56% da energia atualmente usada por essas instalações ainda teria origem fóssil e que mais de 40% do aumento do consumo até 2035 poderá ser atendido por fontes fósseis. O impacto hídrico global dos data centers é estimado em 4,5 trilhões de litros em 2025, com possibilidade de atingir 9,3 trilhões de litros em 2030, reforçando o debate sobre limites ambientais da expansão da infraestrutura digital. (Jornal da Unicamp - 27.08.2026)
Quênia: Data center de 1 GW da Microsoft e G42 amplia preocupação com disponibilidade de água
O projeto de data center da Microsoft e da G42 em Olkaria, na região do Lago Naivasha, reacendeu discussões sobre disponibilidade hídrica no Quênia. Anunciado em 2024, o campus prevê capacidade de até 1 GW e abastecimento por energia geotérmica, mas perdeu ritmo em maio de 2026 diante de preocupações com a capacidade elétrica disponível. O empreendimento permanece em fase de projeto e as empresas afirmam que utilizarão tecnologias de conservação de água, sem divulgar, porém, o consumo hídrico estimado. A bacia de Naivasha já atende agricultura, turismo, pecuária e consumo doméstico e enfrenta pressão de captação, poluição, crescimento populacional e eventos climáticos extremos. Entidades locais defendem transparência sobre a origem e o volume da água, além da tecnologia de resfriamento, antes do avanço do complexo. (O Cafezinho - 25.08.2026)
Expansão e Investimentos
América Latina: Huawei amplia nuvem e IA com 12 data centers
A Huawei está ampliando sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial na América Latina, onde mantém 12 data centers distribuídos por cinco regiões de cloud e prepara novas expansões. A empresa opera quatro zonas de disponibilidade no México, três no Brasil, duas no Peru, duas no Chile e uma na Argentina, além de manter planos para um segundo data center argentino. A Huawei Cloud afirma ter mais de 200 clientes regionais utilizando sua plataforma Model as a Service, dos quais metade registra consumo diário superior a 10 milhões de tokens. Globalmente, a companhia opera em mais de 170 países e regiões, com 34 regiões de nuvem, 103 zonas de disponibilidade e mais de 2.800 pontos de presença de CDN. No primeiro semestre de 2026, a Huawei registrou receita de 467,82 bilhões de yuans, cerca de US$ 69,5 bilhões, alta de 9,6%, embora o lucro líquido tenha recuado 36% diante de maiores custos de insumos e investimentos em IA e desenvolvimento de chips próprios. (BNamericas - 01.09.2026)
Brasil: Adentro amplia em 375% operação no data center POA1
A Adentro Tecnologia ampliou em 375% sua operação desde o início, em 2019, da parceria com a Elea Data Centers no POA1, em Porto Alegre. A infraestrutura utilizada pela companhia passou de 8 para mais de 35 racks, reunindo mais de mil servidores e aproximadamente 5 petabytes de armazenamento. O ambiente funciona 24 horas por dia e dispõe de sistemas redundantes, segurança física e capacidade para expansão conforme o crescimento da demanda. A resiliência da instalação foi testada durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024: Mesmo diante de alagamentos e interrupções logísticas, o POA1 manteve operação integral e permitiu à Adentro sustentar serviços de backup, recuperação de ambientes e disaster recovery. Segundo as empresas, a experiência demonstra como infraestrutura de data center preparada para alta criticidade pode suportar simultaneamente crescimento operacional e continuidade de negócios em situações extremas. (Data Center Dynamics - 01.09.2026)
Brasil: Alibaba Cloud anuncia dois primeiros data centers no país
A Alibaba Cloud anunciou a instalação de dois data centers no Brasil, os primeiros da companhia no país, que servirão de base para sua nova operação local de infraestrutura de nuvem na América do Sul. A empresa não divulgou o valor específico dos projetos nem a data de início da operação voltada à inteligência artificial, mas informou que os investimentos integram um compromisso global de US$ 53 bilhões, equivalente a R$ 273,5 bilhões, em infraestrutura de IA. Segundo a Omdia, a Alibaba Cloud possui mais de 30% do mercado chinês de infraestrutura computacional como serviço, à frente de Huawei e Tencent. A expansão brasileira ocorre após movimentos semelhantes no México, França, Japão, Coreia do Sul e Malásia. A estrutura local deverá oferecer computação, armazenamento e softwares em nuvem com baixa latência e adequação às normas brasileiras de cibersegurança e proteção de dados, além de contar com parceria da brasileira Insi. (Folha de São Paulo - 27.08.2026)
Brasil: AWS vê Redata como impulso à atração de capital global
A AWS avaliou que a aprovação do Redata coloca o Brasil em melhores condições para disputar investimentos globais em infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, embora a regulamentação ainda seja decisiva para a aplicação dos incentivos. A companhia opera no país desde 2011 e informa US$ 5,6 bilhões em investimentos anunciados para o Brasil, dentro de US$ 14,6 bilhões destinados à América Latina. O regime suspende e posteriormente reduz a zero tributos federais sobre equipamentos, enquanto uma segunda frente no Confaz discute corte de até 90% do ICMS. A AWS não anunciou novos aportes vinculados diretamente à lei, mas informou que sua capacidade computacional dobrou desde 2022 e está em processo de dobrar novamente em 2026. A infraestrutura global de IA da empresa já está totalmente comprometida para 2027, com negociações avançando para 2028, e um acordo com a Nvidia prevê triplicar a disponibilidade de GPUs para clientes. (Bloomberg Línea Brasil - 02.09.2026)
Brasil: Eletronet amplia conectividade de data center da Surfix em Recife
A Eletronet firmou parceria com a Surfix Cloud & Data Center para ampliar a conectividade do data center localizado em Recife, permitindo aos clientes contratar serviços de trânsito IP, proteção anti-DDoS e transporte de dados pela infraestrutura da companhia. A unidade da Surfix, apresentada como a primeira e única de Pernambuco certificada como Tier III Facility, oferece colocation, cloud, cibersegurança, backup, disaster recovery e serviços gerenciados. A Eletronet opera atualmente cerca de 18 mil km de fibra óptica OPGW em 18 Estados e 170 Edge Data Centers, com previsão de chegar até o fim de 2026 a 26 mil km de rotas, presença em 23 Estados e 255 unidades de edge. A parceria busca ampliar redundância, baixa latência e diversidade de rotas entre Recife, Fortaleza, São Paulo e os principais pontos de troca de tráfego do país. Para a Surfix, a presença de uma nova rede de alta capacidade reduz dependências de pontos únicos de falha e reforça Recife como hub regional de interconexão. (Data Center Dynamics - 01.09.2026)
Brasil: Qair prevê iniciar data center de 565 MW no Pecém em 2027
A Qair prevê iniciar no primeiro semestre de 2027 as obras do Grand Réseau, projeto de data center no Complexo do Pecém, no Ceará. A primeira fase terá 150 MW de capacidade instalada e uma segunda etapa poderá adicionar 415 MW, levando o empreendimento a 565 MW na configuração atual. A companhia ainda não informou o investimento total nem revelou os futuros clientes, mas afirma que o projeto poderá representar o maior investimento pontual da história do Estado. A primeira etapa já possui Licença Prévia e viabilidade de conexão elétrica, enquanto a Licença de Instalação segue em processo considerado avançado. A estratégia prevê abastecimento com geração renovável própria da Qair, que informa possuir cerca de 650 MW em projetos solares e eólicos no Ceará e aproximadamente 2 GW em planejamento, incluindo armazenamento por baterias, hidrogênio verde e eólica offshore. O cronograma depende da conclusão das etapas regulatórias, ambientais e de infraestrutura. (Focus Jornalismo - 02.09.2026)
Brasil: Terranova inicia campus de IA de até 386 MW em Campinas
A Terranova iniciou em Campinas a construção de um campus de data centers dedicado a cargas de inteligência artificial, com investimento superior a US$ 500 milhões. O projeto terá inicialmente 216 MW de capacidade de TI e poderá alcançar 386 MW com as expansões previstas até 2029. A infraestrutura elétrica contará com subestação de 300 MW, ampliável futuramente para até 1 GW, capacidade que se refere ao sistema energético e não à potência destinada aos equipamentos de TI. O complexo ocupará área de aproximadamente 944 mil m² no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, com cerca de 115 mil m² destinados às instalações. O projeto utilizará resfriamento líquido em circuito fechado, concebido para servidores de alta densidade, e deverá mobilizar cerca de 3 mil trabalhadores no pico das obras. A primeira etapa está prevista para operar em 2027. (Portal ABC do ABC - 23.08.2026)
Brasil: Varginha consolida expansão de data centers para fora dos grandes polos
O data center inaugurado em Varginha, no Sul de Minas Gerais, em setembro de 2025 exemplifica a interiorização da infraestrutura digital brasileira. Instalado no Porto Seco Sul de Minas, o projeto prevê R$ 23 milhões em investimentos ao longo de dois anos e cerca de 30 empregos diretos. A escolha da cidade considerou disponibilidade de rede, segurança, acesso aeroportuário e proximidade de universidades, empresas, governo e parque tecnológico. O movimento ocorre enquanto os quatro maiores mercados latino-americanos somaram 1.045 MW de capacidade no primeiro trimestre de 2026, alta anual de 41,3%, com São Paulo respondendo por 536,7 MW. Segundo a Brasscom, o setor de TIC movimentou R$ 919,7 bilhões em 2025 e pode receber até R$ 2 trilhões entre 2026 e 2029, incluindo R$ 765,6 bilhões em nuvem e R$ 736,6 bilhões em IA. A expansão regional também depende de conectividade, energia e formação de profissionais especializados. (Data Center Dynamics - 01.09.2026)
Brasil: Yamna reserva área para data center de 250 MW no Porto do Açu
A Yamna assinou acordo de reserva de terras no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, para desenvolver um campus hyperscale preparado para inteligência artificial. O acordo assegura inicialmente 20 hectares e concede direito preferencial para acrescentar outros 20 hectares. A Fase 1 foi dimensionada para 250 MW, com possibilidade de expansão posterior. A empresa pretende aproveitar sua presença prévia no complexo, onde desenvolve iniciativas de hidrogênio verde, para reduzir riscos e acelerar a implantação. Segundo o Porto do Açu, o local oferece terrenos disponíveis, água de múltiplas fontes, conexão a energia limpa do Sistema Interligado Nacional e potencial de conectividade por cabos submarinos. A Yamna seguirá agora com atividades de desenvolvimento e mitigação de riscos. O projeto se insere em um mercado brasileiro com cerca de 1 GW de capacidade instalada de TI, com expectativa apresentada no texto de triplicar esse volume até 2030. (Data Center Dynamics - 02.09.2026)
EUA: Anthropic fecha acordo de US$ 35 bi para data center de 350 MW
A Anthropic assinou com a Lambda, provedora de nuvem apoiada pela Nvidia, um acordo de computação avaliado em US$ 35 bilhões, equivalentes a R$ 182 bilhões, vinculado a um data center de aproximadamente 350 MW no Condado de Nueces, no Texas. O empreendimento está sendo desenvolvido pela Hut 8 e deverá ampliar a capacidade computacional destinada aos produtos de inteligência artificial da Anthropic, incluindo o Claude Code. A companhia já havia anunciado na semana anterior outros US$ 45 bilhões para locação de capacidade de IA no campus da Nscale, na Virgínia Ocidental. O acordo com a Lambda utilizará capacidade da Nvidia. Em julho, a Hut 8 também informou contrato de locação por 15 anos, com valor-base de US$ 19,6 bilhões, para cliente com grau de investimento; posteriormente, a Nvidia foi apontada como locatária do campus Beacon Point, que possui capacidade de 1 GW. (Convergência Digital - 01.09.2026)
Portugal: NordicEPod investe € 50 mi em fábrica para infraestrutura elétrica de data centers
A NordicEPod iniciou em Viana do Castelo a produção de equipamentos destinados à recepção, transformação, distribuição e estabilização de energia para data centers. A companhia resulta de um consórcio entre a norueguesa CTS e a americana Eaton e investiu € 50 milhões na nova unidade industrial, localizada entre Darque e Vila Nova de Anha. A fábrica começou a operar cerca de duas semanas antes da divulgação e já possui encomendas asseguradas até junho de 2027, sinalizando demanda firme por componentes de infraestrutura elétrica para centros de dados. A operação foi iniciada com dois turnos de trabalho e deverá ampliar a atividade no próximo ano. A empresa prevê criar aproximadamente 500 postos de trabalho e planeja instalar no local um centro de formação e um showroom. O empreendimento reforça a expansão da cadeia de fornecimento associada ao crescimento europeu da infraestrutura digital. (Diário do Minho - 28.08.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Câmara avança com exceção fiscal para viabilizar Redata em 2026
O relator do PLP 74/2026, deputado Isnaldo Bulhões Jr., incluiu o regime especial de tributação para serviços de data center entre as exceções às restrições fiscais aplicáveis à concessão de benefícios em 2026. O substitutivo altera a Lei Complementar 229/2026 e busca criar condições orçamentárias para que os incentivos do Redata possam ser aplicados ainda neste exercício. A proposta ressalva o regime de limitações previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, na legislação complementar fiscal e na LDO de 2026, mas mantém como condição a compatibilidade com a meta de resultado primário. O PLP não cria os incentivos, função do PL 278/2026, já aprovado pelo Senado e encaminhado à sanção presidencial; sua finalidade é remover barreiras fiscais à execução da política. A Câmara aprovou requerimento de urgência para a tramitação da matéria, com apenas um voto contrário. (TeleSíntese - 02.09.2026)
Brasil: Candidatos incluem data centers e soberania digital em planos de governo
Os programas dos 13 candidatos à Presidência incorporam, em diferentes graus, propostas sobre inteligência artificial, soberania tecnológica, infraestrutura digital e data centers. Parte das candidaturas prioriza investimentos públicos em pesquisa, semicondutores e modelos nacionais de IA, enquanto outras defendem atração de empresas estrangeiras e capital privado. Edmilson Costa propõe maior controle nacional sobre infraestrutura de dados e computação em nuvem. Pablo Marçal inclui a atração de investimentos em data centers, enquanto Renan Santos defende reduzir tributos de empresas de tecnologia, facilitar a instalação desses empreendimentos e transformar o Brasil em fornecedor internacional de capacidade computacional. Ronaldo Caiado também propõe estimular data centers e ampliar investimentos em semicondutores, computação quântica e segurança digital. Especialistas avaliam, porém, que diversos planos ainda carecem de maior detalhamento sobre infraestrutura. (Terra - 27.08.2026)
Brasil: Ceará reforça estratégia para atrair novos data centers
O governador e candidato à reeleição Elmano de Freitas afirmou que pretende intensificar a atração de data centers para o Ceará em eventual segundo mandato, apoiando-se nos incentivos do Redata e nas vantagens estruturais do Estado. Segundo ele, o Ceará dispõe de 16 cabos de fibra óptica, oferta abundante de energia renovável e projetos de reúso de água de esgoto, recurso considerado importante para compatibilizar a expansão da infraestrutura digital com a escassez hídrica regional. O governador destacou ainda que o texto do Redata prevê tratamento diferenciado para regiões como o Nordeste e associa os benefícios ao uso de energia renovável ou de baixa emissão. A estratégia estadual também envolve qualificação profissional e infraestrutura hídrica. Elmano relacionou a política de atração dos empreendimentos ao desenvolvimento regional e afirmou que o governo pretende atuar de forma mais intensa para ampliar a presença do setor no Ceará. (G1 - 02.09.2026)
Brasil: Indefinição do Redata ameaça projetos de 7,1 GW e R$ 159 bi
A demora na definição do Redata pode reduzir a competitividade do Brasil na disputa internacional por novos data centers, segundo Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra. O Ministério da Fazenda trabalha com potencial de até R$ 2 trilhões em investimentos privados ao longo de dez anos associados ao desenvolvimento da indústria, enquanto projetos que somam 7,1 GW representam aproximadamente R$ 159 bilhões em aportes previstos nos próximos anos, conforme dados do MME citados pelo executivo. Borin ressalta que a ausência do regime não implicaria perda automática de todos esses recursos, mas poderia levar empresas a adiar decisões, reduzir a escala inicial dos empreendimentos ou transferir futuras fases de expansão para mercados com condições tributárias mais competitivas. O risco é o Brasil cair de primeira para segunda ou terceira opção nas decisões globais de localização, em um setor de capital intensivo e planejamento de longo prazo. (Correio Braziliense - 27.08.2026)
Brasil: MP investiga licenciamento de data center de até 100 MW em Belém
O Ministério Público do Pará abriu investigação sobre o BEL1, data center anunciado pela Elea Data Centers para a zona portuária de Belém, diante da ausência de processo de licenciamento ambiental informado pelos órgãos municipal e estadual. O empreendimento prevê investimento inicial de R$ 250 milhões e conclusão no segundo trimestre de 2027. A capacidade começaria em 7,5 MW e poderia atingir 100 MW, com energia fornecida pela AXIA Energia; segundo cálculo citado pela reportagem, esse consumo equivaleria, respectivamente, à média mensal de 31 mil e 410 mil residências no Pará, ou 1,1% e 15% do total. O promotor responsável questiona o avanço do cronograma sem estudos formalizados e defende avaliação de impactos sobre energia, recursos hídricos, temperatura, ruído e comunidades vulneráveis. A Elea recebeu prazo de 30 dias para apresentar a documentação relativa às autorizações ambientais do projeto. (Tapajós de Fato - 02.09.2026)
Brasil: Mudança no Redata amplia oportunidades para data centers em Sergipe
A aprovação do PL 278/2026 com alteração proposta pelo senador Laércio Oliveira ampliou as possibilidades de fontes para atender a demanda elétrica dos data centers beneficiados pelo Redata e pode favorecer projetos em Sergipe. Segundo o parlamentar, dois empreendimentos estão em análise para implantação no Estado, que busca aproveitar disponibilidade energética, conectividade e áreas para novos investimentos. A proposta estabelece que a totalidade da demanda elétrica das instalações beneficiadas seja atendida por contratos de suprimento ou autoprodução provenientes de fontes de baixa emissão de gases de efeito estufa. O Redata também suspende tributos federais sobre equipamentos empregados na implantação e operação dos centros de dados e prevê tratamento regional diferenciado para Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Laércio avalia que a combinação entre incentivos, infraestrutura e oferta energética pode inserir Sergipe no ciclo de investimentos associados à inteligência artificial, armazenamento e serviços digitais. (ClickSergipe - 02.09.2026)
Brasil: Organizações pedem mais salvaguardas ambientais no Redata
Organizações da sociedade civil, sindicatos e movimentos sociais criticaram o PL 278/2026, que cria incentivos fiscais para data centers, e defenderam maior debate sobre soberania digital, impactos territoriais e contrapartidas socioambientais. O texto prevê zerar tributos federais sobre equipamentos elegíveis, com renúncia estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026 e R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. Como condições, os empreendimentos devem atender requisitos energéticos e apresentar Índice de Eficiência Hídrica igual ou inferior a 0,05 litro/kWh em aferição anual. Também são previstos investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos adquiridos com incentivo e reserva de 10% dos serviços para o mercado interno. As entidades argumentam que instalar servidores no território nacional não assegura, isoladamente, soberania tecnológica e pedem regras mais robustas de governança de dados, participação social, proteção de recursos naturais e desenvolvimento científico local. (Agência Brasil - 01.09.2026)
Brasil: Proposta eleitoral associa expansão renovável à atração de data centers
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato de campanha no Rio de Janeiro, que pretende promover uma expansão da infraestrutura energética brasileira para ampliar a capacidade do país de receber data centers caso seja reeleito. A proposta foi apresentada como uma “revolução energética” baseada em fontes como eólica, solar e hidrogênio verde, consideradas pelo candidato vantagens competitivas para instalações intensivas em eletricidade. Lula também vinculou a estratégia ao Redata, regime destinado a reduzir a tributação de equipamentos empregados em data centers. Segundo o texto, o programa prevê zerar PIS, Cofins e IPI e havia sido originalmente lançado por medida provisória em setembro de 2025, mas perdeu validade em fevereiro de 2026 sem votação do Congresso. A pauta integra uma estratégia eleitoral mais ampla envolvendo inteligência artificial, minerais críticos e infraestrutura tecnológica nacional. (Poder360 - 22.08.2026)
Brasil: Redata pode destravar até US$ 90 bi em data centers
A aprovação do PL 278/2026 pelo Senado foi classificada pelo setor como etapa decisiva para ampliar a competitividade brasileira na atração de data centers. O Redata suspende por cinco anos tributos federais sobre equipamentos destinados às empresas habilitadas e estabelece contrapartidas como aplicação de 2% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, critérios de eficiência hídrica e energética e uso de fontes renováveis ou de baixa emissão. Representantes do setor estimam que o regime possa destravar até US$ 90 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. A Brasscom destaca ainda o déficit brasileiro em Serviços de Computação e Informação, que chegou a US$ 7,9 bilhões em 2025 e somou US$ 4,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, o dobro dos US$ 2,4 bilhões registrados no mesmo período de 2023. A previsibilidade regulatória é apontada como fator central para projetos intensivos em capital e com ciclos longos de implantação. (Exame - 01.09.2026)
Brasil: Redata reforça planos da Ascenty e perspectiva de R$ 1 tri em aportes
A aprovação do Redata pelo Senado elevou as expectativas do setor para transformar o Brasil em polo global de infraestrutura de inteligência artificial. A Ascenty, que possui 21 data centers em operação e oito em construção no país, afirma planejar ao menos quadruplicar seus projetos. O mercado também aguarda uma possível redução de 90% do ICMS sobre equipamentos no Confaz; segundo a Scala, o imposto estadual representa dois terços da tributação incidente sobre as máquinas. A IDC estima que o Redata possa elevar entre 8% e 10% a receita de equipamentos e softwares em 2027; em 2026, as vendas de servidores devem somar US$ 769,7 milhões, alta de 23,7%, e a infraestrutura para IA superar US$ 1,32 bilhão em receita, avanço de 10,4%. A ABDC estima potencial superior a R$ 1 trilhão em investimentos, enquanto a Elea calcula que o país poderia capturar 10% dos US$ 6,7 trilhões de aportes globais previstos pela McKinsey até 2030. (Valor Econômico - 02.09.2026)
Brasil: Rio AI City projeta 1,5 GW e até US$ 50 bi em investimentos
O Rio AI City, na Barra da Tijuca, é um dos principais projetos da estratégia para transformar o Rio de Janeiro em polo latino-americano de inteligência artificial e infraestrutura digital. Desenvolvido em cooperação entre prefeitura, governo federal e Elea Data Centers, o complexo terá capacidade energética inicial de 1,5 GW, integralmente renovável, e poderá alcançar 3,2 GW. A Elea anunciou aporte inicial de US$ 550 milhões em junho, enquanto seu presidente, Alessandro Lombardi, estima investimentos próprios superiores a US$ 10 bilhões e potencial de até US$ 50 bilhões quando incluídos chips de IA, servidores e demais equipamentos dos clientes. As obras devem começar no primeiro trimestre de 2027 e avançar por sete a dez anos, com previsão de 10 mil empregos diretos na construção. O Rio já possui 76 MW em operação, 63 MW em construção e 40 MW planejados. (O Globo - 27.08.2026)
Brasil: Senado aprova Redata e envia incentivos a data centers para sanção
O Senado aprovou o PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter e cria incentivos para empresas que instalem ou ampliem infraestrutura de processamento no Brasil. O texto, já aprovado pela Câmara em fevereiro, segue para sanção presidencial após o relator Cid Gomes preservar o mérito e realizar apenas ajustes de redação, evitando nova votação pelos deputados. O Redata prevê suspensão e posterior aplicação de alíquota zero a tributos incidentes sobre equipamentos e produtos de tecnologia da informação e comunicação utilizados nos empreendimentos. Entre os tributos contemplados estão IPI, Imposto de Importação e PIS/Cofins, com tratamento para importações quando não houver produção nacional equivalente. A aprovação ocorreu após articulação política para destravar a proposta, considerada parte da estratégia brasileira para ampliar a capacidade local de data centers e apoiar a expansão da inteligência artificial e dos serviços de nuvem. (Olhar Digital - 02.09.2026)
Brasil: Setor pressiona Confaz por corte de até 90% no ICMS de data centers
Após a aprovação do Redata pelo Congresso, entidades empresariais e frentes parlamentares passaram a pressionar o Confaz para autorizar os Estados a reduzir em até 90% o ICMS incidente sobre equipamentos e componentes destinados a data centers. A proposta poderia ser analisada em 4 de setembro e complementaria os incentivos federais previstos no PL 278/2026, que aguarda sanção presidencial. Segundo os signatários, a combinação das desonerações federal e estadual poderia reduzir em aproximadamente 21% o custo de implantação dos empreendimentos, embora a metodologia do cálculo não tenha sido detalhada. Em paralelo, o PLP 74/2026 busca excepcionar o Redata de restrições fiscais de 2026, desde que os benefícios sejam compatíveis com a meta de resultado primário, formando uma agenda tributária em três frentes para ampliar a competitividade do Brasil na atração de infraestrutura digital. (TeleSíntese - 02.09.2026)
Brasil: Tributação e excesso de licenças atrasam projetos de data centers
A carga tributária e a fragmentação dos processos de licenciamento permanecem entre os principais entraves à implantação de data centers no Brasil, segundo analistas do setor. A Brasscom estima que tributos estaduais respondam por 64% da carga tributária incidente sobre os investimentos, enquanto a proposta de redução do ICMS permanecia parada no Confaz. O vice-presidente da Associação Brasileira de Datacenters, Luis Tossi, afirma que a indefinição sobre o Redata e o incentivo estadual atrasou projetos, embora alguns investidores tenham decidido avançar incorporando o custo adicional ao CAPEX e aos preços dos serviços. Empreendimentos também dependem de licenças ambientais federais e estaduais, autorizações imobiliárias municipais e regulação da Aneel e da Anatel. Tossi defende a criação de uma estrutura pública de “one stop shop” para coordenar aprovações e reduzir prazos, considerados críticos em um setor de rápida obsolescência tecnológica. (O Globo - 27.08.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: 30 projetos de data centers pressionam transmissão no Nordeste
O interesse por data centers no Nordeste reúne 30 projetos e demanda potencial de 8,3 GW até 2038, segundo dados apresentados pela EPE, aumentando a necessidade de reforços na rede de transmissão. Parte da expansão já está contratada: Em Fortaleza, o Mega Lobster opera desde outubro de 2025 com 3 MW de capacidade de TI e recebeu financiamento do BNDES de aproximadamente R$ 233,46 milhões para chegar a 20 MW até 2029. No Pecém, dois projetos obtiveram pareceres favoráveis para conexão à Rede Básica a partir de janeiro de 2027, mas um deles depende da futura Subestação Pecém III. Para ampliar a capacidade de atendimento a cargas eletrointensivas no Ceará e no Piauí, a EPE recomenda até 4 GW adicionais a partir de 2032, com nova subestação e 1.848 km de linhas de 500 kV. As instalações demandariam cerca de R$ 5,68 bilhões, dos quais R$ 4,59 bilhões dependeriam da efetiva concretização das cargas. (Economic News Brasil - 02.09.2026)
Brasil: Ascenty vê Redata estimulando nova geração para atender data centers
A Ascenty avalia que o Redata pode acelerar investimentos em data centers e, por consequência, ampliar a demanda por novos projetos de geração e infraestrutura elétrica. Segundo Marcela Martins, diretora de gestão energética da companhia, a decisão de um hyperscaler de instalar capacidade no país exige a definição antecipada de sua demanda de energia, enquanto novos parques solares e eólicos levam entre 18 e 24 meses para serem construídos. A executiva considera o regime tributário uma peça relevante para coordenar esse ciclo de expansão. O texto do Redata, porém, ainda demandava ajustes sobre conceitos como energia renovável e autoprodução, segundo Raphael Gomes, do Lefosse, incluindo a definição do tratamento dado às hidrelétricas. A matéria também destaca a necessidade de articulação regulatória e de previsibilidade para que investimentos digitais e energéticos avancem em cronogramas compatíveis. (Mobile Time - 27.08.2026)
Brasil: Enel leva à Aneel impasse sobre conexão de data center de 53 MW em SP
A Enel São Paulo levou à Aneel uma divergência com o ONS que impede a definição das condições de acesso de um data center de 53 MW previsto para Barueri. O empreendimento, da Galoppo Rodoanel Desenvolvimento IM, solicitou conexão à rede da distribuidora em 88 kV, mas análises realizadas com horizontes distintos pela Enel e pelo Operador ainda não permitiram estabelecer a alternativa de acesso, os reforços de rede necessários, os prazos e os custos associados. A carga deverá crescer gradualmente: 9 MW em 2028, 18 MW em 2029 e 36 MW em 2030, até alcançar 53 MW em 2031. O caso evidencia a crescente complexidade da conexão de grandes consumidores digitais ao sistema elétrico e a necessidade de coordenação entre distribuidoras, ONS e regulação para compatibilizar cronogramas de implantação com a capacidade das redes. A definição regulatória será determinante para dar previsibilidade ao projeto e às obras eventualmente exigidas para seu atendimento. (Brasil Energia - 28.08.2026)
Brasil: Gargalos de conexão podem atrasar data centers em até sete anos
A expansão de data centers no Brasil enfrenta restrições de conexão à rede e falta de coordenação entre MME e Aneel, apesar da oferta de energia e da elevada participação de renováveis na matriz. Segundo especialistas ouvidos no Lefosse Energy Day 2026, alterações regulatórias frequentes, indefinições sobre autoprodução e demora nas regras de conexão elevam a imprevisibilidade e podem provocar judicialização. O país registra curtailment por excedentes de geração, mas possui limitações severas de transmissão para conectar grandes consumidores à Rede Básica. A Ascenty afirma que o procedimento atual pode levar até sete anos, enquanto data centers e hyperscalers trabalham com horizonte próximo de dois anos para disponibilidade das instalações. Chile e México permitem que esses consumidores invistam diretamente em reforços da rede. Entre as alternativas debatidas estão autoprodução, consórcios, arrendamento e baterias behind-the-meter, cujo custo médio caiu 40% em um ano. (Mobile Time - 27.08.2026)
Brasil: IA amplia demanda elétrica e pedidos de acesso de data centers
A expansão da inteligência artificial está elevando a demanda por infraestrutura elétrica e térmica de data centers. No Brasil, pedidos de acesso ao sistema associados ao setor somam 38 GW, embora apenas uma parcela tenha sido efetivamente liberada. O MME informou que projetos equivalentes a 7,1 GW representariam investimentos de R$ 159 bilhões, enquanto a EPE incorporou essas cargas aos estudos de geração e transmissão. Globalmente, a McKinsey estima quase US$ 7 trilhões em investimentos em data centers até 2030. O crescimento também pressiona a oferta de transformadores: a HD Hyundai Electric encerrou junho com carteira de US$ 8,5 bilhões, 23% maior em seis meses. Na refrigeração, o Bank of America projeta que sistemas líquidos alcancem 70% das novas instalações de IA em 2030, ante cerca de 30% atualmente, e a McKinsey estima redução superior a 27% no consumo de energia destinado ao resfriamento com essa tecnologia. (TeleSíntese - 02.09.2026)
Brasil: MME sinaliza gás natural no abastecimento de data centers
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a inclusão do gás natural entre as fontes capazes de abastecer data centers enquadrados no Redata. O Senado abriu espaço para essa possibilidade ao substituir no PL 278/2026 a referência a energia “limpa” por energia “de baixa emissão”, deixando ao MME a definição das fontes elegíveis na regulamentação. Representantes do setor de gás argumentam que o combustível oferece suprimento firme, contínuo e previsível para cargas digitais de grande porte, enquanto a mudança também favorece a energia nuclear. A EPE estima que a demanda elétrica de data centers no Brasil possa chegar a 20 GW em dez anos; para 2030, a projeção conjunta de EPE, ONS e CCEE é de 5,6 GW. O setor também avalia modelos em que projetos iniciem com geração remota a gás e sejam posteriormente conectados ao Sistema Interligado Nacional, reduzindo restrições de implantação no curto prazo. (Agência iNFRA - 02.09.2026)
EUA: Google contrata 396 MW de energia geotérmica para data center
O Google contratou 396 MW de energia geotérmica da Fervo Energy para abastecer um possível data center em Utah, nos Estados Unidos. O acordo de compra de energia terá duração de 15 anos e prevê fornecimento pelo projeto Cape Station em quatro blocos de 99 MW, com início das operações comerciais a partir do terceiro trimestre de 2028. O contrato também concede ao Google opção para adicionar aproximadamente 600 MW, o que poderia elevar o volume destinado à companhia para perto de 1 GW até junho de 2030. A Fervo possui 500 MW em construção no empreendimento: Cerca de 100 MW na primeira fase e outros 400 MW, distribuídos em oito módulos de 50 MW, previstos para 2028. A empresa estima investir aproximadamente US$ 1,3 bilhão em 2026, principalmente no Cape Station, e a primeira fase dispõe de financiamento de cerca de US$ 421,4 milhões. A definição final do data center do Google ainda depende de fatores como engenharia. (TeleSíntese - 01.09.2026)
México: Rede elétrica limita avanço de data centers de IA em Querétaro
A expansão dos data centers no México enfrenta limitações na rede elétrica, sobretudo em Querétaro, Estado que concentra 72% da capacidade instalada do país e reúne projetos de Amazon, Cloud HQ, Equinix, Microsoft e Ascenty. Segundo especialistas, o problema decorre de insuficiência estrutural da infraestrutura elétrica, que também afeta indústrias e comunidades próximas. O IMCO informou que, em 2025, o governo executou apenas 11% dos gastos planejados para transmissão, enquanto a MEXDC afirma que a falta de potência impede, por ora, o avanço para instalações dedicadas a armazenar ou gerar modelos e dados de IA. Data centers vêm construindo subestações, e três novas unidades privadas estão em implantação. A região também enfrenta estresse hídrico; a Microsoft afirma utilizar água para resfriamento em apenas 5% das horas do ano, recorrendo ao ar exterior no restante do período. Apesar das iniciativas, moradores relatam apagões que podem durar dois ou três dias. (Folha de São Paulo - 01.09.2026)
Inovação e Tecnologia
América Latina: DCD Awards destacam projetos de IA, alta densidade e integração energética
Os finalistas do DCD LATAM Awards 2026 refletem a transformação técnica dos data centers latino-americanos impulsionada pela inteligência artificial. Entre os projetos avaliados aparecem fábricas de IA modulares, arquiteturas de alta densidade, redes autônomas e campi integrados à infraestrutura energética, evidenciando mudanças no desenho, na operação e no uso de potência das instalações. Pela primeira vez, a premiação reconhecerá separadamente os melhores projetos de data centers de Brasil, Chile, Colômbia e México, com uma categoria “Data Center Project of the Year” dedicada a cada mercado. O júri analisou mais de 170 projetos apresentados por 73 empresas de 14 países, indicando maior diversidade e escala do ecossistema regional. Os vencedores das categorias serão anunciados em 23 de setembro, durante a cerimônia do DCD LATAM Awards 2026. (Data Center Dynamics - 27.08.2026)
Brasil: Supercomputadores ampliam infraestrutura nacional para processamento de IA
O Brasil planeja colocar em operação, a partir de 2027, nova infraestrutura de computação de alto desempenho voltada ao desenvolvimento e treinamento de modelos de inteligência artificial. O supercomputador previsto para Macaíba, no Rio Grande do Norte, receberá investimento de R$ 1,06 bilhão e terá capacidade anunciada de 7.200 petaflops, desempenho que, segundo o governo, deverá colocá-lo entre os dez equipamentos mais potentes do mundo para processamento de IA. O projeto integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028. Outro supercomputador será instalado no Rio de Janeiro por meio de parceria entre RNP, Huawei e iFlyTek, com início previsto para julho de 2027 e aporte de R$ 1,276 bilhão em cinco anos. O governo também estrutura a Nuvem Brasileira, voltada a armazenamento e processamento de dados com padrões abertos e interoperáveis. (G1 - 22.08.2026)
Brasil: TERRANOVA implanta ServiceNow em três meses para integrar operação de data center
A TERRANOVA concluiu em cerca de três meses a implantação da plataforma ServiceNow em sua operação brasileira de data center, projeto executado pela EDX, Elite Partner da ServiceNow. A solução consolidou quatro canais de atendimento em um único portal, tornou as interações auditáveis, automatizou a abertura de incidentes e passou a fornecer indicadores operacionais em tempo real. Segundo as empresas, iniciativas dessa complexidade podem levar até nove meses. Antes da implantação, profissionais da EDX acompanharam a operação da TERRANOVA no México para mapear processos e adaptar a plataforma às exigências de um ambiente crítico com funcionamento 24 horas por dia. O sistema também integrou previsões meteorológicas às ordens de serviço em campo para antecipar riscos e reprogramar atividades. A EDX cresceu 62% no último ano e projeta expansão de 100% em 2026. (Data Center Dynamics - 27.08.2026)
EUA: IA amplia demanda por memória e fortalece perspectivas da Micron
A expansão da infraestrutura de inteligência artificial está elevando a demanda por memórias de alto desempenho utilizadas em servidores e data centers, segundo análise do Banco Safra sobre a Micron Technology. O banco iniciou cobertura da fabricante com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 1.500 por ação para o fim de 2026, potencial de valorização de cerca de 56%. A tese considera maior consumo de DRAM e NAND por aplicações de inferência, raciocínio e agentes autônomos, além de contratos de longo prazo que aumentam a previsibilidade da demanda. O Safra projeta crescimento anual composto próximo de 33% para o lucro diluído por ação e de 53% para o fluxo de caixa livre por ação. A avaliação também destaca desafios ligados à produção de HBM, concorrência de Samsung, SK hynix e fabricantes chineses, restrições geopolíticas, cadeia de suprimentos e risco de expansão de oferta acima da demanda de IA. (O Especialista - 01.09.2026)
EUA: Nvidia eleva compromissos de infraestrutura para sustentar data centers de IA
A Nvidia está ampliando antecipadamente sua cadeia de fornecimento para garantir memória, componentes, redes, energia e espaço em data centers necessários à expansão da inteligência artificial. Os compromissos de fornecimento e capacidade saltaram de US$ 119 bilhões para US$ 279 bilhões em um trimestre, enquanto os compromissos futuros totais chegaram a US$ 366 bilhões. O movimento acompanha a preparação da plataforma Vera Rubin e uma demanda crescente por inferência: Segundo a companhia, aplicações baseadas em agentes podem exigir entre 15 e 100 vezes mais capacidade computacional que interações convencionais. A pressão sobre memória afeta custos, com margem bruta de 75% no segundo trimestre e projeção de 71% a 72% no quarto trimestre fiscal de 2027, antes de estabilizar entre 72% e 73% em 2028. O Safra estima fluxo de caixa livre entre US$ 360 bilhões e US$ 375 bilhões. (O Especialista - 27.08.2026)
EUA: Receita da Marvell com data centers pode crescer 74% no terceiro trimestre
O KeyBanc manteve recomendação acima da média para a Marvell Technology e preço-alvo de US$ 400, apoiado pelo desempenho de soluções para data centers, incluindo interconexão, redes e XPUs personalizados. A receita desse segmento cresceu 46% na comparação anual no segundo trimestre fiscal e deverá avançar 74% no terceiro trimestre. A companhia também elevou as perspectivas para os anos fiscais de 2027 e 2028, quando espera crescimento de 60% e superior a 60%, respectivamente, ante projeções anteriores de 50% e 55%. Segundo a análise, as estimativas já incorporam em grande parte o investimento de US$ 120 bilhões do Google, que poderá impulsionar a receita de XPUs personalizados para mais de US$ 10 bilhões no ano fiscal de 2029. A Marvell possui capitalização de mercado de US$ 195 bilhões e suas ações acumularam retorno de 213% no último ano, embora apareçam como sobrevalorizadas na análise do InvestingPro. (Investing - 28.08.2026)
Global: Claroty identifica exposição cibernética crítica em data centers
Estudo do Team82, unidade de pesquisa da Claroty, analisou mais de 750 mil ativos de sistemas ciberfísicos em grandes data centers e identificou riscos relevantes para infraestruturas responsáveis por energia, refrigeração, automação e disponibilidade operacional. Quase um em cada cinco ativos está a apenas um salto de sistemas que realizam conexões externas, criando possíveis caminhos de acesso para invasores. Entre as exposições mais elevadas, 41% dos ativos de unidades de distribuição de energia e 32% dos equipamentos de HVAC e refrigeração estão diretamente expostos ou próximos de conexões de risco com a internet pública. O levantamento também aponta que 88% dos sistemas de gerenciamento predial, ou BMS, usam comunicações com protocolos inseguros, enquanto 40% operam com firmware desatualizado e 23% dos dispositivos IoT possuem vulnerabilidades conhecidas já exploradas. A Claroty recomenda segmentação Zero Trust, gestão contínua de exposições e monitoramento de ameaças. (Inforchannel - 01.09.2026)
Global: Conectividade óptica ganha papel central nas fábricas de IA
A expansão da inteligência artificial está alterando a arquitetura dos data centers ao transformar a conectividade óptica em componente diretamente ligado ao desempenho computacional. Aplicações como modelos generativos, visão computacional e processamento distribuído exigem não apenas maior capacidade de cálculo, mas também comunicação rápida, previsível e altamente disponível entre grandes conjuntos de GPUs. Em uma AI Factory, os aceleradores não trabalham isoladamente: O resultado depende da movimentação eficiente de dados e da sincronização entre milhares de unidades de processamento. Essa mudança amplia a importância da rede dentro da infraestrutura e aproxima comunicação e computação em uma mesma arquitetura técnica. O avanço das cargas de IA, portanto, exige que o desenho dos data centers considere a conectividade de alta velocidade como parte essencial da capacidade de processamento, e não apenas como um sistema de suporte aos servidores. (Data Center Dynamics - 02.09.2026)
Global: Data centers conteinerizados aceleram expansão da infraestrutura de IA
A expansão das cargas de inteligência artificial está impulsionando data centers pré-fabricados e conteinerizados como alternativa a instalações convencionais, cujo ciclo de construção normalmente varia de 12 a 24 meses. A arquitetura modular permite produzir, integrar e testar sistemas de energia, refrigeração, proteção e monitoramento em fábrica, reduzindo atividades no local e possibilitando expansão por etapas conforme a demanda computacional. Uma solução integrada em contêiner de 40 pés apresentada pela KSTAR possui proteção IP55 e pode ser implantada em até sete dias após a preparação do local. Para ambientes de IA em escala de megawatts, ganham espaço arquiteturas separadas em pods de computação, energia e resfriamento, permitindo dimensionamento independente. Entre as tendências futuras estão distribuição em corrente contínua de alta tensão, resfriamento híbrido a ar e líquido, integração de geração fotovoltaica e armazenamento e uso de gêmeos digitais para otimização operacional. (Data Center Dynamics - 02.09.2026)
Global: Empresas reformulam infraestrutura para ampliar uso de IA
Pesquisa global da Cloudera com 1.500 profissionais de arquitetura e infraestrutura indica que empresas estão reformulando suas plataformas de dados para suportar cargas de inteligência artificial com maior escala, governança e controle de custos. Embora 77% das organizações já utilizem IA ativamente, 95% adiaram ou cancelaram iniciativas no último ano por questões de governança, compliance ou regulação, e 72% afirmam que sua arquitetura precisa de mudanças significativas. A adoção de IA alterou práticas de armazenamento e arquitetura em 75% das empresas e elevou custos de infraestrutura para 84%. O estudo também identifica avanço de ambientes híbridos: 66% transferiram cargas de IA da nuvem pública para nuvens privadas ou infraestrutura on-premises no último ano, enquanto 25% pretendem priorizar modelos híbridos nos próximos dois anos. A tendência reforça a demanda por infraestrutura computacional flexível entre cloud, instalações próprias e edge. (Data Center Dynamics - 02.09.2026)