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IFE
10/06/2026

Data Center 29

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
10/06/2026

IFE nº 29

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 29

Tendências de Mercado

América Latina: Setor cria associação regional para fortalecer mercado de data centers

Representantes das associações de data centers do Peru, Brasil, Colômbia, Chile e Caribe avançam na criação de uma entidade regional destinada a coordenar estratégias para o desenvolvimento da infraestrutura digital na América Latina e Caribe. A futura associação pretende harmonizar normas técnicas, promover capacitação profissional, ampliar iniciativas de cibersegurança e apoiar projetos ligados à inteligência artificial e à conectividade regional. O movimento ocorre em um cenário de forte expansão do setor, impulsionado pela nuvem, IA, 5G e iniciativas de soberania digital. Segundo dados apresentados pelas entidades envolvidas, a capacidade latino-americana de colocation alcançou 1,1 GW em 2025, após crescimento anual de 20%. A expectativa é que uma atuação regional coordenada aumente a competitividade da região na disputa global por investimentos em infraestrutura digital e computação avançada. (Data Center Dynamics – 04.06.2026)

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Internacional: ONU alerta para duplicação da demanda de energia e água dos data centers de IA até 2030

Relatório do Instituto de Água, Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH) aponta que a rápida expansão da inteligência artificial poderá levar ao dobro do consumo global de eletricidade e água associado aos data centers antes de 2030. Segundo o estudo, essas instalações consumiram cerca de 448 TWh de eletricidade em 2025 e podem atingir 945 TWh no final da década, com a IA respondendo por aproximadamente 40% dessa demanda. O uso de água, impulsionado principalmente pelos sistemas de refrigeração, poderá crescer de 4,5 trilhões para 9,3 trilhões de litros no mesmo período. O documento também projeta emissões de até 399 milhões de toneladas de CO₂ e defende maior transparência na medição dos impactos ambientais, além da adoção de políticas e tecnologias capazes de conciliar expansão digital, eficiência operacional e metas climáticas globais. (Data Center Dynamics – 04.06.2026)

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Brasil: Inteligência artificial transforma perfil dos data centers

A expansão da inteligência artificial está redefinindo os requisitos técnicos e energéticos dos data centers, aproximando essas instalações de grandes complexos industriais em termos de consumo elétrico e dissipação térmica. Reportagem destaca que racks antes projetados para cargas de 3 kW passaram a demandar até 100 kW com a adoção de GPUs avançadas, como a NVIDIA H100, capazes de consumir cerca de 700 watts por unidade. O aumento da densidade computacional impulsiona investimentos em refrigeração líquida, infraestrutura elétrica robusta e novos modelos de campus voltados para IA. No Brasil, projetos como os anunciados pela Ascenty, Scala e ByteDance ilustram essa mudança estrutural, com empreendimentos de dezenas ou centenas de megawatts. O movimento reforça a crescente convergência entre infraestrutura digital, disponibilidade energética e competitividade econômica na nova economia baseada em inteligência artificial. (Invest News - 03.06.2026)

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Brasil: Escassez energética global impulsiona corrida por data centers no país

A crescente dificuldade de conexão elétrica em mercados como Estados Unidos e Europa está direcionando investimentos em data centers para países com maior disponibilidade energética, favorecendo o Brasil. Com 206 data centers em operação e mais de R$ 80 bilhões anunciados em novos projetos nos últimos anos, o país se destaca pela abundância de energia renovável, custos competitivos e sistema elétrico nacional interligado. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo global dos data centers atingirá 945 TWh até 2030, mais que o dobro dos níveis atuais. O avanço da inteligência artificial aumenta a demanda por infraestrutura computacional e transforma a energia em fator decisivo para novos investimentos. Apesar das vantagens competitivas, desafios relacionados à transmissão elétrica e à definição regulatória do programa Redata seguem como pontos críticos para a expansão do setor. (Invest News - 01.06.2026)

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Brasil: Computação vira infraestrutura econômica na era dos data centers de IA

A expansão da inteligência artificial está reposicionando os data centers como infraestrutura central da economia digital, ao transformar computação em insumo econômico permanente. O texto destaca que cada modelo treinado, inferência executada, agente autônomo ou fluxo de decisão assistida depende de energia, chips, redes, segurança, armazenamento, interconexão e governança. Para o Brasil, a discussão ganha relevância pela matriz elétrica majoritariamente renovável, mercado interno expressivo, posição estratégica na América Latina e demanda crescente por cloud, interconexão e IA. No entanto, esses atributos só se convertem em vantagem se houver coordenação entre energia, telecomunicações, tributação, licenciamento, importação de equipamentos, formação de talentos e previsibilidade regulatória, evitando a fragmentação da oportunidade.(Telesintese – 29.05.2026)

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Brasil: Rio-São Paulo amplia demanda por infraestrutura de dados em segurança urbana

O eixo Rio-São Paulo concentra a expansão brasileira de sistemas urbanos baseados em dados, videomonitoramento e inteligência artificial, elevando a pressão por redes, centros de operação e infraestrutura digital capaz de processar grandes volumes de imagens, alertas e bases sensíveis. Em São Paulo, o Smart Sampa reúne cerca de 42 mil câmeras conectadas, sendo 22 mil municipais e 20 mil de sistemas privados, com integração entre município, Estado e União. No Rio de Janeiro, o 190 Integrado passou de cerca de 350 câmeras em 2023 para mais de 30 mil, podendo chegar a 35 mil em rede capilar. O avanço reforça a importância de conectividade, operação 24 horas, redes móveis críticas, 5G privado, governança de dados e cibersegurança para sustentar aplicações urbanas intensivas em processamento.(Telesintese – 28.05.2026)

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EUA: Data center em Utah enfrenta resistência por impacto ambiental

Um projeto de data center em Utah, ligado à expansão da infraestrutura de inteligência artificial e associado a investidores do setor, enfrenta oposição de moradores e autoridades locais em meio a preocupações com consumo de água, demanda elétrica e pressão sobre recursos naturais. A resistência reflete tensões crescentes nos Estados Unidos diante da corrida por capacidade computacional para IA generativa, que exige instalações de grande porte, alta disponibilidade energética e sistemas intensivos de refrigeração. Em regiões com restrições hídricas, como partes de Utah, comunidades questionam a sustentabilidade de novos empreendimentos e seus efeitos sobre infraestrutura urbana. O caso evidencia o desafio de compatibilizar inovação tecnológica, crescimento de data centers e impactos socioambientais, enquanto empresas buscam eficiência térmica, fontes renováveis e alternativas para reduzir críticas ao setor.(IT Forum – 28.05.2026)

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Brasil: Expansão dos data centers amplia demanda estratégica por cobre

O crescimento acelerado da infraestrutura digital e da inteligência artificial está criando novas oportunidades para a indústria do cobre, insumo considerado essencial para redes elétricas, sistemas de transmissão, conectividade e construção de data centers. Segundo artigo publicado pela Revista AdNormas, o Brasil ocupa atualmente a 12ª posição mundial em número de data centers, de acordo com o Data Center Map, e deverá receber parte relevante dos investimentos globais estimados em cerca de US$ 3 trilhões para o setor nos próximos cinco anos. A expansão dos ambientes de processamento de dados exige infraestrutura elétrica robusta, sistemas de distribuição de energia confiáveis e soluções avançadas de resfriamento, elevando a importância do cobre em toda a cadeia produtiva. O avanço da IA é apontado como principal vetor de transformação dos data centers modernos, reforçando a necessidade de materiais capazes de garantir eficiência, estabilidade operacional e suporte à crescente demanda computacional.(Revista AdNormas – 26.05.2026)

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EUA: Infraestrutura de dados redefine economia digital baseada em IA

Análise da Data Center Dynamics destaca que a expansão da inteligência artificial está transformando os data centers em verdadeiras “fábricas de IA”, nas quais energia e sistemas de resfriamento são convertidos em capacidade computacional e geração de tokens. Durante evento promovido pela Schneider Electric e pela TeraWulf em Buffalo, executivos da World Wide Technology (WWT) e da Schneider discutiram os desafios técnicos e econômicos desse novo modelo, incluindo resfriamento líquido, densidade energética, flexibilidade para futuras gerações de hardware e escolha entre cloud, colocation, edge e infraestrutura própria. O debate também apontou limitações da rede elétrica global, a crescente importância da soberania digital e o potencial de países com energia renovável, como o Brasil, para receber novos investimentos. Segundo os especialistas, a capacidade de produzir e processar dados tende a se tornar um ativo econômico estratégico comparável à eletrificação e à própria internet. (Data Center Dynamics – 26.05.2026)

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EUA: Plataforma de Brockovich mapeia data centers e denúncias comunitárias

A plataforma brockovichdatacenter.com, lançada pela ativista Erin Brockovich, passou a reunir dados sobre data centers em operação, construção e planejamento nos Estados Unidos. Em estágio inicial, o site informava 33 centros em operação, 44 em construção, 27 propostos e 2.716 denúncias enviadas por usuários sobre outros possíveis projetos. A ferramenta permite participação comunitária e busca ampliar a transparência sobre a localização de empreendimentos ligados à expansão de computação em nuvem e inteligência artificial. Embora não defenda moratória ou proibição, a iniciativa afirma a necessidade de práticas sustentáveis, seguras e eficazes para data centers de IA. O debate ocorre diante de preocupações recorrentes com consumo de energia, distribuição de água e ruído, temas que têm mobilizado comunidades locais nos Estados Unidos.(Eco Debate – 26.05.2026)

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Brasil: Scala vê potencial para país exportar serviços de processamento de dados

O Brasil possui condições para deixar de ser importador e se tornar exportador de serviços de infraestrutura digital, segundo avaliação de Luciano Fialho, vice-presidente sênior da Scala Data Centers. O executivo afirma que mais da metade dos dados consumidos pelos brasileiros ainda é processada fora do país, embora já exista infraestrutura suficiente para atender à demanda doméstica e também hospedar cargas internacionais. Para o setor, a combinação de matriz energética predominantemente renovável, disponibilidade de energia, presença de cabos submarinos, infraestrutura elétrica integrada e mercado consumidor robusto cria vantagens competitivas em relação a diversos concorrentes globais. Fialho defende que políticas como o Redata podem acelerar a atração de investimentos estrangeiros e fortalecer a soberania digital brasileira. Segundo dados do setor citados na reportagem, o país encerrou 2025 com saldo negativo de quase R$ 8 bilhões na importação de serviços de processamento de dados, enquanto os investimentos globais em infraestrutura digital podem alcançar US$ 7 trilhões nos próximos quatro anos.(Poder 360 – 23.05.2026)

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EUA: Proibições a data centers de IA avançam em comunidades locais

A expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos está enfrentando crescente resistência de comunidades e governos locais. Segundo levantamento do U.S. Data Center Moratorium Tracker, existem atualmente 50 proibições ativas relacionadas a data centers, além de quatro restrições permanentes e outras iniciativas em discussão. O número representa forte crescimento em relação a maio de 2025, quando eram registradas apenas oito proibições. Entre os fatores que impulsionam a oposição estão preocupações com aumento dos custos de eletricidade, consumo de recursos naturais, poluição sonora e impactos ambientais. A reportagem destaca que os preços da energia no mercado atacadista subiram até 267% nos últimos cinco anos, em parte devido à necessidade de expansão da infraestrutura elétrica para atender novos empreendimentos. O avanço dessas restrições pode dificultar a implementação de projetos de IA, que já enfrentam gargalos relacionados à disponibilidade de equipamentos, energia e capacidade de rede.(Esquerda Online – 23.05.2026)

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Expansão e Investimentos

Austrália: IREN planeja campus de data center com capacidade de 800 MW

A IREN anunciou um acordo de conexão elétrica para desenvolver um megacampus de data center de até 800 MW em Bundey, no sul da Austrália, ampliando significativamente sua presença na região Ásia-Pacífico. O projeto terá acesso a infraestrutura de transmissão de 330 kV capaz de suportar toda a capacidade planejada sem necessidade de reforços adicionais na rede. A energização está prevista para 2028, enquanto as etapas de licenciamento, aquisição de equipamentos e desenvolvimento inicial serão conduzidas nos próximos anos. A localização oferece acesso estratégico a cabos submarinos que conectam a Austrália a mercados como Singapura, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, além de disponibilidade crescente de energia renovável. A companhia considera o empreendimento uma plataforma de longo prazo para atender à demanda por computação em nuvem e inteligência artificial, com potencial para gerar centenas de empregos diretos e indiretos. (ADVFN - 03.06.2026)

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Brasil: Elea reformula conselho para acelerar expansão em infraestrutura de IA

A Elea Data Centers anunciou a reestruturação de seu conselho de administração após a aquisição da companhia pela gestora global I Squared Capital, concluída em abril. Tim Formuziewich, executivo da I Squared para a América Latina, assumiu a presidência do colegiado, enquanto o fundador Alessandro Lombardi permanece como CEO por um mandato de sete anos. A nova composição reúne especialistas em infraestrutura digital, energia e investimentos internacionais e tem como objetivo apoiar a estratégia de crescimento da empresa em projetos de alta densidade preparados para inteligência artificial. A Elea opera atualmente nove data centers no Brasil e avança com o desenvolvimento do Rio AI City, iniciativa que poderá atingir até 3,2 GW de capacidade instalada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. A companhia pretende aproveitar a experiência global da nova controladora para acelerar sua expansão regional. (Teletime - 03.06.2026)

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Brasil: Pecém avança como plataforma para exportação de energia em forma de dados

A Casa dos Ventos e a ByteDance avançam no desenvolvimento de um grande complexo de data centers no Porto do Pecém, no Ceará, projeto associado a investimentos estimados em até US$ 200 bilhões e sustentado pela ampla oferta de energia renovável do Nordeste. A estratégia prevê transformar o excedente regional de geração eólica em serviços digitais exportáveis, utilizando infraestrutura de computação em nuvem para agregar valor à eletricidade produzida localmente. A primeira fase contempla 300 MW de capacidade e investimentos de US$ 10 bilhões, dos quais US$ 8 bilhões deverão ser aportados pela ByteDance. O empreendimento se beneficia da proximidade com cabos submarinos que conectam América, Europa e Ásia, reforçando a posição do Ceará como hub digital internacional. O projeto também se insere na estratégia nacional de atração de investimentos em data centers apoiada pelo programa Redata e pela expansão da infraestrutura energética brasileira. (Revista Fórum - 03.06.2026)

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Brasil: Transfero investirá R$ 8 bilhões em nova divisão de data centers

A Transfero anunciou a criação da unidade Transfero Infrastructure, dedicada ao desenvolvimento de infraestrutura para processamento de dados voltada a inteligência artificial e computação em nuvem. O plano prevê investimentos de US$ 1,6 bilhão, equivalentes a cerca de R$ 8 bilhões, com o objetivo de disponibilizar 1 GW de energia limpa até 2030. O primeiro empreendimento será um campus de data centers no Nordeste com capacidade inicial de 200 MW, aproveitando a competitividade regional em geração eólica e solar. Segundo a companhia, o projeto conta com apoio de fundos soberanos e parceiros internacionais de tecnologia, enquanto o início das operações está previsto para o quarto trimestre de 2026. A estratégia segue o conceito “power-first”, priorizando disponibilidade energética e conectividade como elementos centrais para atrair cargas computacionais de alta intensidade e atender à crescente demanda global por infraestrutura digital. (Veja - 03.06.2026)

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Brasil: Projeto da ByteDance reforça protagonismo energético do Nordeste

O data center desenvolvido para a ByteDance no Complexo do Pecém, no Ceará, consolida o Nordeste como polo estratégico da economia digital baseada em energia renovável. Avaliado em cerca de R$ 200 bilhões, o empreendimento será abastecido por parques eólicos no Ceará e no Piauí que somam 2,1 GW de capacidade instalada. A primeira fase prevê investimentos de aproximadamente US$ 10 bilhões, sendo US$ 8 bilhões aportados pela controladora do TikTok. O projeto adota o conceito de exportação de energia por meio de dados processados, agregando valor à geração renovável local. Além de fortalecer a infraestrutura digital regional, a iniciativa pode estimular novos investimentos em estados vizinhos, como a Paraíba, ampliando oportunidades ligadas a tecnologia, transmissão elétrica, inovação e serviços digitais de alta intensidade energética. (Paraíba Business - 01.06.2026)

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Brasil: Nordeste lidera nova onda de expansão de data centers

A Arcadis avalia que o Brasil pode triplicar sua capacidade instalada de data centers nos próximos cinco anos, impulsionado pela oferta de energia renovável, expansão dos cabos submarinos e benefícios fiscais oferecidos por ZPEs. Segundo a consultoria, a maioria dos novos projetos analisados atualmente está concentrada no Nordeste, especialmente em Ceará, Piauí e Maranhão. A empresa acompanha cerca de oito empreendimentos, alguns superiores a 100 MW, incluindo o projeto de Pecém. O principal desafio para a expansão do setor não está na geração de energia, mas na capacidade de transmissão para atender à velocidade exigida pelos investimentos. A consultoria destaca ainda que data centers e hidrogênio verde competem pelos mesmos recursos elétricos, tornando necessárias políticas públicas específicas para viabilizar ambos os segmentos. (BN Americas - 29.05.2026)

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Brasil: Ascenty prepara data center de IA de 90 MW em Sumaré

A Ascenty desenvolve em Sumaré, no interior de São Paulo, o data center “Sumaré 3”, projetado desde a origem para cargas de inteligência artificial. A unidade terá capacidade inicial de 90 MW, com possibilidade de dobrar, e integra plano de expansão com outros três data centers que somam 150 MW. O investimento direto na infraestrutura é estimado em US$ 1,2 bilhão, enquanto a empresa ocupante deve aplicar mais US$ 5 bilhões em equipamentos e tecnologia. Diferentemente de centros tradicionais, com racks de cerca de 8 kW, o projeto terá racks entre 60 kW e 1 MW, exigindo resfriamento líquido. A companhia afirma usar energia 100% oriunda de autoprodução renovável e sistema fechado de água, com reaproveitamento contínuo, reforçando a estratégia de atender IA com menor impacto ambiental.(G1 – 28.05.2026)

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EUA: UBS eleva preço-alvo da Modine após contrato de US$ 4 bilhões

O UBS elevou de US$ 310 para US$ 355 o preço-alvo das ações da Modine Manufacturing, mantendo recomendação de compra, após resultados do quarto trimestre fiscal de 2026 e o anúncio de um acordo de longo prazo de US$ 4 bilhões com cliente do setor de data centers. O banco afirmou ter maior confiança na trajetória de crescimento plurianual da empresa, apoiada pelo desempenho recente das ações, que acumularam alta de 208% em um ano e de 110% no ano. A Modine registrou lucro por ação de US$ 1,71, acima da previsão de US$ 1,57, e receita de US$ 954,4 milhões, superior aos US$ 920,68 milhões esperados. Para o UBS, revisões positivas de consenso e a avaliação do segmento Climate podem sustentar nova valorização, apesar de indicadores apontarem o papel como sobreavaliado.(Investing – 28.05.2026)

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Brasil: Sebrae Acre amplia infraestrutura de seu data center

O Sebrae Acre abriu licitação para expandir a infraestrutura tecnológica de seu data center por meio da contratação de empresa especializada em soluções hiperconvergentes baseadas na plataforma Nutanix. O projeto contempla aquisição de equipamentos, licenças de software, switches, serviços de instalação e suporte técnico. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional da instituição e modernizar os sistemas que apoiam suas atividades voltadas ao desenvolvimento de micro e pequenas empresas no estado. A sessão pública do pregão eletrônico está prevista para 5 de junho de 2026. O investimento reforça a tendência de modernização digital de órgãos e entidades públicas, que vêm ampliando seus ambientes computacionais para suportar aplicações mais complexas e garantir maior disponibilidade dos serviços prestados aos usuários. (Juruá Online - 28.05.2026)

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América Latina: Equinix amplia investimentos em data centers e interconexão

A Equinix vem ampliando sua presença na América Latina com mais de US$ 419 milhões em investimentos entre 2025 e 2026, direcionados a Brasil, México, Chile e Colômbia. Os aportes somam US$ 270 milhões no Brasil, US$ 81 milhões no México, US$ 42 milhões no Chile e US$ 28 milhões na Colômbia, reforçando a expansão de data centers, interconexão, nuvem e serviços voltados à inteligência artificial. A empresa destaca que o Brasil concentra mais de 50% da capacidade instalada e em desenvolvimento de data centers na região, sendo peça central de sua estratégia. O data center RJ3, no Rio de Janeiro, recebeu investimento inicial de US$ 45 milhões e capacidade superior a 550 gabinetes na primeira fase. A companhia também cita crescimento anual composto de 34% na largura de banda de interconexão nas Américas até 2029 e potencial de US$ 15 bilhões em novos data centers latino-americanos até 2030.(Data Center Dynamics – 27.05.2026)

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Brasil: Ascenty investirá US$ 1,2 bilhão em data centers para IA

A Ascenty anunciou investimento de US$ 1,2 bilhão nos próximos 18 meses para ampliar sua infraestrutura de data centers voltada à inteligência artificial no Brasil. Os projetos incluem quatro unidades na região de Campinas, com destaque para o Sumaré 3, apresentado como o primeiro grande data center da América Latina concebido desde a origem para cargas de inferência de IA e refrigeração líquida integral. A unidade terá 90 MW de capacidade total, dos quais 60 MW já contratados por um único cliente global de tecnologia. A expansão inclui ainda o Vinhedo 3, também com 90 MW e modelo single-tenant, além de Vinhedo 4 e 5 em fase pré-construtiva. A empresa afirma que os contratos recentes equivalem a 40% de toda a capacidade instalada em 15 anos e que investiu US$ 50 milhões em linhas de transmissão para viabilizar os projetos.(Telesintese – 27.05.2026)

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Brasil: Governo apresenta na China oportunidades em data centers e IA

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, apresentou a empresários chineses oportunidades de investimento em infraestrutura digital, telecomunicações e tecnologia durante agenda em Shenzhen, polo de inovação da China. Entre as frentes destacadas estão novos projetos de data centers, inteligência artificial, cabos submarinos, conectividade via satélite e plataformas digitais para ampliar serviços públicos no Brasil. A apresentação ocorreu no evento “Conectando a Rota da Seda Digital China-Brasil: criando o futuro da tecnologia em Nanshan”, promovido pela ApexBrasil. A missão oficial também incluiu reuniões com empresas chinesas de telecomunicações, logística e inovação para tratar de 5G, TV 3.0, inclusão digital, instalação de novos data centers no país e expansão da produção de equipamentos tecnológicos.(IP News – 27.05.2026)

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Brasil: Pecém avança como polo de data centers com projeto do TikTok

O governo federal vê o Brasil em posição favorável para se tornar polo global de data centers, em meio ao avanço da inteligência artificial e da demanda por processamento de dados. Em debate sobre o Redata, o secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, afirmou que o país tem potencial para atrair grandes investimentos, com programa que prevê R$ 5,2 bilhões no Orçamento de 2026 e desoneração tributária para novos empreendimentos. No Ceará, o destaque é o avanço das obras do mega data center ligado ao TikTok na ZPE do Pecém, com investimento estimado em R$ 200 bilhões e geração de mais de 4 mil empregos entre construção e operação. O governo estadual afirma discutir novas fases do projeto, que pode transformar o estado em hub tecnológico apoiado por infraestrutura digital e energia limpa.(Agência INFRA – 27.05.2026)

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Chile: Cintac mira data centers com infraestrutura modular crítica

O Grupo Cintac ampliou a Planta Modular Chacabuco, próxima a Santiago, para atender à demanda de mineração, energia, infraestrutura, habitação e data centers. A unidade, com quase 80.000 m², triplicará a capacidade de produção e poderá fabricar mais de 150.000 m² de infraestrutura modular por ano, viabilizando mais de US$ 1 bilhão em projetos nos próximos quatro anos e cerca de 1.000 empregos diretos. Para o CEO Vicente Smith, data centers são prioridade estratégica, especialmente em mineração e telecomunicações, onde há demanda por soluções de missão crítica. A empresa afirma atuar com módulos de até seis racks e densidade próxima de 5 kW por rack, capazes de operar em ambientes extremos, incluindo altitudes de até 4.500 m e pressão positiva, com testes FAT em planta para garantir continuidade operacional.(BN Americas – 27.05.2026)

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América Latina: Actis aposta em energia para expandir infraestrutura digital regional

A Actis colocou a América Latina no centro de sua estratégia global de infraestrutura digital diante da combinação de baixa oferta de data centers, crescente demanda por serviços digitais e necessidade de processamento local de dados. Segundo a empresa, a capacidade instalada por habitante na região pode ser até 20 vezes inferior à observada em mercados desenvolvidos. Por meio da plataforma Terranova, o grupo prioriza projetos hiperescala com forte integração ao planejamento energético, considerando que o acesso à rede elétrica se tornou o principal fator para viabilizar novos empreendimentos. Um dos destaques é Campinas, onde foram assegurados 300 MW para um terreno de aproximadamente um milhão de metros quadrados. A estratégia também inclui PPAs de longo prazo, possível participação em geração renovável e projetos preparados para futura adoção de refrigeração líquida, acompanhando o avanço da inteligência artificial e das cargas computacionais de alta densidade. (Data Center Dynamics – 26.05.2026)

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Ásia: Gorilla garante 5,5 MW para infraestrutura de IA em data center

A Gorilla Technology firmou acordo de capacidade com a NeutraDC para garantir alocação inicial de aproximadamente 5,5 MW em data center na Ásia, com previsão de expansão para cerca de 18 MW até novembro de 2026. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia de agregar entre 150 MW e 200 MW de capacidade no próximo ano, voltada à implantação de infraestrutura de GPUs para aplicações de inteligência artificial empresariais, governamentais e de larga escala. Segundo a empresa, a plena utilização dessa capacidade poderia representar oportunidade de receita superior a US$ 2 bilhões em cinco anos, com base nos preços atuais do mercado de computação de IA. A NeutraDC opera instalação em Batam, na Indonésia, projetada para cargas de alta densidade, com eficiência energética e hídrica, incluindo resfriamento líquido.(Investing – 26.05.2026)

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EUA: I Squared compra dez data centers da Cogent por US$ 225 milhões

A I Squared Capital firmou acordo para adquirir dez data centers da Cogent Fiber, subsidiária da Cogent Communications, por US$ 225 milhões em dinheiro. O portfólio reúne cerca de 53 MW de capacidade de energia instalada e aproximadamente 259.000 pés quadrados de espaço de colocation em nove mercados dos Estados Unidos, incluindo Chicago, Atlanta, Phoenix, Los Angeles, Kansas City, Baltimore, Houston, Nashville e Stockton. As unidades são construídas especificamente para data centers, detidas em propriedade plena, com interconexão de múltiplas operadoras e proximidade de exchanges locais de internet. A gestora também comprometeu até US$ 1 bilhão para criar uma plataforma operacional independente voltada a colocation, alta densidade e infraestrutura de inferência de IA. A conclusão da transação está prevista para o terceiro trimestre de 2026.(Investing – 26.05.2026)

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EUA: Modine fecha contrato de US$ 4 bilhões para refrigeração de data centers

A Modine Manufacturing anunciou um acordo de capacidade de longo prazo de US$ 4 bilhões vinculado às soluções de refrigeração Airedale by Modine para data centers, levando suas ações a subirem cerca de 14% no pré-mercado. Pelo contrato, a companhia reservará capacidade produtiva para fornecer mais de US$ 4 bilhões em produtos de refrigeração a um cliente estratégico do setor entre 2027 e 2029. A empresa também recebeu pagamento inicial de US$ 165 milhões, que será destinado à expansão de capacidade e a investimentos necessários para sustentar o acordo. Segundo a Modine, a operação fortalece sua estratégia de crescimento no segmento de data centers e reflete a demanda de clientes de hiperescala e infraestrutura. A companhia, sediada em Wisconsin, atua em gerenciamento térmico e tem ampliado o foco em refrigeração avançada para ambientes de alto desempenho.(ADVFN – 26.05.2026)

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EUA: TeraWulf compra campus de data center de mais de 1 GW no Kentucky

A TeraWulf anunciou a aquisição do Muskie Data Campus, no leste do Kentucky, para desenvolvimento de infraestrutura de computação de alto desempenho e inteligência artificial em escala hiperescala. O ativo, adquirido da Industrial Equity Partners, deve suportar mais de 1 GW de capacidade de data center ao longo do tempo, com entrega inicial de 500 MW prevista para o segundo semestre de 2028 e outros 500 MW para o segundo semestre de 2030. Localizado no EastPark Industrial Park, o terreno inclui cerca de 285 acres próprios e controlados, já com zoneamento adequado e licenciamento em andamento. A Kentucky Power, do grupo AEP, constrói uma subestação de 345 kV conectada à rede de transmissão de 765 kV existente. A empresa afirma que a compra reforça sua estratégia de garantir sites energéticos de grande escala para cargas HPC.(Investing – 26.05.2026)

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Brasil: Alibaba inicia operação local e avalia segundo data center

A Alibaba Cloud prepara o lançamento oficial de sua oferta de nuvem pública no Brasil a partir da entrada em operação de seu primeiro data center em São Paulo, prevista para agosto de 2026. O movimento integra um plano global de investimentos de 380 bilhões de yuans, equivalentes a aproximadamente US$ 55 bilhões, destinado à expansão da infraestrutura de nuvem e inteligência artificial da companhia nos próximos três anos. Desse montante, mais de US$ 4 bilhões estão reservados especificamente para data centers. Após inaugurar operações no México em 2025, a empresa já avalia a construção de uma segunda unidade no Brasil, embora ainda sem definição de localização. A estratégia inclui oferta com preços até 30% inferiores aos de concorrentes como AWS, Microsoft e Google, além da integração de serviços de IA e logística. O mercado global de nuvem movimentou US$ 129 bilhões entre janeiro e março de 2026, registrando crescimento anual de 35%, cenário que sustenta a expansão da companhia chinesa.(NeoFeed – 25.05.2026)

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Brasil: BNDES aprova R$ 300 mi para expansão da Magalu Cloud

O BNDES aprovou financiamento de R$ 300 milhões para a expansão da Magalu Cloud, em operação considerada a primeira voltada especificamente ao crescimento de um serviço brasileiro de computação em nuvem. Os recursos serão destinados à ampliação da infraestrutura física, aquisição de processadores e equipamentos de rede, além de atividades de pesquisa e desenvolvimento. O projeto contempla a ativação de um sexto data center em Fortaleza, no Ceará, e o reforço da unidade localizada em São Carlos, interior de São Paulo. Atualmente, a operação conta com cinco data centers, sendo três na Grande São Paulo e dois em Fortaleza. O banco destaca que a iniciativa busca fortalecer a soberania digital brasileira, reduzindo a dependência de provedores internacionais sujeitos a legislações estrangeiras. O mercado nacional de computação em nuvem deverá crescer de US$ 20 bilhões em 2024 para US$ 80 bilhões em 2032, impulsionado principalmente pela demanda associada à inteligência artificial.(Poder 360 – 25.05.2026)

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Brasil: Espírito Santo avança na implantação de segundo data center estadual

O Governo do Espírito Santo deu continuidade ao projeto de construção do segundo data center estadual, que será instalado em Carapina, no município da Serra, como parte do programa ES Mais Inteligente. A nova infraestrutura está sendo desenvolvida para ampliar significativamente a capacidade de armazenamento e processamento de dados da administração pública e aumentar a disponibilidade dos serviços digitais oferecidos à população. O empreendimento prevê investimento de US$ 76,5 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 383,75 milhões, até 2030, com recursos do governo estadual e do Banco Mundial. O novo complexo ocupará área de 2,5 mil metros quadrados, terá capacidade entre duas e três vezes superior à do data center atual e potência inicial estimada entre 600 kW e 900 kW. O projeto também adota conceito de Green Data Center, com uso de energias renováveis, eficiência energética e operação integrada em modelo ativo-ativo, ampliando a resiliência dos serviços públicos digitais.(Governos ES – 25.05.2026)

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Brasil: Centro de Operações Rio moderniza data center com tecnologia Huawei

O Centro de Operações Rio concluiu a modernização de sua infraestrutura crítica de data center por meio de projeto desenvolvido pela EPSE Energia em parceria com a WDC Networks e baseado em tecnologias da Huawei. A atualização substituiu equipamentos antigos por sistemas de alta precisão voltados ao controle contínuo de temperatura, umidade e fornecimento de energia, elementos fundamentais para a operação ininterrupta do centro responsável pelo monitoramento urbano da capital fluminense. Segundo os responsáveis pelo projeto, os equipamentos foram projetados para ambientes de alta exigência técnica, assegurando disponibilidade permanente dos sistemas de tecnologia da informação. O COR reúne cerca de 50 órgãos públicos e concessionárias, desempenhando papel estratégico na gestão de mobilidade urbana e eventos climáticos. A modernização priorizou soluções sustentáveis e maior confiabilidade dos sistemas elétricos e de climatização, reforçando o conceito de cidade inteligente e ampliando a segurança operacional da infraestrutura pública digital.(Fenati – 25.05.2026)

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Brasil: Casa dos Ventos amplia acesso à rede para desenvolver data centers no Pecém

A Casa dos Ventos adquiriu da Voltalia direitos de acesso à rede elétrica no Complexo do Pecém, no Ceará, com o objetivo de expandir projetos de data centers na região. A operação, submetida ao Cade, envolve aproximadamente 650 MW de capacidade de conexão, recurso considerado estratégico diante da crescente disputa por acesso ao sistema de transmissão entre operadores de infraestrutura digital e outros grandes consumidores. Com a transação, a empresa passará a controlar cerca de 2.100 MW destinados a projetos de data centers no Pecém, além de outros 600 MW associados a iniciativas de hidrogênio verde. O movimento reforça a importância do acesso à rede elétrica como ativo fundamental para a viabilização de empreendimentos digitais de grande escala. A companhia considera a operação uma oportunidade para expandir seus projetos de geração renovável, enquanto a Voltalia vê a venda como mecanismo de captação de recursos em um contexto de desafios regulatórios e restrições ao crescimento do setor elétrico. (Valor Econômico – 25.05.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Crescimento dos data centers amplia desafios para o planejamento elétrico

Artigo analisa os impactos da expansão global dos data centers sobre o setor elétrico, destacando que a capacidade instalada mundial poderá saltar de aproximadamente 103 GW para 200 GW até 2030, com investimentos estimados entre US$ 3 trilhões e US$ 7 trilhões. O texto ressalta que o Brasil possui vantagens competitivas relevantes, incluindo elevada participação de fontes renováveis e posição de liderança na América Latina, mas alerta para desafios associados à integração de grandes cargas computacionais ao Sistema Interligado Nacional. A experiência da NERC, nos Estados Unidos, é apresentada como referência para a criação de regras específicas de modelagem, operação, proteção e monitoramento de instalações de alta intensidade energética. O autor defende que o Brasil desenvolva mecanismos semelhantes para garantir confiabilidade, previsibilidade e segurança operacional diante da crescente demanda de data centers voltados à nuvem, inteligência artificial e processamento de dados em larga escala. (Diário do Poder - 04.06.2026)

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EUA: Boom dos data centers amplia crise na rede elétrica da PJM

A expansão acelerada dos data centers e da inteligência artificial intensificou as preocupações sobre a capacidade da PJM Interconnection de garantir energia suficiente para 67 milhões de consumidores nos Estados Unidos. Reguladores, governos estaduais e concessionárias criticam a lentidão na aprovação de novos projetos de geração e transmissão, enquanto o aumento da demanda pressiona tarifas e custos de capacidade. A FERC convocou discussões para avaliar reformas estruturais, incluindo a possibilidade de divisão da operadora em unidades menores. O tema ganhou relevância nacional por seu impacto sobre competitividade, segurança energética e liderança tecnológica americana. A região administrada pela PJM abriga alguns dos maiores polos globais de data centers, especialmente no norte da Virgínia. Autoridades alertam que decisões regulatórias previstas para os próximos meses poderão redefinir a organização do sistema elétrico e a forma de atendimento às novas cargas digitais. (O Globo - 04.06.2026)

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EUA: Kevin O’Leary reduz projeto de data center após pressão ambiental

O investidor Kevin O’Leary concordou em reduzir em 75% a escala do projeto de data center Stratos, planejado para o estado de Utah, após pressões de legisladores e questionamentos sobre consumo de água e impactos ambientais. A proposta original previa a ocupação de 40 mil acres, área quase três vezes superior à ilha de Manhattan, mas foi redimensionada e parte significativa do terreno será preservada como espaço aberto. O acordo firmado com o Departamento de Recursos Naturais de Utah inclui destinação de novos recursos hídricos ao Grande Lago Salgado, preservação de áreas para fauna, flora e atividades agrícolas, além da adoção de tecnologias de captura de calor e da realização de estudos independentes sobre sustentabilidade, infraestrutura, uso da água e impactos ambientais. O empreendimento ainda não possui licenças ou aprovações formais e deverá passar por processos completos de licenciamento e avaliação regulatória antes de qualquer avanço. (Valor Econômico - 04.06.2026)

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EUA: Debate sobre quem paga a expansão energética dos data centers ganha força

A rápida expansão dos data centers nos Estados Unidos está provocando uma disputa sobre a distribuição dos custos de reforço da infraestrutura elétrica. No Arizona, a concessionária APS propôs reajustes de 45% para grandes consumidores, categoria que inclui data centers, e aumento de 14,5% para clientes residenciais. Consumidores, autoridades e empresas de tecnologia divergem sobre quem deve financiar novas usinas, linhas de transmissão e demais investimentos necessários para sustentar a crescente demanda da inteligência artificial. A Microsoft afirma custear diretamente parte das adaptações exigidas por seus empreendimentos, enquanto grupos de defesa do consumidor temem que famílias acabem subsidiando a expansão digital. A discussão reflete um movimento nacional observado também em outros estados americanos e evidencia como o crescimento dos data centers está redefinindo modelos tarifários, planejamento energético e políticas de compartilhamento de custos da infraestrutura elétrica. (Invest News - 04.06.2026)

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Brasil: ONS mantém reserva de energia para projeto de data center da Scala em Jundiaí

O Operador Nacional do Sistema Elétrico alterou um parecer técnico e preservou a reserva de energia destinada ao projeto de data center da Scala Data Centers em Jundiaí (SP), empreendimento estimado em cerca de R$ 20 bilhões e com demanda prevista de 420 MW. A decisão prorrogou em 90 dias o prazo para apresentação da garantia financeira de R$ 50 milhões exigida para assegurar o acesso à capacidade elétrica reservada. O caso despertou questionamentos da Aneel, que passou a analisar se a retificação do parecer respeitou os critérios regulatórios aplicáveis. A discussão ocorre em um momento de forte disputa por capacidade de conexão à rede elétrica, impulsionada pelo avanço de projetos de data centers e grandes cargas industriais. O desfecho poderá influenciar futuras regras de acesso e gestão da infraestrutura de transmissão. (Data Center Dynamics – 03.06.2026)

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Brasil: Nvidia afirma que atraso regulatório reduz competitividade do país em IA

O diretor da divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina, Márcio Aguiar, afirmou que a demora na implementação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e na aprovação do Redata está comprometendo a capacidade do Brasil de atrair investimentos em infraestrutura computacional. Segundo o executivo, o atraso regulatório favorece a migração de talentos, adia projetos privados e reduz a competitividade frente a países latino-americanos mais ágeis na formulação de políticas para tecnologia. O mercado acompanha a expansão dos pedidos de conexão de data centers, que cresceram significativamente nos últimos anos, enquanto investidores aguardam maior previsibilidade tributária e regulatória. Aguiar defende que a aprovação de incentivos voltados ao setor permitiria ampliar empregos qualificados, estimular a criação de capacidades locais e aproveitar melhor as vantagens competitivas brasileiras, especialmente a disponibilidade de energia renovável. (Bloomberglinea – 03.06.2026)

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União Europeia: Plano busca triplicar capacidade de data centers e criar critérios para nuvem soberana

A Comissão Europeia apresentou o European Technological Sovereignty Package, conjunto de iniciativas voltadas ao fortalecimento da autonomia tecnológica do bloco. Entre as medidas está o Cloud and AI Development Act, que pretende triplicar a capacidade de data centers da Europa nos próximos cinco a sete anos e estabelecer um marco comum para avaliar a soberania de serviços de nuvem e inteligência artificial. A proposta combina expansão da infraestrutura digital, segurança de dados, sustentabilidade e redução da dependência de fornecedores externos. O pacote também contempla novas diretrizes para integração dos data centers ao sistema elétrico, reaproveitamento de calor residual, estímulos à cadeia de semicondutores por meio do Chips Act 2.0 e incentivos ao software de código aberto. As propostas ainda dependem de aprovação legislativa no Parlamento Europeu e no Conselho da União Europeia. (Telesintese – 03.06.2026)

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Brasil: Debate sobre soberania digital reacende discussão sobre exportação de energia via data centers

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender os data centers como infraestrutura estratégica para a soberania nacional, destacando o interesse crescente de investidores internacionais atraídos pela matriz elétrica renovável brasileira. Segundo o MME, existem 38 GW em pedidos de acesso à rede para projetos do setor, sendo 7,1 GW associados a potenciais investimentos de R$ 159 bilhões. Apesar do discurso oficial, especialistas alertam para o risco de o país assumir um papel de exportador de eletricidade de baixo valor agregado por meio do processamento de dados para empresas globais. O debate ganhou força com projetos como o complexo da ByteDance no Ceará, que utilizará energia renovável para processar e exportar serviços digitais, ampliando a discussão sobre desenvolvimento tecnológico, uso de recursos naturais e captura de valor econômico local. (Clima Info - 02.06.2026)

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Brasil: ONS abre nova rodada de acesso à rede para grandes cargas de data centers

O Operador Nacional do Sistema Elétrico abre em 1º de junho o cadastramento da primeira temporada de acesso à rede de transmissão sob a nova política federal para conexão de grandes consumidores, com impacto direto sobre data centers. O setor já apresentou mais de 90 pedidos de acesso desde janeiro de 2025, somando mais de 10 GW, cerca de 10% da carga máxima do sistema elétrico brasileiro. O novo modelo substitui a ordem de chegada por chamadas públicas periódicas e prevê avaliação da capacidade financeira quando houver disputa pela mesma margem disponível. O ONS afirma que cerca de 70% dos pedidos receberam parecer favorável e metade evoluiu para contrato. A mudança ocorre em meio à escassez de margem em áreas como Campinas e Araraquara, enquanto projetos no Rio podem somar 3 GW e o Rio AI City prevê 1,5 GW na primeira fase, com expansão para 3,2 GW.(Telesintese – 28.05.2026)

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Brasil: MCom defende Redata para tornar país hub global de data centers

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, defendeu que o Brasil tem condições de se tornar um hub mundial de data centers, impulsionado pela expansão da inteligência artificial e pela demanda por processamento de dados. Em evento da Coalizão de Frentes pela aprovação do Redata, em Brasília, ele destacou que a Medida Provisória nº 1.318/25 cria regime especial de tributação para o setor, antecipando a desoneração de IPI, PIS e Cofins para 2026 e prevendo R$ 5,2 bilhões no Orçamento. O programa suspende tributos por cinco anos na compra de equipamentos, com contrapartidas como uso de energia limpa e processamento de dados no país. Segundo Tercius, o Brasil processa apenas 40% dos dados consumidos internamente e precisaria multiplicar por 2,5 sua capacidade atual.(GOV – 27.05.2026)

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Brasil: Parlamentares pressionam Senado por votação do Redata

Parlamentares e integrantes do governo intensificaram a articulação para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, paute ainda no primeiro semestre de 2026 o Redata, regime especial de tributação para serviços de data center. Deputados relataram contatos com Alcolumbre para sensibilizá-lo sobre a importância da medida, incluindo Juscelino Filho e Aguinaldo Ribeiro. A mobilização também envolve os senadores Laércio Oliveira e Eduardo Gomes, além da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo. O tema ganhou reforço após encontro do presidente do Senado com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar de data centers. Apesar da pressão, há percepção nos bastidores de dificuldade para votar a proposta neste ano, diante do calendário reduzido pela Copa do Mundo, período eleitoral e tensões entre Senado e governo federal.(Agência INFRA – 27.05.2026)

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Brasil: BNDES amplia financiamento para infraestrutura digital e data centers

O BNDES vem ampliando sua atuação no financiamento de infraestrutura digital no Brasil, especialmente em projetos de data centers para colocation. Desde o início de 2026, cinco projetos aprovados e anunciados para o ecossistema somam mais de R$ 1,12 bilhão, ou US$ 202 milhões, com expectativa de novos aportes entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões nos próximos meses, principalmente pela linha BNDES Mais Inovação. Entre os financiamentos recentes estão R$ 300 milhões para a Magalu Cloud, R$ 50 milhões para a Eletronet modernizar fibra óptica e infraestrutura de data centers, R$ 232,5 milhões para a Modular Data Centers e R$ 233,46 milhões para a Tecto expandir o Mega Lobster, em Fortaleza, para 20 MW até 2029. Considerando apoios desde 2024, os recursos ligados ao ecossistema digital chegam a cerca de R$ 1,83 bilhão.(BN Americas – 26.05.2026)

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Brasil: Especialistas defendem marco regulatório para expansão de data centers

Artigo publicado pelo Tele.Síntese argumenta que o avanço dos data centers no Brasil expõe limitações da atual estrutura regulatória e exige abordagem coordenada entre políticas energéticas, ambientais, tributárias e urbanísticas. Os autores destacam que esses empreendimentos concentram elevado consumo de energia, demanda hídrica relevante, impactos territoriais e contratos de longo prazo, exigindo maior previsibilidade institucional. O texto analisa temas como o ReData, incentivos fiscais, contratação de energia no mercado livre, armazenamento em baterias, autoprodução e licenciamento ambiental. Também alerta para riscos de fragmentação regulatória entre estados e municípios e para a necessidade de mecanismos capazes de internalizar externalidades ambientais sem comprometer a competitividade dos investimentos. A avaliação conclui que um marco federal harmonizado pode reduzir incertezas, atrair capital, ampliar a soberania digital e posicionar o país de forma mais competitiva na reorganização global da infraestrutura digital. (Telesintese – 26.05.2026)

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Brasil: Ministro busca atrair investimentos chineses para IA e data centers

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, iniciou missão oficial na China com foco na atração de investimentos para inteligência artificial, data centers, conectividade, satélites e TV 3.0. A agenda inclui reuniões com empresas de tecnologia e telecomunicações, como a ZTE, além de encontros organizados pela ApexBrasil para discutir encapsulamento de chips, fundos industriais, financiamento de startups e ampliação da produção tecnológica local. O governo também pretende avançar em negociações ligadas à expansão da infraestrutura digital brasileira, incluindo possíveis investimentos em data centers e redes 5G. A missão contempla ainda reuniões com a SpaceSail, interessada em operar satélites de baixa órbita no país, e com representantes do Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics. A iniciativa ocorre em meio ao esforço do governo para ampliar a competitividade tecnológica nacional e fortalecer a capacidade brasileira de processamento, armazenamento e conectividade digital. (Data Center Dynamics – 26.05.2026)

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Brasil: Scala apoia Redata, mas critica exigência de geração adicional

A Scala Data Centers manifestou apoio ao Redata, programa criado para estimular investimentos em infraestrutura digital no Brasil, mas criticou a exigência de adicionalidade energética prevista nas discussões regulatórias relacionadas ao setor. Segundo o diretor de energia da companhia, Fábio Yanaguita, obrigar novos empreendimentos a contratar exclusivamente energia renovável proveniente de novas usinas pode elevar custos e reduzir a atratividade do país para investidores globais. O executivo argumenta que o sistema elétrico brasileiro já enfrenta sobreoferta estrutural de energia, fenômeno que resulta em cortes de geração conhecidos como curtailment. Para a empresa, exigir a construção de novos projetos de geração para atender data centers agravaria esse cenário e aumentaria os custos de implantação. Apesar das críticas, a Scala considera o Redata uma sinalização positiva de política pública e entende que os investimentos continuarão ocorrendo, embora o regime possa funcionar como importante catalisador para acelerar a expansão do setor.(CNN – 25.05.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Serpro moderniza data centers com foco em energia renovável

O Serpro intensifica a modernização de seus data centers para sustentar o crescimento da nuvem, da inteligência artificial e dos serviços digitais do governo federal. A estatal processa mais de 100 bilhões de transações anuais, mantém mais de 5 mil serviços em produção e opera cerca de 90% dos sistemas estruturantes da administração pública. A estratégia combina virtualização, modernização de equipamentos, monitoramento em tempo real e arquitetura otimizada para reduzir consumo energético e ampliar capacidade computacional. A empresa também acelera a migração para o Mercado Livre de Energia, processo que deverá ser concluído até setembro de 2026 e pode gerar economia média de 30% nos gastos elétricos. Paralelamente, planeja implantar usinas fotovoltaicas em diversas regionais. Somadas, as iniciativas podem reduzir em até 55% os custos com energia e ampliar o uso de fontes renováveis na infraestrutura digital do Estado. (Serpro - 03.06.2026)

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Brasil: Planta híbrida da Axia testa integração entre energia renovável e data centers

A Axia Energia opera em Casa Nova, na Bahia, uma planta híbrida inteligente de R$ 90 milhões destinada a testar soluções para armazenamento energético, flexibilidade operacional e aproveitamento de excedentes de geração renovável. O projeto integra geração eólica, solar fotovoltaica, baterias BESS, microrrede inteligente, central de cargas e um data center de 1 MW utilizado como carga de teste. A estrutura permite armazenar energia durante períodos de restrição de transmissão ou cortes de geração determinados pelo ONS, reduzindo desperdícios e aumentando a estabilidade operacional. Os resultados indicam potencial para instalação futura de data centers capazes de operar com menor dependência da rede elétrica convencional. O empreendimento integra programas de P&D apoiados pela Aneel e busca criar referências para novos modelos de consumo energético intensivo associados à economia digital e à inteligência artificial. (Movimento Econômico - 02.06.2026)

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Brasil: Scala afirma que consumo energético dos data centers ainda é reduzido

A Scala Data Centers avalia que o consumo de energia dos data centers permanece relativamente baixo no Brasil, apesar da rápida expansão do setor impulsionada pela inteligência artificial. Segundo o diretor de energia da empresa, Fábio Yanaguita, a capacidade instalada nacional está estimada entre 800 MW e 1 GW, enquanto o consumo efetivo seria próximo de 600 MW, representando menos de 1% da carga total do país. Mesmo em um cenário de forte crescimento, com eventual quadruplicação do mercado, o impacto sobre o sistema elétrico continuaria limitado, alcançando cerca de 2% da demanda nacional. O executivo destacou que a expansão dos data centers pode contribuir para absorver o excedente de geração elétrica existente no Brasil, especialmente após os investimentos em fontes renováveis. A avaliação ocorre em meio ao aumento da demanda por estruturas de IA e computação em nuvem, que já elevaram em 24% o consumo desse segmento na área de concessão da CPFL entre 2025 e 2026.(CNN – 25.05.2026)

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Brasil: Expansão dos data centers amplia debate sobre geração elétrica

O crescimento dos data centers associados à inteligência artificial está intensificando as discussões sobre a necessidade de expansão da geração de energia no Brasil. Segundo análise publicada pelo Poder360, a exigência de autoprodução energética para novos empreendimentos, incorporada às discussões do Redata por meio do conceito de adicionalidade, divide opiniões no mercado. Defensores argumentam que a medida estimula novas fontes renováveis e reduz pressão sobre o sistema existente, enquanto críticos afirmam que ela aumenta custos e reduz a competitividade do país. O especialista Bruno Rodrigues destaca que segurança de suprimento permanece como principal fator para investidores, seguido pela origem renovável da energia. Dados citados indicam que os pedidos de conexão de novos data centers ao Ministério de Minas e Energia cresceram 330% entre 2024 e 2025, enquanto o ONS projeta demanda de 13,2 GW proveniente desses empreendimentos até 2035, reforçando a necessidade de expansão consistente da oferta elétrica nacional.(Poder 360 – 23.05.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: Refrigeração líquida ganha protagonismo na infraestrutura de IA

Artigo destaca que o crescimento das cargas de inteligência artificial está transformando a gestão térmica em um fator estratégico para a competitividade dos data centers. Enquanto instalações convencionais operam com densidades próximas de 12 kW por rack, ambientes voltados para IA podem exigir entre 41 kW e 130 kW, tornando insuficientes muitos sistemas tradicionais de resfriamento a ar. Nesse contexto, tecnologias de refrigeração líquida, incluindo soluções diretas ao chip e sistemas de imersão, ganham relevância por permitirem maior eficiência térmica, redução do risco de thermal throttling e melhor aproveitamento dos investimentos em GPUs. O texto ressalta que a refrigeração deixou de ser apenas um tema operacional para influenciar decisões de arquitetura tecnológica, eficiência energética, metas ESG, orçamento e continuidade dos negócios em ambientes cada vez mais intensivos em processamento. (Data Center Dynamics – 04.06.2026)

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EUA: Google amplia compromissos para repor água consumida por data centers

O Google anunciou uma nova estratégia de gestão hídrica voltada à mitigação dos impactos associados ao resfriamento de data centers. A companhia pretende repor, até 2030, mais água do que consome em suas operações nos Estados Unidos, respondendo às crescentes preocupações sobre os efeitos da expansão da inteligência artificial sobre recursos hídricos locais. O plano prevê investimentos superiores a US$ 500 milhões em infraestrutura de água e esgoto, adoção prioritária de sistemas de resfriamento a ar em regiões com maior risco hídrico, ampliação do uso de fontes alternativas, como águas residuais tratadas, e aumento da transparência na divulgação dos dados de consumo. Atualmente, a empresa mantém 165 projetos de gestão hídrica em 97 bacias e estima reabastecer mais de 19 bilhões de galões de água por ano no início da próxima década. A iniciativa reforça a crescente relevância da sustentabilidade hídrica como elemento estratégico para a expansão global dos data centers. (TecMundo - 04.06.2026)

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Taiwan: Foxconn e Intel unem forças para desenvolver infraestrutura avançada de IA

Foxconn e Intel firmaram uma parceria estratégica para acelerar o desenvolvimento de infraestrutura voltada à inteligência artificial e enfrentar gargalos crescentes nos data centers de próxima geração. A colaboração contempla a criação de racks integrados com processadores Intel, arquiteturas avançadas de aceleração de IA, tecnologias de interconexão de alta velocidade, telemetria e novos sistemas de resfriamento. O objetivo é construir plataformas completas, abrangendo desde silício e módulos até racks e sistemas integrados, capazes de suportar a rápida expansão das cargas de inferência e dos agentes de IA. As empresas também estudarão oportunidades relacionadas a chips personalizados e aplicações em computação de borda, robótica, cidades inteligentes, manufatura avançada e setor automotivo. Paralelamente, a Foxconn ampliou sua cooperação com o grupo sul-coreano SK para iniciativas ligadas a data centers de IA e tecnologias de memória, reforçando sua estratégia de participação em toda a cadeia de infraestrutura computacional. (Valor Econômico - 04.06.2026)

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Brasil: Relógio atômico amplia precisão temporal em data center do Ceará

O relógio atômico de césio instalado no data center da Etice, em Fortaleza, entrou em operação e passou a integrar a infraestrutura do NTP.br, ampliando a rede nacional de sincronização temporal no Nordeste. A iniciativa reduz a dependência de referências localizadas em outras regiões do país e aumenta a resiliência de serviços críticos utilizados por provedores de internet, operadoras, órgãos públicos, data centers e ambientes corporativos. Baseado na frequência de ressonância do átomo de césio-133, o equipamento oferece precisão extrema, podendo levar milhões de anos para acumular um erro de apenas um segundo. A solução combina referência local com sistemas GNSS, assegurando continuidade operacional mesmo diante de falhas temporárias de satélite, além de reduzir latência e fortalecer o Ceará como polo estratégico de telecomunicações e infraestrutura digital no Brasil. (Governo do Ceará - 03.06.2026)

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China: País inaugura primeiro data center submarino comercial movido a energia eólica

A China colocou em operação um data center submarino comercial alimentado predominantemente por energia eólica na região de Lingang, próxima a Xangai. Instalado a 35 metros de profundidade e conectado a um parque eólico, o empreendimento recebeu investimento de aproximadamente US$ 226 milhões e foi concebido para reduzir significativamente os custos energéticos associados ao resfriamento de servidores. A água do mar é utilizada para dissipar o calor gerado pelos equipamentos, permitindo redução de até 90% no consumo energético destinado à refrigeração e queda de 22,8% no consumo total de eletricidade. A estrutura abriga cerca de 2 mil servidores distribuídos em 24 gabinetes de alta densidade e será utilizada para computação em nuvem, análise de dados e aplicações de inteligência artificial. O projeto reforça os esforços chineses para ampliar sua capacidade computacional com soluções tecnológicas de elevada eficiência energética. (Gazeta do Povo - 03.06.2026)

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EUA: Perplexity propõe uso híbrido de PCs e nuvem para inferência de IA

Durante a Computex 2026, a Perplexity apresentou um novo sistema de orquestração destinado a decidir automaticamente quando tarefas de inteligência artificial devem ser processadas localmente no computador do usuário ou executadas em infraestrutura de nuvem. A solução busca otimizar o processo de inferência, equilibrando desempenho, privacidade e consumo de recursos computacionais. O mecanismo avalia cada demanda e distribui a carga entre equipamentos locais e data centers, reduzindo a necessidade de decisões manuais por parte dos usuários. A proposta surge em um contexto de crescimento das aplicações baseadas em agentes de IA e da chegada de novos processadores voltados à computação inteligente. Segundo a empresa, a abordagem híbrida pode oferecer vantagens para o tratamento de dados sensíveis, mantendo determinadas operações dentro do dispositivo, ao mesmo tempo em que utiliza a capacidade dos data centers para tarefas mais intensivas. (Canal Tech - 03.06.2026)

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Japão: Data center utiliza neve, vento e energia solar para operação sem emissões

O Japão colocou em evidência um modelo inovador de infraestrutura digital com a operação do data center ZED Ishikari, em Hokkaido, projetado para funcionar com eletricidade de baixo carbono e resfriamento natural. A instalação combina energia solar, eólica, baterias e sistemas inteligentes de gerenciamento para sincronizar o consumo energético com a disponibilidade de fontes renováveis. O clima frio da região permite reduzir significativamente a necessidade de refrigeração mecânica por meio do uso de ar externo em trocadores de calor, melhorando a eficiência operacional. O projeto também reaproveita o calor gerado pelos servidores para aquecimento de áreas próximas e remoção de neve. A iniciativa demonstra como localização, arquitetura e integração energética podem contribuir para reduzir emissões, consumo de água e ocupação territorial, servindo como referência para futuras instalações sustentáveis voltadas ao crescimento da computação em nuvem e da inteligência artificial. (EM - 03.06.2026)

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Brasil: Axia investe em refrigeração solar para data centers

A Axia Energia aprovou investimento adicional de R$ 20 milhões para integrar uma usina heliotérmica a um data center em Petrolina, Pernambuco, com o objetivo de avaliar alternativas para reduzir o consumo energético associado à refrigeração de servidores. A planta utiliza espelhos para concentrar radiação solar em uma torre central, gerando simultaneamente eletricidade e calor. Esse calor alimenta sistemas de refrigeração por absorção capazes de produzir água gelada para climatização de ambientes críticos. O projeto possui capacidade de 1 MW elétrico e 2,2 MW térmicos, além de armazenar energia por até três dias e realizar despachos por até 17 horas consecutivas. A iniciativa integra a estratégia da companhia de combinar geração renovável, armazenamento e infraestrutura digital, explorando soluções para data centers, computação em nuvem e aplicações de inteligência artificial com maior eficiência energética. (Canal Solar - 02.06.2026)

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Brasil: Tecto amplia interconexão para distribuição de conteúdo da Globo

A Tecto, empresa de data centers do grupo V.tal, anunciou a expansão de sua infraestrutura de interconexão no Rio de Janeiro para hospedar um novo ponto de presença da Globo em seu data center TGIG1. A iniciativa permitirá que provedores de internet estabeleçam conexões diretas com os sistemas de distribuição de conteúdo da emissora, beneficiando plataformas como o Globoplay e reduzindo latência, congestionamentos e custos de trânsito IP. O projeto utilizará arquitetura de Private Network Interconnection (PNI), que oferece maior previsibilidade de tráfego, desempenho e controle operacional para aplicações críticas de streaming e transmissões ao vivo. A ampliação ocorre em preparação para o aumento de demanda esperado durante eventos de grande audiência, reforçando a relevância da conectividade como componente estratégico da infraestrutura digital e do ecossistema brasileiro de data centers. (Teletime - 02.06.2026)

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China: Primeiro data center submarino eólico inicia operação

A China colocou em operação o primeiro data center submarino do mundo alimentado diretamente por energia eólica offshore. Instalado a cerca de 10 quilômetros da costa de Xangai, o empreendimento possui capacidade de 24 MW e utiliza cabos submarinos para transportar simultaneamente energia e dados sem depender da rede convencional. A infraestrutura emprega a água do mar como sistema de resfriamento, reduzindo em 22,8% o consumo energético, eliminando o uso de água doce e diminuindo mais de 90% da ocupação de áreas terrestres em comparação com instalações tradicionais. O projeto busca atender à crescente demanda computacional associada à inteligência artificial e poderá servir como referência para uma nova geração de data centers sustentáveis em regiões costeiras com restrições de espaço, energia e recursos hídricos. (Exame - 01.06.2026)

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Brasil: Pesquisa aponta entraves de dados para avanço corporativo da IA

Levantamento global da Cloudera, com 1.270 líderes de TI entrevistados, incluindo 181 no Brasil, indica que a adoção de inteligência artificial ainda enfrenta limitações ligadas à arquitetura de dados, governança e confiança nas informações corporativas. No mercado brasileiro, 85% das organizações pretendem ampliar investimentos em cloud, das quais 36% planejam aumento significativo. Apesar disso, 51% apontam visibilidade limitada dos dados como barreira ao uso eficaz de IA, enquanto 50% relatam prejuízos em projetos baseados em dados devido à baixa qualidade das informações. Apenas 25% afirmam ter todos os dados plenamente governados, embora 95% confiem na capacidade de suas estruturas atuais de sustentar prioridades estratégicas nos próximos dois a três anos. O estudo reforça a necessidade de ambientes integrados e seguros para viabilizar IA em escala.(Data Center Dynamics – 28.05.2026)

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Brasil: xFusion aposta em plataformas compactas para IA corporativa

A xFusion Brasil reforçou sua estratégia no mercado nacional ao ampliar investimentos em projetos de inteligência artificial, computação de alta performance, nuvem híbrida e ambientes críticos. A empresa aposta em soluções compactas de alto processamento para atender à demanda por capacidade computacional sem exigir grandes data centers ou sistemas avançados de refrigeração. O principal destaque é o FusionXpark AI, plataforma modular voltada a inferência, simulações, processamento intensivo de dados e aplicações de IA generativa. Apresentado como um “mini supercomputador” corporativo, o equipamento permite expansão gradual por múltiplas unidades, com foco em controle, previsibilidade, segurança e continuidade operacional. A companhia vê demanda crescente em finanças, telecomunicações, indústria, governo e serviços digitais por soluções de alta densidade e eficiência energética.(Data Center Dynamics – 28.05.2026)

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Suíça: Bunkers militares ganham nova função como data centers seguros

A crescente preocupação com segurança física da infraestrutura digital impulsiona a conversão de antigos bunkers militares suíços em data centers. O movimento ganhou força após ataques recentes a centros de dados no Oriente Médio, elevando a demanda por ambientes protegidos para armazenamento de informações críticas. Em Lucerna, a empresa estatal Energie Wasser Luzern investiu CHF 30 milhões na transformação de um abrigo subterrâneo construído em 1968 em um centro de dados altamente protegido. Embora especialistas ressaltem que a segurança depende também de energia, conectividade e redundância geográfica, o interesse por instalações subterrâneas aumentou significativamente. Estima-se que cerca de 40 bunkers privados possuam potencial comercial para hospedar dados digitais e ativos valiosos, reforçando uma tendência de busca por maior resiliência física na infraestrutura global de tecnologia. (SWI - 28.05.2026)

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EUA: LG apresenta resfriamento avançado para data centers de IA

A LG Electronics apresentou no Data Center World 2026, em Washington, soluções integradas de resfriamento para data centers de inteligência artificial, com portfólio que vai do chip à infraestrutura energética. Entre as tecnologias estão sistemas Direct-to-Chip, resfriamento por imersão, software Data Center Cooling Management, plataforma de orquestração de cargas da PADO e solução DC Grid. A CDU de 1,4 MW combina desenho compacto, controle e sensoriamento para operação estável e eficiente, enquanto CRAH e chiller centrífugo refrigerado a ar ampliam a atuação da empresa no ambiente completo do data center. A solução DC Grid, desenvolvida com parceiros, busca reduzir perdas de energia de cerca de 25% em sistemas AC para 15%, podendo chegar a 10% quando integrada a fontes renováveis.(Estadão – 27.05.2026)

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Tailândia: U Power desenvolverá solução energética para data center

A U Power Limited informou que sua joint venture Hydro Data Limited, em parceria com CEWA Group e Jiangsu Guofu Hydrogen Energy Equipment, firmou acordo para desenvolver uma solução energética integrada para um data center em Rayong, na Tailândia. O projeto começará com fase piloto de 3 MW para validar tecnologia e viabilidade econômica, com potencial de expansão para 100 MW. A Hydro Data JV será responsável por gestão de energia com inteligência artificial e integração de sistemas, enquanto a Guofu fornecerá equipamentos de geração e serviços de pós-venda, e o CEWA liderará a infraestrutura local. A solução atenderá energia primária e backup do data center, gerando receitas em design, equipamentos, instalação, operação, manutenção, combustível e gestão energética.(Investing – 27.05.2026)

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Brasil: Corrida da IA impulsiona data centers com resfriamento sustentável

A expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem está acelerando a demanda por data centers mais sustentáveis, segundo análise da Inforchannel com a RT-One. O texto destaca que essas instalações já representam cerca de 1,5% do consumo global de eletricidade e que a pressão tende a aumentar com a digitalização da economia. Em contraponto aos modelos antigos, baseados em torres evaporativas com consumo de até 1,5 litro de água por kWh, projetos modernos incorporam resfriamento líquido em circuito fechado, como o direct-to-chip. Nesse sistema, o fluido circula diretamente em processadores e chips de alta performance, transfere calor para trocadores térmicos e permanece em recirculação, com reposições apenas pontuais. A RT-One afirma buscar esse modelo no Brasil, com projetos de data centers de IA em Uberlândia e no Paraná.(Info Channel – 26.05.2026)

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EUA: Johnson Controls incorpora IA para elevar eficiência energética de data centers

A Johnson Controls anunciou a aquisição da Nantum AI, empresa especializada em algoritmos de inteligência artificial voltados à otimização energética e operacional de edifícios e infraestruturas críticas. A operação reforça a plataforma OpenBlue e amplia suas capacidades de automação, análise preditiva e controle autônomo para ambientes de missão crítica, incluindo data centers. Segundo a companhia, a tecnologia adquirida permite ajustar dinamicamente parâmetros de climatização, fluxo de ar e refrigeração com base em variáveis como ocupação, condições ambientais e custos energéticos. A empresa afirma que algumas implementações já registram economias superiores a 10% no consumo de energia. A integração também fortalece aplicações em sistemas de refrigeração a ar e a água, cenário cada vez mais relevante diante da expansão de cargas de inteligência artificial e computação de alta densidade. A primeira solução conjunta já está em fase piloto e utiliza dados internos e externos para otimizar a operação em tempo real. (Data Center Dynamics – 26.05.2026)

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EUA: Estudo aponta aquecimento local causado por data centers

Pesquisa publicada em 18 de maio no Journal of Engineering for Sustainable Buildings and Cities indicou que data centers podem elevar a temperatura em áreas próximas, ampliando efeitos de ilha de calor urbana. O estudo analisou a poluição térmica gerada por um data center de 36 MW em Mesa, no Arizona, e outro de 169 MW em Chandler, identificando aumento de cerca de 2 °C em áreas situadas até meio quilômetro do perímetro das instalações. Segundo David Sailor, da Universidade Estadual do Arizona, um único data center pode gerar mais calor do que 40 mil residências. O trabalho aponta que condensadores resfriados a ar dissipam plumas de ar entre 8 °C e 14 °C mais quentes que o ambiente, espalhadas pelo vento. O efeito pode elevar o uso de ar-condicionado em bairros próximos e reforçar ciclos de aquecimento urbano.(EcoDebate – 26.05.2026)

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