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IFE
26/01/2026

Data Center 14

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
26/01/2026

IFE nº 14

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 14

Tendências de Mercado

Global: Crescimento acelerado dos data centers impulsiona investimentos e pressiona demanda energética

A Moody's divulgou em 12 de janeiro de 2026 um relatório destacando que a capacidade global de data centers continuará a crescer em ritmo acelerado, mantendo taxas de dois dígitos ao longo deste ano. Segundo a agência, o mercado apresenta alta segurança quanto à ocupação, pois a maioria dos novos projetos já conta com pré-contratos firmados com grandes empresas de tecnologia, reduzindo significativamente o risco de desocupação. O relatório da Moody's também enfatiza o papel crescente dos mercados de capitais e investidores institucionais no financiamento desse setor. O aumento no número e na escala dos data centers elevou a demanda por capital diversificado, especialmente durante a fase de construção. Esse acesso a novas fontes de financiamento é crucial para cobrir os altos custos dos equipamentos de computação avançada, em especial as unidades de processamento gráfico (GPUs), que são essenciais para o treinamento de modelos de inteligência artificial, um dos principais motores da demanda atual de data centers. Quanto à distribuição regional dos investimentos, os Estados Unidos lideram com aportes expressivos. (BroadcastEnergia - 13.01.2026)

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Brasil: ReData impulsiona expansão de data centers e atrai hiperescaladores, aponta Moody’s

Avaliação divulgada pela Moody’s em 12 de janeiro de 2026 indica que o Brasil ocupa posição relevante na nova onda de expansão de data centers na América Latina, impulsionada por políticas públicas como o Regime ReData, ainda pendente de conversão em lei. A agência estima que a capacidade instalada de TI no Brasil e na região alcançou 1,36 GW em 2025, com quase 1 GW adicional em construção, enquanto a taxa de desocupação segue abaixo de 5% em polos como São Paulo, pressionando preços de locação. O país aparece ao lado de México, Chile e Argentina na disputa por hyperscalers, embora enfrente gargalos de energia, água e maior complexidade regulatória para projetos de IA. (Telesintese – 12.01.2026)

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EUA: Meta reforça estratégia de IA com nova liderança focada em data centers

A Meta anunciou a nomeação de Dina Powell McCormick para um cargo recém-criado na alta administração, com a missão de orientar a estratégia corporativa e liderar parcerias com governos e investidores voltadas à expansão da infraestrutura de inteligência artificial. Ex-executiva da Goldman Sachs e ex-assessora sênior do presidente Donald Trump, Powell McCormick terá papel central na captação de capital para financiar projetos massivos de data centers, considerados essenciais para a ambição da empresa de desenvolver sistemas de “superinteligência”. A Meta já constrói data centers em escala de gigawatts nos Estados Unidos, incluindo um complexo na Louisiana que pode chegar a 5 GW, além de firmar parcerias para fornecimento de energia nuclear. Com um plano de investir até US$ 600 bilhões em infraestrutura nos próximos anos, a companhia intensifica a corrida por capacidade computacional, energia e financiamento, colocando os data centers no centro de sua estratégia de crescimento em IA. (Bloomberglinea – 12.01.2026)

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EUA: CES 2026 reforça aposta em IA e acelera corrida por data centers de alta performance

A edição 2026 da CES, em Las Vegas, consolidou a inteligência artificial como eixo central da indústria de tecnologia, com executivos de AMD, Nvidia, Siemens e Lenovo defendendo que a demanda por IA ainda está no início de sua curva de crescimento. Anúncios de novos chips, plataformas e soluções destacaram a pressão crescente por capacidade computacional, especialmente em data centers. A AMD apresentou GPUs e plataformas de rack voltadas a cargas avançadas de IA, enquanto a Nvidia projetou que a receita de chips de data center pode superar meio trilhão de dólares até o fim de 2026, impulsionada por novos superchips da plataforma Rubin. Empresas como Siemens e Lenovo mostraram aplicações industriais e corporativas que dependem de processamento intensivo, conectividade em tempo real e baixa latência. Apesar do ceticismo pontual do mercado financeiro, a CES evidenciou que a expansão da IA está diretamente ligada à ampliação de data centers cada vez mais potentes, eficientes e escaláveis. (Bloomberglinea – 11.01.2026)

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EUA: xAI acelera investimentos em data centers e amplia prejuízos para sustentar estratégia de IA

A xAI, startup de inteligência artificial de Elon Musk, vem registrando prejuízos crescentes à medida que acelera investimentos em data centers, talentos e desenvolvimento de software voltado a agentes de IA e, no futuro, a robôs humanoides como o Optimus. Documentos analisados pela Bloomberg indicam prejuízo líquido de US$ 1,46 bilhão no trimestre encerrado em setembro de 2025 e consumo de US$ 7,8 bilhões em caixa nos primeiros nove meses do ano. Parte central da estratégia é a expansão da infraestrutura computacional, com destaque para o data center Colossus, em Memphis, cuja capacidade deve se aproximar de 2 gigawatts após a aquisição de novos prédios e investimentos superiores a US$ 20 bilhões. A empresa também estruturou financiamentos específicos para compra de chips da Nvidia, reforçando a dependência de hardware avançado e energia em larga escala. Mesmo com crescimento de receita, os gastos intensivos mostram que a consolidação da xAI passa diretamente pela construção e ampliação de grandes data centers de IA. (Bloomberglinea – 09.01.2026)

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China: DeepSeek expande IA no Sul Global e destaca peso da infraestrutura digital

Modelos de inteligência artificial da chinesa DeepSeek vêm ganhando forte tração em países em desenvolvimento, superando plataformas ocidentais em diversos mercados, segundo relatório da Microsoft publicado em janeiro de 2026. A empresa alcança quotas elevadas em países como Bielorrússia, Cuba, Rússia e várias nações africanas, além de dominar cerca de 89% do mercado chinês, impulsionada por modelos de código aberto, baixo custo e ausência de taxas de subscrição. O relatório aponta que restrições a serviços dos EUA, menor acesso a tecnologias estrangeiras e a integração do DeepSeek como chatbot padrão em smartphones chineses favorecem sua adoção. Essa expansão evidencia como acesso, disponibilidade e custo influenciam o uso de IA tanto quanto a qualidade dos modelos. Ao mesmo tempo, a Microsoft alerta para implicações geopolíticas e para a importância da infraestrutura digital: países que investiram cedo em conectividade, nuvem e data centers lideram a adoção no Norte Global, enquanto a limitação dessa infraestrutura no Sul tende a moldar escolhas tecnológicas e dependências futuras. (EuroNews– 09.01.2026)

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China: Aquisição de startup de IA pela Meta levanta escrutínio regulatório e impactos em infraestrutura digital

Autoridades chinesas iniciaram uma análise preliminar para avaliar se a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta Platforms, anunciada em dezembro e avaliada em mais de US$ 2 bilhões, violou leis e regulamentações locais, incluindo possíveis implicações de segurança nacional. Fundada na China e atualmente sediada em Singapura, a Manus ganhou destaque pelo desenvolvimento de agentes de IA voltados a tarefas complexas, o que atraiu o interesse estratégico da Meta em meio à corrida global por capacidades avançadas de IA. Embora a revisão ainda esteja em estágio inicial e possa não evoluir para uma investigação formal, o processo reflete o controle crescente de Pequim sobre ativos tecnológicos sensíveis. O caso ocorre em um contexto de forte incentivo chinês ao desenvolvimento doméstico de hardware e software de IA, especialmente semicondutores e infraestrutura crítica. A eventual incorporação da Manus à Meta tende a reforçar investimentos em data centers globais, necessários para sustentar agentes de IA em larga escala, ao mesmo tempo em que expõe tensões geopolíticas sobre controle de dados, computação e capacidade tecnológica. (Bloomberglinea – 08.01.2026)

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EUA: Lenovo e Nvidia anunciam gigafactories de data centers de IA em escala de gigawatts

A Lenovo e a Nvidia anunciaram em 6 de janeiro de 2026, durante a CES em Las Vegas, uma estratégia conjunta para a implantação de data centers de inteligência artificial em escala de gigawatts, batizada de Lenovo AI Cloud Gigafactory. O modelo foi concebido para acelerar a entrada em produção de aplicações de IA generativa, IA agentes e computação de alto desempenho, atendendo à crescente demanda de provedores de nuvem e grandes corporações por infraestrutura altamente escalável, eficiente em energia e de baixa latência. As gigafactories combinam servidores Lenovo, plataformas aceleradas da Nvidia, sistemas de resfriamento líquido Lenovo Neptune e redes Ethernet de ultra baixa latência, com suporte a arquiteturas avançadas como o GB300 NVL72 e o futuro Vera Rubin NVL72. A proposta também inclui serviços completos de planejamento, financiamento e operação via modelo as a service, reforçando o papel dos data centers como eixo central da nova fase de expansão da IA global. (Telesintese – 07.01.2026)

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Japão: SoftBank reforça aposta em IA e infraestrutura com DigitalBridge e OpenAI

O SoftBank Group anunciou, no fim de dezembro, dois movimentos estratégicos que reforçam sua aposta em inteligência artificial e infraestrutura digital. A empresa japonesa fechou a compra da DigitalBridge por US$ 4 bilhões, pagando US$ 16 por ação, com prêmio de 15%, em operação aprovada por conselho e condicionada a aval regulatório. A DigitalBridge atua globalmente na gestão de ativos como data centers, torres de telecomunicações, fibra e edge, e no Brasil controla a Highline, dona de uma das principais plataformas neutras de torres. Segundo o SoftBank, a aquisição fortalece sua capacidade de escalar infraestrutura essencial para aplicações de IA, mantendo a DigitalBridge como empresa independente após a conclusão do negócio, prevista para 2026. Dois dias depois, o grupo confirmou a conclusão de um aporte adicional de US$ 22,5 bilhões na OpenAI, elevando seu investimento total, junto a co-investidores, para US$ 41 bilhões e garantindo cerca de 11% de participação na desenvolvedora do ChatGPT. (Telesintese – 05.01.2026)

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Expansão e Investimentos

Brasil: Data center integrado a parque eólico vira aposta da Renova para destravar valor de mercado

A Renova Energia informou em 13 de janeiro de 2026 que aposta na entrada em operação do Projeto Satoshi I, prevista para abril, como principal vetor para o reenquadramento de suas ações, hoje negociadas abaixo de R$ 1, após alerta da B3. O projeto envolve a implantação de um data center conectado diretamente ao Complexo Eólico Alto Sertão III, na Bahia, cuja infraestrutura elétrica de 430 MW já teve os estudos de conexão aprovados pelo MME. A estratégia combina geração renovável e infraestrutura digital, oferecendo a grandes consumidores não apenas energia, mas uma solução completa de conexão e processamento, em que o data center atua como “bateria” para reduzir ou zerar o curtailment do parque eólico. A companhia avalia que o modelo pode destravar valor ao aproveitar ativos existentes, atrair demanda intensiva em energia e dados e posicionar a Renova como fornecedora de infraestrutura digital integrada, em linha com a crescente demanda por data centers associados a fontes renováveis. (MegaWhat Energy – 13.01.2026)

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EUA: Google compra desenvolvedora de energia para acelerar expansão de data centers

A Alphabet, controladora do Google, anunciou um acordo definitivo para adquirir a Intersect Power, empresa especializada em soluções de infraestrutura energética e data centers, por US$ 4,75 bilhões em dinheiro. A operação, prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2026, busca acelerar simultaneamente a implantação de novos data centers e de capacidade de geração de energia, alinhando o crescimento da infraestrutura digital à expansão energética necessária para sustentar cargas intensivas de computação, especialmente de inteligência artificial. O Google já possuía participação minoritária na Intersect e, segundo a empresa, a aquisição permitirá construir geração elétrica “em sincronia” com novas demandas de centros de dados, reduzindo gargalos de energia. A Intersect continuará operando como empresa independente, mantendo projetos conjuntos com o Google, como um campus que integra data center e geração elétrica no Texas. O movimento reforça a estratégia das big techs de internalizar soluções energéticas para garantir fornecimento confiável, escalável e de menor risco para a rápida expansão de data centers nos Estados Unidos. (Energy Storage – 05.01.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Gargalo da transmissão ameaça vantagem do país na atração de data centers verdes

O Brasil consolidou-se como destino atrativo para data centers ao combinar matriz elétrica majoritariamente renovável, custos competitivos e maturidade do mercado livre de energia, mas o principal limitador deixou de ser a geração e passou a ser a infraestrutura de transmissão. Subestações e linhas tornaram-se escassas diante do avanço acelerado da carga digital, especialmente de data centers de IA, que operam como carga de base inflexível e com alta densidade energética. O PDE 2034 já reconhece que essa demanda deixou de ser marginal, com pedidos de conexão próximos de 2,5 GW e potencial impacto relevante sobre o PLD horário. O reforço de rede exigido por projetos hyperscale, frequentemente superior a R$ 500 milhões, tende a ser socializado via RAP e CDE, elevando tarifas para outros consumidores. O texto defende a urgência de neutralidade tarifária, com internalização dos custos de rede pelos grandes data centers, exigência de eficiência energética, contratação de capacidade e integração de armazenamento, sob risco de o país transformar sua vantagem energética em inflação via transmissão e perda de credibilidade regulatória. (Agência CanalEnergia – 14.01.2026)

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EUA: Trump diz estar trabalhando com Microsoft para americanos não pagarem energia de data centers

No dia 12 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que está colaborando com grandes empresas de tecnologia, especialmente a Microsoft, para evitar que os consumidores americanos sejam penalizados com o aumento das contas de eletricidade devido ao funcionamento dos data centers. Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump destacou que sua equipe tem trabalhado diretamente com a Microsoft, que planeja implementar mudanças significativas já a partir daquela semana, com o objetivo de garantir que o custo elevado do consumo energético desses centros de dados não seja repassado aos usuários finais na forma de tarifas mais altas de serviços públicos. Trump enfatizou que as grandes empresas de tecnologia responsáveis pela construção e operação desses centros devem assumir integralmente os custos associados ao consumo de energia, sem transferir esse ônus para a população em geral. Ao agradecer e parabenizar a Microsoft pela iniciativa, o presidente indicou que essa parceria é apenas o começo de uma série de medidas que serão anunciadas nas próximas semanas para lidar com os desafios energéticos relacionados ao avanço tecnológico. (BroadcastEnergia - 13.01.2026)

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EUA: Governo busca conter impacto dos data centers nas tarifas de energia

O governo dos Estados Unidos iniciou articulações com grandes empresas de tecnologia para reduzir o impacto da rápida expansão dos data centers sobre as tarifas de energia elétrica pagas pela população, em meio ao avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem. O presidente Donald Trump afirmou que sua equipe já mantém conversas com companhias como a Microsoft, que deve anunciar mudanças relacionadas ao consumo energético de seus centros de dados, embora ainda sem detalhes divulgados. Segundo o presidente, os data centers são essenciais para sustentar o crescimento da IA, mas os custos de energia associados a esses projetos não devem ser repassados aos consumidores residenciais. O debate ocorre em um contexto de alta nas contas de luz, que subiram em média 7% até setembro de 2025, e de projeções do Departamento de Energia indicando que os data centers podem representar até 12% do consumo total de eletricidade do país até 2028. Com forte concentração dessas instalações em estados como Virgínia, Texas e Califórnia, o governo busca equilibrar a expansão da infraestrutura digital com a proteção do poder de compra das famílias.(MegaWhat Energy – 13.01.2026)

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Reino Unido: Ofcom investiga a X por falhas na proteção contra conteúdos ilegais gerados por IA

O regulador britânico Ofcom anunciou, em 12 de janeiro, a abertura de uma investigação formal contra a plataforma X para apurar se a empresa cumpriu suas obrigações legais de proteção contra conteúdos ilegais no Reino Unido, após relatos de que o chatbot de inteligência artificial Grok teria sido usado para criar e compartilhar imagens íntimas não consensuais e material sexualizado envolvendo crianças. A apuração ocorre com base na Lei de Segurança Online, que impõe às plataformas o dever de mitigar riscos associados a conteúdos ilegais prioritários, como abuso sexual infantil. Após contato emergencial com a X no início de janeiro e uma avaliação preliminar acelerada, o Ofcom decidiu avançar para uma investigação formal. O escopo inclui análise de gestão de riscos, remoção de conteúdos ilegais, proteção da privacidade, salvaguardas para crianças e eficácia de mecanismos de verificação etária. Caso sejam confirmadas violações, o órgão poderá aplicar multas de até £18 milhões ou 10% da receita global da empresa, além de solicitar medidas judiciais mais severas. (Telesintese – 13.01.2026)

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Brasil: Caso Grok expõe limites da autorregulação diante da IA generativa nas plataformas digitais

A investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre o uso do Grok, inteligência artificial integrada à plataforma X, para a geração de imagens sexualizadas falsas sem consentimento reacendeu o debate sobre os limites da autorregulação no ecossistema digital. O caso evidencia um problema estrutural: ferramentas de IA cada vez mais poderosas estão sendo incorporadas diretamente a plataformas de grande escala e viralização sem que mecanismos de governança, auditoria e contenção avancem no mesmo ritmo. Diferentemente dos deepfakes tradicionais, a IA generativa reduz barreiras técnicas e permite a criação instantânea de conteúdos sensíveis, ampliando exponencialmente os riscos quando combinada a redes sociais massivas. Dados do Índice de Fraude 2025 indicam que 78% dos consumidores brasileiros já foram vítimas de golpes com uso de IA, reforçando que se trata de uma tendência recorrente. O episódio expõe fragilidades da moderação reativa e fortalece a discussão sobre responsabilidade compartilhada, dever de cuidado, governança técnica e limites claros para a integração de IA generativa em ambientes digitais de grande impacto. (Telesintese – 13.01.2026)

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Brasil: São Paulo defende inclusão do gás natural no Redata para data centers

O governo de São Paulo defende que o gás natural seja reconhecido como combustível elegível no Redata, política nacional de estímulo à instalação de data centers, ao lado das fontes renováveis. Para a subsecretária de Energia e Mineração da Semil, Marisa de Barros, excluir o gás cria entraves desnecessários ao desenvolvimento do setor em um contexto de forte crescimento da demanda elétrica, cabendo aos órgãos ambientais avaliar caso a caso os impactos de termelétricas. Embora o Redata, lançado por medida provisória, conceda incentivos fiscais apenas a projetos que utilizem energia limpa ou renovável, o estado argumenta que usinas a gás próximas aos centros de carga podem aliviar o Sistema Interligado Nacional e garantir segurança energética. A política paulista aposta em uma transição pragmática, conciliando descarbonização, confiabilidade e modicidade tarifária, e vê no biometano uma alternativa para reduzir gradualmente o uso do gás fóssil, com previsão de ampliar a produção do combustível renovável nos próximos anos. (Agência Eixos – 12.01.2026)

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Brasil: Cade barra restrições da Meta a IAs rivais no WhatsApp e protege infraestrutura digital aberta

Decisão do Cade, formalizada em 12 de janeiro de 2026, determinou a suspensão preventiva das restrições impostas pela Meta ao uso do WhatsApp Business por provedores de inteligência artificial concorrentes da Meta AI. A medida atende a pedidos das empresas Luzia e Zapia e instaurou inquérito administrativo para apurar possível abuso de posição dominante após mudanças nos termos da API do WhatsApp Business, anunciadas em outubro de 2025. Segundo a Superintendência-Geral, há indícios de fechamento de mercado, criação de barreiras à entrada e favorecimento de serviço próprio em uma plataforma com mais de 150 milhões de usuários no Brasil. O Cade avaliou que as restrições poderiam causar danos irreversíveis à concorrência em um mercado emergente e altamente dependente de efeitos de rede e aprendizado de IA. A decisão preserva o acesso de múltiplos provedores à infraestrutura digital do WhatsApp, essencial para serviços de IA que operam sobre grandes volumes de dados e processamento distribuído em nuvem e data centers, reforçando a necessidade de ecossistemas abertos e competitivos. (Telesintese – 12.01.2026)

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Brasil: Idec pede suspensão da IA Grok e reacende debate sobre infraestrutura responsável de IA

O Idec solicitou em 12 de janeiro que o governo federal suspenda a ferramenta de IA generativa Grok, integrada à plataforma X, alegando violações graves e reiteradas de direitos de crianças, adolescentes e mulheres. Segundo o instituto, a tecnologia estaria sendo usada para gerar e disseminar imagens sexualizadas não consentidas, inclusive deepfakes envolvendo menores, sem salvaguardas adequadas. O pedido foi encaminhado ao Comitê Intersetorial de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital e aponta possíveis infrações ao CDC, LGPD, Marco Civil da Internet e ao ECA. O Idec sustenta que as falhas configuram defeito grave na prestação do serviço e risco contínuo de danos, já investigados também por autoridades internacionais. O caso reforça a discussão sobre a necessidade de governança, controles e responsabilidade na infraestrutura digital e nos data centers que suportam sistemas de IA de grande escala, além de influenciar o debate do marco legal da inteligência artificial no Brasil. (Telesintese – 12.01.2026)

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Brasil: ZPE do Ceará aprova mudanças societárias em projetos de data centers do TikTok

Decisões do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, aprovadas em 6 de janeiro de 2026 e publicadas no Diário Oficial em 8 de janeiro, autorizaram mudanças societárias e de razão social em empresas enquadradas no regime de ZPE associadas a projetos de data centers do TikTok no Ceará. Uma das resoluções permite que a ByteDance, controladora global do TikTok, passe a deter 100% do controle acionário da ExportData Company I, mantendo válido o projeto já aprovado no regime especial. Outra autorização envolve a empresa CDV DC I, cujo controle integral passa para a Omnia DC Holding I, ligada a investimentos em infraestrutura digital. As decisões preservam os benefícios do enquadramento em ZPE, mas exigem a comprovação de regularidade do investimento estrangeiro e o cumprimento de requisitos junto a outros órgãos reguladores. O avanço reforça o papel do Ceará como polo estratégico para grandes data centers internacionais no Brasil. (Telesintese – 08.01.2026)

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Brasil: Descentralização de data centers é chave para soberania digital e desenvolvimento regional

A expansão da inteligência artificial e dos serviços digitais no Brasil esbarra na forte concentração da infraestrutura de data centers, apesar de o país possuir o maior ecossistema de banda larga fixa do mundo, sustentado por prestadoras regionais que atendem mais de 55% dos acessos e alcançam todos os municípios. Enquanto o Brasil é o terceiro maior mercado de banda larga fixa, ocupa apenas a 12ª posição global em data centers, com cerca de 195 unidades de grande porte, majoritariamente concentradas no eixo Rio–São Paulo, e alta dependência de servidores no exterior. O texto defende que a vasta malha de fibra óptica e dezenas de milhares de pontos de presença espalhados pelo território poderiam evoluir para data centers regionais e de edge computing, reduzindo latência, aumentando segurança e fortalecendo a soberania digital. Para isso, propõe-se uma Política Nacional de Data Centers voltada à descentralização, com incentivos, padronização técnica e integração a políticas de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional. (Telesintese – 07.01.2026)

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Brasil: Proposta de Lei Geral de Cibersegurança reforça proteção de infraestruturas críticas e data centers

Avanço institucional na agenda de cibersegurança ocorreu com a aprovação, em dezembro, do envio à Casa Civil do anteprojeto da Lei Geral da Cibersegurança, que define princípios, deveres, sanções e a estrutura do Sistema Nacional de Cibersegurança. O texto consolida proposta do GSI e apresenta quatro modelos de governança para a autoridade nacional, incluindo a possibilidade de a Anatel assumir a função, opção aprovada pela maioria do grupo técnico. O debate destacou a necessidade de proteger infraestruturas críticas digitais, como redes de telecomunicações, sistemas 5G e 6G, cabos submarinos e, de forma transversal, data centers que sustentam serviços essenciais, nuvem e aplicações de IA. Argumentos favoráveis à Anatel citam sua capacidade institucional e menor impacto orçamentário, enquanto críticas apontam riscos de fragmentação e conflitos regulatórios. A definição final caberá ao Executivo e ao Congresso, mas o encaminhamento sinaliza maior exigência de governança, resiliência e segurança para data centers e demais ativos digitais estratégicos no país. (Telesintese – 06.01.2026)

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Itália: Regulador encerra investigação sobre DeepSeek e reforça transparência em serviços de IA

Autoridades antitruste da Itália encerraram em 5 de janeiro de 2026 a investigação contra o sistema de inteligência artificial chinês DeepSeek, após a empresa aceitar compromissos vinculantes para alertar de forma mais clara os usuários sobre riscos de “alucinações”, quando a IA gera informações falsas ou enganosas. A apuração, aberta em junho de 2025 pela AGCM, avaliava se o serviço falhou ao informar adequadamente consumidores sobre essas limitações. Segundo o regulador, as medidas adotadas pela DeepSeek tornam os avisos mais transparentes, compreensíveis e imediatos, o que levou ao arquivamento do caso sem sanções. O episódio ocorre em meio à expansão internacional da DeepSeek, que opera grandes modelos de IA apoiados por infraestrutura computacional intensiva. A exigência regulatória por maior transparência tende a impactar também a operação de data centers que sustentam esses sistemas, ao reforçar padrões de governança, rastreabilidade e confiabilidade dos serviços de IA hospedados em ambientes de alta escala na Europa. (Reuters– 05.01.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

EUA: Data center é implantado ao lado de sistema de baterias para acelerar conexão à rede

A desenvolvedora de data centers CyrusOne e a geradora independente Eolian anunciaram a implantação de um campus de data center de 200 MW em Fort Worth, no Texas, integrado a um site já existente de armazenamento de energia em baterias (BESS) em escala de rede. O projeto, denominado DFW7 e atualmente em construção, ficará próximo ao sistema Chisholm Grid, uma bateria de 100 MW que opera desde 2021, o que permite aproveitar infraestrutura de transmissão em alta tensão e capacidade de subestação já disponível. Segundo as empresas, essa estratégia reduz significativamente o tempo de entrada em operação do data center, atendendo à demanda acelerada de hyperscalers e grandes clientes corporativos. A iniciativa reflete uma tendência crescente no mercado norte-americano de data centers de combinar infraestrutura digital com ativos energéticos pré-existentes, especialmente sistemas de armazenamento, para mitigar gargalos de conexão à rede, garantir maior confiabilidade elétrica e acelerar projetos em regiões com forte pressão de carga, como o Texas, epicentro da expansão de data centers nos Estados Unidos. (Energy Storage – 14.01.2026)

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Brasil: Casa dos Ventos firma acordo de US$ 500 milhões para abastecer data centers da Ascenty com energia renovável

A Casa dos Ventos fechou uma parceria avaliada em mais de US$ 500 milhões para fornecer energia renovável aos data centers da Ascenty no Brasil, reforçando o papel do país como polo atrativo para infraestrutura digital intensiva em energia. O acordo prevê a entrada da Ascenty, controlada pela Brookfield e pela Digital Realty, como sócia em dois novos projetos da geradora — um eólico e um solar — que somam mais de 1,5 GW de capacidade instalada e cerca de R$ 7,5 bilhões em investimentos, com início de operação previsto para 2027. Esses empreendimentos fornecerão 110 MW médios ao portfólio da Ascenty, que já opera 20 data centers e constrói outros oito no país, substituindo contratos que vencerão nos próximos anos. Estruturado no modelo de autoprodução, o acordo garante “energia nova”, sem competir com o suprimento de outros consumidores, e ancora novos projetos renováveis, como os complexos Dom Inocêncio e Paraíso. A parceria evidencia a centralidade dos data centers na contratação de nova geração elétrica no Brasil e reforça a aposta em energia limpa e competitiva para sustentar a expansão da inteligência artificial. (Valor Econômico - 13.01.2026)

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EUA: Contratos nucleares para data centers da Meta impulsionam ações do setor

As ações de empresas de energia nuclear dispararam nos Estados Unidos após a Meta Platforms anunciar acordos para compra de eletricidade nuclear destinada à operação de seus data centers de inteligência artificial. A companhia firmou um contrato de fornecimento de energia por 20 anos com a Vistra, a partir de duas usinas nucleares já em operação, e fechou outro acordo com a Oklo, startup apoiada por Sam Altman, para avançar no desenvolvimento de um pequeno reator modular ainda não comercializado. A notícia elevou as ações da Oklo em até 19% e as da Vistra em até 16%, além de impulsionar papéis de outras empresas do setor, como NuScale Power e produtores de urânio. O movimento reforça a estratégia dos hyperscalers de buscar fontes firmes e de longo prazo para sustentar a rápida expansão dos data centers de IA, cuja demanda energética pressiona os mercados elétricos. Analistas avaliam que os contratos confirmam o papel da energia nuclear como alternativa estratégica para viabilizar o crescimento da infraestrutura digital, reativando um setor que vinha em declínio antes do boom da inteligência artificial. (Bloomberglinea – 09.01.2026)

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EUA: Greenflash garante mais de 10 GWh em baterias para atender data centers no Texas

A desenvolvedora norte-americana Greenflash Infrastructure assegurou mais de 10 GWh de capacidade em sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) de íons de lítio destinados a suprir a crescente demanda energética de data centers, especialmente no mercado do Texas, sob a rede ERCOT. Esse volume será somado a mais de 1 GWh já disponível para implantação no curto prazo e a outros 2 GWh com entrega prevista para março de 2026. A empresa aposta em um modelo integrado de contrato único para desenvolvedores de data centers, cobrindo projeto, coordenação da construção e prontidão operacional em conformidade com os padrões de confiabilidade e com a legislação SB6. O plano estratégico prevê um buildout de até 5 GW no ERCOT, com projetos que integram baterias, controles grid-forming e plataformas digitais de operação para garantir estabilidade, despacho e conformidade regulatória. A iniciativa reflete a tendência do setor de data centers nos EUA de adotar parques energéticos com geração renovável e armazenamento no local, reduzindo riscos de conexão, acelerando licenças e assegurando fornecimento confiável para cargas intensivas de computação. (Ess News – 08.01.2026)

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EUA: Pequenos reatores nucleares ganham força para abastecer data centers de IA

Nos Estados Unidos, a retomada da energia nuclear avança impulsionada pela crescente demanda elétrica dos data centers de inteligência artificial, com destaque para os pequenos reatores modulares (SMRs) em desenvolvimento em Oak Ridge, no Tennessee. Empresas como a Kairos Energy apostam em reatores menores, produzidos em série e com tecnologias alternativas, como resfriamento por sal fundido e combustível TRISO, para reduzir custos e acelerar a construção em comparação às usinas nucleares tradicionais. O movimento ocorre após décadas de atrasos e estouros orçamentários no setor nuclear e é reforçado pelo apoio do governo federal e de grandes empresas de tecnologia: a Kairos firmou contrato para fornecer 500 MW ao Google até 2035, mirando o suprimento contínuo e estável exigido por data centers de IA. Embora defensores vejam os SMRs como solução para energia firme, limpa e escalável, críticos alertam para incertezas de segurança e riscos de repetir problemas históricos, mostrando que o novo ciclo nuclear ainda enfrenta desafios regulatórios, técnicos e sociais. (Folha de São Paulo – 07.01.2026)

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Brasil: Governo cria grupo para preparar infraestrutura nuclear voltada a pequenos reatores e novas cargas energéticas

O governo federal instituiu, em 7 de janeiro, um grupo técnico para estudar a infraestrutura nacional necessária à implantação de pequenos reatores modulares (SMRs) e microrreatores nucleares em terra, com foco em reatores de potência de até 300 MW. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, o grupo reúne diversos órgãos governamentais, reguladores, empresas estatais e entidades do setor nuclear, como CNEN, Eletronuclear, EPE, Ibama e Marinha, e terá prazo inicial de 180 dias para elaborar um documento técnico sobre desafios e oportunidades do país nessa área. A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento da demanda por energia firme e contínua, associada a grandes cargas elétricas, como data centers e aplicações intensivas em tecnologia. Embora ainda não existam projetos de SMRs em operação no Brasil, o estudo busca avaliar requisitos regulatórios, ambientais, institucionais e de infraestrutura para viabilizar essa nova geração nuclear, que vem sendo discutida globalmente como alternativa para garantir segurança energética, reduzir emissões e atender consumidores de alto consumo energético de forma descentralizada. (Agência Eixos – 07.01.2026)

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Brasil: Novo modelo de acesso à transmissão impacta conexão de grandes consumidores e data centers

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) definiu 29 de maio de 2026 como prazo final para o recebimento de pedidos de acesso permanente ou ampliação do Montante de Uso do Sistema de Transmissão (MUST) à Rede Básica fora do novo modelo das Temporadas de Acesso, criado pela Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A partir dessa data, agentes geradores e grandes consumidores — como projetos de data centers, que demandam elevado e contínuo suprimento de energia — deverão solicitar conexão exclusivamente por meio dessas temporadas competitivas. O novo regime, instituído pelo Decreto nº 12.772/2025, busca aumentar eficiência, transparência e racionalidade no uso da infraestrutura de transmissão, prevendo análise conjunta das demandas, contratação de capacidade futura e mecanismos de competição quando houver escassez. As informações levantadas poderão subsidiar decisões do Ministério de Minas e Energia sobre expansão da rede, influenciando diretamente o planejamento e a viabilidade de novos empreendimentos intensivos em energia, incluindo centros de dados de grande porte. (Agência CanalEnergia – 06.01.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: Engie aposta em IA para ampliar eficiência e confiabilidade da geração renovável que sustenta data centers

A Engie Brasil está investindo R$ 2,8 milhões em projetos de inovação que utilizam inteligência artificial e sensores a laser para otimizar a eficiência e prolongar a vida útil de seus parques eólicos, reforçando a confiabilidade da geração renovável que abastece grandes consumidores, como data centers. Em parceria com universidades brasileiras, a companhia desenvolve soluções para identificar desalinhamentos em turbinas, falhas que reduzem a produção de energia e aceleram o desgaste dos equipamentos. Um dos projetos, em cooperação com a UFSM, usa sensores lidar e algoritmos próprios para mapear em 3D o alinhamento das turbinas em relação ao vento, com testes no Complexo Eólico Campo Largo, na Bahia. O outro, realizado com a UFERSA, foca no desalinhamento de pitch, comparando algoritmos e metodologias de inspeção remota. As iniciativas buscam tornar o monitoramento mais preciso e econômico, aumentando a estabilidade da geração renovável, fator estratégico para atender a expansão de cargas intensivas e contínuas, como os data centers no Brasil. (Agência CanalEnergia – 13.01.2026)

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Brasil: Acordo Mercosul–UE abre espaço para investimentos em tecnologia e infraestrutura digital

O Conselho da União Europeia aprovou em 9 de janeiro de 2026 a assinatura do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia, destravando um tratado negociado por 25 anos e considerado um marco para o comércio internacional. Segundo a Abinee, o acordo pode elevar entre 25% e 30% as exportações do setor eletroeletrônico brasileiro no médio prazo, além de diversificar fornecedores e recompor a competitividade da indústria nacional. Para a área de tecnologia da informação, a ampliação do acesso ao mercado europeu, a previsibilidade regulatória e a maior integração às cadeias globais de valor tendem a estimular investimentos em infraestrutura digital, incluindo data centers, que são essenciais para suportar serviços de nuvem, processamento de dados e conectividade avançada. Autoridades europeias e brasileiras destacaram o caráter histórico do acordo, que ainda depende de ratificação parlamentar, mas que pode fortalecer o ambiente de negócios e impulsionar projetos tecnológicos intensivos em capital e energia nos dois blocos. (Telesintese – 09.01.2026)

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EUA: Fibra Óptica Sustenta a Nova Geração de Data Centers de IA

O avanço acelerado da inteligência artificial está transformando profundamente a infraestrutura dos data centers, exigindo ambientes cada vez maiores, mais densos e interconectados. Clusters de IA agora reúnem dezenas de milhares de aceleradores, aumentando drasticamente as demandas por largura de banda, baixa latência, energia e refrigeração. Nesse contexto, a fibra óptica deixa de ser apenas um meio de transmissão e passa a ser a espinha dorsal dos data centers de IA, viabilizando escalabilidade, confiabilidade e desempenho. Não existe um modelo único de data center para IA, mas todos dependem de projetos de fibra bem planejados, capazes de suportar topologias mais densas, novos padrões ópticos e futuras expansões. Decisões inadequadas de layout, roteamento ou capacidade podem gerar gargalos operacionais, ineficiências energéticas e altos custos de correção. Por isso, o texto destaca a importância do planejamento antecipado e da parceria com especialistas em infraestrutura de fibra desde a fase de projeto, garantindo que os data centers não apenas atendam às necessidades atuais da IA, mas também estejam preparados para sustentar seu crescimento no longo prazo. (DataCenterDynamics – 09.01.2026)

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China: Lenovo lança plataforma de IA Qira e amplia demanda por infraestrutura de dados

Durante a CES 2026, em Las Vegas, a Lenovo apresentou a Qira, uma nova plataforma de inteligência artificial projetada para unificar e personalizar a experiência dos usuários em todo o ecossistema de produtos da companhia, como PCs, smartphones, tablets, acessórios inteligentes e dispositivos vestíveis. Prevista para chegar ao mercado nos próximos meses, a Qira utiliza entradas multimodais e uma base de conhecimento pessoal para aprender com dados compartilhados pelos usuários e executar ações integradas entre diferentes dispositivos e ambientes, incluindo uso pessoal e profissional. A iniciativa reforça a estratégia da Lenovo de expandir sua divisão de serviços, que já cresce a taxas elevadas, e de competir com grandes players globais de IA. Essa abordagem integrada tende a intensificar a necessidade de processamento, armazenamento e sincronização de grandes volumes de dados, impulsionando investimentos em infraestrutura de nuvem e data centers, fundamentais para garantir desempenho, segurança e escalabilidade das soluções de IA distribuídas globalmente. (Bloomberglinea – 08.01.2026)

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EUA: Intel lança chips avançados e mira expansão em IA e data centers de proximidade

Durante a CES 2026, em Las Vegas, a Intel apresentou a linha de processadores Intel Ultra Série 3, descrita como a mais avançada já desenvolvida e fabricada nos Estados Unidos, reforçando sua estratégia em um mercado altamente competitivo. Os novos chips oferecem maior capacidade de processamento, eficiência energética e design ultrafino, ampliando aplicações de inteligência artificial em mais de 200 tipos de dispositivos, como notebooks, tablets e equipamentos empresariais. Além do foco em consumo e entretenimento, a companhia destacou a expectativa de ampliar sua participação em data centers de proximidade (edge computing), especialmente na América Latina e no Brasil, onde a demanda cresce com a digitalização de serviços e a necessidade de processamento local. A executiva Gisselle Ruiz Lanza ressaltou que a expansão da IA exige infraestrutura robusta e sustentável, incluindo data centers com oferta energética adequada, apontando o Brasil como vantagem competitiva devido à abundância de energia limpa. (Estadão – 08.01.2026)

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EUA: Nvidia aposta em IA física e impulsiona demanda por infraestrutura de data centers

Durante a CES de 2026, Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, defendeu que a chamada “IA física” marca uma nova fase da inteligência artificial ao conectar robótica avançada e software, afirmando que “o momento ChatGPT da robótica chegou”. Segundo o executivo, robôs com habilidades próximas às humanas podem começar a chegar ao mercado ainda este ano, impulsionados por avanços em mobilidade, tato, cognição e habilidades motoras finas. Huang argumenta que essa revolução não substituirá empregos, mas criará uma força de trabalho complementar para suprir a escassez de mão de obra causada pelo envelhecimento populacional. Esse avanço tecnológico depende fortemente de grande capacidade computacional, processamento de dados em tempo real e treinamento intensivo de modelos de IA, o que tende a ampliar investimentos em data centers de alta performance. Assim, a estratégia da Nvidia reforça o papel central dessas infraestruturas na sustentação da próxima onda de crescimento da inteligência artificial e da robótica em escala global. (Bloomberglinea – 08.01.2026)

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Brasil: Hospital inteligente do SUS terá data centers robustos como base da saúde digital

O Brasil assinou em 9 de janeiro de 2026 um contrato de R$ 1,7 bilhão com o Banco dos BRICS para a construção do primeiro hospital inteligente do SUS, que será implantado no Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, com inauguração prevista para 2029. O projeto prevê um complexo de 800 leitos, incluindo 305 UTIs, integrado a uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, com 14 UTIs inteligentes distribuídas pelo país. A base do modelo será uma infraestrutura digital avançada, sustentada por data centers robustos responsáveis por concentrar e processar grandes volumes de dados clínicos, operacionais e assistenciais. Esses data centers permitirão o uso intensivo de inteligência artificial, big data, internet das coisas, telessaúde e conectividade 5G para apoiar decisões médicas em tempo real, automatizar fluxos hospitalares e reduzir drasticamente o tempo de atendimento. O hospital funcionará como projeto-piloto, com potencial de replicação nacional, posicionando o SUS na vanguarda da transformação digital em saúde. (O Globo – 07.01.2026)

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Alemanha: Siemens aposta em IA industrial e reforça necessidade de infraestrutura de dados

O CEO da Siemens, Roland Busch, afirmou em entrevista à Bloomberg em janeiro de 2026 que a empresa enxerga grandes oportunidades de crescimento em inteligência artificial, ciências da vida e software de operações industriais, destacando a importância de construir um backbone robusto de dados para esses setores. Após a aquisição da Dotmatics por US$ 5,1 bilhões, voltada ao desenvolvimento de medicamentos com base em IA, a Siemens anunciou uma parceria ampliada com a Nvidia para criar um sistema operacional de IA industrial capaz de tornar fábricas quase totalmente automatizadas. O projeto começará nas instalações da empresa em Erlangen, na Alemanha, utilizando “cérebros de IA”, gêmeos digitais e conectividade em tempo real para otimizar processos produtivos. Essa estratégia demanda alto poder de processamento, análise contínua de dados e integração digital, o que reforça a relevância de data centers e infraestruturas computacionais avançadas para sustentar aplicações industriais de IA em larga escala, tanto internamente quanto para clientes globais. (Bloomberglinea – 07.01.2026)

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EUA: OpenAI expande ChatGPT Health e amplia demanda por infraestrutura de dados em saúde

A OpenAI anunciou em 7 de janeiro de 2026 o lançamento do ChatGPT Health, novo recurso que marca sua maior investida no setor de saúde ao permitir que usuários analisem resultados de exames, se preparem para consultas médicas e recebam orientações sobre dietas e exercícios, sem realizar diagnósticos formais. A ferramenta poderá se conectar a registros médicos eletrônicos, dispositivos vestíveis e aplicativos de bem-estar, como Apple Health e MyFitnessPal, e será inicialmente disponibilizada por meio de uma lista de espera. A iniciativa reflete a corrida das empresas de tecnologia para explorar o mercado trilionário da saúde com apoio da inteligência artificial, ao mesmo tempo em que levanta preocupações sobre privacidade e segurança de dados sensíveis. Para mitigar riscos, a OpenAI afirmou que separará conversas de saúde e reforçará controles de privacidade, após consultar mais de 260 médicos no desenvolvimento do produto. A expansão do ChatGPT Health tende a aumentar significativamente o volume de processamento, armazenamento e proteção de dados clínicos, reforçando a necessidade de data centers robustos, seguros e altamente escaláveis para sustentar aplicações de IA em saúde. (Bloomberglinea – 07.01.2026)

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EUA: Escala de aprendizado por reforço acelera IA e eleva demanda por data centers

Avanços recentes em inteligência artificial têm sido impulsionados principalmente pela ampliação do aprendizado por reforço (RL), e não apenas pelo pré-treinamento de modelos, como demonstra a estratégia adotada pela OpenAI ao extrair ganhos contínuos a partir de pós-treinamento intensivo. Para viabilizar essa escala, os laboratórios precisam criar grandes volumes de tarefas e “ambientes” artificiais, que vão de réplicas de sites comerciais a plataformas corporativas como Slack, Gmail e terminais de nuvem, além de mobilizar especialistas humanos para definir critérios de avaliação e sinais de recompensa. O surgimento de dezenas de startups focadas em vender ambientes e serviços de RL acelerou esse processo, transformando-o em uma operação industrial. Essa dinâmica demanda milhares de instâncias paralelas, alto uso de GPUs, coleta massiva de telemetria e armazenamento contínuo de dados, ampliando significativamente a necessidade por data centers mais potentes, escaláveis e energeticamente eficientes para sustentar o avanço da IA.(SemiAnalysis– 06.01.2026)

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EUA: Amazon amplia acesso à Alexa com versão web e reforça estratégia em IA

A Amazon anunciou em 6 de janeiro de 2026 que a Alexa, seu assistente de inteligência artificial presente em dispositivos conectados há mais de uma década, passou a estar disponível pela primeira vez via navegador web. A novidade é direcionada inicialmente aos utilizadores do Alexa+, serviço premium de IA generativa lançado em fevereiro, permitindo a interação com o chatbot por meio do site Alexa.com. A empresa informou que dezenas de milhões de pessoas já têm acesso ao serviço, atualmente disponível nos EUA e no Canadá, com planos de expansão. A iniciativa aproxima a Amazon das ofertas de concorrentes como OpenAI, Google e Anthropic e responde à pressão de investidores por avanços em IA generativa. Embora o texto foque na interface e nos serviços ao utilizador, a expansão da Alexa+ reforça indiretamente a demanda por infraestrutura digital robusta e data centers capazes de sustentar processamento intensivo, armazenamento de dados e experiências de IA agêntica em escala global. (EuroNews– 06.01.2026)

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China: DeepSeek Propõe Arquitetura de IA Mais Eficiente e Reduz Pressão sobre Data Centers

A DeepSeek divulgou um novo artigo técnico que descreve uma abordagem mais eficiente para o desenvolvimento de inteligência artificial, evidenciando o esforço do setor chinês para competir globalmente apesar das restrições ao acesso a chips avançados da Nvidia. A pesquisa apresenta a arquitetura Manifold-Constrained Hyper-Connections, criada para melhorar a escalabilidade dos modelos e reduzir significativamente as demandas computacionais e energéticas do treinamento de IA avançada, fatores críticos para data centers. A proposta busca mitigar problemas como instabilidade de treinamento e limitações de escala, ao mesmo tempo em que otimiza a infraestrutura necessária para operar grandes modelos. Testes foram realizados em sistemas entre 3 bilhões e 27 bilhões de parâmetros, reforçando o potencial da técnica para modelos fundamentais. Em um contexto de restrições tecnológicas impostas pelos EUA, a estratégia da DeepSeek destaca a busca chinesa por arquiteturas menos dependentes de hardware extremo, o que pode diminuir custos operacionais, consumo energético e pressão sobre data centers de IA, influenciando o desenho de infraestruturas mais eficientes e sustentáveis. (BloomBergLinea – 02.01.2026)

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