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Em matéria publicada pelo Valor Econômico, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta redução gradual do curtailment no Brasil — de 1,5 GW médio em 2027 para 1 GW médio em 2030 —, primeira vez que o órgão prevê queda na projeção de cortes, atribuída ao crescimento da demanda, à expansão da transmissão e à desaceleração no ritmo de novas eólicas e solares. O professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel-UFRJ), atribui o problema ao excesso de subsídios concedidos à geração solar e eólica, hoje já economicamente viáveis por si só: “Hoje a geração solar e eólica é economicamente viável, não faz sentido ofertar subsídios”, afirma, acrescentando que o excesso de incentivos fez o governo perder protagonismo no planejamento energético — “O governo deixou de ter ingerência na expansão da geração solar. O curtailment é o único mecanismo que o ONS tem disponível para adequar a oferta à demanda de energia.” A reportagem também ouve Luiz Barroso (PSR) e Jairo Terra (PSR), que comparam o modelo brasileiro de despacho centralizado com preço mínimo garantido (PLD) a mercados no exterior, onde a sobreoferta é resolvida via queda livre de preços.
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