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IFE
10/12/2025

Data Center 11

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
10/12/2025

IFE nº 11

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 11

Tendências de Mercado

Brasil: Rio de Janeiro mira regulação e atração de data centers em acordo com o Gesel/UFRJ para transição energética

O governo do Rio de Janeiro assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Gesel/UFRJ para desenvolver projetos-piloto e ações de qualificação voltadas à transição energética, incluindo mobilidade elétrica, eólica offshore e regulação específica para data centers. O estado vê vantagem competitiva em sua matriz diversificada e na robusta infraestrutura de comunicação, considerada ideal para atrair operadores globais em busca de energia renovável e segurança elétrica. Entre os projetos analisados estão rotas de mobilidade elétrica envolvendo Light e Enel e a identificação, pelas distribuidoras, de trechos da rede capazes de receber novos data centers. A parceria também prevê formação técnica, estudos e eventos, apoiados por um modelo inovador de pesquisa e desenvolvimento financiado com receitas de fontes não renováveis, fortalecendo a estratégia fluminense de transição energética. (Agência CanalEnergia – 26.11.2025)


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Global: Alibaba Cloud cresce 34%, mas falta de servidores limita expansão para IA

A Alibaba Cloud registrou crescimento recorde no segundo trimestre do ano fiscal de 2026, com receita 34% maior ano a ano, chegando a US$ 5,6 bilhões, impulsionada por nove trimestres seguidos de expansão de três dígitos em produtos de Inteligência Artificial (IA). Apesar da alta demanda, o CEO Eddie Wu admitiu que a empresa não consegue instalar servidores com rapidez suficiente e tem racionado acesso a Graphics Processing Unit (GPUs), priorizando clientes que usam serviços completos da nuvem. A companhia também destacou gargalos globais de fornecimento em DRAM, armazenamento e Computer Processors (CPUs), estimando escassez por dois a três anos. Nos últimos 12 meses, a Alibaba investiu US$ 16 bilhões em IA, bem abaixo dos hyperscalers americanos, e avalia ampliar o custo de capital além dos US$ 53 bilhões previstos para três anos. (Data Center Dynamics – 27.11.2025)


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Global: Demanda de energia para data centers deve dobrar até 2030

O avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA) está aumentando significativamente a demanda energética global dos data centers, que pode chegar a 950–2.050 TWh até 2030, segundo a S&P Global Commodity Insights. Embora a eficiência tecnológica possa moderar parte desse crescimento, a IA adiciona uma carga firme e contínua ao sistema elétrico. Renováveis combinadas a baterias oferecem parte da solução, mas não garantem fornecimento estável 24h, exigindo grande expansão de infraestrutura e armazenamento. Com isso, térmicas a gás voltam ao debate, embora enfrentem limitações de licenciamento e produção. A energia nuclear também ressurge como alternativa, mas altos custos e longos cronogramas dificultam sua expansão rápida, com os Small Modular Reactors (SMRs) ainda carecendo de maturidade comercial. A falta de linhas de transmissão e gargalos regulatórios segue como entrave, exigindo planejamento integrado para permitir a expansão dos centros de dados e da IA em escala global. (MegaWhat – 25.11.2025)


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Brasil: ISPs modernizam redes e investem em data centers para crescer no B2B

O mercado B2B tornou-se um dos principais vetores de expansão para os ISPs, exigindo redes mais modernas, baixa latência e integração com data centers e nuvens para atender aplicações empresariais e workloads de IA. No TELETIME Tec, a Alares destacou que está reconstruindo sua infraestrutura, do core à borda, para operar uma rede “AI ready”, enquanto amplia presença em condomínios e cidades inteligentes. Já a Brasil TecPar, cuja vertical corporativa Ávato representa 30% da receita, aposta em fusões e aquisições e na instalação de edge data centers em cidades como Cuiabá, Belo Horizonte e Porto Alegre, embora veja pressão competitiva sobre o tíquete médio. A Netylink, focada em FWA corporativo, relatou forte demanda por redundância de conectividade, rápida ativação e baixa latência com 5G, sustentada por acordos com operadoras nacionais e MVNOs. O movimento reforça a corrida dos ISPs para capturar receitas de maior valor em um B2B cada vez mais dependente de infraestrutura digital avançada. (Teletime – 25.11.2025)


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Brasil: Excesso de energia renovável não garante atração de indústrias e data centers, dizem especialistas

Apesar da matriz elétrica 90% renovável e do crescente interesse internacional em “powershoring”, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para atrair indústrias intensivas em energia, como aço, alumínio, cimento e fertilizantes, e grandes operadores de data centers. O país convive com excedente de geração e altos índices de curtailment, que já somam R$ 5,4 bilhões em perdas para eólicas e solares em 2025, resultado de subsídios e limitações estruturais. A falta de confiabilidade contínua para operação 24h, o alto custo de baterias e a fragilidade da transmissão, sobretudo no Nordeste, impedem que novos complexos industriais e projetos como hidrogênio verde avancem no ritmo desejado. Mesmo com vantagens geopolíticas e energéticas, especialistas defendem revisão de subsídios, expansão robusta da rede e coordenação nacional para atrair investimentos, incluindo questionamentos sobre a viabilidade de data centers em regiões de escassez hídrica. (Valor Econômico – 25.11.2025)


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Brasil: V.tal aposta em infraestrutura digital e vê país como nova fronteira

A V.tal identifica o Brasil como uma das fronteiras globais para inteligência artificial, impulsionada por energia limpa, estabilidade geopolítica, proximidade com os Estados Unidos e ampla malha de cabos submarinos. No TELETIME Tec, a empresa destacou a forte aceleração da demanda por conectividade de alta velocidade, resiliência e baixa latência, impulsionada por grandes players de Internet, e afirmou que está ampliando investimentos além das redes neutras. Entre as iniciativas estão um novo cabo submarino em Porto Alegre e a Tecto, criada para capturar o boom de data centers e integrar conectividade com infraestrutura de dados. A V.tal também expande redes neutras móveis indoor e outdoor e vê oportunidade no avanço de operadoras regionais. Segundo a empresa, o compartilhamento de infraestrutura seguirá chave para sustentar o crescimento digital do país. (Teletime – 25.11.2025)


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Portugal: Investimentos em data centers pressionam infraestrutura energética

Grandes investimentos na construção de data centers estão sendo direcionados para regiões pouco desenvolvidas de Portugal, prometendo milhares de empregos e revitalização econômica. Projetos bilionários em cidades como Fundão, Abrantes e Sines incluem estruturas ligadas a cabos submarinos e fábricas de inteligência artificial, mas enfrentam um obstáculo central: a alta demanda energética, que já supera a capacidade atual do país. Embora Portugal tenha forte potencial em energias renováveis, especialistas afirmam que será necessário expandir sistemas solares, eólicos, especialmente offshore, e de armazenamento, além de modernizar a rede elétrica. O avanço dos projetos também gera tensões ambientais devido à instalação de grandes parques eólicos e solares. Apesar do potencial econômico, o desafio é equilibrar crescimento tecnológico, sustentabilidade e custo ao consumidor. (Terra – 20.11.2025)


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EUA: OpenAI aposta em megacampi de data centers no projeto Stargate

O projeto Stargate, da OpenAI, planeja a maior infraestrutura de data centers da história, com compromissos que podem chegar a US$ 1,4 trilhão e dezenas de gigawatts de capacidade para treinar e operar modelos de Inteligência Artificial (IA) em larga escala. A estratégia envolve múltiplos campi de 1 a 2 GW nos Estados Unidos (EUA) e em outros países, começando por Abilene (Texas), onde a Crusoe desenvolve um campus de até 1,2 GW com milhares de Graphics Processing Unit (GPUs) Nvidia GB200, em parceria com Oracle. Outros sites estão em desenvolvimento em estados como Michigan, Wisconsin, Novo México e Texas, além de projetos no Oriente Médio, Europa e Ásia, sempre próximos a grande oferta de energia e conectividade. O foco é atender à demanda explosiva por computação de IA com clusters densos, novas arquiteturas de rack e integração de fontes como gás, renováveis, baterias, nuclear avançada e, no futuro, até fusão, redesenhando o modelo tradicional de data centers. (Data Center Dynamics – 14.11.2025)

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Expansão e Investimentos

Brasil: BNDES libera R$ 200 milhões para ampliar infraestrutura da Scala Data Centers

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um novo financiamento de R$ 200 milhões para a Scala Data Centers investir em máquinas, equipamentos e sistemas industriais essenciais à expansão de seus campi de data centers. O crédito, concedido via programa BNDES Máquinas e Serviços, permitirá a aquisição de itens nacionais e importados sem similar brasileiro, reforçando a estratégia de crescimento da empresa. O aporte sucede uma operação anterior de R$ 180 milhões, já integralmente desembolsada. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento integra a política industrial voltada à transformação digital do país. A Scala, apoiada pela DigitalBridge, já investiu mais de R$ 12 bilhões, administra cerca de 200 MW instalados e possui mais de 7 GW em capacidade energética para futuras expansões, totalmente abastecida por fontes renováveis certificadas. (Convergência Digital – 27.11.2025)


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Emirados Árabes Unidos: País investirá US$ 1 bilhão em infraestrutura de IA na África

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram um aporte de US$ 1 bilhão para desenvolver infraestrutura de Inteligência Artificial (IA) em países africanos, oferecendo acesso a computação avançada, expertise técnica e parcerias globais. O anúncio foi feito durante a cúpula do G20 em Joanesburgo, com implementação pelo Abu Dhabi Exports Office, ligado ao fundo soberano ADFD. Embora sem detalhes sobre cronograma, países-alvo ou tipos de projetos, a iniciativa reforça a expansão estratégica dos Emirados no setor de data centers e IA, que combina investimentos internacionais via MGX com desenvolvimento doméstico liderado pela Khazna. O interesse surge em um cenário de crescimento desigual da infraestrutura digital africana, onde apenas três países concentram 41% do mercado e o consumo per capita de energia para data centers é o menor do mundo. (Data Center Dynamics – 24.11.2025)


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Estados Unidos: San Jose aprova campus de 396 MW da Prologis para data centers

A cidade de San Jose aprovou a Prologis como desenvolvedora preferencial de um campus de data centers de 396 MW em um terreno de 159 acres pertencente ao sistema regional de tratamento de esgoto. O projeto prevê quatro edifícios de dois andares, totalizando 1,68 milhão de pés², além de quatro prédios industriais com 785 mil pés² e cinco subestações dedicadas. Cada data center poderá oferecer até 99 MW, enquanto os prédios de manufatura terão capacidade de até 25 MW cada. A PG&E se comprometeu a fornecer 250 MW iniciais por meio de conexão dupla à subestação Los Esteros, permitindo futura expansão. A Prologis, que avança agressivamente no setor, afirma possuir 1,4 GW já assegurados e mira até 10 GW de capacidade nos próximos dez anos, com projetos em Illinois, Virgínia, Geórgia, Texas, França e outros mercados. (Data Center Dynamics – 21.11.2025)


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Brasil: Scala investe R$ 1,5 bilhão em novo data center no hub da Praia do Futuro

A Scala Data Centers anunciou que seu novo complexo em Fortaleza poderá alcançar R$ 1,5 bilhão em investimentos, incluindo dois prédios com capacidade total de quase 20 MW e uma subestação própria. O primeiro edifício, parte já entregue e com 2,4 MW disponíveis, recebeu R$ 250 milhões, enquanto sua finalização e as obras elétricas elevam o aporte inicial para até R$ 670 milhões. A empresa prevê ocupar totalmente essa primeira estrutura entre 2026 e 2027, podendo iniciar o segundo prédio conforme a demanda, sobretudo de clientes hyperscale. A localização no hub de 16 cabos submarinos torna Fortaleza estratégica. O data center operará com sistema fechado de água, com WUE pequeno, garantindo reuso contínuo. As obras geram 700 empregos e, quando concluído, o empreendimento criará 60 vagas diretas e garantirá operação contínua por até duas décadas. (Diário do Nordeste – 18.11.2025)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Estados Unidos: Virgínia cria nova classe tarifária para grandes consumidores, incluindo data centers

A Comissão Estadual da Virgínia (SCC) aprovou uma nova classe tarifária para cargas acima de 25 MW e fator de carga mensal superior a 75%, medida que atinge a maior parte dos cerca de 450 data centers do estado. Sob o novo regime, clientes deverão firmar contratos de 14 anos e pagar por infraestrutura elétrica mesmo que utilizem menos energia ou não concluam seus empreendimentos. As regras impõem cobranças mínimas de 85% para transmissão e distribuição e 60% para geração, além de taxas de saída para quem encerrar operações antes do prazo. Paralelamente, a SCC autorizou aumento na tarifa base da Dominion Energy, elevando em US$ 13,60 a conta média residencial em dois anos. Virgínia segue tendência de outros estados, como Ohio e Oregon, que passaram a exigir que data centers arquem com parcela maior dos custos de expansão do sistema elétrico diante da crescente demanda do setor. (DataCenterDynamics – 27.11.2025)

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Brasil: EPE avalia ampliar em 9 GW a margem de conexão para data centers em São Paulo

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda recomendar, nos leilões de transmissão de 2026, um acréscimo de 5 GW na margem de conexão do estado de São Paulo, em resposta ao salto na procura por ligações de data centers após a publicação do Redata. Os pedidos avaliados pelo Ministério de Minas e Energia passaram de 19,8 GW em setembro para 26,2 GW em novembro, somando 26.621 MW projetados até 2035, concentrados sobretudo no Sudeste. Estudos já concluídos indicam R$ 1,6 bilhão em reforços que podem liberar 4 GW de capacidade no estado, enquanto novas obras previstas podem destravar outros 5 GW. A EPE também avalia soluções para grandes cargas no Rio de Janeiro (4 GW), Rio Grande do Sul (5 GW) e Nordeste (4 GW), incorporando tecnologias como Dynamic Line Rating, FACTS, baterias e recondutoramento com cabos HTLS para acelerar a expansão. (Megawhat – 25.11.2025)

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Brasil: Nvidia prevê salto nas vendas de chips para data centers com isenção tributária do Redata

A Nvidia espera ampliar significativamente suas vendas ao setor de data centers brasileiro a partir de 2026, impulsionada pela vigência do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), regime que zera impostos federais sobre Graphics Processing Unit (GPUs) e outros equipamentos avançados. Segundo Márcio Aguiar, diretor para a América Latina, o mercado local ainda é irrelevante, mas tem potencial elevado devido à expansão regional dos hyperscalers, à energia limpa e à boa conectividade do país, fatores hoje travados pelo alto custo tributário. A empresa acompanha movimentações de grandes players na região, embora projetos como o da OpenAI na Argentina ainda não tenham gerado demanda efetiva por GPUs. A Nvidia aposta também em soluções mais acessíveis, como o DGX Spark, para estimular a adoção empresarial. O avanço reflete a estratégia de longo prazo que transformou a companhia em líder global em chips de inteligência artificial, diante da crescente demanda por supercomputação e novos mercados como robótica e veículos autônomos. (Folha de São Paulo – 24.11.2025)


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Brasil: Regime Redata dispara pedidos de conexão para data centers e pressiona rede elétrica

Dois meses após a promulgação da Medida Provisória (MP) 1.318/2025 criar o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), os pedidos de estudo de conexão à rede básica cresceram 6,4 GW, elevando de 19,8 GW para 26,2 GW a carga em análise no Ministério de Minas e Energia, alta de 32,2%. O incentivo, focado na redução de tributos sobre Graphics Processing Unit (GPUs), switches e racks, busca tornar o Brasil mais competitivo em nuvem e inteligência artificial, mas coloca forte pressão sobre a infraestrutura elétrica. São Paulo concentra a maior demanda, com recomendações de R$ 1,6 bilhão em reforços para abrir 4 GW de margem, além de novas obras que podem liberar mais 5 GW a partir de 2026. Estudos específicos avaliam a acomodação de grandes cargas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Nordeste, somando potenciais adicionais de até 13 GW. (Broadcast Energia – 21.11.2025)


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Brasil: Redata concede incentivos a data centers, mas exige padrões ambientais rigorosos

O regime Regime Especial de Tributação de Serviços de Data Center (Redata), criado pela Medida Provisória (MP) 1.318/2025, suspende tributos federais na compra e importação de equipamentos de tecnologia da informação para data centers, convertendo-os em alíquota zero após sua incorporação ao ativo imobilizado e cumprimento de compromissos ambientais. Para habilitação, as empresas devem atender requisitos como suprimento energético proveniente de fontes limpas e WUE igual ou inferior a 0,05 L/kWh. As regras refletem padrões internacionais de sustentabilidade, diante do forte consumo global de água e energia pelos data centers. Contudo, especialistas defendem maior controle público e transparência, com divulgação anual de dados ambientais, seguindo modelos da União Europeia e propostas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). (Valor Econômico – 21.11.2025)


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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Hitachi Energy prevê dobrar operação no país impulsionada pela demanda de data centers

A Hitachi Energy projeta dobrar sua operação no Brasil em até três anos, impulsionada pela eletrificação industrial, pela expansão das renováveis e pelo crescimento acelerado de data centers de Inteligência Artificial (IA), que devem elevar fortemente a demanda por eletricidade. Segundo o CEO Glauco Freitas, o país precisa modernizar rapidamente sua infraestrutura elétrica para não perder investimentos estratégicos, adotando tecnologias como High-Voltage Direct Current (HVDC), que reduz perdas em longas distâncias, sistemas de armazenamento em baterias e digitalização das redes com sensores e IA para prever picos e oscilações típicas de centros de dados. Para atender esse avanço, a Hitachi investe US$ 200 milhões no Brasil, incluindo uma nova fábrica de transformadores em Pindamonhangaba e a expansão da planta de Guarulhos. Globalmente, a empresa também amplia sua atuação digital com a plataforma HMAX Energy e parcerias voltadas à modernização das redes. (Bloomberg Línea – 27.11.2025)


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Brasil: Vertiv e Caterpillar fecham parceria para soluções energéticas integradas em data centers de IA

A Vertiv e a Caterpillar firmaram um acordo estratégico para oferecer arquiteturas pré-projetadas que integram geração de energia, refrigeração e distribuição elétrica para data centers, especialmente os dedicados a cargas de inteligência artificial. A parceria combina o portfólio da Vertiv, incluindo sistemas de energia e cooling organizados em módulos padronizados, com turbinas a gás, motores de combustão e soluções CCHP fornecidas pela Caterpillar e sua subsidiária Solar Turbines. O objetivo é acelerar a energização dos sites, reduzir PUE, garantir maior eficiência térmica e oferecer suporte global ao longo de todo o ciclo de vida dos projetos. A iniciativa faz parte da estratégia BYOP&C da Vertiv, voltada a clientes que buscam reduzir dependência da rede elétrica e superar limitações de infraestrutura, oferecendo resiliência e escalabilidade essenciais à nova geração de data centers. (Inforchannel – 25.11.2025)


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EUA: Meta entra no mercado de energia para viabilizar expansão de data centers e projetos de IA

A Meta decidiu atuar diretamente na comercialização de eletricidade nos Estados Unidos (EUA) para acelerar a construção de novas usinas necessárias ao crescimento de suas operações de inteligência artificial e data centers. A empresa afirma que poucos compradores assumem compromissos de longo prazo capazes de destravar investimentos em geração, levando-a a firmar contratos mais flexíveis e robustos, como acordos “take-or-pay”, que garantem receita mínima a novos projetos. O movimento ocorre em meio à escalada do consumo elétrico do setor: o complexo de data centers da Meta na Louisiana já exige três novas termelétricas a gás da Entergy. Especialistas apontam que a entrada de gigantes da tecnologia no mercado energético evidencia o descompasso entre oferta e demanda e a necessidade de que grandes consumidores apoiem ativamente a expansão da infraestrutura elétrica. (Folha.UOL– 24.11.2025)

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EUA: Exowatt capta US$ 50 milhões para expandir armazenamento de energia voltado a data centers de IA

A Exowatt levantou US$ 50 milhões para ampliar a produção nos Estados Unidos (EUA) e acelerar a implantação de seu sistema P3, uma solução híbrida de armazenamento térmico e solar desenvolvida para suprir a crescente demanda energética de data centers de inteligência artificial e outras cargas intensivas. A rodada, que estende o Series A de US$ 70 milhões captado em abril, teve participação de fundos como MVP Ventures, 8090 Industries e Felicis, além de investidores anteriores ligados a Sam Altman. O P3 promete entrega controlável e instalação próxima ao consumo, reduzindo a dependência de conexões à rede, um diferencial em meio ao avanço lento da expansão de transmissão. A empresa afirma ter uma carteira comercial superior a 90 GWh, majoritariamente ligada a data centers. O novo capital apoiará a escalada fabril e as primeiras entregas, reforçando o movimento de grandes operadores em direção a tecnologias LDES para mitigar limitações da infraestrutura elétrica nos EUA. (DataCenterDynamics – 17.11.2025)


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Estados Unidos: Armada e Eclipse firmam parceria para data centers modulares alimentados por hidrogênio limpo

A Armada fechou acordo com a Eclipse Energy para integrar produção de hidrogênio limpo a seus data centers modulares, criando infraestrutura computacional escalável e off-grid voltada para inteligência artificial e operações remotas. A parceria combina os Galleon Modular Data Centers da Armada com a tecnologia de bioconversão da Eclipse, que gera hidrogênio em campos de petróleo esgotados sem perfuração adicional ou instalações intensivas em energia. A solução promete operação autossuficiente, baixa emissão e maior resiliência energética para aplicações industriais e militares. A Eclipse recentemente completou o primeiro teste de campo bem-sucedido de hidrogênio biostimulado, enquanto a Armada segue expandindo sua presença global com implantações para a US Navy, Aramco, Tampnet e Newlab. Com apoio de investidores como a M12 da Microsoft, a empresa agora avança para data centers modulares em escala de megawatts. (DataCenterDynamics – 27.10.2025)

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Global: Apple firma PPA de 138 MW com a Engie para ampliar energia renovável usada em data centers

A Apple assinou um contrato de compra de energia (PPA) de 15 anos com a Engie no sul da Itália, garantindo 138 MW provenientes de quatro novos projetos renováveis e de um repowering eólico. O pacote inclui dois parques eólicos somando 74 MW, um repowering de 11 MW e duas usinas agrivoltaicas totalizando 88 MW, todos autorizados e com início de operação previsto entre 2026 e 2027. Juntas, essas instalações devem gerar mais de 400 GWh anuais, dos quais 80% irão para a Apple, reforçando a meta da empresa de descarbonizar suas operações globais de data centers. A Engie, que já construiu 4,3 GW em renováveis só em 2024 e mantém forte atuação em PPAs com hyperscalers, integra esses ativos a seu plano de alcançar 1,6 GW instalados na Itália até 2030. (DataCenterDynamics – 27.10.2025)


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Inovação e Tecnologia

EUA: Schneider Electric e Bloomberg lançam coalizão para acelerar tecnologias de eficiência energética em era de IA e data centers

A Schneider Electric e a Bloomberg New Economy anunciaram a criação da Energy Technology Coalition, iniciativa global que reúne líderes dos setores de energia, tecnologia e infraestrutura para impulsionar soluções voltadas ao uso mais eficiente, resiliente e responsivo da eletricidade, desafio agravado pela explosão da demanda por Inteligência Artificial (IA) e data centers. Lançada no Innovation Summit North America e no Bloomberg New Economy Forum, a coalizão busca acelerar tecnologias emergentes como IA aplicada à gestão de redes, gêmeos digitais e automação industrial. Entre as metas estão identificar barreiras de adoção, propor frameworks baseados em dados e promover projetos-piloto que otimizem o consumo e a integração de renováveis. A primeira reunião ocorrerá em janeiro de 2026, em Davos. A iniciativa já conta com líderes da IBM, MIT, TenneT, SPAN e ex-autoridades energéticas globais. (Data Center Dynamics – 27.11.2025)

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Brasil: NextStream lança centro inteligente para operar data centers em cinco países

A NextStream inaugurou o Intelligent Command Center (IC2), plataforma centralizada que passa a monitorar em tempo real 10 data centers da empresa na Argentina, Brasil, Chile, México e Peru. O hub integra dados de energia, climatização, segurança física, infraestrutura de tecnologia da informação, desempenho técnico e atendimento ao cliente, operando 24×7 com sensores, automação e Inteligência Artificial (IA). Construído em parceria com Hexagon, ServiceNow, Schneider Electric, Hikvision e Vertiv, o IC2 padroniza práticas regionais, antecipa falhas e fortalece resiliência e eficiência energética. Voltada a cargas intensivas como IA, machine learning e IoT, a iniciativa faz parte da estratégia da NextStream de consolidar-se como provedora latino-americana de infraestrutura digital de missão crítica, unificando governança e escalabilidade entre países. (Telesintese – 26.11.2025)


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Global: Eficiência supera tamanho na nova fase da evolução da IA

O debate sobre scaling laws guiou a evolução da Inteligência Artificial (IA) desde 2017, indicando que mais dados, parâmetros e computação aumentavam previsivelmente a performance. Porém, entre 2023 e 2024, surgiram sinais de esgotamento desse modelo, com custos crescentes, falta de dados e ganhos marginais menores, levantando dúvidas sobre um possível limite da escala. Em vez de crescer indefinidamente, a indústria passou a focar em eficiência: curadoria mais qualificada de dados, métodos de pré-treinamento otimizados e hardware especializado, como TPUs e ASICs. Este novo regime explica avanços como o Gemini 3, que melhorou raciocínio e multimodalidade sem aumentar significativamente o número de parâmetros, beneficiando-se do co-design entre software, hardware e algoritmos. A IA não atingiu um limite definitivo, apenas deixou para trás uma abordagem baseada em força bruta, avançando rumo a modelos mais inteligentes e eficientes. (Telesintese – 25.11.2025)


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Brasil: IHS aposta em edge data centers e compartilhamento de infraestrutura

A IHS avalia que o Brasil vive uma “tempestade perfeita” para o compartilhamento de infraestrutura, impulsionada por fortes demandas regulatórias do 5G, juros elevados que restringem investimentos próprios das teles e pressão por redução de custos operacionais. No TELETIME Tec, a empresa destacou que está executando projetos para as três grandes operadoras e ISPs, incluindo o contrato de até 3 mil torres com a TIM e a operação conjunta I-Systems, que já soma 9 milhões de casas passadas em redes neutras. A companhia também aposta em soluções inovadoras, como DAS e edge data centers instalados em torres, tecnologia já em testes em Brasília, para aproximar conteúdo e processamento do usuário e viabilizar aplicações emergentes. Segundo a IHS, esse ambiente cria oportunidades para novos modelos e acelera a modernização digital do país. (Teletime – 25.11.2025)

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EUA: IA e coordenação algorítmica ameaçam competição e podem impactar custos de infraestrutura energética

Modelos de inteligência artificial aplicados à precificação podem gerar “cartéis algorítmicos”, como no caso In Re: Construction Equipment nos Estados Unidos, onde o uso do sistema Rouse Rental Insights teria alinhado automaticamente preços entre grandes locadoras sem acordo explícito. A lógica competitiva é substituída por algoritmos de IA que, treinados com os mesmos dados e objetivos, passam a ajustar valores de forma convergente, criando coordenação espontânea, especialmente em mercados oligopolizados. Este fenômeno pode migrar para setores estratégicos como energia e infraestrutura, nos quais poucos fornecedores e forte digitalização ampliam o risco de uniformização de preços, afetando custos de obras, modicidade tarifária e a própria transição energética. A ausência de rastros tradicionais de conluio desafia o direito concorrencial, exigindo novas formas de regulação, auditoria de algoritmos e transparência dos modelos de precificação. O risco não é tecnológico, mas institucional: algoritmos amplificam incentivos existentes, podendo reduzir custos ou cristalizar preços elevados, cabendo ao Estado definir limites e garantir competição. (Agência CanalEnergia – 25.11.2025)


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Estados Unidos: Resfriamento líquido torna-se sistema essencial no design de data centers de IA

Com racks de Inteligência Artificial (IA) atingindo 130 kW e chips que exigem dissipação térmica muito superior ao limite do ar-condicionado tradicional, o setor avança para o resfriamento líquido como infraestrutura central, não mais um componente isolado. A complexidade do líquido direto ao chip exige integração total entre chip, rack, fileiras, sala e chillers, tornando inviável coordenar múltiplos fornecedores sem riscos de incompatibilidade. A abordagem de provedor único garante sistemas orquestrados, implantação mais rápida, manutenção simplificada e responsabilidade unificada, fatores essenciais diante dos US$ 5,2 trilhões previstos em novos data centers de IA. Ao substituir SKUs fragmentadas por soluções de ponta a ponta, operadores reduzem tempo de implementação, aumentam a confiabilidade térmica e preparam suas instalações para cargas de alta densidade que definem a nova geração de infraestrutura digital. (Data Center Dynamics – 23.11.2025)


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Austrália: DUG lança contêiner de data center imersivo de 1 MW para cargas de alta densidade

A australiana DUG apresentou o Nomad 40, versão ampliada de seu data center contêiner com resfriamento por imersão de fase única e PUE estimado de 1,05. O módulo de 40 pés entrega até 1 MW de rejeição térmica e comporta mais de 850 GPUs Nvidia H200 ou 92 mil núcleos de CPU, distribuídos em 12 tanques DUG Cool capazes de dissipar 84 kW cada. Compatível com Starlink para operações remotas, o sistema atende demandas de Edge e HPC que exigem mobilidade, implantação rápida e alta densidade. A DUG, conhecida por soluções HPC imersivas desde 2003, já opera instalações em Houston, Kuala Lumpur e Perth, e prepara novo campus em Geraldton. O Nomad 40 complementa o Nomad 10, voltado a cargas menores, e reforça a estratégia da empresa de levar supercomputação modular e eficiente a ambientes onde os dados precisam permanecer localmente. (Data Center Dynamics – 18.11.2025)


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Europa: Hyperscalers aceleram adoção de resfriamento líquido direto ao chip para IA de alta densidade

A crescente demanda térmica de workloads de Inteligência Artificial (IA) tornou insuficientes os sistemas tradicionais de resfriamento por ar, levando hyperscalers europeus a migrarem para soluções de liquid cooling direto ao chip (DTC). Em um campus de 20 MW nos arredores de Londres, a adoção do DTC permitiu densidades acima de 80 kW por rack, PUE entre 1,05 e 1,15 e até reaproveitamento de calor para prédios vizinhos, algo impossível com CRACs e pisos elevados. Embora o custo de capital inicial seja maior (£130 mil por MW, contra £60 mil no ar), o OPEX cai drasticamente: a economia total em cinco anos superou £ 2 milhões, com payback de pouco mais de dois meses. O modelo também elevou a performance contínua de treinamento em 12%, reduziu falhas térmicas em 50% e cortou 3.000 tCO₂/ano por MW. O avanço exige coordenação entre disciplinas, engenharia de racks sob medida e capacitação de equipes, tornando-se um novo padrão para data centers de IA escaláveis, eficientes e alinhados a metas ESG. (Data Center Dynamics – 29.10.2025)


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