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IFE
11/05/2026

Data Center 26

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
11/05/2026

IFE nº 26

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 26

Tendências de Mercado

Brasil: IA exige salto energético e novas redes para data centers

A inteligência artificial está redesenhando a infraestrutura de data centers ao exigir mais energia, conectividade e segregação entre instalações de treinamento e inferência. Em painel no Abrint Global Congress 2026, especialistas apontaram investimentos globais de US$ 695 bilhões por hyperscalers e demanda energética até 200 vezes superior aos modelos atuais. Segundo Agostinho Villela, CTO da Scala, racks voltados para IA já demandam entre 150 kW e 200 kW, e o Brasil adiciona apenas 100 MW por ano, cerca de 1% da capacidade dos Estados Unidos. A energia tornou-se o principal critério de localização, seguida da conectividade. Para a Cirion, as redes atuais atendem só 30% da demanda necessária para IA, enquanto a inferência tende a migrar para locais próximos a provedores e usuários. (Convergência Digital - 06.05.2026)

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EUA: Nvidia reforça liderança estrutural na corrida global por IA

A Nvidia consolidou-se como uma das principais beneficiadas pela expansão global da inteligência artificial, sustentando uma tese de investimento baseada na transformação da companhia em plataforma integrada de infraestrutura computacional. A avaliação destaca quatro pilares centrais: liderança tecnológica, recorrência de upgrades em data centers, avanço da inferência e da IA agêntica e resiliência da demanda global por infraestrutura de IA. A empresa ampliou sua atuação para além de GPUs, incorporando redes proprietárias, software CUDA, interconexão e sistemas completos voltados a clusters de alto desempenho. A divisão de Data Center tornou-se o principal vetor de crescimento, impulsionada pela expansão de hyperscalers, neoclouds, programas soberanos de IA e operadores especializados. O mercado também observa o aumento da demanda energética e computacional gerada por aplicações avançadas de IA, especialmente em ambientes corporativos e de inferência contínua. Apesar dos riscos ligados à cadeia de suprimentos, dependência de grandes clientes e concorrência de ASICs, a companhia mantém posição estratégica no fornecimento da infraestrutura crítica da economia global de inteligência artificial. (Safra - 04.05.2026)

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Brasil: Setor de TI alcança R$ 338 bi em receita

O setor brasileiro de tecnologia da informação atingiu receita de US$ 67,8 bilhões, equivalentes a R$ 338 bilhões, consolidando o país entre os dez maiores mercados globais de TI, segundo a ABES. O crescimento foi de 18,5%, impulsionado pela expansão de serviços digitais, infraestrutura, software, armazenamento de dados e soluções corporativas. A projeção para 2026 aponta desaceleração para 5,3%, refletindo uma fase de maior maturidade do mercado, em que empresas priorizam eficiência operacional, retorno sobre investimento e ganhos de produtividade. Especialistas destacam que o setor deixou de ser apenas suporte operacional para assumir papel estratégico na competitividade e inovação das empresas. A evolução também reforça a importância crescente de infraestrutura digital, processamento de dados e aplicações avançadas de inteligência artificial no ambiente corporativo brasileiro. (Data Center Dynamics - 04.05.2026)

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EUA: Bancos redistribuem risco bilionário de dívidas de data centers

Grandes bancos globais passaram a buscar mecanismos para redistribuir o risco financeiro associado ao boom de infraestrutura de inteligência artificial e data centers. JPMorgan, Morgan Stanley e SMBC estão estruturando vendas privadas de dívidas e operações de Significant Risk Transfer (SRT) para liberar espaço em balanço diante da escalada dos financiamentos. Um dos casos envolve US$ 38 bilhões em dívida ligados aos data centers da Oracle no Texas e em Wisconsin. O Morgan Stanley estima que empresas do setor poderão investir US$ 3 trilhões em infraestrutura de data centers até 2028, enquanto o JPMorgan projeta mais de US$ 5 trilhões incluindo geração elétrica associada. Investidores avaliam que o risco é elevado devido à concentração de operadores, complexidade de construção e necessidade crescente de capital para sustentar a expansão da IA. (Exame - 04.05.2026)

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Europa: Data centers migram para locais Tier II por energia e escala

A estratégia de localização de data centers na Europa passa por mudança estrutural, com operadores priorizando áreas Tier II em vez de concentrar novos projetos apenas em grandes mercados metropolitanos. A decisão reflete restrições práticas de entrega, como disponibilidade de energia, licenciamento, acesso a terrenos e previsibilidade regulatória. Com a expansão da IA, da nuvem e da transformação digital, o desafio deixou de ser a existência de demanda e passou a ser a capacidade de planejar, autorizar, energizar e expandir ativos de forma confiável por cinco, dez ou quinze anos. Locais regionais oferecem áreas maiores, rotas de expansão de rede mais claras, espaço para subestações e melhor sequenciamento de fases. A conectividade continua essencial, mas tornou-se fator habilitador, enquanto energia e governança de longo prazo ganham centralidade. (Data Center Dynamics - 04.05.2026)

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Brasil: Executivos ligam avanço da IA à expansão energética dos data centers

Executivos da Nokia e da Scala Data Centers afirmaram que o avanço da inteligência artificial no Brasil depende da expansão coordenada entre infraestrutura digital, disponibilidade de energia e políticas públicas. Durante o TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026, Ricardo Caine, da Nokia, destacou que redes usadas para IA tornam-se infraestruturas de missão crítica, exigindo alta disponibilidade, baixa latência e segurança de dados. Segundo ele, os dados utilizados para treinamento e operação dos modelos serão fator central de competitividade e soberania. Luciano Fialho, da Scala, afirmou que o setor vive um ponto de inflexão, em que investimentos em infraestrutura precisam caminhar junto a políticas públicas. O executivo reforçou a estratégia da Scala de transformar o Brasil em hub internacional de processamento de IA, apoiado na disponibilidade energética e conectividade de regiões como Eldorado do Sul. (TeleSíntese - 04.05.2026)

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Brasil: País concentra 42% dos data centers da América Latina

O Brasil lidera o mercado latino-americano de data centers com 205 instalações em operação, equivalentes a 42,1% da capacidade regional, segundo dados do Data Center Map. O volume supera em aproximadamente três vezes o do Chile, que possui 66 unidades, enquanto o México soma 65. A expansão do setor é impulsionada pela corrida global por infraestrutura voltada à inteligência artificial, que deverá movimentar até US$ 930 bilhões em capacidade computacional nos próximos seis anos, segundo Luciano Fialho, vice-presidente sênior da Scala Data Centers. O executivo também afirmou que provedores globais de nuvem projetam investir cerca de US$ 646 bilhões apenas em 2026. O Brasil reúne vantagens competitivas relevantes, incluindo matriz elétrica entre 85% e 90% renovável e pegada de carbono até dez vezes inferior à dos Estados Unidos. Apesar disso, especialistas alertam que entraves regulatórios, insegurança tributária e desperdício de capacidade energética podem comprometer o posicionamento do país na disputa internacional por investimentos. Atualmente, cerca de 60% dos dados brasileiros ainda são processados fora do território nacional, ampliando preocupações ligadas à soberania digital, segurança nacional e dependência tecnológica externa em um cenário de crescente tensão geopolítica global. (Poder360 - 03.05.2026)

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EUA: País concentra 37,2% dos data centers do mundo

Os Estados Unidos lideram a infraestrutura global de data centers, com 4.204 unidades, ou 37,2% das 11.296 instalações mapeadas pelo Data Center Map. O Reino Unido aparece em segundo lugar, com 524 unidades. O Brasil soma 205 data centers, responde por 42% dos investimentos do setor na América Latina e ocupa posição superior à de Chile e México, mas ainda processa cerca de 60% de seus dados no exterior. Especialistas afirmam que o país tem vantagem competitiva por sua matriz elétrica 85% a 90% renovável, pegada de carbono menor e excedente energético associado ao curtailment, estimado em 20% da geração potencial. A falta de previsibilidade regulatória e tributária, incluindo indefinições sobre o Redata, ameaça a captura de investimentos em IA. (Poder360 - 03.05.2026)

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Global: Data centers podem consumir mais de 1.000 TWh em 2026

A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que os data centers voltados à inteligência artificial e criptomoedas poderão consumir mais de 1.000 TWh de eletricidade em 2026, volume equivalente ao consumo anual do Japão. Em 2022, o setor consumia 460 TWh, cerca de 2% da demanda elétrica global. O avanço é impulsionado por modelos generativos como ChatGPT, Gemini e Claude, que exigem processamento contínuo em GPUs e podem consumir até dez vezes mais energia que buscas tradicionais na internet. A Irlanda deverá destinar 32% de sua eletricidade a data centers em 2026, enquanto nos EUA o setor responderá por metade do crescimento da demanda elétrica até 2030. O relatório aponta ainda expansão da mineração de criptomoedas e crescente busca por fontes firmes de energia, como nuclear, geotermia e baterias industriais. (Click Petróleo e Gás - 01.05.2026)

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Expansão e Investimentos

Brasil: TikTok estruturará ponte aérea para abastecer data center no Ceará

O futuro data center do TikTok no Ceará deverá operar uma complexa logística internacional para recebimento de equipamentos críticos vindos da China, com previsão de cerca de 15 voos cargueiros mensais a partir de abril de 2027. A operação envolverá servidores, racks e componentes tecnológicos sensíveis, que exigem controle térmico entre 15 °C e 25 °C durante transporte e armazenagem. Equipamentos de maior porte e menor sensibilidade serão enviados pelo Porto do Pecém. A movimentação aérea poderá utilizar cargueiros dedicados e também o porão de aeronaves comerciais com conexões internacionais, incluindo rotas via Lisboa. O planejamento inclui participação da Fraport, Receita Federal, operadores logísticos e adaptações alfandegárias para suportar a elevada frequência de cargas. O Aeroporto de Fortaleza já recebe aeronaves como Boeing 747 e 777 e possui capacidade para processar dezenas de toneladas internacionais diariamente. Após a fase de instalação, as importações continuarão devido à necessidade de renovação tecnológica periódica dos equipamentos, estimada entre quatro e cinco anos, além da reposição contínua de peças. (Diário do Nordeste - 06.05.2026)

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Brasil: Ascenty investe R$ 900 mi em campus de data centers em SP

A Ascenty iniciou a operação do data center SPO05, na Grande São Paulo, e começou a construir o SPO06, unidade adjacente com inauguração prevista para maio de 2027. Os dois empreendimentos somam R$ 900 milhões em investimentos, sendo R$ 300 milhões no SPO05 e R$ 600 milhões no SPO06, e acrescentarão 26 MW de capacidade a um campus projetado para 60 MW. As instalações atenderão cargas corporativas tradicionais e ambientes de alta densidade, incluindo inteligência artificial. A companhia, joint venture entre Digital Realty e Brookfield Infrastructure, já investiu mais de R$ 8 bilhões no Brasil, possui 38 data centers, rede própria de 4 mil km de fibra e conexão com cabos submarinos. Os projetos usam resfriamento em circuito fechado, WUE zero e energia 100% renovável. (TeleSíntese - 06.05.2026)

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Brasil: Eletronet lança oferta white label de data centers

A Eletronet, empresa do grupo Axia Energia, lançou o Slice Data Center, primeiro serviço do Hub B2B², plataforma white label voltada a ISPs regionais, grandes operadoras e provedores OTT. A solução permite contratar espaços em data centers a partir de 1U de rack, com suporte local para operação contínua, presença física, conectividade e baixa latência. A oferta dá acesso a 36 data centers relevantes no Brasil e à infraestrutura própria da companhia, que possui 170 Edge Data Centers e prevê chegar a 255 unidades até o fim de 2026. O serviço inclui Smart Hands Eletronet para instalações, cabeamento, auditorias, documentação e solução de problemas. O lançamento ocorreu no Abrint Global Congress 2026, realizado de 6 a 8 de maio, em São Paulo. (Data Center Dynamics - 06.05.2026)

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Brasil: Braspress investe R$ 4 mi para ampliar data center próprio

A Braspress investiu cerca de R$ 4 milhões na ampliação de sua infraestrutura de armazenamento e processamento de dados, reforçando sua estratégia de transformação digital. A modernização incluiu substituição completa de storages e servidores, além da expansão da nuvem própria da companhia. Segundo a empresa, os ganhos elevaram em até dez vezes a performance operacional nos períodos de pico, eliminando gargalos históricos na emissão de documentos e no fluxo de dados. A nova arquitetura amplia autonomia tecnológica, capacidade de processamento e agilidade operacional em áreas como logística, faturamento, atendimento, comercial, finanças e recursos humanos. A iniciativa integra um plano mais amplo de evolução contínua do Datapress, com previsão de novas funcionalidades, integração tecnológica e parcerias estratégicas nos próximos anos. (Setcesp - 06.05.2026)

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EUA: Hut 8 destaca US$ 16,8 bi em contratos de data centers de IA

A Hut 8 apresentou sua estratégia de transformação de mineradora de Bitcoin em plataforma integrada de infraestrutura para data centers de IA, apoiada por contratos de locação de longo prazo no valor de US$ 16,8 bilhões. Os acordos triple-net de 15 anos abrangem os projetos River Bend, na Louisiana, e Beacon Point, no Texas, somando 597 MW de capacidade contratada e previsão de US$ 1,1 bilhão em NOI anualizado até 2041. A companhia mantém pipeline superior a 9 GW em diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo 830 MW em construção. Apesar do crescimento de receita de 226% no primeiro trimestre de 2026, para US$ 71 milhões, a empresa ampliou prejuízos líquidos para US$ 253,1 milhões em meio aos investimentos em infraestrutura e expansão da plataforma de IA. (Investing - 06.05.2026)

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EUA: Meta busca financiamento de US$ 13 bi para data center de IA no Texas

A Meta Platforms está estruturando, junto ao Morgan Stanley e ao JPMorgan Chase, um pacote de financiamento superior a US$ 13 bilhões para viabilizar a construção de um novo data center de inteligência artificial em El Paso, no Texas. A maior parte dos recursos deverá ser captada por meio de dívida, com participação menor de capital próprio. O projeto já teve sua estimativa de investimento elevada para cerca de US$ 10 bilhões e prevê capacidade de 1 GW, com entrada em operação programada para 2028. A iniciativa reforça a aceleração dos aportes em infraestrutura computacional voltada à IA, impulsionada pelo aumento da demanda por processamento avançado. O movimento acompanha uma tendência entre big techs como Amazon, Alphabet e Microsoft, que ampliam investimentos em data centers para sustentar serviços e aplicações de inteligência artificial. Para investidores, a expansão pode fortalecer o posicionamento estratégico da Meta no setor, embora o aumento do endividamento e do capex mantenha pressão sobre rentabilidade e geração de caixa no curto prazo. (TradingView - 05.05.2026)

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Portugal: Start Campus amplia projeto de IA em Sines com 66 mil GPUs

A Start Campus, em parceria com a Nscale e a Microsoft, ampliará significativamente a capacidade computacional do campus de data centers de Sines, em Portugal, com a implantação prevista de mais de 66 mil GPUs NVIDIA Rubin a partir de 2027. O projeto soma-se à instalação já anunciada de 12,6 mil GPUs Blackwell Ultra no primeiro edifício do complexo e consolida a infraestrutura como uma das maiores plataformas de inteligência artificial da Europa. A expansão inclui investimentos adicionais de 230 milhões de euros em infraestrutura compartilhada e 465 milhões de euros para a construção de um segundo edifício de 200 MW. O Sines Data Campus possui autorização para atingir até 1,2 GW de capacidade total, reforçando o posicionamento de Portugal como hub estratégico para infraestrutura digital, apoiado por acesso à energia renovável, disponibilidade de terrenos e conectividade internacional via cabos submarinos. O empreendimento foi concebido para suportar cargas de IA de alta densidade, incluindo treinamento e inferência em larga escala, exigindo sistemas avançados de energia e refrigeração. (Data Center Dynamics - 05.05.2026)

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Brasil: Ceará terá complexo de data centers de R$ 200 bi

O Ceará receberá um complexo de data centers da Omnia Data Centers com investimento previsto de R$ 200 bilhões na Zona de Processamento de Exportação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O projeto terá área construída de aproximadamente 150 mil m², distribuída em dois edifícios de 75 mil m², com capacidade nominal de processamento de 200 MW e demanda elétrica estimada em 300 MW. A iniciativa busca posicionar o estado como hub internacional de processamento de dados e exportação de serviços digitais, aproveitando a presença de cabos submarinos de fibra óptica e a infraestrutura energética local. O empreendimento deverá gerar empregos especializados em redes, cibersegurança, sistemas de energia e manutenção de hardware, além de fortalecer o papel do Pecém como polo eletrointensivo para inteligência artificial e computação em larga escala. (Terra - 05.05.2026)

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EUA: OpenAI afirma ter garantido 10 GW para infraestrutura de IA

A OpenAI informou que ultrapassou antes do previsto sua meta de garantir 10 GW de capacidade computacional para inteligência artificial, originalmente prevista para 2029 dentro do projeto Stargate. A iniciativa, lançada em janeiro de 2025, prevê investimentos de até US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA ao longo de quatro anos, valor posteriormente revisado para até US$ 600 bilhões. Apenas no último trimestre, a empresa adicionou 3 GW à sua capacidade. Embora não esteja claro quanto da infraestrutura já está operacional, a companhia afirmou ter encerrado 2025 com 1,9 GW efetivamente disponíveis. A estratégia passou de construção própria de data centers para forte contratação de capacidade em nuvem, incluindo acordos com AWS, Microsoft, Oracle e CoreWeave, além de contratos para uso de chips Trainium e expansão acelerada de infraestrutura nos EUA. (Data Center Dynamics - 04.05.2026)

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Brasil: Scala estima até US$ 300 bi em data centers no RS

O campus de data centers planejado pela Scala em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul, pode atrair até US$ 300 bilhões em investimentos caso toda a capacidade prevista seja ocupada, segundo Luciano Fialho, vice-presidente sênior da companhia. O projeto foi desenhado para 5 GW de capacidade energética, com foco em processamento de inteligência artificial, e ficará próximo à subestação Guaíba 3, a 28 km de Porto Alegre. A Scala comprou 5 milhões de m² ao lado da infraestrutura elétrica e opcionou outros 5 milhões de m², reduzindo a necessidade de longas linhas de transmissão. A empresa afirma ter recebido confirmação de 5 GW disponíveis ao longo do tempo, sendo 1,8 GW imediatos. A estimativa considera US$ 10 milhões por MW em data centers e até cinco vezes esse valor em GPUs, servidores e resfriamento. (TeleSíntese - 04.05.2026)

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Panamá: Tigo investe US$ 100 mi ao ano e planeja quarto data center

A Tigo, controlada pela Millicom, planeja construir seu quarto data center no Panamá e manter investimentos anuais de cerca de US$ 100 milhões no país. A iniciativa faz parte de uma estratégia para atender empresas regionais e internacionais que buscam infraestrutura digital próxima ao mercado panamenho. O investimento anual inclui expansão de rede, fibra óptica e modernização tecnológica, com 60 mil a 100 mil novos lares conectados por fibra a cada ano. O Panamá busca consolidar-se como hub regional de telecomunicações, apoiado por sete cabos submarinos, mais de 4 mil estruturas de telecomunicações e 17 data centers, dos quais seis têm certificação Tier III. A Tigo já opera três centros no país, incluindo a unidade Ciudad del Saber, em Clayton, certificada pelo Uptime Institute. (BNamericas - 04.05.2026)

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EUA: Riot amplia receita com data centers e contrato com AMD

A Cantor Fitzgerald elevou o preço-alvo das ações da Riot Platforms para US$ 23, citando o avanço da companhia em data centers. No primeiro trimestre de 2026, a Riot entregou a primeira parte de seu contrato com a AMD e informou que a fabricante exerceu opção de 25 MW para dobrar seu arrendamento. Foi o primeiro trimestre em que a receita da empresa incluiu hospedagem de data center, com US$ 33,2 milhões, majoritariamente ligados a serviços de adaptação de instalações para inquilinos. A Riot redesenhou sua unidade em Corsicana para elevar a carga máxima de TI sem alterar premissas de capex, enquanto a AMD mantém opções sobre 150 MW de carga no local. A receita trimestral total foi de US$ 167,2 milhões, superando estimativas, embora a companhia tenha registrado prejuízo líquido de US$ 500 milhões. (Investing - 01.05.2026)

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EUA: Cognizant compra Astreya para ampliar serviços de IA e data centers

A Cognizant anunciou a aquisição da Astreya, provedora global de serviços gerenciados de TI com foco em IA e infraestrutura de data centers, em operação que busca fortalecer sua atuação em ambientes hyperscale e operações de IA em escala. A Astreya atua em mais de 35 países e mantém contratos com seis das chamadas “Magnificent Seven”, além de possuir a plataforma AI OpsHub e expertise em infraestrutura híbrida, data centers e automação agêntica. A Cognizant afirma que o movimento ocorre em meio ao maior ciclo de expansão de infraestrutura digital da história, com projeção de US$ 6,7 trilhões em investimentos globais em data centers de IA entre 2025 e 2030. As cinco maiores hyperscalers devem investir quase US$ 700 bilhões em infraestrutura apenas em 2026. (Estadão - 01.05.2026)

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Brasil: IA triplica mercado de data centers e pressiona energia

A demanda por inteligência artificial está elevando a escala dos data centers no Brasil, substituindo projetos de 20 MW por empreendimentos acima de 100 MW e investimentos em bilhões de dólares. A Brasscom projeta que o mercado nacional triplicará até 2031, alcançando US$ 92 bilhões em aportes e 3,1 GW de capacidade, ante 1 GW atual. O país, 11º no ranking global, tem 204 unidades, mas processa 60% dos dados no exterior e registrou déficit de US$ 7,9 bilhões em serviços de computação em 2025. O ONS soma 38 pedidos aprovados de conexão direta de data centers à transmissão e 37 em análise. Entre os projetos estão Omnia no Pecém, Equinix, Odata, Rio AI City, Tecto, NextStream e Terranova. (Valor Econômico - 30.04.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Debate alerta para risco de “colônia digital” com data centers

Em debate no SINDPD-RS, dirigentes sindicais, trabalhadores de TI e o deputado estadual Matheus Gomes defenderam regras mais rígidas para data centers de inteligência artificial, sob risco de o Brasil virar “colônia digital”. O foco foi o Scala AI City, em Eldorado do Sul, projeto tratado como o maior da América Latina, com investimento inicial de R$ 3 bilhões, ou US$ 500 milhões, na primeira fase. O parlamentar afirmou que o país atrai multinacionais por água, energia renovável, território, conectividade e minerais, mas carece de arcabouço regulatório com contrapartidas de soberania tecnológica, proteção ambiental e desenvolvimento industrial. O debate também apontou riscos de consumo energético equivalente ao Rio de Janeiro na capacidade máxima e pressão hídrica sobre Eldorado do Sul. (Capital Digital - 06.05.2026)

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Brasil: Scala torna-se primeira empresa de data centers na ABDIB

A Scala Data Centers tornou-se a primeira empresa do setor de data centers a integrar a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), entidade que reúne companhias de infraestrutura dos segmentos de energia, transporte, saneamento e telecomunicações. A entrada ocorre em meio ao avanço das discussões sobre políticas públicas, regulação e expansão da infraestrutura digital no país. Segundo Luciano Fialho, vice-presidente sênior da Scala, o Brasil vive momento estratégico para captar investimentos internacionais ligados a inteligência artificial e computação, o que exige previsibilidade regulatória e condições adequadas para projetos de longo prazo. A ABDIB afirmou que a incorporação do setor amplia o debate sobre ativos digitais considerados essenciais para inovação, competitividade econômica e desenvolvimento tecnológico nacional. (Data Center Dynamics - 06.05.2026)

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América Latina: Soberania de dados avança como risco estratégico

A soberania de dados tornou-se tema estratégico para empresas da América Latina, com impactos sobre risco jurídico, competitividade e continuidade de negócios. O Brasil é apresentado como caso emblemático, pois cerca de 60% da carga digital nacional é processada em data centers no exterior, principalmente nos Estados Unidos, expondo operações financeiras, prontuários médicos, transações comerciais e sistemas críticos a cadeias de processamento fora da jurisdição local. Embora a LGPD e a Lei 15.352/2026 tenham fortalecido a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a avaliação é que soberania depende também de contratos, controle de acesso, localização efetiva, governança e jurisdição. Empresas são orientadas a mapear onde estão seus dados, quem os acessa e quais cláusulas regulam ordens judiciais estrangeiras e fornecedores de infraestrutura. (Data Center Dynamics - 06.05.2026)

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Brasil: Ministro sinaliza aprovação do Redata nos próximos meses

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o programa Redata deve ser aprovado pelo Senado nos próximos meses e reforçou que o governo trata os data centers como prioridade estratégica. O regime prevê incentivos fiscais e condições regulatórias para atrair investimentos em infraestrutura digital ao Brasil. Segundo o ministro, o país não pode perder a “janela de 2026” para expansão global de IA e busca se consolidar como hub de serviços tecnológicos e de modelos de linguagem em português. Além do Redata, o governo trabalha na Política Nacional de Data Centers, voltada à segurança jurídica, previsibilidade regulatória e parcerias federativas para licenciamento de novos empreendimentos no setor. (Teletime News - 05.05.2026)

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Brasil: Anatel avança discussão para regulamentar data centers como infraestrutura crítica

A Anatel ampliou o debate regulatório sobre data centers ao consolidar internamente o entendimento de que essas estruturas devem ser tratadas como infraestrutura crítica nacional. Durante o TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026, realizado em Santana de Parnaíba, representantes da agência destacaram que o papel dos data centers ultrapassa a conectividade tradicional e passa a integrar serviços essenciais ligados ao sistema financeiro, saúde, serviços públicos, cultura, informação e lazer. Segundo Andrey Perez, da Anatel, interrupções parciais ou totais nessas infraestruturas podem gerar impactos severos para a sociedade e para o Estado brasileiro. A agência mantém aberta consulta pública sobre criticidade, resiliência, segurança, sustentabilidade e eficiência energética de data centers, utilizando as contribuições para subsidiar futuras decisões regulatórias. O movimento ocorre após a suspensão temporária de um artigo relacionado à certificação de data centers, medida adotada para aguardar o avanço da política pública do Ministério das Comunicações e discussões sobre o ReData. Mesmo com a suspensão, a Anatel segue incorporando o conceito de infraestrutura crítica em resoluções ligadas à cibersegurança e à proteção das redes estratégicas nacionais, reforçando a tendência de maior supervisão regulatória sobre o segmento. (TeleSíntese - 04.05.2026)

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EUA: Big techs assinam pacto para conter custos de energia dos data centers

Nos Estados Unidos, a expansão acelerada dos data centers para inteligência artificial intensificou a disputa sobre quem deve pagar pelos reforços na rede elétrica. Em março, executivos de Microsoft, Meta, OpenAI e Amazon assinaram na Casa Branca o Ratepayer Protection Pledge, compromisso voluntário para contratar energia própria, custear linhas de transmissão e infraestrutura associada e empregar trabalhadores locais. O acordo, porém, não prevê fiscalização. Operadores e reguladores alertam que a demanda dos data centers pode elevar custos de geração e tarifas, com estimativa do Federal Reserve Bank of Dallas de alta de até 50% nos preços atacadistas em cinco anos. Mais de 30 estados discutem encargos para grandes consumidores, e ao menos 11 avaliam moratórias temporárias. (Rádio Peão Brasil - 04.05.2026)

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Brasil: Odata vê impostos como entrave a data centers de IA

A Odata avalia que o Brasil tem energia limpa, excedente elétrico e custo competitivo para atrair data centers de inteligência artificial, mas perde força diante da carga tributária sobre servidores e equipamentos. Segundo Ricardo Alário Arantes, CEO da companhia, a alíquota pode variar de 40% a 80%, tornando inviável a instalação de cargas globais de IA no país. O setor tenta retomar o Redata por meio do PL 278/26, que suspende PIS/Pasep, Cofins, IPI e Imposto de Importação na compra de máquinas e componentes destinados a centros de processamento de dados. A MP 1.318/2025, que criava o regime especial, venceu em 25 de fevereiro. Para a empresa, sem incentivo, o Brasil continuará atendendo basicamente demanda local, enquanto México, Chile e outros mercados avançam. (Convergência Digital - 04.05.2026)

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Brasil: Empresas cobram aprovação do Redata para destravar data centers

Empresas de tecnologia, energia e infraestrutura cobram a aprovação do Redata para garantir investimentos em data centers no Brasil. O país já soma 1,3 GW de energia contratada para projetos, volume suficiente para abastecer uma cidade de 3 milhões de habitantes, e pode triplicar o consumo do setor até 2031, quando os investimentos previstos pela Brasscom chegariam a US$ 92 bilhões. O PL 278/2026, aprovado na Câmara e parado no Senado, prevê incentivos fiscais para importação de suprimentos sem produção nacional. Representantes da Odata, Hitachi Energy e EPE defenderam, no fórum Redes do Amanhã, que o Brasil tem matriz renovável de cerca de 90%, competitividade elétrica e potencial de conexão à transmissão, mas enfrenta custos 26% maiores que os EUA e 35% superiores aos do Chile para instalar data centers. (Exame - 04.05.2026)

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Brasil: Santana de Parnaíba cria ambiente regulatório para data centers

Santana de Parnaíba intensificou políticas públicas para atrair investimentos em data centers e infraestrutura digital, segundo discussões realizadas no TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026. O prefeito Elvis Cesar afirmou que o município atua na desburocratização, licenciamento e interlocução direta com investidores, incluindo projetos da Equinix, ODATA e Tecto. A cidade destaca possuir autonomia equivalente à CETESB para aprovações ambientais, condição única entre os 645 municípios paulistas. Executivos das operadoras relataram ganhos de velocidade e previsibilidade nos processos locais. A ODATA afirmou que seu primeiro data center no município se tornou referência interna, enquanto a Equinix classificou Santana de Parnaíba como principal foco de investimentos da companhia no Brasil. A Tecto confirmou a construção de um data center de 200 MW na cidade. (TeleSíntese - 04.05.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: ONS aprova 7 GW em pedidos de conexão de data centers à rede elétrica

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aprovou somente em abril o equivalente a 7 GW em solicitações de conexão de projetos de data centers à rede básica de transmissão brasileira, evidenciando a aceleração da demanda energética associada à expansão da inteligência artificial e da infraestrutura digital no país. Segundo o diretor executivo do ONS, Fábio Côrtes, o movimento foi destacado durante o TS Data Centers Summit, realizado em São Paulo. No início do ano, o operador já havia admitido 39 pedidos de acesso à rede, dos quais 34 eram de data centers, somando 7,04 GW de carga. A primeira revisão quadrimestral do Plano da Operação Energética 2026–2030, elaborado pela EPE em conjunto com o ONS, projeta que os data centers acrescentarão mais de 3,4 GW de demanda ao Sistema Interligado Nacional até 2030. O avanço acompanha o crescimento acelerado do mercado latino-americano de colocation, cuja capacidade aumentou 20% em 2025, alcançando 1,1 GW, com o Brasil respondendo por 48% da capacidade instalada regional. (BNamericas - 06.05.2026)

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EUA: UGI vai construir infraestrutura de gás para data center de IA

A UGI Energy Services firmou parceria com a Prime Data Centers para desenvolver infraestrutura de gás natural destinada a uma instalação de inteligência artificial e computação de alto desempenho no norte da Pensilvânia. O acordo prevê a venda de terreno para construção de uma usina térmica movida a gás natural integrada ao projeto do data center. A demanda estimada da Prime ultrapassa 100 mil dekatherms por dia em um horizonte de três a cinco anos, enquanto a UGI projeta investimentos superiores a US$ 100 milhões em infraestrutura midstream. O empreendimento utilizará gasodutos interestaduais já existentes, incluindo Eastern Gas Transmission and Storage e Tennessee Gas Pipeline. A Prime Data Centers possui 13 campi e 28 data centers entre operações em funcionamento e planejadas nos EUA e Europa, totalizando 4 GW de capacidade. (Investing - 06.05.2026)

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EUA: Terrestrial e Riot planejam data centers com nuclear modular

A Terrestrial Energy e a Riot Platforms assinaram memorando de entendimento para desenvolver data centers colocalizados com pequenas usinas nucleares modulares. A parceria prevê a implantação de múltiplas usinas IMSR de 390 MW, com potencial de até 4 GW de capacidade nuclear em diferentes locais, incluindo instalações já existentes da Riot no Texas e no Kentucky. As empresas avaliarão configurações de integração entre os reatores de sal fundido integral da Terrestrial e o design de data center da Riot, voltado a clientes de hiperescala. O acordo também considera o uso de gás natural como combustível de transição para operações comerciais e reforço de resiliência energética até a entrada das usinas IMSR. A Terrestrial planeja licenciar, construir e operar suas primeiras unidades no início da década de 2030. (Investing - 06.05.2026)

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EUA: Onsemi prevê dobrar receita com data centers de IA em 2026

A Onsemi projeta dobrar em 2026 sua receita ligada a data centers de inteligência artificial em relação a 2025, segundo o CEO Hassane El-Khoury. A companhia, especializada em semicondutores de potência e tecnologias inteligentes de energia, afirmou que a demanda crescente por IA aumenta a necessidade de eficiência energética em toda a cadeia de infraestrutura digital. O executivo destacou que cada GPU utilizada em racks de data centers exige ao menos 100 chips de potência, ampliando a demanda por sistemas de conversão e gerenciamento energético. A empresa também vê oportunidades em armazenamento de energia, transformadores de estado sólido e soluções industriais associadas à escassez de energia enfrentada por grandes instalações de IA. (Times Brasil - 06.05.2026)

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Brasil: Roca firma PPA renovável de 10 anos com a Casa dos Ventos

A Roca no Brasil assinou um contrato de compra e venda de energia renovável (PPA) com a Casa dos Ventos para abastecer integralmente o consumo elétrico de suas operações brasileiras pelos próximos 10 anos. O acordo integra a estratégia global de descarbonização da companhia e deverá evitar a emissão de mais de 43 mil toneladas de CO₂ no período. A iniciativa reforça a consolidação dos PPAs como instrumentos estratégicos para previsibilidade de custos energéticos e cumprimento de metas climáticas corporativas. A operação foi estruturada com apoio da SE Advisory Services, da Schneider Electric, responsável por análises de risco, comparações de mercado e suporte técnico nas negociações. Os certificados I-RECs associados ao contrato serão vinculados a usinas solares e eólicas com menos de 15 anos de operação. A Roca possui oito fábricas em cinco estados brasileiros e já alcançou emissões líquidas zero em parte de suas operações industriais. O movimento acompanha a crescente busca por energia renovável para sustentar operações industriais e infraestruturas críticas intensivas em consumo energético. (Data Center Dynamics - 04.05.2026)

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Brasil: Associação NEO projeta conversão de 4,2 mil POPs em data centers edge

A Associação NEO estima potencial para transformar 4,2 mil pontos de presença (PoPs) de provedores e operadoras em pequenos data centers edge no Brasil, aproveitando a infraestrutura já instalada de energia, conectividade e sistemas de baterias. Durante o TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026, Rodrigo Schuch afirmou que o país possui cerca de 100 mil PoPs e destacou que o Brasil já ocupa a terceira posição mundial em conectividade fixa, atrás apenas de Estados Unidos e China. Segundo ele, o número de clientes conectados saltou de aproximadamente 20 milhões em 2016 para 55 milhões atualmente, enquanto os PTTs cresceram de quatro para 38 desde 2012. Schuch defendeu uma política de Estado para expansão de data centers edge, associando a estratégia ao avanço da inteligência artificial, streaming, IoT e aplicações sensíveis à latência. O executivo afirmou que o Brasil produz apenas 40% da capacidade de data center que consome e alertou que a expansão do setor depende da integração entre infraestrutura digital e redes de telecomunicações. No mesmo painel, o BNDES informou que projetos de data centers no Norte e Nordeste podem acessar até 70% de funding com recursos do FUST, enquanto a Eletronet revelou possuir 170 pequenos data centers e planos para lançar outras 85 unidades voltadas à edge computing. (Telesintese - 04.05.2026)

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Dinamarca: País pausa conexões de data centers por pressão energética

A Dinamarca tornou-se o primeiro país nórdico a suspender temporariamente novos acordos de conexão de data centers à rede elétrica após a operadora estatal Energinet registrar explosão na demanda por capacidade. Os projetos em análise somam cerca de 60 GW, volume quase nove vezes superior ao pico de demanda elétrica nacional, de 7 GW, sendo 14 GW relacionados apenas a data centers. A pausa inicial de três meses reacendeu debates sobre priorização do acesso à energia e critérios regulatórios para grandes consumidores elétricos. Especialistas apontam necessidade de reorganização das filas de conexão e definição de categorias prioritárias. O avanço da inteligência artificial e da digitalização intensificou a pressão sobre a infraestrutura energética em diversos países europeus e norte-americanos. (Olhar Digital - 04.05.2026)

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Brasil: Cabos submarinos podem descentralizar data centers de IA

A expansão de data centers de inteligência artificial no Brasil depende da combinação entre disponibilidade de energia e conectividade de baixa latência, segundo análise da Padtec. O avanço dos cabos submarinos, especialmente a extensão do cabo Malbec até Porto Alegre, já começa a atrair investimentos em infraestrutura digital no Sul do país. Atualmente, 98% do tráfego global de dados passa por cabos submarinos, e Fortaleza permanece como principal hub latino-americano dessas conexões. Apesar do potencial energético do Norte e Nordeste, impulsionado por fontes renováveis, a maior concentração de data centers segue no Sudeste. A proposta de uso de cabos festoon, voltados à conexão costeira de curta distância, surge como alternativa para distribuir conectividade de alta disponibilidade e estimular novos polos regionais de processamento de IA. (TeleSíntese - 04.05.2026)

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EUA: IREN energiza campus de data center de 1,4 GW no Texas

A IREN energizou o site Sweetwater 1, data center de 1,4 GW no Texas, conectando a subestação de alta tensão do projeto à rede ERCOT. O marco integra o desenvolvimento do campus Sweetwater, planejado para 2 GW, e permitirá entrega progressiva de energia à medida que os data centers locais avancem em construção e comissionamento por fases. A companhia se posiciona como provedora verticalmente integrada de AI Cloud, com data centers em larga escala e clusters de GPU voltados a treinamento e inferência de inteligência artificial. A empresa opera um portfólio de terrenos e energia conectados à rede em regiões com disponibilidade renovável nos Estados Unidos e no Canadá. O anúncio não detalhou prazos para atingir a capacidade operacional total nem compromissos comerciais com clientes. (Investing - 01.05.2026)

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Brasil: Data centers podem reduzir pegada global de carbono

A instalação de data centers no Brasil pode contribuir para reduzir a pegada global de carbono do setor, graças à matriz elétrica nacional composta por cerca de 90% de fontes renováveis. Em fórum realizado pela Exame e PSR, especialistas debateram a necessidade de ampliar a infraestrutura energética para atender consumo estimado em 25 GW até 2035, conforme projeção da EPE. Estudo da ABDC indica que cada MW consumido por data centers no Brasil reduz a pegada de carbono em pelo menos sete vezes na comparação com consumo equivalente nos Estados Unidos. A EPE já avalia potenciais regionais de conexão, com 9 GW em São Paulo, 4 GW no Nordeste e 5 GW no Sul. O avanço depende também do Redata, previsto no PL 278/2026, e de investimentos em transmissão, transformadores, baterias e governança regulatória. (Exame - 01.05.2026)

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EUA: Alliant vê demanda subir 60% com data centers até 2031

A Alliant Energy apresentou resultados do primeiro trimestre de 2026 com foco em uma transformação estratégica impulsionada por contratos de data centers. A companhia informou demanda contratada de 3,4 GW, o que representa aumento projetado de 60% até 2031 em relação a 2025 e crescimento anual composto de cerca de 11% nas vendas elétricas de varejo. Em abril, fechou novo acordo de serviço elétrico para um data center de 370 MW em Iowa, com rampa completa prevista até o fim de 2030. O plano de investimentos soma US$ 13,4 bilhões entre 2026 e 2029, incluindo geração a gás, eólica, renováveis e armazenamento. Entre os clientes já contratados estão QTS, Google e Meta, com projetos em Iowa e Wisconsin e cargas programadas até 2031. (Investing - 01.05.2026)

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EUA: Demanda de data centers acelera comercialização de armazenamento de longa duração

Executivos da Energy Dome e da Xcel Energy afirmaram que a necessidade urgente de fornecimento energético para data centers está impulsionando a comercialização de tecnologias de armazenamento de longa duração (LDES) nos Estados Unidos. A italiana Energy Dome destacou que aplicações de oito horas vêm sendo contratadas para atender centros de dados, especialmente devido à rapidez de implantação frente a projetos nucleares ou geotérmicos. A empresa utiliza tecnologia baseada em compressão adiabática de CO₂ e assinou recentemente memorando para integrar sua solução “Battery Plus” em um complexo de data center de 1 GW no Texas. Segundo a companhia, o sistema combina recuperação de calor residual e armazenamento, reduzindo custos e aumentando eficiência. A Xcel Energy ressaltou que utilities valorizam fornecedores capazes de escalar gradualmente e entregar projetos de forma comprovada. Os participantes também apontaram ausência de mecanismos regulatórios adequados para monetização de múltiplos serviços prestados por sistemas LDES fora do segmento de data centers. (Energy Storage News - 01.05.2026)

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Croácia: Data center de € 50 bi será abastecido por solar e baterias

O grupo norte-americano Pantheon Atlas anunciou o desenvolvimento do complexo Pantheon AI na Croácia, um campus de data centers de 1 GW que será totalmente abastecido por energia renovável com suporte de armazenamento em baterias. O empreendimento terá investimento inicial de € 12 bilhões, podendo superar € 50 bilhões considerando equipamentos e ocupação dos hyperscalers. O projeto incluirá um sistema solar de 500 MW associado a 8.000 MWh de armazenamento BESS behind-the-meter desenvolvido pela Greenvolt. A instalação seguirá padrões NVIDIA GW-Scale AI Factory e Tier IV de disponibilidade, com início de construção previsto para 2027 e operação comercial em 2029. Segundo a empresa, a combinação de solar e baterias oferece lead time de apenas um a três anos, muito inferior a projetos fósseis ou nucleares, atendendo à crescente demanda energética da inteligência artificial. O complexo também permitirá integrar mais 5,2 GW renováveis à rede croata por meio de novas linhas de transmissão de 400 kV. (Energy Storage News - 30.04.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: Genesys integra IA e WhatsApp em plataforma global na AWS

A Genesys anunciou parceria com a Meta para integrar recursos de inteligência artificial e WhatsApp ao Genesys Cloud, plataforma de orquestração de experiências em nuvem. A solução unifica mensagens, chamadas e interações automatizadas em um único ambiente, permitindo atendimento contínuo com IA generativa e agentes autônomos. Segundo a empresa, a infraestrutura opera integralmente sobre AWS, com 17 instâncias globais distribuídas, incluindo operações locais no Brasil e no México, atendendo requisitos de LGPD, soberania de dados e baixa latência. A plataforma suporta desde chatbots tradicionais até agentes agênticos capazes de executar tarefas complexas em tempo real. A integração busca ampliar eficiência operacional e escalabilidade em um ambiente com mais de 3 bilhões de usuários do WhatsApp, reforçando a demanda por infraestrutura robusta de nuvem e processamento de dados. (Data Center Dynamics - 06.05.2026)

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EUA: AMD projeta mercado de CPUs para servidores acima de US$ 120 bi

A AMD registrou receita de US$ 5,8 bilhões no segmento de data centers no primeiro trimestre de 2026, alta de 57% na comparação anual, impulsionada pela demanda por CPUs Epyc e GPUs Instinct voltadas a inteligência artificial. A empresa prevê que o mercado de CPUs para servidores ultrapasse US$ 120 bilhões até 2030, revisando sua projeção de crescimento anual de 18% para 35%. Segundo a CEO Lisa Su, a expansão da IA agêntica e das cargas de inferência vem acelerando a demanda por processamento em servidores, pressionando cadeias globais de suprimento. A companhia também confirmou avanço dos contratos de 6 GW de GPUs firmados com Meta e OpenAI, com entregas previstas a partir do segundo semestre de 2026, utilizando arquiteturas MI450, Venice e Helios voltadas a data centers de IA em escala de rack. (Data Center Dynamics - 06.05.2026)

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Itália: Grupo Almaviva cria diretoria global para acelerar estratégia de IA

O Grupo Almaviva anunciou a criação de uma Diretoria Global de Inteligência Artificial, consolidando sua estratégia de expansão em soluções baseadas em dados, automação e tecnologias proprietárias. A nova estrutura será liderada por Valeria Sandei, que permanecerá também como CEO da Almawave e responderá diretamente ao CEO global Marco Tripi. Nos últimos três anos, o grupo investiu mais de R$ 600 milhões em pesquisa e desenvolvimento de soluções próprias com apoio de instituições europeias. A diretoria ficará responsável pela coordenação internacional das iniciativas de IA, integrando tecnologias, operações e estratégias comerciais em toda a cadeia de valor. A medida fortalece especialmente a atuação da TIVIT na América Latina, região que já representa cerca de 40% da receita do grupo. Segundo a companhia, a integração permitirá ampliar o acesso regional a aplicações avançadas de automação, analytics e tomada de decisão baseada em dados, apoiadas por infraestrutura tecnológica global e modelos proprietários desenvolvidos internamente. (Data Center Dynamics - 05.05.2026)

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Brasil: Universidades do Paraná visitam data center Tier III da Itaipu

Gestores de Tecnologia da Informação das sete universidades estaduais do Paraná visitaram o Data Center da margem brasileira da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, para conhecer a infraestrutura e as tecnologias utilizadas na operação da instalação. A agenda integrou as atividades do Fórum de Gestores de TI da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp). Durante a visita, representantes das universidades destacaram o empreendimento como referência nacional em infraestrutura crítica, eficiência operacional e segurança, especialmente pela certificação Tier III, presente em poucos data centers brasileiros. Segundo a Itaipu, a instalação utiliza soluções modernas de cabeamento estruturado e sistemas voltados à alta disponibilidade e baixa perda de conectividade. A troca de experiências também permitiu que instituições como a UEPG utilizassem o projeto como inspiração para futuros empreendimentos próprios. Participaram da visita representantes da Unioeste, UEPG, UEL, UEM, Uenp, Unicentro e Unespar, que posteriormente seguiram para atividades no Itaipu Parquetec. (Coluna do Meio - 05.05.2026)

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Brasil: São Paulo avalia investir até R$ 3 bi em supercomputador nacional

O governo do Estado de São Paulo iniciou estudos para aquisição de um supercomputador com investimento estimado entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, em iniciativa aprovada pelo Conselho da Secretaria de Parcerias e Investimentos e incorporada ao Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). O projeto busca suprir a demanda reprimida por processamento computacional avançado no país e ampliar capacidades tecnológicas ainda não desenvolvidas nacionalmente devido à ausência de infraestrutura de alta performance em território brasileiro. Segundo o secretário-executivo de parcerias em investimentos, Thiago Nunes, a avaliação considera a necessidade estratégica de ampliar autonomia tecnológica e capacidade de processamento local, em um contexto de expansão acelerada da inteligência artificial e do uso intensivo de dados. A iniciativa se insere no movimento global de fortalecimento de infraestrutura digital crítica e poderá posicionar São Paulo como um dos principais polos de computação avançada da América Latina. O projeto também dialoga com o crescimento da demanda por data centers de alta densidade energética, aplicações científicas e serviços de IA, além de potencialmente estimular cadeias nacionais ligadas à inovação, semicondutores e processamento de dados em larga escala. (Valor Econômico - 05.05.2026)

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Brasil: Qualcomm entra em data centers com foco em IA distribuída

A Qualcomm anunciou sua entrada estratégica no mercado de data centers, com planos de trazer equipamentos para a América Latina e ampliar sua atuação além dos processadores para smartphones. Segundo Luis Tonisi, presidente da companhia na região, a empresa aposta em soluções voltadas à inferência de inteligência artificial, utilizando chips AI200 e AI250 e racks completos para processamento distribuído, com menor custo energético e menor latência. A estratégia prioriza workloads próximos de empresas e consumidores, em vez de grandes centros voltados ao treinamento de modelos. A companhia negocia parcerias com operadoras, provedores de infraestrutura e fabricantes locais para viabilizar equipamentos edge e soluções híbridas entre cloud e processamento local. A Qualcomm também pretende expandir a plataforma corporativa Dragonwing para setores como mineração, logística, varejo e agronegócio. (BNamericas - 05.05.2026)

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EUA: Vertiv amplia sistema modular de distribuição elétrica para IA

A Vertiv lançou uma nova versão compacta double stack da linha PowerBar Track, voltada a data centers de colocation e hiperescala que enfrentam o aumento de cargas de inteligência artificial e computação de alto desempenho. O sistema modular oferece distribuição elétrica de até 2000 A sob UL 857 e 2500 A sob IEC 61439-6, com opções em cobre ou alumínio, permitindo maior densidade de potência e melhor aproveitamento de espaço em sala branca. A arquitetura possibilita instalar ou mover caixas de derivação sem desligar o sistema, além de incluir medição integrada para monitoramento energético em tempo real. A solução integra-se ao portfólio de energia da Vertiv, incluindo UPS, switchgear e racks, e também ao ecossistema Vertiv 360AI, focado em infraestrutura escalável e preparada para ambientes de IA. (Data Center Dynamics - 05.05.2026)

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EUA: Dell prevê avanço da refrigeração líquida em servidores de IA

A Dell Technologies avalia que os servidores voltados à inteligência artificial passarão por uma transição acelerada para arquiteturas em escala de rack com refrigeração líquida, utilizando água ou fluidos dielétricos para dissipação térmica. Segundo executivos da companhia, o aumento da densidade computacional em CPUs e GPUs para IA exige soluções mais eficientes de remoção de calor e impulsiona o redesenho dos data centers. A empresa observa crescimento da demanda por plataformas locais de IA devido à chamada Data Gravity, fenômeno em que grandes volumes de dados dificultam a migração para nuvens externas. Apesar da expansão do resfriamento líquido, a Dell considera que sistemas a ar continuarão relevantes em muitos ambientes. A companhia afirma que clientes já projetam novos data centers com foco em eficiência energética, refrigeração avançada e otimização de espaço para suportar aplicações intensivas de IA. (Convergência Digital - 05.05.2026)

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Global: Samsung estuda data centers flutuantes para acelerar IA

A Samsung trabalha em um plano de data centers flutuantes para acelerar a implantação de capacidade de inteligência artificial no mar, em parceria com a Mouserian, desenvolvedora de infraestrutura sediada em Dallas e focada em IA de alta densidade. A proposta busca reduzir o tempo necessário para obter energia e resfriamento para cargas de IA, usando estruturas navais conectadas a usinas térmicas ou nucleares existentes, em vez de aguardar novas conexões terrestres. O modelo trata zonas costeiras como áreas de implantação de infraestrutura digital e prevê embarcações com salas refrigeradas a líquido, escaláveis conforme a demanda. Segundo os desenvolvedores, a iniciativa pode entregar mais de 1,5 GW de capacidade em cerca de três anos, mas ainda levanta dúvidas sobre escala, confiabilidade e execução operacional. (Segunda Base - 05.05.2026)

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EUA: Micron aposta em SSD de 245 TB para transformar data centers

A Micron iniciou a comercialização do SSD Micron 6600 ION de 245 TB, apontado como o maior SSD disponível no mercado para aplicações em IA, nuvem e hiperescala. A companhia afirma que a solução reduz em 82% o espaço necessário em racks em comparação com sistemas baseados em HDD, além de oferecer ganhos expressivos de eficiência energética e desempenho. Segundo testes internos, o drive proporciona até 84 vezes mais eficiência energética para cargas de IA, latência até 29 vezes menor e ingestão de dados 3,4 vezes mais rápida. O SSD utiliza tecnologia G9 QLC NAND e pode acelerar a migração estrutural de data centers de HDDs para SSDs de alta densidade, movimento impulsionado pela expansão de infraestrutura voltada à inteligência artificial. (ADVFN - 05.05.2026)

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Bélgica: NetApp nomeia Jurgen Hofkens para liderar estratégia técnica em EMEA e LATAM

A NetApp anunciou a nomeação de Jurgen Hofkens como Chief Technology Officer e vice-presidente de Engenharia de Vendas para as regiões EMEA e América Latina, com início previsto para 1º de maio de 2026. O executivo será responsável pela estratégia técnica da companhia e pelo fortalecimento do relacionamento com clientes e parceiros em um cenário de crescimento da demanda por soluções voltadas à inteligência artificial, segurança de dados e operações híbridas. Ex-executivo da AWS, Hofkens liderou iniciativas de infraestrutura de IA, computação avançada, edge, HPC, IoT e nuvem híbrida. Segundo a NetApp, a contratação reforça o posicionamento da empresa na oferta de infraestrutura inteligente de dados para aplicações de IA e ambientes multicloud. A companhia destaca sua plataforma baseada no software ONTAP, integrada a ferramentas de automação e observabilidade como AI Data Engine e AFX, permitindo gerenciamento unificado de armazenamento, proteção e governança de dados. Com atuação baseada na Bélgica, o executivo trabalhará diretamente com clientes e parceiros em projetos relacionados à modernização de data centers e expansão de cargas de trabalho de inteligência artificial. (Data Center Dynamics - 04.05.2026)

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Japão: SoftBank planeja baterias sem lítio e cobalto para data centers

O SoftBank pretende fabricar no Japão baterias de zinco-halogênio sem lítio e cobalto para uso em data centers, em parceria com a sul-coreana Cosmos Lab. A produção deve começar no ano fiscal de 2027 no antigo complexo da Sharp em Sakai, perto de Osaka, onde o grupo também constrói um data center. A tecnologia usa materiais de menor custo e mais disponíveis no Japão, reduzindo dependência da China em metais industriais. Por utilizar água como eletrólito, a bateria tende a apresentar menor risco de incêndio do que soluções com solventes orgânicos, embora ainda enfrente desafios de vida útil. O SoftBank avalia investir dezenas de bilhões de ienes até 2030 para superar 1 GWh anual de capacidade, equivalente a mais de 100 mil sistemas residenciais de armazenamento por ano. (Valor Econômico - 04.05.2026)

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Brasil: Projeto ECOS investe R$ 3 mi em data centers sustentáveis

O CPQD e a ABDI lançaram em Campinas o projeto ECOS, voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para tornar data centers mais sustentáveis, eficientes e inteligentes. A iniciativa terá investimento de R$ 3 milhões, metade destinada a até seis startups selecionadas, e duração de dois anos. As empresas receberão capacitação, mentoria e apoio técnico para testar soluções em ambientes reais de data centers parceiros. O projeto busca fortalecer a soberania nacional em infraestrutura digital sustentável, em um mercado brasileiro projetado em US$ 8,3 bilhões até 2030 e responsável por mais de 50% da capacidade da América Latina. As soluções devem envolver IA, BESS, monitoramento, automação, renováveis, descarbonização, redução do consumo de água e otimização de resfriamento. (Correio Popular - 04.05.2026)

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EUA: McLaren usa data centers e IA para ganho de desempenho na F1

A McLaren utiliza infraestrutura digital avançada para processar dados, simulações e inteligência artificial em sua operação de Fórmula 1. Segundo Zak Brown, diretor da equipe, cada fim de semana de corrida gera 1,5 TB de dados a partir de 300 sensores em cada carro, além de cerca de um milhão de simulações para decisões estratégicas. A equipe combina processamento em nuvem via Google Cloud com servidores Dell e switchgear Cisco no circuito, conectados ao data center do McLaren Technology Centre, no Reino Unido, por link MPLS dedicado de 100 Mbps. O centro também abriga uma fábrica de IA da Dell com GPUs Nvidia para desenvolvimento de veículos, simulação de componentes e análise de concorrentes. A Schneider Electric tornou-se parceira oficial de tecnologia energética da equipe, com foco em eficiência, eletrificação e gêmeos digitais. (Data Center Dynamics - 02.05.2026)

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Global: Limites físicos da IA tornam eficiência central nos data centers

A infraestrutura de inteligência artificial começa a enfrentar limites físicos ligados à oferta de hardware, e a eficiência passa a ser fator decisivo para data centers. A análise aponta que os gargalos vão além das GPUs e envolvem memória DRAM, NAND flash, controladores, embalagem avançada, entrega de energia e logística. Fabricantes de memória indicam que a escassez global pode persistir até 2027 ou além, pressionada pela demanda de data centers de IA. Nesse cenário, arquiteturas baseadas em redundância excessiva e expansão bruta tornam-se caras e arriscadas. Plataformas mais eficientes, com deduplicação, compressão, melhor proteção de dados e menor necessidade de drives, reduzem custo total de propriedade, consumo de energia, espaço físico e exposição à cadeia de suprimentos. A eficiência deixa de ser otimização final e vira princípio de projeto. (Data Center Dynamics - 01.05.2026)

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Brasil: Edge computing exige hardware resiliente e operação distribuída

O avanço do edge computing no Brasil está elevando a importância de hardware resiliente, monitoramento remoto e arquiteturas distribuídas para aplicações críticas, segundo análise da Kingston Technology Brasil. O gerente de tecnologia Iuri Santos afirmou que setores como telecom, indústria, mineração, agronegócio, logística e óleo e gás já operam projetos de borda com exigências elevadas de latência, disponibilidade e resistência ambiental. A avaliação destaca que SSDs, memórias ECC e plataformas NVMe passaram a ser tratados como ativos operacionais críticos, especialmente em ambientes remotos sujeitos a calor, poeira, umidade, vibração e instabilidade elétrica. O executivo também apontou que a combinação entre 5G, IA de borda, armazenamento local e monitoramento preditivo será central para a expansão de aplicações de missão crítica e processamento distribuído no país. (Data Center Dynamics - 01.05.2026)

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EUA: Arm avança em CPU própria para data centers de IA

A Arm Holdings prepara uma mudança estratégica ao desenvolver sua própria CPU para data centers, conhecida como Arm AGI, em movimento que pode alterar seu modelo tradicional de licenciamento e royalties. O chip deve ser implantado em servidores ao lado do acelerador de IA MTIA, da Meta, aproximando a empresa de sistemas integrados oferecidos por Nvidia e Google. A arquitetura Arm, historicamente dominante em dispositivos móveis por eficiência energética, ganhou espaço em nuvem e data centers, com AWS, Microsoft Azure e Google Cloud oferecendo CPUs customizadas baseadas nessa tecnologia. A empresa projeta que a receita do AGI só se torne material no ano fiscal de 2028, mas estima até US$ 15 bilhões em vendas anuais relacionadas à nova plataforma até 2031, ante US$ 4,7 bilhões nos últimos 12 meses. (Investing - 01.05.2026)

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