Data Center 31
Tendências de Mercado
Brasil: Índice de conectividade reforça avanço da infraestrutura digital
A análise do Índice Brasileiro de Conectividade (IBC) mostra evolução da infraestrutura digital em 2025, com a média nacional passando de 52,4 para 55,3 pontos e melhora registrada em 82,8% dos municípios brasileiros. O principal avanço ocorreu na cobertura móvel, presente em mais de 92% dos municípios analisados, enquanto o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento regional. Segundo o estudo, a expansão da conectividade fortalece a inclusão digital, o desenvolvimento econômico e a capacidade de atração de novos investimentos em infraestrutura tecnológica, incluindo data centers. A publicação recomenda ampliar investimentos em regiões ainda pouco atendidas, como Amazônia Legal e semiárido nordestino, utilizando o índice como instrumento para orientar políticas públicas voltadas à universalização dos serviços de telecomunicações e ao fortalecimento da infraestrutura digital nacional. (Data Center Dynamics - 29.06.2026)
Internacional: Logística ganha papel estratégico na expansão dos data centers
A expansão acelerada dos data centers impulsionada pela inteligência artificial está elevando a logística ao status de elemento estratégico para a viabilidade dos novos empreendimentos. Segundo análise baseada em projeções da McKinsey, a demanda global por capacidade de data centers poderá crescer entre 19% e 22% ao ano até 2030, exigindo investimentos superiores a US$ 6 trilhões em infraestrutura. Além da construção dos empreendimentos, o setor depende de cadeias logísticas capazes de transportar equipamentos de alto valor, manter estoques próximos às instalações, garantir reposição rápida de componentes críticos e acompanhar ciclos tecnológicos cada vez mais curtos. O Brasil já concentra parcela relevante da capacidade instalada da América Latina e atrai novos investimentos, mas sua competitividade dependerá também da eficiência da cadeia de suprimentos para sustentar operações contínuas e atender às exigências da economia digital. (MundoLogística - 29.06.2026)
Brasil: Consumo elétrico deve mais que dobrar até 2050 com avanço dos data centers
O consumo de energia elétrica no Brasil deverá crescer 129% até 2050, passando de 764 TWh para 1.754 TWh, segundo estudo da consultoria Envol. A expansão será impulsionada principalmente pela eletrificação da economia e pela rápida evolução dos data centers, cuja demanda poderá atingir cerca de 12 GW em 2035, embora o ONS estime potencial de até 23 GW em projetos em operação e desenvolvimento até 2034. O relatório destaca que a digitalização, a inteligência artificial e a computação em nuvem intensificam a necessidade de expansão e modernização da infraestrutura elétrica, ampliando a competição global por investimentos. Para garantir segurança e confiabilidade do sistema, a Envol defende investimentos em redes, armazenamento em baterias, resposta da demanda e geração flexível. O estudo também projeta crescimento mundial de 70% no consumo de eletricidade até 2050, com maior expansão concentrada em Ásia, África e América Latina. (Valor Econômico - 28.06.2026)
Brasil: Data centers impulsionam investimentos e valorização imobiliária
Os investimentos em tecnologia digital no Brasil deverão atingir R$ 2 trilhões até 2029, impulsionados principalmente pela expansão dos data centers, segundo projeções da Brasscom. A computação em nuvem deverá receber R$ 765,6 bilhões, enquanto a inteligência artificial concentrará R$ 736,6 bilhões, com crescimento médio anual de 21% e 20%, respectivamente. O avanço dessas tecnologias aumenta a demanda por terrenos dotados de energia abundante, conectividade de alta qualidade e possibilidade de expansão, tornando os data centers uma nova classe de ativos para o mercado imobiliário. O Brasil já concentra 48% da capacidade instalada de data centers da América Latina, com polos em Barueri, Alphaville, Campinas e Fortaleza, enquanto novas regiões passam a despertar interesse de investidores. A tendência fortalece a integração entre infraestrutura digital, energia, conectividade e desenvolvimento urbano. (Brasil 247 - 27.06.2026)
Brasil: Mercado imobiliário mira expansão dos data centers
O avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem vem transformando os data centers em uma nova classe de ativos para o mercado imobiliário brasileiro. Segundo a Brasscom, o país deverá receber R$ 2 trilhões em investimentos em tecnologias digitais até 2029, dos quais R$ 765,6 bilhões serão destinados à computação em nuvem e R$ 736,6 bilhões à inteligência artificial. O Brasil concentra atualmente 48% da capacidade instalada de data centers da América Latina, com polos consolidados em Barueri, Alphaville, Campinas e Fortaleza, além do crescimento de novas regiões. A expansão aumenta a demanda por terrenos capazes de suportar elevada disponibilidade de energia, conectividade por fibra óptica, sistemas de refrigeração e redundância elétrica, valorizando áreas aptas a receber esse tipo de infraestrutura e consolidando os data centers como um segmento estratégico para investidores imobiliários e operadores globais. (Folha de São Paulo - 27.06.2026)
Internacional: Crescentes riscos geopolíticos reforçam estratégias multicloud para data centers
A crescente exposição da infraestrutura digital a conflitos geopolíticos e interrupções operacionais está levando empresas a revisar suas estratégias de nuvem e ampliar investimentos em arquiteturas híbridas e multicloud. Segundo análise da Data Center Dynamics, eventos recentes envolvendo ataques a data centers reforçam a necessidade de distribuir cargas de trabalho entre diferentes regiões e provedores, reduzindo dependências de uma única infraestrutura. Embora a maioria das organizações reconheça a importância da resiliência, desafios relacionados à interoperabilidade, governança, recuperação de desastres e mobilidade das aplicações ainda dificultam respostas rápidas diante de falhas. O avanço da inteligência artificial amplia essa complexidade ao exigir infraestrutura especializada, tornando indispensáveis testes frequentes de failover e planejamento contínuo para garantir disponibilidade, continuidade operacional e segurança dos serviços digitais. (Data Center Dynamics - 26.06.2026)
Internacional: Estudo aponta elevada exposição climática da infraestrutura de data centers
Levantamento da First Street mostra que aproximadamente 80% dos data centers globais estão expostos a eventos climáticos extremos, enquanto 54% enfrentam riscos crônicos relacionados ao calor intenso e à escassez hídrica. Nas Américas, 86% da capacidade instalada localiza-se em áreas suscetíveis a enchentes, incêndios florestais e ventos severos, enquanto, na Ásia-Pacífico, 89% da infraestrutura está sujeita a ondas de calor e seca. Segundo os pesquisadores, fatores como disponibilidade de água, custos de refrigeração e confiabilidade operacional ainda são subestimados na escolha de novos empreendimentos. O estudo também alerta que cerca de dois terços dos novos data centers previstos nos Estados Unidos serão construídos em regiões com elevado estresse hídrico, ampliando os riscos de interrupções operacionais, aumento de custos e impactos sobre serviços digitais essenciais. (MundoCoop - 26.06.2026)
Brasil: Energ defende produtividade para ampliar atração de data centers
O CEO da Energ, Bruno Moreira, afirmou que o Brasil possui vantagens competitivas para atrair grandes investimentos em data centers, especialmente pela disponibilidade de energia limpa e pelos custos relativamente baixos da eletricidade. Segundo o executivo, o principal desafio é reduzir entraves burocráticos e fortalecer a infraestrutura energética necessária para garantir elevado nível de confiabilidade no fornecimento de energia, requisito considerado essencial pelas grandes empresas de tecnologia. Moreira avalia que a instalação desses empreendimentos representa uma forma de exportação de energia com maior valor agregado e pode impulsionar o desenvolvimento econômico nacional. O executivo também rebateu críticas ambientais ao setor, destacando exemplos de data centers que operam sem consumo de água, e defendeu que ganhos de produtividade e simplificação regulatória antecedam mudanças na jornada de trabalho para preservar a competitividade da economia brasileira. (CNN Brasil - 23.06.2026)
Internacional: Estudo aponta elevada exposição de data centers a riscos climáticos
Relatório da First Street concluiu que 79% da capacidade global instalada de data centers está exposta a riscos climáticos agudos, como enchentes, incêndios e ventos extremos, enquanto 54% já opera sob condições persistentes de calor excessivo ou escassez hídrica. Nas Américas, a exposição a eventos extremos alcança 86% da capacidade instalada, enquanto a Ásia-Pacífico lidera os riscos crônicos, com 89% da infraestrutura acima dos limites considerados críticos. O estudo avaliou 97 mercados globais e concluiu que os riscos físicos ainda não estão plenamente incorporados aos modelos de precificação, apesar da rápida expansão impulsionada pela inteligência artificial. Segundo a análise, mercados como Virgínia, Johor e Marselha concentram grandes investimentos mesmo apresentando elevada vulnerabilidade climática, enquanto localidades como Estocolmo, Oslo e Montreal oferecem condições operacionais mais resilientes para expansão da infraestrutura digital. (Forbes Brasil - 22.06.2026)
EUA: Debate sobre data centers espaciais ganha força com avanço da IA
O fortalecimento financeiro da SpaceX após seu IPO reacendeu o debate sobre a viabilidade de data centers voltados à inteligência artificial em órbita. Segundo análise da CNBC, a redução esperada dos custos de lançamento e o aumento das restrições ambientais, regulatórias e energéticas para novas instalações terrestres tornam o conceito cada vez mais plausível. A SpaceX já solicitou autorização para uma constelação de até um milhão de satélites voltados ao processamento de IA, enquanto Blue Origin e Google também desenvolvem iniciativas semelhantes. Startups como Starcloud, Rendezvous Robotics, Rocket Lab e Cowboy Space investem em soluções para infraestrutura orbital, buscando eliminar limitações relacionadas ao consumo de água, energia e uso do solo. Apesar do interesse crescente, especialistas avaliam que a competitividade econômica em relação aos data centers convencionais ainda depende da queda dos custos operacionais e da maturidade das tecnologias espaciais. (CNBC - 21.06.2026)
EUA: Expansão dos data centers amplia conflitos por poluição sonora
O crescimento acelerado dos data centers voltados à inteligência artificial tem intensificado conflitos com comunidades vizinhas devido ao ruído contínuo produzido por sistemas de refrigeração, ventiladores e geradores. Nos Estados Unidos, moradores de diferentes cidades ingressaram com ações judiciais alegando perda de qualidade de vida, desvalorização imobiliária, insônia, dores de cabeça e outros efeitos associados, inclusive ao infrassom gerado pelas instalações. Especialistas afirmam que a legislação atual foi concebida para fontes tradicionais de ruído e não contempla adequadamente sons contínuos de baixa frequência emitidos por data centers. Empresas do setor afirmam cumprir os limites regulatórios e investir em medidas de mitigação, incluindo soluções de refrigeração líquida, capazes de reduzir significativamente o nível de ruído. O avanço da infraestrutura de IA amplia o debate sobre novos critérios regulatórios para compatibilizar desenvolvimento tecnológico e bem-estar das comunidades locais. (O Globo - 21.06.2026)
Expansão e Investimentos
Brasil: AZ Quest lança fundo para adquirir ativos da Scala Data Centers
A AZ Quest iniciou a captação de até R$ 482 milhões para o fundo imobiliário AZ Quest Panorama Data Centers, destinado à aquisição de quatro ativos da Scala Data Centers por meio de uma operação de sale and lease back com duração de dez anos. O portfólio inclui o data center de Fortaleza, responsável por cerca de 60% do valor da transação, além de sua subestação e outras duas subestações localizadas em Tamboré e Jundiaí. O empreendimento em Fortaleza está situado na Praia do Futuro, região por onde chegam aproximadamente 90% dos cabos submarinos de fibra óptica do país. A operação reflete a expectativa de expansão acelerada do mercado brasileiro de data centers, impulsionado pela inteligência artificial, computação em nuvem e disponibilidade de energia renovável, com investimentos estimados pela ABDC em R$ 500 bilhões até 2030. (NeoFeed - 29.06.2026)
Brasil: NICNET acelera expansão com terceiro edge data center modular
A NICNET anunciou a implantação de seu terceiro data center utilizando a solução modular SmartEdge “Data Center In a Box”, da Trusted Data, reduzindo o prazo de entrega da infraestrutura para até 45 dias. Após construir duas unidades próprias em Cravinhos e São Carlos, a empresa passa a adotar um modelo industrializado e escalável voltado à expansão rápida da infraestrutura digital regional. O empreendimento atenderá aplicações de edge computing, cloud, colocation, backup, disaster recovery e serviços de baixa latência, contando com sistemas integrados de energia redundante, climatização de precisão, combate a incêndio, supervisão e segurança física. Segundo as empresas, o modelo responde à crescente demanda por processamento distribuído e reforça a tendência de regionalização da infraestrutura digital brasileira para suportar aplicações de inteligência artificial, IoT, cidades inteligentes e serviços críticos em diversos setores econômicos. (TeleSíntese - 29.06.2026)
EUA: Meta e Microsoft ampliam compromissos bilionários de arrendamento para data centers
Microsoft e Meta firmaram aproximadamente US$ 120 bilhões em novos compromissos de arrendamento de capacidade para data centers durante o último trimestre, elevando o total acumulado entre grandes provedores de computação em nuvem para mais de US$ 850 bilhões. A Meta respondeu por US$ 79 bilhões em novos contratos, enquanto a Microsoft adicionou US$ 41 bilhões. Paralelamente aos contratos de locação, ambas continuam investindo fortemente em infraestrutura própria. A Meta estima investimentos entre US$ 120 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 para expansão de sua infraestrutura de TI, enquanto a Microsoft prevê gastos totais de US$ 190 bilhões no exercício fiscal, incluindo US$ 25 bilhões destinados ao aumento dos custos de componentes. O movimento reflete a crescente demanda por capacidade computacional impulsionada pela inteligência artificial. (Data Center Dynamics - 29.06.2026)
Noruega: Bitdeer firma contrato de colocation para novo data center de IA
A Bitdeer Technologies anunciou que sua subsidiária Tydal Data Center assinou um contrato de colocation para um data center de inteligência artificial em Tydal, na Noruega. O acordo ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo contratos com clientes e fornecedores, antes de entrar em vigor. Segundo a empresa, a iniciativa representa um avanço importante na execução de sua estratégia global de infraestrutura para IA. A Bitdeer opera atualmente data centers nos Estados Unidos, Noruega, Butão e Etiópia, combinando atividades ligadas à infraestrutura de inteligência artificial e mineração de Bitcoin. Os detalhes financeiros e os impactos do contrato serão divulgados após sua efetivação, prevista para ocorrer dentro de aproximadamente um mês. O projeto reforça o movimento de expansão da capacidade computacional em mercados com disponibilidade energética e infraestrutura adequada para suportar aplicações avançadas de IA. (Investing - 29.06.2026)
Indonésia: Firmus e Nvidia anunciam campus de IA de 360 MW
A Firmus Technologies anunciou sua entrada no mercado indonésio com a construção de um campus de data center para inteligência artificial em Batam, desenvolvido em parceria com a Nvidia e a DayOne. O empreendimento terá capacidade de 360 MW e deverá iniciar operações no primeiro trimestre de 2027, sendo projetado para atender múltiplos clientes com aplicações nativas de IA. A expectativa é gerar entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões em contratos de capacidade ao longo dos seis primeiros anos, apoiada por uma parceria de oito anos com a Nvidia que prevê acesso a até 170 mil aceleradores de IA entre 2027 e 2028. O projeto reforça a expansão da infraestrutura de inteligência artificial na Ásia-Pacífico e integra a estratégia da Firmus, anteriormente dedicada à mineração de Bitcoin, de consolidar um amplo portfólio de data centers especializados em IA na Austrália, Singapura e Indonésia. (Exame - 28.06.2026)
Austrália: Anthropic amplia contratações para expansão internacional de data centers de IA
A Anthropic intensificou a contratação de profissionais para sua divisão de infraestrutura computacional, indicando que Austrália e Japão serão os próximos polos de expansão de seus data centers voltados à inteligência artificial. Das 13 vagas abertas na área de computação, oito estão concentradas nesses dois países, incluindo funções ligadas à negociação de capacidade, engenharia elétrica e operações de data centers. A empresa busca garantir centenas de megawatts de capacidade elétrica para sustentar o crescimento acelerado de sua infraestrutura de IA. A estratégia considera fatores como estabilidade política, disponibilidade de energia renovável, segurança da cadeia de suprimentos e marcos regulatórios favoráveis. No Japão, além da confiabilidade da rede elétrica, pesam os investimentos públicos e privados em infraestrutura de IA. A expansão internacional acompanha o forte crescimento da Anthropic, cuja demanda crescente por capacidade computacional vem pressionando sua infraestrutura global. (CNBC - 25.06.2026)
Brasil: Ada investe R$ 2,7 bi em campus de data centers em São Paulo
A Ada Infrastructure iniciou as obras de seu primeiro campus de data centers na América Latina, em Franco da Rocha (SP), com investimento previsto de R$ 2,7 bilhões até 2030. O projeto integra uma estratégia que também contempla um segundo campus na região metropolitana do Rio de Janeiro, com capacidade de 50 MW e início previsto para 2027. O empreendimento paulista deverá entrar em operação entre dezembro de 2027 e junho de 2028 e fará parte de um complexo com capacidade total de 300 MW, dos quais mais de 100 MW serão destinados à capacidade computacional. A infraestrutura contará com duas subestações dedicadas e abastecimento inicial pela Neoenergia, com perspectiva de conexão futura à rede básica para reduzir custos. Segundo a empresa, a combinação de elevada conectividade, concentração de hyperscalers e matriz elétrica majoritariamente renovável foi determinante para a escolha do Brasil como porta de entrada das operações latino-americanas. (Valor Econômico - 25.06.2026)
Brasil: Ascenty prevê investir US$ 1 bi em data centers na América Latina
A Ascenty anunciou plano de investir US$ 1 bilhão em operações de data centers na América Latina até o fim de 2026, destinando cerca de 85% dos recursos ao Brasil, Chile e México. Segundo a companhia, a expansão é impulsionada pela demanda contínua por serviços de nuvem e inteligência artificial, embora projetos de IA dependam da definição regulatória sobre o Redata. A empresa destaca que incentivos fiscais são fundamentais para reduzir o custo de equipamentos, especialmente GPUs, que representam parcela significativa dos investimentos em novos empreendimentos. Atualmente, a Ascenty opera 26 data centers e mantém outros 12 em construção, sendo 21 unidades no Brasil. A estratégia inclui uso de energia própria em parceria com a Casa dos Ventos, sistemas de refrigeração sem consumo de água e infraestrutura preparada para processadores de última geração, reforçando a posição do país como potencial hub regional de infraestrutura digital. (Mobile Time - 25.06.2026)
Brasil: Brasil TecPar inaugura edge data center em Brasília
A Brasil TecPar ampliou sua infraestrutura nacional com a inauguração de um novo edge data center em Brasília, reforçando a capacidade de processamento local de dados e a oferta de serviços de baixa latência para clientes corporativos e governamentais da região Centro-Oeste. A unidade integra o programa MOVEON, voltado à transformação digital da companhia, e faz parte da estratégia de expansão da Ávato Tecnologia, responsável pelas operações de data center, nuvem e colocation. A empresa passa a operar quatro data centers principais, além de uma rede distribuída de estruturas de borda, apoiando serviços de nuvem, backup, hospedagem e colocation. O movimento acompanha a estratégia de crescimento baseada em aquisições, que já soma mais de 60 operações, incluindo a compra dos ativos de fibra óptica da Ligga por R$ 495 milhões, além da incorporação de cerca de 344 mil acessos e uma infraestrutura de aproximadamente 36 mil quilômetros de rede óptica distribuída em mais de 300 municípios brasileiros. (BNamericas - 23.06.2026)
Brasil: Odata avança expansão de data center de R$ 2,6 bi em São Paulo
A Odata iniciou uma nova fase de expansão do campus DC SP04, em Osasco (SP), com a mobilização do canteiro de obras da segunda etapa do projeto, que acrescentará 24 MW de capacidade de TI ao empreendimento. Quando concluído, o complexo receberá investimentos superiores a R$ 2,6 bilhões e alcançará capacidade total de 48 MW de TI, direcionada principalmente a aplicações de inteligência artificial, computação de alta densidade e cargas críticas. A infraestrutura incorporará a tecnologia proprietária Delta Cube, desenvolvida pela Aligned Data Centers, permitindo densidades de até 50 kW por rack e maior eficiência energética ao remover calor diretamente na fonte. O campus também contará com sistemas de refrigeração a ar e líquida, reforçando a estratégia da empresa de atender à crescente demanda por infraestrutura de hiperescala no principal polo de data centers da América Latina. (BNamericas - 22.06.2026)
Brasil: RT-One investirá R$ 15 bi em data centers dedicados à IA
A RT-One anunciou investimentos de aproximadamente R$ 15 bilhões para construir os primeiros data centers dedicados exclusivamente à inteligência artificial na América Latina, com unidades previstas para Uberlândia (MG) e Maringá (PR), além de um terceiro local em avaliação. Segundo a empresa, cerca de 60% dos dados brasileiros e 95% dos dados relacionados à IA ainda são processados no exterior, evidenciando o déficit nacional de infraestrutura digital e os desafios para a soberania tecnológica. Os projetos terão capacidade inicial agregada de até 200 MW, com possibilidade de expansão para mais de 400 MW por campus, utilizando refrigeração líquida, arquitetura modular e infraestrutura elétrica de alta tensão. As obras devem começar em setembro, com a primeira fase operacional prevista ainda este ano, em parceria com o ONS e a Cemig para aproveitar regiões com excedente de energia elétrica. (CNN Brasil - 22.06.2026)
EUA: SpaceX fecha contrato bilionário para infraestrutura de IA
A SpaceX firmou um contrato com potencial de gerar até US$ 6,3 bilhões até o fim de 2029 para fornecer capacidade computacional à startup Reflection AI, especializada no desenvolvimento de modelos abertos de inteligência artificial. Pelo acordo, a empresa deverá receber cerca de US$ 150 milhões mensais a partir de julho, em um movimento que evidencia a crescente escassez de infraestrutura para treinamento de modelos avançados de IA. A Reflection AI, avaliada em aproximadamente US$ 25 bilhões e apoiada pela Nvidia, pretende ampliar sua capacidade de processamento para competir com empresas americanas e chinesas. O contrato também reforça a estratégia da SpaceX de expandir sua atuação além do setor espacial, aproximando-se dos mercados de infraestrutura digital e computação, em meio à forte demanda por data centers, energia, conectividade e capacidade computacional impulsionada pela inteligência artificial. (VEJA - 22.06.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Câmara avança com projetos de incentivo a data centers no Norte e Nordeste
Enquanto o Redata permanece sem avanço no Senado, a Câmara dos Deputados aprovou em comissão dois projetos voltados à expansão de data centers nas regiões Norte e Nordeste. O PL 490/26 prevê estímulos ao fornecimento de energia renovável, incentiva contratos de longo prazo entre empreendimentos e agentes do setor elétrico e cria um selo verde para instalações que utilizem fontes limpas. Já o PL 1680/25 institui a Política Nacional de Data Center, concede prioridade de acesso às redes de transmissão em áreas com excedente de geração e autoriza investidores a financiar obras de conexão sem repassar custos às tarifas dos consumidores. O movimento ocorre em meio ao forte interesse do mercado, que já soma 38 GW em solicitações de acesso à rede elétrica, sendo 7,1 GW associados a investimentos estimados em R$ 159 bilhões, reforçando a necessidade de um ambiente regulatório mais favorável para novos empreendimentos. (Agência eixos - 29.06.2026)
Brasil: Debate sobre competência da Anatel para regular data centers avança
A ampliação das competências da Anatel por meio da Resolução nº 780/2025 intensificou o debate jurídico sobre a possibilidade de a agência regular data centers integrados às redes de telecomunicações e marketplaces. O artigo apresenta interpretações divergentes sobre a legalidade da medida. Uma corrente sustenta que a evolução tecnológica justifica interpretação ampliada das competências previstas na Lei Geral de Telecomunicações, enquanto outra entende que serviços de valor adicionado, como data centers, não podem ser submetidos à fiscalização e certificação da agência sem alteração legislativa. A controvérsia resultou em ações judiciais, decisões divergentes em tribunais federais e na abertura da Consulta Pública nº 48/2025. O texto conclui que soluções consensuais e cooperação entre Anatel, Cade, Senacon e ANPD serão fundamentais para equilibrar segurança jurídica, inovação e atração de investimentos. (Valor Econômico - 29.06.2026)
Brasil: Incerteza sobre o Redata ameaça competitividade dos data centers
A paralisação da tramitação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) tem ampliado as incertezas sobre novos investimentos em infraestrutura digital no Brasil. Segundo análise do FI Group, o país reúne condições para consolidar-se como polo regional de data centers, sustentado por disponibilidade de energia renovável, liderança na capacidade instalada da América Latina e potencial de receber até US$ 92 bilhões em investimentos até 2031. Entretanto, a ausência de definição sobre o Projeto de Lei nº 278/2026 impede a utilização de incentivos fiscais estimados em R$ 5,2 bilhões e compromete o planejamento das empresas. O texto destaca que a manutenção da insegurança regulatória pode direcionar investimentos para mercados concorrentes, como Chile e México, e defende alternativas temporárias de incentivo, além da aprovação urgente do Redata para preservar a competitividade brasileira. (TI INSIDE Online - 29.06.2026)
Global: Cidades firmam pacto para orientar expansão sustentável de data centers
Quarenta e uma cidades de diferentes países assinaram, durante a Semana do Clima de Londres, o Pacto Global de Centros de Dados Urbanos, iniciativa liderada pela C40 Cities para estabelecer diretrizes voltadas à implantação e operação sustentável de data centers em áreas urbanas. O acordo busca conciliar a expansão da infraestrutura digital impulsionada pela inteligência artificial com a gestão responsável do consumo de energia, água, uso do solo e impactos térmicos sobre as comunidades. Entre os signatários estão Rio de Janeiro e Curitiba, além de cidades como Londres, Barcelona, Melbourne, Miami e Phoenix. O pacto também pretende orientar investidores e operadores na elaboração de projetos compatíveis com as prioridades ambientais e urbanísticas das cidades, reduzindo riscos de rejeição a novos empreendimentos e promovendo maior integração entre desenvolvimento tecnológico, infraestrutura energética e sustentabilidade. (Um só Planeta - 24.06.2026)
Brasil: Artigo defende inclusão de fontes firmes no marco para data centers
Artigo de José Mauro Coelho defende que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) incorpore explicitamente fontes firmes de energia, como gás natural, biometano e energia nuclear, entre as alternativas elegíveis aos incentivos previstos para o setor. Segundo o autor, data centers constituem infraestrutura estratégica para a soberania digital e dependem de fornecimento elétrico contínuo, estável e redundante, tornando insuficiente a utilização exclusiva de fontes intermitentes. O texto argumenta que a combinação de renováveis com geração firme é essencial para garantir confiabilidade, escalabilidade e competitividade internacional, citando exemplos de países que condicionam novos projetos à disponibilidade de potência firme. A avaliação é que o adiamento da votação definitiva do Redata no Senado cria oportunidade para aperfeiçoar o marco regulatório e fortalecer a capacidade do Brasil de atrair investimentos em infraestrutura digital. (Agência eixos - 21.06.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Global: Baterias de sódio ganham espaço como solução energética para data centers
O crescimento acelerado da inteligência artificial está impulsionando o uso de baterias de íons de sódio como alternativa para suprir os desafios energéticos dos data centers. Segundo a Agência Internacional de Energia, o consumo elétrico dessas instalações deverá praticamente dobrar até 2030, alcançando cerca de 945 TWh, enquanto a demanda específica dos data centers voltados à IA deverá triplicar. Relatório do Morgan Stanley estima que as baterias de sódio oferecem custos entre 30% e 40% inferiores às tecnologias LFP, além de maior estabilidade térmica e menor dependência de minerais críticos. Empresas como CATL e ESS Tech já direcionam investimentos para esse mercado, com contratos de larga escala e sistemas projetados para armazenamento estacionário em infraestrutura digital. O avanço da tecnologia reforça o papel do armazenamento de energia como elemento estratégico para garantir estabilidade, flexibilidade e expansão dos data centers dedicados à inteligência artificial. (StartSe - 29.06.2026)
Brasil: Axia e Elea instalarão primeiro data center da Amazônia voltado à IA
A Axia Energia e a Elea Data Center anunciaram a implantação do primeiro data center da Amazônia, em Belém (PA), voltado a aplicações de inteligência artificial. A primeira fase prevê investimento de R$ 250 milhões, capacidade inicial de 7,5 MW e início da operação comercial em 2027, com fornecimento de energia proveniente das hidrelétricas da Axia e conectividade garantida pela Eletronet, por meio de fibras ópticas instaladas nas linhas de transmissão. O empreendimento atenderá um mercado potencial de cerca de 6 milhões de pessoas e foi dimensionado para expansão de até dez vezes sua capacidade atual. Executivos destacam que a infraestrutura permitirá transformar energia renovável em serviços digitais, reduzindo a dependência regional de provedores instalados em outras capitais e criando condições para atrair grandes empresas globais de tecnologia. A ampliação futura, contudo, dependerá da adoção de políticas públicas específicas para acelerar investimentos em data centers no Brasil. (Valor Econômico - 26.06.2026)
Internacional: IA amplia pressão sobre redes elétricas e data centers
Relatório do Instituto de Pesquisa da Capgemini mostra que a expansão dos data centers voltados à inteligência artificial está tornando a demanda por eletricidade mais elevada e imprevisível, dificultando o planejamento das redes elétricas. Entre os executivos entrevistados, 77% relatam maior dificuldade para projetar a demanda futura, enquanto 68% preveem escassez de energia devido ao crescimento mais rápido dos data centers em relação à expansão da oferta. O estudo identifica ainda pedidos de conexão que não se concretizam, comprometendo previsões de investimento. Diante das limitações da rede, cresce a adoção de geração behind-the-meter, já utilizada por 30% dos operadores e planejada por outros 39%. O levantamento também aponta investimentos em sistemas de armazenamento por baterias, uso transitório de gás natural e expectativa de maior aplicação de IA para otimizar redes, reduzir falhas e elevar a eficiência operacional. (Data Center Dynamics - 26.06.2026)
Brasil: Nordeste pode reduzir cortes de geração com instalação de data centers
A expansão dos data centers voltados à inteligência artificial poderá contribuir para reduzir o curtailment da geração renovável no Nordeste, segundo avaliação da Axia Energia. O vice-presidente de Tecnologia e Inovação da empresa, Juliano Dantas, defende que grandes centros de processamento sejam instalados próximos às regiões de elevada oferta de energia, minimizando limitações de transmissão e aproveitando melhor a produção local. Como o treinamento de modelos de IA exige elevada capacidade computacional, mas não depende de proximidade com os usuários finais, a disponibilidade de energia passa a ser o principal fator para definição da localização dos empreendimentos. O executivo também destaca o uso de baterias e sistemas de controle de carga para reduzir impactos sobre a rede elétrica. A empresa participa ainda das discussões do projeto Rio AI City, contribuindo com soluções voltadas à infraestrutura energética necessária para viabilizar novos investimentos em data centers. (Agência CanalEnergia - 24.06.2026)
Brasil: Tecnologia inédita ampliará capacidade da transmissão para atender data centers
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciou a implantação, em São Paulo, de um sistema baseado em Dynamic Line Rating (DLR), tecnologia inédita no país que utiliza sensores digitais e dados climáticos em tempo real para elevar a capacidade das linhas de transmissão sem construção de novas estruturas. Segundo o presidente da EPE, Thiago Prado, a solução permitirá atender com maior rapidez o crescimento previsto da demanda dos data centers, complementando outras iniciativas como sistemas de armazenamento por baterias e equipamentos FACTS. O executivo ressaltou ainda que o avanço dos recursos energéticos distribuídos exige novos mecanismos regulatórios, maior digitalização, medição inteligente e integração entre distribuidoras e o ONS para ampliar a flexibilidade da rede diante do aumento das grandes cargas, incluindo mobilidade elétrica, indústria e infraestrutura digital. (Estadão - 24.06.2026)
Brasil: Hitachi afirma que data centers priorizam disponibilidade da infraestrutura elétrica
A Hitachi Energy avalia que a principal exigência dos grandes projetos de data centers não é o custo da energia, mas a disponibilidade e confiabilidade da infraestrutura elétrica. Segundo a empresa, um data center de 1 GW pode faturar cerca de US$ 100 milhões por dia, tornando essencial garantir redundância elevada e rápida conexão ao sistema de transmissão. O executivo Glauco Freitas alertou para o descompasso entre o prazo de implantação dos empreendimentos, de 18 a 24 meses, e o tempo necessário para expansão da infraestrutura elétrica, estimado entre três e quatro anos. A companhia acompanha os próximos leilões de transmissão e armazenamento, considerados fundamentais para ampliar a capacidade da rede, enquanto investe US$ 280 milhões na expansão de sua capacidade produtiva no Brasil, incluindo fábricas, serviços e equipamentos voltados ao atendimento da crescente demanda do setor elétrico e dos data centers. (MegaWhat - 23.06.2026)
Brasil: Disputa por conexão elétrica opõe data centers e indústria
O crescimento acelerado dos pedidos de conexão de grandes consumidores à rede básica de transmissão elevou o prazo de atendimento para além de 2030 em algumas regiões e intensificou a disputa entre data centers e indústrias por capacidade elétrica. Dos 61 pedidos atualmente analisados pelo ONS, 38 são de data centers, enquanto novos projetos disputarão acesso por meio das temporadas de conexão, mecanismo competitivo que substituiu a antiga fila cronológica. O governo estima abrir cerca de 8 GW adicionais com reforços na transmissão, mas gargalos persistem principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, Campinas e entorno do Porto de Pecém. Representantes da indústria defendem reserva de capacidade para empresas já instaladas, alegando risco à expansão produtiva e ao emprego, enquanto o setor de data centers considera o novo modelo mais transparente e adequado para selecionar projetos. A primeira rodada definirá os acessos para 2027, 2028 e 2029. (Folha de São Paulo - 20.06.2026)
Inovação e Tecnologia
Brasil: Goiás investirá R$ 40 mi em data center de IA na UFG
O Governo de Goiás anunciou investimento de R$ 78 milhões no Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (Ceia-UFG), dos quais R$ 40 milhões serão destinados à implantação de um data center de inteligência artificial e de um laboratório de veículos autônomos. A iniciativa integra uma parceria válida entre 2026 e 2031 e busca consolidar o estado como referência nacional em inovação e infraestrutura para IA. O Ceia-UFG já reúne mais de 100 empresas parceiras, recebeu cerca de R$ 500 milhões em investimentos privados e desenvolve soluções utilizadas por aproximadamente 150 milhões de usuários no Brasil e em outros países. O novo aporte ampliará a capacidade de pesquisa, estimulará projetos estratégicos para os setores público e privado e antecede o lançamento do Distrito de Inovação em Inteligência Artificial, voltado à atração de novas empresas de tecnologia para Goiás. (Data Center Dynamics - 29.06.2026)
Brasil: RT-One cria plataforma federada de infraestrutura soberana para IA
A RT-One anunciou parceria estratégica com a RAVEL para desenvolver uma plataforma federada de infraestrutura soberana de inteligência artificial conectando operações no Brasil, Estados Unidos e outros mercados. A solução permitirá distribuir cargas computacionais entre diferentes regiões, preservando soberania de dados, conformidade regulatória, segurança, desempenho e disponibilidade. A iniciativa apoiará a expansão do campus de IA da empresa em Uberlândia (MG), projetado para ser um dos maiores complexos de data centers voltados à inteligência artificial nas Américas. A tecnologia Orchestrate AI coordenará recursos entre nuvens privadas, ambientes dedicados e infraestruturas híbridas, considerando critérios como latência, intensidade de carbono, disponibilidade energética e custos operacionais. A proposta busca aumentar a eficiência do uso de GPUs, reduzir desperdícios e responder ao crescimento da demanda por infraestrutura computacional em um cenário de restrições energéticas globais. (Data Center Dynamics - 29.06.2026)
Brasil: Workshop reforça proteção de cabos submarinos essenciais aos data centers
A Marinha do Brasil realizou o 3º Workshop de Proteção de Cabos Submarinos reunindo representantes do governo, setor privado, academia, agências reguladoras e forças navais estrangeiras para discutir a segurança de infraestruturas críticas responsáveis por mais de 95% do tráfego global de dados. O evento destacou a importância da cooperação internacional para proteger cabos submarinos que sustentam a economia digital, as telecomunicações e as operações de data centers. Representantes da Ascenty ressaltaram que o crescimento da inteligência artificial e da demanda por processamento de dados amplia a necessidade de integração entre data centers, redes de telecomunicações e cabos submarinos. Durante o encontro foram debatidas medidas de proteção física e cibernética, interoperabilidade entre instituições e fortalecimento da resiliência das infraestruturas críticas que suportam a conectividade global. (Data Center Dynamics - 29.06.2026)
EUA: Google limita acesso ao Gemini por falta de capacidade computacional
O Google restringiu o acesso da Meta aos modelos de inteligência artificial Gemini após a demanda superar a capacidade computacional disponível. Segundo informações do Financial Times, a limitação afetou projetos internos da Meta, que passou a racionalizar o consumo de tokens de IA. A decisão evidencia os gargalos físicos enfrentados pela indústria, especialmente relacionados à disponibilidade de infraestrutura e chips para data centers. O CEO do Google, Sundar Pichai, reconheceu restrições de capacidade no curto prazo, indicando que a receita da divisão de nuvem poderia ser maior caso houvesse infraestrutura suficiente. O cenário reforça a corrida por investimentos próprios em capacidade computacional, incluindo os planos da Meta de investir até US$ 600 bilhões até 2028 em novos data centers, além de iniciativas de empresas como Google, Anthropic e SpaceX para ampliar a oferta de infraestrutura destinada à IA. (Monitor Mercantil - 29.06.2026)
Brasil: Equinix detalha infraestrutura do SP6 para aplicações de IA
A Equinix apresentou os detalhes técnicos do SP6, data center inaugurado em Santana de Parnaíba (SP) com investimento de US$ 114 milhões, desenvolvido para atender cargas de inteligência artificial e integrar um campus com futuras expansões até o SP9. O projeto utiliza arquitetura modular, suporte nativo a liquid cooling, infraestrutura totalmente preparada para fibra óptica, subestação própria em 88 kV e sistema de resfriamento por expansão indireta que elimina o consumo de água no processo de climatização, alcançando WUE zero nessa operação. A empresa também mantém fornecimento integral de energia renovável no Brasil, utiliza free cooling em condições climáticas favoráveis e prepara a infraestrutura para racks com densidades entre 200 kW e 500 kW. Segundo a Equinix, o ritmo recente de expansão supera em 50% sua média histórica de investimentos no país e acompanha a crescente demanda por serviços de nuvem e inteligência artificial. (Data Center Dynamics - 26.06.2026)
EUA: Microsoft reduz consumo de água em data centers voltados à IA
A Microsoft informou que reduziu em 39% o consumo de água por carga de trabalho entre 2021 e 2024 como resultado de investimentos em novas tecnologias de refrigeração para data centers destinados à inteligência artificial. Entre as principais soluções adotadas estão sistemas de refrigeração líquida em circuito fechado, capazes de recircular continuamente o fluido sem grandes perdas por evaporação, além de projetos que permitem operar determinadas instalações sem consumo de água para resfriamento durante parte significativa do ano. A empresa afirma que a sustentabilidade hídrica tornou-se um fator estratégico para a expansão da infraestrutura digital, ao lado da disponibilidade de energia e conectividade, e reafirma a meta de se tornar water positive até 2030, devolvendo ao meio ambiente mais água do que consome por meio de iniciativas de conservação e reposição de recursos hídricos. (Data Center Dynamics - 26.06.2026)
China: Qualcomm desenvolve chip para data centers adaptado às restrições dos EUA
A Qualcomm ampliou sua estratégia para infraestrutura de inteligência artificial ao apresentar a plataforma Dragonfly, voltada a data centers, e confirmou o desenvolvimento de chips específicos para clientes chineses em conformidade com as restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos. A nova linha inclui aceleradores de IA, CPUs para data centers, chips personalizados e soluções de conectividade, utilizando uma arquitetura de computação próxima à memória (HBC) que promete oferecer até seis vezes mais largura de banda por watt em comparação às soluções baseadas em memória HBM, além de menor consumo energético e custo operacional. Microsoft e Meta serão as primeiras empresas a adotar os novos chips, cujo lançamento está previsto para o ano fiscal de 2027. A Qualcomm estima gerar US$ 300 milhões em receitas com data centers neste exercício e alcançar US$ 5 bilhões em 2027, mirando um mercado potencial superior a US$ 1 trilhão até 2029. (Valor Econômico - 25.06.2026)
EUA: Boom dos data centers impulsiona mercado global de chips de memória
A rápida expansão dos data centers dedicados à inteligência artificial está transformando o mercado de chips de memória, elevando receitas, valor de mercado e investimentos dos principais fabricantes globais. A Micron registrou crescimento anual de 196%, alcançando receita de aproximadamente US$ 24 bilhões no segundo trimestre de 2026, após direcionar sua produção para o segmento de IA e adotar contratos de longo prazo. Empresas como SK Hynix e Samsung também reportaram resultados recordes impulsionados pela demanda por memória de alta velocidade utilizada em servidores para treinamento de modelos avançados. O setor busca ampliar capacidade sem provocar excesso de oferta, diante da forte procura por infraestrutura computacional. Além das fabricantes de memória, empresas como Nvidia, AMD, Broadcom e Cerebras também ampliam sua participação nesse ciclo de investimentos associado à expansão global dos data centers para inteligência artificial. (Forbes Brasil - 25.06.2026)
Internacional: Vulnerabilidades em sistemas críticos ampliam riscos cibernéticos para data centers
Pesquisa da Claroty identificou vulnerabilidades em equipamentos essenciais para a operação de data centers, incluindo sistemas de alimentação ininterrupta de energia (UPS) da Vertiv e controladores de climatização e automação predial (HVAC) Trane Tracer SC+. Segundo a empresa, as falhas poderiam permitir interrupções operacionais, comprometimento do fornecimento de energia e até execução remota de código sem autenticação em sistemas críticos. O estudo destaca que a crescente adoção de inteligência artificial aumenta a dependência dessas infraestruturas e amplia sua exposição a ataques cibernéticos, potencialmente agravados pelo uso de IA por agentes maliciosos. A Claroty alerta que um único incidente pode provocar indisponibilidades catastróficas e prejuízos de centenas de milhares de dólares por hora. As vulnerabilidades foram comunicadas previamente às fabricantes, que desenvolveram correções antes da divulgação pública do levantamento. (IT Forum - 22.06.2026)
Internacional: Data centers espaciais enfrentam desafios para viabilidade comercial
A possibilidade de instalar data centers em órbita ganhou força entre empresas como SpaceX, Google, OpenAI e Salesforce, impulsionada pela busca por energia abundante para aplicações de inteligência artificial. Entretanto, especialistas destacam que a tecnologia ainda enfrenta limitações físicas relevantes. Apesar da disponibilidade de energia solar e das baixas temperaturas no espaço, a dissipação de calor ocorre apenas por radiação, exigindo radiadores gigantescos para remover o calor gerado pelos servidores. Outros obstáculos incluem manutenção, atualização de hardware, radiação, detritos espaciais e maior latência em relação aos data centers terrestres. O artigo destaca que os primeiros casos viáveis deverão atender aplicações espaciais, como processamento de dados de satélites, antes de competir com a computação em nuvem convencional. As projeções indicam mercado entre US$ 11,3 bilhões e US$ 41 bilhões até 2035. (Exame - 20.06.2026)