Data Center 35
Tendências de Mercado
Brasil: Data centers elevam demanda por aço, avalia Gerdau
A expansão dos data centers e da infraestrutura digital tende a elevar a demanda por aço nos próximos anos e a abrir novas oportunidades para a siderurgia brasileira. Segundo a avaliação citada, esse movimento é impulsionado tanto pelo volume de aço necessário na implantação dessas estruturas quanto pelo avanço da Indústria 4.0 e da inteligência artificial. A procura pelo material se intensificou especialmente nos últimos 12 meses, acompanhando uma tendência já observada nos Estados Unidos. Apesar das discussões sobre o consumo de energia e água dos data centers, a expectativa do setor é de que esses desafios sejam superados. (Diário do Comércio - 05.08.2026)
Brasil: Data centers podem gerar desenvolvimento, mas exigem contrapartidas
A expansão dos data centers, impulsionada pela inteligência artificial, pode atrair investimentos, gerar empregos e estimular o desenvolvimento regional no Brasil, mas seus benefícios dependem de planejamento e contrapartidas. Igor Lopes destaca que fatores como localização, tecnologia de refrigeração, disponibilidade de água e matriz energética influenciam diretamente o impacto de cada projeto. Como os data centers de IA concentram grande capacidade de processamento, também aumentam a geração de calor e a exigência por sistemas de refrigeração eficientes. A instalação dessas estruturas pode ainda exigir reforços na infraestrutura elétrica local, o que amplia a importância de regras claras e investimentos associados aos empreendimentos. (Times Brasil - 13.08.2026)
Brasil: Data centers podem reforçar balança comercial brasileira
O Brasil ainda ocupa uma parcela pequena do mercado global de data centers, enquanto quase 40% das 12.199 instalações e projetos mapeados pelo DataCenter Map estão nos Estados Unidos. Um dos principais entraves à expansão brasileira é o custo de implantação: segundo estimativa da Brasscom, construir no país um data center de grande porte, com 100 MW de capacidade, exige investimento 34% superior ao necessário nos Estados Unidos. A redução dessa diferença de custos é apontada como condição importante para ampliar a participação brasileira no setor e capturar efeitos positivos sobre a balança comercial. (Valor Econômico - 16.08.2026)
Brasil: FGV estima R$ 25 bilhões e 12,6 mil empregos por data center de IA
Estudo da FGV Projetos aponta que o Brasil reúne condições para se consolidar como hub internacional de infraestrutura digital na era da inteligência artificial, apoiado por uma matriz elétrica majoritariamente renovável, posição geográfica estratégica, mercado interno relevante e crescimento da demanda por nuvem e IA. A implantação de um único data center de IA pode mobilizar cerca de R$ 25 bilhões em investimentos e gerar aproximadamente 12.560 empregos diretos e indiretos durante a construção e a implantação, dos quais cerca de 1.860 seriam permanentes. O estudo foi encomendado pela Scala Data Centers e pela Norgás. (FGV - 05.08.2026)
Brasil: Nordeste ganha espaço na corrida por data centers de IA
Empresas de tecnologia, operadoras e fundos de investimento ampliam projetos de data centers para atender à crescente demanda por processamento de dados, armazenamento em nuvem e aplicações baseadas em IA. No Brasil, especialistas apontam que essa transformação cria uma oportunidade inédita para estados capazes de oferecer energia confiável, conectividade de alta capacidade e ambiente regulatório favorável. Cada novo serviço baseado em IA demanda milhares de servidores operando continuamente, elevando o consumo de energia, a necessidade de refrigeração e a capacidade das redes de transmissão de dados. De acordo com especialistas ouvidos pelo Mobile Time, essa realidade vem acelerando investimentos em novos data centers em diversos mercados, transformando a infraestrutura digital em ativo estratégico para governos e empresas. (Paraíba Business - 09.08.2026)
Brasil: Primeiro data center de IA na Amazônia gera debate sobre calor
Belém deverá receber o BEL1, primeiro data center de inteligência artificial da Amazônia, projetado pela Elea Data Centers na área portuária de Miramar. O empreendimento é alvo de inquérito civil do Ministério Público do Pará por possíveis impactos ambientais, entre eles a formação de ilhas de calor e a ausência de regras específicas para esse tipo de instalação. O promotor Márcio Maués cita estudo da Universidade de Cambridge segundo o qual data centers podem elevar a temperatura da superfície terrestre em cerca de 2°C, com picos de até 9,1°C e efeitos térmicos detectados em um raio de até 10 km. A pesquisa analisou dados de satélite da NASA no entorno de mais de 8 mil data centers entre 2004 e 2024. (G1 - 09.08.2026)
Brasil: São Paulo lidera custo de construção de data centers na América Latina
A América Latina continua atraente para investimentos em data centers por apresentar custos de construção inferiores aos de grandes mercados da Ásia, Europa e Estados Unidos, embora a diferença esteja diminuindo. Entre as cidades latino-americanas avaliadas pela Turner & Townsend, São Paulo tem o maior custo médio, de US$ 10,75 por watt instalado, seguida por Querétaro, com US$ 10,40/W, Montevidéu, com US$ 9,89/W, Santiago, com US$ 8,61/W, e Bogotá, com US$ 7,49/W. Mesmo com custos mais altos, mercados como São Paulo, Querétaro e Santiago mantêm demanda crescente, infraestrutura digital consolidada e boa conectividade. (Bloomberg Línea - 08.08.2026)
Brasil: Schneider prevê expansão de data centers por mais 5 a 10 anos
A Schneider Electric projeta que o mercado de data centers continuará em expansão pelos próximos 5 a 10 anos, impulsionado pela digitalização e pela demanda computacional da inteligência artificial. Segundo Rafael Segrera, presidente da companhia para a América do Sul, o segmento representava menos de 10% das atividades da Schneider há cinco anos e hoje se aproxima de 30%; nos resultados de 2025, data centers e redes responderam por 30% dos pedidos, com expectativa de crescimento anual superior a 10% até 2030. A empresa não opera data centers, mas fornece distribuição elétrica, nobreaks, estruturas para servidores, refrigeração e sistemas de gestão. No Brasil, Segrera vê potencial de atração de projetos, condicionado a custos competitivos, regras claras, segurança jurídica e reforços na transmissão para conectar grandes cargas. (Poder360 - 15.08.2026)
EUA: AMD vê demanda de data centers acelerar com expansão da IA
A AMD avalia que a demanda por infraestrutura de inteligência artificial continuará acelerando e sustentará um novo ciclo de investimentos em data centers. Após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas, a CEO Lisa Su afirmou que a receita da companhia cresceu mais de 50% na comparação anual, com forte impulso no negócio de data centers diante da necessidade crescente de capacidade computacional para IA. A executiva também informou que a AMD elevou suas projeções e estima que os mercados de computação de alto desempenho e computação adaptativa possam superar US$ 2 trilhões até 2030. (Times Brasil - 05.08.2026)
EUA: Apple fica fora da corrida bilionária por data centers de IA
Amazon, Google, Meta e Microsoft aceleraram os investimentos em data centers para atender à expansão da inteligência artificial e somaram mais de US$ 416 bilhões em despesas de capital em 2025, alta de 66% em relação ao ano anterior. A tendência continua em 2026, com Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta destinando juntas cerca de US$ 725 bilhões à infraestrutura de IA. A Apple aparece como exceção nessa corrida, adotando uma estratégia de capital muito mais contida e sem acompanhar o mesmo ritmo de construção de data centers próprios observado entre as principais concorrentes. (Terra - 01.08.2026)
EUA: Data centers de IA pressionam energia, chips e inflação
Dados recentes mostram que o interesse e os investimentos astronômicos na adoção da IA (estimados em cerca de US$ 750 bilhões apenas para este ano) empurraram diversos preços para cima, elevando a inflação geral no processo. Os data centers de IA têm um apetite voraz por energia (notadamente eletricidade e água), e a ampliação acelerada desses gigantes ameaça sobrecarregar as redes elétricas e encarecer ainda mais os preços. As instalações de data centers podem ser construídas ou expandidas a um ritmo duas ou três vezes mais rápido do que os novos sistemas de geração de energia necessários para abastecê-los, ressaltou recentemente a PJM Interconnection, a maior operadora de rede elétrica dos EUA. (CNN Brasil - 03.08.2026)
EUA: Data centers valorizam terras no Texas
A corrida global para implantar a infraestrutura necessária para a inteligência artificial (IA) encontrou uma solução bilionária no coração da indústria de petróleo dos Estados Unidos. Em meio à resistência comunitária, à escassez de energia e a entraves burocráticos em diversos estados americanos, os desenvolvedores de data centers voltaram os olhos para a Bacia Permiana, região entre o oeste do Texas e o Novo México. Com um modelo de negócios leve em capital, baseado no arrendamento de solos e no fornecimento de insumos essenciais como água e combustível para usinas elétricas, as companhias atraíram o apetite de Wall Street. As ações da Texas Pacific Land acumulam valorização de 14% no ano, negociadas a cerca de 37 vezes o lucro projetado para os próximos quatro trimestres. (Exame - 10.08.2026)
Global: Expansão de data centers aumenta pressão global por energia e água
A rápida expansão dos data centers associada à inteligência artificial tende a aumentar a pressão sobre sistemas de energia e recursos hídricos nas próximas décadas. O impacto não se limita às próprias instalações, pois também exige novas usinas, redes elétricas e infraestrutura para sustentar cargas cada vez maiores. Um relatório do Congresso dos Estados Unidos considera hiperescala uma instalação com pelo menos 5 mil servidores, área mínima de 10 mil pés quadrados e potência superior a 100 MW, volume de energia comparável ao consumo de dezenas de milhares de residências. (InfoMoney - 15.08.2026)
Global: Seguro para data centers pode superar US$ 24 bi até 2030
Com a fulminante ampliação dos datacenters em todo o mundo propiciada pelos investimentos bilionários voltados à inteligência artificial, o setor de seguros voltado ao segmento está evoluindo junto. De acordo com a Allianz, o segmento global de seguros para esses centros de dados deve crescer dos atuais US$ 11 bilhões para mais de US$ 24 bilhões até 2030, refletindo rápida ampliação de capacidade, aumento dos valores segurados e maior complexidade operacional. De acordo com a seguradora global, à medida que os datacenters assumem um papel mais crítico, a cobertura abrangente de seguro tornou-se pré-requisito para financiar muitos projetos de infraestrutura de IA em grande escala. (InfoMoney - 15.08.2026)
Irã: Data centers viram alvos na guerra entre Irã e EUA
A estratégia do Irã de contrapor o poderio militar com danos econômicos expôs uma vulnerabilidade em um dos interesses mais vitais do mundo: os centros de dados de IA. É um momento de acerto de contas para governos que veem a IA como crucial para sua segurança nacional e avanço econômico, e para uma indústria que apostou tudo na implantação de caros centros de dados ao redor do planeta. Nos primeiros dias da guerra, o Irã deixou claro que considera os centros de dados alvos militares justificados. Os data centers da região são importantes não apenas para as indústrias militar e de IA dos EUA, mas também para o Golfo, que se imaginou como um terceiro polo global de IA, ao lado dos Estados Unidos e da China. (CNN Brasil - 03.08.2026)
Portugal: Portugal busca estratégia para transformar data centers em valor econômico
Portugal ganhou relevância no mercado europeu de data centers com novos investimentos, operadores internacionais e a expansão da conectividade por cabos submarinos em Sines. O potencial do país, porém, depende de transformar essas instalações em valor econômico mais amplo, com inovação, atração de talentos, pesquisa e novas cadeias produtivas. Entre as vantagens portuguesas estão a posição entre continentes, a disponibilidade crescente de energia renovável, a estabilidade e o ecossistema tecnológico. A próxima geração de data centers tende a exigir menor consumo de energia e água, integração com redes inteligentes, aproveitamento de calor residual e maior articulação com fontes renováveis. (The Portugal News - 15.08.2026)
Expansão e Investimentos
América Latina: Google amplia infraestrutura digital na América Latina
O Google está ampliando sua infraestrutura digital na América Latina com novos cabos submarinos, a retomada do projeto de data center de US$ 200 milhões em Cerrillos, no Chile, e iniciativas ligadas a energia renovável, inteligência artificial e capacitação. A empresa anunciou três novos sistemas de cabos para reforçar a conectividade nas Américas e reformulou o projeto chileno para utilizar refrigeração a ar. Também inaugurou um centro de demonstração de IA no México e ampliou seus compromissos de formação profissional no Brasil. O conjunto de iniciativas reforça a aposta regional em nuvem, conectividade e infraestrutura de IA, embora a América Latina ainda seja vista principalmente como mercado consumidor, e não como polo de produção e pesquisa. (BNamericas - 14.08.2026)
Brasil: Ascenty investe US$ 1,2 bi em quatro data centers de IA
A Ascenty anunciou investimento de US$ 1,2 bilhão na construção de quatro data centers preparados para inteligência artificial na região de São Paulo, que juntos somam 150 MW e já estão totalmente pré-locados por empresas globais de tecnologia. O principal projeto é o Sumaré 3, com 90 MW de capacidade inicial e possibilidade de duplicação, 48 mil metros quadrados de área construída, resfriamento líquido direto no chip e circuito fechado. As obras começaram em março de 2026, com entrega prevista para o terceiro trimestre de 2027. A construção deve gerar cerca de 600 empregos no pico das obras e 120 postos permanentes após a conclusão. (Forbes Brasil - 05.08.2026)
Brasil: País acelera infraestrutura para data centers de IA
A expansão da inteligência artificial está acelerando a construção de infraestrutura de data centers no Brasil, com destaque para o complexo da Ascenty em Sumaré, no interior de São Paulo, dedicado a cargas de IA. Amazon, Microsoft, Google, Meta e Oracle devem investir juntas cerca de US$ 725 bilhões em infraestrutura de IA em 2026, quase 80% acima do valor de 2025. Data centers voltados a treinamento e execução de modelos podem consumir entre 60 kW e 1.000 kW por rack, muito acima de instalações corporativas tradicionais. A aprovação do Redata é apontada como capaz de elevar os investimentos anuais do setor para perto de R$ 100 bilhões e levar a capacidade instalada brasileira de cerca de 750 MW para 3 GW até 2032. (Canaltech - 10.08.2026)
Brasil: Equinix investe US$ 109 mi em expansão em São Paulo
A Equinix confirmou um plano de US$109 milhões (mi) para ampliar em 1.300 gabinetes seus data centers em São Paulo, parte de uma ampliação mais ampla na América Latina que abrange Bogotá, Cidade do México, Monterrey, Rio de Janeiro e Santiago, à medida que a operadora americana eleva sua previsão para 2026 após registrar reservas recordes. Os números coincidem com o que a BNamericas noticiou em abril, quando a Equinix confirmou o mesmo plano de US$109mi e 1.300 gabinetes vinculado à inauguração do SP6. Esse ciclo incluiu a unidade de Monterrey MO2, a segunda fase do ST2 em Santiago (que soma mais de 425 gabinetes), e o segundo data center da Equinix em Bogotá, BG2. Globalmente, a companhia é proprietária de 179 dos seus 282 data centers e afirma que 84% da receita recorrente vem de ativos próprios ou de contratos de arrendamento que se estendem até 2041 ou além. (BNamericas - 04.08.2026)
Brasil: Saldo de recursos do 5G pode financiar novo data center da Telebras
A estatal Telebras é cotada para abrigar um novo data center construído com recursos do leilão do 5G. Quando o Brasil leiloou as faixas de frequência do 5G, em 2021, as operadoras vencedoras não pagaram o valor em dinheiro ao governo. As demonstrações financeiras de 2025, auditadas pela EY, mostram R$ 3,95 bilhões em aplicações financeiras, ante R$ 4,63 bilhões no ano anterior. Levantamento da EXAME mostra que, desse total, R$ 2,91 bilhões estão reservados para projetos ainda não executados. O principal destino em estudo para parte desse dinheiro é a implantação de um novo data center para a Telebras, a estatal de telecomunicações. (Exame - 11.08.2026)
Brasil: Venda de data centers próprios pode movimentar R$ 500 mi
Grandes empresas brasileiras, entre elas bancos, varejistas e grupos de telecomunicações, avaliam vender data centers próprios a operadores especializados e permanecer como usuárias por meio de contratos de longo prazo. A estratégia permite monetizar ativos e transferir custos de manutenção, em modelo semelhante ao sale and leaseback do mercado imobiliário. Segundo a Primaz & Co, três operações desse tipo em análise podem movimentar cerca de R$ 500 milhões no curto prazo. O interesse também é favorecido pela dificuldade e pelo custo de construir novos data centers e pela indefinição em torno do Redata. (Estadão - 03.08.2026)
EUA: Alpha Compute fecha acordo para data center na Pensilvânia
A Alpha Compute assinou um termo vinculante para adquirir ativos minerais, direitos de superfície e espaço poroso no norte da Pensilvânia destinados a um campus de data center. A subsidiária Alpha Compute Management terá opção exclusiva de compra por preço base de US$ 55 milhões, com depósito de US$ 3 milhões após a assinatura do contrato definitivo. O projeto prevê 200 MW iniciais de capacidade de energia e data center, com possibilidade de expansão para até 1 GW. (Investing - 11.08.2026)
EUA: Data center da Anthropic terá US$ 15 bi em dívida refinanciada
Os bancos planejam se desfazer de US$ 15 bilhões (R$ 76,8 bilhões) em dívidas vinculadas a um data center no Texas apoiado pelo Google e alugado pela Anthropic, à medida que credores de Wall Street ficam mais cautelosos em manter dívidas de infraestrutura de inteligência artificial (IA) em seus balanços. Um consórcio de bancos liderado pelo Morgan Stanley planeja recorrer ao segmento de títulos para refinanciar a dívida que comprometeram com o campus de data center de 809 hectares em implantação em Hubbard, no Texas, assim que os empréstimos forem liberados, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. (Folha de São Paulo - 06.08.2026)
EUA: Fermi fecha contrato de US$ 6,5 bi para data center
O contrato firmado com a TensorWave TEX1, LLC, subsidiária da provedora de nuvem para IA TensorWave Inc., abrange uma instalação com capacidade total de 222 megawatts. O acordo deve gerar aproximadamente US$ 6,5 bilhões em receita contratada total ao longo de um prazo inicial de 15 anos, com duas opções adicionais de renovação por cinco anos cada. A Fermi será responsável pelo desenvolvimento, implantação e entrega do data center completo, com a TensorWave assumindo a ocupação em fases a partir do segundo semestre de 2027. O contrato inclui direitos de ampliação para mais dois data centers, o que elevaria a capacidade total para mais de 650 megawatts distribuídos em três fases. (Investing - 10.08.2026)
EUA: IREN entrega primeiro data center de 50 MW à Microsoft no Texas
A IREN entregou à Microsoft o Horizon 1, primeiro de quatro data centers de 50 MW planejados para o campus de Childress, no Texas. A instalação inaugura a execução de um contrato de serviços em nuvem de cinco anos avaliado em US$ 9,7 bilhões, anunciado em novembro de 2025. A empresa pretende entregar os outros três prédios de 50 MW ainda em 2026. O Horizon 1 utiliza resfriamento líquido direto no chip para atender cargas de trabalho de inteligência artificial. (Investing - 13.08.2026)
EUA: Nvidia planeja investir US$ 3 bi em data centers
A Nvidia está em negociações para investir até US$ 3 bilhões (R$ 15,66 bilhões) na SB Energy, uma subsidiária do SoftBank Group que está desenvolvendo um enorme projeto de data centers planejado em Ohio, nos EUA, para a OpenAI, de acordo com informação do site The Information neste sábado (15). que cita pessoas próximas das negociações, o investimento proposto faz parte das tratativas da Nvidia com a OpenAI e a SB Energy para o fornecimento de cerca de US$ 100 bilhões (R$ 522 bilhões) em apoio de crédito para o campus de data centers planejado em Ohio. De acordo com o The Information, a Nvidia discutiu a possibilidade de investir metade dos US$ 3 bilhões quando o acordo para o projeto em Ohio for assinado, e a outra metade como parte da IPO (oferta pública inicial de ações) planejada pela SB Energy. (Folha de São Paulo - 16.08.2026)
EUA: Riot amplia data centers apesar de prejuízo no segundo trimestre
A Riot Platforms reportou um prejuízo maior do que o esperado no 2º tri de 2026, mas os investidores parecem ter ignorado os números principais após a companhia afirmar que sua transição para data centers está ganhando força. A Riot está se afastando de suas origens como mineradora de Bitcoin e construindo uma plataforma mais ampla de data centers voltada para clientes de inteligência artificial. A receita de data centers subiu para US$ 23,2 milhões, enquanto a receita de engenharia mais do que triplicou, passando de US$ 10,6 milhões para US$ 37,3 milhões em comparação com o mesmo período do ano passado. A Riot informou que seu custo líquido de energia foi de US$ 0,036 por quilowatt-hora, o que a companhia descreveu como referência do setor. (Investing - 10.08.2026)
EUA: Riot fecha locação de US$ 9,1 bi para data center de IA
A Riot Platforms assinou um contrato de locação de 20 anos com um laboratório de IA para disponibilizar 191 MW de capacidade crítica de TI em seu campus de Rockdale, no Texas. O acordo, com prazo inicial até junho de 2048, deve gerar cerca de US$ 9,1 bilhões em receita e pode alcançar US$ 16,1 bilhões caso sejam exercidas duas extensões de cinco anos. A companhia projeta lucro operacional líquido acumulado entre US$ 7,3 bilhões e US$ 8,2 bilhões durante o prazo base do contrato. (Investing - 10.08.2026)
EUA: RT-One antecipa operação e certifica padrão de campi de IA nos EUA
A RT-One, desenvolvedora de data centers de IA e plataformas soberanas de infraestrutura de inteligência artificial nas Américas, iniciou a fase comercial de sua plataforma, operando em ambiente de produção nos Estados Unidos meses antes da conclusão das obras físicas. A estratégia da companhia combina localização estratégica, energia dedicada, nuvem soberana e um modelo federado que integra diferentes sites em uma única plataforma. O avanço ocorre no Center of Excellence (CoE) da plataforma AMPHIX, criado pela RAVEL em parceria com a Strata Expanse, responsável pela infraestrutura física, que certifica o ambiente de produção e a orquestração da infraestrutura e das cargas de trabalho de IA. (Data Center Dynamics - 12.08.2026)
EUA: SpaceX contrata para construir data centers de IA na Terra e no espaço
O avanço da inteligência artificial (IA) levou Elon Musk a abrir um novo processo seletivo na SpaceX para contratar engenheiros e profissionais técnicos que atuarão na implantação e operação de data centers voltados à IA. De acordo com dados do Pew Research Center, os EUA já possuem mais de 3 mil data centers em operação e outros 1,5 mil estão em desenvolvimento. O prospecto apresentado antes da abertura de capital da companhia contempla metas ligadas à implantação de infraestrutura espacial, incluindo data centers fora da Terra capazes de fornecer 100 terawatts de poder computacional por ano. Além dos projetos em Marte, o prospecto indica outras frentes de crescimento, como a criação de uma economia lunar, com produção de energia, atividades industriais e transporte de cargas entre bases na Lua. (TecMundo - 03.08.2026)
EUA: SpaceX e Nvidia desenvolvem data centers de IA em órbita
A SpaceX informou nesta terça-feira (4) uma parceria com a Nvidia para desenvolver uma nova geração de data centers de inteligência artificial no espaço. De acordo com a SpaceX, cada satélite da constelação será equipado com GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera, permitindo oferecer capacidade de processamento equivalente à de um data center terrestre. Cada um dos satélites Starmind incluirá GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera para computação espacial em nível de data center, publicou a companhia na rede social X. A carga computacional do satélite Starmind AI1 da SpaceX será alimentada pela plataforma NVIDIA Vera Rubin NVL72, levando a capacidade de uma fábrica de IA para mais perto das estrelas. Durante a teleconferência de resultados da companhia, o CEO Elon Musk avaliou que todos os futuros data centers de inteligência artificial da SpaceX serão construídos exclusivamente com chips da Nvidia. (Times Brasil - 04.08.2026)
Índia: Data center de US$ 15 bilhões do Google enfrenta pressão ambiental
As obras para implantar o planejado complexo de centros de dados do Google na Índia estão em pleno andamento. O estado de Andhra Pradesh, no sul da Índia, governado por um aliado do primeiro-ministro Narendra Modi, que classificou o projeto como histórico e transformador, negou as acusações de que o empreendimento foi acelerado sem considerar adequadamente os riscos ao abastecimento de água e à vida selvagem. A oposição crescente pode se tornar um dos primeiros grandes testes para o maior investimento já feito pelo Google na Índia, que enfrenta diversos desafios judiciais relacionados ao impacto sobre o abastecimento de água e à proximidade de um santuário de vida selvagem que abriga leopardos e pangolins. (Folha de São Paulo - 06.08.2026)
Índia: Microsoft inaugura novo data center de IA na Índia
A Microsoft inaugurou, nesta quinta-feira (6), seu maior data center na Índia, em Hyderabad, e já conquistou o Grupo Adani e o Banco HDFC como primeiros usuários, enquanto disputa com seus rivais o segmento de IA em rápido avanço do país. A instalação na região centro-sul da Índia eleva para quatro o número de regiões de nuvem da Microsoft no país, somando-se aos centros já existentes em Pune, Chennai e Mumbai, e consolidando sua posição como o maior provedor de computação em nuvem do país. A fabricante do Windows comprometeu-se a investir cerca de US$ 20,5 bilhões para expandir suas operações na Índia, apostando em um segmento com mais de 1 bilhão de usuários de internet e um dos maiores reservatórios de talentos em tecnologia do mundo. (CNN Brasil - 06.08.2026)
Reino Unido: Wintermute planeja US$ 1 bi em data centers e infraestrutura de IA
A Wintermute Trading planeja investir aproximadamente US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos em infraestrutura de negociação de alta frequência e data centers de inteligência artificial. A companhia londrina pretende ampliar sua atuação para ações, commodities e câmbio e financiar os investimentos com lucros retidos. O movimento acompanha a necessidade crescente de capacidade computacional, armazenamento e redes para modelos quantitativos usados em mercados eletrônicos. Outras empresas de trading seguem caminho semelhante, como a XTX Markets, que anunciou € 1 bilhão para cinco data centers na Finlândia, e a Jane Street, que planeja financiar uma instalação própria. (Investing - 12.08.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Anatel inclui data centers e IA na revisão de cibersegurança
A Anatel pretende incorporar inteligência artificial (IA), computação em nuvem e data centers à reavaliação de sua regulamentação de segurança cibernética. A revisão também considera novas vulnerabilidades nas diferentes camadas das redes de telecomunicações, segundo o conselheiro substituto Nilo Pasquali. O conselheiro lembrou que a Anatel aprovou, em 2020, o Regulamento de Segurança Cibernética Aplicada ao Setor de Telecomunicações, que estabeleceu diretrizes para gestão de riscos, tratamento de incidentes e proteção das infraestruturas críticas do setor. Agora, segundo Pasquali, o regulamento passa por uma reavaliação destinada a incorporar novas tecnologias e pontos de criticidade. (TeleSíntese - 11.08.2026)
Brasil: Ascenty defende soberania de dados com opção de armazenamento local
Marcos Siqueira, vice-presidente da Ascenty, defende que soberania de dados significa oferecer às organizações a possibilidade de escolher onde suas informações serão armazenadas, e não impor armazenamento local absoluto. Segundo o executivo, essa liberdade ainda é limitada no Brasil pela oferta insuficiente de data centers. Cerca de 60% dos dados em nuvem utilizados no país permanecem armazenados no exterior, cenário que tende a ganhar importância adicional com o crescimento da demanda por inteligência artificial. (BNamericas - 12.08.2026)
Brasil: Ceará cria regras específicas para licenciamento ambiental de data centers
O Ceará instituiu um regime específico para o licenciamento ambiental de data centers por meio da Lei nº 19.849, de 16 de julho de 2026, que também cria uma política estadual de incentivo a sistemas de armazenamento de energia em baterias e centros de processamento de dados. A norma surge em meio ao aumento das discussões regulatórias sobre consumo de água e energia, impactos cumulativos, monitoramento ambiental e participação social. Sua aprovação foi precedida por debate institucional sobre a necessidade de critérios mais claros e rigorosos para esses empreendimentos. (Agência Eixos - 13.08.2026)
Brasil: Conama amplia debate sobre emissões e licenciamento de data centers
O Conama aprovou em junho de 2026 a Moção nº 147, que reconhece a urgência de diretrizes nacionais e salvaguardas socioambientais e climáticas específicas para o licenciamento de data centers, especialmente os voltados à inteligência artificial. A medida insere a infraestrutura física da IA no debate sobre consumo de energia e água, geração de resíduos, emissões e impactos territoriais. A interpretação jurídica apresentada no artigo sustenta que essas instalações devem ser analisadas à luz das normas ambientais já existentes e que futuras regras precisam estabelecer parâmetros mais claros para seu enquadramento e fiscalização. (Consultor Jurídico - 08.08.2026)
Brasil: Data centers podem receber R$ 5,2 bilhões em incentivos e novo encargo
Os data centers que o governo tenta atrair ao Brasil com uma renúncia fiscal estimada em R$ 5,2 bilhões somente em 2026 podem acabar submetidos também a um novo encargo na conta de energia. A cobrança foi proposta no Senado como forma de impedir que os investimentos necessários para atender os grandes consumidores sejam divididos com residências e companhias menores. O argumento do Idec é que os data centers de inteligência artificial operam de forma contínua e têm pouca capacidade de deslocar o consumo para fora dos horários de pico. A proposta surgiu na discussão do PL 3.018/2024, que cria regras para a instalação e o funcionamento de data centers de inteligência artificial. (VEJA - 06.08.2026)
Brasil: Intel vê Redata como decisivo para competitividade de data centers
O Redata pode representar um divisor de águas para a ampliação da infraestrutura de data centers no Brasil, na avaliação de João Bortone, CEO da Intel para a América Latina. De acordo com Bortone, o Brasil reúne condições favoráveis para receber data centers, como disponibilidade de energia, extensão territorial e mão de obra. A previsibilidade é considerada necessária porque a implantação de data centers envolve projetos de capital intensivo e decisões que não se limitam ao período de um governo. O executivo observou que o Brasil disputa esses investimentos com outros mercados latino-americanos, entre eles Chile, Uruguai, México e Colômbia. Nesse cenário, o Redata pode funcionar como um instrumento para melhorar a posição brasileira na escolha de locais para novos projetos. (TeleSíntese - 10.08.2026)
Brasil: Projeto de data center do TikTok no Ceará volta ao centro do debate
O projeto de data center associado ao TikTok no Complexo Industrial e Portuário do Pecém recolocou em debate a expansão de grandes infraestruturas digitais no Ceará e seus impactos econômicos e ambientais. O Pecém já reúne cerca de 30 empresas, investimentos estimados em R$ 28,5 bilhões e 50,8 mil empregos, além de terminal portuário, Zona de Processamento de Exportação e parque industrial. A chegada de projetos de data centers e hidrogênio verde amplia o papel estratégico do complexo, mas também intensifica discussões sobre uso de energia, água, território e contrapartidas locais. (Observatório do 3° Setor - 06.08.2026)
Brasil: Redata segue travado no Senado, mas Brasscom espera avanço
O Redata, projeto que prevê suspensão de tributos federais na compra de equipamentos para data centers, continua parado no Senado, mas a Brasscom espera que a proposta volte à pauta. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e depende da agenda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O regime prevê benefícios fiscais por cinco anos e exige, em contrapartida, o uso de fontes de energia limpa ou renovável e regularidade fiscal das empresas. Para a Brasscom, a demora reduz a competitividade brasileira diante de outros mercados latino-americanos com tributação menor sobre equipamentos. (Bloomberg Línea - 05.08.2026)
Brasil: Segurança jurídica é chave para investimentos em data centers
A segurança jurídica é apontada como fator decisivo para o Brasil converter sua oferta de energia e a transição para uma economia de baixo carbono em novos investimentos em data centers e infraestrutura de inteligência artificial. Pedro Dante, sócio do Lefosse Advogados, avalia que o país reúne condições para atrair capital, mas precisa assegurar estabilidade regulatória, cumprimento de contratos e previsibilidade de longo prazo. Como esses projetos exigem grande disponibilidade de energia e investimentos intensivos, a regulação precisa dar segurança aos investidores sem criar obstáculos desnecessários à implantação. (Times Brasil - 04.08.2026)
Brasil: Senado debate riscos ambientais e tarifários dos data centers de IA
A ampliação de data centers de inteligência artificial no Brasil pode provocar danos ambientais, alto consumo de água e aumento do custo da energia para o consumidor, sem trazer benefícios reais para a população e para o país. O debate foi promovido para subsidiar a análise de um projeto de lei (PL 3.018/2024) que estabelece regras para a instalação e o funcionamento de centros de dados de IA. O diretor-executivo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto, lembrou que os data centers de inteligência artificial representam um alto consumo de energia elétrica sem capacidade de adaptação horária das atividades. (Senado Federal - 04.08.2026)
Brasil: Setor busca ICMS e Ex-tarifário diante do impasse do Redata
Diante do esvaziamento do Redata, a indústria de data centers decidiu mudar de estratégia. A principal aposta agora é convencer os estados a reduzirem o ICMS incidente sobre equipamentos importados para data centers por meio de um convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), além de reforçar junto aos investidores que parte dos benefícios originalmente previstos no Redata já poderá ser alcançada por outros instrumentos tributários, com o Ex-tarifário. Na avaliação do vice-presidente da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), Luis Tossi, o regime especial perdeu sua efetividade econômica após a demora na tramitação do projeto no Senado. (Agência Eixos - 03.08.2026)
Brasil: Setor produtivo pressiona Senado por votação do Redata
Frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo divulgaram manifesto para pressionar o Senado a votar o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata. As entidades consideram a medida estratégica para aumentar a competitividade brasileira e atrair investimentos em infraestrutura digital. Entre as alterações defendidas está uma emenda do senador Laércio Oliveira que amplia as fontes de energia permitidas para abastecer os empreendimentos, incluindo hidrelétrica, eólica, solar, biomassa, biometano, gás natural e energia nuclear. (Correio Braziliense - 10.08.2026)
Chile: Google redesenha data center no Chile com resfriamento a ar
O Google retomou o projeto de um data center de US$ 200 milhões em Cerrillos, no Chile, com um novo desenho baseado em refrigeração a ar. A proposta original, aprovada ambientalmente em 2020, foi contestada judicialmente pelo volume de água exigido pelo sistema de resfriamento, e as obras foram interrompidas em 2024. A empresa decidiu então reformular o projeto integralmente para eliminar essa dependência hídrica. A instalação redesenhada prevê 32.433 m² de área construída, distribuídos entre o edifício de dados, escritórios e estruturas de apoio operacional. (BNamericas - 06.08.2026)
EUA: EUA avaliam proibir transceptores chineses em data centers
O governo dos Estados Unidos está elaborando uma proibição às importações de novos modelos de componentes chineses para data centers, segundo quatro fontes. A FCC (Comissão Federal de Comunicações), que supervisiona o setor de telecomunicações dos EUA, está trabalhando na medida para proibir a importação de novos transceptores ópticos chineses, que permitem que os dados trafeguem por cabos de fibra óptica à velocidade da luz dentro dos data centers. A ação visa impedir que companhias chinesas roubem dados, instalem malware ou interrompam o serviço em data centers dos EUA, que abrigam os chips utilizados para treinar e executar modelos de IA. A FCC sempre foi independente, mas, em junho, a Suprema Corte dos EUA permitiu a demissão, por Trump, de um integrante democrata da Comissão Federal de Comércio, ampliando os poderes presidenciais sobre o governo, incluindo certas agências reguladoras. (CNN Brasil - 04.08.2026)
EUA: Virgínia cria imposto sobre consumo elétrico de data centers
A Virgínia, maior polo de data centers dos Estados Unidos, tornou-se o primeiro estado do país a criar um imposto específico baseado no volume de eletricidade consumido por essas instalações. A medida surgiu após um ano de negociações em meio à preocupação com os efeitos da expansão do setor sobre a rede elétrica e os custos locais. Outros estados também revisam códigos tributários ou criam cobranças específicas para grandes centros de dados. Nos últimos dois anos, cerca de 120 comunidades norte-americanas analisaram ou adotaram moratórias de diferentes durações para novos projetos. (Folha de São Paulo - 16.08.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: Data centers elevam projeção de carga do SIN até 2030
A elevação da carga prevista para data centers equivale a cerca de 70% do aumento feito por Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) na projeção de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) para 2030. Na segunda revisão quadrimestral do planejamento da operação, divulgada na noite de sexta-feira, 7 de agosto, a estimativa para os centros de dados subiu em 2.196 MW médios, saindo de 3.457 MW médios para 5.653 MW médios. No plano original, elaborado com dados de solicitações de acesso de novembro de 2025, ONS, EPE e CCEE estimavam uma carga de 2.157 MW médios para esses empreendimentos em 2030. A carga prevista para os centros de dados é de 315 MW médios em 2026, 942 MW médios em 2027, 2.390 MW médios em 2028, 3.934 MW médios em 2029 e 5.653 MW médios em 2030. (MegaWhat - 10.08.2026)
Brasil: Data centers impulsionam demanda de energia e resultados da CPFL
A CPFL Energia (CPFE3) registrou um lucro líquido de R$1,44 bilhão no segundo trimestre, 21,3% maior do que o apurado um ano atrás, com o avanço do segmento da distribuição de energia apoiado pela demanda residencial e de data centers, segundo balanço divulgado na noite desta quinta-feira. O desempenho operacional da companhia elétrica, medido pelo Ebitda, somou R$3,56 bilhões, 17,4% acima do registrado em igual trimestre de 2025, enquanto a receita líquida atingiu R$11,11 bilhões, alta de 5,3%. Na distribuição de energia, maior negócio da CPFL, o Ebitda avançou 11,4%, para R$2,3 bilhões. O destaque foram as classes residencial, cuja demanda foi impulsionada por temperaturas mais elevadas do que um ano atrás, e comercial, com efeito da ampliação dos data centers no interior paulista, região que se consolidou como o principal polo dessa indústria no país. (InfoMoney - 13.08.2026)
Brasil: Energia, transmissão e capital limitam data centers de IA
Brasil e Chile lideram a adoção regional, enquanto gargalos elétricos e de financiamento devem conter novos projetos, avalia a Moody’s. A ampliação dos data centers que darão suporte à IA na América Latina será condicionada pela disponibilidade de energia, capacidade de transmissão elétrica e acesso a financiamento, e não pela demanda por aplicações da tecnologia. Para a Moody’s, o investimento em IA será sustentado pela ampliação dos data centers, mas sua velocidade dependerá da capacidade de ampliar a infraestrutura energética. Embora a América Latina disponha de ampla oferta de fontes renováveis, a agência afirma que limitações nas redes de transmissão, atrasos nos processos de licenciamento e gargalos para conexão de novos empreendimentos à rede elétrica deverão determinar o ritmo de implantação dessa infraestrutura. (TeleSíntese - 04.08.2026)
Brasil: ONS processa 10 GW em pedidos de conexão de data centers
O Operador Nacional do Sistema Elétrico já processou cerca de 10 GW em pedidos de conexão de data centers com previsão de entrada até 2029. Esses empreendimentos passaram a integrar os estudos de médio prazo do operador em diferentes cenários de crescimento da carga. Nos planos energéticos e elétricos, o ONS mantém tanto o cenário oficial quanto análises específicas para grandes consumidores. Segundo o diretor Alexandre Zucarato, a necessidade de novos investimentos em transmissão dependerá principalmente da localização dos projetos, o que permite reduzir parte das incertezas do planejamento. (Agência CanalEnergia - 13.08.2026)
Brasil: Rede elétrica limita expansão de data centers no Brasil
O Brasil concentra cerca de 49% da capacidade instalada de data centers da América Latina e desponta como principal mercado da região para sustentar o avanço da inteligência artificial (IA). No entanto, a ampliação do segmento dependerá menos da demanda e cada vez mais da capacidade do setor elétrico de fornecer energia firme, ampliar a transmissão e superar gargalos regulatórios e de financiamento, segundo relatório da Moody’s Ratings. Com a alta anual e a tendência de crescimento, o relatório alerta que os novos campi de IA exigem cargas elétricas equivalentes às de grandes consumidores industriais, aumentando a pressão sobre sistemas de transmissão que não foram projetados para atender concentrações elevadas de demanda. (MegaWhat - 04.08.2026)
China: China opera data center de IA com energia 100% limpa
Já está em operação o primeiro data center de inteligência artificial movido a energia eólica da China. Trata-se de uma instalação inovadora na Região Autônoma Hui de Ningxia, no noroeste do país, que conta com um fornecimento de energia renovável que lhe permite operar usando eletricidade 100% limpa. De acordo com o jornal South China Morning Post, a usina de energia renovável do data center de IA gera 4,3 bilhões de quilowatts-hora de eletricidade por ano, o que representa uma redução de 3,65 milhões de toneladas nas emissões de carbono para a atmosfera. Além disso, a instalação alcança um PUE (Power Usage Effectiveness, ou Eficiência no Uso de Energia) de 1,15, indicador que mede a eficiência energética dos centros de dados ao comparar o consumo total da instalação com a energia efetivamente utilizada pelos equipamentos de TI. (Terra - 01.08.2026)
EUA: Amazon financia usina a gás para abastecer data center nos EUA
A Amazon confirmou na sexta-feira, dia 7, que apoia financeiramente uma enorme usina privada de geração de energia a gás no Texas, que pode se tornar a maior fonte individual de emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos. O projeto, chamado GW Ranch, fornecerá eletricidade para grandes data centers e não estará conectado à rede elétrica, uma solução cada vez mais adotada pelas gigantes da tecnologia para atender com urgência à demanda energética impulsionada pelo boom da inteligência artificial (IA). Licenças apresentadas para a usina indicam que ela terá 35 turbinas e capacidade de geração de 7,65 gigawatts. A instalação ficará no condado de Pecos, no Texas, próximo à fronteira com o México, e terá autorização para emitir mais de 30 milhões de toneladas métricas de gases de efeito estufa por ano, mais do que qualquer outra fonte no país. (O Globo - 08.08.2026)
EUA: Equinix financiará melhorias na rede elétrica para data center na Geórgia
A Equinix firmou parceria com a Central Georgia Electric Membership Corporation para assumir integralmente os custos de transmissão e infraestrutura elétrica de um projeto em Hampton, na Geórgia. O acordo inclui pagamentos antecipados para uma nova subestação de alta tensão, duas linhas de transmissão e trabalhos de engenharia, além de um compromisso de 20 anos para cobrir os custos associados à demanda contratada. A estrutura foi desenhada para evitar que consumidores comuns arquem com as despesas do novo empreendimento. O projeto poderá gerar até US$ 20 milhões por ano em impostos sobre propriedade e mais de 990 empregos. (Investing - 06.08.2026)
EUA: Oscilações de carga da IA desafiam energia e operação de data centers
As rápidas oscilações no consumo elétrico dos data centers de inteligência artificial estão aumentando o desgaste de baterias, geradores e sistemas de refrigeração. Segundo Shannon Miller, da Mainspring Energy, um data center de 1 GW pode consumir energia equivalente à de uma cidade do porte de Boston, enquanto uma parcela relevante dessa carga pode variar em poucos segundos. O problema se intensifica durante o treinamento de modelos de IA, quando grandes conjuntos de GPUs entram em operação simultaneamente. Essa variabilidade cria novos desafios para o projeto das instalações e para a estabilidade das redes elétricas que as atendem. (Folha de São Paulo - 09.08.2026)
Portugal: Parque eólico de 138 MW deve abastecer Data Center de Sines
Um parque eólico de 138 MW projetado para Santiago do Cacém deverá produzir energia destinada ao Data Center de Sines. O empreendimento prevê 23 aerogeradores, produção anual estimada em 386,4 GWh e conexão em 60 kV, 150 kV ou 400 kV, diretamente ao data center ou à futura subestação Sines Sul. O projeto também inclui um sistema de armazenamento com baterias de lítio de 200 MWh e potência de 50 MW para carregamento e injeção de energia. A iniciativa ainda está em fase preliminar de avaliação ambiental. (SAPO - 02.08.2026)
Inovação e Tecnologia
Brasil: Claro e Oracle lançam nuvem soberana com infraestrutura local
A Oracle e a Claro Empresas firmaram uma parceria para oferecer soluções de nuvem segura e de IA soberana a organizações brasileiras, com foco na conformidade regulatória. A iniciativa deu origem à Claro Cloud, plataforma de nuvem empresarial baseada no Oracle Alloy, que integra a expertise da Claro em conectividade e suporte corporativo à infraestrutura de nuvem e de IA da Oracle. A parceria responde à crescente demanda por ambientes capazes de suportar cargas de trabalho críticas, à medida que as companhias brasileiras avançam na transformação digital e na geração de dados. Com o Oracle Alloy, uma plataforma que permite às companhias atuarem como provedoras de nuvem, a Claro poderá oferecer aos seus clientes mais de 200 serviços de IA e de nuvem da Oracle Cloud Infrastructure (OCI). (Data Center Dynamics - 12.08.2026)
Brasil: Edge computing ganha relevância para inferência de IA no Brasil
A expansão do 5G e da inteligência artificial está aumentando a importância do edge computing na infraestrutura brasileira de data centers. A expectativa apresentada é de que os gastos com inferência de IA superem os destinados ao treinamento de modelos até 2027, exigindo capacidade de processamento mais próxima dos usuários e das fontes de dados. Diante das limitações atuais de infraestrutura, data centers regionais e provedores de internet podem ganhar papel relevante na interiorização do processamento, na conectividade de baixa latência e no suporte a aplicações de IA e IoT. (Data Center Dynamics - 01.01.2026)
Brasil: IBM inaugura HUB Sul com foco em IA, nuvem e automação
A IBM Brasil inaugurou o HUB Sul no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, como espaço de cocriação para clientes, parceiros, startups e universidades. O centro terá foco em inteligência artificial empresarial, nuvem híbrida, automação, segurança e governança, além de apoiar a aplicação de tecnologias emergentes em produtividade e tomada de decisão. A iniciativa reforça a presença da companhia na Região Sul e pretende aproximar suas equipes das demandas estratégicas das organizações locais. A notícia trata de infraestrutura digital e inovação, mas não anuncia a construção ou a expansão de um data center físico. (Data Center Dynamics - 13.08.2026)
Brasil: Qualcomm amplia atuação em data centers e mira mercado brasileiro
A Qualcomm está ampliando sua atuação em data centers e considera o Brasil um mercado estratégico para essa expansão. A companhia lançou a marca Dragonfly, voltada a grandes instalações, com processadores centrais, aceleradores de inferência de IA e chips de aplicação específica. Durante o Rio Innovation Week 2026, Diego Aguiar, responsável pela Qualcomm no Brasil, afirmou que o país reúne condições para ganhar relevância global no setor. A empresa também aposta em micro data centers de borda, capazes de atender desde grandes sites até pequenas e médias empresas que necessitam de ambientes locais ou dedicados. (Startups - 06.08.2026)
Brasil: Rio e AWS ampliam acesso de startups à infraestrutura de IA
A Prefeitura do Rio e a Amazon Web Services anunciaram uma iniciativa para ampliar o acesso de startups cariocas a infraestrutura de computação em nuvem e ferramentas de inteligência artificial. A proposta busca apoiar negócios que utilizem tecnologia para gerar impacto social e ampliar oportunidades, além de aproximar recursos de IA de problemas concretos da cidade. O município também pretende disponibilizar o Data Lake administrado pela IPLANRIO como fonte de dados para startups que desenvolvem soluções de inteligência artificial. (Data Center Dynamics - 11.08.2026)
EUA: Samsung e Mousterian avançam com data center flutuante de 50 MW
A Samsung Heavy Industries e a norte-americana Mousterian Corporation assinaram um contrato de engenharia para desenvolver o primeiro data center flutuante da companhia no Texas. Com sede em Dallas, a Mousterian se apresenta como uma desenvolvedora de infraestrutura de data centers próxima a ambientes aquáticos. Além do primeiro projeto, as companhias planejam desenvolver outros data centers flutuantes personalizados para o mercado dos Estados Unidos, também com capacidade crítica de TI de 50 MW por instalação. Entre as vantagens apontadas para esse modelo estão a redução da disputa por terrenos adequados à implantação de grandes data centers, a possibilidade de movimentar as estruturas quando necessário e o uso da água ao redor para auxiliar no resfriamento dos equipamentos. (Cyber Security Brazil - 06.08.2026)
Global: Data centers preparados para refrigeração líquida ganham foco na era da IA
Cristina Cueto, do DCD Studio, entrevistou Christiaan Naude, líder de Design & Engineering da Vaultica Data Centers, sobre a preparação de instalações para a era da inteligência artificial. O tema central é o desenvolvimento de data centers preparados desde o projeto para receber refrigeração líquida e suportar cargas computacionais de maior densidade. O material disponibilizado contém apenas a identificação da entrevista e não apresenta transcrição, parâmetros de potência, densidade por rack, PUE, consumo de água, investimentos ou cronogramas, por isso não é possível extrair especificações técnicas adicionais. (Data Center Dynamics - 11.08.2026)
Global: Gestão térmica para data centers pode chegar a US$ 32 bi
O avanço acelerado da inteligência artificial (IA), da computação em nuvem e dos data centers de alta densidade deve impulsionar fortemente os investimentos em tecnologias de gerenciamento térmico nos próximos anos. De acordo com o levantamento, a ampliação é sustentada pelo aumento da densidade energética dos racks, pela rápida adoção de sistemas de refrigeração líquida, pela implantação de data centers hyperscale preparados para IA e pela crescente demanda por soluções que reduzam o consumo de energia e melhorem a eficiência operacional. Além da maior capacidade de remoção de calor, a refrigeração líquida contribui para reduzir o consumo energético dos sistemas de climatização e melhorar o índice de eficiência energética (Power Usage Effectiveness, PUE), fator cada vez mais estratégico para operadores de data centers. (IPNews - 06.08.2026)
Global: Musk propõe data centers de IA na Lua
Elon Musk defende que, em poucos anos, a computação de inteligência artificial poderá se tornar mais barata no espaço do que em instalações terrestres. A proposta começaria com uma rede de satélites equipados com GPUs, painéis solares e radiadores para dissipação de calor e, em uma etapa posterior, poderia avançar para data centers instalados na Lua. Um satélite AI1 teria potência contínua de aproximadamente 120 kW, comparável à de um rack Nvidia GB300 AI. O projeto, porém, enfrenta desafios relevantes de lançamento, fornecimento de energia e controle térmico. (Abril - 08.08.2026)
Global: Oracle levará computador quântico Helios a data center de IA
A Quantinuum firmou uma parceria de vários anos com a Oracle para instalar o Helios, seu computador quântico mais avançado, em um data center de inteligência artificial da Oracle. A implantação permitirá que clientes da Oracle Cloud Infrastructure acessem diretamente o sistema por meio do serviço quântico da OCI. As empresas pretendem explorar aplicações híbridas que combinem computação quântica e inteligência artificial, além de ampliar o acesso da tecnologia a universidades e instituições de pesquisa. (Valor Econômico - 11.08.2026)
Global: Resfriamento líquido e reúso de calor redefinem eficiência em data centers de IA
Gemma Reeves, responsável global de desenvolvimento de negócios para data centers na Alfa Laval, participou de entrevista do DCD Studio sobre a nova termodinâmica da inteligência artificial. A discussão anunciada concentra-se em refrigeração líquida e reaproveitamento de calor como respostas ao aumento da densidade computacional dos data centers de IA. O material disponibilizado não inclui a transcrição da conversa nem dados de eficiência, capacidade de racks, PUE, consumo de água, investimentos ou cronogramas, o que impede detalhar resultados ou projetos específicos além desses temas. (Data Center Dynamics - 06.08.2026)
Global: Schneider avalia risco de arco elétrico em arquiteturas de 800 VDC
A Schneider Electric divulgou uma análise técnica que estabelece diretrizes para avaliar e mitigar o risco de arco elétrico em sistemas de distribuição de energia de 800 VDC, tecnologia que começa a ser adotada em data centers de alta densidade voltados para aplicações de IA. De acordo com Manish Kumar, vice-presidente executivo de Secure Power & Data Centers da Schneider Electric, a transição para 800 VDC representa uma mudança estrutural no projeto de data centers e demanda novas metodologias de segurança. A análise de risco de arco elétrico, já consolidada em data centers de corrente alternada, ainda não dispõe de padrões específicos para sistemas de 800 VDC alimentados por conversores. (Data Center Dynamics - 04.08.2026)
República Dominicana: Banco BHD obtém certificação máxima de sustentabilidade operacional
A instituição financeira dominicana Banco Múltiple BHD obteve a Certificação Tier III Gold Certification of Operational Sustainability (TCOS) do Uptime Institute para seu principal data center em Santo Domingo, a mais alta distinção concedida pelo instituto para sustentabilidade operacional de data centers. A certificação avalia gestão operacional, manutenção, segurança, treinamento de pessoal e administração de riscos, e confirma que a instalação atende aos padrões Tier III em cada uma dessas áreas, com base na estrutura de três pilares do Uptime Institute, que abrange gestão de data center, características de infraestrutura e localização do site. Esta é a terceira certificação que o Banco BHD recebeu do Uptime Institute para a mesma instalação, após a Certificação Tier III de Documentos de Projeto em 2023 e a Certificação Tier III de Instalação Construída (TCCF) em setembro de 2025. (BNamericas - 04.08.2026)