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IFE
12/01/2026

Transição Energética 100

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
12/01/2026

IFE nº 100

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Transição Energética 100

Dinâmica Internacional

Artigo de Scott Strazik: “Como a demanda crescente por eletricidade vai guiar a descarbonização e o crescimento da economia global”

Em artigo publicado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), Scoot Strazik (CEO da GEO Vernova) argumenta que a crescente demanda global por eletricidade, estimada em 40–50% até 2035 segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), será o maior acelerador da descarbonização da história, impulsionando também o crescimento econômico. O autor destaca que esse aumento será impulsionado por setores como inteligência artificial, centros de dados, transporte e manufatura avançada. Ainda, pondera que o alinhamento entre eletrificação e descarbonização permitirá abandonar a visão de que crescimento e sustentabilidade são objetivos conflitantes. A esse respeito, tecnologias como reatores nucleares modulares (SMRs), geração flexível e redes inteligentes são vistas como fundamentais. Com investimentos globais em energia estimados em US$ 3,3 trilhões em 2026, principalmente em tecnologias de baixo carbono, a transição energética se torna não apenas viável, mas lucrativa. O texto conclui que países que investirem em energia limpa e confiável ganharão vantagem competitiva e liderarão a economia global nas próximas décadas. (World Economic Forum – 06.01.2026)

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Austrália: Iberdrola adquire controle total de parque eólico de 242 MW

A Iberdrola firmou um acordo com a Partners Group e a OPTrust para adquirir a totalidade do parque eólico Ararat, localizado no estado de Victoria, na Austrália, reforçando sua estratégia de expansão em energias renováveis no país. Em operação desde 2017, o ativo possui capacidade instalada de 242 MW e tem a maior parte de sua geração comercializada por meio de contratos de compra e venda de energia de longo prazo (PPAs), o que garante receitas estáveis e previsíveis. A companhia avalia que o parque deve se beneficiar do aumento dos preços da eletricidade impulsionado pela crescente demanda por fontes limpas, em um contexto no qual o governo de Victoria estabeleceu a meta de atingir 95% de energia renovável até 2035. Além disso, o Ararat está bem posicionado para aproveitar futuras expansões da infraestrutura de transmissão, como o Western Renewable Link e o Project Energy Connect, que ampliarão a capacidade de exportação de energia. A aquisição está alinhada ao plano estratégico 2025–2028 do grupo, que prevê mais de €1 bilhão em investimentos na Austrália, e integra uma estratégia global de €58 bilhões, focada em mercados com elevada estabilidade regulatória. A conclusão da transação ainda depende do cumprimento das condições usuais de fechamento. (Energy Monitor – 19.12.2025)

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China: Corte de reembolsos do imposto para módulos fotovoltaicos e de baterias

A China anunciou que irá cancelar, a partir de 1º de abril, os reembolsos do imposto sobre valor agregado (VAT) para exportações de produtos fotovoltaicos, além de reduzir os reembolsos para baterias de 9% para 6% entre abril e dezembro, com eliminação total a partir de janeiro de 2027. Segundo o Ministério das Finanças e a Administração Estatal de Tributação, a medida integra esforços para enfrentar a sobrecapacidade industrial e conter guerras de preços em meio a tensões comerciais internacionais. A Associação Chinesa da Indústria Fotovoltaica avaliou que a decisão pode contribuir para estabilizar os preços internacionais no longo prazo, já que alguns exportadores utilizavam os reembolsos como forma indireta de desconto aos compradores externos. Ao reduzir esses incentivos, o governo busca promover uma formação de preços mais racional nos mercados externos e diminuir riscos de disputas comerciais. A iniciativa dá continuidade à política adotada em dezembro de 2024, quando os reembolsos para produtos fotovoltaicos já haviam sido reduzidos de 13% para 9%, sinalizando um ajuste gradual da estratégia chinesa para o setor. (Reuters – 09.01.2026)

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Espanha: Lançamento de financiamento de € 405 milhões para renováveis e tecnologias limpas

A Espanha lançou dois novos programas de financiamento que somam € 405 milhões para acelerar a transição energética e fortalecer sua base industrial em tecnologias limpas. O primeiro, RENOCogen, destina € 50 milhões à substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis em plantas de cogeração e tratamento de resíduos, apoiando tecnologias como biogás, biomassa, solar, eólica e geotermia, com subsídios de até 65% do investimento. O programa prioriza PMEs, projetos em regiões de transição justa e municípios com desafios demográficos, além de permitir adiantamentos de até 80% dos recursos. O segundo edital, de € 355 milhões, foca na ampliação e criação de fábricas de tecnologias estratégicas, como painéis solares, turbinas eólicas, eletrolisadores, baterias e bombas de calor, alinhado ao Clean Industrial Deal e ao REPowerEU. Os incentivos podem cobrir até 35% dos custos elegíveis, com tetos elevados para projetos em áreas assistidas. Além de reduzir emissões, as medidas buscam reforçar a autonomia estratégica e a competitividade da Espanha na cadeia europeia de clean tech, em um contexto de forte expansão renovável, que já somou 8,85 GW de nova capacidade em 2025. (Strategic Energy Europe – 07.01.2025)

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EUA: Desenvolvedores recorrem à justiça contra suspensão inédita de eólicas offshore

Os principais desenvolvedores de projetos de eólicas offshore nos Estados Unidos intensificaram a disputa judicial contra o governo após a suspensão, em 22 de dezembro, dos arrendamentos de cinco grandes projetos já em construção, decisão tomada pelo Departamento do Interior, via BOEM, sob a justificativa de riscos à segurança nacional. Até o momento, empresas responsáveis por quatro dos cinco empreendimentos afetados ingressaram com ações judiciais, questionando a legalidade da medida e pedindo liminares para retomar as obras. Equinor e Ørsted lideram a ofensiva, alegando que os projetos, alguns com mais de 80% de execução e bilhões de dólares já investidos, passaram por extensos processos de licenciamento e análises de segurança ao longo de anos. O governo argumenta que turbinas de grande porte podem interferir em sistemas de radar, criando ruídos que comprometem a detecção de alvos reais. Desenvolvedores, porém, classificam a decisão como arbitrária e alertam para impactos econômicos, atrasos e perda de empregos. A ofensiva ocorre em meio à postura crítica do presidente Donald Trump em relação à energia eólica, incluindo decretos que suspenderam novas licenças para projetos onshore e offshore em áreas federais. (Agência Eixos – 08.01.2026)

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EUA: Energia eólica deve crescer 46 GW até 2029 apesar de desafios regulatórios

Os Estados Unidos devem adicionar mais de 7 GW de capacidade eólica em 2025, alta de 36% em relação ao ano anterior, segundo o relatório U.S. Wind Energy Monitor da Wood Mackenzie e da American Clean Power Association. Mesmo em um ambiente desafiador, a projeção para os próximos cinco anos permanece estável, com a adição de 46 GW entre 2025 e 2029, embora com mudança no ritmo: 2026 e 2027 concentrarão os maiores volumes, com 10,7 GW e 12,7 GW, respectivamente. A demanda por eletricidade cresce em média 3% ao ano até 2029, impulsionada sobretudo por data centers, o que reforça a atratividade da eólica como fonte competitiva de base. No onshore, o pipeline está praticamente comprometido até 2027, com destaque para grandes projetos no oeste do país e avanço do mercado de repowering. Já o offshore enfrenta desaceleração no curto prazo por condições climáticas e limitações logísticas, além de pressão financeira e cancelamentos após 2027. O relatório alerta que tarifas devem elevar os custos das turbinas em 2026, mantendo a incerteza regulatória como fator crítico para o crescimento de médio prazo, apesar do baixo custo nivelado da energia eólica. (Wood Mackenzie – 18.12.2025)

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EUA: NextEra e Meta firmam acordos de 2,5 GW para energia limpa

A NextEra Energy Resources e a Meta firmaram acordos de energia limpa que totalizam cerca de 2,5 GW nos Estados Unidos, reforçando a estratégia da empresa de tecnologia de operar suas atividades com 100% de eletricidade renovável. Os contratos incluem 11 acordos de compra e venda de energia (PPAs) e dois acordos de armazenamento (ESAs), com até 2,1 GW provenientes de nove projetos solares distribuídos por três grandes mercados elétricos do país: ERCOT, no Texas, Southwest Power Pool (SPP) e Midcontinent Independent System Operator (MISO). A capacidade restante será entregue por quatro projetos adicionais, que combinam 190 MW de geração solar e 168 MW de armazenamento em baterias, localizados nos condados de Valencia e De Baca. Os 13 projetos devem entrar em operação entre 2026 e 2028 e são voltados principalmente ao atendimento das operações de data centers da Meta. Segundo as empresas, as iniciativas devem gerar até 2.440 empregos na fase de construção, estimular economias locais e fortalecer a infraestrutura energética norte-americana. Os novos acordos ampliam uma parceria já existente, que conta com cerca de 500 MW em operação, e se inserem em um movimento mais amplo de colaboração entre grandes empresas de tecnologia e desenvolvedores de energia para sustentar o crescimento de data centers, inteligência artificial e a transição para uma matriz elétrica de baixo carbono. (Energy Monitor – 09.12.2025)

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Índia: ArcelorMittal investe US$ 900 milhões em projetos de energia renovável

A ArcelorMittal anunciou três novos projetos de energia renovável na Índia, com investimento total estimado em US$ 900 milhões e capacidade combinada de 1 GW em energia solar e eólica, reforçando sua estratégia de descarbonização industrial. As iniciativas estão localizadas em Amaravati, no estado de Maharashtra, Bikaner, no Rajastão, e Bachau, em Gujarat. O projeto de Amaravati consiste em uma usina solar de 36 MW, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027 e potencial de reduzir cerca de 0,04 milhão de toneladas de CO₂ por ano. Em Bikaner, será construída uma planta solar de 400 MW integrada a 500 MWh de armazenamento em baterias, com operação esperada para o primeiro semestre de 2028 e redução anual estimada de 0,65 milhão de toneladas de CO₂. Já em Bachau, o projeto combina 250 MW de energia eólica, 300 MW de solar e 300 MWh de armazenamento, evitando aproximadamente 0,9 milhão de toneladas de CO₂ por ano. A eletricidade gerada abastecerá a AMNS India, joint venture da ArcelorMittal com a Nippon Steel. Com esses projetos, a companhia dobrará sua capacidade renovável na Índia para 2 GW, contribuindo para reduções anuais totais de até 4 milhões de toneladas de CO₂ e fortalecendo seu portfólio global de energia limpa. (Energy Monitor – 23.12.2025)

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Índia: País adiciona 50 GW em renováveis e antecipa meta climática

A Índia alcançou em 2025 um marco relevante em sua transição energética ao adicionar cerca de 50 GW de capacidade renovável, sustentados por investimentos próximos a Rs2 trilhões (US$ 22,3 bilhões), elevando a capacidade total não fóssil para aproximadamente 262 GW. Com isso, fontes não fósseis passaram a representar metade da capacidade elétrica instalada do país, estimada em 510 GW, permitindo que a meta do Acordo de Paris para 2030 fosse atingida cinco anos antes do previsto. O avanço foi impulsionado principalmente pela energia solar, responsável por cerca de 35 GW do total adicionado, refletindo políticas como o PM Surya Ghar Yojana e o PM-KUSUM. Apesar do ritmo acelerado, persistem desafios estruturais, incluindo dificuldades na aquisição de terras, entraves regulatórios, atrasos em contratos de compra de energia e limitações na expansão da transmissão, que já provocam desequilíbrios na rede e cortes de geração. Projeções indicam que a Índia precisará investir mais de Rs30 trilhões até 2030 para atingir a meta de 500 GW não fósseis, exigindo reforço da infraestrutura de transmissão, maior capacidade de armazenamento e uma abordagem mais integrada de planejamento para consolidar a segurança energética e a competitividade do país no cenário global de energia limpa. (Energy Monitor – 22.12.2025)

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IRENA: Agência alerta que expansão e modernização das redes elétricas são decisivas para triplicar renováveis até 2030

Segundo a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), o avanço acelerado de fontes renováveis variáveis, como solar e eólica, no cenário de 1,5 °C exige uma transformação profunda da infraestrutura elétrica global até 2030. Para alcançar a meta de 11,2 terawatts de capacidade renovável, conforme o Consenso dos Emirados Árabes Unidos, os sistemas elétricos precisarão ser mais flexíveis, modernos e capazes de integrar grandes volumes de geração intermitente. A IRENA estima que o setor elétrico demandará de 2,5 a 3 vezes mais flexibilidade do que em 2019, tornando redes e soluções de armazenamento pilares centrais da transição energética. Embora os investimentos em renováveis, redes e baterias tenham superado os de combustíveis fósseis em 2024, eles ainda não acompanham o ritmo da expansão da capacidade instalada. Para isso, os aportes anuais em redes devem chegar a US$ 671 bilhões até 2030, o que só será possível com forte cooperação entre setores público e privado. Iniciativas como a Coalition for Action, a Utilities for Net Zero Alliance (UNEZA) e a Alliance for Industry Decarbonization (AFID) buscam viabilizar esse esforço, reforçando compromissos de investimento, ampliando o uso de armazenamento de energia e promovendo reformas regulatórias. O tema será central na 16ª Assembleia da IRENA, que debaterá caminhos para acelerar a expansão das redes e garantir segurança, confiabilidade e financiamento à transição energética global. (IRENA – 08.01.2026)

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Agência lamenta intenção dos EUA de deixar a agência e reforça papel estratégico das renováveis

O diretor-geral da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), Francesco La Camera, lamentou a intenção anunciada dos Estados Unidos de se retirarem da organização, destacando o papel histórico do país como membro e ator-chave na promoção das energias renováveis por meio da cooperação internacional. Segundo ele, as renováveis deixaram de ser apenas uma resposta às mudanças climáticas e passaram a representar um fator central de competitividade econômica, impulsionando oportunidades de negócios, geração de empregos, liderança tecnológica e inovação industrial. Em um cenário global marcado por incertezas, La Camera ressaltou que a transição energética é fundamental para garantir segurança energética e fortalecer posições geopolíticas, além de reduzir custos de energia e atrair investimentos estratégicos. O dirigente afirmou que a colaboração internacional é hoje mais necessária do que nunca e reiterou o compromisso da IRENA em apoiar países e empresas na aceleração da transição energética global, entregando benefícios econômicos, sociais, ambientais e de segurança. Ao reconhecer as contribuições feitas pelos Estados Unidos ao longo dos anos junto aos 171 membros da agência, La Camera afirmou que a porta para uma futura reaproximação permanece aberta, sinalizando disposição para manter o diálogo e a cooperação. (IRENA – 08.01.2026)

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Irlanda: Relatório da IEA aponta caminhos para eletrificação com segurança energética

Um novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirma que a Irlanda pode alcançar suas ambições de eletrificação até 2035 sem comprometer a segurança energética, desde que adote planejamento estratégico, investimentos oportunos e maior coordenação do sistema elétrico. O estudo destaca que a demanda por eletricidade deve crescer fortemente na próxima década, impulsionada pela eletrificação do aquecimento e do transporte, além da expansão habitacional e de infraestruturas digitais como data centers. A Irlanda já se posiciona como referência global em renováveis, com a energia eólica respondendo por cerca de um terço da geração elétrica em 2024, índice muito acima da média mundial. Segundo a IEA, a ampliação da eletrificação pode reduzir em quase 3 bilhões de euros por ano a conta de importação de combustíveis, mas exige enfrentar desafios como custos iniciais, adequação de tarifas e alinhamento da nova demanda com a geração renovável. O relatório ressalta ainda a necessidade de reforçar redes elétricas, ampliar a flexibilidade do sistema e modernizar operações para lidar com a maior variabilidade das fontes renováveis. A experiência irlandesa, conclui a AIE, oferece lições valiosas para outros países que buscam conciliar crescimento da demanda, descarbonização, segurança do abastecimento e preços acessíveis de energia. (IEA – 18.12.2025)

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Japão: Investimento de US$ 1,3 bilhão para incentivar o uso de eletricidade limpa

O Japão prepara um programa de US$ 1,3 bilhão para incentivar empresas a utilizarem 100% de eletricidade descarbonizada, com início no ano fiscal de 2026 e duração de cinco anos. A iniciativa integra a estratégia nacional de Green Transformation (GX) 2040, que busca alinhar metas climáticas com crescimento econômico, reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer a confiança de longo prazo em investimentos em energia limpa. Os recursos serão concedidos na forma de subsídios de até 50% dos custos de capital, cobrindo equipamentos e infraestrutura necessários à migração para energia limpa. Setores como data centers e manufatura devem ser os principais beneficiários, desde que contribuam para o desenvolvimento regional. O foco em demanda pretende criar sinalização estável ao mercado, acelerando novos investimentos em geração renovável e redes. Em 2024, as renováveis respondem por cerca de 26% da eletricidade do país, com destaque para a solar (11,4%), enquanto a meta é alcançar entre 40 e 50% nas próximas décadas. A política busca destravar o crescimento do mercado ao estimular grandes consumidores a ancorar projetos, reduzir custos no longo prazo e ampliar a capacidade limpa. Entretanto, persistem desafios: forte dependência de fósseis, papel controverso da energia nuclear, custos e prazos de projetos eólicos offshore e oposição local a grandes usinas solares. Ainda assim, o programa deve reduzir emissões, impulsionar empregos, fortalecer polos regionais e acelerar a transição energética japonesa. (CarbonCredits.com – 05.01.2026)

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Malásia: TotalEnergies fornecerá energia solar à Google por contrato de longo prazo

A TotalEnergies assinou um contrato de compra e venda de energia (PPA) com duração de 21 anos para fornecer cerca de 1 TWh de eletricidade renovável certificada à Google na Malásia, reforçando a estratégia de descarbonização do setor de tecnologia no país. A energia será gerada pela usina solar Citra Energies, localizada no norte do estado de Kedah, cuja construção está prevista para começar no início de 2026, com o fornecimento iniciando após o fechamento financeiro do projeto, esperado para o primeiro trimestre do mesmo ano. O parque foi viabilizado no âmbito do programa Corporate Green Power Programme da Comissão de Energia da Malásia e é desenvolvido pela TotalEnergies, com 49% de participação, em parceria com a empresa local MK Land. A eletricidade produzida atenderá principalmente as operações de data centers da Google, contribuindo para o crescimento da infraestrutura digital do país e para o fortalecimento do sistema elétrico local com nova capacidade limpa. O acordo amplia a cooperação global entre as duas empresas, que já mantêm contratos semelhantes em outros mercados, e está alinhado à estratégia da TotalEnergies de combinar fontes renováveis com ativos flexíveis, além de sustentar sua meta de alcançar mais de 35 GW de capacidade renovável instalada e ampliar a produção líquida de eletricidade até o final da década. (Energy Monitor – 16.12.2025)

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Reino Unido e Filipinas: Fundo climático impulsiona transição energética e renováveis

O Reino Unido e as Filipinas lançaram, em Manila, o Philippines Country Fund, no âmbito do programa UK Partnering for Accelerated Climate Transitions (UK PACT), com o objetivo de acelerar a transição energética e apoiar a descarbonização do setor elétrico filipino. Financiada pelo governo britânico por meio de seu compromisso de Financiamento Climático Internacional, a iniciativa oferece assistência técnica direcionada e, em seu primeiro ano, prioriza o setor de energia. O fundo está alinhado às metas das Filipinas de reduzir e evitar 75% das emissões de gases de efeito estufa até 2030 e de elevar a participação das renováveis na matriz elétrica para 35% em 2030, 50% em 2040 e maioria até 2050. As ações se concentram em quatro frentes: atualização do modelo de precificação da energia eólica offshore e avaliação da prontidão de infraestrutura e desenvolvedores; implementação de planejamento espacial marinho para projetos offshore; desenvolvimento de uma ferramenta de simulação de custos do sistema elétrico para planejamento mais eficiente; e aceleração da implantação de microrredes em áreas carentes, ampliando o acesso à energia e promovendo crescimento econômico inclusivo. (Energy Monitor – 03.01.2026)

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Reino Unido: Great British Energy lança plano de cinco anos para acelerar renováveis

A Great British Energy (GBE) apresentou um plano estratégico de cinco anos com o objetivo de acelerar a transição energética do Reino Unido e ampliar a participação pública no setor. A empresa pretende entregar ao menos 15 GW de ativos de geração e armazenamento de energia limpa até 2030, capacidade suficiente para abastecer cerca de dez milhões de residências. A estratégia prevê a mobilização de aproximadamente £15 bilhões em investimentos privados ao longo do tempo, além do apoio a mais de mil projetos comunitários de energia, fortalecendo o controle local e o engajamento da população. Segundo a GBE, mais de 10 mil empregos diretos devem ser sustentados pelos projetos financiados, inclusive em regiões historicamente dependentes da indústria de óleo e gás. Atuando como desenvolvedora e investidora em participação acionária, a empresa estruturou sua atuação em três frentes, GBE Local, Energia Onshore e Energia Offshore, e detalhou o programa “Energy – Engineered in the UK”, de £ 1 bilhão, voltado ao fortalecimento da base industrial e da cadeia de suprimentos de energia limpa, com reinvestimento de receitas para expansão contínua da capacidade energética. (Energy Monitor – 04.01.2026)

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Reino Unido: NESO lança pipeline para acelerar projetos de energia limpa e destravar investimentos

O Operador Nacional do Sistema de Energia (NESO) anunciou um novo pipeline de projetos de energia que terão conexão acelerada às redes elétricas da Grã-Bretanha, com o objetivo de viabilizar cerca de £40 bilhões (US$ 53,3 bilhões) por ano em investimentos em energia limpa e avançar na meta governamental de “Energia Limpa até 2030”. A iniciativa surge após a fila de acesso à rede crescer dez vezes em cinco anos, superando 700 GW, volume quatro vezes maior que a necessidade projetada do país para 2030. A reforma substitui o critério de ordem de chegada por um modelo que prioriza projetos prontos para execução e alinhados às necessidades energéticas e econômicas nacionais. O novo conjunto contempla até 283 GW de capacidade de geração e armazenamento, além de 99 GW de demanda conectada à transmissão, incluindo projetos de eólica, solar, baterias e hidrogênio. Segundo o NESO, a mudança dará maior previsibilidade sobre onde e quando novas redes serão necessárias, reduzindo gargalos e aumentando a eficiência do planejamento setorial. Os primeiros projetos, com conexão prevista para 2026–2027, começarão a receber ofertas formais ainda em dezembro, enquanto o restante será concluído até o terceiro trimestre de 2026. A reforma busca garantir segurança energética no longo prazo, diante da expectativa de que a demanda por eletricidade quase triplique até 2050. (Energy Monitor – 08.12.2025)

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RMI: 10 tendências para a transição energética em 2026

O RMI compartilhou dez tendências que deverão marcar a transição energética em 2026. Primeiro, cresce a adoção dos chamados soft energy paths, que combinam rápida expansão de renováveis com eficiência energética para atender ao aumento da demanda elétrica de forma mais barata e rápida. Segundo, políticas e investimentos adequados consolidam a capacidade das energias limpas de sustentar a modicidade tarifária, com queda acelerada dos custos de solar, eólica e armazenamento. Terceiro, a eletromobilidade entra em nova fase, com veículos elétricos avançando no mercado de massa e caminhões elétricos migrando de pilotos para nichos comerciais. Quarto, a mitigação de contrails na aviação ganha relevância como solução climática de curto prazo com alto impacto potencial. Quinto, tecnologias industriais limpas, como bombas de calor e eficiência energética, são impulsionadas por novos marcos regulatórios e mercados de carbono. Sexto, soluções para metano e outros superpoluentes ganham visibilidade, financiamento e instrumentos de mercado. Sétimo, tecnologias de resfriamento eficiente avançam da inovação para a implantação em larga escala, sobretudo em países de alta demanda térmica. Oitavo, novos padrões e normas estimulam a redução do carbono incorporado em edifícios e materiais de construção. Nono, o próximo Plano Quinquenal da China influencia cadeias globais, custos e o ritmo da transição energética mundial. E décimo, o esforço climático global entra em fase mais operacional, com novos fóruns e roteiros internacionais voltados à implementação e ao afastamento progressivo dos combustíveis fósseis. (RMI – 06.01.2026)

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União Europeia: Comissão Europeia lança € 5,2 bilhões para acelerar a transição industrial limpa

A Comissão Europeia lançou três novas linhas de financiamento no âmbito do Fundo de Inovação, totalizando € 5,2 bilhões provenientes das receitas do Sistema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), com foco em tecnologias de emissão zero, hidrogênio de baixo carbono e descarbonização do calor industrial. A iniciativa busca apoiar as metas climáticas e energéticas da União Europeia para 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2050, ao mesmo tempo em que reforça a competitividade e a resiliência industrial do bloco. O principal edital de tecnologias net-zero destina € 2,9 bilhões para reduzir lacunas de investimento, atrair capital público e privado e fortalecer a liderança europeia na fabricação e implantação de tecnologias limpas, incluindo componentes para energias renováveis, armazenamento, bombas de calor, hidrogênio e baterias para veículos elétricos. O pacote também inclui a terceira rodada do Banco Europeu do Hidrogênio, com € 1,3 bilhão para apoiar a produção de hidrogênio renovável ou eletrolítico de baixo carbono, além do primeiro leilão europeu para descarbonização do calor industrial, que contará com até € 1 bilhão. Esse mecanismo prioriza soluções como eletrificação, bombas de calor, solar térmica e geotermia, oferecendo prêmios fixos vinculados à redução efetiva de emissões e marcando um passo relevante para transformar um dos maiores focos de emissões industriais da Europa. (Energy Monitor – 05.12.2025)

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GESEL publica TDSE 150 “A Dinâmica da Transição Energética na China, nos Estados Unidos e na União Europeia”.

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 150, intitulado “A Dinâmica da Transição Energética na China, nos Estados Unidos e na União Europeia”. O estudo analisa as trajetórias recentes das três maiores economias do mundo no âmbito da transição energética, considerando seus diferentes arranjos institucionais e objetivos de política industrial e energética. Foram três eixos centrais de discussão: o enquadramento conceitual da “dupla face” da transição (descarbonização versus segurança energética); as tensões e sinergias estruturais entre esses dois pilares em cada ator; e uma análise comparativa dos compromissos climáticos e das políticas de descarbonização adotadas. O trabalho examinou como a dotação de recursos domésticos, as dependências externas e as estratégias geopolíticas influenciam o ritmo de incorporação de renováveis e a robustez frente a choques nas cadeias de suprimento. Os debates concentraram-se em temas como a estratégia chinesa de “construir o novo antes de descartar o velho”, focada em liderança industrial e ganho de escala em tecnologias de baixo carbono; o paradoxo estadunidense entre a manutenção da segurança energética ancorada em combustíveis fósseis e os novos pacotes de incentivos para a reindustrialização verde (como a Lei de Redução da Inflação – IRA); e o pioneirismo regulatório da União Europeia, que utiliza metas vinculantes e planos como o REPowerEU para acelerar a autonomia energética e reduzir a dependência de importações. O estudo acena para a complexidade dessa transformação sistêmica, que exige reconfigurações profundas em regulação, financiamento e infraestrutura. Conclui-se que o principal desafio global será conciliar a descarbonização com a soberania energética e a competitividade estratégica, de modo que o sucesso das grandes potências dependerá de arranjos capazes de transformar metas ambientais em ganhos de segurança e resiliência nacional. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 05.01.2025)

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Wood Mackenzie: 7 tendências que devem moldar o mercado de energia eólica em 2026

Após um ano recorde em 2025, quando a capacidade eólica global deve alcançar 170 GW em novas adições, o setor entra em 2026 diante de um cenário de ajustes e transformações estruturais. A expectativa é de que cerca de 160 GW sejam conectados globalmente no próximo ano, uma queda de 6% puxada principalmente pela desaceleração na China com o fim do 14º Plano Quinquenal, embora o restante do mundo deva apresentar crescimento. Segundo especialistas do Lens Wind, sete grandes temas merecem atenção em 2026, incluindo reformas de políticas públicas, uma nova geração de leilões de eólicas offshore, a possível estabilização do capex, desafios na cadeia de suprimentos e decisões sobre o fim de vida útil de parques mais antigos. Nos Estados Unidos, o setor enfrenta um ponto de inflexão, com prazos críticos para créditos fiscais, pressões tarifárias e gargalos de licenciamento, ao mesmo tempo em que a forte alta da demanda por eletricidade, impulsionada por data centers, pode forçar uma revisão de políticas mais restritivas. O relatório também aponta para uma transição gradual rumo a modelos mais expostos ao risco de mercado, mudanças na dinâmica competitiva e sinais de que 2026 pode marcar um ano de retomada relevante para a eólica offshore, apesar das incertezas regulatórias e econômicas. (Wood Mackenzie – 07.01.2026)

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Nacional

ANEEL: Revogação de 509 outorgas de usinas solares e eólicas em 2025

A ANEEL informou que, ao longo de 2025, foram revogadas 509 outorgas de usinas solares e eólicas no Brasil, totalizando cerca de 22 gigawatts de potência instalada. Segundo a agência, todas as revogações ocorreram a pedido das próprias empresas, geralmente motivadas pela avaliação de inviabilidade econômica dos projetos, embora também possam resultar do descumprimento de cláusulas contratuais ou normas regulatórias. Parte relevante desses pedidos está associada à modernização do marco regulatório do setor elétrico, estabelecida pela Lei 15.269/2025, que resultou da conversão da MP 1304. A legislação abriu a possibilidade de revogação sem penalidades para empreendimentos que haviam obtido prorrogação de prazo para enquadramento em descontos nas tarifas de uso do sistema, mas que não firmaram o contrato de uso da rede. Dentro desse contexto, 158 empreendimentos solicitaram a revogação dentro do prazo legal, encerrado em 26 de dezembro de 2025, representando R$ 1,04 bilhão em garantias. Outros 190 projetos não fizeram o pedido no prazo, somando R$ 1,41 bilhão em garantias. O balanço reflete um processo de ajuste do portfólio de geração renovável no país, com retirada de projetos que não avançaram à fase de implantação efetiva. (Agência Eixos – 06.01.2026)

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BNDES: Lançamento de edital para estudo de certificação de créditos de carbono com apoio de até R$ 10 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou edital público para selecionar propostas voltadas à certificação de carbono. O foco é realizar o estudo técnico “Certificação de Crédito de Carbono no Brasil”. A iniciativa contará com apoio financeiro não reembolsável de até R$ 10 milhões do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). O objetivo é mapear o mercado nacional de certificação, e ainda, identificar oportunidades para fortalecer e ampliar a capacidade desse mercado. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Fazenda, os interessados possuem até o dia 9 de fevereiro para se inscreverem gratuitamente a partir do formulário disponível no Portal do Cliente do BNDES. Em resumo, o trabalho diagnosticará o ecossistema de certificação, além de identificar os principais atores, bem como melhorias nas metodologias e redução de custos e prazos. Por fim, o prazo é de seis meses e abrange todo o país. (Agência CanalEnergia - 06.01.2026)

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Brasil amplia protagonismo global na governança da energia

O Brasil intensificou, em 2025, sua atuação internacional no debate sobre o futuro da energia ao buscar maior influência nas principais instâncias globais do setor. Além de presidir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), o governo brasileiro enviou à Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) um pedido formal para se tornar membro pleno, após oito anos como país associado. A adesão permitiria maior acesso às análises, dados e formulações de políticas da agência, fortalecendo a cooperação internacional e o apoio à Política Energética Nacional, em um contexto de transição para fontes renováveis e de segurança energética. A IEA reconheceu o Brasil como peça-chave do sistema energético global, destacando sua matriz elétrica diversificada e majoritariamente limpa. Paralelamente, o setor privado brasileiro também ampliou sua presença internacional com a eleição de Gil Maranhão, special advisor do CEO da ENGIE Brasil, para o conselho da Associação Internacional de Energia Hidrelétrica (IHA) no biênio 2025–2027. A nomeação reforça o protagonismo da hidreletricidade brasileira e a experiência do país no desenvolvimento de grandes usinas, além de consolidar a influência do Brasil na agenda global de energia sustentável e resiliente. (Além da Energia – 30.12.2025)

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Brasil: Governo cria GT para avaliar viabilidade de SMRs no país

O governo federal instituiu um grupo técnico de caráter transversal para avaliar a infraestrutura necessária à implantação de Pequenos e Microrreatores Modulares (SMRs e MMRs) em território nacional. Coordenada pelo Ministério de Minas e Energia no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, a iniciativa marca o início de um planejamento estruturado para a integração dessa tecnologia de nova geração à matriz elétrica, em um contexto de descarbonização e busca por maior segurança energética. O grupo reúne representantes do MME, da Marinha, de órgãos ambientais, estatais e autoridades de segurança nuclear, refletindo a complexidade do setor. Com prazo inicial de 180 dias, prorrogáveis por mais 90, o GT deverá apresentar um diagnóstico que aborde a capacidade da indústria nacional, os desafios logísticos e os requisitos de licenciamento, incluindo desde cedo a dimensão ambiental como forma de reduzir riscos regulatórios e ampliar a viabilidade futura de projetos nucleares modulares no país. (Cenário Energia - 07.01.2026)

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Brasil: Transição energética acelera e se consolida como estratégia até 2030

A transição energética deixou de ser apenas uma tendência e passou a ocupar papel central na estratégia de desenvolvimento do Brasil, que até 2030 deve intensificar o uso de fontes renováveis, ampliar a eletrificação e reduzir emissões de gases de efeito estufa. Relatórios da IEA, IRENA e IPCC apontam que os próximos cinco anos serão decisivos para limitar o aquecimento global, exigindo expansão acelerada das renováveis, redução do uso de carvão e modernização das redes elétricas. Nesse cenário, o Brasil se destaca por já operar frequentemente com mais de 90% de energia renovável na matriz elétrica, o que lhe confere vantagem competitiva. As principais frentes de avanço incluem a digitalização e expansão da transmissão, a eletrificação do transporte, especialmente coletivo —, o estímulo à inovação tecnológica, como hidrogênio verde e armazenamento, e a atualização regulatória, com novos marcos para mercado de carbono, energia offshore e abertura total do mercado livre. A combinação entre matriz limpa, grande potencial de expansão e ambiente regulatório em evolução posiciona o país como protagonista na transição energética global. (Além da Energia – 05.01.2026)

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Energias renováveis ganham protagonismo no combate às mudanças climáticas no Brasil

A redução das emissões de gases de efeito estufa e o enfrentamento das mudanças climáticas dependem diretamente da expansão das energias renováveis, já que o consumo de energia responde por mais de 70% das emissões globais, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). De acordo com a entidade, a eletricidade será o eixo central do sistema energético mundial até 2050, com a interrupção da expansão de combustíveis fósseis e a predominância de fontes renováveis, especialmente solar e eólica, no cenário de emissões líquidas zero. No Brasil, a matriz elétrica já é majoritariamente renovável, com destaque para as hidrelétricas, que representaram cerca de 59% da geração em 2024. A energia eólica também avança rapidamente, com mais de 34 GW de capacidade instalada, concentrada principalmente no Nordeste, além de grande potencial offshore ainda em desenvolvimento. A energia solar ultrapassou 53 GW em 2024, impulsionada pela alta incidência solar e pela expansão da geração distribuída em todos os estados. Já o biogás surge como alternativa estratégica, com forte ligação à agropecuária, ao saneamento e à indústria, podendo suprir até 30% da demanda nacional de gás natural até 2030. Juntas, essas fontes reforçam o papel do Brasil na transição energética global. (Além da Energia – 09.01.2026)

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Falta de quórum paralisa primeira reunião do Fórum Nacional de Transição Energética em 2026

A primeira reunião do ano do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), realizada remotamente em 7 de janeiro, foi esvaziada pela falta de quórum, impedindo qualquer deliberação. Dos 87 integrantes com direito a voto, distribuídos igualmente entre governo, sociedade civil e setor produtivo, apenas 38 participaram, abaixo do mínimo de 44 exigido. Criado em agosto de 2024 pelo governo Lula e coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, o Fonte é um dos instrumentos para a elaboração do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). A pauta previa a aprovação do regimento interno, que estabelece, entre outros pontos, a perda de assento após três ausências não justificadas, mas a falta de decisão deixa o colegiado em um “limbo”, segundo representantes da sociedade civil. A reunião, inicialmente marcada para dezembro, já havia sido adiada por causa do recesso. O próximo encontro foi convocado para 30 de janeiro, apesar da pressão para que ocorra antes, em meio à preocupação com os prazos para contribuições ao Plante e ao mapa do caminho da transição energética, cujo envio foi determinado por despacho presidencial no início de dezembro. Representantes da sociedade civil pretendem propor que o Fórum seja consultado oficialmente na definição desse mapa. (Agência Eixos – 09.01.2026)

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KPMG: Rentabilidade do setor elétrico brasileiro diminuiu em 2024

A rentabilidade do setor elétrico voltou a recuar em 2024, segundo estudo da KPMG Brasil em parceria com o Instituto Acende Brasil, que aponta um Valor Econômico Agregado (EVA) negativo acumulado de R$ 134 bilhões entre 2017 e 2024. Após uma tendência positiva entre 2018 e 2020, o indicador passou a oscilar para baixo a partir de 2021, refletindo principalmente o aumento do custo de capital, pressionado por inflação e juros elevados, além dos impactos do curtailment sobre a geração eólica e solar. Em 2024, o EVA negativo alcançou R$ 25 bilhões, patamar semelhante ao observado em 2022, mesmo com crescimento do Cálculo do Lucro Operacional Líquido após Impostos (NOPAT) acima da inflação, porém insuficiente para acompanhar a expansão do capital investido. O estudo mostra que, embora o lucro operacional tenha avançado ao longo do período, o capital investido cresceu em ritmo maior, reduzindo a geração de valor econômico. A análise, baseada em 48 empresas do setor elétrico listadas na B3, utiliza o custo de capital regulatório da Aneel ajustado pela inflação efetiva. Para 2025, a expectativa é de continuidade das pressões, sobretudo pela manutenção de juros elevados e cortes de geração, ainda que investimentos relevantes sigam ocorrendo e os segmentos de transmissão e distribuição possam atenuar parcialmente o desempenho mais fraco da geração. (Agência CanalEnergia - 30.12.2025)

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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

ABNT: Norma organiza manutenção de VEs no Brasil

A expansão da frota de VEs e híbridos no Brasil tem evidenciado desafios na área de manutenção, diante da adaptação ainda incompleta das oficinas e dos serviços de pós-venda. Nesse contexto, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou a PR 1025, uma prática recomendada que estabelece critérios de qualificação profissional e procedimentos de segurança para intervenções em VEs. Embora não tenha caráter obrigatório, o documento representa um avanço na organização do setor, ao oferecer um referencial técnico comum para reduzir riscos ocupacionais e aumentar a confiabilidade dos serviços. A PR 1025 define competências, níveis de formação e protocolos específicos para lidar com sistemas de alta tensão, baterias e eletrônica de potência, áreas que exigem conhecimentos especializados. Elaborada com a participação de entidades do setor automotivo, a prática recomendada integra o Sistema de Infraestrutura da Qualidade e pode ser atualizada com maior agilidade frente à evolução tecnológica. A expectativa é que o documento seja adotado por montadoras, seguradoras, redes de oficinas e programas de certificação, contribuindo para a profissionalização do pós-venda e para a consolidação da eletrificação no país. (Inside EVs - 21.12.2025)

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ABVE: Brasil bate recorde de vendas de VEs em 2025

As vendas de VEs no Brasil atingiram um novo recorde em 2025, com 223.912 emplacamentos, alta de 26% em relação a 2024, segundo dados da ABVE. O levantamento, que inclui modelos 100% elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais, elevou a participação desses veículos para 9% do mercado anual de leves. Apenas em dezembro, foram registrados 33.905 emplacamentos, o melhor resultado mensal da série histórica, com avanço expressivo frente a novembro e ao mesmo mês do ano anterior, além de participação de 13% nas vendas do período. O desempenho reflete um ritmo de crescimento superior ao do mercado automotivo como um todo, mesmo em um contexto macroeconômico desafiador. O avanço também foi impulsionado pelo início da produção local de veículos elétricos e híbridos plug-in, com a entrada em operação de novas fábricas no país, reforçando a atratividade do segmento. O movimento consolida a eletromobilidade como o segmento mais dinâmico e inovador da indústria automotiva brasileira, com impacto positivo sobre investimentos, emprego e confiança do consumidor. (Portal Solar - 07.01.2026)

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Bright Consulting: VEs superam 12% do mercado automotivo brasileiro

A primeira quinzena de dezembro mostrou recuperação no ritmo de emplacamentos de automóveis e comerciais leves no Brasil, após um novembro mais fraco, levando a projeções de fechamento de 2025 em torno de 2,54 milhões de unidades. Segundo a Bright Consulting, foram emplacados 127,1 mil veículos no período, crescimento de 20,1% em relação à primeira quinzena de novembro e de 9,6% frente a dezembro de 2024. No acumulado do ano, o mercado alcançou 2,40 milhões de unidades, alta de 2,1%, embora o desempenho seja atribuído principalmente a fatores de calendário e sazonalidade, e não a uma aceleração consistente da demanda. Os veículos eletrificados apresentaram desempenho superior ao do mercado geral, com 17.567 unidades emplacadas na quinzena, equivalentes a 13,8% do total, percentual significativamente acima dos meses anteriores. No acumulado de 2025, as vendas de eletrificados somam 256 mil unidades, frente a 163,4 mil no ano anterior, elevando a participação de mercado para cerca de 10,6%. Esse avanço indica maior penetração da eletrificação, ainda que o crescimento geral do mercado permaneça moderado. (Inside EVs - 17.12.2025)

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BYD: Planos para construção de fábrica de ônibus e caminhões elétricos no Brasil

A BYD planeja ampliar de forma significativa sua presença industrial no Brasil com a construção de uma nova megafábrica dedicada à produção de ônibus e caminhões elétricos, com capacidade anual estimada entre 6.000 e 7.000 chassis. O projeto, previsto para ser implementado em até três anos no estado de São Paulo, busca atender à crescente demanda do mercado nacional, eliminar gargalos produtivos e posicionar o país como polo regional de exportação de veículos elétricos pesados para a América do Sul. Atualmente, a capacidade produtiva é limitada pela unidade de Campinas, que, apesar de nominalmente comportar até 2.000 chassis por ano, opera abaixo desse patamar devido à complexidade dos modelos produzidos. Com encomendas suficientes para cerca de 1.200 chassis já em 2026, a empresa prevê uma expansão em etapas, incluindo uma operação temporária para quase dobrar a capacidade no curto prazo, enquanto avança com a implantação da fábrica definitiva para sustentar o crescimento do negócio. (Inside EVs - 19.12.2025)

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Fim das cotas de importação pode elevar preços de VEs no Brasil

O mercado brasileiro de VEs deve enfrentar reajustes de preços já no primeiro semestre de 2026, antes mesmo da unificação da alíquota de importação em 35%, prevista para julho. O fator mais imediato é o esgotamento das cotas de importação que permitiam a entrada de veículos elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV) com imposto zerado ou reduzido, mecanismo que vinha amortecendo os preços ao consumidor. À medida que essas cotas se encerram, novos lotes passam a recolher automaticamente as alíquotas cheias atualmente vigentes, 25% para elétricos e 28% para PHEVs —, pressionando os valores nas concessionárias independentemente da mudança legal futura. Esse impacto tende a ser maior para marcas dependentes da importação de veículos prontos, enquanto fabricantes que avançam na produção local ou em regimes SKD e CKD, como BYD, GWM, GM, Geely e Leapmotor, passam a operar com maior proteção tributária. No segundo semestre de 2026, a nacionalização pode gerar vantagem competitiva temporária, mas essa janela se fecha em 2027, quando a alíquota cheia também passará a incidir sobre veículos montados localmente. O cenário reforça que, em 2026, o preço dos eletrificados será definido menos pela nova taxa e mais pela velocidade de adaptação produtiva das montadoras. (Inside EVs – 07.01.2026)

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Brasil: Retirada de carregadores em Aracaju expõe insegurança regulatória da eletromobilidade

A retirada de carregadores de veículos elétricos em shoppings e estabelecimentos comerciais de Aracaju acendeu um alerta no setor de eletromobilidade sobre insegurança jurídica e risco de retroatividade regulatória. A medida ocorreu após o Ministério Público acatar, de forma provisória, uma recomendação do CREA-SE que sugere proibir recargas em garagens internas, cobertas ou subterrâneas, com base em uma Nota Técnica preventiva publicada em junho de 2025. O documento, sem caráter normativo, aponta que incêndios envolvendo baterias de lítio podem atingir temperaturas superiores a 1.000 °C e recomenda que recargas ocorram apenas em áreas externas e abertas, sobretudo em edificações antigas. Na prática, carregadores já instalados foram removidos em locais como o Shopping RioMar e a Ferreira Costa, e instaladores passaram a ser pressionados a assinar termos prevendo adequações futuras, inclusive retroativas. Entidades como a ABRAVEi alertam que sistemas de recarga instalados conforme normas técnicas nacionais e internacionais não representam risco adicional e que decisões genéricas, sem respaldo técnico atualizado, criam barreiras artificiais à adoção de veículos elétricos. O impasse revela a ausência de regulamentação específica para edificações existentes e reforça a necessidade de uma norma clara do Corpo de Bombeiros que concilie segurança e avanço da transição energética. (Inside EVs – 17.12.2025)

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Brasil: São Paulo aprova lei para destravar recarga de VEs em condomínios

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 425/2025, que busca remover um dos principais entraves à expansão dos VEs no Brasil: a recarga em condomínios residenciais e comerciais. A proposta, agora aguardando sanção do governador, estabelece que prédios não poderão vetar a instalação de pontos de recarga de forma genérica ou arbitrária, permitindo a negativa apenas mediante laudo técnico formal que comprove riscos à segurança. O texto garante a moradores e empresas o direito de instalar carregadores em suas vagas, desde que cumpridas as normas da ABNT, da concessionária local e que a instalação seja feita por profissional habilitado. Os condomínios seguem autorizados a definir padrões técnicos, regras de responsabilização e critérios de medição e pagamento do consumo, preservando a segurança coletiva. A medida responde a conflitos recorrentes em prédios verticalizados, onde o receio de sobrecarga elétrica e incêndios frequentemente bloqueia pedidos individuais. Considerada essencial para a viabilidade do carro elétrico no país, a recarga domiciliar ganha ainda mais relevância diante do crescimento acelerado da frota eletrificada em São Paulo. Ao reduzir a insegurança jurídica, o projeto tende a facilitar a adoção de VEs e híbridos plug-in no maior mercado automotivo brasileiro. (Inside EVs – 19.12.2025)

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China: Exportações de VEs disparam em 2025 e Brasil ganha peso estratégico

A desaceleração gradual do mercado doméstico de VEs na China levou as principais montadoras do país a intensificarem fortemente sua estratégia de exportação em 2025, com resultados expressivos. Dados do governo chinês analisados pela Bloomberg mostram que as exportações de VEs cresceram 87% em novembro na comparação anual, totalizando quase 200 mil unidades no mês e aproximando o volume acumulado de 2 milhões de veículos nos onze primeiros meses do ano. Embora a Ásia siga como principal destino, o crescimento mais acelerado ocorre fora do continente, especialmente na América Latina e na Europa. O México se destacou como caso emblemático, com alta de 2.367% nas importações em novembro, impulsionada principalmente pela ofensiva da BYD, que avalia instalar uma fábrica local para atender a região. O Brasil acompanha essa tendência e figura entre os principais destinos dos VEs chineses na América Latina, beneficiado pela chegada de novas marcas, maior diversidade de modelos e preços mais competitivos. Mesmo na Europa, onde tarifas superam 40% em alguns mercados, as exportações avançaram 12% em 2025. Apesar disso, a maior parte da produção chinesa ainda permanece no mercado interno. Analistas avaliam que 2026 pode trazer um ritmo mais moderado, mas o avanço em mercados emergentes consolida a China como polo central da indústria global de veículos elétricos, com impacto direto sobre concorrência e preços no Brasil. (Inside EVs – 05.01.2026)

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Estudos apontam que VEs são mais eficientes no uso da energia do que veículos movidos a combustíveis sintéticos

O debate europeu sobre o futuro dos motores a combustão após 2035 tem reacendido discussões sobre eficiência energética, especialmente diante das propostas de uso de combustíveis sintéticos como alternativa aos VEs. Análises de eficiência do tipo well-to-wheel indicam que os VEs a bateria convertem uma parcela significativamente maior da energia disponível em movimento, enquanto os sistemas baseados em combustão enfrentam limitações físicas inerentes aos processos térmicos. Motores elétricos apresentam eficiência elevada e estável em condições reais de uso, ao passo que motores a gasolina e diesel operam com perdas substanciais, mesmo em configurações consideradas eficientes. No caso dos combustíveis sintéticos, as perdas energéticas se acumulam ao longo de etapas como eletrólise, captura de carbono e síntese química, reduzindo drasticamente o aproveitamento da eletricidade renovável. Estudos europeus indicam que pouco mais de 10% da energia inicial chega às rodas de um veículo abastecido com gasolina sintética, o que implica consumo de eletricidade até seis vezes maior para percorrer a mesma distância que um VE. Essa diferença tem implicações diretas para a transição da mobilidade, pois a adoção ampla de combustíveis sintéticos para automóveis exigiria volumes muito superiores de energia limpa, elevando custos e reduzindo a competitividade em um cenário de oferta limitada de eletricidade renovável. (Inside EVs - 22.12.2025)

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Noruega: Veículos elétricos responderam por 95% do mercado em 2025

A Noruega está se aproximando da meta de vender somente carros elétricos em 2026. Embora seja o maior exportador de produtos petrolíferos da Europa Ocidental, o país vem liderando a transição para veículos elétricos (VEs), com ambições antecipadas em relação a outros países da União Europeia. Em 2025, VEs representaram 95,9% dos novos registros na Noruega, o que corresponde a um número recorde de 179.549 carros, segundo a Federação Norueguesa de Estradas (OFV). Em dezembro, os VEs responderam por 97,6%. A tendência foi impulsionada pela alteração da política de isenções fiscais: o governo reduziu a isenção do IVA a partir de 1º de janeiro de 2026, o que incentivou muitos consumidores a comprar um novo veículo elétrico antes da virada do ano. A eliminação da isenção, inicialmente prevista para 2027, deverá ser adiada para 2028. Quanto aos players, a Tesla consolidou sua posição de liderança no mercado norueguês, representando 19,1% do total de emplacamentos, um bom desempenho em relação à queda nas vendas observada em outras partes da Europa, e as montadoras chinesas também aumentaram sua participação no mercado para 13,7%. (Petronotícias – 04.01.2026)

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S&P Global Mobility: Relatório explora futuro da transição energética no transporte de caminhões

O relatório Reinventing the Truck da S&P Global Mobility explora cenários até 2060 para a transição energética no setor de transporte rodoviário de cargas. O documento foca principalmente nos veículos comerciais médios e pesados (MHCVs), que representam quase 40% das emissões do setor rodoviário global, apesar de serem apenas 3,8% das vendas de veículos. Dois cenários principais guiam as projeções: o Base Case, com avanço desigual da eletrificação, e o Renaissance, com aceleração da transição após atrasos iniciais. A China se destaca como líder em caminhões elétricos, enquanto EUA e Europa enfrentam altos custos, incertezas regulatórias e adoção lenta. O Japão aposta fortemente no hidrogênio para veículos pesados. A análise enfatiza o Total Cost of Ownership (TCO) como métrica decisiva para adoção tecnológica, prevendo redução gradual de custos dos caminhões elétricos, especialmente na China. O relatório conclui que, apesar de incertezas e obstáculos, os fundamentos econômicos da transição energética no transporte permanecem sólidos, e a trajetória rumo à descarbonização, embora atrasada, continua intacta. (S&P Global – 09.01.2026)

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Wood Mackenzie: VEs podem deixar de ser um problema e virar solução para as redes elétricas

À medida que 2026 se aproxima, as redes elétricas globais enfrentam uma transformação profunda, pressionadas por novos padrões de consumo, digitalização e, sobretudo, pela rápida expansão dos VEs. Embora os VEs sejam hoje uma das cargas que mais crescem no sistema elétrico, eles ainda são vistos majoritariamente como um problema para a infraestrutura, apesar de possuírem um potencial de flexibilidade pouco explorado. O debate apresentado destaca que milhões de EVs já conectados à rede poderiam atuar como recursos energéticos distribuídos confiáveis, ajudando a equilibrar oferta e demanda, em vez de apenas sobrecarregar o sistema. Apoorv Bhargava, CEO da WeaveGrid, defende que, com controle planejado e confiável no nível da distribuição, VEs podem funcionar como infraestrutura energética previsível, indo além de respostas emergenciais de demanda. Amy Myers Jaffe reforça que essa flexibilidade só é eficaz quando cuidadosamente projetada, integrada às distribuidoras e baseada em confiança regulatória e técnica. A discussão também aborda fatores não tecnológicos, como comportamento do consumidor, política energética e custos da eletricidade. No futuro, a maior oportunidade de modernização das redes pode não estar apenas em novos cabos ou usinas, mas nos próprios carros elétricos estacionados nas garagens. (Wood Mackenzie – 06.01.2026)

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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Artigo de Jerônimo Goergen: “Biodiesel: transição energética, alimento e renda avançam juntos”

Em artigo publicado na Agência Eixos, Jerônimo Goergen (presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil [Aprobio]) trata do papel estratégico do biodiesel no desenvolvimento econômico e na transição energética do Brasil, destacando como esse biocombustível integra energia, agronegócio, alimentos, renda e sustentabilidade. O autor destaca que o avanço do biodiesel impulsiona o crescimento da soja e de outras culturas oleaginosas, fortalece a agroindústria, gera empregos e amplia a renda no campo, ao mesmo tempo em que reduz emissões e agrega valor à produção nacional. Além de ser uma política ambiental, o biodiesel é apontado como um elemento estruturante da economia brasileira, capaz de conectar agricultura, pecuária e indústria, estimular a diversificação produtiva, reduzir a dependência de commodities exportadas in natura e promover desenvolvimento regional. O artigo também pontua que o aumento gradual da mistura obrigatória — como o B15 e o futuro B16 — consolida o biodiesel como infraestrutura econômica essencial, reforçando a competitividade do Brasil no cenário global e sua soberania energética e alimentar. (Agência Eixos – 08.01.2026)

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Áustria: OMV garante financiamento para maior projeto de H2V do país

A OMV assegurou até € 123 milhões em financiamento de produção junto à Austria Wirtschaftsservice (aws) para desenvolver uma planta de hidrogênio verde de 140 MW em Bruck an der Leitha, na Baixa Áustria, que deverá entrar em operação até o fim de 2027. Considerado um dos cinco maiores projetos de hidrogênio verde da Europa e o maior da Áustria e do sudeste europeu, o empreendimento utilizará eletricidade renovável de fontes eólica, solar e hidrelétrica para produzir até 23 mil toneladas anuais do combustível. A produção será destinada principalmente à refinaria de Schwechat, com potencial de reduzir em até 150 mil toneladas por ano as emissões de carbono dos processos industriais da unidade. O projeto recebeu recomendação positiva do Banco Europeu do Hidrogênio e integra a estratégia de descarbonização da OMV, que investirá algumas centenas de milhões de euros na iniciativa. As obras começaram em setembro de 2025 e incluem a construção de um gasoduto de 22 quilômetros para ligação direta com a refinaria. A planta será desenvolvida em parceria com a Masdar, que terá 49% de participação, enquanto um consórcio liderado pela Siemens Energy será responsável pela engenharia, fornecimento de tecnologia de eletrólise e construção da unidade. (Energy Monitor – 08.01.2026)

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EPE: Pedidos de conexão por projetos de data centers e hidrogênio somam 54,2 GW até 2038

Segundo estudo divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Caderno de Transmissão de Energia Elétrica do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), os pedidos de conexão à Rede Básica de transmissão para projetos relacionados a data centers e à produção de hidrogênio via eletrólise somam 54,2 gigawatts (GW) até o ano de 2038. Esse volume representa mais da metade do pico de carga atual do Brasil, que é de aproximadamente 104 GW. Do total solicitado, 26,3 GW correspondem a iniciativas para data centers, enquanto 27,9 GW são destinados a plantas industriais de hidrogênio. Geograficamente, os projetos de hidrogênio estão concentrados principalmente na região Nordeste, que apresenta potencial para a instalação dessas plantas, enquanto os pedidos para data centers se concentram sobretudo no estado de São Paulo, refletindo a maior demanda por infraestrutura digital e tecnológica nessa localidade. A EPE destaca que a concretização desses projetos depende de múltiplos fatores. Para os data centers, o crescimento é impulsionado pela digitalização da economia e pelo avanço da inteligência artificial, além da maturação precisar de viabilidade econômico-financeira e novas regras de garantias. No caso dos projetos de hidrogênio, a efetivação dos investimentos depende da consolidação da cadeia produtiva nacional, da competitividade econômica e do desenvolvimento de mercados consumidores internos. A EPE também ressalta a medida provisória que institui o (Redata), o Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro) e, por fim, o marco legal das eólicas offshore. (BroadcastEnergia - 04.01.2026)

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Projeto prevê sistema de H2 para transporte em Pecém

Um projeto de R$ 33,1 milhões vai implementar uma microcadeia operacional de hidrogênio verde voltada ao transporte pesado dentro de Pecém (CE). Conforme divulgação, a iniciativa do Grupo Cordeiro e da Unilink deriva de umedital de R$ 113,1 bilhõesaprovado em setembro do ano passado por um conjunto de instituições financeiras e de fomento. Como BNDES, Finep, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e a Sudene. Dessa forma, o H2Mover-Pecém prevê a instalação de uma estrutura operacional completa. A proposta inclui uma planta piloto fixa com produção diária de até 100 kg do energético. Além de sistemas de armazenamento e compressão, e uma unidade móvel para abastecimento direto de veículos pesados que operam no complexo. Cinco equipamentos vão formar a frota inicial. São veículos adaptados com motores a hidrogênio (H2-ICE) e modelos elétricos equipados com célula de combustível (FCEV). Além disso, a operação será acompanhada por uma plataforma digital de rastreabilidade, desenvolvida com a participação do Instituto Federal do Ceará (IFCE). Assim, permitirá o monitoramento de desempenho operacional, emissões evitadas e integração logística em tempo real. (Agência CanalEnergia - 07.01.2026)

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Wood Mackenzie: Relatório aponta cinco fatores decisivos para o futuro do hidrogênio em 2026

A Wood Mackenzie identificou cinco desenvolvimentos críticos que poderão remodelar a cadeia global do hidrogênio. São eles: ganhos em projetos não-RFNBO (Combustíveis Renováveis de Origem Não Biológica), preços de licitação para projetos indianos, recuo do Oriente Médio, decisões finais de investimento (FID) em craqueadores e abandono das metas industriais da RED III (Diretiva de Energia Renovável). De acordo com oestudo empreendido pela consultoria, o energético enfrenta um ano crucial, com os investimentos se afastando cada vez mais das rígidas regras europeias. Não atingindo assim as ambiciosas metas para 2030. Enquanto isso, o Oriente Médio deve cancelar mais três grandes projetos em meio à demanda em declínio. (Agência CanalEnergia - 08.01.2026)

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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Artigo de Andrew Ponec: “Armazenamento térmico é um caminho barato e escalável para apoiar rapidamente o crescimento da IA e da indústria”

Em artigo publicado no World Economic Forum (WEF), Andrew Ponec (CEO da Antora Energy) pontua que a crescente demanda por eletricidade, impulsionada pela digitalização e pela explosão da inteligência artificial (IA), está pressionando as infraestruturas energéticas globais, especialmente nos EUA e Europa. Data centers e grandes fábricas estão exigindo volumes de energia comparáveis aos de cidades inteiras, e o tempo de espera para novas conexões e usinas é de anos. Embora a geração de energia limpa e barata já tenha avançado consideravelmente, o desafio atual não é de geração, mas de disponibilização contínua dessa energia. Nesse contexto, o autor argumenta que p armazenamento térmico surge como solução rápida e econômica. Tecnologias como baterias térmicas, que utilizam eletricidade excedente para aquecer materiais abundantes, oferecem armazenamento de energia por longos períodos a custos inferiores aos das baterias convencionais. Essa energia térmica pode ser usada diretamente em processos industriais ou convertida em eletricidade. O texto conclui que a tecnologia, além de escalável e econômica, é considerada essencial para garantir energia 24/7, tornando-se crítica para setores como IA e manufatura. Assim, o armazenamento térmico não apenas resolve um problema de tempo, mas pode se tornar a base da nova era de crescimento industrial e digital. (World Economic Forum – 08.01.2026)

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Artigo de Ciro Lima: "Como a digitalização está redefinindo o setor elétrico brasileiro"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ciro Lima (CMO da Nansen) trata da digitalização das redes elétricas como uma transformação estrutural e estratégica para o setor elétrico brasileiro, impulsionada pela expansão da geração distribuída, pelo crescimento da mobilidade elétrica e pela crescente complexidade operacional das concessionárias. O autor destaca que o avanço das smart grids, apoiadas em medição avançada, automação, sensores IoT, comunicação robusta e plataformas de dados, é essencial para garantir visibilidade, rapidez de resposta e eficiência na gestão da rede, além de viabilizar a integração com armazenamento de energia e recarga de veículos elétricos. Lima ressalta os benefícios diretos ao consumidor, como maior confiabilidade, redução de interrupções, faturamento mais preciso e tarifas mais inteligentes. Para o futuro, aponta o papel do armazenamento, da inteligência artificial e dos modelos tarifários dinâmicos, concluindo que a digitalização é condição indispensável para uma transição energética sustentável e para a construção de um sistema elétrico moderno, flexível e resiliente. (GESEL-IE-UFRJ – 09.01.2026)

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Artigo de Jesse Cohen: “Como VPPs podem ajudar a acelerar a conexão de data centers à rede”

Em artigo publicado no Utility Dive, Jesse Cohen, Mark Dyson e Lauren Shwisberg (RMI) destacam que a explosão na demanda por eletricidade causada pelo crescimento dos data centers tem gerado gargalos nas conexões à rede elétrica nos EUA, com projetos enfrentando filas de interconexão que duram anos. Os autores apontam como alternativa viável, rápida e escalável, as usinas virtuais (VPPs), agregações inteligentes de recursos energéticos distribuídos (REDs) que surgem como solução capaz de fornecer capacidade adicional em questão de meses, sem necessidade de construir novas usinas. Já existem cerca de 30 GW de capacidade instalada em VPPs no país, com potencial de atingir até 160 GW até 2030, o suficiente para cobrir cerca de 20% da demanda de pico. O artigo propõe três modelos comerciais para escalar as VPPs com apoio dos data centers: VPPs financiadas pelos próprios data centers e operadas por concessionárias em troca de conexão acelerada; um sistema de “créditos de capacidade” em que VPPs comercializam megawatts equivalentes para viabilizar conexões mais rápidas; e o uso de VPPs como reforço de confiabilidade em acordos de interconexão flexível, permitindo que os data centers reduzam sua carga em horários críticos. Para viabilizar esses modelos em larga escala, o texto defende avanços regulatórios que acelerem o processo de interconexão, promovam o planejamento energético integrado e protejam os demais consumidores contra repasses de custo. A conclusão é que, com os incentivos certos, as VPPs podem ocupar papel central no futuro energético descentralizado e digitalizado, ajudando a suprir a crescente demanda dos data centers e fortalecendo a resiliência da rede elétrica. (Utility Dive – 08.01.2026)

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Artigo de Kivanç Zaimler: “Ampliando a inovação na interseção das transições digital e energética”

Em artigo do Fórum Econômico Mundial (WEF), Kivanç Zaimler (Diretor Executivo da Sabanci Holding) destaca que a próxima fase do crescimento global será definida pela integração entre inteligência digital e infraestrutura energética, sistemas cada vez mais interdependentes. Segundo o executivo, a expansão da IA, da manufatura avançada e dos data centers eleva rapidamente a demanda por eletricidade, exigindo que o planejamento digital e energético evoluam de forma coordenada. Quando essa integração falha, surgem gargalos, atrasos e custos maiores; quando há alinhamento, aumentam a eficiência, a produtividade e a confiabilidade dos sistemas. Nesse sentido, governança clara é central para atrair investimentos. Regras simples, contratos de longo prazo, sinais de preço transparentes e padronização reduzem riscos e tornam projetos financiáveis, como destaca o Energy Transition Index 2025 do (WEF). Estima-se que até US$ 30 trilhões adicionais sejam necessários até 2050, sobretudo em mercados emergentes, com instrumentos como financiamento misto e securitização verde tendo papel decisivo. O texto frisa que a infraestrutura energética deve se tornar mais inteligente, combinando redes, armazenamento e monitoramento digital. Isso exige também investimento em capacitação profissional, formando trabalhadores aptos a operar sistemas híbridos. A experiência da Turquia ilustra boas práticas, como leilões competitivos, digitalização da rede, PPAs para grandes cargas digitais e métricas transparentes de uso de energia. Por fim, conclui-se que a cooperação entre governos, empresas e sociedade é apresentada como condição essencial para garantir crescimento com confiabilidade, acessibilidade e sustentabilidade. (World Economic Forum – 05.01.2026)

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Artigo de Sneha Vasudevan: “Alinhamento programática é fundamental para escalar a resposta à demanda residencial com baterias”

Em artigo publicado no Utility Dive, Sneha Vasudevan (gerente de projetos e líder técnica na Uplight) discute como o armazenamento residencial por baterias, combinado a programas de resposta à demanda, está se tornando uma estratégia essencial para concessionárias enfrentarem picos de consumo e eventos climáticos extremos. Apesar do forte crescimento nas instalações de baterias residenciais nos EUA em 2025, a adesão aos programas permanece aquém do potencial. A autora argumenta que o problema não está na tecnologia, mas na falta de alinhamento entre concessionárias, fabricantes, provedores de tecnologia e consumidores, cujos incentivos são fragmentados. O texto propõe quatro ações para escalar esses programas: 1) utilizar dados de clientes para selecionar parceiros com maior presença regional e funcionalidade adequada; 2) romper barreiras de integração por meio de APIs e kits de desenvolvimento universais, reduzindo custos e acelerando a interoperabilidade; 3) simplificar a experiência do consumidor com mensagens claras, alinhadas entre concessionárias e fabricantes, e processos de adesão acessíveis; e 4) adotar modelos de compartilhamento de risco, em que concessionárias garantem pagamentos mínimos a parceiros em troca de compromissos com marketing e integração. O artigo conclui que, para escalar esses programas, é preciso tratá-los como uma oportunidade de desenvolvimento de mercado, não apenas como um problema de implantação tecnológica. (Utility Dive – 06.01.2026)

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Origin Energy: Primeira fase do maior sistema BESS do hemisfério Sul entra em operação

A primeira fase do Eraring BESS, da Origin Energy, já está operacional e consolida o projeto como o maior sistema de armazenamento em baterias aprovado no Hemisfério Sul. A etapa inicial conta com 460 MW de potência e 1.770 MWh de capacidade, resultado de um trabalho conjunto entre Origin e parceiros como Wärtsilä, Enerven, Jacobs, Lumea e Transgrid, entregue no prazo e abaixo do orçamento. Em dezembro, a Origin anunciou um investimento adicional de US$ 80 milhões para a quarta fase do projeto, cuja construção começa no fim de 2025 e entrada em operação está prevista para o 1º trimestre de 2027. Com isso, o complexo atingirá 700 MW / 3.160 MWh, reforçando seu papel estratégico no sistema elétrico australiano. Segundo a empresa, o Eraring BESS será fundamental para atender ao pico noturno, responder rapidamente às variações de oferta e demanda, viabilizar maior integração de renováveis e reduzir a pressão sobre os preços no mercado atacadista. O projeto integra o portfólio de 1,7 GW em BESS da Origin na Austrália. (Energy Magazine – 09.01.2026)

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Schneider Electric: Lançamento de plataforma para modernizar rede elétrica

A Schneider Electric anunciou o lançamento da One Digital Grid Platform, uma solução digital habilitada por inteligência artificial voltada à modernização das operações de concessionárias de energia. A plataforma foi desenvolvida para aumentar a resiliência das redes elétricas, reduzir custos operacionais e melhorar a confiabilidade do fornecimento, especialmente em situações críticas como tempestades e desligamentos preventivos por segurança pública. Segundo a companhia, a solução oferece estimativas de restauração de energia em tempo real, ampliando a transparência e a comunicação com os consumidores. A plataforma integra planejamento, operação e gestão de ativos em um único ambiente, permitindo que as distribuidoras inovem sem a necessidade de investimentos elevados em infraestrutura adicional. A One Digital Grid Platform utiliza recursos de IA para prever falhas, otimizar fluxos de trabalho e alinhar dados da rede, contribuindo para decisões mais rápidas e precisas. Operando em nuvem sobre o Microsoft Azure, a solução combina escalabilidade com padrões robustos de cibersegurança, atendendo às exigências crescentes do setor elétrico diante da digitalização e da maior complexidade dos sistemas de distribuição. (Agência CanalEnergia - 17.12.2025)

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Impactos Socioeconômicos

Artigo de Albert Cheung: “Progresso apesar da fragmentação: a transição energética para 2030”

Em artigo do BloombergNEF, Albert Cheung (Vice-CEO e Chefe de Análise de Transição Global) destaca que, apesar de um cenário geopolítico fragmentado e prioridades divergentes entre grandes economias, a transição energética global segue avançando. O autor pontua que EUA, China e Europa trilham caminhos distintos: os EUA priorizam IA e combustíveis fósseis; a China combina segurança energética e liderança em renováveis; e a Europa mantém a meta climática, apesar de desafios de competitividade. Em 2025, foram instalados 800 GW de energia solar e eólica no mundo, e até 2030 espera-se mais 4,5 TW. O armazenamento de energia também cresce, com custos em queda. Ainda, os veículos elétricos já representam 25% das vendas globais, com destaque para a China. No entanto, o texto aponta que setores difíceis de descarbonizar, como aviação e indústria pesada, ainda dependem de políticas robustas como precificação de carbono e subsídios. A esse respeito, o mecanismo de ajuste de carbono da fronteira (CBAM) da UE e novos mercados de carbono na Ásia são vistos como marcos importantes. O artigo conclui que, mesmo com o fracasso em limitar o aquecimento global a 1,5°C, a transição energética ainda oferece um caminho viável e economicamente justificável para limitar os impactos das mudanças climáticas. (BloombergNEF - 06.01.2026)

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Artigo de Daniel Domingues: “A energia solar nos telhados está em alta, mas não nas comunidades que mais precisam”

Em artigo publicado no Utility Dive, Daniel Domingues (CEO da Planno) destaca que, apesar do crescimento acelerado da energia solar fotovoltaica distribuída, sua adoção permanece desigual. A exemplo do caso dos Estados Unidos, o autor argumenta que a aioria dos sistemas solares residenciais está concentrada em comunidades de alta renda, enquanto lares de baixa renda, que mais se beneficiariam da tecnologia, seguem marginalizados. O alto custo inicial de instalação, barreiras de financiamento, condições inadequadas de moradia e desconfiança em relação a fornecedores contribuem para essa exclusão. Estudos mostram que bairros de baixa renda têm maior potencial de compensação de carbono, mas menos instalações solares. O autor pontua que programas estaduais, como o Disadvantaged Communities - Single-family Solar Homes na Califórnia, que cobre 100% dos custos para famílias qualificadas, e projetos de community solar (compartilhamento de geração solar), buscam reverter esse cenário. O texto conclui que, para que a energia solar beneficie quem mais precisa, é essencial alinhar subsídios, inovação tecnológica e ações comunitárias transparentes, promovendo inclusão e confiança. O desafio não é mais viabilizar a energia solar, mas garantir que ela funcione para todos, de forma justa e eficaz. (Utility Dive – 05.01.2026)

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Artigo de Jennifer Morgan: “A batalha pela transição energética global está acontecendo entre petroestados e eletroestados”

Em artigo publicado no The Conversation, Jennifer Morgan (Pesquisadora sênior do Centro de Políticas Internacionais de Meio Ambiente e Recursos Naturais e do Laboratório de Políticas Climáticas da Tufts University) argumenta que a transição energética global está se tornando um campo de disputa entre os chamados petro-states (países dependentes de combustíveis fósseis) e os electro-states (países que veem nas energias renováveis uma oportunidade econômica e geopolítica). Segundo a autora, apesar dos avanços recentes, como o crescimento recorde das energias renováveis em 2024 e 2025, a produção de combustíveis fósseis ainda cresce, impulsionada por interesses de países como os EUA. Na COP30, em Belém (2025), embora mais de 80 países tenham apoiado a criação de um roteiro para abandonar os combustíveis fósseis, a proposta foi vetada por nações produtoras de petróleo e gás. Para 2026, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, promete liderar a construção de dois roteiros globais: um para conter o desmatamento e outro para uma transição energética justa. Casos como os de Brasil, Noruega e Nigéria ilustram os dilemas e oportunidades da transição, que precisa ser equitativa e considerar a dependência econômica dos fósseis. O texto conclui que a COP31, na Turquia, será decisiva para retomar o tema nas negociações climáticas. (The Conversation – 06.01.2026)

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Artigo de Yun B. Choi: “Como uma economia circular pode fortalecer a cadeia de suprimentos de energia limpa do futuro”

Em artigo publicado no Fórum Econômico Mundial (WEF), Yun B. Choi e Kijune Kim (Korea Zinc) abordam que a transição energética global exige uma cadeia de suprimentos de minerais críticos mais resiliente e sustentável. Destaca-se que o aumento da demanda por lítio, níquel, cobalto e outros minerais, impulsionado por baterias, veículos elétricos e painéis solares, evidencia a vulnerabilidade da dependência de poucos países produtores. Diante disso, a economia circular surge como estratégia essencial ao recuperar e reciclar metais de produtos em fim de vida, como baterias e painéis solares, reduzindo emissões e riscos geopolíticos. Segundo os autores, esse modelo, além de ambientalmente benéfico, gera vantagem competitiva ao alinhar-se às exigências de sustentabilidade do mercado global. Para escalar esse sistema, são necessários investimentos em infraestrutura de reciclagem, padronização regulatória e incentivo à inovação tecnológica. O artigo conclui que governos e empresas devem cooperar para que a circularidade se torne um pilar central da política industrial e da segurança energética. Assim, países que adotarem essa abordagem integrarão a vanguarda da competitividade energética limpa e sustentável. (World Economic Forum – 07.01.2026)

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