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IFE
19/06/2026

Data Center 30

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
19/06/2026

IFE nº 30

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 30

Tendências de Mercado

EUA: Consumo de água da Amazon reacende debate ambiental sobre data centers

A Amazon divulgou que seus data centers consumiram 2,5 bilhões de galões de água, equivalentes a aproximadamente 9,46 bilhões de litros, ao longo do último ano, reforçando discussões sobre os impactos ambientais da infraestrutura digital. O volume representa cerca de 5% do consumo anual da região metropolitana de Seattle e surge em um contexto de crescente pressão por transparência no setor. A empresa afirma que utiliza sistemas de resfriamento mais eficientes e reportou indicador de consumo hídrico de 0,12 litro por quilowatt-hora, abaixo dos níveis divulgados por concorrentes. Apesar disso, especialistas destacam a ausência de metodologias padronizadas para comparação entre operadores. O debate ganha relevância à medida que a expansão da computação em nuvem e da inteligência artificial aumenta a demanda por processamento de dados e, consequentemente, por água e energia. Em diversas regiões, governos já discutem restrições ou moratórias para novos empreendimentos devido aos impactos sobre recursos naturais e infraestrutura local. (Olhar Digital – 11.06.2026)

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EUA: Demanda de data centers impulsiona perspectivas da Generac

O UBS elevou de US$ 305 para US$ 335 o preço-alvo das ações da Generac Holdings e manteve recomendação de compra, refletindo expectativas mais favoráveis para os negócios da companhia associados à expansão da infraestrutura de data centers. O banco revisou para cima suas projeções de EBITDA ajustado, estimando US$ 953 milhões em 2026, US$ 1,155 bilhão em 2027 e US$ 1,379 bilhão em 2028, ante previsões anteriores de US$ 939 milhões, US$ 1,126 bilhão e US$ 1,283 bilhão, respectivamente. A instituição destacou o crescimento das operações comerciais e industriais, a melhora da rentabilidade residencial e o potencial de expansão da carteira de pedidos. O cenário é reforçado por um acordo global de fornecimento de geradores de energia de backup para um operador de data center hiperescalável, considerado um marco estratégico para ampliar a presença da Generac no mercado de infraestrutura digital e aumentar a visibilidade sobre suas metas financeiras de longo prazo. (Investing – 11.06.2026)

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EUA: Pesquisa mostra resistência crescente à expansão de data centers para IA

Uma pesquisa Reuters/Ipsos revela que a rápida expansão dos data centers voltados à inteligência artificial enfrenta crescente oposição nos Estados Unidos. Apenas 33% dos entrevistados consideram positiva a construção acelerada dessas instalações, enquanto 64% discordam. Além disso, 57% afirmam que se oporiam à implantação de um data center em sua própria comunidade, percentual que inclui dois terços dos eleitores democratas e metade dos republicanos. O levantamento, realizado com 4.531 pessoas, reflete preocupações relacionadas ao elevado consumo de energia e água, à ocupação de grandes áreas e aos limitados efeitos sobre a geração de empregos permanentes. A pesquisa também aponta que 77% dos entrevistados temem que o avanço da inteligência artificial aumente os custos da eletricidade. O debate ganha relevância política diante da estratégia do governo Trump de acelerar licenciamentos para infraestrutura de IA e do crescimento da oposição local a projetos que somam bilhões de dólares em investimentos pelo país. (CNN – 11.06.2026)

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Internacional: Data centers de IA entram na era do gigawatt e ampliam pressão sobre sistemas elétricos

A rápida expansão da inteligência artificial está levando os data centers a uma nova escala de consumo energético, marcada por projetos que operam na ordem de gigawatts. Segundo a reportagem, o setor já soma cerca de 190 GW de capacidade anunciada em centenas de empreendimentos ao redor do mundo, incluindo complexos individuais de 1 GW, comparáveis ao consumo elétrico de cidades inteiras. O avanço decorre da necessidade de alimentar milhares de chips especializados utilizados no treinamento de modelos de IA, além dos sistemas de resfriamento que representam parcela significativa da demanda energética. O crescimento vem pressionando redes elétricas, recursos hídricos e políticas de infraestrutura, levando empresas a buscar contratos dedicados de energia solar, eólica e até soluções nucleares. A disponibilidade de eletricidade barata e abundante passa a ser fator decisivo para localização de novos data centers, redefinindo a geografia da infraestrutura digital global e ampliando debates sobre impactos ambientais e sociais associados à expansão da IA. (CPG – 11.06.2026)

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Internacional: Investimentos globais em data centers devem superar US$ 1 tri em 2026

Os investimentos globais em data centers estão projetados para ultrapassar US$ 1 trilhão em 2026, segundo levantamento do Dell’Oro Group, impulsionados pela rápida expansão da infraestrutura necessária para aplicações de inteligência artificial. O estudo destaca que os grandes provedores de nuvem, incluindo Amazon, Google, Meta e Microsoft, elevaram seus aportes em data centers em 78% nos primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período anterior. Além da aceleração das implantações de IA, o aumento dos custos de memória e armazenamento vem ampliando significativamente os gastos com servidores e equipamentos. A expectativa é de que os investimentos ganhem ainda mais intensidade no segundo semestre, impulsionados pela nova plataforma Vera Rubin da Nvidia e pelos ciclos de atualização tecnológica dos hiperescaladores. O movimento também alcança provedores de nuvem soberana e determinados segmentos corporativos, reforçando a centralidade dos data centers na infraestrutura global de computação avançada e serviços digitais. (Convergência Digital – 11.06.2026)

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América Latina: Cabos submarinos ampliam disputa geopolítica por infraestrutura digital

A crescente competição tecnológica entre China e Estados Unidos está colocando a infraestrutura digital da América Latina no centro de uma disputa estratégica. O destaque é o projeto Chile–China Express, que prevê uma ligação submarina direta entre o Chile e a Ásia e reacende debates sobre soberania digital, conectividade internacional e influência geopolítica. Para o setor de data centers, a relevância do projeto está na possibilidade de reduzir a dependência de rotas que passam pela América do Norte, melhorar a latência e ampliar a resiliência das comunicações internacionais. O plano surge paralelamente ao cabo Humboldt, desenvolvido pelo Chile em parceria com o Google para conectar a América do Sul à Oceania e à Ásia-Pacífico. Como mais de 95% do tráfego global de dados depende de cabos submarinos, novas rotas podem alterar a atratividade de mercados para regiões de nuvem, operadores de colocation e investimentos em data centers. O Chile busca consolidar-se como principal porta de entrada digital da América do Sul nesse cenário de expansão da economia baseada em IA e serviços digitais. (Data Center Dynamics – 09.06.2026)

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América Latina: região consolida posição como polo global de investimentos em data centers

A América Latina vem se transformando em um dos mercados de infraestrutura digital mais dinâmicos do mundo, impulsionada pela expansão da computação em nuvem, inteligência artificial e exigências de localização de dados. A capacidade de colocation deve crescer cerca de 60% nos próximos dois anos, enquanto o mercado regional poderá gerar US$ 26 bilhões em receitas até 2033, segundo projeções da Grand View Research. O Brasil permanece como principal destino de investimentos, apoiado por sua matriz elétrica renovável, conectividade e programas de incentivo ao setor. México, Chile e Colômbia também ampliam sua relevância com grandes aportes de AWS, ODATA, CloudHQ e outros operadores. O avanço dos hyperscalers, a baixa vacância dos ativos existentes e a elevada pré-locação da capacidade futura reforçam a percepção de que a região deixou de ser um mercado emergente para ocupar posição estratégica na economia digital global. (ISI markets – 08.06.2026)

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Brasil: empresas de energia, água e equipamentos podem capturar ciclo dos data centers

A expansão dos investimentos em data centers impulsionados pela inteligência artificial deverá beneficiar diversos setores da economia brasileira além da tecnologia, segundo análise da Paramis Avantgarde Asset Management. O gestor Luciano França destaca que empresas ligadas ao fornecimento de energia, transmissão elétrica, equipamentos industriais, armazenamento energético e recursos hídricos tendem a capturar parte relevante da demanda criada por novos empreendimentos digitais. O Brasil é apontado como destino competitivo devido à elevada participação de fontes renováveis em sua matriz elétrica, característica valorizada por operadores globais de infraestrutura digital. Entre os exemplos citados estão a Sabesp, com projetos de reúso de água para sistemas de resfriamento, e a WEG, fornecedora de transformadores e potencial beneficiária da expansão dos sistemas de armazenamento de energia necessários para garantir estabilidade operacional aos data centers alimentados por fontes renováveis. (Neofeed – 08.06.2026)

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EUA: OpenAI reformula ChatGPT para ampliar receitas e fortalecer ecossistema de IA

A OpenAI prepara a maior reformulação do ChatGPT desde seu lançamento, transformando a plataforma em um ecossistema integrado de serviços com foco em agentes de inteligência artificial, programação, geração de conteúdo e aplicações de parceiros. A estratégia busca criar novas fontes de receita antes de uma potencial oferta pública de ações e ampliar a presença da companhia no mercado corporativo, considerado mais rentável. Segundo informações divulgadas pelo Financial Times, a empresa pretende posicionar o ChatGPT como um “superaplicativo”, incorporando funcionalidades avançadas do Codex e ferramentas capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma. Atualmente, cerca de 2 milhões de empresas utilizam produtos da OpenAI, responsáveis por aproximadamente 40% das receitas da companhia, participação que poderá alcançar 50% até o fim do ano. A mudança reflete a crescente disputa com a Anthropic e reforça a tendência de convergência entre chatbots, agentes inteligentes, mecanismos de busca e plataformas digitais, ampliando a demanda global por infraestrutura computacional e data centers voltados à inteligência artificial. (Valor Econômico - 07.06.2026)

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Expansão e Investimentos

Brasil: Monte Partners conclui aquisição da Takoda Data Centers

A gestora brasileira Monte Partners concluiu a aquisição da operação da Takoda Data Centers, ampliando sua presença no segmento de infraestrutura digital. Embora os valores da transação não tenham sido divulgados, fontes de mercado indicam que o negócio foi estruturado por meio de participação acionária e negociado com base em múltiplos de um dígito sobre o fluxo de caixa descontado da companhia. A Takoda vinha buscando investidores há mais de um ano e foi assessorada pelo Itaú e pelo Citizens Bank durante o processo. A empresa opera quatro data centers distribuídos entre Brasil e Colômbia e oferece serviços de colocation, conectividade e cloud connect. Em dezembro de 2025, a companhia realizou emissão de debêntures verdes no valor de R$ 180 milhões para financiar iniciativas de eficiência energética, uso de energia renovável certificada e adoção de padrões internacionais de construção sustentável. A aquisição marca a entrada definitiva da Monte Partners no mercado de data centers e infraestrutura digital. (BN Americas – 11.06.2026)

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Itália: Milão consolida posição como principal hub de data centers do país

Impulsionada pela expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem e do armazenamento digital, Milão está fortalecendo sua posição como principal polo de data centers da Itália e um dos mais relevantes do sul da Europa. A cidade concentra cerca de 70% da capacidade instalada italiana e atrai investimentos bilionários de fundos internacionais e grandes empresas de tecnologia. A localização estratégica, próxima a importantes mercados europeus e integrada a redes continentais de fibra óptica, reforça sua competitividade na atração de novos empreendimentos. Estimativas apontam que os investimentos diretos e indiretos associados ao setor poderão superar € 20 bilhões na próxima década, abrangendo infraestrutura, energia, conectividade e construção civil. Apesar dos benefícios econômicos e da geração de empregos qualificados, a expansão também amplia desafios relacionados ao consumo de energia e água, exigindo planejamento para garantir o atendimento da crescente demanda por infraestrutura digital em um país que ainda depende significativamente de importações energéticas. (Comunitaitaliana – 11.06.2026)

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Brasil: Rio AI City recebe aporte de R$ 2,8 bilhões para expansão de campus de data centers

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um novo avanço para o projeto Rio AI City, complexo de data centers voltado à inteligência artificial que será implantado no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. A iniciativa recebeu aporte de US$ 550 milhões, equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões, proveniente do fundo norte-americano I Squared Capital em parceria com a Elea Data Centers, responsável pela operação do empreendimento. O projeto busca transformar a capital fluminense em um polo estratégico de infraestrutura digital, conectividade e processamento de dados para aplicações de IA. A expectativa é que os investimentos totais possam alcançar US$ 10 bilhões ao longo das próximas etapas de desenvolvimento. O complexo deverá utilizar inicialmente cerca de metade dos 3 GW de capacidade energética disponíveis na cidade, com expansão gradual até 2032. Segundo os responsáveis, a combinação de infraestrutura energética, conectividade internacional e formação de talentos sustenta a estratégia de posicionar o Rio como referência global em inteligência artificial e economia digital. (Investidor 10 – 10.06.2026)

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Brasil: Rio AI City receberá aporte inicial de R$ 2,8 bilhões para campus de data centers

A Elea anunciou investimento inicial de US$ 550 milhões, equivalentes a cerca de R$ 2,8 bilhões, para desenvolver a primeira fase do Rio AI City, campus de data centers voltado à inteligência artificial que será instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. O projeto prevê expansão gradual até atingir capacidade energética de 3,2 GW em 2032, posicionando a capital fluminense como um dos principais polos brasileiros de infraestrutura digital. Segundo a prefeitura, fatores como disponibilidade hídrica, conectividade proporcionada por cabos submarinos e formação de mão de obra qualificada contribuíram para a escolha da cidade. O anúncio ocorreu durante o Web Summit Rio e integra uma estratégia mais ampla de atração de investimentos tecnológicos. A iniciativa busca estimular o ecossistema de IA, computação em nuvem e inovação, além de reforçar a competitividade do Rio na disputa global por projetos de infraestrutura digital de grande escala. (Fenati – 10.06.2026)

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EUA: OpenAI negocia campus de 10 GW que pode superar US$ 500 bi

A OpenAI negocia o arrendamento de longo prazo de um megacampus de data centers em Ohio com capacidade estimada de 10 GW, projeto que poderá exigir investimentos superiores a US$ 500 bilhões quando totalmente desenvolvido. Segundo informações divulgadas pelo The Information, a Nvidia participa das discussões e o empreendimento seria construído em terras federais. A proposta prevê que a OpenAI controle os equipamentos e a operação da infraestrutura, enquanto a posse do terreno permaneceria com terceiros. A primeira fase está prevista para entrar em operação em 2028. O projeto reflete a crescente necessidade de capacidade computacional para treinamento e execução de modelos avançados de inteligência artificial e evidencia a escala dos investimentos exigidos pela nova geração de aplicações de IA. Caso seja concretizado, o complexo figurará entre os maiores projetos de infraestrutura digital do mundo e reforçará a corrida global por capacidade de processamento. (ADVFN – 10.06.2026)

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EUA: Projeto de data center de 1,8 GW avança no Wyoming

A Black Hills Corp. confirmou a continuidade do desenvolvimento de um grande projeto de data center em Cheyenne, no estado do Wyoming, com capacidade prevista de 1,8 GW. Embora a Crusoe tenha deixado de participar da iniciativa, a companhia informou que segue trabalhando diretamente com o cliente responsável pela carga do empreendimento e mantém o cronograma original, com início de operação estimado para o começo de 2028. O projeto já recebeu mais de US$ 200 milhões em contribuições reembolsáveis destinadas à aquisição de equipamentos de geração de energia de longo prazo, além de contar com acordos relacionados à construção de subestações e infraestrutura elétrica dedicada. A instalação será atendida por uma tarifa específica para grandes consumidores e reforça a tendência de expansão de projetos de alta densidade energética ligados à inteligência artificial. O empreendimento evidencia o crescente papel das concessionárias de energia no atendimento à demanda dos novos data centers de grande escala. (Investing – 10.06.2026)

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Índia: Meta e Reliance construirão data center de IA de 168 MW

A Meta ampliou sua parceria estratégica com a Reliance Industries ao anunciar a implantação de seu primeiro data center dedicado à inteligência artificial na Índia. O empreendimento será localizado em Jamnagar, no Estado de Gujarat, e terá capacidade de 168 MW, com previsão de entrada em operação em até dois anos. Pelo acordo, a Reliance ficará responsável pela construção, operação da infraestrutura básica, fornecimento de energia e conectividade, enquanto a Meta arrendará a instalação e manterá opções de expansão futura. Embora os valores financeiros não tenham sido divulgados, o projeto reforça a relevância da Índia como mercado prioritário para a expansão global da empresa. A unidade integrará um dos maiores campi de data centers do mundo em desenvolvimento pela Reliance e utilizará energia renovável. Paralelamente, a Meta contratou quase 1 GW em novos projetos solares e eólicos por meio de acordos com as empresas CleanMax e Fourth Partner Energy. (Valor Econômico - 10.06.2026)

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Brasil: I Squared aporta US$ 550 milhões na Elea e acelera projeto Rio AI City

A Elea Data Centers, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos assinaram memorando de entendimento para apoiar a implantação do Rio AI City, complexo voltado à inteligência artificial que será desenvolvido no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. O anúncio coincidiu com a divulgação de um aporte de US$ 550 milhões da gestora I Squared Capital na plataforma de infraestrutura digital da Elea, equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões. O projeto prevê uma agenda de cooperação de 36 meses envolvendo estudos técnicos, mobilização de recursos e atração de parceiros públicos e privados. Segundo a Elea, a infraestrutura contará com capacidade energética inicial de 1,5 GW, podendo atingir até 3 GW até 2032. A iniciativa pretende atender demandas de computação em nuvem e inteligência artificial e pode mobilizar até US$ 65 bilhões em investimentos ao longo da próxima década, além de gerar mais de 10 mil empregos qualificados e atrair empresas de tecnologia, pesquisa e inovação para a capital fluminense. (Data Center Dynamics – 09.06.2026)

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China: Governo prepara plano de US$ 295 bilhões para ampliar rede de data centers

A China está estruturando um programa de investimentos estimado em 2 trilhões de yuans, equivalentes a aproximadamente US$ 295 bilhões, para expandir sua infraestrutura nacional de data centers voltados à inteligência artificial ao longo dos próximos cinco anos. A iniciativa faz parte da estratégia de Pequim para fortalecer sua capacidade computacional e reduzir a dependência tecnológica de fornecedores estrangeiros. O plano prevê a criação de uma rede integrada de centros de processamento distribuídos por diferentes regiões do país, operados em grande parte por empresas estatais como China Mobile e China Telecom. Outro objetivo é priorizar a utilização de componentes nacionais, incluindo chips produzidos por empresas como a Huawei, reduzindo a exposição às restrições impostas a fornecedores internacionais. A medida reforça a competição tecnológica entre China e Estados Unidos e busca garantir infraestrutura suficiente para aplicações avançadas de IA, automação e processamento de grandes volumes de dados. (OLhar Digital – 09.06.2026)

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EUA: Broadcom avança com plataforma para 20 GW de infraestrutura de IA

As ações da Broadcom recuaram mesmo após a companhia anunciar uma parceria estratégica com Apollo Global Management e Blackstone para acelerar a implantação de infraestrutura dedicada à inteligência artificial. O mercado reagiu negativamente à manutenção das projeções de receita com semicondutores para IA, consideradas insuficientes diante das elevadas expectativas dos investidores. Paralelamente, a empresa lançou a plataforma AI XPV, estruturada para viabilizar mais de 20 GW de capacidade computacional até 2028. A iniciativa começa com investimento de US$ 35 bilhões liderado pela Apollo para apoiar a expansão da Anthropic, que utilizará infraestrutura fornecida pela Fluidstack. O projeto busca acelerar a oferta de capacidade computacional, ampliar a escala de chips personalizados para IA e reduzir custos operacionais e energéticos associados ao treinamento de modelos avançados. (Tradingview – 09.06.2026)

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EUA: Hut 8 capta US$ 4,25 bilhões para desenvolver data center no Texas

A Hut 8 concluiu uma emissão de títulos no valor de US$ 4,25 bilhões para financiar a construção de um grande campus de data center no Condado de Nueces, no Texas. O projeto prevê seis salas de dados com capacidade crítica total de 352 MW, além da construção de infraestrutura elétrica dedicada, incluindo subestação própria. Os recursos também serão utilizados para formação de reservas financeiras e cobertura de despesas relacionadas à operação. Segundo a companhia, a emissão recebeu classificação de grau de investimento e registrou forte demanda do mercado, sendo substancialmente sobresubscrita. Somada a uma operação anterior realizada em 2026, a empresa já captou aproximadamente US$ 7,5 bilhões destinados ao desenvolvimento de infraestrutura digital. O empreendimento será arrendado a um cliente com elevada classificação de crédito e reforça o movimento de expansão de ativos voltados à inteligência artificial, computação de alto desempenho e grandes cargas energéticas. (Investing – 09.06.2026)

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Brasil: Alagoas conclui migração para novo data center modular estadual

O Instituto de Tecnologia em Informática e Informação de Alagoas concluiu a transferência integral de seus sistemas e equipamentos para um novo Data Center Modular, que passa a concentrar toda a infraestrutura computacional utilizada pelos órgãos estaduais. O projeto foi viabilizado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento e integra a estratégia de transformação digital do governo estadual. A nova estrutura foi projetada para ampliar a segurança, disponibilidade e eficiência dos serviços públicos digitais, incorporando redundância em climatização, energia e sistemas de proteção. A migração ocorreu durante o feriado de 4 de junho para minimizar impactos operacionais e envolveu equipes de tecnologia, infraestrutura, bancos de dados e redes. Segundo o Itec, a centralização das operações em ambiente moderno melhora a gestão dos ativos, aumenta a resiliência da infraestrutura e prepara o Estado para futuras expansões dos serviços digitais. (Tribuna do sertão – 08.06.2026)

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EUA: Applied Digital amplia carteira com contrato de 210 MW para campus de IA

A Applied Digital anunciou um novo contrato de locação de longo prazo para 210 MW de capacidade em seu campus Delta Forge 2, dedicado a cargas de inteligência artificial. O acordo, firmado por 15 anos com um hyperscaler norte-americano de grau de investimento, poderá gerar aproximadamente US$ 5,2 bilhões em receitas no prazo inicial e até US$ 12,7 bilhões caso todas as opções de renovação sejam exercidas. Com a contratação, a empresa passa a acumular cerca de US$ 36 bilhões em receitas contratadas distribuídas por cinco campi AI Factory, podendo alcançar US$ 86 bilhões com extensões contratuais. O empreendimento utilizará tecnologia proprietária de resfriamento sem água e infraestrutura de alta densidade energética voltada ao treinamento e à inferência de modelos de IA. O início das operações está previsto para o primeiro trimestre de 2028. (Times Brasi – 08.06.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Expansão dos data centers pressiona debate sobre regulação urbana e energética

Com um pipeline superior a 3,8 GW em desenvolvimento, os data centers estão redefinindo a lógica de planejamento urbano, energético e imobiliário no Brasil. Especialistas apontam que a ausência de classificação urbanística específica para esses empreendimentos gera insegurança jurídica, dificuldades de licenciamento e divergências regulatórias entre municípios. Além dos desafios relacionados ao uso e ocupação do solo, os projetos enfrentam obstáculos ligados à disponibilidade de energia elétrica, licenciamento ambiental, consumo de água, infraestrutura de conectividade e exigências contratuais cada vez mais complexas. O setor também impulsiona novos modelos imobiliários, como o build-to-suit, nos quais os ativos são desenvolvidos sob medida para operadores digitais e sustentados por contratos de longo prazo. Segundo especialistas, a principal escassez não está na disponibilidade de terrenos, mas na falta de áreas que reúnam simultaneamente condições urbanísticas, ambientais, energéticas e jurídicas adequadas para suportar a expansão acelerada da infraestrutura digital no país. (BN Americas – 11.06.2026)

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Brasil: Ministério Público investiga contrato de data center ligado à privatização da Celepar

O Ministério Público do Paraná instaurou inquérito para apurar possíveis irregularidades envolvendo um contrato de aproximadamente R$ 162,4 milhões firmado entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado e a Indra Brasil, em meio ao processo de privatização da Celepar. A investigação busca esclarecer denúncias de que a contratação teria envolvido um suposto “data center fake” utilizado como alternativa para armazenamento de dados da segurança pública, tema sensível diante das restrições impostas pela Lei Geral de Proteção de Dados. Embora o contrato tenha sido rescindido em janeiro e os dados passem a ser armazenados na Nuvem Soberana do Serpro, o MP solicita esclarecimentos sobre eventual acesso a informações sensíveis, segregação de sistemas, registros de tratamento de dados e relatórios de impacto à proteção de dados pessoais. O caso ocorre paralelamente à suspensão da privatização da Celepar pelo Supremo Tribunal Federal, que condicionou o avanço do processo ao cumprimento de requisitos relacionados à proteção de dados e ao controle estatal sobre informações sensíveis. (Plural – 11.06.2026)

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Brasil: Anatel defende data centers como infraestrutura crítica para a economia digital

Durante audiência pública no Senado sobre o Projeto de Lei 3.018/2024, que trata da regulamentação de data centers voltados à inteligência artificial, o conselheiro da Anatel Nilo Pasquali destacou que essas instalações são um dos pilares do ecossistema digital brasileiro. Com base em estudo elaborado pelo Comitê de Infraestrutura de Comunicações (C-Int), a agência ressaltou que os data centers sustentam serviços de IA, redes 5G, computação em nuvem e diversas aplicações digitais. O documento aponta que a expansão da digitalização, da virtualização de redes e do uso intensivo de inteligência artificial ampliará significativamente a demanda por processamento, armazenamento e transmissão de dados. Pasquali também alertou para a concentração geográfica dessas estruturas e defendeu políticas públicas voltadas à descentralização, à ampliação da infraestrutura e à consolidação do Brasil como hub regional de data centers para a América Latina. Além disso, citou consulta pública que propõe requisitos mínimos relacionados à continuidade operacional, segurança física e cibernética, eficiência energética e sustentabilidade ambiental. (Data Center Dynamics – 10.06.2026)

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Brasil: Reforma tributária pode concentrar indústria eletrônica em Manaus

Simulações realizadas por especialistas indicam que a reforma tributária tende a ampliar significativamente a competitividade da Zona Franca de Manaus em relação a outros polos industriais brasileiros. Com a extinção gradual dos incentivos estaduais até 2033 e a manutenção dos benefícios da ZFM até 2073, fabricar eletrônicos fora de Manaus poderá se tornar substancialmente mais caro. Um exemplo apresentado mostra que, em 2030, o custo tributário de um smartphone produzido em Minas Gerais alcançaria R$ 764,36, contra R$ 604,24 na Zona Franca, resultando em diferença relevante no preço final. A Suframa projeta a chegada de 200 novas fábricas nos próximos três anos. Entidades como Abinee e Fiesp alertam para potenciais distorções concorrenciais e risco de migração industrial, enquanto especialistas destacam que fatores logísticos e produtivos continuarão limitando deslocamentos em massa. O tema tem implicações para a cadeia nacional de equipamentos eletrônicos utilizados em infraestrutura digital e data centers. (Valor Econômico - 10.06.2026)

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Brasil: Vibra defende estratégia nacional para atrair data centers

O presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que o avanço da inteligência artificial cria uma oportunidade estratégica para o Brasil se consolidar como polo global de data centers sustentados por fontes renováveis. Segundo o executivo, a combinação entre abundância de recursos naturais, capacidade de geração elétrica e potencial de expansão das energias limpas posiciona o país de forma competitiva para receber investimentos em infraestrutura digital. Embora a empresa não atue diretamente na operação de data centers, a expectativa é de aumento da demanda por eletricidade renovável, segmento em que a Vibra ampliou presença por meio da Comerc. Pousada destacou ainda a necessidade de políticas voltadas ao armazenamento de energia para reduzir impactos do curtailment em usinas solares e eólicas. O executivo defende leilões de baterias e mecanismos que permitam aproveitar excedentes energéticos, criando condições para sustentar o crescimento de grandes cargas associadas à computação em nuvem e à inteligência artificial. (Valor Econômico - 10.06.2026)

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Brasil: CONAMA defende regras socioambientais específicas para data centers de IA

O Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou moção reconhecendo a urgência da criação de diretrizes nacionais e salvaguardas socioambientais para o licenciamento de data centers voltados à inteligência artificial. A proposta, elaborada pelo Idec e pelo Lapin em conjunto com representantes da sociedade civil, surge diante do aumento dos investimentos no setor e da ausência de critérios específicos para avaliação de impactos ambientais. As entidades defendem regras relacionadas ao consumo de água e energia, transparência operacional, avaliação de impactos cumulativos e participação das comunidades potencialmente afetadas. O debate ganhou força após questionamentos sobre o megadata center do TikTok no Complexo do Pecém, no Ceará, incluindo alegações sobre falta de consulta prévia às populações locais. Para os defensores da medida, o Brasil tem a oportunidade de estruturar um modelo regulatório que concilie inovação tecnológica, desenvolvimento econômico e proteção ambiental antes da consolidação de grandes projetos de infraestrutura digital. (TI Inside – 10.06.2026)

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Brasil: Especialistas defendem marco legal para instalação de data centers de IA

Parlamentares, especialistas e representantes da sociedade civil defenderam a criação de um marco legal específico para data centers durante seminário realizado na Câmara dos Deputados. O debate abordou projetos previstos para estados como Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, destacando preocupações relacionadas ao consumo de água, demanda energética, transparência e licenciamento ambiental. Participantes argumentaram que os atuais relatórios simplificados não oferecem informações suficientes sobre impactos ambientais e segurança hídrica. Foram citados empreendimentos com consumo projetado de centenas de megawatts e utilização de grandes volumes de água para resfriamento. Também houve críticas à dificuldade de acesso a informações por parte de autoridades locais e comunidades afetadas. Os participantes defenderam regras claras para licenciamento e monitoramento dos projetos, visando assegurar previsibilidade regulatória, proteção ambiental e adequada avaliação dos efeitos territoriais decorrentes da expansão da infraestrutura digital associada à inteligência artificial. (Informe Manaus – 10.06.2026)

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EUA: OpenAI denuncia campanha chinesa contra expansão de data centers

A OpenAI afirmou ter identificado contas vinculadas à China utilizando o ChatGPT para produzir conteúdos em inglês destinados a estimular resistência local à construção de data centers nos Estados Unidos. Segundo a empresa, as mensagens enfatizavam possíveis aumentos nas contas de eletricidade e buscavam influenciar debates já existentes sobre os impactos da inteligência artificial. A companhia alega que os perfis simulavam ser cidadãos americanos e estariam ligados a uma empresa privada chinesa que presta serviços a clientes governamentais. Embora as publicações tenham alcançado baixa repercussão, a OpenAI considera o caso um exemplo de interferência estrangeira em um setor estratégico para a liderança tecnológica dos EUA. O episódio ocorre em meio ao crescimento da oposição comunitária a novos empreendimentos, motivada por preocupações com consumo de água, energia e impactos socioeconômicos. Em 2025, mais de US$ 150 bilhões em projetos teriam sido bloqueados ou atrasados por resistência local. (O Globo - 10.06.2026)

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Brasil: Especialistas defendem regulamentação para ampliar mercado de data centers

Durante audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, representantes do setor defenderam a ampliação da infraestrutura de data centers no Brasil acompanhada de um marco regulatório capaz de oferecer segurança jurídica e previsibilidade aos investidores. O debate ocorreu no contexto do Projeto de Lei 3.018/2024, que estabelece regras para armazenamento e processamento de dados no país. Especialistas destacaram que a cadeia de valor dos data centers pode impulsionar produtividade, inovação e soberania digital, mas ressaltaram a necessidade de incentivos fiscais, estabilidade regulatória e transparência sobre consumo de água e energia. Também foi apontado que regiões com excedentes de geração renovável, especialmente no Nordeste, podem se tornar polos estratégicos para receber novos empreendimentos. O tema ganha relevância em meio à disputa internacional pela atração de investimentos em inteligência artificial e infraestrutura digital de larga escala. (Senado – 09.06.2026)

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Brasil: Setor pressiona por aprovação rápida do REDATA para atrair investimentos

Representantes do governo e do setor produtivo reforçaram a necessidade de aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (REDATA) ainda em 2026, argumentando que a medida é essencial para garantir competitividade ao Brasil na disputa global por investimentos em infraestrutura digital. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o programa prevê benefícios fiscais condicionados a contrapartidas relacionadas à sustentabilidade ambiental, eficiência energética e agregação de valor tecnológico ao país. A avaliação é que, sem aprovação rápida, investidores poderão optar por outros mercados ou acessar incentivos decorrentes da reforma tributária sem compromissos adicionais. O REDATA também é apresentado como instrumento relevante para fortalecer a soberania digital, estimular parcerias tecnológicas e posicionar o Brasil entre os principais destinos globais para implantação de data centers voltados à inteligência artificial e serviços de nuvem. (Convergência Digital – 09.06.2026)

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Brasil: setor de data centers aguarda aprovação do Redata para acelerar investimentos

Executivos do setor de infraestrutura digital avaliam que os data centers voltados à inteligência artificial poderão liderar o próximo ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil, superando segmentos tradicionais como rodovias e saneamento. Segundo representantes da Scala Data Centers, a expansão da capacidade nacional depende da aprovação do Regime Especial de Tributação para Data Centers (Redata), que prevê incentivos fiscais para importação de equipamentos estratégicos. A empresa estima que a capacidade instalada no país poderia crescer de aproximadamente 750 MW para 3 GW até 2032 caso a medida avance. O Brasil é visto como destino competitivo devido à disponibilidade de energia renovável e à crescente demanda global por infraestrutura computacional. Além dos investimentos diretos em data centers, a expansão do setor tende a impulsionar aportes em geração elétrica, transmissão, telecomunicações e conectividade digital. (Brazil Journal – 08.06.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Crescimento dos data centers fortalece tese de investimentos em energia renovável

A expansão dos data centers e das aplicações de inteligência artificial está impulsionando investimentos em geração renovável, armazenamento de energia e novas tecnologias voltadas à eficiência operacional. Nesse contexto, fundos ligados à transição energética, como o SNEL11, ganham destaque ao direcionar recursos para projetos capazes de atender cargas intensivas de consumo elétrico. Um dos exemplos é a Axia Energia, que anunciou aporte adicional de R$ 20 milhões para conectar uma usina heliotérmica a um data center em Petrolina (PE). O projeto utiliza energia solar concentrada para gerar eletricidade e produzir refrigeração por absorção, reduzindo custos associados ao resfriamento de equipamentos. A unidade experimental possui capacidade de 1 MW elétrico e 2,2 MW térmico, além de sistema de armazenamento capaz de manter energia térmica por até três dias e realizar despachos durante 17 horas contínuas. A combinação entre geração renovável, armazenamento e infraestrutura digital reforça o papel estratégico da energia limpa no crescimento dos data centers. (Suno – 11.06.2026)

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Internacional: Planejamento elétrico torna-se fator crítico para expansão de data centers

O crescimento acelerado dos investimentos em infraestrutura para inteligência artificial está ampliando a pressão sobre sistemas elétricos que já enfrentam limitações de capacidade em diversos mercados. Com a demanda energética associada à IA podendo alcançar 50 GW nos próximos quatro anos, especialistas alertam que projetos de data centers correm risco de atraso ou inviabilização por restrições de conexão à rede. Filas para acesso à infraestrutura elétrica já afetam países europeus, com esperas que chegam a 15 anos em alguns casos. O artigo defende maior visibilidade sobre a capacidade disponível das redes e o uso de modelos avançados de IA para mapear ativos, simular impactos e identificar locais aptos a receber novas cargas. Estudos citados indicam que três quartos das redes do Reino Unido e da Irlanda poderiam operar com capacidade superior à atual. O planejamento integrado entre desenvolvedores, operadores e autoridades é apontado como condição essencial para evitar desperdícios de investimento e garantir expansão sustentável dos data centers. (Valor Econômico - 11.06.2026)

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Brasil: Disputa por energia e conexão redefine expansão dos data centers

O crescimento acelerado da demanda por infraestrutura de inteligência artificial está transformando energia, conexão à rede e engenharia em fatores centrais para o desenvolvimento de data centers no Brasil. Segundo levantamento citado na reportagem, os pedidos de conexão à rede de transmissão somavam 26,2 GW em novembro de 2025, volume equivalente a mais de um quarto da demanda elétrica nacional. Enquanto a carga efetiva dos data centers era de cerca de 800 MW, a corrida por novos projetos impulsiona investimentos bilionários em transmissão e subestações. O texto destaca que racks voltados à IA já ultrapassam 120 kW de potência e exigem resfriamento líquido, elevando os desafios técnicos. Também são mencionados o Redata, que exige energia renovável e metas de eficiência hídrica, e as novas regras de acesso ao sistema elétrico. A avaliação é que a competitividade brasileira dependerá da integração entre planejamento energético, engenharia avançada e infraestrutura digital para atrair investimentos globais em IA. (IP News – 10.06.2026)

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Chile: Grenergy inaugura sistema de baterias de 3,5 GWh para fortalecer rede elétrica

A Grenergy colocou em operação a central Elena, considerada a maior instalação de armazenamento em baterias das Américas, localizada no deserto do Atacama. O empreendimento possui capacidade de 3,5 GWh e integra o projeto Oasis de Atacama, que combinará, quando concluído, 2 GW de geração solar e 11 GWh de armazenamento. A instalação reúne 446 MW de energia fotovoltaica e sistemas capazes de transferir a produção solar para períodos de maior demanda, ampliando a flexibilidade da rede. A iniciativa ganha relevância para o setor de data centers ao reforçar a disponibilidade de energia renovável e a estabilidade do sistema elétrico, fatores cada vez mais determinantes na escolha de novos locais para infraestrutura digital e cargas de IA. O projeto fortalece a posição do Chile como destino estratégico para operadores de nuvem e hiperescaladores, reduzindo desperdícios energéticos e aumentando a capacidade de absorver novos consumos industriais de grande porte. (Data Center Dynamics - 10.06.2026)

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EUA: GM investe em baterias de sódio para atender mercado de energia e data centers

A General Motors anunciou parceria com a Peak Energy para produzir células de baterias de íon-sódio nos Estados Unidos, reforçando uma cadeia de suprimentos menos dependente de matérias-primas e processamento chineses. A iniciativa ocorre em meio ao aumento da demanda por sistemas de armazenamento destinados a concessionárias e data centers, segmento que ganha importância diante da desaceleração do mercado de veículos elétricos. A GM iniciará a produção das células em 2028, em Michigan, com ampliação para escala comercial antes de 2030. As baterias utilizarão sódio e materiais amplamente disponíveis, dispensando sistemas complexos de resfriamento e oferecendo potencial redução de custos. A Peak também construirá uma fábrica na Califórnia com capacidade anual de 4 GWh. O movimento acompanha uma tendência crescente de investimentos em armazenamento energético para sustentar a expansão da infraestrutura digital e o aumento do consumo elétrico nos EUA. (Valor Econômico - 10.06.2026)

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Brasil: Voltalia garante conexão de 322 MW no Pecém para atender data centers

A Voltalia assinou acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que assegura 322 MW de capacidade de conexão à rede elétrica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, com foco no atendimento a futuros projetos de data centers. A companhia pretende posicionar-se como parceira estratégica de empreendimentos digitais que demandam fornecimento contínuo, robusto e de alta confiabilidade. Segundo a empresa, há negociações avançadas com operadores do setor e planos para desenvolver projetos dedicados de geração renovável, especialmente eólica, destinados a fornecer energia descarbonizada para essas instalações. O acordo reforça a estratégia da Voltalia de ampliar sua presença em segmentos ligados à economia digital e aproveita as condições competitivas do Pecém, que reúne disponibilidade de áreas, infraestrutura logística e acesso ao sistema elétrico. Atualmente, a empresa possui 3,6 GW de capacidade instalada ou em construção e mantém um portfólio de aproximadamente 12 GW em desenvolvimento. (Data Center Dynamics – 09.06.2026)

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EUA: Baterias de ferro-ar ganham espaço como alternativa ao lítio em data centers

A crescente demanda energética dos data centers voltados à inteligência artificial está impulsionando o interesse por tecnologias de armazenamento de longa duração. Nesse contexto, a startup Form Energy desenvolve baterias de ferro-ar capazes de reduzir significativamente os custos em comparação aos sistemas tradicionais de íons de lítio. Enquanto um data center de 150 MW precisaria investir aproximadamente US$ 900 milhões para operar dois dias apenas com baterias de lítio, a nova tecnologia poderia reduzir esse valor para menos de US$ 150 milhões. O funcionamento baseia-se em reações de oxidação entre ferro e oxigênio, permitindo armazenamento prolongado com materiais abundantes. A tecnologia será testada em um projeto de US$ 1 bilhão anunciado pelo Google, pela Form Energy e pela Xcel Energy em Minnesota, com capacidade de 30 GWh, reforçando o potencial do armazenamento para ampliar o uso de fontes renováveis em operações digitais de grande escala. (Investnews – 09.06.2026)

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Brasil: Expansão dos data centers impulsiona demanda por infraestrutura energética e testes

O crescimento acelerado dos data centers no Brasil está elevando a complexidade das exigências relacionadas à infraestrutura energética, ampliando a necessidade de validações técnicas, sistemas de backup e soluções integradas para garantir continuidade operacional. Antes da entrada em funcionamento dessas instalações, tornam-se cada vez mais relevantes etapas de comissionamento e testes de carga capazes de simular condições reais de operação e verificar o desempenho de geradores, sistemas de distribuição elétrica e estruturas de contingência. O avanço do setor também aumenta a demanda por bancos de carga, grupos geradores, sistemas de armazenamento e tecnologias de climatização, considerados essenciais para ambientes de missão crítica. Segundo especialistas, a confiabilidade energética é um dos fatores centrais para a operação dos centros de dados. A Tecnogera destaca o crescimento da adoção de soluções híbridas que combinam geradores a diesel e baterias, reforçando uma tendência de integração entre geração, armazenamento e controle para atender projetos cada vez mais intensivos em consumo energético e disponibilidade operacional. (Valor Econômico - 08.06.2026)

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Inovação e Tecnologia

América Latina: Ascenty e Vertical Data unem forças para acelerar infraestrutura de IA

A Ascenty firmou parceria estratégica com a Vertical Data para ampliar o acesso à computação acelerada por GPU na América Latina e impulsionar a adoção de inteligência artificial na região. A iniciativa combina a infraestrutura de colocation, conectividade e interligação da Ascenty com a plataforma especializada da Vertical Data para cargas avançadas de IA, permitindo que empresas treinem, executem e façam inferência de modelos sem necessidade de construir infraestrutura própria. O acordo responde à crescente demanda regional por recursos computacionais de alto desempenho, ainda escassos em comparação com mercados como América do Norte e Europa. A Ascenty contribuirá com sua rede de mais de trinta data centers distribuídos por Brasil, Chile e México, além de sua malha de fibra óptica. A parceria acompanha uma tendência de mercado em que operadores de data centers ampliam capacidade, adotam refrigeração avançada e adaptam instalações para suportar servidores de alta densidade energética voltados a aplicações de inteligência artificial generativa. (Data Center Dynamics – 10.06.2026)

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Coreia do Sul: Nvidia e LG ampliam cooperação em robótica e data centers de IA

A Nvidia e o grupo sul-coreano LG anunciaram o aprofundamento de sua colaboração tecnológica com foco no desenvolvimento de robôs humanoides e na evolução da infraestrutura de data centers voltados à inteligência artificial. O acordo foi discutido durante reunião entre o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o presidente da LG, Koo Kwang-mo, em Seul. Segundo Huang, a parceria envolve integração de tecnologias de motores, sistemas mecânicos e arquitetura computacional para viabilizar a próxima geração de robótica avançada. Além disso, as empresas trabalharão conjuntamente no desenho de data centers preparados para atender às crescentes exigências de processamento associadas à IA. A iniciativa reforça a estratégia da Nvidia de ampliar seu ecossistema tecnológico para além dos semicondutores, associando infraestrutura digital, automação e computação de alto desempenho. O movimento também evidencia a crescente convergência entre robótica, inteligência artificial e data centers como pilares da transformação tecnológica global. (Olhar Digital – 10.06.2026)

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Índia: Incêndio provoca interrupções em serviços do Google Cloud

O Google Cloud informou que clientes na Índia enfrentaram interrupções intermitentes após um incêndio atingir um data center operado por terceiros e provocar o desligamento emergencial de equipamentos de rede. O incidente isolou um ponto de presença localizado em Nova Déli e reduziu a capacidade de tráfego na região metropolitana, afetando conexões originadas em Déli, Mumbai, Chennai e áreas próximas. Segundo a empresa, os impactos incluíram aumento de latência e degradação temporária do desempenho de aplicações, sistemas corporativos e serviços digitais hospedados na plataforma. A companhia não divulgou detalhes sobre a data exata da ocorrência, nem informou a existência de danos estruturais ou vítimas. O caso evidencia os desafios de resiliência operacional enfrentados pelos provedores globais de nuvem e reforça a importância da redundância de infraestrutura e dos planos de continuidade para garantir a disponibilidade de serviços críticos de computação e inteligência artificial. (Valor Econômico - 10.06.2026)

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Brasil: Axia investe R$ 320 mi para integrar energia renovável e data centers

A Axia Energia está investindo R$ 320 milhões em um projeto no semiárido nordestino que transforma as regiões de Petrolina (PE) e Casa Nova (BA) em uma plataforma de desenvolvimento de soluções voltadas à integração entre energia renovável, inteligência artificial e data centers. A iniciativa inclui uma usina heliotérmica equipada com 270 espelhos e eficiência energética de 90%, índice significativamente superior ao observado em sistemas fotovoltaicos convencionais. O diferencial tecnológico está no aproveitamento do calor residual para alimentar chillers de absorção, permitindo a geração de refrigeração sem consumo adicional de eletricidade. A solução busca reduzir um dos principais custos operacionais dos data centers, o resfriamento de servidores, ao mesmo tempo em que combate o curtailment da geração renovável. Segundo a companhia, as restrições de escoamento já provocaram perdas de cerca de R$ 650 milhões aos geradores da região. A estratégia prevê a instalação de data centers próximos às fontes de geração, reduzindo custos de transmissão e aproveitando energia que seria desperdiçada. (Data Center Dynamics – 09.06.2026)

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Brasil: Claro lança serviço de GPUs sob demanda para projetos de inteligência artificial

A Claro anunciou durante o Web Summit Rio 2026 uma oferta de GPU as a Service voltada a empresas, startups e órgãos públicos que desenvolvem aplicações de inteligência artificial. A solução permite contratar apenas frações da capacidade computacional necessária para treinamento e execução de modelos de IA, substituindo o modelo tradicional baseado na aquisição de blocos fechados de GPUs. Segundo a operadora, a proposta reduz custos iniciais, melhora a utilização dos recursos e permite expansão gradual conforme a evolução dos projetos. A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento da plataforma Claro cloud, que recebeu investimento de R$ 1 bilhão em 2025 para ampliação da infraestrutura de nuvem corporativa. A empresa destaca ainda que o faturamento em reais reduz exposição cambial e aumenta a previsibilidade financeira dos clientes. Parceira da NVIDIA na categoria NCP na América Latina, a Claro afirma que a infraestrutura atende aplicações de computação acelerada, visão computacional, automação e análise avançada de dados, além de apoiar projetos desenvolvidos com a USP e a Fapesp. (Telesintese - 09.06.2026)

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China: País inaugura data center subaquático alimentado por energia eólica

A China colocou em operação um data center subaquático localizado a 9,6 quilômetros da costa de Xangai, em um projeto avaliado em aproximadamente US$ 226 milhões. Instalada a cerca de nove metros de profundidade, a unidade possui capacidade de 24 MW e utiliza energia proveniente de um parque eólico offshore, além de aproveitar a água do mar como sistema natural de resfriamento. O objetivo é reduzir em até 20% o consumo energético associado à refrigeração das instalações, um dos principais componentes do gasto operacional dos data centers. Embora a tecnologia apresente ganhos potenciais de eficiência, especialistas alertam para possíveis impactos ambientais, incluindo aquecimento local das águas, proliferação de algas e alterações nos ecossistemas marinhos. O projeto integra a estratégia chinesa de explorar alternativas inovadoras para expansão da infraestrutura digital e redução dos custos energéticos relacionados ao crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem. (Tudo Celular – 09.06.2026)

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Coreia do Sul: Samsung acelera desenvolvimento de data centers flutuantes

A Samsung Heavy Industries intensificou sua estratégia para liderar o mercado emergente de data centers flutuantes ao obter aprovações preliminares para um projeto de 50 MW e firmar acordos com empresas dos setores marítimo e tecnológico. O conceito prevê a instalação de centros de processamento de dados em navios ou plataformas capazes de operar próximos a portos, áreas costeiras e rios, utilizando água do mar para resfriamento e reduzindo a demanda por terrenos urbanos e redes elétricas terrestres. O projeto recebeu aprovação da ABS e da Lloyd’s Register e incorpora geração própria de energia. Durante a Posidonia 2026, a companhia firmou parcerias com Capital Clean Energy Carriers, Supermicro, ABB e Mousterian Corporation. A iniciativa cria uma nova oportunidade de negócios para armadores e pode integrar infraestrutura digital, energia offshore e conectividade submarina em diversos mercados globais. (Portos e Navios – 09.06.2026)

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EUA: SpaceX quer testar infraestrutura orbital de IA até 2027

A SpaceX pretende iniciar testes de sua plataforma de computação baseada em inteligência artificial no espaço até o final de 2027, antecipando o cronograma anteriormente associado à implantação comercial prevista para 2028. Segundo informações apresentadas a investidores antes da oferta pública inicial da companhia, os primeiros lançamentos terão caráter demonstrativo e buscarão validar a tecnologia necessária para operações em larga escala. O projeto integra a estratégia da empresa de desenvolver uma rede orbital de processamento de dados baseada em satélites e apoiada pela nave reutilizável Starship. A SpaceX também solicitou autorização regulatória para lançar até um milhão de satélites voltados a aplicações de data centers espaciais. A companhia considera essa infraestrutura um vetor central de crescimento de longo prazo e argumenta possuir vantagens competitivas para viabilizar computação orbital em escala comercial. O projeto pode redefinir os limites da infraestrutura digital voltada à inteligência artificial nas próximas décadas. (Infomoney – 09.06.2026)

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Internacional: Data centers espaciais ampliam debate sobre sustentabilidade orbital

O avanço de projetos de computação em órbita está criando novos desafios para a gestão sustentável do ambiente espacial. Durante painel realizado no Web Summit Rio, especialistas destacaram que iniciativas voltadas à instalação de data centers espaciais e infraestrutura para inteligência artificial aumentam significativamente a complexidade das operações em órbita terrestre. Entre os projetos citados está o plano da SpaceX de lançar até um milhão de satélites capazes de formar uma rede orbital de processamento de dados. Segundo especialistas, o crescimento dessas aplicações soma-se à expansão das constelações de satélites e às futuras missões lunares e marcianas, elevando riscos relacionados a congestionamento orbital e geração de detritos espaciais. A necessidade de cooperação internacional, compartilhamento de dados e adoção de tecnologias de limpeza orbital foi apontada como fundamental para garantir a continuidade das operações. O tema reforça a crescente convergência entre infraestrutura digital, inteligência artificial e atividades espaciais. (Teletime – 09.06.2026)

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EUA: Corning fecha acordo bilionário com Amazon para infraestrutura óptica de IA

A Corning anunciou um contrato multibilionário de longo prazo com a Amazon para fornecimento de fibra óptica destinada aos data centers de inteligência artificial da companhia nos Estados Unidos. O acordo impulsionou as ações da fabricante e deverá criar cerca de mil empregos em suas unidades produtivas na Carolina do Norte. A fibra óptica é considerada elemento essencial para conectar racks, servidores, chips e instalações de alta capacidade exigidas pelos modelos avançados de IA. O contrato amplia uma sequência de grandes acordos firmados pela Corning em 2026, incluindo compromissos relevantes com Meta e Nvidia para expansão da manufatura dedicada à infraestrutura digital. Com forte valorização de mercado e crescente participação do segmento de comunicações ópticas em seus resultados, a empresa reforça sua posição como um dos principais fornecedores da cadeia de suprimentos associada aos hyperscalers e ao crescimento acelerado da inteligência artificial. (Times Brasil – 08.06.2026)

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