Data Center 21
Tendências de Mercado
Brasil: Falhas em data centers expõem riscos à continuidade de serviços essenciais
A indisponibilidade no data center da Advocacia-Geral da União, que levou o Conselho Nacional de Justiça a suspender prazos processuais entre 16 e 20 de março de 2026, evidenciou a criticidade da infraestrutura que sustenta serviços públicos essenciais. Segundo nota técnica da AGU, a ocorrência teve origem em componentes físicos do data center e afetou sistemas usados na gestão e no acompanhamento de processos judiciais. O episódio reforça que falhas nessas instalações extrapolam o campo técnico e podem comprometer Justiça, saúde, educação, logística, comércio eletrônico e pagamentos. A avaliação de especialistas é que resiliência depende menos do equipamento isolado e mais de operação qualificada, manutenção, energia, climatização, monitoramento e resposta a incidentes. Em um setor cada vez mais complexo, a maturidade operacional segue central para assegurar disponibilidade e integridade dos ambientes de processamento e armazenamento. (Data Center Dynamics – 20.03.2026)
Brasil: Matriz limpa fortalece atratividade do País para data centers, diz Schneider
A Schneider Electric avalia que a combinação entre matriz energética mais limpa, escala econômica, disponibilidade de terra e potencial de digitalização coloca o Brasil no radar global dos investimentos em data centers. Segundo o CEO Roberto Rossi, o País reúne condições estruturais para abrigar novos projetos de processamento e armazenamento de dados, embora enfrente gargalos em transmissão de energia, burocracia e amadurecimento regulatório. O executivo cita que um data center com consumo de 3 GW representaria menos de 3% de um pico nacional em torno de 110 GW e pouco mais de 1% da capacidade instalada de cerca de 250 GW, indicando robustez sistêmica em termos agregados. Ainda assim, a atratividade varia conforme a localização, devido à distância entre centros de geração renovável e polos de consumo. A empresa também defende debate mais amplo sobre energia, água, construção e integração tecnológica para consolidar um ambiente competitivo e previsível. (Data Center Dynamics – 20.03.2026)
América Latina: Região avança em infraestrutura digital, mas ainda enfrenta fragmentação
A América Latina vive uma fase de expansão da infraestrutura digital impulsionada por nuvem, inteligência artificial e aplicações intensivas em dados, mas ainda precisa superar entraves regulatórios, energéticos e de coordenação para capturar mais investimentos. Em painel no Capacity Latam, executivos de Ascenty, Cirion, Dig.ia e Cambridge destacaram que a região deixou de ser vista apenas como mercado consumidor e passou a ganhar relevância em processamento, armazenamento e circulação de dados em maior escala. A nova etapa exige integração entre data centers, redes terrestres e cabos submarinos desde a concepção dos projetos, além de energia entregue nos locais de demanda e não apenas capacidade de geração disponível. Os participantes também apontaram excesso de interlocução com diferentes órgãos, baixa previsibilidade e fragmentação entre mercados nacionais como fatores que reduzem competitividade. A avaliação é que há uma janela concreta de oportunidade, desde que a região transforme vantagens comparativas em execução coordenada. (Telesintese – 19.03.2026)
Brasil: Brisanet vê risco de excesso de investimentos em data centers nas capitais
A Brisanet afirmou a investidores que seu valor de mercado não reflete o peso de sua infraestrutura e avaliou que pode haver excesso de investimentos em data centers nas capitais. Segundo o CEO José Roberto Nogueira, a companhia possui quase 2,5 mil torres e cerca de 280, aproximando-se de 300, estruturas com padrão semelhante ao de mini data centers, usadas para sustentar a rede e aproximar conteúdo do usuário final. Esses sites são próprios, contam com múltiplas rotas de fibra, redundância operacional, climatização de precisão, geradores e segurança, além de já hospedarem servidores de plataformas como Google, Facebook, Netflix e Google Play em mais de 20 a 30 endereços. Apesar dessa base, a operadora não pretende abrir nova frente comercial agressiva em data centers neste momento, por enxergar risco de bolha em mercados como Fortaleza, com grande volume de projetos podendo resultar em sobreoferta frente à demanda efetiva. (Telesintese – 19.03.2026)
América Latina: Expansão de hubs de IA esbarra em energia, prazo e alta densidade
A expansão dos hubs de inteligência artificial na América Latina avança com projetos em Brasil, Chile e México, mas executivos do setor avaliam que o crescimento sustentável depende de energia, conectividade, cadeia de suprimentos e capacidade de execução. Em painel do Capacity LATAM, representantes de Nokia, Vertiv, Elea, DE-CIX e Terranova destacaram que as cargas de IA elevaram a densidade dos racks de 5 kW a 10 kW para 70 kW a 100 kW, exigindo novas arquiteturas com resfriamento líquido, UPS mais avançados e monitoramento sofisticado. O debate mostrou que a pressão maior recai sobre transmissão, distribuição e planejamento energético de cinco a dez anos, já que hyperscalers querem operar em 6 a 18 meses, enquanto transformadores e subestações podem levar de dois a três anos. A baixa latência também demanda infraestrutura distribuída, combinando mega campi, data centers regionais e pontos de interconexão próximos das aplicações. (Telesintese – 18.03.2026)
Brasil: Crescimento dos data centers reposiciona energia como principal limitador
O avanço dos data centers, impulsionado pela inteligência artificial, está redefinindo o planejamento do setor elétrico ao colocar a disponibilidade de energia como principal fator limitante para novos projetos, segundo análise da PSR. Empreendimentos passaram a ser dimensionados pela potência instalada, com unidades chegando a 1 GW e exigindo investimentos de até US$ 40 bilhões antes mesmo da instalação de equipamentos. A crescente variabilidade da demanda, influenciada por fontes renováveis e condições climáticas, reforça a necessidade de maior flexibilidade no sistema, incluindo resposta da demanda e integração entre transmissão e distribuição. O Brasil se destaca nesse cenário por sua experiência em expansão de redes e pela capacidade de armazenamento hídrico, considerada uma “gigabateria natural”. A combinação entre infraestrutura robusta e matriz renovável posiciona o país de forma estratégica para suportar o crescimento do processamento e armazenamento digital. (Agência CanalEnergia – 18.03.2026)
América Latina: Investidores aguardam definição do Redata para ampliar data centers
Executivas do setor afirmaram no Capacity LATAM que a definição do Redata passou a influenciar diretamente decisões de alocação de capital em data centers no Brasil. Segundo Roberta Aronne, da Terranova, investidores acompanham o tema antes de avançar com novos projetos, em uma disputa regional na qual previsibilidade regulatória, energia, conectividade internacional e segurança jurídica pesam tanto quanto incentivos fiscais. Representantes de Elea, Microsoft, V.tal, Odata/Aligned e da associação chilena do setor ressaltaram que a América Latina reúne ativos relevantes, como disponibilidade de terra, energia renovável, cabos submarinos e mão de obra qualificada, mas ainda enfrenta lentidão nos processos de conexão à rede e licenciamento. Crislaine Corradine observou que acessos elétricos podem levar de nove a onze meses na região, ante três ou quatro meses na América do Norte. O diagnóstico é que o ambiente regulatório continuará decisivo para converter o interesse em investimentos efetivos em armazenamento e processamento digital. (Telesintese – 17.03.2026)
América Latina: Odata vê risco de México ultrapassar Brasil sem avanço do ReData
A Odata avalia que o México pode superar o Brasil na atração de novos data centers caso o ReData continue travado, especialmente nos projetos ligados à inteligência artificial. Segundo o diretor financeiro e de Novos Negócios da companhia, Fernando Jaeger, o Brasil é visto por clientes hyperscalers como destino potencial para grandes cargas de IA, mas o custo tributário sobre equipamentos importados segue como principal barreira. Ele afirma que o investimento em GPUs e servidores pode ser quatro a cinco vezes superior ao valor aplicado pela operadora na infraestrutura física, o que torna decisiva a desoneração dos equipamentos de processamento. Sem o regime, a tributação total sobre esses itens pode chegar a 80%, somando imposto de importação e tributos em cascata. A empresa diz estar preparada com terrenos, soluções energéticas e compra antecipada de geradores, UPS, baterias, chillers e subestações, mas avalia que o incentivo fiscal será determinante para ampliar a geografia dos investimentos no país. (Telesintese – 16.03.2026)
Brasil: Ascenty projeta boom de data centers se ReData destravar investimentos
A Ascenty avalia que a aprovação do ReData poderá marcar um ponto de inflexão para o mercado brasileiro de data centers a partir de 2026, ao destravar negociações com grandes empresas americanas e asiáticas. Segundo Marcos Siqueira, head de estratégia da companhia, o benefício tributário pode representar até um terço do investimento total de alguns projetos, alterando de forma decisiva o business plan de multinacionais interessadas no país. O executivo destaca, porém, que o incentivo não basta sem energia em alta capacidade e redução de burocracia. Para ele, o Brasil tem base sólida, com Sistema Interligado Nacional robusto, matriz próxima de 90% renovável e custo de energia entre 20% e 30% inferior ao de outros países, além de oferecer operação carbono neutro e baixa utilização de água em refrigeração. A empresa vê ainda soberania de dados, baixa latência interna e expansão da IA como vetores para consolidar o Brasil como hub de processamento e armazenamento digital. (Data Center Dynamics – 13.03.2026)
Brasil: Algar reforça B2B com foco em soluções de nuvem, backup e data center
A Algar encerrou 2025 com receita líquida de R$ 2,93 bilhões, alta de 3,9% sobre 2024, em um ciclo de fortalecimento regional e retomada do crescimento do segmento B2B. A receita corporativa avançou 1,9% no acumulado do ano e 2,3% no quarto trimestre, o melhor desempenho em três anos, apoiada por uma reorganização matricial que combina segmentação por perfil de cliente com maior peso da atuação geográfica em cinco regionais. Segundo o CEO Luiz Alexandre Garcia, a companhia quer ampliar sua atuação para além da conectividade, fortalecendo a oferta de soluções como segurança, backup em nuvem, data center e pacotes convergentes. Em 2025, o EBITDA contábil chegou a R$ 1,20 bilhão e a margem EBITDA contábil subiu para 41,1%, enquanto o free cash flow after leasing avançou para R$ 439 milhões e a alavancagem caiu para 2,28 vezes. A empresa segue em prejuízo, de R$ 197 milhões, porém menor que em 2024. (Telesintese – 13.03.2026)
Brasil: Expansão dos data centers traz oportunidade e risco ao sistema elétrico
Artigo da Agência CanalEnergia avalia que a expansão acelerada dos data centers no Brasil, impulsionada por IA, nuvem e serviços digitais, pode consolidar o País como hub de infraestrutura digital, mas também impor desafios inéditos ao planejamento elétrico. Em 2024, esses ativos responderam por cerca de 8,2 TWh, ou 1,7% do consumo nacional, com projeções de forte avanço até 2029. Segundo a EPE, pedidos recentes de conexão já superam 20 GW e, somados a projetos de hidrogênio verde, podem ultrapassar 54 GW até 2038, pressionando subestações, transformadores, transmissão e reserva operacional. O texto destaca que data centers operam 24/7, com fator de carga entre 85% e 95%, alta sensibilidade à qualidade de energia e exigência de redundância N+1 ou 2N. Também alerta para volatilidade locacional da carga computacional, capaz de ser redistribuída remotamente, criando incertezas adicionais para acesso, despacho, custos sistêmicos e modelagem probabilística do SIN. (Agência CanalEnergia – 13.03.2026)
América Latina: IA física deve elevar demanda por redes móveis e computação distribuída
A Ericsson avalia que a expansão da chamada IA física, embarcada em robôs, drones, óculos de realidade aumentada e dispositivos autônomos, deverá pressionar a infraestrutura móvel e alterar a lógica de planejamento das redes. Segundo o CEO da Ericsson Latam South, Rodrigo Dienstmann, a primeira onda de investimentos em IA concentrou-se em data centers, processamento e energia, mas a etapa seguinte atingirá com mais força as telecomunicações, exigindo mais uplink, menor latência e inferência descentralizada. Nessa arquitetura, parte do processamento não poderá ficar integralmente no dispositivo por limitações de bateria, calor e peso, nem exclusivamente em data centers distantes, o que amplia a relevância de edge computing e de infraestrutura distribuída. A empresa também sustenta que a operação das redes caminha para maior autonomia, com agentes de IA apoiando orquestração, controle e eficiência. O objetivo é reduzir intensidade de capex, liberar recursos por ganhos operacionais e abrir novas receitas com capacidades avançadas do 5G. (Telesintese – 13.03.2026)
Brasil: País aparece em posição intermediária na adoção de IA no setor público
O Public Sector AI Adoption Index 2026 posicionou o Brasil com 49 pontos e no grupo de adotantes desiguais de inteligência artificial no setor público, atrás de Arábia Saudita, Singapura, Índia e África do Sul, mas à frente de Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Japão e França. O estudo, elaborado pela Public First para o Center for Data Innovation com patrocínio do Google, ouviu 3.335 servidores de dez países entre 15 de novembro e 5 de dezembro de 2025. No caso brasileiro, o índice aponta 60 pontos em entusiasmo, 54 em educação, 46 em empowerment, 41 em enablement e 44 em embedding, sinalizando forte interesse, porém fragilidade institucional. Entre os servidores do País, 83% consideram a IA eficaz, 89% dizem que ela economiza tempo e 65% se declaram otimistas, mas mais de 60% afirmam não receber recursos ou ferramentas suficientes, 49% não saberiam a quem recorrer em caso de problema e 68% veem falhas de liderança e direcionamento. (Telesintese – 12.03.2026)
EUA: Oracle acelera nuvem e IA com contratos de grande escala
A Oracle reportou receita total de US$ 17,2 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, alta de 22%, impulsionada sobretudo pela expansão da nuvem, que somou US$ 8,9 bilhões, avanço de 44%. Dentro desse total, a receita de infraestrutura em nuvem, base para processamento e armazenamento de cargas digitais, chegou a US$ 4,9 bilhões, com crescimento de 84%, enquanto as aplicações em nuvem geraram US$ 4 bilhões, alta de 13%. A companhia destacou ainda um RPO de US$ 553 bilhões, salto anual de 325%, associado majoritariamente a contratos de IA de grande escala. Em fevereiro, a empresa anunciou intenção de captar até US$ 50 bilhões em 2026 e, poucos dias depois, levantou US$ 30 bilhões em dívida e ações preferenciais conversíveis. Para o quarto trimestre, projeta crescimento de receita total entre 19% e 21% e de nuvem entre 46% e 50%, mantendo capex de US$ 50 bilhões no ano fiscal de 2026. (Telesintese – 11.03.2026)
América Latina: Edge computing e IA ampliam papel das teles na infraestrutura digital
As operadoras de telecomunicações estão ampliando o uso de computação em nuvem, edge computing e inteligência artificial para reestruturar suas redes e expandir a oferta de serviços corporativos, segundo o Industry Survey Report 2026 da Mobile World Live. A cloudificação da infraestrutura vem deslocando funções antes executadas em hardware proprietário para ambientes virtualizados e definidos por software, com ganhos de flexibilidade, escalabilidade e automação operacional. Nesse contexto, o edge computing reforça a lógica de processamento e armazenamento distribuídos ao aproximar capacidade computacional do usuário ou da aplicação, reduzindo latência e viabilizando casos de uso em tempo real, IoT e serviços empresariais sensíveis ao desempenho. O levantamento também mostra que a automação de redes e operações se tornou o principal caso de uso de IA no setor e que 66% das empresas de telecomunicações já utilizam algum tipo de inteligência artificial em suas operações em 2026, em busca de eficiência, redução de custos e novas receitas B2B. (Telesintese – 10.03.2026)
Expansão e Investimentos
Brasil: Montagem do data center do TikTok avança no Ceará com 200 MW iniciais
O Grupo Cordeiro iniciou a montagem da estrutura pré-moldada do data center da ByteDance, controladora do TikTok, na ZPE do Complexo do Pecém, em Caucaia (CE), marcando nova etapa física de um dos maiores projetos de infraestrutura digital do país. A operação começou com o içamento e a instalação do primeiro pilar de concreto, utilizando o guindaste RT 765, e inclui também transporte de componentes e serviços de armazenagem. Desenvolvido pela Omnia, plataforma de data centers do Pátria Investimentos, em parceria com a Casa dos Ventos, o empreendimento terá capacidade inicial de 200 MW de processamento e previsão de início de operação em 2027. O projeto total soma mais de R$ 200 bilhões, incluindo R$ 108 bilhões em equipamentos até 2035 e novos aportes tecnológicos na década seguinte. A escolha do Ceará se apoia na disponibilidade de energia, na posição logística do Pecém e na infraestrutura local, fatores que reforçam o papel do Nordeste no avanço do processamento e do armazenamento digital no Brasil. (Brasil Energia – 19.03.2026)
Global: NTT quer duplicar capacidade de data centers para 4 GW em dois anos
A NTT Global Data Centers pretende duplicar sua capacidade instalada para 4 GW em apenas dois anos, segundo o CEO Doug Adams, em movimento alinhado à forte expansão da demanda por infraestrutura digital e cargas ligadas à inteligência artificial. A companhia afirma trabalhar atualmente em 34 projetos de data centers e já teria contratos assegurados para mais de 70% deles, o que dá visibilidade à expansão. Em horizonte de cinco anos, a meta é superar 5 GW de capacidade, podendo financiar esse crescimento com recursos próprios, investidores parceiros ou por meio do NTT DC REIT. Hoje, a empresa opera mais de 2 GW em 20 mercados, incluindo Estados Unidos, Europa, África do Sul e diversos países asiáticos. No início do mês, fechou arrendamentos equivalentes a 115 MW em campi na Virgínia, Illinois e Califórnia. A estratégia reforça a corrida global por escala em processamento e armazenamento de dados, em um cenário de contratação acelerada e consolidação internacional. (Data Center Dynamics – 19.03.2026)
Brasil: Acciona inclui data centers entre prioridades de expansão no País
A espanhola Acciona passou a incluir data centers entre os segmentos prioritários de expansão no Brasil, ao lado de ferrovias e energias renováveis, segundo o CEO André De Angelo. A sinalização indica que a companhia, já presente em mobilidade urbana, saneamento, rodovias e energia, enxerga espaço para ampliar participação em infraestrutura digital no mercado brasileiro. Embora a entrevista tenha dado maior destaque a projetos ferroviários como a EF-118 e a Ferrogrão, a menção aos data centers ganha relevância por vir de um grupo com histórico de grandes obras e apetite por contratos de longo prazo. A empresa está no país desde 1997 e considera a Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo um divisor de águas em sua trajetória local. Mais recentemente, também avançou em PPPs de saneamento e em obras viárias na capital paulista. A entrada de um investidor dessa escala reforça a percepção de que os data centers passaram a integrar o portfólio estratégico de infraestrutura associado à digitalização da economia brasileira. (CNN – 19.03.2026)
Brasil: Telebit aposta em edge data centers e redes 5G privativas
A Telebit apresentou no Mobile World Congress 2026 sua estratégia de expansão no Brasil com foco em redes 5G privativas, conectividade de missão crítica e edge data centers voltados a aplicações de baixa latência associadas à inteligência artificial. Segundo a empresa, a evolução do 5G cria base para uma nova geração de serviços corporativos, industriais e temporários, exigindo infraestrutura mais resiliente, segura e dedicada. Um dos destaques é a solução de rede pop-up, instalada em vans e caminhões, capaz de ativar rapidamente redes móveis privativas com slicing, operação em banda não compartilhada e recursos avançados de resiliência. Em paralelo, a companhia vê crescimento da demanda por capacidade computacional distribuída, com processamento e armazenamento mais próximos do ponto de uso. A empresa afirma que essa descentralização exigirá projetos de edge data center energeticamente eficientes e sustentáveis para suportar aplicações de inferência e automação em tempo real. (Telesintese – 18.03.2026)
Brasil: ByteDance ergue data center de R$ 200 bilhões no Ceará com energia eólica
A ByteDance iniciou no Complexo do Pecém, no Ceará, a construção do maior data center do Brasil e da América Latina, com investimento total estimado em R$ 200 bilhões ao longo de cerca de 20 anos. A primeira fase terá 200 MW de capacidade de TI, distribuídos em dois prédios de 100 MW, com consumo elétrico de aproximadamente 300 MW, e deve entrar em operação no terceiro trimestre de 2027, com conclusão dessa etapa no início de 2029. O fornecimento será 100% eólico, a partir dos complexos Ibiapaba e Inocêncio, somando 1.458 MW e R$ 9 bilhões em aportes. O empreendimento prevê ainda R$ 108 bilhões em equipamentos até 2035, baixa latência entre 30 e 65 milissegundos, flexibilidade para IA e HPC e sistema fechado de reúso de água, mas enfrenta críticas de entidades indígenas e ambientais sobre impactos territoriais e ausência de consulta prévia. (Broadcast Energia - 16.03.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Modular capta R$ 232,5 mi do BNDES para data center escalável
A Modular, empresa brasileira especializada em componentes de energia e refrigeração para data centers pré-fabricados, contratou financiamento de R$ 232,5 milhões junto ao BNDES para desenvolver um data center modular multiusuário escalável, com possibilidade de empilhamento em até três andares. O novo modelo terá capacidade inicial de 12 MW e foi desenhado para atender clientes do tipo hyperscale, como Google, Amazon e Microsoft, com promessa de reduzir pela metade o tempo de implantação frente aos projetos convencionais. Os recursos serão destinados à criação de propriedade intelectual e à compra de máquinas, equipamentos, serviços e materiais. Com três fábricas em Santana de Parnaíba (SP), mais de 80 data centers entregues e atuação em seis países da América Latina, a empresa informa capacidade anual de produção de 80 MW e aposta no modelo engineering-to-suit para adaptar cada solução às exigências específicas dos clientes. (O Globo – 20.03.2026)
Brasil: SLB defende regulação favorável para não perder janela dos data centers
A diretora de Desenvolvimento de Negócios para Novas Energias da SLB na América Latina, Janaína Ruas, afirmou que o Brasil reúne vantagens competitivas relevantes para avançar em data centers, mas precisa de uma regulação que não desestimule investimentos e não trave a indústria. Em entrevista durante a Macaé Energy 2026, ela citou o Redata como instrumento importante para destravar projetos e reforçar a estabilidade necessária ao setor. Segundo a executiva, a matriz elétrica mais limpa e o tamanho do mercado consumidor, com cerca de 200 milhões de pessoas, tornam o país atraente mesmo sem depender exclusivamente da exportação de serviços digitais. A avaliação é que o Brasil já possui base energética e demanda interna suficientes para sustentar expansão de infraestrutura de processamento e armazenamento de dados, mas precisa agir rapidamente para não perder a janela global de aportes para outros mercados mais ágeis e previsíveis. (Agência Eixos – 19.03.2026)
Brasil: Crise política e disputa sobre texto travam avanço do Redata
O Redata perdeu tração no Senado e passou a enfrentar um ambiente de forte incerteza política, segundo interlocutores ouvidos pelo Tele.Síntese. Nos bastidores, a crise envolvendo o Banco Master, liquidado extrajudicialmente em 18 de novembro de 2025 e depois associado a novas investigações, contaminou o ambiente de negociação e reduziu o espaço para uma tramitação célere do projeto. Ao mesmo tempo, parte dos senadores pressiona para incluir o gás entre os insumos energéticos contemplados, o que obrigaria o texto a retornar à Câmara e ampliaria os prazos. Diante desse impasse, o setor passou a mirar o Confaz como principal frente de curto prazo, apostando em convênio que permita redução de 90% do ICMS sobre equipamentos de tecnologia destinados a data centers. A leitura é que o atraso compromete a competitividade brasileira na atração de infraestrutura de computação, armazenamento e soberania de dados. (Telesintese – 18.03.2026)
Brasil: MCom prepara proposta para acelerar reparos em cabos submarinos
O Ministério das Comunicações trabalha em proposta legislativa para agilizar o reparo emergencial de cabos submarinos no Brasil, infraestrutura considerada crítica para conectividade internacional e para o funcionamento de data centers e serviços digitais. Segundo o secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, a iniciativa busca reduzir entraves regulatórios e consolidar em lei que intervenções emergenciais nesse tipo de ativo tenham tratamento prioritário, em linha com a Lei nº 15.190. O texto também prevê que estados e municípios interessados em receber essa infraestrutura, nas chamadas Zonas de Interesse e Ancoragem, tenham órgão único para licenciamento e prazo máximo de análise. Em paralelo, o MCom defende que o ReData contemple retrofit de data centers existentes e trabalha em parâmetros de redundância e telecomunicações para classificar cidades aptas a diferentes perfis de instalação, apoiando futura descentralização da infraestrutura de processamento e armazenamento digital. (Telesintese – 17.03.2026)
Brasil: Regulação de data centers exige capacidade firme e coordenação institucional
O avanço dos data centers no Brasil impõe desafios regulatórios que vão além da disponibilidade de energia, concentrando-se na capacidade do sistema em garantir fornecimento confiável, previsível e eficiente. Segundo análise de Paulo Henrique Spirandeli Dantas, embora o País possua matriz renovável robusta e potencial de expansão, o principal entrave está na infraestrutura regulada e na organização do acesso à rede. Dados da EPE indicam demanda de 54,2 GW até 2038, sendo 26,3 GW oriundos de data centers, caracterizados por cargas intensivas e sensíveis. Entre os desafios estão regras de acesso à Rede Básica, coordenação institucional insuficiente, necessidade de conciliar energia renovável com suprimento firme e definição de critérios para alocação de custos de expansão. O autor destaca que previsibilidade regulatória e segurança jurídica são determinantes para viabilizar investimentos e transformar a vantagem energética em competitividade estrutural. (Broadcast Energia - 16.03.2026)
Brasil: Brasscom cobra votação do ReData e corte de ICMS para equipamentos
A Brasscom alertou que o tempo político para aprovar o PL ReData no Senado e avançar com um novo convênio do Confaz está se esgotando, defendendo que ambas as medidas precisam caminhar juntas para elevar a competitividade brasileira na disputa por investimentos em infraestrutura computacional. Segundo a entidade, o déficit da balança de serviços de computação subiu de US$ 3 bilhões em 2021 para US$ 7,9 bilhões em 2025, refletindo dificuldade do país em atrair projetos de nuvem e data centers. No âmbito estadual, a associação apoia proposta que permitiria aos estados reduzir em até 90% o ICMS sobre equipamentos de TIC destinados a data centers, tema previsto para reunião do colegiado em 27 de março. A carga tributária sobre esses equipamentos, superior a 30%, é apontada como fator de desvantagem frente a Chile e Colômbia. A entidade pede sinalização rápida para destravar investimentos em processamento, IA e armazenamento de dados. (Telesintese – 16.03.2026)
Reino Unido: Ofcom endurece regras para plataformas e reforça proteção infantil
A Ofcom determinou que plataformas amplamente usadas por crianças no Reino Unido, como Facebook, Instagram, Roblox, Snapchat, TikTok e YouTube, reforcem mecanismos de proteção infantil, com foco em verificação etária, prevenção de grooming, segurança dos feeds algorítmicos e avaliação de risco de novos produtos. As empresas terão até 30 de abril para informar as medidas que adotarão, e o regulador pretende divulgar em maio uma avaliação das respostas e eventuais próximos passos. A autoridade britânica cita pesquisa segundo a qual 72% das crianças de 8 a 12 anos acessam aplicativos cuja idade mínima é de 13 anos. A iniciativa reforça a pressão regulatória sobre grandes plataformas em mercados digitais sensíveis ao armazenamento, circulação e tratamento de dados de menores. O regulador indica que, sem salvaguardas robustas, crianças seguem expostas a conteúdos nocivos e interações indevidas em serviços considerados quase inevitáveis na vida digital. (Telesintese – 12.03.2026)
Brasil: ABES propõe governança central para IA, data centers e cibersegurança
A ABES apresentou sua Agenda Regulatória 2026 defendendo uma estrutura federal centralizada para coordenar políticas de inteligência artificial, infraestrutura digital e cibersegurança, em resposta à dispersão atual das competências entre diferentes órgãos do governo. A entidade sugere que essa governança fique sob um novo ministério ou estrutura ligada diretamente à Presidência, com capacidade de definir prioridades e metas nacionais. No eixo de infraestrutura digital, a associação apoia a regulamentação do Redata como instrumento para ampliar a capacidade de processamento e armazenamento de dados no país e fortalecer a disputa internacional por liderança tecnológica. A agenda também trata de ECA Digital, talentos, tributação, proteção de dados, compras públicas e segurança jurídica, com a avaliação de que o Brasil vive uma janela estratégica para elevar competitividade global. Para a ABES, a transformação digital precisa ser tratada como política de Estado, apoiada por coordenação forte e previsibilidade regulatória. (Telesintese – 09.03.2026)
Políticas Públicas
Brasil: Governo busca saída legal para viabilizar o Redata em 2026
O governo federal negocia com o Congresso uma alternativa legislativa para viabilizar o Redata ainda em 2026, após a medida provisória original perder validade sem votação no Senado. A proposta em discussão prevê incluir em projeto de lei complementar um dispositivo que permita conceder benefício com renúncia de receita no mesmo exercício, desde que o impacto já esteja previsto no Orçamento, como ocorre com os R$ 5,2 bilhões reservados na LOA de 2026 para o programa. A estratégia busca contornar a restrição da LDO de 2026, que veda novos incentivos fiscais ou a prorrogação dos existentes. O avanço, porém, depende de alinhamento político com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Setor e governo rejeitam vincular o Redata à regulamentação da IA, por risco de atraso adicional, e defendem tramitação célere para preservar investimentos em infraestrutura de processamento e armazenamento de dados no Brasil. (Valor Econômico - 20.03.2026)
Oferta de Energia Elétrica
EUA: Baterias aceleram conexão de data centers à rede elétrica
O uso de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) está se consolidando como solução estratégica para acelerar a conexão de data centers à rede elétrica nos Estados Unidos, diante de prazos que podem chegar a até três vezes o tempo de construção das instalações, estimado entre 12 e 24 meses. Modelos como “bring your own capacity” (BYOC) permitem que operadores contratem ou instalem capacidade própria de armazenamento para atender requisitos de fornecimento firme, enquanto conexões flexíveis (FGC) viabilizam acesso antecipado à rede mediante compromisso de reduzir carga em momentos críticos. Estudos indicam que a combinação dessas abordagens pode antecipar conexões em três a cinco anos. Além de viabilizar interconexões, os BESS oferecem serviços essenciais como resposta instantânea a variações de carga, reserva girante, black start e peak shaving, tornando-se decisivos para aprovação de projetos e fundamentais para suportar cargas intensivas de IA. (Ess News – 19.03.2026)
EUA: Google firma acordos para reduzir consumo em picos de data centers
O Google firmou acordos com cinco concessionárias de energia nos Estados Unidos para reduzir o consumo de eletricidade de seus data centers durante períodos de pico de demanda, em estratégia voltada a garantir segurança energética diante da expansão acelerada da infraestrutura digital. Os contratos de resposta à demanda permitem à empresa disponibilizar até 1 GW de carga para redução temporária, volume suficiente para abastecer cerca de 750 mil residências. A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento da pressão sobre as redes elétricas, especialmente em dias de temperaturas extremas, quando o risco de apagões aumenta. A medida reforça a tendência de integração entre operação de data centers e gestão ativa de demanda, complementando soluções como armazenamento e geração distribuída para mitigar restrições de capacidade e viabilizar maior penetração de cargas intensivas de processamento e armazenamento de dados. (Valor Econômico - 19.03.2026)
EUA: Renováveis e baterias ganham protagonismo com avanço de data centers
A expansão acelerada dos data centers, impulsionada pela inteligência artificial, está posicionando energias renováveis combinadas com armazenamento em baterias como solução central para atender à crescente demanda elétrica, que pode atingir 90 GW até 2030 apenas nesse segmento. Dados indicam que cerca de 56 GW de capacidade planejada já preveem geração própria, em forte avanço frente a menos de 2 GW em 2024, evidenciando a migração para modelos behind-the-meter. O armazenamento desempenha papel essencial ao suavizar picos de carga e garantir estabilidade operacional, enquanto renováveis oferecem rapidez de implantação e competitividade de custos frente a alternativas como nuclear e gás. Apesar disso, desafios como licenciamento, interconexão e restrições de infraestrutura ainda limitam a velocidade de expansão. A combinação entre geração limpa e BESS tende a se consolidar como principal vetor para atender demandas de processamento e armazenamento de dados com flexibilidade e menor impacto sistêmico. (Energy Storage – 18.03.2026)
EUA: Interconexão segue como principal gargalo para baterias e data centers
A interconexão à rede elétrica permanece como o principal gargalo para expansão de data centers e sistemas de armazenamento em baterias nos Estados Unidos, segundo a Zenobē Energy, em meio à rápida elevação da demanda por capacidade elétrica. O crescimento projetado pode atingir déficits de até 30 GW até 2030 e 55 GW até 2035 na região PJM, pressionando políticas públicas e mecanismos de mercado. O armazenamento, tanto behind-the-meter quanto front-of-the-meter, surge como solução-chave para acelerar conexões e suprir déficits de capacidade, com potencial de participação em novos modelos de contratação de longo prazo. Apesar da disponibilidade de capital e receitas mais robustas, entraves como processos complexos de licenciamento, limitações de equipamentos e sobrecarga nas filas de conexão continuam atrasando projetos. Nesse contexto, baterias são vistas como tecnologia crítica para garantir confiabilidade e viabilizar a expansão da infraestrutura de processamento e armazenamento de dados. (Energy Storage – 17.03.2026)
Brasil: Terranova e Siemens avançam em infraestrutura energética para data centers
A Terranova firmou contrato superior a R$ 100 milhões com a Siemens Energy para desenvolver a infraestrutura elétrica de seus futuros campi de data centers em Campinas (SP), em projeto que inclui subestação com isolamento a gás de 300 MW e dois transformadores de potência. A capacidade equivale ao consumo de cerca de 1,3 milhão de residências e reforça a escala crescente das demandas energéticas associadas ao processamento e armazenamento de dados. A conexão à rede já foi aprovada pelo ONS, e a entrega dos equipamentos está prevista para 2027. O fornecimento de energia deverá ocorrer majoritariamente por fontes renováveis, alinhado à matriz brasileira. O projeto evidencia o avanço de investimentos em infraestrutura dedicada e a necessidade de soluções robustas para suportar cargas intensivas de IA, em um contexto em que a disponibilidade e confiabilidade da energia se consolidam como fatores críticos para expansão do setor. (Agência Eixos – 17.03.2026)
Índia: Baterias e renováveis ganham espaço na sustentabilidade dos data centers
Artigo da Ess News destaca que a combinação entre sistemas de armazenamento de energia por baterias e fontes híbridas solar e eólica tende a se tornar solução prática para reduzir a dependência dos data centers em relação à eletricidade de rede e a combustíveis fósseis. O texto argumenta que essas instalações, que já consomem parcela relevante da eletricidade global e demandam operação 24/7, precisam de suprimento confiável, gestão térmica eficiente e menor pegada de carbono. Nesse contexto, as baterias cumprem papel central em UPS, peak shaving, load shifting, resiliência em regiões com fornecimento instável e manutenção preditiva baseada em IoT e IA. O artigo também cita projetos como o da Meta no Arizona, com 300 MW solares e sistema de armazenamento de quatro horas, e a meta da Vantage de zerar emissões líquidas até 2030. A avaliação é que a integração entre renováveis e baterias reforça segurança energética, sustentabilidade e continuidade operacional. (Ess News – 11.03.2026)
Inovação e Tecnologia
Brasil: CPQD e ABDI financiam startups para data centers sustentáveis
O CPQD e a ABDI lançaram o projeto ECOS, iniciativa de 24 meses voltada ao desenvolvimento de soluções para data centers sustentáveis e inteligentes, com investimento total de R$ 3 milhões. Desse valor, R$ 1,5 milhão será destinado a até seis startups de base tecnológica, que receberão R$ 250 mil cada para desenvolver e validar soluções em ambientes reais de data centers parceiros. Os desafios serão definidos por empresas do setor e envolverão aplicações em IA, armazenamento de energia por baterias, monitoramento, automação, eficiência energética, redução do consumo de água, integração de fontes renováveis, descarbonização e otimização operacional. O programa inclui etapas de capacitação, mentoria, análise técnica, pilotos em campo e avaliação de indicadores de confiabilidade, sustentabilidade e desempenho. Ao final, as soluções validadas serão apresentadas a investidores e potenciais clientes em um demo day setorial. (Telesintese – 20.03.2026)
Global: Nvidia leva computação espacial a data centers em órbita
A Nvidia anunciou uma nova frente de computação espacial voltada a data centers orbitais, inteligência geoespacial e operações autônomas no espaço, distribuindo o processamento entre infraestrutura terrestre e sistemas embarcados. O pacote reúne o módulo Space-1 Vera Rubin, as plataformas IGX Thor e Jetson Orin e a GPU RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition para análise em solo. Segundo a empresa, o Space-1 foi projetado para ambientes com forte restrição de tamanho, peso e consumo energético, com foco em inferência, modelos fundacionais e processamento em órbita. A proposta é aproximar a computação e o armazenamento do ponto onde os dados são gerados, reduzindo latência, dependência de downlink e pressão sobre a infraestrutura em solo. Parceiras como Kepler, Planet, Starcloud, Sophia Space e Aetherflux associam a tecnologia a redes de dados em tempo real, análise quase instantânea de imagens e construção de data centers orbitais alimentados por energia solar. (Telesintese – 16.03.2026)
Global: Anthropic vê uso de IA no trabalho ainda abaixo do potencial
Estudo da Anthropic sobre impactos da IA no mercado de trabalho concluiu que a adoção prática ainda está distante da capacidade teórica dos modelos, apesar da rápida expansão em tarefas digitais intensivas em processamento de dados. O relatório introduz a métrica de “exposição observada”, que mede não apenas o que a IA poderia fazer, mas o que já está efetivamente automatizando em contextos reais. As maiores exposições observadas aparecem em informática e matemática, com 35,8%, seguidas por funções administrativas, com 34,3%, além de negócios, finanças e vendas. Em ocupações específicas, programadores informáticos atingem 74,5%, assistentes de apoio ao cliente 70,1% e operadores de introdução de dados 67,1%. Apesar disso, o estudo não identificou alta sistemática do desemprego nas ocupações mais expostas desde o fim de 2022, embora tenha encontrado indícios de desaceleração na contratação de trabalhadores mais jovens em alguns desses segmentos. (EuroNews – 14.03.2026)
América Latina: NextStream centraliza operação de 10 data centers com hub de US$ 4,7 mi
A NextStream inaugurou o Intelligent Command Center, hub integrado criado para centralizar, em tempo real, a gestão de 10 data centers distribuídos por Argentina, Brasil, Chile, México e Peru. O projeto recebeu investimento de US$ 4,7 milhões e foi desenhado para monitorar energia, climatização, segurança, infraestrutura de TI, performance operacional e atendimento ao cliente, reunindo sensores, análise de dados, automação e equipe trilíngue com operação contínua. Segundo a empresa, o centro também foi dimensionado para incorporar outras 10 unidades nos próximos anos, apoiando a expansão regional da companhia. A NextStream estima retorno do investimento em 25 meses, sustentado por redução de custos de manutenção, menor substituição de peças, otimização de deslocamentos e ampliação da vida útil dos equipamentos. O modelo busca padronizar a operação multirregional, elevar a governança e reduzir o tempo de resposta em ambientes críticos de processamento e armazenamento de dados. (Telesintese – 12.03.2026)
Brasil: Brasil TecPar e IBM usam IA para integrar rede e data centers de borda
A Brasil TecPar lançou, em parceria com a IBM, o CORTEX, centro de operações baseado em inteligência artificial e observabilidade para integrar a infraestrutura formada após 57 aquisições regionais da operadora. O projeto foi desenvolvido para ampliar monitoramento, manutenção de ativos e resposta a incidentes em um ambiente com múltiplos sistemas OSS e BSS, protocolos, dispositivos de rede e estruturas de data center de borda. Segundo a companhia, o CORTEX reduziu em mais de 70% o ruído operacional dos alertas, multiplicou por 15 a capacidade de monitoramento e reduziu em 84% o tempo de resposta a rompimentos de fibra. A plataforma combina IBM Maximo Application Suite e IBM Cloud Pak for AIOps para gestão de sites, infraestrutura de fibra, ativos e correlação de eventos, permitindo filtrar alertas redundantes e antecipar falhas. A operadora atende mais de 1,3 milhão de assinantes em nove estados e no Distrito Federal. (Telesintese – 11.03.2026)