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IFE
09/07/2026

Data Center 32

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
09/07/2026

IFE nº 32

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 32

Tendências de Mercado

Brasil: Fundador do Data Center Brasil aponta endividamento equivalente ao PIB

O consultor em dados e fundador do Data Center Brasil, Rodolfo Amaral, avaliou que o endividamento brasileiro atingiu dimensão comparável ao Produto Interno Bruto do país, em cenário sem perspectiva de melhora no curto prazo. Segundo os dados apresentados, o endividamento total somava R$ 7,1 trilhões em abril, sendo R$ 4,6 trilhões de pessoas jurídicas e R$ 2,4 trilhões de pessoas físicas. Ao incluir R$ 4,5 trilhões em dívidas tributárias, o volume se aproxima do PIB nacional, indicando que a riqueza gerada por todos os brasileiros durante um ano seria necessária para quitar o passivo. Na Baixada Santista, Santos concentra 43,7% das operações de crédito, e a região acumula R$ 20,2 bilhões em endividamento, ante R$ 11,3 bilhões em poupança e R$ 22,6 bilhões em depósitos a prazo. (A Tribuna – 05.07.2026)

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EUA: Data centers orbitais para IA enfrentam limites físicos e logísticos

A proposta de Elon Musk de levar data centers de inteligência artificial para a órbita terrestre em dois ou três anos enfrenta fortes limitações técnicas, econômicas e físicas. A SpaceX apresentou à FCC um pedido para lançar 1 milhão de satélites dedicados ao processamento de dados em baixa órbita, entre 500 e 2.000 km de altitude, número muito superior aos cerca de 14.500 satélites ativos atualmente. Mesmo com a Starship transportando 60 unidades por missão, seriam necessárias 16.666 viagens exclusivas. Além da logística, a dissipação de calor no vácuo é um obstáculo central: uma GPU NVIDIA H100 consome 700 W e exige radiador de 1,4 m² para operar a 60 °C, enquanto um rack de 40 kW demandaria 80 m². Analistas estimam que a paridade de custos com data centers terrestres levaria de 5 a 10 anos, com uso inicial restrito à inferência de IA. (Tudo Celular – 04.07.2026)

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Internacional: Infraestrutura de IA impulsiona fusões e aquisições em data centers

A expansão da inteligência artificial elevou a infraestrutura de data centers ao centro das estratégias globais de investimento, impulsionando operações de fusões e aquisições em ativos ligados a capacidade computacional, armazenamento, conectividade, energia e refrigeração. Segundo a S&P Global Market Intelligence, o segmento movimentou mais de US$ 69 bilhões em M&A em 2025, distribuídos em 113 transações concluídas. A demanda também pressiona a oferta de energia: a Agência Internacional de Energia projeta que o consumo elétrico dos data centers chegue a 945 TWh em 2030 no cenário-base e ultrapasse 1.000 TWh até o fim da década, ante cerca de 460 TWh em 2024. No Brasil, apontado ao lado do México como mercado-chave na América Latina, o setor movimentou cerca de US$ 6,7 bilhões em 2025, com perspectivas de expansão contínua. (Telesintese – 03.07.2026)

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EUA: Consumo elétrico do Google cresce 37% com avanço da IA

O consumo de eletricidade do Google aumentou 37% em 2025, maior alta anual já registrada pela empresa, impulsionado principalmente pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial. Com isso, o uso total de energia da companhia passou a acumular crescimento superior a 250% desde 2019. O Google afirma ter compensado 100% do consumo com aquisição de energia renovável pelo nono ano consecutivo e reduzido emissões operacionais em 2%, mas reconhece que a infraestrutura de IA cresce mais rapidamente do que a descarbonização das redes elétricas. A empresa assinou acordos para mais de 12 GW de nova energia limpa líquida, incluindo projetos nuclear, hidrelétrico e de fusão, além de integrar 1 GW de resposta à demanda. O consumo de água subiu 34%, para 10,9 bilhões de galões, com reposição de 7,7 bilhões por projetos hídricos. (Data Center Dynamics – 02.07.2026)

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EUA: Data centers de IA ampliam conflitos com áreas rurais no Texas

A expansão acelerada de data centers ligados à inteligência artificial no Texas está gerando reação de pecuaristas e moradores rurais, que relatam impactos sobre iluminação noturna, consumo de água, pressão sobre a rede elétrica e ocupação de terras produtivas. Em condados como Foard, Leon e Brazoria, produtores afirmam que a luminosidade intensa e permanente dos complexos cria uma espécie de “dia artificial”, interferindo em ciclos naturais de descanso, alimentação, reprodução e estresse dos rebanhos. No condado de Leon, há oposição formal a um novo centro de dados previsto para ocupar cerca de 364 hectares. O comissário do Texas Department of Agriculture, Sid Miller, defendeu pausa temporária na aprovação de novos hyperscale data centers. Em 2025, o pipeline energético associado a esses projetos no estado ultrapassou 58 GW de capacidade planejada. (Compre Rural – 02.07.2026)

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Internacional: Gartner prevê alta de 26% no consumo elétrico de data centers em 2026

O Gartner projeta que o consumo mundial de eletricidade em data centers crescerá 26,4% em 2026, passando de 447 TWh em 2025 para 565 TWh, impulsionado por cargas de inteligência artificial de alta intensidade computacional. A demanda global por potência deve subir 27%, de 104 GW para 132 GW, com perspectiva de alcançar 290 GW até 2030 pela expansão da IA generativa. Servidores otimizados para IA devem responder por 31% da energia dos data centers em 2026 e superar servidores convencionais em 2027. O consumo desses equipamentos deve passar de 95 TWh em 2025 para 175 TWh em 2026 e 258 TWh em 2027. A infraestrutura de resiliência e resfriamento também crescerá, chegando a 195 TWh em 2026. Para o Gartner, a disponibilidade de energia se torna o novo campo de disputa para escalar a IA globalmente. (Decision Report – 02.07.2026)

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Internacional: NTT Data alerta para gargalos na expansão de data centers para IA

Relatório da NTT Data, elaborado com a NTT Global Data Centers e a ThoughtLab, avalia se a infraestrutura global de data centers conseguirá acompanhar a próxima onda de inteligência artificial até 2030. O estudo modela três cenários e indica que a demanda deve crescer entre 23% e 30% ao ano nos cenários mais prováveis, mas restrições de energia, conexão à rede, cadeias de suprimentos, terrenos e mão de obra podem gerar déficit de capacidade. Processadores, transformadores, equipamentos de comutação e geradores de backup aparecem como gargalos relevantes, com longos prazos de entrega e produção limitada. O relatório recomenda coplanejamento com concessionárias, contratos de aquisição de longo prazo, padronização de equipamentos, resfriamento avançado, operações habilitadas por IA, métricas transparentes de PUE e WUE e maior engajamento comunitário. (Inforchannel – 02.07.2026)

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Brasil: Demanda de IA recoloca energia no centro da expansão de data centers

A expansão da inteligência artificial evidencia que a infraestrutura digital depende de data centers intensivos em energia, refrigeração, conectividade e investimentos físicos. Cada interação com sistemas de IA exige servidores especializados capazes de executar milhões de operações matemáticas em poucos segundos, funcionando continuamente em ambientes projetados para alta disponibilidade. Com o avanço da IA, a escolha de locais para novos data centers deixa de depender apenas da conectividade e passa a considerar oferta de energia, disponibilidade de água, estabilidade da rede elétrica e capacidade de expansão. O Brasil aparece como destino potencial por combinar elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica, disponibilidade territorial e expansão de redes de fibra óptica. No entanto, converter esse potencial em investimentos exige segurança jurídica, capacidade de transmissão, políticas de inovação e planejamento energético compatível com a demanda crescente. (Monitor Mercantil – 01.07.2026)

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EUA: Emissões da Amazon sobem 16% com data centers e IA

As emissões de carbono da Amazon cresceram pelo segundo ano consecutivo em 2025, pressionadas pela construção de data centers, pela expansão da inteligência artificial e pelo combustível utilizado nas operações de entrega. A companhia informou em seu relatório anual de sustentabilidade que emitiu cerca de 81 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono no ano, alta de 16% em relação a 2024 e aumento de 58% frente a 2019, quando assumiu o compromisso de zerar emissões até 2040. A expansão de data centers intensifica o uso de concreto, aço e eletricidade, insumos de alta intensidade energética, e tem estimulado investimentos em infraestrutura fóssil nos Estados Unidos, incluindo termelétricas a gás natural. A Amazon também informou que as emissões ligadas à compra de eletricidade cresceram 34%, enquanto o comércio eletrônico elevou emissões por ampliar entregas. (Folha de São Paulo – 01.07.2026)

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EUA: Erin Brockovich pressiona por moratórias a data centers de IA

Erin Brockovich passou a mobilizar comunidades contra a expansão de data centers de inteligência artificial, após receber milhares de relatos sobre projetos aprovados ou construídos sem consulta pública adequada. Seu mapeamento indicava, em 24 de junho, 33 data centers de IA em operação, 68 em construção e 41 em planejamento nos Estados Unidos, além de 7.005 relatos enviados por moradores. As queixas envolvem consumo de água, ruído permanente, aumento de contas, pressão sobre redes elétricas, impactos à fauna, mudanças de zoneamento e acordos de confidencialidade com autoridades locais. Brockovich defende moratórias caso a caso, estudos de impacto ambiental, transparência sobre suprimento energético e reuniões públicas. A mobilização já extrapola os EUA, com contatos vindos de Austrália, Índia, Escócia e Irlanda. (IHU – 01.07.2026)

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Internacional: Data centers entram no radar de nova onda de litígios climáticos

A expansão de data centers associada à inteligência artificial começa a ganhar relevância nos litígios climáticos, ao lado de temas como remoção de carbono e poluição por plástico. Relatório do Instituto Grantham, da London School of Economics, aponta 249 novos casos climáticos em 2025, elevando o total histórico desde 1986 para mais de 3.600 ações, em 62 países. No caso dos data centers, as disputas se concentram na localização dos projetos e nos impactos sobre o acesso à energia elétrica e à água por comunidades do entorno. O estudo cita ação no Chile contra um data center do Google, questionando efeitos sobre o abastecimento hídrico em área pressionada pelas mudanças climáticas, e registra casos recentes nos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda. A Irlanda tende a ser foco relevante, pois data centers já respondem por quase um quarto da demanda nacional de eletricidade. (Agência Eixos – 01.07.2026)

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Internacional: Emissões de data centers superam estimativas e podem dobrar até 2030

Estudo citado pela Allianz indica que as emissões de CO₂ de data centers são 57% superiores às estimativas da Agência Internacional de Energia, em um cenário no qual a inteligência artificial deixa de ser fator marginal e passa a impulsionar estruturalmente a demanda por eletricidade. Segundo o relatório, a IA já representa entre 15% e 20% do consumo elétrico dos centros de dados, proporção que pode atingir 40% até 2030. Sem avanços na descarbonização das redes elétricas, as emissões do setor poderão dobrar ou mais até o fim da década, gerando danos climáticos anuais estimados em US$ 154 bilhões, ante US$ 68 bilhões atualmente. As cargas de trabalho de IA poderiam responder por mais de US$ 50 bilhões desses danos em 2030. O estudo também alerta para pressão hídrica, com demanda entre 1,3 trilhão e 1,8 trilhão de litros de água até 2030. (UOL – 30.06.2026)

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Internacional: ONU alerta para consumo hídrico de data centers de IA até 2030

Estudo das Nações Unidas alerta que data centers voltados à inteligência artificial podem consumir 9,3 trilhões de litros de água por ano até 2030, volume comparável às necessidades domésticas básicas de 1,3 bilhão de pessoas. O consumo está ligado principalmente ao resfriamento dos servidores, que geram calor intenso durante o treinamento e a operação de modelos de IA. Segundo o levantamento, apenas o treinamento de um grande modelo, o ChatGPT-5, teria consumido cerca de 100 GWh de eletricidade, 1 bilhão de litros de água e ocupado 1,5 km². A ONU também projeta que a demanda elétrica dos data centers suba de 448 TWh em 2025 para 945 TWh em 2030, pressionando redes e fontes limpas. O estudo ressalta que avaliar apenas emissões de carbono é insuficiente, pois soluções de menor pegada climática podem ampliar impactos sobre água, solo e resíduos eletrônicos. (CPG – 30.06.2026)

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Expansão e Investimentos

Brasil: DE-CIX e OpenX ampliam oferta de interconexão para redes regionais

A DE-CIX firmou parceria com a brasileira OpenX para ampliar o acesso de provedores nacionais ao seu ecossistema global de interconexão por meio do programa R³, no qual a OpenX atuará como Premium Reseller Partner. A iniciativa busca atender ao crescimento da economia digital brasileira, impulsionado por serviços de nuvem, streaming, jogos, inteligência artificial e aplicações de alto consumo de dados. A OpenX conecta aproximadamente 100 redes e atende entre 6 e 8 milhões de usuários, permitindo que operadoras regionais alcancem provedores globais de conteúdo e nuvem com menor latência e maior desempenho. A parceria reforça a infraestrutura da DE-CIX no Brasil, integrada entre São Paulo e Rio de Janeiro e conectada diretamente às operações da empresa na América do Norte e na Europa, ampliando redundância, resiliência e opções de conectividade para o mercado nacional. (Data Center Dynamics – 03.07.2026)

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Brasil: Unitau planeja criar data center e ampliar uso institucional de IA

A nova reitora da Universidade de Taubaté, Letícia Maria Pinto da Costa, afirmou que uma das prioridades de sua gestão será ampliar o uso da inteligência artificial na universidade e investir em infraestrutura tecnológica, incluindo a criação de um data center capaz de sustentar essa transformação. A professora tomou posse em 3 de julho para mandato de quatro anos, até 2030, tornando-se a primeira ex-aluna da Unitau a assumir a reitoria. Segundo Letícia, uma comissão formada por professores e técnicos já elabora diretrizes para adoção da IA na gestão universitária e nas atividades de ensino, com foco no uso ético por alunos e docentes. A nova administração também pretende fortalecer políticas de assistência estudantil e ampliar canais de diálogo com a comunidade acadêmica, integrando inovação tecnológica, gestão e formação educacional. (SPRIOMAIS – 03.07.2026)

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EUA: AWS amplia capacidade global de data centers em 3,8 GW

A Amazon Web Services afirmou ter ampliado em 2025 a capacidade global de seus data centers mais do que qualquer outra empresa, incluindo a adição de mais de 1,2 GW apenas no quarto trimestre. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, a companhia aumentou sua capacidade em 3,8 GW, alcançando o dobro do nível registrado em 2022 e mantendo a meta de duplicar novamente até 2027. A divisão de nuvem da Amazon operava 5,28 milhões de m² em data centers e escritórios em 2025, alta de 16% ante 2024, com cerca de metade desse espaço próprio e o restante alugado. Embora a empresa não revele o consumo elétrico total, informou uso de 2,5 bilhões de galões de água em seus data centers no ano. A expansão reforça a liderança da AWS no mercado global de nuvem, no qual detém 28% de participação, à frente de Microsoft e Google. (Data Center Dynamics – 03.07.2026)

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Brasil: ByteDance projeta campus de data centers de R$ 200 bi no Ceará

A ByteDance, dona do TikTok, está construindo no Complexo do Pecém, no Ceará, seu maior campus de data centers fora da China, em parceria com Omnia e Casa dos Ventos. O empreendimento, localizado entre São Gonçalo do Amarante e Caucaia, tem custo estimado em US$ 39 bilhões, equivalente a R$ 200 bilhões, e já está com obras em andamento. A Omnia ficará responsável pela infraestrutura principal, enquanto a Casa dos Ventos desenvolverá novos parques eólicos dedicados ao fornecimento de energia renovável. O consumo inicial previsto é de 300 MW, com possibilidade de expansão para 1 GW, e a operação limitada pode começar em 2027. O projeto recebeu autorização do governo brasileiro para exportação de dados e reforça a estratégia do país de atrair data centers sustentáveis com base na oferta de energia limpa. (Times Brasil – 02.07.2026)

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Brasil: Data centers atraem capital de infraestrutura com energia limpa

O avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais transformou data centers em uma das principais teses globais de infraestrutura, com reflexos crescentes no Brasil. Segundo o JPMorgan, apenas no segmento de IA, as despesas de capital globais podem chegar a US$ 5,5 trilhões até 2030, enquanto os investimentos das hyperscalers podem alcançar US$ 650 bilhões em 2026 e superar US$ 1,1 trilhão em 2027. Como data centers demandam energia abundante, constante e limpa, além de refrigeração e telecomunicações, o Brasil ganha relevância por ter cerca de 87% da matriz elétrica renovável. Fortaleza se destaca pela conexão com cabos submarinos para América do Norte, Europa e África, e São Paulo concentra capacidade contratada antecipadamente por empresas como Amazon, Google, Microsoft e Meta. (InfoMoney – 02.07.2026)

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Brasil: Elea anuncia data center de IA na Amazônia com energia renovável

A Elea Data Centers anunciou o BEL1, primeiro data center neutro voltado à inteligência artificial na Região Amazônica, a ser construído em Belém, no Pará, em parceria com a AXIA Energia. A operação está prevista para o segundo trimestre de 2027, com fornecimento de energia 100% renovável por meio de PPA. O empreendimento terá capacidade inicial de 7,5 MW, já apoiada por demanda de clientes âncora, e foi planejado para expansão futura até 100 MW. A unidade será instalada próxima à subestação de alta tensão Miramar, operada pela AXIA, em localização escolhida para garantir confiabilidade energética, flexibilidade de expansão e eficiência operacional. Belém também é apresentada como rota complementar a Fortaleza, conectada às infovias do Norte Conectado e a sistemas internacionais de fibra óptica, ampliando a resiliência digital brasileira. (Ver O Fato – 02.07.2026)

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Brasil: Infovia 04 amplia capacidade de dados em Roraima para 96 Tb/s

O Ministério das Comunicações iniciou a operação da Infovia 04, etapa do programa Norte Conectado voltada à expansão da infraestrutura digital na Amazônia. Com a ativação do trecho, a capacidade de tráfego de dados em Roraima passa de 300 Gb/s para até 96 Tb/s, ampliando a velocidade, a qualidade e a estabilidade da conectividade no estado e no Amazonas. A implantação de duas novas rotas reduz a dependência de um único trajeto e busca diminuir riscos de interrupções como as registradas em 2025. A infraestrutura, baseada em cabos de fibra óptica instalados nos leitos dos rios amazônicos, deve beneficiar cerca de 460 mil pessoas, incluindo escolas públicas, unidades de saúde, órgãos governamentais e instituições de pesquisa. A iniciativa reforça a conectividade regional e cria condições para maior desenvolvimento digital no Norte do país. (Data Center Dynamics – 02.07.2026)

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EUA: Applied Digital entrega 75 MW em data center para IA

A Applied Digital concluiu a Fase 1 do Edifício 2 no campus Polaris Forge 1, em Ellendale, Dakota do Norte, alcançando o status de pronto para operação e adicionando 75 MW de carga crítica de TI. Com a entrega, a capacidade ativa do complexo subiu de 100 MW para 175 MW, em infraestrutura voltada a cargas de inteligência artificial de alta densidade e computação de alto desempenho. As seis salas de dados serão energizadas em etapas entre julho, agosto e setembro, com impacto esperado nas receitas dos trimestres seguintes. O campus está totalmente arrendado para 400 MW à CoreWeave por contratos de longo prazo, e a instalação final de 150 MW deve ficar pronta em meados de 2027. A expansão reforçou a avaliação positiva da Compass Point, que manteve recomendação de compra e preço-alvo de US$ 70 para a companhia. (Investing – 02.07.2026)

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Brasil: Ada inicia data center de R$ 2,7 bi em São Paulo

A Ada Infrastructure, controlada pela Ares Management, iniciou oficialmente as obras do GRU10, seu primeiro data center no Brasil, em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo. O projeto prevê investimento de R$ 2,7 bilhões até 2030 e capacidade energética instalada de 300 MW, apoiada por duas subestações próprias. A primeira fase inclui um edifício de data center e uma subestação dedicada, dentro de um campus projetado para até três prédios de alta densidade computacional. A infraestrutura será voltada a workloads intensivos de IA, como treinamento de modelos de machine learning, inferência generativa, clusters de GPUs e computação em nuvem de alto desempenho. A empresa mira hyperscalers como AWS, Google Cloud e Microsoft Azure, destacando o Brasil pela economia robusta, maturidade do ecossistema cloud e oferta de energia renovável. (Revista Fórum – 01.07.2026)

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Brasil: EVEO reorganiza área comercial para acelerar private cloud e IA

A EVEO reorganizou sua operação comercial para acelerar a expansão em private cloud e infraestrutura de inteligência artificial, em resposta à migração de ambientes VMware após mudanças no licenciamento da Broadcom, ao aumento das exigências de soberania de dados pela LGPD e à busca por capacidade local de GPU. A empresa, que opera cinco data centers Tier III e atua em GPU as a service, criou quatro frentes comerciais para contas transacionais, relacionamento com a base, contas consultivas e contas estratégicas. A nova estrutura acompanha a maior complexidade dos projetos, como migrações de nuvem pública para privada e ambientes de missão crítica. A reorganização ocorre após aporte de R$ 100 milhões da XP Asset, destinado à expansão da infraestrutura, crescimento geográfico e novas ofertas, com meta de atingir R$ 500 milhões em receita até 2030. (Data Center Dynamics – 01.07.2026)

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Brasil: Fundo da AZ Quest mira ativos da Scala em operação de R$ 482 mi

A AZ Quest lançou oferta pública para captar até R$ 482 milhões por meio do fundo imobiliário AZ Quest Panorama Data Centers, voltado à aquisição de quatro ativos da Scala Data Centers, incluindo a unidade de Fortaleza e sua subestação, que concentram cerca de 60% do valor da operação. O fundo emitirá 4,82 milhões de cotas a R$ 100, com subscrição mínima de R$ 291 milhões, e usará os recursos para comprar os imóveis e firmar contrato de sale and lease back com a Scala por dez anos. O portfólio também inclui subestações em Tamboré e Jundiaí, em São Paulo. O ativo de Fortaleza ganha relevância por estar na Praia do Futuro, região por onde chegam cerca de 90% dos cabos internacionais de fibra óptica que conectam o Brasil à internet. A operação ocorre em meio à expectativa de R$ 500 bilhões em investimentos no setor até 2030 e expansão da capacidade instalada de 730 MW para 3,2 GW. (Trends CE – 01.07.2026)

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Canadá: AVAX One negocia aquisição de data center em Alberta

A AVAX One Technology assinou carta de intenção não vinculante para adquirir o Bantry Data Site, em Alberta, no Canadá, por US$ 2,3 milhões. A transação tem fechamento-alvo em 1º de agosto de 2026, condicionada à due diligence e à assinatura de contrato definitivo de compra. A empresa depositou US$ 100 mil reembolsáveis e iniciou período exclusivo de análise de 30 dias. O local é descrito como site com medição própria e vantagem energética, destinado ao desenvolvimento de infraestrutura para inteligência artificial e computação de alto desempenho. A aquisição representaria o primeiro passo da companhia na expansão de data centers pelo oeste canadense, complementando operações já existentes em Alberta. A AVAX One atua em infraestrutura digital, data centers modulares em regiões com energia competitiva, mineração de Bitcoin e ativos digitais em Avalanche. (Investing – 01.07.2026)

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Suécia: DE-CIX prepara Internet Exchange em Estocolmo para cargas de IA

A DE-CIX anunciou a criação de um Internet e Cloud Exchange em Estocolmo, com início de operação previsto para setembro de 2026 e pré-contratação já disponível. O novo hub integra a estratégia de expansão em mercados onde a demanda por interconexão cresce mais rapidamente do que a infraestrutura existente, como ocorreu no Brasil em 2025, com pontos em São Paulo e no Rio de Janeiro instalados em data centers da Elea, Equinix e Ascenty. Estocolmo concentra mais de 30 data centers, responde por 55% do tráfego de internet nórdico e é o maior mercado de colocation do norte da Europa, com mais de 125 redes ativas. A operação será preparada desde o início para requisitos de IA, com capacidades AI-IX, baixa latência, alta performance, resiliência e integração ao ecossistema global da DE-CIX, presente em mais de 60 localidades. (Data Center Dynamics – 01.07.2026)

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Brasil: Twenty Four Seven recebe Just Climate e Kinea para expandir data centers

A Twenty Four Seven Data Centers, plataforma brasileira criada em 2024 pela Arch Capital, recebeu investimento da Just Climate e de fundos geridos pela Kinea Investimentos para reforçar sua estrutura de capital e acelerar a expansão no mercado nacional. A companhia desenvolve seus primeiros projetos no corredor São Paulo–Campinas, com terrenos e contratos de conexão de energia já assegurados, incluindo mais de 150 MW contratados, em um contexto no qual energia, conectividade e áreas adequadas são gargalos relevantes. A estratégia mira clientes de hiperescala e data centers de alta densidade, com campi projetados para flexibilidade, escalabilidade, eficiência energética e sistemas de resfriamento em circuito fechado, reduzindo consumo de água. Os investidores destacam o potencial do Brasil pela oferta renovável e pela possibilidade de processar cargas digitais com menor intensidade de carbono que hubs globais dependentes de geração a gás. (Data Center Dynamics – 30.06.2026)

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EUA: Digital Realty amplia capacidade hyperscale com ativos da Blackstone

A Digital Realty Trust anunciou a aquisição de três data centers em desenvolvimento e totalmente locados no norte da Virgínia, com capacidade total de 288 MW, em operação que reforça sua posição no mercado hyperscale. Os ativos, avaliados em US$ 7,8 bilhões em termos brutos, integravam uma joint venture formada com a Blackstone em 2023. A Digital Realty comprará a participação de 64% da Blackstone por US$ 3,5 bilhões, sendo US$ 1,2 bilhão em dinheiro e US$ 2,3 bilhões em ações, além de assumir dívidas e cerca de US$ 1,4 bilhão em despesas futuras de capital. O pacote inclui duas instalações de 96 MW em Manassas e uma de 96 MW em Sterling. Dois data centers devem ser estabilizados no primeiro semestre de 2027 e o terceiro no primeiro semestre de 2028. A transação levou a BMO Capital a reiterar recomendação Outperform e preço-alvo de US$ 220 para a empresa. (Investing – 30.06.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Jundiaí avalia diretrizes para reúso de água em data centers

A Câmara Municipal de Jundiaí recebeu o projeto de lei nº 15362/2026, que propõe diretrizes para incentivar o reúso de água em sistemas de resfriamento e demais operações de data centers no município. A proposta busca fortalecer a segurança hídrica e a sustentabilidade da infraestrutura digital, estimulando o uso de água proveniente do tratamento de efluentes em torres de resfriamento, climatização de ambientes técnicos e limpeza de áreas operacionais, em substituição gradual à água potável em atividades sem exigência de padrão humano de consumo. O texto não cria obrigação impositiva nem dispensa normas ambientais e sanitárias. Jundiaí já abriga duas unidades da Ascenty, com 28 MW de potência total, e recebeu anúncio da Scala Data Centers para um campus com investimentos que podem chegar a US$ 20 bilhões, voltado à demanda de IA. (Jundiaí Agora – 04.07.2026)

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Brasil: Anatel amplia debate sobre cabos submarinos e fortalece planejamento de redes

A Anatel iniciou um novo ciclo de discussões sobre infraestrutura crítica de telecomunicações durante a 16ª reunião do Comitê de Infraestrutura de Telecomunicações (C-Int), incluindo de forma permanente o acompanhamento do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT). O encontro abriu uma série de apresentações técnicas sobre cabos submarinos, considerados estratégicos para a conectividade internacional, a soberania digital e a resiliência das redes, com participação da EllaLink. A atualização do PERT incorporou o conceito de conectividade universal e significativa, abrangendo qualidade da conexão, acessibilidade econômica, acesso a dispositivos, competências digitais e segurança cibernética. O Comitê também determinou o desenvolvimento de um dashboard para monitorar indicadores e projetos estruturantes, reforçando a governança regulatória e o planejamento contínuo da infraestrutura digital brasileira. (Data Center Dynamics – 03.07.2026)

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Brasil: Confaz analisa redução de ICMS para equipamentos de data centers

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) analisará a autorização para que estados e o Distrito Federal reduzam o ICMS incidente sobre 24 equipamentos utilizados em data centers, em uma tentativa de compensar a ausência dos incentivos federais previstos no programa Redata. A medida ganha relevância após a Medida Provisória que instituía regime especial para o setor perder validade e o projeto substitutivo permanecer sem votação no Senado. Entidades representativas defendem a iniciativa, destacando que o ICMS responde por 64% da carga tributária do segmento e pode representar cerca de 30% dos investimentos em empreendimentos de grande porte. A expectativa é que a flexibilização tributária estimule novos investimentos enquanto o debate sobre incentivos federais permanece sem definição legislativa. (O Globo – 03.07.2026)

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Brasil: Projetos vinculam data centers a energia renovável no Norte e Nordeste

Projetos de lei que associam a instalação de data centers no Brasil à contratação de energia renovável avançaram em comissões da Câmara dos Deputados, enquanto o Senado ainda não pauta a proposta do governo que cria o marco legal do setor por meio do Redata. O PL 490/26, aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, cria estímulos ao fornecimento de energia limpa e competitiva para data centers nas regiões Norte e Nordeste e institui um selo verde. Já o PL 1680/25 garante prioridade de acesso às redes de transmissão em áreas com excedente de geração, também com foco nessas regiões. A proposta da Política Nacional de Data Center altera a Lei de Concessões de Energia Elétrica e autoriza empreendimentos a custear obras de rede, como torres e cabos, de uso exclusivo ou compartilhado. (Agência Eixos – 03.07.2026)

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Brasil: Indefinição do Redata ameaça investimentos em data centers

A suspensão do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center ameaça reduzir a competitividade brasileira na atração de investimentos para infraestrutura digital. O Redata, braço tributário da Política Nacional de Data Centers, previa suspensão de IPI, PIS/Cofins e imposto de importação por ex-tarifário, gerando economia aproximada de 28% na aquisição de equipamentos. A MP nº 1.318/2025 perdeu validade em fevereiro de 2026, e o PL nº 278/2026 aguarda votação no Senado, deixando R$ 5,2 bilhões em isenções previstos no orçamento federal sem base legal para uso. O setor estima potencial de US$ 92 bilhões em investimentos até 2031, mas a insegurança pode atrasar projetos e redirecionar capital para países como Chile e México. O Brasil concentra 48% da estrutura instalada da América Latina e 71% da capacidade em construção. (SEGS – 02.07.2026)

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Brasil: Assembleia de Minas debate impactos ambientais de data center em Uberlândia

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais marcou audiência pública para discutir o projeto de instalação de um data center em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A reunião foi solicitada pela deputada Bella Gonçalves, que aponta a necessidade de avaliar impactos socioambientais e a ausência de legislação específica sobre licenciamento ambiental para esse tipo de empreendimento. A multinacional RT-One informa em seu site institucional que implanta o primeiro data center de inteligência artificial da América Latina em Maringá, no Paraná, e planeja instalar o segundo em Uberlândia, aproveitando a posição logística da cidade e sua conectividade com centros econômicos e tecnológicos. O investimento previsto é de R$ 6 bilhões, com promessa de geração de empregos, uso de energia sustentável e oferta de soluções em segurança cibernética e computação em nuvem. (Assembleia Legislativa de Minas Gerais – 30.06.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: MME defende análise individual para conexão de data centers à rede

O Ministério de Minas e Energia avalia que a conexão de data centers à rede elétrica deve ser analisada caso a caso, diante da concentração de 8,8 GW em projetos em construção em São Paulo e do descompasso entre o prazo de implantação dos empreendimentos e a expansão da infraestrutura energética necessária. Segundo a secretária de Transição Energética e Sustentabilidade, Mariana Espécie, a demanda de energia varia conforme a localização e exige articulação com órgãos da governança setorial para identificar soluções regionais. A pasta e a EPE analisam rede existente, expansão prevista, necessidade de cada projeto e prazo de entrada em operação. O MME também observa modelos internacionais que atribuem ao empreendedor parte do risco e do custo de geração ou conexão, evitando repasse integral aos consumidores diante dos elevados investimentos exigidos. (MegaWhat Energy – 03.07.2026)

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Brasil: Data centers em São Paulo podem superar cronograma da transmissão

A Empresa de Pesquisa Energética mapeou cerca de 8,8 GW em projetos potenciais de data centers no estado de São Paulo, concentrados sobretudo na Região Metropolitana e em Campinas, e alertou para o desafio de compatibilizar empreendimentos que podem operar em dois a quatro anos com obras de transmissão que levam de cinco a oito anos. Os pedidos de conexão conhecidos somam 54 GW de demanda potencial até 2038, aproximadamente metade do pico de carga atual do ONS. Para São Paulo, a EPE avalia reforços no corredor de 230 kV entre Cabreúva e Anhanguera, ampliações na subestação Bom Jardim e equipamentos de controle de fluxo. Também foram citados um transformador defasador de 500 MVA na subestação Anhanguera e uma linha subterrânea de 5 km até a subestação Centro, com investimento estimado em R$ 308 milhões. (MegaWhat Energy – 02.07.2026)

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Canadá: Pembina aprova usina a gás de 932 MW para data center em Alberta

A Pembina Pipeline aprovou a decisão final de investimento no Greenlight Electricity Centre, usina de geração a gás de 932 MW no Condado de Sturgeon, em Alberta, destinada a abastecer um data center por meio de contrato de tolling de longo prazo. A operação está prevista para o segundo semestre de 2030. O projeto é uma parceria entre Pembina, com 47,5%, Morgan Stanley Infrastructure Partners, com 47,5%, e Kineticor Asset Management, com 5%, e terá custo total estimado em C$ 4,6 bilhões, incluindo juros e financiamento. O investimento líquido da Pembina será de cerca de C$ 2,1 bilhões, após C$ 190 milhões em receitas pela venda de terrenos ao cliente. A planta usará duas turbinas a gás e duas a vapor da Siemens Energy em ciclo combinado, consumindo aproximadamente 150 milhões de pés cúbicos por dia de gás natural. (Investing – 02.07.2026)

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EUA: Data centers a gás ganham espaço diante de gargalos na rede

A expansão de data centers impulsionada pela inteligência artificial está levando empresas de tecnologia nos Estados Unidos a buscar geração própria a gás natural para contornar filas de conexão às redes elétricas. Segundo levantamento citado pela Exame, cerca de 55% dos novos projetos que informaram seus planos devem usar turbinas a gás, enquanto 29% pretendem adotar motores alternativos. A Agência Internacional de Energia estima que data centers norte-americanos possam consumir até 130% mais energia até 2030. A demanda beneficia fabricantes como Innio, Caterpillar e Rolls-Royce, diante da necessidade de equipamentos entregues mais rapidamente que grandes obras de transmissão ou turbinas convencionais. Embora a energia nuclear volte ao debate, com alternativas como pequenos reatores modulares, no curto prazo a expansão deve seguir apoiada por gás natural, renováveis e usinas já existentes. (Exame – 01.07.2026)

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EUA: Data centers a gás ganham espaço diante de gargalos na rede

A expansão de data centers impulsionada pela inteligência artificial está levando empresas de tecnologia nos Estados Unidos a buscar geração própria a gás natural para contornar filas de conexão às redes elétricas. Segundo levantamento citado pela Exame, cerca de 55% dos novos projetos que informaram seus planos devem usar turbinas a gás, enquanto 29% pretendem adotar motores alternativos. A Agência Internacional de Energia estima que data centers norte-americanos possam consumir até 130% mais energia até 2030. A demanda beneficia fabricantes como Innio, Caterpillar e Rolls-Royce, diante da necessidade de equipamentos entregues mais rapidamente que grandes obras de transmissão ou turbinas convencionais. Embora a energia nuclear volte ao debate, com alternativas como pequenos reatores modulares, no curto prazo a expansão deve seguir apoiada por gás natural, renováveis e usinas já existentes. (Exame – 01.07.2026)

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EUA: Microsoft contrata gás da Chevron para data center de IA no Texas

A Microsoft fechou contrato de 20 anos com a Chevron para abastecer um data center de inteligência artificial no Texas, em movimento que evidencia a centralidade da energia na corrida global pela IA. O projeto, chamado Project Kilby, prevê uma usina a gás natural de até 2,67 GW ao lado do campus, potência suficiente para atender quase 2 milhões de residências nos Estados Unidos, mas dedicada a operações computacionais. A escolha pelo gás natural reflete a busca por geração contínua e previsível, diante da dificuldade de garantir energia limpa em ritmo compatível com a expansão dos data centers. O acordo também expõe a tensão entre escala tecnológica e metas climáticas, já que a Microsoft prometeu ser carbono negativa até 2030. A empresa deve recorrer a compensações e captura de carbono, mas o contrato mostra que infraestrutura energética, terrenos e refrigeração serão tão estratégicos quanto chips e modelos de IA. (Blocktrends – 30.06.2026)

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Inovação e Tecnologia

EUA: Equinix amplia parceria com Cisco e NVIDIA para infraestrutura de IA

A Equinix expandiu sua colaboração com Cisco e NVIDIA para acelerar a implantação do Cisco Secure AI Factory em sua rede global de data centers, oferecendo arquiteturas validadas para ambientes corporativos de inteligência artificial. Como parte da iniciativa, a empresa também incorporou a Presidio para desenvolver o laboratório Programmable AI Technology Hub (P.A.T.H.), onde clientes poderão testar, otimizar e validar cargas de trabalho antes da implantação em produção. O projeto responde ao crescimento da demanda por infraestrutura especializada, caracterizada por elevada densidade computacional, maior consumo de energia, sistemas avançados de refrigeração e conectividade de baixa latência. A estratégia reforça o posicionamento da Equinix como plataforma de infraestrutura para IA, ampliando seu papel além da colocation tradicional ao integrar computação acelerada, redes de alto desempenho e serviços especializados voltados às novas exigências da inteligência artificial empresarial. (Data Center Dynamics – 03.07.2026)

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Reino Unido: Fabricação de cristais semicondutores no espaço avança para aplicações em chips

A Space Forge avança na proposta de fabricar cristais semicondutores em microgravidade para elevar a qualidade de materiais utilizados na produção de chips. A empresa sustenta que cristais cultivados em órbita apresentam maior pureza estrutural e menor densidade de defeitos, favorecendo semicondutores compostos e materiais de banda larga, com potencial para reduzir tamanho, peso e consumo energético dos dispositivos. Após lançar o satélite ForgeStar-1 em junho de 2025, a companhia validou a geração autônoma de plasma em órbita e pretende trazer os primeiros cristais à Terra ainda em 2026, embora sem prometer semicondutores completos neste ano. O projeto enfrenta desafios logísticos relacionados ao retorno seguro de materiais do espaço, mas integra uma estratégia de longo prazo voltada à criação de fábricas orbitais dedicadas ao fornecimento de materiais avançados para a indústria global de semicondutores. (Data Center Dynamics – 03.07.2026)

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América Latina: CLM e Claroty ampliam segurança para infraestruturas críticas

A CLM passou a oferecer na América Latina as soluções da Claroty para proteção de sistemas ciberfísicos, ampliando seu portfólio de cibersegurança e infraestrutura para data centers em ambientes OT, IoT e IoMT. A parceria busca atender setores industriais, hospitalares, logísticos e energéticos, nos quais a digitalização aumenta a exposição de equipamentos, sensores e processos físicos a riscos cibernéticos capazes de afetar continuidade operacional e produtividade. Segundo relatório da Claroty, 12% dos mais de 940 mil dispositivos OT analisados tinham vulnerabilidades exploradas ativamente, 40% das organizações mantinham ativos conectados de forma insegura à internet e 7% dos dispositivos vulneráveis estavam associados a agentes de ransomware conhecidos. As soluções incluem visibilidade de ativos, gestão de exposição, proteção de rede, detecção de ameaças e acesso remoto seguro, em modelos em nuvem e on-premise. (Data Center Dynamics – 30.06.2026)

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Brasil: NicNet instala data center modular de borda no interior paulista

A NicNet implantou seu terceiro data center no interior de São Paulo com tecnologia da Trusted Data, adotando o modelo SmartEdge, uma solução modular descrita como Data Center in a Box. A estrutura segue o conceito de edge computing, voltado à redução de latência e à transformação de pontos remotos de presença em micro data centers totalmente equipados. Diferente das unidades anteriores, baseadas em abordagens tradicionais de alta disponibilidade, o novo ambiente crítico é industrializado, escalável, pré-comissionado em fábrica e pode entrar em operação em até 45 dias, reduzindo a complexidade de obras civis convencionais. O data center conta com energia redundante, climatização de precisão, combate a incêndio, supervisão, segurança física e arquitetura para alta disponibilidade. A infraestrutura suportará aplicações críticas, ambientes híbridos, cloud, proteção de dados e serviços de missão crítica. (Baguete – 30.06.2026)

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EUA: Copa de 2026 acelera infraestrutura distribuída para baixa latência

A Copa do Mundo de 2026 impõe um dos maiores desafios já vistos para a infraestrutura digital, com 48 seleções, 104 partidas em três países e previsão de 6 bilhões de torcedores consumindo vídeo, estatísticas, redes sociais e aplicações de IA em tempo real. Para evitar atrasos nas transmissões, a arquitetura combina conectividade nos estádios, processamento no International Broadcast Center em Dallas, Internet Exchanges, redes de entrega de conteúdo, cabos submarinos, data centers metropolitanos e nós de borda. A DE-CIX destaca o uso de Remote Peering para aproximar conteúdos dos usuários e reduzir rotas ineficientes, enquanto a Ascenty atua como ponto de entrada e distribuição para tráfego na América Latina. A demanda por IA também altera o perfil da rede, exigindo baixa latência, alta capacidade, estabilidade elétrica, resfriamento avançado e redundância em data centers preparados para operação contínua. (Data Center Dynamics – 30.06.2026)

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