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IFE
13/04/2026

Data Center 23

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
13/04/2026

IFE nº 23

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 23

Tendências de Mercado

Brasil: Data centers impulsionam crescimento da carga elétrica até 2030

A revisão do planejamento da carga elétrica no SIN projeta crescimento médio anual de 4% até 2030, alcançando 98.824 MW médios, com ajuste negativo de 283 MW frente ao plano anterior devido a cenário macroeconômico mais fraco. A micro e minigeração distribuída teve redução de projeção para 67,5 GW instalados, refletindo incertezas regulatórias, juros elevados e restrições de rede. Em contrapartida, data centers ganham relevância, com carga saltando de 304 MW médios em 2026 para 3.457 MW em 2030, impulsionada por 22 contratos e 18 pareceres favoráveis. A expansão concentra-se no Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Sul, com destaque para crescimento percentual de 5,5% ao ano no Nordeste, evidenciando o papel estratégico dos data centers na demanda firme do sistema. (Megawhat– 09.04.2026)

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Brasil: Debate aponta impactos ambientais e sociais de data centers de IA

Entrevista com Miguel Nicolelis critica a expansão dos data centers de IA, destacando consumo intensivo de recursos como água e energia, com casos de uso superior a 1,9 milhão de litros diários por unidade. O especialista aponta impactos ambientais, sociais e econômicos, incluindo mineração de minerais críticos, uso intensivo de eletricidade equivalente a grandes cidades e baixa geração de empregos após construção. Também menciona externalidades como poluição sonora e pressão sobre infraestrutura local. O avanço da IA é descrito como dependente de dados e recursos naturais, com riscos de concentração econômica e impactos climáticos. O debate reforça preocupações sobre sustentabilidade e governança da expansão global dos data centers. (ihu– 08.04.2026)

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França: Marselha se consolida como hub de data centers e gera controvérsias

Marselha tornou-se um hub global de data centers, impulsionado por 17 cabos submarinos que conectam a cidade a cerca de 50 países. A expansão, liderada por empresas como Digital Realty, inclui projetos que somam 26.000 m² de infraestrutura. Apesar do crescimento, há resistência local devido ao baixo impacto em empregos, cerca de 20 trabalhadores por unidade, e à pressão sobre recursos como água e energia. Moradores apontam saturação da rede elétrica, uso de água potável para resfriamento e impactos imobiliários e turísticos. Estudos indicam que os benefícios econômicos frequentemente não se refletem na população local, evidenciando dilemas sociais da expansão digital. (UOL – 08.04.2026)

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Espanha: Telefónica vende operação no México e reforça foco em infraestrutura digital

A Telefónica anunciou a venda de sua operação no México por cerca de €390 milhões (R$ 2,3 bilhões), consolidando sua estratégia de desinvestimento em mercados menos rentáveis na América Latina. A decisão visa simplificar a estrutura corporativa, reduzir exposição a ambientes competitivos adversos e liberar capital para áreas prioritárias, como infraestrutura digital, serviços em nuvem e conectividade avançada. Apesar das perdas financeiras relevantes em relação ao investimento inicial, a empresa busca fortalecer seu balanço e melhorar sua rentabilidade de longo prazo. O movimento reflete mudanças estruturais no setor de telecomunicações, com operadoras priorizando ativos ligados à digitalização, incluindo data centers e edge computing. A reconfiguração do portfólio acompanha a crescente demanda por serviços digitais e a transformação do ecossistema tecnológico global. (Data Center Dynamics – 08.04.2026)

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Bahrein: Ataque associado ao Irã atinge data center da AWS em meio a conflito regional

Um data center da AWS no Bahrein foi afetado por incêndio após ataque atribuído ao Irã, segundo fontes citadas pelo Financial Times, em um contexto de escalada de tensões no Oriente Médio. O episódio sucede outros ataques a instalações da empresa nos Emirados Árabes Unidos e reforça a vulnerabilidade de infraestruturas digitais em cenários geopolíticos críticos. Apesar dos danos, a AWS informou que os dados dos clientes permanecem disponíveis mediante solicitação e adotou medidas como isenção de taxas na região ME-CENTRAL-1 em março de 2026. O conflito também tem impactado a conectividade, com bloqueios de internet no Irã por mais de 30 dias consecutivos. O caso evidencia riscos crescentes à operação de data centers em áreas instáveis e a necessidade de estratégias de resiliência e diversificação geográfica. (Data Center Dynamics – 07.04.2026)

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Brasil: Data centers enfrentam disrupção tecnológica, pressão energética e riscos geopolíticos

A indústria global de data centers caminha para investimentos de US$ 1 trilhão até 2027, impulsionada pela inteligência artificial, machine learning e expansão de cloud, edge computing e IoT, que elevam significativamente a demanda por processamento e energia. O consumo elétrico do setor pode dobrar até 2026, pressionando custos e exigindo maior eficiência e integração de fontes renováveis. Ao mesmo tempo, tensões geopolíticas, restrições à exportação de chips e fragilidades na cadeia de suprimentos afetam prazos e custos de implantação. Operadores enfrentam ainda escassez de terrenos, competição por capital e desafios de escalabilidade, demandando estratégias como diversificação de fornecedores, parcerias e gestão integrada de riscos. O Brasil desponta como potencial hub de IA, com destaque para energia renovável, incentivos regulatórios e conectividade, mas dependerá de coordenação entre energia, infraestrutura e segurança jurídica para atrair hyperscalers. (PWC- 07.04.2026)

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EUA: Investidores pressionam big tech por consumo de água e energia em data centers

Investidores intensificaram a pressão sobre Amazon, Microsoft, Google e Nvidia por maior transparência no consumo de água e energia em data centers, diante da expansão impulsionada pela inteligência artificial. Em 2025, essas infraestruturas consumiram quase 1 trilhão de litros de água na América do Norte, volume próximo ao uso anual de Nova York. Propostas de acionistas exigem detalhamento por unidade e estratégias de conservação, especialmente após aumento de 51% nas emissões da Alphabet desde 2020. Empresas têm adotado sistemas de resfriamento mais eficientes, mas ainda há inconsistência nos dados divulgados. A pressão também decorre de impactos locais e cancelamento de projetos devido à oposição de comunidades. O tema reforça a centralidade da sustentabilidade e da gestão de recursos na expansão global de data centers. (G1 – 06.04.2026)

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Emirados Árabes Unidos: Tensões geopolíticas elevam risco para data centers de IA

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã passou a incluir ameaças diretas a infraestruturas digitais críticas, como data centers vinculados ao projeto Stargate, uma joint venture de US$ 500 bilhões entre OpenAI, SoftBank e Oracle. Autoridades iranianas sinalizaram possíveis ataques a instalações no Oriente Médio, incluindo um data center em Abu Dhabi com capacidade estimada de 1 GW e investimento de cerca de US$ 30 bilhões, cujo primeiro módulo está previsto para 2026. O contexto já resultou em impactos concretos, com ataques a unidades da AWS no Bahrein e da Oracle em Dubai. A situação evidencia a crescente relevância estratégica dos data centers no cenário global, ampliando riscos operacionais e exigindo maior proteção física e cibernética. Além disso, reforça a interdependência entre infraestrutura digital e estabilidade geopolítica, com potenciais efeitos sobre investimentos e expansão do setor. (Startups - 06.04.2026)

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EUA: Pressão de acionistas amplia debate sobre impactos de data centers

Investidores ampliam a pressão sobre Amazon, Microsoft e Google por maior transparência no consumo de água e energia em data centers, após recuo em projetos devido à resistência de comunidades. A Trillium Asset Management lidera iniciativas para exigir clareza sobre metas climáticas, diante do aumento de 51% nas emissões da Alphabet desde 2020. O consumo hídrico do setor atingiu quase 1 trilhão de litros em 2025, evidenciando o impacto da expansão da inteligência artificial. Apesar da adoção de tecnologias mais eficientes, a ausência de dados detalhados por unidade limita a avaliação de riscos. A discussão reforça a necessidade de governança ambiental e transparência na expansão da infraestrutura digital. (Valor Econômico - 06.04.2026)

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Brasil: WDC cresce com avanço em data centers e infraestrutura digital

A WDC Networks encerrou 2025 com receita de R$ 871,8 milhões, alta de 12,9%, impulsionada por segmentos como data center e cibersegurança, que cresceram mais de 27%. A empresa aumentou sua posição de caixa para R$ 172 milhões e reduziu capex para R$ 82,7 milhões, refletindo maior disciplina financeira. A participação de telecom caiu de 57% para 45%, evidenciando reposicionamento estratégico. A expansão está associada à demanda por infraestrutura digital, redes privativas e aplicações de inteligência artificial. O movimento reforça a tendência de diversificação e foco em serviços de maior valor agregado no ecossistema de data centers. (Telesintese – 02.04.2026)

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Brasil: Avanço da IA pode posicionar país como hub global de data centers

O crescimento acelerado da inteligência artificial está impulsionando uma nova onda global de investimentos em infraestrutura digital, com projeção de US$ 1 trilhão até 2027, ao mesmo tempo em que amplia a demanda por energia. Nesse cenário, o Brasil surge como candidato a hub global de data centers, sustentado por sua capacidade de geração renovável, especialmente eólica e solar, além de infraestrutura de conectividade e incentivos fiscais. A existência de excedentes de energia renovável permite a celebração de PPAs mais competitivos, reduzindo custos operacionais. A Medida Provisória 1.318/2025, que institui o programa REDATA, contribui ao reduzir encargos sobre equipamentos e obras, diminuindo CAPEX. Enquanto mercados tradicionais enfrentam limitações energéticas e territoriais, o Brasil pode capturar essa oportunidade ao adotar estratégias integradas entre energia, infraestrutura e certificações internacionais, fortalecendo sua competitividade frente a hyperscalers globais. (CanalSolar- 02.04.2026)

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América Latina: Plataformas digitais ampliam uso de dados e reforçam infraestrutura

O Mercado Livre analisou 1,084 bilhão de anúncios no segundo semestre de 2025, com 99% das infrações identificadas de forma proativa, evidenciando o avanço de sistemas automatizados e intensivos em processamento de dados. A escala operacional, com crescimento de 67% no volume analisado, reforça a demanda por infraestrutura digital robusta, incluindo data centers e soluções de processamento distribuído. A empresa também atendeu 412.620 solicitações de autoridades e registrou aumento de 9,9% nos pedidos relacionados a dados pessoais. O cenário destaca a crescente relevância de plataformas digitais na geração e tratamento de dados em larga escala, impulsionando a expansão de infraestrutura tecnológica na região. (Telesintese – 01.04.2026)

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Expansão e Investimentos

EUA: CoreWeave amplia contrato com Meta para US$ 21 bi

A CoreWeave expandiu seu acordo de longo prazo com a Meta para cerca de US$ 21 bilhões até dezembro de 2032, reforçando a oferta de capacidade de nuvem voltada a aplicações de inteligência artificial. O contrato amplia um compromisso anterior de US$ 14,2 bilhões e inclui uso da plataforma Vera Rubin, da Nvidia. O movimento evidencia a aceleração da demanda global por infraestrutura de data centers para IA em larga escala. A empresa também anunciou captação de US$ 1,25 bilhão via emissão de dívida com vencimento em 2031 para financiar expansão e gestão de passivos. O acordo fortalece a posição da CoreWeave no mercado e viabiliza investimentos intensivos em equipamentos e construção de data centers, alinhados à crescente complexidade das cargas de trabalho de IA. (Valor Econômico - 09.04.2026)

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Brasil: Projeto do BRICS pode transformar Bahia em hub de data centers

A GoBRICS anunciou projeto para construção de data center soberano na Bahia, em parceria com a ESDS e apoio do governo estadual, com objetivo de posicionar o Brasil como hub digital na América Latina. A iniciativa prevê serviços de nuvem soberana, aplicações de IA e integração de dados entre países do bloco, além de impacto em setores como fintech e serviços públicos. O projeto busca fortalecer a soberania digital e reduzir dependência de infraestrutura estrangeira, com promessa de geração de empregos e atração de investimentos. Ainda em fase inicial, depende de alinhamento institucional e parcerias estratégicas para viabilização. (O Cafezinho – 08.04.2026)

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Brasil: Obras de data center em Caucaia iniciam contratações locais

Empresas envolvidas na construção do data center em Caucaia iniciaram contratações por meio do portal Capacita Data Center, que já reúne mais de 900 currículos cadastrados. A plataforma conecta trabalhadores às empresas responsáveis pelo projeto, com prioridade para moradores locais. As vagas são atualizadas conforme o avanço das obras e incluem diferentes funções operacionais e técnicas. A prefeitura também oferece atendimento presencial para apoio aos candidatos. A iniciativa busca maximizar os impactos socioeconômicos do investimento, promovendo geração de emprego, qualificação profissional e integração da população ao desenvolvimento do empreendimento. (Caucaia– 08.04.2026)

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China: Alibaba inaugura data center com 10 mil chips próprios de IA

A Alibaba, em parceria com a China Telecom, inaugurou um data center em Guangdong equipado com 10 mil chips Zhenwu desenvolvidos internamente para treinamento e inferência de IA, com capacidade para modelos de centenas de bilhões de parâmetros. O projeto reforça a estratégia chinesa de autonomia tecnológica frente a restrições dos EUA no acesso a semicondutores avançados. O complexo pode atingir 100 mil chips e será aplicado em setores como saúde e materiais avançados. A iniciativa integra esforços nacionais para expansão de infraestrutura de IA e desenvolvimento de chips próprios, consolidando a verticalização tecnológica da Alibaba em nuvem, hardware e inteligência artificial. (Times Brasil– 08.04.2026)

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Brasil: Tecto planeja investir US$ 2 bilhões em novos data centers

A Tecto Data Centers, apoiada pelo BTG Pactual, anunciou plano de investimento de US$ 2 bilhões até 2028 para construção de cinco novos data centers no Brasil. A iniciativa acompanha a crescente demanda por infraestrutura digital no país, impulsionada por computação em nuvem e inteligência artificial. O movimento reforça a estratégia de posicionar o Brasil como polo regional de data centers na América Latina, atraindo capital e ampliando capacidade instalada. Os investimentos incluem desenvolvimento de novas unidades e expansão da infraestrutura existente, consolidando a presença da empresa em um mercado em rápida expansão e altamente competitivo. (Terra – 08.04.2026)

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Finlândia: TikTok investe €1 bi em segundo data center em Lahti

O TikTok anunciou investimento de €1 bilhão na construção de um novo data center em Lahti, na Finlândia, com capacidade inicial de 50 MW e potencial de expansão até 128 MW, reforçando sua estratégia de localização de dados na Europa. O projeto integra a iniciativa de soberania de dados de €12 bilhões da empresa, voltada à proteção de mais de 200 milhões de usuários europeus. A decisão ocorre em meio a pressões regulatórias sobre privacidade e segurança, especialmente após questionamentos nos EUA e na União Europeia. A Finlândia se destaca como hub de data centers devido ao clima frio, energia de baixo carbono e ambiente regulatório favorável. Apesar disso, o projeto gerou preocupações políticas locais sobre segurança e transparência. A primeira unidade no país, em Kouvola, entra em operação até o fim de 2026, enquanto a nova instalação está prevista para 2027. (G1 – 08.04.2026)

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Finlândia: TikTok amplia investimento em data centers com projeto de US$ 1,16 bi

O TikTok anunciou investimento de US$ 1,16 bilhão em um segundo data center na Finlândia, reforçando sua estratégia de localizar o armazenamento de dados europeus em resposta ao escrutínio regulatório. A nova unidade será construída em Lahti e complementa o primeiro projeto em Kouvola, consolidando a presença da empresa no país. Ambos integram o Projeto Clover, iniciativa de €12 bilhões voltada à proteção de dados de mais de 200 milhões de usuários europeus. A empresa também contratou o NCC Group para auditar fluxos e controles de dados. O movimento ocorre em paralelo a acordos nos EUA que envolvem supervisão da Oracle sobre dados e algoritmos. A Finlândia segue atraindo investimentos por sua energia renovável, clima frio e infraestrutura digital, fatores críticos para a competitividade de data centers em larga escala. (Valor Econômico - 08.04.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Projeto de incentivos fiscais para data centers trava no Senado

O projeto Redata, que prevê incentivos fiscais para atrair investimentos em data centers, enfrenta paralisação no Senado após aprovação na Câmara, sem relator designado e sob influência do calendário eleitoral. A medida sucede uma MP que zerava tributos como IPI, PIS/Cofins e imposto de importação, mas expirou, gerando insegurança para investidores. Frentes parlamentares articulam pressão para votação, destacando risco de perda de investimentos para países como Argentina. O projeto busca estimular processamento de dados no Brasil e criar ambiente competitivo, mas fatores políticos e geopolíticos têm atrasado sua tramitação. A indefinição regulatória afeta decisões de investimento bilionárias no setor. (NeoFeed – 08.04.2026)

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Brasil: Ceará avança em estratégia de nuvem híbrida e atração de data centers

O governo do Ceará estrutura uma estratégia de transformação digital baseada em nuvem híbrida, combinando infraestrutura própria e serviços em nuvem pública para reduzir custos e ampliar a soberania de dados. Atualmente, cerca de 95% dos sistemas estaduais operam em nuvem pública, gerando despesas elevadas, o que motivou investimentos em infraestrutura hiperconvergente da Nutanix. O estado também se posiciona como hub de data centers, apoiado por vantagens como elevada oferta de energia, conexão internacional por cabos submarinos e o Cinturão Digital. Projetos relevantes incluem um data center do TikTok no Pecém e o Mega Lobster da Tecto. A estratégia inclui integração de secretarias via data center da ETICE, uso de IA com GPUs dedicadas e criação de um distrito de inovação. O objetivo é gerar empregos qualificados, reter talentos e fortalecer o ecossistema tecnológico regional. (Data Center Dynamics – 08.04.2026)

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Brasil: Manaus moderniza data centers com ganho de 300% em processamento

A Prefeitura de Manaus modernizou sua infraestrutura de data centers em parceria com a Nutanix, alcançando aumento de 300% na capacidade de processamento e redução de tarefas de 24 horas para até 6–8 horas. A cidade opera dois data centers interligados por três anéis de fibra óptica redundantes, garantindo resiliência e continuidade dos serviços. A estratégia prioriza nuvem privada devido à sensibilidade de dados de mais de 2 milhões de cidadãos e aos custos da nuvem pública. O município expandiu de 250 para mais de 600 máquinas virtuais com apenas três nodos. Para 2026, estão previstos investimentos entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões, incluindo 16 novos nodos e cluster dedicado à IA. A infraestrutura suporta iniciativas de cidade inteligente, monitoramento urbano e geoprocessamento, consolidando Manaus como referência regional em data centers públicos. (Data Center Dynamics – 08.04.2026)

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EUA: OpenAI propõe regras energéticas e auditoria para data centers de IA

A OpenAI apresentou propostas regulatórias para data centers de inteligência artificial, incluindo exigência de que essas estruturas arquem com seus próprios custos energéticos, sem repasse às tarifas residenciais. O documento sugere ainda expansão acelerada da infraestrutura elétrica por meio de parcerias público-privadas, com instrumentos como subsídios, créditos e investimentos em transmissão de alta tensão. No campo regulatório, propõe auditorias obrigatórias para sistemas avançados, criação de mercado de avaliadores e padrões de rastreabilidade com logs e assinaturas verificáveis. Também defende mecanismos de reporte de incidentes e governança reforçada. As medidas buscam equilibrar crescimento da IA com impactos sociais, energéticos e ambientais, além de garantir transparência e segurança no uso de infraestrutura crítica associada a data centers. (Telesintese – 07.04.2026)

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Brasil: RN pode perder R$ 232,6 bi sem regulação para data centers

O Rio Grande do Norte pode deixar de atrair até R$ 232,6 bilhões em investimentos em data centers caso não avance na criação de um marco regulatório competitivo. A estimativa aponta também perda potencial de até 53.670 empregos e cerca de R$ 497,6 milhões anuais em ICMS. A ausência de regras claras sobre licenciamento ambiental, tributação e uso da rede elétrica para BESS afasta investidores, enquanto estados vizinhos avançam. Especialistas destacam que segurança jurídica é fator decisivo para projetos intensivos em energia. O debate inclui ainda a necessidade de modernização da legislação ambiental e integração com armazenamento para viabilizar data centers sustentáveis e expansão econômica regional. (Tribuna do Norte– 04.04.2026)

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Brasil: Proposta de lei amplia exigências de cibersegurança para data centers

A minuta da Lei Geral de Cibersegurança classifica data centers como infraestrutura essencial e impõe novas obrigações de governança, auditoria e gestão de riscos. O texto prevê criação do Sistema Nacional de Cibersegurança e estabelece exigências como resposta a incidentes, controle de acesso e continuidade de negócios. Também inclui sanções de até 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração. A proposta abrange toda a cadeia de suprimentos e reforça a necessidade de proteção de infraestruturas críticas. O avanço regulatório reflete a crescente importância dos data centers na segurança digital e na economia nacional. (Telesintese – 02.04.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

EUA: Projeto de armazenamento de 400 MWh avança com aprovação regulatória

O estado de North Dakota aprovou certificado de compatibilidade para um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 400 MWh da NextEra Energy Resources, reforçando a expansão da infraestrutura energética associada a grandes cargas, como data centers. O projeto integra a estratégia de aumento da flexibilidade do sistema elétrico e suporte à integração de renováveis, com potencial de atender demandas crescentes de consumo intensivo. Embora os detalhes técnicos não tenham sido amplamente divulgados, iniciativas dessa escala são essenciais para garantir confiabilidade energética, reduzir intermitência e viabilizar novos empreendimentos digitais. O avanço regulatório indica alinhamento entre políticas energéticas e necessidades de infraestrutura crítica, incluindo suporte indireto à expansão de data centers e cargas associadas à digitalização e inteligência artificial. (Energy Storage – 07.04.2026)

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China: Armazenamento de energia avança com foco em data centers de IA

A ESIE 2026 evidenciou a crescente integração entre armazenamento de energia e data centers de IA, com soluções dedicadas a AIDC ganhando protagonismo e representando mais de 40% das novas instalações na China nos dois primeiros meses de 2026. Empresas como CATL, Envision e Sungrow apresentaram sistemas avançados, incluindo baterias de íons de sódio, plataformas modulares e soluções com eficiência de até 97% e vida útil superior a 15.000 ciclos. A demanda global por armazenamento para data centers pode atingir 100 GWh em 2026, com margens 15% a 20% superiores às aplicações tradicionais. O avanço tecnológico inclui células acima de 500 Ah, integração full-stack e sistemas com resposta ultrarrápida, consolidando o armazenamento como elemento crítico para suportar cargas intensivas de IA e garantir estabilidade energética. (Energy Storage – 07.04.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: Evento discute redundância e automação para data centers

A IB Tecnologia e a Honeywell promoveram em 08 de abril, em São Paulo, um encontro executivo reunindo especialistas e empresas do ecossistema de data centers para discutir redundância em automação, considerada essencial para garantir resiliência, disponibilidade e continuidade operacional em aplicações críticas como nuvem, IA e serviços financeiros. O evento abordou práticas de cibersegurança em OT alinhadas à norma ISA 62.443, estratégias de design de infraestrutura, novas controladoras industriais e integração entre sistemas. Também foram debatidas arquiteturas redundantes, automação predial e industrial e mitigação de riscos operacionais. A iniciativa reforça a cooperação entre fornecedores e integradores em um contexto de expansão acelerada da infraestrutura digital no Brasil. (Data Center Dynamics – 09.04.2026)

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EUA: Data centers no espaço e no mar enfrentam barreiras econômicas

Projetos de data centers em ambientes extremos, como espaço e fundo do mar, enfrentam desafios econômicos e operacionais apesar de avanços técnicos. A SpaceX avalia lançar até 1 milhão de satélites com capacidade de IA, enquanto a Microsoft testou data centers submarinos no Projeto Natick, posteriormente abandonado por inviabilidade econômica. Especialistas apontam limitações como manutenção complexa, atualização de hardware e altos custos. Estimativas indicam que projetos espaciais podem atingir trilhões de dólares. O cenário reforça que a expansão da infraestrutura digital depende não apenas de inovação, mas de viabilidade econômica e flexibilidade operacional frente à rápida evolução tecnológica. (Valor Econômico - 02.04.2026)

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