ESCONDER ÍNDICE
IFE
10/07/2026

Transição Energética 116

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Gustavo Esteves
Pesquisadores: Gustavo Esteves, Paulo Giovane e Luciano Zunino
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
10/07/2026

IFE nº 116

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Gustavo Esteves
Pesquisadores: Gustavo Esteves, Paulo Giovane e Luciano Zunino
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

Ver índice

Transição Energética 116

Dinâmica Internacional

IRENA: Estuda aponta economia de US$ 480 bilhões com renováveis

Relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis indica que mais de 90% da capacidade renovável adicionada em 2025 apresentou custos inferiores aos da alternativa fóssil mais barata disponível, evitando aproximadamente US$ 480 bilhões em gastos com combustíveis fósseis. A energia solar fotovoltaica permaneceu em US$ 44/MWh, enquanto a eólica onshore caiu para US$ 33/MWh e a offshore para US$ 78/MWh. Em contraste, novas usinas a gás alcançaram custos próximos de US$ 100/MWh em mercados como Itália, Alemanha e Japão, pressionadas pela escassez de turbinas e pela volatilidade geopolítica. Entre as principais economias, a China liderou a economia de custos com US$ 177 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 35 bilhões) e Brasil (US$ 32 bilhões). Desde 2010, os custos da energia solar recuaram 89%, reforçando a competitividade das fontes renováveis e sua contribuição para segurança energética e resiliência econômica. (Agência CanalEnergia – 03.07.2026)

Link Externo

IHA: Capacidade instalada em UHRs atingiu 200 GW em 2025

O relatório "World Hydropower Outlook 2026", divulgado em 23 de junho pela International Hydropower Association (IHA), mostra que a energia hidrelétrica permanece em rápida evolução na transição energética global, à medida que os países recorrem cada vez mais à geração renovável flexível e ao armazenamento de energia de longa duração para apoiar a segurança energética, a resiliência econômica e a descarbonização. A capacidade hidrelétrica instalada global atingiu 1.469 GW em 2025, após o acréscimo de 28 GW de nova capacidade ao longo do ano, incluindo um recorde de 11,6 GW em hidrelétricas de armazenamento por bombeamento. Assim, a capacidade de armazenamento por bombeamento ultrapassou 200 GW globalmente pela primeira vez. O relatório também aponta a crescente demanda de centros de dados e infraestrutura digital como um importante fator impulsionador da energia hidrelétrica, apesar das barreiras significativas que continuam a desacelerar a implementação em muitos mercados. Além disso, as mudanças climáticas são apontadas como fator de redefinição dos planos e das operações. (Brasil Energia - 25.06.2026)

Link Externo

UE: Países pleiteiam fundo verde após 2030 para transição energética

Doze países da União Europeia solicitaram à Comissão Europeia a manutenção e ampliação do Fundo de Modernização para além de 2030, defendendo que o instrumento é essencial para sustentar investimentos em sistemas energéticos mais limpos, segurança energética e competitividade econômica. Em carta ao comissário de Ação Climática, Wopke Hoekstra, Croácia, Bulgária, República Tcheca, Estônia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia afirmam que o encerramento do mecanismo seria prematuro diante da dependência histórica de combustíveis fósseis, da infraestrutura envelhecida e dos custos elevados de energia. Criado em janeiro de 2021, o fundo é financiado por receitas de leilões de 2% a 4,5% do mercado europeu de carbono, o ETS, e já mobilizou mais de € 57 bilhões no ciclo 2021-2030. Os governos pedem aumento significativo da escala de financiamento antes da revisão do ETS, prevista para 15 de julho, enquanto organizações ambientais cobram a exclusão de combustíveis fósseis, resíduos e biomassa incinerada dos projetos apoiados. (Euronews - 24.06.2026)

Link Externo

UE: Cortes no plano de financiamento de redes elétricas do bloco

Os países membros reduziram a proposta da UE de utilizar recursos nacionais na infraestrutura energética do bloco, após a Suécia ameaçar restringir as exportações de energia devido ao plano, segundo um documento interno de negociação. A disputa envolve a arrecadação de fundos destinados a grandes projetos de infraestrutura energética internacionais, necessários para integrar mais energia renovável à rede e atender à crescente demanda por eletricidade, como data centers. A UE estima que sejam necessários 1,2 trilhão de euros (1,4 trilhão de dólares) em investimentos em redes elétricas até 2040. Entretanto, os membros propõem que os operadores nacionais não repassem receita alguma de congestionamento obtida pela circulação nacional. A minuta da proposta também reduziria para 10% a parcela da receita de congestionamento internacional destinada a projetos apoiados pela UE, com um aumento gradual para 25% até 2030. Dessa forma, o financiamento disponível seria reduzido, corroendo recursos para novos projetos de interconexão elétrica. A Suécia, que se opõe fortemente aos planos da UE, arrecadou 30,5 bilhões de coroas suecas (3,3 bilhões de dólares) em receitas de congestionamento em 2025. A expectativa é de aprovação da proposta em 26 de junho, ainda sujeita à legislação final. (Reuters - 17.06.2026)

Link Externo

Artigo de Farwa Aamer e Nadia Mondini: “Por que a crise energética da Ásia reforça a necessidade de colaboração global?”

Em artigo publicado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), Farwa Aamer (Diretor de Iniciativas para o Sul da Ásia do Instituto de Políticas da Sociedade Asiática) e Nadia Mondini (Especialista em Finanças Sustentáveis do WEF) argumentam que a crise energética asiática provocada pelo conflito no Oriente Médio não é apenas um problema regional, mas uma questão global. Segundo as autoras, a Ásia responde por cerca de 60% do crescimento global, por mais da metade da produção manufatureira mundial e por parcela central da inovação tecnológica, o que torna qualquer choque energético na região um risco para cadeias globais de produção, inflação, alimentos e transição energética. O texto aponta que a crise elevou custos de energia e fertilizantes, especialmente no Sul da Ásia. Destaca-se também que respostas emergenciais, como subsídios a combustíveis e fertilizantes, gestão da demanda e retorno temporário ao carvão, podem amortecer a crise, mas não resolvem vulnerabilidades estruturais. Diante disso, o artigo defende diversificação de fornecedores, aceleração das renováveis, integração regional de redes e financiamento multilateral. Por fim, conclui-se que a crise asiática revela a interdependência entre energia, alimentos, manufatura, tecnologia e transição energética. (WEF - 24.06.2026)

Link Externo

Eixo China-Golfo redefine financiamento renovável no Sul Global

A cooperação entre China e países do Golfo, especialmente Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, vem reconfigurando a implantação de energia renovável no Sul Global ao combinar capacidade financeira, acesso diplomático e domínio tecnológico. Empresas como Masdar, AMEA Power e Acwa atuam como desenvolvedoras com apoio estatal e baixo custo de capital, enquanto fornecedores chineses entram com módulos fotovoltaicos, baterias, engenharia e construção. O modelo já aparece em projetos solares de 50 MW na República Centro-Africana e em Madagascar, lançados pela Global South Utilities no fim de 2025, e no Guzar Solar and Battery Energy Storage Project, de 300 MW, no Uzbequistão, firmado pela Masdar no início de 2026. A parceria ganha força em meio à volatilidade dos mercados de petróleo e gás, agravada por choques geopolíticos, e à busca de países da Ásia, África e América Latina por maior segurança energética. A China controla 80% a 90% da capacidade global de fabricação fotovoltaica e responde por 78% do mercado mundial de turbinas eólicas, o que amplia sua influência sobre cadeias de suprimento e infraestrutura energética. (East Asia Forum - 23.06.2026)

Link Externo

China: Resources New Energy captará até US$ 3,6 bilhões no maior IPO de Shenzhen

A China Resources New Energy, que desenvolve e opera parques eólicos e usinas fotovoltaicas em todo aquele país, fixou o preço de sua IPO em Shenzhen em 10,11 yuans por ação, visando captar até 24,5 bilhões de yuans (US$ 3,6 bilhões), caso a opção de venda de ações adicionais seja totalmente exercida. Segundo um documento divulgado, a unidade de energia renovável da China Resources Power captará 21,30 bilhões de yuans antes do lote suplementar, que permite vender mais ações em caso de alta demanda. De qualquer forma, a operação deve se tornar o maior IPO já registrado em Shenzhen, superando a listagem de 13,9 bilhões de yuans da Yihai Kerry Arawana em 2020, e o maior IPO doméstico da China desde que a Beijing-Shanghai High-Speed ​​Railway captou 30,7 bilhões de yuans em Xangai, em 2009, conforme dados da LSEG. Além disso, entre os 461 investidores que apresentaram ofertas válidas, estão o China Chengtong Holdings Group, a Shenzhen Gas, o Shaanxi Investment Group, a China Life Insurance, a New China Life Insurance, a Taikang Life Insurance e o Fundo Nacional de Seguridade Social. O período de subscrição das ações deve começar em 22 de junho, e os recursos serão destinados a projetos eólicos e solares. (Reuters - 17.06.2026)

Link Externo

China: Lançamento de plano quinquenal com meta de pico de fósseis até 2030

A China publicou o novo plano quinquenal para a construção de um novo sistema energético, em um momento de inflexão para sua transição, após anos de rápida expansão solar e eólica aumentarem a pressão sobre a rede elétrica, elevarem cortes de geração renovável e reduzirem o ritmo de novas instalações. O documento detalha metas setoriais associadas ao plano econômico mais amplo de 2026-2030, que prevê o pico do consumo de carvão e petróleo no período, a duplicação da participação de fontes não fósseis na próxima década e o avanço de tecnologias como hidrogênio e fusão nuclear. Entre os objetivos, eólica e solar deverão superar 50% da capacidade elétrica instalada. O país também mira 160 GW de hidrelétricas reversíveis, 300 GW em baterias, 50 GW em usinas virtuais para resposta da demanda e 2 milhões de toneladas anuais de hidrogênio verde até 2030. Ao mesmo tempo, manterá a produção de petróleo em torno de 200 milhões de toneladas por ano, ampliará a produção de gás natural e desenvolverá mais de 100 milhões de toneladas anuais de capacidade de carvão apta a operar quando necessário. (Energy Connects - 25.06.2026)

Link Externo

Artigo WEF: “Como a China construiu o sistema energético de que o mundo precisa agora”

Em artigo, Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) argumenta que a China construiu, ao longo de cerca de 25 anos, um sistema energético mais resiliente ao tipo de choque provocado pela crise no Estreito de Ormuz. Segundo Embora entre 45% e 50% das importações chinesas de petróleo passem por Ormuz e quase um terço de seu GNL venha do Golfo, o país foi menos afetado do que se esperaria porque parte crescente da demanda marginal de energia passou a ser atendida por eletricidade doméstica, e não por petróleo importado. O texto aponta que essa resiliência não decorreu de uma previsão específica sobre conflitos no Oriente Médio, mas de respostas acumuladas a problemas internos: insegurança no abastecimento de petróleo, gargalos elétricos nos anos 2000, poluição urbana, estímulos pós-crise financeira de 2008 e a incorporação da energia como prioridade estratégica nos Planos Quinquenais. Também destaca que a transição chinesa deve ser lida tanto como estratégia de segurança energética quanto como política climática. A eletrificação dos transportes já desloca mais de 1 milhão de barris por dia de demanda por petróleo, enquanto a rede de transmissão de ultra-alta tensão permite levar energia renovável do oeste e norte do país aos centros de carga do leste. Ao mesmo tempo, a China continua expandindo carvão como respaldo de segurança, revelando uma transição contraditória, mas estruturalmente orientada à redução gradual da exposição a hidrocarbonetos importados. O artigo conclui que o principal aprendizado não é copiar o modelo chinês, mas reconhecer que a transição energética deixou de ser apenas uma agenda climática e passou a ser também uma estratégia de segurança, competitividade industrial e resiliência geopolítica. (WEF - 23.06.2026)

Link Externo

EUA: Maior projeto de energia limpa é concluído após quase duas décadas

O maior projeto de infraestrutura de energia limpa dos EUA, com custo de US$ 11 bilhões, está totalmente operacional no Novo México, após quase duas décadas de processos de licenciamento e construção, informou a proprietária Pattern Energy Group. O empreendimento SunZia é um parque eólico de 3.650 MW com uma linha de transmissão de 885 km (550 milhas), que levará energia do centro do Novo México para o Arizona, possibilitando o envio de cerca de dois terços dessa eletricidade para o oeste, na Califórnia. Adicionalmente, o projeto tem capacidade para suprir a demanda anual de cerca de 1 milhão de residências e é três vezes maior do que os dois maiores parques eólicos dos EUA em seguida, segundo a EIA. O desenvolvimento começou em 2008, e a iniciativa enfrentou anos de obstáculos burocráticos para licenciamento antes que a Pattern iniciasse a construção, em 2023. Além disso, a Pattern afirmou que a conclusão do projeto representa um marco para o setor elétrico dos EUA, que enfrenta uma demanda crescente, exigindo tanto nova capacidade de geração quanto linhas de transmissão. A conclusão do projeto ocorre em um momento em que o governo de Donald Trump desacelerou o licenciamento de projetos de energia renovável, especialmente os eólicos, e priorizou os combustíveis fósseis. (Reuters - 18.06.2026)

Link Externo

Emirados Árabes Unidos: Irena destaca renováveis como proteção econômica global

A Agência Internacional de Energias Renováveis divulgou o relatório Renewable Power Generation Costs in 2025, destacando que as fontes renováveis consolidaram sua posição como a alternativa mais competitiva para expansão da geração elétrica em grande parte dos mercados. O estudo estima que a capacidade renovável instalada evitou US$ 480 bilhões em custos com combustíveis fósseis em 2025 e atuou como importante amortecedor diante da volatilidade provocada pela crise energética e pelas tensões geopolíticas, incluindo os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz em 2026. A análise mostra que mais de 90% da nova capacidade renovável foi mais barata que a geração fóssil equivalente, enquanto a redução histórica dos custos desde 2010 alcançou 89% para a energia solar fotovoltaica. Apesar da expectativa de desaceleração na queda dos custos devido ao aumento de preços de insumos e mudanças comerciais, a Irena projeta continuidade da redução dos custos até 2035. (IRENA – 02.07.2026)

Link Externo

Itália: Assinado decreto que inclui mais de 37 GW de nova capacidade renovável

O Ministro do Meio Ambiente e Segurança Energética (MASE), Gilberto Pichetto, assinou o decreto final do FER X, seguindo a decisão da Comissão Europeia de 8 de junho. A medida apoia a geração renovável de eletricidade com custos de geração competitivos, por meio de um mecanismo de apoio, e o texto será enviado às autoridades reguladoras e entrará em vigor no dia seguinte à sua publicação no site do Ministério. O regulamento final estabelece uma quota máxima de 37,15 GW de nova capacidade renovável: dez reservados para centrais com até 1 MW, que têm acesso direto ao mecanismo de apoio, e os restantes 27,15 GW destinam-se a centrais de maior dimensão, que devem participar em processos públicos competitivos anunciados pelo Gestor de Serviços Energéticos (GSE). Estima-se ainda que o total de energia disponibilizado nos procedimentos competitivos será de 16,5 GW para energia eólica, 10 GW para energia fotovoltaica, 0,63 GW para energia hidroelétrica e 0,02 GW para gases residuais de processos de purificação. Além disso, fica estabelecido que, no prazo de sessenta dias da entrada em vigor do decreto, o MASE aprovará, mediante proposta da GSE, as regras de funcionamento para acesso ao mecanismo, e a ARERA, no prazo de 90 dias, deverá definir as tarifas de referência. (Energía Estratégica - 19.06.2026)


Link Externo

Nacional

IRENA: Renováveis geram economia de US$ 32 bi em combustíveis fósseis no Brasil

O Brasil foi o terceiro país que mais reduziu gastos com combustíveis fósseis em 2025 devido à participação das renováveis em sua matriz, segundo mapeamento da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). A economia brasileira chegou a US$ 32 bilhões, atrás apenas da China, com US$ 177 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 35 bilhões. Globalmente, a expansão das fontes renováveis evitou US$ 480 bilhões em custos com petróleo, gás e carvão, além de 8,4 bilhões de toneladas de CO2. A Irena estima que mais de 90% da capacidade renovável em escala de utilidade pública adicionada em 2025 foi mais barata que a alternativa fóssil de menor custo. O relatório também mostra que a solar fotovoltaica ficou em US$ 44/MWh, a eólica onshore caiu para US$ 33/MWh e a offshore recuou para US$ 78/MWh, ampliando a vantagem competitiva das fontes limpas. (Agência Eixos – 02.07.2026)

Link Externo

iCS: Estudo aponta potencial de até US$ 800 bi para transição energética

Estudo elaborado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centre for Economic Transition Expertise, da London School of Economics, indica que o Brasil pode atrair entre US$ 600 bilhões e US$ 800 bilhões em investimentos relacionados à transição energética. O relatório destaca como vantagens competitivas a ampla oferta de energia renovável, reservas de minerais críticos, elevada capacidade agrícola e grande biodiversidade, fatores que posicionam o país para receber investimentos em combustíveis limpos, indústria de baixo carbono, mineração de minerais estratégicos e agricultura sustentável. Apesar do cenário favorável, o estudo ressalta que a concretização desse potencial dependerá da superação de gargalos de infraestrutura, da redução dos riscos para investidores, do fortalecimento da capacidade de execução de projetos, do aumento da segurança jurídica e da continuidade do combate ao desmatamento ilegal. (Agência CanalEnergia - 23.06.2026)

Link Externo

SolarPower Europe: Brasil perde posições no ranking global de energia solar

O Brasil caiu da quarta para a quinta colocação entre os maiores mercados fotovoltaicos do mundo após adicionar 14,5 GWp de potência em 2025, volume 23% inferior aos 18,9 GWp registrados no ano anterior, segundo o relatório Global Market Outlook for Solar Power 2026–2030, elaborado pela SolarPower Europe com participação da Absolar. O país foi superado por China, Índia, Estados Unidos e Alemanha. A entidade atribui a desaceleração principalmente aos cortes de geração renovável sem ressarcimento aos empreendedores, ao elevado custo de capital, à volatilidade cambial e às alíquotas de importação de equipamentos. Apesar do recuo, a fonte solar permanece como a segunda maior da matriz elétrica brasileira, com 70 GWac em operação e mais de R$ 305 bilhões em investimentos acumulados. A Absolar destaca que o avanço sustentável da geração exige expansão da infraestrutura de transmissão e mecanismos de flexibilidade para integrar a crescente participação das renováveis ao SIN. (Agência CanalEnergia - 24.06.2026)

Link Externo

Aneel: Autorização da entrada em operação de mais de 100 MW solares

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou a entrada em operação de novos empreendimentos de geração solar, ampliando a capacidade instalada do sistema elétrico nacional. Em Minas Gerais, receberam autorização para operação comercial as usinas Urucuia 2 e Urucuia 3, em Pintópolis, que acrescentam 54 MW e pertencem à Fênix Energias Renováveis e à Hélios Energias Renováveis. Também foram liberadas as usinas Paracatu 1, 2 e 3, controladas pela Engie Solar, que adicionam 47,168 MW. As autorizações totalizam 101,168 MW de nova capacidade comercial no estado. Além disso, a Aneel autorizou a operação em teste das usinas João Bettega, Derosso e Santa Quitéria, da rede Condor Super Center, em Curitiba, com capacidade conjunta de 1,296 MW destinada à contabilização de energia. No Espírito Santo, a UFV Magnitos Solar, em Cachoeiro de Itapemirim, recebeu autorização para operar comercialmente com capacidade instalada de 689 kW. (Agência CanalEnergia – 03.07.2026)

Link Externo

EPE: Projeção do governo para energia solar é superada em quase 6 vezes

Em 2017, pelo PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2026, o governo brasileiro projetava que o país encerraria este ano com cerca de 13 GW de capacidade instalada fotovoltaica, somando geração centralizada e distribuída. A realidade supera as projeções iniciais: o Brasil chega à metade de 2026 com mais de 72 GW de capacidade solar operacional, um volume quase seis vezes maior do que o estimado. Desse total, segundo a Aneel, o país soma 50 GW em micro e minigeração distribuída, enquanto 22,5 GW provêm de grandes usinas solares centralizadas. Dessa forma, a superação das expectativas evidencia a velocidade da expansão da fonte fotovoltaica no país ao longo da última década, impulsionada pela redução dos custos dos equipamentos, ampliação das linhas de financiamento, avanço da geração distribuída e aumento da busca dos consumidores por alternativas com menor custo. O crescimento acelerado da geração solar também trouxe novos desafios, como os cortes de geração. Além disso, estudos recentes de planejamento energético passaram a considerar cenários com participação mais elevada das fontes renováveis e maior necessidade de investimentos em infraestrutura para acomodar o crescimento da geração solar e eólica. Assim, a expectativa é ampliar a capacidade de integração das fontes renováveis e reduzir os gargalos observados atualmente. (Canal Solar - 23.06.2026)

Link Externo

Brasil: Governo cria grupo para estruturar políticas para uso do urânio

O Conselho Nacional de Política Mineral aprovou resolução que cria um grupo de trabalho para avaliar a contribuição do setor mineral nuclear, especialmente do urânio, ao Programa Nuclear Brasileiro, ao Programa Nuclear da Marinha e a iniciativas estratégicas de defesa e transição energética. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, o colegiado terá 90 dias, prorrogáveis, para apresentar recomendações, estudos e, se necessário, minutas de atos normativos ou propostas legislativas que viabilizem a destinação de recursos do setor a esses programas. O grupo reunirá ministérios, órgãos reguladores, empresas públicas e instituições como ANM, ANSN, Eletronuclear, EPE e INB. O escopo inclui mapear reservas, ampliar o conhecimento geológico, dimensionar o potencial de produção e identificar necessidades associadas à cadeia nuclear, mantendo o uso da atividade nuclear exclusivamente para fins pacíficos. (Agência CanalEnergia – 02.07.2026)

Link Externo

Brasil: TCU recomenda mudanças nas regras da autoprodução de energia

A Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a política de autoprodução de energia elétrica apresenta baixa maturidade e gera distorções na distribuição dos encargos setoriais, especialmente após a expansão da autoprodução por equiparação. O volume dessa modalidade alcançou 2.883 MW médios em 2024, crescimento de 40% sobre 2023, após avanço de 70,91% entre 2022 e 2023. O TCU avalia que consumidores obtêm benefícios sem investimentos proporcionais em geração, reduzindo a base de arrecadação dos encargos e transferindo custos aos demais usuários. Entre as recomendações estão a definição de estratégia formal pelo MME, revisão do Decreto nº 5.163/2004 para alterar a cobrança do ESS com base no consumo medido, monitoramento de novas ondas de migração e estudos da Aneel sobre ESS e EER, com inclusão do tema na agenda regulatória 2026-2027. O tribunal também alerta para riscos decorrentes da abertura do mercado e da ampliação de modelos de autoprodução por arrendamento e participação societária. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)

Link Externo

Aneel: Publica regras para sistemas de armazenamento

A Aneel publicou as Resoluções Normativas 1.161 e 1.162, estabelecendo a base regulatória para sistemas de armazenamento de energia elétrica e criando oficialmente a figura do armazenador autônomo. As normas disciplinam requisitos para outorga, implantação, conexão, operação e fiscalização dos empreendimentos, fixando autorizações com vigência de 35 anos, prazo máximo de 54 meses para entrada em operação comercial e validade de quatro anos para o despacho de requerimento de outorga destinado à obtenção de licenças e financiamentos. Os investidores poderão iniciar obras por sua conta e risco antes da autorização definitiva, desde que atendam às exigências legais. As resoluções também alteram diversas normas anteriores para incorporar o armazenamento ao arcabouço regulatório brasileiro, definindo direitos, deveres e critérios técnicos para integração dessa tecnologia ao sistema elétrico, em momento considerado estratégico para a expansão das baterias no país. (Agência CanalEnergia - 24.06.2026)

Link Externo

EPE e ONS publicam NT com os requisitos mínimos para o LRCAP Armazenamento 2026

A EPE e o ONS publicaram, em 23 de junho, a Nota Técnica NT-ONS DPL 0111/2025 / EPE-DEE-NT-095/2025, que estabelece os requisitos técnicos mínimos para a conexão de sistemas de armazenamento de energia via baterias. O atendimento a esses requisitos deverá ser observado nas soluções apresentadas no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de Armazenamento, previsto para 2026. A publicação atende às diretrizes da Portaria Normativa MME nº 136/2026, que referencia a atuação do ONS e da EPE quanto aos requisitos para a conexão às instalações de transmissão, e detalha os requisitos aplicáveis aos empreendimentos, incluindo aspectos de supervisão, controle, proteção e telecomunicações. Além disso, a Nota estabelece parâmetros para os conversores eletrônicos das baterias, com funcionalidades como controle de tensão e frequência, além da operação na estratégia grid forming. (EPE - 23.06.2026)

Link Externo

Brasil: Rio Grande do Sul reúne R$ 60 bilhões em projetos de transição

O Rio Grande do Sul reúne carteira de cerca de R$ 60 bilhões em projetos de transição energética, segundo o governador Eduardo Leite. Os investimentos estão em diferentes estágios, com licenciamento, estudos de impacto ambiental ou sinalizações de interesse, e abrangem frentes como eólica onshore, eólica offshore, biodiesel, biometano, hidrogênio verde, data centers e reconversão de áreas dependentes do carvão. O governo estadual afirma que seu papel é organizar informações, remover gargalos e criar condições para aportes privados, sem competir com empresas. A estratégia inclui continuidade de mapas de potencial renovável, atração de infraestrutura tecnológica com uso responsável de energia limpa e um plano de transição justa para desativar, descomissionar e reconverter térmicas a carvão até 2030. A privatização da CRM, prevista até 2027, deve financiar alternativas econômicas para comunidades ligadas à cadeia carbonífera. (Agência CanalEnergia – 30.06.2026)

Link Externo

Brasil: Vale planeja investir US$ 2,6 bi em iniciativas de descarbonização

A mineradora brasileira Vale planeja investir até 13 bilhões de reais (US$ 2,56 bilhões) em iniciativas de descarbonização para cumprir suas metas voluntárias de redução de emissões e mitigar riscos climáticos, segundo relatório de sustentabilidade divulgado em 15 de junho. O montante inclui até 4 bilhões de reais para a descarbonização das operações, sendo 24% investidos a médio prazo e 76% a longo prazo, sem especificação de datas; 8 bilhões de reais para a construção de complexos industriais focados em tecnologias de baixo carbono, o que inclui tecnologias de transição na siderurgia e o desenvolvimento de briquetes de minério de ferro; e 1 bilhão de reais para pesquisa e desenvolvimento. Além disso, a Vale investiu R$ 9 bilhões em iniciativas de descarbonização entre 2020 e 2025. A empresa também alertou que poderá enfrentar custos relacionados ao carbono de até 22 bilhões de reais, em valor presente, decorrentes de mecanismos de precificação de carbono, com impactos substanciais esperados a partir de 2030. Por meio dessas iniciativas, a empresa enxerga potencial de retornos financeiros e ambientais para o seu negócio, disse Grazielle Parenti, vice-presidente executiva de sustentabilidade, em entrevista à Reuters. (Reuters - 15.06.2026)

Link Externo

Brasil: Casa dos Ventos fornecerá energia solar renovável à Sabesp

A Casa dos Ventos firmou contrato de longo prazo para fornecer energia renovável à Sabesp, em operação estruturada no modelo de autoprodução por arrendamento, via consórcio. Pelo acordo, serão entregues 126 MW médios de energia gerada no complexo solar Rio Brilhante, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O empreendimento tem 491 MW de capacidade instalada e será dedicado exclusivamente ao atendimento da demanda da companhia de saneamento. Ao longo da parceria, a fornecedora deverá entregar mais de 18 TWh de eletricidade renovável, ampliando a previsibilidade de custos e garantindo à Sabesp os benefícios da isenção de encargos setoriais aplicável a autoprodutores. O contrato reforça o plano de descarbonização anunciado pela empresa em novembro de 2025, que prevê reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa em dez anos e cortar em 43% as emissões de Escopo 2 associadas ao consumo de energia. (Agência CanalEnergia – 30.06.2026)

Link Externo

Artigo de Patrícia Silvério e Fernando Caneppele: “O licenciamento ambiental como alavanca da transição energética brasileira”

Em artigo publicado pelo Jornal da USP, Patrícia Silvério (CEO na CPEA – Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais) e Fernando Caneppele (Professor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP e pesquisador associado do GESEL-UFRJ) defendem que a modernização do licenciamento ambiental é condição indispensável para acelerar a transição energética brasileira sem comprometer a proteção ambiental. Os autores argumentam que a expansão de fontes renováveis, da infraestrutura de transmissão e de novas tecnologias depende de processos de licenciamento mais previsíveis, tecnicamente qualificados e juridicamente seguros. Destacam que a nova legislação introduz mecanismos capazes de reduzir atrasos, desde que acompanhados por estudos de impacto consistentes, integração institucional, capacitação técnica e uso de ferramentas digitais. Também ressaltam o papel da universidade na produção de conhecimento e na formação de profissionais para o novo contexto regulatório. Concluem que um licenciamento ambiental bem estruturado fortalece a segurança jurídica, preserva os territórios e cria as condições necessárias para que a transição energética ocorra com maior velocidade, eficiência e rigor científico. (GESEL-IE-UFRJ – 30.06.2026)

Link Externo

Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

Brasil: Frota de veículos eletrificados cresce 48% em um ano

Um levantamento da NeoCharge, empresa especializada em soluções para recarga de veículos elétricos, mostra que a frota de veículos eletrificados em circulação no Brasil cresceu 48,04% entre maio de 2025 e maio de 2026. Com base em dados analisados da Senatran, o número de veículos passou de 461.893 para 683.771 unidades no período. Assim, a frota supera a marca de 600 mil veículos eletrificados, consolidando a expansão da eletromobilidade no mercado nacional. Os híbridos representam a maior parcela da frota, demonstrando que as tecnologias híbridas seguem como principal porta de entrada para a eletrificação: do total de veículos eletrificados, 285.146 são híbridos convencionais, 223.196 híbridos plug-in e 175.249 modelos 100% elétricos. Além disso, São Paulo concentra as principais marcas do segmento: BYD (55.536 unidades), Toyota (46.087) e GWM (24.138). Por outro lado, o crescimento da frota amplia a demanda por infraestrutura de carregamento em residências, empresas, estacionamentos e espaços públicos. (Brasil Energia - 25.06.2026)

Link Externo

Brasil: elétricos e híbridos importados passam a pagar imposto de 35%

Carros elétricos e híbridos importados passaram a pagar 35% de Imposto de Importação no Brasil a partir de 1º de julho de 2026, encerrando o cronograma de reoneração iniciado em janeiro de 2024. A alíquota vale para veículos totalmente montados, mas incide sobre o valor de importação, não diretamente sobre o preço final ao consumidor. Por isso, eventual repasse dependerá de estoques, margens comerciais e estratégias de cada fabricante. O mercado não prevê alta generalizada imediata, diante da concorrência entre marcas, especialmente chinesas, e do avanço de projetos de produção local. BYD, GWM, MG Motor, Chevrolet, GAC, Omoda & Jaecoo e Geely estão entre as empresas que aceleram planos industriais no país. A prorrogação do regime escalonado para kits SKD e CKD tende a favorecer a montagem nacional e marcar a transição do mercado de eletrificados da importação para a industrialização local. (Inside EVs – 01.07.2026)

Link Externo

Brasil: BYD alcança quarta posição entre as maiores marcas de automóveis

A BYD encerrou o primeiro semestre de 2026 como a quarta maior marca de automóveis do Brasil, segundo dados da Fenabrave, ao registrar 98.655 emplacamentos entre janeiro e junho e participação de 9,08% no segmento de carros de passeio. O resultado praticamente iguala todo o volume obtido pela empresa em 2025, quando comercializou 112.814 veículos. Em junho, a fabricante manteve a quarta colocação pelo segundo mês consecutivo, com 21.219 unidades, superando marcas tradicionais como Toyota, Jeep, Honda e Renault no segmento de automóveis. O Dolphin Mini acumulou 35.669 unidades no semestre, enquanto a família Song somou 6.632 emplacamentos em junho e alcançou 31.524 unidades no ano. A empresa também respondeu por 60,4% das vendas de veículos elétricos em junho e por 64,45% do mercado brasileiro de BEVs no acumulado de 2026, além de atingir a marca de 300 mil veículos eletrificados vendidos no país em apenas quatro anos. (Inside EVs – 03.07.2026)

Link Externo

Brasil: BYD amplia produção de baterias para sustentar competitividade dos elétricos

A BYD anunciou a expansão da produção de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) da família Blade para atender ao crescimento acelerado da demanda por veículos elétricos. Segundo a empresa, o principal gargalo deixou de ser a procura por automóveis e passou a ser a capacidade de fabricar baterias em volume suficiente para abastecer suas linhas de montagem. Em maio de 2026, a fabricante instalou 11,87 GWh em baterias, equivalentes a 16,6% do mercado chinês, ante 3,56 GWh registrados em fevereiro. A nova Blade Battery 2.0 promete avanços em autonomia, velocidade de recarga e durabilidade, com suporte para carregamento ultrarrápido de até 1.500 kW em infraestrutura compatível. Como as baterias representam entre 30% e 40% do custo de um veículo elétrico, o aumento da escala produtiva poderá preservar a competitividade dos modelos no Brasil, inclusive diante da elevação gradual do imposto de importação e da futura operação industrial da empresa em Camaçari. (Inside EVs – 02.07.2026)

Link Externo

América Latina: 16 projetos-chave para a “Rodovia Pan-Americana Elétrica”

O Plano Regional de Interconexões Elétricas apresentado pela Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE) e pelos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) definiu um portfólio preliminar de 16 interconexões, projetos que poderão se tornar a espinha dorsal da integração energética regional até 2040. As iniciativas totalizam 5.835 MW de capacidade e 4.830 km de redes, com um investimento estimado em cerca de US$ 3 bilhões para uma rede integrada da América Central à América do Sul. Entre os projetos considerados estão dois corredores entre Bolívia e Brasil, novas conexões entre Argentina e Chile, Bolívia e Paraguai, Chile e Bolívia, Equador e Peru, Panamá e Colômbia, além de sete projetos na América Central. Do total, 14 correspondem a enlaces de corrente alternada. O estudo conclui ainda que 12 projetos aparecem consistentemente em todos os cenários avaliados. Além disso, a análise identifica benefícios tanto operacionais quanto de investimento, seja através do uso mais eficiente da infraestrutura existente ou do aproveitamento de recursos energéticos de menor custo disponíveis. De acordo com o estudo, os benefícios líquidos regionais variam entre 1 e US$ 5 bilhões por ano. (Energía Estratégica - 18.06.2026)

Link Externo

Europa: Participação de mercado de BEVs atinge recorde em maio

Os emplacamentos de veículos elétricos a bateria (BEVs) na Europa alcançaram uma participação de mercado recorde em maio, mantendo um forte ritmo de crescimento impulsionado por subsídios, apoio de políticas públicas e preços mais altos da gasolina. Os registros de veículos elétricos a bateria em 17 mercados europeus cresceram 34,4% em relação ao ano anterior, totalizando 212.387 unidades em maio, o que conferiu aos carros totalmente elétricos uma participação de mercado de 23,6%, segundo dados da E-Mobility Europe, New Automotive e Fier Automotive. Esse resultado seguiu crescimentos de 34,1% em abril e 51,3% em março, indicando uma transição contínua em direção aos carros elétricos. Além disso, os dados mostraram que fabricantes locais detinham sete dos 10 modelos mais vendidos, apesar da concorrência chinesa crescente. A França registrou uma participação de 29,5% em maio, enquanto a Alemanha alcançou 25%. Já a Itália manteve-se como o mercado de crescimento mais acelerado, com os emplacamentos dobrando neste ano, impulsionados por novos subsídios. O norte da Europa e a região do Benelux também apresentaram desempenho sólido, com a participação de mercado de BEVs atingindo 78,7% na Dinamarca, 49,6% na Finlândia, 41,2% na Suécia, 41,3% nos Países Baixos e 36,8% na Bélgica. (Reuters - 17.06.2026)

Link Externo

China: CATL reduz custo de bateria de sódio para carros elétricos

A CATL anunciou avanço relevante nas baterias de sódio, tecnologia considerada alternativa ao lítio para veículos elétricos de entrada e aplicações urbanas. Segundo dados citados pelo CarNewsChina com base em relatório da CIConsulting, o custo de produção das novas células caiu para US$ 0,051 a US$ 0,059/Wh, equivalente a US$ 51 a US$ 59/kWh, faixa próxima à das baterias LFP, hoje entre as mais baratas da indústria. A expectativa é que ganhos de escala permitam custos ainda menores a partir de 2027. A densidade energética também avançou: células fornecidas à Changan Automobile alcançam 175 Wh/kg e autonomia próxima de 400 km no ciclo chinês, superando a faixa de 140 a 150 Wh/kg da primeira geração da Blade Battery da BYD. A química ainda mantém mais de 90% da capacidade a -20°C e pode reduzir custos de elétricos no Brasil. (Inside EVs – 28.06.2026)

Link Externo

Artigo de Seden Anlar: “Será que a Europa conseguirá se livrar da dependência dos combustíveis fósseis por meio da eletrificação?”

Em artigo publicado no EnergyTransition.org, Seden Anlar (jornalista de questões interseccionais relacionadas ao clima e à justiça social) argumenta que a eletrificação é uma das principais apostas da União Europeia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, mas não constitui solução suficiente por si só. Segundo o autor, a Europa enfrenta um novo teste com a intensificação de ondas de calor e frio extremo: transformar a expansão da eletricidade renovável em menor uso de gás, petróleo e carvão, especialmente em edifícios, transportes, indústria, aquecimento e refrigeração. O texto aponta que o próximo Plano de Ação para Eletrificação da Comissão Europeia deve deslocar o debate das metas para a implementação, com foco em redes, licenciamento, investimento, preços de eletricidade e acesso dos consumidores. Também destaca que a transição exige soluções complementares à eletrificação direta. Redes de aquecimento distrital, grandes bombas de calor, energia solar térmica, geotermia, calor residual industrial, isolamento, ventilação, sombreamento e refrigeração passiva são apresentados como elementos centrais para reduzir a demanda energética dos edifícios, que respondem por cerca de 40% do consumo de energia da UE e mais de um terço das emissões relacionadas à energia. O artigo conclui que a Europa pode usar a eletrificação como instrumento poderoso para reduzir sua dependência fóssil, mas apenas se ela vier acompanhada de renováveis, redes robustas, eficiência, renovação de edifícios, proteção aos consumidores e políticas coerentes de abandono do gás. (EnergyTransition.org - 22.06.2026)

Link Externo

Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Brasil: ABIHV mapeia R$ 115 bi de investimentos em projetos de H2V

A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) mapeou uma carteira de projetos de hidrogênio verde (H2V) no Brasil que supera R$ 115 bilhões em investimentos previstos e reúne mais de 10 GW de capacidade combinada de eletrólise. O levantamento, baseado em dados de associados, contempla empreendimentos em diferentes estágios de desenvolvimento para produção de H2V, amônia verde, e-metanol, fertilizantes e combustíveis sustentáveis, com maior concentração no Nordeste. A entidade também aponta unidades já em operação, como a planta da White Martins em Jacareí (SP), com eletrolisador de 5 MW e capacidade estimada de 800 toneladas anuais, e a planta-piloto da Neoenergia em Brasília (DF). No Complexo do Pecém, no Ceará, projetos de Fortescue, Casa dos Ventos, FRV, EDF e Qair somam dezenas de bilhões de reais e mais de 5 GW em eletrólise. A ABIHV também identificou avanços na cadeia de fornecedores, com planos para fábricas de eletrolisadores de até 1 GW ao ano no país e cerca de R$ 1,7 bilhão em investimentos para nacionalização de tecnologias. Para a entidade, a regulamentação do Rehidro e do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC) será decisiva para reduzir incertezas e acelerar decisões de investimento. (Petronotícias - 24.06.2026)

Link Externo

Brasil: Decreto do hidrogênio deve modular conteúdo local pelo CNPE

O decreto de regulamentação do marco legal do hidrogênio de baixo carbono pode ser publicado ainda nesta semana, segundo a secretária de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia, Mariana Espécie. A proposta, em análise na Casa Civil, tem anuência dos ministérios da Fazenda e da Indústria e Comércio e trata dos incentivos à instalação de projetos no país. Um dos pontos centrais é o conteúdo local, que deve ser tratado com cautela diante da maturidade ainda limitada da cadeia global do hidrogênio e da revisão de investimentos no setor. A ideia é que o Conselho Nacional de Política Energética module as exigências conforme a evolução do mercado e das rotas produtivas. O decreto seguirá o princípio da neutralidade tecnológica previsto em lei, sem preferência por rota específica, desde que o produto atenda ao perfil mínimo de emissões para ser enquadrado como hidrogênio de baixa emissão de carbono. (Agência CanalEnergia – 01.07.2026)

Link Externo

Brasil: ABIHV e Apex planejam chamada para seleção de projetos de H2 para exportação

A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) vão lançar uma chamada pública para selecionar projetos de hidrogênio, amônia, metanol e fertilizantes com potencial de exportação. A iniciativa busca viabilizar o acesso a recursos do Global Gateway, mecanismo da União Europeia voltado ao financiamento de infraestrutura sustentável em países parceiros. Segundo Fernanda Delgado, CEO da Abihv, a seleção incluirá projetos nacionais e internacionais, com apoio técnico da associação. A ApexBrasil, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ficará responsável pela criação de um portfólio de projetos. A executiva também destacou que as regras para o primeiro leilão de hidrogênio ainda dependem de decreto regulamentador. O edital está previsto para janeiro de 2027, com R$ 18 bilhões em subsídios entre 2030 e 2035. (Eixos - 24.06.2026)

Link Externo

Brasil: Petrobras comercializa primeiro SAF de soja certificado

A Petrobras concluiu a produção e comercialização do primeiro lote de SAF produzido a partir de óleo de soja com certificação CORSIA de baixo risco ILUC, que atesta critérios de sustentabilidade e menor risco de impacto sobre novas áreas. O volume comercializado, de 3,8 mil m³, foi obtido por coprocessamento na Reduc, no Rio de Janeiro, com 1% de conteúdo renovável na composição, percentual alinhado às obrigações instituídas pela Lei Combustível do Futuro para redução de emissões da aviação doméstica para os anos iniciais. O lote produzido pela Petrobras foi comercializado com a Vibra. Além disso, para produzir o lote, a Petrobras adquiriu óleo de soja da Bunge certificado no CORSIA Low ILUC Risk, programa da Organização da Aviação Civil Internacional para limitação das emissões de gases de efeito estufa da aviação. Este é o primeiro SAF de soja do mundo com certificação internacional CORSIA de baixo risco ILUC associado, garantindo que a matéria-prima não vem de desmatamento nem o está incentivando indiretamente. (Brasil Energia - 17.06.2026)

Link Externo

UE: Indústria pede mais espaço para H2 no Pacote de Redes

A Hydrogen Europe e outras organizações industriais publicaram uma declaração conjunta pedindo que formuladores de políticas da União Europeia tratem a infraestrutura de hidrogênio de forma adequada nas negociações do EU Grids Package. Segundo as entidades, redes de hidrogênio serão essenciais, ao lado da infraestrutura elétrica, para fortalecer competitividade, segurança energética e descarbonização no bloco. O documento defende tratamento equivalente entre hidrogênio e eletricidade nos processos de licenciamento, reconhecimento da infraestrutura de hidrogênio como de interesse público prioritário, melhor estrutura para planejamento de redes, armazenamento e conexões transfronteiriças, além de coordenação mais ampla entre sistemas elétricos e de hidrogênio. As organizações também pedem apoio reforçado a corredores energéticos integrados na Europa. Embora reconheçam avanços no Parlamento Europeu, elas afirmam que novas medidas ainda são necessárias, especialmente na posição do Conselho, para permitir a implantação da infraestrutura na escala e velocidade exigidas pelos objetivos energéticos e industriais europeus. Para Daniel Fraile, da Hydrogen Europe, o pacote é uma oportunidade para integrar redes de hidrogênio, eletricidade e gás com menor custo para cidadãos e empresas. (Hydrogen Europe - 23.06.2026)

Link Externo

Artigo de Giovane Rosa: “Segurança energética exige diversificação e renovabilidade”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Giovane Rosa (diretor da vertical energia da ACATE) defende que a segurança energética depende da diversificação da matriz e da ampliação do uso de fontes renováveis, especialmente diante das instabilidades geopolíticas que afetam o mercado global de combustíveis fósseis. O autor argumenta que o Brasil reúne condições privilegiadas para reduzir sua dependência externa por meio da expansão dos biocombustíveis, destacando etanol, biodiesel, SAF, biogás e, sobretudo, o biometano, cuja produção aproveita resíduos da agroindústria, da pecuária e de processos industriais. Além de fortalecer o abastecimento, essa estratégia favorece a descarbonização, contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e amplia a competitividade nacional. O texto também enfatiza o potencial de Santa Catarina para liderar esse movimento e ressalta que a crescente demanda energética decorrente da expansão de data centers e da inteligência artificial exige soluções resilientes, descentralizadas e alinhadas às capacidades produtivas brasileiras. Conclui que investir em uma política energética baseada nos recursos nacionais representa uma vantagem econômica e ambiental de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 26.06.2026)

Link Externo

Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Brasil: Deloitte estima R$ 57 bi para armazenamento até 2035

O mercado brasileiro de armazenamento de energia poderá atrair mais de R$ 57 bilhões em investimentos até 2035, segundo estudo da Deloitte baseado em projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035\) da EPE. A consultoria destaca que a regulamentação publicada pelo Ministério de Minas e Energia para os leilões de armazenamento previstos para dezembro representa um marco para o desenvolvimento do segmento, impulsionado pela expansão da geração solar e eólica. O estudo ressalta que os sistemas de baterias aumentam a flexibilidade, a confiabilidade e a resiliência do sistema elétrico, além de ampliar a previsibilidade de receitas e favorecer a integração de fontes renováveis. A Deloitte também aponta que a regulamentação da Aneel, ao reconhecer a prestação de serviços ancilares e permitir remuneração por múltiplos serviços, elimina barreiras que limitavam a viabilidade econômica dos projetos e aproxima o Brasil das práticas adotadas por mercados como China, Europa e Estados Unidos. (Agência CanalEnergia - 25.06.2026)

Link Externo

Brasil: TR Soluções aponta que baterias podem ampliar créditos da GD em mais de 60%

Um estudo da TR Soluções indica que a instalação de sistemas de armazenamento em usinas solares remotas conectadas ao subgrupo A4 pode elevar em mais de 60% os créditos obtidos por prosumidores no sistema de compensação da geração distribuída. O ganho decorre da diferença entre as tarifas da Tarifa Branca nos horários fora de ponta e de ponta, permitindo armazenar energia durante o dia e injetá-la na rede no início da noite, quando o valor econômico da energia é superior. Na simulação apresentada, a relação entre a tarifa de energia de ponta e fora de ponta resulta em fator de ajuste de 1,61, ampliando significativamente o retorno financeiro do consumidor. Além do benefício econômico, a estratégia contribui para reduzir sobrecargas na rede, mitigar os efeitos da chamada Curva do Pato e melhorar a utilização das infraestruturas de transmissão e distribuição, reforçando o papel das baterias na evolução da geração distribuída. (Agência CanalEnergia - 29.06.2026)

Link Externo

Brasil: Abradee observa mudança de perfil de investimentos

O gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado da Abradee, Lindemberg Reis, defende que há uma transformação no perfil de investimentos para aportes intensivos em capital de ativos intangíveis. Reis avalia que as distribuidoras estão passando a atuar em um modelo multi-utility, onde o negócio depende de telecomunicações, processamento de big data e integração com recursos distribuídos, como baterias, painéis solares e até mesmo a interface com data centers. Além disso, para o especialista, há consenso entre as distribuidoras de que a digitalização é mais do que a implantação de medidores inteligentes. Reis nota que, embora a medição inteligente traga melhorias financeiras, há uma análise de custo-benefício para sua implementação. Adicionalmente, no caso das redes, Reis aponta a combinação da instalação de equipamentos físicos com uma transição para sistemas de gestão e softwares. Para o especialista, o salto tecnológico ocorre nos softwares e no manejo da infraestrutura, caso dos sistemas de gestão de distribuição (ADMS) e da ativação recente dos sistemas de gestão de geração distribuída (DERMS). (Brasil Energia - 24.06.2026)

Link Externo

Brasil: Sol Agora mira liderança no crédito para geração distribuída

A Sol Agora, controlada pela Brookfield, pretende avançar no mercado de crédito para geração distribuída e ficar entre as três maiores financeiras do segmento. Atualmente entre as cinco principais, a empresa afirma ter captado R$ 2,3 bilhões e busca elevar sua carteira para até R$ 4 bilhões em 2027, com foco em crescimento qualificado em um setor de taxas menores e maior maturidade. Mais de 90% das operações são voltadas à geração distribuída residencial, mas a companhia vê oportunidade no segmento comercial, em razão do tíquete mais elevado dos projetos. A financeira também oferece, desde 2024, crédito para sistemas híbridos com baterias, embora essas vendas representem cerca de 2% do total. Para os próximos cinco anos, a empresa vê crescimento de soluções híbridas e de baterias puras, que podem ampliar o público atendido, incluindo consumidores em apartamentos sujeitos a falhas no fornecimento de energia. (Agência CanalEnergia – 01.07.2026)

Link Externo

Wood Mackenzie: Integradores chineses ampliam domínio no mercado global de baterias

Os integradores chineses mantiveram ampla liderança no mercado global de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em 2025, concentrando 76% da participação mundial, segundo levantamento da Wood Mackenzie. Oito das dez maiores empresas do ranking têm sede na China. Tesla e Sungrow preservaram as duas primeiras posições pelo terceiro ano consecutivo, enquanto a BYD avançou para o terceiro lugar impulsionada por contratos como o projeto Oasis de Atacama, de 6,5 GWh. Apesar disso, a fatia conjunta das três líderes caiu de 36% para 30%, refletindo a expansão de concorrentes de médio porte. O estudo destaca mudanças regulatórias nos EUA e na União Europeia, crescimento de mercados emergentes na Ásia e no Oriente Médio e a evolução da competição para fatores como conformidade regulatória, software, suporte financeiro e capacidade tecnológica. O Brasil ainda não aparece entre os mercados relevantes de BESS. (Agência CanalEnergia - 29.06.2026)

Link Externo

Austrália: Projetos híbridos viram referência para transição global

A Austrália vem se consolidando como laboratório global para projetos híbridos que combinam geração solar e armazenamento em baterias de grande escala, integrados atrás de um mesmo ponto de conexão à rede. A avaliação é da Fluence, especializada em armazenamento de energia, que vê o mercado australiano como referência para ampliar flexibilidade, confiabilidade e estabilidade em sistemas com alta participação renovável. O primeiro ativo híbrido greenfield no National Electricity Market (NEM), o projeto Quorn Park, da Potentia Energy, em New South Wales, reúne uma usina solar de 98 MW e uma bateria de 20 MW/40 MWh. Indica-se que 100% da capacidade solar de grande porte comprometida no NEM para 2027 e 2028 estará associada a sistemas BESS, embora nem todos sob conexão única. Para Jeff Monday, diretor de crescimento da Fluence, a viabilidade desses ativos dependerá de inovação tecnológica, desenho de mercado, receitas estáveis e excelência operacional, incluindo softwares de controle e lances baseados em inteligência artificial. (pv magazine - 23.06.2026)

Link Externo

Portugal: Governo oferecerá áreas com licenciamento acelerado para projetos eólicos e solares

O governo de Portugal lançou, em 17 de junho, um processo para destinar mais de 1.000 áreas a projetos eólicos e solares, situados nas proximidades das redes elétricas existentes e que poderão ser acelerados devido ao baixo potencial de conflitos ambientais. Com essa iniciativa, o governo busca atrair mais investimentos para o país, que já é um dos líderes europeus em energia renovável. A medida também integra um plano para agilizar o licenciamento e oferecer aos desenvolvedores maior segurança sobre onde os projetos podem ser construídos com facilidade. O chamado "Mapa Verde" identifica 1.302 áreas prioritárias, localizadas em até 10 km de conexões à rede elétrica, para o desenvolvimento de energias renováveis, sendo 792 delas destinadas à energia solar. Além disso, o governo abriu uma consulta pública, que vai até 15 de julho, para coletar contribuições, visando aprimorar o plano antes de tomar uma decisão final. Adicionalmente, a capacidade de energia renovável de Portugal tem crescido de forma constante: a energia solar saltou de 1 GW em 2016 para 7 GW em 2025, enquanto a energia eólica, uma tecnologia mais consolidada, cresceu 10%, atingindo 5,6 GW. A energia renovável supriu cerca de 80% do consumo de eletricidade de Portugal no primeiro trimestre de 2026. (Reuters - 17.06.2026)

Link Externo

Romênia: LONGi e Enery avançam em projeto híbrido de energia solar com armazenamento

A LONGi Solar Europe ampliou sua atuação na Europa Central e Oriental ao se alinhar ao plano de expansão da Enery, produtora independente de energia com pipeline de 1,5 GW para 2026/2027, no qual a fabricante busca atuar como principal fornecedora de tecnologia em 50% dos projetos. O principal ativo é o complexo híbrido Ogrezeni, no condado de Giurgiu, na Romênia, já em construção, com 761 MWp de capacidade solar fotovoltaica e mais de 1 GWh em armazenamento por baterias. O empreendimento conta com financiamento verde sindicalizado de EUR 460 milhões e apoio do Three Seas Initiative Investment Fund. A LONGi fornecerá 1.167.120 módulos Hi-MO 9, com tecnologia HPBC 2.0, potência de pico de até 660 W e eficiência de até 24,8%. A execução tem a ENEVO Group como EPC principal e deve gerar 350 empregos no pico das obras. A energização integral está prevista para 2027, quando a usina poderá abastecer o equivalente a 684 mil residências romenas e evitar cerca de 303 mil toneladas anuais de CO2. (Balkan Green Energy News - 22.06.2026)

Link Externo

Impactos Socioeconômicos

Brasil: Transição energética pode elevar crescimento anual do PIB

Segundo o estudo “Brazil’s investment-led growth in the ecological transition” do CETEx, da London School of Economics, o Brasil pode ampliar o crescimento anual do PIB em até 1,5 ponto percentual ao atrair parte dos investimentos de US$ 600 bilhões a US$ 800 bilhões que devem ser realizados globalmente, a cada ano, em setores ligados à descarbonização, como aço, fertilizantes, combustíveis, químicos e materiais industriais. O estudo aponta que a transição ecológica poderia elevar a expansão da economia brasileira de 2,3%, ritmo registrado em 2025, para cerca de 4% ao ano. O país é visto em posição privilegiada pela combinação de energia limpa, recursos naturais abundantes, capacidade agrícola, minerais estratégicos e neutralidade geopolítica relativa. A competitividade inclui custo nivelado de US$ 33,6/MWh para eólica onshore e US$ 46/MWh para solar de grande porte, abaixo de mercados como Japão e Bélgica. Notadamente, a região Nordeste poderá captar entre US$ 15 bilhões e US$ 60 bilhões na próxima década, mas o ganho dependerá de industrialização, infraestrutura, qualificação, inovação, segurança regulatória e redução do Custo Brasil. (Canal Solar - 23.06.2026)

Link Externo

NGFS: Relatórios apontam impacto climático e da transição verde sobre política monetária

O avanço das mudanças climáticas e a transição para uma economia de baixo carbono tendem a alterar a condução da política monetária, ao afetar inflação, produto e decisões sobre juros. Dois relatórios do Network for Greening the Financial System (NGFS), rede internacional de bancos centrais e supervisores financeiros, indicam que eventos climáticos extremos podem elevar preços de commodities, interromper cadeias de suprimento e ampliar perdas econômicas, enquanto a transição rumo ao net zero pode reduzir temporariamente a produção e pressionar a inflação, sobretudo quando não acompanhada por políticas públicas de apoio a trabalhadores e setores afetados. Sabine Mauderer, presidente do NGFS e primeira vice-governadora do Deutsche Bundesbank, afirmou que clima e descarbonização já influenciam variáveis centrais para autoridades monetárias. Para James Talbot, do Bank of England, choques físicos e de transição podem criar dilemas mais frequentes para bancos centrais, especialmente quando forem persistentes e afetarem diretamente as famílias. O NGFS defende ação climática antecipada e ordenada para limitar riscos econômicos e financeiros de longo prazo. (Green Central Banking - 24.06.2026)

Link Externo

EUA: Governo paga US$ 765 mi para cancelar mais quatro contratos de energia eólica offshore

O governo Trump anunciou, em 17 de junho, que pagará US$ 765 milhões à desenvolvedora de projetos de energia Invenergy, sediada em Chicago, para rescindir quatro contratos de energia eólica nas costas de Nova York, Califórnia e Maine. O Departamento do Interior informou que a Invenergy utilizará esses recursos para desenvolver usinas de energia a gás natural em cinco estados do Meio-Oeste, em Indiana, Wisconsin, Iowa, Kansas e Missouri, e projetos de energia geotérmica no Oeste. Os contratos de energia eólica offshore da empresa incluíam dois no Golfo do Maine e um em cada uma das costas em NY e CA, e todos esses quatro contratos estavam em estágios iniciais de desenvolvimento, segundo uma fonte próxima à empresa, que também apontou que a companhia não descartou retornar ao setor futuramente. Além disso, o acordo é o mais recente de vários anunciados pelo governo este ano em um esforço abrangente para interromper o desenvolvimento de projetos de energia eólica offshore nos EUA, considerados caros e ineficientes pelo governo. A administração de Trump tem buscado aumentar a produção doméstica de combustíveis fósseis e descartou políticas de apoio ao desenvolvimento de energia limpa, medidas que têm sido criticadas por democratas e defensores do setor. (Reuters - 17.06.2026)

Link Externo

Artigo de Yufang Jia: “Como a transição energética poderia se beneficiar de uma narrativa mais eficaz”

Em artigo publicado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), Yufang Jia (Pesquisador Associado do Instituto de Pesquisa de Energia da State Grid) argumenta que a transição energética global avançou muito na construção de infraestrutura limpa, mas ainda comunica mal seu valor para a sociedade. Segundo o autor, embora as renováveis já respondem por quase metade da capacidade instalada global, o debate público continua dominado por métricas técnicas que nem sempre explicam como a transição afeta segurança, custos, indústria e vida cotidiana. O texto aponta que essa lacuna narrativa pode se tornar uma barreira real ao avanço da transição. A integração em larga escala de renováveis exige coordenação entre geração, redes, consumo e armazenamento, além de decisões sobre a distribuição de custos, responsabilidades e benefícios. Diante disso, o texto também destaca três narrativas centrais para melhorar a comunicação: a transição não deve ser apresentada como fardo adicional, mas como reorganização da lógica de desenvolvimento; a sociedade deve ser vista como protagonista, já que consumidores com painéis solares, veículos elétricos e equipamentos inteligentes passam a atuar como nós do sistema; e a resiliência precisa ser explicada, pois ela é invisível quando tudo funciona bem. O artigo conclui que contar melhor a história da transição energética não é uma questão acessória de comunicação, mas parte da própria capacidade de implementá-la. Sem uma linguagem pública capaz de traduzir complexidade técnica em valor econômico, social e estratégico, redes, armazenamento, flexibilidade e resiliência tendem a permanecer subfinanciados e pouco compreendidos. (WEF - 23.06.2026)

Link Externo

Artigo de Liz Su: “Mercados emergentes transformam a transição energética em estratégia econômica”

Em artigo publicado no Portfolio Adviser, Liz Su (gestora sênior de portfólio da Boston Common Asset Management) argumenta que, nos mercados emergentes, a transição energética deixou de ser apenas uma ambição climática e passou a integrar a estratégia econômica, industrial e financeira dos países. Segundo a autora, essa mudança é impulsionada por duas forças principais: a reprecificação do risco energético e a reorganização das cadeias industriais. A dependência de combustíveis fósseis já aparece em indicadores macroeconômicos, fiscais e financeiros, afetando inflação, contas externas, câmbio, títulos soberanos e margens corporativas. O texto aponta que choques como a interrupção no Estreito de Ormuz elevam preços, custos de seguro e volatilidade financeira. Esses impactos chegam aos mercados emergentes por três canais: pressão inflacionária e fiscal, especialmente quando há subsídios a combustíveis; deterioração das contas externas, pelo aumento das importações em dólar; e compressão de margens em setores intensivos em energia. Nesse contexto, renováveis domésticas passam a funcionar também como instrumento de balanço de pagamentos, ao substituir importações de combustíveis fósseis. O texto também destaca que a economia da transição se tornou mais favorável. Uma vez instaladas, fontes renováveis oferecem eletricidade de custo marginal próximo de zero por 20 a 30 anos, criando vantagem competitiva para indústrias intensivas em energia e reduzindo a exposição a choques externos. Conclui-se que a transição energética nos mercados emergentes já opera como ciclo de investimento de longo prazo em redes, eletrificação, eficiência e armazenamento. (Portfolio Adviser - 24.06.2026)

Link Externo

Eventos

Brasil: Energy Summit defende integração e inovação na transição energética

A abertura do Energy Summit 2026 reforçou a visão de que a transição energética brasileira dependerá da integração entre tecnologias, setores e infraestrutura, e não de uma única fonte. O evento destacou investimentos bilionários em descarbonização, inovação e modernização do sistema elétrico nos próximos cinco anos. A Petrobras prevê mais de US$ 13 bilhões para descarbonização e novas energias, além de US$ 4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, com iniciativas como Diesel R5, bunker R24, biorefino renovável e combustível sustentável de aviação. No Rio de Janeiro, a estratégia Rio AI City busca posicionar a capital como polo de inteligência artificial, apoiada em mais de 3 GW de capacidade energética ociosa, conectividade, disponibilidade hídrica e universidades. A Light também anunciou R$ 10 bilhões para modernizar a rede e ampliar capacidade para atividades eletrointensivas. (Além da Energia – 29.06.2026)

Link Externo

London Climate Action Week: Coalizão lança campanha global para acelerar eletrificação de baixo carbono

Governos, empresas e organizações da sociedade civil lançaram em Londres a campanha global Electrify Now, voltada a impulsionar a eletrificação de baixo carbono como eixo da transição energética. A iniciativa foi apresentada em 23 de junho, durante o Global Summit on Energy Transition and Electrification, na London Climate Action Week, com apoio do governo do Reino Unido, E3G, Global Renewables Alliance e We Mean Business Coalition. António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou que a eletrificação limpa já é realidade, mas depende da expansão acelerada de redes, armazenamento, investimentos e infraestrutura. A agenda dialoga com o Consenso dos Emirados Árabes Unidos, firmado na COP28, que prevê triplicar a capacidade renovável e dobrar a eficiência energética até 2030, além de orientar a transição para longe dos combustíveis fósseis. A presidência da COP31, sob a Turquia, propôs que 35% da demanda final de energia seja atendida por eletricidade até 2035. Pesquisa recente indica que 91% dos líderes empresariais globais veem a eletrificação como essencial para segurança e resiliência energética. (COP30 Brasil - 24.06.2026)

Link Externo