Data Center 13
Tendências de Mercado
China: Empresas de IA impulsionam crescimento recorde de IPOs em Hong Kong
Empresas chinesas de inteligência artificial lideram uma forte retomada do mercado de IPOs em Hong Kong, aproveitando o momento favorável entre os investidores e o apoio de Pequim ao setor. Apenas em dezembro, pelo menos 25 companhias estrearam na bolsa local, o maior volume mensal desde 2019 , e outras dez devem ainda abrir capital em janeiro. Destaque a startup MiniMax, apoiada por Alibaba e pelo fundo soberano de Abu Dhabi, que planeja levantar até US$ 712 milhões em sua oferta, tornando-se um dos primeiros “dragões chineses” de IA a se listar, ao lado da rival Zhipu. O movimento reflete a busca por capital para financiar pesquisa e expansão em um mercado marcado por intensa competição e guerra de preços. Apesar de receitas ainda modestas em comparação com líderes globais como a OpenAI, investidores apostam no potencial estratégico da IA como tecnologia-chave, impulsionando Hong Kong rumo ao melhor desempenho em IPOs dos últimos quatro anos. (BloombergLinea – 31.12.2025)
Japão: SoftBank amplia aposta em IA com compra da DigitalBridge
O SoftBank Group anunciou a aquisição da DigitalBridge Group por US$ 4 bilhões, em um movimento estratégico para reforçar sua exposição à infraestrutura digital e ao ecossistema de inteligência artificial. A oferta de US$ 16 por ação representa um prêmio de 15% sobre o valor de mercado da empresa e elevou as ações da DigitalBridge no pré-mercado. A gestora é especializada em ativos como data centers, torres de telecomunicações, redes de fibra, small cells e edge computing, com participações em empresas como Vantage Data Centers, Zayo e Switch, e administra cerca de US$ 108 bilhões em ativos. Fundada em 1991 como Colony Capital, a empresa se reinventou sob a liderança de Marc Ganzi, que seguirá à frente da DigitalBridge após a conclusão do negócio, prevista para o segundo semestre do próximo ano. A operação reforça a estratégia do fundador Masayoshi Son de posicionar o SoftBank no centro da expansão global da IA, em meio a investimentos bilionários em capacidade computacional e projetos como o Stargate. (BNN Bloomberg – 29.12.2025)
EUA: Ano de 2025 mistura alívio regulatório, fortunas voláteis e vencedores seletos para o setor cripto
O setor de criptomoedas viveu em 2025 um ano contraditório: apesar de um ambiente político mais favorável nos Estados Unidos, impulsionado pelo apoio da indústria ao presidente Donald Trump, os preços dos principais criptoativos decepcionaram. O bitcoin acumulou queda no ano e muitos tokens recuaram ainda mais, afetando patrimônios e ações de empresas listadas. Ainda assim, o fim de processos judiciais, indultos presidenciais e a maior aceitação institucional reforçaram a percepção de que o setor deixou para trás o risco de proibição. Alguns executivos e empresários se destacaram, como Jeremy Allaire (Circle), Giancarlo Devasini (Tether), Mike Novogratz (Galaxy) e Mike Cagney (Figure), beneficiados por IPOs, lucros e expansão de stablecoins. Outros ficaram praticamente estagnados, caso de Brian Armstrong (Coinbase), ou viram perdas relevantes, como Michael Saylor (Strategy) e os irmãos Winklevoss (Gemini). A família Trump entrou de vez no mercado cripto, mas com resultados financeiros mistos. O balanço do ano mostra um setor mais legitimado institucionalmente, porém ainda marcado por volatilidade, competição intensa e incertezas sobre modelos de negócio e rentabilidade. (BloombergLinea – 27.12.2025)
América Latina: Empreendedorismo se ajusta após crise e aposta na IA para 2026
Após dois anos de forte retração, o empreendedorismo latino-americano começa a mostrar sinais de ajuste rumo a 2026, embora ainda enfrente menos capital disponível, maior concorrência global e mudanças aceleradas pela inteligência artificial. Para Freddy Vega, CEO da Platzi, há uma recuperação gradual dos investimentos, impulsionada por vendas de startups e movimentos de IPO, mas 2025 foi um ano “sombrio”, marcado pelo fechamento de empresas e pela disrupção de modelos de negócio, como o trabalho de consultoria, cada vez mais automatizado. Vega e Alan Arguello, da Torrenegra Organization, concordam que a IA é central, não como ferramenta superficial, mas como base técnica para novos produtos. Ambos destacam oportunidades em verticalização de IA, nearshoring de talentos e adoção tecnológica em empresas tradicionais, enquanto alertam para alguns setores próximos da automação total. O consenso é que empreendedores precisarão competir globalmente, dominar IA em profundidade, falar inglês e focar em produtos superiores, com resiliência, curiosidade e disposição para aprender em um ambiente cada vez mais exigente. (BloombergLinea – 26.12.2025)
União Europeia: Airbus planeja migrar sistemas críticos para nuvem soberana europeia
A Airbus prepara uma licitação superior a €50 milhões, com duração de até dez anos, para transferir aplicações e dados críticos, como sistemas de ERP, CRM, ferramentas industriais e plataformas de gestão do ciclo de vida de produtos, para uma nuvem europeia considerada “digitalmente soberana”. O objetivo explícito é reduzir a dependência de grandes provedores americanos, como Amazon, Google e Microsoft, e mitigar riscos associados a legislações dos EUA, especialmente o CLOUD Act, que permite o acesso a dados mesmo quando armazenados fora do território americano. Segundo a vice-presidente de assuntos digitais do grupo, Catherine Jestin, trata-se de informações extremamente sensíveis do ponto de vista estratégico e industrial. A concorrência deve começar no início de 2026, com decisão prevista antes do verão europeu, e terá foco em previsibilidade de custos. Embora o valor não seja elevado para hyperscalers globais, o processo é simbólico por seu peso industrial e político, testando a oferta europeia (Ilsole24ore – 26.12.2025)
EUA: Alphabet compra Intersect Power para garantir energia limpa a data centers de IA
A Alphabet, controladora do Google, anunciou a aquisição da Intersect Power, desenvolvedora de data centers e projetos de energia limpa, por US$ 4,75 bilhões em dinheiro, além de assumir as dívidas associadas, em um movimento estratégico para assegurar o fornecimento de energia necessário à expansão de suas operações de inteligência artificial. A transação permitirá ao grupo ampliar sua capacidade própria de geração elétrica junto a novos data centers, reduzindo a dependência de concessionárias locais pressionadas pela crescente demanda das empresas de IA. O acordo inclui os projetos futuros da Intersect, mas exclui suas operações atuais, que serão adquiridas por outros investidores e administradas separadamente. A Alphabet já era acionista minoritária da empresa desde 2024, quando participou de um aporte de US$ 800 milhões com meta de US$ 20 bilhões em investimentos até 2030. Os novos “data parks”, integrados a fontes eólicas, solares e baterias, devem começar a operar em 2026, com conclusão em 2027, e poderão abrigar também chips de IA de outras empresas. (Techcrunch – 22.12.2025)
Brasil: Boom da IA transforma data centers em novo negócio imobiliário bilionário
Megainvestidores nacionais e estrangeiros, como Goldman Sachs, BTG Pactual, Patria Investimentos e General Atlantic, avançam sobre o Brasil para explorar o crescimento global da inteligência artificial por meio da construção de data centers. Impulsionado pela abundância de energia renovável, infraestrutura relativamente madura e posição geopolítica favorável, o país surge como polo estratégico na América Latina, com projeções de adicionar cerca de 2.000 MW à capacidade atual até 2030, o que pode demandar até US$ 20 bilhões em investimentos. Esses complexos, vistos como ativos imobiliários de longo prazo, funcionam como “hotéis de supercomputadores”, alugados por grandes empresas de tecnologia com contratos extensos e alto consumo de energia e água. Projetos de grande escala, como o data center da ByteDance no Ceará, atraem cifras bilionárias, mas também levantam preocupações ambientais e desafios regulatórios. Para viabilizar o setor, o governo discute incentivos fiscais por meio do regime especial Redata, enquanto investidores apostam em retornos elevados com a expansão da IA, apesar dos entraves de custo, licenciamento e conexão elétrica. (Folha de São Paulo – 20.12.2025)
Brasil: Insegurança regulatória ameaça liderança do país em data centers para IA
O debate sobre inteligência artificial no Brasil começa a avançar para o campo da infraestrutura, mas o país ainda segue travado por incertezas regulatórias que reduzem sua competitividade na atração de data centers voltados à IA. Embora o governo tenha criado em 2025 o Redata, regime especial de tributação para o setor, a falta de conversão da medida em lei limita a previsibilidade jurídica e mantém investidores cautelosos. Datacenters para IA exigem padrões técnicos mais elevados, como alto consumo energético, GPUs e refrigeração avançada, o que torna regras claras e incentivos estáveis ainda mais decisivos. Enquanto o Brasil discute, países como Chile e Uruguai avançam com políticas objetivas e atraem bilhões em investimentos de empresas como Google e AWS. Apesar de aportes relevantes de grupos como Equinix, Ascenty e Elea, o potencial brasileiro segue subaproveitado. Com matriz energética renovável, grande mercado interno e demanda crescente, o país corre o risco de perder protagonismo regional se não consolidar rapidamente o Redata e um marco regulatório estável, essencial também para soberania digital e proteção de dados sensíveis. (Telesintese – 19.12.2025)
EUA: Rali da IA amplia ganhos, mas expõe riscos e vencedores inesperados
Os investidores devem se lembrar de 2025 como o ano em que o rali da inteligência artificial se expandiu, ao mesmo tempo em que cresceram os temores de bolha e de disrupção estrutural no setor de tecnologia. Embora gigantes como Nvidia e Alphabet tenham se valorizado, os maiores vencedores foram segmentos menos reconhecidos, como chips de memória e armazenamento, impulsionados pelo aumento dos gastos com infraestrutura de IA. Em contraste, empresas de software, especialmente SaaS, sofreram com avaliações pressionadas pela concorrência de modelos e agentes de IA, levantando dúvidas sobre poder de precificação e demanda futura. As chamadas neoclouds passaram de queridinhas a símbolos de risco, com quedas expressivas em Oracle, CoreWeave e Nebius, diante de incertezas sobre rentabilidade e endividamento. Ainda assim, ações consideradas caras, como Palantir e Tesla, desafiaram o ceticismo e tiveram forte desempenho, sustentadas por expectativas de crescimento. Para 2026, o mercado entra mais cauteloso: as avaliações seguem elevadas, mas as oportunidades permanecem, exigindo das empresas resultados concretos para justificar o otimismo. (BloombergLinea – 19.12.2025)
EUA: TikTok avança em separação da ByteDance com acordo liderado pela Oracle
O plano de separação do TikTok US da sua controladora chinesa, a ByteDance, entrou em fase decisiva com a assinatura de acordos vinculativos para a venda das operações nos EUA a um grupo de investidores liderado pela Oracle, ao lado da Silver Lake e da MGX. Segundo memorando do CEO Shou Chew, a transação criará uma joint venture americana com controle majoritário de investidores dos EUA, nova governança e conselho predominantemente norte-americano, além de autonomia sobre dados, moderação de conteúdo e segurança do algoritmo. O acordo, que avalia o TikTok US em cerca de US$ 14 bilhões, prevê que a ByteDance mantenha 19,9% de participação e licencie sua tecnologia de recomendação de IA para a nova entidade, ponto que ainda gera críticas e incertezas regulatórias. A conclusão é esperada para janeiro de 2026, mas depende de aprovação das autoridades chinesas. Se finalizado, o negócio pode encerrar um impasse de segurança nacional entre Washington e Pequim, embora persista o debate sobre o real grau de desvinculação da empresa chinesa. (BloomBergLinea – 19.12.2025)
Brasil: Levantamento do Cetic.br mapeia 465 data centers em operação no país
Um estudo conduzido pelo Cetic.br, ligado ao NIC.br, identificou a existência de ao menos 465 data centers privados em operação no Brasil, além de 89 unidades públicas, revelando forte concentração na Região Sudeste, especialmente na Região Metropolitana de São Paulo. Apresentado durante a Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil, o levantamento busca resolver a falta de dados confiáveis sobre o setor, em meio ao crescente debate sobre data centers no país. Diante da ausência de uma definição única do que caracteriza um data center, a pesquisa adotou uma metodologia de “mapeamento por excesso”, utilizando apenas fontes públicas e internacionalmente comparáveis, como registros de sistemas autônomos, bases especializadas, certificadoras internacionais e dados de tráfego. Os registros correspondem a unidades físicas individualizadas, o que permitirá análises mais detalhadas no futuro. As próximas etapas devem incluir informações sobre consumo energético, localização, vínculos empresariais e empregos, com o objetivo de apoiar avaliações de políticas públicas como o ReData. (Telesintese – 17.12.2025)
EUA: OpenAI negocia aporte bilionário da Amazon e possível adoção de chips próprios
A OpenAI está em conversas iniciais para captar ao menos US$ 10 bilhões da Amazon, em um acordo que pode avaliar a criadora do ChatGPT em mais de US$ 500 bilhões e incluir o uso dos chips Trainium, desenvolvidos pela varejista para aplicações de inteligência artificial. Ainda preliminares, as negociações representariam uma vitória estratégica para a divisão de semicondutores da Amazon e para a AWS, que busca ampliar sua relevância entre desenvolvedores de IA e reduzir a dependência do mercado em relação à Nvidia. A iniciativa ocorre em meio à crescente competição entre gigantes como Microsoft, principal apoiadora da OpenAI, Google e Meta, que já testam alternativas próprias de hardware. Segundo a Amazon, os chips Trainium oferecem maior eficiência e menor custo para cálculos intensivos de IA. O possível acordo reforça o pico de investimentos no setor, mas também reacende alertas de Wall Street sobre riscos de bolha, diante de avaliações elevadas e de relações circulares entre investidores, clientes e fornecedores de tecnologia. (BloombergLinea – 17.12.2025)
Global: Relatório cobra restauração ambiental para compensar emissões de data centers
Um relatório da desenvolvedora europeia de remoção de carbono Arbonics avalia a estratégia ambiental de data centers de grandes empresas de tecnologia na Europa, como Google, Microsoft, Meta e Apple, e conclui que o setor precisa ir além das metas climáticas tradicionais, adotando a restauração da natureza como contrapartida às emissões anuais. O estudo funciona como um “boletim” comparativo e defende a chamada restauração proporcional, ou seja, que os operadores recuperem áreas naturais suficientes para compensar suas emissões operacionais. A Microsoft lidera o ranking ao proteger mais terras do que a área ocupada por seus data centers, enquanto outros casos revelam impactos expressivos, como a unidade do Google na Finlândia, que exigiria o plantio de milhões de árvores para neutralizar um único ano de emissões. O relatório alerta que a expansão de hyperscalers continua pressionando solo, água e redes elétricas, em um contexto de forte crescimento da demanda energética impulsionada pela IA. Para 2026, a Arbonics aponta quatro prioridades: ampliar a restauração ambiental, priorizar áreas já degradadas, reportar biodiversidade por site e integrar soluções de design baseadas na natureza. (CapacityGlobal – 16.12.2025)
Global: Explosão de dados e IA pressiona consumo de energia em data centers
O crescimento exponencial do volume de dados e a rápida adoção da inteligência artificial colocam o consumo de energia dos data centers no centro de uma crise global, segundo análise citada no artigo. De acordo com a Agência Internacional de Energia, a demanda elétrica desses centros deve mais que dobrar até 2030, alcançando um consumo equivalente ao do Japão hoje, com a IA podendo responder por quase metade desse total. O problema é agravado pelo uso de infraestruturas legadas, ineficiências na distribuição de energia e pela cultura de “não apagar dados”, que faz com que cerca de 70% das informações armazenadas até 2030 sejam classificadas como “frias”, raramente acessadas, mas mantidas em sistemas de alto consumo. O texto defende uma transformação na estratégia de armazenamento, com auditoria de dados, arquiteturas híbridas e migração de dados pouco usados para soluções mais eficientes, como fitas magnéticas, capazes de reduzir significativamente custos e consumo energético. Além disso, destaca que inovação em resfriamento, automação e gestão inteligente de recursos será essencial para conciliar crescimento, sustentabilidade e exigências regulatórias, mantendo a viabilidade do setor no longo prazo. (DataCenterDynamics – 15.12.2025)
Global: Data centers se reinventam para sustentar a IA no setor financeiro
Os data centers estão passando por uma transformação acelerada para atender à crescente demanda por inteligência artificial de bancos, seguradoras e gestoras de ativos, redefinindo a forma como o setor financeiro consome capacidade computacional. À medida que a IA se torna fundamental para atividades como trading, gestão de risco, compliance e detecção de fraudes, a capacidade “AI-ready” deve crescer mais de 30% ao ano até 2030, impulsionando investimentos de centenas de bilhões de dólares em nova infraestrutura. Esse avanço força operadores a repensar localização, estratégia de energia e conexão às redes elétricas, com acordos de longo prazo, geração própria e até fontes alternativas, como nuclear e gás avançado. No campo técnico, a alta densidade dos clusters de IA torna o resfriamento a ar insuficiente, acelerando a adoção de soluções de refrigeração líquida. Ao mesmo tempo, exigências regulatórias e de governança levam instituições financeiras a priorizar data centers modernos, resilientes e com maior controle sobre dados e modelos, transformando infraestrutura em elemento estratégico da corrida global pela IA. (Data Center Magazine – 13.12.2025)
Brasil: Data centers lideram agenda ESG e colocam país no radar global de investimentos em 2026
Relatório de tendências da XP aponta os data centers como o principal tema ESG para 2026, impulsionados pelo crescimento acelerado da inteligência artificial e pela busca das empresas por energia limpa. Com matriz elétrica majoritariamente renovável, sistema interligado nacional e políticas de incentivo, o Brasil desponta como destino estratégico para investimentos e parcerias entre empresas de tecnologia e energia, segundo a XP. O estudo destaca que, à medida que os data centers aumentam escala e intensidade, seu consumo elétrico se aproxima ao de cidades médias, pressionando a infraestrutura e estimulando aportes em geração renovável, transmissão e armazenamento. Projetos bilionários, como o data center do TikTok no Ceará, ilustram essa nova onda de integração entre energia e tecnologia. Apesar do potencial de se tornar um hub regional, o país ainda enfrenta riscos ligados a gargalos de transmissão e execução de projetos. Para 2026, a expectativa é de uma primeira grande leva de investimentos, acompanhada de maior clareza regulatória, modernização da rede e expansão da capacidade energética para sustentar o avanço da economia digital. (Agência Eixos – 12.12.2025)
EUA: Boom de data centers para IA levanta alertas de bolha e risco de crédito
O avanço acelerado da inteligência artificial impulsionou um frenesi global na construção de data centers, acompanhado por volumes recordes de endividamento e estruturas financeiras cada vez mais complexas, o que acende alertas sobre uma possível bolha. Segundo a Bloomberg, há casos de empresários que se tornaram bilionários antes mesmo do início das obras, pedidos de financiamento acima de 100%, chegando a 150% do custo dos projetos, e uso de securitização e engenharia financeira para manter dívidas fora do balanço. Estimativas indicam que os investimentos totais em infraestrutura de IA podem alcançar entre US$ 5 trilhões e US$ 10 trilhões, com quase US$ 7 trilhões destinados apenas a data centers até 2030. Especialistas alertam para riscos de excesso de oferta, refinanciamento difícil em poucos anos e spreads considerados baixos diante da incerteza tecnológica. Sinais de tensão já surgem no mercado, com quedas em ações de empresas expostas ao setor, enquanto reguladores, como o Banco da Inglaterra, passam a monitorar de perto o crescimento do crédito ligado a data centers e IA. (BloomBergLine – 12.12.2025)
Global: Infraestrutura de IA deve provocar salto inédito no financiamento de projetos
A expansão acelerada da inteligência artificial deve impulsionar um “surto sem precedentes” no financiamento de projetos, especialmente em data centers e infraestrutura associada, segundo pesquisa da CSC com 200 profissionais do setor. O estudo aponta uma lacuna estimada de US$ 1,5 trilhão em financiamento para atender à crescente demanda por capacidade computacional e energia gerada pela IA. Para 70% dos entrevistados, infraestrutura será o principal vetor de crescimento, seguida por renováveis e telecomunicações, ambas fortemente influenciadas pelos data centers. A Europa aparece como região mais promissora, à frente do Reino Unido, refletindo um pipeline global diversificado. Diferentemente da nuvem tradicional, financiada majoritariamente pelo caixa das big techs, a IA exigirá uma base mais ampla de investidores, incluindo private equity, fundos soberanos, crédito privado e mercados de dívida. Apesar do apetite crescente, há preocupações com riscos de execução, exigências regulatórias e dúvidas sobre a rentabilidade desses investimentos diante do elevado custo do capital. (DataCenterDynamics – 12.12.2025)
Brasil: Oracle renova parceria com a TIM e amplia uso de IA na nuvem por cinco anos
A Oracle e a TIM Brasil firmaram um novo contrato de cinco anos para fornecimento de soluções de inteligência artificial por meio da Oracle Cloud Infrastructure (OCI), ampliando a parceria iniciada em 2021 com a migração dos data centers da operadora para a nuvem. O acordo prevê o desenvolvimento e a operação de agentes de IA aplicados a etapas críticas da jornada do cliente, como faturamento, atendimento e suporte digital. Um dos destaques é o Agente de Contas, que compara faturas, explica variações e reduziu em 18% o tempo de resolução de chamados relacionados a cobrança em projeto-piloto. Com a conclusão da migração para um ambiente 100% em nuvem e arquitetura multicloud, a TIM acelerou automações, análises de rede e atendimento digital. Segundo a operadora, o portfólio soma mais de 100 casos de uso de IA, com dezenas de pilotos e iniciativas já em produção, resultando em ganhos de eficiência operacional, redução de falhas na rede e aumento da satisfação dos clientes. (Telesintese – 11.12.2025)
Europa: Hyperscalers seguem centrais apesar das tensões geopolíticas
Apesar do aumento das tensões geopolíticas e da crescente desconfiança europeia em relação às big techs dos Estados Unidos, a Europa não deve abandonar os hyperscalers, segundo análise de Owen Rogers, do Uptime Institute. Empresas como Amazon, Google, Microsoft e Oracle continuam essenciais para a economia digital europeia, oferecendo escala, custo competitivo, ampla gama de serviços, confiabilidade e presença global que nenhum provedor europeu consegue igualar hoje. Embora governos e empresas demonstrem preocupações com soberania digital, leis como o CLOUD Act e dependência estratégica, as alternativas locais ainda têm limitações de capacidade, serviços e alcance geográfico. Iniciativas como “nuvens soberanas” e alianças regionais ajudam a mitigar riscos, mas não substituem completamente os hiperscalers. Assim, a tendência dominante é a adoção de modelos híbridos, combinando hiperscalers, provedores europeus, colocation e infraestrutura própria, escolhidos conforme o tipo de carga de trabalho, enquanto a probabilidade de uma ruptura severa segue considerada baixa para a maioria das organizações. (DataCenterDynamics – 10.12.2025)
China: Doubao desafia rivais e lidera a IA de consumo
A ByteDance, conhecida globalmente por controlar o TikTok, tornou-se líder silenciosa do mercado de inteligência artificial de consumo na China com o aplicativo Doubao, hoje a plataforma de IA móvel mais popular do país. O app superou concorrentes como DeepSeek e Yuanbao em downloads e usuários ativos, alcançando cerca de 172 milhões de usuários mensais, segundo dados de mercado. Seu sucesso é atribuído à combinação de recursos multimodais, texto, voz, imagem e vídeo, com um design intuitivo e altamente acessível, marca registrada da empresa. Diferentemente de rivais mais focados em desempenho técnico, o Doubao prioriza experiência do usuário e facilidade de compartilhamento, aumentando engajamento e retenção. A estratégia proprietária da ByteDance, inspirada na OpenAI, pode gerar vantagem competitiva de longo prazo, refletida em sua avaliação próxima a US$ 480 bilhões. Ainda assim, desafios permanecem, como a monetização em um mercado dominado por serviços gratuitos e a forte concorrência de gigantes como Alibaba. (BloomBergLine – 03.12.2025)
Global: Hyperscalers lideram a transformação da infraestrutura digital
Os hyperscalers seguem remodelando o ecossistema global de data centres ao sustentar computação em nuvem, cargas intensivas de IA e a transformação digital em larga escala. Empresas como AWS, Microsoft Azure, Google Cloud, Meta, Alibaba, Tencent, Apple, Oracle, ByteDance e IBM investem bilhões na expansão de capacidade, em refrigeração avançada, energias renováveis e chips personalizados para lidar com densidades extremas de processamento. O ranking destaca não apenas liderança de mercado, mas também estratégias tecnológicas, como data centres modulares, computação soberana, integração de IA, eficiência energética e metas de neutralidade de carbono. À medida que a demanda por IA e machine learning cresce em diversos setores, esses gigantes definem os padrões do futuro da infraestrutura digital, equilibrando desempenho, escalabilidade, governança e sustentabilidade em um cenário cada vez mais competitivo e globalizado. (Data Center Magazine – 03.12.2025)
Expansão e Investimentos
Brasil: V.tal amplia presença no Nordeste com a aquisição da Um Telecom
A V.tal, grupo de telecomunicações controlado pelo BTG Pactual, anunciou a aquisição de 100% da Um Telecom, empresa de soluções digitais com forte atuação no Nordeste, em operação sujeita a aprovações regulatórias e prevista para ser concluída no primeiro trimestre de 2026. Com o negócio, cujo valor não foi divulgado, a V.tal incorpora cerca de 20 mil quilômetros de rede de fibra óptica, com presença em todas as capitais nordestinas e em mais de 200 municípios, além de aproximadamente mil clientes corporativos. A transação fortalece a capilaridade regional da companhia e sua atuação no mercado atacadista de telecomunicações, atendendo provedores regionais, operadoras e carriers. A empresa informou que contratos, Service Level Agreements (SLAs) e operações da Um Telecom serão mantidos no curto prazo. A aquisição também amplia a densidade da infraestrutura terrestre da V.tal em uma região estratégica para conectividade, data centers e serviços digitais, reforçando sua posição como provedora neutra de infraestrutura no país. (Telesintese – 29.12.2025)
Europa: Goodman e CPP lançam parceria de € 8 bilhões para data centers
O Goodman Group firmou uma parceria estratégica com o fundo canadense CPP Investments para criar uma plataforma europeia de data centers avaliada em € 8 bilhões, com participação igualitária entre as partes. O acordo prevê um investimento inicial de € 2,2 bilhões para o desenvolvimento de quatro projetos nos principais mercados FLAP da Europa, Frankfurt, Londres, Amsterdã e Paris, totalizando 435 MW de energia primária e 282 MW de carga de TI. Os empreendimentos já contam com conexões elétricas, licenças e infraestrutura de site avançada, o que deve permitir o início das construções até junho de 2026, com conclusão prevista até março do mesmo ano. Segundo as empresas, a parceria combina a capacidade de desenvolvimento e o banco de terrenos energizados da Goodman, com a experiência global da CPP em infraestrutura digital, visando atender à crescente demanda por computação em nuvem e aplicações de inteligência artificial. A iniciativa marca a entrada direta da CPP no mercado europeu de data centers, e reforça a expansão global da Goodman no setor. (DataCenter Dynamics – 23.12.2025)
Brasil: EVEO recebe R$ 100 milhões da XP para expandir infraestrutura de cloud privada
A EVEO anunciou a captação de R$ 100 milhões junto ao FIP XP Infra V, fundo gerido pela XP Asset, com foco na expansão de sua infraestrutura de cloud privada, data centers e capacidade operacional. O investimento sustenta o plano de crescimento da empresa, que projeta alcançar faturamento de R$ 500 milhões até 2030, e será direcionado, principalmente, à aquisição de equipamentos, aumento da capacidade instalada, e ampliação da presença no Brasil e no exterior. A operação foi estruturada ao longo de 2024, após a avaliação de quase 30 fundos, e envolveu diligências contábil, fiscal, jurídica e estratégica. Segundo a EVEO, o aporte permitirá acelerar investimentos em infraestrutura digital, fortalecer o portfólio de serviços de cloud de missão crítica e atender à crescente demanda por soluções de cloud privada com operação local e previsibilidade de custos. A empresa opera cinco data centers Tier III no Brasil e nos Estados Unidos e atua nos segmentos de servidores dedicados, colocation, storage, banco de dados e disaster recovery. (Telesintese – 19.12.2025)
Brasil: RT-One capta R$ 15 bilhões para criar plataforma de data centers de IA
A RT-One anunciou a captação de R$ 15 bilhões para implantar uma plataforma de data centers dedicados à inteligência artificial no Brasil, com foco em computação de alta densidade e uso de energia renovável. O plano prevê a construção de um mega-campus em Uberlândia (MG), um segundo empreendimento no Paraná e um terceiro local ainda em fase de avaliação. A iniciativa busca atender à demanda nacional e internacional por processamento de IA, computação de alto desempenho (HPC), cibersegurança e serviços em nuvem, seguindo padrões internacionais de disponibilidade e eficiência energética. O primeiro campus já conta com 100 MW contratados e, somado ao projeto do Paraná, a capacidade inicial pode chegar a 200 MW, com arquitetura modular que permite expansão para mais de 400 MW por unidade. As obras devem começar nos próximos meses, com a primeira entrega operacional prevista para 2026. O projeto envolve parceiros industriais e tecnológicos, como Hitachi Energy, Himoinsa e MaisEnergia, que atuarão no fornecimento de sistemas elétricos, geração, armazenamento de energia e soluções de infraestrutura, reforçando a estratégia da RT-One de estruturar uma base robusta de data centers de IA no País. (Telesintese – 18.12.2025)
EUA e Europa: Accenture e Nscale reforçam atuação em design de data centers com aquisições
A Accenture e a Nscale anunciaram aquisições estratégicas para ampliar suas capacidades em design, engenharia e implantação de data centers, em meio ao avanço acelerado da demanda por infraestrutura voltada à inteligência artificial. A Accenture adquiriu 65% da norte-americana DLB Associates, empresa especializada em engenharia e consultoria para data centers de IA, incorporando cerca de 620 profissionais à sua divisão Industry X e fortalecendo sua oferta de serviços de ponta a ponta, do planejamento à operação. Já a Nscale, provedora europeia de cloud de IA, comprou a consultoria Future-tech, que atua em design, construção e gestão de data centers, integrando aproximadamente 60 especialistas para acelerar seus projetos globais. As transações, cujos valores não foram divulgados, refletem a estratégia das duas companhias de internalizar competências técnicas críticas para ganhar escala, reduzir prazos de implantação e responder às exigências de workloads de alta densidade impulsionados por IA, hyperscale e computação de alto desempenho. (DataCenter Dynamics – 17.12.2025)
Arábia Saudita: Khazna anuncia primeiro data center no país com até 200 MW
A Khazna Data Centers, operadora dos Emirados Árabes Unidos, anunciou sua entrada no mercado saudita com a aquisição de um terreno de 225 mil m² em Dammam, onde pretende desenvolver seu primeiro campus de data centers no país, com capacidade estimada de até 200 MW. O projeto será baseado em arquitetura modular e preparado para suportar diferentes cargas de trabalho, incluindo aplicações intensivas em GPUs voltadas à inteligência artificial. A empresa nomeou Mohammed Bin Hassan como responsável pelas operações no Reino da Arábia Saudita, reforçando a estratégia local de longo prazo. Segundo a Khazna, o investimento está alinhado às ambições digitais e de IA do país no âmbito da Visão 2030. A companhia afirma operar atualmente cerca de 30 data centers ativos, totalizando quase 650 MW, e planeja desenvolver mais de 1 GW adicional de capacidade em mercados como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Itália e outros, apoiada pelo grupo G42 e por investimentos recentes de MGX e Silver Lake. (DataCenter Dynamics – 16.12.2025)
Países Baixos: Pure DC fecha maior contrato hyperscale de 2025 em campus de Amsterdã
A Pure Data Centres Group (Pure DC) anunciou a assinatura do maior contrato independente de data center hyperscale da Europa em 2025, ao garantir um único inquilino para ocupar 100% da capacidade de um campus planejado em Amsterdã, nos Países Baixos. Um cliente hyperscale não identificado irá arrendar integralmente os 78 MW do empreendimento AMS01, localizado em Westpoort, com investimento superior a € 1 bilhão por parte da Pure DC. O projeto ocupa uma área de 5,6 acres e contará com três edifícios de 26 MW cada, totalizando cerca de 94,6 mil m², além de uma subestação privada já construída, conectada à rede de 50 kV e com 100 MVA assegurados. A empresa informou que o terreno foi adquirido em regime de arrendamento de longo prazo junto ao Porto de Amsterdã e que as licenças necessárias já foram obtidas. As obras dos data halls devem começar em janeiro de 2026. O acordo reforça a capacidade da Pure DC de viabilizar novos projetos em um dos mercados mais restritos da Europa, marcado por limitações regulatórias à expansão de data centers. (DataCenter Dynamics – 16.12.2025)
EUA: Ações da Fermi despencam após desistência de inquilino em megaprojeto no Texas
As ações da Fermi sofreram forte queda, chegando a recuar até 46%, após a empresa informar que o primeiro inquilino previsto para o Project Matador, um megacampus de data centers e energia de 11 GW no Texas, desistiu de um acordo inicial estimado em US$ 150 milhões. O contrato era baseado em uma carta de intenções não vinculante assinada em setembro com um potencial cliente de alto grau de crédito, possivelmente um hyperscaler ou empresa de IA, mas o período de exclusividade expirou e o interessado optou por encerrar o compromisso. Apesar do impacto no mercado, a Fermi afirmou que segue confiante no cronograma de entrega de energia do projeto e já iniciou negociações com outros potenciais inquilinos para fornecimento de energia a partir de 2026. Segundo analistas, o impasse ocorreu por divergências de preço, refletindo a estratégia da empresa de manter disciplina comercial. Fundada por executivos ligados ao setor energético e sem data centers operacionais, a Fermi levantou US$ 682 milhões em IPO em 2025 e estima em US$ 2 bilhões o custo das duas primeiras fases do projeto. (DataCenter Dynamics – 15.12.2025)
Austrália: DXN fornecerá data center edge pré-fabricado para empresa de comunicações
A empresa australiana de data centers DXN anunciou a assinatura de um contrato de AU$ 1,4 milhão para projetar, construir e instalar um data center edge pré-fabricado para uma companhia de comunicações e serviços de TI cujo nome não foi divulgado. O módulo será implantado na região do Pacífico e tem conclusão prevista para o fim de junho de 2026, com o objetivo de ampliar a conectividade à internet em operações remotas e apoiar uma rede global de comunicações até meados do próximo ano. Segundo a DXN, o cliente atua conectando operações industriais em escala global, o que reforça a relevância estratégica do projeto. A companhia informou já ter entregue mais de 100 data centers modulares, atendendo clientes de setores como logística, mineração, energia, defesa e telecomunicações, além de participar de projetos de estações de aterragem de cabos submarinos em ilhas do Pacífico. Para a DXN, o novo contrato consolida sua posição como fornecedora de soluções modulares inovadoras para infraestrutura crítica na região Ásia-Pacífico. (DataCenter Dynamics – 11.12.2025)
Brasil: TIP Brasil investe R$ 500 milhões em data center Tier 3 em Campinas
A TIP Brasil anunciou um investimento de R$ 500 milhões na aquisição, modernização e ampliação de um data center em Campinas (SP), inaugurado em novembro de 2025 e incorporado ao portfólio da Tropical, nova empresa do grupo dedicada a serviços de data center. Com cerca de 20 mil m² de área construída, a estrutura passará por um retrofit para alcançar a certificação Tier 3, incluindo modernização de no-breaks, climatização, piso elevado resistente ao fogo e manutenção de geradores Caterpillar de 3 MW. O projeto prevê capacidade para até 2 mil racks, energia inicial de 10 MW e expansão conforme a demanda, além de geração própria a partir de 2026. A primeira fase já está em operação, enquanto a segunda, com mais 2.500 m² de área útil, deve ser entregue no início de 2026. A expectativa é ocupar cerca de 500 racks até o fim de 2026, e concluir a primeira etapa até 2030. O data center atenderá ISPs, empresas de segurança e órgãos públicos, reforçando a infraestrutura nacional de colocation e cloud em conformidade com a LGPD. (Telesintese – 11.12.2025)
EUA: Argo amplia participação e reforça controle na operadora TierPoint
A Argo Infrastructure Partners, gestora de ativos de infraestrutura controlada pela Apollo Global Management, ampliou sua participação na operadora estadunidense de data centers TierPoint ao adquirir as ações detidas pela maioria dos acionistas minoritários, consolidando ainda mais seu controle sobre a empresa. Os termos financeiros da transação não foram divulgados, mas o acordo já foi concluído. Segundo a Argo, a decisão reflete a confiança no potencial de crescimento de curto e longo prazo da TierPoint, que opera cerca de 40 data centers em 18 mercados dos Estados Unidos, com foco em cidades de médio porte. A companhia possui um portfólio diversificado, não dependente de um único segmento do mercado, e prevê a entrada em operação de aproximadamente 100 MW adicionais de capacidade até 2026. A Argo iniciou seus investimentos na TierPoint em 2020, elevando gradualmente seu aporte até se tornar acionista majoritária em 2024, com investimento total estimado em US$ 700 milhões. (DataCenter Dynamics – 11.12.2025)
Países Baixos: Antin adquire a operadora de data centers NorthC
A Antin Infrastructure Partners anunciou a aquisição da operadora holandesa de data centers NorthC Datacenters, em uma transação realizada por meio de seu Flagship Fund V, avaliado em €10,2 bilhões, e que deve ser concluída no primeiro semestre de 2026. O ativo foi comprado da gestora alemã DWS e de acionistas minoritários, com valor não divulgado, embora o mercado estime que a companhia possa alcançar até €2 bilhões. Fundada em 2019 a partir da fusão de TDCG e NLDC, a NorthC se consolidou como uma das principais plataformas de colocation da Europa, com mais de uma dúzia de data centers nos Países Baixos, oito na Alemanha e quatro na Suíça, além de projetos em desenvolvimento nesses mercados. A empresa atende mais de 1.600 clientes corporativos e institucionais e vem expandindo sua presença por meio de aquisições estratégicas. Para a Antin, o negócio reforça a aposta em infraestrutura digital e no crescimento do mercado de colocation impulsionado pela digitalização e pela IA. (DataCenter Dynamics – 11.12.2025)
Reino Unido: Drax avalia converter usina em campus de data centers de até 1 GW
A Drax Group estuda a conversão de uma de suas antigas unidades termelétricas em Selby, no condado de Yorkshire, em um campus de data centers com capacidade potencial de até 1 GW. Segundo atualização comercial da companhia, o plano prevê o reaproveitamento da infraestrutura existente e das conexões à rede elétrica de uma antiga usina a carvão, hoje desativada. A empresa já prepara um pedido de licenciamento para uma primeira fase de cerca de 100 MW dentro do complexo da Drax Power Station. Caso avance, o projeto deve buscar parceiros externos e pode entrar em operação após 2031, embora uma iniciativa anterior mencionasse a possibilidade de um primeiro data center já em 2027. A Drax opera no local a maior usina de biomassa do Reino Unido, com capacidade de 2,6 GW, responsável por cerca de 5% da eletricidade do país, e tem acordo com o governo britânico para manter a planta ativa entre 2027 e 2031. A empresa também planeja incorporar tecnologia de captura de carbono, enquanto mantém conversas com operadores de data centers interessados em projetos de co-localização com geração de energia. (DataCenter Dynamics – 11.12.2025)
Brasil: Omnia avança para controle total do Data Center Pecém
A Omnia, investida do Fundo V de Infraestrutura do Pátria Investimentos, pretende assumir até 100% do capital social do Data Center Pecém, no Ceará, após adquirir a participação da Casa dos Ventos, marcando a entrada do fundo no mercado brasileiro de data centers hiperescala. A operação já recebeu aval do Cade e não depende de outras autorizações regulatórias, embora as partes ainda estejam finalizando os documentos definitivos. O projeto, ainda não operacional, está em fase de obtenção de licenças junto ao ONS e à Aneel, mas contará com contratos de longo prazo para fornecimento de energia renovável em regime de autoprodução, com carga estimada em 300 MW. Localizado no Complexo do Porto do Pecém, o data center se beneficiará de incentivos fiscais da ZPE e de conexão direta a cabos submarinos internacionais, atendendo grandes empresas globais de tecnologia. O TikTok será o cliente âncora, com investimento anunciado de R$ 200 bilhões, no que será seu primeiro centro de dados na América Latina. (Megawhat UOL – 10.12.2025)
Brasil: SoberanIA lança a primeira fábrica distribuída de IA na América Latina
O SoberanIA, iniciativa brasileira voltada ao desenvolvimento de uma inteligência artificial nacional e soberana, anunciou a criação da primeira Fábrica de IA Distribuída da América Latina, reunindo o Governo do Piauí, o MCTI, a Telebras e as empresas Modular e Scala Data Centers. O projeto prevê uma nuvem soberana baseada em infraestrutura física sustentável e totalmente brasileira, garantindo ao País domínio completo da cadeia de valor da IA, da energia renovável ao software. A nova fase marca a transição do foco em dados e aplicações para a independência física e computacional, com processamento e guarda de informações em território nacional. A arquitetura inclui uma fábrica de IA no Piauí, um cofre de dados em Brasília sob gestão da Telebras e um distrito soberano no Sul do País, além da futura integração de nós estaduais. A iniciativa está alinhada à Nova Indústria Brasil e ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, buscando reduzir a dependência tecnológica, fortalecer a indústria nacional e tratar a infraestrutura de IA como ativo estratégico de segurança nacional. (itforum – 10.12.2025)
Brasil: Governo inaugura supercomputador Jaci para avançar previsões climáticas
O governo brasileiro inaugurou o supercomputador Jaci, instalado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), em cerimônia conduzida pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e pelo diretor do instituto, Antonio Miguel Vieira Monteiro. Voltado a aplicações científicas de alto desempenho, o novo sistema substitui o supercomputador Tupã e marca uma nova etapa da supercomputação nacional voltada à previsão do tempo e do clima. Com maior capacidade de processamento, o Jaci permitirá previsões meteorológicas mais rápidas e detalhadas, além de simulações climáticas mais precisas, fortalecendo o monitoramento ambiental e os sistemas de alerta para desastres naturais. O equipamento é o primeiro grande marco do Projeto RISC, que prevê a modernização do centro de dados científicos do INPE até 2028, incluindo novos sistemas de alto desempenho, expansão da infraestrutura elétrica e a implantação de uma usina fotovoltaica. A ampliação da capacidade também viabilizará a operação do modelo MONAN, desenvolvido para representar com maior precisão as condições ambientais da América do Sul. (DataCenter Dynamics – 11.12.2025)
Políticas Públicas e Regulatórias
Brasil: Anatel propõe regras técnicas, ambientais e de segurança para data centers de telecom
A Anatel abriu consulta pública, em 23 de dezembro, sobre a minuta de ato que define requisitos técnicos e procedimentos de avaliação da conformidade de data centers que integram redes de telecomunicações. A proposta regulamenta a Resolução nº 780/25 e estabelece que essas infraestruturas passem a ser homologadas pela agência para hospedagem de serviços digitais essenciais à continuidade das redes. O texto delimita o escopo aos Data Centers de Telecomunicações (DCTC), excluindo estruturas como estações rádio base e PoPs, e impõe exigências de gestão de riscos, segurança física e cibernética, resiliência operacional, eficiência energética e sustentabilidade ambiental. Entre os requisitos estão a manutenção de memorial descritivo, políticas formais de análise de riscos e adoção de indicadores como Power Usage Effectiveness (PUE), Water Usage Effectiveness (WUE) e Carbon Usage Effectiveness (CUE). A conformidade poderá ser comprovada por certificações ISO ou por auditorias de organismos credenciados, com avaliações periódicas a cada três anos. A norma entrará em vigor um ano após a publicação, dando prazo de adaptação às empresas. (Telesintese – 22.12.2025)
Japão: Subsídios a energia limpa impulsionam fábricas e data centers livres de carbono
O governo japonês anunciou um plano para subsidiar até metade dos investimentos em fábricas e data centers que utilizarem eletricidade 100% livre de carbono, combinando fontes renováveis e energia nuclear. A iniciativa prevê a alocação de 210 bilhões de ienes, ao longo de cinco anos a partir do ano fiscal de 2026, e busca fortalecer polos industriais regionais voltados a setores estratégicos, como semicondutores, robótica e farmacêutica. Para os data centers, considerados intensivos em consumo energético, o acesso à eletricidade limpa é requisito central, incluindo contratos de longo prazo com usinas eólicas, usinas solares avançadas, como a células de perovskita , ou projetos híbridos, com compensação de carbono via florestas. O programa também incentiva a instalação dessas infraestruturas próximas às fontes de energia, ampliando benefícios locais e reduzindo custos de transmissão. Além dos subsídios, o Japão planeja acelerar a expansão de suas redes elétricas, flexibilizar regulações e reutilizar áreas industriais abandonadas, reforçando o papel dos data centers como âncoras da transição energética e da competitividade digital do país. (Valor Econômico - 22.12.2025)
Brasil: Compulsão regulatória ameaça inovação e competitividade, alerta dirigente do setor
Em artigo opinativo, Luiz Henrique Barbosa da Silva critica o que define como uma “compulsão regulatória” no Brasil, comparando o impulso natural dos reguladores ao do barbeiro que corta demais quando não há limites claros. Segundo o autor, em um mundo cada vez mais volátil e marcado por modismos tecnológicos, temas como inteligência artificial, data centers, 5G, energia renovável e transição energética passam rapidamente a ser tratados como urgências absolutas, gerando uma corrida por protagonismo político e regulatório. O resultado, afirma, é a produção acelerada de leis, decretos, portarias e comitês que muitas vezes não partem de problemas reais nem de falhas de mercado comprovadas. Essa sobreposição de regras cria fricções, eleva custos, afasta investimentos, reduz inovação e aumenta a insegurança jurídica. Para Barbosa, o país constrói uma “muralha invisível” de burocracia que impede o avanço econômico. Ele defende uma regulação baseada em método, proporcionalidade e menor intervencionismo possível, alertando que, quando vira excesso, a regulação deixa de proteger a sociedade e passa a paralisá-la. (Telesintese – 19.12.2025)
Irlanda: Regulador redefine acesso de data centers à rede elétrica com foco em renováveis
A Comissão de Regulação de Utilidades da Irlanda (CRU) publicou, em dezembro de 2025, a decisão final que reformula a política de conexão de grandes consumidores de energia, afetando diretamente novos data centers. Diante do rápido crescimento do setor, que já responde por 22% do consumo elétrico nacional e pode chegar a 31% até 2034 , a nova regra substitui a diretriz de 2021 e cria um modelo mais rigoroso, porém estruturado, para preservar a segurança do sistema e apoiar a meta de 80% de eletricidade renovável até 2030. A política aplica-se apenas a novos pedidos de conexão, e adota um modelo escalonado por dimensões, com exigências crescentes de autoprodução, geração despachável, armazenamento, e contratação de energia renovável adicional produzida no país. Data centers acima de 1 MVA devem comprovar a sua estratégia de fornecimento de energia renovável, cumprir um período de transição de seis anos e atender regras específicas de mercado de capacidade. A localização segue sendo fator decisivo, especialmente em Dublin, onde há forte concentração de demanda. O novo marco busca conciliar crescimento digital, sustentabilidade e resiliência do sistema elétrico. (RE24 – 19.12.2025)
Brasil: Anatel avança em proposta para exigir normas ISO na homologação de data centers
A Anatel prepara uma proposta para exigir conformidade com normas internacionais ISSO, na homologação de data centers que dão suporte a redes e serviços de telecomunicações. A informação foi apresentada por Oripide Cilento Filho, engenheiro do NIC.br, que afirmou que o texto está em fase final na área técnica da agência, e deverá ser submetido ao Conselho Diretor antes de seguir para consulta pública. A proposta adota, como referência, as séries ABNT NBR ISO/IEC 22237, que estabelece requisitos para o projeto, construção, operação e resiliência de data centers, e a ABNT NBR ISO/IEC 30134, voltada a indicadores-chave de desempenho, como eficiência energética e uso de recursos. Os requisitos são organizados por classes de disponibilidade, de 1 a 4, com diferentes níveis de redundância e tolerância a falhas. O modelo prevê certificação e auditoria por Organismos de Avaliação de Sistemas credenciados, com foco inicial em novos data centers, enquanto instalações existentes poderão ter certificações reconhecidas. O ato deverá passar por consulta pública de 70 dias. (Telesintese – 17.12.2025)
Brasil: Data centers se adaptam às novas regras de acesso à transmissão de energia
Empresas de data centers estão ajustando projetos e cronogramas após a entrada em vigor, em 5 de dezembro, da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), que reformulou a contratação de energia elétrica no país. A nova política eliminou a etapa de análise pelo Ministério de Minas e Energia, concentrando os pedidos diretamente no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e substituiu a ordem de chegada por “temporadas de acesso” semestrais, com possibilidade de leilões quando a demanda superar a capacidade disponível. Durante o período de transição, empreendedores precisam antecipar cartas-fiança milionárias para garantir pedidos já protocolados, o que impacta o caixa e o planejamento dos projetos. Apesar de críticas quanto à surpresa regulatória e aos prazos iniciais, especialistas e executivos do setor avaliam a PNAST de forma positiva, destacando maior previsibilidade, eficiência e filtragem de projetos especulativos. No médio prazo, o modelo tende a trazer mais organização, segurança regulatória e melhor alocação de um recurso considerado escasso: o acesso à rede de transmissão. (Valor Econômico – 17.12.2025)
Brasil: Google defende balcão único para licenciamento de cabos submarinos e data centers
O Google defendeu a criação de um balcão único para o licenciamento de infraestruturas críticas, como cabos submarinos e data centers, com o objetivo de reduzir entraves regulatórios e dar maior previsibilidade aos investimentos no Brasil. A proposta foi apresentada por Michael Freitas Mohallem, responsável por políticas públicas do Google Cloud, durante a Semana de Infraestrutura da Internet, em São Paulo. Segundo ele, a fragmentação do licenciamento entre União, estados, municípios, Marinha e órgãos ambientais torna os processos lentos e incertos, afetando tanto a conectividade internacional quanto a expansão de data centers. Mohallem destacou ainda a forte concentração de cabos submarinos em Fortaleza, que aumenta riscos físicos e estratégicos, defendendo a descentralização dos pontos de aterragem, com apoio de investimentos em redes terrestres de fibra óptica. O executivo também abordou a classificação dos cabos como infraestrutura crítica nacional, os custos associados à soberania de infraestrutura, e alertou contra o risco de regulação excessiva, defendendo padronização internacional e um ambiente regulatório equilibrado, para aproveitar a atual janela de oportunidade de investimentos. (Telesintese – 17.12.2025)
Brasil: MDIC defende ReData como política transversal para ampliar capacidade digital
A diretora do Departamento de Transformação Digital e Inovação do MDIC, Cristiane Vianna Rauen, afirmou que o ReData não é uma política voltada exclusivamente à inteligência artificial, ou a grandes plataformas globais, mas um regime transversal para ampliar a capacidade de processamento de dados no Brasil. A declaração foi feita durante a Semana de Infraestrutura da Internet, ao detalhar o regime especial de tributação para data centers instituído pela MP nº 1.318/2024, prorrogada até fevereiro de 2026. Segundo Rauen, o ReData pode beneficiar projetos novos e a modernização de data centers de colocation, edge, telecomunicações, instituições financeiras e infraestrutura corporativa. O objetivo central é reduzir a dependência externa, já que cerca de 60% dos dados consumidos no país são processados fora do território nacional. O regime prevê isenção tributária para bens de TIC sem similar nacional, condicionada a contrapartidas como uso de energia limpa, eficiência hídrica, oferta de parte da capacidade ao mercado interno e investimentos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico. Para o MDIC, a política busca adensar cadeias produtivas, fortalecer a economia digital e promover soberania tecnológica. (Telesintese – 17.12.2025)
Brasil: MP que transforma a ANPD em agência reguladora avança no Congresso
A comissão mista do Congresso aprovou, em 17 de dezembro, o relatório da Medida Provisória nº 1.317/2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora. O texto, relatado pelo senador Alessandro Vieira, redefine a ANPD como autarquia de natureza especial, com autonomia funcional, técnica, administrativa, decisória e financeira, encerrando os trabalhos da comissão, e encaminhando a proposta para a análise pela Câmara dos Deputados. A medida amplia a estrutura da autoridade, prevendo a criação de 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados e novos cargos em comissão, todos por transformação de postos vagos, sem aumento de despesas. O governo justifica a mudança pelo crescimento das atribuições da ANPD, após a consolidação da LGPD e a expansão da regulação digital. Entre as novas competências reforçadas está a aplicação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, cabendo à ANPD editar normas complementares, fiscalizar e aplicar sanções. As 40 emendas apresentadas ao texto foram rejeitadas por inconstitucionalidade. (Telesintese – 17.12.2025)
Brasil: MPF questiona licenciamento ambiental de data center do TikTok no Ceará
Uma perícia técnica do Ministério Público Federal apontou falhas graves no licenciamento ambiental do data center da ByteDance, controladora do TikTok, previsto para a ZPE do Complexo do Pecém, no Ceará. Segundo o laudo, o empreendimento, estimado em mais de R$ 100 bilhões, foi licenciado com base em um Relatório Ambiental Simplificado, considerado tecnicamente insuficiente para avaliar impactos de grande porte, devidos aos consumos de energia e água em uma região semiárida. O MPF sustenta que o projeto deveria ter passado por um Estudo de Impacto Ambiental completo, com audiências públicas, e critica a previsão de até 120 geradores a diesel, classificados como “uma verdadeira termelétrica”, além da subestimação do consumo hídrico real. A perícia também aponta fracionamento indevido do licenciamento, e ausência de consulta ao povo indígena Anacé. As empresas envolvidas afirmam que o processo seguiu a legislação vigente, e que o impacto ambiental é baixo, mas o parecer reforça os questionamentos sobre os riscos ambientais, sociais e de transparência no empreendimento. (Agência Eixos – 17.12.2025)
Brasil: Senado tenta barrar decreto que reorganiza acesso à rede de transmissão
Senadores Marcos Rogério e Jorge Seif apresentaram um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos do Decreto nº 12.772, que instituiu a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). Na avaliação dos parlamentares, o governo extrapolou o poder regulamentar ao transferir ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atribuições que, pela legislação vigente, cabem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O decreto criou as chamadas temporadas de acesso, com processos competitivos para organizar o processo de conexão de grandes consumidores, como data centers, em meio a gargalos na rede e aumento do curtailment. Para os autores do PDL, mudanças na governança do setor não podem ser feitas por decreto, pois alteram competências definidas em lei. Eles argumentam que o ONS tem função operacional, e não regulatória, e que a medida enfraquece o papel da Aneel. Se aprovado pelo Congresso, o PDL suspende integralmente o decreto, mantendo sob a agência reguladora a definição das regras de acesso à transmissão. (Megawhat UOL – 17.12.2025)
Brasil: Votação do ReData fica para 2026 e será incorporada ao PL de inteligência artificial
Apesar da expectativa do setor de tecnologia de que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData) fosse convertido em lei ainda em 2025, a votação deve ocorrer apenas em fevereiro de 2026, incorporada ao Projeto de Lei nº 2.338/2023, que regulamenta a inteligência artificial. A informação foi confirmada pela deputada Luisa Canziani, presidente da comissão especial que analisa o PL, destacando que não houve tempo hábil para votação neste ano, mas que o texto será apreciado antes do vencimento da medida provisória. O ReData prevê incentivos fiscais como isenção de PIS/Pasep, Cofins, IPI e Imposto de Importação para equipamentos destinados à instalação e ampliação de data centers, beneficiando fornecedores de chips, fabricantes de computadores e provedores de nuvem e IA, incluindo grandes empresas globais. Segundo representantes do mercado, há projetos represados aguardando segurança jurídica para investir. Enquanto isso, o governo avança em medidas complementares, como a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), para reorganizar o acesso à energia elétrica. Especialistas avaliam que, com a aprovação do ReData, o principal desafio será expandir a infraestrutura energética, de telecomunicações e de mão de obra no país. (Valor Econômico – 17.12.2025)
Brasil: Artigo aponta ReData como ponte entre investimentos digitais e reforma tributária
Em artigo de opinião, Victor Arnaud analisa o ReData sob a ótica do timing entre os investimentos em infraestrutura digital e a transição do sistema tributário brasileiro. Para o autor, o ponto central do debate não é o benefício setorial, mas a coerência institucional: decisões de investimento em data centers e infraestrutura de IA estão sendo tomadas agora, enquanto os efeitos plenos da Reforma Tributária só se concretizarão ao longo da próxima década. Nesse intervalo, o ReData atua como um mecanismo transitório que antecipa a neutralidade tributária prometida pelo novo sistema, ao reduzir a carga sobre bens de capital intensivos em CAPEX. Arnaud argumenta que o regime não cria exceções permanentes, mas alinha incentivos ao modelo já aprovado pelo país. Ele destaca avanços institucionais, como a coordenação federativa e a nova Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão, mas alerta que o ReData não resolve gargalos estruturais de energia e transmissão. Para o autor, o risco maior não é antecipar a neutralidade, mas perder a atual janela de investimentos por falta de decisões coerentes e previsíveis. (Telesintese – 16.12.2025)
Brasil: Decisão sobre ReData e marco legal da IA fica para 2026
A definição definitiva do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData) foi adiada para 2026 e deve ocorrer em conjunto com a regulamentação da inteligência artificial, por meio do PL 2338/2023, em análise na Câmara dos Deputados. Criado pela MP nº 1.318/2025, o ReData precisa ser aprovado até fevereiro para não perder validade, mas sua comissão mista ainda não foi instalada, e não houve consenso político para votação neste fim de ano legislativo. O relator Aguinaldo Ribeiro pretendia incorporar o ReData ao texto do marco legal da IA, já aprovado no Senado, mas a pauta da Câmara priorizou temas como reforma tributária e cortes de gastos. Paralelamente, cresce o debate sobre critérios energéticos do regime: embora a MP preveja benefícios fiscais condicionados ao uso de energia limpa ou renovável, entidades industriais e frentes parlamentares defendem a inclusão do gás natural como fonte elegível, alegando que data centers exigem fornecimento contínuo de energia e não podem depender apenas de fontes intermitentes. O impasse político e regulatório mantém investimentos aguardando definição em 2026. (Agência Eixos – 16.12.2025)
Brasil: Entidades defendem inclusão do gás natural no suprimento energético do ReData
Associações empresariais e frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo e ao mercado de gás natural defenderam a inclusão do gás natural entre as fontes aptas a abastecer data centers beneficiados pelo Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData), criado pela MP nº 1.318/2025. Embora a medida provisória estabeleça como contrapartida o uso de energia renovável, emendas em discussão no Congresso propõem autorizar o gás natural, o biometano e a energia nuclear, seja como fonte de backup para mitigar a intermitência das renováveis, seja como suprimento principal combinado a elas. Em carta assinada por 22 entidades, os signatários argumentam que o gás oferece maior segurança operacional, previsibilidade de custos e competitividade, condições consideradas essenciais para atrair investimentos em data centers, que demandam fornecimento contínuo de energia. As associações também sustentam que o gás natural é uma fonte de baixo carbono, com potencial de redução adicional de emissões por meio de tecnologias como captura e armazenamento de carbono, defendendo que sua inclusão corrige assimetrias e amplia a viabilidade dos projetos no país. (Megawhat UOL– 16.12.2025)
Brasil: TCU alerta para risco de apagões digitais por concentração e dependência externa
O Brasil corre o risco de enfrentar apagões digitais capazes de interromper serviços essenciais como energia, telecomunicações, pagamentos, saúde e logística, segundo estudo do Tribunal de Contas da União (TCU). O relatório aponta que a crescente dependência de infraestruturas digitais interligadas, muitas delas controladas por fornecedores estrangeiros, cria vulnerabilidades sistêmicas capazes de gerar falhas em cadeia. A advogada Bianca Mollicone, especialista em regulação de novas tecnologias, explica que um apagão digital vai além da queda da internet, envolvendo a paralisação de sistemas automatizados e de inteligência artificial que não possuem substituição manual. O estudo também destaca a forte concentração geográfica dos data centers no país, sobretudo em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, o que aumenta o risco de paralisações simultâneas em caso de incidentes físicos ou falhas técnicas. Episódios recentes, como a falha global de software da CrowdStrike em 2024, reforçam o alerta. Para especialistas, sem descentralização da infraestrutura, governança integrada e redução da dependência tecnológica, o Brasil permanece exposto a colapsos digitais com impactos econômicos, sociais e jurídicos relevantes. (R7 – 16.12.2025)
Estados Unidos: Senadores investigam impacto de data centers de IA nas contas de luz
Três senadores democratas dos Estados Unidos, Elizabeth Warren, Chris Van Hollen e Richard Blumenthal, iniciaram uma investigação para apurar se a expansão dos data centers de inteligência artificial está elevando as contas de eletricidade de consumidores residenciais e empresas. Em cartas enviadas a gigantes de tecnologia como Google, Microsoft, Amazon e Meta, os parlamentares afirmam que a alta demanda energética desses centros obriga concessionárias a investir bilhões de dólares na ampliação da rede elétrica, custos que costumam ser repassados a todos os usuários por meio das tarifas. Os senadores demonstram preocupação de que a população acabe arcando com esses investimentos, especialmente caso o boom da IA não se sustente no longo prazo. Eles citam relatos de aumento expressivo nas contas de luz em comunidades próximas a grandes data centers. As empresas afirmam, em geral, que buscam pagar sua parcela justa dos custos energéticos, mas reconhecem que não há consenso sobre como essa divisão deve ocorrer. O debate reacende questionamentos sobre quem deve financiar a infraestrutura necessária para sustentar a expansão acelerada da economia digital. (NYTimes – 16.12.2025)
Brasil: Anatel encerra 2025 com impasses regulatórios e agenda complexa para 2026
A Anatel fecha 2025 diante de uma série de impasses regulatórios que devem marcar fortemente a agenda de 2026, segundo balanço apresentado pelo conselheiro e vice-presidente da agência, Alexandre Freire, em entrevista ao TV Síntese. Entre os temas centrais está a faixa de 850 MHz, cuja renovação automática foi afastada por entendimento do TCU, levando a agência a aguardar eventual iniciativa das prestadoras para buscar uma solução consensual; caso contrário, o processo seguirá para consulta pública e deliberação. Freire também destacou a regulação de data centers vinculados à infraestrutura crítica de telecomunicações, com foco restrito à segurança, resiliência e continuidade dos serviços, evitando ampliar custos ao setor. A inteligência artificial foi apontada como tema estruturante para 2026, com a Anatel buscando atuar como indutora do desenvolvimento, e não como reguladora restritiva. A entrevista abordou ainda o impasse histórico sobre o compartilhamento de postes com a Aneel e a situação da Oi, especialmente após decisão judicial envolvendo recursos de conta-garantia ligada a acordo no TCU, tema que segue sob monitoramento da agência. (Telesintese – 15.12.2025)
Global: Data centers adaptam infraestrutura para conciliar IA e exigências do setor financeiro
A expansão acelerada da inteligência artificial está remodelando a arquitetura de data centers voltados ao setor financeiro, ao combinar alta demanda computacional com exigências regulatórias cada vez mais rigorosas. Instituições financeiras precisam de ambientes capazes de suportar cargas intensivas de IA, que podem chegar a 50–100 kW por rack, sem comprometer requisitos de soberania de dados, segurança, continuidade operacional e auditoria. Normas como o Digital Operational Resilience Act (DORA), em vigor na União Europeia desde 2025, ampliaram a supervisão direta sobre provedores críticos de TIC, incluindo data centers e nuvens, exigindo documentação auditável, controles de residência de dados e monitoramento constante. Para atender a esse cenário, operadores estão desenvolvendo ambientes dedicados, com redes segregadas, maior segurança física, soluções avançadas de refrigeração e contratos que preveem auditorias frequentes e compromissos de conformidade. Ao mesmo tempo, a limitação de capacidade das redes elétricas surge como principal gargalo global. Com investimentos crescentes em IA no setor financeiro, data centers que consigam unir excelência técnica e domínio regulatório tendem a ocupar posição estratégica nesse novo ciclo de transformação digital. (Data Center Magazine – 14.12.2025)
Brasil: Brasscom pressiona Congresso por comissão do ReData antes do recesso
A Brasscom intensificou a mobilização no Congresso para a instalação imediata da comissão especial que analisará a Medida Provisória do ReData, diante do risco de perda de validade do regime fiscal para data centers no fim de fevereiro. A entidade reagiu à decisão dos presidentes da Câmara e do Senado de adiar para 2026 a votação do Projeto de Lei de Inteligência Artificial, que incorporaria a conversão do ReData em lei, fazendo com que a MP passe a ser o único caminho legislativo em 2025. Com o recesso parlamentar e o impacto do Carnaval no calendário, o setor avalia que o prazo é crítico. Para a Brasscom, instalar a comissão ainda antes do recesso permitiria avançar em articulações técnicas e políticas durante o período, ampliando o tempo efetivo de debate. Paralelamente, a entidade discute com a Abinee e o MDIC a definição dos códigos NCM que poderão ser beneficiados pelas isenções fiscais, buscando equilibrar estímulos à indústria nacional com a importação de equipamentos essenciais para data centers e aplicações de inteligência artificial. (Telesintese – 12.12.2025)
Brasil: TelComp alerta que atraso na votação do ReData ameaça investimentos em infraestrutura digital
A TelComp manifestou preocupação com o curto prazo para a votação da Medida Provisória que institui o ReData e alertou que a eventual perda de validade do texto pode comprometer investimentos previstos em infraestrutura digital no Brasil. Segundo a associação, o setor de telecomunicações participou ativamente da construção do regime especial, enviando contribuições técnicas para aprimorar o modelo, ampliar a segurança jurídica e viabilizar novos projetos de conectividade. Para o presidente-executivo da entidade, Luiz Henrique Barbosa, a não conversão da MP em lei dentro do prazo constitucional colocaria em risco benefícios essenciais, como a redução de custos de expansão, a aceleração de projetos e a atração de capital privado, gerando insegurança aos investidores. A TelComp avalia que o ReData é uma política pública estruturante, fundamental para a modernização das redes, a ampliação da infraestrutura digital e a promoção da inclusão digital. A associação defende a instalação imediata da comissão mista no Congresso e a deliberação do tema dentro do prazo legal, a fim de preservar a previsibilidade regulatória e a competitividade do país. (Telesintese – 12.12.2025)
EUA: Trump bloqueia regras estaduais de IA e reacende disputa regulatória
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 12 de dezembro de 2025 uma ordem executiva para impedir que estados norte-americanos apliquem regulações próprias sobre inteligência artificial, defendendo que a supervisão da tecnologia deve ser centralizada no âmbito federal. Segundo a Casa Branca, a medida busca evitar um mosaico regulatório que, na avaliação do governo e de grandes empresas de tecnologia, poderia frear a inovação e enfraquecer a competitividade dos EUA frente a países como a China. O assessor de IA da presidência, David Sacks, afirmou que a administração reagirá a leis estaduais consideradas excessivamente restritivas, com exceção de iniciativas voltadas à proteção infantil. A decisão foi bem recebida pelo setor tecnológico, mas gerou forte reação de estados como Califórnia, Nova York e Colorado, que já aprovaram legislações próprias e defendem a atuação local diante da ausência de salvaguardas federais robustas. Críticos alertam que o bloqueio das normas estaduais pode deixar consumidores desprotegidos caso o marco nacional seja frágil ou demore a avançar, aprofundando o debate sobre quem deve definir as regras da IA nos EUA.(DigWatch – 12.12.2025)
Austrália: País impõe primeira proibição total de redes sociais para menores de 16 anos
A Austrália passará a adotar, a partir de 10 de dezembro, a primeira proibição nacional ampla do uso de redes sociais por menores de 16 anos, obrigando plataformas a bloquear novos cadastros, remover contas existentes e implementar sistemas de verificação de idade. A medida, anunciada pelo governo do primeiro-ministro Anthony Albanese, busca responder ao aumento de casos de cyberbullying, exploração infantil, exposição a conteúdos de automutilação e impactos na saúde mental. Embora conte com apoio de entidades de saúde juvenil, a política gera controvérsia devido às dificuldades de fiscalização, riscos à privacidade e possibilidade de exclusão de jovens que usam as redes como fonte de apoio, informação e expressão. Especialistas alertam que adolescentes podem contornar o bloqueio com VPNs e que sistemas biométricos podem ser falhos ou discriminatórios. O debate também destaca que os efeitos das redes sociais sobre a saúde mental são complexos, variam conforme o uso e não se resolvem apenas com proibições, exigindo políticas mais amplas de proteção digital. (Aljazeera – 09.12.2025)
Brasil: Governo lança SoberanIA, primeiro modelo público de IA em português
Lançada em 9 de dezembro, durante o Encontro Nacional de IA Soberana, a SoberanIA é o primeiro modelo público de inteligência artificial treinado integralmente em português e com dados brasileiros. A iniciativa reúne o Governo do Piauí, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Telebras e as empresas Modular e Scala Data Centers, com foco na criação de uma nuvem soberana para hospedar modelos e bases de dados nacionais. Segundo o governo federal, o objetivo é garantir domínio sobre toda a cadeia tecnológica, incluindo infraestrutura, energia e software aplicados a serviços públicos. O projeto recebeu investimento de R$ 35 milhões e já está em operação no Piauí em soluções como o Piauí Oportunidades e o B.O. Fácil. Com o lançamento nacional, estados e municípios poderão adotar ferramentas brasileiras de IA generativa voltadas ao atendimento do cidadão, fortalecendo a soberania digital, a segurança da informação e a autonomia tecnológica do país. (Telesintese – 09.12.2025)
Brasil: Curtailment expõe limites do setor elétrico e reacende debate sobre armazenamento e consumo
O autor analisa os efeitos da MP 1304/2025 no setor elétrico brasileiro, destacando o veto acertado à emenda que permitiria repassar aos consumidores o custo do curtailment, cortes na geração eólica e solar por excesso de oferta. O texto explica que esses cortes ocorrem durante o dia, enquanto à noite há escassez, distorção agravada por limites artificiais aos preços horários de energia. Com a remoção dessas travas, o armazenamento tende a se tornar economicamente viável, sobretudo por meio de usinas hidrelétricas reversíveis e baterias. Ainda assim, como há mais sobra do que falta de energia no ciclo diário médio, o curtailment persistirá sem aumento do consumo. Nesse contexto, surge a estratégia de atrair grandes consumidores, como data centers, impulsionada pela MP 1318/2025. O autor alerta contra a socialização de custos e aponta soluções tecnológicas, como o escalonamento flexível de cargas computacionais, já testado no Texas, como alternativa promissora. (Folha de São Paulo – 09.12.2025)
Oferta de Energia Elétrica
Brasil: Expansão da transmissão prevê R$ 117 bi para atender data centers
O Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), elaborado pela EPE e divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, projeta investimentos de R$ 117 bilhões no segmento de transmissão até 2035, voltados à expansão e modernização da rede elétrica. A malha de transmissão deverá crescer 14%, alcançando 230 mil km, enquanto a capacidade das subestações aumentará 18%, somando 592 mil MVA. O estudo considera três cenários de expansão e destaca a necessidade de adaptação do sistema ao avanço das fontes renováveis e à entrada de grandes cargas, como data centers e plantas de hidrogênio verde, que podem adicionar mais de 54 GW até 2038. Para viabilizar maior intercâmbio regional, especialmente do Nordeste para outras regiões, a EPE aponta como solução mais eficiente um sistema HVDC-VSC de longa distância, com investimento estimado em R$ 26,5 bilhões, posicionando o Brasil na fronteira tecnológica da transmissão em corrente contínua. (CanalEnergia – 29.12.2025)
Brasil: Para a autossuficiência, exige-se uma expansão de 250% na capacidade instalada de Data centers
O avanço acelerado da computação em nuvem e da inteligência artificial tem impulsionado fortemente a demanda por data centers no mundo e no Brasil, exigindo, no caso brasileiro, um aumento de cerca de 250% na capacidade instalada para que o país alcance autossuficiência. Nesse contexto, empresas de energia com tarifas mais baixas e presença nos principais polos digitais tendem a se beneficiar. A CPFL desponta como uma das mais bem posicionadas por atuar em São Paulo e no Rio Grande do Sul, estados que concentram mais da metade dos data centers nacionais, e por praticar uma tarifa média inferior àquela nacional. A Copel, com a menor tarifa entre as listadas e atuação no Paraná, e a Celesc, de Santa Catarina, também aparecem como potenciais beneficiadas. Em contrapartida, a Cemig é menos competitiva devido ao custo mais elevado da energia e à menor concentração regional de data centers. No cenário internacional, o Brasil combina escala territorial e custo energético mais baixo que o europeu, mas ainda enfrenta concorrência de países asiáticos com energia mais barata, apesar de desafios regulatórios e geopolíticos nesses mercados. (NeoFeed – 23.12.2025)
EUA: Demanda de data centers de IA reativa usinas de pico fósseis e pressiona rede elétrica
O avanço acelerado dos data centers de inteligência artificial nos Estados Unidos está impulsionando a reativação e a permanência de usinas termelétricas antigas, especialmente as chamadas usinas de pico, como a Fisk, em Chicago, que estava prevista para se aposentar. Na interconexão PJM, o maior mercado de energia do país e principal polo global de data centers, a demanda dessas instalações passou a superar a oferta, elevando preços e levando empresas a adiar ou cancelar o fechamento de térmicas a óleo, gás e carvão. Cerca de 60% das usinas fósseis programadas para desligamento na região tiveram seus planos revistos em 2026, a maioria delas peakers. Embora contribuam para a segurança do sistema ao atender picos de consumo dos data centers, essas usinas são mais caras e poluentes, frequentemente localizadas em comunidades de baixa renda, reacendendo debates sobre impactos ambientais, justiça social e a necessidade de alternativas como redes de transmissão mais robustas e armazenamento em baterias para sustentar a expansão do setor digital. (Valor Econômico - 23.12.2025)
Brasil: Data centers pressionam o sistema elétrico e ampliam uso de térmicas a gás
A chegada acelerada de data centers ao Brasil deve pressionar ainda mais o já tensionado sistema elétrico, exigindo a expansão de linhas de transmissão e maior acionamento de usinas térmicas a gás, o que tende a elevar custos para os consumidores. Esses empreendimentos consomem enormes volumes de energia de forma contínua, comparáveis ao de grandes cidades, e podem levar a uma demanda inicial de 6 GW, superando 15 GW após 2030. Embora essa nova carga ajude a absorver o excesso de geração solar e eólica durante o dia, à noite agrava o déficit de oferta, quando fontes intermitentes não operam. Como o Brasil carece de sistemas de armazenamento e enfrenta limites para novas hidrelétricas, o uso de térmicas, mais caras e poluentes, torna-se inevitável. Especialistas alertam que os custos da geração adicional e da infraestrutura de transmissão tendem a ser repassados à conta de luz e defendem mecanismos como preços dinâmicos e a responsabilização direta das grandes cargas pelos investimentos necessários, para evitar a socialização desses custos entre todos os consumidores. (Folha de São Paulo – 20.12.2025)
EUA: Hyperscalers apostam em geotermia avançada para garantir energia firme a data centers de IA
O crescimento acelerado da inteligência artificial e da computação em nuvem tem levado gigantes como Meta, Google e Microsoft a apostar na energia geotérmica avançada como alternativa para suprir a crescente demanda dos data centers por eletricidade firme e limpa. O foco está nos Sistemas Geotérmicos Aprimorados (EGS), que permitem explorar rochas quentes e secas em profundidade, ampliando drasticamente o potencial além das áreas tradicionalmente favoráveis à geotermia convencional. Estudos indicam que, se escalada com sucesso, essa tecnologia poderia suprir parcela relevante da nova demanda de data centers já nesta década. Meta firmou acordos estratégicos com empresas como Sage Geosystems e XGS, que desenvolvem soluções modulares, escaláveis e, em alguns casos, de circuito fechado, reduzindo riscos operacionais e uso de água. Apesar do grande potencial, a viabilidade do EGS ainda depende da comprovação técnica em larga escala, da redução dos altos custos de perfuração, de avanços regulatórios e da superação de riscos geológicos. O apoio direto dos hyperscalers, contudo, tem impulsionado investimentos, acelerado demonstrações e fortalecido a confiança de investidores, colocando a geotermia como uma possível fonte estrutural de energia para o setor de data centers no futuro. (DataCenterDynamics – 20.12.2025)
Suécia: Startup nuclear Blykalla capta US$ 50 milhões para fornecer energia a data centers
A startup sueca de pequenos reatores modulares (SMRs) Blykalla captou US$ 50 milhões (€ 42 milhões) para acelerar o desenvolvimento do Sealer-55, um reator modular de 55 MW resfriado a chumbo, com foco em atender à crescente demanda energética do setor de data centers. A rodada foi co-liderada pela americana Oklo, pela sueca Norrsken Launcher e pela Armada Investment AG, refletindo o interesse global em soluções nucleares avançadas para infraestrutura digital. Os recursos serão destinados à ampliação de testes em uma instalação próxima à usina nuclear de Oskarshamn, ao avanço do projeto e engenharia dos primeiros reatores e ao progresso regulatório e comercial para viabilizar a implantação. A Blykalla também participa de iniciativas para avaliar a construção do primeiro data center nuclear da Suécia, em parceria com a evroc e a Studsvik, analisando a viabilidade de co-localizar um data center hyperscale com um SMR. O movimento acompanha uma tendência mais ampla na Europa, onde operadoras como Equinix e Data4 já firmaram acordos para utilizar energia de SMRs como alternativa estável e de baixa emissão para sustentar a expansão dos data centers. (DataCenterDynamics – 19.12.2025)
Canadá: Parceria viabiliza data centers de IA com mais de 1 GW planejado em Alberta
A Technologies New Energy (TNE) firmou parceria com a Data District para apoiar o desenvolvimento de data centers preparados para aplicações intensivas de inteligência artificial em Alberta, no Canadá, com foco em cargas de alta densidade computacional. A Data District possui um pipeline superior a 1 GW em capacidade planejada, com início das operações previsto para 2026. O projeto será implementado de forma faseada, sendo que a Fase 1 contempla quatro data centers que somam 240 MW e envolvem investimento estimado em € 780 milhões. Pelo acordo, a TNE dará suporte estratégico, operacional e de cadeia de suprimentos aos projetos em Edmonton e Calgary, priorizando geração de energia, flexibilidade e sustentabilidade. A estratégia energética inclui soluções integradas com geração modular a gás, sistemas de baterias, armazenamento e softwares de gestão, buscando garantir oferta confiável e de menor intensidade de carbono. A TNE também apoiará capacitação de mão de obra e oferecerá consultoria em design eficiente, seleção de sites, acesso seguro à energia e conformidade regulatória, enquanto a Data District busca se posicionar como referência na convergência entre energia limpa e infraestrutura digital de alto desempenho. (DataCenterDynamics – 18.12.2025)
Reino Unido: Amazon compra antiga usina de carvão da RWE para data center
A geradora alemã RWE teria vendido uma antiga usina de carvão no Reino Unido para a Amazon por cerca de US$ 265 milhões, segundo análise de especialistas do Deutsche Bank com base em informações financeiras divulgadas pela companhia. Embora a RWE não tenha revelado o comprador, documentos recentes de licenciamento confirmam que o projeto passou a ser registrado em nome da Amazon Data Services, reforçando a ligação com a AWS. O ativo fica em Didcot, no condado de Oxfordshire, onde funcionava a usina Didcot A, desativada e demolida entre 2014 e 2020, que chegou a gerar até 1.440 MW. Em 2021, a AWS já havia apresentado planos para dois data centers no local, mas o projeto ficou parado. Novos pedidos indicam agora a demolição das estruturas remanescentes e a construção de um único edifício de data center, com decisão regulatória prevista para março de 2026. A iniciativa reforça a estratégia da Amazon de expandir sua infraestrutura de nuvem no Reino Unido, onde já opera uma região e avalia outros empreendimentos. (DataCenter Dynamics – 17.12.2025)
EUA: Ford aposta em baterias BESS para atender demanda energética de data centers
A Ford Motor Company anunciou a criação de um novo negócio de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) voltado, entre outros mercados, ao setor de data centers, reaproveitando capacidade ociosa de suas fábricas de baterias para veículos elétricos nos Estados Unidos. A montadora pretende investir cerca de US$ 2 bilhões na iniciativa e iniciar as entregas a partir de 2027, com capacidade anual estimada em 20 GWh. A planta de Glendale, no Kentucky, será convertida para produzir sistemas avançados de armazenamento acima de 5 MWh, com foco direto em atender a demanda crescente de data centers por soluções de backup e flexibilidade energética, enquanto a unidade de Marshall, em Michigan, fabricará células para armazenamento residencial. A estratégia reflete a dificuldade da empresa em escalar as vendas de veículos totalmente elétricos e a busca por novas fontes de receita. O movimento acompanha uma tendência mais ampla do setor de data centers, que vem adotando BESS e tecnologias de armazenamento de longa duração como alternativas para aumentar a confiabilidade do fornecimento elétrico e integrar fontes renováveis. (DataCenterDynamics – 16.12.2025)
Noruega: Bitzero reduz custo de energia de data center com novo PPA a US$ 0,02/kWh
A Bitzero, empresa de mineração de criptomoedas e data centers de alto desempenho, firmou um novo acordo de fornecimento de energia na Noruega para seu site em Namsskogan, garantindo 10 MW adicionais por meio de um contrato de compra de energia (PPA) com preço em torno de US$ 0,02 por kWh. Com isso, o custo médio combinado de energia do complexo de 40 MW caiu para a faixa de US$ 0,03 a US$ 0,035 por kWh, uma melhora relevante frente aos cerca de US$ 0,04 praticados anteriormente. Segundo a empresa, a eficiência energética e o acesso à energia estável e barata são fatores-chave de competitividade, especialmente em um cenário de preços mais baixos do bitcoin. Fundada em 2021 e listada recentemente na bolsa canadense, a Bitzero opera atualmente 40 MW na Noruega, com planos de expansão para 110 MW e potencial de chegar a 325 MW, além de manter ativos nos EUA, em uma antiga base militar, e projetos em desenvolvimento na Finlândia, reforçando sua estratégia de crescimento baseada em energia de baixo custo. (DataCenterDynamics – 15.12.2025)
Brasil: Energy as a Service ganha espaço como solução energética para data centers
O modelo de Energy as a Service (EaaS) vem ganhando espaço no Brasil como resposta à necessidade de maior eficiência energética, sustentabilidade e previsibilidade de custos, oferecendo soluções integradas que incluem gestão de consumo, geração distribuída, armazenamento, automação e metas ESG, sem exigir grandes investimentos iniciais dos clientes. Impulsionado pela expansão do mercado livre, pelo aumento dos custos de energia e pelo envelhecimento do parque industrial, o EaaS se consolida por meio de contratos de performance, PPAs personalizados e modelos de assinatura, beneficiando especialmente setores intensivos em energia. Apesar do forte potencial, reforçado pela vocação renovável do país e pelo crescimento global do mercado, o modelo ainda enfrenta desafios como custo elevado de financiamento, complexidade contratual, desconfiança inicial dos clientes e déficit de qualificação técnica. Empresas como GreenYellow, Schneider Electric, Huawei e Matrix apostam em digitalização, automação, parcerias estratégicas e capacitação para superar essas barreiras. A expectativa é de crescimento acelerado nos próximos anos, com o EaaS se tornando um pilar relevante da transição energética e da descarbonização da economia brasileira. (CanalEnergia – 12.12.2025)
EUA: Projeto de biometanol com captura de CO₂ reforça meta climática de data centers da Microsoft
A Microsoft firmou um acordo de remoção de carbono com a Beaver Lake Renewable Energy para a aquisição de 3,6 milhões de toneladas de créditos de remoção de CO₂ ao longo de 12 anos, reforçando sua estratégia de descarbonização em larga escala. Os créditos serão gerados pela planta de biometanol da empresa, na Louisiana, instalada em uma antiga fábrica de papel e baseada na conversão de resíduos florestais em biometanol, com captura e armazenamento do CO₂ biogênico resultante do processo. O projeto, com investimento estimado em US$ 2,5 bilhões, deverá produzir mais de 500 mil toneladas anuais de biometanol e capturar cerca de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano, com início das operações previsto para 2029. A Microsoft destacou a robustez técnica, a contabilidade rigorosa de emissões e a ausência de dupla contagem dos benefícios ambientais. Registrado numa plataforma reconhecida pela ICROA e auditado por terceiros, o acordo se soma a uma série de contratos semelhantes firmados pela empresa, evidenciando seu protagonismo no mercado global de remoção de carbono e no apoio a soluções industriais de descarbonização. (DataCenterDynamics – 12.12.2025)
Oriente Médio: VoltaGrid e Halliburton garantem até 400 MW a gás para data centers hyperscale
A desenvolvedora de microrredes VoltaGrid e a empresa de serviços energéticos Halliburton garantiram capacidade fabril para fornecer até 400 MW em sistemas modulares de geração a gás natural voltados a data centers no hemisfério oriental, com entregas previstas a partir de 2028. A parceria, iniciada em 2024 com foco inicial no Oriente Médio, busca atender às exigências de projetos hyperscale por meio de soluções de geração distribuída prontas para uso. O acordo prevê a integração de turbinas, motores alternativos e da plataforma proprietária QPac da VoltaGrid, um sistema modular em que cada unidade pode gerar até 20 MW e ser combinada para superar 200 MW de potência firme. Enquanto a Halliburton contribui com logística global e expertise regulatória regional, a VoltaGrid aporta engenharia, tecnologia e aquisição de equipamentos. A iniciativa se apoia no histórico recente da VoltaGrid, que já fechou contratos relevantes com operadores como Oracle, Vantage Data Centers e xAI, consolidando o gás natural despachável como solução rápida para suprir a crescente demanda energética de data centers voltados a aplicações intensivas de computação e inteligência artificial. (DataCenterDynamics – 12.12.2025)
EUA: Projeto geotérmico EGS mira até 500 MW para atender data centers hyperscale
A desenvolvedora de energia geotérmica avançada Fervo Energy captou US$ 462 milhões em uma rodada Série E liderada pela B Capital, com participação do Google, para acelerar a implantação de projetos de geotermia aprimorada (EGS), com destaque para o Cape Station, em Utah. O empreendimento deve iniciar a entrega de 100 MW à rede em 2026 e alcançar 500 MW até 2028, tornando-se, se concluído, o maior projeto de EGS do mundo. A tecnologia utiliza técnicas inspiradas no fraturamento hidráulico para acessar reservatórios geotérmicos antes inviáveis, ampliando significativamente o potencial de geração firme e livre de carbono. O Google apoia a Fervo desde 2021 e já utiliza energia geotérmica da empresa para abastecer data centers em Nevada, além de ter firmado compromissos de compra de longo prazo. A rodada contou com um amplo grupo de investidores globais, reforçando o interesse do mercado por fontes limpas e despacháveis. O movimento insere a Fervo em um contexto mais amplo de engajamento de hyperscalers como Google, Meta e Microsoft em soluções geotérmicas para sustentar a crescente demanda energética de data centers e aplicações intensivas em computação. (DataCenterDynamics – 11.12.2025)
EUA: Sistema móvel a gás acelera fornecimento de energia para data centers de IA
A Pioneer Power Solutions lançou o PRYMUS, um sistema móvel híbrido de geração de energia a gás voltado ao setor de data centers, projetado para atender rapidamente à crescente demanda por potência, especialmente em aplicações de inteligência artificial. Modular e escalável, o sistema é oferecido em blocos pré-engenheirados de 1 MW a 10 MW, e pode ser implantado e comissionado em cerca de seis meses, prazo significativamente menor do que o necessário para expansões tradicionais da rede elétrica. Posicionado para data centers modulares e conteinerizados, inclusive ambientes de testes de hardware de IA, o PRYMUS opera com múltiplos combustíveis, como gás natural renovável, GLP, diesel e diesel renovável, e integra sistemas móveis de armazenamento em baterias (mBESS). Essa combinação garante fornecimento estável de carga base, enquanto as baterias absorvem picos instantâneos típicos de workloads de IA. A empresa destaca o caráter “plug-and-play” da solução, voltada a operadores que buscam resiliência energética e acesso rápido a capacidade multi-megawatt sem depender do ritmo de expansão da infraestrutura elétrica convencional. (DataCenterDynamics – 11.12.2025)
EUA: Crusoe compra 1,21 GW em turbinas a gás para expandir data centers de IA
A desenvolvedora de data centers voltados às IA e computação de alto desempenho, Crusoe, firmou um acordo para comprar 1,21 GW em turbinas a gás natural da Boom Supersonic, que fornecerá 29 unidades do modelo Superpower. Cada uma têm 42 MW e é projetada em escala conteinerizada. As turbinas operam sem necessidade de suprimento dedicado de água e podem usar gás natural ou diesel, permitindo rápida implantação e aceleração do “time-to-power” dos projetos da Crusoe. O contrato posiciona a empresa como cliente lançador da nova linha de geração da Boom, que também captou US$ 300 milhões em uma rodada Série B para escalar a produção, com um backlog superior a US$ 1,25 bilhão, e uma meta de produzir mais de 4 GW anuais até 2030. Originalmente focada em aviação supersônica, a Boom adaptou sua tecnologia de motores a jato para geração elétrica. O acordo reforça a estratégia da Crusoe, que vem acumulando grandes encomendas de turbinas a gás para sustentar sua expansão para data centers de IA, incluindo projetos ligados ao ecossistema da OpenAI e parcerias com grandes fornecedores de energia. (DataCenterDynamics – 10.12.2025)
EUA: NextEra e Google Cloud planejam campi de data centers em escala de gigawatts
A NextEra Energy firmou uma parceria estratégica com o Google Cloud para desenvolver campi de data centers em escala de gigawatts, juntamente com a geração e a capacidade energética necessárias para alimentá-los, em resposta ao rápido crescimento da demanda por infraestrutura digital e aplicações de inteligência artificial. As empresas já trabalham no desenvolvimento de três primeiros campi, e avaliam novos locais e expansões, combinando a expertise da NextEra em infraestrutura energética com as capacidades avançadas de IA do Google. Pelo acordo, o Google Cloud integrará modelos de IA generativa e agentes inteligentes aos dados operacionais da NextEra para prever falhas, gargalos e evitar interrupções, além de disponibilizar ferramentas avançadas de previsão climática, séries temporais e modelagem de fluxo de potência para o planejamento e a gestão da rede elétrica. A parceria amplia uma relação já existente, que soma mais de 3,5 GW em operação ou contratados, incluindo um PPA de 25 anos para reativar uma usina nuclear em Iowa. O primeiro produto comercial conjunto deve chegar ao Google Cloud Marketplace em 2026, reforçando a convergência entre energia e tecnologia. (DataCenterDynamics – 09.12.2025)
Global: Energia nuclear volta ao centro da estratégia para suprir data centers de IA
A rápida expansão dos data centers, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e da computação em larga escala, colocou uma pressão inédita sobre os sistemas elétricos globais, com projetos que já preveem acréscimos superiores a 1 GW de carga, e investimentos anuais que podem chegar a quase US$ 7 trilhões até 2030. Muitas dessas instalações surgem em regiões remotas, com acesso limitado à rede, o que dificulta o atendimento da demanda de forma confiável e compatível com metas climáticas. Nesse cenário, a energia nuclear volta a ganhar protagonismo, apoiada por inovações como os Small Modular Reactors (SMRs) e micro modular reactors (MMRs), que reduzem prazos de licenciamento, custos e riscos em relação às usinas tradicionais. Avanços na gestão e reciclagem de combustível aumentam a eficiência e a segurança, enquanto o elevado fator de capacidade da nuclear compensa a intermitência das fontes renováveis. A convergência entre tecnologia e energia aponta para um modelo “all of the above”, no qual nuclear e renováveis se complementam, tornando mais próximo um futuro de data centers sustentados por energia firme, limpa e resiliente. (DataCenterDynamics – 01.12.2025)
Inovação e Tecnologia
EUA: Nvidia licencia tecnologia da Groq e amplia portfólio para Data Centers de IA
A Nvidia firmou um acordo de licenciamento com a startup Groq, que lhe permite integrar um novo design de chip de baixa latência em produtos futuros, reforçando sua estratégia de liderança no ecossistema de IA e em Data Centers. Pelo acordo, parte da equipe executiva da Groq, incluindo seu fundador Jonathan Ross, se juntará à Nvidia para ajudar a escalar a tecnologia licenciada, enquanto a startup seguirá operando de forma independente e mantendo seu negócio de Data Centers para computação terceirizada. A Groq, avaliada em US$ 6,9 bilhões após captação recente, vinha investindo justamente na expansão de sua capacidade de data center. Para a Nvidia, cuja tecnologia já domina os Data Centers ao centro da explosão de gastos com IA, a incorporação desse novo design amplia funcionalidades, fortalece sua posição no mercado de inferência e ajuda a manter clientes em um cenário de competição crescente com iniciativas próprias de Google, Microsoft e Amazon. O movimento reforça a estratégia da empresa de atuar não apenas como fornecedora de chips, mas como plataforma completa de infraestrutura para Data Centers de IA. (BloomBergLinea – 26.12.2025)
Reino Unido: Carbon3.ai adota infraestrutura Nvidia Blackwell Ultra em Data Centers com resfriamento líquido
A Carbon3.ai assinou um acordo para implantar infraestrutura de IA Nvidia Blackwell Ultra em Data Centers no Reino Unido, utilizando servidores HPE ProLiant Compute XD685 com resfriamento líquido direto. Anunciada em 17 de dezembro, a iniciativa prevê a distribuição dos sistemas em uma rede nacional de Data Centers, hospedados em módulos HPE AI Mod POD, solução modular já equipada com tecnologias avançadas de refrigeração. Os clusters serão interligados por Nvidia Spectrum-X e BlueField-3, enquanto a plataforma de IA da empresa roda sobre a arquitetura de dados da Vast Data. Segundo a Carbon3.ai, o uso de resfriamento líquido pode reduzir o consumo energético em até 30%, complementado por energia renovável gerada localmente, diminuindo a pegada de carbono da operação. A estratégia reforça o conceito de infraestrutura soberana de IA, baseada em energia, ativos e jurisdição britânicos, com foco em eficiência, escalabilidade e menor custo total de operação. A empresa planeja alcançar dezenas de sites e milhares de GPUs, posicionando os Data Centers como base para a expansão responsável da IA no Reino Unido. (DataCenterDynamics – 18.12.2025)
Emirados Árabes Unidos: Zinit capta US$ 8 milhões para expandir automação de compras com IA no Brasil
A Zinit, plataforma de automação de compras corporativas baseada em inteligência artificial e fundada em Dubai, captou US$ 8 milhões em uma rodada seed liderada pela AltaIR Capital, com apoio da DVC como consultora em IA. Presente no Brasil desde maio de 2025, a startup atua no segmento de compras indiretas, como serviços de TI, logística, manutenção e utilities, que podem representar até 80% do volume de aquisições das empresas, embora cerca de 20% do valor gasto. A Zinit utiliza IA para automatizar processos de procurement, conectando empresas a uma base global de mais de 25 milhões de fornecedores, sendo 2,5 milhões no Brasil, e promete gerar economias entre 20% e 30% nesses gastos. O modelo permite a criação de RFPs por meio de prompts, seleção inteligente de fornecedores e cobrança de fee do vencedor da concorrência. A empresa projeta processar US$ 20 bilhões em GMV no Brasil em cinco anos, fechar os primeiros contratos até o fim de 2025 e expandir sua equipe local para 50 pessoas até 2026, destinando os recursos captados ao aprimoramento de suas tecnologias proprietárias de IA. (BloomBerg Linea – 17.12.2025)
EUA: Google lança Gemini 3 Flash e amplia demanda por eficiência em Data Centers de IA
O Google anunciou o Gemini 3 Flash, novo modelo de inteligência artificial projetado para combinar raciocínio de nível avançado com alta velocidade e menor custo, ampliando o acesso a capacidades de IA em produtos de consumo, plataformas corporativas e APIs para desenvolvedores. O modelo passa a ser o padrão no aplicativo Gemini e no modo de IA da Busca, além de estar disponível em ambientes empresariais como Vertex AI e Gemini Enterprise. Segundo a empresa, o Gemini 3 Flash entrega desempenho comparável a modelos maiores em benchmarks de raciocínio, multimodalidade e programação, usando em média menos tokens e oferecendo latência significativamente menor. Essa combinação de escala, eficiência e alto volume de inferência reforça a pressão sobre Data Centers, que precisam sustentar cargas massivas de processamento com custos e consumo energético controlados. A adoção global do modelo indica crescimento acelerado da demanda por infraestrutura computacional altamente otimizada, com foco em eficiência energética, uso intensivo de GPUs e capacidade de atender aplicações interativas em tempo quase real. Nesse contexto, o lançamento do Gemini 3 Flash evidencia como a evolução dos modelos de IA está diretamente ligada à modernização e à eficiência operacional dos Data Centers que os suportam. (Google– 17.12.2025)
Brasil: Dell inicia produção nacional de solução hiper convergente para Data Centers com Nutanix
A Dell Technologies iniciou no Brasil a produção local de um appliance hiper convergente da linha Dell XC, com software Nutanix Cloud Platform embarcado, fabricado na unidade de Hortolândia (SP). É o primeiro equipamento da família XC produzido no país e integra servidores Dell PowerEdge à plataforma de nuvem da Nutanix, com suporte nativo ao hiper visor AHV e arquitetura de escalabilidade linear, permitindo expansão modular conforme o crescimento das cargas de trabalho. A solução suporta processadores Intel Xeon 6, até 8 TB de memória, armazenamento all-flash NVMe e GPUs, atendendo demandas de virtualização, nuvem híbrida e aplicações intensivas, incluindo IA. O gerenciamento centralizado via Nutanix Prism simplifica a operação de múltiplos clusters e automatiza tarefas. Segundo a Dell, a fabricação local reduz prazos de entrega, melhora a previsibilidade logística e fortalece o suporte nacional, reforçando sua liderança no mercado brasileiro de infraestrutura convergente e hiper convergente. A iniciativa também se alinha às demandas por soberania de dados, eficiência energética e modernização de Data Centers no país. (Telesintese – 16.12.2025)
Brasil: IA intensifica desafios térmicos e energéticos em Data Centers
O avanço das cargas de processamento ligadas à inteligência artificial está elevando de forma significativa a complexidade térmica, energética e estrutural dos Data Centers, segundo avaliação da YORK, divisão de AVAC-R da Johnson Controls. De acordo com a empresa, a demanda intensa de IA exige não apenas maior capacidade de dissipação de calor, mas também estratégias de reaproveitamento térmico, eficiência energética e sustentabilidade. Esse cenário força revisões nos projetos elétricos, no uso do espaço físico e na adoção de medições inteligentes e monitoramento em tempo real. A YORK destaca soluções como chillers air-cooled da linha YMAE, voltados à redução do consumo de água e à expansão modular da capacidade, com projetos adaptados às condições locais de instalação. Além da tecnologia, a companhia defende manutenção preventiva, ajustes contínuos de desempenho e a disseminação de conhecimento técnico para reduzir desigualdades entre operadores de diferentes portes. A integração entre políticas públicas e soluções tecnológicas é apontada como essencial para viabilizar um crescimento sustentável e competitivo dos Data Centers impulsionados pela IA. (Telesintese – 16.12.2025)
EUA: Aetherflux planeja Data Centers orbitais para suprir demanda energética da IA
A Aetherflux anunciou que seu primeiro Data Center orbital, parte do projeto chamado “Galactic Brain”, deve entrar em operação comercial no primeiro trimestre de 2027, propondo levar a infraestrutura de computação diretamente para o espaço. A iniciativa aposta no uso intensivo de energia solar em órbita para alimentar cargas de inteligência artificial, contornando gargalos enfrentados por Data Centers terrestres, como aquisição de terrenos, conexões à rede elétrica, construção e custos operacionais, processos que podem levar de cinco a oito anos. Segundo o CEO Baiju Bhatt, a corrida pela IA avançada é essencialmente uma corrida por capacidade computacional e energia, e a solução espacial colocaria “o silício ao lado do sol”, dispensando a rede elétrica tradicional. O conceito envolve satélites com processamento embarcado e painéis solares, funcionando como nós de Data Centers em órbita baixa, mais próximos de Edge computing do que de grandes instalações hyperscale. Embora ainda existem dúvidas econômicas sobre a viabilidade do modelo, a proposta ganhou atenção após previsões de líderes do setor sobre o potencial futuro de Data Centers espaciais. A Aetherflux já levantou US$ 60 milhões e planeja lançar seu primeiro satélite de energia solar em 2026. (DataCenterDynamics – 16.12.2025)
EUA: Alaska adota Data Centers de edge para acelerar análise de drones em regiões remotas
O Departamento de Transporte e Instalações Públicas do Alasca (Alaska DOT&PF) adotou a plataforma de edge computing da Armada para apoiar seu programa de drones em um estado marcado por vastas distâncias, eventos ambientais extremos e baixa disponibilidade de Data Centers tradicionais. Responsável por milhares de quilômetros de rodovias, aeroportos rurais e monitoramento de deslizamentos, avalanches e inundações, o órgão enfrentava sérios problemas de latência ao depender exclusivamente da nuvem, chegando a levar mais de 28 horas para obter dados utilizáveis. Com a implantação da plataforma Armada Edge e de dois Data Centers modulares e conteinerizados Galleon, um em Anchorage e outro em Fairbanks , o Alaska DOT&PF passou a processar e analisar dados de drones localmente, no ponto de geração. A mudança reduziu o tempo de decisão para minutos, permitindo respostas rápidas em situações críticas, como durante o tufão Halong. O caso ilustra como Data Centers de edge, robustos e modulares, podem viabilizar operações críticas em regiões remotas, onde conectividade e infraestrutura centralizada são limitadas. (DataCenterDynamics – 16.12.2025)
Global: Resfriamento líquido se consolida como base sustentável para Data Centers de IA
A rápida expansão da inteligência artificial está redefinindo os limites físicos e energéticos dos Data Centers, com projeções da Agência Internacional de Energia indicando consumo global de até 1.000 TWh até 2030, mais que o dobro dos níveis atuais. Com racks podendo alcançar 1 MW e o resfriamento já respondendo por cerca de 40% do uso energético das instalações, o texto destaca que o resfriamento a ar deixou de ser suficiente para cargas de IA em escala industrial. Nesse cenário, o resfriamento líquido evolui de solução de nicho para infraestrutura essencial, permitindo lidar com densidades extremas, reduzir consumo energético e minimizar o uso de água. A adoção cresce tanto em ambientes hyperscale quanto em implantações de edge computing, onde restrições de espaço, energia e ruído são mais severas. Além da eficiência, o resfriamento líquido é apresentado como resposta direta às pressões regulatórias e sociais por sustentabilidade, viabilizando reaproveitamento de calor e maior responsabilidade ambiental. Assim, mais do que uma otimização operacional, ele passa a ser um elemento estratégico para garantir escala, resiliência e licença social para operar Data Centers orientados por IA no longo prazo. (DataCenterDynamics – 12.12.2025)
Brasil: Infraestrutura de TI entra na era da inteligência como fundação dos negócios
O ano de 2026 marca uma virada estrutural na forma como as empresas encaram a tecnologia da informação, que deixa de ser um conjunto de ferramentas para se tornar uma arquitetura estratégica e cognitiva, integrada ao próprio modelo de negócio. A inteligência artificial passa de camada adicional a elemento nativo da infraestrutura, moldando sistemas, fluxos e decisões desde a concepção. Agentes autônomos e modelos de linguagem específicos por domínio transformam a automação em um processo decisório adaptativo, enquanto arquiteturas distribuídas, combinando nuvem e edge computing, reduzem latência e reforçam soberania tecnológica. Nesse contexto, a segurança evolui para um estágio preditivo, voltado não apenas aos dados, mas também à proteção e governança dos próprios modelos de IA. O modelo XaaS amadurece, reposicionando custos e eficiência com foco em valor entregue, e o perfil profissional de TI torna-se transdisciplinar. Mais do que inovação, 2026 exige maturidade: sistemas serão valorizados pela capacidade de explicar, auditar e governar a inteligência que incorporam. (Telesintese – 15.12.2025)
Brasil: Fortinet viabiliza telecirurgia a 3.200 km com internet tradicional e foco em rede segura
A Fortinet informou que, em outubro, possibilitou uma telecirurgia robótica experimental entre Curitiba (PR) e João Pessoa (PB), a 3.200 km de distância, usando apenas internet pública tradicional, sem links dedicados. O objetivo foi manter comunicação contínua, estável e de baixa latência entre robô e console médico, reduzindo custos que podem chegar a R$ 20 mil–R$ 30 mil mensais por hospital. A arquitetura usou dois firewalls FortiGate (500E em João Pessoa e 40F em Curitiba) com túnel IPSec criptografado e rede VXLAN para que os equipamentos operassem como se estivessem na mesma LAN. Foram feitos ajustes finos no FortiOS, além de redundâncias e priorização de tráfego para sustentar vídeo, voz e comandos com atraso compatível. A empresa afirma que está documentando o modelo para replicação, reforçando requisitos de segurança e disponibilidade em aplicações críticas, e apontando como redes robustas podem apoiar serviços avançados conectados, normalmente dependentes de infraestrutura dedicada em Data Centers e telecom. (Telesintese – 11.12.2025)
EUA: OpenAI apresenta GPT-5.2 e reforça infraestrutura de Data Centers para IA
A OpenAI anunciou o GPT-5.2, série de modelos voltada ao trabalho profissional, destacando ganhos em produtividade (usuários do ChatGPT Enterprise relatam economias diárias de tempo) e avanço em tarefas como planilhas, apresentações, código, visão e uso de ferramentas. O texto enfatiza resultados superiores em benchmarks de trabalho e engenharia de software, além de melhor desempenho em contexto longo e redução de erros, o que tende a ampliar a adoção corporativa e a demanda por capacidade computacional. Do ponto de vista de Data Centers, a empresa afirma que seu treinamento em larga escala é sustentado por infraestrutura Azure e GPUs NVIDIA (como H100, H200 e GB200-NVL72), indicando que a evolução desses modelos depende de clusters cada vez mais robustos, com foco em escalabilidade, estabilidade e eficiência de custo por resultado. (OpenAI – 11.12.2025)
EUA: Startup aposta em computação neuromórfica para reduzir consumo energético em Data Centers
A startup americana Unconventional AI levantou US$ 475 milhões em uma rodada seed, que avaliou a empresa em US$ 4,5 bilhões apenas dois meses após sua fundação, sinalizando o forte interesse do mercado por novas arquiteturas de computação voltadas à IA. A empresa desenvolve hardware inspirado no funcionamento do cérebro humano, com foco em computação neuromórfica e chips analógicos, como alternativa aos processadores digitais tradicionais usados em data centers. Segundo o CEO Naveen Rao, a limitação energética é hoje um dos principais gargalos para escalar inferência e treinamento de IA, tornando insustentável a expansão baseada apenas em arquiteturas convencionais. A proposta da Unconventional AI é criar chips mais eficientes do ponto de vista energético, capazes de reduzir o consumo elétrico e a demanda de infraestrutura nos data centers. Embora ainda em fase exploratória, a iniciativa se soma a um movimento mais amplo de pesquisa em computação neuromórfica, que busca viabilizar ambientes de IA mais eficientes, escaláveis e compatíveis com as restrições energéticas e operacionais dos data centers modernos. (DataCenterDynamics – 09.12.2025)
Global: Emissões de GPUs de IA aumentam pressão ambiental dos Data Centers
A fabricação de GPUs voltadas à inteligência artificial caminha para emitir cerca de 21,6 milhões de toneladas métricas de CO₂ equivalente por ano até 2030, antes mesmo de esses equipamentos entrarem em operação nos data centers. Segundo projeção da TechInsights, as emissões incorporadas na produção desses chips aceleradores crescerão a uma taxa anual composta de 64,5% entre 2024 e 2030, passando de menos de 1% para aproximadamente 8,7% das emissões totais da manufatura de semicondutores. O principal fator estrutural é o aumento da complexidade do hardware, com chips maiores, empacotamentos multi-die e, sobretudo, a expansão acelerada da memória de alta largura de banda (HBM), que se torna o maior contribuinte individual de carbono incorporado nas GPUs de IA. À medida que data centers ampliam clusters para suportar modelos cada vez mais intensivos, decisões de arquitetura de memória, processos de fabricação e empacotamento ganham papel central para reduzir o impacto ambiental sem comprometer desempenho. O estudo aponta que fabricantes, hyperscalers e formuladores de políticas ainda têm margem para mitigar essas emissões, tornando a sustentabilidade um eixo estratégico do planejamento de infraestrutura de data centers de IA. (Techinsights – 09.12.2025)
Israel: Baterias de Gelo Surgem como Alternativa para Resfriamento de Data Centers
Uma empresa israelense está promovendo o uso de “baterias de gelo” como solução para atender às crescentes demandas de resfriamento dos data centers. A Nostromo Energy lançou o IceBrick 360, um sistema patenteado de armazenamento térmico a frio desenvolvido especificamente para ambientes de alta demanda computacional. A tecnologia funciona ao produzir gelo em períodos de menor consumo elétrico e utilizar o frio armazenado para resfriar os fluidos dos sistemas HVAC, reduzindo ou eliminando a necessidade de chillers mecânicos, grandes consumidores de energia. Segundo a empresa, o modelo permite tornar até 40% do consumo energético de um data center flexível, deslocando a carga para horários fora de pico, o que reduz custos operacionais e alivia a pressão sobre a rede elétrica. A solução também pode acelerar conexões à rede ou ampliar a capacidade computacional de instalações existentes. A Nostromo afirma já ter um cliente de data center e negocia com outros, além de contar com uma garantia de empréstimo de até US$ 305,5 milhões do Departamento de Energia dos EUA para implantações comerciais. (DataCenterDynamics – 09.12.2025)
Global: Data Centers adotam resfriamento líquido para sustentar a expansão da IA
O crescimento acelerado de workloads de inteligência artificial e HPC está levando os data centers a enfrentarem densidades superiores a 50 kW por rack, patamar em que o resfriamento a ar deixa de ser suficiente. O texto destaca que o resfriamento líquido surge como tecnologia crítica para garantir estabilidade térmica, eficiência energética e escalabilidade em ambientes com clusters de GPUs cada vez mais potentes. Soluções como cold plates direct-to-chip, trocadores de calor em portas traseiras e, no futuro, imersão líquida permitem dissipar calor diretamente dos componentes mais quentes, viabilizando racks mais densos e confiáveis. A tendência é que novos projetos sejam “liquid-ready”, integrando desde a fase de design aspectos de energia, hidráulica e monitoramento, reduzindo custos de retrofit. Estratégias híbridas, combinando ar e líquido, devem prevalecer nos próximos anos, especialmente em data centers de colocation. Além do desempenho, o resfriamento líquido também se consolida como vetor de sustentabilidade, com ganhos expressivos em PUE, menor consumo de água e potencial de reaproveitamento de calor, redefinindo a estratégia de longo prazo dos data centers orientados à IA. (DataCenterDynamics – 08.12.2025)
EUA: Data Centers de IA exigem nova geração de sistemas de energia imediata
A rápida expansão da inteligência artificial está impondo forte pressão sobre a infraestrutura elétrica dos data centers, já que clusters de GPUs passam a consumir energia de forma altamente volátil, com picos que podem atingir até 15 vezes a carga ociosa em milissegundos. O artigo destaca que sistemas tradicionais de UPS, projetados para cargas previsíveis, não conseguem lidar com esse comportamento dinâmico, elevando riscos operacionais e problemas de qualidade de energia. Nesse cenário, as baterias deixam de ser apenas soluções de backup e passam a atuar ativamente na estabilização do fornecimento elétrico. A tecnologia de níquel-zinco (NiZn) surge como alternativa às químicas convencionais, oferecendo alta densidade de potência, resposta imediata a picos, maior segurança térmica e menor impacto ambiental. Soluções como o BC 2 AI, da ZincFive, são apresentadas como sistemas modulares capazes de absorver variações rápidas de carga e fornecer autonomia, reduzindo espaço físico, custos operacionais e emissões. O texto reforça que a evolução dos sistemas de energia é essencial para viabilizar data centers preparados para workloads de IA cada vez mais intensivos e sustentáveis. (DataCenterDynamics – 06.12.2025)
EUA: Data Centers avaliam parcerias para integrar computação quântica ao HPC
A computação quântica avança rapidamente e começa a se tornar uma preocupação concreta para líderes de HPC e data centers, à medida que aceleradores clássicos enfrentam limites de desempenho e consumo energético. O texto destaca que o setor caminha da experimentação em nuvem para a adoção de sistemas quânticos on-premises, integrados diretamente a ambientes de data center e supercomputação, buscando soberania de dados, maior controle operacional e vantagem competitiva. No entanto, operar hardware quântico impõe desafios significativos, como calibração constante, sensibilidade ambiental, gestão de desempenho e orquestração híbrida com recursos clássicos. Diante disso, organizações enfrentam a decisão estratégica entre construir soluções próprias ou firmar parcerias com fornecedores especializados. A tendência predominante aponta para modelos integrados e modulares, nos quais hardware, software de abstração, gerenciamento de desempenho e integração com HPC são entregues de forma validada. Esses modelos reduzem riscos, aceleram a entrada em operação e tornam a computação quântica mais viável como um novo tipo de acelerador dentro dos data centers modernos. (DataCenterDynamics – 02.12.2025)