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IFE
22/04/2026

Data Center 24

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
22/04/2026

IFE nº 24

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 24

Tendências de Mercado

Brasil: Consumo elétrico de data centers pode crescer mais de 11 vezes até 2030

A carga de energia elétrica dos data centers no Brasil pode saltar de 304 MW médios em 2026 para 3.457 MW médios em 2030, segundo a 1ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2026–2030, elaborada por CCEE, ONS e EPE. O avanço equivale a crescimento superior a 11 vezes em quatro anos e reflete a intensificação dos projetos previstos nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul. O ONS registra 22 pedidos de acesso à Rede Básica com contratos assinados, dos quais 18 já têm autorização para conexão. A Thymos Energia estima investimentos de até R$ 60 bilhões em infraestrutura de data centers até 2030 e aponta pedidos de conexão equivalentes a 9 GW em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. A expansão ainda pode ajudar a reduzir cortes de geração renovável no Nordeste, ao elevar o consumo em áreas afetadas por curtailment de eólicas e solares. (Movimento Econômico – 17.04.2026)

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América Latina: Moody’s vê financiamento como chave para expansão bilionária de data centers

A Moody’s avalia que o entrave principal para a expansão dos data centers na América Latina deixou de ser a demanda e passou a ser o acesso a capital e a qualidade do ambiente regulatório. A região encerrou 2025 com cerca de 1,4 GW de capacidade instalada de TI e aproximadamente 1 GW adicional em construção, sobretudo em projetos de colocation, mas o ritmo de avanço segue condicionado à disponibilidade de financiamento. O Brasil concentra mais de 60% da capacidade instalada e dos investimentos regionais, à frente de México e Chile, favorecido por escala de mercado, demanda corporativa e mercado de capitais mais desenvolvido, especialmente em debêntures. A agência observa uma transição do modelo predominantemente financiado por capital próprio para estruturas com maior uso de dívida, ancoradas em contratos de longo prazo com hiperescaladores. Ainda assim, persistem riscos como concentração em poucos clientes, exposição cambial, desafios construtivos, licenciamento e limitações no acesso estável a energia e água, fatores que continuam pressionando o perfil de crédito dos projetos. (Estadão – 16.04.2026)

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América Latina: Ascenty projeta nova onda de demanda impulsionada por IA e expansão bilionária

A Ascenty projeta forte aceleração da demanda por data centers na América Latina impulsionada pela inteligência artificial, inaugurando uma segunda onda de crescimento mais intensa que a do cloud computing iniciada em 2012. A empresa registrou alta de 30% na receita e 26% na capacidade vendida em 2025, além de 149 novos clientes, e anunciou plano de investimento de US$ 1 bilhão com foco em Brasil, México e Chile. Segundo o CEO Chris Torto, a expansão reflete maior necessidade de processamento, integração e escala para aplicações de IA. A Moody’s estima que os investimentos globais no setor podem atingir US$ 3 trilhões até 2030. O Brasil aparece como mercado prioritário, concentrando 80% dos ativos da companhia, beneficiado por matriz energética renovável, custos competitivos e demanda crescente. Entre os desafios, o executivo destaca a carga tributária sobre equipamentos e a incerteza em torno do Redata, considerado decisivo para competitividade. (Forbes – 16.04.2026)

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Brasil: País reúne vantagens estruturais, mas enfrenta entraves regulatórios para data centers

O Brasil se destaca como potencial hub global de data centers e inteligência artificial, impulsionado por matriz elétrica com 85% a 90% de fontes renováveis, forte conectividade e mercado consumidor dinâmico. No entanto, especialistas apontam que desafios regulatórios, como incertezas em torno do programa Redata, podem limitar a atração de investimentos. Segundo o BNDES, há grande volume de projetos represados que dependem de regras claras para avançar. O conceito de “token verde” surge como diferencial competitivo, associado à sustentabilidade da infraestrutura digital. Apesar das vantagens, há preocupações com estresse hídrico em determinadas regiões, exigindo soluções tecnológicas mais eficientes. O avanço do setor depende da integração entre políticas públicas, planejamento energético e infraestrutura de telecomunicações, de modo a viabilizar projetos de grande escala e consolidar o país como polo global. (Agência CanalEnergia – 16.04.2026)

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Brasil: Capacidade de data centers pode crescer cinco vezes mesmo sem incentivos fiscais

O Brasil registra forte expansão na construção de data centers, com capacidade planejada de 4.293 MW frente a um parque atual de cerca de 760 MW, indicando crescimento potencial de mais de cinco vezes, mesmo sem incentivos fiscais ativos. Dados da Associação Brasileira de Data Centers mostram que o volume em desenvolvimento equivale à capacidade total atual da América Latina somada às expansões regionais. O movimento reforça o papel dos data centers como infraestrutura essencial para inteligência artificial e computação em nuvem. Entre 2003 e 2025, o setor recebeu R$ 600 milhões via Fust e, em 2025, mais R$ 106 milhões do Funttel, evidenciando apoio público limitado frente à escala dos investimentos. Especialistas levantam preocupações sobre impactos ambientais e ausência de contrapartidas obrigatórias, como uso de energia renovável e redução do consumo de água, destacando a necessidade de diretrizes claras para sustentabilidade. (UOL – 15.04.2026)

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Brasil: Evento discute energia, IA e capital para a próxima fase dos data centers

O TS Data Centers, AI & Cloud Summit 2026, promovido pelo Tele.Síntese em 30 de abril, em Santana de Parnaíba, reunirá operadoras, data centers, provedores de cloud, utilities, investidores e setor público para discutir os condicionantes da expansão da infraestrutura digital no Brasil. A agenda foi estruturada em quatro frentes centrais: energia e resiliência para grandes cargas, integração entre cloud e telecom, infraestrutura para IA com foco em densidade energética, refrigeração e conectividade, e capital para expansão diante de riscos e incertezas regulatórias. Os painéis abordarão o posicionamento do Brasil no mapa global de hyperscalers, o papel do ReData e dos incentivos, a descentralização geográfica e a classificação de data centers como infraestrutura crítica, além dos limites físicos da expansão associados à disponibilidade elétrica e à sustentabilidade. O encontro reflete a consolidação do tema como agenda estratégica de competitividade nacional. (Telesintese – 15.04.2026)

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Brasil: IA redefine competitividade ao transformar infraestrutura digital em ativo estratégico

Artigo de Carlos Eduardo Sedeh, CEO da SAMM, sustenta que a corrida pela inteligência artificial não se resume a algoritmos e aplicações, mas depende crescentemente da capacidade física de sustentar rede, conectividade e processamento em escala. O texto argumenta que a diferença competitiva entre empresas e países passa a incluir a robustez da infraestrutura digital, especialmente diante do avanço de modelos generativos e da explosão no volume de dados. Segundo a McKinsey, a IA pode adicionar até US$ 13 trilhões à economia global até 2030, enquanto a IDC projeta mais de 175 zettabytes de dados por ano. O artigo destaca ainda que a densidade média por rack em data centers avançados subiu de 8 kW para 17 kW em dois anos e pode alcançar 30 kW até 2027, evidenciando maior pressão sobre energia, conectividade e resiliência. Nesse contexto, o Brasil teria ativos relevantes para ampliar seu papel regional na nova economia digital. (Teletime – 15.04.2026)

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EUA: Estados avaliam barrar novos data centers para conter alta da conta de luz

A pressão exercida pelos data centers sobre o sistema elétrico dos Estados Unidos já provoca reação regulatória em alguns estados, com foco na proteção das tarifas pagas pelos consumidores. No Maine, legisladores aprovaram proposta que suspende até novembro de 2027 a construção de instalações com potência igual ou superior a 20 MW, patamar capaz de consumir eletricidade equivalente à de mais de 15 mil residências. O movimento reflete a percepção de que a expansão acelerada da inteligência artificial transformou a infraestrutura digital em tema econômico e político, não apenas tecnológico. Além do consumo contínuo de energia para servidores e resfriamento, crescem as preocupações com uso de água e com os custos de reforço da rede elétrica, que podem ser repassados às contas de luz. Debates semelhantes avançam em estados como Virgínia, Geórgia, Nova York, Maryland e Oklahoma, enquanto municípios de Michigan e Indiana já discutem restrições locais. (Economic News– 14.04.2026)

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Brasil: Geopolítica e energia limpa ampliam atratividade do país para data centers

O Brasil pode ganhar protagonismo como destino de data centers e exportador de serviços digitais diante da combinação entre matriz elétrica mais limpa, disponibilidade energética e menor exposição a conflitos geopolíticos, avaliou Alexandre Machado, do Banco do Brasil, durante o Brasscom TecForum Pocket. Segundo ele, a infraestrutura de data centers tende a deixar de ser apenas suporte tecnológico para se tornar agente exportador, armazenando e processando dados de empresas estrangeiras. O executivo destacou que alguns estados dos Estados Unidos já impõem restrições a novos projetos por pressão sobre a oferta de energia, enquanto cresce a preocupação global não só com cibersegurança, mas também com a segurança física dessas instalações em contextos de guerra. Nesse cenário, o Brasil aparece como alternativa relativamente mais segura e competitiva, especialmente por combinar energia de perfil verde com condições favoráveis para expansão da economia digital. (Convergência Digital – 14.04.2026)

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EUA: Investidores questionam valuation da OpenAI em meio à corrida por data centers

A avaliação de US$ 852 bilhões da OpenAI passou a ser contestada por parte de seus próprios investidores, em meio à reorientação estratégica da empresa para clientes corporativos, à competição mais intensa com a Anthropic e a ajustes em seus planos de infraestrutura. A companhia captou US$ 122 bilhões em nova rodada, mas enfrenta dúvidas sobre foco, rentabilidade e capacidade de sustentar um eventual IPO acima de US$ 1,2 trilhão. No centro da discussão está a disputa por poder computacional e data centers: a OpenAI afirmou ter assegurado acesso a 8 gigawatts de capacidade e pretende chegar a 30 GW até 2030, ao mesmo tempo em que revisou projetos como o Stargate, de US$ 500 bilhões, abandonou planos no Reino Unido e em Abilene, no Texas, e reduziu um acordo de US$ 100 bilhões com a Nvidia. A infraestrutura segue como variável decisiva na competição por IA de escala global. (Folha de São Paulo – 14.04.2026)

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Brasil: Expansão da IA transforma energia em ativo estratégico para atrair data centers

A aceleração da inteligência artificial e da digitalização está reposicionando a energia elétrica como fator central de competitividade econômica e segurança energética, com impacto direto sobre a localização de data centers. O artigo destaca projeções de crescimento de cerca de 75% da demanda global por eletricidade até 2050 e estima que a carga adicional dos data centers poderá alcançar 137 GW médios em 2035 e 422 GW médios em 2050, equivalente, no cenário mais avançado, ao consumo anual de toda a União Europeia. Nesse contexto, o Brasil aparece em posição singular por reunir matriz elétrica com cerca de 88% de renováveis, expansão relevante de solar e eólica e capacidade de atrair investimentos industriais, tecnológicos e digitais intensivos em energia limpa. O texto ressalta, porém, que essa vantagem depende de avanços em transmissão, armazenamento, conexão à rede, previsibilidade regulatória e integração entre políticas energética, industrial e digital. (Canal Solar– 13.04.2026)

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Global: IA e energia reposicionam decisões e levam mercado de data centers a US$ 3 tri

O mercado global de data centers passa por uma expansão estrutural impulsionada pela inteligência artificial, digitalização e restrições energéticas, com projeção de atingir 200 GW de capacidade até 2030, praticamente o dobro do nível atual, segundo a JLL. O crescimento envolve cerca de 100 GW adicionais e investimentos estimados em até US$ 3 trilhões, sem sinais de formação de bolha, dado que a demanda por processamento se dissemina por toda a economia. A energia tornou-se o principal critério de decisão, com prazos de conexão à rede superiores a seis anos em hubs tradicionais, enquanto o Brasil apresenta prazos entre 1,5 e 2 anos. A transição do treinamento para inferência de IA favorece infraestruturas distribuídas e amplia oportunidades para novos mercados. Modelos híbridos, combinando cloud, colocation e IA, devem se consolidar como padrão dominante. (JLL– 13.04.2026)

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Brasil: Data center do TikTok no Ceará expõe conflitos socioambientais e lacunas regulatórias

A construção de um data center ligado ao TikTok em Caucaia (CE) desencadeou protestos do povo indígena Anacé e investigações do Ministério Público Federal sobre possíveis irregularidades no licenciamento ambiental. O empreendimento, considerado o maior do país, pode consumir energia equivalente a 2,2 milhões de pessoas e cerca de 30 mil litros de água por dia, com outorga hídrica chegando a 144 mil litros diários. O projeto foi licenciado por meio de Relatório Ambiental Simplificado, sem EIA/RIMA e sem consulta prévia às comunidades, o que motivou questionamentos jurídicos. O caso evidencia lacunas regulatórias para data centers no Brasil e na América Latina, onde a ausência de normas específicas tem permitido enquadramentos inadequados e flexibilizações, ao mesmo tempo em que cresce a pressão por infraestrutura para IA e serviços digitais. (Nexo Jornal– 11.04.2026)

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Global: Investimentos em energia para data centers igualam setor solar

Os investimentos globais em infraestrutura de data centers atingiram US$ 770 bilhões em 2025, equiparando-se ao total aplicado em energia solar e superando o setor de óleo e gás upstream, segundo a Rystad Energy. O avanço reflete uma mudança estrutural no fluxo de capital, com data centers emergindo como vetor central de demanda energética. Aproximadamente 40% dos investimentos são destinados a equipamentos de TI, enquanto sistemas energéticos — como resfriamento e distribuição elétrica — já alcançam volumes comparáveis ao fotovoltaico. Projetos acima de 100 MW tornam-se padrão, exigindo infraestrutura similar a ativos energéticos, porém com prazos mais curtos de implantação. Os EUA concentram 42% da capacidade instalada, seguidos pela China, enquanto novos polos como Finlândia e Portugal ganham relevância. A expansão pressiona redes elétricas e cadeias industriais, impulsionada principalmente pela demanda associada à inteligência artificial. (PV Magazine – 09.04.2026)

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EUA: Disputa geopolítica amplia restrições a data centers chineses

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) avalia medidas para restringir a atuação de empresas chinesas no mercado de data centers, ampliando tensões geopolíticas no setor digital. A proposta inclui proibir China Mobile, China Telecom e China Unicom de operarem data centers no país, além de impedir a interconexão com operadoras locais, sob alegação de riscos à segurança nacional. A FCC também analisa restringir a importação contínua de equipamentos dessas empresas, mesmo os previamente autorizados. As medidas seguem ações adotadas desde 2022 e reforçadas em 2025, quando novas restrições foram aprovadas. O movimento evidencia a crescente relevância estratégica dos data centers, que passam a integrar a disputa tecnológica entre EUA e China, antes concentrada em telecomunicações, com impactos potenciais sobre cadeias globais de infraestrutura digital. (Convergência DIgital – 09.04.2026)

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Expansão e Investimentos

Letônia: Delska inaugura data center de 10 MW voltado a IA e HPC em Riga

A Delska inaugurou oficialmente o EU North Riga LV DC1, em Riga, reforçando a ambição de posicionar os Países Bálticos como polo competitivo de infraestrutura digital no norte da Europa. O empreendimento tem potência inicial de 10 MW, área modular de 7.100 m² e possibilidade de expansão para 30 MW, com suporte a densidades de até 250 kW por rack e padrão Tier III, equivalente a 99,982% de disponibilidade. A empresa informou meta de PUE inferior a 1,3 e uso de energia renovável proveniente de fontes eólicas, solares e hidrelétricas do norte europeu, além de geradores de reserva abastecidos com diesel renovável Neste MY. O projeto recebeu o prêmio anual de construção da Letônia e já prepara infraestrutura para os primeiros clientes, após cerimônia com mais de 400 convidados e participação de autoridades que destacaram seu papel para segurança digital, soberania tecnológica e atração de investimentos. (PRNews – 17.04.2026)

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Brasil: Equinix ativa SP6 com aporte de R$ 569,1 mi

A Equinix iniciou as operações do SP6, em Santana de Parnaíba, com investimento de US$ 114 milhões, equivalentes a R$ 569,1 milhões na conversão do Banco Central, como parte de um plano mais amplo de R$ 1,5 bilhão em expansão de infraestrutura no Brasil ao longo de 2026. Além do novo ativo, a empresa trabalha no projeto SP7, em outro data center no mesmo município, na obra do SP4 em Barueri e em mais duas operações no Rio de Janeiro. Executivos da companhia afirmam que o Brasil é mercado crucial não apenas para a região, mas também para a estratégia global, e mantêm o ritmo de expansão mesmo sem visibilidade sobre a aprovação do Redata. A Brasscom estima que os investimentos acumulados em data centers no país possam alcançar US$ 92 bilhões entre 2025 e 2031, sendo US$ 69 bilhões em equipamentos e US$ 23 bilhões em infraestrutura. A Equinix fechou 2025 com lucro líquido de US$ 1,3 bilhão e receita anual de US$ 9,2 bilhões, reforçando capacidade financeira para sustentar o ciclo de crescimento. (Valor Econômico - 17.04.2026)

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Brasil: Tecto anuncia US$ 2 bi e novos projetos para atender demanda de IA

A Tecto Data Centers anunciou plano de investimento de US$ 2 bilhões entre 2026 e 2028 para expandir sua infraestrutura na América Latina e ampliar atuação no Brasil, com previsão de cinco novos data centers em 2026. Entre os projetos estão o TGRU1, em Santana de Parnaíba, com capacidade de até 200 MW voltada a aplicações de alta densidade, e o TPOA1, em Porto Alegre. A estratégia inclui entrada no segmento enterprise e adoção de arquitetura baseada em AI Grid e AI Factory, combinando data centers distribuídos e estruturas dedicadas ao processamento intensivo. A companhia busca atender hyperscalers, operadoras, provedores de cloud e empresas de diversos setores, refletindo a crescente centralidade da infraestrutura digital para negócios. Atualmente, a empresa opera sete unidades no Brasil e na Colômbia e pretende ampliar capilaridade e capacidade para capturar a demanda crescente por IA, cloud e serviços gerenciados. (Telesintese – 16.04.2026)

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América Latina: Expansão dos data centers avança, mas financiamento ainda limita projetos

Relatório da Moody’s indica que a corrida por data centers na América Latina, impulsionada por computação em nuvem e inteligência artificial, enfrenta restrições crescentes de financiamento mesmo com a expansão acelerada do setor. Ao fim de 2025, a região somava cerca de 1,4 GW de carga instalada de TI e aproximadamente 1 GW adicional em construção, sobretudo em colocation. A agência ressalta que campus de grande porte exigem compromissos intensivos com terreno, infraestrutura de energia e contratos de longo prazo, o que torna o acesso a capital flexível um fator decisivo para viabilizar ou travar empreendimentos. Diferentemente dos Estados Unidos, onde operadores contam com mercados de capitais mais profundos, a região ainda depende mais de patrocinadores, bancos e debêntures locais. O Brasil permanece como mercado âncora, com mais de 60% da capacidade e do investimento existentes, enquanto instrumentos como ABS e CMBS ainda não se consolidaram para essa classe de ativos. (MegaWhat Energy – 15.04.2026)

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EUA: TeraWulf lança oferta de US$ 800 mi para financiar novo data center

A TeraWulf anunciou uma oferta pública de US$ 800 milhões em ações ordinárias, com opção adicional de até US$ 120 milhões em 30 dias, para reforçar o caixa e financiar a construção de um data center em Hawesville, no Kentucky. Os recursos também serão direcionados ao pagamento de valores pendentes na linha de crédito ponte, possíveis aquisições de novos sites e necessidades corporativas gerais. A companhia, que atua em infraestrutura para hospedagem de computação de alto desempenho e mineração de bitcoin nos Estados Unidos, informou ainda dívida total de US$ 5,2 bilhões, relação dívida/patrimônio de 37 e índice de liquidez corrente de 2,0. O Morgan Stanley lidera a subscrição e a Cantor Fitzgerald atua como assessora de mercado de capitais. A operação sinaliza continuidade da corrida por ativos de processamento intensivo diante da valorização da ação e da expansão da demanda digital. (Investing – 14.04.2026)

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Brasil: Goiânia destina R$ 26,8 mi à modernização do data center municipal

A Prefeitura de Goiânia aprovou contratações que somam R$ 26,8 milhões para modernizar sua infraestrutura tecnológica, com destaque para a atualização do data center municipal, aquisição de sistema de alta performance para bancos de dados, solução de backup e licenças técnicas para engenharia e arquitetura. O pacote se conecta ao financiamento de R$ 132 milhões junto ao BNDES para acelerar a transformação digital da administração. Entre os contratos, estão R$ 11.428.018,88 para atualização da plataforma hiperconvergente, R$ 12,9 milhões para um sistema baseado em Oracle Exadata Database Machine X10M ou superior, e R$ 1,13 milhão para backup sob demanda com suporte e garantia de 36 meses. A prefeitura afirma que a estrutura reforçará segurança, estabilidade e capacidade para aplicações de inteligência artificial e análise de grandes volumes de dados, preservando maior controle sobre informações sensíveis em ambiente próprio. (Tribuna do Planalto – 14.04.2026)

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Brasil: V.tal avalia aquisições e amplia estratégia em data centers

A V.tal, controlada por fundos do BTG Pactual, avalia a aquisição de empresas de telecomunicações e de uma companhia greenfield com potencial de entrada futura no mercado de data centers, ampliando sua estratégia de integração entre infraestrutura digital e conectividade. A operação envolve ativos como 1Telecom, Um Telecom e Atlantic Data Center, com foco em sinergias operacionais e expansão da rede de fibra óptica, que já supera 20 mil km no Nordeste. A Atlantic, ainda não operacional, pode posicionar o grupo no segmento de data centers. A companhia já atua no setor por meio da Tecto Data Centers. A transação está sob análise do Cade e da Anatel. Paralelamente, o BTG passou a controlar 100% da V.tal após adquirir a fatia da Oi, reforçando a capacidade de investimento em infraestrutura digital e potencial expansão no mercado de data centers no Brasil. (MegaWhat Energy – 10.04.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

União Europeia: Lobby de big techs mantém sigilo sobre emissões e consumo de data centers

Investigação repercutida pelo ConvergenciaDigital aponta que empresas de tecnologia lideradas pela Microsoft, com apoio da DigitalEurope, conseguiram influenciar a regulamentação europeia para manter em sigilo indicadores ambientais individualizados de data centers, como consumo de energia, uso de água e eficiência operacional. A cláusula de confidencialidade foi incorporada à regra final publicada em março de 2024, no contexto da revisão da diretiva de eficiência energética, após propostas apresentadas pela indústria durante consultas públicas em 2024. O dispositivo impede inclusive o acesso por leis de transparência, restringindo a divulgação a dados nacionais agregados. A decisão surge em momento de forte expansão da infraestrutura digital no bloco, que pretende triplicar sua capacidade de data centers nos próximos cinco anos com investimentos estimados em € 176 bilhões, impulsionados pela IA. Juristas ouvidos pela investigação apontam possíveis incompatibilidades com normas de transparência da UE e com a Convenção de Aarhus, ampliando o debate regulatório sobre accountability ambiental do setor. (Convergência Digital – 17.04.2026)

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Brasil: Senado avança debate sobre regulação de data centers de IA e integração energética

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado realizou audiência sobre o PL 3.018/2024, que propõe regras para operação de data centers de inteligência artificial, indicando que o texto ainda passará por ajustes antes da votação. O relator, senador Vanderlan Cardoso, afirmou que mudanças dependerão de alinhamento com o autor e não aceitarão pressões externas, diante da sensibilidade do tema. Contribuições destacaram a necessidade de integrar expansão do setor ao planejamento energético, com projeções de até R$ 500 bilhões em investimentos e possível quadruplicação da capacidade. A Absolar vinculou o debate ao retorno do Redata e citou previsão de R$ 5,2 bilhões na LOA, além de estimativa de demanda de 13,4 GW até 2038, apontando o armazenamento como solução para falta de flexibilidade do sistema. Especialistas defenderam harmonização regulatória, eliminação de categorias específicas e adoção de métricas como PUE <1,3 e WUE <0,5 l/kWh. (Data Center Dynamics – 16.04.2026)

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EUA: Estados avaliam restringir data centers diante de pressão sobre energia e água

Autoridades estaduais nos Estados Unidos avaliam limitar ou suspender a construção de novos data centers em resposta ao elevado consumo de energia e água dessas instalações, intensificado pelo avanço da inteligência artificial. No Maine, um projeto já aprovado prevê moratória até novembro de 2027 para empreendimentos com demanda superior a 20 MW, com objetivo de definir regras mais rigorosas e conter impactos no sistema elétrico. O movimento ocorre em meio a preocupações com aumento das tarifas de energia e pressão sobre infraestrutura local, além de impactos ambientais associados ao resfriamento de servidores. Levantamento da Data Center Watch indica que mais de 140 grupos já conseguiram barrar ou atrasar projetos no país. O debate evidencia o desafio de equilibrar expansão digital com custos sistêmicos e aceitação social, em um contexto de crescimento acelerado da demanda por processamento e armazenamento de dados. (CNN Brasil – 16.04.2026)

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EUA: Governo inicia investigação para medir consumo energético de data centers

O governo dos Estados Unidos, por meio da Energy Information Administration (EIA), iniciará uma investigação para quantificar o consumo de eletricidade dos data centers no país, em resposta à crescente preocupação com o impacto dessas infraestruturas no sistema elétrico. A pesquisa será obrigatória e deve coletar dados sobre uso de energia e eventual autoprodução, incluindo geração a gás, considerada mais poluente. A iniciativa busca aumentar a transparência em um setor onde essas informações são frequentemente tratadas como proprietárias. Resultados preliminares são esperados até setembro. O movimento ocorre em meio à expansão acelerada dos data centers voltados à inteligência artificial, que demandam alta carga energética contínua e sistemas intensivos de resfriamento, pressionando redes elétricas e custos para consumidores. O debate também envolve propostas políticas sobre responsabilização das empresas pelo fornecimento de energia utilizada em suas operações. (Tecmundo– 15.04.2026)

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Brasil: Lacuna ambiental em 22 estados expõe atraso regulatório para data centers

Estudo de mestrado da Universidade Veiga de Almeida mostra que 22 dos 27 estados brasileiros ainda não possuem regras específicas de licenciamento ambiental para data centers, apesar da rápida expansão desse mercado e de seus impactos sobre energia, água, território e comunidades. Apenas Piauí e Rio Grande do Sul contam com normas mais diretamente voltadas à atividade, com critérios ligados à potência instalada e ao potencial poluidor, enquanto Ceará, Rio Grande do Norte e Goiás ainda discutem projetos ou propostas regulatórias. O quadro evidencia descompasso entre a regulação e um setor em que o Brasil já responde por cerca de 48% da capacidade instalada em operação na América Latina e 71% da capacidade em construção. A fragmentação normativa amplia a insegurança jurídica, pode distorcer o ambiente concorrencial e estimular a migração de empreendimentos para estados com regras mais frouxas. (IHU – 15.04.2026)

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Brasil: Senado mantém debate sobre PL de data centers de IA e admite ajustes

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado realizou audiência pública sobre o PL 3.018/2024, que trata da regulamentação dos data centers de inteligência artificial, e sinalizou que o texto deverá passar por aperfeiçoamentos antes da votação. O relator, senador Vanderlan Cardoso, afirmou que não promoverá mudanças sem alinhamento com o autor, Styvenson Valentim, e indicou a realização de novas audiências diante do interesse do setor. As contribuições convergiram para a necessidade de vincular a expansão dos data centers ao planejamento energético, com segurança jurídica, isonomia regulatória e estabilidade de longo prazo. Foram citadas projeções de até R$ 500 bilhões em investimentos até 2030, possível multiplicação por quatro da capacidade instalada e carga de 13,4 GW até 2038. Entre as sugestões apresentadas ao projeto estão harmonização com a Lei 15.211/2025, metas objetivas de eficiência e reconhecimento do biometano como fonte prioritária. (Telesintese – 15.04.2026)

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Brasil: Ministério das Comunicações quer entregar política para data centers ainda em 2026

O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, afirmou que há espaço para concluir em 2026 políticas consideradas prioritárias para a infraestrutura digital, incluindo a agenda voltada a data centers. Em conversa com o TELETIME durante evento da Abrint e também em audiência na Comissão de Comunicação da Câmara, o ministro associou a pauta ao esforço de atração de investimentos, à soberania nacional e ao fortalecimento do processamento de dados no país. Segundo Siqueira, a política em desenvolvimento busca criar condições para que projetos de infraestrutura digital ocorram no Brasil com maior previsibilidade, apoiados por modernização dos sistemas de cabos submarinos e da infraestrutura de tráfego internacional de dados. O ministro também destacou a continuidade das políticas do Fust, o avanço do Escolas Conectadas, a implantação das Infovias do Norte Conectado, a rede privativa do governo e a expectativa de destravar outras medidas de conectividade consideradas complementares à estratégia nacional do setor. (Teletime – 15.04.2026)

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Brasil: MDIC reforça articulação política para destravar o programa Redata

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que pretende defender no Congresso a aprovação do programa de data centers e viabilizar o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata. Segundo ele, a política é estratégica para atrair investimentos e estimular a expansão dessa infraestrutura no país. O impasse surgiu após a retirada, no Senado, do trecho de um projeto de lei complementar que permitiria conceder em 2026 medidas com renúncia de receita já previstas no Orçamento, condição necessária para contornar a vedação da LDO a novos incentivos fiscais. A LOA de 2026 já contempla renúncia de R$ 5,2 bilhões ligada ao Redata, mas a medida provisória original perdeu validade sem votação. O tema permanece travado em meio a tensões políticas e à necessidade de nova articulação com Davi Alcolumbre. (Valor Econômico - 14.04.2026)

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Brasil: Impasse do Redata expõe entraves tributários e regulatórios para data centers

O avanço do setor de data centers no Brasil enfrenta incertezas regulatórias após a perda de validade da MP 1.318, que instituiu o Redata, regime que previa suspensão de PIS/Pasep, Cofins, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos. O projeto segue em tramitação no Senado, sem data definida, enquanto a Resolução Gecex nº 852/2026 elevou tarifas de importação para até 25%, encarecendo servidores e semicondutores. O país pode atrair US$ 92 bilhões em investimentos entre 2025 e 2031, mas ainda atende apenas 40% da demanda doméstica, com 60% dos serviços digitais vindos do exterior. O ICMS responde por cerca de 64% da carga tributária, elevando o custo de implantação em 34% frente aos EUA. Iniciativas paralelas incluem incentivos regionais, depreciação acelerada e possíveis reduções tributárias via Confaz, mas a ausência de coordenação federal limita a competitividade. (Jota – 13.04.2026)

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Brasil: Ausência de normas ambientais amplia risco regulatório para data centers

Estudo do Mestrado em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida (UVA) aponta que 22 das 27 unidades federativas brasileiras não possuem regulamentação específica para licenciamento ambiental de data centers, evidenciando lacuna relevante em um setor em rápida expansão. Apenas Piauí e Rio Grande do Sul possuem regras estruturadas, enquanto Ceará, Rio Grande do Norte e Goiás discutem propostas. Estados líderes como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais não apresentam sequer iniciativas formais. O Brasil concentra 48% da capacidade instalada de data centers na América Latina e 71% da capacidade em construção, segundo a JLL. A ausência de parâmetros claros pode gerar insegurança jurídica, assimetrias regulatórias e decisões fragmentadas, sobretudo diante do alto consumo de energia, uso intensivo de água e impactos territoriais desses empreendimentos. (Convergência Digital– 10.04.2026)

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EUA: Estados avançam em restrições à expansão de data centers

Diversos estados norte-americanos estão propondo ou adotando restrições à construção de data centers, motivados por preocupações com consumo energético, uso de água e impactos ambientais. O caso mais avançado é o do Maine, onde um projeto de lei aprovado pelo Legislativo aguarda sanção para proibir, até novembro de 2027, novos data centers com capacidade mínima de 20 MW, equivalente ao consumo de mais de 15 mil residências. A medida inclui a criação de um conselho regulador. Iniciativas semelhantes surgem em estados como Virgínia, Geórgia, Nova York e Maryland, além de moratórias municipais em Michigan e Indiana. O movimento ocorre em paralelo à expansão global do setor e ao crescimento de projetos de IA, que no Brasil podem atingir consumo equivalente a mais de 16 milhões de residências, elevando o debate sobre sustentabilidade e infraestrutura energética. (Convergência Digital – 10.04.2026)

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Brasil: Atraso no Redata eleva risco de perda de investimentos em data centers

A demora na aprovação do programa de incentivos fiscais Redata tem gerado incertezas e pode comprometer a atração de investimentos em data centers no Brasil, segundo análise da Fitch Ratings. O projeto, já aprovado na Câmara e em tramitação no Senado, prevê incentivos como isenção de impostos sobre importação de equipamentos, que hoje elevam significativamente os custos, considerando que hyperscalers investem entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por MW instalado. A indefinição já levou à suspensão de projetos desde 2025, afetando empresas como Scala e Elea, responsáveis por iniciativas como AI City (4,8 GW) e Rio AI City (3,2 GW). Apesar de vantagens estruturais, como energia renovável e conectividade, fatores como juros elevados, carga tributária e escassez de mão de obra seguem limitando o crescimento e a competitividade do país frente a outros mercados. (Agência CanalEnergia – 10.04.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Artigo aponta água como variável crítica para expansão de data centers de IA

Artigo de Thiago Abreu e Mariana Galhardo sustenta que a corrida por data centers de inteligência artificial no Brasil exige incorporar a água ao centro do planejamento setorial, pois a dissipação térmica dessas infraestruturas pode elevar o consumo hídrico a patamares comparáveis aos de cidades inteiras. Os autores afirmam que a materialidade da “nuvem” contrasta com a percepção de virtualidade e defendem o uso do indicador WUE como métrica regulatória essencial, diante da ausência de exigências consolidadas no país. O texto também destaca a migração para soluções de resfriamento líquido, vistas como mais eficientes, menos dependentes de sistemas evaporativos e potencialmente capazes de reduzir CAPEX no longo prazo. Como encaminhamento, propõe diretrizes regulatórias, critérios locacionais e gestão preventiva de risco hídrico para sustentar a expansão digital com responsabilidade. (Agência CanalEnergia– 16.04.2026)

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EUA: NiSource fecha acordos com Alphabet e Amazon para suprir novos data centers

A NiSource anunciou dois projetos ligados à expansão de data centers nos Estados Unidos, um com subsidiária da Alphabet para viabilizar a operação de um site no norte de Indiana e outro com a Amazon Data Services, ampliando parceria já existente. No caso da Alphabet, a companhia informou que energia e capacidade serão fornecidas por um portfólio de ativos de geração elétrica estruturado para clientes de grande carga, combinado com compras de capacidade no mercado, com início de atendimento previsto para o verão do hemisfério norte. No acordo com a Amazon, a concessionária destacou que o novo arranjo inclui fornecimento de energia aos sites da empresa e geração de créditos associados para consumidores residenciais. A notícia evidencia o avanço de modelos dedicados de suprimento para cargas intensivas, em um contexto no qual utilities buscam atender a expansão de infraestrutura digital sem perder previsibilidade operacional nem equilibrar impactos tarifários para a base tradicional de clientes. (Mercado e Consumo– 17.04.2026)

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Brasil: Mercado livre reforça papel estratégico no avanço dos data centers

A expansão da inteligência artificial elevou a energia ao centro da estratégia dos data centers no Brasil, tornando o mercado livre um instrumento decisivo para garantir previsibilidade de custos, suprimento renovável e gestão de risco. Em entrevista à Data Center Dynamics, Flávia Fagundes, da Tria Energia, afirma que a eletricidade pode representar até 40% do custo de um data center, o que favorece contratos de longo prazo, como PPAs de 7, 10 ou 15 anos, combinados com contratos de 3 a 5 anos para dar flexibilidade ao portfólio. Segundo ela, o principal gargalo do país não está na geração, mas na transmissão, já que a expansão de linhas e subestações demora mais do que a construção dos empreendimentos. O Ministério de Minas e Energia projeta carga instalada de 13,4 GW até 2038, enquanto o Nordeste desponta como novo polo por reunir energia renovável abundante, preços competitivos e conectividade internacional. (Data Center Dynamics – 15.04.2026)

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EUA: xAI enfrenta ação por emissões de usina a gás em complexo de data centers

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, foi processada pela NAACP por supostas violações à Lei do Ar Limpo associadas ao uso de turbinas movidas a gás natural para suprir data centers em Memphis e Southaven, nos Estados Unidos. A ação sustenta que a companhia e a subsidiária MZX Tech instalaram e operaram 27 turbinas entre agosto e dezembro de 2025 sem as licenças ambientais exigidas, expondo moradores a fumaça, material particulado e odores com potencial de causar problemas respiratórios. A entidade pede paralisação da planta Colossus até regularização, adoção de tecnologias de controle de poluição e aplicação de multas diárias. O caso amplia a pressão sobre o modelo energético da empresa, que planeja ainda a unidade Macrohardrr com 41 turbinas permanentes. (Olhar Digital – 14.04.2026)

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China: Guoxia amplia armazenamento e se posiciona para atender demanda de energia de data centers

A integradora chinesa Guoxia registrou crescimento expressivo em 2025, com lucro líquido de RMB103 milhões (+109,5%) e forte expansão do fluxo de caixa operacional, impulsionada pela migração para projetos de armazenamento em escala utility. O segmento de sistemas de armazenamento respondeu por RMB1,814 bilhão, equivalente a 88,2% da receita, com destaque para projetos de larga escala, que passaram de 12,2% da receita em 2022 para 76,6% em 2025. A capacidade produtiva saltou de 1,56 GWh para 4,80 GWh (+207,5%) e deve ganhar mais 6,0 GWh até 2027. O avanço ocorre em meio ao crescimento da demanda por energia estável para data centers de IA, posicionando empresas com capacidade de entrega em larga escala como fornecedores estratégicos para garantir confiabilidade energética em cargas intensivas e contínuas. (Energy Storage – 13.04.2026)

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Brasil: Megaprojetos de data centers elevam demanda e reforçam papel do gás natural

O crescimento dos data centers de IA está ampliando a pressão sobre a oferta de energia, com consumo global podendo superar 1.000 TWh até 2026 e alcançar 980 TWh em 2030. No Brasil, projetos como o Rio AI City, com 1.500 MW iniciais e expansão para 3.200 MW, e o Scala AI City, que pode atingir 5.000 MW, ilustram a escala crescente. O ONS projeta aumento da demanda de 89 MW médios em 2025 para 2.157 MW em 2030. Diante da intermitência das renováveis, o gás natural surge como fonte complementar para garantir confiabilidade entre 99,982% e 99,995%. O debate regulatório envolve o Redata, que exige uso de energia limpa, enquanto entidades defendem inclusão do gás como fonte firme para manter competitividade e viabilizar investimentos estimados em até R$ 500 bilhões até 2030. (Click Petróleo e Gás – 10.04.2026)

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Brasil: Renova investe R$ 1 bi em data center para mitigar cortes de energia eólica

A Renova Energia está investindo cerca de R$ 1 bilhão em um conjunto de data centers de 85 MW no Complexo Eólico Alto Sertão III, na Bahia, com foco em mineração de criptomoedas como forma de reduzir perdas causadas pelo curtailment. A estratégia permite redirecionar energia que seria desperdiçada devido a restrições do sistema elétrico, reduzindo cortes que chegaram a 65% para cerca de 17% em poucos meses. O modelo utiliza infraestrutura próxima às subestações e adota padrão Tier 1, com maior flexibilidade de consumo, permitindo ajustar a carga conforme a disponibilidade energética. A iniciativa também abre caminho para expansão de até 600 MW adicionais e reflete tendência de integração entre geração renovável e consumo local intensivo, aumentando eficiência do sistema elétrico e viabilidade econômica de projetos de energia. (NeoFeed– 10.04.2026)

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Inovação e Tecnologia

México: Flex anuncia US$ 1 bi para fabricar equipamentos de IA e data centers

A Flex anunciou investimento de US$ 1 bilhão no México entre 2026 e 2028 para ampliar o projeto, a fabricação e os testes de componentes avançados para inteligência artificial e data centers, incluindo sistemas de energia, unidades de refrigeração e infraestrutura de servidores. Segundo a empresa e o governo mexicano, trata-se do maior aporte da companhia no país em 40 anos de presença local, com expectativa de criação de mais de 5.000 empregos e operações concentradas em Jalisco, Chihuahua e Aguascalientes. A iniciativa busca consolidar o México entre os seis principais polos globais de manufatura tecnológica para IA e data centers, aproveitando vantagens de nearshoring, proximidade com os Estados Unidos, custos competitivos e melhora da conectividade. A movimentação também reforça a tendência de integração entre manufatura avançada e infraestrutura digital, com foco em soluções modulares e energeticamente eficientes para acelerar implantações e reduzir a complexidade operacional dos projetos. (BN Americas – 17.04.2026)

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Brasil: Equinix lança SP6 preparado para liquid cooling e operação hídrica mínima

A Equinix anunciou o início das operações do SP6, novo data center na região metropolitana de São Paulo, com investimento de US$ 114 milhões e posicionamento voltado a atender a evolução digital das empresas e a intensificação das cargas de inteligência artificial. Além da ampliação da capacidade na América Latina, o projeto foi concebido para suportar implementações de liquid cooling e grandes volumes de dados com baixa latência, reforçando o papel do Brasil como plataforma estratégica de infraestrutura digital. A companhia destaca que o país reúne matriz elétrica majoritariamente renovável, conectividade internacional robusta e ecossistema maduro para cargas de alta densidade. No campo ambiental, o SP6 adota sistemas de resfriamento sem uso de soluções evaporativas, reduzindo significativamente o consumo hídrico; na prática, o uso de água fica restrito às necessidades humanas, com WUE igual a 0. A operação também está associada à estratégia de autoprodução renovável, apoiada por parceria com a Auren Energia para fornecimento de longo prazo mais previsível. (PR News – 16.04.2026)

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EUA: Span e Nvidia testam rede distribuída de computação em residências

A Span anunciou parceria com a Nvidia para desenvolver a XFRA, uma rede distribuída de computação que utiliza a capacidade elétrica ociosa de residências e pequenos negócios para executar cargas típicas de data centers. Cada nó será conectado a painéis inteligentes da Span e poderá incluir servidores Dell PowerEdge com 16 GPUs Nvidia RTX Pro 6000 Blackwell, 4 CPUs AMD EPYC e 3 TB de RAM, operando como carga contínua administrada conforme o consumo do imóvel. Segundo a empresa, uma casa média usa apenas 40% de sua capacidade elétrica de pico, abrindo espaço para aproveitamento da infraestrutura existente. O projeto prevê bateria residencial para garantir continuidade das cargas, resposta a eventos da rede e backup ao consumidor. Após testes internos com clientes pagantes, a prova de conceito deverá ocorrer no terceiro trimestre de 2026 com 100 nós em novas residências, e a meta é superar 1 GW de capacidade anual a partir de 2027. (PV Magazine– 15.04.2026)

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Brasil: Presença na Hannover Messe reforça vitrine internacional para soluções digitais

A participação do Brasil como país parceiro da Hannover Messe 2026 amplia a exposição internacional de soluções nacionais em digitalização, energia, sustentabilidade e indústria orientada por dados, ambiente que dialoga com a cadeia de infraestrutura digital e com a evolução tecnológica associada a data centers. Por meio do programa Brasil IT+, 13 instituições brasileiras, entre empresas, startups e ICTs, apresentarão tecnologias voltadas à eficiência, integração de dados e transformação industrial. Entre os destaques estão aplicações de gêmeos digitais, data spaces e plataformas para modernização de plantas fabris e ativos legados, recursos que reforçam a digitalização intensiva e a demanda por processamento, conectividade e armazenamento. A presença brasileira ocorre em um contexto de retomada da política industrial com a Nova Indústria Brasil e de busca por novos negócios, parcerias e atração de investimentos. Embora o foco central seja tecnologia industrial, o evento reforça o posicionamento do país em ecossistemas digitais de maior valor agregado. (Valor Econômico - 15.04.2026)

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Japão: Fujitsu usa semicondutores e computação quântica para disputar infraestrutura soberana de IA

A Fujitsu reposiciona sua estratégia global para oferecer inteligência artificial como pacote integrado de hardware e serviços, buscando se afirmar como alternativa tecnológica a Estados Unidos e China em projetos de IA soberana. A companhia aposta em semicondutores avançados, computação quântica e proteção de dados em nível de hardware para atender governos e empresas preocupados com segurança econômica, vazamento transfronteiriço de informações e dependência de fornecedores estrangeiros. O plano inclui comercializar em 2027 a CPU Monaka, de 2 nanômetros, além de desenvolver processadores neurais voltados a cargas de IA. A empresa também vê oportunidade junto a hyperscalers e operadores de data centers, que passaram a priorizar chips próprios e arquiteturas seguras para computação confidencial. O movimento reforça a disputa por infraestrutura crítica para IA e serviços digitais. (Valor Econômico - 14.04.2026)

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EUA: Startup quer testar data center orbital com GPUs Nvidia em 2027

A startup Orbital, sediada em Los Angeles, recebeu investimento da Andreessen Horowitz para a missão Orbital-1, proposta que pretende validar a operação de data centers em órbita terrestre baixa como resposta à crescente limitação energética da IA em solo. O projeto prevê satélites equipados com clusters de servidores com GPUs da Nvidia, alimentados por painéis solares e resfriados passivamente pelo vácuo, eliminando dependência da rede elétrica e parte relevante do custo térmico de instalações terrestres. O primeiro teste está programado para abril de 2027, em um Falcon 9 da SpaceX, com foco em comprovar funcionamento contínuo das GPUs, resistência à radiação e posterior execução de cargas reais de inferência de IA. A empresa também abrirá a Factory-1, unidade de P&D e fabricação nos Estados Unidos, e busca licença da FCC para operar futura constelação de satélites. (Startups – 14.04.2026)

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Global: Ataques de ransomware elevam risco operacional em sistemas solares e digitais críticos

O avanço de ataques de ransomware contra ambientes fotovoltaicos evidencia riscos crescentes para infraestruturas digitais críticas que dependem de monitoramento, controle remoto e integridade de dados, lógica também aplicável a instalações de data centers e ativos energéticos conectados. Segundo a pv magazine, esse tipo de ameaça pode criptografar plataformas, históricos operacionais, interfaces de gestão, sistemas SCADA e ferramentas em nuvem, impedindo operadores de acessar ou controlar ativos até o pagamento de resgate, muitas vezes em criptomoedas. Em 2025, criminosos teriam gerado mais de € 800 milhões com ataques bem-sucedidos, de acordo com a Chainalysis, citada na reportagem. Entre os principais vetores estão phishing, vulnerabilidades de software, acessos remotos comprometidos e falhas na cadeia de suprimentos. As medidas de defesa incluem backups isolados, segmentação de rede, atualização de sistemas, restrição de privilégios, IDS, monitoramento contínuo e treinamento de usuários. (PV Magazine – 14.04.2026)

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Japão: SoftBank cria hub de IA com data center dedicado e modelo de 1 tri de parâmetros

A SoftBank estruturou uma nova empresa de inteligência artificial em parceria com NEC, Honda, Sony e grandes bancos japoneses para desenvolver um modelo de IA de cerca de 1 trilhão de parâmetros, voltado à chamada “IA física”, capaz de operar robôs e máquinas industriais. O projeto prevê a criação de um data center dedicado em Sakai, Osaka, a partir da conversão de uma antiga fábrica da Sharp, equipado com GPUs de última geração para processar dados integralmente no Japão. A iniciativa busca reduzir dependência de plataformas estrangeiras e mitigar riscos de vazamento de dados sensíveis, ao mesmo tempo em que fortalece a infraestrutura doméstica de IA. O governo japonês avalia apoiar o projeto, dentro de um plano mais amplo que pode mobilizar cerca de 1 trilhão de ienes em cinco anos para impulsionar a tecnologia. (Valor Econômico - 13.04.2026)

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China: Alibaba inaugura data center com 10 mil chips próprios para avançar em IA

A Alibaba inaugurou um data center em Shaoguan equipado com 10.000 chips proprietários Zhenwu, projetados para treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial com centenas de bilhões de parâmetros. Operada pela China Telecom, a instalação integra a estratégia chinesa de autossuficiência tecnológica diante de restrições dos Estados Unidos ao acesso a semicondutores avançados. A infraestrutura poderá ser expandida para até 100.000 chips e será aplicada em setores como saúde e materiais avançados. O projeto reflete o movimento das big techs chinesas de desenvolver soluções próprias de hardware e ampliar capacidade de data centers, consolidando a integração entre computação em nuvem, semicondutores e IA. A iniciativa também reforça a competição global por infraestrutura crítica de processamento de dados. (O Cafezinho – 11.04.2026)

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EUA: Proposta offshore integra turbinas eólicas e data centers para IA

A Aikido Technologies propõe instalar módulos de data centers em plataformas eólicas flutuantes, integrando geração, armazenamento, resfriamento e processamento em alto-mar. O conceito AO60DC prevê turbinas de 15 a 18 MW alimentando cargas computacionais de 10 a 12 MW por unidade, com uso de baterias e dissipação térmica direta na água do mar, projetando PUE inferior a 1,08. A iniciativa surge diante do crescimento do consumo energético dos data centers, estimado entre 415 TWh e 945 TWh até 2030, e busca reduzir a dependência de redes terrestres e restrições de licenciamento. A primeira demonstração de 100 kW está prevista para 2026 na Noruega, com expansão comercial no Reino Unido a partir de 2028 e potencial de formar fazendas offshore de até mais de 1 GW de capacidade computacional. (Click Petróleo e Gás – 10.04.2026)

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China: CATL investe US$ 600 mi em infraestrutura elétrica para data centers

A fabricante chinesa CATL investiu RMB 4,1 bilhões (US$ 600 milhões) para ampliar sua participação na Zhongheng Technology Investment, ligada à Zhongheng Electric, especializada em soluções de energia em corrente contínua (HVDC) para data centers. A movimentação reforça a aposta em arquiteturas elétricas baseadas em corrente contínua, impulsionadas pelo avanço da inteligência artificial e pelo aumento da densidade energética dos racks, que podem evoluir de cerca de 10 kW para até 1 MW por rack. A Nvidia defende sistemas de distribuição em 800 V DC combinados a armazenamento energético, tendência alinhada à atuação da Zhongheng. A CATL busca posicionar-se em um mercado crescente, onde data centers demandam soluções avançadas de energia e integração com sistemas de baterias (BESS), essenciais para garantir conexão à rede e estabilidade operacional em larga escala. (Ess News – 10.04.2026)

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