Data Center 28
Tendências de Mercado
EUA: SpaceX aposta em IA para disputar mercado trilionário
A SpaceX apresentou a investidores de seu IPO uma estratégia centrada em inteligência artificial, projetando um mercado potencial de US$ 26,5 trilhões ligado a aplicações corporativas de IA. Segundo o prospecto, 93% do mercado total acessível estimado pela companhia, de US$ 28,5 trilhões, estaria associado a soluções de automação digital e softwares capazes de substituir tarefas administrativas e intelectuais. A empresa de Elon Musk busca posicionar-se como concorrente de grupos como OpenAI, Anthropic e Alphabet, ao mesmo tempo em que amplia a integração com a xAI e a Tesla. O documento também destaca investimentos previstos superiores a US$ 119 bilhões na fábrica de chips Terafab, destinada a reforçar a infraestrutura computacional para robótica, espaço e IA. Apesar das ambições, analistas apontam riscos relacionados ao elevado prejuízo operacional da xAI, à dificuldade de monetização do Grok e a preocupações regulatórias e reputacionais envolvendo segurança e uso indevido do chatbot. (O Globo – 21.05.2026)
Brasil: Data centers brasileiros emitem até sete vezes menos carbono que nos EUA
Data centers instalados no Brasil podem emitir até sete vezes menos carbono operacional do que estruturas equivalentes nos Estados Unidos, segundo estudo da Associação Brasileira de Data Center (ABDC). A diferença decorre principalmente da composição da matriz elétrica brasileira, baseada majoritariamente em fontes renováveis como hidrelétrica, eólica, solar e biomassa, enquanto o sistema norte-americano mantém maior dependência de combustíveis fósseis. O levantamento analisou uma instalação padronizada de 1 MW operando continuamente durante um ano, utilizando metodologia alinhada ao GHG Protocol e considerando emissões dos escopos 1, 2 e 3. De acordo com os dados, um data center de referência no Brasil emite cerca de 638 toneladas anuais de CO₂ equivalente, contra aproximadamente 4.550 toneladas nos Estados Unidos. O estudo utilizou informações do ONS, EPE, BEN e IEA e reforça o potencial competitivo do Brasil na atração de investimentos digitais sustentáveis e de infraestrutura voltada à inteligência artificial. (CNN Brasil – 21.05.2026)
Brasil: Expansão de data centers reforça potencial digital e energético
O Brasil mais que dobrou o número de data centers em um ano, passando de 97 estruturas em 2024 para 196 em 2025, segundo levantamento citado do DataCenter Map. A expansão acompanha a demanda global por nuvem, inteligência artificial e maior proximidade entre usuários e servidores, reduzindo latência e melhorando a experiência digital. O país reúne população economicamente ativa de 107 milhões de pessoas, alto tempo médio online, cabos submarinos e matriz elétrica com potencial renovável. O texto destaca o Data Center Vinhedo 1, com até 27 MW, e compara o cenário aos Estados Unidos, onde gás natural ainda supre 40% da energia dos data centers. Apesar das vantagens solares, hídricas e eólicas, o Brasil enfrenta desafios de mão de obra e burocracia. (Inforchannel - 20.05.2026)
Brasil: Data centers podem pressionar transição energética
A expansão dos data centers no Brasil, impulsionada por IA, nuvem e serviços digitais, pode gerar investimentos de até US$ 92 bilhões até 2031, mas também pressionar energia, água e planejamento ambiental. Hoje, cerca de 40% da demanda nacional é atendida por estruturas locais, enquanto 60% depende do exterior, o que aumenta latência, limita acesso a GPUs e contribui para déficit estimado em US$ 6,8 bilhões. Especialistas da USP apontam vantagens como matriz renovável, terrenos e cabos submarinos, especialmente no Nordeste, mas alertam para concentração energética no Sudeste, necessidade de armazenamento para solar e eólica, consumo hídrico, emissões e lixo eletrônico. A recomendação é exigir licenciamento com contrapartidas, monitoramento e transparência. (Jornal da USP - 20.05.2026)
Brasil: Big techs aceleram contratação de capacidade em data centers
A América Latina somou 328 MW de capacidade contratada em data centers no primeiro trimestre, o dobro dos 167 MW registrados em todo 2025, segundo estudo da DataCenter Hawk. O Brasil concentra os principais contratos e superou 1 GW acumulado, com São Paulo e Campinas somando mais de 760 MW. Campinas receberá hyperscaler da Microsoft para treinamento de modelos com chips Nvidia, enquanto Fortaleza saltou de 15 MW para 215 MW contratados após anúncio da ByteDance com Casa dos Ventos e Omnia, com potencial de chegar a 1,8 GW. Microsoft, AWS, Google e ByteDance respondem por 80% do leasing hyperscale latino-americano. A matriz renovável e a instabilidade no Oriente Médio favorecem a região, apesar da caducidade do ReData. (Valor Econômico - 20.05.2026)
Global: Consumo de data centers pode subir 137%
Relatório da Allianz Research estima que o consumo de energia de data centers pode crescer entre 58% e 137% nas principais regiões do mundo entre 2025 e 2030, impulsionado por IA generativa e sistemas agênticos. Nos Estados Unidos, o estudo calcula acréscimo de US$ 1,4 bilhão por ano às contas residenciais de energia, equivalente a 0,6% na média nacional, com efeitos mais intensos no Norte da Virgínia, Arizona e Noroeste do Pacífico. Cinco concessionárias que atendem 4,4 milhões de residências concentrariam mais de 40% do custo adicional, com impacto médio de US$ 139 anuais por casa nessas áreas. O relatório aponta pressão sobre leilões de capacidade, reforços de rede e necessidade de energia firme, incluindo gás e nuclear, como fatores de alta tarifária. (Agência CanalEnergia - 19.05.2026)
EUA: Expansão de data centers intensifica disputa por água em regiões rurais
O crescimento acelerado dos data centers nos Estados Unidos vem ampliando conflitos relacionados ao consumo de água, especialmente em áreas sujeitas a seca e estresse hídrico. Em maio, projetos no Arizona e na Geórgia foram identificados utilizando água pública sem autorização, elevando a pressão sobre aquíferos e sistemas municipais. Segundo a EPA, os data centers consumiram 66 bilhões de litros de água em 2023, volume que pode atingir entre 144 bilhões e 276 bilhões de litros até 2028. No Texas, projeções indicam consumo de até 1,51 trilhão de litros em 2030. Casos envolvendo Google, Meta e QTS intensificaram críticas de comunidades locais, motivando mais de 50 cidades a aprovarem moratórias ou restrições para novos empreendimentos. O campus da QTS na Geórgia, por exemplo, consumiu mais de 110 milhões de litros sem cobrança adequada após falhas de medição. No Arizona, obras do Project Blue utilizaram água municipal fora da área autorizada. O avanço dos projetos também reacendeu discussões sobre flexibilizações regulatórias em estados que permitem construções fora de áreas submetidas a exigências de garantia hídrica de longo prazo. (Infomoney - 18.05.2026)
Global: Data centers já consomem 6% da eletricidade nos EUA
Data centers já representam cerca de 6% do consumo elétrico dos Estados Unidos e do Reino Unido, segundo estudo da International Data Center Authority. O consumo global do setor cresceu 15% nos últimos dois anos, impulsionado pela expansão da inteligência artificial e por investimentos próximos de US$ 1 trilhão anuais. O levantamento aponta que Singapura destina 19% de sua eletricidade a data centers e a Lituânia, 11%. A IDCA afirma que quando os centros de dados atingem participação próxima de 5% da carga nacional começam a surgir resistências políticas e sociais relacionadas ao consumo de energia, água e emissões. O estudo também alerta para desperdícios energéticos associados a serviços digitais “zumbis” e para riscos crescentes envolvendo segurança física e cibernética da infraestrutura crítica. (Olhar Digital - 15.05.2026)
EUA: REITs ligados a data centers lideram ganhos
BDRs de REITs ligados a data centers registram as maiores valorizações na B3 em 2026, mesmo em cenário de dólar mais fraco e baixa liquidez. Entre os destaques estão Equinix, Digital Realty e Iron Mountain, impulsionados pela demanda por infraestrutura digital associada à inteligência artificial. O Iron Mountain registrou crescimento de 47% na receita de data centers no primeiro trimestre, alcançando US$ 254 milhões, após reposicionar sua estratégia para ampliar exposição ao segmento. O Equinix permanece como o maior REIT global de data centers, com market cap acima de US$ 400 bilhões e forte narrativa associada à IA. O movimento evidencia o interesse crescente de investidores por ativos imobiliários vinculados à expansão da infraestrutura digital e computacional. (Forbes - 15.05.2026)
Brasil: TelCables vê risco de oligopólio em cabos submarinos
A TelCables, subsidiária da Angola Cables, pretende expandir atuação em data centers e infraestrutura de conectividade, mas aguarda definições sobre o Redata antes de avançar em novos investimentos. Entre os planos está a ampliação do AngoNAP II, em Fortaleza, atualmente com capacidade para 400 racks. Segundo o CEO Rafael Lozano, Fortaleza deixou de ser apenas ponto de ancoragem de cabos submarinos e tornou-se um hub de dados estratégico. O executivo alertou ainda para mudanças no mercado de cabos submarinos, impulsionadas pela entrada dos hyperscalers em projetos próprios de infraestrutura. Segundo ele, o movimento pode levar à formação de oligopólios no setor, afetando empresas independentes de capital privado e alterando a dinâmica de neutralidade da conectividade internacional. (Teletime - 15.05.2026)
Brasil: Tecto defende união para atrair cargas ao País
A Tecto Data Centers avalia que o principal desafio do mercado brasileiro não é a concorrência local, mas convencer clientes globais a trazer cargas de trabalho para o País. Segundo Tito Costa, CRO da companhia, o Brasil possui atualmente cerca de 700 MW instalados em data centers, mas estudos indicam potencial de atingir 4 GW até 2030. O executivo afirmou que grande parte dos workloads é agnóstica à latência e poderia permanecer em outros mercados, tornando essencial “vender o Brasil” como destino competitivo. A Tecto mantém projetos de 200 MW em Santana de Parnaíba e 20 MW em Porto Alegre, dentro de um plano de US$ 2 bilhões até 2028. Costa também minimizou impactos imediatos da paralisação do Redata sobre novos projetos em construção. (Teletime - 15.05.2026)
Expansão e Investimentos
China: GDS registra reservas recordes de data centers no 1º trimestre
A GDS Holdings divulgou resultados do primeiro trimestre com receita de RMB 3,37 bilhões, alta de 23,6% ante RMB 2,72 bilhões no mesmo período do ano anterior, superando a expectativa de RMB 3,01 bilhões. O lucro ajustado por ação chegou a RMB 1,32, acima da estimativa de RMB 0,06, enquanto as novas reservas líquidas atingiram aproximadamente 200 MW, maior volume trimestral da história da companhia, impulsionado pela demanda por infraestrutura de IA. O EBITDA ajustado somou RMB 1,43 bilhão, com margem de 48,7%, e o lucro líquido subiu para RMB 2,65 bilhões. A empresa manteve projeção de receita de RMB 12,4 bilhões a RMB 12,9 bilhões em 2026 e capex de cerca de RMB 9 bilhões. (ADVFN - 20.05.2026)
EUA: Anthropic fecha compra de 300 MW no Colossus 1
A Anthropic fechou acordo para comprar 300 MW de capacidade computacional do data center Colossus 1, em Memphis, Tennessee, garantindo toda a produção da instalação desenvolvida pela xAI. A transação, revelada em formulário S-1 da SpaceX apresentado à SEC, prevê pagamentos de US$ 1,25 bilhão por mês até maio de 2029, com desconto nos dois primeiros meses enquanto a fase inicial de implantação é concluída, e pode gerar mais de US$ 40 bilhões em receita à empresa de Elon Musk. O acordo reforça o modelo de neocloud, em que empresas de IA monetizam capacidade ociosa como provedoras de nuvem. A xAI afirma que a estratégia amplia retornos sobre o capital investido, embora o texto indique possível superestimativa de demanda própria. (TudoCelular - 20.05.2026)
América Latina: Data centers devem somar US$ 6,9 bi
O mercado de construção de data centers na América Latina deve alcançar US$ 6,93 bilhões em 2031, ante US$ 3,01 bilhões estimados para 2025, segundo a Arizton, com CAGR de 14,92% entre 2026 e 2031. A expansão será sustentada por IA, nuvem, big data, IoT, e-commerce, fintechs e streaming, que ampliam a necessidade de processamento e armazenamento local. A consultoria estima 2,13 milhões de pés quadrados em construção e 536 MW de capacidade instalada até 2031. O Brasil lidera a região, apoiado por penetração de internet acima de 86,5% e mais de 184 milhões de usuários. Chile, Argentina, México e Colômbia também atraem hyperscalers e colocation, enquanto custos regionais variam de US$ 7 milhões a US$ 10 milhões por MW. (IPNews - 19.05.2026)
Brasil: Eletronet investe R$ 157 mi em edge data centers
A Eletronet encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita operacional líquida de R$ 61 milhões, alta anual de 22%, EBITDA de R$ 30 milhões e margem de 50%. O desempenho acompanha um plano de R$ 157 milhões para ampliar conectividade e Edge Data Centers, com cerca de 8 mil quilômetros de novas rotas ópticas e expansão de 50% da rede. A meta é chegar ao fim de 2026 com 26 mil quilômetros de fibra e 255 Edge Data Centers em 23 estados, incluindo Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia. A empresa também lançou o Slice Data Center, serviço white label a partir de 1U de rack para ISPs, operadoras e OTTs, com acesso a 36 data centers. A estratégia mira baixa latência, IA, cloud, IoT e maior interconexão internacional. (TI Inside - 19.05.2026)
Uruguai: Antel investirá US$ 70 mi em data center
A Antel investirá US$ 70 milhões, equivalentes a R$ 349 milhões, em um novo data center em Montevidéu para ampliar suas capacidades de nuvem e responder ao aumento da demanda digital no Uruguai e na região. A instalação complementará o campus tecnológico de Pando e contará com certificação Tier III, oferecendo serviços de nuvem, alojamento e continuidade operacional para empresas e órgãos públicos. A operadora estatal afirma que o projeto reforçará a soberania tecnológica uruguaia e a infraestrutura digital nacional. As próximas fases incluem engenharia e desenvolvimento do campus, com sistemas de eficiência energética, automação e alta disponibilidade para cargas críticas. O investimento acompanha a expansão de IA, nuvem híbrida e transformação digital empresarial na América Latina. (Data Center Dynamics - 18.05.2026)
Brasil: Tecto cria área de Customer Success para ampliar atuação no mercado enterprise
A Tecto Data Centers anunciou a criação de uma área de Customer Success voltada ao mercado enterprise e contratou Jean Pourroy para liderar a operação como diretor. A iniciativa integra o plano de expansão da companhia, que prevê investimentos de US$ 2 bilhões entre 2026 e 2028 na construção de novos data centers na América Latina. Segundo a empresa, a nova estrutura foi criada para integrar operações, tecnologia e relacionamento com clientes, ampliando a atuação além de hyperscalers e provedores de cloud e conteúdo. O foco será oferecer infraestrutura digital de alta capacidade, baixa latência, segurança e previsibilidade para empresas de diferentes segmentos. Pourroy será responsável por estruturar e escalar a área, com metas relacionadas à eficiência operacional, previsibilidade e geração de valor na jornada dos clientes. O executivo possui mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia e data centers, incluindo atuação em integração operacional, gestão do ciclo de vida de clientes e temas jurídicos, financeiros e operacionais. A companhia afirma que a iniciativa acompanha o aumento da demanda por infraestrutura digital corporativa na região. (Telesíntese - 18.05.2026)
Brasil: V.tal capta US$ 115 mi e aprova novo data center no Pará
A V.tal aprovou empréstimo de US$ 115 milhões junto ao Citibank e avançou na expansão da Tecto Data Centers com a aquisição de terreno em Marituba, na região metropolitana de Belém (PA), para construção de um novo data center de 6 MW de capacidade de TI. O financiamento, equivalente a cerca de R$ 575 milhões, terá prazo de dois anos e custo entre CDI \+ 1,55% e CDI \+ 1,70%. A companhia também concluiu emissão de debêntures de R$ 2,4 bilhões para sustentar investimentos em infraestrutura digital. A Tecto prevê US$ 2 bilhões em aportes até 2028 e amplia sua estratégia de expansão para mercados Tier 2 e edge computing, com projetos em Fortaleza, Porto Alegre e Colômbia. (BNamericas - 18.05.2026)
Brasil: Elea reforça estratégia de IA com novo diretor técnico
A Elea Data Centers anunciou Thiago Pongelupe como novo diretor de vendas técnicas, reforçando a estratégia de expansão da companhia nos segmentos de IA e hyperscale. O executivo possui mais de 15 anos de experiência no setor, com passagens por Equinix, Odata e Scala Data Centers, além de atuação em projetos de infraestrutura para hyperscalers globais. Na Elea, ele liderará áreas de arquitetura de soluções, novos negócios, expansão e pós-venda. A movimentação ocorre após a aquisição da empresa pelo fundo norte-americano I Squared Capital, em abril, e acompanha o plano de crescimento de longo prazo da companhia no mercado brasileiro de infraestrutura digital. (Teletime - 18.05.2026)
Brasil: BNDES libera R$ 50 mi para expansão da Eletronet
O BNDES aprovou financiamento de R$ 50 milhões para a Eletronet modernizar e ampliar sua rede de fibra óptica e edge data centers. Os recursos do Funttel serão usados na compra de equipamentos de telecomunicações e cabos OPGW produzidos no Brasil. A empresa opera atualmente backbone óptico de 18 mil quilômetros e edge data centers em 18 estados, mas pretende chegar ao fim de 2026 com 26 mil quilômetros de rotas e 255 edge data centers em 23 estados. A expansão inclui entrada em estados como Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia. O projeto busca fortalecer conectividade, trânsito IP e infraestrutura voltada a IA, nuvem, IoT e hyperscalers. (TeleSíntese - 18.05.2026)
Brasil: Engemon projeta faturar R$ 1,2 bi com boom de data centers
A Engemon, fundada em 1990 por ex-alunos da Escola Técnica Federal de São Paulo, projeta faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2026 impulsionado principalmente pela expansão do mercado de data centers no Brasil. A empresa faturou R$ 400 milhões em 2024 e afirma que cerca de 70% do crescimento recente veio de projetos ligados à infraestrutura digital e inteligência artificial. O grupo atua desde a escolha do terreno até a construção e operação de data centers para clientes como UOL, Globo.com, Vivo e Equinix. Segundo a companhia, a disponibilidade de energia se tornou fator central para implantação dessas estruturas. A Engemon também expandiu áreas de energia, tecnologia e operação após a pandemia. (Exame - 18.05.2026)
Brasil: Porto do Açu planeja hub de hidrogênio e data center
O Porto do Açu, no norte fluminense, planeja criar um hub de hidrogênio verde e instalar um data center no complexo industrial. A área reservada para o projeto de combustíveis sustentáveis soma 1 km² e terá implantação gradual ao longo de 20 anos. O plano prevê produção anual de 605 mil toneladas de hidrogênio verde e azul, 1,9 milhão de toneladas de amônia verde e 315 mil toneladas de e-metanol. Paralelamente, o porto negocia com duas multinacionais para instalação de um data center, aproveitando vantagens como abundância de água, disponibilidade de energia, proximidade de universidades e incentivos fiscais do Rio de Janeiro. O complexo também possui acordos com empresas como Yamna, Fuella AS, HIF Global e H2Brazil para projetos ligados à transição energética. (Folha de São Paulo - 17.05.2026)
Brasil: Tecto construirá data center de 6 MW no Pará
A V.tal aprovou a aquisição de um imóvel em Marituba, no Pará, por R$ 23 milhões para construção de um data center da Tecto com capacidade de 6 MW de TI. A decisão foi tomada pelo conselho de administração da companhia, que também autorizou empréstimo de US$ 115 milhões junto ao Citibank com garantia da Nio. A iniciativa ocorre em meio a um cenário financeiro desafiador para a V.tal, que registrou prejuízo líquido de R$ 524 milhões no primeiro trimestre de 2026, receita líquida de R$ 1,46 bilhão e EBITDA de R$ 295 milhões. Mesmo com queda de resultados, o grupo mantém estratégia de expansão em infraestrutura digital e conectividade, incluindo FTTH, atacado e data centers regionais. (Teletime - 16.05.2026)
Brasil: Caucaia pode receber data center de R$ 150 bi
Caucaia, no Ceará, negocia a instalação de um novo mega data center com investimento estimado em R$ 150 bilhões. O empreendimento será desenvolvido por um grupo internacional ainda não revelado e ocupará área de 34 hectares, superior à do projeto da ByteDance/TikTok em construção no município. Segundo a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, a escolha de Caucaia está relacionada à proximidade dos cabos submarinos conectados ao Complexo do Pecém, à oferta de energia renovável e aos incentivos tributários da Zona de Processamento de Exportação. Os processos de licenciamento ambiental, contratação de energia e definição das conexões de fibra óptica já foram iniciados. O projeto reforça o posicionamento do Ceará como polo regional de infraestrutura digital e conectividade internacional. (OpiniãoCE - 15.05.2026)
Brasil: NextStream dobrará capacidade em Tamboré
A NextStream anunciou expansão de seu complexo de data centers em Tamboré, na Grande São Paulo, elevando a capacidade instalada de 8 MW para 16 MW ao longo dos próximos três anos. A primeira etapa adicionará 1,5 MW e será entregue em outubro de 2026. Segundo a companhia, a ampliação acompanha o crescimento do consumo de dados, da computação em nuvem e da inteligência artificial no Brasil. A empresa também reforça sua estratégia energética, considerada central para sustentar a expansão dos data centers, especialmente diante da crescente demanda por capacidade no Sudeste. Em 2025, a NextStream firmou parceria com a Serena Energia para fornecimento de energia eólica, buscando maior estabilidade, sustentabilidade e participação nas discussões sobre infraestrutura energética necessária ao setor digital. (Data Center Dynamics - 15.05.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Setor alerta para gargalos regulatórios e estruturais em data centers
O crescimento acelerado do mercado de data centers no Brasil vem ampliando a pressão por infraestrutura energética, regulação e capacidade técnica, segundo representantes do setor reunidos no Encontro Internacional da Indústria da Construção de 2026. O país lidera os investimentos em data centers na América Latina, com R$ 30 bilhões anunciados e expansão anual de 40%, mas executivos alertam que limitações geográficas, burocráticas e regulatórias podem comprometer novos projetos. A disponibilidade técnica de energia em escala adequada concentra-se principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de algumas áreas do Nordeste. O avanço da inteligência artificial elevou significativamente a demanda elétrica dos empreendimentos, comparando-os a cidades de médio porte. O setor também cita entraves na importação de equipamentos, necessidade de modernização regulatória para água, energia e segurança operacional e risco de perda de investimentos para outros países caso a expansão da infraestrutura não acompanhe a velocidade da demanda tecnológica. (CNN Brasil – 21.05.2026)
Brasil: MPF e DPU cobram novas exigências para data center no Pecém
O MPF e a DPU recomendaram à Semace e à Omnia WN Holding que o licenciamento ambiental do Data Center Pecém, em Caucaia (CE), seja adequado antes do início da operação. O empreendimento, previsto para até 300 MW de potência instalada, operação contínua, alta demanda de água e energia e uso de geradores a diesel, foi considerado incompatível com análise simplificada por RAS. Os órgãos pedem consulta livre, prévia e informada ao povo Anacé e demais comunidades tradicionais, integração com os impactos cumulativos do CIPP, monitoramento hidrogeológico, avaliação da malha elétrica, controle de ruídos, plano para armazenamento de combustível e relatórios ao ONS. O prazo para manifestação é de 30 dias, sem afastar medidas judiciais futuras. (MPF - 20.05.2026)
Brasil: MCom propõe cinturão nacional de edge data centers
O Ministério das Comunicações prepara políticas públicas para infraestrutura digital, incluindo Plano Nacional de Cabos Submarinos, Plano Nacional de Data Centers e Plano Nacional de Inclusão Digital, com horizonte de cinco a dez anos. O secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, defendeu um sistema de balcão único para licenciamento de cabos submarinos e a criação de um cabo costeiro integrado à proposta Amazônia Azul Integrada. Para data centers, a prioridade será descentralizar a infraestrutura com um cinturão de edge data centers no país e reconhecer essas instalações como infraestrutura crítica nacional. O MCom também articula mudanças no ReData, incluindo benefícios fiscais para retrofit de data centers existentes, além de medidas de inclusão e segurança digital. (TeleSíntese - 20.05.2026)
Brasil: Construção cobra regulação e rigor técnico para data centers
O painel sobre data centers no ENIC2026 discutiu oportunidades e requisitos para a construção civil diante da alta demanda por infraestrutura de IA. A CBIC apontou que o Brasil lidera investimentos na América Latina, com R$ 30 bilhões anunciados e crescimento anual de 40%, mas ainda enfrenta limitações energéticas, regulatórias, técnicas e logísticas. Especialistas destacaram a necessidade de adaptação ao modelo internacional de general contract, uso de BIM, gestão de terceiros, controle de qualidade mais rigoroso e capacitação em ambiente multicultural. A localização também é crítica, pois energia suficiente para grandes projetos estaria tecnicamente mais disponível em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com oportunidades no Nordeste. Água, energia e bombeiros foram citados como frentes prioritárias de regulação. (CBIC - 20.05.2026)
Brasil: Regulamentação de IA deve avançar apenas em 2027
O vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, afirmou durante o Painel Telebrasil Summit 2026 que a tramitação do PL 2338, que estabelece o marco regulatório da inteligência artificial no Brasil, dificilmente será concluída ainda em 2026 devido ao calendário eleitoral e ao tempo reduzido de deliberação no Congresso. Segundo o senador, o restante do ano será utilizado para amadurecer o texto relatado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro, com perspectiva de avanço apenas no início de 2027. Aguinaldo defendeu que a legislação seja concebida como uma “lei viva”, capaz de acompanhar a rápida evolução tecnológica e evitar modelos rígidos de classificação de risco que possam se tornar obsoletos. O parlamentar destacou que a governança será o principal eixo da proposta regulatória. Já o deputado Juscelino Filho afirmou que o projeto integra as prioridades da Frente Parlamentar das Telecomunicações e Serviços Digitais, buscando equilibrar inovação, segurança jurídica e desenvolvimento econômico. O Ministério da Justiça também acompanha a tramitação e prepara orientações sobre direitos digitais relacionados à IA no âmbito do Plano Brasileiro de IA. (Telesíntese - 19.05.2026)
Brasil: Aneel mantém garantias para data centers da Scala
A Aneel negou pedidos cautelares da Scala Data Centers para suspender exigências de garantias financeiras em solicitações de acesso à rede básica, relacionadas aos projetos de Jundiaí, em São Paulo, e Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul. A empresa alegou que as novas regras elevariam custos, reduziriam previsibilidade e poderiam comprometer seu modelo modular de implantação, envolvendo valor de R$ 76,7 milhões. A agência entendeu que a Scala já conhecia o novo regramento antes do aval do ONS e manteve a necessidade de garantias vinculadas ao Parecer de Acesso e ao pagamento do CUST. Para a relatora Agnes da Costa, contratar o uso do sistema sem contrapartida transferiria custos de rede aos demais usuários por meio da TUST. (Agência CanalEnergia - 19.05.2026)
Brasil: Cirion alerta para risco de perda de investimentos
A Cirion Technologies avalia que o Brasil pode perder espaço na disputa global por investimentos em data centers caso não avance rapidamente em incentivos e segurança regulatória. Segundo Augusto Salomon, presidente de Conectividade da companhia no País, o principal gargalo hoje é a disponibilidade de energia para expansão da infraestrutura digital, agravado pelo avanço da inteligência artificial. O executivo afirmou que a demora na retomada do Redata reduz a competitividade brasileira diante de outros mercados que adotaram políticas específicas para atração de capital. Salomon destacou que o Brasil possui vantagens como matriz renovável, disponibilidade energética em determinadas regiões e posição estratégica em cabos submarinos. Ele também apontou que redes atuais atendem apenas cerca de 30% da demanda necessária para IA e que a transmissão de dados será o próximo grande gargalo global após a energia. (Teletime News - 18.05.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: Data centers elevam carga na área da CPFL
A expansão dos data centers no interior paulista já altera o perfil de consumo na área da CPFL Energia. Segundo o CEO Gustavo Estrella, a demanda elétrica do segmento cresceu 24% entre 2025 e 2026, impulsionada por estruturas de inteligência artificial e computação em nuvem na Grande Campinas. O consumo desses empreendimentos representa 8% da classe comercial e respondeu por cerca de 1,4 ponto percentual dos 2,9% de aumento do mercado comercial no período, ajudando a compensar o efeito de temperaturas mais baixas sobre outras classes de clientes. Apesar do avanço, a conexão de novos projetos enfrenta restrições na rede de distribuição e, principalmente, na transmissão em alta tensão. O caso reforça a necessidade de ampliar linhas, subestações e capacidade de atendimento a grandes cargas digitais. (CNN Brasil - 20.05.2026)
EUA: Baterias atraem data centers de IA
Empresas de armazenamento em baterias nos Estados Unidos registram maior interesse de data centers de IA, mas enfrentam filas de interconexão e dependência da cadeia chinesa de suprimentos. Os sistemas podem atuar antes do medidor, suavizando demanda e otimizando linhas de transmissão, ou atrás do medidor, reduzindo picos, apoiando a rede, cobrindo interrupções e diminuindo o uso de geradores a diesel. Embora data centers possam ser construídos em 18 a 24 meses, a conexão elétrica pode levar de três a sete anos em partes do país. A demanda dos centros de dados pode atingir de 9% a 17% da eletricidade dos EUA até 2030, ou 790 TWh, ante cerca de 4% hoje. A SEIA projeta 110 GWh anuais de baterias até 2030, com parcela relevante associada ao setor. (Folha de São Paulo - 19.05.2026)
EUA: NextEra compra Dominion para ampliar fornecimento a data centers
A NextEra Energy anunciou acordo de US$ 66,8 bilhões para adquirir a Dominion Energy, em uma das maiores operações da história do setor elétrico dos Estados Unidos. A transação busca ampliar a capacidade de atendimento à crescente demanda energética dos data centers de inteligência artificial. Com o negócio, a NextEra terá acesso à região da PJM Interconnection e ao mercado da Virgínia, considerado um dos principais polos globais de data centers. A Dominion possui quase 51 GW de capacidade contratada para data centers e atende clientes como Alphabet, Amazon, Microsoft, Meta, Equinix, CoreWeave e CyrusOne. O território inclui o Data Center Alley, no norte da Virgínia, maior concentração mundial de data centers. A operação deve ser concluída entre 12 e 18 meses. (Valor Econômico - 18.05.2026)
Brasil: Omnia e Casa dos Ventos fecham acordo energético para TikTok
A Omnia, plataforma de data centers do Pátria Investimentos, assinou com a Casa dos Ventos um acordo de aproximadamente US$ 2 bilhões para fornecimento de energia renovável ao data center da ByteDance, dona do TikTok, em construção no Complexo do Pecém (CE). O empreendimento, estimado em R$ 200 bilhões, terá na primeira fase 200 MW de capacidade de TI e consumo energético de cerca de 300 MW. A energia será fornecida principalmente pelo complexo eólico Ibiapaba, de 630 MW, no Ceará, além do parque Dom Inocêncio, no Piauí. Estruturado no modelo de autoprodução, o contrato tem prazo de 20 anos e sustentará expansão de 2,1 GW da Casa dos Ventos, com investimentos de R$ 11 bilhões. (Valor Econômico - 18.05.2026)
Brasil: Data centers podem ajudar no equilíbrio do sistema elétrico
Artigo publicado pela Exame defende que data centers podem contribuir para equilibrar o sistema elétrico brasileiro ao absorver excedentes de geração renovável e reduzir desperdícios energéticos. Segundo dados citados da Brasscom, os data centers responderam por 1,7% do consumo elétrico nacional em 2024, com projeção de alcançar 3,6% em 2029, enquanto o setor industrial representa cerca de 36%. O texto destaca perdas de 14,1% na distribuição elétrica e cortes crescentes de geração renovável, sobretudo solar e eólica no Nordeste. A análise aponta que data centers, quando integrados ao planejamento energético, podem atuar próximos a polos de geração, ajudando a reduzir curtailment, estabilizar a demanda e aproveitar melhor a matriz renovável brasileira. (Exame - 18.05.2026)
Artigo de Juan Collado: “A transmissão de energia como vetor do crescimento dos data centers”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Juan Collado (Country Manager da Redinter no Brasil) analisa como a expansão dos data centers no Nordeste brasileiro está diretamente condicionada à capacidade de ampliação da infraestrutura de transmissão elétrica. O autor argumenta que, apesar da abundância de energia renovável na região e dos incentivos voltados à atração de investimentos digitais, o verdadeiro gargalo encontra-se na demora para construir subestações e linhas de transmissão compatíveis com a crescente demanda energética dos centros de processamento de dados. O texto destaca que o avanço da inteligência artificial elevou drasticamente o consumo elétrico desses empreendimentos, tornando-os comparáveis a grandes cargas industriais. Collado também aponta problemas de especulação na reserva de capacidade de conexão e ressalta que o desafio não é apenas financeiro, mas operacional e logístico, especialmente no Nordeste. Ao concluir, sustenta que a experiência acumulada na implantação de infraestrutura de transmissão será decisiva para transformar o potencial energético regional em vantagem estratégica na economia digital global. (Agência CanalEnergia – 22.05.2026)
Inovação e Tecnologia
EUA: Bezos vê data centers espaciais como possibilidade real
Jeff Bezos afirmou à CNBC que data centers no espaço são tecnicamente plausíveis, mas avaliou como ambicioso o prazo de dois a três anos citado por parte do mercado. Segundo o fundador da Amazon e da Blue Origin, a viabilidade depende de redução relevante nos custos de lançamento, avanços em energia e evolução dos chips. A principal vantagem orbital seria o acesso contínuo à energia solar, sem nuvens ou variações climáticas, embora hoje a energia represente menos de 15% do custo total de propriedade de data centers terrestres. Bezos disse que os lançamentos precisam ficar cerca de dez vezes mais baratos e que a demanda imediata continuará exigindo expansão em terra. A Blue Origin também propôs 51.600 satélites de data center em órbita baixa no Project Sunrise. (Times Brasil - 20.05.2026)
Brasil: Prysmian e Ufinet ampliam interconexão de data centers em Barueri
Prysmian e Ufinet Brasil firmaram parceria para implantar uma rede subterrânea de 30 km dedicada à interconexão de data centers hiperescala em Alphaville, Barueri (SP). O projeto usa a tecnologia SiroccoHD, com densidade de 8,6 F/mm², capaz de acomodar 432 fibras ópticas em microduto de 12x10 mm e até 1.296 fibras em dutos legados de 40 mm por meio de subdutagem. A solução, desenvolvida para redes subterrâneas de alta densidade, triplica a capacidade frente a microcabos convencionais no Brasil, tem vida útil estimada de 50 anos e utiliza fibra monomodo BendBright-XSTM de 200 µm. A iniciativa atende à demanda de nuvem, 5G, FTTx e IA, em meio a projeções de R$ 500 bilhões em aportes no Brasil até 2030. (Data Center Dynamics - 20.05.2026)
Brasil: Centro de Operações Rio moderniza infraestrutura crítica
O Centro de Operações do Rio de Janeiro concluiu a modernização de seu data center, responsável pela continuidade do sistema municipal de monitoramento em tempo real. A atualização foi realizada com apoio da EPSE Energia e da WDC Networks, distribuidora exclusiva de soluções Huawei para data centers no país, e substituiu integralmente a infraestrutura anterior por equipamentos de alta precisão. O novo conjunto inclui duas UPS de 400 kW, nove sistemas de ar-condicionado de precisão de 35 kW, dois de 60 kW e uma usina de geradores com potência total de 1,9 MVA, garantindo autonomia, redundância elétrica e maior estabilidade. Em operação desde setembro de 2025, o projeto reforça serviços críticos de cerca de 50 órgãos e concessionárias envolvidos na gestão urbana. (Data Center Dynamics - 20.05.2026)
Global: IA torna resfriamento líquido obrigatório em data centers
A expansão da inteligência artificial elevou a densidade térmica dos servidores e transformou o resfriamento de data centers em questão estratégica. Segundo Rich Whitmore, CEO da Motivair, da Schneider Electric, o liquid cooling deixou de ser opcional quando processadores avançados ultrapassaram a faixa de 700 watts, limite em que a refrigeração a ar passou a enfrentar restrições físicas. A tecnologia remove calor diretamente dos chips por meio de circuito líquido, mas não implica necessariamente consumo contínuo de água, pois a dissipação depende da arquitetura e da localização. Em simulação para data center de 100 MW em Dallas, modelo tradicional com torres evaporativas consumiria mais de 400 mil m³ por ano, enquanto solução de IA com liquid cooling ficaria perto de 197 mil m³. (Época - 20.05.2026)
EUA: Nvidia amplia liderança em data centers de IA
A Nvidia voltou a superar expectativas no 1T27, com receita de US$ 81,6 bilhões, alta anual de 85%, EPS ajustado de US$ 1,87 e lucro líquido ajustado de US$ 45,5 bilhões. O principal vetor foi a área de Data Center, que somou US$ 75,2 bilhões, cresceu 92% em um ano e já responde por mais de 90% da receita consolidada. A companhia reorganizou sua divulgação para separar Data Center e Edge Computing, destacando Hyperscale, com US$ 37,9 bilhões, e ACIE, com US$ 37,4 bilhões. A demanda segue ligada à rampa da plataforma Blackwell, treinamento, inferência e expansão de infraestrutura de IA em nuvens, empresas, governos e clientes industriais. Para o 2T27, o guidance prevê receita de US$ 91 bilhões, sem incluir vendas de Data Center compute à China, sinalizando resiliência mesmo sob restrições geopolíticas. (Nord News - 20.05.2026)
Brasil: LG lança refrigeração eficiente para data centers
A LG apresentou no Brasil um portfólio completo de climatização HVAC voltado a data centers de alta densidade, IA e missão crítica. A companhia destaca soluções como Chillers Centrífugos de Mancal Magnético, que eliminam atrito, óleo e custos associados de manutenção; CDU com resfriamento líquido para controle térmico preciso em racks de alta densidade; e Inverter Screw Chiller a Ar, que dispensa consumo de água e reduz o Custo Total de Propriedade. A estratégia busca responder à demanda por eficiência energética, sustentabilidade e confiabilidade operacional. A empresa também inaugurou uma ala dedicada a data centers em seu Business Solutions Center, em São Paulo, para demonstração e desenvolvimento conjunto com clientes e parceiros. A área B2B deve chegar a 50% da receita global até 2030. (PRNewswire - 19.05.2026)
EUA: Google e SpaceX avançam em projeto de data centers orbitais
Google e SpaceX negociam o lançamento de data centers em órbita baixa antes de 2030, utilizando foguetes Starship V3 e infraestrutura movida a energia solar. O projeto da Google, chamado Project Suncatcher, prevê satélites protótipos até 2027 para validar processamento de IA em ambiente orbital. A SpaceX também protocolou pedido para megaconstelação que pode chegar a um milhão de satélites voltados ao processamento de inteligência artificial. O modelo busca resolver limitações terrestres ligadas a consumo de energia, uso de água e restrições ambientais. Em órbita, os sistemas utilizariam energia solar contínua e resfriamento radiativo por emissão infravermelha. A viabilidade econômica depende da redução drástica dos custos de lançamento com o Starship V3. (CPG - 18.05.2026)
Brasil: Schneider debate impacto da IA em infraestrutura de data centers
A Schneider Electric reuniu executivos e especialistas em São Paulo para discutir como a inteligência artificial está transformando a infraestrutura de data centers. O encontro AI Ready Data Center abordou temas como aumento do consumo energético, refrigeração líquida, alta densidade computacional e sustentabilidade. Participaram empresas como NVIDIA, Dell, Intel e MC Consult, debatendo arquiteturas voltadas a IA e AI Factories. Segundo projeção do Gartner apresentada no evento, workloads de IA devem representar entre 15% e 20% do consumo energético dos data centers até 2028. A Schneider destacou o potencial do Brasil pela matriz energética renovável e pela possibilidade de expansão da infraestrutura digital, mas alertou para a necessidade de projetos mais eficientes e resilientes. (Business Moment - 18.05.2026)
Global: IA acelera transformação da matemática
O avanço da inteligência artificial começa a alterar profundamente a pesquisa matemática e científica, segundo análise publicada por Álvaro Machado Dias. Ferramentas de IA passaram a resolver problemas matemáticos históricos em poucos dias, como um desafio proposto por Paul Erdős em 1975 solucionado em 48 horas com auxílio de IA. O texto compara o momento atual ao impacto do AlphaFold, da DeepMind, que revolucionou a biologia molecular ao modelar proteínas em larga escala. Segundo o artigo, modelos de IA utilizam geração massiva de possibilidades e navegação por bases de demonstrações já publicadas, permitindo avanços inéditos em resolução de teoremas. O movimento também amplia a demanda por infraestrutura computacional de alta performance, chips especializados e data centers capazes de suportar cargas intensivas de processamento algorítmico. (Folha de São Paulo - 17.05.2026)
EUA: Cerebras desafia Nvidia com chip gigante para IA
A Cerebras Systems estreou na Nasdaq com valuation próximo de US$ 100 bilhões após IPO fortemente demandado, impulsionado por sua arquitetura diferenciada de chips para inteligência artificial. A empresa desenvolveu o Wafer-Scale Engine 3, um chip do tamanho de um wafer inteiro de silício, integrando memória e computação no mesmo componente para reduzir drasticamente latência e acelerar cargas de IA. Segundo a companhia, a velocidade de memória pode ser até mil vezes superior à utilizada nos futuros chips Vera da Nvidia. A Cerebras planeja demonstrar nos próximos meses execução de modelos avançados da OpenAI em sua infraestrutura. O movimento reforça a corrida global por semicondutores de alta performance e por data centers capazes de suportar processamento massivo de IA. (Valor Econômico - 15.05.2026)
Brasil: UFCA moderniza data center com R$ 1,6 mi
A Universidade Federal do Cariri concluiu a modernização de seu data center com investimento de R$ 1,62 milhão em soluções hiperconvergentes voltadas à ampliação da capacidade de armazenamento e segurança dos sistemas institucionais. A nova infraestrutura integra processamento, armazenamento e gerenciamento em plataforma modular, permitindo expansão conforme a demanda por memória, capacidade computacional e dados. O data center é responsável por cerca de 90% das informações da universidade, incluindo sistemas acadêmicos e administrativos como Sigaa e Sipac. Segundo a instituição, a modernização melhora disponibilidade, eficiência operacional e suporte a novos sistemas digitais. A infraestrutura anterior continuará sendo utilizada para backups e ambientes de testes. Os recursos foram obtidos por meio de emendas parlamentares federais. (Data Center Dynamics - 15.05.2026)