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IFE
09/02/2026

Data Center 16

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
09/02/2026

IFE nº 16

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 16

Tendências de Mercado

EUA: Fusão SpaceX-xAI mira expansão de data centers no espaço

A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, adquiriu a xAI, companhia de inteligência artificial também controlada pelo bilionário, formando uma das empresas privadas mais valiosas do mundo, avaliada em cerca de US$ 1,25 trilhão. A operação integra foguetes, internet via satélite, a rede social X e o chatbot Grok em uma estrutura tecnológica unificada, com destaque para o desenvolvimento de infraestrutura avançada de computação. Musk apontou a necessidade de construir data centers no espaço como um dos principais motores estratégicos da fusão, devido à crescente demanda por chips, energia e capacidade de processamento para IA. O acordo reforça a tendência de integração vertical entre tecnologia e exploração espacial, mas também levanta preocupações regulatórias sobre governança e possíveis conflitos de interesse, já que o empresário compartilha recursos e equipes entre suas diversas empresas privadas. (Folha de São Paulo – 02.02.2026)

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China: plano prevê data centers espaciais para sustentar infraestrutura de IA

A China avança na criação de data centers em órbita como parte de sua estratégia para ampliar a capacidade computacional destinada à inteligência artificial nos próximos cinco anos. Liderado pela China Aerospace Science and Technology Corporation, o projeto prevê infraestrutura digital em escala gigawatt combinando computação em nuvem, edge e terminais, formando um sistema integrado de processamento, armazenamento e comunicação fora da Terra. A iniciativa está alinhada às prioridades nacionais de desenvolvimento tecnológico e inclui o uso de energia solar para alimentar operações em larga escala. Como etapa inicial, o Zhejiang Lab já lançou satélites para a chamada constelação de computação, com meta futura de milhares de unidades e alto desempenho em processamento. Embora defensores apontem vantagens como maior eficiência energética e resfriamento facilitado, especialistas destacam desafios técnicos, custos elevados e riscos relacionados à radiação e detritos espaciais. (DigWatch– 30.01.2026)

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EUA: Tesla amplia investimentos em IA e infraestrutura ligada a data centers

A Tesla registrou queda de 3% na receita anual em 2025 e redução de 61% nos lucros trimestrais, em meio a uma mudança estratégica para inteligência artificial, robótica e infraestrutura tecnológica associada ao processamento de dados. A empresa anunciou investimento de US$ 2 bilhões na xAI e prevê elevar significativamente os gastos de capital, com foco em projetos que sustentem o crescimento de sistemas avançados e aplicações em larga escala. Embora o texto destaque o redirecionamento de fábricas para produção de robôs e a expansão de novas áreas de negócios, a estratégia reflete uma transição para atividades que exigem maior capacidade computacional e integração com ecossistemas de IA, fortemente dependentes de data centers e infraestrutura digital. A mudança ocorre em um cenário de concorrência crescente no setor automotivo e de tecnologia, enquanto a companhia aposta em investimentos de longo prazo para sustentar sua evolução tecnológica. (BBC– 29.01.2026)

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EUA/Coreia do Sul: expansão de data centers impulsiona corrida global por chips de IA

O avanço acelerado da inteligência artificial está levando grandes empresas de tecnologia a ampliar massivamente os investimentos em data centers, impulsionando a demanda por chips, memória e infraestrutura computacional. A Meta planeja gastar até US$ 135 bilhões no ano, enquanto Microsoft, Amazon e Alphabet seguem ampliando a capacidade de nuvem e processamento. Esse movimento fortalece fornecedores como Samsung e SK Hynix, que registraram forte crescimento de lucros e aumentaram o capex para ampliar a produção de memória voltada a servidores de IA. A crescente necessidade de hardware especializado, especialmente para data centers, vem pressionando a cadeia global de semicondutores e criando riscos de escassez, elevando custos e afetando outros setores tecnológicos. Mesmo com dúvidas sobre a sustentabilidade da demanda de longo prazo, o setor mantém investimentos recordes para sustentar a expansão da IA e evitar gargalos críticos de capacidade computacional. (Bloomberglinea – 29.01.2026)

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União Europeia: Atraso em investimentos e data centers limita ambições em IA

A União Europeia busca se posicionar como líder global em inteligência artificial, mas segue atrás dos Estados Unidos e da China, especialmente em adoção, investimentos e infraestrutura. Apesar da implementação da Lei da IA para estabelecer padrões regulatórios internacionais, poucas empresas europeias utilizam a tecnologia, ficando aquém das metas para 2030. O baixo volume de capital de risco dificulta o crescimento de startups, enquanto a fragmentação dos mercados nacionais, a dependência de provedores externos de nuvem e a saída de profissionais qualificados enfraquecem o ecossistema. A escassez de data centers de grande porte e de capacidade computacional própria agrava o cenário, tornando a UE dependente de infraestrutura localizada fora do bloco. Líderes europeus apostam que regras mais claras e novos investimentos possam impulsionar a competitividade, mas permanece o debate sobre se a estratégia de priorizar a regulamentação será suficiente para estimular inovação, acelerar a construção de data centers e evitar que a Europa perca ainda mais espaço na corrida global da IA. (Euro News – 28.01.2026)

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Emirados Árabes Unidos: Energia e redes elétricas pressionam expansão de data centers de IA

A 16ª Assembleia da IRENA, realizada em Abu Dhabi, evidenciou a crescente preocupação global com o impacto energético da expansão de data centers e da inteligência artificial sobre redes elétricas já pressionadas. Governos, reguladores e empresas discutiram como a eletricidade deixou de ser um recurso abundante para se tornar ativo estratégico, com decisões sobre acesso e priorização cada vez mais políticas. Embora tecnologias renováveis e armazenamento estejam maduros, a infraestrutura de transmissão e a disponibilidade de capital surgem como gargalos centrais. Nesse contexto, data centers passaram a ser vistos como grandes cargas que competem por energia com outras demandas sociais e industriais. Especialistas destacaram que centros voltados à IA geram consumo energético mais volátil, exigindo soluções como armazenamento local e maior integração com o sistema elétrico. O debate também expôs tensões sociais e regulatórias, com cobranças por transparência, definição clara de sustentabilidade e maior responsabilidade no uso da infraestrutura energética. (Data Center Dynamics – 27.01.2026)

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EUA: Operadoras de data centers intensificam lobby para conter reação a megaprojetos de IA

As maiores operadoras de data centers dos Estados Unidos estão preparando uma ofensiva de lobby e comunicação para enfrentar a crescente oposição pública aos megaprojetos que sustentam o boom da inteligência artificial. Executivos de empresas como Digital Realty, QTS e NTT Data reconhecem que o setor falhou em explicar adequadamente os impactos e benefícios da expansão, em meio a críticas sobre aumento dos custos de energia, consumo de água e efeitos ambientais. Em janeiro, mais de duas dezenas de projetos foram barrados ou atrasados por mobilização comunitária, reflexo do avanço do fenômeno “Nimby (Not in my backyard)”. Com as tarifas de eletricidade residenciais subindo 13% desde 2025, a pressão política aumentou, levando empresas como Microsoft e OpenAI a assumir custos de infraestrutura elétrica e adaptar projetos às realidades locais. As operadoras defendem que os data centers também geram empregos bem remunerados e investimentos regionais, e avaliam que ampliar gastos com lobby e engajamento comunitário será essencial para viabilizar a expansão da infraestrutura crítica de IA no país. (Valor Econômico - 27.01.2026)

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União Europeia: Atraso em data centers e computação aprofunda desvantagem na corrida da IA

A União Europeia está ficando para trás na corrida global da inteligência artificial, sobretudo pela falta de infraestrutura de data centers e capacidade computacional dedicada à IA, apesar de avanços regulatórios. Enquanto Estados Unidos e China lideram com dezenas de modelos de fundação e investimentos bilionários, a Europa criou apenas três e sofre com fragmentação regulatória, fuga de talentos e escassez de capital. O déficit de financiamento limita a construção de data centers e clusters de IA em escala, tornando o continente dependente de “hyperscalers” americanos, que já dominam cerca de 65% do mercado europeu de nuvem. Para reagir, Bruxelas lançou iniciativas como fábricas e “gigafábricas” de IA, com planos de mobilizar €200 bilhões e triplicar a capacidade de data centers em até sete anos. Ainda assim, especialistas alertam que os projetos avançam lentamente, enquanto EUA e China já operam infraestruturas hyperscale. Sem acelerar investimentos em data centers, energia e computação de alto desempenho, a UE corre o risco de consolidar sua dependência tecnológica externa. (EuroNews– 27.01.2026)

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Brasil: IBM aponta IA agêntica e soberania como vetores para data centers em 2026

O estudo “5 Tendências para 2026”, do IBM Institute for Business Value, indica que a competitividade das empresas será cada vez mais definida pela adoção de IA agêntica, pela soberania de IA e pela capacidade de operar em tempo real, com impactos diretos sobre a infraestrutura de data centers. No Brasil, 65% dos executivos afirmam que agentes de IA já aceleram decisões e a alocação de recursos, e 75% esperam que esses sistemas atuem de forma autônoma até o fim de 2026, integrados a processos críticos. A pesquisa mostra ainda que 82% veem risco de perda de vantagem competitiva sem operação em tempo real, reforçando a necessidade de data centers mais distribuídos, resilientes e de baixa latência. A soberania de IA surge como prioridade para 85% dos líderes, refletindo preocupações com controle de dados, governança e dependência de infraestrutura concentrada em poucas regiões. Nesse cenário, ecossistemas de parceiros e investimentos em capacidade computacional local tornam-se estratégicos para sustentar aplicações de IA em escala e garantir confiança do consumidor. (Telesintese – 26.01.2026)

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Espanha/Portugal: Microsoft articula expansão de data centers e pressiona modernização das redes elétricas

Bill Gates realizou uma reunião privada em Madri com executivos de grandes concessionárias da Espanha e de Portugal, autoridades e investidores para preparar o terreno para um amplo projeto de data centers da Microsoft na Península Ibérica, estimado em cerca de €20 bilhões. O encontro teve como foco principal a necessidade de acelerar a expansão e modernização das redes elétricas europeias, consideradas um gargalo para novos empreendimentos de grande consumo energético. A empresa tem alertado que atrasos na conexão à rede, que podem ultrapassar cinco anos em alguns países, podem levar ao redirecionamento de investimentos para mercados mais ágeis. Também foram discutidas condições para mobilizar capital privado e influenciar o desenho do pacote regulatório europeu de energia. Em paralelo, Espanha e União Europeia ampliam a supervisão sobre data centers, com exigências de transparência sobre consumo elétrico, água, eficiência e impacto nos sistemas energéticos locais. (Data Center Dynamics – 26.01.2026)

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EUA: Crise força reinvenção dos data centers pré-existentes para hospedagem da IA

A rápida expansão da inteligência artificial expôs uma crise estrutural nos data centers, incapazes de sustentar cargas de trabalho de IA com arquiteturas legacy. Segundo o artigo, a demanda global por capacidade pode saltar de 60 GW em 2023 para até 298 GW em 2030, exigindo uma multiplicação sem precedentes da infraestrutura. Diferentemente de aplicações tradicionais, workloads de IA elevam a densidade dos racks para além de 120 kW, tornando inviável o resfriamento a ar e exigindo soluções líquidas, novas arquiteturas elétricas em 48 volts e localização próxima a fontes abundantes de energia. O texto destaca que o desafio não é apenas construir mais data centers, mas operá-los com visibilidade em tempo real, integrando dados de energia, refrigeração, rede e computação em sistemas unificados e orientados a eventos. Essa abordagem permite eficiência, controle de custos e redução de riscos operacionais. No cenário competitivo da IA, vencerão os operadores que tratarem o data center como um sistema inteligente, adaptável e crítico para a inovação. (Data Center Dynamics – 26.01.2026)

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EUA: Intel aposta em CPUs para sustentar demanda de data centers e IA

Apesar de frustrações do mercado com a ausência de novos clientes âncora para seu negócio de foundry, a Intel apresentou sinais positivos no segmento de data centers e inteligência artificial. O CEO Lip-Bu Tan reconheceu que os rendimentos de fabricação ainda estão abaixo do patamar desejado, embora alinhados aos planos internos, o que esfriou parte do otimismo dos investidores em torno da tecnologia de manufatura 18A. Ainda assim, o Data Center and AI Group registrou crescimento de 9% na receita anual, alcançando US$ 4,7 bilhões, impulsionado pela demanda sustentada por processadores usados em treinamento, inferência de IA e computação de alto desempenho. Os processadores Xeon seguem como peça central de muitas arquiteturas de data centers, especialmente em ambientes que combinam computação de uso geral com aceleradores especializados. Em um cenário de restrições crescentes de energia, a Intel destaca que eficiência e maior desempenho por watt se tornaram fatores-chave, reforçando o papel estratégico das CPUs na evolução de data centers voltados a cargas intensivas de IA. (Datacentre Magazine – 25.01.2026)

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EUA: Elon Musk aponta energia como limite para expansão de data centers de IA

Em participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, o CEO da Tesla, Elon Musk, afirmou que a rápida evolução da inteligência artificial, da autonomia veicular e da robótica está impulsionando uma demanda sem precedentes por infraestrutura digital, com impacto direto sobre a escala e o consumo energético dos data centers. Segundo Musk, sistemas de IA cada vez mais avançados exigem grandes volumes de processamento, armazenamento e conectividade, sustentados por data centers hyperscale com fornecimento elétrico abundante, confiável e de baixo custo. Ele destacou que o avanço de veículos autônomos, robôs humanoides e modelos de IA de fronteira aumenta a pressão sobre a capacidade computacional e a rede elétrica, tornando a energia o principal gargalo para o crescimento do setor. Musk defendeu que fontes como a solar poderiam suprir essa demanda, mas alertou que barreiras regulatórias e tarifárias dificultam a expansão. Para o setor de data centers, o discurso reforça que a disponibilidade de energia e a integração com políticas energéticas serão fatores decisivos para viabilizar a próxima fase da infraestrutura de IA. (Datacentre Magazine– 23.01.2026)

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EUA: Intel erra previsão e vê demanda de data centers pressionar resultados

A Intel registrou prejuízo líquido de US$ 600 milhões no quarto trimestre de 2025 após subestimar a demanda por produtos voltados a data centers, segundo admitiu o CFO David Zinsner. A empresa acreditava que os hyperscalers ampliariam apenas a contagem de núcleos de CPU, sem aumento relevante no volume de unidades, mas a procura cresceu rapidamente ao longo do terceiro e quarto trimestres, revelando uma tendência de vários anos. Diante disso, a Intel está redirecionando o máximo possível de sua capacidade produtiva para data centers, embora preveja escassez de CPUs até 2026, com normalização gradual a partir do segundo trimestre. Apesar da queda de receita no período, o grupo de Data Center e IA teve desempenho acima do esperado, impulsionado pela forte demanda do setor. O episódio evidencia como a expansão acelerada de data centers e cargas de IA vem pressionando fabricantes de chips e exigindo ajustes rápidos em produção, planejamento e investimentos em novas tecnologias de fabricação. (Data Center Dynamics – 23.01.2026)

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EUA: Joint venture do TikTok consolida dados e algoritmo em data centers da Oracle

O TikTok finalizou a criação da TikTok USDS Joint Venture LLC, permitindo a continuidade de suas operações nos Estados Unidos em conformidade com a ordem executiva do presidente Donald Trump, após anos de incerteza regulatória. A joint venture é controlada por um consórcio liderado por Oracle, Silver Lake e o fundo MGX, cada um com 15%, enquanto a ByteDance manteve uma participação minoritária de 19,9%. Como parte central do acordo, todos os dados dos usuários americanos e o próprio algoritmo do TikTok passam a ser armazenados, treinados, testados e atualizados exclusivamente em data centers da Oracle nos EUA, sob um programa robusto de privacidade e cibersegurança auditado por terceiros. A estrutura garante que o processamento e a governança da plataforma ocorram em infraestrutura de nuvem localizada no país, respondendo às preocupações de segurança nacional. O desfecho reforça o papel estratégico dos data centers como elemento-chave para viabilizar operações digitais sensíveis, assegurar soberania de dados e destravar a permanência de grandes plataformas globais no mercado americano. (Data Center Dynamics – 23.01.2026)

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EUA: Modelos chineses de IA ganham espaço e reduzem custos com data centers

Empresas americanas como Pinterest e Airbnb estão adotando modelos chineses de inteligência artificial de código aberto, como DeepSeek, Qwen e Kimi, para melhorar recomendações e serviços digitais com menor custo e maior eficiência. Segundo executivos, esses modelos podem ser até 30% mais precisos e até 90% mais baratos do que soluções proprietárias de laboratórios dos EUA, reduzindo significativamente os gastos com computação e operação em data centers. A adoção crescente reflete a atratividade do open source em um cenário de forte pressão por infraestrutura, energia e capacidade computacional. Relatórios recentes indicam que modelos chineses já igualam ou superam concorrentes ocidentais em desempenho e uso, impulsionados por apoio estatal e estratégia focada em democratização da tecnologia. Enquanto isso, empresas como a OpenAI seguem investindo pesadamente em data centers e infraestrutura própria para sustentar modelos proprietários, aumentando a necessidade de monetização. Esse movimento evidencia uma mudança estrutural no ecossistema de IA, com impactos diretos sobre custos, estratégias de data centers e o equilíbrio competitivo global. (BBC– 23.01.2026)

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EUA: ChatGPT Go pressiona monetização da IA e sustenta expansão de infraestrutura

O lançamento global do plano de baixo custo ChatGPT Go, por US$ 8 mensais, marca um ponto de inflexão na estratégia de monetização da OpenAI, que busca ampliar receitas sem recorrer diretamente à publicidade embutida nas respostas. A iniciativa reflete a crescente pressão de investidores por modelos de negócio sustentáveis em um contexto de custos elevados com computação, energia e data centers necessários para operar sistemas de IA em escala. Embora a publicidade represente um mercado trilionário, a OpenAI mantém o discurso de que anúncios não devem influenciar as respostas do ChatGPT, preservando a confiança dos usuários e a integridade do modelo. O debate, porém, expõe desafios regulatórios, de governança e de uso de dados, especialmente em interfaces conversacionais, onde a distinção entre conteúdo neutro e influência comercial é menos clara. Ao mesmo tempo, a busca por receitas recorrentes via assinaturas ajuda a financiar a expansão contínua de infraestrutura de IA, incluindo data centers e capacidade computacional, e pode redefinir padrões para todo o ecossistema, influenciando concorrentes, reguladores e a concentração de poder entre grandes provedores de inteligência artificial. (DigWatch– 21.01.2026)

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EUA: expansão da IA impulsiona megaciclo de data centers e infraestrutura global

Durante o Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a inteligência artificial está no centro do maior ciclo de construção de infraestrutura da história, com forte impacto sobre data centers e energia. Segundo ele, a IA deve ser entendida como uma plataforma em cinco camadas: energia; chips e computação; data centers em nuvem; modelos de IA e aplicações, todas dependentes de investimentos massivos em infraestrutura física e digital. A necessidade de construir e operar data centers, redes elétricas, fábricas de chips e ambientes de nuvem já está gerando demanda por mão de obra especializada e atraindo volumes recordes de capital de risco, especialmente para empresas “nativas de IA”. Huang destacou que os data centers são parte essencial dessa base, viabilizando aplicações em setores como saúde, manufatura e serviços financeiros. Para ele, a IA deve ser tratada como infraestrutura crítica nacional, comparável à eletricidade, e sua expansão tende a aumentar a produtividade, criar empregos e reduzir desigualdades tecnológicas, desde que haja investimento contínuo em capacidade computacional e data centers. (NVIDIA– 21.01.2026)

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EUA: OpenAI acelera expansão de data centers e chega a 1,9 GW de capacidade computacional

A OpenAI alcançou cerca de 1,9 GW de capacidade computacional ao final de 2025, segundo a diretora financeira Sarah Friar, representando um crescimento de 9,5 vezes em relação a 2023 e refletindo a rápida expansão de sua infraestrutura de data centers. A capacidade saltou de 200 MW em 2023 para 600 MW em 2024 e quase 2 GW em 2025, acompanhando um avanço igualmente acelerado da receita, que superou US$ 20 bilhões no último ano. Para sustentar esse ritmo, a empresa diversificou seus fornecedores de nuvem e infraestrutura, reduzindo a dependência exclusiva da Microsoft e firmando contratos bilionários com AWS, Google, Oracle, CoreWeave e Cerebras, além de investir no projeto próprio de data centers Stargate. Esses empreendimentos incluem instalações em expansão nos Estados Unidos e projetos em países como Emirados Árabes Unidos, Noruega e Reino Unido. A estratégia transforma a capacidade computacional em um portfólio gerenciado, garantindo escala, previsibilidade e custos mais baixos para viabilizar aplicações de IA em larga escala. (Data Center Dynamics – 21.01.2026)

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EUA: Gastos globais em IA disparam e impulsionam data centers em 2026

Os gastos mundiais com Inteligência Artificial devem atingir US$ 2,52 trilhões em 2026, alta de 44% em relação a 2025, segundo projeção do Gartner, com crescimento fortemente puxado pela infraestrutura necessária para sustentar aplicações em larga escala. A consultoria destaca que os investimentos em servidores otimizados para IA devem avançar 49% no período, passando a responder por 17% de todo o gasto global com IA, enquanto a infraestrutura de IA, incluindo capacidade computacional, armazenamento e redes, adicionará cerca de US$ 401 bilhões ao total. Esse movimento reforça a expansão de data centers voltados a cargas intensivas em dados e processamento. Apesar do volume financeiro, o Gartner ressalta que a adoção da IA depende também da maturidade organizacional, do capital humano e de processos bem definidos. Em 2026, a tecnologia deve atravessar o “Vale da Desilusão”, com expectativas sendo ajustadas e a IA cada vez mais integrada a soluções de software consolidadas, exigindo maior previsibilidade de retorno para viabilizar sua escalabilidade nos negócios. (Telesintese – 20.01.2026)

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Global: Desafios de execução de projetos e oferta de energia moldam expansão de data centers em 2026

Em 2026, o crescimento do mercado global de data centers continua impulsionado por IA e computação em nuvem, mas o principal desafio deixou de ser a demanda e passou a ser a execução dos projetos. Segundo análise da DC Byte, há forte aumento na capacidade anunciada e no capital disponível, porém muitos empreendimentos não avançam para a construção devido a atrasos em conexões elétricas, licenças, atualização de redes e fornecimento de equipamentos. Governos passaram a influenciar diretamente o ritmo das implantações por meio de regulações e políticas energéticas, enquanto investidores estão aplicando recursos cada vez mais cedo, assumindo riscos maiores. A expansão também se desloca dos grandes polos tradicionais para mercados secundários com maior disponibilidade de energia e regras mais claras. Nesse cenário, regiões com fornecimento elétrico estável e planejamento previsível conseguem transformar projetos em infraestrutura operacional com mais consistência, tornando a capacidade de entrega um diferencial competitivo. (DCByte– 07.01.2026)

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Artigo de Alexandre Ribas: "Prata: gargalo invisível da nova economia elétrica"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Alexandre Ribas (CEO da Falconi) trata da forte valorização da prata como reflexo de um desequilíbrio estrutural entre oferta e demanda, impulsionado pela transição energética, eletrificação dos transportes, digitalização da economia e expansão de tecnologias avançadas que reposicionaram o metal como insumo crítico da nova base industrial global. O autor destaca que mais da metade da demanda mundial já é industrial, especialmente em painéis solares, veículos elétricos, semicondutores e data centers, enquanto a oferta permanece rígida por depender majoritariamente da mineração como subproduto, enfrentar queda na qualidade dos minérios, restrições regulatórias e anos de subinvestimento. Com déficits recorrentes e estoques em níveis historicamente baixos, a prata passa a representar um potencial gargalo sistêmico da economia elétrica. Nesse contexto, Ribas argumenta que empresas precisam abandonar estratégias tradicionais de suprimento e adotar abordagens mais robustas, como contratos de longo prazo, diversificação de fornecedores, reciclagem e inovação produtiva, ressaltando que a gestão de metais críticos tornou-se um fator estratégico decisivo para a competitividade e para a formulação de políticas industriais de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 21.01.2026)

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Artigo de Renata Menescal: "Data centers devem dobrar consumo de energia no Brasil e hidrelétricas serão decisivas para garantir potência firme e segurança energética no país"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Renata Menescal (diretora Jurídico/Regulatório da Abragel) trata do impacto acelerado da economia digital sobre a demanda por energia no Brasil e defende a hidroeletricidade como pilar estratégico para sustentar a expansão dos data centers, cujo consumo pode mais que dobrar até 2029, segundo estudo do MIT Technology Review Brasil. A autora argumenta que a necessidade de fornecimento contínuo, estável e previsível dessas infraestruturas recoloca a segurança elétrica no centro do planejamento energético, especialmente diante do novo marco regulatório do setor, que pela primeira vez reconhece formalmente o papel estratégico das hidrelétricas nas políticas energética e de recursos hídricos. Mesmo com o avanço de fontes eólica e solar, Menescal destaca que as hidrelétricas permanecem insubstituíveis por oferecerem potência firme, flexibilidade operativa, armazenamento e estabilidade ao sistema, atributos essenciais para compensar a intermitência das renováveis. Nesse contexto, sustenta que a consolidação da hidroeletricidade como política de Estado é condição decisiva para garantir modicidade tarifária, segurança de suprimento e competitividade do Brasil como hub da economia digital. (GESEL-IE-UFRJ – 21.01.2026)

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Expansão e Investimentos

Brasil: Data centers lideram pedidos de acesso à rede com mais de 7 GW ao ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que 39 processos foram formalizados para solicitação de acesso à Rede Básica, resultando em 43 pedidos no sistema SGAcesso, dos quais 38 são projetos de data centers, somando cerca de 7.040 MW de carga. A maior concentração está na região Sudeste, especialmente em São Paulo, que reúne 20 solicitações e 3.914 MW, evidenciando a forte pressão do setor de data centers sobre a infraestrutura elétrica regional. Os demais pedidos, totalizando 258,6 MW, referem-se a projetos de hidrogênio verde, indústrias e mineração. A EPE avaliará os empreendimentos quanto à necessidade de estudos de custo global, em um contexto em que a demanda por data centers cresce rapidamente e exige planejamento rigoroso de transmissão. O ONS reforçou que projetos que não atenderam às exigências poderão reapresentar pedidos em futuras temporadas de acesso, conforme a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão. (Agência CanalEnergia – 03.02.2026)

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EUA: SpaceX planeja rede de satélites como data centers orbitais para IA

A SpaceX solicitou autorização para lançar até um milhão de satélites em órbita terrestre com o objetivo de criar data centers espaciais dedicados ao processamento de inteligência artificial, alegando que a demanda por capacidade computacional já supera as limitações da infraestrutura terrestre. A proposta prevê estruturas solares em baixa órbita, entre 500 e 2.000 km de altitude, capazes de fornecer processamento para bilhões de usuários globalmente, com maior eficiência energética e menor necessidade de água para resfriamento em comparação aos centros tradicionais. A empresa defende que os centros orbitais seriam uma alternativa mais sustentável e escalável, embora especialistas alertem para custos elevados, complexidade técnica e riscos associados a detritos espaciais e colisões. A iniciativa ampliaria drasticamente a atual rede Starlink, que já conta com milhares de satélites, e reforça a aposta da companhia em integrar conectividade, computação e infraestrutura para sustentar a expansão global da IA. (BBC– 31.01.2026)

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EUA: Projeto de data center off-grid a gás natural avança em Utah

Um data center off-grid movido a gás natural pode ser implantado na cidade de Santaquin, em Utah, com capacidade superior a 20 MW e desenvolvimento liderado pela Data Center Power Company. O projeto Summit Ridge, aprovado ainda em 2024 e com plano de implantação detalhado no último verão, voltou ao debate após uma reunião pública realizada para esclarecer dúvidas da comunidade, que em parte afirma ter conhecido a iniciativa apenas recentemente. O campus será instalado em Ridge Farms Road e utilizará sistema de resfriamento em circuito fechado, sem conexão com a rede elétrica tradicional, já que toda a energia será gerada no local por motores a gás natural, sob controle ambiental regulatório. Ainda não há data definida para início das obras. A proposta reflete uma tendência de infraestrutura isolada, com geração própria “behind-the-meter”, buscando maior previsibilidade energética para operações de data centers intensivas em processamento. (Data Center Dynamics – 30.01.2026)

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Noruega: Acordo prevê data center de 96 MW para IA em Skien

A Aker Nscale firmou parceria com a Løvenskiold-Fossum Kraft Drift para desenvolver um data center de 96 MW em Skien, no sul da Noruega, voltado a suportar cargas de inteligência artificial. O projeto já solicitou capacidade de conexão à rede elétrica junto à Statnett e integra a estratégia da joint venture formada em 2025 entre a neocloud Nscale e o grupo de investimentos Aker para expandir infraestrutura digital no país. Embora detalhes técnicos e a localização exata ainda não tenham sido divulgados, a iniciativa é vista como impulsionadora do desenvolvimento regional, com potencial de atrair mão de obra qualificada e novos investimentos. A Løvenskiold-Fossum, que administra grandes áreas florestais e pequenas usinas de energia, aposta no projeto como marco industrial. A empresa também planeja outros campi no país, enquanto Skien já recebe investimentos relevantes, incluindo um campus de 240 MW em construção pelo Google. (Data Center Dynamics – 30.01.2026)

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Taiwan: Investimento impulsiona expansão de data centers de IA no Japão

A provedora taiwanesa de nuvem de IA Zettabyte recebeu um novo aporte da Headline Asia para acelerar sua expansão no Japão, com foco no crescimento da infraestrutura de data centers voltada a cargas de trabalho de inteligência artificial. Embora os valores do investimento não tenham sido divulgados, os recursos apoiarão a adoção do software de gerenciamento de GPUs zWARE e o avanço do projeto “Titan”, iniciativa de expansão de data centers da empresa. A companhia pretende atuar em parceria com operadoras e provedores locais para atender à crescente demanda por computação de alto desempenho, impulsionada por restrições energéticas, exigências operacionais e demanda corporativa no país. A Zettabyte oferece serviços de nuvem baseados em GPUs Nvidia e afirma possuir uma frota com mais de 67 mil unidades e cerca de 1,5 GW em implantações planejadas, consolidando sua estratégia de ampliar presença regional e fortalecer sua infraestrutura dedicada à IA. (Data Center Dynamics – 30.01.2026)

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Brasil: BNDES financia expansão do data center Mega Lobster até 20 MW

O BNDES aprovou financiamento de R$ 233,46 milhões para a expansão do data center Mega Lobster, da Tec.to Data Centers, pertencente ao grupo V.tal, localizado em Fortaleza (CE). Em operação desde outubro de 2025 com 3 MW de capacidade instalada, o empreendimento terá crescimento gradual conforme a demanda dos clientes, com previsão de atingir 20 MW até dezembro de 2029. O valor liberado corresponde a cerca de 40% do investimento total do projeto e será viabilizado por meio de recursos do programa Fust e da linha BNDES Finem voltada a investimentos em data centers, sendo este o primeiro empreendimento do setor a receber apoio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações. A iniciativa busca ampliar a infraestrutura digital, fortalecer a conectividade e impulsionar a transformação tecnológica no país, contribuindo para a expansão do processamento e armazenamento de dados e para o posicionamento do Brasil como polo estratégico de infraestrutura digital na América Latina. (Agência Eixos – 27.01.2026)

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EUA: Nvidia amplia investimento para expandir data centers de IA com a CoreWeave

A Nvidia anunciou investimento superior a US$ 2 bilhões na CoreWeave para acelerar a expansão de infraestrutura de inteligência artificial, com meta de adicionar mais de 5 gigawatts de capacidade de computação até 2030, equivalente à produção de vários grandes reatores nucleares. A parceria envolve não apenas capital, mas cooperação técnica e comercial, incluindo o uso antecipado de novos produtos da Nvidia, como sistemas de armazenamento e a CPU Vera, ampliando sua atuação em data centers e competindo com Intel e AMD. A empresa também auxiliará na compra de terrenos e energia para novas instalações, enquanto promove projetos da CoreWeave a clientes corporativos e provedores de nuvem. O investimento reforça a confiança no crescimento da operadora, que enfrenta altos custos com expansão e busca diversificar sua base de clientes, em meio à forte demanda global por capacidade computacional para IA. (Bloomberglinea – 26.01.2026)

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Uzbequistão: Data center pioneiro será alimentado por reator nuclear modular

A Agência de Energia Atômica do Uzbequistão (Uzatom) firmou parceria com o conglomerado japonês Muroosystems Corporation para desenvolver o que pode se tornar o primeiro data center do mundo alimentado exclusivamente por um pequeno reator nuclear modular (SMR). O projeto prevê um data center de 50 MW na região de Jizzakh, no centro do país, abastecido por um reator russo de baixa potência RITM-200N, com capacidade de 55 MWe, conectado por linha direta e atuando como fonte primária de energia. A concretagem da primeira unidade do SMR está prevista para março, e a entrega de energia deve começar em 2029. Segundo a Uzatom, a iniciativa integra infraestrutura digital e energia nuclear de forma inédita, criando um novo padrão para instalações de TI de alta demanda energética, além de reforçar a confiabilidade do suprimento e incentivar soluções digitais sustentáveis. A Muroosystems, por meio de sua subsidiária alemã Nukem Technologies, será responsável por consultoria técnica, avaliações de segurança nuclear, engenharia e gestão do combustível usado. O projeto se insere em uma tendência global, na qual operadores de data centers e empresas de tecnologia buscam SMRs como alternativa estável e escalável para atender às crescentes necessidades energéticas do setor. (Data Center Dynamics – 22.01.2026)

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Noruega: Desenvolvedora adquire terreno para novo data center no sudoeste do país

A desenvolvedora norueguesa ASP Data Center anunciou a aquisição de um terreno de cerca de 14 acres (56 decares) em Tysingvatnet, no município de Suldal, sudoeste da Noruega, para a implantação de um novo data center. A área, vendida pelo município por 40 milhões de coroas norueguesas, conta com acesso energético estimado em pelo menos 25 MW, fator considerado estratégico para o projeto. Embora os detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados, a empresa afirmou que o empreendimento seguirá um modelo de infraestrutura digital sustentável, com desenvolvimento faseado e geração de empregos locais. O município manteve o direito de recompra caso o projeto não seja executado e proibiu o uso do local para criptomineração. A iniciativa reforça a estratégia da ASP DC de expandir sua presença no mercado nórdico de data centers, aproveitando a disponibilidade energética da região para agregar valor econômico e industrial. (Data Center Dynamics – 21.01.2026)

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Brasil: Projeto do data center do Pecém reforça sustentabilidade e convoca indústria local

Durante reunião da Fiec, executivos da Omnia e da ZPE Ceará defenderam a sustentabilidade ambiental do data center em construção no Complexo do Pecém, primeiro grande empreendimento do tipo no estado, que na fase inicial absorverá investimentos de R$ 200 bilhões. O projeto, parceria entre Casa dos Ventos, ByteDance e Omnia, terá consumo estimado de 1 GW de energia elétrica, integralmente proveniente de fontes renováveis eólicas e solares do Nordeste. Segundo os responsáveis, o data center ocupará 164 hectares na ZPE e funcionará como plataforma global conectada por cabos submarinos, servindo de âncora para atrair novos investimentos tecnológicos. A Omnia destacou que apenas R$ 12 bilhões serão destinados à infraestrutura na primeira fase e convocou a indústria cearense a participar como fornecedora, com política de compras locais. O consumo de água será reduzido, cerca de 30 m³ por dia, graças a tecnologias avançadas de resfriamento em circuito fechado, reforçando o discurso de baixo impacto ambiental. (Diário do Nordeste– 20.01.2026)

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Reino Unido: Data center em Brick Lane gera reação de moradores em Londres

Um projeto para construir um data center no histórico complexo da Truman Brewery, em Brick Lane, no leste de Londres, provocou forte oposição de moradores e entidades locais. O plano prevê a demolição de prédios existentes para a construção de uma instalação de 5.266 m² e 29 metros de altura, integrada a um empreendimento maior que inclui habitação e áreas comerciais. Após rejeição pelo conselho local de Tower Hamlets, o projeto foi levado ao secretário de Estado de Habitação, que pode autorizar a obra mesmo contra a decisão municipal. Críticos alegam que o data center intensificaria impactos ambientais, como maior consumo de energia, geração de calor e emissões de carbono, além de pressionar a infraestrutura urbana e oferecer poucos benefícios diretos à comunidade. Defensores destacam a importância estratégica da infraestrutura digital, alinhada à política do governo britânico de priorizar data centers para impulsionar o crescimento econômico, o que torna o desfecho do caso um teste relevante entre interesses locais e nacionais. (Data Center Dynamics – 20.01.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Acordo Mercosul-UE define cooperação digital e regras para infraestrutura de telecomunicações

O governo brasileiro enviou ao Congresso o texto do acordo Mercosul-União Europeia, que será analisado ao longo de 2026 e inclui dispositivos relevantes para infraestrutura digital e telecomunicações, área ligada ao funcionamento de redes e data centers. O tratado prevê liberalização comercial e estabelece regras para licenciamento, interconexão e acesso a recursos essenciais como espectro, além de exigir autoridades reguladoras independentes e transparência na concessão de licenças. Também determina que operadoras dominantes ofereçam acesso não discriminatório a suas redes e assegurem interconexão em condições técnicas viáveis. No campo digital, o acordo reforça a importância da proteção de dados pessoais e da cooperação internacional contra cibercriminalidade, com troca de informações e capacitação técnica, sem impor harmonização regulatória ou requisitos técnicos a infraestruturas. Há ainda estímulo à economia digital, com princípios para comércio eletrônico, identidade digital e serviços online, dependentes de aprovação legislativa para entrarem em vigor. (Telesintese – 03.02.2026)

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Brasil: Governo prepara projeto de lei para garantir incentivos a data centers em 2026

A demora na votação da MP 1318/2025, que cria o Regime Especial para Equipamentos de Data Center (Redata), levou o governo a sinalizar o envio de um projeto de lei em regime de urgência para assegurar os incentivos fiscais previstos para 2026 e evitar a perda de investimentos no setor. A proposta deve substituir a medida provisória, incluir depreciação acelerada de equipamentos e flexibilizar regras energéticas para geradores de backup. Representantes da indústria veem a mudança como caminho para destravar aportes, hoje travados pela incerteza regulatória e pela falta de regulamentação de pontos essenciais. A expectativa é uma aprovação rápida no Congresso, diante do prazo de validade da MP e da janela limitada antes da reforma tributária de 2027. Entidades defendem tratar o tema separadamente da regulação de IA, cuja indefinição já é apontada como fator adicional de risco para a expansão de data centers no país. (Agência Eixos – 03.02.2026)

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Brasil: Associações pedem votação urgente do ReData para destravar investimentos em data centers

Entidades que representam empresas de data centers, telecomunicações, software e tecnologia divulgaram manifesto defendendo a tramitação imediata e independente da Medida Provisória 1.318/2025, que cria o Regime Especial para Equipamentos de Data Center (ReData), com votação prioritária antes de sua validade expirar em 25 de fevereiro. O documento aponta que a conversão em lei e sua posterior regulamentação são fundamentais para dar segurança jurídica e acelerar decisões de investimento, consolidando o Brasil como polo de infraestrutura computacional. As associações destacam vantagens competitivas do país, como matriz energética renovável, infraestrutura de energia e comunicações e mercado tecnológico relevante. Também criticam a tramitação conjunta com o projeto de regulação da IA, por tratar de temas distintos. O manifesto relaciona ainda a expansão dos data centers à redução do déficit na balança de serviços digitais e ao fortalecimento da autonomia tecnológica nacional. (Telesintese – 29.01.2026)

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Brasil: CGI.br quer integrar governança de IA que impacta infraestrutura digital e data centers

O CGI.br divulgou nota técnica defendendo participação no Comitê de Regulação e Inovação em Inteligência Artificial (CRIA), previsto em projetos de lei em tramitação no Congresso, apontando que a governança da IA depende diretamente da infraestrutura digital que sustenta serviços e processamento de dados. O órgão avalia que os textos em análise propõem um modelo regulatório colaborativo, com atuação coordenada de autoridades e instâncias consultivas, e compara as propostas que atribuem diferentes papéis à ANPD e a um conselho multiministerial. O comitê argumenta que sua experiência na gestão da internet e no desenvolvimento de projetos e infraestruturas essenciais o credencia a contribuir tecnicamente para o ecossistema regulatório, base para o treinamento e operação de sistemas de IA em larga escala. Também pediu mais tempo para debate parlamentar, defendendo processos transparentes e inclusivos na formulação das regras. (Telesintese – 29.01.2026)

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EUA: Nova Orleans aprova moratória temporária para regular data centers

O Conselho Municipal de Nova Orleans aprovou uma moratória de um ano para novos projetos de data centers enquanto a Comissão de Planejamento conduz audiências públicas e avalia regras urbanísticas específicas para esse tipo de empreendimento. As medidas buscam definir formalmente o que constitui um data center na legislação local, estabelecer padrões de uso, segurança, densidade e controle de ruído, além de estudar a criação de um distrito provisório que suspenda licenças durante a revisão regulatória. A decisão foi motivada por um projeto proposto para a região leste da cidade, ainda sem pedido formal, que previa um campus tecnológico em duas fases e possível mudança de zoneamento. Autoridades locais e parte da comunidade expressaram preocupações com impactos ambientais e urbanos, enquanto o empreendedor criticou o bloqueio. O caso reflete uma tendência crescente nos EUA, com diversas cidades e estados discutindo restrições semelhantes diante do avanço acelerado de data centers e seus efeitos sociais e energéticos. (Data Center Dynamics – 29.01.2026)

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Reino Unido: Escócia recebe zona de crescimento de IA com plano para 500MW em data centers

O governo do Reino Unido designou North Lanarkshire, na Escócia, como uma AI Growth Zone, incentivando a expansão de infraestrutura digital com potencial de até 500MW de capacidade em data centers liderados pela operadora DataVita. A iniciativa deve destravar £8,2 bilhões em investimentos privados, incluindo projetos de energia renovável dedicados, com até 1GW de geração conectada diretamente às instalações. O programa, criado em 2025, oferece incentivos e prioridade no acesso à eletricidade para acelerar o desenvolvimento de infraestrutura voltada à inteligência artificial. A DataVita já opera um site de 24MW na região e planeja ampliar o campus com novas unidades voltadas a clientes corporativos, pesquisa e operações hyperscale. Autoridades destacam geração de empregos e inovação regional, enquanto especialistas apontam o acesso contínuo a energia renovável como desafio central para sustentar a expansão dos data centers. (Data Center Dynamics – 29.01.2026)

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Brasil: Decisão sobre transferência de dados com a UE impulsiona ambiente para data centers

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) reconheceu formalmente a União Europeia como destino com nível adequado de proteção de dados pessoais, permitindo transferências internacionais diretas entre Brasil e países europeus sem a necessidade de cláusulas contratuais adicionais, desde que respeitadas as demais exigências da LGPD. Uma decisão recíproca foi também adotada pelos europeus. A medida abrange todos os Estados-membros da UE, além de Islândia, Liechtenstein e Noruega, e tende a fortalecer o fluxo digital e a integração regulatória, criando um ambiente mais seguro para empresas que operam infraestrutura digital e data centers com operações transnacionais. A resolução também prevê cooperação entre autoridades regulatórias e monitoramento contínuo do nível de proteção europeu, com reavaliação prevista em quatro anos. Ao facilitar a circulação de dados e ampliar a segurança jurídica, a decisão aumenta a atratividade do Brasil para investimentos em serviços digitais e infraestrutura tecnológica voltada ao armazenamento e processamento de dados. (Telesintese – 27.01.2026)

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União Europeia: Comissão força abertura do Android a IAs concorrentes

A Comissão Europeia iniciou a elaboração de especificações técnicas para obrigar o Google a cumprir o Regulamento de Mercados Digitais (DMA), garantindo que o sistema operacional Android seja aberto a inteligências artificiais concorrentes da Gemini. O processo, que deve ser concluído em até seis meses, busca definir como prestadores terceiros de IA terão acesso gratuito, efetivo e não discriminatório às mesmas funcionalidades de hardware e software hoje usadas pelos serviços do próprio Google. Paralelamente, foi aberto um segundo procedimento para assegurar acesso, em condições FRAND, a dados anonimizados do Google Search, como ranqueamentos, cliques e visualizações, permitindo que concorrentes desenvolvam motores de busca e aplicações de IA alternativas. Embora a medida não trate diretamente de data centers, ela impacta o ecossistema de infraestrutura digital ao estimular maior concorrência em serviços de IA, potencialmente elevando a demanda por processamento, armazenamento e capacidade computacional em data centers que sustentam aplicações móveis e de inteligência artificial na Europa. (Telesintese – 27.01.2026)

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Brasil: Leilões de acesso à transmissão geram impasse regulatório para grandes cargas e data centers

A implementação dos mecanismos concorrenciais de acesso à transmissão previstos na Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), criada pelo Decreto nº 12.772/2025, acendeu um alerta sobre possível conflito de atribuições entre a Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em memorando à Procuradoria-Geral junto à agência, o diretor Fernando Mosna questiona se as competências conferidas ao ONS, como desenvolver, executar e definir cronogramas das chamadas “temporadas de acesso”, podem sobrepor funções historicamente regulatórias e normativas da Aneel. O decreto permite que o ONS realize esses procedimentos mesmo sem regulação específica da agência, o que, segundo Mosna, pode fragilizar a vinculação aos Procedimentos de Rede aprovados pela Aneel. O debate ganha relevância para projetos intensivos em energia, como data centers, que dependem de previsibilidade no acesso à rede de transmissão. O tema já chegou à esfera administrativa e judicial, como no caso do data center do TikTok no Ceará, e evidencia incertezas regulatórias que podem afetar decisões de investimento no setor. (MegaWhat Energy – 26.01.2026)

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Brasil: Marco regulatório e desafios energéticos moldam futuro dos data centers

O mercado brasileiro de data centers vive um momento decisivo, impulsionado pela crescente demanda por inteligência artificial e computação em nuvem, mas enfrenta desafios relevantes nos campos energético, regulatório e tributário. Apesar de o país ainda processar cerca de 60% de suas cargas digitais no exterior, o Brasil reúne vantagens estratégicas como matriz energética majoritariamente renovável, posição geográfica favorável à conectividade internacional e mercado interno em expansão. Nos últimos anos, o governo avançou na construção de um marco regulatório, com destaque para resoluções da Anatel, a criação do regime fiscal ReData e ajustes nas Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), oferecendo dois caminhos principais de incentivos aos investidores. Enquanto as ZPEs são mais restritivas e voltadas à exportação, o ReData surge como alternativa mais flexível e alinhada ao fortalecimento do processamento doméstico. No entanto, gargalos na transmissão de energia, mudanças recentes nas regras de autoprodução e a necessidade de harmonização entre políticas públicas ainda representam riscos. O sucesso do setor dependerá da ampliação da infraestrutura elétrica, da consolidação do ReData em lei e de maior previsibilidade regulatória. (MegaWhat Energy – 23.01.2026)

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Brasil: Norte Conectado avança e reforça infraestrutura essencial para data centers

O Programa Norte Conectado iniciou a segunda fase de obras com uma grande operação logística no porto de Manaus, envolvendo o transbordo de 3.179 quilômetros de cabos de fibra óptica subfluviais destinados às Infovias 05, 06 e 08. Produzidos sob demanda, os cabos, cerca de 5 mil toneladas, a maior operação do tipo no programa, serão lançados nos rios Madeira, Purus e Juruá, conectando trechos estratégicos entre Amazonas, Rondônia e Acre. Cada cabo possui 24 pares de fibra e capacidade de até 96 terabytes por segundo, ampliando de forma significativa a conectividade regional. Quando concluído, o Norte Conectado contará com 13,2 mil quilômetros de fibras, interligando 70 municípios em seis estados da Amazônia e beneficiando cerca de 7,5 milhões de pessoas. A nova infraestrutura é considerada fundamental para a expansão de serviços digitais avançados, como nuvem e data centers, ao reduzir gargalos de conectividade e criar condições técnicas para a interiorização do processamento e armazenamento de dados na região. (Telesintese – 23.01.2026)

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Brasil: Autoridades pressionam plataforma X por uso indevido de IA e riscos à infraestrutura digital

A ANPD, o MPF e a Senacon emitiram recomendações conjuntas à empresa controladora da plataforma X para conter a geração e a disseminação de conteúdos sintéticos sexualizados indevidos produzidos pelo assistente de IA Grok. A atuação ocorre após denúncias e testes técnicos que indicaram o uso da ferramenta para criar deepfakes com imagens sexualizadas de pessoas reais, incluindo mulheres, crianças e adolescentes, sem consentimento. As autoridades alertam que a prática afeta simultaneamente a proteção de dados pessoais, direitos do consumidor e direitos fundamentais, exigindo resposta coordenada. Entre as medidas recomendadas estão a implementação imediata de salvaguardas técnicas para impedir novas gerações desse tipo de conteúdo, a remoção do material já existente, a suspensão de contas envolvidas e a criação de canais transparentes para denúncias e exercício de direitos dos titulares. Também foi solicitado um relatório de impacto à proteção de dados. Embora o caso não trate diretamente de data centers, ele evidencia o aumento da pressão regulatória sobre operações de IA e sobre a infraestrutura computacional que sustenta a geração de conteúdos sintéticos, com potenciais reflexos na governança e nos custos operacionais dessas plataformas. (Telesintese – 20.01.2026)

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Brasil: Telefônica pede fim da homologação de data centers pela Anatel

A Telefônica Brasil defendeu junto à Anatel a revogação da exigência de homologação prévia de data centers, no âmbito do processo de guilhotina regulatória para 2025–2026. A operadora argumenta que data centers não se enquadram como produtos ou serviços de telecomunicações previstos na Lei Geral de Telecomunicações, mas como infraestruturas multipropósito de tecnologia da informação, o que tornaria a exigência ilegal por extrapolar o mandato da agência. Segundo a empresa, a Resolução nº 740/2020 já oferece instrumentos adequados de regulação baseada em risco, especialmente em segurança cibernética e proteção de infraestruturas críticas, dispensando a homologação de edificações. A Telefônica também aponta conflito da exigência com a Lei da Liberdade Econômica e com o ReData, regime fiscal da Política Nacional de Data Centers, ao criar barreiras, custos adicionais e atrasos incompatíveis com a atração de investimentos. A empresa destaca ainda que o setor já adota certificações técnicas internacionais amplamente reconhecidas, tornando a homologação redundante e prejudicial à expansão da infraestrutura digital no país. (Telesintese – 20.01.2026)

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União Europeia: Pressão regulatória sobre IA pode impactar operação de data centers

O Parlamento Europeu avança na discussão de um relatório preliminar que propõe endurecer a aplicação das regras de direitos autorais sobre empresas de tecnologia que utilizam conteúdos jornalísticos no treinamento de modelos de inteligência artificial. A iniciativa sinaliza a possibilidade de obrigar companhias de IA a remunerar editoras e veículos de imprensa, além de ampliar o escopo regulatório para lidar com deepfakes e manipulações sintéticas geradas por sistemas automatizados. Parlamentares argumentam que os instrumentos legais atuais são insuficientes para proteger jornalistas, editoras e cidadãos diante da extração e reprodução automatizada de conteúdos. Caso adotada, a medida aumentará a pressão regulatória sobre grandes empresas de tecnologia, já submetidas ao Digital Markets Act, e pode gerar impactos indiretos sobre data centers que sustentam cargas intensivas de treinamento e processamento de IA na Europa. Ao reforçar o controle sobre uso de dados e conteúdos, o debate tende a influenciar custos operacionais, modelos de negócio e decisões de localização de infraestrutura digital no continente. (Dig Watch – 20.01.2026)

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Brasil: Anatel aponta limites da regulação tradicional diante de ecossistemas digitais

A Anatel avalia que a regulação tradicional dos serviços de telecomunicações já não é suficiente para enfrentar as transformações recentes do setor, cada vez mais influenciado por mercados adjacentes não regulados, como dispositivos, plataformas digitais e aplicações intensivas em dados. Segundo o Relatório de Monitoramento da Competição do 4º trimestre de 2025, a concorrência deixou de ocorrer apenas entre operadoras e passou a se dar na interseção entre redes, sistemas operacionais, aplicações e infraestrutura digital, o que inclui ambientes de nuvem e data centers que sustentam esses serviços. Nesse cenário, indicadores clássicos de mercado se mostram limitados. O documento destaca o papel estratégico dos smartphones, que hoje condicionam desempenho de rede e qualidade do serviço, além de alertar para a concentração do mercado formal e o avanço de dispositivos não homologados, que geram distorções concorrenciais e impactos técnicos. Apesar desses desafios regulatórios, o setor apresentou crescimento econômico em 2025, com aumento de investimentos, receitas e consumo de dados, reforçando a necessidade de uma abordagem regulatória mais ampla, integrada aos ecossistemas digitais que sustentam a conectividade e o processamento de dados. (Telesintese – 19.01.2026)

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Brasil: Governo garante aprovação do ReData para destravar investimentos em data centers

O governo federal afirmou que o regime fiscal ReData, voltado à atração de investimentos em data centers, não perderá validade e será aprovado antes do vencimento da medida provisória no fim de fevereiro. Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial e Inovação do MDIC, Uallace Moreira, há acordo com o Congresso para incorporar o texto ao projeto de lei de inteligência artificial ou, se não houver consenso, votar a MP separadamente. Mesmo antes da aprovação formal, o governo já adiantou a regulamentação, com decretos e portarias praticamente prontos. Considerado estratégico, o ReData conta com apoio do presidente Lula e de ministérios centrais e é visto como essencial para dar previsibilidade ao setor. De acordo com estimativas oficiais, a política pode atrair até R$ 2 trilhões em investimentos em data centers ao longo da próxima década. Além de impulsionar a infraestrutura digital, o regime também contribuiria para o equilíbrio das contas externas, ao estimular investimentos estrangeiros diretos e reduzir vulnerabilidades macroeconômicas do país. (Telesintese – 19.01.2026)

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Brasil: Incertezas regulatórias sobre IA freiam investimentos em data centers

A indefinição da legislação brasileira sobre o treinamento de modelos de inteligência artificial tem dificultado a atração de investimentos em data centers, segundo relatório da Moody’s sobre o mercado global até 2030. O principal ponto de atenção é o Projeto de Lei 2338/2023, que trata da regulação da IA e ainda enfrenta intensos debates na Câmara dos Deputados, especialmente sobre direitos autorais, proteção de dados e uso de conteúdos. A falta de clareza regulatória adiciona riscos aos projetos e reduz a competitividade do Brasil frente a outros países. Executivos do setor afirmam que, sem um ambiente previsível, torna-se mais barato processar dados brasileiros no exterior do que investir localmente, sobretudo devido ao alto custo de GPUs e à carga tributária. Nesse contexto, a conversão da MP do Redata, que cria um regime especial de tributação para data centers, é vista como crucial para aproveitar a janela global de investimentos até 2030. O atraso pode levar o país a perder parte significativa dessa oportunidade, apesar de vantagens como matriz energética diversificada e experiência regulatória. (Agência Eixos – 19.01.2026)

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Brasil: Data center do TikTok no Ceará é questionado por licenciamento ambiental e uso de geradores a diesel

O data center do TikTok em construção no Complexo do Pecém (CE), parceria da ByteDance com a Omnia, entrou na mira do Ministério Público Federal por possíveis falhas no licenciamento ambiental e pela previsão de uso de 120 geradores a diesel. Segundo perícia do MPF, o empreendimento, licenciado por rito simplificado, deveria ter seguido um processo mais rigoroso, já que o uso extensivo de geradores pode gerar impactos comparáveis aos de uma usina termelétrica. O projeto, que deve consumir inicialmente 200 MW, com expansão para 288 MW até 2028, é apontado como o maior data center do país e envolve investimentos superiores a R$ 200 bilhões. O MPF também questiona o alto consumo de água e possíveis impactos sobre comunidades indígenas. As empresas e o órgão ambiental estadual foram intimados a prestar esclarecimentos, enquanto entidades da sociedade civil defendem a exigência de EIA/RIMA. Apesar das críticas, o empreendimento é visto pelo setor produtivo como vetor de novos investimentos em energia renovável e geração de empregos no Ceará. (Diário do Nordeste – 19.01.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Global: Armazenamento de energia ganha papel estratégico para data centers em 2026

Relatório da Wood Mackenzie aponta que, em 2026, os sistemas de armazenamento de energia deixarão de atuar apenas no suporte às redes elétricas e passarão a ter papel central na expansão de data centers, impulsionados pela demanda de IA. Após a instalação de 106 GW de armazenamento em 2025, a consultoria prevê uso crescente de baterias para acelerar conexões à rede, regular rampas abruptas de carga típicas de treinamentos de IA, aumentar a resiliência contra quedas curtas de energia e apoiar metas de energia limpa 24/7 de grandes empresas de tecnologia. O estudo destaca que data centers já utilizam baterias para garantir resposta à demanda exigida por empresas de energia, encurtando filas de interconexão, além de novas químicas de células voltadas a ciclos intensivos. O relatório também aponta mudanças na cadeia global de suprimentos, redução da dependência da China, avanço de tecnologias não baseadas em lítio e maior exigência regulatória para sistemas “grid-forming”, reforçando o armazenamento como elemento-chave para viabilizar data centers de grande escala e alta densidade energética. (Ess News – 27.01.2026)

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EUA: Emergência energética no Texas aciona uso de data centers como fonte de backup

O Departamento de Energia dos Estados Unidos declarou emergência energética no Texas em 24 de maio, diante de uma forte tempestade de inverno que ameaçou a confiabilidade da rede elétrica estadual, com temperaturas abaixo de –10 °C, gelo e neve. A ordem assinada pelo secretário Chris Wright autorizou o operador local a acionar geração de backup em data centers e outras instalações críticas, em resposta ao aumento abrupto da demanda, à escassez de eletricidade e à limitação da capacidade de geração. A medida buscou evitar falhas semelhantes ao colapso de 2021, quando um congelamento causou mais de 240 mortes. Cerca de 50 mil clientes ficaram sem energia no estado. O governo já havia alertado operadores para liberar energia de reserva, inclusive de data centers, prática comum em situações extremas. Outras redes, como MISO e PJM, também elevaram níveis de alerta e solicitaram autorizações especiais para ampliar a geração, reforçando o papel dos data centers como ativos estratégicos na resiliência energética. (Bloomberglinea – 25.01.2026)

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EUA: Parceria entre data center e baterias acelera conexão à rede no Texas

A desenvolvedora de energia Eolian e a operadora de data centers CyrusOne anunciaram uma parceria inédita em Fort Worth, no Texas, que utiliza a infraestrutura de interconexão elétrica de um sistema de armazenamento em baterias (BESS) para viabilizar rapidamente um novo campus de data center voltado a cargas de IA. O projeto DFW7 será instalado ao lado da instalação Chisholm Grid, um BESS de 100 MW/125 MWh com subestação e acesso direto à rede de transmissão, originalmente construído para fornecer serviços ao sistema elétrico. Ao co-localizar o data center nessa área, a CyrusOne consegue contornar filas de interconexão e antecipar a entrega de capacidade já a partir de 2026. A Eolian modernizará o sistema de baterias, que poderá ser temporariamente retirado de operação, enquanto sua infraestrutura elétrica passa a alimentar o data center. O acordo destaca que, em um cenário de forte expansão da IA, o principal ativo estratégico pode ser a interconexão à rede, e não apenas a geração ou o armazenamento de energia, abrindo um novo modelo econômico para projetos de data centers e BESS. (Ess News – 23.01.2026)

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EUA: Exowatt cria unidade para fornecer energia dedicada a data centers hiperescaláveis

A Exowatt, empresa especializada em armazenamento de energia de longa duração, lançou a ExoRise, nova unidade de negócios voltada ao fornecimento integrado de terrenos, energia e infraestrutura elétrica para data centers hiperescaláveis. A iniciativa combina áreas remotas, geração fora da rede e soluções behind-the-meter com a tecnologia própria da companhia, o sistema P3, que utiliza energia solar armazenada como calor em baterias térmicas de longa duração e convertida em eletricidade sob demanda. Modular e compacta, a solução foi desenhada para garantir fornecimento contínuo 24/7 sem pressionar redes elétricas locais ou repassar custos a consumidores. Segundo a empresa, o modelo busca responder às limitações crescentes de capacidade das redes diante da expansão da IA. O primeiro projeto-piloto deve entrar em operação até o fim de 2026 e apoiar um pipeline superior a 90 GWh em demanda de clientes, posicionando a ExoRise como alternativa energética dedicada para novos data centers. (Data Center Dynamics – 22.01.2026)


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EUA: Sage Geosystems capta US$ 97 mi para escalar energia geotérmica firme para data centers

A Sage Geosystems, empresa de geotermia avançada apoiada pela Meta, levantou US$ 97 milhões em rodada Série B liderada pela Ormat Technologies e pela Carbon Direct Capital, com foco na implantação de sua primeira usina comercial de geração geotérmica por pressão. O recurso será usado em um projeto junto a uma planta existente da Ormat, acelerando a entrada da tecnologia no mercado e sua escala para atender à crescente demanda energética de data centers. Diferente da geotermia convencional, a solução da Sage utiliza técnicas similares ao fracking para extrair calor de rochas secas e profundas, ampliando o potencial de geração firme e contínua. O sistema modular permite expansão rápida e pode ser instalado em diversas regiões, característica atrativa para data centers que buscam energia estável e de baixo carbono. A tecnologia já atraiu hyperscalers, com a Meta firmando acordos para até 300 MW em projetos nos EUA a partir de 2027, reforçando a geotermia como alternativa estratégica para infraestrutura digital intensiva em energia. (Data Center Dynamics – 22.01.2026)

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China: expansão acelerada de energia fortalece data centers e ambições em IA

A China está ampliando rapidamente sua vantagem sobre os Estados Unidos na geração de energia, movimento estratégico para sustentar a expansão de data centers e fortalecer sua competitividade em inteligência artificial. Em 2025, o país adicionou cerca de 470 GW de nova capacidade de geração, sete vezes mais que os 64 GW estimados para os EUA, consolidando uma liderança que já era 150% superior em 2024. Impulsionado principalmente por fontes renováveis, como solar e eólica, além da construção de novos reatores nucleares, o avanço garante eletricidade abundante e de baixo custo, fator crítico para data centers de IA, intensivos em energia. Enquanto os EUA podem enfrentar déficit de até 44 GW para data centers até 2028, a China projeta que esse segmento salte de 1,7% do consumo elétrico em 2024 para 5,3% em 2030. Com preços de energia significativamente mais baixos, empresas chinesas conseguem compensar chips menos avançados com maior escala computacional, criando um ambiente favorável à expansão de data centers e ao desenvolvimento acelerado de IA. (Valor Econômico - 21.01.2026)

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EUA: Trump defende expansão energética e nuclear para sustentar data centers de IA

Em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país lidera o mercado global de inteligência artificial com ampla vantagem sobre a China, atribuindo esse avanço à liberdade concedida às grandes empresas para desenvolverem suas próprias capacidades de geração de energia. Segundo ele, os EUA precisam dobrar a produção energética para atender à crescente demanda de data centers e fábricas ligadas à IA, considerados infraestrutura estratégica para a competitividade tecnológica. Trump criticou a matriz chinesa, alegando que, apesar do investimento em parques eólicos, o país segue fortemente dependente do carvão. No caso americano, destacou incentivos à energia nuclear como solução para garantir eletricidade abundante, estável e segura para os data centers, reconhecendo avanços significativos em segurança nuclear. A declaração reforça a centralidade da energia, especialmente nuclear, no planejamento de longo prazo dos Estados Unidos para viabilizar a expansão de data centers e manter a liderança global em inteligência artificial. (Agência Eixos – 21.01.2026)

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EUA: OpenAI cria plano para evitar impacto energético de data centers de IA

A OpenAI anunciou o Stargate Community Plan, iniciativa voltada a mitigar o impacto de seus data centers de IA sobre os custos de eletricidade nas regiões onde implanta o projeto Stargate. Segundo a empresa, o compromisso central é “pagar o próprio caminho” no fornecimento de energia, garantindo que suas operações não elevem as tarifas para outros consumidores. O plano será adaptado a cada localidade e inclui desde a construção de geração e armazenamento dedicados até o financiamento integral de novos recursos de geração e transmissão. A estratégia envolve coordenação antecipada com concessionárias, reguladores estaduais e operadores de rede, além da operação dos campi de IA como cargas flexíveis, com possibilidade de redução de consumo em horários de pico. A OpenAI citou exemplos em Wisconsin, Michigan e Texas, onde parceiros como Oracle, Vantage e SoftBank financiam integralmente a infraestrutura elétrica necessária. A iniciativa surge em meio a pressões políticas para que data centers arquem com os custos da nova geração elétrica e ao debate sobre o uso de gás natural para sustentar grandes projetos de IA. (Data Center Dynamics – 21.01.2026)

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EUA: Crescimento dos data centers pressiona redes elétricas e exige novas estratégias

A rápida expansão da inteligência artificial generativa, da computação em nuvem e do processamento massivo de dados está provocando um aumento sem precedentes na demanda por eletricidade nos Estados Unidos, colocando os data centers no centro do debate energético. Segundo relatório da Accenture, esse setor pode responder por até 23% do consumo elétrico do país até 2033, intensificando gargalos em uma infraestrutura de rede já pressionada e pouco preparada para crescimento concentrado. O estudo aponta que provedores de energia precisarão ir além do modelo tradicional, modernizando redes, agilizando processos de conexão e estreitando parcerias com hiperescaladores. Entre os temas centrais estão o deslocamento regional de clusters de data centers em busca de energia mais barata e confiável, a evolução do mix energético, com destaque para gás natural, nuclear e tecnologias de captura de carbono, e a necessidade de soluções capazes de garantir fornecimento contínuo 24/7. O relatório defende que superar esses entraves é essencial para sustentar o avanço dos data centers e, consequentemente, da economia digital. (Data Center Dynamics – 20.01.2026)

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Global: Consumo de energia dos data centers deve alcançar 600 TWh em 2026

A demanda global por data centers deve atingir cerca de 600 TWh em 2026, segundo projeções da Agência Internacional de Energia (AIE), representando um aumento de 14% em relação a 2025 e de 20% frente ao consumo registrado em 2024. De acordo com relatório da Moody’s, esse crescimento é impulsionado principalmente pela expansão acelerada da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais, com grande parte da nova capacidade já pré-alugada por hiperescaladores, reduzindo o risco de ociosidade, mas ampliando a concentração de clientes. A agência aponta que o setor seguirá crescendo a taxas de dois dígitos, embora enfrente restrições relevantes, como limitações de oferta de energia, riscos regulatórios e oposição local devido ao consumo de eletricidade e água. Custos elevados de construção, mão de obra especializada e GPUs também pressionam o mercado, levando operadores a buscar estruturas alternativas de financiamento. Ainda assim, bancos e investidores institucionais continuam a sustentar a expansão, reforçando o papel estratégico dos data centers na economia digital global. (Agência CanalEnergia – 19.01.2026)

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EUA: Governo pressiona PJM para repassar custo da expansão elétrica aos data centers

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump e apoiado por 13 governadores, apresentou um plano que pode redesenhar o mercado de data centers na região atendida pelo PJM Interconnection, principal operador de rede em estados como Virgínia e Ohio. A proposta prevê a realização de um leilão emergencial inédito, no qual empresas de data centers disputariam contratos de 15 anos para viabilizar nova capacidade de geração elétrica dedicada, além do incentivo à construção de mais de US$ 15 bilhões em usinas de base, sobretudo a gás natural. A iniciativa responde ao forte crescimento da demanda , com aumento de 22% na última rodada de capacidade , e à aposentadoria prevista de usinas até 2030, fatores que pressionam preços e elevam contas residenciais. O plano sinaliza uma mudança estrutural: data centers passariam a assumir papel central no financiamento da nova geração necessária ao avanço da IA. Apesar de críticas sobre impactos ambientais e gargalos na cadeia de turbinas a gás, a proposta já levou o PJM a anunciar medidas para acelerar suprimento, rever conexões e permitir maior autoprodução, reforçando que o custo da expansão energética tende a recair cada vez mais sobre grandes cargas como os data centers. (Data Center Dynamics – 19.01.2026)

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Brasil: Câmara avança em isenção para nuclear e reforça debate energético ligado a data centers

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou proposta que isenta usinas nucleares do pagamento da quota da Reserva Global de Reversão (RGR), encargo do setor elétrico criado para indenizar investimentos não amortizados e financiar programas como o Luz para Todos. O texto, substitutivo do relator Max Lemos ao PL 3713/23, ajusta a regra ao argumento de que usinas nucleares operam sob regime de exploração direta da União, e não por concessão, o que tornaria a cobrança conceitualmente inadequada. Segundo o autor da proposta, o encargo gerou um desembolso de cerca de R$ 95 milhões à Eletronuclear entre 2021 e 2022, pressionando o caixa da estatal e dificultando o desenvolvimento da energia nuclear no país. A medida segue agora para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça. Embora não trate diretamente de data centers, a iniciativa ganha relevância ao reduzir custos da geração nuclear, fonte cada vez mais discutida como alternativa estável e de longo prazo para suprir grandes cargas elétricas, como data centers e projetos de inteligência artificial. (Câmara dos Deputados – 19.01.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: Indústria eletroeletrônica vê alta da IA impulsionar demanda por componentes para data centers

A indústria eletroeletrônica brasileira encerrou 2025 com queda no ritmo de vendas e encomendas, mas mantém expectativas positivas para 2026, segundo sondagem da Abinee, com maioria das empresas prevendo crescimento, investimentos e contratações. O desempenho recente mostrou estabilidade no emprego, capacidade instalada em 77% e redução nas pressões de custos e dificuldades logísticas. No comércio exterior, exportações seguem pressionadas por tarifas e retração da demanda em mercados como os Estados Unidos. Apesar disso, o avanço global da inteligência artificial tem elevado a demanda por componentes, especialmente memórias e semicondutores, impactando preços e sinalizando oportunidades ligadas à expansão da infraestrutura digital e de data centers. A expectativa do setor é investir em automação e modernização produtiva para acompanhar o crescimento dessas aplicações, que ampliam a necessidade de equipamentos eletrônicos e insumos tecnológicos. (Telesintese – 30.01.2026)

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Brasil: Avanço da IA pressiona operadoras e amplia demanda por data centers e edge

O setor de telecomunicações enfrenta custos crescentes, receitas estagnadas e redes cada vez mais complexas, o que limita investimentos e acelera a busca por eficiência operacional por meio da inteligência artificial. Com o tráfego de dados crescendo até 40% ao ano e grande parte do orçamento destinada a energia e manutenção, operadoras passam por uma transição para modelos digitais e automatizados. A evolução tecnológica, impulsionada por IA, 6G e serviços imersivos, deve ampliar significativamente a necessidade de capacidade computacional, levando à expansão de data centers, redes ópticas e infraestrutura de edge computing. A inferência em tempo real exigirá baixa latência e maior integração entre conectividade e processamento, transformando ativos de rede em pontos estratégicos para serviços distribuídos. Nesse cenário, as operadoras disputam espaço com provedores de nuvem, mas também encontram oportunidades ao oferecer colocation, conectividade e presença local para sustentar a nova geração de aplicações digitais. (Telesintese – 29.01.2026)

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Brasil: Crescimento da mensageria impulsiona tráfego digital e infraestrutura de data centers

Dados divulgados pela Infobip em 27 de janeiro mostram que o SMS segue relevante no Brasil mesmo com o avanço do WhatsApp Business, reforçando a convivência entre diferentes canais de comunicação e o aumento do tráfego digital processado por grandes plataformas. Durante a Black Friday e a Cyber Monday de 2025, a empresa intermediou 335,6 milhões de mensagens no país, quase o dobro do ano anterior, com forte crescimento tanto em SMS quanto em WhatsApp, além da expansão acelerada do RCS. Esse volume crescente de mensagens, associado a usos críticos como autenticação, notificações e transações, amplia a demanda por infraestrutura robusta de conectividade, processamento e armazenamento de dados. Globalmente, a Infobip processou 610 bilhões de mensagens em 2025 e opera com infraestrutura distribuída em cerca de 42 data centers, majoritariamente em nuvem. No Brasil, o aumento do tráfego e da adoção de plataformas de mensageria por setores como varejo, finanças e logística reforça o papel estratégico dos data centers como base para a escalabilidade, confiabilidade e baixa latência exigidas pela comunicação digital em larga escala. (Telesintese – 27.01.2026)

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Brasil: Plataforma de IA em Goiás amplia vigilância digital e demanda por infraestrutura de dados

O Governo de Goiás lançou em 26 de janeiro a plataforma IA Contra o Crime, sistema que utiliza algoritmos de inteligência artificial para análise integrada de dados e imagens de segurança pública, apoiando a atuação das forças policiais. A solução já opera em nove municípios do Entorno do Distrito Federal e deve cobrir todo o estado até abril, conectando cerca de 22 mil câmeras em rede e formando um “cinturão digital”. A plataforma possui módulos de identificação de veículos e de pessoas, capazes de reconhecer padrões visuais, características físicas e comportamentos fora do padrão, gerando alertas em tempo real para viaturas policiais. O processamento contínuo de imagens e dados em larga escala exige infraestrutura robusta de conectividade, armazenamento e computação, reforçando a importância de data centers e redes de alta capacidade para sustentar aplicações críticas de IA no setor público. Segundo o governo, o projeto-piloto elevou em 80% a elucidação de crimes, integrando tecnologia, análise avançada e resposta operacional em tempo real. (Telesintese – 27.01.2026)

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EUA: Construção de data centers impulsiona demanda por concreto de baixo carbono

A expansão acelerada de data centers voltados à inteligência artificial nos Estados Unidos está ampliando a preocupação com as emissões associadas à construção dessas instalações, especialmente pelo uso intensivo de concreto, material com alta pegada de carbono. Estima-se que, até 2030, a expansão do setor exigirá cerca de 2 milhões de toneladas de cimento, o que pode gerar até 1,9 milhão de toneladas de CO₂ se forem usados métodos tradicionais. Diante disso, grandes empresas de tecnologia passaram a firmar acordos para adquirir concreto de baixo carbono e investir em startups do setor, buscando reduzir as chamadas emissões incorporadas, que ocorrem antes mesmo da operação dos servidores. A iniciativa é vista como estratégica para cumprir metas climáticas e preparar a cadeia produtiva para o aumento da demanda, embora cortes em financiamentos públicos tenham desacelerado parte dos projetos industriais ligados à produção de cimento sustentável. (Folha de São Paulo – 27.01.2026)

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Países Baixos: Startup Lucend usa IA para elevar eficiência energética de data centers

A Lucend, empresa holandesa anteriormente conhecida como Coolgradient, captou US$ 3,3 milhões em rodada seed para expandir nos Estados Unidos sua plataforma de inteligência artificial voltada à otimização do resfriamento em data centers. A solução, chamada Transparent AI, analisa bilhões de pontos de dados diariamente e gera recomendações prescritivas para operadores, mantendo um modelo “human-in-the-loop” que garante supervisão humana e reduz riscos operacionais. Já em operação em data centers de empresas como Digital Realty, Global Switch e T5 na Europa e Ásia, a plataforma coleta informações de diferentes climas, arquiteturas e sistemas, incluindo chillers, UPSs, geradores e parâmetros como temperatura, pressão e velocidade de ventiladores. Segundo a Lucend, clientes atuais alcançaram redução média de 25% no consumo de energia, 30% no uso de água e melhora significativa no PUE, sem novos investimentos em capital. A proposta atende à crescente pressão por eficiência, sustentabilidade e confiabilidade em data centers impulsionados pela expansão da inteligência artificial. (Data Center Dynamics – 27.01.2026)

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Global: Data centers no espaço surgem como complemento experimental

O avanço da inteligência artificial, a queda nos custos de lançamento espacial e a evolução de satélites reacenderam o debate sobre a viabilidade de data centers fora da Terra. Embora defensores apontem vantagens como energia solar abundante, refrigeração “natural”, menor latência para aplicações espaciais e redução do impacto ambiental terrestre, a análise técnica revela limitações relevantes. No espaço, a dissipação de calor é mais complexa e exige grandes radiadores, enquanto a geração de energia enfrenta desafios de estabilidade, armazenamento e degradação de painéis. Além disso, a manutenção e substituição de hardware tornam-se extremamente caras e arriscadas. O uso mais realista envolve processamento local para aplicações espaciais específicas, inferência, compressão de dados e funções de edge computing, além de casos como backup soberano e armazenamento imutável em órbita. Assim, data centers espaciais tendem a atuar como extensão complementar e experimental, enquanto os pilares da infraestrutura digital , energia confiável, escala, eficiência e interconexão , seguem fundamentalmente ancorados na Terra. (Telesintese – 26.01.2026)

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Global: Modularidade redefine construção de data centers de IA de alta densidade

O avanço acelerado da inteligência artificial está transformando a forma de projetar e construir data centers, impulsionando a adoção de modelos modulares e pré-integrados para atender a racks cada vez mais densos, que já superam 130 kW. Em 2026, a prioridade deixou de ser apenas expansão e passou a incluir velocidade de implantação, precisão térmica e eficiência energética. A construção modular desloca parte relevante do trabalho para fábricas, reduzindo riscos, prazos e falhas no canteiro, além de melhorar o controle de qualidade e a previsibilidade da entrega. Ao mesmo tempo, centros modernos adotam um modelo híbrido de resfriamento, combinando líquido e ar, já que parte do calor ainda é dissipada por equipamentos auxiliares. Sistemas integrados de contenção térmica e serviços permitem incorporar energia, telecom, sensores e refrigeração desde a origem, simplificando a instalação e facilitando futuras atualizações. Esse modelo surge como vantagem estratégica para sustentar a rápida expansão da infraestrutura digital. (Data Center Dynamics – 24.01.2026)

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Global: DCX lança CDU de nova geração para resfriamento líquido de data centers de IA

A DCX Liquid Cooling Systems anunciou o lançamento de sua nova unidade de distribuição de resfriamento (CDU) de segunda geração, a FDU V2AT2, projetada para atender data centers voltados a cargas intensivas de inteligência artificial. O equipamento oferece até 8,15 MW de capacidade de transferência térmica e suporta resfriamento por água morna a 45 °C, compatível com as arquiteturas Nvidia NVL72 GB200/GB300 Blackwell e a futura linha Vera Rubin. Segundo a empresa, essa abordagem pode eliminar a necessidade de chillers em muitos projetos, reduzindo custos de capital e operação. A nova CDU substitui múltiplas unidades “legacy” de menor capacidade, simplifica a topologia dos circuitos de resfriamento e prepara os data centers para ciclos futuros de hardware de alta densidade. Com disponibilidade imediata, a solução reforça a tendência de CDUs em escala de megawatts como elemento central na evolução de data centers de IA e HPC, onde o resfriamento líquido se torna essencial para viabilizar densidades cada vez mais elevadas. (Data Center Dynamics – 21.01.2026)

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Brasil–EUA: Novo cabo submarino Synapse reforça conectividade para data centers e IA

A V.tal anunciou em 20 de janeiro o projeto do cabo submarino internacional Synapse, que conectará Tuckerton, em Nova Jersey, à cidade de São Paulo, com 9.700 quilômetros de extensão, 16 pares de fibra e capacidade total de 320 Tb. Apresentado durante o Pacific Telecommunications Council (PTC), o sistema foi concebido para atender ao crescimento acelerado do tráfego de dados impulsionado por aplicações de inteligência artificial, computação em nuvem e expansão de data centers. O cabo utilizará tecnologia SDM e arquitetura Open Cable, permitindo circuitos de até 800 Gbps, além de contar com uma nova rota terrestre em fibra até São Paulo. O projeto inclui ainda uma ramificação em Fortaleza, conectando diretamente o data center Mega Lobster (TFOR3), da Tecto, ampliando a conectividade internacional a partir do Nordeste. Planejado para alta resiliência e futuras expansões, o Synapse poderá ganhar ramificações para outras cidades brasileiras e para a Colômbia. A construção deve começar no segundo semestre de 2026, com conclusão prevista entre 2029 e 2030. (Telesintese – 20.01.2026)

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EUA: Debate sobre exportação de chips de IA reacende alerta para data centers chineses

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que permitir a venda de chips avançados de inteligência artificial para a China é um erro grave, com profundas implicações para a segurança nacional dos Estados Unidos, em meio à decisão do governo americano de flexibilizar restrições e autorizar a Nvidia a vender seus processadores H200 ao país asiático. Segundo Amodei, esses chips podem acelerar significativamente o desenvolvimento de IA na China, inclusive em aplicações militares, comparando a medida à venda de armas nucleares a regimes hostis. A mudança de política representa uma vitória para a Nvidia, que defende que a manutenção do embargo apenas estimularia o desenvolvimento de alternativas domésticas chinesas. O H200 é o chip mais avançado atualmente liberado para exportação, sendo amplamente utilizado em data centers de IA, enquanto gerações mais potentes, como Blackwell e a futura linha Vera Rubin, seguem restritas. A discussão destaca o papel estratégico dos data centers como infraestrutura central para o avanço da IA e o equilíbrio delicado entre competitividade industrial, segurança nacional e controle tecnológico global. (Bloomberglinea – 20.01.2026)

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EUA: Google DeepMind avalia China como atrasada na fronteira de IA e destaca os impactos na infraestrutura de IA

O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que as empresas chinesas de inteligência artificial ainda não conseguiram inovar além da tecnologia de fronteira e permanecem cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais. Em entrevista à Bloomberg durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, ele disse que a reação ao modelo R1 da DeepSeek foi exagerada, reconhecendo, porém, que a startup chinesa desenvolveu uma solução “impressionante” apesar das restrições de acesso a semicondutores avançados. Segundo Hassabis, essas limitações forçaram abordagens alternativas, mas ainda impedem saltos disruptivos. O cenário pode mudar com a flexibilização parcial, pelo governo dos EUA, das regras de exportação de chips de IA, decisão que afeta diretamente a capacidade chinesa de escalar modelos e data centers de alto desempenho. O debate ocorre em meio à intensificação da corrida global por infraestrutura de IA, na qual grandes laboratórios investem pesadamente em chips, energia e data centers para sustentar modelos cada vez mais complexos. (Bloomberglinea – 20.01.2026)

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Global: Resfriamento líquido vira fator crítico para viabilizar data centers de IA de alta densidade

O avanço acelerado da inteligência artificial e da computação de alto desempenho está elevando drasticamente a densidade de potência nos data centers, tornando o resfriamento líquido direto no chip uma necessidade inevitável, segundo análise de John Shultz, da Salute. GPUs de última geração da Nvidia já operam acima de 120 kW por rack e devem ultrapassar 1 MW em modelos futuros, superando em muito os limites do resfriamento a ar tradicional. Embora essencial, a adoção do resfriamento líquido amplia riscos operacionais, como vazamentos, falhas de equipamentos e impactos à segurança, exigindo uma mudança profunda nos modelos de operação. Para mitigar esses riscos, o artigo destaca a importância de avaliações detalhadas de projeto, comissionamento rigoroso, gestão ponta a ponta dos sistemas e da química dos fluidos, além de detecção de vazamentos e resposta rápida a incidentes. A transição para data centers de IA demanda novos processos, treinamento especializado e um modelo operacional específico, tornando o resfriamento líquido um dos principais desafios estratégicos para proteger investimentos bilionários em infraestrutura de IA. (Data Center Dynamics – 20.01.2026)

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EUA: Infinium entra no mercado de data centers com fluidos de imersão de baixo carbono

A Infinium, empresa especializada em eFuels sintéticos de baixo carbono, anunciou sua entrada no setor de data centers com o lançamento do Infinium Edge, uma nova linha de fluidos dielétricos para resfriamento por imersão voltada a ambientes de alta densidade e aplicações de IA. Produzidos a partir de processos químicos sintéticos proprietários em suas instalações de eFuel, os líquidos prometem alto desempenho térmico, estabilidade e segurança, alinhados à crescente demanda por eficiência energética em data centers. A companhia também revelou a oferta de “fábricas de IA” modulares baseadas em imersão, embora sem divulgar detalhes técnicos. Segundo a Infinium, o resfriamento tornou-se um dos principais gargalos para a expansão da infraestrutura de IA, e a solução busca reduzir esse entrave com menor pegada de carbono. O movimento posiciona a empresa ao lado de grandes grupos petroquímicos e químicos que já disputam o mercado de fluidos de imersão, reforçando a centralidade do resfriamento avançado para a evolução dos data centers de próxima geração. (Data Center Dynamics – 19.01.2026)

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Global: Design torna-se fator crítico para viabilizar data centers de IA em larga escala

A crescente demanda global por data centers impulsionados pela inteligência artificial está elevando a importância do design como elemento central para viabilizar projetos eficientes, resilientes e escaláveis. Com cargas de trabalho baseadas em GPUs exigindo consumo energético elevado e variável, a concepção técnica passou a influenciar diretamente a velocidade de implantação, a eficiência operacional e a estabilidade das redes elétricas. Decisões tomadas nas fases iniciais, como acesso à energia, escolha de localização, modelagem de consumo e estratégias de resfriamento, podem evitar atrasos, custos extras e limitações de capacidade. O texto destaca que centros voltados à IA demandam infraestrutura capaz de lidar com picos súbitos de energia, exigindo subestações adaptadas, sistemas de balanceamento de carga e redundância elétrica. Além disso, um planejamento técnico robusto facilita processos regulatórios e reduz riscos associados a licenças e conexões, tornando o design um diferencial competitivo para expandir data centers com rapidez e segurança. (Data Center Dynamics – 22.12.2025)

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