Data Center 15
Tendências de Mercado
Artigo de Alexandre Ribas: "Prata: gargalo invisível da nova economia elétrica"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Alexandre Ribas (CEO da Falconi) trata da forte valorização da prata como reflexo de um desequilíbrio estrutural entre oferta e demanda, impulsionado pela transição energética, eletrificação dos transportes, digitalização da economia e expansão de tecnologias avançadas que reposicionaram o metal como insumo crítico da nova base industrial global. O autor destaca que mais da metade da demanda mundial já é industrial, especialmente em painéis solares, veículos elétricos, semicondutores e data centers, enquanto a oferta permanece rígida por depender majoritariamente da mineração como subproduto, enfrentar queda na qualidade dos minérios, restrições regulatórias e anos de subinvestimento. Com déficits recorrentes e estoques em níveis historicamente baixos, a prata passa a representar um potencial gargalo sistêmico da economia elétrica. Nesse contexto, Ribas argumenta que empresas precisam abandonar estratégias tradicionais de suprimento e adotar abordagens mais robustas, como contratos de longo prazo, diversificação de fornecedores, reciclagem e inovação produtiva, ressaltando que a gestão de metais críticos tornou-se um fator estratégico decisivo para a competitividade e para a formulação de políticas industriais de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 20.01.2026)
Artigo de Renata Menescal: "Data centers devem dobrar consumo de energia no Brasil e hidrelétricas serão decisivas para garantir potência firme e segurança energética no país"
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Renata Menescal (diretora Jurídico/Regulatório da Abragel) trata do impacto acelerado da economia digital sobre a demanda por energia no Brasil e defende a hidroeletricidade como pilar estratégico para sustentar a expansão dos data centers, cujo consumo pode mais que dobrar até 2029, segundo estudo do MIT Technology Review Brasil. A autora argumenta que a necessidade de fornecimento contínuo, estável e previsível dessas infraestruturas recoloca a segurança elétrica no centro do planejamento energético, especialmente diante do novo marco regulatório do setor, que pela primeira vez reconhece formalmente o papel estratégico das hidrelétricas nas políticas energética e de recursos hídricos. Mesmo com o avanço de fontes eólica e solar, Menescal destaca que as hidrelétricas permanecem insubstituíveis por oferecerem potência firme, flexibilidade operativa, armazenamento e estabilidade ao sistema, atributos essenciais para compensar a intermitência das renováveis. Nesse contexto, sustenta que a consolidação da hidroeletricidade como política de Estado é condição decisiva para garantir modicidade tarifária, segurança de suprimento e competitividade do Brasil como hub da economia digital. (GESEL-IE-UFRJ – 20.01.2026)
Estados Unidos: OpenAI adota anúncios para financiar expansão de IA e data centers
A OpenAI começará a testar anúncios no aplicativo ChatGPT para usuários dos Estados Unidos, marcando uma mudança relevante em seu modelo de negócios para ampliar receitas e sustentar os altos custos de infraestrutura. Os anúncios serão exibidos nas próximas semanas para usuários logados na versão gratuita e no plano de baixo custo “Go”, de US$ 8 mensais. A iniciativa busca diversificar fontes de receita antes de uma eventual abertura de capital e ajudar a compensar investimentos estimados em cerca de US$ 1,4 trilhão em data centers e chips voltados à inteligência artificial. Embora represente uma inflexão em relação ao foco histórico em assinaturas, a OpenAI afirma que os anúncios serão claramente separados das respostas e não influenciarão o conteúdo gerado pelo ChatGPT. Com mais de 800 milhões de usuários semanais, a empresa segue estratégia semelhante à de gigantes como Google e Meta, usando publicidade para subsidiar produtos intensivos em computação. O movimento reforça como a expansão de data centers se tornou central para viabilizar economicamente a próxima fase da IA em escala global. (Bloomberglinea – 16.01.2026)
Estados Unidos: demanda de data centers impulsiona maior alta no consumo elétrico desde 2000
A Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) projeta o maior crescimento da demanda elétrica no país desde 2000, impulsionado principalmente pela expansão acelerada dos data centers. Segundo o relatório Short-Term Energy Outlook, o consumo de eletricidade deve crescer 1% em 2026 e 3% em 2027, marcando o período de quatro anos consecutivos de alta mais forte em mais de duas décadas. As concessionárias já estimam aumentos expressivos de carga, com dezenas de gigawatts ligados a novos data centers até o fim da década. Para atender essa demanda, a EIA prevê forte expansão da geração solar, com acréscimo de cerca de 70 GW de capacidade, enquanto o gás natural permanece relevante e o carvão perde espaço, apesar de apoio político para manter usinas em operação. A combinação entre crescimento dos data centers, pressão sobre a rede elétrica e mudanças nas políticas energéticas redefine o planejamento do setor elétrico e o ritmo de implantação de novas infraestruturas de data centers nos Estados Unidos. (Data Center Dynamics – 15.01.2026)
Global: Microsoft amplia estratégia climática para compensar emissões de data centers
A Microsoft firmou um acordo recorde com a Indigo Carbon para a compra de 2,85 milhões de créditos de carbono baseados em solo, ligados à agricultura regenerativa nos Estados Unidos, como parte de sua meta de se tornar negativa em carbono até 2030. O contrato, com duração de 12 anos, pode movimentar entre US$ 171 milhões e US$ 228 milhões, considerando preços estimados entre US$ 60 e US$ 80 por tonelada. A iniciativa ocorre em um momento em que as emissões da empresa crescem impulsionadas pela expansão da inteligência artificial e dos data centers, altamente intensivos em energia. Os créditos são gerados a partir de práticas agrícolas que aumentam a captura de carbono no solo, beneficiando também os agricultores, que recebem a maior parte da receita. Para a Microsoft, maior compradora global de créditos de remoção de carbono, o acordo reforça o uso desses instrumentos para compensar as emissões associadas à operação e à rápida expansão de sua infraestrutura digital, incluindo data centers voltados a IA, embora o modelo ainda enfrente questionamentos sobre mensuração e permanência dos resultados climáticos. (CNN– 15.01.2026)
Global: Moody’s projeta US$ 3 tri em investimentos e aceleração dos data centers
A corrida global por capacidade de data centers entrou em uma nova etapa, impulsionada pela explosão da inteligência artificial, da computação em nuvem e da digitalização de serviços. Segundo a Moody’s Ratings, os investimentos ligados à expansão dessa infraestrutura devem somar ao menos US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, sendo entre US$ 700 bilhões e US$ 1 trilhão destinados à construção física dos data centers e o restante concentrado em equipamentos de computação e infraestrutura operacional. Grandes hiperescaladores como Microsoft, Amazon, Google, Oracle e Meta já pré-contratam volumes expressivos de espaço e energia, reduzindo o risco de vacância, mas aumentando a concentração de receita em poucos inquilinos. O avanço pressiona cadeias de suprimento, mão de obra especializada e consumo de energia, que deve alcançar 600 TWh em 2026. Regionalmente, os Estados Unidos lideram em escala, a Ásia-Pacífico cresce mais rápido, a Europa avança de forma seletiva e a América Latina, com destaque para o Brasil e São Paulo, ganha relevância como mercado estratégico para data centers de grande porte. (Forbes – 13.01.2026)
Estados Unidos: Leasing antecipa expansão e redefine estratégia de data centers hyperscale
O mercado de data centers hyperscale nas Américas entrou em uma nova fase, na qual velocidade, previsibilidade e planejamento de longo prazo se tornaram mais relevantes do que o volume bruto de construção. Nesse contexto, o leasing passou de etapa transacional a instrumento estratégico para garantir capacidade futura. Nos Estados Unidos, essa dinâmica é mais evidente, especialmente no Norte da Virgínia, maior mercado hyperscale do mundo, hoje pressionado por restrições de energia, escassez de terrenos e prazos regulatórios mais longos. Como resposta, hyperscalers estão firmando contratos antecipados para prédios inteiros ou grandes campi, muitas vezes com dezenas ou centenas de megawatts, enquanto projetos menores perdem espaço. Paralelamente, o Sudeste dos EUA desponta como região de rápido crescimento, apoiada por planejamento energético coordenado, incentivos estaduais e áreas greenfield, com grande parte da capacidade já pré-alugada antes da construção. Essa antecipação também impulsiona mercados emergentes no sul da Virgínia e estados vizinhos, fortalecendo ecossistemas locais. Assim, o leasing se consolida como ferramenta-chave para reduzir riscos, acelerar entregas e orientar onde os próximos data centers hyperscale serão desenvolvidos. (DCByte– 12.01.2026)
Estados Unidos: Tendências de IA impulsionam demanda por data centers e infraestrutura digital em 2026
As principais tendências de tecnologia de consumo para 2026 indicam que a inteligência artificial generativa deixou de ser uma moda passageira e passou a remodelar profundamente o uso de dispositivos, serviços online e sistemas digitais, com impactos diretos sobre data centers e infraestrutura de computação. A popularização de chatbots conversacionais, assistentes de voz mais naturais, robôs humanoides, óculos inteligentes e táxis autônomos amplia de forma significativa a demanda por processamento em nuvem, baixa latência e alta disponibilidade. Grandes empresas de tecnologia aceleram a integração da IA em buscadores, navegadores, aplicativos e sistemas operacionais, tornando a IA quase onipresente no dia a dia dos usuários. Esse movimento exige data centers mais robustos, escaláveis e eficientes para sustentar cargas intensivas de IA, aprendizado de máquina e análise em tempo real. Ao mesmo tempo, a expansão de serviços autônomos e dispositivos conectados reforça a importância da resiliência energética e operacional dessas instalações, consolidando os data centers como a espinha dorsal invisível da próxima fase da computação pessoal e da economia digital. (O Globo – 09.01.2026)
Estados Unidos: Gartner aponta tendências de I&O que moldarão data centers até 2026
O Gartner destacou seis tendências que devem impactar significativamente a área de Infraestrutura e Operações (I&O) nos próximos 12 a 18 meses, com reflexos diretos sobre data centers e ambientes de nuvem. Entre elas, a computação híbrida ganha centralidade ao integrar recursos diversos de computação, armazenamento e rede, permitindo arquiteturas mais flexíveis e preparadas para o futuro. A IA agêntica e as plataformas de governança de IA ampliam a automação, a eficiência operacional e o controle de riscos, exigindo data centers mais robustos e inteligentes. A computação com eficiência energética surge como prioridade para reduzir consumo de energia e pegada de carbono, impulsionando o uso de tecnologias emergentes e práticas sustentáveis. Já a segurança contra desinformação passa a ser crítica para proteger identidade, comunicações e reputação digital. Por fim, a geopatriação influencia a localização e a operação de data centers, com a migração de cargas de trabalho para infraestruturas regionais ou nacionais, visando soberania operacional, resiliência e mitigação de riscos geopolíticos. (ABES– 07.01.2026)
China: Baidu e Huawei concentram mercado de nuvem GPU e impulsionam data centers de IA
Baidu e Huawei responderam por mais de 70% do mercado chinês de nuvem GPU no primeiro semestre de 2025, segundo relatório da Frost & Sullivan citado pelo South China Morning Post. A Baidu liderou com 40,4% de participação, seguida pela Huawei, com 30,1%, evidenciando a adoção de uma estratégia full stack que integra chips, software e infraestrutura de data centers para competir com o ecossistema CUDA da Nvidia. O estudo aponta que essas empresas estão conectando dezenas de milhares de chips próprios em grandes pools virtuais de computação, embora o setor ainda enfrente limitações em desempenho de hardware, ecossistemas de software e integração em larga escala. Restrições na cadeia de suprimentos de GPUs afetaram investimentos de gigantes como Tencent e Alibaba, que relataram dificuldades para expandir seus data centers de IA. Nesse contexto, a Baidu fortalece sua plataforma Baige baseada em chips Kunlun, enquanto a Kunlunxin avança com novos processadores e prepara sua abertura de capital, reforçando a importância estratégica dos data centers para a nuvem de IA na China. (Data Center Dynamics – 06.01.2026)
Expansão e Investimentos
Brasil: Tecto investe R$ 200 milhões em data center de 20 MW em Porto Alegre
A Tecto Data Centers anunciou um investimento de cerca de R$ 200 milhões para a construção do data center TPOA1 em Porto Alegre (RS), reforçando a expansão da infraestrutura digital no Sul do Brasil. O empreendimento será implantado em um terreno de 33 mil m², no bairro Sarandi, por meio do retrofit de um galpão existente, e contará com 20 MW de potência total instalada. A primeira fase, com 3 MW, tem previsão de entrar em operação no último trimestre de 2026, com ampliações graduais até atingir a capacidade total. Um diferencial estratégico do projeto é a conexão direta ao cabo submarino Malbec, operado pela V.tal, que integrará Porto Alegre a grandes polos de tráfego de dados na América do Sul. O data center utilizará refrigeração por air-cooling em circuito fechado, sem consumo de água, e será abastecido com energia 100% renovável, atendendo a big techs, provedores de cloud, empresas de conteúdo digital e clientes corporativos, além de contribuir para consolidar a capital gaúcha como hub relevante de conectividade e processamento de dados. (Telesintese – 16.01.2026)
Brasil: Solatio avalia converter projeto de hidrogênio em complexo de data centers no Piauí
A Solatio estuda redimensionar seu projeto de hidrogênio e amônia verde em Parnaíba (PI), incluindo a requalificação da iniciativa para um complexo de data centers, após a Justiça Federal suspender a licença de instalação do empreendimento original. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público Federal, que apontou falhas no licenciamento ambiental, especialmente relacionadas ao uso intensivo de água do rio Parnaíba e à ausência de outorga da ANA, além de incertezas na conexão ao Sistema Interligado Nacional. O projeto inicial previa investimentos de R$ 27 bilhões, consumo de cerca de 3.800 m³ de água por hora e demanda elétrica próxima de 3 GW, o que superaria em várias vezes o consumo hídrico da cidade. Segundo a empresa, um complexo de data centers teria necessidade “muito menor” de água, reduzindo um dos principais entraves ambientais e regulatórios. Diante dos atrasos, restrições técnicas e riscos regulatórios, a Solatio afirma que avalia alternativas alinhadas à legislação, mantendo o compromisso com o desenvolvimento econômico regional, geração de empregos e atração de investimentos para o Piauí. (MegaWhat Energy – 15.01.2026)
Finlândia: Prime Data Centers planeja investimento bilionário em data center próximo a Helsinque
A operadora americana Prime Data Centers anunciou planos de expandir suas operações para a Finlândia com o desenvolvimento de um novo data center preparado para aplicações de inteligência artificial na cidade de Järvenpää, a cerca de 40 km ao norte de Helsinque. O projeto está previsto para ocupar um terreno de 12 hectares na área industrial de Vähänummi e pode receber investimentos de aproximadamente € 1,8 bilhão (US$ 2 bilhões), em parceria com a investidora imobiliária local Brunswick Real Estate. Embora os detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados, a construção deve começar em 2027, condicionada à conclusão do estudo de impacto ambiental e à obtenção das licenças necessárias. O plano inclui sistemas de recuperação de calor residual, com possibilidade de integração à rede de aquecimento distrital da cidade. Segundo autoridades locais, o empreendimento pode impulsionar a economia, o emprego e a relevância tecnológica da região, reforçando a estratégia da Prime de expansão internacional em data centers de grande escala. (Data Center Dynamics – 15.01.2026)
Estados Unidos: Projeto de data center de 330 MW gera controvérsia na fronteira com o México
Um grande projeto de data center está sendo proposto no sul da Califórnia, próximo à fronteira com o México, no condado de Imperial. A Imperial Valley Computer Manufacturing planeja construir uma instalação de 950 mil pés quadrados, com potência de 330 MW, subestação própria, 100 geradores a gás natural e um sistema de armazenamento de energia de 862 MWh dedicado exclusivamente ao data center. Avaliado em cerca de US$ 10 bilhões, o empreendimento poderia entrar em operação em 2027 e há indícios de interesse de uma grande empresa de tecnologia, possivelmente o Google. Apesar do potencial de expansão da infraestrutura digital e energética na região, o projeto enfrenta forte resistência local. Autoridades municipais alegam falta de transparência, conflitos com regras de zoneamento e possíveis violações ambientais, enquanto moradores e legisladores estaduais cobram esclarecimentos sobre consumo de água, energia e impactos nos custos locais. Protestos, ações judiciais e pedidos de revisão ambiental evidenciam o avanço do movimento “Nimby”, reforçando os desafios sociais e regulatórios enfrentados por grandes data centers nos Estados Unidos. (Data Center Dynamics – 12.01.2026)
Estados Unidos: xAI investe US$ 20 bilhões em data center hyperscale no Mississippi
A xAI confirmou um investimento superior a US$ 20 bilhões na construção de um novo data center hyperscale em Southaven, Mississippi, um dos maiores projetos individuais do tipo já anunciados nos Estados Unidos. A iniciativa prevê a compra e a adaptação de um edifício existente para abrigar o data center MACROHARDRR, que ampliará de forma significativa a capacidade computacional da empresa. Somado a ativos próximos no Tennessee, o complexo deverá alcançar quase 2 GW de potência, posicionando-se entre as implantações de data centers de IA mais densas em consumo de energia do mundo. A localização próxima a uma usina elétrica reflete a estratégia de integrar computação em larga escala com acesso seguro à energia, fator crítico para cargas intensivas de IA. O projeto conta com incentivos fiscais estaduais e apoio local, deve gerar centenas de empregos permanentes e reforça o Mississippi como novo polo de data centers e infraestrutura digital voltada à inteligência artificial. (Datacentre Magazine – 09.01.2026)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Decisão do Cade reabre integração de IA no WhatsApp e impacta ecossistema digital
A Zapia retomou suas operações no WhatsApp no Brasil após decisão do Cade que suspendeu, de forma cautelar, os efeitos da nova política da Meta que restringia o uso de assistentes de IA de terceiros na plataforma. A medida, válida durante a investigação de possíveis práticas anticoncorrenciais, permitiu que a startup voltasse a integrar seus serviços e lançasse novas funcionalidades baseadas em inteligência artificial para automação de tarefas cotidianas. Embora o caso não trate diretamente de data centers, ele se insere no debate mais amplo sobre infraestrutura digital, concorrência e escalabilidade de serviços de IA, que dependem fortemente de capacidade computacional e de processamento em nuvem. A investigação foi motivada por reclamações de empresas do setor contra a proibição imposta pela Meta desde janeiro. Com mais de 6 milhões de usuários, a Zapia destaca que a interoperabilidade entre plataformas é essencial para a inovação e para o desenvolvimento sustentável do ecossistema de IA, tema que também vem sendo analisado por autoridades regulatórias na Europa e em outros países. (Telesintese – 16.01.2026)
Global: Acordo entre Estados Unidos e Taiwan reforça semicondutores e infraestrutura crítica para data centers
Os Estados Unidos formalizaram em 15 de janeiro um acordo comercial e de investimentos com Taiwan para reconstruir e fortalecer a capacidade doméstica de produção de semicondutores, setor estratégico para tecnologia, segurança nacional e infraestrutura digital, incluindo data centers. O entendimento prevê investimentos diretos de ao menos US$ 250 bilhões por empresas taiwanesas nos EUA, voltados à expansão da manufatura avançada, inovação em semicondutores, energia e inteligência artificial, além de garantias de crédito adicionais de igual valor para toda a cadeia produtiva. O acordo inclui a criação de parques industriais de padrão mundial para tecnologias de próxima geração, essenciais ao fornecimento de chips usados em data centers e aplicações de IA. Também estabelece regras tarifárias diferenciadas e incentivos vinculados à construção de fábricas nos EUA, permitindo importações sem tarifas em determinados períodos. Segundo o Departamento de Comércio, a iniciativa busca reverter a queda da participação americana na produção global de wafers e reduzir a dependência externa em um insumo crítico para a expansão de data centers e da economia digital. (Telesintese – 16.01.2026)
Estados Unidos: Gigantes de tecnologia avaliam data centers em terras federais com foco em energia nuclear
Grandes empresas de tecnologia e operadores de data centers participaram, em janeiro de 2026, de uma reunião promovida pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE) para avaliar a instalação de data centers, especialmente voltados a IA, em terras federais no Savannah River Site (SRS), na Carolina do Sul. Entre os participantes estavam Digital Realty, Oracle, Microsoft, Google, Meta, CoreWeave, QTS e Crusoe, além de companhias do setor energético e nuclear. O local é considerado estratégico por oferecer mais de 3 mil acres disponíveis e exigir que os projetos incluam nova geração de energia, com forte ênfase em fontes nucleares. Autoridades do DOE e da NNSA destacaram o SRS como uma oportunidade de integrar computação de alto desempenho e geração elétrica dedicada, em meio à corrida global por capacidade de IA. Atualmente, o site conta com infraestrutura elétrica própria, geração por biomassa e projetos solares em desenvolvimento, mas vê na energia nuclear o pilar para suportar data centers de grande escala, que poderão atender tanto demandas comerciais quanto cargas governamentais sensíveis. (Data Center Dynamics – 14.01.2026)
Irlanda: Plano nacional busca conciliar data centers e metas de sustentabilidade
O governo da Irlanda lançou o Large Energy User Action Plan (LEAP), um plano estratégico para acomodar setores de alto consumo energético, como data centers e fábricas de semicondutores, sem comprometer a estabilidade do sistema elétrico nem as metas de neutralidade de carbono. Elaborado pelo Departamento de Empresa, Comércio e Emprego e aprovado pelo gabinete, o plano substitui decisões pontuais por uma abordagem nacional coordenada. Entre as principais medidas está a criação de Green Energy Parks, áreas onde grandes consumidores, incluindo data centers, deverão se instalar junto a geração renovável e infraestrutura de rede, em locais alinhados ao planejamento regional e com excedente de energia limpa. Esses polos, previstos para o período pós-2030, podem atingir centenas de megawatts e priorizam projetos que reforcem investimentos em renováveis e o desenvolvimento econômico. O plano reconhece limitações de curto prazo na rede, lembrando que data centers já respondem por 22% do consumo elétrico do país, e mantém exigências regulatórias, como a obrigação de suprir ao menos 80% da demanda com novas fontes renováveis. Apesar do apoio governamental, a iniciativa enfrenta críticas de setores políticos que questionam seu impacto real sobre as metas climáticas. (Data Center Dynamics – 14.01.2026)
Brasil: Nova política de acesso à transmissão ameaça data center no Porto do Pecém
O projeto de implantação de um data center no Porto do Pecém, da Casa dos Ventos em parceria com o TikTok, enfrenta risco de inviabilidade diante da nova política de acesso às redes de transmissão de energia. O empreendimento prevê aumento gradual do consumo entre 2027 e 2030, passando de 144 MW para 288 MW, mas o acesso ao sistema foi garantido apenas até 2028. Para os anos seguintes, quando ocorre a maior expansão da carga, a empresa teria de disputar capacidade disponível com outros agentes por meio de procedimentos competitivos, conforme as novas regras. Diante disso, a Casa dos Ventos solicitou medida cautelar à ANEEL para que o ONS priorize o projeto e reserve a capacidade até 2030, alegando risco de danos irreparáveis ao planejamento industrial e financeiro. O pedido está sob relatoria da diretora Agnes Costa. A controvérsia se apoia no Decreto 12.772/2025, que institui um período de transição e futuros leilões de margem para grandes cargas, como data centers, em um cenário de limitação da infraestrutura de transmissão. (Agência INFRA – 13.01.2026)
Estados Unidos: Nova Jersey avança com tarifa específica para grandes data centers
O Senado de Nova Jersey aprovou um projeto de lei que cria novas classes tarifárias para data centers de grande porte, com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos nas contas de energia. A proposta, copatrocinada por dez senadores democratas, obriga as concessionárias elétricas a submeterem tarifas específicas à Board of Public Utilities e incentiva data centers a adotarem medidas de eficiência energética, como tecnologias de reaproveitamento de calor. As regras se aplicam a usuários com carga superior a 100 MW mensais, que passariam a ser tarifados um ano após a sanção da lei. Os defensores argumentam que grandes projetos de data centers têm distorcido o planejamento e os leilões de energia, reservando capacidade e elevando custos para outros consumidores. Críticos, porém, afirmam que o aumento de custos será repassado indiretamente aos usuários finais. Já aprovado também pela Assembleia estadual, o texto segue agora para o governador, em meio a incertezas sobre sua sanção, e se insere em uma tendência mais ampla nos EUA de criar tarifas específicas para grandes data centers. (Data Center Dynamics – 13.01.2026)
Estados Unidos: Projeto de lei pode liberar de regras federais de energia os data centers de IA isolados das redes
Um novo projeto de lei apresentado no Senado dos Estados Unidos pode alterar de forma significativa o marco regulatório energético para data centers de inteligência artificial. Proposto pelo senador Tom Cotton, o DATA Act de 2026 prevê a criação da categoria de “utilities reguladas pelo consumidor”, permitindo que empresas de data centers construam e operem sua própria infraestrutura elétrica totalmente desconectada da rede principal, ficando isentas das regras da Federal Power Act. Caso aprovado, o texto afastaria essas instalações da regulação de tarifas, padrões de confiabilidade, regras de interconexão, planejamento de transmissão e aprovação de fusões pela FERC. Para manter a isenção, o sistema de energia precisaria ser dedicado exclusivamente a novas cargas e permanecer isolado da rede; qualquer conexão posterior eliminaria o benefício. O projeto também autoriza a venda de energia no varejo a outros consumidores dentro desse modelo isolado. Segundo o senador, a proposta busca acelerar a inovação energética e viabilizar data centers de alta demanda sem pressionar as redes existentes, embora deva enfrentar forte oposição das concessionárias tradicionais. (Data Center Dynamics – 13.01.2026)
Estados Unidos: Cidade do Texas rejeita incentivos fiscais para data center de HPC
Autoridades da cidade de Brenham, no Texas, rejeitaram o pedido de isenção fiscal apresentado pela empresa francesa de tecnologia Viridien para a construção de um data center planejado para um terreno de 21 acres entre Austin e Houston. A decisão do conselho municipal impede a concessão de incentivos ao projeto, que prevê inicialmente um edifício de 40 mil pés quadrados, com possibilidade de expansão para até três unidades até 2028, totalizando 45 MW de capacidade, voltadas a computação de alto desempenho (HPC) com uso de resfriamento por imersão. Apesar do investimento estimado em até US$ 100 milhões e do compromisso da empresa em financiar sua própria infraestrutura elétrica, o projeto enfrentou forte oposição popular, com manifestações presenciais e uma petição online. Moradores criticaram o alto consumo energético e o caráter industrial do data center. A prefeitura afirmou que o empreendimento será usado apenas para pesquisa e tecnologia próprias da empresa, sem armazenamento de dados pessoais, operações de IA ou mineração de criptomoedas, e ressaltou que o processo seguiu trâmites públicos desde 2022. (Data Center Dynamics – 09.01.2026)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: Ascenty e Casa dos Ventos fecham maior contrato renovável para data centers da América Latina
A Casa dos Ventos e a Ascenty anunciaram a assinatura do maior contrato de energia renovável em modelo de autoprodução já firmado para data centers na América Latina, avaliado em mais de US$ 500 milhões. O acordo garante o fornecimento de 110 MW médios para as operações da Ascenty, por meio da participação societária da empresa em dois projetos de geração renovável em desenvolvimento pela Casa dos Ventos, com início de operação previsto para 2027. Juntos, os empreendimentos terão potência instalada superior a 1,5 GW e utilizarão uma combinação de diferentes fontes renováveis, ampliando a flexibilidade e a previsibilidade do fornecimento energético no longo prazo. Segundo as companhias, a iniciativa permitirá evitar cerca de 5 milhões de toneladas de CO₂ ao longo dos próximos anos e reforça a estratégia de descarbonização e expansão da Ascenty na América Latina, especialmente para suportar cargas associadas à inteligência artificial e à computação de alto desempenho. A parceria evidencia a crescente integração entre geração renovável e infraestrutura crítica de data centers no país. (Telesintese – 14.01.2026)
Estados Unidos: CyrusOne usa baterias para acelerar energia de novo data center no Texas
A operadora de data centers CyrusOne firmou parceria com a Eolian para viabilizar rapidamente o fornecimento de energia ao campus DFW7, em construção em Fort Worth, no Texas, em um contexto de forte restrição de acesso à rede elétrica no estado. O projeto será co-localizado com o Chisholm Grid, um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 100 MW em operação desde 2021 no mercado do ERCOT, permitindo o aproveitamento de infraestrutura de transmissão de alta tensão já existente. A iniciativa deve acelerar o time-to-market do data center, que terá cerca de 70 MW de capacidade de TI e início de operação previsto para 2026, sem a necessidade de novas expansões significativas da rede. Como parte do acordo, a Eolian irá modernizar e atualizar o sistema de baterias. A estratégia reflete uma tendência crescente no setor de data centers no Texas, onde a escassez de energia disponível e as longas filas de conexão tornam soluções híbridas, com armazenamento e uso inteligente da infraestrutura existente, essenciais para viabilizar novos empreendimentos em prazos compatíveis com a demanda por nuvem e inteligência artificial. (Data Center Dynamics – 14.01.2026)
Brasil: Parceria em energia eólica fortalece base verde para data centers e IA
A parceria entre empresas brasileiras e a Envision para o desenvolvimento de projetos eólicos de grande escala reforça a estratégia do Brasil de expandir sua matriz renovável e criar bases sólidas para novas indústrias intensivas em energia, como data centers e infraestrutura de IA. O acordo prevê a entrega de projetos eólicos com alto padrão de confiabilidade e desempenho, ao mesmo tempo em que acelera setores emergentes, atrai tecnologias avançadas e gera benefícios socioeconômicos duradouros, como empregos verdes e desenvolvimento local. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de cooperação bilateral, que inclui discussões sobre parques de energia net zero, combustíveis sustentáveis e hidrogênio verde. Ao introduzir no país o modelo integrado de infraestrutura net zero da Envision — combinando geração eólica, armazenamento, gestão digital e descarbonização industrial — o projeto cria um possível modelo replicável para a América Latina. Para o setor de data centers, o destaque está na integração entre geração renovável e infraestrutura preparada para IA, alinhando expansão digital, segurança energética e metas climáticas. (Datacentre Magazine – 11.01.2026)
Estados Unidos: Escassez de energia redefine viabilidade de data centers no Texas
O Texas tornou-se um dos principais polos globais de data centers não pela disponibilidade de terrenos, mas pela disputa real por energia elétrica em prazos viáveis. Com a fila de pedidos de grandes cargas no ERCOT superando 200 GW, muitos projetos anunciados dificilmente sairão do papel dentro de cronogramas compatíveis com as demandas de IA, nuvem e semicondutores. O principal gargalo deixou de ser o “potencial de megawatts” e passou a ser o time-to-power, ou seja, a capacidade de entregar energia contratada em prazos concretos. O mercado se divide entre projetos baseados em megawatts planejados, dependentes do avanço da fila de conexão, e aqueles com megawatts efetivamente comprometidos, sustentados por acordos executáveis. Na região central do Texas, impulsionada por investimentos como a fábrica da Samsung em Taylor, a pressão sobre a rede alonga prazos para 2028–2030, inviáveis para muitos clientes. Nesse contexto, data centers com caminhos claros de energização até 2026–2027 ganham relevância, reforçando que, no cenário atual, energia disponível só é relevante quando pode ser entregue no tempo certo. (Data Center Dynamics – 10.01.2026)
Estados Unidos: Meta fecha acordos nucleares para garantir energia a data center de IA
A Meta anunciou acordos com as empresas nucleares Vistra, TerraPower e Oklo para assegurar o fornecimento de energia ao supercluster de computação Prometheus, que está sendo construído em um data center da companhia em New Albany, no estado de Ohio. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para sustentar a expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial, diante da crescente demanda energética de data centers de alta capacidade. Segundo Meta, as parcerias podem adicionar até 6,6 GW de capacidade nuclear até 2035, volume superior ao consumo atual de alguns estados americanos. Os projetos envolvem desde a extensão da vida útil de usinas existentes, no caso da Vistra, até o desenvolvimento de novas plantas nucleares avançadas pela TerraPower e pela Oklo, com início de operação previsto entre 2030 e 2032. Além de garantir energia estável e de longo prazo, os acordos devem gerar milhares de empregos na fase de construção e centenas de postos permanentes, reforçando a tendência de grandes empresas de tecnologia recorrerem à energia nuclear para viabilizar data centers dedicados à IA. (Olhar Digital – 09.01.2026)
Global: Energia se torna principal gargalo e impulsiona geração local em data centers
A limitação de energia elétrica, e não mais de espaço físico, tornou-se o principal desafio para a expansão de data centers no mundo, diante do rápido avanço da IA, computação em nuvem e Edge computing. Com a demanda global por eletricidade projetada para dobrar antes de 2030, filas para conexão à rede se alongam, a infraestrutura envelhece e novos projetos enfrentam atrasos de anos para obter acesso ao grid. Nesse contexto, cresce a adoção de soluções de geração behind-the-meter, com produção de energia no próprio site ou em suas proximidades. Antes restrita ao papel de backup, essa geração local passa a atuar como elemento central da estratégia energética, permitindo acelerar cronogramas, aumentar a resiliência operacional e reduzir exposição a custos e falhas da rede. Sistemas baseados em motores a gás de alta velocidade, combinados a renováveis e armazenamento, oferecem resposta rápida, operação contínua e menor impacto ambiental, além de possibilitar participação em programas de demand response. Assim, a geração local emerge como peça-chave para sustentar o crescimento dos data centers em um cenário global de escassez de energia e transição para modelos mais híbridos e flexíveis. (Data Center Dynamics – 08.01.2026)
Estados Unidos: Mineração de criptomoedas antecipa modelo de flexibilidade energética para data centers
A CleanSpark informou que reduziu em centenas de megawatts o consumo de energia de suas operações de mineração de Bitcoin no Tennessee, em curto prazo, como parte de um modelo de consumo flexível alinhado à demanda do sistema elétrico. A empresa desligou 11 unidades em menos de dez minutos após solicitação da Tennessee Valley Authority (TVA), em um dos dias mais frios do ano, utilizando um sistema próprio de comunicação que permite coordenar rapidamente cortes de carga, duração e volumes devolvidos à rede. A prática de demand response contribui para equilibrar oferta e demanda, evitar apagões e reduzir a necessidade de novos investimentos em geração e transmissão. Com cerca de 33 sites ativos, a CleanSpark tem sinalizado uma transição gradual para data centers de HPC e IA, setor que começa a incorporar modelos semelhantes de flexibilidade energética. Embora ainda mais comuns em operações de criptomoedas, essas iniciativas indicam um caminho para data centers de IA atuarem como cargas ajustáveis, apoiando a estabilidade da rede em cenários de crescimento acelerado do consumo elétrico. (Data Center Dynamics – 07.01.2026)
Inovação e Tecnologia
Global: Avanço da IA pressiona resfriamento e energia dos data centers
A rápida expansão dos data centers voltados à inteligência artificial vem intensificando desafios térmicos e energéticos, já que as cargas de IA geram níveis de calor sem precedentes, tornando insuficientes os sistemas tradicionais de resfriamento a ar. Estima-se que até 40% do consumo energético de um data center seja destinado ao resfriamento, o que impulsiona a adoção de soluções como o resfriamento líquido, capaz de dissipar calor de forma muito mais eficiente, embora traga riscos como vazamentos, corrosão e maior complexidade operacional. Paralelamente, cresce a preocupação ambiental, levando empresas a investir em arquiteturas de circuito fechado, de “zero consumo hídrico”, e em projetos de reaproveitamento do calor excedente. Casos raros, mas relevantes, como a falha de resfriamento em data centers da CyrusOne nos EUA, evidenciam o descompasso entre sistemas legados e a nova realidade da IA. Em um mercado global que já ultrapassa centenas de bilhões de dólares e segue em forte expansão, especialmente na Ásia-Pacífico e na América Latina, especialistas alertam que os gargalos de energia, refrigeração e sustentabilidade serão determinantes para a viabilidade futura dos data centers. (Além da Energia – 15.01.2026)
Global: Infraestrutura de IA e data centers impulsionam receita recorde do mercado de semicondutores
A receita mundial de semicondutores alcançou US$ 793 bilhões em 2025, crescimento de 21% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pela expansão da infraestrutura de Inteligência Artificial e dos data centers, segundo dados preliminares do Gartner. Processadores de IA, memórias de alta largura de banda (HBM) e chips de rede lideraram a demanda, com os semicondutores voltados à IA representando quase um terço das vendas globais. A Nvidia foi a principal beneficiária desse movimento, tornando-se a primeira empresa do setor a superar US$ 100 bilhões em receita anual e respondendo por mais de 35% do crescimento total do mercado, apoiada pela forte adoção de seus chips em data centers de IA. O avanço da HBM, que já representa 23% do mercado de DRAM, e a projeção de gastos globais superiores a US$ 1,3 trilhão em infraestrutura de IA até 2026 reforçam a transformação estrutural do setor. Segundo o Gartner, até 2029, mais da metade das vendas globais de semicondutores deverá estar ligada diretamente a aplicações de IA, computação em nuvem e grandes data centers. (Telesintese – 14.01.2026)
Estados Unidos: Nvidia investe US$ 1 bilhão para integrar IA e data centers à pesquisa farmacêutica
A Nvidia anunciou um investimento de US$ 1 bilhão ao longo de cinco anos para criar, em parceria com a Eli Lilly, um novo laboratório no Vale do Silício voltado à aceleração do uso de inteligência artificial na indústria farmacêutica. A iniciativa busca automatizar e agilizar etapas da descoberta de medicamentos, hoje altamente dependentes de experimentos físicos conduzidos por pesquisadores humanos. O projeto reforça a estratégia da Nvidia de expandir o uso de seus chips e plataformas de IA para além das big techs, reduzindo a dependência de poucos clientes e abrindo novos mercados, como o de saúde. O laboratório permitirá integrar equipamentos científicos a sistemas avançados de computação e data centers de alto desempenho, além de desenvolver modelos e agentes de IA de código aberto. A parceria se soma a outros investimentos da empresa em supercomputadores e infraestrutura digital dedicada à pesquisa médica, consolidando os data centers como peça-chave na automação e escalabilidade da inovação farmacêutica. (Bloomberglinea – 12.01.2026)
Estados Unidos: Dynatrace amplia parceria com Google Cloud para observabilidade e IA agêntica em infraestruturas críticas
A Dynatrace anunciou a ampliação de sua colaboração com o Google Cloud ao tornar-se parceira de lançamento das extensões Gemini CLI e Gemini Enterprise, fortalecendo o uso de Inteligência Artificial agêntica em ambientes de nuvem e grandes infraestruturas digitais, como data centers. A integração permite que desenvolvedores acessem observabilidade, monitoramento e análise de causa raiz diretamente no terminal, enquanto o Gemini Enterprise conecta agentes de IA à plataforma Dynatrace via protocolo Agent-to-Agent (A2A), viabilizando colaboração em tempo real para detectar, resolver e prevenir falhas operacionais. As soluções passam a estar disponíveis no Google Cloud Marketplace, facilitando a adoção e a escalabilidade em ambientes corporativos já existentes. A Dynatrace também se destaca como uma das primeiras empresas de observabilidade com agente A2A validado pelo Google, reforçando seu papel estratégico na gestão, resiliência e otimização de operações em nuvem e data centers que suportam cargas críticas de IA. (ABES – 06.01.2026)