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Tendências de Mercado
Brasil: Consumo de água por data centers de IA amplia preocupação hídrica
A expansão de data centers de inteligência artificial no Brasil aumenta a preocupação com o uso de água em regiões que já enfrentam estresse hídrico. Projeções citadas indicam investimentos de aproximadamente US$ 6,5 bilhões por ano em novos projetos até 2030. Globalmente, a Agência Internacional de Energia estima que o consumo anual de água dos data centers pode passar de cerca de 560 bilhões de litros para 1,2 trilhão de litros até 2030. No Brasil, mais de 80 das cerca de 200 instalações identificadas estariam localizadas em bacias pressionadas, como Alto Tietê e PCJ. Especialistas defendem critérios ambientais mais rigorosos, transparência sobre consumo e avaliação cumulativa por bacia. Tecnologias de circuito fechado e direct-to-chip podem reduzir mais de 125 milhões de litros por ano em determinadas instalações, enquanto controle por IA e corredores térmicos aumentam a eficiência do resfriamento. (Inforchannel - 19.08.2026)
Brasil: Empregos de TIC avançam fora do Sudeste e ampliam base para infraestrutura digital
Relatório da Brasscom mostra maior dispersão regional do emprego formal em tecnologia da informação e comunicação, movimento relevante para a formação de novos polos de data centers e serviços digitais. O Brasil soma cerca de 943 mil profissionais formais de TIC, dos quais 62,5% ainda estão no Sudeste. Entre 2023 e 2025, porém, o crescimento foi maior no Norte, com 5,4%, seguido por Nordeste, 3,8%, Centro-Oeste, 3,2%, Sul, 3,1%, e Sudeste, 2%. São Paulo concentra 44,7% do total e salário médio de R$ 7.321. O Sul responde por 17,5% dos empregos, enquanto Nordeste, Centro-Oeste e Norte apresentam bases menores, mas em expansão. A descentralização de mão de obra especializada pode apoiar novos ecossistemas de infraestrutura digital, embora disponibilidade de energia, conectividade e investimento continue determinante para instalação de data centers. (Data Center Dynamics - 20.08.2026)
Brasil: Energia renovável pode transformar data centers em exportadores de serviços
A combinação de matriz elétrica majoritariamente renovável, conexão internacional por cabos submarinos e crescimento da demanda por computação pode permitir ao Brasil exportar serviços digitais produzidos em data centers nacionais. Em vez de importar processamento e armazenamento oferecidos por nuvens instaladas no exterior, o país poderia converter energia limpa em capacidade computacional comercializada internacionalmente. O principal obstáculo é o custo de implantação: um data center de 100 MW pode custar no Brasil cerca de 34% mais do que nos Estados Unidos, segundo dados citados pela Brasscom, em razão de tributos, equipamentos importados e outros encargos. O ReData busca reduzir essa diferença por meio de incentivos. As projeções indicam possibilidade de investimentos anuais próximos de R$ 100 bilhões e expansão da capacidade nacional de cerca de 750 MW para aproximadamente 3 GW no início da próxima década. (SPPDMS - 19.08.2026)
Brasil: Escassez de hardware deve prolongar dependência da nuvem até 2028
A escassez global de CPUs, GPUs e sistemas de armazenamento pode continuar até 2027 ou 2028 e manter empresas brasileiras dependentes de capacidade de computação contratada em nuvens públicas, em vez da montagem de infraestrutura própria. O avanço da IA aumenta a disputa por equipamentos de alto desempenho, enquanto custos de importação e prazos de entrega dificultam projetos locais. A aprovação do ReData poderia reduzir a carga efetiva sobre determinados equipamentos importados de cerca de 38% para aproximadamente 2%, alterando a competitividade de novas instalações. Ao mesmo tempo, operadores de colocation preparam expansão estimada em US$ 8,3 bilhões, ou R$ 43,1 bilhões. A escassez favorece estratégias híbridas, em que empresas combinam nuvem, colocation e infraestrutura própria, e torna energia renovável, eficiência de resfriamento e disponibilidade de hardware fatores decisivos no planejamento até 2028. (Data Center Dynamics - 18.08.2026)
Brasil: Expansão de data centers depende de energia, conectividade e infraestrutura
O crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem está elevando a importância dos data centers como infraestrutura crítica da economia digital brasileira. O mercado combina instalações de colocation e grandes projetos hyperscale, com concentração em polos paulistas como Campinas, Santana de Parnaíba e Vinhedo e expansão em regiões estratégicas como o Ceará, conectado a diversos cabos submarinos. A nova geração de empreendimentos pode superar 100 MW, demanda equivalente à de cidades com centenas de milhares de habitantes, aumentando a pressão sobre redes de transmissão e distribuição. A matriz renovável brasileira é uma vantagem competitiva, mas acesso à energia, prazos de conexão, licenciamento ambiental, disponibilidade hídrica e terrenos adequados continuam sendo gargalos. O desenvolvimento do setor dependerá da capacidade de coordenar infraestrutura digital, elétrica e territorial em escala compatível com os novos investimentos. (Estadão - 19.08.2026)
Brasil: Expansão de data centers gera denúncias trabalhistas em obras de São Paulo
A corrida pela construção de data centers em São Paulo passou a ser acompanhada por denúncias de jornadas excessivas, acidentes e problemas de saúde entre trabalhadores contratados para obras do setor. Relatos reunidos em empreendimento da Scala em Barueri incluem pressão por produtividade e longos períodos de trabalho. Um ex-montador afirmou ter cumprido jornadas que somavam cerca de 70 horas semanais durante um mês, acima dos limites usuais mesmo com horas extras. Trabalhadores também relataram situações de assédio e riscos de segurança em um ambiente marcado por cronogramas acelerados de implantação. As empresas envolvidas afirmam cumprir a legislação trabalhista e as normas de segurança. O caso mostra que o impacto socioambiental da expansão dos data centers não se limita ao uso de energia, água e território, alcançando também condições de trabalho nas cadeias de construção e montagem. (IHU - 17.08.2026)
Brasil: Mapeamento identifica 169 data centers e forte concentração em São Paulo
Um levantamento elaborado pela Maravalley em parceria com o Startups identificou 169 data centers no Brasil, dos quais 132 estavam em operação. São Paulo lidera com 76 instalações, seguido por Rio de Janeiro, com 19; Ceará, com nove; Distrito Federal, com oito; e Rio Grande do Sul e Paraná, com cinco unidades cada. O mapa reúne informações de operadores como Ascenty, Equinix, Scala, Elea, Microsoft Azure e Google e utiliza dados da Uptime Institute, empresas do setor e bases públicas do MME, ONS e Aneel. A estimativa cobre cerca de 95% da capacidade instalada do país, com a principal lacuna concentrada em estruturas de menos de 1 MW. A distribuição mostra que o mercado brasileiro continua centralizado no Sudeste, embora novos polos estejam ganhando importância por disponibilidade de energia, conectividade e terrenos. (Startups - 18.08.2026)
Brasil: Moody’s vê data centers como nova frente de investimento em cenário de crédito pressionado
A Moody’s identifica os data centers como uma das novas frentes de investimento em infraestrutura no Brasil, embora o ambiente de crédito permaneça condicionado por juros elevados, restrições fiscais e necessidade de maior previsibilidade regulatória. No segmento digital, a disponibilidade de energia e transmissão é considerada tão importante quanto a própria demanda por serviços de inteligência artificial. Levantamentos da agência indicam que a América Latina possui cerca de 2.340 MW de capacidade instalada de data centers e cresce entre 15% e 20% ao ano, com o Brasil concentrando aproximadamente 49% do total, seguido por México, com 27%, e Chile, com 9%. A posição brasileira é favorecida pela matriz elétrica renovável e pelo tamanho do mercado, mas filas de conexão, licenciamento e limitações de rede podem retardar projetos e elevar custos, tornando infraestrutura energética e condições de financiamento elementos centrais para a próxima fase de expansão. (Estadão - 19.08.2026)
Brasil: Pernambuco reúne condições para receber data centers de baixo impacto
Pernambuco pode ampliar sua participação no mercado de data centers combinando disponibilidade de energia renovável, infraestrutura industrial e portuária de Suape e conectividade regional. A análise destaca que instalações de grande porte impõem desafios relevantes: um data center de 300 MW pode ter consumo elétrico comparável ao de uma cidade de aproximadamente 2 milhões de habitantes. Para tornar os projetos compatíveis com restrições ambientais, são indicadas tecnologias de resfriamento com consumo muito baixo ou nulo de água, contratação de energia por PPAs de longo prazo e planejamento antecipado de zonas e infraestrutura. A definição de critérios objetivos de licenciamento e indicadores ambientais também é apontada como necessária. Outra possibilidade é aproveitar calor residual dos servidores em processos térmicos, incluindo dessalinização, aproximando infraestrutura digital de soluções de eficiência energética e gestão hídrica. (Movimento Econômico - 18.08.2026)
Colômbia: Bogotá lidera competitividade de custos de data centers na América Latina
Bogotá aparece como o mercado latino-americano mais competitivo em custo de implantação de data centers, com valor estimado de US$ 7,49 por watt instalado, aproximadamente R$ 39, segundo levantamento da Turner & Townsend. O resultado coloca a capital colombiana à frente de outros mercados analisados na região, como Santiago e Montevidéu. O custo de construção, entretanto, é apenas um dos componentes das decisões de localização: disponibilidade de energia, possibilidade de expansão da rede, conectividade e infraestrutura de resfriamento ganham peso à medida que racks equipados com GPUs de inteligência artificial elevam a densidade de potência. São Paulo continua sendo o maior polo regional em escala, enquanto México e Chile também concentram investimentos. A posição de Bogotá mostra que mercados secundários podem ganhar participação ao combinar custos menores com infraestrutura adequada. (Data Center Dynamics - 19.08.2026)
EUA: Rejeição a data centers ganha peso eleitoral e aumenta risco para investidores
A oposição local à expansão de data centers nos Estados Unidos começa a influenciar eleições, políticas estaduais e avaliações de Wall Street, principalmente em regiões pressionadas por aumento das tarifas de energia, consumo de água e necessidade de novas redes. Bancos e corretoras passaram a considerar mudanças políticas como risco para empresas expostas à construção de instalações e geração elétrica. No Texas, um dos maiores mercados do país, novas conexões passaram por revisão e o debate favorece projetos com geração própria. Outros estados e municípios analisam restrições ou revisão de incentivos tributários. Analistas do Bank of America, Jefferies, Baird e Morgan Stanley acompanham possíveis impactos sobre utilities e fornecedores de equipamentos. Apesar da resistência, o índice de semicondutores acumulava valorização próxima de 78% em 2026, mostrando que a expectativa de crescimento da IA continua elevada. (Bloomberg Línea Brasil - 18.08.2026)
Internacional: Expansão dos data centers acelera consumo de energia e água
O avanço da computação em nuvem e da inteligência artificial está ampliando rapidamente a escala econômica e o consumo de recursos dos data centers. O mercado global, estimado em US$ 269,79 bilhões em 2025, deve alcançar US$ 300,64 bilhões em 2026 e US$ 699,13 bilhões em 2034, com crescimento anual médio de 11,10%. A demanda elétrica mundial dessas instalações, de cerca de 460 TWh em 2022, pode se aproximar de 1.050 TWh em 2026 e chegar perto de 1.000 TWh em 2030, equivalente a aproximadamente 3% do consumo global. Sistemas de resfriamento respondem por cerca de 38% a 40% da eletricidade de uma instalação, enquanto grandes unidades podem consumir milhões de galões de água por dia. O cenário reforça pressões sobre redes elétricas, disponibilidade hídrica e licenciamento. (AEPET - 20.08.2026)
Internacional: Mercado de resfriamento de data centers pode atingir US$ 37,6 bi
O mercado mundial de soluções de resfriamento para data centers deverá alcançar US$ 37,6 bilhões em 2033, segundo projeção da MarketsandMarkets, com taxa composta de crescimento anual de 16,1%. A expansão é impulsionada por computação em nuvem, inteligência artificial, big data e aumento da densidade energética dos racks, que tornam métodos tradicionais de climatização insuficientes em parte das novas instalações. Hyperscalers deverão representar a maior parcela da demanda, enquanto serviços associados a projeto, implantação, monitoramento e manutenção aparecem entre os segmentos de crescimento mais rápido. Tecnologias como liquid cooling, direct-to-chip e imersão ganham espaço porque retiram calor com maior eficiência em ambientes equipados com GPUs. O avanço do mercado também reflete a pressão por menor PUE e menor consumo de água, transformando a arquitetura térmica em fator econômico e ambiental central dos novos data centers. (IPNews - 18.08.2026)
Expansão e Investimentos
América Latina: PPC Santana amplia estratégia em energia e data centers
A PPC Santana está reforçando sua estratégia de crescimento nos mercados de energia e data centers no Brasil e em outros países da América Latina. A companhia nomeou Marcio Linhares para a área de novos negócios, com foco em linhas de transmissão, subestações e infraestrutura elétrica necessária à expansão de instalações digitais. A decisão acompanha a modernização das redes e o aumento da demanda provocado por inteligência artificial, computação em nuvem e novos projetos de alta densidade. A empresa pretende combinar experiência em equipamentos e soluções para o setor elétrico com sua capacidade produtiva para atender operadores que precisam de sistemas de alimentação confiáveis e escaláveis. O movimento evidencia a aproximação crescente entre fornecedores tradicionais de infraestrutura energética e o mercado de data centers, no qual disponibilidade de potência e prazos de conexão tornaram-se fatores decisivos para investimentos. (Data Center Dynamics - 19.08.2026)
Brasil: ALZR11 amplia exposição imobiliária ao segmento de data centers
O fundo imobiliário ALZR11 mantém exposição direta a data centers dentro de uma carteira híbrida formada por 26 ativos, patrimônio líquido superior a R$ 1,7 bilhão e aproximadamente 288 mil m² de área bruta locável. Cerca de 11% do portfólio está associado a data centers, enquanto 32% corresponde a logística, 33% a escritórios e 23% a renda urbana. A Scala responde por aproximadamente 9% das receitas do fundo, ao lado de locatários como DuPont, Shopee e Mercado Livre. Cerca de 94% dos contratos são atípicos e o prazo médio residual é de 9,5 anos, característica que oferece previsibilidade de fluxo. Uma alteração proposta em assembleia reduz de 80% para 55% a participação mínima desses contratos. Para o segundo semestre de 2026, a orientação de dividendos recorrentes estava entre R$ 0,082 e R$ 0,084 por cota, com dividend yield em 12 meses superior a 9,9%. (InvesTalk - 17.08.2026)
Brasil: Ceará apresenta energia renovável e conectividade para atrair data centers
Executivos do setor produtivo cearense discutiram em Brasília oportunidades de investimento em telecomunicações, data centers e energia renovável com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. Representantes do Sinditelecom e da Federação das Indústrias do Ceará destacaram a posição do estado como hub de cabos submarinos, a disponibilidade de fontes eólica e solar e o potencial do Complexo do Pecém para receber grandes instalações digitais. Entre os projetos citados está o empreendimento desenvolvido pela Omnia em conjunto com a Casa dos Ventos, que prevê capacidade inicial na faixa de 200 MW a 300 MW e contrato de longo prazo para suprimento renovável. A agenda busca aproximar infraestrutura digital e política energética, aproveitando vantagens regionais para consolidar o Ceará como polo de processamento de dados e inteligência artificial. (TrendsCE - 18.08.2026)
Brasil: Data center do TikTok no Ceará prevê investimento superior a R$ 200 bi
A ByteDance prepara no Complexo do Pecém, no Ceará, seu primeiro grande data center na América Latina, empreendimento associado às operações do TikTok e com investimento total projetado em mais de R$ 200 bilhões. A fase inicial representa cerca de R$ 50 bilhões e deverá operar a partir do terceiro trimestre de 2027, com aproximadamente 300 MW de capacidade. As obras começaram em janeiro de 2026 e envolvem a Omnia, ligada à Pátria Investimentos, e a Casa dos Ventos no fornecimento de energia renovável. A escala do projeto deverá gerar efeitos sobre construção, logística, serviços e mercado imobiliário na Região Metropolitana de Fortaleza, especialmente em Caucaia e São Gonçalo do Amarante. O empreendimento reforça o Ceará como polo digital pela combinação de energia renovável, disponibilidade de terrenos no Pecém e conectividade internacional por cabos submarinos. (AD News - 19.08.2026)
Brasil: Lightera amplia produção de fibras para atender data centers e IA
A Lightera iniciou um novo ciclo global de investimentos para ampliar a fabricação de fibras e cabos ópticos, com expansão de capacidade no Brasil, Estados Unidos, Japão e Índia prevista até o fim de 2028. O movimento responde ao crescimento de data centers, nuvem e inteligência artificial, que exige conexões de maior densidade e largura de banda entre equipamentos e instalações. Entre as tecnologias estão cabos rollable ribbon, capazes de concentrar mais fibras em diâmetros menores, além de soluções para interconexão de data centers, fibras multicore, hollow-core, cabos submarinos e equipamentos de fusão. No Brasil, a empresa já havia anunciado R$ 30 milhões em investimentos em 2023. Em 2025, Lightera, Scala e Nokia realizaram teste de transmissão de 800 Gbps com fibra hollow-core em ambiente de data center na América Latina, evidenciando a evolução necessária para suportar cargas de IA. (Data Center Dynamics - 18.08.2026)
Brasil: OpenAI escolhe país para primeiro escritório na América Latina
A OpenAI anunciou a abertura de seu primeiro escritório na América Latina no Brasil, ampliando sua presença comercial e institucional em um de seus maiores mercados. O país possui aproximadamente 50 milhões de usuários ativos mensais do ChatGPT, figura entre os três maiores mercados globais da plataforma e ocupa a segunda posição em número de desenvolvedores que utilizam as APIs da empresa. Usuários brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia, segundo dados divulgados pela companhia. A operação local deverá aprofundar parcerias com empresas, universidades e governo. Entre iniciativas já existentes estão programas com o ITA, pesquisas com o IMPA, projetos com o Hospital das Clínicas da USP e memorando com a Prodam. A expansão aumenta a competição por serviços de IA na região e, indiretamente, reforça a demanda latino-americana por capacidade de nuvem, armazenamento e processamento em data centers. (Data Center Dynamics - 18.08.2026)
Brasil: Procergs conclui renovação de data center atingido pelas enchentes
A Procergs prepara para setembro a conclusão da renovação de seu data center afetado pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. A inundação comprometeu equipamentos críticos, incluindo sistemas de alimentação ininterrupta e geradores, exigindo reconstrução da infraestrutura elétrica e revisão das medidas de resiliência física. O governo estadual destinou cerca de R$ 87 milhões para a recuperação e modernização da estrutura. Entre as alterações está a instalação de novos equipamentos elétricos aproximadamente sete metros acima do pavimento térreo, reduzindo a exposição a eventos semelhantes. O data center sustenta sistemas estratégicos do governo gaúcho e também participa de adaptações tecnológicas relacionadas à reforma tributária. A obra demonstra como eventos climáticos extremos passaram a influenciar diretamente critérios de localização, redundância e continuidade operacional de instalações críticas. (Convergência Digital - 17.08.2026)
Brasil: Terranova inicia campus de data center de US$ 500 mi em Campinas
A Terranova iniciou a construção de um campus de data center voltado a cargas de inteligência artificial na região de Campinas, em São Paulo, com investimento superior a US$ 500 milhões. O empreendimento prevê capacidade inicial de aproximadamente 216 MW de TI e implantação em etapas até 2029. O terreno localizado no Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável tem cerca de 944 mil m², dos quais aproximadamente 115 mil m² serão destinados às instalações e 285 mil m² a áreas verdes ou de preservação e doação. Planos de expansão podem elevar significativamente a capacidade do complexo, acompanhando o crescimento da demanda por infraestrutura de IA. O projeto amplia a concentração de investimentos digitais no interior paulista e reforça a necessidade de energia, transmissão, conectividade e licenciamento compatíveis com cargas de grande porte. (Giro Engenharia - 20.08.2026)
Brasil: WideLabs reforça expansão de projetos de IA para governos na América Latina
A WideLabs nomeou Bento Bueno como vice-presidente de Setor Público para a América Latina, movimento destinado a ampliar projetos de inteligência artificial com governos e instituições públicas da região. O executivo acumula mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia, incluindo aproximadamente 13 anos na Oracle e oito na IBM. A companhia brasileira pretende reforçar iniciativas relacionadas a soberania de dados, governança e aplicação de IA em serviços públicos. Em junho, a empresa havia anunciado colaboração com a Nvidia em El Salvador para projetos de IA soberana e geração de dados sintéticos adaptados ao contexto local. A expansão para governos pode aumentar a demanda por capacidade computacional, nuvem e infraestrutura de data centers capaz de atender requisitos de residência, segurança e controle de informações, aproximando fornecedores de IA de operadores e plataformas de infraestrutura digital. (Data Center Dynamics - 20.08.2026)
EUA: Amazon eleva investimento em data centers na Louisiana para US$ 18 bi
A Amazon ampliou de US$ 12 bilhões para US$ 18 bilhões seu plano de investimento em data centers na Louisiana e adicionará um terceiro campus na região de Shreveport, somando instalações nos condados de Caddo e Bossier. O programa poderá criar até 750 empregos permanentes em data centers, cerca de 2.500 postos adicionais na economia local e aproximadamente 2.250 vagas de construção. Os empreendimentos serão desenvolvidos e detidos pela STACK Infrastructure. A Amazon afirma que financiará integralmente a infraestrutura elétrica necessária em parceria com a SWEPCO para evitar repasse de custos aos consumidores locais. A empresa também prevê até US$ 400 milhões em infraestrutura hídrica. O projeto utilizará predominantemente resfriamento a ar, recorrendo a água apenas quando a temperatura superar aproximadamente 29°C, situação esperada em menos de 13% do ano, e será apoiado por mais de 200 MW de projetos solares. (Investing - 18.08.2026)
EUA: Duos fecha contrato de US$ 500 mi para 55 MW de data centers
A Cantor Fitzgerald elevou de US$ 26 para US$ 27 o preço-alvo das ações da Duos Technologies após a empresa anunciar seu maior contrato até hoje no segmento de data centers. O acordo de cinco anos, estimado em US$ 500 milhões, envolve 55 MW de capacidade e eleva para 75 MW o volume total contratado, considerando outros 20 MW previamente assinados. A expectativa é que a maior parte dessa capacidade esteja gerando receita até o fim do primeiro trimestre de 2027. A corretora projeta receita de aproximadamente US$ 160 milhões para 2027 e calcula que os contratos existentes possam produzir cerca de US$ 100 milhões de Ebitda anual. As ações avançaram aproximadamente 38% após o anúncio, para US$ 12,58, acumulando alta de 63% em 12 meses. O negócio demonstra a valorização de capacidade energizada em um mercado de IA com oferta limitada. (Investing - 18.08.2026)
EUA: Goldman avalia título de US$ 1,15 bi para data center da CoreWeave
O Goldman Sachs sondou investidores sobre uma emissão de aproximadamente US$ 1,15 bilhão em títulos de alto rendimento destinada a financiar um data center na Virgínia que será alugado à CoreWeave. O projeto, na região de Richmond, envolve PowerHouse Data Centers e Chirisa Technology Parks, com participação de fundos ligados à Blue Owl. A operação ainda estava em estruturação e poderia ser lançada em setembro, dependendo das condições de mercado. O financiamento mostra como a corrida por infraestrutura de inteligência artificial está ampliando o uso de dívida privada e títulos especulativos para desenvolver instalações antes ocupadas principalmente por hyperscalers com balanços mais robustos. O custo de capital, porém, é maior para operadores como a CoreWeave: operação recente da Galaxy Digital, também respaldada por contrato da empresa, chegou a oferecer rendimento de cerca de 10% em dívida de US$ 3,5 bilhões. (TradingView - 19.08.2026)
EUA: Moody’s mantém rating Aa1 da Nvidia após garantias para data center em Ohio
A Moody’s manteve em Aa1 o rating da dívida sênior sem garantia da Nvidia e em Prime-1 sua classificação de commercial paper, com perspectiva positiva, após a fabricante assumir compromissos vinculados ao complexo PORTS-Pike, em Ohio. A Nvidia poderá oferecer até US$ 105 bilhões em suporte de crédito à fase inicial de 4,25 GW, garantindo determinadas obrigações de locação, energia e valor residual associadas à OpenAI. O projeto possui opção para mais 3,8 GW e deverá começar a operar a partir de 2028, com pico das garantias previsto para 2031. A agência considera relevante a elevada geração de caixa da companhia: após emissão de US$ 25 bilhões em dívida em junho, a Nvidia mantinha aproximadamente US$ 106 bilhões em caixa e ativos negociáveis. A Moody’s projeta forte expansão de receita e US$ 424 bilhões de fluxo de caixa livre acumulado em dois anos. (Investing - 18.08.2026)
EUA: OpenAI entra em projeto PORTS-Pike de até 8 GW em Ohio
A OpenAI firmou acordo para ocupar aproximadamente 8 GW de capacidade de TI no campus PORTS-Pike, em Pike County, Ohio, desenvolvido pela SB Energy com participação da Nvidia e apoio institucional do Departamento de Energia dos Estados Unidos. O projeto deverá gerar cerca de 35 mil empregos de construção ao longo de seis anos, até 2032, e aproximadamente 2.500 postos permanentes. A primeira fase de 800 MW está prevista para 2028 e aproveitará infraestrutura existente da AEP; etapas posteriores dependerão de nova geração, incluindo gás natural, e reforços de transmissão. A OpenAI terá contrato de locação de 20 anos e a Nvidia será fornecedora exclusiva de computação. O projeto prevê ainda US$ 40 milhões da OpenAI e US$ 40 milhões da SB Energy para comunidades, além de US$ 84 milhões em créditos Codex para estudantes de ensino superior em Ohio. (OpenAI - 17.08.2026)
EUA: QumulusAI assegura 3,75 MW e espaço para 2.048 GPUs em Atlanta
A QumulusAI firmou contrato de colocation por sete anos para assegurar até 3,75 MW de capacidade em um data center na região metropolitana de Atlanta, com direito de preferência sobre até 7 MW adicionais em espaço adjacente. A capacidade contratada poderá suportar aproximadamente 2.048 GPUs Nvidia Blackwell B300 e deve estar disponível no quarto trimestre de 2026, após a transição do ocupante atual. A empresa vem acelerando contratos e aquisição de equipamentos para sua oferta de GPU como serviço. Desde o início de junho, informou compromissos comerciais superiores a US$ 246 milhões, incluindo um acordo de inferência de três anos avaliado em mais de US$ 71 milhões e outro contrato de GPUaaS. Em julho, havia adquirido 1.632 GPUs B300. A contratação em Atlanta amplia a infraestrutura física necessária para transformar esses equipamentos em capacidade computacional comercializável. (Investing - 20.08.2026)
EUA: RT-One antecipa operação para validar padrão de data centers nas Américas
A RT-One colocou em produção, na Califórnia, uma infraestrutura que replica a configuração prevista para seus futuros campi de data centers nas Américas. A estratégia permite testar e certificar previamente padrões técnicos, processos operacionais e ambientes de clientes antes da conclusão física dos novos empreendimentos. Ao antecipar a operação comercial em uma instalação de referência, a companhia busca reduzir riscos de comissionamento e acelerar a migração de cargas quando os campi definitivos estiverem disponíveis. O modelo também oferece aos clientes um ambiente para preparar aplicações, validar interoperabilidade e ajustar procedimentos de operação. A iniciativa indica uma abordagem de expansão baseada na padronização técnica entre diferentes mercados, importante para operadores que pretendem escalar infraestrutura digital em vários países sem redesenhar integralmente arquitetura, processos e suporte a cada nova implantação. (IPNews - 18.08.2026)
EUA: Singularity avalia campus de IA de 900 acres na Carolina do Sul
A Singularity Future Technology assinou um acordo-quadro não vinculante com a Florence Development para avaliar a implantação de um campus de data center dedicado a inteligência artificial em uma área de aproximadamente 900 acres em Florence, na Carolina do Sul. O local dispõe de cerca de 25 MW de capacidade elétrica atual ou de curto prazo, e as partes estudarão uma expansão para até 99 MW dentro de aproximadamente 24 meses. O conceito prevê desenvolvimento por fases, preservando parte do terreno para crescimento posterior de capacidade computacional e energética destinada a treinamento de IA, nuvem e computação de alto desempenho. O empreendimento ainda está em estágio inicial e depende de diligência técnica, disponibilidade de energia, estudos de interconexão, licenças, financiamento e definição dos termos comerciais definitivos. (ADVFN - 20.08.2026)
EUA: Skanska fecha contrato de US$ 1,2 bi para quatro data centers
A Skanska assinou contrato de aproximadamente US$ 1,2 bilhão para construir quatro data centers no sudeste dos Estados Unidos para um cliente já atendido pela companhia. O pacote abrange cerca de 75 mil m², ou 808 mil pés quadrados, incluindo estruturas principais, interiores técnicos, áreas de suporte e escritórios. As obras devem começar no terceiro trimestre de 2026 e durar aproximadamente dois anos. O acordo amplia a carteira da construtora no segmento de infraestrutura digital, que já recebeu outros contratos relevantes no país durante 2026. Na Geórgia, a empresa havia anunciado projetos de US$ 75 milhões e US$ 255 milhões, enquanto na Virgínia firmou uma expansão adicional de US$ 238 milhões, com cerca de 22 mil m² e cinco salas de servidores. A sucessão de contratos evidencia o ritmo elevado de investimento em capacidade computacional norte-americana. (Construction Briefing - 20.08.2026)
Japão: Itochu planeja cerca de dez novos data centers até 2030
A trading Itochu pretende ampliar sua presença no mercado japonês de data centers com investimento de centenas de bilhões de ienes e implantação de aproximadamente dez instalações até 2030. Os projetos deverão se concentrar nas regiões metropolitanas de Tóquio e Osaka, além de Kyushu, com capacidade típica próxima de 50 MW por unidade e ritmo estimado de uma a duas inaugurações por ano. A estratégia prevê que a Itochu adquira terrenos e coordene a construção, podendo posteriormente vender os imóveis a terceiros. A companhia também prepara uma joint venture com a JR East, aproveitando terrenos, infraestrutura e ativos de energia da operadora ferroviária. A expansão acompanha um mercado japonês de serviços de data center que pode alcançar 5,65 trilhões de ienes em 2030, cerca de 30% acima de 2025, impulsionado pela nuvem e pela inteligência artificial. (Belford Roxo 24h - 20.08.2026)
Trinidad e Tobago: Produtora de gás avalia hidrogênio e data centers como novas frentes
Uma produtora de gás de Trinidad e Tobago avalia ampliar sua atuação para projetos ligados a hidrogênio e data centers, em um momento em que o país busca diversificar uma economia historicamente dependente da produção e processamento de gás natural. O interesse em infraestrutura digital surge paralelamente a iniciativas nacionais para receber grandes instalações de inteligência artificial: projetos anunciados no país já incluem propostas de 150 MW e 300 MW, que juntas representam 450 MW de nova demanda potencial. Para empresas de energia, a expansão cria oportunidades de fornecer geração firme, infraestrutura e combustíveis a consumidores com operação contínua. A possibilidade de desenvolver hidrogênio adiciona uma frente de descarbonização e diversificação industrial. A viabilidade dessas iniciativas, entretanto, dependerá de disponibilidade de gás e eletricidade, investimentos em infraestrutura e capacidade de atender preocupações locais sobre consumo energético e hídrico. (AP News - 18.08.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Congresso tenta avançar marco de data centers antes das eleições
O senador Eduardo Gomes afirmou que o marco regulatório e tributário para data centers poderá ser votado antes das eleições, com nova janela de deliberação prevista entre 30 de agosto e 3 de setembro. Caso não haja acordo, a análise deve ficar para depois do período eleitoral. O principal texto em discussão é o ReData, associado ao PL 278/2026, que busca oferecer incentivos e maior segurança jurídica a investimentos em infraestrutura digital. Segundo o senador, a intenção é aperfeiçoar o desenho sem acelerar a votação a ponto de comprometer sua qualidade. A agenda legislativa inclui ainda os marcos dos Correios e de mercados digitais, como o PL 4.675/2025. Para data centers, o avanço regulatório é relevante porque decisões de investimento dependem não apenas de demanda e disponibilidade de energia, mas também do tratamento tributário de equipamentos importados, regras ambientais e previsibilidade de longo prazo. (TeleSíntese - 17.08.2026)
Brasil: Data center em Belém avança sem licença e provoca investigação do MP
O projeto BEL1, da Elea Data Centers, em Belém, passou a ser alvo de nova investigação do Ministério Público do Pará diante do avanço do empreendimento sem processo de licenciamento ambiental formalizado nos órgãos consultados. Previsto para área arrendada da Axia Energia na região de Miramar e Barreiro, o projeto contempla investimento inicial de R$ 250 milhões e conclusão estimada para o segundo trimestre de 2027. A instalação deverá começar com 7,5 MW de potência e poderá atingir 100 MW. Em 6 de agosto, o Ministério Público requisitou documentos e informações à empresa, com prazo de 30 dias para resposta. A apuração envolve impactos sobre consumo de energia e água, calor, ruído e comunidades próximas, além de questionamentos sobre participação social e sobre qual esfera ambiental deverá conduzir o licenciamento. (IHU - 20.08.2026)
Brasil e México: Atraso regulatório reduz competitividade brasileira para data centers
A Odata, atualmente controlada pela Aligned Data Centers, já possui no México mais capacidade instalada e demanda contratada do que no Brasil, apesar de a eletricidade mexicana ser mais cara e ter participação renovável próxima de 25%. Para a companhia, a demora na criação de incentivos brasileiros, especialmente o ReData previsto no PL 278/2026, está fazendo o país perder competitividade. O Brasil poderia multiplicar por cinco sua capacidade atual, próxima de 1 GW, em cerca de cinco anos caso reduza custos de importação de equipamentos e ofereça maior segurança regulatória. Incentivos de ICMS e modelos de zonas de processamento de exportação são citados como instrumentos relevantes, assim como experiências adotadas pela Colômbia. A empresa também avalia formas alternativas de financiamento, incluindo fundos imobiliários, para acelerar a implantação de infraestrutura digital. (Valor Econômico - 18.08.2026)
Brasil: Presidenciáveis incorporam IA e data centers aos programas de governo
Os programas presidenciais analisados pela Pondera RelGov mostram que inteligência artificial e data centers ganharam espaço relevante na agenda eleitoral, enquanto temas tradicionais de telecomunicações aparecem de forma mais fragmentada. Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos apresentam propostas relacionadas à digitalização, IA ou infraestrutura computacional. Caiado detalha iniciativas para fibra, backhaul, satélites de baixa órbita, espectro, cobertura e Fust. Flávio Bolsonaro propõe incentivos para atrair data centers, incluindo redução de encargos sobre energia, enquanto Lula enfatiza soberania e política industrial digital. Zema aborda competição e autonomia regulatória, e Renan Santos associa 5G-A, 6G, zonas econômicas especiais e capacidade computacional pública ao desenvolvimento tecnológico. (TELETIME News - 20.08.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: Crescimento dos data centers exige novos arranjos no setor elétrico
A rápida expansão dos data centers cria uma nova classe de carga para o sistema elétrico brasileiro, caracterizada por alta potência, funcionamento contínuo e exigência elevada de confiabilidade. A concentração geográfica dos projetos amplia desafios de conexão, contratação de energia e planejamento da transmissão, especialmente quando grandes empreendimentos precisam ser energizados em prazos menores que os necessários para reforços estruturais da rede. A abertura progressiva do mercado livre prevista na Lei 15.269/2025 e propostas como o PL 3.018/2024 e o ReData, do PL 278/2026, podem influenciar os modelos comerciais adotados. A análise defende maior coordenação entre consumidores, geradores, transmissoras e operadores, além de soluções compartilhadas de conexão e distribuição adequada de riscos, para que a infraestrutura elétrica acompanhe o crescimento da economia digital. (Agência eixos - 17.08.2026)
Brasil: Eneva propõe gás como ponte para data centers antes da conexão à rede
A Eneva avalia que a geração a gás natural pode permitir a entrada em operação de grandes data centers enquanto a conexão definitiva ao sistema elétrico ainda não estiver disponível. Segundo a empresa, uma carga de 200 MW, por exemplo, dificilmente consegue acesso imediato à rede, enquanto unidades de geração a gás podem ser implantadas para atender a fase inicial e, posteriormente, operar de forma complementar à energia contratada do sistema e a fontes renováveis. O modelo pode combinar gás transportado por gasodutos ou GNL, além de diesel e baterias para funções específicas de segurança. A estratégia responde à diferença entre o cronograma acelerado dos projetos digitais e os prazos mais longos de expansão das redes. A empresa ressalta, porém, que a disponibilidade mundial de turbinas é um gargalo e que políticas para ampliar a oferta de gás poderiam reduzir o custo do combustível. (Agência iNFRA - 18.08.2026)
Brasil: EPE projeta 20 GW de demanda de data centers em dez anos
A Empresa de Pesquisa Energética estima que a demanda elétrica associada a data centers no Brasil pode alcançar 20 GW ao longo dos próximos dez anos, volume equivalente a cerca de uma vez e meia o consumo máximo atual de toda a Região Nordeste. Para 2030, a projeção chegou a 5,6 GW, após uma revisão que acrescentou 2,2 GW em apenas quatro meses; em avaliação anterior, o acréscimo havia sido de aproximadamente 500 MW. A EPE considera que a aprovação do ReData, prevista no PL 278/2026, poderá antecipar novos investimentos e acelerar a curva de carga em até cinco anos. O Plano Decenal de Expansão 2035 já trabalhava com cenários de forte crescimento, chegando a 26 GW. A velocidade dos pedidos reforça a necessidade de antecipar transmissão, geração, conexão e soluções de flexibilidade para evitar que a oferta elétrica se torne limitante à expansão do setor. (Agência iNFRA - 18.08.2026)
Brasil: Fila de data centers pressiona rede elétrica e expõe descompasso de prazos
Pedidos de conexão de data centers somavam 26,2 GW em novembro de 2025, muito acima da carga efetiva do setor, estimada em cerca de 800 MW naquele ano, evidenciando a dimensão da corrida por capacidade elétrica. Em dezembro, o ONS validou 43 pedidos de acesso à transmissão, dos quais 38 eram de data centers e representavam 7,04 GW; São Paulo concentrava 20 solicitações e 3,9 GW. O desafio é compatibilizar projetos digitais, que podem ser construídos em 18 a 24 meses, com reforços de rede que frequentemente exigem 42 a 60 meses. Racks de IA já ultrapassam 120 kW e favorecem resfriamento líquido, enquanto o PUE médio global permanece próximo de 1,54. O ReData prevê exigência de energia 100% limpa ou renovável e WUE máximo de 0,05 litro/kWh, acrescentando condicionantes ambientais à disputa por energia disponível. (33 Giga - 20.08.2026)
Brasil: ONS alerta para impacto de data centers de 2 GW sobre o sistema elétrico
O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia que data centers com cargas individuais próximas de 2 GW podem produzir impactos inéditos no SIN e exigir mudanças nas regras de conexão e nos critérios de segurança. O ONS acompanha cerca de 10 GW de projetos em diferentes etapas: aproximadamente 3 GW já possuem Contrato de Uso do Sistema de Transmissão, 2 GW receberam parecer de acesso e têm até 90 dias para contratar, e outros 5 GW passam por estudos de viabilidade. Uma única carga de 2 GW ligada a circuito de 500 kV superaria contingências tradicionais do sistema, como a perda de Angra 2, de cerca de 1,2 GW. O operador também discute exigências de ride-through para impedir que instalações migrem integralmente para geração de emergência diante de oscilações de frequência, o que poderia ampliar perturbações na rede. (TAGD - 20.08.2026)
Chile: Projetos de data centers solicitam conexão de 1 GW à rede elétrica
Dois projetos de data centers em estágio inicial no Chile solicitaram conexão ao sistema elétrico com capacidade agregada de aproximadamente 1 GW. As iniciativas são lideradas pela Ignis Energy Chile e pela Lader Energy Chile e contemplam cerca de 500 MW cada, escala que evidencia a transformação dos data centers em grandes consumidores comparáveis a instalações industriais eletrointensivas. Como os projetos ainda se encontram nas primeiras etapas de desenvolvimento, sua execução dependerá de estudos de conexão, disponibilidade efetiva de potência, reforços de rede, licenciamento e decisões finais de investimento. A movimentação ocorre em um mercado que já atrai operadores pela infraestrutura de telecomunicações e pelo potencial de contratação de energia renovável. O volume solicitado reforça a necessidade de incorporar novas cargas digitais ao planejamento da geração e transmissão chilenas. (Data Center Dynamics - 18.08.2026)
China: Renováveis passam de 80% do consumo de complexo de data centers em Ningxia
Um grande complexo de data centers da China Mobile em Zhongwei, na região de Ningxia, passou a receber energia diretamente de uma usina solar de 500 MW e já obtém mais de 80% de sua eletricidade de fontes renováveis. Um parque eólico de 1,5 GW está em construção a cerca de 40 quilômetros para complementar a geração solar durante a noite. Quando os projetos estiverem concluídos, a geração renovável destinada aos data centers de Zhongwei poderá chegar a aproximadamente 2,29 bilhões de kWh por ano. A cidade reúne dez grandes parques de data centers e atende empresas como Alibaba, Baidu, Tencent, Meituan e ByteDance. O consumo elétrico dos data centers chineses passou de 82,4 TWh em 2019 para 166 TWh em 2024. A política East Data West Computing incentiva a migração de processamento para o oeste, onde clima frio e seco também permite resfriamento natural durante oito a dez meses por ano. (Brasil 247 - 19.08.2026)
EUA: AIB Data Centers coloca acesso à energia no centro da estratégia de expansão
A AIB Data Centers apresentou sua estratégia de migração da mineração de bitcoin para infraestrutura de inteligência artificial e computação de alto desempenho, destacando que sua principal vantagem competitiva é possuir acordos de energia já executados. O ativo de Charlotte, na Carolina do Norte, possui cerca de 40 MW e foi adaptado para receber cargas de data center, com zoneamento industrial, conectividade por múltiplas operadoras e possibilidade de entrega em nove a dez meses. Um acordo firmado em maio de 2026 elevou em 25 MW a capacidade disponível junto à concessionária. Em junho, a companhia criou a AIBCLT1 LLC para concentrar propriedade, contratos, clientes âncora e financiamento do projeto. A empresa pretende usar capital corporativo em desenvolvimento, depósitos e equipamentos de longo prazo e financiamento específico para construção, embora ainda não tivesse contratos de locação assinados. (Investing - 19.08.2026)
EUA: Cummins fecha maior contrato de baterias para data center
A Cummins Power Generation foi selecionada para fornecer seu maior sistema de armazenamento em baterias já contratado para um data center nos Estados Unidos. A solução deverá atender requisitos definidos pela concessionária para administrar oscilações e variações bruscas de carga típicas de infraestrutura de inteligência artificial, permitindo carga e descarga rápida, redução de picos e melhoria da qualidade de energia no ponto de conexão. O sistema utiliza módulos de 5 MWh com química LFP e resfriamento líquido e atende normas como UL 9540A, UL 9540, UL 1973, NFPA 855, IEEE 1547 e UL 1741 SA/SB. A Cummins posiciona a tecnologia como recurso para aplicações de bridge-to-grid, backup e microgrids, especialmente quando a expansão da rede é mais lenta que a implantação do data center. O contrato reforça o armazenamento como componente estrutural da infraestrutura elétrica de grandes cargas digitais. (Public Now - 18.08.2026)
EUA: Shoals inicia fabricação para sistema de baterias de data center de 1,1 GW
A Shoals Technologies e a ON.energy avançaram na fabricação de equipamentos para um sistema de armazenamento de 1,1 GW destinado a um data center hyperscale nos Estados Unidos. Quando concluído, o projeto deverá se tornar uma das maiores instalações de baterias conectadas à rede associadas a um data center no país. A arquitetura combina o PowerHub da Shoals com uma solução de UPS de média tensão da ON.energy, permitindo estabilizar a alimentação, responder a variações rápidas de carga e ampliar a infraestrutura em módulos. A fase inicial prevê aproximadamente 360 unidades PowerHub em uma instalação no Tennessee; as primeiras entregas foram concluídas e o comissionamento é esperado para o início do quarto trimestre de 2026. Novas fases já estão em desenvolvimento. O projeto mostra como baterias passam a integrar a interface entre data centers de IA e a rede, reduzindo impactos de cargas de grande potência. (Shoals - 18.08.2026)
Inovação e Tecnologia
Brasil: CBPF e ExxonMobil usam computação quântica para energia e captura de carbono
O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e a ExxonMobil Brasil estão utilizando computadores quânticos da IBM em pesquisas voltadas a aplicações de energia e redução de carbono. Uma das linhas busca desenvolver algoritmos quânticos para resolver equações diferenciais parciais utilizadas na simulação de propagação de ondas em materiais, problema relevante em modelagem física e exploração. Outra frente estuda algoritmos de amostragem em arquiteturas híbridas, combinando computação quântica e supercomputadores para modelar moléculas com potencial aplicação em captura de carbono. A pesquisa procura identificar situações em que processadores quânticos ofereçam vantagem mensurável de precisão, eficiência ou custo em comparação com métodos clássicos. Embora ainda experimental, o trabalho indica como infraestruturas avançadas de computação podem evoluir além de CPUs e GPUs tradicionais em aplicações científicas intensivas em dados. (Data Center Dynamics - 18.08.2026)
Brasil: DCIM e gêmeos digitais ganham espaço na gestão integrada de data centers
A multiplicação de sistemas independentes em data centers pode gerar um ambiente operacional fragmentado, com alarmes, sensores e plataformas que não compartilham informações de forma adequada. Especialistas da Omnia, Everest e Ascenty discutem o uso conjunto de DCIM e gêmeos digitais para integrar dados de temperatura, umidade, energia, conectividade, servidores e infraestrutura física em tempo real. A proposta é substituir a supervisão isolada de equipamentos por uma visão operacional unificada, permitindo antecipar falhas, simular mudanças de carga e otimizar eficiência e disponibilidade. Gêmeos digitais também podem testar cenários antes de intervenções físicas, reduzindo riscos em ambientes críticos. A evolução torna-se mais relevante com racks de inteligência artificial de alta densidade, que aumentam a complexidade térmica e elétrica e exigem respostas operacionais mais rápidas e precisas. (Data Center Dynamics - 20.08.2026)
Brasil: IA eleva densidade de racks a 400 kW e redefine infraestrutura de data centers
A adoção acelerada de inteligência artificial está levando a densidade energética dos racks a patamares de até 400 kW, muito acima dos poucos quilowatts observados em ambientes convencionais. Segundo a Ascenty, salas de clientes que anteriormente demandavam entre 2 MW e 3 MW já podem exigir de 10 MW a 20 MW, enquanto novos projetos chegam a prever 60 MW inicialmente e expansão para 120 MW. A evolução também impulsiona a substituição de configurações de 2, 5 ou 10 kVA por racks de 30, 60 e 100 kVA e aumenta a necessidade de resfriamento líquido. O Ministério de Minas e Energia projeta que a capacidade instalada de data centers no Brasil poderá passar de cerca de 700 MW em 2024 para 13 GW em 2035. Eficiência, disponibilidade elétrica e PUE próximo de 1,2 tornam-se fatores centrais de competitividade. (TeleSíntese - 20.08.2026)
Brasil: Ubiquiti lança 5G para reforçar redundância de redes corporativas
A Ubiquiti lançou no Brasil a linha UniFi 5G, integrando conectividade móvel à infraestrutura de redes corporativas para funcionar como acesso principal ou contingência em caso de falha da conexão fixa. O UniFi 5G Max oferece velocidade teórica de até 3,4 Gbps, enquanto a versão Outdoor possui proteção IP67 para ambientes externos. A linha inclui suporte a nano-SIM e eSIM e utiliza plataforma Qualcomm Dragonwing FWA Gen 2, modem Snapdragon X62 5G e componentes de rede N7. A empresa também apresentou o Dream Router com Wi-Fi 7 tri-band. Segundo dados da IDC citados na matéria, o mercado mundial de WLAN corporativa cresceu 15,9% no primeiro trimestre de 2026, para US$ 2,7 bilhões, e equipamentos Wi-Fi 7 já representavam 44,5% da receita de pontos de acesso empresariais. A solução amplia alternativas de redundância para operações dependentes de conectividade contínua. (Data Center Dynamics - 20.08.2026)
Brasil: Veeam integra resiliência de dados e segurança para aplicações de IA
A Veeam apresentou no VeeamON Tour Brasil sua estratégia Data & AI Trust e a DataAI Command Platform, voltada a proteção, governança e recuperação de dados utilizados por aplicações de inteligência artificial. Pesquisa citada pela empresa indica que 88% das organizações já usam ou testam agentes de IA, mas apenas 7% estariam efetivamente preparadas para essa adoção, enquanto 95% enfrentam problemas de dados que limitam os projetos. A plataforma busca identificar riscos, dados redundantes, obsoletos ou triviais, controlar políticas de acesso e permitir recuperação imutável e point-in-time. O modelo atende ambientes híbridos e multicloud, relevantes para empresas que mantêm cargas em diferentes data centers e provedores. A proposta é reduzir exposição, shadow AI e indisponibilidade à medida que agentes passam a acessar volumes maiores de informações corporativas. (Data Center Dynamics - 20.08.2026)
Brasil: Zoho cresce 31,4% e amplia estratégia baseada em inteligência artificial
A Zoho registrou crescimento de 31,4% no Brasil no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, colocando o país entre os mercados de maior expansão da companhia. O Brasil foi a terceira região de crescimento mais acelerado e ocupou a oitava posição em receita proveniente de novos usuários. Com receita global anual próxima de US$ 1 bilhão e avaliação estimada em US$ 12,5 bilhões, a empresa pretende ampliar sua presença apoiada em soluções de inteligência artificial desenvolvidas internamente. A estratégia inclui modelos menores de linguagem e a plataforma Zia, que aplica IA com contexto sobre dados corporativos. O crescimento reforça a demanda por nuvem, processamento e infraestrutura digital necessária ao uso corporativo de IA. A empresa também mantém estratégia de controle tecnológico próprio, reduzindo dependência de provedores externos em componentes centrais de seus serviços. (Data Center Dynamics - 19.08.2026)
EUA: Intel prepara Nova Lake para desktops antes de versão voltada a data centers
A Intel deverá introduzir a arquitetura Nova Lake primeiro em computadores desktop antes de adaptar a tecnologia ao segmento de data centers, refletindo diferenças entre os ciclos de desenvolvimento de produtos de consumo e de servidores. A companhia mantém uma abordagem mais monolítica, o que torna a conversão de uma nova arquitetura para plataformas corporativas mais demorada. Informações preliminares apontam configurações com 24 ou 28 núcleos e gráficos integrados Xe3, com consumo em torno de 65 W em determinadas variantes. A estratégia contrasta com a AMD, que tende a priorizar arquiteturas Zen de nova geração em servidores, segmento com margens mais elevadas, antes de ampliar a oferta ao mercado de PCs. O movimento mostra como a disputa por desempenho e eficiência em chips está cada vez mais associada às necessidades de computação de alto desempenho e infraestrutura de data centers. (iMasters - 18.08.2026)
Internacional: Castrol valida fluidos de resfriamento para infraestrutura de IA da Nvidia
Os fluidos Castrol ON PG25 e PG25T foram validados para uso em sistemas de resfriamento direct-to-chip de fábricas de inteligência artificial e data centers baseados na infraestrutura da Nvidia. O processo de avaliação analisou resistência à corrosão, estabilidade térmica, pureza do propilenoglicol, qualidade da água de diluição e compatibilidade com metais, plásticos e materiais de vedação. O PG25 utiliza tecnologia de aditivos orgânicos, enquanto o PG25T emprega formulação inorgânica. Em sistemas direct-to-chip, o fluido circula por cold plates instaladas diretamente sobre CPUs e GPUs, retirando calor com maior eficiência do que soluções baseadas exclusivamente em ar. A operação em circuito fechado também reduz perdas evaporativas de água e pode melhorar o WUE. A validação responde ao avanço de racks de IA de alta densidade, que exigem maior capacidade térmica e padronização de fluidos em escala global. (PRNews - 18.08.2026)
Internacional: Data centers orbitais surgem como alternativa para computação de IA
Projetos de data centers em órbita terrestre baixa começam a ser avaliados como alternativa às limitações de energia, água e licenciamento enfrentadas por instalações de inteligência artificial em solo. O conceito aproveita geração solar quase contínua e dissipação térmica por radiação, eliminando a necessidade de resfriamento evaporativo com água. Já houve demonstrações com GPUs de classe H100 no espaço, enquanto iniciativas como o satélite AI1 buscam testar computação dedicada. Uma unidade orbital inicial pode operar na faixa de 120 kW médios, ainda muito distante dos gigawatts de um hyperscaler terrestre. Entre os obstáculos estão temperaturas extremas, radiação, manutenção e custo de lançamento, que historicamente variou entre US$ 2 mil e US$ 10 mil por quilo, embora sistemas reutilizáveis busquem reduzir esse valor para menos de US$ 100/kg. Aplicações iniciais podem se concentrar em processamento de dados produzidos no próprio espaço. (Data Center Dynamics - 19.08.2026)
Internacional: IA agêntica acelera migração de redes internas para 800 Gbps e 1,6 Tbps
A expansão de aplicações de inteligência artificial agêntica deverá elevar significativamente o tráfego leste-oeste dentro dos data centers e acelerar a adoção de conexões de 800 Gbps e 1,6 Tbps. Diferentemente de aplicações tradicionais, agentes de IA podem executar múltiplas tarefas, consultar modelos, bancos de dados e ferramentas e trocar grandes volumes de informações entre servidores durante uma única operação. Esse padrão aumenta a pressão sobre switches, interfaces ópticas e arquitetura de rede interna, tornando largura de banda e baixa latência tão importantes quanto a disponibilidade de GPUs. A evolução para 1,6 Tbps também exige atualização de transceptores, cabeamento, consumo energético e gerenciamento térmico. Para operadores, o desafio será expandir capacidade de rede sem criar gargalos capazes de reduzir a utilização dos aceleradores, cujo custo elevado exige que computação e comunicação operem de forma coordenada. (IPNews - 18.08.2026)
Internacional: IA amplia automação e riscos na segurança física de data centers
A inteligência artificial está ganhando espaço na segurança física de instalações críticas, mas sua adoção exige critérios claros para separar ganhos reais de automação de promessas comerciais. Pesquisa da Genetec mostra que 45% dos profissionais de segurança consideram IA e modelos de linguagem uma prioridade em 2026, ante 21% em 2025, e 46% pretendem ampliar o uso nos próximos cinco anos. Entre as aplicações estão busca de vídeo em linguagem natural, detecção de invasão de perímetro, correlação de câmeras, análise de acessos anômalos e acionamento automatizado de bloqueios. Ao mesmo tempo, cerca de 70% demonstram preocupação com privacidade e transparência. Riscos incluem vazamento de dados, vieses e ataques por prompt indireto. A recomendação é integrar IA a arquiteturas abertas, dados estruturados e sistemas unificados de controle de acesso e vídeo, mantendo supervisão e governança. (Data Center Dynamics - 19.08.2026)
Internacional: Pesquisa aponta vulnerabilidades em sistemas físicos de data centers
Uma pesquisa do Team82, da Claroty, identificou elevada exposição de sistemas ciberfísicos utilizados em data centers, após analisar mais de 750 mil ativos. Cerca de um quinto dos dispositivos avaliados estava a apenas um salto de sistemas capazes de estabelecer comunicação externa. Equipamentos de distribuição de energia responderam por aproximadamente 41% das exposições, enquanto sistemas de HVAC e resfriamento representaram 32%. Entre sistemas de gerenciamento predial, 88% utilizavam protocolos considerados inseguros e 40% apresentavam firmware desatualizado. Mais de 80% dos ambientes de OT, monitoramento energético e IoT ainda empregavam protocolos legados, como BACnet ou Modbus. A Claroty recomenda gestão contínua de exposição, segmentação baseada em Zero Trust, endurecimento de BMS e detecção adaptada aos protocolos industriais. (Data Center Dynamics - 19.08.2026)
Suíça: Projeto integra escritório, data center e eficiência energética em Zug
O complexo Waterworks Zug, desenvolvido pelo Boltshauser Architekten, combina áreas administrativas e um data center em uma solução arquitetônica concebida para uma empresa que opera uma das maiores redes de cabo da Suíça. A instalação computacional foi posicionada no subsolo e o projeto foi estruturado em duas fases, com um primeiro volume de três pavimentos e possibilidade de expansão posterior. A construção utiliza estrutura que favorece flexibilidade dos espaços, instalações técnicas aparentes e elementos fotovoltaicos na fachada e na cobertura. O conceito considera desmontagem e separação de componentes para reduzir consumo de materiais ao longo do ciclo de vida. O edifício segue critérios Minergie de eficiência energética. A integração entre arquitetura, infraestrutura digital e geração solar mostra como requisitos de data centers podem ser incorporados ao desenho do edifício sem separar desempenho técnico, flexibilidade e sustentabilidade. (ArchDaily - 20.08.2026)