Data Center 22
Tendências de Mercado
Brasil: WDC cresce 12,9% com avanço em data centers e infraestrutura digital
A WDC Networks registrou receita líquida de R$ 871,8 milhões em 2025, alta de 12,9%, impulsionada pelo crescimento das áreas de data center, cibersegurança e soluções para provedores de internet. As receitas dessas verticais avançaram mais de 27%, refletindo a demanda crescente por infraestrutura de borda, processamento distribuído e aplicações de inteligência artificial. A companhia também ampliou sua posição de caixa para R$ 172 milhões, alta de 68,6%, e reduziu investimentos em TaaS, priorizando modelos com maior retorno financeiro. O movimento inclui diversificação do portfólio e foco em mercados de maior valor agregado, como redes privativas e soluções B2B. A empresa destaca que data centers e ISPs seguem como vetores estratégicos de crescimento, acompanhando a expansão da infraestrutura digital e a necessidade de maior capacidade de processamento e armazenamento no país. (Telesintese – 02.04.2026)
Global: projetos de data centers no espaço e no mar enfrentam barreiras econômicas
Iniciativas de data centers em ambientes não convencionais, como no espaço e no fundo do mar, enfrentam desafios econômicos e operacionais que limitam sua viabilidade frente às soluções terrestres. A SpaceX avalia lançar até 1 milhão de satélites com capacidade de processamento de IA, enquanto projetos anteriores como o Natick, da Microsoft, demonstraram viabilidade técnica, mas foram abandonados por falta de demanda e custos elevados. Especialistas apontam que estruturas modulares fechadas apresentam limitações para atualização de hardware, especialmente diante da rápida evolução dos chips de IA, além de altos custos de implantação e manutenção. No caso espacial, os desafios incluem radiação, dissipação de calor e custos de lançamento, que poderiam atingir trilhões de dólares. A análise indica que, apesar do potencial tecnológico, a expansão de data centers continuará concentrada em instalações terrestres, que oferecem maior flexibilidade, escalabilidade e viabilidade econômica para suportar a crescente demanda por armazenamento e processamento. (Valor Econômico - 02.04.2026)
Brasil: IA e data centers impulsionam crescimento de US$ 67,8 bi em TI
O mercado brasileiro de tecnologia da informação atingiu US$ 67,8 bilhões em 2025, com crescimento de 18,5%, impulsionado principalmente pela adoção de inteligência artificial, computação em nuvem e expansão de data centers. A infraestrutura digital ganha protagonismo com previsão de US$ 1,3 bilhão em serviços de data center e mais de US$ 1,1 bilhão em infraestrutura corporativa, incluindo servidores e armazenamento, sendo cerca de 32% direcionados a aplicações de IA. O aumento do uso de GPUs eleva a demanda por redes de alta velocidade e sistemas de armazenamento, levando 28% dos provedores a adaptar suas estruturas para IA generativa. Além disso, os investimentos em IA ultrapassaram US$ 2,4 bilhões em 2025, alta de 30%, reforçando a necessidade de eficiência, escala e integração tecnológica. O cenário aponta para maior pressão sobre capacidade computacional e infraestrutura de dados, consolidando os data centers como pilares da economia digital no país. (Telesintese – 31.03.2026)
Brasil: escassez de SSD e memória eleva custos e afeta servidores para data centers
A escassez global de memória, SSDs e processadores está pressionando o mercado de servidores no Brasil, com impactos diretos sobre custos, prazos e planejamento de infraestrutura para data centers. Segundo a Positivo Servers & Solutions, os preços de memória registraram aumentos significativos, chegando a múltiplos em relação aos valores anteriores, enquanto fornecedores já operam com validade de proposta de apenas uma semana devido à volatilidade. A produção global desses componentes tem sido absorvida por hyperscalers e aplicações de inteligência artificial, reduzindo a disponibilidade para outros segmentos. Esse cenário tende a elevar gradualmente os preços dos servidores e pode alterar estratégias de aquisição, com empresas optando por configurações iniciais mais enxutas e expansão posterior de armazenamento. A restrição de oferta reforça a importância do planejamento de capacidade e impacta diretamente a expansão de data centers e ambientes de computação em nuvem no país. (Telesintese – 31.03.2026)
Brasil: TikTok avança em fintech enquanto planeja data center de R$ 200 bi
O TikTok solicitou ao Banco Central autorização para operar como instituição de pagamento e como sociedade de crédito direto no Brasil, ampliando sua estratégia de integração de serviços financeiros à plataforma digital. O movimento ocorre em paralelo ao plano da empresa de investir mais de R$ 200 bilhões em um data center no país, reforçando a importância da infraestrutura digital para sustentar serviços financeiros e comércio eletrônico integrados. A proposta inclui contas pré-pagas, pagamentos e oferta de crédito com capital próprio ou intermediação. Com 131 milhões de usuários adultos no Brasil e alcance publicitário de 80,3% da população adulta, a empresa busca consolidar um ecossistema digital mais amplo, semelhante a superapps asiáticos. A expansão evidencia a crescente convergência entre plataformas digitais, serviços financeiros e infraestrutura de dados, com impacto direto sobre a demanda por processamento e armazenamento em larga escala. (Folha de São Paulo – 31.03.2026)
Brasil: data centers de IA da Microsoft em SP usam refrigeração com maior consumo de água
Os primeiros data centers de inteligência artificial da Microsoft no Brasil começaram a operar em Hortolândia e Sumaré com torres de evaporação, tecnologia de resfriamento mais antiga e intensiva em água do que sistemas recentes de circulação fechada. Segundo a reportagem, o consumo hídrico pode atingir até 3,24 milhões de litros por dia, volume próximo ao uso de 15 mil pessoas, com base em documentos de um complexo similar na Virgínia. Embora a empresa informe à comunidade local que pretende acionar as torres em apenas 10% do tempo operacional, quando a temperatura ultrapassar 29,4°C, levantamento do Cepagri/Unicamp aponta que esse limiar foi excedido em 44,48% dos dias observados nos últimos 30 anos na região, com tendência de aumento associada às mudanças climáticas. A Sabesp afirma não ver risco ao abastecimento e os projetos obtiveram licenças ambientais, mas o caso amplia o debate sobre sustentabilidade hídrica, expansão da IA e critérios ambientais para incentivos fiscais a data centers no país. (Folha de São Paulo – 29.03.2026)
Brasil: Elea defende data centers como infraestrutura crítica para IA, nuvem e competitividade regional
Em entrevista no Dia Internacional do Data Center, Ana Franco, diretora internacional da Elea Data Centers, afirmou que essas infraestruturas deixaram de ser invisíveis e se consolidaram como base indispensável para a economia digital, a inteligência artificial e a computação em nuvem. A executiva argumenta que a América Latina, especialmente o Brasil, reúne três ativos decisivos para essa nova fase: energia, conectividade e capacidade de processamento. Segundo ela, a diferença competitiva passa agora pela velocidade de execução e entrega de capacidade, em um mercado pressionado por densidades maiores e prazos cada vez menores. Nesse contexto, a sustentabilidade deixa de ser um atributo aspiracional e passa a integrar a própria viabilidade dos projetos, do acesso à energia à eficiência operacional. Ana Franco também destacou o Rio AI City, no Rio de Janeiro, com quase 3 GW previstos, como exemplo de empreendimento que redefine escala e posiciona o Brasil como potencial polo estratégico de infraestrutura digital no hemisfério. (Data Center Dynamics – 25.03.2026)
Brasil: MCom associa avanço da IA à ampliação de infraestrutura, conectividade e letramento digital
O Ministério das Comunicações defendeu que a expansão da inteligência artificial no Brasil depende menos de aplicações isoladas e mais de uma base estrutural formada por conectividade, acesso a equipamentos e alfabetização digital. Segundo Juliano Stanzani, diretor do Departamento de Política Setorial, o país ainda enfrenta fragilidades importantes em competências digitais, capacidade de pagamento e qualidade de acesso, o que limita o uso seguro e produtivo de tecnologias avançadas. O Plano Nacional de Inclusão Digital, em fase final de elaboração, foi organizado em três eixos: infraestrutura para áreas desatendidas, democratização do acesso e desenvolvimento de competências digitais. No campo prático, o ministério destacou a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e o Fust Direto, que já viabilizou atendimento a mais de 17 mil escolas. A mensagem central é que a corrida por IA, nuvem e serviços digitais exigirá infraestrutura robusta, maior capilaridade de rede e usuários aptos a operar em um ambiente tecnológico mais complexo. (Telesintese – 24.03.2026)
Brasil: IX.br atinge 50 Tbps e reforça pressão sobre infraestrutura energética e eficiência de data centers
O IX.br alcançou 50 Tbps de tráfego agregado, com 32 Tbps concentrados em São Paulo, refletindo o avanço do consumo digital e da demanda por serviços em nuvem e streaming. A expansão da troca de dados intensifica a necessidade de infraestrutura eficiente e resiliente, incluindo data centers com maior densidade energética e potencial uso de armazenamento para garantir estabilidade. A iniciativa reúne cerca de 3,8 mil sistemas autônomos e 7 mil conexões em 39 regiões metropolitanas. O crescimento também é impulsionado pelo OpenCDN, que distribui servidores de cache em data centers para reduzir latência e melhorar desempenho. A evolução do tráfego reforça a centralidade da infraestrutura digital no país e amplia desafios energéticos associados à operação contínua e eficiente dessas instalações.(Telesintese - 23.03.2026)
Brasil: Falha operacional em data center reforça necessidade de redundância energética e armazenamento
A falha em sistemas da Advocacia-Geral da União evidenciou riscos operacionais associados à indisponibilidade de data centers e destacou a necessidade de estratégias robustas de continuidade. Problemas de hardware geraram lentidão e interrupções, com impactos diretos em prazos e operações críticas. O episódio reforça a importância de soluções como Disaster Recovery e replicação em nuvem, além de infraestrutura resiliente que pode incluir armazenamento de energia para garantir estabilidade. A ausência de planejamento adequado amplia perdas financeiras, riscos contratuais e danos reputacionais. Especialistas destacam que falhas são inevitáveis, tornando essencial a preparação prévia para resposta rápida e manutenção da operação. O avanço de modelos como DRaaS evidencia a transição para arquiteturas mais seguras e distribuídas, alinhadas à crescente dependência de serviços digitais críticos.(Valor Econômico - 23.03.2026)
Expansão e Investimentos
Paraguai: Governo avança com data center estatal certificado Tier III
O governo do Paraguai avançou no desenvolvimento de seu data center estatal ao receber propostas para a consultoria responsável pela gestão e supervisão do projeto, etapa essencial para a construção e operação da infraestrutura crítica. Integrado ao Programa de Apoio à Agenda Digital e financiado pelo BID, o empreendimento será modular e contará com certificação TIER III, garantindo altos níveis de redundância e disponibilidade. A iniciativa visa centralizar serviços digitais do Estado, aumentar a resiliência das plataformas públicas e reduzir dependências externas, fortalecendo a soberania tecnológica. O projeto complementa o processo de contratação para design e construção da instalação, posicionando o país em linha com tendências regionais de investimento em infraestrutura digital e ampliando a capacidade de processamento e armazenamento de dados governamentais com padrões internacionais de confiabilidade. (Data Center Dynamics – 01.04.2026)
EUA: CoreWeave capta US$ 8,5 bi para expandir infraestrutura de IA
A CoreWeave anunciou a captação de US$ 8,5 bilhões em financiamento via empréstimo estruturado para expandir sua infraestrutura de computação em nuvem voltada à inteligência artificial, elevando para cerca de US$ 28 bilhões o total de recursos obtidos nos últimos 12 meses. Inicialmente, a empresa poderá acessar US$ 7,5 bilhões, com possibilidade de ampliação conforme seus ativos de data centers atinjam estabilidade operacional. O financiamento, com vencimento em março de 2032, foi estruturado por Morgan Stanley e MUFG, com participação adicional de Goldman Sachs e J.P. Morgan. A operação reflete a crescente demanda global por capacidade computacional de alto desempenho, impulsionada por aplicações de IA, que exigem investimentos intensivos em infraestrutura digital, incluindo servidores, redes e sistemas de armazenamento de dados em larga escala para suportar cargas de trabalho cada vez mais complexas. (Valor Econômico - 31.03.2026)
Brasil: TSData entra em infraestrutura digital com data center de R$ 50 mi
A TSData confirmou sua entrada no mercado de infraestrutura digital com a construção de um data center em São José dos Campos, reforçando a tendência de descentralização da capacidade computacional no interior paulista. O empreendimento terá 650 kW de capacidade total projetada, com uma etapa inicial de 100 kW prevista para o começo do segundo semestre de 2026, e investimento estimado em R$ 50 milhões. A operação será voltada a serviços de cloud pública e privada, hosting, colocation, consultoria e serviços gerenciados, buscando atender empresas que precisam de menor latência, maior controle operacional e infraestrutura local robusta. A Trusted Data será a parceira responsável pela implantação, com experiência em projetos modulares, fit-outs e ambientes de missão crítica. O projeto deverá seguir o padrão TIA-942 Rated 3, com ênfase em redundância, disponibilidade e resiliência para aplicações sensíveis em um polo regional relevante para operações críticas. (Data Center Dynamics – 26.03.2026)
Brasil: Campus do ITA em Fortaleza reforça ecossistema tecnológico impulsionado por novos data centers
A implantação de um campus do ITA em Fortaleza é apresentada como mais um sinal de consolidação do polo tecnológico cearense, em um ambiente já fortalecido por grandes projetos de infraestrutura digital, como o data center do TikTok. Embora a notícia tenha foco educacional, ela dialoga com a formação de um ecossistema regional de ciência, tecnologia e inovação capaz de sustentar atividades intensivas em processamento, conectividade e serviços de suporte especializados. Representantes do setor avaliam que a chegada da instituição pode ampliar o acesso de estudantes do Nordeste à formação de excelência, reduzir custos para talentos locais e estimular a criação de empresas de manutenção, engenharia e apoio técnico no entorno de novos empreendimentos. Nesse sentido, o movimento reforça a percepção de que a expansão de data centers não depende apenas de energia e incentivos fiscais, mas também de capital humano, qualificação e ambiente local favorável à inovação, fatores que podem tornar Fortaleza um hub tecnológico mais completo e competitivo. (Valor Econômico - 25.03.2026)
Brasil: Omnia investe R$ 11 bi em data center de 200 MW para o TikTok no Pecém
A Omnia Data Centers, controlada pelo Pátria Investimentos, está estruturando no exterior a captação para construir um data center de 200 MW para a ByteDance, dona do TikTok, no Complexo do Pecém, na região metropolitana de Fortaleza. O projeto tem orçamento inicial de R$ 11 bilhões apenas para infraestrutura física, com financiamento composto por 30% de equity e 70% de dívida, e a primeira captação deve ser concluída em abril com bancos internacionais. Segundo a empresa, o investimento total pode chegar a R$ 200 bilhões em dez anos ao incluir equipamentos de tecnologia de alto valor agregado. A Casa dos Ventos será a fornecedora exclusiva de energia limpa, com novos parques eólicos estimados em R$ 4 bilhões. A primeira fase da obra já começou, o primeiro prédio deve ser entregue no terceiro trimestre de 2027 e o segundo em 2029. O empreendimento combina escala inédita, energia renovável, incentivos fiscais da ZPE e baixa latência garantida por 16 cabos submarinos. (Valor Econômico - 25.03.2026)
América do Sul: Conecta Infra investe US$ 350 mi em rede para integrar data centers e ampliar resiliência
A Conecta Infra anunciou investimento de US$ 350 milhões para implantar mais de 6.000 km de rede óptica na América do Sul até 2028, com foco na interconexão de data centers no Brasil, Argentina e Chile. A iniciativa visa reduzir latência e ampliar a capacidade de tráfego entre hubs digitais, apoiando o crescimento de aplicações em nuvem e inteligência artificial. O projeto adota modelo carrier-neutral e incorpora redundância e diversidade de rotas, aumentando a resiliência da infraestrutura regional. A expansão responde ao avanço da demanda por conectividade de alta capacidade e à necessidade de suportar cargas intensivas, que também pressionam sistemas energéticos e podem demandar soluções complementares como armazenamento. A empresa busca se posicionar como infraestrutura crítica para o ecossistema digital sul-americano.(Data Center Dynamics - 23.03.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Governo reforça articulação para aprovar programa Redata no Senado
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou ter solicitado apoio político para viabilizar a aprovação do programa Redata no Senado, considerado estratégico para atrair investimentos em infraestrutura de data centers. O impasse atual decorre da retirada de dispositivo em projeto de lei complementar que permitiria a concessão de incentivos fiscais em 2026, apesar de já haver previsão de renúncia de R$ 5,2 bilhões no Orçamento. A medida era necessária para contornar restrições da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que limita novos benefícios fiscais. A não aprovação do dispositivo manteve o programa travado, após a medida provisória original perder validade sem votação. O governo busca agora rearticular a proposta no Congresso, diante da relevância do Redata para estimular investimentos, ampliar capacidade computacional e fortalecer o papel do Brasil como hub regional de infraestrutura digital. (Valor Econômico - 02.04.2026)
Brasil: Next atualiza certificações após nova regra da Anatel
A Next informou ao mercado que concluiu a adequação de seu portfólio às novas diretrizes de certificação da Anatel, após avaliação regulatória realizada em 10 de março de 2026. A principal mudança normativa substituiu o modelo de certificados com prazo indeterminado por ciclos de vigência de 2 anos, exigindo recertificação de parte dos produtos já homologados. Segundo a empresa, o processo foi concluído em menos de 10 dias, restabelecendo o portfólio em conformidade integral com as exigências regulatórias. A companhia também destacou manter estoque estratégico superior a 19 mil quilômetros de cabos Drop para pronta entrega nacional e reforçou sua expansão logística com hubs em Londrina, Anápolis, Contagem e Cuiabá, além da abertura de uma unidade em São Paulo em fase final. No comunicado, a empresa lista os certificados atualizados para Cabo Drop, cabo de cobre CAT6 e ASU, associando compliance regulatório, disponibilidade imediata e capilaridade logística à sua estratégia comercial. (Telesintese – 27.03.2026)
Brasil: Confaz adia decisão sobre ICMS para equipamentos de data centers
O Confaz encerrou a reunião de 27 de março sem deliberar sobre a proposta de isenção ou redução de ICMS para equipamentos usados em data centers, frustrando a expectativa do setor em meio à paralisação do Redata no Senado. A pauta acabou dominada por medidas relacionadas a combustíveis, especialmente diesel, e fontes ouvidas pelo Tele.Síntese indicaram a possibilidade de convocação de reunião extraordinária para tratar dos temas remanescentes. A resolução que cria o incentivo já havia sido aprovada pela maioria dos estados em 2025, mas um pedido de vista da Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro adiou a decisão final. Caso seja validada pelo colegiado e publicada no Diário Oficial da União, a norma permitirá que cada estado adote, de forma não compulsória, a redução tributária para atrair investimentos. Segundo entidades do segmento, o ICMS pode representar até 60% da carga tributária incidente sobre equipamentos, tornando a medida relevante para novos projetos de infraestrutura digital. (Telesintese – 27.03.2026)
Brasil: Data Privacy apoia PL que cria regras concorrenciais para mercados digitais
A Data Privacy Brasil defendeu a aprovação do PL 4.675/2025, que tramita em urgência na Câmara e propõe atualizar a Lei 12.529/2011 para dar ao Cade instrumentos preventivos específicos para lidar com plataformas digitais. O texto cria a Superintendência de Mercados Digitais e estabelece critérios para designar agentes de relevância sistêmica, considerando presença em mercados de múltiplos lados, efeitos de rede, integração vertical, acesso relevante a dados e base expressiva de usuários. A proposta fixa como parâmetro econômico faturamento bruto anual mundial superior a R$ 50 bilhões ou faturamento anual no Brasil acima de R$ 5 bilhões. A partir da designação, o Cade poderá impor obrigações de transparência sobre ranqueamento, preços e termos de uso, além de vedar práticas como favorecimento de produtos próprios, amarração de serviços e restrições à interoperabilidade e portabilidade. Para a entidade, o projeto amplia a contestabilidade dos mercados, reduz barreiras à entrada e melhora a autonomia de usuários e empresas. (Telesintese – 26.03.2026)
Brasil: Impasse no Redata mantém sem acordo programa para data centers
A tentativa de destravar o Redata gerou ruído no mercado após circular, de forma incorreta, que o Senado teria aprovado a liberação dos recursos previstos para desonerar a instalação de data centers. O senador Randolfe Rodrigues esclareceu que não houve acordo para incluir o tema no texto aprovado, o que preserva o impasse legislativo. O governo apresentou o PLP 74/2026, na Câmara, para assegurar a destinação de R$ 5,2 bilhões reservados no Orçamento de 2026, mas a criação do programa ainda depende de outro instrumento, já que a MP original caducou em fevereiro. O PL 278/2026, que recria o Redata, avançou na Câmara, porém travou no Senado. Além do entrave fiscal, persistem divergências sobre critérios de elegibilidade, especialmente pela exclusão do gás natural, o que mobiliza indústria e estados produtores ou potenciais produtores em defesa de sua inclusão. (Agência Eixos – 25.03.2026)
Brasil: Novo manifesto reforça pressão sobre governo para acelerar agenda tributária dos data centers
Outro manifesto, desta vez repercutido pela Data Center Dynamics, amplia a pressão política para que União e estados adotem medidas imediatas de estímulo ao setor de data centers, com foco na aprovação do ReData e na redução do ICMS sobre equipamentos. O texto parte do entendimento de que essas infraestruturas deixaram de ser suporte secundário e passaram a influenciar diretamente a competitividade econômica, a autonomia tecnológica e a capacidade de processamento de países inteiros. O potencial estimado é de até US$ 92 bilhões em investimentos até 2031, mas os signatários alertam que o alto custo de implantação no Brasil, cerca de 34% acima do padrão dos Estados Unidos, reduz a atratividade do mercado nacional. A defesa de um convênio no Confaz aparece como medida essencial para evitar perda de projetos para outras geografias e reduzir a dependência externa de capacidade computacional. A mensagem final é de urgência regulatória e tributária para reposicionar o país de forma mais estratégica na economia digital. (Data Center Dynamics – 25.03.2026)
Brasil: Manifesto setorial pressiona por ReData e redução do ICMS para destravar investimentos
Entidades empresariais e setoriais divulgaram manifesto em defesa da aprovação do ReData e da adoção de medidas tributárias coordenadas para reduzir o custo de implantação de data centers no Brasil. O documento sustenta que o país pode atrair US$ 92 bilhões em investimentos em infraestrutura e equipamentos até 2031, mas alerta que o ambiente atual ainda é pouco competitivo. Segundo as associações, o CAPEX de um empreendimento de 100 MW é, em média, 34% superior ao dos Estados Unidos, sendo que o ICMS responde por cerca de 64% desse diferencial. Por isso, o grupo defende duas frentes: aprovação célere do regime especial federal e articulação no Confaz para reduzir a tributação estadual sobre bens de tecnologia destinados a projetos do setor. O manifesto reúne entidades de software, telecomunicações, indústria e serviços digitais e argumenta que o adiamento de decisões estruturantes compromete a capacidade do Brasil de ampliar sua infraestrutura computacional e fortalecer sua soberania digital. (Telesintese – 24.03.2026)
Brasil: Licenciamento simplificado de mega data center no RS amplia debate sobre impactos energéticos e hídricos
O governo do Rio Grande do Sul formalizou um protocolo de intenções para acelerar o licenciamento ambiental do que poderá ser o maior data center da América do Sul, em Eldorado do Sul, em projeto da Scala Data Centers voltado ao treinamento de inteligência artificial. O acordo prevê tramitação simplificada de licenças e outorgas, além de apoio estadual para obtenção de autorização do MME para conexão ao sistema elétrico nacional. O ponto mais sensível é a demanda energética: a operação plena poderá exigir 5 GW a partir de 2035, embora o acesso autorizado até agora seja de 1,8 GW, patamar já comparável ao consumo de uma metrópole. Especialistas alertam para riscos de sobrecarga na transmissão, repasse de custos aos consumidores, pressões sobre água e ausência de avaliação cumulativa de impactos, já que o rito adotado dispensa EIA e audiências públicas. (Data Center Dynamics – 24.03.2026)
Brasil: Governo negocia solução legal para viabilizar incentivos ao ReData em 2026
O governo federal articula com o Congresso a inclusão de dispositivo em projeto de lei complementar para viabilizar o ReData em 2026, contornando restrições da LDO que proíbem novos incentivos fiscais. A proposta busca permitir renúncia de receita já prevista na LOA, que estima impacto de R$ 5,2 bilhões. O avanço depende de negociação com o presidente do Senado, após a MP perder validade sem votação. O impasse, de natureza política, tem elevado a insegurança jurídica e levado empresas a revisarem planos de investimento em data centers, incluindo infraestrutura energética e sistemas de armazenamento associados. A possível vinculação do tema à regulação de IA é vista como risco adicional de atraso. O setor alerta que a demora compromete a competitividade do Brasil na atração de capital estrangeiro, em um cenário global de disputa por projetos intensivos em energia e infraestrutura crítica.(Valor Econômico - 20.03.2026)
Brasil: BNDES financia data center modular de 12 MW com foco em eficiência e escalabilidade
O BNDES aprovou financiamento de R$ 232,5 milhões para a Modular Data Centers desenvolver um data center modular multiusuário com capacidade inicial de 12 MW, voltado a cargas de cloud e inteligência artificial. O projeto contempla arquitetura escalável em até três andares, com redundância elétrica e térmica independente, além de separação física e lógica entre clientes. A proposta tecnológica permite reduzir em mais de 50% o tempo de implantação frente a modelos convencionais, reforçando ganhos operacionais e eficiência energética, com potencial integração a soluções de armazenamento para garantir continuidade. Os recursos também apoiam P&D e expansão industrial, com a empresa já operando mais de 60 mil m² de capacidade produtiva e produção anual superior a 80 MW. A iniciativa se insere no contexto de crescimento da demanda por infraestrutura digital no Brasil e depende de avanços regulatórios e incentivos fiscais para acelerar sua implementação.(Telesintese - 20.03.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: Capacidade de data centers pode atingir até 45 GW com avanço de renováveis
Estudo do Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Schneider Electric projeta que a capacidade instalada de data centers no Brasil pode variar entre 26 GW e 45 GW até 2050, dependendo da expansão da infraestrutura elétrica e da disponibilidade de fontes renováveis. No cenário mais restritivo, com limitações em geração e transmissão, o país alcançaria 26 GW, enquanto no cenário de maior expansão, com maior oferta de energia limpa, a capacidade pode chegar a 45 GW. O consumo de eletricidade desses empreendimentos pode atingir entre 160 TWh e 280 TWh até 2040, representando cerca de 10% da demanda total nacional. O estudo destaca ainda o papel estratégico dos data centers na economia digital e na era da inteligência artificial, apontando que a expansão da capacidade computacional exige redes mais robustas, maior integração com fontes renováveis e soluções de armazenamento energético para garantir confiabilidade e competitividade no longo prazo. (Agência CanalEnergia – 31.03.2026)
EUA: Expansão nuclear de 300 GW ganha impulso com demanda de data centers e IA
Os Estados Unidos pretendem ampliar sua capacidade nuclear de 100 GW para 400 GW até 2050, em estratégia associada à segurança nacional e ao crescimento acelerado da demanda por eletricidade de data centers e aplicações de inteligência artificial. Segundo Kirsten Cutler, do Departamento de Estado, o governo Trump vem acelerando licenciamento, removendo barreiras regulatórias e estabelecendo metas como a construção de ao menos 10 grandes reatores até 2030. A política inclui ainda revisão do papel da NRC e criação de vias rápidas para tecnologias já testadas pelo Departamento de Energia e pelo Departamento de Defesa. Os pequenos reatores modulares, os SMRs, aparecem como peça central por oferecerem maior flexibilidade, segurança e adaptabilidade, com potencial de atender não apenas cargas digitais, mas também hidrogênio, dessalinização e mineração crítica. O avanço mostra como a expansão dos data centers está influenciando decisões estruturais sobre geração firme, soberania energética e reorganização da política industrial americana. (Agência Eixos – 25.03.2026)
Brasil: EPE amplia estudos de transmissão para viabilizar conexão de data centers no RJ e em SP
A EPE incluiu na programação de 2026 novos estudos de planejamento da transmissão para avaliar a conexão de data centers no Rio de Janeiro e em São Paulo, diante do avanço de cargas eletrointensivas com alta potência instalada, concentração geográfica e exigências elevadas de confiabilidade. No Rio, o estudo prospectivo começa em junho de 2026 e vai até maio de 2027, considerando também hidrogênio de baixo carbono e eletrificação de frotas. Em São Paulo, reforços na região central da capital e análises para Campinas, Bom Jardim e Itatiba já incorporam explicitamente a expansão de data centers como fator de pressão sobre a rede. A agenda se soma a avaliações no Nordeste e no Sul, incluindo o Rio Grande do Sul, e dialoga com a necessidade de soluções estruturantes como compensação reativa, controle de tensão e reforço de capacidade. O movimento confirma que o crescimento do setor depende cada vez mais de planejamento elétrico antecipado e investimentos coordenados em transmissão e distribuição. (MegaWhat Energy – 24.03.2026)
Brasil: Genial Energy avalia projeto de até 100 MW com foco em energia e armazenamento para data centers
A Genial Energy estuda entrar no segmento de infraestrutura para data centers no Rio de Janeiro com projetos que podem alcançar 100 MW, reforçando a integração entre energia e tecnologia. Após investir R$ 9,8 milhões em uma usina solar de 2,6 mil kWp, a empresa avalia ativos que podem ser vendidos ou arrendados, destacando o papel estratégico do suprimento energético. O plano inclui sistemas de armazenamento por baterias para mitigar a intermitência renovável, elemento central para garantir confiabilidade a cargas críticas. Com 97,5 MWp em geração distribuída e cerca de 620 clientes no mercado livre, a companhia busca sinergias entre suas operações, que já geraram economia de R$ 600 milhões aos clientes. A viabilidade dos projetos depende de avanços regulatórios como o ReData e leilões de energia, evidenciando a importância de marcos estáveis para destravar investimentos em armazenamento e infraestrutura elétrica associada.(Broadcast Energia - 24.03.2026)
Bahrein: Ataques com drones afetam operação da AWS e expõem vulnerabilidade energética de data centers
A Amazon informou que a operação da AWS no Bahrein foi afetada por atividade de drones em meio ao conflito no Oriente Médio, marcando a segunda interrupção em um mês na região e evidenciando a exposição de grandes data centers a eventos geopolíticos e falhas de suprimento. A empresa passou a orientar clientes a migrar cargas para outras regiões, mas não detalhou a extensão dos danos nem o prazo de normalização. No início do mês, instalações no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos já haviam sofrido perda de energia, com necessidade de recuperação prolongada após danos estruturais, incêndios e impactos por água. O episódio reforça que, além da conectividade, a continuidade de serviços críticos depende de resiliência elétrica, redundância operacional, gestão de risco e arranjos robustos de backup. Para um setor cada vez mais estratégico para governos e empresas, a instabilidade mostra como segurança física, energia confiável e arquitetura distribuída se tornaram fatores centrais. (Valor Econômico - 24.03.2026)
EUA: Capacidade de data centers desacelera e pressiona soluções energéticas e armazenamento
A adição de 25 GW de capacidade de data centers no 4T25, metade do trimestre anterior, evidencia restrições estruturais na expansão elétrica e reforça a necessidade de soluções como geração dedicada e armazenamento. O pipeline atingiu 241 GW ao fim de 2025, com 33% em desenvolvimento, mas compromissos de carga já somam 183 GW, equivalentes a 22% do pico dos EUA, superando a capacidade das redes. O avanço de projetos com geração behind-the-meter e off-grid, especialmente no Texas, indica maior dependência de arranjos próprios, onde sistemas de armazenamento tornam-se críticos para garantir confiabilidade e mitigar curtailment. A queda no custo por MW contrasta com aumento por área devido à densificação energética. Novas regras de interconexão e exigências operacionais elevam riscos e custos, pressionando a adoção de armazenamento e geração firme para viabilizar projetos diante de limitações da rede e incertezas regulatórias.(Wood Mackenzie – 16.03.2026)
Inovação e Tecnologia
Brasil: IA acelera modernização de redes e data centers com maior demanda por capacidade
A adoção de inteligência artificial está acelerando a modernização de redes e data centers no Brasil, impulsionando projetos de atualização de infraestrutura para suportar maior tráfego, processamento distribuído e novas cargas de trabalho. Durante o Cisco Connect Brasil 2026, executivos destacaram aumento da demanda por conexões acima de 400 Gbps e 800 Gbps, além da necessidade de arquiteturas mais integradas entre rede, processamento e armazenamento. A evolução das aplicações de IA exige ambientes mais resilientes, seguros e eficientes, com destaque para processamento na borda e maior integração entre servidores e sistemas de dados. O movimento também reflete a reavaliação de estratégias de nuvem por parte de empresas, que passam a equilibrar custos e desempenho com maior uso de infraestrutura própria. Nesse contexto, políticas como o Redata são vistas como relevantes para atrair investimentos e ampliar a competitividade do Brasil na infraestrutura digital regional. (Telesintese – 01.04.2026)
Brasil: Sabesp amplia uso de água de reúso para resfriamento de data centers
A Sabesp está expandindo contratos de fornecimento de água de reúso para aplicações industriais, incluindo data centers, como estratégia para reduzir a pressão sobre recursos hídricos e apoiar a sustentabilidade da infraestrutura digital. Um dos acordos prevê o fornecimento de 11 mil m³ mensais para um data center em Barueri, volume equivalente ao consumo de cerca de 3 mil pessoas. A água, proveniente de estações de tratamento de esgoto, será utilizada em sistemas de resfriamento, substituindo água potável em processos que não exigem qualidade para consumo humano. A companhia estima potencial de produção de 84,5 milhões de litros por dia, com expansão via outras ETEs. A iniciativa se insere no contexto de crescente demanda hídrica dos data centers, especialmente em aplicações de IA, e reforça o papel de soluções circulares para garantir segurança hídrica e operacional em ambientes de alta intensidade energética e térmica. (CNN Brasil – 31.03.2026)
Brasil: expansão de data centers impulsiona uso de IA e armazenamento energético
O avanço da infraestrutura de data centers no Brasil, com investimentos projetados de R$ 500 bilhões até 2030, vem impulsionando iniciativas voltadas à eficiência energética, sustentabilidade e confiabilidade operacional. O país já concentra 48% da capacidade instalada da América Latina e 71% da infraestrutura em construção. Nesse contexto, o projeto ECOS, liderado pelo CPQD em parceria com a ABDI, com aporte de R$ 3 milhões, busca desenvolver soluções para tornar os data centers mais inteligentes e sustentáveis, incluindo o uso de inteligência artificial, automação e sistemas de armazenamento de energia (BESS). A iniciativa prevê selecionar até seis startups para testar tecnologias em ambientes reais, com foco na redução do consumo de energia e água, integração de fontes renováveis e descarbonização. Além disso, soluções em sistemas HVAC e controle de fluidos ganham relevância para otimizar indicadores como PUE e reduzir custos operacionais em estruturas de alta demanda energética. (Agência CanalEnergia – 30.03.2026)
Brasil: Surfix obtém Tier III e reforça oferta certificada no Nordeste
A Surfix Cloud & Data Center recebeu a certificação Tier III Facility do Uptime Institute e passou a integrar o grupo restrito de operações com esse selo no Norte e Nordeste do Brasil. Com a validação, a infraestrutura localizada em Boa Viagem, no Recife, soma-se a apenas outras duas instalações certificadas na região, ambas em Fortaleza. Para alcançar o reconhecimento, a empresa promoveu adequações técnicas voltadas à alta disponibilidade, incluindo redundância energética e de refrigeração, controle de umidade e temperatura, servidores de última geração, proteção contra incêndio e inundações, múltiplas conexões independentes com operadoras e monitoramento contínuo pelo NOC, 24 horas por dia. A companhia afirma ainda manter certificações ISO 27001 e ISO 27701, voltadas a segurança da informação, privacidade e governança de dados, com SLA de 99,9%. Segundo a empresa, a estrutura atende cerca de 500 clientes corporativos de setores como finanças, varejo, saúde, telecomunicações, indústria e serviços essenciais. (Data Center Dynamics – 30.03.2026)
Brasil: escassez de HDD acelera migração para armazenamento allflash em data centers
A escassez de discos rígidos corporativos passou a ocupar posição central nas preocupações da cadeia de suprimentos de data centers de IA e vem acelerando a transição para arquiteturas all-flash. Segundo executivos do setor citados na análise, os HDDs estão praticamente comprometidos até 2027, com prazos de entrega que chegam a dois anos e sem expansão relevante de capacidade produtiva no curto prazo. Nesse contexto, o armazenamento flash QLC ganha força como alternativa para cargas intensivas em leitura, por combinar maior densidade, melhor eficiência energética e custo por terabyte mais competitivo do que outras classes de SSD. A pressão também se amplia sobre a cadeia de NAND, já com capacidade reservada até 2026 em alguns fabricantes. O movimento de hiperescaladores e laboratórios de IA em direção a ambientes predominantemente flash reforça uma mudança estrutural no desenho da infraestrutura de armazenamento, com implicações para consumo energético, confiabilidade e planejamento de capacidade em larga escala. (Data Center Dynamics – 26.03.2026)
Brasil: coalizão lança formação técnica para suprir demanda de data centers
A Global Data Center Technician Training Coalition foi lançada no Brasil com o objetivo de ampliar a formação de profissionais para operações de data centers, em resposta ao crescimento da infraestrutura digital e à escassez de mão de obra especializada. Liderada pela Equinix Foundation e formada por Odata, Cisco Systems, Vertiv e Generation Brasil, a iniciativa prevê cofinanciamento, construção conjunta do currículo e conexão dos formados com vagas do mercado. As duas primeiras turmas ocorrerão em São Paulo, com início em junho e outubro de 2026, e deverão capacitar 50 alunos para funções de Customer Operations Technician e suporte de TI. A proposta foi estruturada como plataforma aberta à adesão de novos parceiros e com expansão internacional prevista ainda em 2026 e ao longo de 2027. O desenho do programa busca atender não apenas às empresas fundadoras, mas todo o ecossistema de infraestrutura crítica e operação de ambientes digitais. (Telesintese – 25.03.2026)
Brasil: Gêmeos digitais ganham espaço na otimização operacional e eficiência de data centers
O uso de gêmeos digitais em data centers tem avançado como ferramenta para simular operações, prever falhas e otimizar desempenho, contribuindo para maior eficiência energética e potencial integração com sistemas de armazenamento. A tecnologia permite replicar virtualmente ativos e testar cenários, apoiando decisões operacionais e gestão de riscos. No entanto, desafios como integração de sistemas, qualidade de dados, custos e retorno sobre investimento ainda limitam sua adoção plena. Especialistas destacam que, embora relevantes, essas soluções não substituem a experiência humana e devem ser avaliadas conforme prioridades estratégicas. O debate reflete a busca do setor por maior resiliência, eficiência e confiabilidade diante do aumento da complexidade operacional e da demanda energética crescente dos data centers.(Data Center Dynamics - 23.03.2026)
Brasil: TelCables reforça infraestrutura de conectividade para data centers com foco em segurança e resiliência
A TelCables Brasil anunciou novo CEO e parceria com a Nexusguard para integrar proteção DDoS à oferta de conectividade internacional, ampliando a resiliência de infraestruturas digitais, incluindo data centers. zA solução incorpora mitigação de ataques em modelo clean pipe, uso de nuvem dedicada e monitoramento inteligente, com servidores distribuídos em múltiplos países para reduzir latência e riscos operacionais. A estratégia busca atender provedores, empresas e órgãos públicos que demandam alta disponibilidade, elemento crítico para ambientes que podem integrar sistemas energéticos e armazenamento. A companhia pretende expandir sua atuação em conectividade e data centers no Brasil, alinhando-se ao crescimento do tráfego digital e à necessidade de redes mais seguras e robustas. O movimento reforça a importância de infraestrutura resiliente para suportar cargas críticas e serviços digitais de alta densidade.(Telesintese - 20.03.2026)