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IFE
24/02/2026

Data Center 17

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
24/02/2026

IFE nº 17

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 17

Tendências de Mercado

Global: Data centers superam solar e impulsionam demanda energética mundial

O investimento global na transição energética alcançou US$ 2,3 trilhões em 2025, alta de 8%, segundo a BloombergNEF. Os data centers responderam por cerca de US$ 500 bilhões, superando os aportes em energia solar e ficando atrás apenas do transporte eletrificado, que somou US$ 893 bilhões. A digitalização e a inteligência artificial consolidaram-se como novo vetor estrutural de demanda elétrica, impulsionando investimentos em redes, que atingiram US$ 483 bilhões. Apesar da resiliência do setor, o crescimento desacelerou e o relatório alerta que, para cumprir metas de neutralidade de carbono, será necessário ampliar aportes em geração renovável, manufatura de equipamentos e modernização da infraestrutura capaz de sustentar a expansão dos centros de dados. (MegaWhat Energy – 30.01.2026)

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Brasil: Redata e disputa tributária definem futuro de US$ 92 bi em data centers

O setor de data centers projeta US$ 92 bilhões em investimentos no Brasil entre 2025 e 2031, mas condiciona novos aportes à aprovação do Redata, à redução de 90% do ICMS sobre equipamentos e à revisão da alta do imposto de importação, que subiu de 3,6% para 20%. O projeto precisa ser aprovado até 25 de fevereiro para não perder validade. Empresas afirmam que a indefinição regulatória paralisou construções em 2025 e reduziu drasticamente os aportes, enquanto concorrentes como Índia e México avançam. A indústria nacional defende contrapartidas para fortalecer a produção local, e o setor alerta que previsibilidade e estabilidade regulatória são essenciais para viabilizar projetos de grande escala e alto consumo energético. (Valor Econômico - 19.02.2026)

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China: País concentrará 59% dos gastos globais em nuvem soberana em 2026

A China deverá investir US$ 47,3 bilhões em infraestrutura como serviço (IaaS) de nuvem soberana em 2026, mais que o dobro da América do Norte, segundo o Gartner. O montante representará 59% do mercado global estimado em US$ 80,4 bilhões, com avanço de 35,6% sobre 2025. O crescimento é impulsionado por tensões geopolíticas e políticas de soberania digital, levando governos e setores críticos a priorizar provedores locais. A consultoria estima que 20% das cargas atualmente hospedadas em nuvens globais migrem para operadores nacionais, estimulando investimentos em novos data centers regionais, expansão de infraestrutura crítica e maior controle sobre dados estratégicos e capacidade computacional. (Telesintese – 19.02.2026)

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EUA: Falta de mão de obra ameaça expansão de data centers de IA

O boom na construção de data centers de IA pode levar a demanda de energia nos EUA a 106 GW até 2035, mas enfrenta gargalos críticos, especialmente a escassez de engenheiros, técnicos e profissionais qualificados. Operadoras relatam dificuldade em contratar especialistas em engenharia elétrica, mecânica, HVAC e infraestrutura de energia, enquanto setores como utilities e renováveis disputam o mesmo talento. Projetos como o Stargate, no Texas, e novos campi com mais de 1 GW ampliam a pressão por mão de obra. Relatórios indicam necessidade de centenas de milhares de trabalhadores até 2033. Em resposta, empresas como Microsoft, Google e Amazon, além de universidades e escolas técnicas, ampliam programas de capacitação para sustentar o crescimento da infraestrutura digital. (IEEE Spectrum– 17.02.2026)

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EUA: Alphabet amplia captação para financiar expansão de data centers de IA

A Alphabet levantou US$ 20 bilhões em sua maior emissão de títulos em dólares, superando a expectativa inicial e atraindo mais de US$ 100 bilhões em pedidos, para financiar um plano de até US$ 185 bilhões em despesas de capital voltadas principalmente a data centers e infraestrutura de IA. A empresa também prepara ofertas inéditas na Europa, incluindo títulos de 100 anos. O movimento acompanha a escalada de investimentos das hiperescaladoras, que podem somar US$ 650 bilhões em 2026. Parte relevante desses recursos será destinada à expansão de centros de dados, em meio a um boom de financiamento que pode levar a emissão global de dívida corporativa a níveis recordes. (Bloomberglinea – 10.02.2026)

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EUA: Oposição política e social trava expansão de data centers

A expansão acelerada de data centers nos EUA, impulsionada pelos investimentos bilionários de empresas de IA, enfrenta crescente resistência política e comunitária. O governador da Flórida, Ron DeSantis, criticou subsídios e alertou para impactos na conta de luz, alinhando-se a vozes como Bernie Sanders. Segundo a 10Labs, quase US$ 100 bilhões em projetos foram bloqueados ou adiados no segundo trimestre de 2025. Comunidades rurais, onde se concentram 60% das iniciativas, contestam consumo de energia, uso de água e ocupação de terras agrícolas. Com investimentos previstos acima de US$ 400 bilhões neste ano, o tema deve influenciar as eleições de meio de mandato e ampliar a pressão por regulação estadual e federal. (Folha de São Paulo – 07.02.2026)

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Brasil: Claro integra programa da NVIDIA para operar infraestrutura de IA

A Claro firmou parceria com NVIDIA e Oracle para operar infraestrutura de inteligência artificial no Brasil, tornando-se a primeira da América Latina a integrar o programa NVIDIA Cloud Partner. A iniciativa utiliza ambientes certificados de computação acelerada com tecnologia Oracle, voltados a aplicações de IA generativa, machine learning e alto desempenho, com processamento em território nacional. Inicialmente direcionada a projetos internos, como otimização de redes e segurança digital, a estrutura permitirá o treinamento de LLMs em português e, futuramente, a oferta comercial via Claro empresas, incluindo GPU-as-a-Service e serviços de IA para diversos setores, reforçando a expansão de data centers e soluções soberanas no país. (Telesintese – 05.02.2026)

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Brasil: Expansão de data centers pode adicionar 20 GW à demanda elétrica

Com matriz elétrica composta por cerca de 90% de fontes renováveis, o Brasil desponta como destino estratégico para data centers, impulsionados por IA, nuvem e operações hyperscale. Segundo a EPE, há cerca de 20 GW em projetos mapeados, volume equivalente a um quarto da demanda atual do país, estimada em 80 GW, o que impõe forte desafio ao planejamento energético. O Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 já incorpora esse avanço, após alta recente de 500 MWm na projeção de consumo do setor. A expectativa é de R$ 3,5 trilhões em investimentos, além do avanço de baterias, usinas reversíveis e tecnologias como hidrogênio verde, para sustentar o crescimento com energia limpa. (Agência CanalEnergia – 04.02.2026)

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Brasil: Prosus e AWS firmam acordo para ampliar infraestrutura de IA em nuvem

A Prosus anunciou acordo global de três anos com a Amazon Web Services (AWS) para acelerar a adoção de inteligência artificial em seu ecossistema na América Latina, Europa e Índia, com investimento em infraestrutura de nuvem e co-criação de soluções. A parceria amplia o acesso de empresas como iFood, OLX, Decolar, PayU e Just Eat às ferramentas da AWS, como Bedrock e SageMaker, além de programas de inovação e suporte técnico unificado. A estratégia busca integrar dados de mais de 500 milhões de clientes, impulsionar agentes de IA, hoje cerca de 30 mil, e expandir modelos personalizados de comércio digital, reforçando a base tecnológica e a capacidade operacional em data centers globais. (Bloomberglinea – 04.02.2026)

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Brasil: Incentivos e energia limpa impulsionam corrida por data centers

O Brasil reúne vantagens estratégicas para sediar data centers voltados à expansão da inteligência artificial, graças à oferta excedente de energia limpa e à disponibilidade hídrica para refrigeração. Com 162 unidades em operação até outubro passado, o país lidera o setor na América Latina e ocupa a 12ª posição global, com previsão de investimentos entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões nos próximos quatro anos. A MP que cria o regime especial Redata, com incentivos tributários, vence no fim de fevereiro e depende do Congresso para não travar aportes. O Nordeste desponta como nova fronteira, atraindo projetos como o da ByteDance no Ceará, além de investimentos de empresas como V.tal e HostDime, em meio à competição internacional.(O Globo – 02.02.2026)

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China: Huawei Cloud reforça estratégia para impulsionar data centers de IA na Europa

A Huawei Cloud atualizou sua estratégia com foco em quatro princípios, confiança, rentabilidade, simplicidade e crescimento, para acelerar a adoção de serviços de nuvem voltados à IA. A abordagem reflete a alta intensidade de capital dos data centers de IA e busca maior previsibilidade para parceiros. A empresa destaca três pilares competitivos: computação, modelos e dados, todos com impacto direto na arquitetura e operação de data centers. Entre os destaques está o supernó CloudMatrix384, projetado como bloco de alta densidade para clusters de IA, exigindo eficiência energética e térmica. A estratégia também integra modelos próprios Pangu e soluções open source em formato model-as-a-service, ampliando o uso da infraestrutura e fortalecendo o ecossistema de parceiros em mercados regulados. (Datacentre Magazine – 31.01.2026)

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EUA: Metade dos megadata centers anunciados pode não sair do papel

Apesar da onda de anúncios de data centers de IA acima de 1 GW, mais de 70 no último ano, segundo a Industrial Info Resources, estudo do Uptime Institute aponta que até metade desses projetos pode ser cancelada ou atrasar significativamente. Analistas destacam que muitos empreendimentos enfrentam incertezas como falta de contratos firmes de energia, entraves regulatórios, limitações de equipamentos, dificuldades de financiamento e oposição comunitária. Na Geórgia, por exemplo, 6 GW em projetos foram cancelados em apenas três meses de 2025. Ainda assim, a tendência é de crescimento acelerado da capacidade instalada, com estados como Texas, Ohio e Alberta competindo para atrair investimentos, indicando expansão robusta da infraestrutura digital nos próximos cinco anos. (TechRepublic– 29.01.2026)

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Expansão e Investimentos

França: Policloud planeja 1.000 micro data centers de Edge até 2030

A startup francesa Policloud detalhou seu plano de expansão para instalar até 1.000 micro data centers de Edge até 2030, o que poderá representar mais de 250 mil GPUs em operação. O anúncio foi feito durante o World AI Cannes Festival 2026 e inclui a meta de implantar 100 sistemas já em 2026, totalizando mais de 25 mil GPUs, mais que o dobro do previsto anteriormente. A empresa já conta com oito unidades na França, nos Estados Unidos e em países do Golfo, somando 1.200 GPUs e €10,5 milhões em contratos. As soluções são modulares e conteinerizadas, com até 400 GPUs por unidade, ocupando até 100 m² e demanda de 500 kW, utilizando plataforma distribuída da Hivenet para oferecer processamento de IA com foco em soberania e proximidade dos dados. (Data Center Dynamics – 16.02.2026)

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Índia: Blackstone lidera aporte de US$ 600 mi para expandir GPUs e data centers de IA

Um consórcio liderado pela Blackstone planeja investir até US$ 600 milhões em participação acionária na Neysa, startup indiana de inteligência artificial em nuvem, que também pretende levantar outros US$ 600 milhões em dívida. Os recursos serão destinados à implantação de mais de 20 mil GPUs na Índia, fortalecendo a infraestrutura de data centers voltada ao treinamento de modelos de IA e aplicações de alto desempenho. O movimento ocorre durante o India AI Impact Summit e reforça a ambição do país de competir globalmente em computação avançada. Fundada em 2023, a Neysa atende setores como finanças, saúde e governo, em um mercado que atrai grandes investidores e amplia a disputa por capacidade computacional estratégica. (Bloomberglinea – 16.02.2026)

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China: Alibaba reforça IA e amplia infraestrutura para competir com DeepSeek

O Alibaba anunciou a atualização do modelo Qwen3.5, capaz de processar texto, imagem e vídeo, incluindo análise de vídeos de até duas horas, com foco em agentes autônomos de IA. A nova versão integra a corrida tecnológica chinesa antes do aguardado lançamento da DeepSeek, intensificando a competição com ByteDance, Tencent e Baidu. O CEO Eddie Wu prometeu investir mais de US$ 53 bilhões em infraestrutura e desenvolvimento de IA, reforçando data centers e capacidade computacional para sustentar modelos avançados. Além da inovação técnica, a empresa participa de uma disputa de subsídios que soma 4,5 bilhões de yuans para atrair usuários. O aplicativo Qwen já reúne 100 milhões de usuários e se integra ao ecossistema digital da companhia. (O Globo – 16.02.2026)

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EUA: Anthropic capta US$ 30 bi para investir em data centers de IA

A Anthropic concluiu rodada de US$ 30 bilhões, alcançando valuation de US$ 380 bilhões, em meio à disputa com a OpenAI pela liderança em inteligência artificial. Com receita anualizada de US$ 14 bilhões, a empresa anunciou planos de investir até US$ 50 bilhões na construção de data centers nos Estados Unidos e destinar dezenas de bilhões à compra de chips especializados de IA, fornecidos pelo Google. O movimento reforça a corrida global por infraestrutura computacional de alta performance, essencial para treinar e operar modelos avançados. A escalada de captações bilionárias evidencia o caráter intensivo em capital do setor e a crescente dependência de nuvem e semicondutores para sustentar a expansão da IA corporativa. (Bloomberglinea – 12.02.2026)

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Índia: Blackstone lidera aporte de US$ 600 mi para expandir GPUs e data centers de IA

Um consórcio liderado pela Blackstone planeja investir até US$ 600 milhões em participação acionária na Neysa, startup indiana de inteligência artificial em nuvem, que também pretende levantar outros US$ 600 milhões em dívida. Os recursos serão destinados à implantação de mais de 20 mil GPUs na Índia, fortalecendo a infraestrutura de data centers voltada ao treinamento de modelos de IA e aplicações de alto desempenho. O movimento ocorre durante o India AI Impact Summit e reforça a ambição do país de competir globalmente em computação avançada. Fundada em 2023, a Neysa atende setores como finanças, saúde e governo, em um mercado que atrai grandes investidores e amplia a disputa por capacidade computacional estratégica. (Bloomberglinea – 16.02.2026)

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Reino Unido: Amazon planeja novo data center em Hemel Hempstead

A Amazon Data Services protocolou pedido para construir um data center em Hemel Hempstead, Hertfordshire, nos arredores de Londres. O projeto prevê uma instalação de dois andares com cerca de 1.935 m² no Maylands Business Park, destinada principalmente ao armazenamento em fita, o que reduz consumo de energia e água em comparação a data centers tradicionais. A estrutura usará resfriamento por água gelada com free cooling na maior parte do ano, sistema solar de 8,55 kW e geradores movidos a HVO. O empreendimento integra o plano da AWS de investir £8 bilhões em data centers no Reino Unido ao longo de cinco anos, reforçando a expansão da empresa no país, onde já mantém outras iniciativas e uma região de nuvem lançada em 2016. (Data Center Dynamics – 16.02.2026)

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Brasil: USP inaugura supercomputador com GPUs Blackwell para IA

A Universidade de São Paulo inaugurou o supercomputador Jairu no data center do CIAAM-USP, considerado o maior em operação na América Latina com GPUs NVIDIA Blackwell B200. Integrado pela Scherm Brasil, com superservidores Supermicro fornecidos pela Positivo Servers & Solutions, o cluster recebeu investimento de R$ 40 milhões e reúne 96 GPUs distribuídas em 12 nós HGX interligados por NVLink, além de cinco head nodes e armazenamento BeeGFS de 300 TB. A infraestrutura conta com rede Ethernet de 200 Gb/s e InfiniBand NDR de até 800 Gb/s, permitindo treinamento distribuído de grandes modelos de IA e aplicações de HPC com alta eficiência e escalabilidade. (Telesintese – 13.02.2026)

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Espanha: Falta de energia trava data centers da Merlin na Andaluzia

A Merlin Properties suspendeu os planos de desenvolver data centers na Andaluzia devido à ausência de garantias firmes de fornecimento elétrico de longo prazo, problema ligado à saturação da rede espanhola. Segundo o CEO Ismael Clemente, sem segurança energética não é possível avançar com infraestrutura de alta demanda. A empresa mantém, porém, sua estratégia de alcançar 274MW em cinco localidades, com investimento superior a €2 bilhões, e já opera projetos em Madri, País Basco, Barcelona, Bilbao e Lisboa, tendo a Meta como principal cliente inicial. O excesso de pedidos de conexão, acima de 100GW, pressiona a rede e limita novos projetos, afetando a atração de investimentos digitais na região. (Data Center Dynamics – 12.02.2026)

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EUA: Anthropic capta US$ 30 bi para investir em data centers de IA

A Anthropic concluiu rodada de US$ 30 bilhões, alcançando valuation de US$ 380 bilhões, em meio à disputa com a OpenAI pela liderança em inteligência artificial. Com receita anualizada de US$ 14 bilhões, a empresa anunciou planos de investir até US$ 50 bilhões na construção de data centers nos Estados Unidos e destinar dezenas de bilhões à compra de chips especializados de IA, fornecidos pelo Google. O movimento reforça a corrida global por infraestrutura computacional de alta performance, essencial para treinar e operar modelos avançados. A escalada de captações bilionárias evidencia o caráter intensivo em capital do setor e a crescente dependência de nuvem e semicondutores para sustentar a expansão da IA corporativa. (Bloomberglinea – 12.02.2026)

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Brasil: Microsoft conclui novos data centers de IA em São Paulo

A Microsoft anunciou a conclusão, em janeiro, de novos data centers no estado de São Paulo, durante o evento Microsoft AI Tour. As unidades, chamadas de “data hall”, fazem parte do investimento de R$ 14,7 bilhões anunciado em 2024 para expansão da infraestrutura de nuvem e inteligência artificial no Brasil. A empresa não divulgou cidades, capacidade ou clientes por questões de segurança, mas destacou que os centros atendem empresas brasileiras, regionais e multinacionais. A companhia também mantém planos de construção em Hortolândia e Sumaré e reafirmou a meta de capacitar 5 milhões de brasileiros em IA até 2027, reforçando a estratégia de posicionar o país como hub tecnológico na América Latina. (G1– 11.02.2026)

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Finlândia: atNorth planeja expandir campus FIN04 para até 430MW

A operadora nórdica atNorth solicitou licença para erguer três novos edifícios em seu campus FIN04, em Kouvola, na Finlândia, ampliando um projeto que poderá atingir até 430MW, com possibilidade de centenas de megawatts adicionais no futuro. O empreendimento, anunciado em 2023, ocupa área que pode chegar a 45 hectares e iniciou as obras em 2024, com entrada em operação prevista entre 2026 e 2027. O data center será integrado ao sistema de aquecimento distrital da KSS Energia, permitindo reaproveitamento de calor para a comunidade local. A atNorth opera sete unidades na região nórdica e desenvolve novos projetos, enquanto atrai interesse de grandes operadoras globais de infraestrutura digital. (Data Center Dynamics – 09.02.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Índia: Brasil defende expansão de data centers e governança global de IA

O Brasil participou da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, que destacou a necessidade de ampliar redes, capacidade de transmissão e data centers para sustentar o avanço da IA e do comércio digital. Segundo ele, o país busca fortalecer sua autonomia tecnológica com infraestrutura robusta e equilíbrio regional. Na agenda paralela, houve reunião com o ministro indiano das Comunicações para tratar de Open RAN, cibersegurança e cooperação no BRICS, além de encontro com a Zoho, que já investiu mais de US$ 50 milhões no Brasil. A comitiva reforçou que soberania digital depende de infraestrutura de dados e integração internacional. (Telesintese – 20.02.2026)

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Brasil: Anatel aprova compra da Um Telecom e Atlantic Data Center pela V.tal

A Anatel autorizou, por 180 dias, a transferência de controle da Um Telecom para a V.tal, condicionada ao envio de documentos que comprovem a conclusão da operação, ainda pendente de aval do Cade. O negócio envolve a aquisição de 100% da 1Telecom, da Um Telecom e da Atlantic Data Center Ltda., que constrói uma unidade em Recife (PE). Com a transação, anunciada no fim de 2025, a V.tal incorpora mais de 20 mil km de rede de fibra óptica, presença em todas as capitais do Nordeste e cerca de mil clientes corporativos. A operação reforça a atuação da companhia no mercado de atacado, conectividade corporativa e infraestrutura digital, incluindo ativos de data center. (Telesintese – 19.02.2026)

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Índia: Lula defende governança global para IA e alerta sobre concentração digital

Em discurso na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma governança global da IA “multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”. Ele alertou que capacidades computacionais, infraestrutura e dados estão concentrados em poucos países e empresas, o que pode aprofundar desigualdades. Lula citou 2,6 bilhões de pessoas ainda desconectadas e destacou riscos como desinformação, uso bélico e violação de direitos. O presidente afirmou que o Brasil discute marco regulatório de IA e política para atração de investimentos em data centers, além de participar de iniciativas no BRICS, G7 e ONU para construir regras internacionais que coloquem o ser humano no centro da transformação digital. (Telesintese – 19.02.2026)

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EUA: estados avançam com moratórias contra novos data centers

Os Estados Unidos enfrentam crescente resistência à expansão de data centers voltados à IA, com Nova York propondo moratória de três anos para novas licenças, tornando-se o sexto estado a considerar pausa semelhante. A medida prevê estudos sobre impactos ambientais e energéticos, já que o estado possui mais de 130 unidades e pedidos que somam 10 GW, o triplo de um ano atrás. Projetos semelhantes tramitam em estados como Geórgia, Virgínia e Oklahoma, refletindo oposição bipartidária e pressão de mais de 200 organizações ambientais. Comunidades criticam alto consumo de energia e água, aumento nas tarifas e poucos empregos permanentes, enquanto empresas prometem contrapartidas e diálogo para conter cancelamentos bilionários. (DigWatch – 15.02.2026)

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Chile: supercomputador impulsiona Latam-GPT e autonomia regional em IA

O Chile lançou o Latam-GPT para reforçar a presença da América Latina na inteligência artificial e reduzir a dependência de modelos estrangeiros. Desenvolvido pelo Centro Nacional de Inteligência Artificial com apoio regional, o projeto reúne mais de oito terabytes de dados, principalmente em espanhol e português, com planos de incluir línguas indígenas. A primeira versão foi treinada na Amazon Web Services, mas as próximas etapas serão executadas em um novo supercomputador na Universidade de Tarapacá, financiado com recursos regionais. A iniciativa busca corrigir vieses de modelos globais e criar aplicações adaptadas à realidade local, incluindo ferramentas de atendimento ao cliente já em desenvolvimento. (DigWatch – 13.02.2026)

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EUA: ONU aprova primeiro painel global de segurança em IA

A Assembleia-Geral da ONU aprovou, por 117 votos a 2, a criação do primeiro Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, composto por 40 especialistas escolhidos entre mais de 2.600 candidatos para mandatos de três anos. O órgão publicará relatórios anuais sobre riscos, oportunidades e impactos da IA, visando garantir base científica independente para a governança global da tecnologia. A iniciativa foi apoiada por Rússia, China e países europeus, mas enfrentou oposição dos Estados Unidos e do Paraguai. A decisão ocorre em meio a alertas de ex-funcionários de grandes empresas de tecnologia sobre os riscos da IA e à defesa norte-americana de menor regulação no setor. (DigWatch – 13.02.2026)

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Brasil: Anatel suspende exigência de homologação de data centers e os classifica como infraestrutura crítica

A Anatel decidiu suspender temporariamente a exigência de homologação para data centers usados na prestação de serviços de telecomunicações, prevista na Resolução 780/2025, mas manteve a validade da norma e declarou esses ativos como infraestruturas críticas. O relator Octavio Pieranti afirmou não haver ilegalidade ou urgência que justificasse anulação, embora tenha proposto reexame do tema. A ABDC questionou ausência de consulta pública, falta de análise de impacto regulatório e insegurança quanto ao conceito de data centers integrados às redes. O Conselho também confirmou a responsabilidade objetiva e solidária de marketplaces na venda de equipamentos de telecom não homologados. (Telesintese – 12.02.2026)

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Brasil: Brasscom articula desoneração de ICMS para mitigar impacto sobre data centers

A Brasscom passou a negociar com estados a desoneração de ICMS para reduzir os efeitos da alta do Imposto de Importação sobre equipamentos de TI e telecom, aprovada pela Camex. Segundo a entidade, a medida praticamente neutraliza os benefícios do ReData, cujo PL 278/2026 tramita em urgência na Câmara. A associação estima que um data center Tier III de 5 MW custa R$ 266 milhões no Brasil, ante R$ 197 milhões no Chile, e que a nova tarifa pode elevar projetos em até 7,6%. Há temor de perda de investimentos, inclusive um projeto de R$ 1 bilhão que pode ficar R$ 200 milhões mais caro. O setor também defende previsibilidade regulatória, revisão da medida federal e aprovação célere do ReData para preservar a competitividade e aproveitar a vantagem da matriz elétrica renovável. (Agência Eixos – 12.02.2026)

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Brasil: Câmara aprova urgência para acelerar votação do ReData

A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência do PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (ReData), permitindo que o texto siga diretamente ao plenário após o Carnaval. A medida acelera a tramitação diante do risco de caducidade da MP sobre o tema, prevista para 25 de fevereiro. Segundo o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), a proposta é essencial para garantir segurança jurídica e atrair investimentos em data centers ao país. O requerimento foi aprovado com apenas dois votos contrários. Com a urgência, o governo ganha cerca de duas semanas para ajustes no texto antes da votação do mérito. (Telesintese – 10.02.2026)

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Brasil: Entidades criticam alta de imposto e defendem competitividade de data centers

Entidades como ABDC, ABES, Brasscom e MBC criticaram a elevação das alíquotas de importação para bens de capital e de informática, afirmando que a medida contraria o objetivo do ReData de atrair investimentos em data centers. Segundo o posicionamento, o Brasil já opera com custo de processamento 20% a 30% superior à média internacional, e um data center Tier III de 5 MW pode custar R$ 266 milhões no país, ante R$ 197 milhões no Chile. As associações alertam que o déficit em serviços de computação chegou a US$ 7,6 bilhões em 2025 e pode crescer com a perda de competitividade. Defendem coordenação entre política industrial e tributária para evitar deslocamento de investimentos e ampliar a infraestrutura digital nacional. (Telesintese – 10.02.2026)

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Brasil: Reforma tributária pode impactar telecom, energia e data centers

Artigo de Israel Bayma avalia que a reforma tributária, embora prometa simplificação e justiça fiscal, traz incertezas para setores essenciais como telecomunicações, energia e infraestrutura digital, incluindo data centers. O autor alerta que a regulamentação do IBS pode gerar insegurança sobre local de consumo de serviços digitais, incidência sobre encargos setoriais e efeitos tarifários, com risco de aumento de custos ao consumidor. Destaca que redes, nuvem, IA e processamento de dados desafiam critérios tradicionais de tributação, podendo concentrar carga sobre provedores de infraestrutura. Também aponta possível impacto nas tarifas de energia, caso encargos sejam incorporados ao novo imposto. Defende transição com métricas claras, transparência e tratamento diferenciado para serviços essenciais, a fim de evitar efeitos regressivos e prejuízos à inclusão digital e à expansão de data centers no país. (Telesintese – 10.02.2026)

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Brasil: ABES critica alta de imposto sobre equipamentos para data centers

A ABES manifestou preocupação com a Resolução GECEX nº 852/2026, que elevou o Imposto de Importação sobre servidores, switches, roteadores, sistemas de armazenamento e semicondutores, com alíquotas entre 7,2% e 25%. Segundo a entidade, a medida contraria o PL 278/2026, que cria o REDATA para atrair investimentos em data centers com suspensão de tributos federais, inclusive sobre importações. A associação avalia que as tarifas aumentam a insegurança regulatória e reduzem a competitividade do Brasil frente a países como Chile e México, que adotam taxas menores. A ABES alerta para impactos em toda a economia digital e na soberania tecnológica, defendendo alíquotas zero ou limitadas a 5% para equipamentos essenciais. (Telesintese – 09.02.2026)

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Brasil: Câmara aprova transformação da ANPD em agência reguladora

A Câmara dos Deputados aprovou a MP 1317/2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em agência reguladora com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira. O texto, aprovado por 271 votos a 127, segue para o Senado. A medida cria a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados e amplia a estrutura com 200 cargos de especialistas, além de funções comissionadas, sem aumento de despesas. A nova autarquia também ficará responsável pela aplicação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O governo defende que o reforço é necessário diante das atribuições ampliadas após a LGPD, enquanto a oposição critica o que considera excesso de poder regulatório. (Telesintese – 09.02.2026)

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Brasil: Governo cria regime tributário especial para data centers

A Medida Provisória nº 1.318/2025 criou o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) e reformulou o Repes como parte da política industrial voltada à economia digital, computação em nuvem e inteligência artificial. O Redata concede suspensão de tributos federais na compra e importação de equipamentos para empresas que instalem ou ampliem datacenters no país, desde que cumpram exigências como uso de energia limpa, eficiência hídrica, oferta mínima de capacidade ao mercado interno e investimento em pesquisa e inovação. A adesão depende de habilitação pela Receita Federal e regularidade fiscal, e o descumprimento implica perda dos benefícios e cobrança retroativa de impostos. Com vigência de cinco anos, o regime busca fortalecer a infraestrutura nacional de dados, reduzir a dependência tecnológica externa e reforçar a soberania digital, ao incentivar a internalização de serviços estratégicos e a proteção de informações sensíveis. (Valor Econômico - 06.02.2026)

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Brasil: Idec critica urgência em projeto que concede incentivos a data centers

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) manifestou preocupação com a tramitação acelerada do PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Centers (ReData). A entidade afirma que o pedido de urgência reduz o debate público e prioriza incentivos fiscais a grandes empresas sem análise adequada dos impactos socioambientais, energéticos e tarifários. Segundo o Idec, o texto apresenta fragilidades como critérios genéricos para uso de “energia limpa”, ausência de limites claros para consumo de energia, compensações ambientais insuficientes e falta de salvaguardas a povos indígenas e comunidades tradicionais. O instituto defende que a proposta seja discutida nas comissões, com audiências públicas e inclusão de contrapartidas socioambientais robustas. (Telesintese – 06.02.2026)

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Brasil: Parceria com Rússia avança em IA, cibersegurança e tecnologias digitais

Brasil e Rússia decidiram ampliar a cooperação bilateral em cibersegurança, inteligência artificial, tecnologias quânticas e digitalização durante a VIII Reunião da Comissão de Alto Nível de Cooperação, em Brasília. Copresidido por Geraldo Alckmin e Mikhail Mishustin, o encontro definiu ciência, tecnologia e inovação como eixos centrais da parceria estratégica, incluindo projetos conjuntos em MegaScience, setor espacial, navegação por satélite e sensoriamento remoto. A agenda também abrange energia nuclear, indústria química e tecnologias industriais digitais, com menção à segurança cibernética. No âmbito do BRICS, os países destacaram a governança da IA e reafirmaram compromisso com a cooperação multilateral em cenário global de instabilidade. (Telesintese – 06.02.2026)

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EUA: ONU cria painel científico independente sobre IA

O secretário-geral da ONU, António Guterres, submeteu à Assembleia Geral a composição de um novo Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, formado por 40 especialistas selecionados entre mais de 2.600 candidaturas globais. O grupo atuará por três anos com mandato para reduzir lacunas de conhecimento e avaliar impactos reais da IA em economias, mercados de trabalho e sistemas sociais. A iniciativa busca estabelecer base científica imparcial para a governança global da tecnologia, diante de crescentes tensões geopolíticas e da rápida transformação digital. O painel será a primeira autoridade científica global independente dedicada exclusivamente ao tema. (DigWatch – 05.02.2026)

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Brasil: Câmara protocola projeto para manter benefícios fiscais a data centers

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT/CE), protocolou o PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), repetindo o conteúdo da MP 1318/2025, que perde validade em 25 de fevereiro por falta de tramitação. O setor defendia um projeto do Executivo com urgência e ajustes, como previsão explícita para uso de combustíveis fósseis em sistemas de backup e depreciação acelerada de equipamentos. Sem acordo político, a comissão da MP foi cancelada e o Redata deixou de tramitar junto ao PL 2338/2023, que regula a inteligência artificial. Empresas preferem a separação dos temas para evitar atrasos, já que a regulação de IA é mais complexa e pode postergar os incentivos aos data centers. (Agência Eixos – 04.02.2026)

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Brasil: Governo pede urgência para aprovar regime tributário de data centers

A Liderança do Governo na Câmara apresentou requerimento de urgência para o PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (ReData) e altera leis federais relacionadas ao setor. A medida busca acelerar a votação em plenário diante do risco de a MP 1318/2025 perder validade em 25 de fevereiro, já que não houve tempo para análise em comissão mista. Pelo rito de urgência, o projeto pode ir direto ao plenário, encurtando prazos. Fontes indicam que a opção por projeto de lei permite incluir emendas e ampliar o escopo do texto. A expectativa do governo é concluir a tramitação em até 30 dias, garantindo segurança jurídica e incentivos aos data centers no país. (Telesintese – 04.02.2026)

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Alemanha: Nova AI Factory reforça soberania digital e infraestrutura de data centers

A Alemanha lançou uma das maiores AI Factories da Europa, em Munique, por meio da Deutsche Telekom em parceria com NVIDIA e Polarise, para fortalecer a soberania digital da União Europeia. A chamada “Industrial AI Cloud” opera com quase 10 mil GPUs NVIDIA Blackwell, alcançando até 0,5 exaFLOPS de capacidade computacional, voltada a indústria, pesquisa e setor público. A infraestrutura mantém dados sob jurisdição europeia, alinhada às regras de proteção da UE. O projeto utiliza energia renovável, resfriamento com água de rio e reaproveitamento de calor para a rede urbana. Autoridades destacam a iniciativa como estratégica para liderança tecnológica e autonomia em data centers de IA no continente.(DigWatch – 02.02.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

EUA: CyrusOne planeja campus de 760 MW ao lado de usina a gás no Texas

A CyrusOne firmou acordo com a Calpine, unidade da Constellation, para desenvolver um novo campus de data centers em Freestone County, Texas, ao lado da usina termelétrica a gás Freestone Energy Center. A primeira fase prevê conexão de 380 MW, com opção exclusiva para uma segunda etapa de mais 380 MW, totalizando 760 MW. O modelo aproveita infraestrutura e conexão à rede já existentes para acelerar a implantação e garantir confiabilidade ao sistema elétrico. O anúncio segue parceria semelhante em Bosque County, onde a empresa constrói campus de 400 MW. A estratégia integra geração, terreno e acesso à rede para atender à crescente demanda por IA e serviços digitais. (Data Center Dynamics – 09.02.2026)

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EUA: PJM pode enfrentar déficit de 60 GW por avanço de data centers

A PJM Interconnection, maior operadora regional de transmissão dos EUA, alertou que pode enfrentar déficit de até 60 GW na próxima década caso não haja expansão acelerada da geração, em cenário pressionado principalmente pelo crescimento de data centers. Em dezembro, a entidade já havia registrado lacuna de 6,5 GW em leilão de capacidade, sinalizando risco de insuficiência para atender à demanda a partir de 2027. O governo federal propôs um leilão emergencial com contratos de 15 anos para viabilizar novas usinas, potencialmente superiores a US$ 15 bilhões. A PJM anunciou medidas como reforço no planejamento, aceleração de conexões e contratação adicional de energia. A carga de pico deve crescer 3,6% ao ano até 2036, ampliando preocupações com custos para consumidores. (Data Center Dynamics – 09.02.2026)

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EUA: TotalEnergies fecha PPA de 1 GW solar para data centers do Google no Texas

A TotalEnergies anunciou a assinatura de dois contratos de compra de energia (PPA) de 15 anos para fornecer 1 GW de capacidade solar aos data centers do Google no Texas, somando 28 TWh ao longo do período. A energia virá de dois projetos próprios: Wichita (805 MWp) e Mustang Creek (195 MWp), com início de construção previsto para o segundo trimestre de 2026. Os acordos complementam outros 1,2 GW contratados pela Clearway, parcialmente controlada pela Total, também voltados às operações do Google nos EUA. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de expandir renováveis em mercados prioritários como ERCOT, onde já opera 5 GW. Além disso, a empresa firmou contratos de 3,3 TWh com a Airbus na Europa, ampliando seu portfólio corporativo de energia limpa. (Agência CanalEnergia – 09.02.2026)

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Global: AIE prevê alta da demanda elétrica impulsionada por data centers e IA

Relatório “Eletricidade 2026”, da Agência Internacional de Energia, projeta crescimento médio anual superior a 3,5% na demanda global por eletricidade até 2030, ritmo 2,5 vezes maior que o da energia total. O avanço será impulsionado por eletrificação industrial, veículos elétricos, ar-condicionado e expansão de data centers e inteligência artificial. A geração adicional virá sobretudo de renováveis, gás natural e nuclear, que juntas devem responder por 50% da eletricidade mundial em 2030. O estudo alerta para a necessidade de ampliar redes e flexibilidade do sistema, diante de 2.500 GW parados em filas de conexão, além de reforçar armazenamento em baterias e segurança energética para sustentar o crescimento da infraestrutura digital. (Agência CanalEnergia – 09.02.2026)

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Brasil: data centers lideram pedidos de acesso à rede com 7 GW

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) formalizou 43 solicitações de acesso à Rede Básica, derivadas de 39 processos encaminhados ao Ministério de Minas e Energia, com garantia financeira válida. A maioria dos pedidos refere-se a data centers, que somam cerca de 7.040 MW distribuídos em 38 solicitações, concentradas principalmente no Sudeste, com destaque para São Paulo, responsável por 20 projetos e 3.914 MW. Outros 258,6 MW envolvem iniciativas de hidrogênio verde, indústria e mineração. A Empresa de Pesquisa Energética avaliará a necessidade de estudos adicionais, enquanto novos pedidos deverão seguir as regras da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão e futuras Temporadas de Acesso. (Agência CanalEnergia – 03.02.2026)

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Inovação e Tecnologia

EUA: Cisco lança chip de 102,4 Tbps para escalar redes de data centers de IA

A Cisco apresentou o Silicon One G300, chip de 102,4 Tbps voltado a clusters de IA em larga escala, que equipará switches N9000 e roteadores 8000 para hyperscalers, neoclouds e nuvens soberanas. A arquitetura incorpora Intelligent Collective Networking, com buffer compartilhado e telemetria proativa, prometendo elevar em 33% a utilização da rede e reduzir em 28% o tempo de processamento em ambientes de IA distribuída. Os novos sistemas oferecem até 102,4 Tbps por equipamento, com opção de resfriamento líquido que melhora em quase 70% a eficiência energética. A Cisco também lançou ópticos de 1,6T e 800G e ampliou recursos de observabilidade com integração ao Splunk, reforçando a rede como elemento central da computação em data centers de IA. (Telesintese – 19.02.2026)

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EUA: Microsoft testa cabos supercondutores para ampliar capacidade de data centers

A Microsoft anunciou que está explorando o uso de cabos supercondutores de alta temperatura em seus data centers nos EUA, com o objetivo de aumentar a densidade de potência e acelerar a energização de novas instalações. A tecnologia permite transmitir a mesma quantidade de eletricidade que cabos convencionais, mas com menor espaço físico e maior eficiência, reduzindo a necessidade de ampliar a infraestrutura de transmissão. A iniciativa surge em meio à pressão sobre a rede elétrica americana, já que o consumo de data centers pode atingir 12% da eletricidade do país até 2028. A empresa investe em fornecedores como a VEIR, cujos cabos podem ser até dez vezes menores e mais leves, favorecendo projetos acima de 1 GW e expansão voltada à IA.(Folha de São Paulo – 11.02.2026)

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Japão: Yokohama testa data centers offshore com energia renovável

Yokohama abriga dois projetos inovadores de data centers voltados a atender à crescente demanda por IA no Japão sem comprometer metas de descarbonização. No Píer Osanbashi, um protótipo flutuante de 25 por 80 metros, movido 100% a energia renovável, testará estabilidade operacional, uso de energia eólica offshore e resfriamento com água do mar, com meta de comercialização até 2030. Já a Jera planeja instalar um data center em área de usina no porto, reduzindo necessidade de transmissão e impactos urbanos. Com mercado projetado em 5,08 trilhões de ienes até 2028, o país busca expandir capacidade digital conciliando eficiência energética e neutralidade de carbono. (Valor Econômico - 11.02.2026)

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Global: Conectividade óptica sob medida vira pilar estratégico em data centers de IA

Com a rápida evolução das arquiteturas de IA, data centers passaram a adotar modelos variados de treinamento, inferência e sistemas distribuídos, exigindo conectividade óptica desenhada sob medida. Diferenças em densidade de racks, topologias scale-up e scale-out, uso de GPUs e expansão entre sites tornam inviável um padrão único de rede. A alta densidade eleva riscos operacionais, ampliando a importância de organização, redundância e facilidade de manutenção. Além disso, a interconexão entre data centers (DCI) ganha protagonismo com clusters multi-região e demandas de baixa latência. Segundo a análise, soluções repetíveis, pré-integradas e compatíveis com ambientes fabris são essenciais para acelerar implantação e reduzir falhas, consolidando a conectividade como elemento estratégico ao lado de energia e resfriamento. (Data Center Dynamics – 10.02.2026)

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Global: Setor de data centers avança para 800 VDC e cobra atualização de normas

O crescimento acelerado de cargas de IA está impulsionando a adoção de arquiteturas de corrente contínua em alta tensão, como 800 VDC e superiores, nos data centers. A mudança promete maior eficiência, menos perdas e redução de conversões de energia, mas esbarra na defasagem das normas técnicas. Segundo artigo patrocinado da Legrand/Starline, padrões atuais não acompanham a evolução, exigindo testes próprios e elevando riscos operacionais. A atualização da UL857 já ampliou limites para 1.000 VDC, com previsão de chegar a 1.500 VDC, mas ainda faltam normas específicas para conectores, cabos, submedição e proteção contra arco elétrico em ambientes DC. O setor defende cooperação entre fabricantes, hyperscalers e entidades como NEMA e OCP para garantir segurança e padronização na transição energética dos data centers. (Data Center Dynamics – 06.02.2026)

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Global: Reaproveitamento de calor pode tornar data centers mais sustentáveis

Coluna da Bloomberg Opinion destaca que, com previsão de até US$ 7 trilhões em investimentos globais em data centers até 2030, cresce a pressão sobre redes elétricas e recursos hídricos. Impulsionadas por IA e pelo aumento exponencial de dados, cerca de 200 zettabytes armazenados em 2025, essas instalações consomem grandes volumes de energia, sendo mais de 30% destinados ao resfriamento. A análise sugere transformar o calor residual, normalmente entre 25 °C e 40 °C, em recurso para aquecimento urbano e aplicações industriais. Exemplos na Dinamarca, Reino Unido e Noruega mostram uso do calor para residências, piscinas e aquicultura. A União Europeia já exige reaproveitamento em certos casos, reforçando a necessidade de planejamento para integrar data centers a redes de calor e ampliar benefícios sociais e ambientais. (Bloomberglinea – 03.02.2026)

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Global: RDHx ganha espaço como solução de resfriamento para data centers de alta densidade

Com o avanço de cargas de IA e maior densidade por rack, os rear door heat exchangers (RDHx) surgem como alternativa eficiente aos sistemas tradicionais de climatização em data centers. A tecnologia remove o calor diretamente na fonte, usando resfriamento líquido assistido por ar, reduzindo consumo energético, sobrecarga de sistemas de sala e custos operacionais no longo prazo. Segundo artigo patrocinado da Legrand, mitos sobre alto custo, complexidade e incompatibilidade vêm sendo superados, já que soluções modernas permitem retrofit e integração a infraestruturas existentes. Em projetos como o da Universidade de Cambridge, a tecnologia elevou a densidade por rack de 30 kW para 44 kW, reforçando seu papel estratégico na adaptação de data centers para ambientes de IA e HPC. (Data Center Dynamics – 31.01.2026)

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Brasil: Dell aposta em infraestrutura e data centers para escalar IA generativa

Estudo da Dell Technologies com a Vanson Bourne aponta que a maioria das empresas ainda testa IA generativa em pilotos, apesar de já reconhecer ganhos de produtividade e ROI. A adoção em escala depende de modelo aberto, seguro e modular, além de infraestrutura robusta de dados e data centers. Segundo Diego Puerta, presidente da Dell no Brasil, a qualidade da IA está ligada ao tratamento, armazenamento e proteção de dados, áreas em que a empresa atua com força, inclusive com produção local. Em parceria com a NVIDIA, a Dell lançou a AI Factory, integrando hardware, software e serviços para acelerar casos de uso. A estratégia mira desde hyperscalers até nuvens soberanas, reforçando o papel da infraestrutura digital na expansão da IA. (Bloomberglinea – 29.01.2026)

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